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OBSERVAÇÕES GERAIS
Estímulo Lesivo Celular
Origem: Físico, químico ou
biológico
Consequência: Lesão celular e
liberação de enzimas intracelulares
Liberação e Ativação de Mediadores
Endógenos, como as cininas:
histamina, prostaglandinas, 5-HT.
Assim como peptídeos: angiotensina,
substância Pe BK, acidose tecidual
Também pode pela produção de íons
K+ e H+
Ativação do Sistema do Complemento
Reação inflamatória aguda e
alterações morfofisiológicas, infiltrado
celular e sensibilização seletiva por
substâncias algésicas durante a
inflamação:BK, 5-HT e PGs*
Desfecho:
Resolução: Inflamação controlada
Cronificação: Persistência dos
sinais inflamatórios e dor
FARMACOLOGIA DA DOR E DA INFLAMAÇÃO
Esse sistema mantém a temperatura
interna do corpo em níveis ideais,
respondendo a variações de
temperatura externas e internas. Esse
processo envolve várias partes:
1. Receptores cutâneos: Receptores
na pele detectam mudanças de
temperatura, identificando frio ou calor.
Esses sinais são enviados ao cérebro.
2. Centros termorreguladores no
hipotálamo: O hipotálamo é o principal
centro de controle da temperatura. Ele
recebe e processa as informações dos
receptores cutâneos, atuando com base
na necessidade de aumentar ou
diminuir a temperatura corporal. A
modulação desse controle envolve
substâncias como:
Prostaglandinas (PGs)
Catecolaminas
Cininas
Acetilcolina
3. Efetuadores: São os mecanismos
que o corpo utiliza para ajustar a
temperatura:
Fluxo sanguíneo: A dilatação ou
constrição dos vasos
sanguíneos regula a dissipação
ou retenção de calor.
Glândulas sudoríparas: O suor
ajuda a esfriar o corpo quando a
temperatura está elevada.
Ventilação pulmonar: A
respiração também contribui
para a troca de calor.
4. Pirogênios: São substâncias que
causam febre.
Pirogênios endógenos: São
liberados por leucócitos e outras
células do corpo em resposta a
infecções ou inflamação.
Pirogênios exógenos:
Microorganismos, como
bactérias e vírus, também
podem liberar substâncias que
elevam a temperatura corporal.
SISTEMA DE TERMORREGULAÇÃO
No século XVIII, plantas como o salgueiro
(Salix alba) eram usadas para reduzir
febre. Em 1838, Raffaele Piria isolou o
ácido salicílico da salicina, e em 1844,
Auguste Cahours fez o mesmo a partir do
óleo de Gautéria. Em 1860, Hermann
Kolbe sintetizou o ácido salicílico. Em
1897, o químico Felix Hoffmann, da Bayer,
sintetizou o ácido acetilsalicílico (AAS),
que foi introduzido clinicamente em 1899
por Heinrich Dreser. Nesse ano, a Bayer
começou a produzir o AAS com o nome
"Aspirin", e em 1919, a marca entrou em
domínio público. Em 1994, o consumo
global de aspirina chegou a 50 mil
toneladas.
HISTÓRICO DA ASPIRINA
FARMACOLOGIA
@brunoxmns
AINES
*VD - Vasodilatação
*VC - Vasoconstrição
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
FARMACOLOGIA
@brunoxmns
VIA DO ÁCIDO ARACDÔNICO
MECANISMO DE AÇÃO
AINES
*Fosfolipídios são convertidos em Ácido
Araquidônico pela ação da Fosfolipase A2.
*Ácido Araquidônico pode ser
metabolizado por:
Cicloxigenases (COX) → Produção de
Prostaglandinas (PGs), Tromboxanos
(TxA2 e TxB2) e Prostaciclinas (PGI2).
Lipoxigenases → Produção de
Leucotrienos (Não podem inibidos por
AINES).
Inibição periférica e central da atividade da
enzima ciclooxigenase e subsequente
diminuição da biosíntese e liberação dos
mediadores da dor, inflamação, e febre
(PGs).
MECANISMO DE AÇÃO ANTINFLAMATÓRIA
MECANISMO DE AÇÃO ANALGÉSICA
MECANISMO DE AÇÃO ANTITÉRMICA
CICLOOXIGENASE 1 (COX-1)
Enzima essencial e constitutiva,
presente na maioria das células e
tecidos.
Produz prostaglandinas (PGs) para a
manutenção de funções fisiológicas.
Estimula funções como produção de
muco gástrico, regulação do ácido
gástrico e excreção de água pelos
rins.
ANALGÉSICOS, ANTITÉRMICOS E ANTIINFLAMATÓRIOS
FARMACOLOGIA
@brunoxmns
CICLOOXIGENASE 2 (COX-2)
COX-1 x COX-2
PROSTANGLANDINAS
AINES
Formação induzida durante processos
inflamatórios, estimulada por
interleucinas (IL-1, IL-2) e TNF-α.
Normalmente ausente nas células,
ativada apenas em células
específicas (ex: a549, células
especiais do pulmão) como parte da
resposta imune.
Produz PGs que mediam dor,
inflamação e febre.
COX-1: Continuamente estimulada,
concentração estável; gera PGs para
processos básicos do organismo.
COX-2: Induzida em resposta a
inflamação; gera PGs para a resposta
inflamatória.
As prostaglandinas são compostos
químicos derivados do ácido
araquidônico, que podem desempenhar
diversas funções importantes no corpo
humano, incluindo:
Agregação Plaquetária: TXA2
estimula; PGI inibe.
Relaxamento Vascular: PGE2 e
PGI promovem; PGF e TXA
causam contração.
Contração Brônquica: PGF2, LCT,
LTD e TXA causam contração;
PGE provoca relaxamento.
Proteção da Mucosa Gástrica:
PGE1 e PGI.
Fluxo Renal e Metabolismo de Na⁺
e K⁺: PGE1 e PGI2.
Contração Uterina: PGE e PGF2α.
Produção de Febre: PGE2.
Hiperalgesia: eleva a sensibilidade
das terminações nociceptivas.
*Além disso, as prostanglandinas podem ter funções terapêuticas como estimulação uterina: usadas em
abortos entre 12 e 20 semanas. No Trato Gastrointestinal, para tratamento anti-ulceroso. Como
também, para Agregação Plaquetária, como substituto da heparina.
SALICILICATOS, AAS, ASPIRINA (INIBIDOR SELETIVO DA COX-2)
FARMACOLOGIA
@brunoxmns
FARMACOCINÉTICA
CONTRAINDICAÇÕES
INDICAÇÕES CLÍNICAS
TOXICIDADE:
AINES
Distribuição: Presente livre e ligada a
proteínas plasmáticas (albumina);
atravessa a barreira hematoencefálica
(BHE), placenta, e está presente em
líquido sinovial, peritoneal, saliva, fezes,
leite e suor.
Efeitos anticoagulantes: Contraindicado
em terapia anticoagulante, alterações na
coagulação, e cirurgias.
Efeitos sobre o aparelho gastrointestinal:
Úlcera péptica, gastrite ou sangramento
gastrointestinal.
Gravidez: Risco de fechamento
prematuro do ductus arteriosus,
complicações durante o parto e
sangramentos maternos.
Febre em crianças: Contraindicado em
casos de infecções virais (ex: varicela)
devido ao risco de síndrome de Reye
(lesão hepática severa e encefalopatia).
Absorção: Via oral (estômago e intestino
delgado); níveis plasmáticos em 30
minutos, pico em 2 horas.
Fatores que influenciam a absorção:
Composição do fármaco.
Velocidade de desintegração e
dissolução.
Influência de alimentos, pH e
tempo de esvaziamento gástrico.
Metabolização: Realizada por esterases
na mucosa gastrointestinal (hidrólise) e
conjugação com glicina e ácido
glicurônico.
Excreção: Predominantemente renal,
influenciada pelo pH urinário e competição
com outros ácidos orgânicos.
Analgesia: Para dores leves a
moderadas (cefaleia, dismenorreia,
mialgias, artralgias, neuralgias,
desconforto pós-operatório, etc.).
Antitérmico.
Anti-inflamatório.
Antiagregante plaquetário.
Queratolítico.
Gastrointestinal: Intolerância, ulceração e sangramento; mecanismo
envolve acúmulo de HCl e diminuição da síntese de prostaglandinas.
Nefrotoxicidade: Necrose papilar e nefrite intersticial em uso crônico.
Hepatotoxicidade: Aumento de transaminases.
Desequilíbrio ácido-básico: Hiperventilação e alcalose respiratória
em doses terapêuticas; acidose metabólica em altas concentrações.
*demais derivados, olhar no slide, ele só falou por cima

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