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Aula 02
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Área Judiciária) Direito Processual Civil
Autor:
Ricardo Torques
28 de Janeiro de 2023
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
 
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Sumário 
Competência Interna .......................................................................................................................................... 3 
1 – Introdução ................................................................................................................................................. 3 
2 – Classificação da competência ................................................................................................................... 4 
3 – Critérios .................................................................................................................................................... 4 
3.1 – Critério objetivo ................................................................................................................................ 5 
3.2 – Critério territorial .............................................................................................................................. 6 
3.3 – Critério funcional .............................................................................................................................. 6 
4 – Justiças Cíveis .......................................................................................................................................... 6 
5 – Competência Interna do CPC ................................................................................................................... 7 
6 – Método para Identificar o Juízo Competente ......................................................................................... 12 
7 – Modificação da Competência ................................................................................................................. 13 
8 – Incompetência ........................................................................................................................................ 16 
9 – Conflito de Competência ........................................................................................................................ 18 
Cooperação Nacional ....................................................................................................................................... 19 
Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 21 
FCC .............................................................................................................................................................. 21 
CESPE .......................................................................................................................................................... 38 
VUNESP ...................................................................................................................................................... 48 
FGV .............................................................................................................................................................. 54 
CONSULPLAN ........................................................................................................................................... 60 
Outras Bancas ............................................................................................................................................... 63 
Lista de Questões ............................................................................................................................................. 82 
FCC .............................................................................................................................................................. 82 
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CESPE .......................................................................................................................................................... 88 
VUNESP ...................................................................................................................................................... 92 
FGV .............................................................................................................................................................. 93 
CONSULPLAN ........................................................................................................................................... 96 
Outras Bancas ............................................................................................................................................... 97 
Gabarito .......................................................................................................................................................... 105 
 
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COMPETÊNCIA 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Na aula de hoje vamos estudar os arts. 42 a 69 do CPC. Veremos o tema competência. Passaremos por análise 
teórica da competência, competência no âmbito interno e cooperação nacional. 
Boa aula! 
COMPETÊNCIA INTERNA 
1 – Introdução 
A competência é a capacidade de exercer a jurisdição. 
A jurisdição, como parcela do Poder Estatal, é a capacidade genérica de dizer o direito de forma definitiva. A 
competência, por sua vez, retrata essa capacidade aplicada ao caso concreto. 
Ao passo que a jurisdição é um poder nacional para dizer o direito, a competência é o exercício dessa 
jurisdição no caso concreto. Assim, enquanto todos os magistrados possuem jurisdição, apenas um deles 
será competente para resolver determinado caso. 
Estudar a competência interna, portanto, é desvendar quem é o juiz concretamente competente. Portanto, 
a finalidade principal da competência é organizar o sistema judiciário brasileiro, atribuindo a diferentes 
juízes a jurisdição no caso concreto. 
O CPC não aborda a competência nos processos criminais. A aplicação se dá sobre as causas cíveis (ou não 
penais). Além disso, é importante registrar que o CPC é diretamente aplicável às causas cíveis que tramitam 
perante a justiça comum, estadual ou federal; e, aplica-se de forma subsidiária às causas que tramitam 
perante a justiça especializada, que envolve a justiça eleitoral, do trabalho e a militar. 
No art. 43, temos a tratativa do momento em que é determinada a competência, ou seja, o exato instante 
em que a jurisdição brasileira deixa de ser genérica, para atribuir especificamente a competência a 
determinado magistrado. Esse momento é o do registro ou da distribuição da petição inicial, momento em 
que ocorre a perpetuação da competência. 
Além disso, o art. 43 traz uma ressalva importante. Nos casos de supressão do órgão judiciário ou de 
alteração da competência absoluta há incompetência superveniente. Essas duas hipóteses constituem 
exceção à regra da perpetuação da competência. 
Assim: 
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Estabelecidas essas premissas iniciais, vamos estudar as regras de competência. 
2 – Classificação da competência 
Vamos citar as classificações tradicionais para que você as conheça. Na medida em que o assunto evoluir, 
essas classificações serão importantes para compreensão de como é definido o juízo competente. 
 competência de foro X competência do Juízo 
COMPETÊNCIA DO FORO (TERRITORIAL) COMPETÊNCIA DO JUÍZO 
O foro deve ser compreendido como o local em que 
o magistrado exerce sua competência. 
Uma vez definido o local,A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois Joaquim é incapaz (menor de 18 anos), de modo 
que o foro competente para as ações em que ele for réu, é o domicílio de sua assistente, no caso, em São 
Bernardo do Campo/SP. Confira a previsão do CPC nesse sentido: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
 (FCC/SEF-SC - 2018) Em relação à competência, é correto afirmar: 
a) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença com resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) Independentemente de sua natureza, prorrogar-se-á se o réu não alegar a incompetência em preliminar 
de contestação. 
c) Caso a alegação de incompetência absoluta seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução 
do mérito; se for acolhida a alegação de incompetência relativa, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
d) Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já 
fixada. 
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e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção 
das partes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O CPC prevê que quando houver continência e a ação continente tiver sido 
proposta anteriormente, na ação contida será proferida sentença SEM resolução de mérito, caso contrário, 
as ações serão reunidas (art. 57). 
A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso não seja 
alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser 
reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, 
nos termos do art. 966, II, do CPC. 
A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 64, §3º, do CPC, reconhecida a incompetência – absoluta 
ou relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, 
ao menos em regra, dilatórias, ou seja, seu acolhimento somente fará com que o tempo de duração do 
processo seja prolongado. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
A alternativa correta é a letra D, pois traz a previsão de Súmula do STJ: 
Súmula 58/STJ: Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado 
não desloca a competência já fixada. 
A assertiva E está incorreta, pois essas competências são inderrogáveis, conforme consta do CPC: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
b) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
c) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
d) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
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e) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O examinador troca “incompetência absoluta” por “incompetência relativa”, 
para tentar confundir o candidato. Veja (art. 64, § 1º, CPC): 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Segundo o art. 57 do CPC: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa C está incorreta. Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao 
juízo competente (art. 64, § 3º, do CPC). 
A alternativa D está incorreta. A litispendência não modifica competência, ela enseja a extinção do processo 
sem resolução de mérito (art. 485, V, do CPC). O art. 54 do CPC fala apenas em conexão e continência. 
Observe: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
E a alternativa E está incorreta. Caso um dos processos já tenha sido sentenciado, não haverá reunião para 
decisão conjunta (art. 55, § 1º, do CPC). 
 (FCC/CLDF - 2018) No que tange aos critérios de modificação de competência, 
a) a competência determinada em razão do território, pessoa ou função é derrogável por convenção das 
partes. 
b) reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum pedido, as partes e a causa de pedir. 
c) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ainda que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
d) a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, ocorrendo a prevenção com o 
oferecimento da contestação pelo réu. 
e) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. Como visto em aula, às partes é facultado convencionar sobre a competência 
quando ela é relativa, quer dizer, quando fundada, em regra, em critérios de território ou de valor. Ao 
contrário, quando a competência é absoluta, quer dizer, quando ela é fundada em razão da matéria, da 
pessoa ou da função, ela é inderrogável por convenção das partes (art. 62, CPC). É por isso que está incorreta 
a afirmativa. Ao dizer que a competência fundada em razão da pessoa ou da função é derrogável pelas partes, 
ela contraria a literal disposição do art. 62 e a regra que diferencia a competência absoluta da relativa. 
A alternativa B também está incorreta. Quando, em duas ações, coincidirem o pedido, as partes e a causa 
de pedir (os três elementos identificadores da ação), teremos, se a ação estiver em curso, litispendência, e, 
se a ação já tiver transitado em julgado, coisa julgada, nunca conexão. A conexão só ocorrerá quando 
tivermos duas ou mais ações com o pedido ou a causa de pedir em comum (art. 55, CPC). Confira: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido OU 
a causa de pedir. 
A alternativa C também está incorreta. Isso por contrariar a expressa disposição do art. 55, § 1º, do Código. 
Vejamos: 
 Art. 55. (...) 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
A alternativa D igualmente está incorreta, uma vez que o que gera a prevenção, como sabemos, é o registroou a distribuição da petição inicial (art. 59, CPC), nunca “o oferecimento da contestação pelo réu”: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
E a alternativa E, finalmente, é a alternativa correta e o gabarito da questão. De acordo com o art. 57 do 
Código: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
 (FCC/TRT-15ªR - 2018) É competente o foro 
a do domicílio do réu, somente, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de 
veículos, inclusive aeronaves. 
b do lugar da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado 
em razão do ofício. 
c de domicílio do autor, exclusivamente, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou 
União. 
d) de domicílio do autor ou do réu na ação em que este último for incapaz. 
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e) de situação da coisa, sempre, para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis. 
Comentários 
A questão cobra do candidato conhecimentos sobre as disposições gerais acerca da competência (arts. 42 a 
53 do CPC) e, logo em uma primeira análise, podemos perceber que a alternativa B é cópia literal da 
disposição do art. 53, III, “f”. Vejamos: 
Art. 53. É competente o foro: 
(...) 
III - do lugar: 
(...) 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
Sendo assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, porque o foro competente para a ação de reparação de dano sofrido em razão 
de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves, não é, somente, o do domicílio do réu, mas também 
o do domicílio do autor ou o do local do fato, conforme art. 53, V, do CPC. 
A alternativa C está incorreta, porque, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou 
União, o foro competente será o do domicílio do réu (art. 51 e art. 52, do CPC), e não o do domicílio do autor. 
A alternativa D está incorreta, porque a ação em que o réu for incapaz será proposta no foro de domicílio 
de seu representante ou assistente (art. 50, do CPC), e não no domicílio do autor. 
E a alternativa E está incorreta, uma vez que é competente o foro da situação da coisa para as ações fundadas 
em direito real sobre bens imóveis (art. 47, caput, do CPC), e não para as ações fundadas em direito pessoal 
sobre bens móveis, como afirma a alternativa. 
 (FCC/TRT-2ªR - 2018) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, 
é correto afirmar: 
a) Após a consumação da citação do réu a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu. 
b) Tramitando uma ação de recuperação judicial perante a justiça estadual, havendo intervenção nos autos 
de uma empresa pública federal como terceiro interveniente, os autos serão encaminhados imediatamente 
ao juízo federal competente. 
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c) Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta, em regra, no foro do 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente em 
Brasília, na capital federal. 
d) A ação possessória imobiliária será proposta, em regra, no foro de situação da coisa, mas o autor pode 
optar por demandar no foro do domicílio do réu. 
e) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 63, §3º, do CPC: 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
A alternativa B está incorreta. A ação de recuperação judicial é uma exceção prevista no art. 45, I, da Lei nº 
13.105/15: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
A alternativa C está incorreta, pois a ação será proposta em qualquer foro, conforme prevê o art. 46, §3º, da 
referida Lei: 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 do CPC, a ação possessória imobiliária será 
proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa E é correta e gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 57 da Lei nº 13.105/15: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
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 (FCC/TRT-RN - 2018) Reinaldo move em face de Fernanda ação de execução fundada em título 
extrajudicial que é objeto de ação anulatória contra ele ajuizada por Fernanda. Distribuídos a juízos 
distintos da mesma comarca e ainda não sentenciados, esses processos 
a) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele para o qual tiver sido distribuída 
em primeiro lugar a petição inicial de qualquer uma das ações. 
b) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele que houver despachado em 
primeiro lugar qualquer uma das ações. 
c) não deverão ser reunidos, pois entre eles não existe conexão. 
d) somente serão reunidos se forem ajuizados embargos à execução, em relação aos quais se estabelece 
conexão com a ação anulatória. 
e) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele perante o qual tiver sido 
aperfeiçoada a primeira citação válida. 
Comentários 
De acordo com o art. 55, §2º, I, do CPC, as ações ajuizadas por Reinaldo e Fernanda são conexas, já que a 
ação de execução e a anulatória dizem respeito ao mesmo título executivo. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput: 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
Desse modo, as ações deverão ser reunidas no juízo prevento, conforme estabelece o art. 58: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão 
decididas simultaneamente. 
Além disso, com base no art. 59, o que torna o juízo prevento é o registro da petição inicial ou a sua 
distribuição. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/SABESP -2018) O juízo estadual, verificando que certaação de ressarcimento de danos é 
proposta em face de Mévio e da Caixa Econômica Federal, dá-se por incompetente e remete os autos ao 
juízo federal que, por sua vez, após ouvir as partes, exclui do processo a referida empresa pública e devolve 
os autos ao juízo estadual. Nessa situação, segundo dispõe o Código de Processo Civil de 2015, o juízo 
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a) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá a este reenviar os autos, expondo as razões do 
seu convencimento. 
b) federal, após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, deveria ter suscitado conflito negativo de 
competência. 
c) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá suscitar conflito negativo de competência, no 
prazo preclusivo de 5 dias. 
d) federal agiu acertadamente ao devolver os autos ao juízo estadual após excluir a Caixa Econômica Federal 
do feito, não se cogitando, no caso, de conflito de competência. 
e) estadual, ao verificar que a relação processual envolvia a Caixa Econômica Federal, deveria desde logo, ter 
suscitado o conflito de competência perante o Tribunal competente, sobretudo se, de acordo com o seu 
pensamento, a Caixa Econômica Federal fosse, sim, parte legítima no feito. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Nesse caso, de acordo com o art. 45, caput e §3º do 
CPC, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença 
ensejou a remessa for excluído do processo. 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
§ 3º O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente 
federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
As alternativas A e C estão incorretas, uma vez que o Juiz Estadual não pode discordar da decisão do Juiz 
Federal, nesse caso. A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual o ente federal não pode ser 
reexaminada pelo Juízo Estadual porque a competência para decidir se há interesse jurídico da União ou não, 
no caso, é da Justiça Federal (art. 109, I, da CF) e somente dela. Confira o teor da Súmula 254-STJ: 
A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual ente federal não pode ser reexaminada no Juízo 
Estadual. 
A alternativa B também está incorreta. Como vimos (art. 45, § 3º, CPC), a Justiça Federal não deve suscitar 
conflito de competência. 
E a alternativa E está incorreta também, uma vez que não cabe à Justiça Estadual decidir se a Caixa 
Econômica Federal é ou não parte legítima no feito (Súmula 150-STJ): 
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Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no 
processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
CESPE 
 (CESPE/TJ-AM - 2019) Acerca do disposto no Código de Processo Civil (CPC) sobre as normas 
processuais civis, os deveres das partes e dos procuradores, a intervenção de terceiros e a forma dos atos 
processuais, julgue o item a seguir. 
Situação hipotética: Ao celebrarem contrato de parceria, duas sociedades empresárias firmaram cláusula de 
eleição de foro que estabelecia que eventual litígio de natureza patrimonial referente ao contrato deveria 
ser julgado na comarca de Manaus. Assertiva: Nessa situação hipotética, a referida cláusula possui natureza 
de negócio processual típico. 
Comentários 
A assertiva está correta. O negócio processual típico é aquele que encontra previsão expressa no Código de 
Processo Civil. A possibilidade de eleição de foro pelas partes apresenta-se positivada no art. 63: “As partes 
podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação 
oriunda de direitos e obrigações." 
 (CESPE/DP-DF - 2019) A respeito da função jurisdicional, dos sujeitos do processo, dos atos 
processuais e da preclusão, julgue o item seguinte. 
Na execução fiscal, cabe à fazenda pública decidir se a dívida será executada no foro de domicílio do réu, no 
de residência dele ou no do lugar onde ele for encontrado. 
Comentários 
A assertiva está correta e em conformidade com o art. 46, §5º do Código de Processo Civil: "A execução fiscal 
será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado." 
 (CESPE/TJ-PA - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o domicílio para fins de 
competência do foro em ação ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha 
descumprido obrigação contratual será o do local onde 
a) a obrigação tiver sido contraída. 
b) a obrigação deverá ser satisfeita. 
c) o representante for encontrado. 
d) o representante legal tiver residência fixa. 
e) a sociedade exercer suas atividades. 
Comentários 
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A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O art. 53, III, "c" do Código de Processo Civil estabelece 
que é competente o foro do lugar "onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou 
associação sem personalidade jurídica." 
As alternativas A, B, C e D estão incorretas pois não correspondem ao comando legal aplicável ao caso 
apresentado. 
 (CESPE/TJ-SC - 2019) Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo – SP, e o 
segundo em Recife – PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em 
Florianópolis – SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife – PE. Após a celebração da 
promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço 
ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o 
preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. 
Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o 
negócio jurídico. 
Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do Código de Processo Civil (CPC) e da 
jurisprudência majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é 
a) a ação de adjudicação compulsória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas 
não em São Paulo – SP. 
b) a ação reivindicatória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
c) a ação de adjudicação compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de compra e 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
d) a ação reivindicatória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
e) a ação de adjudicação compulsória, que dependerá do prévio registro do compromisso de comprae venda 
no cartório de imóveis e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O candidato deveria ter conhecimento acerca da 
Súmula 239 do Superior Tribunal de Justiça e do artigo 47 do Código de Processo Civil: 
STJ - Súmula 239 - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do 
compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. 
Código de Processo Civil - Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é 
competente o foro de situação da coisa. (Florianópolis - SC) 
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As alternativas A, B, D e E estão incorretas pois não apresentam mecanismos jurídicos adequados e em 
conformidade com a disposição legal e jurisprudencial. 
 (CESPE/TJ-PR -2019) De acordo com o Código de Processo Civil, no que concerne ao julgamento de 
ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência 
internacional da justiça brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, 
respectivamente, como 
a) exclusiva e absoluta. 
b) exclusiva e relativa. 
c) concorrente e absoluta. 
d) concorrente e relativa. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel 
localizado em território nacional é de competência exclusiva da jurisdição brasileira, conforme o art. 23, I do 
CPC: "Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações 
relativas a imóveis situados no Brasil." A competência territorial do foro do local do imóvel, por sua vez, é 
absoluta, nos termos do art. 47, §2º do CPC: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação 
da coisa, cujo juízo tem competência absoluta." 
As alternativas B, C e D estão incorretas, pois não correspondem às previsões legais. 
 (CESPE/PGE-PE - 2019) Por ter sofrido sucessivos erros em cirurgias feitas em hospital público de 
determinado estado, João ficou com uma deformidade no corpo, razão pela qual ajuizou ação de 
reparação de danos em desfavor do referido estado. 
Tendo como referência essa situação hipotética e os dispositivos do Código de Processo Civil, julgue o item 
subsecutivo. 
O foro competente para o ajuizamento da referida ação será o da ocorrência do fato, não podendo ser 
escolhido o foro do domicílio de João. 
Comentários 
O art. 52, parágrafo único, do CPC, prevê que em demandas contra o Estado, o autor poderá demandá-lo, a 
sua escolha, perante: 
 foro de domicílio do autor; 
 foro de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda; 
 foro de situação da coisa; ou 
 foro da capital do respectivo ente federado. 
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Logo, incorreto afirmar que o autor não poderá ajuizar a demanda em foro próprio. 
 (CESPE/Prefeitura de João Pessoa - 2018) Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no 
trânsito com seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar 
com ação judicial contra Gabriel. 
Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar a referida demanda é o do 
a) domicílio de Gabriel. 
b) domicílio de Gabriel ou do local do fato. 
c) domicílio de Gabriel ou de Mateus. 
d) domicílio de Mateus ou do local do fato. 
e) local de registro do veículo de Mateus. 
Comentários 
Veja o que diz o CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Segundo essa regra, nas hipóteses de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, a regra é de 
foros concorrentes entre o foro do lugar do ato/fato e do domicílio do autor, assim, é de escolha do autor o 
foro no qual irá propor a ação. Logo, no caso em tela, Mateus poderá ajuizar a ação em seu domicílio ou no 
local do fato, de modo que a alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
Comentários 
A alternativa está correta, pois, de fato, os princípios do juiz natural e da perpetuatio jurisdictionis regem os 
critérios de competência. Pelo primeiro princípio, entende-se que ninguém será processado senão pela 
autoridade competente (art. 5º, LIII, da CF), o que gera duas consequências: (a) a impossibilidade de escolha 
do juiz para o julgamento de determinada demanda, escolha essa que deverá ser sempre aleatória em 
virtude de aplicação de regras gerais, abstratas e impessoais de competência; (b) além disso, o princípio 
também veda a criação de tribunais de exceção, conforme previsão expressa do art. 5º, XXXVII, da CF. Nesse 
sentido, o CPC preconiza que: 
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Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
De outro lado, a perpetuatio jurisdictionis (ou perpetuação da competência) visa a impedir que alterações 
supervenientes de fato ou de direito afetem a competência da demanda, visto que obsta que o processo seja 
itinerante, mais precisamente aqueles gerados por mudanças de fato (p.e.: domicílio) ou de direito (p.e.: 
uma nova lei). Ademais, a fixação também serve para evitar eventuais obstáculos processuais criados por 
partes agindo de má-fé, que poderiam gerar constantes mudanças de fato para postergar a entrega da 
prestação jurisdicional. Nesta esteira, veja o que diz o CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
A ação de reparação de danos materiais deverá ser ajuizada por Túlio na capital paulista, conforme a previsão 
do Código de Processo Civil de que, em situações como a descrita, o foro competente para o julgamento da 
ação é o do domicílio do autor. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isso porque 
o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro 
do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitosassegurados no aludido Estatuto: 
Art. 79. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos 
direitos assegurados ao idoso, referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: 
I – acesso às ações e serviços de saúde; 
II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação 
incapacitante; 
III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa; 
IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. 
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Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial 
outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, próprios do 
idoso, protegidos em lei. 
Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, 
cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas as competências 
da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. 
Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está 
abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
Em relação à ação de dano por acidente proposta por Túlio, o foro de São Paulo tem competência absoluta 
em razão da pessoa, haja vista a condição de idoso de Túlio. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isto porque 
o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro 
do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados no aludido Estatuto. 
Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está 
abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC, em 
seu art. 53, IV, a. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
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indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
Eventual impugnação do réu relativa à competência do foro no qual a ação foi ajuizada deverá ser manejada 
por meio de exceção de incompetência. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois, com o CPC/2015, a incompetência, independentemente de sua natureza, 
será alegada pelo réu como preliminar de contestação. Vejamos o art. 64: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) A empresa Soluções Indústria de Eletrônicos Ltda. veiculou propaganda 
considerada enganosa relativa a determinado produto: as especificações eram distintas das indicadas no 
material publicitário. Em razão do anúncio, cerca de duzentos mil consumidores compraram o produto. 
Diante desse fato, uma associação de defesa do consumidor constituída havia dois anos ajuizou ação civil 
pública com vistas a obter indenização para todos os lesados. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item seguinte. 
Na hipótese de existir outra ação com idêntica causa de pedir da ação civil pública proposta e de tal ação ter 
sido sentenciada por outro juízo, o fenômeno da conexão exigirá que as duas demandas sejam reunidas. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois de acordo com entendimento jurisprudencial e previsão legal, os processos 
conexos, quando um deles já tiver sido sentenciado, não serão reunidos. Nesse sentido: 
Súmula STJ 235: A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi 
julgado. 
Art. 55. §1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se 
um deles já houver sido sentenciado. 
 (CESPE/PC-MA - 2018) De acordo com o CPC, a incompetência relativa 
a) é vício que não pode ser superado por acordo entre as partes. 
b) deve ser alegada mediante exceção de incompetência relativa. 
c) não pode ser alegada pelo MP. 
d) pode ser declarada de ofício pelo juiz. 
e) será prorrogada se o réu não a alegar na contestação. 
Comentários 
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A incompetência relativa, se não for alegada em preliminar de contestação, será prorrogada. Confira o que 
dispõe o art. 65 do CPC: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Logo, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, porque o vício da incompetência relativa pode sim ser superado pela vontade 
das partes (art. 63, CPC). 
A alternativa B está incorreta, porque não existe mais no CPC/15 a antiga “exceção de competência”, do 
CPC/73. Atualmente, a incompetência deve ser alegada em preliminar de contestação (art. 64, caput, CPC). 
A alternativa C está incorreta, porque a incompetência relativa pode, sim, ser alegada pelo Ministério 
Público, nas causas em que atuar (art. 65, parágrafo único, CPC). 
E a alternativa D está incorreta, porque o juiz não pode declarar a incompetência relativa de ofício. Caso ela 
não seja alegada pelo réu, em preliminar de contestação, será prorrogada (art. 65, CPC). 
 (CESPE/PGM-AM - 2018) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos 
servidores públicos, julgue o item seguinte. 
A competência para analisar a legalidade de uma greve de servidores públicos de autarquias e fundações é 
da justiça comum, estadual ou federal, ainda que eles sejam regidos pela CLT. 
Comentários 
A assertiva está correta. Segundo o STF, a justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a 
abusividade de greve de servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações 
públicas. 
Confira: 
“A Justiça Comum Federal ou Estadual é competente para julgar a abusividade de greve de 
servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações de direito 
público”3. 
Observações: 
1) E se os servidores fossem empregados públicos de Sociedade de Economia Mista ou de Empresa 
Pública? Aí a competência seriada Justiça do Trabalho; 
 
3 RE 846.854, Rel. Min. Luiz Fux, Rel. p/ Acórdão Min. Alexandre de Moraes, Pleno, DJe 6/2/2018. 
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2) Se os servidores forem municipais ou estaduais → regra → Justiça Estadual (competência originária 
do Tribunal de Justiça); 
3) Se os servidores forem da União → regra → Justiça Federal (competência originária do Tribunal 
Regional Federal); 
4) Se a greve envolver servidores de mais de um Estado, mas dentro de uma única região da Justiça 
Federal (ex.: greve dos servidores dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo) → a competência 
será do respetivo TRF (no caso do exemplo, o TRF da 2ª região); 
5) Se a greve envolver servidores de regiões distintas ou for de âmbito nacional → competência do STJ. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
Comentários 
O art. 43 do CPC criou a regra da perpetuação de competência, ou seja, a competência é determinada no 
momento do registro ou da distribuição da petição inicial. 
Vejamos: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
No momento do registro ou da distribuição, a competência é atribuída a determinado magistrado. Com isso, 
o juízo para qual foi distribuído o feito se perpetua para o julgamento da lide, havendo estabilização do 
processo. 
E é isso que exige o princípio do juiz natural, que a competência seja apurada de acordo com regras 
preexistentes. 
Portanto, a assertiva está correta. 
 (CESPE/EMAP - 2018) Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e 
processo de execução. 
São exemplos de negócios processuais típicos: a fixação de calendário processual para a prática dos atos 
processuais; a eleição de foro; as hipóteses da tutela provisória. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. São exemplos de negócios típicos: 
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o Eleição negocial do foro - art. 63 do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
o Renúncia ao prazo - art. 225 do CPC: 
Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, 
desde que o faça de maneira expressa. 
o Acordo para suspensão do Processo - art. 313, II, do CPC: 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
II - pela convenção das partes; 
o Convenção sobre ônus da prova - art. 373, §§3º e 4º, do CPC: 
§ 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das 
partes, salvo quando: 
I - recair sobre direito indisponível da parte; 
II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. 
§ 4º A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou durante o processo. 
o Calendário processual - art. 191, §§1º e 2º, do CPC: 
Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos 
atos processuais, quando for o caso. 
§ 1o O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão 
modificados em casos excepcionais, devidamente justificados. 
§ 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de 
audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário. 
o Convenção sobre adiamento da audiência – art. 362, I, do CPC: 
Art. 362. A audiência poderá ser adiada: 
I - por convenção das partes; 
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VUNESP 
 (VUNESP/Pref SJRP - 2019) No que diz respeito ao conflito de competência, incompetência e 
modificação de competência, assinale a alternativa correta. 
a) A competência absoluta poderá se modificar pela conexão ou pela continência. 
b) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção 
das partes. 
c) A incompetência relativa será alegada como questão preliminar de contestação; a absoluta somente pode 
ser declarada de ofício. 
d) Não há conflito de competência, quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da 
separação de processos. 
e) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes caso decididos separadamente, desde que tenha conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta a literalidade do artigo 62 do 
Código de Processo Civil: "A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes." 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 54 do CPC: "A competência relativa poderá modificar-se 
pela conexão ou pela continência." 
A alternativa C está incorreta. A incompetência absoluta ou relativa devem ser alegadas como questão 
preliminar de contestação, conforme os ditames do art. 64 do CPC. 
A alternativa D está incorreta. O art. 66, III do CPC prevê exatamente o oposto: "Há conflito de competência 
quando: entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos." 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 55, §3º não há a necessidade de conexão: "Serão 
reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes 
ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) Analise as proposições abaixo referentes ao tema da incompetência no 
processo civil e assinale aquela que se encontra CORRETA à luz da legislação aplicável. 
a) Não há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião 
ou separação de processos. 
b) Prorrogar-se-á a competência absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
c) Apenas a incompetência absoluta será alegada como questão preliminar de contestação. 
d) O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, pois contraria a redação do CPC, em seu art. 66. Observe que nesse caso há, 
sim, conflito. 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso esta não seja 
alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser 
reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, 
nos termos do art. 966, II, do CPC. 
A alternativa C está errada, pois nos termos do art. 64, caput, do CPC, tanto a incompetência absoluta, 
quanto a relativa serão alegadas como questão preliminar de contestação.A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois está em total consonância com o que consta no 
art. 66, parágrafo único, do CPC: 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, 
salvo se a atribuir a outro juízo. 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem 
domicílio certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada 
na capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas 
no CPC/2015, assinale a alternativa correta. 
a) No caso de falecimento de José ocorrido no estrangeiro, o foro de situação dos bens imóveis será o 
competente para processar e julgar a ação de inventário. 
b) No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, será competente o foro do último domicílio 
do casal. 
c) Se a empresa Y demandar ação de reparação de danos contra serventia notarial com sede no interior do 
Estado, por ato praticado em razão do ofício, será competente o foro da Comarca de Cuiabá. 
d) Tramitando no juízo da Comarca de Cuiabá ação de falência da empresa Y, a intervenção da União como 
interessada no feito implicará na remessa dos autos à Justiça Federal. 
e) Caso José proponha uma ação possessória imobiliária, terá competência relativa o juízo do foro de 
situação da coisa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 48 do CPC, ainda que o óbito tenha ocorrido no 
estrangeiro, o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é que se será o competente para julgar a ação 
de inventário, e não o foro de situação dos bens imóveis. Confira: 
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Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
O foro de situação dos bens imóveis só será levado em consideração se o autor da herança não possuía 
domicílio certo (art. 48, parágrafo único, CPC): 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Como João e José não possuem filhos, segundo o 
enunciado, aplica-se a regra do art. 53, I, “b”. Veja: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
A alternativa C está incorreta. Nesse caso, o foro competente será o do lugar da sede da serventia notarial 
(art. 53, III, “f”, do CPC). 
A alternativa D está incorreta. A Justiça Federal não julga ação de falência, por expressa vedação 
constitucional (art. 109, I, da CF): 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem 
interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, EXCETO as de falência, 
as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
E a alternativa E, também, está incorreta. Nesse caso, a competência será absoluta (art. 47, § 2º, do CPC): 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
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 (VUNESP/PC-BA - 2018) A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, 
é correto afirmar que 
a) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. 
b) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
c) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
d) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de 
pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. 
e) a citação do réu torna prevento o juízo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Os dispositivos da conexão e continência somente são aplicáveis aos casos 
em que a competência é relativa. É o que dispõe o art. 54, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 55, da referida Lei, quando duas ou mais ações tiverem 
por comum o pedido ou a causa de pedir, considerar-se-ão conexas. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do §3º, do art. 63, do CPC: 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
A alternativa D está incorreta, pois, nesse caso, dá-se continência, e não conexão. Vejamos o que dispõe o 
art. 56, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 59, da referida Lei, o que torna prevento o juízo, é o registro 
ou a distribuição da petição inicial, e não a citação do réu. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
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 (VUNESP/PC-BA - 2018) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do 
instituto da competência, é correto afirmar que 
a) as suas regras são exclusivamente determinadas pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou 
em legislação especial. 
b) tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, as ações de insolvência civil. 
c) a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa para sua análise. 
d) se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente o foro do domicílio do inventariante para 
análise do inventário. 
e) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 44 do CPC: 
Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é 
determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas 
de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos Estados. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme dispõe o art. 45, I, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autosserão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 da referida Lei, a ação possessória imobiliária 
será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
A alternativa D está incorreta. Vejamos as hipóteses previstas no parágrafo único do art. 48, do CPC: 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
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A alternativa E está incorreta. Com base no art. 50 da Lei nº 13.105/15, a ação em que o incapaz for réu será 
proposta no foro de domicílio de seu REPRESENTANTE ou ASSISTENTE. 
 (VUNESP/PauliPrev – SP - 2018) A respeito da petição inicial, no procedimento comum do processo 
de conhecimento, é correto afirmar que 
a) para postular em juízo é necessário que o autor tenha interesse processual e possibilidade jurídica do 
pedido, como condições da ação. 
b) deverá ser indeferida pelo magistrado, por inépcia, quando os defeitos ou as irregularidades capazes de 
dificultar o julgamento do mérito não forem sanados pelo autor, no prazo de 10 dias. 
c) o seu registro ou a sua distribuição torna prevento o juízo. 
d) formulado pedido sucessivo e alternativo pelo autor, a escolha do descumprimento da prestação caberá 
ao devedor. 
e) poderá ser formulado pedido genérico pelo autor, se tiver por objeto calcado em prestações sucessivas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 17 do CPC, para postular em juízo é necessário ter 
interesse e legitimidade. A possibilidade jurídica do pedido não é mais uma condição da ação. 
A alternativa B está incorreta, pois ó prazo é de 15 dias. Vejamos o que dispõe o art. 321, da Lei nº 13.105/15: 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 
320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de 
mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, 
indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 59 da referida Lei: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A alternativa D está incorreta. O parágrafo único do art. 326 do CPC estabelece que é lícito formular mais de 
um pedido, alternativamente, para que o JUIZ acolha um deles. 
A alternativa E está incorreta. O §1º do art. 324 da Lei nº 13.105/15 prevê em quais hipóteses é permitido 
formular pedido genérico: 
§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que 
deva ser praticado pelo réu. 
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FGV 
 (FGV/MPE-RJ - 2019) No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto 
afirmar que: 
a) a decisão sobre a alegação de incompetência independe da manifestação prévia da parte contrária; 
b) a incompetência absoluta gera a automática invalidação dos atos decisórios praticados; 
c) a arguição de incompetência deve ser manejada via exceção de incompetência; 
d) a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição; 
e) determina-se a competência no momento de citação do réu. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está de acordo com o art. 63 que 
estabelece que "as partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro 
onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações." 
A alternativa A está incorreta pois contraria o art. 64, §2º do CPC: "após manifestação da parte contrária, o 
juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência." 
A alternativa B está incorreta. O Código de Processo Civil visa preservar os atos praticados. Nesse sentido, o 
art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo 
juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa C está incorreta. Não mais subsiste a exceção de incompetência no CPC de 2015. Desse modo, 
nos termos do art. 64, a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
A alternativa E está incorreta. Prevê o art. 43 do CPC: "determina-se a competência no momento do registro 
ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta." 
 (FGV/MPE-RJ - 2019) Sobre o instituto da conexão, é correto afirmar que: 
a) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando as partes e os pedidos forem comuns; 
b) a prevenção dos processos de ações conexas será do juízo em que houver a primeira citação válida; 
c) os processos de ações conexas devem ser reunidos para decisão conjunta, mesmo quando um deles já 
tiver sido sentenciado; 
d) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, 
mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais; 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta. De acordo com o caput do art. 55: "Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais 
ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir." 
A alternativa B está incorreta. Prevê o art. 59 do CPC que a prevenção ocorre pelo registro ou a distribuição 
da petição inicial e não pela citação válida. Assim, conjugando com o art. 58, a reunião das ações propostas 
em separado far-se-á no juízo em que houve o registro ou a distribuição da petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. Não há que se falar em reunião de processos quando houver sentença. Nesse 
sentido, o artigo 55, §1º: "Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado." 
A alternativa D está incorreta. A descrição apresentada na alternativa refere-se à continência, conforme o 
art. 56 do CPC: "Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes 
e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais." 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta o disposto no art. 55, §3º do 
Código de Processo Civil: "Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão 
entre eles." 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Menor absolutamenteincapaz, regularmente representado por sua mãe, 
ajuizou ação em foro relativamente incompetente, o que, todavia, deixou de ser arguido pelo réu na 
primeira oportunidade de que dispunha. Todavia, ao ser intimado para atuar no feito, o Ministério Público 
suscitou o vício de incompetência, no prazo legal; 
Nesse cenário: 
a) a incompetência relativa se prorrogará, pois o Ministério Público não pode suscitá-la; 
b) a incompetência relativa pode ser arguida pelo réu a qualquer tempo e grau de jurisdição; 
c) caso a arguição de incompetência relativa seja acolhida, o processo deverá ser extinto sem resolução de 
mérito; 
d) o juiz da causa pode pronunciar de ofício a incompetência relativa, remetendo os autos ao juízo 
competente; 
e) a incompetência relativa pode ser arguida pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. 
Comentários 
A alternativa E é a correta e gabarito da questão. O MP tem legitimidade para arguir a incompetência 
relativa, nas causas em que atuar. Confira: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
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A alternativa A está incorreta justamente porque contraria a alternativa E. Observe que conforme dispositivo 
citado acima, o MP pode suscitar a incompetência relativa. 
A alternativa B está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada a qualquer tempo e 
em qualquer grau de jurisdição. 
A alternativa C está incorreta, pois não haverá extinção do processo nesse caso. 
A alternativa D está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada de ofício. 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de 
sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a 
veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído 
a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: 
a) foto competente; 
b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício; 
c) foto relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz; 
d) foto absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício. 
e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
Comentários 
No caso de ação de reintegração de posse – seguindo o art. 47, § 2º, CPC – o foro competente será o de 
Sobral. Logo, a alternativa E é a correta e gabarito da questão. Importante registrar que, por se tratar de 
hipótese de competência fixada por critério absoluto, ela deverá ser reconhecida pelo juiz. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Vejamos, objetivamente as demais alternativas. 
A alternativa A está incorreta, pois o foro competente é o de Sobral. 
A alternativa B está incorreta, pois o critério que fixa a competência para as ações possessórias é absoluto e 
releva em consideração o foro do local do imóvel. 
A alternativa C está incorreta igualmente incorreta. Embora possa ser reconhecida de ofício pelo juiz, trata-
se de critério de competência cuja regra é absoluta. 
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A alternativa D, por fim, peca na medida em que não há prorrogação de incompetência absoluta. 
 (FGV/MPE-AL - 2018) Sobre a competência no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A reunião de ações conexas pode se dar a qualquer tempo, independentemente da prolação de sentença 
em algum dos processos. 
b) As decisões do juízo absolutamente incompetente são nulas. 
c) A cláusula de eleição de foro abusiva pode ser decretada ineficaz de ofício pelo juiz a qualquer tempo. 
d) Quando houver continência, as ações serão necessariamente reunidas. 
e) Serão reunidos, para julgamento conjunto, os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois diferente do que consta em seu enunciado, os processos de ações 
conexas serão reunidos para decisão conjunta, ressalvado o caso de um deles já ter sido sentenciado (art. 
55, §1º, do CPC). 
A alternativa B está errada. Nos termos do art. 64, §3º, CPC, reconhecida a incompetência – absoluta ou 
relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, ao 
menos em regra, dilatórias. O §4º do mesmo dispositivo prevê que os atos praticados por juízo incompetente 
são válidos, devendo ser revistos ou ratificados (ainda que tacitamente) pelo juízo competente. 
A assertiva C está errada, pois o juiz só poderá decretar a ineficácia da cláusula de eleição de foro antes da 
citação do réu, conforme prevê o § 3º do art. 63 do CPC: 
§3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
A alternativa D também está incorreta, pois quando a ação continente (pedido da ação é mais abrangente), 
tiver sido proposta antes da ação contida (pedido menos abrangente), será proferida sentença sem 
resolução de mérito na ação contida e seu mérito será analisado na ação continente. Contudo, se a ação 
contida houver sido proposta antes e, posteriormente, propuser-se uma ação continente, reunir-se-ão os 
processos. Nesse sentido: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E, pois é transcrição do §3º do art. 55 do CPC: 
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§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Determinado credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, 
postulando a condenação deste ao pagamento da quantia de cem mil reais, relativa ao crédito derivado 
de um contrato de mútuo. 
Na sessão de conciliação, as partes não obtiveram a autocomposição. Transcorrido o prazo legal, o réu não 
apresentou contestação, o que lhe valeu o decreto de revelia. Na sequência, o devedor ajuizou, em face do 
credor, ação declaratória de inexistência do contrato de mútuo. 
 Nesse cenário, o feito correspondente à demanda declaratória deve ser 
a) reunido com o primeiro, em razão da conexão. 
b) reunido com o primeiro, em razão da continência. 
c) julgado extinto, sem resolução do mérito. 
d) julgado extinto, com resolução do mérito. 
e) regularmente processado, após ser submetido à livre distribuição. 
Comentários 
Questão muito interessante! Nós aprendemos que, como regra, duas ações são idênticas quando elas 
possuem a tríplice identidade, quer dizer, quando elas possuem as mesmas partes, o mesmo pedido e as 
mesmas causas de pedir. Mas, em determinadassituações, a teoria da tríplice identidade não resolve o 
problema, como é o caso da questão em tela. Apesar de as duas ações terem as mesmas partes, não 
podemos dizer que elas possuem os mesmos pedidos (cobrança vs. declaração), ou a mesma causa de pedir 
(dívida devida vs. contrato nulo). Mas, mesmo assim, nós conseguimos perceber que, no fundo, as duas ações 
tratam da mesma questão, sendo diferentes apenas por uma razão técnica. Para solucionar esse impasse foi 
desenvolvida a teoria da identidade da relação jurídica. Muito mais do que comparar os elementos da 
relação jurídica de direito processual, essa teoria compara os elementos da relação jurídica de direito 
material para aferir a identidade entre as duas demandas. De acordo com ela, as duas demandas do 
enunciado, no fundo, seriam uma só, uma vez que as duas são baseadas na mesma relação jurídica (a 
obrigação de pagar entre o credor e o devedor). Como as duas ações, em verdade, são a mesma, o que temos 
aqui é litispendência e, por isso, o feito correspondente à ação declaratória deve ser julgado extinto, sem 
resolução do mérito, por força do art. 485, V. 
É por isso que o gabarito da questão é a alternativa C. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Credor de uma obrigação, um ano depois de ter tido ciência da sentença que 
julgou extinto o processo por falta de interesse de agir, decisão que restou irrecorrida, deu-se conta de 
que o juízo prolator daquela sentença era absolutamente incompetente. Nesse cenário, é-lhe possível 
a) impetrar mandado de segurança, sob o fundamento da incompetência absoluta do juízo originário. 
b) interpor recurso de apelação, já que há error in procedendo, vício que afasta a preclusão temporal. 
c) propor ação anulatória, já que a sentença é terminativa e não há coisa julgada material. 
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d) interpor reclamação, uma vez que houve usurpação da competência do órgão jurisdicional de segundo 
grau. 
e) propor, perante o juízo competente, e em face do mesmo réu, nova ação de cobrança. 
Comentários 
A incompetência absoluta, como preconiza o art. 64 do CPC deve ser alegada como questão preliminar de 
contestação (o que é repetido pelo art. 337, II). Apesar disso, o art. 64, § 1º, declara que, em verdade, ela 
pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e, ainda, declarada de ofício. Como se não 
bastasse, o art. 966, II, ainda reforça que a decisão de mérito transitada em julgado pode ser rescindida se 
for proferida por juízo absolutamente incompetente, o que significa que aquele “a qualquer tempo”, do art. 
64, § 1º, inclui, inclusive, o tempo após o trânsito em julgado. 
No caso da questão, contudo, temos uma decisão terminativa, que não produz coisa julgada material. Logo, 
nada impede que seja proposta uma nova ação de cobrança, dessa vez, perante o juízo competente. Razão 
pela qual está correta a alternativa E, gabarito da questão. 
Vejamos as demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta. O mandado de segurança não pode ter como objeto a sentença irrecorrível. 
Como vimos, a saída adequada, aqui, é o ajuizamento de uma nova ação de cobrança. 
A alternativa B está incorreta. A apelação é o recurso que desafia a sentença, mas, claro, dentro do prazo de 
15 (quinze) dias estipulado pelo Código. Passado esse prazo ocorre a preclusão e, daí em diante, não há mais 
que se falar em apelação. 
A alternativa C está incorreta. Apesar de a sentença ser terminativa e de não haver coisa julgada material, 
não há que se falar em ação anulatória. Isso porque a ação anulatória não serve para atacar ato judicial, mas 
sim para atacar o ato jurídico praticado pelas partes (ex.: o contrato), o que não é o caso. 
E a alternativa D, por fim, também está incorreta. A reclamação é instrumento específico que só cabe nas 
hipóteses do art. 988. 
Você poderia perguntar: “Professor, mas e a ação rescisória?”. Não há que se falar em ação rescisória aqui. 
Isso porque a decisão não é de mérito (regra; art. 966, caput) e nem está enquadrada nas hipóteses em que 
a ação rescisória pode atacar julgados que não o sejam (art. 966, § 2º). 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o 
mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A 
petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo 
de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu 
a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. 
b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. 
c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. 
d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 
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e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. 
Comentários 
De acordo com o art. 47, § 2º, do CPC, a ação possessória deve ser proposta no foro de situação da coisa, 
cujo juízo tem competência absoluta, e não no foro de domicílio do autor. Além disso, esse vício de 
competência deve ser trazido à luz na primeira oportunidade de manifestação do réu, qual seja, na preliminar 
de contestação (art. 337, II, CPC, e art. 64, caput, do CPC). 
É por isso que a alternativa C, “suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação”, 
está correta e é o gabarito da questão. 
As demais alternativas vão contra os dispositivos legais mencionados, vejamos: 
a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. 
b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. 
d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 
e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. 
 (FGV/TJ-SC - 2018) Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, 
propostas perante órgãos jurisdicionais distintos, pela: 
a) distribuição da petição inicial; 
b) prolação do despacho liminar positivo; 
c) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial; 
d) citação válida; 
e) citação, ainda que inválida. 
Comentários 
O art. 59 do CPC estabelece que o registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
CONSULPLAN 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2019) Segundo as normas e princípios contidos no Código de Processo Civil, 
analise as afirmativas a seguir. 
I. A competência em razão da matéria é derrogável pela vontade das partes. 
II. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
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III. Para se postular em juízo é necessário que se tenha interesse, legitimidade e que o pedido seja 
juridicamente possível. 
IV. É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) II e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) I, III e IV, apenas. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vamos analisar item a item: 
O Item I está incorreta. O item vai de encontro ao disposto no art. 62: "A competência determinada em razão 
da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes." 
O Item II está correta. O art. 55, §1º prevê que "os processos de ações conexas serão reunidos para decisão 
conjunta, salvo se um deles já houverdeve-se perquirir qual é o 
Juízo competente, ou seja, qual, entre os vários 
juízes do foro, é concretamente competente. 
 competência originária X competência derivada 
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA COMPETÊNCIA DERIVADA 
Define o órgão jurisdicional para conhecer o 
processo pela primeira vez. 
Estabelece a responsabilidade de julgar recursos a 
partir da decisão do órgão originariamente 
competente. 
 competência relativa X competência absoluta 
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Estabelece regras de competência a partir do 
interesse público. 
Fixa regras de competência a partir do interesse 
particular. 
3 – Critérios 
Para a fixação dessa competência, de forma sistematizada, temos três critérios: o objetivo, o funcional e o 
territorial. O critério objetivo distingue-se em razão da matéria, da pessoa ou do valor. 
FIXAÇÃO DA 
COMPETÊNCIA -
registro ou distribuição 
da petição:
regra:
a perpetuação da competência se 
dá com o registro/distribuição.
exceções:
supressão do órgão judiciário; e
alteração da competência 
absoluta.
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Assim: 
 
Vamos estudá-los? 
A finalidade desses critérios é estabelecer uma forma sistemática e prática de identificação da competência 
a partir do emaranhado de regras e órgãos judiciários que temos. 
3.1 – Critério objetivo 
O critério objetivo leva em consideração a demanda apresentada. Desse modo, o estudo dos elementos da 
ação é relevante. Você lembra quais são os três elementos da ação? 
Do estudo desses elementos são extraídos três subcritérios: 
 competência em razão da pessoa (que leva em consideração o elemento parte) 
Nesse caso, devido à qualidade da parte envolvida na relação processual, temos a fixação da competência. 
 competência em razão da matéria (que leva em consideração a causa de pedir) 
A competência é definida em razão da natureza jurídica da relação jurídica controvertida. Leva-se em 
consideração a pretensão da parte. Assim, para aplicá-la vamos analisar os fatos e os fundamentos jurídicos 
do pedido (causa de pedir). 
 competência em razão do valor da causa (que leva em consideração o pedido) 
O critério pautado no valor da causa leva em consideração o objeto discutido em juízo. Embora tenhamos a 
possibilidade de que a discussão envolva diversos tipos de pedidos (pagar quantia em dinheiro, entregar um 
bem, prestar um serviço), será necessário atribuir um valor a esse pedido. A depender do valor, o processo 
poderá tramitar perante os juizados (Especial Cível, Especial Federal ou Especial de Fazenda Pública). 
Desses três subcritérios (pessoa, matéria e valor da causa), os dois primeiros são absolutos, o último é 
relativo. No primeiro caso, como a competência é fixada em razão do interesse público, não se admite 
modificação da competência por vontade da parte. Além disso, se violada, gerará nulidade. No segundo caso, 
como a competência está fixada em razão de interesse privado, admite-se a opção da parte autora, ao menos 
quando falamos em Juizado Especial Cível. 
CRITÉRIOS
objetivo
em razão da matéria
em razão da pessoa
em razão do valorfuncional
territorial
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3.2 – Critério territorial 
Cada órgão judicial tem delimitada a sua circunscrição para o exercício válido da jurisdição. 
Na prática, podemos ter a certeza de que a demanda deve ser ajuizada perante uma Vara de Fazenda Pública 
ou perante uma Vara de Família. Mas qual será o foro? Dito de outro modo, ajuizaremos à ação na comarca 
de Cascavel mesmo ou será ajuizada do foro de Curitiba? É isso que define a competência territorial. 
Como temos um critério que leva em consideração o interesse das partes, trata-se de hipótese relativa de 
competência. 
Embora haja legislação para além do CPC sobre o tema, o assunto é preponderantemente tratado entre os 
arts. 42 a 63 do Código. Esses artigos servirão para definir, dentro da competência da justiça comum, 
estadual ou federal, onde a demanda será proposta. 
3.3 – Critério funcional 
No critério funcional são levados em consideração aspectos internos do processo, relacionando-se com as 
atribuições do magistrado no processo. O critério funcional envolve a distinção entre: 
 competência originária e recursal; 
 competência de acordo com a fase do processo (cognição, cautelar ou execução); 
 competência em razão de assunção de competência, instituto próprio do atual CPC, que 
está previsto no art. 947; 
 competência decorrente de arguição de inconstitucionalidade em controle difuso, 
disciplinada no CPC, art. 948. 
São exemplos cujo aprofundamento não é feito neste momento. Agora é o momento de reconhecer e 
compreender os vários critérios acima. 
4 – Justiças Cíveis 
A distribuição da competência no Brasil é efetuada a partir da Constituição, que atribui competência ao STF 
no art. 102, ao STJ no art. 105, à Justiça Federal nos arts. 108 e 109, e às “justiças especiais” (eleitoral, militar 
e trabalhista) nos arts. 111–124. 
Para nós interessa a distribuição de competência cível, razão pela qual não vamos tratar da distribuição da 
competência penal. Além disso, dentro da competência cível, vamos deixar de lado o estudo da distribuição 
da competência da Justiça Eleitoral, Militar e Trabalhista. 
O nosso foco será, portanto, o estudo da competência cível da Justiça Estadual e da Justiça Federal. 
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5 – Competência Interna do CPC 
O art. 46 do CPC afirma a regra clássica de distribuição de competência quando envolver questões de direito 
pessoal e de direito real fundada em bens móveis. Como regra, as ações serão ajuizadas no foro do domicílio 
do réu. 
Veja: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde 
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro 
de qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
Primeiramente, devemos compreender o que se entende por ações fundadas em “direito pessoal” ou 
“direito real sobre bens móveis”. As ações fundadas em direito pessoal são aquelas que decorrem de um 
vínculo obrigacional entre duas ou mais pessoas, a exemplo de uma relação contratual. 
Temos, ainda, as ações fundadas em direito real sobre bens móveis, a exemplo da disputa judicial pela 
propriedade de um determinado carro. Nesse caso se discute um direito real, fundado em um bem móvel. 
Para essas ações, a regra é o ajuizamento da demanda no foro do domicílio do réu. Cuidado, entretanto, com 
as particularidades. Essas sim são cobradas em provas! 
Mas se o réu possuir dois ou mais domicílios? Nesse caso, o autor poderá escolher um dentre os vários 
domicílios do réu. 
Se incerto ou desconhecido o domicílio do réu, o autor poderá ajuizar a ação no local em que o réu for 
encontrado ou no foro do próprio domicílio. 
Situação semelhante envolve os casos em que o réu não tiver domicílio no Brasil. Nesse caso, ajuíza-se a ação 
no local em quesido sentenciado." Logo, se um dos processos já tiver sentença, não há 
que se falar em reunião de processos. 
O Item III está incorreta. O Código de Processo Civil de 2015 não exige expressamente que o pedido seja 
possível. Nesse sentido é o art. 17: "Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade." 
O Item IV está correta. A capacidade de ser parte é a aptidão para figurar em um dos polos da relação 
processual. Já a capacidade processual é a aptidão para agir em juízo sem necessidade de assistência ou 
representação. O caso clássico é do bebê recém-nascido: ele tem capacidade para ser parte e pleitear 
alimentos, mas não tem capacidade processual, devendo ser representado em juízo. 
 (CONSULPLAN/MPE-PA - 2019) Antônio José, um andarilho de 64 anos, é encontrado morto no 
município de Porteirinha/MG, em 20 de maio de 2019. Apesar de viver em situação de rua por mais de 
quinze anos, Antônio José deixara bens imóveis, sendo que dois situam-se na cidade de Belém e um na 
cidade de Altamira, todos no Estado do Pará. Em razão de seu óbito, seu único filho e herdeiro necessário 
Alessandro, domiciliado em Ananindeua/PA, faz a abertura do inventário. 
Diante da situação hipotética apresentada, é correto afirmar que: 
a) O foro competente para o inventário é o local do óbito, o município de Porteirinha/MG. 
b) O foro competente para o inventário é o local onde se situam a maioria dos bens imóveis, o município de 
Belém/PA. 
c) O foro competente para o inventário é o local do domicílio do inventariante (Alessandro), o município de 
Ananindeua/PA. 
d) O foro competente para o inventário é qualquer dos locais em que se situam os bens imóveis, ou o 
município de Belém/PA, ou o município de Altamira/PA. 
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Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A questão versa sobre o parágrafo único do art. 48 
do Código de Processo Civil. Considerando que Antônio José era um andarilho (não possuía domicílio certo) 
e apresentava bens imóveis em foros diferentes (dois em Belém e um em Altamira), qualquer destes será 
competente para a ação. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso hipotético 
apresentado. 
 (CONSULPLAN/CM-BH - 2018) Sobre Modificação da Competência no Direito Processual Civil, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
c) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
d) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
Comentários 
Questão literal e tranquila para estudarmos. 
A alternativa incorreta e gabarito da questão é a letra D, pois vai de encontro com o final do art. 55, §3º, do 
CPC: 
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
Vejamos as demais alternativas. 
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A alternativa A está correta, pois é o que prevê o art. 55 do CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
A alternativa B está certa, uma vez que transcreve o § 1º do art. 55 do CPC: 
§1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles 
já houver sido sentenciado. 
A alternativa C também está correta, pois é transcrição do CPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
Outras Bancas 
 (IBADE/TJRS - 2022) Leonardo Tavares pretende ingressar com determinada demanda de 
Exoneração de Alimentos, tendo em vista que seu filho, João, alcançou a maioridade civil e exerce 
atividade laborativa na sociedade Comunical Ltda., provendo, por si, os recursos para sua subsistência. 
Alega que diante da alteração da capacidade econômico-financeira de João, inexiste o binômio da 
necessidade e possibilidade. Face ao exposto, acerca da competência territorial para o ajuizamento da 
referida demanda, a ação de Exoneração de Alimentos deverá ser ajuizada no foro: 
(A) do domicílio do assistente. 
(B) do domicílio do alimentando. 
(C) do domicílio do alimentante. 
(D) do domicílio do representante legal. 
(E) do último domicílio do casal. 
Comentários 
Para as ações em que se pedem alimentos, a competência é do foro da competência ou residência do 
alimentando, de acordo com o art. 53, II: 
Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
Apesar de que não haja menção expressão, o entendimento que prevalece é o de que a mesma regra se 
aplica às demais ações decorrentes da relação alimentícia, como a ação de revisão dos alimentos ou a ação 
de exoneração. 
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Assim, a alternativa B é correta e é o gabarito da questão. 
 (FUNDATEC/Pref Maçambará - 2019) No Processo Civil, sobre a abusividade da cláusula de eleição 
de foro, é correto afirmar que: 
a) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, a qualquer momento do processo. 
b) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, antes da citação do réu. 
c) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
exceção de incompetência. 
d) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
preliminar de contestação. 
e) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
qualquer momento do processo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Caso o juiz não reconheça a abusividade antes da citação, por se tratar cláusula 
de eleição (competência relativa) haverá a prorrogação da competência. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Prevê o art. 63, §3º do Código de Processo Civil que 
"antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que 
determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." 
As alternativas C, D e E estão incorretas pois enunciam que o juiz não poderá reconhecer de ofício. 
 (IADES/CRN 3 - 2019) Considerando as regras de competência estabelecidas no Código de Processo 
Civil, assinale a alternativa correta. 
a) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
b) Os efeitosde decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que outra seja 
proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido contrário. 
c) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, por meio de exceção de incompetência, por 
instrumento apartado à contestação. 
d) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de 
atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, incluindo as ações de falência e 
recuperação judicial, acidente de trabalho, insolvência civil, bem como as sujeitas à justiça eleitoral e justiça 
do trabalho. 
e) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, ainda quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta pois, nos termos do caput do art. 46, "a ação fundada em direito pessoal ou 
em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu." 
A alternativa B está correta e corresponde ao disposto no art. 64, §4º do Código de Processo Civil: "Salvo 
decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente 
até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa C está incorreta. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar 
de contestação, conforme disposto no caput do art. 64. 
A alternativa D está incorreta. O art. 45 exclui as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil, 
acidente de trabalho e as ações sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
A alternativa E está incorreta. A supressão de órgão judiciário ou alteração da competência absoluta são 
causas modificativas da competência, conforme o artigo 43 do CPC: "Determina-se a competência no 
momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de 
fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta." 
 (IADES/BRB - 2019) Considere hipoteticamente que o réu tenha assinado um contrato que contém 
uma cláusula abusiva de eleição de foro. As partes escolheram a cidade de Brasília (DF) como competente. 
Dessa forma, diante do inadimplemento da obrigação por parte do réu, o autor ajuizou a demanda 
cobrança, pedindo a condenação do réu, mais juros e correção monetária. Nesse caso, o juiz 
a) pode, depois da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
b) pode, antes da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
c) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do autor para reputar ineficaz a cláusula de eleição de 
foro. 
d) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do réu para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
e) deve aguardar a manifestação do Ministério Público para, somente depois, reputar ineficaz a cláusula de 
eleição de foro. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O Código de Processo Civil, no art. 63, §4º, estabelece 
que "antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
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que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." Assim, o juiz poderá declarar a 
abusividade da cláusula que elegeu Brasília como o foro competente. 
A alternativa A está incorreta. O dispositivo prevê que o juiz poderá reputar ineficaz antes mesmo da citação. 
As alternativas C, D e E estão incorretas pois o juiz poderá, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição 
de foro, sem a obrigação de aguardar a manifestação das partes ou do Ministério Público. 
 (FUNDEP/PGM-Contagem - 2019) No tocante à competência interna, assinale a alternativa correta. 
a) Tendo em vista que a competência absoluta não admite prorrogação, o juiz pode declarar-se 
incompetente a qualquer momento e até mesmo de ofício, independentemente de oitiva prévia da parte 
interessada. 
b) Na hipótese de a Organização das Nações Unidas (ONU) ajuizar ação civil contra o Município de Contagem, 
será da justiça comum estadual a competência para julgar e processar a causa. 
c) A existência de conexão não é fator determinante para reunião e julgamento conjunto das ações que 
possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, caso decididas separadamente. 
d) Ajuizada ação reivindicatória de imóvel situado em Contagem e Belo Horizonte, compete ao juízo do foro 
no qual está localizada a maior porção de terras julgar a ação civil concernente ao referido bem. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 10: "O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, 
com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, 
ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício." Assim, ainda que a incompetência absoluta 
possa ser declara de ofício pelo juiz, este deverá dar oportunidade para que as partes se manifestem. Além 
disso, vale salientar o disposto no art. 64, §2º: "Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá 
imediatamente a alegação de incompetência." 
A alternativa B está incorreta. A Constituição Federal (art. 109, II) estabelece que "aos juízes federais 
compete processar e julgar: as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou 
pessoa domiciliada ou residente no País." Assim, a competência será da Justiça Comum Federal. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 55, §3º: "Serão reunidos para 
julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou 
contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." 
A alternativa D está incorreta pois, de acordo com o art. 60 do CPC, a competência será do juízo prevento (e 
não daquele que apresentar maior porção de terras): "Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, 
comarca, seção ou subseção judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a 
totalidade do imóvel." 
 (NC-UFPR/ITAIPU - 2019) Sobre a competência do Poder Judiciário brasileiro, identifique como 
verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 
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( ) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade 
judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em 
contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as açõesem que o réu, qualquer que seja a 
sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que no Brasil tiver de ser 
cumprida a obrigação. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra, conhecer de ações relativas 
a imóveis situados no Brasil. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
a) F – F – V – F. 
b) V – F – V – F. 
c) V – V – V – V. 
d) F – V – F – V. 
e) F – V – F – F. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Analisaremos as afirmativas: 
Afirmativa I está Correta. Trata-se da literalidade do caput do art. 24 do Código de Processo Civil: "A ação 
proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária 
brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de 
tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil." 
Afirmativa II e III estão Corretas. As afirmativas correspondem aos incisos I e II do art. 21 do CPC: 
Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: 
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; 
Afirmativa IV estão, também, Correta. De acordo com o art. 23, I do CPC: "Compete à autoridade judiciária 
brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil." 
 (FUNDATEC/CM Ituporanga - 2019) A ação possessória imobiliária será proposta no: 
a) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. 
b) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
c) Foro da situação da coisa, mas poderá a parte autora optar pelo domicílio do réu. 
d) Domicílio do autor. 
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e) Domicílio do réu. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão pois apresenta o disposto no art. 47, §2º do Código de 
Processo Civil: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem 
competência absoluta." 
As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem ao dispositivo em questão. 
 (NC-UFPR/Pref Matinhos - 2019) No que tange às normas processuais civis sobre competência e 
incompetência, assinale a alternativa correta. 
a) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. 
b) A incompetência relativa e também a absoluta podem ser alegadas em qualquer tempo e grau de 
jurisdição. 
c) As decisões proferidas pelo juízo incompetente serão nulas de pleno direito, logo, seus efeitos não 
poderão ser conservados. 
d) A competência absoluta prorrogar-se-á se o réu não a alegar em preliminar de contestação. 
e) O juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência, sendo desnecessária a manifestação da parte 
contrária. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 64, §1º do CPC, apenas "a incompetência absoluta pode 
ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 64 do 
Código de Processo Civil: "A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação." 
A alternativa C está incorreta. O art. 64, §4º, busca preservar os efeitos da decisão proferida pelo juízo 
incompetente: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida 
pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa D está incorreta. Não há que se falar em prorrogação de competência absoluta. Segundo o art. 
65, a prorrogação só é aplicável à competência relativa: "Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não 
alegar a incompetência em preliminar de contestação." 
A alternativa E está incorreta. O art. 64, §2º prevê que "após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá 
imediatamente a alegação de incompetência." 
 (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Assinale a alternativa correta, no que diz respeito à matéria de 
competência, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: 
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a) A ação fundada em direito real sobre bem móvel tem como regra geral a distribuição no foro de domicílio 
da coisa. 
b) Havendo dois ou mais réus com diferentes domicílios, o autor pode distribuir a ação fundada em direito 
pessoal em qualquer foro do país. 
c) A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio e a ação em que o ausente for réu 
será proposta no foro de seu último domicílio. 
d) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado ou o Distrito 
Federal. 
e) As regras de competência territorial têm natureza absoluta. 
Comentários 
Segundo os arts. 51 e 52 do CPC, nas causas em que a União, Estado ou Distrito Federal figurarem como 
autores, a competência será do foro do domicílio do réu (foro comum). Desse modo, a alternativa correta é 
a letra D, sendo, pois, o gabarito da questão. 
Vejamos as demais alternativas objetivamente. 
A alternativa A está incorreta. O foro comum previsto pelo ordenamento brasileiro, em tradição seguida 
universalmente, é o domicílio do réu. Segundo o art. 46 do CPC, essa regra somente se aplica aos processos 
fundados em direito pessoal e direito real sobre bens móveis. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa B está incorreta, pois, segundo o art. 46, §4º, do CPC, havendo dois ou mais réus, com 
diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquer um deles, à escolha do autor. 
É importante destacar que, apesar da omissão legislativa, entende-se que nas hipóteses em que a regra de 
competência aponta o domicílio do autor (p.e.: consumidor como autor) e, havendo litisconsórcio ativo, os 
autores poderão optar pelo foro do domicílio de quaisquer deles. 
A incorreção da alternativa C encontra justificativa no art. 50 do CPC, que estabelece que a competência 
para as ações em que o réu seja incapaz será do foro do domicílio de seu representante ou assistente. 
Por fim, as regras de competência territorial têm natureza relativa, de modo que a alternativa E está 
incorreta. Porém, fique atento, pois há regras de competência territorial e valorativas que têm natureza 
absoluta, tendo em vista que visam a proteger o interesse público. Exemplos: as ações sobre direitos 
imobiliários (art. 47 do CPC), as ações de competência dos Juizados Especiais Federais (art. 3º da Lei 
10.259/01) e as ações civis públicas (art. 2º da LACP). 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) No caso dos cônjuges manterem domicílio na mesma cidade em que 
conviviam maritalmente e não havendo filho incapaz, será competente para a ação de divórcio o local do: 
a) Domicílio da mulher. 
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b) Domicílio do marido. 
c) Último domicílio do casal. 
d) Casamento. 
e) Onde estão situados os bens imóveis a serem partilhados. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois, para a ação de divórcio, quando não houver filho 
incapaz, o legislador preferiu prestigiar o último domicílio do casal: 
Art. 53 do CPC. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação,anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) A competência para a propositura da ação de alimentos fundada em 
casamento, união estável ou parentesco é do 
a) domicílio do réu. 
b) último domicílio do casal. 
c) domicílio do genitor que tiver melhor condição financeira. 
d) domicílio ou residência do alimentante. 
e) domicílio ou residência do alimentando. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E. O foro competente no caso de ação de alimentos será 
o domicílio ou residência do alimentando. Veja o que prevê o art. 53, II, do CPC. 
Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando 
a) forem da competência do mesmo órgão jurisdicional. 
b) lhes for comum as partes, o pedido e a causa se pedir. 
c) lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
d) for caso de litisconsórcio necessário. 
e) houver identidade quanto às partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange 
o das demais. 
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Comentários 
A letra C é a alternativa correta e o gabarito da questão, pois está de acordo com o que preconiza o CPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
Observe que se trata de questão literal! 
 (AOCP/Pref-SL - 2018) Quanto à competência jurisdicional, prevista no Código de Processo Civil 
vigente, assinale a alternativa correta. 
a) As partes não podem escolher juízo arbitral em detrimento do juízo competente previsto no Código de 
Processo Civil. 
b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
do domicílio do réu. 
c) A ação possessória imobiliária poderá ser proposta no foro da situação da coisa, ou no domicílio do 
requerido, cujo juízo tem competência relativa. 
d) É competente o foro do domicílio da mulher para a ação de divórcio. 
e) É competente o foro do domicílio do autor para a ação de reparação de dano. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que as causas que têm de ser decididas em juízo arbitral podem ter sua 
competência escolhida pelas partes, nos termos do art. 42 do CPC, que excepciona essa possibilidade: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra B, pois é transcrição da redação do CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa C está errada, pois quando se tratar de ação que envolve a posse de bem imóvel, o foro 
competente é o da situação da coisa, que, por sua vez, é de competência territorial absoluta, nos termos do 
art. 47, §2º, do CPC. 
A alternativa D está incorreta, uma vez que no caso de divórcio teremos várias regras de competência a 
depender da existência de filho incapaz. Veja o que prevê o art. 53: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
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a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
A alternativa E está errada. Nas ações de reparação de dano a competência será do foro do lugar do ato/fato 
(art. 53, IV, do CPC). 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Acerca das regras jurídicas dispostas no Código de Processo Civil e que definem 
a competência interna, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
absoluta. 
c) A ação fundada em direito real sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
d) A ação fundada em direito pessoal será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Comentários 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, visto que para as ações fundadas em direito real 
sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa (art. 47, caput, do CPC). 
 ATENÇÃO! 
DIREITO REAL SOBRE MÓVEL DIREITO REAL SOBRE IMÓVEL 
Foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC) Foro da situação do coisa (art. 47 do CPC) 
Vejamos as demais assertivas. 
A alternativa A está correta, pois é transcrição do texto do CPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
A alternativa B também está certa, visto que traz a previsão do art. 47, §2º, do CPC: 
§2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
A assertiva D também está correta com fundamento no CPC: 
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Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Quando, entre duas ou mais ações, houver identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais, estaremos diante do 
instituto do Código de Processo Civil denominado de: 
a) Continência. 
b) Comoriência. 
c) Conexão. 
d) Incompetência. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois a continência é uma espécie de conexão 
qualificada por exigir mais requisitos: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto 
às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das 
demais. 
 (CS UFG/APARECIDAPREV - 2018) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência. 
São consideradas conexas duas ou mais ações quando lhes for comum: 
a) o objeto ou as partes. 
b) a natureza jurídica de seu objeto. 
c) a condição pessoal das partes. 
d) o pedido ou a causa de pedir. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois está de acordo com a definição legal de conexão: 
Art. 55 do CPC: Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o 
pedido ou a causa de pedir. 
 (IBFC/TRF-2 - 2018) No Processo Civil, determina-se a competência no momento: 
a) da citação. 
b) do registro ou da distribuição da petição inicial. 
c) do despacho/decisão positivo que determina a citação. 
d) do primeiro despacho ou decisão proferida pelo órgão julgador. 
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e) da estabilização da demanda,se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
Comentários 
A alternativa B é a correta e gabarito da questão, pois é exatamente o que prevê o art. 43 do CPC. Como 
sabemos, a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
 (COSEAC-UFF/Prefeitura de Maricá - 2018) João possui uma casa de veraneio em Maricá, tendo 
fixado seu domicílio na cidade do Rio de Janeiro. Além da casa em Maricá, João possui um sítio em 
Conceição de Macabu e uma casa de inverno em Petrópolis. Deixando o mesmo de recolher o IPTU 
referente ao imóvel em Maricá, caberá ao município ajuizar a execução fiscal em: 
a) Maricá, por ser o local onde foi gerada a obrigação. 
b) qualquer um dos locais acima citados (Maricá, Rio de Janeiro, Conceição de Macabu ou Petrópolis), uma 
vez que a ação pode ser ajuizada onde houver atos de expropriação. 
c) Maricá, por ser onde se situa o imóvel que gerou a obrigação tributária. 
d) Rio de Janeiro, por ser onde João fixou seu domicílio. 
e) Maricá, uma vez que é o município o autor da ação. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois, de acordo com o art. 46, §5º, do CPC, é 
competente o foro do domicílio do réu, de sua residência ou do lugar onde for encontrado o réu para a 
execução fiscal, tratando-se, segundo a doutrina majoritária, de foros concorrentes. 
§5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no 
do lugar onde for encontrado. 
Desse modo, como João fixou seu domicílio no Rio de Janeiro, esse será o foro competente para a execução 
fiscal proposta contra ele pelo Município de Maricá. 
 (IADES/ApexBrasil - 2018) No que tange à representação ativa e passiva em juízo, assinale a 
alternativa correta. 
a) A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo seu presidente, que deverá ser citado mediante 
procedimento de carta rogatória. 
b) A massa falida será representada pelo credor mais graduado na ordem de preferência creditória. 
c) As entidades com natureza de serviço social autônomo serão representadas pelo seu gerente de 
contencioso judicial. 
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d) A pessoa jurídica será representada por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores. 
e) O gerente de filial ou agência deve estar expressamente autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação e intimação para qualquer processo, sob pena de nulidade do ato. 
Comentários 
A alternativa D é a correta e gabarito da questão, pois reproduz a previsão do art. 75, VIII, do CPC: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores; 
Vejamos as demais assertivas de modo objetivo. 
A alternativa A está incorreta, pois não se fala em representação da pessoa jurídica estrangeira pelo seu 
Presidente. Veja: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, 
agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil; 
A assertiva B está incorreta, pois a massa falida será representada em juízo, ativa e passivamente, pelo 
administrador judicial (art. 75, V, do CPC). 
A alternativa C está errada, pois as entidades com natureza de serviço social autônomo (pessoa jurídica) 
serão representadas por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa 
designação, por seus diretores (art. 75, VIII, do CPC). 
A assertiva E está incorreta, uma vez que vai de encontro com o previsto no CPC: 
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
§3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação para qualquer processo. 
 (FUNRIO/ALE-RR - 2018) O Código de Processo Civil estabelece que a competência é determinada 
no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado 
de fato ou de direito ocorridas posteriormente, entretanto, a própria legislação processual estabelece 
exceções. 
Considerando a legislação processual, NÃO se configura EXCEÇÃO, quando 
a) duas ou mais ações tiverem em comum o pedido ou a causa de pedir. 
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b) ocorrer identidade entre duas ou mais ações quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, 
por ser mais amplo, abrange o das demais. 
c) o Tribunal extinguir um órgão jurisdicional fracionado e os processos forem redistribuídos para outro órgão 
jurisdicional fracionado, também de segundo grau. 
d) se repete ação que está em curso e essas ações são idênticas, pois possuem as mesmas partes, a mesma 
causa de pedir e o mesmo pedido. 
Comentários 
A questão trata do princípio da perpetuatio jurisdictionis, que vem estampado no Código de Processo Civil 
em seu art. 43. Vejamos: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A partir dessa regra, o examinador nos pergunta sobre as exceções e pede que seja marcada a alternativa 
que não apresenta uma delas. 
A alternativa A comporta uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis, que é o fenômeno da 
conexão. Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir (art. 
55 do CPC). Nesse caso, os processos devem ser reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver 
sido sentenciado (art. 55, § 1º, do CPC). Daí se dizer que a conexão é uma exceção ao princípio da perpetuatio 
jurisdictionis. 
A alternativa B, também, comporta uma exceção ao princípio que se analisa: a continência. Dá-se a 
continência entre duas ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o 
pedido de uma, por ser mais amplo, abranger o das demais (art. 56 do CPC). Nesse caso, se a ação continente 
tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem 
resolução de mérito; caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas (art. 57, do CPC). Daí 
podermos dizer, também, que a continência é uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis. 
A alternativa C também trata de uma exceção. É aquela estampada no próprio art. 43, parte final. Confira: 
“Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial (...) salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta”. 
A alternativa D, por fim, é a única que não traz uma exceção, sendo o gabarito da questão. A alternativa 
trata, especificamente, do fenômeno da litispendência, que é aquele fenômeno que ocorre quando se repete 
ação que está em curso (art. 337, § 3º, do CPC), em outras palavras, quando se ajuíza uma ação idêntica (art. 
337, § 2º, do CPC) a outra que está em curso. Como sabemos, a litispendência não gera o deslocamento da 
ação, como a conexão, a continência ou a exceção do art. 43, mas gera a extinção do processo sem resolução 
de mérito (art. 485, V, do CPC). 
 (FUNDEP/MP-MG - 2018) Analise as seguintes assertivas com relação ao papel doMinistério 
Público, nos termos do Código de Processo Civil: 
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I. O Ministério Público pode arguir incompetência relativa, pode suscitar conflito de competência e tem 
legitimidade para propor ação rescisória. 
II. O Ministério Público, não sendo o requerente de incidente de resolução de demandas repetitivas, deverá 
intervir obrigatoriamente, assumindo a sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Pode, 
inclusive, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente. 
III. O Ministério Público pode interpor recurso na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Também pode 
apresentar reclamação com o intuito, por exemplo, de preservar a competência do tribunal ou de garantir a 
autoridade das decisões do tribunal. 
IV. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha 
comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. 
É CORRETO o que se afirma em: 
a) I, II, III e IV. 
b) Apenas em I, II e III. 
c) Apenas em I, III e IV. 
d) Apenas em II e IV. 
Comentários 
Essa é uma questão mais complexa, em que vários dispositivos são cobrados em cada assertiva. 
Vejamos uma a uma: 
A assertiva I está correta. De fato, o Ministério Público pode arguir incompetência relativa (art. 65, parágrafo 
único), pode suscitar conflito de competência (art. 951) e tem legitimidade para propor ação rescisória em 
determinadas hipóteses (art. 967, III). 
A assertiva II está correta. De acordo com o art. 976, § 2º, se não for o requerente, o Ministério Público 
intervirá obrigatoriamente no incidente de resolução de demandas repetitivas e deverá assumir sua 
titularidade em caso de desistência ou de abandono. Além disso, o parquet pode, sim, proferir sustentação 
oral no julgamento desse incidente (art. 937, § 1º, c/c art. 984 do CPC). 
A assertiva III, igualmente, está correta. Na qualidade de fiscal da ordem jurídica, o MP poderá produzir 
provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer (art. 179, II). Além disso, poderá apresentar 
reclamação com o intuito de preservar a competência do tribunal, de garantir a autoridade das decisões do 
tribunal, de garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal 
Federal em controle concentrado de constitucionalidade ou de garantir a observância de acórdão proferido 
em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de 
competência (art. 988, incisos). 
Por fim, a assertiva IV também está correta. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela 
parte cujo advogado não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público 
(art. 362, § 2º). 
Estando todas as assertivas corretas, o gabarito da questão é a alternativa A. 
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 (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L mora em Recife, mas em férias no Rio de Janeiro, passeando 
pelo bairro de Madureira, choca o carro que dirigia no veículo conduzido por J, que reside em São Paulo. 
A responsabilidade de L pelo acidente é atestada pelo boletim de ocorrência lavrado logo após o acidente. 
Na ocasião, os envolvidos na colisão trocam telefones e endereços residenciais para que os custos do 
reparo no automóvel sejam arcados integralmente por L, uma vez que ele deu causa ao infortúnio. 
Todavia, sem L retornar às insistentes ligações de J, este é forçado a arcar com o valor referente ao reparo 
de seu veículo, realizado na oficina do seu cunhado Y, localizada em Niterói. Sem encontrar outros meios 
de reaver o prejuízo, J decide propor ação de reparação de dano. 
A referida ação deve ser proposta APENAS 
a) no Fórum de Madureira. 
b) em Recife, domicílio do réu. 
c) em São Paulo, domicílio do autor. 
d) em Niterói, local em que o custo pelo reparo do automóvel foi arcado. 
e) no domicílio do autor, no do réu ou na comarca do local em que ocorreu o acidente. 
Comentários 
Nesse caso devemos levar em consideração a regra geral de eleição de foro prevista no art. 46 do CPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Art. 53. É competente o foro: 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Assim, a ação poderá ser proposta no domicílio do réu, do autor ou no local onde ocorreu o acidente. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Segundo o Novo Código de Processo Civil, tramitando o processo 
perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas 
empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade 
profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, EXCETO as ações: 
A) De recuperação judicial. 
B) De acidente automobilístico. 
C) De indenização por dano moral. 
D) Que envolvam questões empresariais. 
Comentários 
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105 
De acordo com o art. 45, a presença da União, empresa pública ou outra entidade de direito público da 
administração indireta federal implica a necessidade de remessa dos autos ao juízo federal, com exceção de 
algumas hipóteses, mencionadas nos incisos: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
As ações de recuperação judicial não devem ser remetidas ao juízo federal, que não tem competência para 
essas matérias. Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema Competência no Novo Código de Processo Civil, 
assinale a afirmativa INCORRETA. 
A) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa. 
B) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for 
encontrado. 
C) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do réu. 
D) Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis o autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou 
pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e 
demarcação de terras e de nunciação de obra nova. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 47, § 2º, a ação possessória deve 
ser ajuizada no foro de situação da coisa, que tem competência absoluta: 
Art. 47. [...] 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
A alternativa B é correta. A execução fiscal pode ser proposta no domicílio do réu, no de sua residência ou 
no lugar onde ele se encontrar: 
 Art. 46. [...] 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou 
no do lugar onde for encontrado. 
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105 
A alternativa C é correta. Trata-se da regra prevista no art. 46, caput: as ações de direito pessoal e de direito 
sobre bens móveis devem ser propostas, como regra, no foro do domicílio do réu: 
 Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa D é correta. Há exceção para a competência absoluta do foro de situação da coisa em relação 
a esses litígios, conforme o art. 47, § 1º: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema “conexão”, assinale a afirmativa INCORRETA. 
A) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
B) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
C) Não se aplicam as regras de conexão à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa 
ao mesmo ato jurídico. 
D) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa A é correta. Há conexão quando as ações tem em comum o pedido ou a causa de pedir: 
 Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
A alternativa B é correta. Os processos conexos devem ser reunidos, salvo se um já houver sido julgado: 
 Art. 55. [...] 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
A alternativa C é incorreta e é o gabarito da questão. Reputam-se conexas a execução de título executivo 
extrajudicial e a ação de conhecimento sobre o mesmo ato jurídico: 
Art. 55. [...] 
§ 2º Aplica-se o disposto no caput : 
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105 
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
A alternativa D é correta. Deve-se promover a reunião, sempre que isso promover a segurança jurídica: 
 Art. 55. [...] 
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
FCC 
 (FCC/TJ-CE - 2022) Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro do Norte, que foi 
invadido por terceiro'. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca 
(A) de Juazeiro do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(B) de Fortaleza, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(C) de Juazeiro do Norte ou Fortaleza, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. 
(D) do domicílio do réu, ainda que não se trate de Fortaleza ou de Juazeiro do Norte, tratando-se de hipótese 
de competência absoluta. 
(E) de Juazeiro do Norte ou do domicílio do Réu, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência 
relativa. 
 (FCC/TRF 4ª Região - 2019) João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, 
domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi licenciado 
no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse caso, 
segundo as regras de competência previstas no Código de Processo Civil, a ação deverá ser proposta no 
foro de 
a) São Paulo. 
b) Salvador. 
c) Aracaju. 
d) Manaus. 
e) São Paulo, Salvador, Aracaju ou Manaus, segundo exclusivo critério do autor. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, 
pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União 
compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o 
fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde 
do país. Nesse caso, o processo deverá 
a) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
b) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
c) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
d) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
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e) permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União tenha expressamente requerido sua 
remessa à Justiça Federal. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação 
privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando 
sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. 
Nesse caso, 
a) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, ainda que um 
deles já tenha sido sentenciado. 
b) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, salvo se algum 
deles tiver sido sentenciado. 
c) existe conexão entre os processos, mas nenhum deles poderá ser reunido ao outro, dado que distribuídos 
a juízos distintos. 
d) não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos para julgamento conjunto, caso 
exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
e) como não existe conexão entre os processos, eles não poderão ser reunidos para julgamento conjunto em 
nenhuma hipótese. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil, o pedido de cooperação 
jurisdicional, no âmbito nacional, 
a) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como atos concertados entre os juízes cooperantes. 
b) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como prestação de informações. 
c) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como reunião de processos. 
d) prescinde de forma específica, podendo ser executado como auxílio direto. 
e) prescinde de forma específica, desde que realizado entre órgãos jurisdicionais do mesmo ramo do Poder 
Judiciário. 
 (FCC/MPE-MT - 2019) Em relação à competência, considere os enunciados: 
I. A incompetência absoluta deve ser alegada como questão preliminar de contestação; a relativa, como 
exceção, a ser autuada e julgada como incidente processual. 
II. A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada 
de ofício. 
III. A incompetênciarelativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. 
IV. Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo 
incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III e IV. 
b) I e II. 
c) I, II e III. 
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d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 (FCC/TRT-6/2018) Em relação às modificações de competência, 
a) o foro contratual eleito pelas partes é personalíssimo e, portanto, não obriga os herdeiros e sucessores 
das partes. 
b) a determinada em razão da matéria, da pessoa ou do valor é inderrogável por convenção das partes. 
c) quando houver continência e a ação continente houver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
d) a abusividade da cláusula de eleição de foro deve ser alegada pela parte a quem aproveita, não podendo 
ser examinada de ofício pelo juiz, salvo em relações consumeristas. 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
 (FCC/TRT-6 - 2018) Analise os enunciados a seguir, relativos à competência: 
I. Argui-se exclusivamente, por meio de exceção, a incompetência relativa. 
II. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
III. Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do 
autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. 
IV. Acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo 
será extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. 
V. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e V. 
b) I, III, IV e V. 
c) I, II e IV. 
d) II, IV e V. 
e) II, III, IV e V. 
 (FCC/DPE-AM - 2018) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residiram por 
cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de 
desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, 
Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, 
Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a 
ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de 
a) Tabatinga. 
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b) Parintins. 
c) Manaus. 
d) Eurunepé. 
e) Tefé. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
c) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
d) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
e) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
 (FCC/MPE-PB - 2018) Em relação à competência, 
a) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio dele próprio ou do lugar em que foi 
contraída a obrigação, desde que mais favorável ao incapaz. 
b) é ela determinada no momento em que o juiz ordena a citação do réu. 
c) a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
d) o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, 
ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
 e) nas ações em que o Estado for autor, o foro competente é sua Capital, podendo a ação ser proposta no 
foro de domicílio do autor se o Estado for réu. 
 (FCC/SEAD-AP - 2018) Joaquim, com dezesseis anos de idade, assistido por sua mãe, Silvana, 
domiciliada em São Bernardo do Campo-SP, celebrou, no Rio de Janeiro-RJ, com Fabrísio, domiciliado em 
Macapá-AP, contrato de compra e venda de um relógio, pelo preço de R$ 3.000,00. Operou-se, então, a 
tradição do bem, mas, injustificadamente, não se realizou o pagamento. Assim, considerando que não 
houve eleição de foro, Fabrísio deverá propor contra Joaquim ação de cobrança do preço no foro da 
comarca de 
a) São Bernardo do Campo-SP ou Macapá-AP, à sua escolha. 
b) Rio de Janeiro-RJ. 
c) Macapá-AP. 
d) São Bernardo do Campo-SP. 
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e) São Bernardo do Campo-SP, Macapá-AP ou Rio de Janeiro-RJ, à sua escolha. 
 (FCC/SEF-SC - 2018) Em relação à competência, é correto afirmar: 
a) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença com resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) Independentemente de sua natureza, prorrogar-se-á se o réu não alegar a incompetência em preliminar 
de contestação. 
c) Caso a alegação de incompetência absoluta seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução 
do mérito; se for acolhida a alegação de incompetência relativa, os autos serão remetidos ao juízo 
competente. 
d) Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já 
fixada. 
e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção 
das partes. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
b) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
c) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
d) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
e) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
 (FCC/CLDF - 2018) No que tange aos critérios de modificação de competência, 
a) a competência determinada em razão do território, pessoa ou função é derrogável por convenção das 
partes.b) reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum pedido, as partes e a causa de pedir. 
c) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ainda que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
d) a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, ocorrendo a prevenção com o 
oferecimento da contestação pelo réu. 
e) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
 (FCC/TRT-15ªR - 2018) É competente o foro 
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a do domicílio do réu, somente, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de 
veículos, inclusive aeronaves. 
b do lugar da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado 
em razão do ofício. 
c de domicílio do autor, exclusivamente, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou 
União. 
d) de domicílio do autor ou do réu na ação em que este último for incapaz. 
e) de situação da coisa, sempre, para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis. 
 (FCC/TRT-2ªR - 2018) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, 
é correto afirmar: 
a) Após a consumação da citação do réu a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu. 
b) Tramitando uma ação de recuperação judicial perante a justiça estadual, havendo intervenção nos autos 
de uma empresa pública federal como terceiro interveniente, os autos serão encaminhados imediatamente 
ao juízo federal competente. 
c) Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta, em regra, no foro do 
domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente em 
Brasília, na capital federal. 
d) A ação possessória imobiliária será proposta, em regra, no foro de situação da coisa, mas o autor pode 
optar por demandar no foro do domicílio do réu. 
e) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
 (FCC/TRT-RN - 2018) Reinaldo move em face de Fernanda ação de execução fundada em título 
extrajudicial que é objeto de ação anulatória contra ele ajuizada por Fernanda. Distribuídos a juízos 
distintos da mesma comarca e ainda não sentenciados, esses processos 
a) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele para o qual tiver sido distribuída 
em primeiro lugar a petição inicial de qualquer uma das ações. 
b) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele que houver despachado em 
primeiro lugar qualquer uma das ações. 
c) não deverão ser reunidos, pois entre eles não existe conexão. 
d) somente serão reunidos se forem ajuizados embargos à execução, em relação aos quais se estabelece 
conexão com a ação anulatória. 
e) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele perante o qual tiver sido 
aperfeiçoada a primeira citação válida. 
 (FCC/SABESP -2018) O juízo estadual, verificando que certa ação de ressarcimento de danos é 
proposta em face de Mévio e da Caixa Econômica Federal, dá-se por incompetente e remete os autos ao 
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juízo federal que, por sua vez, após ouvir as partes, exclui do processo a referida empresa pública e devolve 
os autos ao juízo estadual. Nessa situação, segundo dispõe o Código de Processo Civil de 2015, o juízo 
a) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá a este reenviar os autos, expondo as razões do 
seu convencimento. 
b) federal, após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, deveria ter suscitado conflito negativo de 
competência. 
c) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá suscitar conflito negativo de competência, no 
prazo preclusivo de 5 dias. 
d) federal agiu acertadamente ao devolver os autos ao juízo estadual após excluir a Caixa Econômica Federal 
do feito, não se cogitando, no caso, de conflito de competência. 
e) estadual, ao verificar que a relação processual envolvia a Caixa Econômica Federal, deveria desde logo, ter 
suscitado o conflito de competência perante o Tribunal competente, sobretudo se, de acordo com o seu 
pensamento, a Caixa Econômica Federal fosse, sim, parte legítima no feito. 
CESPE 
 (CESPE/TJ-AM - 2019) Acerca do disposto no Código de Processo Civil (CPC) sobre as normas 
processuais civis, os deveres das partes e dos procuradores, a intervenção de terceiros e a forma dos atos 
processuais, julgue o item a seguir. 
Situação hipotética: Ao celebrarem contrato de parceria, duas sociedades empresárias firmaram cláusula de 
eleição de foro que estabelecia que eventual litígio de natureza patrimonial referente ao contrato deveria 
ser julgado na comarca de Manaus. Assertiva: Nessa situação hipotética, a referida cláusula possui natureza 
de negócio processual típico. 
 (CESPE/DP-DF - 2019) A respeito da função jurisdicional, dos sujeitos do processo, dos atos 
processuais e da preclusão, julgue o item seguinte. 
Na execução fiscal, cabe à fazenda pública decidir se a dívida será executada no foro de domicílio do réu, no 
de residência dele ou no do lugar onde ele for encontrado. 
 (CESPE/TJ-PA - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o domicílio para fins de 
competência do foro em ação ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha 
descumprido obrigação contratual será o do local onde 
a) a obrigação tiver sido contraída. 
b) a obrigação deverá ser satisfeita. 
c) o representante for encontrado. 
d) o representante legal tiver residência fixa. 
e) a sociedade exercer suas atividades. 
 (CESPE/TJ-SC - 2019) Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo – SP, e o 
segundo em Recife – PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em 
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Florianópolis – SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife – PE. Após a celebração da 
promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço 
ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o 
preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. 
Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o 
negócio jurídico. 
Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do Código de Processo Civil (CPC) e da 
jurisprudência majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é 
a) a ação de adjudicação compulsória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas 
não em São Paulo – SP. 
b) a ação reivindicatória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
c) a ação de adjudicação compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de comprae 
venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. 
d) a ação reivindicatória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório 
de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
e) a ação de adjudicação compulsória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda 
no cartório de imóveis e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – 
SP. 
 (CESPE/TJ-PR -2019) De acordo com o Código de Processo Civil, no que concerne ao julgamento de 
ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência 
internacional da justiça brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, 
respectivamente, como 
a) exclusiva e absoluta. 
b) exclusiva e relativa. 
c) concorrente e absoluta. 
d) concorrente e relativa. 
 (CESPE/PGE-PE - 2019) Por ter sofrido sucessivos erros em cirurgias feitas em hospital público de 
determinado estado, João ficou com uma deformidade no corpo, razão pela qual ajuizou ação de 
reparação de danos em desfavor do referido estado. 
Tendo como referência essa situação hipotética e os dispositivos do Código de Processo Civil, julgue o item 
subsecutivo. 
O foro competente para o ajuizamento da referida ação será o da ocorrência do fato, não podendo ser 
escolhido o foro do domicílio de João. 
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 (CESPE/Prefeitura de João Pessoa - 2018) Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no 
trânsito com seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar 
com ação judicial contra Gabriel. 
Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar a referida demanda é o do 
a) domicílio de Gabriel. 
b) domicílio de Gabriel ou do local do fato. 
c) domicílio de Gabriel ou de Mateus. 
d) domicílio de Mateus ou do local do fato. 
e) local de registro do veículo de Mateus. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
A ação de reparação de danos materiais deverá ser ajuizada por Túlio na capital paulista, conforme a previsão 
do Código de Processo Civil de que, em situações como a descrita, o foro competente para o julgamento da 
ação é o do domicílio do autor. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
Em relação à ação de dano por acidente proposta por Túlio, o foro de São Paulo tem competência absoluta 
em razão da pessoa, haja vista a condição de idoso de Túlio. 
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 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, 
caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, 
caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de 
seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que 
impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de 
indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi 
lançada a garrafa. 
Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. 
Eventual impugnação do réu relativa à competência do foro no qual a ação foi ajuizada deverá ser manejada 
por meio de exceção de incompetência. 
 (CESPE/PC-SE - 2018) A empresa Soluções Indústria de Eletrônicos Ltda. veiculou propaganda 
considerada enganosa relativa a determinado produto: as especificações eram distintas das indicadas no 
material publicitário. Em razão do anúncio, cerca de duzentos mil consumidores compraram o produto. 
Diante desse fato, uma associação de defesa do consumidor constituída havia dois anos ajuizou ação civil 
pública com vistas a obter indenização para todos os lesados. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item seguinte. 
Na hipótese de existir outra ação com idêntica causa de pedir da ação civil pública proposta e de tal ação ter 
sido sentenciada por outro juízo, o fenômeno da conexão exigirá que as duas demandas sejam reunidas. 
 (CESPE/PC-MA - 2018) De acordo com o CPC, a incompetência relativa 
a) é vício que não pode ser superado por acordo entre as partes. 
b) deve ser alegada mediante exceção de incompetência relativa. 
c) não pode ser alegada pelo MP. 
d) pode ser declarada de ofício pelo juiz. 
e) será prorrogada se o réu não a alegar na contestação. 
 (CESPE/PGM-AM - 2018) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos 
servidores públicos, julgue o item seguinte. 
A competência para analisar a legalidade de uma greve de servidores públicos de autarquias e fundações é 
da justiça comum, estadual ou federal, ainda que eles sejam regidos pela CLT. 
 (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das 
competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. 
Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de 
competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem 
o sistema de estabilidade do processo. 
 (CESPE/EMAP - 2018) Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e 
processo de execução. 
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São exemplos de negócios processuais típicos: a fixação de calendário processual para a prática dos atos 
processuais; a eleição de foro; as hipóteses da tutela provisória. 
VUNESP 
 (VUNESP/Pref SJRP - 2019) No que diz respeito ao conflito de competência, incompetência e 
modificação de competência, assinale a alternativa correta.possuir domicílio o próprio autor. 
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Por fim, temos ainda a possibilidade de existirem dois réus, ou seja, um litisconsórcio passivo. Se esses réus 
tiverem mesmo domicílio, a ação será ajuizada no foro do domicílio dos réus. Mas se esses réus tiverem 
domicílio em locais distintos? Nesse caso, cabe ao autor optar um por dos foros de domicílio dos réus. 
Para encerrar a análise do artigo, temos que compreender a hipótese do §5º, que envolve execuções fiscais. 
Se uma pessoa não fizer o pagamento do seu imposto de renda, haverá um lançamento tributário, que 
resultará, inicialmente, em cobrança administrativa. No insucesso de cobrança administrativa, a Receita 
Federal constituirá a certidão de dívida ativa, que é um título executivo extrajudicial. Esse título será exigido 
judicialmente pela Procuradoria da Fazenda Nacional, por intermédio de uma execução fiscal. A Procuradoria 
irá ajuizar a ação no domicílio do réu (que nada mais é do que a regra geral), no local de residência do réu 
ou, ainda, no local onde for encontrado o réu. 
Feito isso, vamos esquematizar o conteúdo em duas partes: ações fundadas em direito pessoal ou direito 
real sobre bens móveis em geral e execuções fiscais. 
O art. 47 do CPC estabelece competência para as ações fundadas em direito real e ações possessórias 
imobiliárias. Nesse caso, como a discussão envolve imóveis, vamos voltar nossas atenções para o local onde 
estiver situado o imóvel. Fala-se, portanto, em foro de situação da coisa (forum rei sitae) 
Confira: 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio 
NÃO recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Assim, se a ação versar sobre ação fundada em direito real sobre bens imóveis, o autor deverá ajuizar a 
demanda no foro de local onde estiver situado o bem imóvel. 
Agora atenção! 
O §1º disciplina que podem as partes optar pelo foro de domicílio do réu ou de eleição nas ações que 
envolvam direito real imobiliário. Assim, num primeiro momento teríamos três possibilidades: o autor 
poderá ajuizar a ação no foro de situação do bem imóvel (prevista no caput), no foro de domicílio do réu ou, 
ainda, no foro de eleição (essas duas últimas hipóteses previstas no §1º). 
Veremos adiante que os critérios que fixam a competência podem ser pautados em normas de ordem pública 
(quando são chamados absolutos) ou respeitam a vontade das partes (quando são chamados de relativos). 
No primeiro caso não podem as partes optar por outro foro a não ser o previsto em lei. No segundo caso há 
uma regra prevista em lei, contudo, nada impede que as partes optem por outro foro (por exemplo, fiquem 
um foro em cláusula contratual, o denominado “foro de eleição”). 
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A partir da regra acima, podemos concluir que nas ações que envolverem direito real 
imobiliário a regra de competência é absoluta ou relativa? 
Cuidado! 
Não obstante a competência definida em razão do foro seja, como regra, relativa, o §1º, ao contrário do que 
possa parecer, reforça a natureza absoluta das ações que envolvem direito real imobiliário. Na segunda parte 
do §1º, temos o seguinte: é relativo o critério que fixa a competência “se o litígio não recair sobre direito de 
propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova”. Se 
verificarmos, a rigor, a ampla maioria das situações que envolvem discussões judiciais sobre bens imóveis 
versarão sobre propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obras 
novas. Logo, o §1º dá a entender que temos um critério relativo, quando, na realidade, temos um critério 
absoluto que, excepcionalmente poderá ser relativo, concedendo ao autor optar ainda pelo foro de domicílio 
do réu ou o foro de eleição. 
Existem alguns tipos de contratos que envolvem direito obrigacional sobre bens imóveis, a exemplo da ação 
de rescisão de contrato com reintegração de posse. Trata-se de ação que não é tipicamente real ou 
possessória, mas obrigacional. A essência da lide é o descumprimento do contrato, muito embora, derivada 
desse conflito, haja a necessidade de se discutir direito real sobre bem imóvel (no caso, a posse). Nesses 
casos (que são excepcionais), entende-se que é válida a opção pelo foro do domicílio do réu ou pelo foro de 
eleição. 
Além disso tudo, há uma segunda regra importante, que está prevista no §2º, que afirma categoricamente 
que no caso de ação possessória imobiliária o foro competente será sempre o de situação da coisa. 
Sigamos! 
No art. 48, temos a disciplina das regras relativas à sucessão causa mortis, que observa, em regra, o foro do 
domicílio do falecido (de cujus). 
Essa regra é aplicada às situações em que a pessoa falece e deixa bens, imóveis ou móveis. Se no caso de a 
pessoa falecer sem deixar bens? Aí não se fala em ação sucessão causa mortis. Correto?! 
Dito isso, o CPC prevê as seguintes regras sucessivas para essas ações: 
1ª regra: o último domicílio do falecido; 
2ª regra: se não tiver domicílio certo, será o local da situação dos bens imóveis. Caso, o réu 
tenha bens imóveis em variadas comarcas, o autor poderá ajuizar a ação em qualquer foro; 
3ª regra: se não tiver domicílio nem bens imóveis, a ação poderá ser ajuizada em qualquer 
local dos bens móveis do espólio. 
Você aplicará a segunda regra apenas no caso de o falecido não ter domicílio certo. Do mesmo modo, você 
aplicará a terceira regra caso não tenha domicílio certo e não tenha bens imóveis, mas apenas bens móveis. 
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Cuidado! O local do óbito não tem qualquer relevância para definição de onde será ajuizada 
ação sucessão causa mortis. O que importa, em ordem sucessiva, é: domicílio do falecido, 
local dos bens imóveis e local dos bens móveis. 
No art. 49, temos a disciplina da competência na ação em que o réu for ausente. 
A ausência é um instituto do Direito Civil aplicada aos casos em que a pessoa desaparece sem deixar um 
representante. Como não há certeza sobre o seu falecimento, não podemos aplicar as regras da sucessão 
causa mortis. Nesse caso, eventuais ações ajuizadas observam o art. 49 do CPC. 
Dada a possibilidade de decretação de morte presumida, à semelhança do que temos no foro para a 
sucessão, a ação deverá ser proposta perante o foro do seu último domicílio. 
No art. 50 do CPC está fixado o foro do domicílio do representante ou do assistente para ações em que 
incapaz for réu. 
Nos próximos dois artigos (51 e 52), vamos analisar ações ajuizadas pela ou contra a Fazenda Pública. São 
ações que envolvem o Poder Público, como é o caso da União, autarquias federais (como universidades 
federais), estados-membros, municípios, entre outros. 
O art. 51 do CPC reproduz em grande medida o que encontramos no art. 109, §§ 1º e 2º, da CF, a respeito 
da competência da Justiça Federal, ao determinar que: 
 nas ações ajuizadas pela União, o foro competente será o domicílio do réu; e 
 nas ações ajuizadas contra a União, o jurisdicionado tem quatro possibilidades: 
a) foro do domicílio; 
b) no local do ato ou fato; 
c) no foro da situação da coisa; ou 
d) no Distrito Federal (para ações contra o Distritoa) A competência absoluta poderá se modificar pela conexão ou pela continência. 
b) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção 
das partes. 
c) A incompetência relativa será alegada como questão preliminar de contestação; a absoluta somente pode 
ser declarada de ofício. 
d) Não há conflito de competência, quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da 
separação de processos. 
e) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes caso decididos separadamente, desde que tenha conexão entre eles. 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) Analise as proposições abaixo referentes ao tema da incompetência no 
processo civil e assinale aquela que se encontra CORRETA à luz da legislação aplicável. 
a) Não há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião 
ou separação de processos. 
b) Prorrogar-se-á a competência absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
c) Apenas a incompetência absoluta será alegada como questão preliminar de contestação. 
d) O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. 
 (VUNESP/TJ-MT - 2018) João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem 
domicílio certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada 
na capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas 
no CPC/2015, assinale a alternativa correta. 
a) No caso de falecimento de José ocorrido no estrangeiro, o foro de situação dos bens imóveis será o 
competente para processar e julgar a ação de inventário. 
b) No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, será competente o foro do último domicílio 
do casal. 
c) Se a empresa Y demandar ação de reparação de danos contra serventia notarial com sede no interior do 
Estado, por ato praticado em razão do ofício, será competente o foro da Comarca de Cuiabá. 
d) Tramitando no juízo da Comarca de Cuiabá ação de falência da empresa Y, a intervenção da União como 
interessada no feito implicará na remessa dos autos à Justiça Federal. 
e) Caso José proponha uma ação possessória imobiliária, terá competência relativa o juízo do foro de 
situação da coisa. 
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 (VUNESP/PC-BA - 2018) A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, 
é correto afirmar que 
a) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. 
b) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
c) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, 
que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. 
d) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de 
pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. 
e) a citação do réu torna prevento o juízo. 
 (VUNESP/PC-BA - 2018) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do 
instituto da competência, é correto afirmar que 
a) as suas regras são exclusivamente determinadas pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou 
em legislação especial. 
b) tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, as ações de insolvência civil. 
c) a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa para sua análise. 
d) se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente o foro do domicílio do inventariante para 
análise do inventário. 
e) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio. 
 (VUNESP/PauliPrev – SP - 2018) A respeito da petição inicial, no procedimento comum do processo 
de conhecimento, é correto afirmar que 
a) para postular em juízo é necessário que o autor tenha interesse processual e possibilidade jurídica do 
pedido, como condições da ação. 
b) deverá ser indeferida pelo magistrado, por inépcia, quando os defeitos ou as irregularidades capazes de 
dificultar o julgamento do mérito não forem sanados pelo autor, no prazo de 10 dias. 
c) o seu registro ou a sua distribuição torna prevento o juízo. 
d) formulado pedido sucessivo e alternativo pelo autor, a escolha do descumprimento da prestação caberá 
ao devedor. 
e) poderá ser formulado pedido genérico pelo autor, se tiver por objeto calcado em prestações sucessivas. 
FGV 
 (FGV/MPE-RJ - 2019) No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto 
afirmar que: 
a) a decisão sobre a alegação de incompetência independe da manifestação prévia da parte contrária; 
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b) a incompetência absoluta gera a automática invalidação dos atos decisórios praticados; 
c) a arguição de incompetência deve ser manejada via exceção de incompetência; 
d) a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição; 
e) determina-se a competência no momento de citação do réu. 
 (FGV/MPE-RJ - 2019) Sobre o instituto da conexão, é correto afirmar que: 
a) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando as partes e os pedidos forem comuns; 
b) a prevenção dos processos de ações conexas será do juízo em que houver a primeira citação válida; 
c) os processos de ações conexas devem ser reunidos para decisão conjunta, mesmo quando um deles já 
tiver sido sentenciado; 
d) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, 
mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais; 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Menor absolutamente incapaz, regularmente representado por sua mãe, 
ajuizou ação em foro relativamente incompetente, o que, todavia, deixou de ser arguido pelo réu na 
primeira oportunidade de que dispunha. Todavia, ao ser intimado para atuar no feito, o Ministério Público 
suscitou o vício de incompetência, no prazo legal; 
Nesse cenário: 
a) a incompetência relativa se prorrogará, pois o Ministério Público não pode suscitá-la; 
b) a incompetência relativa pode ser arguida pelo réu a qualquer tempo e grau de jurisdição; 
c) caso a arguição de incompetência relativa seja acolhida, o processo deverá ser extinto sem resolução de 
mérito; 
d) o juiz da causa pode pronunciar de ofício a incompetência relativa, remetendo os autos ao juízo 
competente; 
e) a incompetência relativa pode ser arguida pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. 
 (FGV/TJ-CE - 2019) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de 
sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a 
veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído 
a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: 
a) foto competente; 
b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício; 
c) foto relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelojuiz; 
d) foto absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite 
o vício. 
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e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. 
 (FGV/MPE-AL - 2018) Sobre a competência no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A reunião de ações conexas pode se dar a qualquer tempo, independentemente da prolação de sentença 
em algum dos processos. 
b) As decisões do juízo absolutamente incompetente são nulas. 
c) A cláusula de eleição de foro abusiva pode ser decretada ineficaz de ofício pelo juiz a qualquer tempo. 
d) Quando houver continência, as ações serão necessariamente reunidas. 
e) Serão reunidos, para julgamento conjunto, os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Determinado credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, 
postulando a condenação deste ao pagamento da quantia de cem mil reais, relativa ao crédito derivado 
de um contrato de mútuo. 
Na sessão de conciliação, as partes não obtiveram a autocomposição. Transcorrido o prazo legal, o réu não 
apresentou contestação, o que lhe valeu o decreto de revelia. Na sequência, o devedor ajuizou, em face do 
credor, ação declaratória de inexistência do contrato de mútuo. 
 Nesse cenário, o feito correspondente à demanda declaratória deve ser 
a) reunido com o primeiro, em razão da conexão. 
b) reunido com o primeiro, em razão da continência. 
c) julgado extinto, sem resolução do mérito. 
d) julgado extinto, com resolução do mérito. 
e) regularmente processado, após ser submetido à livre distribuição. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Credor de uma obrigação, um ano depois de ter tido ciência da sentença que 
julgou extinto o processo por falta de interesse de agir, decisão que restou irrecorrida, deu-se conta de 
que o juízo prolator daquela sentença era absolutamente incompetente. Nesse cenário, é-lhe possível 
a) impetrar mandado de segurança, sob o fundamento da incompetência absoluta do juízo originário. 
b) interpor recurso de apelação, já que há error in procedendo, vício que afasta a preclusão temporal. 
c) propor ação anulatória, já que a sentença é terminativa e não há coisa julgada material. 
d) interpor reclamação, uma vez que houve usurpação da competência do órgão jurisdicional de segundo 
grau. 
e) propor, perante o juízo competente, e em face do mesmo réu, nova ação de cobrança. 
 (FGV/ALE-RO - 2018) Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o 
mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A 
petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo 
de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu 
a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. 
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==1365fc==
 
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b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. 
c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. 
d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. 
e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. 
 (FGV/TJ-SC - 2018) Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, 
propostas perante órgãos jurisdicionais distintos, pela: 
a) distribuição da petição inicial; 
b) prolação do despacho liminar positivo; 
c) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial; 
d) citação válida; 
e) citação, ainda que inválida. 
CONSULPLAN 
 (CONSULPLAN/TJ-MG - 2019) Segundo as normas e princípios contidos no Código de Processo Civil, 
analise as afirmativas a seguir. 
I. A competência em razão da matéria é derrogável pela vontade das partes. 
II. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. 
III. Para se postular em juízo é necessário que se tenha interesse, legitimidade e que o pedido seja 
juridicamente possível. 
IV. É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II, III e IV. 
b) II e IV, apenas. 
c) I, II e III, apenas. 
d) I, III e IV, apenas. 
 (CONSULPLAN/MPE-PA - 2019) Antônio José, um andarilho de 64 anos, é encontrado morto no 
município de Porteirinha/MG, em 20 de maio de 2019. Apesar de viver em situação de rua por mais de 
quinze anos, Antônio José deixara bens imóveis, sendo que dois situam-se na cidade de Belém e um na 
cidade de Altamira, todos no Estado do Pará. Em razão de seu óbito, seu único filho e herdeiro necessário 
Alessandro, domiciliado em Ananindeua/PA, faz a abertura do inventário. 
Diante da situação hipotética apresentada, é correto afirmar que: 
a) O foro competente para o inventário é o local do óbito, o município de Porteirinha/MG. 
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b) O foro competente para o inventário é o local onde se situam a maioria dos bens imóveis, o município de 
Belém/PA. 
c) O foro competente para o inventário é o local do domicílio do inventariante (Alessandro), o município de 
Ananindeua/PA. 
d) O foro competente para o inventário é qualquer dos locais em que se situam os bens imóveis, ou o 
município de Belém/PA, ou o município de Altamira/PA. 
 (CONSULPLAN/CM-BH - 2018) Sobre Modificação da Competência no Direito Processual Civil, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
c) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
d) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
Outras Bancas 
 (IBADE/TJRS - 2022) Leonardo Tavares pretende ingressar com determinada demanda de 
Exoneração de Alimentos, tendo em vista que seu filho, João, alcançou a maioridade civil e exerce 
atividade laborativa na sociedade Comunical Ltda., provendo, por si, os recursos para sua subsistência. 
Alega que diante da alteração da capacidade econômico-financeira de João, inexiste o binômio da 
necessidade e possibilidade. Face ao exposto, acerca da competência territorial para o ajuizamento da 
referida demanda, a ação de Exoneração de Alimentos deverá ser ajuizada no foro: 
(A) do domicílio do assistente. 
(B) do domicílio do alimentando. 
(C) do domicílio do alimentante. 
(D) do domicílio do representante legal. 
(E) do último domicílio do casal. 
 (FUNDATEC/Pref Maçambará - 2019) No Processo Civil, sobre a abusividade da cláusula de eleição 
de foro, é correto afirmar que: 
a) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, a qualquer momento do processo. 
b) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, antes da citação do réu. 
c) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
exceção de incompetência. 
d) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
preliminar de contestação. 
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e) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em 
qualquer momento do processo. 
 (IADES/CRN 3 - 2019) Considerando as regras de competência estabelecidas no Código de Processo 
Civil, assinale a alternativa correta. 
a) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
b) Os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que outra seja 
proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido contrário. 
c) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, por meio de exceção de incompetência, por 
instrumento apartado à contestação. 
d) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele 
intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de 
atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, incluindo as ações de falência e 
recuperação judicial, acidente de trabalho, insolvência civil, bem como as sujeitas à justiça eleitoral e justiça 
do trabalho. 
e) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, ainda quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
 (IADES/BRB - 2019) Considere hipoteticamente que o réu tenha assinado um contrato que contém 
uma cláusula abusiva de eleição de foro. As partes escolheram a cidade de Brasília (DF) como competente. 
Dessa forma, diante do inadimplemento da obrigação por parte do réu, o autor ajuizou a demanda 
cobrança, pedindo a condenação do réu, mais juros e correção monetária. Nesse caso, o juiz 
a) pode, depois da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
b) pode, antes da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
c) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do autor para reputar ineficaz a cláusula de eleição de 
foro. 
d) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do réu para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. 
e) deve aguardar a manifestação do Ministério Público para, somente depois, reputar ineficaz a cláusula de 
eleição de foro. 
 (FUNDEP/PGM-Contagem - 2019) No tocante à competência interna, assinale a alternativa correta. 
a) Tendo em vista que a competência absoluta não admite prorrogação, o juiz pode declarar-se 
incompetente a qualquer momento e até mesmo de ofício, independentemente de oitiva prévia da parte 
interessada. 
b) Na hipótese de a Organização das Nações Unidas (ONU) ajuizar ação civil contra o Município de Contagem, 
será da justiça comum estadual a competência para julgar e processar a causa. 
c) A existência de conexão não é fator determinante para reunião e julgamento conjunto das ações que 
possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, caso decididas separadamente. 
d) Ajuizada ação reivindicatória de imóvel situado em Contagem e Belo Horizonte, compete ao juízo do foro 
no qual está localizada a maior porção de terras julgar a ação civil concernente ao referido bem. 
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 (NC-UFPR/ITAIPU - 2019) Sobre a competência do Poder Judiciário brasileiro, identifique como 
verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 
( ) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade 
judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em 
contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que o réu, qualquer que seja a 
sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que no Brasil tiver de ser 
cumprida a obrigação. 
( ) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra, conhecer de ações relativas 
a imóveis situados no Brasil. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
a) F – F – V – F. 
b) V – F – V – F. 
c) V – V – V – V. 
d) F – V – F – V. 
e) F – V – F – F. 
 (FUNDATEC/CM Ituporanga - 2019) A ação possessória imobiliária será proposta no: 
a) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. 
b) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. 
c) Foro da situação da coisa, mas poderá a parte autora optar pelo domicílio do réu. 
d) Domicílio do autor. 
e) Domicílio do réu. 
 (NC-UFPR/Pref Matinhos - 2019) No que tange às normas processuais civis sobre competência e 
incompetência, assinale a alternativa correta. 
a) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. 
b) A incompetência relativa e também a absoluta podem ser alegadas em qualquer tempo e grau de 
jurisdição. 
c) As decisões proferidas pelo juízo incompetente serão nulas de pleno direito, logo, seus efeitos não 
poderão ser conservados. 
d) A competência absoluta prorrogar-se-á se o réu não a alegar em preliminar de contestação. 
e) O juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência, sendo desnecessária a manifestação da parte 
contrária. 
 (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Assinale a alternativa correta, no que diz respeito à matéria de 
competência, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: 
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a) A ação fundada em direito real sobre bem móvel tem como regra geral a distribuição no foro de domicílio 
da coisa. 
b) Havendo dois ou mais réus com diferentes domicílios, o autor pode distribuir a ação fundada em direito 
pessoal em qualquer foro do país. 
c) A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio e a ação em que o ausente for réu 
será proposta no foro de seu último domicílio. 
d) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado ou o Distrito 
Federal. 
e) As regras de competência territorial têm natureza absoluta. 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) No caso dos cônjuges manterem domicílio na mesma cidade em que 
conviviam maritalmente e não havendo filho incapaz, será competente para a ação de divórcio o local do: 
a) Domicílio da mulher. 
b) Domicílio do marido. 
c) Último domicílio do casal. 
d) Casamento. 
e) Onde estão situados os bens imóveis a serem partilhados. 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) A competência para a propositura da ação de alimentos fundada em 
casamento, união estável ou parentesco é do 
a) domicílio do réu. 
b) último domicílio do casal. 
c) domicílio do genitor que tiver melhor condição financeira. 
d) domicílio ou residência do alimentante. 
e) domicílio ou residência do alimentando. 
 (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando 
a) forem da competência do mesmo órgão jurisdicional. 
b) lhes for comum as partes, o pedido e a causa se pedir. 
c) lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
d) for caso de litisconsórcio necessário. 
e) houver identidade quanto às partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange 
o das demais. 
 (AOCP/Pref-SL - 2018) Quanto à competência jurisdicional, prevista no Código de Processo Civil 
vigente, assinale a alternativa correta. 
a) As partes não podem escolher juízo arbitral em detrimento do juízo competente previsto no Códigode 
Processo Civil. 
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b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
do domicílio do réu. 
c) A ação possessória imobiliária poderá ser proposta no foro da situação da coisa, ou no domicílio do 
requerido, cujo juízo tem competência relativa. 
d) É competente o foro do domicílio da mulher para a ação de divórcio. 
e) É competente o foro do domicílio do autor para a ação de reparação de dano. 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Acerca das regras jurídicas dispostas no Código de Processo Civil e que definem 
a competência interna, assinale a alternativa INCORRETA: 
a) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
absoluta. 
c) A ação fundada em direito real sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
d) A ação fundada em direito pessoal será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
 (IESES/TJ-CE - 2018) Quando, entre duas ou mais ações, houver identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais, estaremos diante do 
instituto do Código de Processo Civil denominado de: 
a) Continência. 
b) Comoriência. 
c) Conexão. 
d) Incompetência. 
 (CS UFG/APARECIDAPREV - 2018) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência. 
São consideradas conexas duas ou mais ações quando lhes for comum: 
a) o objeto ou as partes. 
b) a natureza jurídica de seu objeto. 
c) a condição pessoal das partes. 
d) o pedido ou a causa de pedir. 
 (IBFC/TRF-2 - 2018) No Processo Civil, determina-se a competência no momento: 
a) da citação. 
b) do registro ou da distribuição da petição inicial. 
c) do despacho/decisão positivo que determina a citação. 
d) do primeiro despacho ou decisão proferida pelo órgão julgador. 
e) da estabilização da demanda, se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. 
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 (COSEAC-UFF/Prefeitura de Maricá - 2018) João possui uma casa de veraneio em Maricá, tendo 
fixado seu domicílio na cidade do Rio de Janeiro. Além da casa em Maricá, João possui um sítio em 
Conceição de Macabu e uma casa de inverno em Petrópolis. Deixando o mesmo de recolher o IPTU 
referente ao imóvel em Maricá, caberá ao município ajuizar a execução fiscal em: 
a) Maricá, por ser o local onde foi gerada a obrigação. 
b) qualquer um dos locais acima citados (Maricá, Rio de Janeiro, Conceição de Macabu ou Petrópolis), uma 
vez que a ação pode ser ajuizada onde houver atos de expropriação. 
c) Maricá, por ser onde se situa o imóvel que gerou a obrigação tributária. 
d) Rio de Janeiro, por ser onde João fixou seu domicílio. 
e) Maricá, uma vez que é o município o autor da ação. 
 (IADES/ApexBrasil - 2018) No que tange à representação ativa e passiva em juízo, assinale a 
alternativa correta. 
a) A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo seu presidente, que deverá ser citado mediante 
procedimento de carta rogatória. 
b) A massa falida será representada pelo credor mais graduado na ordem de preferência creditória. 
c) As entidades com natureza de serviço social autônomo serão representadas pelo seu gerente de 
contencioso judicial. 
d) A pessoa jurídica será representada por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não 
havendo essa designação, por seus diretores. 
e) O gerente de filial ou agência deve estar expressamente autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a 
receber citação e intimação para qualquer processo, sob pena de nulidade do ato. 
 (FUNRIO/ALE-RR - 2018) O Código de Processo Civil estabelece que a competência é determinada 
no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado 
de fato ou de direito ocorridas posteriormente, entretanto, a própria legislação processual estabelece 
exceções. 
Considerando a legislação processual, NÃO se configura EXCEÇÃO, quando 
a) duas ou mais ações tiverem em comum o pedido ou a causa de pedir. 
b) ocorrer identidade entre duas ou mais ações quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, 
por ser mais amplo, abrange o das demais. 
c) o Tribunal extinguir um órgão jurisdicional fracionado e os processos forem redistribuídos para outro órgão 
jurisdicional fracionado, também de segundo grau. 
d) se repete ação que está em curso e essas ações são idênticas, pois possuem as mesmas partes, a mesma 
causa de pedir e o mesmo pedido. 
 (FUNDEP/MP-MG - 2018) Analise as seguintes assertivas com relação ao papel do Ministério 
Público, nos termos do Código de Processo Civil: 
I. O Ministério Público pode arguir incompetência relativa, pode suscitar conflito de competência e tem 
legitimidade para propor ação rescisória. 
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II. O Ministério Público, não sendo o requerente de incidente de resolução de demandas repetitivas, deverá 
intervir obrigatoriamente, assumindo a sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Pode, 
inclusive, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente. 
III. O Ministério Público pode interpor recurso na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Também pode 
apresentar reclamação com o intuito, por exemplo, de preservar a competência do tribunal ou de garantir a 
autoridade das decisões do tribunal. 
IV. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha 
comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. 
É CORRETO o que se afirma em: 
a) I, II, III e IV. 
b) Apenas em I, II e III. 
c) Apenas em I, III e IV. 
d) Apenas em II e IV. 
 (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L mora em Recife, mas em férias no Rio de Janeiro, passeando 
pelo bairro de Madureira, choca o carro que dirigia no veículo conduzido por J, que reside em São Paulo. 
A responsabilidade de L pelo acidente é atestada pelo boletim de ocorrência lavrado logo após o acidente. 
Na ocasião, os envolvidos na colisão trocam telefones e endereços residenciais para que os custos do 
reparo no automóvel sejam arcados integralmente por L, uma vez que ele deu causa ao infortúnio. 
Todavia, sem L retornar às insistentes ligações de J, este é forçado a arcar com o valor referente ao reparo 
de seu veículo, realizado na oficina do seu cunhado Y, localizada em Niterói. Sem encontrar outros meios 
de reaver o prejuízo, J decide propor ação de reparação de dano. 
A referida ação deve ser proposta APENAS 
a) no Fórum de Madureira. 
b) em Recife, domicílio do réu. 
c) em São Paulo, domicílio do autor. 
d) em Niterói, local em que o custo pelo reparo do automóvel foi arcado. 
e) no domicílio do autor, no do réu ou na comarca do local em que ocorreu o acidente. 
 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Segundo o Novo Código de Processo Civil, tramitando o processo 
perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas 
empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade 
profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, EXCETO as ações: 
A) De recuperaçãojudicial. 
B) De acidente automobilístico. 
C) De indenização por dano moral. 
D) Que envolvam questões empresariais. 
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 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema Competência no Novo Código de Processo Civil, 
assinale a afirmativa INCORRETA. 
A) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência 
relativa. 
B) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for 
encontrado. 
C) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do réu. 
D) Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis o autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou 
pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e 
demarcação de terras e de nunciação de obra nova. 
 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema “conexão”, assinale a afirmativa INCORRETA. 
A) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
B) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
C) Não se aplicam as regras de conexão à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa 
ao mesmo ato jurídico. 
D) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
 
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105 
GABARITO 
1. A 
2. B 
3. E 
4. D 
5. D 
6. E 
7. C 
8. A 
9. D 
10. A 
11. D 
12. D 
13. D 
14. B 
15. E 
16. B 
17. E 
18. A 
19. D 
20. CORRETA 
21. CORRETA 
22. E 
23. C 
24. A 
25. INCORRETA 
26. D 
27. CORRETA 
28. INCORRETA 
29. INCORRETA 
30. INCORRETA 
31. INCORRETA 
32. E 
33. CORRETA 
34. CORRETA 
35. INCORRETA 
36. B 
37. D 
38. B 
39. C 
40. B 
41. C 
42. D 
43. E 
44. E 
45. E 
46. E 
47. C 
48. E 
49. C 
50. A 
51. B 
52. D 
53. D 
54. B 
55. B 
56. B 
57. B 
58. C 
59. C 
60. B 
61. B 
62. D 
63. C 
64. E 
65. C 
66. B 
67. C 
68. A 
69. D 
70. B 
71. D 
72. D 
73. D 
74. A 
75. E 
76. A 
77. A 
78. C 
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39471799600 - Naldira Luiza VieriaFederal e União) e na capital do Estado 
para ações contra estados-membros. 
No segundo caso (ação ajuizada contra a Fazenda Pública Federal), caberá o autor escolher uma dentre as 
quatro possibilidades acima. 
O art. 52 aborda as ações que envolvem Estado da Federação ou o Distrito Federal (e autarquias e 
fundações respectivas). De acordo com o dispositivo, é competente o foro do domicílio do réu nas ações em 
que o Estado ou o Distrito forem autores. Agora, quando o Estado ou Distrito Federal forem demandados, a 
competência será do foro do domicílio do autor, do foro de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, do foro da situação da coisa ou do foro da capital do respectivo ente federado. 
Pergunta: 
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11 
105 
Caso se trate de ação contra a Fazenda Pública Municipal? 
Nesse caso, pelo fato de não existir regra específica, aplica-se a regra geral do CPC. 
O art. 53 do CPC fixa a competência tendo em consideração situações específicas. Infelizmente, esse 
dispositivo exige pouca compreensão e muita memorização. Vamos citar o dispositivo e, quando necessário, 
traremos comentários. 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, 
de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); 
A competência para ação de divórcio, de separação, de anulação de casamento e de reconhecimento de 
união estável observa o foro da pessoa responsável pelos cuidados do incapaz. Essa regra é interessante, 
pois a pretensão do legislador foi proteger o incapaz que está no turbilhão de um possível conflito entre o 
casal. Assim, independentemente de ser autor ou o réu da ação, a demanda levará em consideração quem 
está responsável pelo menor. Se o guardião for o autor, ele ajuizará ação no foro do seu próprio domicílio. 
Se o guardião for o réu, o autor deverá ajuizar ação no foro do domicílio do responsável pelo incapaz. 
No caso de não terem filhos, a ação deverá ser ajuizada no local em que o casal mantinha domicílio conjunto. 
Na hipótese de estarem casados, mas domiciliados em cidades distintas, a ação deve ser ajuizada no foro do 
domicílio do réu. Nesse último caso, quem for ajuizar a ação buscará o réu no foro do seu domicílio. 
A Lei 13.894/2019 acrescentou a alínea “d” ao inc. I para prever que quando houver vítima de violência 
doméstica e familiar (nos termos da Lei Maria da Penha) ação deverá ser ajuizada no domicílio da vítima. 
Aqui temos mais uma regra protetiva importante. A mulher, vítima de violência doméstica, é vulnerável e 
uma das formas de facilitar a propositura ou a defesa em uma ação de divórcio é atraindo a ajuizamento 
para o local em que ela tem domicílio. 
No inciso II, temos o domicílio de residência do alimentando para ação de alimentos. 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
No caso dos incisos III e IV, temos algumas regras específicas, cuja leitura atenta se faz necessária: 
III - do lugar: 
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a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; 
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem 
personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo 
estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato 
praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano; 
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
6 – Método para Identificar o Juízo Competente 
Até este ponto, estudamos diversas regras de competência. Percebemos existir uma estrutura de órgãos 
judiciários (Justiça Comum, Federal, do Trabalho, Militar, Eleitoral) de instância originária ou recursal, com 
diversos critérios (competência em razão da pessoa, matéria, função, valor da causa e território). 
Não seria incomum se neste momento do estudo tenhamos dificuldade em organizar o raciocínio para que 
possamos definir o juízo concretamente competente. 
Afinal, como são aplicadas essas regras na prática? 
Conforme sabemos, haverá apenas um único juízo concretamente competente para julgar determinado 
conflito. Assim, do mar de possibilidades, devemos ordenar as regras aplicando-as uma a uma de modo a 
identificar o juízo competente. É o que faremos neste tópico. 
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Existem vários métodos criados para a identificação da competência. Esses métodos trilham um caminho 
que deve ser observado para determinar exatamente qual é o Juízo competente. Vamos utilizar um dos 
métodos sugeridos por Fredie Didier Jr.1 que entendemos ser suficientemente didático. 
Confira, em síntese, quais são os passos a serem adotados: 
 
7 – Modificação da Competência 
A competência é fixada no momento em que a petição inicial é registrada ou distribuída. 
Uma vez fixada, somente em situações excepcionais seria possível modificá-la. Dito de outro modo, em casos 
específicos admite-se que um determinado juízo, que não é originariamente competente, passe a ter 
competência para julgar aquela ação. 
A rigor, o nosso estudo deve passar pela compreensão das hipóteses em que é possível, portanto, a 
modificação do juízo competente já fixado. 
A regra geral do art. 43 do CPC é de que uma vez fixada a competência (pelo registro ou distribuição da 
petição inicial), temos a estabilização do processo. A essa regra se dá o nome de perpetuatio jurisdicionis. 
 
1 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte Geral e Processo de 
Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 214. 
Roteiro para definição do juízo competente
A) verificar se a justiça brasileira é competente para julgar a causa (arts. 21 a 23 do CPC);
B) se for, investigar se é caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico (por 
exemplo, Senado Federal – art. 52, I e II, da CF);
C) não sendo o caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico, verificar se o 
caso é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou à justiça comum;
D) sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal (arts. 108 e 109 da CF), pois, não 
sendo, será residualmente da estadual; 
E) após, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios do CPC (competência absoluta e relativa, 
material, funcional, valor da causa e territorial).
F) determinado o foro competente, verifica-se o juízo competente, de acordo com o sistema de regras 
complementares do CPC (prevenção, p. ex.) e das normas de organização judiciária.
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Dito de outro modo, o juiz para o qual foi encaminhado o feito, desde que corretamente, será competente 
até o final do processo. 
Há, todavia, algumas exceções que implicam modificação da competência; vale dizer, um juízo que não é 
originariamente competente passa a ser. São as denominadas causas modificativas de competência. 
A modificação da competência poderá se dar em razão da: 
 supressão do órgão judiciário (art. 43, do CPC); 
 alteração da competência absoluta (art. 43 do CPC); 
 conexão (art. 55 do CPC) e continência (arts. 56 e 57, ambos do CPC); 
A conexão ocorre quando forem comuns o pedido ou a causa de pedir. Contudo, para que seja verificada, 
não é necessário que haja correspondência exata desses elementos, interessando a identidade da relação 
material e a conveniência da reunião dos processos a serem julgados conjuntamente. 
Uma observação muito importante: 
Não haverá reunião dos processos conexos, casos um deles já esteja sentenciado. 
Se a finalidade da reunião é evitar decisões díspares, se um já estiver sentenciado não há sentido em os 
reunir. 
A finalidade da conexão é evitar a prolação de sentenças conflitantes ou contraditórias. Se for possível evitar 
decisões díspares, haverá reunião, ainda que não haja, entre os processos, conexão em sentido formal 
(identidade exata entre pedido e causa de pedir). É justamente isso que discutimos acima no exemplo da 
execução e anulação de cheques. 
A continência, por sua vez, assemelha-se à litispendência, pela proximidade dos elementos da ação. Na 
continência, há identidade entre as partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma é mais amplo que o da 
outra. 
Preste atenção! 
Na hipótese de continência podemos ter ou a reunião do processo ou a extinção de um deles sem julgamento 
do mérito. 
Para compreender devemos verificar qual delas foi ajuizada primeiro. 
Se ajuizada por primeiro a ação continente (ação que visa anular o contrato todo), a ação contida (ação que 
visa anular apenas uma cláusula) será extinta sem julgamento do mérito por litispendência. 
Por outro lado, se ajuizada por primeiro a ação contida, haverá reunião do processo. Independentemente 
do juízo em que for apresentada a ação continente, haverá reunião do processo junto ao juízo em que 
tramita a ação contida. 
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Assim, é de fundamental relevância identificar qual ação foi ajuizada antes. Para isso, devemos verificar qual 
das ações foi primeiramente distribuída ou registrada. 
Na realidade, tanto na reunião de processos em relação à continência como em relação à conexão, vamos 
aplicar os arts. 58 e 59, ambos do CPC, que fixam a reunião dos autos no juízo prevento. 
Logo, o processo conexo ou continente ajuizado posteriormente será reunido para decisão conjunta no juízo 
prevendo que será aquele que primeiro registrou ou distribuiu a demanda. 
Até esse ponto vimos que a modificação da competência pode se dar por: 
• supressão do órgão judiciário (art. 43, CPC); 
• alteração de regra de competência absoluta (art. 43, CPC); 
• conexão (art. 55, CPC); e 
• continência (art. 56, CPC). 
Temos, ainda, duas outras hipóteses de modificação da competência, uma prevista na Constituição Federal 
e outra disciplinada no CPC. 
 incidente de deslocamento de competência (art. 109, §5º, CF); 
Estabelece esse dispositivo que nos casos de grave violação a direitos humanos, a fim de assegurar o 
cumprimento das obrigações assumidas em tratados internacionais de direitos humanos, é possível ao PGR 
que requeira perante o STJ o deslocamento do processo da Justiça estadual para a Justiça federal. 
 foro de eleição 
Ocorre também a modificação da competência por intermédio do foro de eleição. Como o nome indica, não 
obstante o conjunto de regras objetivas de competência previstas, as partes elegem um foro para julgar 
eventual demanda relacionada a negócio jurídico específico, modificando a regra de competência 
originariamente prevista. 
O art. 63, CPC, estabelece algumas exigências para que o foro de eleição seja admitido. Vamos sintetizá-las 
antes da leitura do artigo de lei: 
 
Para encerrar o tópico, vamos analisar objetivamente os arts. 60 e 61 do CPC, que trazem regras específicas. 
• A cláusula deve constar de instrumento escrito e se referir expressamente a
determinado negócio jurídico específico.
• O foro contratual se transmite aos herdeiros e sucessores das partes contratantes.
• Se abusiva a cláusula de eleição de foro, poderá ser reputada ineficaz pelo
magistrado, com determinação de remessa dos Autos ao foro de domicílio do réu.
• Se não declarada abusiva pelo magistrado de ofício (o que é possível até a citação do
réu), cabe à parte alegar a abusividade na contestação, sob pena de preclusão.
FORO DE ELEIÇÃO
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 O art. 60 estabelece que, aos imóveis situados em mais de um Estado, uma comarca, uma seção ou uma 
subseção judiciária, aplica-se a regra de prevenção (registro ou distribuição da petição inicial) para fixação 
da competência. 
 O art. 61 do CPC fixa a regra de que a ação acessória segue a ação principal no que diz respeito à fixação 
da competência: 
8 – Incompetência 
Ao longo desta aula vimos um complexo de normas que definem o juízo competente. Há, inclusive, situações 
em que é possível modificar o juízo que seria teoricamente o competente. Tudo isso é feito, evidentemente, 
dentro de limites definidos pela lei. 
Devido à normatização e à possibilidade ou não de flexibilização das regras, surge a relevância de se estudar 
a incompetência, ou seja, ações que são ajuizadas em violação às regras de competência que estudamos 
acima. 
Essa incompetência poderá ser relativa ou absoluta. 
No complexo de normas que estudamos, existem regras que estão pautadas em critérios de ordem pública, 
cuja violação não será admitida, nem pode ser relevada. Há, contudo, regras fixadas a partir do interesse das 
partes, que admitem certa flexibilização. Nesse caso específico, a violação à regra de competência depende 
de manifestação da parte que se sentir prejudicada. Não havendo tal manifestação, ocorre aquilo que se 
denomina de prorrogação da competência. E o juízo que, em tese, seria incompetente, torna-se 
definitivamente competente para o caso concreto. 
Para saber quando estamos diante de uma regra absoluta ou relativa de competência, devemos voltar nossa 
atenção para os critérios que definem a competência. 
Assim, quando a competência for fixada a partir da matéria, da pessoa ou da função, trata-se de critério 
absoluto, que não admite flexibilização por vontade das partes. Por outro lado, se fixada a competência em 
razão do valor ou do território, como o foi em razão de interesses privados, haverá maleabilidade, ou seja, o 
critério é relativo. 
Para fins de prova, memorize: 
 
Há uma incompetência, que poderá ser suscitada pelo réu em preliminar de contestação. Caso não o faça, 
por se tratar de critério que leva em consideração o território e que, portanto, está pautado no interesse das 
regras absolutas de competência são fixadas a 
partir:
da matéria;
da pessoa; ou
da função.
regras relativas de competência são fixadas a 
partir:
do território; e
do valor da causa.
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partes, haverá prorrogação de modo que o juízo tornar-se-á efetivamente competente para aquela ação em 
específico. 
Dito isso, vamos desenvolver um quadro detalhado que compara as diferenças e peculiaridadesque 
envolvem uma ou outra hipótese. 
COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA 
Estabelece regras de competência a partir do 
interesse público. 
Fixa regras de competência a partir do interesse 
particular. 
A incompetência absoluta “deve” ser alegada em 
preliminar de contestação. Contudo, a 
incompetência poderá ser alegada a qualquer 
tempo, por qualquer uma das partes. Caso alegada 
após o momento da contestação, o réu irá arcar 
com as despesas pela mora do processo. 
Deve ser alegada pelo réu em preliminar de 
contestação, sob pena de preclusão. Nesse caso, 
tem-se que a incompetência relativa prorroga-se, 
tornando estável. 
 
Pode ser reconhecida de ofício. NÃO pode ser reconhecida de ofício. 
NÃO pode ser alterada por vontade das partes. As partes têm a prerrogativa de eleger o foro. 
NÃO admite conexão e continência. Admite conexão e continência. 
Abrange as regras e a fixação das competências 
material, em razão da pessoa e funcional. 
Abrange as regras de competência territorial e de 
competência sobre o valor da causa. 
Bom frisar que em alguns casos particulares é 
possível verificar competência territorial absoluta 
(por exemplo, ações possessórias) e competência 
em razão do valor também absoluta se envolver os 
juizados especiais de fazenda pública, estadual ou 
federal. 
Se houver violação à regra de competência, são preservados os atos decisórios, pois, embora não haja 
competência, há jurisdição. Desse modo, os atos são preservados até a análise pelo juiz efetivamente 
competente. Significa dizer que CPC adotou um sistema que tem por finalidade conservar os efeitos do 
que foi decidido, ainda que o juiz seja declarado incompetente (translatio iudicii). 
Se a ação transitar em julgado é cabível a ação 
rescisória. 
NÃO cabe ação rescisória, pois há prorrogação da 
competência. 
Alteração superveniente da competência implica o 
deslocamento da causa para outro juízo. 
Mudança superveniente de competência relativa 
não produz efeitos. 
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9 – Conflito de Competência 
O conflito de competência envolve o fato de dois ou mais juízes se darem por competentes (conflito positivo) 
ou incompetentes (conflito negativo) para o julgamento da mesma causa ou de mais uma causa2. 
Portanto: 
 
Importante destacar que não há conflito de competência se, entre os juízes, houver diferença hierárquica. 
Por exemplo, suposto conflito entre juiz de direito de determinado estado e o Tribunal de Justiça da mesma 
unidade da federação. Nesse caso, o magistrado de primeiro grau vincula-se à decisão de segundo grau. 
Além das hipóteses de conflito positivo e negativo de competência (incisos I e II do art. 66 do CPC), há regra 
no inc. III, segundo o qual há conflito quando restar controversa a possibilidade, ou não, de reunião ou de 
separação de processos. No final das contas, trata-se da discussão quanto à reunião ou não dos processos. 
Veja: 
Art. 66. Há conflito de competência quando: 
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; 
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a 
competência; 
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de 
processos. 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o 
conflito, SALVO se a atribuir a outro juízo. 
 
2 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte Geral e Processo de 
Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 239. 
CONFLITO DE 
COMPETÊNCIA
negativo 
ambos os juízes 
reputam-se 
incompetentes
positivo
ambos os juízes 
reputam-se 
competentes
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O conflito deve ser suscitado pelo magistrado que não concordar com o juiz anterior, não acolhendo a 
competência declinada, exceto se ele remeter a ação a um terceiro juiz. Esse terceiro poderá acolher a 
competência ou, se não concordar, deverá suscitar o conflito. 
Importante registrar que o julgamento do conflito de competência se dá pela autoridade judiciária superior 
aos dois ou mais juízes conflitantes e, pelas regras do CPC, será sempre um tribunal. Veja alguns exemplos: 
 se o conflito for entre dois Juízes do mesmo estado → competência do TJ 
 se o conflito for entre dois Juízes Federais do mesmo TRF → competência do TRF 
 se o conflito for entre juízes estaduais de Estados distintos → competência do STJ 
 se o conflito for entre juízes federais de Estados distintos → competência do STJ 
 se for conflito entre juiz estadual e juiz federal → competência do STJ 
COOPERAÇÃO NACIONAL 
Para finalizarmos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje, vamos estudar a questão relativa à 
cooperação nacional, estabelecida entre os arts. 67 e 69 do CPC. 
A cooperação decorre da ausência de competência do juízo responsável pela causa. Nesses casos a 
transposição dessa dificuldade pode requerer solicitação de auxílio ao juízo que detém competência efetiva. 
Prevê o CPC que os órgãos jurisdicionais devem atuar em cooperação recíproca na condução da atividade 
jurisdicional, independentemente da instância ou se justiça estadual ou federal. 
Nesse contexto, podem ser praticados quaisquer atos processuais no exercício da cooperação, conforme 
prevê o art. 68. Já o art. 69 estabelece alguns exemplos de atos que podem ser praticados pela via da 
cooperação, sem a necessidade de maiores formalidades. 
O CPC define as seguintes formas de cooperação: auxílio direto, reunião ou apensamento de processos, 
prestação de informações e atos concertados entre os juízes cooperantes. 
O auxílio direto envolve a comunicação de informações a respeito do processo entre juízos distintos, sem 
tantas formalidades. 
A reunião ou apensamento de processos envolve a verificação de conexão ou continência entre ações, que 
irão exigir a reunião dos autos para evitar julgamentos díspares. 
A prestação de informações envolve a mais simples forma de comunicação, na qual um dos juízos requer 
informações relativas a processo que tramita em outro. 
Por fim, por atos concertados entre juízos devemos compreender como verdadeiros acordos entre juízos 
cooperantes para a prática de certos atos processuais. 
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Além dos instrumentos acima, a cooperação nacional pode se dar por intermédio das cartas (de ordem, 
precatória e arbitral). A cooperação não está limitada a mesmos ramos do Poder Judiciário (por exemplo, 
Juízo Cível com Juízo Cível; ou Juízo Estadual com Juízo Estadual), mas entre órgãos de diferentes ramos do 
Poder Judiciário (Juízo Cível com Juízo Criminal; Juízo Federal com Juízo Trabalhista). 
Com isso, encerramos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Chegamos ao final da nossa aula! Trata-se de uma aula curta, porém, repleta de regras específicas. Estude e 
revise esse assunto com cuidado. 
Qualquer dúvida, estou à disposição no fórum do curso. 
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QUESTÕES COMENTADAS 
FCC 
 (FCC/TJ-CE - 2022) Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro doNorte, que foi 
invadido por terceiro'. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca 
(A) de Juazeiro do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(B) de Fortaleza, que possui competência absoluta para julgamento do processo. 
(C) de Juazeiro do Norte ou Fortaleza, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. 
(D) do domicílio do réu, ainda que não se trate de Fortaleza ou de Juazeiro do Norte, tratando-se de hipótese 
de competência absoluta. 
(E) de Juazeiro do Norte ou do domicílio do Réu, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência 
relativa. 
Comentários 
De acordo com o art. 47, § 2º, a ação possessória deve ser proposta no foro da situação da coisa, foro que 
tem competência absoluta: 
Art. 47. [...] 
§ 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo 
tem competência absoluta. 
Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TRF 4ª Região - 2019) João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, 
domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi licenciado 
no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse caso, 
segundo as regras de competência previstas no Código de Processo Civil, a ação deverá ser proposta no 
foro de 
a) São Paulo. 
b) Salvador. 
c) Aracaju. 
d) Manaus. 
e) São Paulo, Salvador, Aracaju ou Manaus, segundo exclusivo critério do autor. 
Comentários 
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do art. 46 do Código de Processo Civil: "a 
ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de 
domicílio do réu." Considerando que a ação versa sobre a propriedade do automóvel (bem móvel), esta 
deverá ser proposta em Salvador. 
As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso 
hipotético apresentado. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, 
pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União 
compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o 
fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde 
do país. Nesse caso, o processo deverá 
a) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
b) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
c) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. 
d) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, 
caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. 
e) permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União tenha expressamente requerido sua 
remessa à Justiça Federal. 
Comentários 
A alternativa E é a correta e o gabarito da questão, pois no caso de recuperação judicial, a intervenção da 
União no processo não causa a remessa dos autos à Justiça Federal. Nesse sentido, o art. 45 do CPC ao 
apresentar as suas exceções: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades 
autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na 
qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação 
privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando 
sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. 
Nesse caso, 
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a) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, ainda que um 
deles já tenha sido sentenciado. 
b) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, salvo se algum 
deles tiver sido sentenciado. 
c) existe conexão entre os processos, mas nenhum deles poderá ser reunido ao outro, dado que distribuídos 
a juízos distintos. 
d) não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos para julgamento conjunto, caso 
exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já houver sido 
sentenciado. 
e) como não existe conexão entre os processos, eles não poderão ser reunidos para julgamento conjunto em 
nenhuma hipótese. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Considerando que os pedidos e as causas de pedir 
são diversos, não cabe conexão entre os processos (art. 55, caput). No entanto, os processos serão reunidos 
para julgamento conjunto pois podem gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso 
decididos separadamente (art. 55, §3º). Por fim, não será possível a reunião dos processos caso um deles já 
tenha sido sentenciado (art. 55, §1º). Para melhor fixação, vejamos os dispositivos que fundamentam a 
resposta: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a 
causa de pedir. 
§ 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um 
deles já houver sido sentenciado. 
§ 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto, não há conexão entre eles (não há pedido comum 
ou causa de pedir). 
A alternativa E está incorreta visto que o art.55, 3º permite a reunião de processos, ainda que não haja 
conexão entre eles, desde que haja o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso 
decididos separadamente. 
 (FCC/TRF 3ª Região - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil, o pedido de cooperação 
jurisdicional, no âmbito nacional, 
a) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como atos concertados entre os juízes cooperantes. 
b) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como prestação de informações. 
c) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como reunião de processos. 
d) prescinde de forma específica, podendo ser executado como auxílio direto. 
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e) prescinde de forma específica, desde que realizado entre órgãos jurisdicionais do mesmo ramo do Poder 
Judiciário. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 69, I 
do CPC. Para melhor visualização, apresentaremos o dispositivo na íntegra: 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicionaldeve ser prontamente atendido, prescinde 
de forma específica e pode ser executado como: 
I - auxílio direto; 
II - reunião ou apensamento de processos; 
III - prestação de informações; 
IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. 
As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto no caput do art. 69, o pedido de cooperação 
jurisdicional prescinde de forma específica. 
A alternativa E está incorreta pois o art. 69, §3º prevê que "o pedido de cooperação judiciária pode ser 
realizado entre órgãos jurisdicionais de diferentes ramos do Poder Judiciário." 
 (FCC/MPE-MT - 2019) Em relação à competência, considere os enunciados: 
I. A incompetência absoluta deve ser alegada como questão preliminar de contestação; a relativa, como 
exceção, a ser autuada e julgada como incidente processual. 
II. A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada 
de ofício. 
III. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. 
IV. Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo 
incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) III e IV. 
b) I e II. 
c) I, II e III. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
Comentários 
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O Item I está incorreto. De acordo com o caput do art. 65 do CPC, a incompetência, absoluta ou relativa, 
deverá ser suscitada como questão preliminar de contestação. Não há mais a exceção de incompetência. 
O Item II está correto. Nos termos do art. 64, §1º: "A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer 
tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." 
O Item III está correto. O item está em conformidade com o art. 65, parágrafo único do CPC: "A 
incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar." 
O Item IV está correto. O item apresenta a literalidade do art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido 
contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja 
proferida, se for o caso, pelo juízo competente." 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
 (FCC/TRT-6/2018) Em relação às modificações de competência, 
a) o foro contratual eleito pelas partes é personalíssimo e, portanto, não obriga os herdeiros e sucessores 
das partes. 
b) a determinada em razão da matéria, da pessoa ou do valor é inderrogável por convenção das partes. 
c) quando houver continência e a ação continente houver sido proposta anteriormente, no processo relativo 
à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
d) a abusividade da cláusula de eleição de foro deve ser alegada pela parte a quem aproveita, não podendo 
ser examinada de ofício pelo juiz, salvo em relações consumeristas. 
e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões 
conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra C, pois, de acordo com o artigo 57 do CPC, a continência 
pode gerar a reunião dos processos ou a extinção peremptória do processo, sem resolução do mérito, a 
depender do caso: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
Vejamos as demais alternativas de modo objetivo: 
A alternativa A está incorreta, porque o foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes (art. 63, 
§2º, do CPC). 
A assertiva B está errada, pois, pela conjugação dos artigos 62 e 63 do CPC, a competência em razão da 
matéria e da pessoa de fato são inderrogáveis, mas a competência em razão do valor é passível de 
modificação por vontade das partes. Confira: 
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Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
A alternativa D está errada, uma vez que o magistrado pode, de ofício, antes da citação, reputar ineficaz a 
cláusula de eleição de foro se entender que esta é abusiva, determinando a remessa dos autos ao juízo do 
foro do domicílio do réu (art. 63, §3º, do CPC). 
A assertiva E está incorreta, pois vai de encontro com o que preconiza o art. 55, §3º, do CPC: 
§3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de 
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
 (FCC/TRT-6 - 2018) Analise os enunciados a seguir, relativos à competência: 
I. Argui-se exclusivamente, por meio de exceção, a incompetência relativa. 
II. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando 
suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
III. Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do 
autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. 
IV. Acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo 
será extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. 
V. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e V. 
b) I, III, IV e V. 
c) I, II e IV. 
d) II, IV e V. 
e) II, III, IV e V. 
Comentários 
O item I está incorreto, pois com o CPC/2015 a incompetência, independentemente de sua natureza, será 
alegada pelo réu como preliminar de contestação (art. 64, caput, do CPC). 
O item II está correto, pois traz a previsão do art. 43 do CPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
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posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
O item III está correto, pois expõe o que prevê o art. 46, §3º, do CPC: 
§3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro 
de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
O item IV está incorreto, pois acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à 
função e à pessoa, o processo não será extinto, mas sim remetido ao juízo competente (art. 64, §3º, do CPC). 
Contudo, frise-se que nesse caso haverá sim a interrupção da prescrição, nos termos do art. 202 do CC. 
O item V, por fim, está correto, haja vista que se trata de transcrição do CPC: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois apenas os itens II, III e V estão certos. 
 (FCC/DPE-AM - 2018) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residirampor 
cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de 
desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, 
Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, 
Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a 
ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de 
a) Tabatinga. 
b) Parintins. 
c) Manaus. 
d) Eurunepé. 
e) Tefé. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. O CPC/2015 criou duas regras, a depender da 
existência de filho incapaz, para definir o foro competente para as ações de divórcio, separação, anulação 
de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável. De acordo com o dispositivo legal, há foros 
subsidiários, com preferência legal estabelecida na seguinte ordem: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou 
dissolução de união estável: 
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a) de domicílio do guardião de filho incapaz; 
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; 
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; 
Deste modo, considerando a existência de filhos incapazes e que estes se encontram sob a guarda de Carlos, 
em Eurunepé (AM), esse é foro competente para a ação de divórcio, nos termos do artigo supramencionado. 
 (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, 
a) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à 
ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão 
necessariamente reunidas. 
b) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, 
interrompida porém a prescrição. 
c) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. 
d) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido 
sentenciado. 
e) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa 
a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois é o que prevê o art. 57 do CPC: 
Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, 
no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso 
contrário, as ações serão necessariamente reunidas. 
A alternativa B está incorreta, pois caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos 
ao juízo competente (art. 64, §3º, CPC). 
A assertiva C está incorreta, uma vez que a competência relativa poderá se modificar pela conexão ou pela 
continência (art. 54 do CPC), mas não pela litispendência. 
A alternativa D está errada, haja vista que os processos de ações conexas serão reunidos para decisão 
conjunta, salvo se um deles já foi sentenciado (art. 55, §1º, do CPC). 
A assertiva E está errada, visto que é a incompetência absoluta que pode ser alegada em qualquer tempo e 
grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. Nesse sentido: 
Art. 64 do CPC: A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão 
preliminar de contestação. 
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§1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e 
deve ser declarada de ofício. 
 (FCC/MPE-PB - 2018) Em relação à competência, 
a) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio dele próprio ou do lugar em que foi 
contraída a obrigação, desde que mais favorável ao incapaz. 
b) é ela determinada no momento em que o juiz ordena a citação do réu. 
c) a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro 
de domicílio do autor. 
d) o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a 
arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha 
extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, 
ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
 e) nas ações em que o Estado for autor, o foro competente é sua Capital, podendo a ação ser proposta no 
foro de domicílio do autor se o Estado for réu. 
Comentários 
A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois coaduna com o que prescreve o art. 48, CPC. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Ocorre que, como bem fala a alternativa, apesar de regra de foro especial, o art. 48 supratranscrito cria tão 
somente uma regra de competência territorial, relativa por natureza, e, sempre que houver conflito com 
norma de competência absoluta, esta deverá prevalecer. Assim, tratando-se de demanda que verse sobre 
algum dos direitos reais imobiliários previstos no art. 47 do CPC, o foro do local do imóvel tem preferência 
sobre o foro previsto no art. 48 do CPC. Há, entretanto, competência absoluta do juízo do inventário para 
julgar ação anulatória de testamento, ainda que outro juízo tenha sido responsável pela ação de abertura, 
registro e cumprimento do testamento. 
Vejamos o erro das demais alternativas. 
A alternativa A está incorreta, pois outro é o foro previsto no CPC: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
A alternativa B está errada, uma vez que a competência é determinada no momento do registro ou da 
distribuição da petição inicial (art. 43 do CPC). 
A assertiva C está errada, haja vista que a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens 
móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC). 
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A alternativa E está incorreta, pois outra é a previsão do CPC: 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a 
demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
 (FCC/SEAD-AP - 2018) Joaquim, com dezesseis anos de idade, assistido por sua mãe, Silvana, 
domiciliada em São Bernardo do Campo-SP, celebrou, no Rio de Janeiro-RJ, com Fabrísio, domiciliado em 
Macapá-AP, contrato de compra e venda de um relógio, pelo preço de R$ 3.000,00. Operou-se, então, a 
tradição do bem, mas, injustificadamente, não se realizou o pagamento. Assim, considerando que não 
houve eleição de foro, Fabrísio deverá propor contra Joaquim ação de cobrança do preço no foro da 
comarca de 
a) São Bernardo do Campo-SP ou Macapá-AP, à sua escolha. 
b) Rio de Janeiro-RJ. 
c) Macapá-AP. 
d) São Bernardo do Campo-SP. 
e) São Bernardo do Campo-SP, Macapá-AP ou Rio de Janeiro-RJ, à sua escolha. 
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