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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM 
HITÓRIA I 
 
 
 
 
 
Jéssica Caldeira Soares 
Matrícula n.º: 202312093097 
História – Formação Pedagógica 
 
 
São Domingos do Prata/MG 
2024/09 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM HITÓRIA I 
 
 
 
 
 
 
Esse trabalho é pré-requisito para aprovação 
na disciplina Estágio Supervisionado em 
História I, do curso de História - Formação 
Pedagógica (modalidade EAD), ministrada 
pelo professor Marcelo de Almeida, da 
Universidade Estácio de Sá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Domingos do Prata/MG 
2024/09 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................4 
2- ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA...... .5 
1.1 - Aspectos físicos, humanos e material da escola...............5 
1.2 - Projeto Político-Pedagógico............................................8 
1.3 - A escola como grupo social.............................................9 
1.4 - Atividades docentes e discentes......................................12 
3- CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................14 
4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................15 
5 – ANEXOS...........................................................................16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Finalmente, este relatório é uma recapitulação das experiências e 
atividades associadas ao Estágio Supervisionado em História I da Universidade 
Estácio de Sá do Ensino Fundamental. Como resultado, seu propósito é a 
inserção do aluno no campo de estágio, bem como prepará-lo para a prática 
docente. 
Dessa forma, a escola, através de uma situação devidamente planejada, 
representa, ainda que de maneira simplificada, um momento especial na 
construção do professor de História, haja vista a oportunidade de concretização 
das teorias apresentadas nas aulas e a realidade da prática docente no seu 
contexto de trabalho. Por meio da análise e reflexão acerca da complexidade 
que caracteriza a escola; de suas múltiplas redes de convivências; de seus 
diferentes aspectos e sujeitos constituintes, e, sobretudo, da compreensão de 
que a comunidade escolar é feita de agentes educadores e todos os espaços 
são de ensino aprendizagem. Retrata, portanto, a possibilidade do aluno de 
relacionar o saber acadêmico com as práticas reais do trabalho docente e 
adquirir elementos para o desenvolvimento da sua capacidade crítica diante da 
realidade organizacional da escola. 
Nesse interim, o meu estágio foi todo acompanhado pela professora 
Mácia de Oliveira, licenciada em História. 
O propósito inicial foi conhecer a estrutura do espaço escolar, bem 
como a sua compreenção. Observar o cotidiano dos alunos, dos professores 
e demais funcionários, para tomar conhecimento do ambiente escolar. 
A professora me passou como é elaborada as aulas e seus 
planejamentos, bem como seus objetivos, finalidade e princípios utilizados 
para viabilizar a realização de ações concretas que permitam atingir metas 
direcionadas pelo Projeto Político-Pedagógico da instituição, suas relações 
interdisciplinares voltadas à ampliação da percepção dos alunos sobre os 
assuntos e como eles se inserem na sua realidade, o comprometimento da 
comunidade escolar; dos gestores; alunos, pessoal de apoio e da família com 
os objetivos apontados pelo projeto e, os processos de avaliação do 
desempenho do discente e de auto - avaliação da própria escola sobre como 
5 
 
desempenha seu papel neste processo de formação de cidadãos 
conscientes. 
O requisito parcial para obtenção de aprovação na disciplina de Ensino 
e Estágio Supervisionado I em História – Formação Pedagógica, junto à 
Universidade Estácio de Sá, em consonância com as Diretrizes Curricular e 
Nacionais do curso de História, o presente relatório resulta da observação e 
coleta de dados obtidos na vivência do cotidiano da escola. 
A Escola Estadual Coronel Francisco Rolla, é localizada na Rua: Getúlio 
Vargas, nº 126, Centro, na cidade de São Domingos do Prata/MG, CEP: 35.995-
000. 
O estágio foi iniciado em 26 de junho de 2024 e finalizado no dia 06 de 
setembro de 2024, sendo supervisionada por Márcia de Oliveira, professora de 
História na instituição concedente. Acompanhei turmas a partir do sexto ano, 
sétimo ano e oitavo ano. 
 
Como cita Alves: 
 
“Buscar entender, de maneira diferente do aprendizado as 
atividades dos cotidianos escolares ou cotidianos comuns exige 
que esteja disposta a ver além daquilo que os outros já viram e 
muito mais: seja capaz de mergulhar inteiramente em uma 
determinada realidade, buscando as referências de sons, sendo 
capaz de engolir sentindo a variedade de gostos, caminhar 
tocando coisas e pessoas e me deixando tocar por elas, 
cheirando os odores que a realidade coloca a cada ponto do 
caminho diário”. (ALVES, 2008, p. 18.19). 
 
 
2. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA 
2.1 – Aspecto Físico, Humano e Material da Escola 
 
A Escola Estadual Coronel Francisco Rolla, situa-se na Rua: Getúlio 
Vargas, nº 126, Centro, na cidade de São Domingos do Prata/MG, CEP: 35.995-
000. A escola atende o ensino fundamental II (6º ao 9º ano), nos turnos matutino 
e vespertino (anos finais). 
Foi criada pelo Decreto nº 5.602 de 30/06/1959, publicado no MG de 
04/07/1959 sendo Governador do Estado Dr. José Francisco Bias Fortes; 
6 
 
Secretário da Educação Dr. Feliciano de Oliveira Pena; Prefeito Dr. José Mateus 
de Vasconcelos; Vice-Prefeito em exercício Lúcio Monteiro de Oliveira. 
Foi instalada no dia 17 de maio de 1960 por ordem do Sr. Secretário de 
Educação. Desde a sua instalação funciona em prédio próprio, do Estado. 
Hoje a diretora escolar é a Luciana Felix Rolla Nascimento e sua vice 
Simone dos Santos Silva Marques, que estão na direção da escola desde o ano 
de 2019. 
Chico Rolla, como é conhecida a escola na cidade, tem uma equipe 
docente composta por 44 (quarenta e quatro) professores, conta ainda com 1 
(uma) secretária e 6 (seis) auxiliares de secretária, 2 (duas) supervisoras 
pedagógicas, 2 (duas) bibliotecária, 12 (doze) serventes. 
A unidade de ensino funciona em dois turnos, matutino e vespertino, com 
um total de 601 (seiscentos e um) alunos matriculados na escola, sendo 301 
(trezentos e um) alunos no turno matutino e 300 (trezentos) alunos no turno 
vespertino. A escola não trabalha em período integral. 
A escola atende pessoas com deficiência, crianças e adolescentes com 
autismo, surdas e cadeirantes. Cada um possui um professor de apoio durante 
as aulas e em alguns casos até no intervalo. 
A escola tem como recursos físicos disponíveis, 10 (dez) salas de aula, 
1 (um) laboratório de informática, 1 (uma) biblioteca, 1 (uma) cozinha, 1 (um) 
refeitório, 1 (uma) cantina, 1 (uma) sala de recurso, 2 (duas) secretarias, 1 (uma) 
sala de professores, 1 (uma) sala de supervisão, 1 (um) pátio, 1 (uma) quadra 
de esportes ampla e coberta, 12 (doze) banheiros. 
As salas de aula possuem duas janelas médias, paredes pintadas com 
alguns riscos, algumas salas com tetos descascados, precisando de pintura e 
reparo, todas as salas possuem ventiladores, mobiliário e lâmpadas, possuem 
projetores, quadro em lousa branca, tem uma média de 35 (trinta e cinco) alunos 
por sala. O prédio da escola é bem antigo, possui 64 anos. 
O laboratório de informática possui cerca de 15 (quinze) computadores 
em bom estado. 
A Biblioteca da escola não é muito grande, administrada por duas 
auxiliares, uma no período da manhã e outra no da tarde. Os livros estão 
dispostos em estantes, organizados e ordenados de forma temática. 
7 
 
Seu acervo possui algumas enciclopédias, coleções de revistas, livros 
didáticos, jornais mapas políticos e geográficos e outros. Existe o sistema de 
empréstimos onde os interessados podem ficar uma semana com o livro, ainda 
assim a procura é pequena. Duas mesas e seis cadeiras foramdisponibilizadas 
para aqueles que desejarem utilizar o espaço para leitura e pesquisa. 
O refeitório é amplo, limpo e organizado, são servidas as refeições 
que o Estado oferece aos alunos, possui 3 mesas longas com bancos que 
comportam uma grande quantidade de alunos. 
A escola possui 2 (dois) pátios, um no primeiro adar e outro no 
segundo. Possui 2 bebedouros no pátio do primeiro andar. 
Quanto ao acesso para pessoas com deficiência, cada andar possui 
uma entrada pela rua, porém, um cadeirante não consegue circular dentro 
da escola normalmente quanto aos outros alunos, por não ter acesso sem 
ser escadas, visto ser uma escola muito antiga, que possui mais de 60 anos. 
A sala dos professores tem uma tamanho médio, com mesa para 
reuniões e planejamentos, possui um filtro com água, e sempre café fresco 
para os professores, conta com armários para os mesmos guardarem seus 
pertences, possui dois computadores, local onde os professores ficam antes 
da aula começar, nos intervalos, etc. 
A sala da direção não possui recepção, fica ao lado da secretaria, 
sendo duas mesas, uma da diretora e outra da vice. 
A secretaria possui 4 (quatro) mesas, conta com 3 (três) auxiliares de 
secretaria em cada turno e 1 (uma) secretária, é onde fica o arquivo escolar 
e pessoal dos alunos e outros documentos, são feitas declarações, 
transferências e admissões de novos alunos. 
A segunda secretaria é somente do financeiro, uma sala pequena 
somente para uma secretária. 
A sala da supervisão é bem pequena, possui uma mesa e cadeiras, 
e armário com arquivos. São duas supervisoras, sendo uma no turno 
matutino e outra no vespertino. 
Os banheiros são 12 (doze) ao total, 1 (um) feminino contendo 4 
(quatro), 1 (um) maculino com 4 repartições no primeiro andar, 2 (dois) 
indiviuais no primeiro andar e mais 2 (dois) individuais no segundo andar. 
Os banheiros são bem antigos também, porém muito limpos. 
8 
 
A quadra é grande e possui cobertura e possui arquibancadas, fica no 
segundo andar, onde são feitas as atividades de educação física e algumas 
apresentações, visto não possuir auditório na escola. 
 
2.2 – Projeto Político – Pedagógico 
 
O Projeto Político – Pedagógico da Escola Estadual Coronel Francisco 
Rolla n.º 31103845, foi elaborado no ano de 2024. 
O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento teórico 
metodológico para a intervenção e mudança da realidade educacional em que a 
escola se encontra. O PPP sistematiza, organiza e integra - de forma contínua 
e, portanto, nunca definitiva - o processo de planejamento democrático e 
participativo da escola, definindo a ação educativa que se quer realizar. 
O PPP é o plano global da escola. Ele apresenta um conjunto de 
diretrizes organizacionais, operacionais e pedagógicas da escola, que 
expressam e orientam suas práticas, documentos e demais planos - como o 
Regimento Escolar, Planos de Ensino-Aprendizagem e Projetos Escolares, 
conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB. 
O PPP da Escola Estadual Coronel Francisco Rolla, tem como obejtivo 
ampliar o senso de pertencimento e o engajamento de toda a comunidade 
escolar (gestores, professores, demais profissionais da escola, pais, alunos e 
comunidade) em torno de um projeto educativo comum: a aprendizagem dos 
estudantes. 
Segundo Veiga (1995), 
 
[...] o Projeto Político-Pedagógico busca um rumo, uma direção. 
É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um 
compromisso definido coletivamente. Por isso todo projeto 
pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar 
intimamente articulado ao compromisso sóciopolítico e com os 
interesses reais e coletivos da população majoritária (p. 43). 
 
O PPP da escola foi elaborado com a participação de todos os 
segmentos da Comunidade Escolar, de forma crítica e reflexiva, por meio de 
estratégias e ações que possibilitaram a acolhida de todas as contribuições 
pedagógicas. 
9 
 
O Projeto Político Pedagógico deve conter a realidade escolar e, neste 
sentido, as ações realizadas para garantia da inclusão e da qualidade da 
educação para todos os estudantes. 
Ao se dizer da qualidade educacional é preciso levar em consideração a 
implementação de uma educação que busque formar cidadãos e cidadãs 
conscientes do ambiente que os cerca e das diferenças existentes entre os 
diversos sujeitos que compõem nossa sociedade. 
 
2.3 - A Escola como Grupo Social 
 
A Escola Estadual Coronel Francisco Rolla atende adolescentes e 
jovens de várias classes sociais, 53,3% (cinquenta e três virgula três por cento) 
são alunos do sexo masculino e 46,7% (quarenta e seis virgula sete por cento) 
são alunos do sexo feminino. 
 10.1% (dez virgula um por cento) dos alunos são de Zona Rural, e 
89.9% (oitenta e nove virgula nove por cento) são da Zona Urbana. 
16% (dezesseis por cento) dos alunos são brancos, 10% (dez por cento) 
são pretos e 74% (setenta e quatro por cento) dos alunos são pardos. 
30% (trinta por cento) dos alunos utilizam o transporte escolar, da Zona 
Rural e alguns da Zona Urbana. 
A escola conta com 4 alunos com deficiência, um autista no turno da 
manhã, que possui acompanhamento de uma professora de apoio, uma autista 
no turno vespertino, que também é acompanhada por professor de apoio, um 
surdo no turno vespertino, acompanhado por professor de apoio e um cadeirante 
no turno vespertino que é acompanhado por professor de apoio. 
 Os alunos são muito amistosos e carinhosos, principalmente os alunos 
do sexto ano. São alunos com uma faixa etária entre 11 e 12 anos. As turmas 
que observei foram alunos do sexto ano, sétimo ano e oitavo ano. 
Dentre as relações que devem ser estabelecidas pela gestão escolar 
com atores “externos” à escola, a família dos estudantes é uma instância 
fundamental. A escola, neste caso, precisa estar sempre atenta para que possa 
efetivamente se aproximar da família de forma positiva, fazendo dessa relação 
uma parceria bem estruturada para a construção de um ambiente e de uma 
educação de qualidade para os estudantes e profissionais da escola. 
10 
 
É sabido que a participação das famílias na vida escolar afeta 
diretamente a aprendizagem dos estudantes. 
A frequência bimestral com que a escola recebe os responsáveis pelos 
estudantes é: 
• Sempre que necessário para reuniões pedagógicas. 
• Quatro reuniões bimestrais coletivas e/ou assembleias. 
• Dois eventos em ocasiões festivas. 
 
A Escola Estadual Coronel Francisco Rolla possui ligação direta com 
redes de locais de grupos e instituições sociais, tais como: Fundação Monique 
Leclercq, Prata Esporte Clube, Polícia Militar, Prefeitura Municipal nas áreas da 
Saúde e Meio Ambiente, Projeto Esperanza-Brasil, APAE, Conselho Tutelar, 
CRAS e CAPS. 
Os relacionamentos interpessoais entre os discentes são amistosos, 
principalmente no reconhecimento dos limites do convívio social e no uso de 
cordialidade e respeito no trato com o outro. Os alunos reproduzem no 
cotidiano escolar as mesmas relações encontradas nos grupos sociais 
dispostos na sociedade, definidos por preferências pessoais e afinidades. 
São reconhecidos, não pela individualidade, mas como pertencentes a um 
determinado grupo, sendo importante ressaltar que não há muitas afinidades 
entre esses grupos existentes na escola, essa diversidade se manifesta de 
forma pacífica, não havendo sinais de atritos que possam ser entendidos 
como fora de uma normalidade. 
Entre os docentes percebe-se uma ótima interação pautada em muito 
respeito e amizade, eles conversam, riem, trocam ideias e experiências na 
hora antes da aula e nos intervalos. De uma forma geral, existe o respeito 
mútuo entre todos os membros da escola, obedecendo as hierarquias e 
funções preestabelecidas para cada membro da unidade escolar, e essa 
equipe de professores se mostra suficientemente capaz de gerar o espírito 
de cooperação necessário para dar o sentidode trabalho em equipe. 
As relações entre professores e alunos também são boas, há respeito 
e amizade, os alunos têm total liberdade para conversar e se abrirem com os 
professores, pois há confiança entre ambos. A identificação que o professor 
11 
 
faz do aluno compreendendo a sua personalidade é também fator importante 
para aquisição do conhecimento. 
Segundo Muller (2002) buscar possibilidades, discussões de temas 
resgatando para os dias atuais, no convívio dos alunos faz a relação ser 
proveitosa. A interação professor-aluno submete ao meio convencionado 
pelo professor, em saber ouvir, dialogar, compreender os alunos e 
primordialmente saber interligar o conhecimento a ser transmitido sem 
descartar o conhecimento dos alunos (SILVA,2007). 
A escola procura atender a todas as dificuldades apresentadas pelos 
pais e alunos, auxiliando sempre no processo de aprendizagem e demais 
questões do cotidiano e do convívio escolar. 
A Escola Estadual Coronel Francisco Rolla é muito familiar, como se 
trata de escola de cidade pequena do interior, todos os funcionários e 
docentes conhecem os alunos e suas famílias, e isso é muito bom, pois a 
comunicação aumenta ainda mais. 
A equipe pedagógica conta com um planejamento educativo que vai 
além da simples seleção dos conteúdos curriculares a serem aplicados, 
procurando novas alternativas para a solução dos problemas, sempre tendo 
como objetivo manter-se o mais próximo possível da realidade dos alunos e 
fornecer-lhes uma visão mais ampla do mundo. Também procura estratégias 
que possam tornar essa aprendizagem mais agradável e prazerosa, 
estimulando o uso de vídeos, exposições, festas, jogos, campeonatos, etc. 
Em agosto a escola recebeu um Coaching, que realizou uma palestra 
para os alunos do 8º e 9º ano. Houve um bate-papo sobre as emoções que 
circundam a busca e a conquista de objetivos de vida. Os alunos gostaram 
muito, e interagiram. 
Como Edgar Morin (2000), também acreditamos ser preciso 
sustentar os Quatro Pilares da Educação em um processo holístico, tendo 
como objetivo a formação integral do educando e não a fragmentação da 
mesma. Para isso, é imprescindível que o ambiente escolar seja adequado 
e o ensino voltado para interdisciplinaridade, pois sua fragmentação dificulta 
a assimilação do conhecimento e, com certeza, influencia nas relações 
interpessoais que, no ambiente escolar, precisam estar equilibradas para 
propiciar ao aluno o desenvolvimento de forma integral. Neste processo, é 
12 
 
fundamental a participação de todos: pais, professores, especialistas, 
direção, e também, os funcionários da escola precisam estar incluídos para 
colaborarem, desfragmentando as relações e sentindo-se Funcionários da 
Educação e responsáveis pelo seu sucesso. 
 
2.4– Atividades Docentes e Discentes 
 
O estágio se deu acompanhando e observando a professora de 
História Márcia de Oliveira, a qual me recebeu muito bem, atenciosa e muito 
prestativa em me passar seus conhecimentos. 
 Ela ministra aulas em dois turnos, matutino e vespertino. 
As turmas atendidas pela professora têm entre 30 a 35 alunos e 
apresentam as seguintes características: 
Turmas 6º REG 1, 6º REG 2, 6º REG 3 e 6º REG 4 (6ºano) – Alunos 
na faixa etária entre 11 e 12 anos, a turma 6º REG 1 é mais tranquila do que 
as do 6º REG 2 e 6º REG 3 e 6 REG 4, ambas demonstram interesse em 
realizar as atividades da aula, trazem as atividades de casa prontas, com 
exceção de alguns alunos que ficam dormindo ou conversando em sala 
de aula, porém são poucos. 
Turmas 7º REG 1, 7º REG 2, 7º REG 3, 7º REG 4 e 7º REG 5 (7ºano) 
– Alunos na faixa 12 e 14 anos, fazem mais perguntas e concluem as tarefas 
em aula, com exceção de alguns alunos em cada turma. A turma 7º REG 1 
é a mais tranquila delas, gostam muito de debater os assuntos, e a 7º REG 
3 a mais difícil de trabalhar o conteúdo, tem uns dois alunos que ainda não 
sabem ler, não ficam quietos, atrapalham a aula o tempo todo. No geral 
nessa turma eles são mais atrasados em relação as outras turmas. 
As turmas 8º REG 1, 8º REG 2, 8º REG 3, (8ºano) – Alunos de faixa 
etária de 14 e 15 anos, em algumas turma se concentram mais nas 
atividades e concluem as tarefas em aula, porém na turma 8º REG 3 percebi 
ter muito mais dificuldade, visto que a professora passa a matéria e na 
próxima aula pergunta e eles não sabem nada, ainda há um aluno nessa 
turma que não assiste as aula de história. Presenciei um grande desrrespeito 
com a professora Márcia desse aluno, utilizou palavras de baixo calão, onde 
foi encaminhado para à diretoria, que lá também desrrespeitou a diretora e 
13 
 
ameçou, que acionou a Polícia Militar, bem como o seu respossável. 
Após fazer a análise dessas situações de indisciplina a escola procura 
trabalhá-las pedagogicamente através de orientações pelos Professores, 
conversa com a direção, palestras e projetos. Sempre reforçando a importância 
do respeito na convivência. 
Durante o período de estágio a professora Márcia de Oliveira, 
trabalhou os seguintes conteúdos: 
 
• EGITO ANTIGO 
• CIVILIZAÇÃO AFRICANA 
• HISTÓRIA DA ÁFRICA 
• POVOS DA AMÉRICA 
• POVOS PRÉ-COLOMBIANOS 
• INCAS, ASTECAS E MAIAS 
• REFORMA RELIGIOSA OU PROTESTANTE 
• POVOS DO ORIENTE 
• CONTRA-REFORMA 
• MOVIMENTOS REFORMISTAS 
• ESTADO ABSOLTISTA (ABSOSUTISMO) 
• REFORMA ANGLICANA 
• CENTRALIZAÇÃO POLÍTICA 
• IMPACTOS DA INVASÃO EUROPEIA 
• COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA 
• REVOLUÇÃO AMERICANA 
• INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA 
• CRISE COLONIAL NA AMÉRICA 
• INTOLERÂNCIA RELIGIOSA 
• COLÔNIAS DO NORTE/SUL 
• A GUERRA DOS SETE ANOS 
• CONSTITUIÇÃO DOS EUA 
• INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO 
Os assuntos foram bem explorados e explicado pela professora com 
clareza, foi fornecido livro didático de apoio, explicações no quadro feitas 
pela professora e leitura do livro feita pelos alunos, de forma que os mesmos 
14 
 
além de aprender o conteúdo também melhorem suas habilidades de leitura. 
A professora mostrou bom domínio sobre os assuntos estudados, 
conseguindo prender a atenção dos alunos e provocar alguns 
questionamentos, no entanto, na maior parte os alunos apenas ouvem as 
explicações sem interagir. 
O diretora é presente e interage bastante com os alunos no pátio ou 
durante o intervalo. Toda a equipe pedagógica é bem participativa e 
interessada em solucionar os possíveis contra tempos. No contexto geral a 
Escola Coronel Francisco Rolla consegue exercer com ética e competência 
os serviços educacionais a todos os seus alunos. 
 
3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Meu período de estágio foi uma experiência extremamente valiosa e 
única para minha formação como docente. No convívio com professores e 
alunos pude compreender o tamanho da responsabilidade de ser um 
educador. O bom professor precisa estar sempre se atualizando, buscando 
novos conhecimentos, novas técnicas e usando a criatividade para explorar 
o cotidiano e superar os obstáculos a fim de despertar nos alunos a vontade 
da busca pelo conhecimento, e de exigirem seu papel de sujeito na 
sociedade. 
Compreendi que o processo de ensino e aprendizagem exige 
envolvimento, discussões, reflexões, saber ouvir, respeitar as vivências e 
contribuições do aluno e sua família. 
Durante essas etapas de estágio busquei observar todos os aspectos 
que contribuir, para minha atuação, no período de intervenção, pudesse 
analisando as necessidades, participando da realidade educacional de cada 
educando com o objetivo de tentar supri-las durante minha atuação. 
 
“ No estágio dos cursos de formação de professores, compete 
possibilitar que os futuros professores compreendam a 
complexidade das práticas institucionais e das ações praticadas 
por seus profissionais como alternativa no preparo para sua 
inserção profissional (PIMENTA, 2004, P.43). 
 
Desse modo, estagiar na nossa própria prática permitiu o 
15 
 
aprimoramento do olhar, o seudesejo de fazer algo novo, de ampliar nossos 
fazeres, participando dos novos saberes. O que certamente contribuiu não 
apenas com a nossa formação, mas, principalmente com uma educação 
desenvolvente dos nossos alunos, voltada para as máximas apropriações 
humanas. 
 
4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho – o cotidiano das escolas nas 
lógicas das redes cotidianas. In: OLIVEIRA, Inês Barbosa, ALVES, 
Nilda(orgs). 
Pesquisa no/do cotidiano das escolas; sobre rede de saberes. Rio de 
Janeiro: DP&A (2001). 
CUNHA, Antônio Eugênio. Práticas Pedagógicas para a inclusão e 
diversidade 2.ed. Rio de Janeiro: Walk, 2012. 
HORN, Maria da Graça de Souza. Saberes, cores, sons, aromas. A 
organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários à educação do futuro. São 
Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000. 
PIMENTA, S. LIMA, M. Estágio e Docência. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 
2004. MORO, Catarina. Desafios da avaliação. RESVISTA EDUCAÇÃO 
INFANTIL. 2 ed. São Paulo: Segmento, 2011. 
MULLER, Luiza de Souza. A interação Professor- Aluno no Processo 
Educativo, Universidade São Judas Tadeu-integração Ensino-Pesquisa-
Extensão. Ano VIII. Nº 31. NOV. 2002 ISNN-1413-6147. 
SILVA, Patrícia Souza. A Relação Professor/Aluno no Processo de 
Ensino/Aprendizagem. Revista Espaço da Sophia. Nº 07. Outubro/2007. 
Mensal. Ano I. ISSN-1981-318X. 
 
 
 
 
 
5– ANEXOS 
 
FACHADA DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL FRANCISCO 
16 
 
 
ESCADARIA 1 DA ESCOLA 
 
ESCADARIA 2 DA ESCOLA 
 
17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALA DE AULA – ALUNOS FAZENDO TRABALHO EM DUPLA 
 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALA DE AULA – SALA COM TETO DESCASCANDO 
 
19 
 
 
 
20 
 
PALESTRA NA QUADRA DA ESCOLA – MOMENTO COACHING DE VIDA

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