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Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil Autor: Ricardo Torques 28 de Janeiro de 2023 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 1 105 Sumário Competência Interna .......................................................................................................................................... 3 1 – Introdução ................................................................................................................................................. 3 2 – Classificação da competência ................................................................................................................... 4 3 – Critérios .................................................................................................................................................... 4 3.1 – Critério objetivo ................................................................................................................................ 5 3.2 – Critério territorial .............................................................................................................................. 6 3.3 – Critério funcional .............................................................................................................................. 6 4 – Justiças Cíveis .......................................................................................................................................... 6 5 – Competência Interna do CPC ................................................................................................................... 7 6 – Método para Identificar o Juízo Competente ......................................................................................... 12 7 – Modificação da Competência ................................................................................................................. 13 8 – Incompetência ........................................................................................................................................ 16 9 – Conflito de Competência ........................................................................................................................ 18 Cooperação Nacional ....................................................................................................................................... 19 Questões Comentadas ...................................................................................................................................... 21 FCC .............................................................................................................................................................. 21 CESPE .......................................................................................................................................................... 38 VUNESP ...................................................................................................................................................... 48 FGV .............................................................................................................................................................. 54 CONSULPLAN ........................................................................................................................................... 60 Outras Bancas ............................................................................................................................................... 63 Lista de Questões ............................................................................................................................................. 82 FCC .............................................................................................................................................................. 82 Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 2 105 CESPE .......................................................................................................................................................... 88 VUNESP ...................................................................................................................................................... 92 FGV .............................................................................................................................................................. 93 CONSULPLAN ........................................................................................................................................... 96 Outras Bancas ............................................................................................................................................... 97 Gabarito .......................................................................................................................................................... 105 Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 3 105 COMPETÊNCIA CONSIDERAÇÕES INICIAIS Na aula de hoje vamos estudar os arts. 42 a 69 do CPC. Veremos o tema competência. Passaremos por análise teórica da competência, competência no âmbito interno e cooperação nacional. Boa aula! COMPETÊNCIA INTERNA 1 – Introdução A competência é a capacidade de exercer a jurisdição. A jurisdição, como parcela do Poder Estatal, é a capacidade genérica de dizer o direito de forma definitiva. A competência, por sua vez, retrata essa capacidade aplicada ao caso concreto. Ao passo que a jurisdição é um poder nacional para dizer o direito, a competência é o exercício dessa jurisdição no caso concreto. Assim, enquanto todos os magistrados possuem jurisdição, apenas um deles será competente para resolver determinado caso. Estudar a competência interna, portanto, é desvendar quem é o juiz concretamente competente. Portanto, a finalidade principal da competência é organizar o sistema judiciário brasileiro, atribuindo a diferentes juízes a jurisdição no caso concreto. O CPC não aborda a competência nos processos criminais. A aplicação se dá sobre as causas cíveis (ou não penais). Além disso, é importante registrar que o CPC é diretamente aplicável às causas cíveis que tramitam perante a justiça comum, estadual ou federal; e, aplica-se de forma subsidiária às causas que tramitam perante a justiça especializada, que envolve a justiça eleitoral, do trabalho e a militar. No art. 43, temos a tratativa do momento em que é determinada a competência, ou seja, o exato instante em que a jurisdição brasileira deixa de ser genérica, para atribuir especificamente a competência a determinado magistrado. Esse momento é o do registro ou da distribuição da petição inicial, momento em que ocorre a perpetuação da competência. Além disso, o art. 43 traz uma ressalva importante. Nos casos de supressão do órgão judiciário ou de alteração da competência absoluta há incompetência superveniente. Essas duas hipóteses constituem exceção à regra da perpetuação da competência. Assim: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 4 105 Estabelecidas essas premissas iniciais, vamos estudar as regras de competência. 2 – Classificação da competência Vamos citar as classificações tradicionais para que você as conheça. Na medida em que o assunto evoluir, essas classificações serão importantes para compreensão de como é definido o juízo competente. competência de foro X competência do Juízo COMPETÊNCIA DO FORO (TERRITORIAL) COMPETÊNCIA DO JUÍZO O foro deve ser compreendido como o local em que o magistrado exerce sua competência. Uma vez definido o local,A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois Joaquim é incapaz (menor de 18 anos), de modo que o foro competente para as ações em que ele for réu, é o domicílio de sua assistente, no caso, em São Bernardo do Campo/SP. Confira a previsão do CPC nesse sentido: Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente. (FCC/SEF-SC - 2018) Em relação à competência, é correto afirmar: a) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença com resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. b) Independentemente de sua natureza, prorrogar-se-á se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. c) Caso a alegação de incompetência absoluta seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito; se for acolhida a alegação de incompetência relativa, os autos serão remetidos ao juízo competente. d) Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já fixada. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 31 105 e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção das partes. Comentários A alternativa A está incorreta. O CPC prevê que quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, na ação contida será proferida sentença SEM resolução de mérito, caso contrário, as ações serão reunidas (art. 57). A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso não seja alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, nos termos do art. 966, II, do CPC. A alternativa C está incorreta. Nos termos do art. 64, §3º, do CPC, reconhecida a incompetência – absoluta ou relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, ao menos em regra, dilatórias, ou seja, seu acolhimento somente fará com que o tempo de duração do processo seja prolongado. Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. §3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente. A alternativa correta é a letra D, pois traz a previsão de Súmula do STJ: Súmula 58/STJ: Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já fixada. A assertiva E está incorreta, pois essas competências são inderrogáveis, conforme consta do CPC: Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes. (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, a) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. b) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. c) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. d) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 32 105 e) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido sentenciado. Comentários A alternativa A está incorreta. O examinador troca “incompetência absoluta” por “incompetência relativa”, para tentar confundir o candidato. Veja (art. 64, § 1º, CPC): Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. § 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Segundo o art. 57 do CPC: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. A alternativa C está incorreta. Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente (art. 64, § 3º, do CPC). A alternativa D está incorreta. A litispendência não modifica competência, ela enseja a extinção do processo sem resolução de mérito (art. 485, V, do CPC). O art. 54 do CPC fala apenas em conexão e continência. Observe: Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, observado o disposto nesta Seção. E a alternativa E está incorreta. Caso um dos processos já tenha sido sentenciado, não haverá reunião para decisão conjunta (art. 55, § 1º, do CPC). (FCC/CLDF - 2018) No que tange aos critérios de modificação de competência, a) a competência determinada em razão do território, pessoa ou função é derrogável por convenção das partes. b) reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum pedido, as partes e a causa de pedir. c) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ainda que um deles já tenha sido sentenciado. d) a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, ocorrendo a prevenção com o oferecimento da contestação pelo réu. e) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 33 105 Comentários A alternativa A está incorreta. Como visto em aula, às partes é facultado convencionar sobre a competência quando ela é relativa, quer dizer, quando fundada, em regra, em critérios de território ou de valor. Ao contrário, quando a competência é absoluta, quer dizer, quando ela é fundada em razão da matéria, da pessoa ou da função, ela é inderrogável por convenção das partes (art. 62, CPC). É por isso que está incorreta a afirmativa. Ao dizer que a competência fundada em razão da pessoa ou da função é derrogável pelas partes, ela contraria a literal disposição do art. 62 e a regra que diferencia a competência absoluta da relativa. A alternativa B também está incorreta. Quando, em duas ações, coincidirem o pedido, as partes e a causa de pedir (os três elementos identificadores da ação), teremos, se a ação estiver em curso, litispendência, e, se a ação já tiver transitado em julgado, coisa julgada, nunca conexão. A conexão só ocorrerá quando tivermos duas ou mais ações com o pedido ou a causa de pedir em comum (art. 55, CPC). Confira: Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido OU a causa de pedir. A alternativa C também está incorreta. Isso por contrariar a expressa disposição do art. 55, § 1º, do Código. Vejamos: Art. 55. (...) § 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. A alternativa D igualmente está incorreta, uma vez que o que gera a prevenção, como sabemos, é o registroou a distribuição da petição inicial (art. 59, CPC), nunca “o oferecimento da contestação pelo réu”: Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. E a alternativa E, finalmente, é a alternativa correta e o gabarito da questão. De acordo com o art. 57 do Código: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. (FCC/TRT-15ªR - 2018) É competente o foro a do domicílio do réu, somente, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. b do lugar da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício. c de domicílio do autor, exclusivamente, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou União. d) de domicílio do autor ou do réu na ação em que este último for incapaz. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 34 105 e) de situação da coisa, sempre, para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis. Comentários A questão cobra do candidato conhecimentos sobre as disposições gerais acerca da competência (arts. 42 a 53 do CPC) e, logo em uma primeira análise, podemos perceber que a alternativa B é cópia literal da disposição do art. 53, III, “f”. Vejamos: Art. 53. É competente o foro: (...) III - do lugar: (...) f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício; Sendo assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o erro das demais alternativas: A alternativa A está incorreta, porque o foro competente para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves, não é, somente, o do domicílio do réu, mas também o do domicílio do autor ou o do local do fato, conforme art. 53, V, do CPC. A alternativa C está incorreta, porque, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou União, o foro competente será o do domicílio do réu (art. 51 e art. 52, do CPC), e não o do domicílio do autor. A alternativa D está incorreta, porque a ação em que o réu for incapaz será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente (art. 50, do CPC), e não no domicílio do autor. E a alternativa E está incorreta, uma vez que é competente o foro da situação da coisa para as ações fundadas em direito real sobre bens imóveis (art. 47, caput, do CPC), e não para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis, como afirma a alternativa. (FCC/TRT-2ªR - 2018) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, é correto afirmar: a) Após a consumação da citação do réu a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu. b) Tramitando uma ação de recuperação judicial perante a justiça estadual, havendo intervenção nos autos de uma empresa pública federal como terceiro interveniente, os autos serão encaminhados imediatamente ao juízo federal competente. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 35 105 c) Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta, em regra, no foro do domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente em Brasília, na capital federal. d) A ação possessória imobiliária será proposta, em regra, no foro de situação da coisa, mas o autor pode optar por demandar no foro do domicílio do réu. e) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. Comentários A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 63, §3º, do CPC: § 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. A alternativa B está incorreta. A ação de recuperação judicial é uma exceção prevista no art. 45, I, da Lei nº 13.105/15: Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; A alternativa C está incorreta, pois a ação será proposta em qualquer foro, conforme prevê o art. 46, §3º, da referida Lei: § 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. A alternativa D está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 do CPC, a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A alternativa E é correta e gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 57 da Lei nº 13.105/15: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 36 105 (FCC/TRT-RN - 2018) Reinaldo move em face de Fernanda ação de execução fundada em título extrajudicial que é objeto de ação anulatória contra ele ajuizada por Fernanda. Distribuídos a juízos distintos da mesma comarca e ainda não sentenciados, esses processos a) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele para o qual tiver sido distribuída em primeiro lugar a petição inicial de qualquer uma das ações. b) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele que houver despachado em primeiro lugar qualquer uma das ações. c) não deverão ser reunidos, pois entre eles não existe conexão. d) somente serão reunidos se forem ajuizados embargos à execução, em relação aos quais se estabelece conexão com a ação anulatória. e) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele perante o qual tiver sido aperfeiçoada a primeira citação válida. Comentários De acordo com o art. 55, §2º, I, do CPC, as ações ajuizadas por Reinaldo e Fernanda são conexas, já que a ação de execução e a anulatória dizem respeito ao mesmo título executivo. Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. § 2o Aplica-se o disposto no caput: I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; Desse modo, as ações deverão ser reunidas no juízo prevento, conforme estabelece o art. 58: Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente. Além disso, com base no art. 59, o que torna o juízo prevento é o registro da petição inicial ou a sua distribuição. Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. (FCC/SABESP -2018) O juízo estadual, verificando que certaação de ressarcimento de danos é proposta em face de Mévio e da Caixa Econômica Federal, dá-se por incompetente e remete os autos ao juízo federal que, por sua vez, após ouvir as partes, exclui do processo a referida empresa pública e devolve os autos ao juízo estadual. Nessa situação, segundo dispõe o Código de Processo Civil de 2015, o juízo Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 37 105 a) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá a este reenviar os autos, expondo as razões do seu convencimento. b) federal, após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, deveria ter suscitado conflito negativo de competência. c) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá suscitar conflito negativo de competência, no prazo preclusivo de 5 dias. d) federal agiu acertadamente ao devolver os autos ao juízo estadual após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, não se cogitando, no caso, de conflito de competência. e) estadual, ao verificar que a relação processual envolvia a Caixa Econômica Federal, deveria desde logo, ter suscitado o conflito de competência perante o Tribunal competente, sobretudo se, de acordo com o seu pensamento, a Caixa Econômica Federal fosse, sim, parte legítima no feito. Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Nesse caso, de acordo com o art. 45, caput e §3º do CPC, o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. § 3º O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. Vejamos o erro das demais alternativas: As alternativas A e C estão incorretas, uma vez que o Juiz Estadual não pode discordar da decisão do Juiz Federal, nesse caso. A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual o ente federal não pode ser reexaminada pelo Juízo Estadual porque a competência para decidir se há interesse jurídico da União ou não, no caso, é da Justiça Federal (art. 109, I, da CF) e somente dela. Confira o teor da Súmula 254-STJ: A decisão do Juízo Federal que exclui da relação processual ente federal não pode ser reexaminada no Juízo Estadual. A alternativa B também está incorreta. Como vimos (art. 45, § 3º, CPC), a Justiça Federal não deve suscitar conflito de competência. E a alternativa E está incorreta também, uma vez que não cabe à Justiça Estadual decidir se a Caixa Econômica Federal é ou não parte legítima no feito (Súmula 150-STJ): Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 38 105 Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. CESPE (CESPE/TJ-AM - 2019) Acerca do disposto no Código de Processo Civil (CPC) sobre as normas processuais civis, os deveres das partes e dos procuradores, a intervenção de terceiros e a forma dos atos processuais, julgue o item a seguir. Situação hipotética: Ao celebrarem contrato de parceria, duas sociedades empresárias firmaram cláusula de eleição de foro que estabelecia que eventual litígio de natureza patrimonial referente ao contrato deveria ser julgado na comarca de Manaus. Assertiva: Nessa situação hipotética, a referida cláusula possui natureza de negócio processual típico. Comentários A assertiva está correta. O negócio processual típico é aquele que encontra previsão expressa no Código de Processo Civil. A possibilidade de eleição de foro pelas partes apresenta-se positivada no art. 63: “As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações." (CESPE/DP-DF - 2019) A respeito da função jurisdicional, dos sujeitos do processo, dos atos processuais e da preclusão, julgue o item seguinte. Na execução fiscal, cabe à fazenda pública decidir se a dívida será executada no foro de domicílio do réu, no de residência dele ou no do lugar onde ele for encontrado. Comentários A assertiva está correta e em conformidade com o art. 46, §5º do Código de Processo Civil: "A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado." (CESPE/TJ-PA - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o domicílio para fins de competência do foro em ação ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha descumprido obrigação contratual será o do local onde a) a obrigação tiver sido contraída. b) a obrigação deverá ser satisfeita. c) o representante for encontrado. d) o representante legal tiver residência fixa. e) a sociedade exercer suas atividades. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 39 105 A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O art. 53, III, "c" do Código de Processo Civil estabelece que é competente o foro do lugar "onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica." As alternativas A, B, C e D estão incorretas pois não correspondem ao comando legal aplicável ao caso apresentado. (CESPE/TJ-SC - 2019) Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo – SP, e o segundo em Recife – PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em Florianópolis – SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife – PE. Após a celebração da promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o negócio jurídico. Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do Código de Processo Civil (CPC) e da jurisprudência majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é a) a ação de adjudicação compulsória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. b) a ação reivindicatória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. c) a ação de adjudicação compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. d) a ação reivindicatória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. e) a ação de adjudicação compulsória, que dependerá do prévio registro do compromisso de comprae venda no cartório de imóveis e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. Comentários A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O candidato deveria ter conhecimento acerca da Súmula 239 do Superior Tribunal de Justiça e do artigo 47 do Código de Processo Civil: STJ - Súmula 239 - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis. Código de Processo Civil - Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. (Florianópolis - SC) Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 40 105 As alternativas A, B, D e E estão incorretas pois não apresentam mecanismos jurídicos adequados e em conformidade com a disposição legal e jurisprudencial. (CESPE/TJ-PR -2019) De acordo com o Código de Processo Civil, no que concerne ao julgamento de ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência internacional da justiça brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, respectivamente, como a) exclusiva e absoluta. b) exclusiva e relativa. c) concorrente e absoluta. d) concorrente e relativa. Comentários A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional é de competência exclusiva da jurisdição brasileira, conforme o art. 23, I do CPC: "Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil." A competência territorial do foro do local do imóvel, por sua vez, é absoluta, nos termos do art. 47, §2º do CPC: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta." As alternativas B, C e D estão incorretas, pois não correspondem às previsões legais. (CESPE/PGE-PE - 2019) Por ter sofrido sucessivos erros em cirurgias feitas em hospital público de determinado estado, João ficou com uma deformidade no corpo, razão pela qual ajuizou ação de reparação de danos em desfavor do referido estado. Tendo como referência essa situação hipotética e os dispositivos do Código de Processo Civil, julgue o item subsecutivo. O foro competente para o ajuizamento da referida ação será o da ocorrência do fato, não podendo ser escolhido o foro do domicílio de João. Comentários O art. 52, parágrafo único, do CPC, prevê que em demandas contra o Estado, o autor poderá demandá-lo, a sua escolha, perante: foro de domicílio do autor; foro de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda; foro de situação da coisa; ou foro da capital do respectivo ente federado. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 41 105 Logo, incorreto afirmar que o autor não poderá ajuizar a demanda em foro próprio. (CESPE/Prefeitura de João Pessoa - 2018) Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no trânsito com seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar com ação judicial contra Gabriel. Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar a referida demanda é o do a) domicílio de Gabriel. b) domicílio de Gabriel ou do local do fato. c) domicílio de Gabriel ou de Mateus. d) domicílio de Mateus ou do local do fato. e) local de registro do veículo de Mateus. Comentários Veja o que diz o CPC: Art. 53. É competente o foro: V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. Segundo essa regra, nas hipóteses de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, a regra é de foros concorrentes entre o foro do lugar do ato/fato e do domicílio do autor, assim, é de escolha do autor o foro no qual irá propor a ação. Logo, no caso em tela, Mateus poderá ajuizar a ação em seu domicílio ou no local do fato, de modo que a alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem o sistema de estabilidade do processo. Comentários A alternativa está correta, pois, de fato, os princípios do juiz natural e da perpetuatio jurisdictionis regem os critérios de competência. Pelo primeiro princípio, entende-se que ninguém será processado senão pela autoridade competente (art. 5º, LIII, da CF), o que gera duas consequências: (a) a impossibilidade de escolha do juiz para o julgamento de determinada demanda, escolha essa que deverá ser sempre aleatória em virtude de aplicação de regras gerais, abstratas e impessoais de competência; (b) além disso, o princípio também veda a criação de tribunais de exceção, conforme previsão expressa do art. 5º, XXXVII, da CF. Nesse sentido, o CPC preconiza que: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 42 105 Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. De outro lado, a perpetuatio jurisdictionis (ou perpetuação da competência) visa a impedir que alterações supervenientes de fato ou de direito afetem a competência da demanda, visto que obsta que o processo seja itinerante, mais precisamente aqueles gerados por mudanças de fato (p.e.: domicílio) ou de direito (p.e.: uma nova lei). Ademais, a fixação também serve para evitar eventuais obstáculos processuais criados por partes agindo de má-fé, que poderiam gerar constantes mudanças de fato para postergar a entrega da prestação jurisdicional. Nesta esteira, veja o que diz o CPC: Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. A ação de reparação de danos materiais deverá ser ajuizada por Túlio na capital paulista, conforme a previsão do Código de Processo Civil de que, em situações como a descrita, o foro competente para o julgamento da ação é o do domicílio do autor. Comentários A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isso porque o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitosassegurados no aludido Estatuto: Art. 79. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso, referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde; II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante; III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa; IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 43 105 Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, próprios do idoso, protegidos em lei. Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC: Art. 53. É competente o foro: IV - do lugar do ato ou fato para a ação: a) de reparação de dano; (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. Em relação à ação de dano por acidente proposta por Túlio, o foro de São Paulo tem competência absoluta em razão da pessoa, haja vista a condição de idoso de Túlio. Comentários A assertiva está incorreta, pois o foro competente será o do local do fato (art. 53, IV, a, do CPC). Isto porque o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) dispõe em seus arts. 79 e 80 hipóteses de competência absoluta do foro do domicílio do idoso nas ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados no aludido Estatuto. Ocorre que o caso em tela diz respeito à responsabilidade civil fundada em reparação de dano, que não está abrangida no art. 79 do Estatuto do Idoso, de modo que incide na situação a competência fixada no CPC, em seu art. 53, IV, a. (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 44 105 indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. Eventual impugnação do réu relativa à competência do foro no qual a ação foi ajuizada deverá ser manejada por meio de exceção de incompetência. Comentários A assertiva está incorreta, pois, com o CPC/2015, a incompetência, independentemente de sua natureza, será alegada pelo réu como preliminar de contestação. Vejamos o art. 64: Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. (CESPE/PC-SE - 2018) A empresa Soluções Indústria de Eletrônicos Ltda. veiculou propaganda considerada enganosa relativa a determinado produto: as especificações eram distintas das indicadas no material publicitário. Em razão do anúncio, cerca de duzentos mil consumidores compraram o produto. Diante desse fato, uma associação de defesa do consumidor constituída havia dois anos ajuizou ação civil pública com vistas a obter indenização para todos os lesados. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item seguinte. Na hipótese de existir outra ação com idêntica causa de pedir da ação civil pública proposta e de tal ação ter sido sentenciada por outro juízo, o fenômeno da conexão exigirá que as duas demandas sejam reunidas. Comentários A assertiva está incorreta, pois de acordo com entendimento jurisprudencial e previsão legal, os processos conexos, quando um deles já tiver sido sentenciado, não serão reunidos. Nesse sentido: Súmula STJ 235: A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. Art. 55. §1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. (CESPE/PC-MA - 2018) De acordo com o CPC, a incompetência relativa a) é vício que não pode ser superado por acordo entre as partes. b) deve ser alegada mediante exceção de incompetência relativa. c) não pode ser alegada pelo MP. d) pode ser declarada de ofício pelo juiz. e) será prorrogada se o réu não a alegar na contestação. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 45 105 A incompetência relativa, se não for alegada em preliminar de contestação, será prorrogada. Confira o que dispõe o art. 65 do CPC: Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. Logo, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o erro das demais alternativas: A alternativa A está incorreta, porque o vício da incompetência relativa pode sim ser superado pela vontade das partes (art. 63, CPC). A alternativa B está incorreta, porque não existe mais no CPC/15 a antiga “exceção de competência”, do CPC/73. Atualmente, a incompetência deve ser alegada em preliminar de contestação (art. 64, caput, CPC). A alternativa C está incorreta, porque a incompetência relativa pode, sim, ser alegada pelo Ministério Público, nas causas em que atuar (art. 65, parágrafo único, CPC). E a alternativa D está incorreta, porque o juiz não pode declarar a incompetência relativa de ofício. Caso ela não seja alegada pelo réu, em preliminar de contestação, será prorrogada (art. 65, CPC). (CESPE/PGM-AM - 2018) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos servidores públicos, julgue o item seguinte. A competência para analisar a legalidade de uma greve de servidores públicos de autarquias e fundações é da justiça comum, estadual ou federal, ainda que eles sejam regidos pela CLT. Comentários A assertiva está correta. Segundo o STF, a justiça comum, federal ou estadual, é competente para julgar a abusividade de greve de servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações públicas. Confira: “A Justiça Comum Federal ou Estadual é competente para julgar a abusividade de greve de servidores públicos celetistas da administração direta, autarquias e fundações de direito público”3. Observações: 1) E se os servidores fossem empregados públicos de Sociedade de Economia Mista ou de Empresa Pública? Aí a competência seriada Justiça do Trabalho; 3 RE 846.854, Rel. Min. Luiz Fux, Rel. p/ Acórdão Min. Alexandre de Moraes, Pleno, DJe 6/2/2018. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 46 105 2) Se os servidores forem municipais ou estaduais → regra → Justiça Estadual (competência originária do Tribunal de Justiça); 3) Se os servidores forem da União → regra → Justiça Federal (competência originária do Tribunal Regional Federal); 4) Se a greve envolver servidores de mais de um Estado, mas dentro de uma única região da Justiça Federal (ex.: greve dos servidores dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo) → a competência será do respetivo TRF (no caso do exemplo, o TRF da 2ª região); 5) Se a greve envolver servidores de regiões distintas ou for de âmbito nacional → competência do STJ. (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem o sistema de estabilidade do processo. Comentários O art. 43 do CPC criou a regra da perpetuação de competência, ou seja, a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial. Vejamos: Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. No momento do registro ou da distribuição, a competência é atribuída a determinado magistrado. Com isso, o juízo para qual foi distribuído o feito se perpetua para o julgamento da lide, havendo estabilização do processo. E é isso que exige o princípio do juiz natural, que a competência seja apurada de acordo com regras preexistentes. Portanto, a assertiva está correta. (CESPE/EMAP - 2018) Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e processo de execução. São exemplos de negócios processuais típicos: a fixação de calendário processual para a prática dos atos processuais; a eleição de foro; as hipóteses da tutela provisória. Comentários A assertiva está incorreta. São exemplos de negócios típicos: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 47 105 o Eleição negocial do foro - art. 63 do CPC: Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. o Renúncia ao prazo - art. 225 do CPC: Art. 225. A parte poderá renunciar ao prazo estabelecido exclusivamente em seu favor, desde que o faça de maneira expressa. o Acordo para suspensão do Processo - art. 313, II, do CPC: Art. 313. Suspende-se o processo: II - pela convenção das partes; o Convenção sobre ônus da prova - art. 373, §§3º e 4º, do CPC: § 3º A distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, salvo quando: I - recair sobre direito indisponível da parte; II - tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. § 4º A convenção de que trata o § 3o pode ser celebrada antes ou durante o processo. o Calendário processual - art. 191, §§1º e 2º, do CPC: Art. 191. De comum acordo, o juiz e as partes podem fixar calendário para a prática dos atos processuais, quando for o caso. § 1o O calendário vincula as partes e o juiz, e os prazos nele previstos somente serão modificados em casos excepcionais, devidamente justificados. § 2º Dispensa-se a intimação das partes para a prática de ato processual ou a realização de audiência cujas datas tiverem sido designadas no calendário. o Convenção sobre adiamento da audiência – art. 362, I, do CPC: Art. 362. A audiência poderá ser adiada: I - por convenção das partes; Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 48 105 VUNESP (VUNESP/Pref SJRP - 2019) No que diz respeito ao conflito de competência, incompetência e modificação de competência, assinale a alternativa correta. a) A competência absoluta poderá se modificar pela conexão ou pela continência. b) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes. c) A incompetência relativa será alegada como questão preliminar de contestação; a absoluta somente pode ser declarada de ofício. d) Não há conflito de competência, quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da separação de processos. e) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes caso decididos separadamente, desde que tenha conexão entre eles. Comentários A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta a literalidade do artigo 62 do Código de Processo Civil: "A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes." A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 54 do CPC: "A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência." A alternativa C está incorreta. A incompetência absoluta ou relativa devem ser alegadas como questão preliminar de contestação, conforme os ditames do art. 64 do CPC. A alternativa D está incorreta. O art. 66, III do CPC prevê exatamente o oposto: "Há conflito de competência quando: entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos." A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 55, §3º não há a necessidade de conexão: "Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." (VUNESP/TJ-MT - 2018) Analise as proposições abaixo referentes ao tema da incompetência no processo civil e assinale aquela que se encontra CORRETA à luz da legislação aplicável. a) Não há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. b) Prorrogar-se-á a competência absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. c) Apenas a incompetência absoluta será alegada como questão preliminar de contestação. d) O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 49 105 A alternativa A está incorreta, pois contraria a redação do CPC, em seu art. 66. Observe que nesse caso há, sim, conflito. Art. 66. Há conflito de competência quando: III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. A assertiva B está errada, pois, ocorrerá prorrogação da competência de natureza relativa caso esta não seja alegada em preliminar de contestação (art. 65 do CPC). Tratando-se de incompetência absoluta, poderá ser reconhecida a qualquer momento do processo, inclusive após o seu fim por intermédio de ação rescisória, nos termos do art. 966, II, do CPC. A alternativa C está errada, pois nos termos do art. 64, caput, do CPC, tanto a incompetência absoluta, quanto a relativa serão alegadas como questão preliminar de contestação.A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois está em total consonância com o que consta no art. 66, parágrafo único, do CPC: Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. (VUNESP/TJ-MT - 2018) João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem domicílio certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada na capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas no CPC/2015, assinale a alternativa correta. a) No caso de falecimento de José ocorrido no estrangeiro, o foro de situação dos bens imóveis será o competente para processar e julgar a ação de inventário. b) No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, será competente o foro do último domicílio do casal. c) Se a empresa Y demandar ação de reparação de danos contra serventia notarial com sede no interior do Estado, por ato praticado em razão do ofício, será competente o foro da Comarca de Cuiabá. d) Tramitando no juízo da Comarca de Cuiabá ação de falência da empresa Y, a intervenção da União como interessada no feito implicará na remessa dos autos à Justiça Federal. e) Caso José proponha uma ação possessória imobiliária, terá competência relativa o juízo do foro de situação da coisa. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 48 do CPC, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro, o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é que se será o competente para julgar a ação de inventário, e não o foro de situação dos bens imóveis. Confira: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 50 105 Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. O foro de situação dos bens imóveis só será levado em consideração se o autor da herança não possuía domicílio certo (art. 48, parágrafo único, CPC): Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: I - o foro de situação dos bens imóveis; II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Como João e José não possuem filhos, segundo o enunciado, aplica-se a regra do art. 53, I, “b”. Veja: Art. 53. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: a) de domicílio do guardião de filho incapaz; b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; A alternativa C está incorreta. Nesse caso, o foro competente será o do lugar da sede da serventia notarial (art. 53, III, “f”, do CPC). A alternativa D está incorreta. A Justiça Federal não julga ação de falência, por expressa vedação constitucional (art. 109, I, da CF): Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, EXCETO as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; E a alternativa E, também, está incorreta. Nesse caso, a competência será absoluta (art. 47, § 2º, do CPC): § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 51 105 (VUNESP/PC-BA - 2018) A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, é correto afirmar que a) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. b) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. c) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. d) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. e) a citação do réu torna prevento o juízo. Comentários A alternativa A está incorreta. Os dispositivos da conexão e continência somente são aplicáveis aos casos em que a competência é relativa. É o que dispõe o art. 54, da Lei nº 13.105/15: Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, observado o disposto nesta Seção. A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 55, da referida Lei, quando duas ou mais ações tiverem por comum o pedido ou a causa de pedir, considerar-se-ão conexas. Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do §3º, do art. 63, do CPC: § 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. A alternativa D está incorreta, pois, nesse caso, dá-se continência, e não conexão. Vejamos o que dispõe o art. 56, da Lei nº 13.105/15: Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. A alternativa E está incorreta. Com base no art. 59, da referida Lei, o que torna prevento o juízo, é o registro ou a distribuição da petição inicial, e não a citação do réu. Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 52 105 (VUNESP/PC-BA - 2018) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do instituto da competência, é correto afirmar que a) as suas regras são exclusivamente determinadas pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou em legislação especial. b) tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, as ações de insolvência civil. c) a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa para sua análise. d) se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente o foro do domicílio do inventariante para análise do inventário. e) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio. Comentários A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 44 do CPC: Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos Estados. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, conforme dispõe o art. 45, I, da Lei nº 13.105/15: Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autosserão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. A alternativa C está incorreta. De acordo com o §2º do art. 47 da referida Lei, a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A alternativa D está incorreta. Vejamos as hipóteses previstas no parágrafo único do art. 48, do CPC: Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: I - o foro de situação dos bens imóveis; II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 53 105 A alternativa E está incorreta. Com base no art. 50 da Lei nº 13.105/15, a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu REPRESENTANTE ou ASSISTENTE. (VUNESP/PauliPrev – SP - 2018) A respeito da petição inicial, no procedimento comum do processo de conhecimento, é correto afirmar que a) para postular em juízo é necessário que o autor tenha interesse processual e possibilidade jurídica do pedido, como condições da ação. b) deverá ser indeferida pelo magistrado, por inépcia, quando os defeitos ou as irregularidades capazes de dificultar o julgamento do mérito não forem sanados pelo autor, no prazo de 10 dias. c) o seu registro ou a sua distribuição torna prevento o juízo. d) formulado pedido sucessivo e alternativo pelo autor, a escolha do descumprimento da prestação caberá ao devedor. e) poderá ser formulado pedido genérico pelo autor, se tiver por objeto calcado em prestações sucessivas. Comentários A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 17 do CPC, para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade. A possibilidade jurídica do pedido não é mais uma condição da ação. A alternativa B está incorreta, pois ó prazo é de 15 dias. Vejamos o que dispõe o art. 321, da Lei nº 13.105/15: Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 59 da referida Lei: Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. A alternativa D está incorreta. O parágrafo único do art. 326 do CPC estabelece que é lícito formular mais de um pedido, alternativamente, para que o JUIZ acolha um deles. A alternativa E está incorreta. O §1º do art. 324 da Lei nº 13.105/15 prevê em quais hipóteses é permitido formular pedido genérico: § 1º É lícito, porém, formular pedido genérico: I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato; III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 54 105 FGV (FGV/MPE-RJ - 2019) No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto afirmar que: a) a decisão sobre a alegação de incompetência independe da manifestação prévia da parte contrária; b) a incompetência absoluta gera a automática invalidação dos atos decisórios praticados; c) a arguição de incompetência deve ser manejada via exceção de incompetência; d) a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição; e) determina-se a competência no momento de citação do réu. Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está de acordo com o art. 63 que estabelece que "as partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações." A alternativa A está incorreta pois contraria o art. 64, §2º do CPC: "após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência." A alternativa B está incorreta. O Código de Processo Civil visa preservar os atos praticados. Nesse sentido, o art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." A alternativa C está incorreta. Não mais subsiste a exceção de incompetência no CPC de 2015. Desse modo, nos termos do art. 64, a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. A alternativa E está incorreta. Prevê o art. 43 do CPC: "determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta." (FGV/MPE-RJ - 2019) Sobre o instituto da conexão, é correto afirmar que: a) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando as partes e os pedidos forem comuns; b) a prevenção dos processos de ações conexas será do juízo em que houver a primeira citação válida; c) os processos de ações conexas devem ser reunidos para decisão conjunta, mesmo quando um deles já tiver sido sentenciado; d) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais; e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 55 105 A alternativa A está incorreta. De acordo com o caput do art. 55: "Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir." A alternativa B está incorreta. Prevê o art. 59 do CPC que a prevenção ocorre pelo registro ou a distribuição da petição inicial e não pela citação válida. Assim, conjugando com o art. 58, a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo em que houve o registro ou a distribuição da petição inicial. A alternativa C está incorreta. Não há que se falar em reunião de processos quando houver sentença. Nesse sentido, o artigo 55, §1º: "Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado." A alternativa D está incorreta. A descrição apresentada na alternativa refere-se à continência, conforme o art. 56 do CPC: "Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais." A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A alternativa apresenta o disposto no art. 55, §3º do Código de Processo Civil: "Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." (FGV/TJ-CE - 2019) Menor absolutamenteincapaz, regularmente representado por sua mãe, ajuizou ação em foro relativamente incompetente, o que, todavia, deixou de ser arguido pelo réu na primeira oportunidade de que dispunha. Todavia, ao ser intimado para atuar no feito, o Ministério Público suscitou o vício de incompetência, no prazo legal; Nesse cenário: a) a incompetência relativa se prorrogará, pois o Ministério Público não pode suscitá-la; b) a incompetência relativa pode ser arguida pelo réu a qualquer tempo e grau de jurisdição; c) caso a arguição de incompetência relativa seja acolhida, o processo deverá ser extinto sem resolução de mérito; d) o juiz da causa pode pronunciar de ofício a incompetência relativa, remetendo os autos ao juízo competente; e) a incompetência relativa pode ser arguida pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. Comentários A alternativa E é a correta e gabarito da questão. O MP tem legitimidade para arguir a incompetência relativa, nas causas em que atuar. Confira: Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 56 105 A alternativa A está incorreta justamente porque contraria a alternativa E. Observe que conforme dispositivo citado acima, o MP pode suscitar a incompetência relativa. A alternativa B está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição. A alternativa C está incorreta, pois não haverá extinção do processo nesse caso. A alternativa D está incorreta, pois apenas a incompetência absoluta pode ser alegada de ofício. (FGV/TJ-CE - 2019) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: a) foto competente; b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício; c) foto relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz; d) foto absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício. e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. Comentários No caso de ação de reintegração de posse – seguindo o art. 47, § 2º, CPC – o foro competente será o de Sobral. Logo, a alternativa E é a correta e gabarito da questão. Importante registrar que, por se tratar de hipótese de competência fixada por critério absoluto, ela deverá ser reconhecida pelo juiz. Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. Vejamos, objetivamente as demais alternativas. A alternativa A está incorreta, pois o foro competente é o de Sobral. A alternativa B está incorreta, pois o critério que fixa a competência para as ações possessórias é absoluto e releva em consideração o foro do local do imóvel. A alternativa C está incorreta igualmente incorreta. Embora possa ser reconhecida de ofício pelo juiz, trata- se de critério de competência cuja regra é absoluta. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 57 105 A alternativa D, por fim, peca na medida em que não há prorrogação de incompetência absoluta. (FGV/MPE-AL - 2018) Sobre a competência no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa correta. a) A reunião de ações conexas pode se dar a qualquer tempo, independentemente da prolação de sentença em algum dos processos. b) As decisões do juízo absolutamente incompetente são nulas. c) A cláusula de eleição de foro abusiva pode ser decretada ineficaz de ofício pelo juiz a qualquer tempo. d) Quando houver continência, as ações serão necessariamente reunidas. e) Serão reunidos, para julgamento conjunto, os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Comentários A alternativa A está incorreta, pois diferente do que consta em seu enunciado, os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ressalvado o caso de um deles já ter sido sentenciado (art. 55, §1º, do CPC). A alternativa B está errada. Nos termos do art. 64, §3º, CPC, reconhecida a incompetência – absoluta ou relativa –, o processo será remetido ao juízo competente, de forma que tais matérias são consideradas, ao menos em regra, dilatórias. O §4º do mesmo dispositivo prevê que os atos praticados por juízo incompetente são válidos, devendo ser revistos ou ratificados (ainda que tacitamente) pelo juízo competente. A assertiva C está errada, pois o juiz só poderá decretar a ineficácia da cláusula de eleição de foro antes da citação do réu, conforme prevê o § 3º do art. 63 do CPC: §3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. A alternativa D também está incorreta, pois quando a ação continente (pedido da ação é mais abrangente), tiver sido proposta antes da ação contida (pedido menos abrangente), será proferida sentença sem resolução de mérito na ação contida e seu mérito será analisado na ação continente. Contudo, se a ação contida houver sido proposta antes e, posteriormente, propuser-se uma ação continente, reunir-se-ão os processos. Nesse sentido: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E, pois é transcrição do §3º do art. 55 do CPC: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 58 105 §3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. (FGV/ALE-RO - 2018) Determinado credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, postulando a condenação deste ao pagamento da quantia de cem mil reais, relativa ao crédito derivado de um contrato de mútuo. Na sessão de conciliação, as partes não obtiveram a autocomposição. Transcorrido o prazo legal, o réu não apresentou contestação, o que lhe valeu o decreto de revelia. Na sequência, o devedor ajuizou, em face do credor, ação declaratória de inexistência do contrato de mútuo. Nesse cenário, o feito correspondente à demanda declaratória deve ser a) reunido com o primeiro, em razão da conexão. b) reunido com o primeiro, em razão da continência. c) julgado extinto, sem resolução do mérito. d) julgado extinto, com resolução do mérito. e) regularmente processado, após ser submetido à livre distribuição. Comentários Questão muito interessante! Nós aprendemos que, como regra, duas ações são idênticas quando elas possuem a tríplice identidade, quer dizer, quando elas possuem as mesmas partes, o mesmo pedido e as mesmas causas de pedir. Mas, em determinadassituações, a teoria da tríplice identidade não resolve o problema, como é o caso da questão em tela. Apesar de as duas ações terem as mesmas partes, não podemos dizer que elas possuem os mesmos pedidos (cobrança vs. declaração), ou a mesma causa de pedir (dívida devida vs. contrato nulo). Mas, mesmo assim, nós conseguimos perceber que, no fundo, as duas ações tratam da mesma questão, sendo diferentes apenas por uma razão técnica. Para solucionar esse impasse foi desenvolvida a teoria da identidade da relação jurídica. Muito mais do que comparar os elementos da relação jurídica de direito processual, essa teoria compara os elementos da relação jurídica de direito material para aferir a identidade entre as duas demandas. De acordo com ela, as duas demandas do enunciado, no fundo, seriam uma só, uma vez que as duas são baseadas na mesma relação jurídica (a obrigação de pagar entre o credor e o devedor). Como as duas ações, em verdade, são a mesma, o que temos aqui é litispendência e, por isso, o feito correspondente à ação declaratória deve ser julgado extinto, sem resolução do mérito, por força do art. 485, V. É por isso que o gabarito da questão é a alternativa C. (FGV/ALE-RO - 2018) Credor de uma obrigação, um ano depois de ter tido ciência da sentença que julgou extinto o processo por falta de interesse de agir, decisão que restou irrecorrida, deu-se conta de que o juízo prolator daquela sentença era absolutamente incompetente. Nesse cenário, é-lhe possível a) impetrar mandado de segurança, sob o fundamento da incompetência absoluta do juízo originário. b) interpor recurso de apelação, já que há error in procedendo, vício que afasta a preclusão temporal. c) propor ação anulatória, já que a sentença é terminativa e não há coisa julgada material. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 59 105 d) interpor reclamação, uma vez que houve usurpação da competência do órgão jurisdicional de segundo grau. e) propor, perante o juízo competente, e em face do mesmo réu, nova ação de cobrança. Comentários A incompetência absoluta, como preconiza o art. 64 do CPC deve ser alegada como questão preliminar de contestação (o que é repetido pelo art. 337, II). Apesar disso, o art. 64, § 1º, declara que, em verdade, ela pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e, ainda, declarada de ofício. Como se não bastasse, o art. 966, II, ainda reforça que a decisão de mérito transitada em julgado pode ser rescindida se for proferida por juízo absolutamente incompetente, o que significa que aquele “a qualquer tempo”, do art. 64, § 1º, inclui, inclusive, o tempo após o trânsito em julgado. No caso da questão, contudo, temos uma decisão terminativa, que não produz coisa julgada material. Logo, nada impede que seja proposta uma nova ação de cobrança, dessa vez, perante o juízo competente. Razão pela qual está correta a alternativa E, gabarito da questão. Vejamos as demais alternativas: A alternativa A está incorreta. O mandado de segurança não pode ter como objeto a sentença irrecorrível. Como vimos, a saída adequada, aqui, é o ajuizamento de uma nova ação de cobrança. A alternativa B está incorreta. A apelação é o recurso que desafia a sentença, mas, claro, dentro do prazo de 15 (quinze) dias estipulado pelo Código. Passado esse prazo ocorre a preclusão e, daí em diante, não há mais que se falar em apelação. A alternativa C está incorreta. Apesar de a sentença ser terminativa e de não haver coisa julgada material, não há que se falar em ação anulatória. Isso porque a ação anulatória não serve para atacar ato judicial, mas sim para atacar o ato jurídico praticado pelas partes (ex.: o contrato), o que não é o caso. E a alternativa D, por fim, também está incorreta. A reclamação é instrumento específico que só cabe nas hipóteses do art. 988. Você poderia perguntar: “Professor, mas e a ação rescisória?”. Não há que se falar em ação rescisória aqui. Isso porque a decisão não é de mérito (regra; art. 966, caput) e nem está enquadrada nas hipóteses em que a ação rescisória pode atacar julgados que não o sejam (art. 966, § 2º). (FGV/ALE-RO - 2018) Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 60 105 e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. Comentários De acordo com o art. 47, § 2º, do CPC, a ação possessória deve ser proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta, e não no foro de domicílio do autor. Além disso, esse vício de competência deve ser trazido à luz na primeira oportunidade de manifestação do réu, qual seja, na preliminar de contestação (art. 337, II, CPC, e art. 64, caput, do CPC). É por isso que a alternativa C, “suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação”, está correta e é o gabarito da questão. As demais alternativas vão contra os dispositivos legais mencionados, vejamos: a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. (FGV/TJ-SC - 2018) Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, propostas perante órgãos jurisdicionais distintos, pela: a) distribuição da petição inicial; b) prolação do despacho liminar positivo; c) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial; d) citação válida; e) citação, ainda que inválida. Comentários O art. 59 do CPC estabelece que o registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Dessa forma, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. CONSULPLAN (CONSULPLAN/TJ-MG - 2019) Segundo as normas e princípios contidos no Código de Processo Civil, analise as afirmativas a seguir. I. A competência em razão da matéria é derrogável pela vontade das partes. II. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 61 105 III. Para se postular em juízo é necessário que se tenha interesse, legitimidade e que o pedido seja juridicamente possível. IV. É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. Estão corretas as afirmativas a) I, II, III e IV. b) II e IV, apenas. c) I, II e III, apenas. d) I, III e IV, apenas. Comentários A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vamos analisar item a item: O Item I está incorreta. O item vai de encontro ao disposto no art. 62: "A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes." O Item II está correta. O art. 55, §1º prevê que "os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houverdeve-se perquirir qual é o Juízo competente, ou seja, qual, entre os vários juízes do foro, é concretamente competente. competência originária X competência derivada COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA COMPETÊNCIA DERIVADA Define o órgão jurisdicional para conhecer o processo pela primeira vez. Estabelece a responsabilidade de julgar recursos a partir da decisão do órgão originariamente competente. competência relativa X competência absoluta COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA Estabelece regras de competência a partir do interesse público. Fixa regras de competência a partir do interesse particular. 3 – Critérios Para a fixação dessa competência, de forma sistematizada, temos três critérios: o objetivo, o funcional e o territorial. O critério objetivo distingue-se em razão da matéria, da pessoa ou do valor. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA - registro ou distribuição da petição: regra: a perpetuação da competência se dá com o registro/distribuição. exceções: supressão do órgão judiciário; e alteração da competência absoluta. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 5 105 Assim: Vamos estudá-los? A finalidade desses critérios é estabelecer uma forma sistemática e prática de identificação da competência a partir do emaranhado de regras e órgãos judiciários que temos. 3.1 – Critério objetivo O critério objetivo leva em consideração a demanda apresentada. Desse modo, o estudo dos elementos da ação é relevante. Você lembra quais são os três elementos da ação? Do estudo desses elementos são extraídos três subcritérios: competência em razão da pessoa (que leva em consideração o elemento parte) Nesse caso, devido à qualidade da parte envolvida na relação processual, temos a fixação da competência. competência em razão da matéria (que leva em consideração a causa de pedir) A competência é definida em razão da natureza jurídica da relação jurídica controvertida. Leva-se em consideração a pretensão da parte. Assim, para aplicá-la vamos analisar os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido (causa de pedir). competência em razão do valor da causa (que leva em consideração o pedido) O critério pautado no valor da causa leva em consideração o objeto discutido em juízo. Embora tenhamos a possibilidade de que a discussão envolva diversos tipos de pedidos (pagar quantia em dinheiro, entregar um bem, prestar um serviço), será necessário atribuir um valor a esse pedido. A depender do valor, o processo poderá tramitar perante os juizados (Especial Cível, Especial Federal ou Especial de Fazenda Pública). Desses três subcritérios (pessoa, matéria e valor da causa), os dois primeiros são absolutos, o último é relativo. No primeiro caso, como a competência é fixada em razão do interesse público, não se admite modificação da competência por vontade da parte. Além disso, se violada, gerará nulidade. No segundo caso, como a competência está fixada em razão de interesse privado, admite-se a opção da parte autora, ao menos quando falamos em Juizado Especial Cível. CRITÉRIOS objetivo em razão da matéria em razão da pessoa em razão do valorfuncional territorial Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 6 105 3.2 – Critério territorial Cada órgão judicial tem delimitada a sua circunscrição para o exercício válido da jurisdição. Na prática, podemos ter a certeza de que a demanda deve ser ajuizada perante uma Vara de Fazenda Pública ou perante uma Vara de Família. Mas qual será o foro? Dito de outro modo, ajuizaremos à ação na comarca de Cascavel mesmo ou será ajuizada do foro de Curitiba? É isso que define a competência territorial. Como temos um critério que leva em consideração o interesse das partes, trata-se de hipótese relativa de competência. Embora haja legislação para além do CPC sobre o tema, o assunto é preponderantemente tratado entre os arts. 42 a 63 do Código. Esses artigos servirão para definir, dentro da competência da justiça comum, estadual ou federal, onde a demanda será proposta. 3.3 – Critério funcional No critério funcional são levados em consideração aspectos internos do processo, relacionando-se com as atribuições do magistrado no processo. O critério funcional envolve a distinção entre: competência originária e recursal; competência de acordo com a fase do processo (cognição, cautelar ou execução); competência em razão de assunção de competência, instituto próprio do atual CPC, que está previsto no art. 947; competência decorrente de arguição de inconstitucionalidade em controle difuso, disciplinada no CPC, art. 948. São exemplos cujo aprofundamento não é feito neste momento. Agora é o momento de reconhecer e compreender os vários critérios acima. 4 – Justiças Cíveis A distribuição da competência no Brasil é efetuada a partir da Constituição, que atribui competência ao STF no art. 102, ao STJ no art. 105, à Justiça Federal nos arts. 108 e 109, e às “justiças especiais” (eleitoral, militar e trabalhista) nos arts. 111–124. Para nós interessa a distribuição de competência cível, razão pela qual não vamos tratar da distribuição da competência penal. Além disso, dentro da competência cível, vamos deixar de lado o estudo da distribuição da competência da Justiça Eleitoral, Militar e Trabalhista. O nosso foco será, portanto, o estudo da competência cível da Justiça Estadual e da Justiça Federal. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 7 105 5 – Competência Interna do CPC O art. 46 do CPC afirma a regra clássica de distribuição de competência quando envolver questões de direito pessoal e de direito real fundada em bens móveis. Como regra, as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do réu. Veja: Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. § 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. § 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for encontrado ou no foro de domicílio do autor. § 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. § 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquer deles, à escolha do autor. § 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. Primeiramente, devemos compreender o que se entende por ações fundadas em “direito pessoal” ou “direito real sobre bens móveis”. As ações fundadas em direito pessoal são aquelas que decorrem de um vínculo obrigacional entre duas ou mais pessoas, a exemplo de uma relação contratual. Temos, ainda, as ações fundadas em direito real sobre bens móveis, a exemplo da disputa judicial pela propriedade de um determinado carro. Nesse caso se discute um direito real, fundado em um bem móvel. Para essas ações, a regra é o ajuizamento da demanda no foro do domicílio do réu. Cuidado, entretanto, com as particularidades. Essas sim são cobradas em provas! Mas se o réu possuir dois ou mais domicílios? Nesse caso, o autor poderá escolher um dentre os vários domicílios do réu. Se incerto ou desconhecido o domicílio do réu, o autor poderá ajuizar a ação no local em que o réu for encontrado ou no foro do próprio domicílio. Situação semelhante envolve os casos em que o réu não tiver domicílio no Brasil. Nesse caso, ajuíza-se a ação no local em quesido sentenciado." Logo, se um dos processos já tiver sentença, não há que se falar em reunião de processos. O Item III está incorreta. O Código de Processo Civil de 2015 não exige expressamente que o pedido seja possível. Nesse sentido é o art. 17: "Para postular em juízo é necessário ter interesse e legitimidade." O Item IV está correta. A capacidade de ser parte é a aptidão para figurar em um dos polos da relação processual. Já a capacidade processual é a aptidão para agir em juízo sem necessidade de assistência ou representação. O caso clássico é do bebê recém-nascido: ele tem capacidade para ser parte e pleitear alimentos, mas não tem capacidade processual, devendo ser representado em juízo. (CONSULPLAN/MPE-PA - 2019) Antônio José, um andarilho de 64 anos, é encontrado morto no município de Porteirinha/MG, em 20 de maio de 2019. Apesar de viver em situação de rua por mais de quinze anos, Antônio José deixara bens imóveis, sendo que dois situam-se na cidade de Belém e um na cidade de Altamira, todos no Estado do Pará. Em razão de seu óbito, seu único filho e herdeiro necessário Alessandro, domiciliado em Ananindeua/PA, faz a abertura do inventário. Diante da situação hipotética apresentada, é correto afirmar que: a) O foro competente para o inventário é o local do óbito, o município de Porteirinha/MG. b) O foro competente para o inventário é o local onde se situam a maioria dos bens imóveis, o município de Belém/PA. c) O foro competente para o inventário é o local do domicílio do inventariante (Alessandro), o município de Ananindeua/PA. d) O foro competente para o inventário é qualquer dos locais em que se situam os bens imóveis, ou o município de Belém/PA, ou o município de Altamira/PA. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 62 105 Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A questão versa sobre o parágrafo único do art. 48 do Código de Processo Civil. Considerando que Antônio José era um andarilho (não possuía domicílio certo) e apresentava bens imóveis em foros diferentes (dois em Belém e um em Altamira), qualquer destes será competente para a ação. Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: I - o foro de situação dos bens imóveis; II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. As alternativas A, B e C estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso hipotético apresentado. (CONSULPLAN/CM-BH - 2018) Sobre Modificação da Competência no Direito Processual Civil, assinale a alternativa INCORRETA. a) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. c) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. d) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. Comentários Questão literal e tranquila para estudarmos. A alternativa incorreta e gabarito da questão é a letra D, pois vai de encontro com o final do art. 55, §3º, do CPC: §3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Vejamos as demais alternativas. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 63 105 A alternativa A está correta, pois é o que prevê o art. 55 do CPC: Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. A alternativa B está certa, uma vez que transcreve o § 1º do art. 55 do CPC: §1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. A alternativa C também está correta, pois é transcrição do CPC: Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. Outras Bancas (IBADE/TJRS - 2022) Leonardo Tavares pretende ingressar com determinada demanda de Exoneração de Alimentos, tendo em vista que seu filho, João, alcançou a maioridade civil e exerce atividade laborativa na sociedade Comunical Ltda., provendo, por si, os recursos para sua subsistência. Alega que diante da alteração da capacidade econômico-financeira de João, inexiste o binômio da necessidade e possibilidade. Face ao exposto, acerca da competência territorial para o ajuizamento da referida demanda, a ação de Exoneração de Alimentos deverá ser ajuizada no foro: (A) do domicílio do assistente. (B) do domicílio do alimentando. (C) do domicílio do alimentante. (D) do domicílio do representante legal. (E) do último domicílio do casal. Comentários Para as ações em que se pedem alimentos, a competência é do foro da competência ou residência do alimentando, de acordo com o art. 53, II: Art. 53. É competente o foro: II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; Apesar de que não haja menção expressão, o entendimento que prevalece é o de que a mesma regra se aplica às demais ações decorrentes da relação alimentícia, como a ação de revisão dos alimentos ou a ação de exoneração. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 64 105 Assim, a alternativa B é correta e é o gabarito da questão. (FUNDATEC/Pref Maçambará - 2019) No Processo Civil, sobre a abusividade da cláusula de eleição de foro, é correto afirmar que: a) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, a qualquer momento do processo. b) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, antes da citação do réu. c) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em exceção de incompetência. d) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em preliminar de contestação. e) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em qualquer momento do processo. Comentários A alternativa A está incorreta. Caso o juiz não reconheça a abusividade antes da citação, por se tratar cláusula de eleição (competência relativa) haverá a prorrogação da competência. A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Prevê o art. 63, §3º do Código de Processo Civil que "antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." As alternativas C, D e E estão incorretas pois enunciam que o juiz não poderá reconhecer de ofício. (IADES/CRN 3 - 2019) Considerando as regras de competência estabelecidas no Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta. a) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do autor. b) Os efeitosde decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que outra seja proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido contrário. c) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, por meio de exceção de incompetência, por instrumento apartado à contestação. d) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, incluindo as ações de falência e recuperação judicial, acidente de trabalho, insolvência civil, bem como as sujeitas à justiça eleitoral e justiça do trabalho. e) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, ainda quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 65 105 A alternativa A está incorreta pois, nos termos do caput do art. 46, "a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu." A alternativa B está correta e corresponde ao disposto no art. 64, §4º do Código de Processo Civil: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." A alternativa C está incorreta. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação, conforme disposto no caput do art. 64. A alternativa D está incorreta. O art. 45 exclui as ações de recuperação judicial, falência, insolvência civil, acidente de trabalho e as ações sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. A alternativa E está incorreta. A supressão de órgão judiciário ou alteração da competência absoluta são causas modificativas da competência, conforme o artigo 43 do CPC: "Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta." (IADES/BRB - 2019) Considere hipoteticamente que o réu tenha assinado um contrato que contém uma cláusula abusiva de eleição de foro. As partes escolheram a cidade de Brasília (DF) como competente. Dessa forma, diante do inadimplemento da obrigação por parte do réu, o autor ajuizou a demanda cobrança, pedindo a condenação do réu, mais juros e correção monetária. Nesse caso, o juiz a) pode, depois da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. b) pode, antes da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. c) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do autor para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. d) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do réu para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. e) deve aguardar a manifestação do Ministério Público para, somente depois, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. Comentários A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O Código de Processo Civil, no art. 63, §4º, estabelece que "antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 66 105 que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu." Assim, o juiz poderá declarar a abusividade da cláusula que elegeu Brasília como o foro competente. A alternativa A está incorreta. O dispositivo prevê que o juiz poderá reputar ineficaz antes mesmo da citação. As alternativas C, D e E estão incorretas pois o juiz poderá, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro, sem a obrigação de aguardar a manifestação das partes ou do Ministério Público. (FUNDEP/PGM-Contagem - 2019) No tocante à competência interna, assinale a alternativa correta. a) Tendo em vista que a competência absoluta não admite prorrogação, o juiz pode declarar-se incompetente a qualquer momento e até mesmo de ofício, independentemente de oitiva prévia da parte interessada. b) Na hipótese de a Organização das Nações Unidas (ONU) ajuizar ação civil contra o Município de Contagem, será da justiça comum estadual a competência para julgar e processar a causa. c) A existência de conexão não é fator determinante para reunião e julgamento conjunto das ações que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, caso decididas separadamente. d) Ajuizada ação reivindicatória de imóvel situado em Contagem e Belo Horizonte, compete ao juízo do foro no qual está localizada a maior porção de terras julgar a ação civil concernente ao referido bem. Comentários A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 10: "O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício." Assim, ainda que a incompetência absoluta possa ser declara de ofício pelo juiz, este deverá dar oportunidade para que as partes se manifestem. Além disso, vale salientar o disposto no art. 64, §2º: "Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência." A alternativa B está incorreta. A Constituição Federal (art. 109, II) estabelece que "aos juízes federais compete processar e julgar: as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País." Assim, a competência será da Justiça Comum Federal. A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 55, §3º: "Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles." A alternativa D está incorreta pois, de acordo com o art. 60 do CPC, a competência será do juízo prevento (e não daquele que apresentar maior porção de terras): "Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, comarca, seção ou subseção judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a totalidade do imóvel." (NC-UFPR/ITAIPU - 2019) Sobre a competência do Poder Judiciário brasileiro, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 67 105 ( ) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as açõesem que o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra, conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a) F – F – V – F. b) V – F – V – F. c) V – V – V – V. d) F – V – F – V. e) F – V – F – F. Comentários A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Analisaremos as afirmativas: Afirmativa I está Correta. Trata-se da literalidade do caput do art. 24 do Código de Processo Civil: "A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil." Afirmativa II e III estão Corretas. As afirmativas correspondem aos incisos I e II do art. 21 do CPC: Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; Afirmativa IV estão, também, Correta. De acordo com o art. 23, I do CPC: "Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil." (FUNDATEC/CM Ituporanga - 2019) A ação possessória imobiliária será proposta no: a) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. b) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. c) Foro da situação da coisa, mas poderá a parte autora optar pelo domicílio do réu. d) Domicílio do autor. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 68 105 e) Domicílio do réu. Comentários A alternativa B está correta e é o gabarito da questão pois apresenta o disposto no art. 47, §2º do Código de Processo Civil: "A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta." As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem ao dispositivo em questão. (NC-UFPR/Pref Matinhos - 2019) No que tange às normas processuais civis sobre competência e incompetência, assinale a alternativa correta. a) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. b) A incompetência relativa e também a absoluta podem ser alegadas em qualquer tempo e grau de jurisdição. c) As decisões proferidas pelo juízo incompetente serão nulas de pleno direito, logo, seus efeitos não poderão ser conservados. d) A competência absoluta prorrogar-se-á se o réu não a alegar em preliminar de contestação. e) O juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência, sendo desnecessária a manifestação da parte contrária. Comentários A alternativa A está incorreta. Nos termos do art. 64, §1º do CPC, apenas "a incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 64 do Código de Processo Civil: "A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação." A alternativa C está incorreta. O art. 64, §4º, busca preservar os efeitos da decisão proferida pelo juízo incompetente: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." A alternativa D está incorreta. Não há que se falar em prorrogação de competência absoluta. Segundo o art. 65, a prorrogação só é aplicável à competência relativa: "Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação." A alternativa E está incorreta. O art. 64, §2º prevê que "após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência." (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Assinale a alternativa correta, no que diz respeito à matéria de competência, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 69 105 a) A ação fundada em direito real sobre bem móvel tem como regra geral a distribuição no foro de domicílio da coisa. b) Havendo dois ou mais réus com diferentes domicílios, o autor pode distribuir a ação fundada em direito pessoal em qualquer foro do país. c) A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio e a ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio. d) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado ou o Distrito Federal. e) As regras de competência territorial têm natureza absoluta. Comentários Segundo os arts. 51 e 52 do CPC, nas causas em que a União, Estado ou Distrito Federal figurarem como autores, a competência será do foro do domicílio do réu (foro comum). Desse modo, a alternativa correta é a letra D, sendo, pois, o gabarito da questão. Vejamos as demais alternativas objetivamente. A alternativa A está incorreta. O foro comum previsto pelo ordenamento brasileiro, em tradição seguida universalmente, é o domicílio do réu. Segundo o art. 46 do CPC, essa regra somente se aplica aos processos fundados em direito pessoal e direito real sobre bens móveis. Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. A alternativa B está incorreta, pois, segundo o art. 46, §4º, do CPC, havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquer um deles, à escolha do autor. É importante destacar que, apesar da omissão legislativa, entende-se que nas hipóteses em que a regra de competência aponta o domicílio do autor (p.e.: consumidor como autor) e, havendo litisconsórcio ativo, os autores poderão optar pelo foro do domicílio de quaisquer deles. A incorreção da alternativa C encontra justificativa no art. 50 do CPC, que estabelece que a competência para as ações em que o réu seja incapaz será do foro do domicílio de seu representante ou assistente. Por fim, as regras de competência territorial têm natureza relativa, de modo que a alternativa E está incorreta. Porém, fique atento, pois há regras de competência territorial e valorativas que têm natureza absoluta, tendo em vista que visam a proteger o interesse público. Exemplos: as ações sobre direitos imobiliários (art. 47 do CPC), as ações de competência dos Juizados Especiais Federais (art. 3º da Lei 10.259/01) e as ações civis públicas (art. 2º da LACP). (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) No caso dos cônjuges manterem domicílio na mesma cidade em que conviviam maritalmente e não havendo filho incapaz, será competente para a ação de divórcio o local do: a) Domicílio da mulher. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 70 105 b) Domicílio do marido. c) Último domicílio do casal. d) Casamento. e) Onde estão situados os bens imóveis a serem partilhados. Comentários A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois, para a ação de divórcio, quando não houver filho incapaz, o legislador preferiu prestigiar o último domicílio do casal: Art. 53 do CPC. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação,anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) A competência para a propositura da ação de alimentos fundada em casamento, união estável ou parentesco é do a) domicílio do réu. b) último domicílio do casal. c) domicílio do genitor que tiver melhor condição financeira. d) domicílio ou residência do alimentante. e) domicílio ou residência do alimentando. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra E. O foro competente no caso de ação de alimentos será o domicílio ou residência do alimentando. Veja o que prevê o art. 53, II, do CPC. Art. 53. É competente o foro: II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando a) forem da competência do mesmo órgão jurisdicional. b) lhes for comum as partes, o pedido e a causa se pedir. c) lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. d) for caso de litisconsórcio necessário. e) houver identidade quanto às partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 71 105 Comentários A letra C é a alternativa correta e o gabarito da questão, pois está de acordo com o que preconiza o CPC: Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. Observe que se trata de questão literal! (AOCP/Pref-SL - 2018) Quanto à competência jurisdicional, prevista no Código de Processo Civil vigente, assinale a alternativa correta. a) As partes não podem escolher juízo arbitral em detrimento do juízo competente previsto no Código de Processo Civil. b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro do domicílio do réu. c) A ação possessória imobiliária poderá ser proposta no foro da situação da coisa, ou no domicílio do requerido, cujo juízo tem competência relativa. d) É competente o foro do domicílio da mulher para a ação de divórcio. e) É competente o foro do domicílio do autor para a ação de reparação de dano. Comentários A alternativa A está incorreta, visto que as causas que têm de ser decididas em juízo arbitral podem ter sua competência escolhida pelas partes, nos termos do art. 42 do CPC, que excepciona essa possibilidade: Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A alternativa correta e gabarito da questão é a letra B, pois é transcrição da redação do CPC: Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. A alternativa C está errada, pois quando se tratar de ação que envolve a posse de bem imóvel, o foro competente é o da situação da coisa, que, por sua vez, é de competência territorial absoluta, nos termos do art. 47, §2º, do CPC. A alternativa D está incorreta, uma vez que no caso de divórcio teremos várias regras de competência a depender da existência de filho incapaz. Veja o que prevê o art. 53: Art. 53. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 72 105 a) de domicílio do guardião de filho incapaz; b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; A alternativa E está errada. Nas ações de reparação de dano a competência será do foro do lugar do ato/fato (art. 53, IV, do CPC). (IESES/TJ-CE - 2018) Acerca das regras jurídicas dispostas no Código de Processo Civil e que definem a competência interna, assinale a alternativa INCORRETA: a) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. c) A ação fundada em direito real sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. d) A ação fundada em direito pessoal será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. Comentários A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, visto que para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa (art. 47, caput, do CPC). ATENÇÃO! DIREITO REAL SOBRE MÓVEL DIREITO REAL SOBRE IMÓVEL Foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC) Foro da situação do coisa (art. 47 do CPC) Vejamos as demais assertivas. A alternativa A está correta, pois é transcrição do texto do CPC: Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. A alternativa B também está certa, visto que traz a previsão do art. 47, §2º, do CPC: §2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A assertiva D também está correta com fundamento no CPC: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 73 105 Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. (IESES/TJ-CE - 2018) Quando, entre duas ou mais ações, houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais, estaremos diante do instituto do Código de Processo Civil denominado de: a) Continência. b) Comoriência. c) Conexão. d) Incompetência. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois a continência é uma espécie de conexão qualificada por exigir mais requisitos: Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. (CS UFG/APARECIDAPREV - 2018) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. São consideradas conexas duas ou mais ações quando lhes for comum: a) o objeto ou as partes. b) a natureza jurídica de seu objeto. c) a condição pessoal das partes. d) o pedido ou a causa de pedir. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois está de acordo com a definição legal de conexão: Art. 55 do CPC: Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. (IBFC/TRF-2 - 2018) No Processo Civil, determina-se a competência no momento: a) da citação. b) do registro ou da distribuição da petição inicial. c) do despacho/decisão positivo que determina a citação. d) do primeiro despacho ou decisão proferida pelo órgão julgador. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 74 105 e) da estabilização da demanda,se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. Comentários A alternativa B é a correta e gabarito da questão, pois é exatamente o que prevê o art. 43 do CPC. Como sabemos, a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial. Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. (COSEAC-UFF/Prefeitura de Maricá - 2018) João possui uma casa de veraneio em Maricá, tendo fixado seu domicílio na cidade do Rio de Janeiro. Além da casa em Maricá, João possui um sítio em Conceição de Macabu e uma casa de inverno em Petrópolis. Deixando o mesmo de recolher o IPTU referente ao imóvel em Maricá, caberá ao município ajuizar a execução fiscal em: a) Maricá, por ser o local onde foi gerada a obrigação. b) qualquer um dos locais acima citados (Maricá, Rio de Janeiro, Conceição de Macabu ou Petrópolis), uma vez que a ação pode ser ajuizada onde houver atos de expropriação. c) Maricá, por ser onde se situa o imóvel que gerou a obrigação tributária. d) Rio de Janeiro, por ser onde João fixou seu domicílio. e) Maricá, uma vez que é o município o autor da ação. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois, de acordo com o art. 46, §5º, do CPC, é competente o foro do domicílio do réu, de sua residência ou do lugar onde for encontrado o réu para a execução fiscal, tratando-se, segundo a doutrina majoritária, de foros concorrentes. §5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. Desse modo, como João fixou seu domicílio no Rio de Janeiro, esse será o foro competente para a execução fiscal proposta contra ele pelo Município de Maricá. (IADES/ApexBrasil - 2018) No que tange à representação ativa e passiva em juízo, assinale a alternativa correta. a) A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo seu presidente, que deverá ser citado mediante procedimento de carta rogatória. b) A massa falida será representada pelo credor mais graduado na ordem de preferência creditória. c) As entidades com natureza de serviço social autônomo serão representadas pelo seu gerente de contencioso judicial. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 75 105 d) A pessoa jurídica será representada por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores. e) O gerente de filial ou agência deve estar expressamente autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação e intimação para qualquer processo, sob pena de nulidade do ato. Comentários A alternativa D é a correta e gabarito da questão, pois reproduz a previsão do art. 75, VIII, do CPC: Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: VIII - a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores; Vejamos as demais assertivas de modo objetivo. A alternativa A está incorreta, pois não se fala em representação da pessoa jurídica estrangeira pelo seu Presidente. Veja: Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: X - a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, agência ou sucursal aberta ou instalada no Brasil; A assertiva B está incorreta, pois a massa falida será representada em juízo, ativa e passivamente, pelo administrador judicial (art. 75, V, do CPC). A alternativa C está errada, pois as entidades com natureza de serviço social autônomo (pessoa jurídica) serão representadas por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores (art. 75, VIII, do CPC). A assertiva E está incorreta, uma vez que vai de encontro com o previsto no CPC: Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: §3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação para qualquer processo. (FUNRIO/ALE-RR - 2018) O Código de Processo Civil estabelece que a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, entretanto, a própria legislação processual estabelece exceções. Considerando a legislação processual, NÃO se configura EXCEÇÃO, quando a) duas ou mais ações tiverem em comum o pedido ou a causa de pedir. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 76 105 b) ocorrer identidade entre duas ou mais ações quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. c) o Tribunal extinguir um órgão jurisdicional fracionado e os processos forem redistribuídos para outro órgão jurisdicional fracionado, também de segundo grau. d) se repete ação que está em curso e essas ações são idênticas, pois possuem as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. Comentários A questão trata do princípio da perpetuatio jurisdictionis, que vem estampado no Código de Processo Civil em seu art. 43. Vejamos: Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. A partir dessa regra, o examinador nos pergunta sobre as exceções e pede que seja marcada a alternativa que não apresenta uma delas. A alternativa A comporta uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis, que é o fenômeno da conexão. Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir (art. 55 do CPC). Nesse caso, os processos devem ser reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado (art. 55, § 1º, do CPC). Daí se dizer que a conexão é uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis. A alternativa B, também, comporta uma exceção ao princípio que se analisa: a continência. Dá-se a continência entre duas ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abranger o das demais (art. 56 do CPC). Nesse caso, se a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito; caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas (art. 57, do CPC). Daí podermos dizer, também, que a continência é uma exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis. A alternativa C também trata de uma exceção. É aquela estampada no próprio art. 43, parte final. Confira: “Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial (...) salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta”. A alternativa D, por fim, é a única que não traz uma exceção, sendo o gabarito da questão. A alternativa trata, especificamente, do fenômeno da litispendência, que é aquele fenômeno que ocorre quando se repete ação que está em curso (art. 337, § 3º, do CPC), em outras palavras, quando se ajuíza uma ação idêntica (art. 337, § 2º, do CPC) a outra que está em curso. Como sabemos, a litispendência não gera o deslocamento da ação, como a conexão, a continência ou a exceção do art. 43, mas gera a extinção do processo sem resolução de mérito (art. 485, V, do CPC). (FUNDEP/MP-MG - 2018) Analise as seguintes assertivas com relação ao papel doMinistério Público, nos termos do Código de Processo Civil: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 77 105 I. O Ministério Público pode arguir incompetência relativa, pode suscitar conflito de competência e tem legitimidade para propor ação rescisória. II. O Ministério Público, não sendo o requerente de incidente de resolução de demandas repetitivas, deverá intervir obrigatoriamente, assumindo a sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Pode, inclusive, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente. III. O Ministério Público pode interpor recurso na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Também pode apresentar reclamação com o intuito, por exemplo, de preservar a competência do tribunal ou de garantir a autoridade das decisões do tribunal. IV. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. É CORRETO o que se afirma em: a) I, II, III e IV. b) Apenas em I, II e III. c) Apenas em I, III e IV. d) Apenas em II e IV. Comentários Essa é uma questão mais complexa, em que vários dispositivos são cobrados em cada assertiva. Vejamos uma a uma: A assertiva I está correta. De fato, o Ministério Público pode arguir incompetência relativa (art. 65, parágrafo único), pode suscitar conflito de competência (art. 951) e tem legitimidade para propor ação rescisória em determinadas hipóteses (art. 967, III). A assertiva II está correta. De acordo com o art. 976, § 2º, se não for o requerente, o Ministério Público intervirá obrigatoriamente no incidente de resolução de demandas repetitivas e deverá assumir sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Além disso, o parquet pode, sim, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente (art. 937, § 1º, c/c art. 984 do CPC). A assertiva III, igualmente, está correta. Na qualidade de fiscal da ordem jurídica, o MP poderá produzir provas, requerer as medidas processuais pertinentes e recorrer (art. 179, II). Além disso, poderá apresentar reclamação com o intuito de preservar a competência do tribunal, de garantir a autoridade das decisões do tribunal, de garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade ou de garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (art. 988, incisos). Por fim, a assertiva IV também está correta. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público (art. 362, § 2º). Estando todas as assertivas corretas, o gabarito da questão é a alternativa A. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 78 105 (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L mora em Recife, mas em férias no Rio de Janeiro, passeando pelo bairro de Madureira, choca o carro que dirigia no veículo conduzido por J, que reside em São Paulo. A responsabilidade de L pelo acidente é atestada pelo boletim de ocorrência lavrado logo após o acidente. Na ocasião, os envolvidos na colisão trocam telefones e endereços residenciais para que os custos do reparo no automóvel sejam arcados integralmente por L, uma vez que ele deu causa ao infortúnio. Todavia, sem L retornar às insistentes ligações de J, este é forçado a arcar com o valor referente ao reparo de seu veículo, realizado na oficina do seu cunhado Y, localizada em Niterói. Sem encontrar outros meios de reaver o prejuízo, J decide propor ação de reparação de dano. A referida ação deve ser proposta APENAS a) no Fórum de Madureira. b) em Recife, domicílio do réu. c) em São Paulo, domicílio do autor. d) em Niterói, local em que o custo pelo reparo do automóvel foi arcado. e) no domicílio do autor, no do réu ou na comarca do local em que ocorreu o acidente. Comentários Nesse caso devemos levar em consideração a regra geral de eleição de foro prevista no art. 46 do CPC: Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. Art. 53. É competente o foro: V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. Assim, a ação poderá ser proposta no domicílio do réu, do autor ou no local onde ocorreu o acidente. Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Segundo o Novo Código de Processo Civil, tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, EXCETO as ações: A) De recuperação judicial. B) De acidente automobilístico. C) De indenização por dano moral. D) Que envolvam questões empresariais. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 79 105 De acordo com o art. 45, a presença da União, empresa pública ou outra entidade de direito público da administração indireta federal implica a necessidade de remessa dos autos ao juízo federal, com exceção de algumas hipóteses, mencionadas nos incisos: Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. As ações de recuperação judicial não devem ser remetidas ao juízo federal, que não tem competência para essas matérias. Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema Competência no Novo Código de Processo Civil, assinale a afirmativa INCORRETA. A) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. B) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. C) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. D) Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis o autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. Comentários A alternativa A é incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 47, § 2º, a ação possessória deve ser ajuizada no foro de situação da coisa, que tem competência absoluta: Art. 47. [...] § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. A alternativa B é correta. A execução fiscal pode ser proposta no domicílio do réu, no de sua residência ou no lugar onde ele se encontrar: Art. 46. [...] § 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) DireitoProcessual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 80 105 A alternativa C é correta. Trata-se da regra prevista no art. 46, caput: as ações de direito pessoal e de direito sobre bens móveis devem ser propostas, como regra, no foro do domicílio do réu: Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. A alternativa D é correta. Há exceção para a competência absoluta do foro de situação da coisa em relação a esses litígios, conforme o art. 47, § 1º: Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. § 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema “conexão”, assinale a afirmativa INCORRETA. A) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. B) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. C) Não se aplicam as regras de conexão à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico. D) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Comentários A alternativa A é correta. Há conexão quando as ações tem em comum o pedido ou a causa de pedir: Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. A alternativa B é correta. Os processos conexos devem ser reunidos, salvo se um já houver sido julgado: Art. 55. [...] § 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. A alternativa C é incorreta e é o gabarito da questão. Reputam-se conexas a execução de título executivo extrajudicial e a ação de conhecimento sobre o mesmo ato jurídico: Art. 55. [...] § 2º Aplica-se o disposto no caput : Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 81 105 I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; A alternativa D é correta. Deve-se promover a reunião, sempre que isso promover a segurança jurídica: Art. 55. [...] § 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 82 105 LISTA DE QUESTÕES FCC (FCC/TJ-CE - 2022) Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro do Norte, que foi invadido por terceiro'. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca (A) de Juazeiro do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. (B) de Fortaleza, que possui competência absoluta para julgamento do processo. (C) de Juazeiro do Norte ou Fortaleza, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. (D) do domicílio do réu, ainda que não se trate de Fortaleza ou de Juazeiro do Norte, tratando-se de hipótese de competência absoluta. (E) de Juazeiro do Norte ou do domicílio do Réu, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. (FCC/TRF 4ª Região - 2019) João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi licenciado no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse caso, segundo as regras de competência previstas no Código de Processo Civil, a ação deverá ser proposta no foro de a) São Paulo. b) Salvador. c) Aracaju. d) Manaus. e) São Paulo, Salvador, Aracaju ou Manaus, segundo exclusivo critério do autor. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde do país. Nesse caso, o processo deverá a) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. b) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. c) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. d) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 83 105 e) permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União tenha expressamente requerido sua remessa à Justiça Federal. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. Nesse caso, a) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, ainda que um deles já tenha sido sentenciado. b) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, salvo se algum deles tiver sido sentenciado. c) existe conexão entre os processos, mas nenhum deles poderá ser reunido ao outro, dado que distribuídos a juízos distintos. d) não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos para julgamento conjunto, caso exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já houver sido sentenciado. e) como não existe conexão entre os processos, eles não poderão ser reunidos para julgamento conjunto em nenhuma hipótese. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil, o pedido de cooperação jurisdicional, no âmbito nacional, a) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como atos concertados entre os juízes cooperantes. b) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como prestação de informações. c) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como reunião de processos. d) prescinde de forma específica, podendo ser executado como auxílio direto. e) prescinde de forma específica, desde que realizado entre órgãos jurisdicionais do mesmo ramo do Poder Judiciário. (FCC/MPE-MT - 2019) Em relação à competência, considere os enunciados: I. A incompetência absoluta deve ser alegada como questão preliminar de contestação; a relativa, como exceção, a ser autuada e julgada como incidente processual. II. A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. III. A incompetênciarelativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. IV. Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. Está correto o que se afirma APENAS em a) III e IV. b) I e II. c) I, II e III. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 84 105 d) I, III e IV. e) II, III e IV. (FCC/TRT-6/2018) Em relação às modificações de competência, a) o foro contratual eleito pelas partes é personalíssimo e, portanto, não obriga os herdeiros e sucessores das partes. b) a determinada em razão da matéria, da pessoa ou do valor é inderrogável por convenção das partes. c) quando houver continência e a ação continente houver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. d) a abusividade da cláusula de eleição de foro deve ser alegada pela parte a quem aproveita, não podendo ser examinada de ofício pelo juiz, salvo em relações consumeristas. e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. (FCC/TRT-6 - 2018) Analise os enunciados a seguir, relativos à competência: I. Argui-se exclusivamente, por meio de exceção, a incompetência relativa. II. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. III. Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. IV. Acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo será extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. V. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e V. b) I, III, IV e V. c) I, II e IV. d) II, IV e V. e) II, III, IV e V. (FCC/DPE-AM - 2018) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residiram por cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de a) Tabatinga. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 85 105 b) Parintins. c) Manaus. d) Eurunepé. e) Tefé. (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, a) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. b) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. c) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. d) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido sentenciado. e) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. (FCC/MPE-PB - 2018) Em relação à competência, a) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio dele próprio ou do lugar em que foi contraída a obrigação, desde que mais favorável ao incapaz. b) é ela determinada no momento em que o juiz ordena a citação do réu. c) a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do autor. d) o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. e) nas ações em que o Estado for autor, o foro competente é sua Capital, podendo a ação ser proposta no foro de domicílio do autor se o Estado for réu. (FCC/SEAD-AP - 2018) Joaquim, com dezesseis anos de idade, assistido por sua mãe, Silvana, domiciliada em São Bernardo do Campo-SP, celebrou, no Rio de Janeiro-RJ, com Fabrísio, domiciliado em Macapá-AP, contrato de compra e venda de um relógio, pelo preço de R$ 3.000,00. Operou-se, então, a tradição do bem, mas, injustificadamente, não se realizou o pagamento. Assim, considerando que não houve eleição de foro, Fabrísio deverá propor contra Joaquim ação de cobrança do preço no foro da comarca de a) São Bernardo do Campo-SP ou Macapá-AP, à sua escolha. b) Rio de Janeiro-RJ. c) Macapá-AP. d) São Bernardo do Campo-SP. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 86 105 e) São Bernardo do Campo-SP, Macapá-AP ou Rio de Janeiro-RJ, à sua escolha. (FCC/SEF-SC - 2018) Em relação à competência, é correto afirmar: a) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença com resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. b) Independentemente de sua natureza, prorrogar-se-á se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. c) Caso a alegação de incompetência absoluta seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito; se for acolhida a alegação de incompetência relativa, os autos serão remetidos ao juízo competente. d) Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já fixada. e) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é derrogável por convenção das partes. (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, a) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. b) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. c) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. d) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. e) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido sentenciado. (FCC/CLDF - 2018) No que tange aos critérios de modificação de competência, a) a competência determinada em razão do território, pessoa ou função é derrogável por convenção das partes.b) reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum pedido, as partes e a causa de pedir. c) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, ainda que um deles já tenha sido sentenciado. d) a reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, ocorrendo a prevenção com o oferecimento da contestação pelo réu. e) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. (FCC/TRT-15ªR - 2018) É competente o foro Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 87 105 a do domicílio do réu, somente, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. b do lugar da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício. c de domicílio do autor, exclusivamente, para as causas em que sejam autores Estado, Distrito Federal ou União. d) de domicílio do autor ou do réu na ação em que este último for incapaz. e) de situação da coisa, sempre, para as ações fundadas em direito pessoal sobre bens móveis. (FCC/TRT-2ªR - 2018) Sobre a competência, nos termos preconizados pelo Código de Processo Civil, é correto afirmar: a) Após a consumação da citação do réu a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu. b) Tramitando uma ação de recuperação judicial perante a justiça estadual, havendo intervenção nos autos de uma empresa pública federal como terceiro interveniente, os autos serão encaminhados imediatamente ao juízo federal competente. c) Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta, em regra, no foro do domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta obrigatoriamente em Brasília, na capital federal. d) A ação possessória imobiliária será proposta, em regra, no foro de situação da coisa, mas o autor pode optar por demandar no foro do domicílio do réu. e) Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. (FCC/TRT-RN - 2018) Reinaldo move em face de Fernanda ação de execução fundada em título extrajudicial que é objeto de ação anulatória contra ele ajuizada por Fernanda. Distribuídos a juízos distintos da mesma comarca e ainda não sentenciados, esses processos a) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele para o qual tiver sido distribuída em primeiro lugar a petição inicial de qualquer uma das ações. b) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele que houver despachado em primeiro lugar qualquer uma das ações. c) não deverão ser reunidos, pois entre eles não existe conexão. d) somente serão reunidos se forem ajuizados embargos à execução, em relação aos quais se estabelece conexão com a ação anulatória. e) deverão ser reunidos perante o juízo prevento, assim considerado aquele perante o qual tiver sido aperfeiçoada a primeira citação válida. (FCC/SABESP -2018) O juízo estadual, verificando que certa ação de ressarcimento de danos é proposta em face de Mévio e da Caixa Econômica Federal, dá-se por incompetente e remete os autos ao Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 88 105 juízo federal que, por sua vez, após ouvir as partes, exclui do processo a referida empresa pública e devolve os autos ao juízo estadual. Nessa situação, segundo dispõe o Código de Processo Civil de 2015, o juízo a) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá a este reenviar os autos, expondo as razões do seu convencimento. b) federal, após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, deveria ter suscitado conflito negativo de competência. c) estadual, se discordar da decisão do juízo federal, deverá suscitar conflito negativo de competência, no prazo preclusivo de 5 dias. d) federal agiu acertadamente ao devolver os autos ao juízo estadual após excluir a Caixa Econômica Federal do feito, não se cogitando, no caso, de conflito de competência. e) estadual, ao verificar que a relação processual envolvia a Caixa Econômica Federal, deveria desde logo, ter suscitado o conflito de competência perante o Tribunal competente, sobretudo se, de acordo com o seu pensamento, a Caixa Econômica Federal fosse, sim, parte legítima no feito. CESPE (CESPE/TJ-AM - 2019) Acerca do disposto no Código de Processo Civil (CPC) sobre as normas processuais civis, os deveres das partes e dos procuradores, a intervenção de terceiros e a forma dos atos processuais, julgue o item a seguir. Situação hipotética: Ao celebrarem contrato de parceria, duas sociedades empresárias firmaram cláusula de eleição de foro que estabelecia que eventual litígio de natureza patrimonial referente ao contrato deveria ser julgado na comarca de Manaus. Assertiva: Nessa situação hipotética, a referida cláusula possui natureza de negócio processual típico. (CESPE/DP-DF - 2019) A respeito da função jurisdicional, dos sujeitos do processo, dos atos processuais e da preclusão, julgue o item seguinte. Na execução fiscal, cabe à fazenda pública decidir se a dívida será executada no foro de domicílio do réu, no de residência dele ou no do lugar onde ele for encontrado. (CESPE/TJ-PA - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil (CPC), o domicílio para fins de competência do foro em ação ajuizada em desfavor de sociedade sem personalidade jurídica que tenha descumprido obrigação contratual será o do local onde a) a obrigação tiver sido contraída. b) a obrigação deverá ser satisfeita. c) o representante for encontrado. d) o representante legal tiver residência fixa. e) a sociedade exercer suas atividades. (CESPE/TJ-SC - 2019) Matheus e Isaac — o primeiro residente e domiciliado em São Paulo – SP, e o segundo em Recife – PE — resolveram adquirir, em condomínio, imóvel localizado na praia de Jurerê, em Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 89 105 Florianópolis – SC, pertencente a Tarcísio, residente e domiciliado em Recife – PE. Após a celebração da promessa de compra e venda com caráter irrevogável e irretratável e depois do pagamento do preço ajustado, Tarcísio se recusou a lavrar a escritura pública definitiva do imóvel, sob a alegação de que o preço deveria ser reajustado, em razão da recente instalação de dois famosos beach clubs na região. Inconformados, Matheus e Isaac resolveram buscar tutela judicial, a fim de obrigar Tarcísio a cumprir o negócio jurídico. Nessa situação hipotética, é correto afirmar, à luz das regras do Código de Processo Civil (CPC) e da jurisprudência majoritária do STJ, que o mecanismo jurídico adequado para a tutela pretendida é a) a ação de adjudicação compulsória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. b) a ação reivindicatória, que independerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. c) a ação de adjudicação compulsória, que independerá de prévio registro do compromisso de comprae venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada necessariamente em Florianópolis – SC. d) a ação reivindicatória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis competente e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. e) a ação de adjudicação compulsória, que dependerá do prévio registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis e deverá ser ajuizada em Florianópolis – SC ou Recife – PE, mas não em São Paulo – SP. (CESPE/TJ-PR -2019) De acordo com o Código de Processo Civil, no que concerne ao julgamento de ação reivindicatória da propriedade de bem imóvel localizado em território nacional, a competência internacional da justiça brasileira e a competência territorial do foro do local do imóvel são consideradas, respectivamente, como a) exclusiva e absoluta. b) exclusiva e relativa. c) concorrente e absoluta. d) concorrente e relativa. (CESPE/PGE-PE - 2019) Por ter sofrido sucessivos erros em cirurgias feitas em hospital público de determinado estado, João ficou com uma deformidade no corpo, razão pela qual ajuizou ação de reparação de danos em desfavor do referido estado. Tendo como referência essa situação hipotética e os dispositivos do Código de Processo Civil, julgue o item subsecutivo. O foro competente para o ajuizamento da referida ação será o da ocorrência do fato, não podendo ser escolhido o foro do domicílio de João. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 90 105 (CESPE/Prefeitura de João Pessoa - 2018) Gabriel e Mateus envolveram-se em uma colisão no trânsito com seus respectivos veículos. Como eles não chegaram a um acordo, Mateus decidiu ingressar com ação judicial contra Gabriel. Conforme o Código de Processo Civil, o foro competente para processar e julgar a referida demanda é o do a) domicílio de Gabriel. b) domicílio de Gabriel ou do local do fato. c) domicílio de Gabriel ou de Mateus. d) domicílio de Mateus ou do local do fato. e) local de registro do veículo de Mateus. (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem o sistema de estabilidade do processo. (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. A ação de reparação de danos materiais deverá ser ajuizada por Túlio na capital paulista, conforme a previsão do Código de Processo Civil de que, em situações como a descrita, o foro competente para o julgamento da ação é o do domicílio do autor. (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. Em relação à ação de dano por acidente proposta por Túlio, o foro de São Paulo tem competência absoluta em razão da pessoa, haja vista a condição de idoso de Túlio. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 91 105 (CESPE/PC-SE - 2018) Túlio, cidadão idoso, natural de Aracaju ‒ SE e domiciliado em São Paulo ‒ SP, caminhava na calçada em frente a um edifício em sua cidade natal quando, da janela de um apartamento, caiu uma garrafa de refrigerante cheia, que lhe atingiu o ombro e provocou a fratura de sua clavícula e de seu braço. Em razão do incidente, Túlio permaneceu por dois meses com o membro imobilizado, o que impossibilitou seu retorno a São Paulo para trabalhar. Por essas razões, Túlio decidiu ajuizar ação de indenização por danos materiais. Apesar da tentativa, ele não descobriu de qual apartamento caiu ou foi lançada a garrafa. Considerando essa situação hipotética, julgue o item que se segue. Eventual impugnação do réu relativa à competência do foro no qual a ação foi ajuizada deverá ser manejada por meio de exceção de incompetência. (CESPE/PC-SE - 2018) A empresa Soluções Indústria de Eletrônicos Ltda. veiculou propaganda considerada enganosa relativa a determinado produto: as especificações eram distintas das indicadas no material publicitário. Em razão do anúncio, cerca de duzentos mil consumidores compraram o produto. Diante desse fato, uma associação de defesa do consumidor constituída havia dois anos ajuizou ação civil pública com vistas a obter indenização para todos os lesados. Com referência a essa situação hipotética, julgue o item seguinte. Na hipótese de existir outra ação com idêntica causa de pedir da ação civil pública proposta e de tal ação ter sido sentenciada por outro juízo, o fenômeno da conexão exigirá que as duas demandas sejam reunidas. (CESPE/PC-MA - 2018) De acordo com o CPC, a incompetência relativa a) é vício que não pode ser superado por acordo entre as partes. b) deve ser alegada mediante exceção de incompetência relativa. c) não pode ser alegada pelo MP. d) pode ser declarada de ofício pelo juiz. e) será prorrogada se o réu não a alegar na contestação. (CESPE/PGM-AM - 2018) Considerando a jurisprudência do STF a respeito do direito de greve dos servidores públicos, julgue o item seguinte. A competência para analisar a legalidade de uma greve de servidores públicos de autarquias e fundações é da justiça comum, estadual ou federal, ainda que eles sejam regidos pela CLT. (CESPE/EBSERH - 2018) Considerando as regras do atual Código de Processo de Civil acerca das competências e da formação do processo, julgue o seguinte item. Em regra, as demandas devem ser distribuídas aos órgãos jurisdicionais de acordo com critérios de competência, observando-se os princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição, os quais compõem o sistema de estabilidade do processo. (CESPE/EMAP - 2018) Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e processo de execução. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 92 105 São exemplos de negócios processuais típicos: a fixação de calendário processual para a prática dos atos processuais; a eleição de foro; as hipóteses da tutela provisória. VUNESP (VUNESP/Pref SJRP - 2019) No que diz respeito ao conflito de competência, incompetência e modificação de competência, assinale a alternativa correta.possuir domicílio o próprio autor. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 8 105 Por fim, temos ainda a possibilidade de existirem dois réus, ou seja, um litisconsórcio passivo. Se esses réus tiverem mesmo domicílio, a ação será ajuizada no foro do domicílio dos réus. Mas se esses réus tiverem domicílio em locais distintos? Nesse caso, cabe ao autor optar um por dos foros de domicílio dos réus. Para encerrar a análise do artigo, temos que compreender a hipótese do §5º, que envolve execuções fiscais. Se uma pessoa não fizer o pagamento do seu imposto de renda, haverá um lançamento tributário, que resultará, inicialmente, em cobrança administrativa. No insucesso de cobrança administrativa, a Receita Federal constituirá a certidão de dívida ativa, que é um título executivo extrajudicial. Esse título será exigido judicialmente pela Procuradoria da Fazenda Nacional, por intermédio de uma execução fiscal. A Procuradoria irá ajuizar a ação no domicílio do réu (que nada mais é do que a regra geral), no local de residência do réu ou, ainda, no local onde for encontrado o réu. Feito isso, vamos esquematizar o conteúdo em duas partes: ações fundadas em direito pessoal ou direito real sobre bens móveis em geral e execuções fiscais. O art. 47 do CPC estabelece competência para as ações fundadas em direito real e ações possessórias imobiliárias. Nesse caso, como a discussão envolve imóveis, vamos voltar nossas atenções para o local onde estiver situado o imóvel. Fala-se, portanto, em foro de situação da coisa (forum rei sitae) Confira: Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa. § 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio NÃO recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. § 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. Assim, se a ação versar sobre ação fundada em direito real sobre bens imóveis, o autor deverá ajuizar a demanda no foro de local onde estiver situado o bem imóvel. Agora atenção! O §1º disciplina que podem as partes optar pelo foro de domicílio do réu ou de eleição nas ações que envolvam direito real imobiliário. Assim, num primeiro momento teríamos três possibilidades: o autor poderá ajuizar a ação no foro de situação do bem imóvel (prevista no caput), no foro de domicílio do réu ou, ainda, no foro de eleição (essas duas últimas hipóteses previstas no §1º). Veremos adiante que os critérios que fixam a competência podem ser pautados em normas de ordem pública (quando são chamados absolutos) ou respeitam a vontade das partes (quando são chamados de relativos). No primeiro caso não podem as partes optar por outro foro a não ser o previsto em lei. No segundo caso há uma regra prevista em lei, contudo, nada impede que as partes optem por outro foro (por exemplo, fiquem um foro em cláusula contratual, o denominado “foro de eleição”). Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 9 105 A partir da regra acima, podemos concluir que nas ações que envolverem direito real imobiliário a regra de competência é absoluta ou relativa? Cuidado! Não obstante a competência definida em razão do foro seja, como regra, relativa, o §1º, ao contrário do que possa parecer, reforça a natureza absoluta das ações que envolvem direito real imobiliário. Na segunda parte do §1º, temos o seguinte: é relativo o critério que fixa a competência “se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova”. Se verificarmos, a rigor, a ampla maioria das situações que envolvem discussões judiciais sobre bens imóveis versarão sobre propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obras novas. Logo, o §1º dá a entender que temos um critério relativo, quando, na realidade, temos um critério absoluto que, excepcionalmente poderá ser relativo, concedendo ao autor optar ainda pelo foro de domicílio do réu ou o foro de eleição. Existem alguns tipos de contratos que envolvem direito obrigacional sobre bens imóveis, a exemplo da ação de rescisão de contrato com reintegração de posse. Trata-se de ação que não é tipicamente real ou possessória, mas obrigacional. A essência da lide é o descumprimento do contrato, muito embora, derivada desse conflito, haja a necessidade de se discutir direito real sobre bem imóvel (no caso, a posse). Nesses casos (que são excepcionais), entende-se que é válida a opção pelo foro do domicílio do réu ou pelo foro de eleição. Além disso tudo, há uma segunda regra importante, que está prevista no §2º, que afirma categoricamente que no caso de ação possessória imobiliária o foro competente será sempre o de situação da coisa. Sigamos! No art. 48, temos a disciplina das regras relativas à sucessão causa mortis, que observa, em regra, o foro do domicílio do falecido (de cujus). Essa regra é aplicada às situações em que a pessoa falece e deixa bens, imóveis ou móveis. Se no caso de a pessoa falecer sem deixar bens? Aí não se fala em ação sucessão causa mortis. Correto?! Dito isso, o CPC prevê as seguintes regras sucessivas para essas ações: 1ª regra: o último domicílio do falecido; 2ª regra: se não tiver domicílio certo, será o local da situação dos bens imóveis. Caso, o réu tenha bens imóveis em variadas comarcas, o autor poderá ajuizar a ação em qualquer foro; 3ª regra: se não tiver domicílio nem bens imóveis, a ação poderá ser ajuizada em qualquer local dos bens móveis do espólio. Você aplicará a segunda regra apenas no caso de o falecido não ter domicílio certo. Do mesmo modo, você aplicará a terceira regra caso não tenha domicílio certo e não tenha bens imóveis, mas apenas bens móveis. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 10 105 Cuidado! O local do óbito não tem qualquer relevância para definição de onde será ajuizada ação sucessão causa mortis. O que importa, em ordem sucessiva, é: domicílio do falecido, local dos bens imóveis e local dos bens móveis. No art. 49, temos a disciplina da competência na ação em que o réu for ausente. A ausência é um instituto do Direito Civil aplicada aos casos em que a pessoa desaparece sem deixar um representante. Como não há certeza sobre o seu falecimento, não podemos aplicar as regras da sucessão causa mortis. Nesse caso, eventuais ações ajuizadas observam o art. 49 do CPC. Dada a possibilidade de decretação de morte presumida, à semelhança do que temos no foro para a sucessão, a ação deverá ser proposta perante o foro do seu último domicílio. No art. 50 do CPC está fixado o foro do domicílio do representante ou do assistente para ações em que incapaz for réu. Nos próximos dois artigos (51 e 52), vamos analisar ações ajuizadas pela ou contra a Fazenda Pública. São ações que envolvem o Poder Público, como é o caso da União, autarquias federais (como universidades federais), estados-membros, municípios, entre outros. O art. 51 do CPC reproduz em grande medida o que encontramos no art. 109, §§ 1º e 2º, da CF, a respeito da competência da Justiça Federal, ao determinar que: nas ações ajuizadas pela União, o foro competente será o domicílio do réu; e nas ações ajuizadas contra a União, o jurisdicionado tem quatro possibilidades: a) foro do domicílio; b) no local do ato ou fato; c) no foro da situação da coisa; ou d) no Distrito Federal (para ações contra o Distritoa) A competência absoluta poderá se modificar pela conexão ou pela continência. b) A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes. c) A incompetência relativa será alegada como questão preliminar de contestação; a absoluta somente pode ser declarada de ofício. d) Não há conflito de competência, quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da separação de processos. e) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes caso decididos separadamente, desde que tenha conexão entre eles. (VUNESP/TJ-MT - 2018) Analise as proposições abaixo referentes ao tema da incompetência no processo civil e assinale aquela que se encontra CORRETA à luz da legislação aplicável. a) Não há conflito de competência quando entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. b) Prorrogar-se-á a competência absoluta se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. c) Apenas a incompetência absoluta será alegada como questão preliminar de contestação. d) O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. (VUNESP/TJ-MT - 2018) João e José formam um casal homoafetivo, sem filhos, que possuem domicílio certo em Cuiabá. A empresa Y atua no ramo de produção de cosméticos e também está localizada na capital do Estado do Mato Grosso. Com base nessas informações e nas regras de competência fixadas no CPC/2015, assinale a alternativa correta. a) No caso de falecimento de José ocorrido no estrangeiro, o foro de situação dos bens imóveis será o competente para processar e julgar a ação de inventário. b) No caso de ação de dissolução da união estável de João e José, será competente o foro do último domicílio do casal. c) Se a empresa Y demandar ação de reparação de danos contra serventia notarial com sede no interior do Estado, por ato praticado em razão do ofício, será competente o foro da Comarca de Cuiabá. d) Tramitando no juízo da Comarca de Cuiabá ação de falência da empresa Y, a intervenção da União como interessada no feito implicará na remessa dos autos à Justiça Federal. e) Caso José proponha uma ação possessória imobiliária, terá competência relativa o juízo do foro de situação da coisa. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 93 105 (VUNESP/PC-BA - 2018) A respeito dos critérios para a modificação da competência do juízo cível, é correto afirmar que a) a competência absoluta poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. b) reputam-se continentes 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. c) antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. d) se dá a conexão entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. e) a citação do réu torna prevento o juízo. (VUNESP/PC-BA - 2018) As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua competência, ressalvado às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da lei. A respeito do instituto da competência, é correto afirmar que a) as suas regras são exclusivamente determinadas pelas normas previstas no Código de Processo Civil ou em legislação especial. b) tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, excluindo-se dessa regra, dentre outras, as ações de insolvência civil. c) a ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa para sua análise. d) se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente o foro do domicílio do inventariante para análise do inventário. e) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio. (VUNESP/PauliPrev – SP - 2018) A respeito da petição inicial, no procedimento comum do processo de conhecimento, é correto afirmar que a) para postular em juízo é necessário que o autor tenha interesse processual e possibilidade jurídica do pedido, como condições da ação. b) deverá ser indeferida pelo magistrado, por inépcia, quando os defeitos ou as irregularidades capazes de dificultar o julgamento do mérito não forem sanados pelo autor, no prazo de 10 dias. c) o seu registro ou a sua distribuição torna prevento o juízo. d) formulado pedido sucessivo e alternativo pelo autor, a escolha do descumprimento da prestação caberá ao devedor. e) poderá ser formulado pedido genérico pelo autor, se tiver por objeto calcado em prestações sucessivas. FGV (FGV/MPE-RJ - 2019) No que se refere às regras de competência adotadas pelo CPC/15, é correto afirmar que: a) a decisão sobre a alegação de incompetência independe da manifestação prévia da parte contrária; Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 94 105 b) a incompetência absoluta gera a automática invalidação dos atos decisórios praticados; c) a arguição de incompetência deve ser manejada via exceção de incompetência; d) a competência territorial pode ser modificada por foro de eleição; e) determina-se a competência no momento de citação do réu. (FGV/MPE-RJ - 2019) Sobre o instituto da conexão, é correto afirmar que: a) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando as partes e os pedidos forem comuns; b) a prevenção dos processos de ações conexas será do juízo em que houver a primeira citação válida; c) os processos de ações conexas devem ser reunidos para decisão conjunta, mesmo quando um deles já tiver sido sentenciado; d) reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais; e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. (FGV/TJ-CE - 2019) Menor absolutamente incapaz, regularmente representado por sua mãe, ajuizou ação em foro relativamente incompetente, o que, todavia, deixou de ser arguido pelo réu na primeira oportunidade de que dispunha. Todavia, ao ser intimado para atuar no feito, o Ministério Público suscitou o vício de incompetência, no prazo legal; Nesse cenário: a) a incompetência relativa se prorrogará, pois o Ministério Público não pode suscitá-la; b) a incompetência relativa pode ser arguida pelo réu a qualquer tempo e grau de jurisdição; c) caso a arguição de incompetência relativa seja acolhida, o processo deverá ser extinto sem resolução de mérito; d) o juiz da causa pode pronunciar de ofício a incompetência relativa, remetendo os autos ao juízo competente; e) a incompetência relativa pode ser arguida pelo Ministério Público, nas causas em que atuar. (FGV/TJ-CE - 2019) Helena, domiciliada em Fortaleza, recebeu a informação de que um imóvel de sua propriedade, situado em Sobral, havia sido invadido pelo ex-namorado, Menelau. Apurada a veracidade da notícia, Helena propôs ação de reintegração de posse em face do invasor, tendo distribuído a sua petição inicial na Comarca de Fortaleza. Nesse cenário, é correto afirmar que a demanda foi proposta no: a) foto competente; b) foro relativamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício; c) foto relativamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelojuiz; d) foto absolutamente incompetente, podendo a sua competência ser prorrogada caso a parte ré não suscite o vício. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 95 105 e) foro absolutamente incompetente, devendo tal vício ser reconhecido de ofício pelo juiz. (FGV/MPE-AL - 2018) Sobre a competência no Código de Processo Civil, assinale a afirmativa correta. a) A reunião de ações conexas pode se dar a qualquer tempo, independentemente da prolação de sentença em algum dos processos. b) As decisões do juízo absolutamente incompetente são nulas. c) A cláusula de eleição de foro abusiva pode ser decretada ineficaz de ofício pelo juiz a qualquer tempo. d) Quando houver continência, as ações serão necessariamente reunidas. e) Serão reunidos, para julgamento conjunto, os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. (FGV/ALE-RO - 2018) Determinado credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, postulando a condenação deste ao pagamento da quantia de cem mil reais, relativa ao crédito derivado de um contrato de mútuo. Na sessão de conciliação, as partes não obtiveram a autocomposição. Transcorrido o prazo legal, o réu não apresentou contestação, o que lhe valeu o decreto de revelia. Na sequência, o devedor ajuizou, em face do credor, ação declaratória de inexistência do contrato de mútuo. Nesse cenário, o feito correspondente à demanda declaratória deve ser a) reunido com o primeiro, em razão da conexão. b) reunido com o primeiro, em razão da continência. c) julgado extinto, sem resolução do mérito. d) julgado extinto, com resolução do mérito. e) regularmente processado, após ser submetido à livre distribuição. (FGV/ALE-RO - 2018) Credor de uma obrigação, um ano depois de ter tido ciência da sentença que julgou extinto o processo por falta de interesse de agir, decisão que restou irrecorrida, deu-se conta de que o juízo prolator daquela sentença era absolutamente incompetente. Nesse cenário, é-lhe possível a) impetrar mandado de segurança, sob o fundamento da incompetência absoluta do juízo originário. b) interpor recurso de apelação, já que há error in procedendo, vício que afasta a preclusão temporal. c) propor ação anulatória, já que a sentença é terminativa e não há coisa julgada material. d) interpor reclamação, uma vez que houve usurpação da competência do órgão jurisdicional de segundo grau. e) propor, perante o juízo competente, e em face do mesmo réu, nova ação de cobrança. (FGV/ALE-RO - 2018) Proprietário de imóvel situado em Vilhena, tendo sido informado de que o mesmo fora invadido por uma pessoa, intentou ação de reintegração de posse em desfavor da mesma. A petição inicial, distribuída na Comarca de Porto Velho, onde o autor é domiciliado, recebeu juízo positivo de admissibilidade. Uma vez citado, deve o réu a) suscitar o vício da incompetência relativa, como preliminar de contestação. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria ==1365fc== 96 105 b) suscitar o vício da incompetência relativa, pela via da exceção. c) suscitar o vício da incompetência absoluta, como preliminar de contestação. d) suscitar o vício da incompetência absoluta, pela via da exceção. e) abster-se de suscitar o tema da competência, pois a ação foi proposta no foro correto. (FGV/TJ-SC - 2018) Define-se a prevenção do juízo para processar e julgar duas ações conexas, propostas perante órgãos jurisdicionais distintos, pela: a) distribuição da petição inicial; b) prolação do despacho liminar positivo; c) prolação de qualquer despacho, ainda que se limite a determinar a emenda da petição inicial; d) citação válida; e) citação, ainda que inválida. CONSULPLAN (CONSULPLAN/TJ-MG - 2019) Segundo as normas e princípios contidos no Código de Processo Civil, analise as afirmativas a seguir. I. A competência em razão da matéria é derrogável pela vontade das partes. II. A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado. III. Para se postular em juízo é necessário que se tenha interesse, legitimidade e que o pedido seja juridicamente possível. IV. É possível ter capacidade de ser parte e não ter capacidade processual. Estão corretas as afirmativas a) I, II, III e IV. b) II e IV, apenas. c) I, II e III, apenas. d) I, III e IV, apenas. (CONSULPLAN/MPE-PA - 2019) Antônio José, um andarilho de 64 anos, é encontrado morto no município de Porteirinha/MG, em 20 de maio de 2019. Apesar de viver em situação de rua por mais de quinze anos, Antônio José deixara bens imóveis, sendo que dois situam-se na cidade de Belém e um na cidade de Altamira, todos no Estado do Pará. Em razão de seu óbito, seu único filho e herdeiro necessário Alessandro, domiciliado em Ananindeua/PA, faz a abertura do inventário. Diante da situação hipotética apresentada, é correto afirmar que: a) O foro competente para o inventário é o local do óbito, o município de Porteirinha/MG. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 97 105 b) O foro competente para o inventário é o local onde se situam a maioria dos bens imóveis, o município de Belém/PA. c) O foro competente para o inventário é o local do domicílio do inventariante (Alessandro), o município de Ananindeua/PA. d) O foro competente para o inventário é qualquer dos locais em que se situam os bens imóveis, ou o município de Belém/PA, ou o município de Altamira/PA. (CONSULPLAN/CM-BH - 2018) Sobre Modificação da Competência no Direito Processual Civil, assinale a alternativa INCORRETA. a) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. b) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. c) As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. d) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. Outras Bancas (IBADE/TJRS - 2022) Leonardo Tavares pretende ingressar com determinada demanda de Exoneração de Alimentos, tendo em vista que seu filho, João, alcançou a maioridade civil e exerce atividade laborativa na sociedade Comunical Ltda., provendo, por si, os recursos para sua subsistência. Alega que diante da alteração da capacidade econômico-financeira de João, inexiste o binômio da necessidade e possibilidade. Face ao exposto, acerca da competência territorial para o ajuizamento da referida demanda, a ação de Exoneração de Alimentos deverá ser ajuizada no foro: (A) do domicílio do assistente. (B) do domicílio do alimentando. (C) do domicílio do alimentante. (D) do domicílio do representante legal. (E) do último domicílio do casal. (FUNDATEC/Pref Maçambará - 2019) No Processo Civil, sobre a abusividade da cláusula de eleição de foro, é correto afirmar que: a) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, a qualquer momento do processo. b) Pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, antes da citação do réu. c) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em exceção de incompetência. d) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em preliminar de contestação. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário- Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 98 105 e) Não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, podendo a parte demandada alegar a abusividade em qualquer momento do processo. (IADES/CRN 3 - 2019) Considerando as regras de competência estabelecidas no Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta. a) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do autor. b) Os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente deverão ser conservados até que outra seja proferida pelo juízo competente, se for o caso, salvo decisão judicial em sentido contrário. c) A incompetência relativa deverá ser alegada incidentalmente, por meio de exceção de incompetência, por instrumento apartado à contestação. d) Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, incluindo as ações de falência e recuperação judicial, acidente de trabalho, insolvência civil, bem como as sujeitas à justiça eleitoral e justiça do trabalho. e) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, ainda quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. (IADES/BRB - 2019) Considere hipoteticamente que o réu tenha assinado um contrato que contém uma cláusula abusiva de eleição de foro. As partes escolheram a cidade de Brasília (DF) como competente. Dessa forma, diante do inadimplemento da obrigação por parte do réu, o autor ajuizou a demanda cobrança, pedindo a condenação do réu, mais juros e correção monetária. Nesse caso, o juiz a) pode, depois da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. b) pode, antes da citação, de ofício, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. c) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do autor para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. d) deve aguardar inexoravelmente a manifestação do réu para reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. e) deve aguardar a manifestação do Ministério Público para, somente depois, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro. (FUNDEP/PGM-Contagem - 2019) No tocante à competência interna, assinale a alternativa correta. a) Tendo em vista que a competência absoluta não admite prorrogação, o juiz pode declarar-se incompetente a qualquer momento e até mesmo de ofício, independentemente de oitiva prévia da parte interessada. b) Na hipótese de a Organização das Nações Unidas (ONU) ajuizar ação civil contra o Município de Contagem, será da justiça comum estadual a competência para julgar e processar a causa. c) A existência de conexão não é fator determinante para reunião e julgamento conjunto das ações que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, caso decididas separadamente. d) Ajuizada ação reivindicatória de imóvel situado em Contagem e Belo Horizonte, compete ao juízo do foro no qual está localizada a maior porção de terras julgar a ação civil concernente ao referido bem. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 99 105 (NC-UFPR/ITAIPU - 2019) Sobre a competência do Poder Judiciário brasileiro, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: ( ) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação. ( ) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra, conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a) F – F – V – F. b) V – F – V – F. c) V – V – V – V. d) F – V – F – V. e) F – V – F – F. (FUNDATEC/CM Ituporanga - 2019) A ação possessória imobiliária será proposta no: a) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. b) Foro da situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. c) Foro da situação da coisa, mas poderá a parte autora optar pelo domicílio do réu. d) Domicílio do autor. e) Domicílio do réu. (NC-UFPR/Pref Matinhos - 2019) No que tange às normas processuais civis sobre competência e incompetência, assinale a alternativa correta. a) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. b) A incompetência relativa e também a absoluta podem ser alegadas em qualquer tempo e grau de jurisdição. c) As decisões proferidas pelo juízo incompetente serão nulas de pleno direito, logo, seus efeitos não poderão ser conservados. d) A competência absoluta prorrogar-se-á se o réu não a alegar em preliminar de contestação. e) O juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência, sendo desnecessária a manifestação da parte contrária. (MPE-PR/MPE-PR - 2019) Assinale a alternativa correta, no que diz respeito à matéria de competência, de acordo com o Código de Processo Civil de 2015: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 100 105 a) A ação fundada em direito real sobre bem móvel tem como regra geral a distribuição no foro de domicílio da coisa. b) Havendo dois ou mais réus com diferentes domicílios, o autor pode distribuir a ação fundada em direito pessoal em qualquer foro do país. c) A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de seu domicílio e a ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio. d) É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor a União, Estado ou o Distrito Federal. e) As regras de competência territorial têm natureza absoluta. (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) No caso dos cônjuges manterem domicílio na mesma cidade em que conviviam maritalmente e não havendo filho incapaz, será competente para a ação de divórcio o local do: a) Domicílio da mulher. b) Domicílio do marido. c) Último domicílio do casal. d) Casamento. e) Onde estão situados os bens imóveis a serem partilhados. (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) A competência para a propositura da ação de alimentos fundada em casamento, união estável ou parentesco é do a) domicílio do réu. b) último domicílio do casal. c) domicílio do genitor que tiver melhor condição financeira. d) domicílio ou residência do alimentante. e) domicílio ou residência do alimentando. (FUNDATEC/DPE-SC - 2018) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando a) forem da competência do mesmo órgão jurisdicional. b) lhes for comum as partes, o pedido e a causa se pedir. c) lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. d) for caso de litisconsórcio necessário. e) houver identidade quanto às partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. (AOCP/Pref-SL - 2018) Quanto à competência jurisdicional, prevista no Código de Processo Civil vigente, assinale a alternativa correta. a) As partes não podem escolher juízo arbitral em detrimento do juízo competente previsto no Códigode Processo Civil. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 101 105 b) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro do domicílio do réu. c) A ação possessória imobiliária poderá ser proposta no foro da situação da coisa, ou no domicílio do requerido, cujo juízo tem competência relativa. d) É competente o foro do domicílio da mulher para a ação de divórcio. e) É competente o foro do domicílio do autor para a ação de reparação de dano. (IESES/TJ-CE - 2018) Acerca das regras jurídicas dispostas no Código de Processo Civil e que definem a competência interna, assinale a alternativa INCORRETA: a) O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. b) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. c) A ação fundada em direito real sobre bens imóveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. d) A ação fundada em direito pessoal será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. (IESES/TJ-CE - 2018) Quando, entre duas ou mais ações, houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais, estaremos diante do instituto do Código de Processo Civil denominado de: a) Continência. b) Comoriência. c) Conexão. d) Incompetência. (CS UFG/APARECIDAPREV - 2018) A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência. São consideradas conexas duas ou mais ações quando lhes for comum: a) o objeto ou as partes. b) a natureza jurídica de seu objeto. c) a condição pessoal das partes. d) o pedido ou a causa de pedir. (IBFC/TRF-2 - 2018) No Processo Civil, determina-se a competência no momento: a) da citação. b) do registro ou da distribuição da petição inicial. c) do despacho/decisão positivo que determina a citação. d) do primeiro despacho ou decisão proferida pelo órgão julgador. e) da estabilização da demanda, se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 102 105 (COSEAC-UFF/Prefeitura de Maricá - 2018) João possui uma casa de veraneio em Maricá, tendo fixado seu domicílio na cidade do Rio de Janeiro. Além da casa em Maricá, João possui um sítio em Conceição de Macabu e uma casa de inverno em Petrópolis. Deixando o mesmo de recolher o IPTU referente ao imóvel em Maricá, caberá ao município ajuizar a execução fiscal em: a) Maricá, por ser o local onde foi gerada a obrigação. b) qualquer um dos locais acima citados (Maricá, Rio de Janeiro, Conceição de Macabu ou Petrópolis), uma vez que a ação pode ser ajuizada onde houver atos de expropriação. c) Maricá, por ser onde se situa o imóvel que gerou a obrigação tributária. d) Rio de Janeiro, por ser onde João fixou seu domicílio. e) Maricá, uma vez que é o município o autor da ação. (IADES/ApexBrasil - 2018) No que tange à representação ativa e passiva em juízo, assinale a alternativa correta. a) A pessoa jurídica estrangeira será representada pelo seu presidente, que deverá ser citado mediante procedimento de carta rogatória. b) A massa falida será representada pelo credor mais graduado na ordem de preferência creditória. c) As entidades com natureza de serviço social autônomo serão representadas pelo seu gerente de contencioso judicial. d) A pessoa jurídica será representada por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por seus diretores. e) O gerente de filial ou agência deve estar expressamente autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber citação e intimação para qualquer processo, sob pena de nulidade do ato. (FUNRIO/ALE-RR - 2018) O Código de Processo Civil estabelece que a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, entretanto, a própria legislação processual estabelece exceções. Considerando a legislação processual, NÃO se configura EXCEÇÃO, quando a) duas ou mais ações tiverem em comum o pedido ou a causa de pedir. b) ocorrer identidade entre duas ou mais ações quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. c) o Tribunal extinguir um órgão jurisdicional fracionado e os processos forem redistribuídos para outro órgão jurisdicional fracionado, também de segundo grau. d) se repete ação que está em curso e essas ações são idênticas, pois possuem as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. (FUNDEP/MP-MG - 2018) Analise as seguintes assertivas com relação ao papel do Ministério Público, nos termos do Código de Processo Civil: I. O Ministério Público pode arguir incompetência relativa, pode suscitar conflito de competência e tem legitimidade para propor ação rescisória. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 103 105 II. O Ministério Público, não sendo o requerente de incidente de resolução de demandas repetitivas, deverá intervir obrigatoriamente, assumindo a sua titularidade em caso de desistência ou de abandono. Pode, inclusive, proferir sustentação oral no julgamento desse incidente. III. O Ministério Público pode interpor recurso na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Também pode apresentar reclamação com o intuito, por exemplo, de preservar a competência do tribunal ou de garantir a autoridade das decisões do tribunal. IV. O juiz poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não tenha comparecido à audiência, aplicando-se a mesma regra ao Ministério Público. É CORRETO o que se afirma em: a) I, II, III e IV. b) Apenas em I, II e III. c) Apenas em I, III e IV. d) Apenas em II e IV. (CESGRANRIO/TRANSPETRO - 2018) L mora em Recife, mas em férias no Rio de Janeiro, passeando pelo bairro de Madureira, choca o carro que dirigia no veículo conduzido por J, que reside em São Paulo. A responsabilidade de L pelo acidente é atestada pelo boletim de ocorrência lavrado logo após o acidente. Na ocasião, os envolvidos na colisão trocam telefones e endereços residenciais para que os custos do reparo no automóvel sejam arcados integralmente por L, uma vez que ele deu causa ao infortúnio. Todavia, sem L retornar às insistentes ligações de J, este é forçado a arcar com o valor referente ao reparo de seu veículo, realizado na oficina do seu cunhado Y, localizada em Niterói. Sem encontrar outros meios de reaver o prejuízo, J decide propor ação de reparação de dano. A referida ação deve ser proposta APENAS a) no Fórum de Madureira. b) em Recife, domicílio do réu. c) em São Paulo, domicílio do autor. d) em Niterói, local em que o custo pelo reparo do automóvel foi arcado. e) no domicílio do autor, no do réu ou na comarca do local em que ocorreu o acidente. (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Segundo o Novo Código de Processo Civil, tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, EXCETO as ações: A) De recuperaçãojudicial. B) De acidente automobilístico. C) De indenização por dano moral. D) Que envolvam questões empresariais. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 104 105 (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema Competência no Novo Código de Processo Civil, assinale a afirmativa INCORRETA. A) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência relativa. B) A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for encontrado. C) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. D) Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis o autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. (IDECAN/CM ARACRUZ – 2016) Sobre o tema “conexão”, assinale a afirmativa INCORRETA. A) Reputam-se conexas duas ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. B) Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. C) Não se aplicam as regras de conexão à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico. D) Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 105 105 GABARITO 1. A 2. B 3. E 4. D 5. D 6. E 7. C 8. A 9. D 10. A 11. D 12. D 13. D 14. B 15. E 16. B 17. E 18. A 19. D 20. CORRETA 21. CORRETA 22. E 23. C 24. A 25. INCORRETA 26. D 27. CORRETA 28. INCORRETA 29. INCORRETA 30. INCORRETA 31. INCORRETA 32. E 33. CORRETA 34. CORRETA 35. INCORRETA 36. B 37. D 38. B 39. C 40. B 41. C 42. D 43. E 44. E 45. E 46. E 47. C 48. E 49. C 50. A 51. B 52. D 53. D 54. B 55. B 56. B 57. B 58. C 59. C 60. B 61. B 62. D 63. C 64. E 65. C 66. B 67. C 68. A 69. D 70. B 71. D 72. D 73. D 74. A 75. E 76. A 77. A 78. C Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza VieriaFederal e União) e na capital do Estado para ações contra estados-membros. No segundo caso (ação ajuizada contra a Fazenda Pública Federal), caberá o autor escolher uma dentre as quatro possibilidades acima. O art. 52 aborda as ações que envolvem Estado da Federação ou o Distrito Federal (e autarquias e fundações respectivas). De acordo com o dispositivo, é competente o foro do domicílio do réu nas ações em que o Estado ou o Distrito forem autores. Agora, quando o Estado ou Distrito Federal forem demandados, a competência será do foro do domicílio do autor, do foro de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, do foro da situação da coisa ou do foro da capital do respectivo ente federado. Pergunta: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 11 105 Caso se trate de ação contra a Fazenda Pública Municipal? Nesse caso, pelo fato de não existir regra específica, aplica-se a regra geral do CPC. O art. 53 do CPC fixa a competência tendo em consideração situações específicas. Infelizmente, esse dispositivo exige pouca compreensão e muita memorização. Vamos citar o dispositivo e, quando necessário, traremos comentários. Art. 53. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: a) de domicílio do guardião de filho incapaz; b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha); A competência para ação de divórcio, de separação, de anulação de casamento e de reconhecimento de união estável observa o foro da pessoa responsável pelos cuidados do incapaz. Essa regra é interessante, pois a pretensão do legislador foi proteger o incapaz que está no turbilhão de um possível conflito entre o casal. Assim, independentemente de ser autor ou o réu da ação, a demanda levará em consideração quem está responsável pelo menor. Se o guardião for o autor, ele ajuizará ação no foro do seu próprio domicílio. Se o guardião for o réu, o autor deverá ajuizar ação no foro do domicílio do responsável pelo incapaz. No caso de não terem filhos, a ação deverá ser ajuizada no local em que o casal mantinha domicílio conjunto. Na hipótese de estarem casados, mas domiciliados em cidades distintas, a ação deve ser ajuizada no foro do domicílio do réu. Nesse último caso, quem for ajuizar a ação buscará o réu no foro do seu domicílio. A Lei 13.894/2019 acrescentou a alínea “d” ao inc. I para prever que quando houver vítima de violência doméstica e familiar (nos termos da Lei Maria da Penha) ação deverá ser ajuizada no domicílio da vítima. Aqui temos mais uma regra protetiva importante. A mulher, vítima de violência doméstica, é vulnerável e uma das formas de facilitar a propositura ou a defesa em uma ação de divórcio é atraindo a ajuizamento para o local em que ela tem domicílio. No inciso II, temos o domicílio de residência do alimentando para ação de alimentos. II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; No caso dos incisos III e IV, temos algumas regras específicas, cuja leitura atenta se faz necessária: III - do lugar: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 12 105 a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica; d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo estatuto; f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício; IV - do lugar do ato ou fato para a ação: a) de reparação de dano; b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 6 – Método para Identificar o Juízo Competente Até este ponto, estudamos diversas regras de competência. Percebemos existir uma estrutura de órgãos judiciários (Justiça Comum, Federal, do Trabalho, Militar, Eleitoral) de instância originária ou recursal, com diversos critérios (competência em razão da pessoa, matéria, função, valor da causa e território). Não seria incomum se neste momento do estudo tenhamos dificuldade em organizar o raciocínio para que possamos definir o juízo concretamente competente. Afinal, como são aplicadas essas regras na prática? Conforme sabemos, haverá apenas um único juízo concretamente competente para julgar determinado conflito. Assim, do mar de possibilidades, devemos ordenar as regras aplicando-as uma a uma de modo a identificar o juízo competente. É o que faremos neste tópico. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 13 105 Existem vários métodos criados para a identificação da competência. Esses métodos trilham um caminho que deve ser observado para determinar exatamente qual é o Juízo competente. Vamos utilizar um dos métodos sugeridos por Fredie Didier Jr.1 que entendemos ser suficientemente didático. Confira, em síntese, quais são os passos a serem adotados: 7 – Modificação da Competência A competência é fixada no momento em que a petição inicial é registrada ou distribuída. Uma vez fixada, somente em situações excepcionais seria possível modificá-la. Dito de outro modo, em casos específicos admite-se que um determinado juízo, que não é originariamente competente, passe a ter competência para julgar aquela ação. A rigor, o nosso estudo deve passar pela compreensão das hipóteses em que é possível, portanto, a modificação do juízo competente já fixado. A regra geral do art. 43 do CPC é de que uma vez fixada a competência (pelo registro ou distribuição da petição inicial), temos a estabilização do processo. A essa regra se dá o nome de perpetuatio jurisdicionis. 1 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 214. Roteiro para definição do juízo competente A) verificar se a justiça brasileira é competente para julgar a causa (arts. 21 a 23 do CPC); B) se for, investigar se é caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico (por exemplo, Senado Federal – art. 52, I e II, da CF); C) não sendo o caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional atípico, verificar se o caso é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou à justiça comum; D) sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal (arts. 108 e 109 da CF), pois, não sendo, será residualmente da estadual; E) após, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios do CPC (competência absoluta e relativa, material, funcional, valor da causa e territorial). F) determinado o foro competente, verifica-se o juízo competente, de acordo com o sistema de regras complementares do CPC (prevenção, p. ex.) e das normas de organização judiciária. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br39471799600 - Naldira Luiza Vieria 14 105 Dito de outro modo, o juiz para o qual foi encaminhado o feito, desde que corretamente, será competente até o final do processo. Há, todavia, algumas exceções que implicam modificação da competência; vale dizer, um juízo que não é originariamente competente passa a ser. São as denominadas causas modificativas de competência. A modificação da competência poderá se dar em razão da: supressão do órgão judiciário (art. 43, do CPC); alteração da competência absoluta (art. 43 do CPC); conexão (art. 55 do CPC) e continência (arts. 56 e 57, ambos do CPC); A conexão ocorre quando forem comuns o pedido ou a causa de pedir. Contudo, para que seja verificada, não é necessário que haja correspondência exata desses elementos, interessando a identidade da relação material e a conveniência da reunião dos processos a serem julgados conjuntamente. Uma observação muito importante: Não haverá reunião dos processos conexos, casos um deles já esteja sentenciado. Se a finalidade da reunião é evitar decisões díspares, se um já estiver sentenciado não há sentido em os reunir. A finalidade da conexão é evitar a prolação de sentenças conflitantes ou contraditórias. Se for possível evitar decisões díspares, haverá reunião, ainda que não haja, entre os processos, conexão em sentido formal (identidade exata entre pedido e causa de pedir). É justamente isso que discutimos acima no exemplo da execução e anulação de cheques. A continência, por sua vez, assemelha-se à litispendência, pela proximidade dos elementos da ação. Na continência, há identidade entre as partes e a causa de pedir, mas o pedido de uma é mais amplo que o da outra. Preste atenção! Na hipótese de continência podemos ter ou a reunião do processo ou a extinção de um deles sem julgamento do mérito. Para compreender devemos verificar qual delas foi ajuizada primeiro. Se ajuizada por primeiro a ação continente (ação que visa anular o contrato todo), a ação contida (ação que visa anular apenas uma cláusula) será extinta sem julgamento do mérito por litispendência. Por outro lado, se ajuizada por primeiro a ação contida, haverá reunião do processo. Independentemente do juízo em que for apresentada a ação continente, haverá reunião do processo junto ao juízo em que tramita a ação contida. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 15 105 Assim, é de fundamental relevância identificar qual ação foi ajuizada antes. Para isso, devemos verificar qual das ações foi primeiramente distribuída ou registrada. Na realidade, tanto na reunião de processos em relação à continência como em relação à conexão, vamos aplicar os arts. 58 e 59, ambos do CPC, que fixam a reunião dos autos no juízo prevento. Logo, o processo conexo ou continente ajuizado posteriormente será reunido para decisão conjunta no juízo prevendo que será aquele que primeiro registrou ou distribuiu a demanda. Até esse ponto vimos que a modificação da competência pode se dar por: • supressão do órgão judiciário (art. 43, CPC); • alteração de regra de competência absoluta (art. 43, CPC); • conexão (art. 55, CPC); e • continência (art. 56, CPC). Temos, ainda, duas outras hipóteses de modificação da competência, uma prevista na Constituição Federal e outra disciplinada no CPC. incidente de deslocamento de competência (art. 109, §5º, CF); Estabelece esse dispositivo que nos casos de grave violação a direitos humanos, a fim de assegurar o cumprimento das obrigações assumidas em tratados internacionais de direitos humanos, é possível ao PGR que requeira perante o STJ o deslocamento do processo da Justiça estadual para a Justiça federal. foro de eleição Ocorre também a modificação da competência por intermédio do foro de eleição. Como o nome indica, não obstante o conjunto de regras objetivas de competência previstas, as partes elegem um foro para julgar eventual demanda relacionada a negócio jurídico específico, modificando a regra de competência originariamente prevista. O art. 63, CPC, estabelece algumas exigências para que o foro de eleição seja admitido. Vamos sintetizá-las antes da leitura do artigo de lei: Para encerrar o tópico, vamos analisar objetivamente os arts. 60 e 61 do CPC, que trazem regras específicas. • A cláusula deve constar de instrumento escrito e se referir expressamente a determinado negócio jurídico específico. • O foro contratual se transmite aos herdeiros e sucessores das partes contratantes. • Se abusiva a cláusula de eleição de foro, poderá ser reputada ineficaz pelo magistrado, com determinação de remessa dos Autos ao foro de domicílio do réu. • Se não declarada abusiva pelo magistrado de ofício (o que é possível até a citação do réu), cabe à parte alegar a abusividade na contestação, sob pena de preclusão. FORO DE ELEIÇÃO Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 16 105 O art. 60 estabelece que, aos imóveis situados em mais de um Estado, uma comarca, uma seção ou uma subseção judiciária, aplica-se a regra de prevenção (registro ou distribuição da petição inicial) para fixação da competência. O art. 61 do CPC fixa a regra de que a ação acessória segue a ação principal no que diz respeito à fixação da competência: 8 – Incompetência Ao longo desta aula vimos um complexo de normas que definem o juízo competente. Há, inclusive, situações em que é possível modificar o juízo que seria teoricamente o competente. Tudo isso é feito, evidentemente, dentro de limites definidos pela lei. Devido à normatização e à possibilidade ou não de flexibilização das regras, surge a relevância de se estudar a incompetência, ou seja, ações que são ajuizadas em violação às regras de competência que estudamos acima. Essa incompetência poderá ser relativa ou absoluta. No complexo de normas que estudamos, existem regras que estão pautadas em critérios de ordem pública, cuja violação não será admitida, nem pode ser relevada. Há, contudo, regras fixadas a partir do interesse das partes, que admitem certa flexibilização. Nesse caso específico, a violação à regra de competência depende de manifestação da parte que se sentir prejudicada. Não havendo tal manifestação, ocorre aquilo que se denomina de prorrogação da competência. E o juízo que, em tese, seria incompetente, torna-se definitivamente competente para o caso concreto. Para saber quando estamos diante de uma regra absoluta ou relativa de competência, devemos voltar nossa atenção para os critérios que definem a competência. Assim, quando a competência for fixada a partir da matéria, da pessoa ou da função, trata-se de critério absoluto, que não admite flexibilização por vontade das partes. Por outro lado, se fixada a competência em razão do valor ou do território, como o foi em razão de interesses privados, haverá maleabilidade, ou seja, o critério é relativo. Para fins de prova, memorize: Há uma incompetência, que poderá ser suscitada pelo réu em preliminar de contestação. Caso não o faça, por se tratar de critério que leva em consideração o território e que, portanto, está pautado no interesse das regras absolutas de competência são fixadas a partir: da matéria; da pessoa; ou da função. regras relativas de competência são fixadas a partir: do território; e do valor da causa. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 17 105 partes, haverá prorrogação de modo que o juízo tornar-se-á efetivamente competente para aquela ação em específico. Dito isso, vamos desenvolver um quadro detalhado que compara as diferenças e peculiaridadesque envolvem uma ou outra hipótese. COMPETÊNCIA ABSOLUTA COMPETÊNCIA RELATIVA Estabelece regras de competência a partir do interesse público. Fixa regras de competência a partir do interesse particular. A incompetência absoluta “deve” ser alegada em preliminar de contestação. Contudo, a incompetência poderá ser alegada a qualquer tempo, por qualquer uma das partes. Caso alegada após o momento da contestação, o réu irá arcar com as despesas pela mora do processo. Deve ser alegada pelo réu em preliminar de contestação, sob pena de preclusão. Nesse caso, tem-se que a incompetência relativa prorroga-se, tornando estável. Pode ser reconhecida de ofício. NÃO pode ser reconhecida de ofício. NÃO pode ser alterada por vontade das partes. As partes têm a prerrogativa de eleger o foro. NÃO admite conexão e continência. Admite conexão e continência. Abrange as regras e a fixação das competências material, em razão da pessoa e funcional. Abrange as regras de competência territorial e de competência sobre o valor da causa. Bom frisar que em alguns casos particulares é possível verificar competência territorial absoluta (por exemplo, ações possessórias) e competência em razão do valor também absoluta se envolver os juizados especiais de fazenda pública, estadual ou federal. Se houver violação à regra de competência, são preservados os atos decisórios, pois, embora não haja competência, há jurisdição. Desse modo, os atos são preservados até a análise pelo juiz efetivamente competente. Significa dizer que CPC adotou um sistema que tem por finalidade conservar os efeitos do que foi decidido, ainda que o juiz seja declarado incompetente (translatio iudicii). Se a ação transitar em julgado é cabível a ação rescisória. NÃO cabe ação rescisória, pois há prorrogação da competência. Alteração superveniente da competência implica o deslocamento da causa para outro juízo. Mudança superveniente de competência relativa não produz efeitos. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 18 105 9 – Conflito de Competência O conflito de competência envolve o fato de dois ou mais juízes se darem por competentes (conflito positivo) ou incompetentes (conflito negativo) para o julgamento da mesma causa ou de mais uma causa2. Portanto: Importante destacar que não há conflito de competência se, entre os juízes, houver diferença hierárquica. Por exemplo, suposto conflito entre juiz de direito de determinado estado e o Tribunal de Justiça da mesma unidade da federação. Nesse caso, o magistrado de primeiro grau vincula-se à decisão de segundo grau. Além das hipóteses de conflito positivo e negativo de competência (incisos I e II do art. 66 do CPC), há regra no inc. III, segundo o qual há conflito quando restar controversa a possibilidade, ou não, de reunião ou de separação de processos. No final das contas, trata-se da discussão quanto à reunião ou não dos processos. Veja: Art. 66. Há conflito de competência quando: I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a competência; III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, SALVO se a atribuir a outro juízo. 2 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, Parte Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora JusPodvim, 2016, p. 239. CONFLITO DE COMPETÊNCIA negativo ambos os juízes reputam-se incompetentes positivo ambos os juízes reputam-se competentes Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 19 105 O conflito deve ser suscitado pelo magistrado que não concordar com o juiz anterior, não acolhendo a competência declinada, exceto se ele remeter a ação a um terceiro juiz. Esse terceiro poderá acolher a competência ou, se não concordar, deverá suscitar o conflito. Importante registrar que o julgamento do conflito de competência se dá pela autoridade judiciária superior aos dois ou mais juízes conflitantes e, pelas regras do CPC, será sempre um tribunal. Veja alguns exemplos: se o conflito for entre dois Juízes do mesmo estado → competência do TJ se o conflito for entre dois Juízes Federais do mesmo TRF → competência do TRF se o conflito for entre juízes estaduais de Estados distintos → competência do STJ se o conflito for entre juízes federais de Estados distintos → competência do STJ se for conflito entre juiz estadual e juiz federal → competência do STJ COOPERAÇÃO NACIONAL Para finalizarmos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje, vamos estudar a questão relativa à cooperação nacional, estabelecida entre os arts. 67 e 69 do CPC. A cooperação decorre da ausência de competência do juízo responsável pela causa. Nesses casos a transposição dessa dificuldade pode requerer solicitação de auxílio ao juízo que detém competência efetiva. Prevê o CPC que os órgãos jurisdicionais devem atuar em cooperação recíproca na condução da atividade jurisdicional, independentemente da instância ou se justiça estadual ou federal. Nesse contexto, podem ser praticados quaisquer atos processuais no exercício da cooperação, conforme prevê o art. 68. Já o art. 69 estabelece alguns exemplos de atos que podem ser praticados pela via da cooperação, sem a necessidade de maiores formalidades. O CPC define as seguintes formas de cooperação: auxílio direto, reunião ou apensamento de processos, prestação de informações e atos concertados entre os juízes cooperantes. O auxílio direto envolve a comunicação de informações a respeito do processo entre juízos distintos, sem tantas formalidades. A reunião ou apensamento de processos envolve a verificação de conexão ou continência entre ações, que irão exigir a reunião dos autos para evitar julgamentos díspares. A prestação de informações envolve a mais simples forma de comunicação, na qual um dos juízos requer informações relativas a processo que tramita em outro. Por fim, por atos concertados entre juízos devemos compreender como verdadeiros acordos entre juízos cooperantes para a prática de certos atos processuais. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 20 105 Além dos instrumentos acima, a cooperação nacional pode se dar por intermédio das cartas (de ordem, precatória e arbitral). A cooperação não está limitada a mesmos ramos do Poder Judiciário (por exemplo, Juízo Cível com Juízo Cível; ou Juízo Estadual com Juízo Estadual), mas entre órgãos de diferentes ramos do Poder Judiciário (Juízo Cível com Juízo Criminal; Juízo Federal com Juízo Trabalhista). Com isso, encerramos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje. CONSIDERAÇÕES FINAIS Chegamos ao final da nossa aula! Trata-se de uma aula curta, porém, repleta de regras específicas. Estude e revise esse assunto com cuidado. Qualquer dúvida, estou à disposição no fórum do curso. Ricardo Torques rst.estrategia@gmail.com www.fb.com/dpcparaconcursos @proftorques Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 21 105 QUESTÕES COMENTADAS FCC (FCC/TJ-CE - 2022) Alcides reside em Fortaleza mas possui imóvel em Juazeiro doNorte, que foi invadido por terceiro'. Para se ver reintegrado na posse, deverá ajuizar ação na Comarca (A) de Juazeiro do Norte, que possui competência absoluta para julgamento do processo. (B) de Fortaleza, que possui competência absoluta para julgamento do processo. (C) de Juazeiro do Norte ou Fortaleza, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. (D) do domicílio do réu, ainda que não se trate de Fortaleza ou de Juazeiro do Norte, tratando-se de hipótese de competência absoluta. (E) de Juazeiro do Norte ou do domicílio do Réu, à sua escolha, por se tratar de hipótese de competência relativa. Comentários De acordo com o art. 47, § 2º, a ação possessória deve ser proposta no foro da situação da coisa, foro que tem competência absoluta: Art. 47. [...] § 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. Assim, a alternativa A é correta e é o gabarito da questão. (FCC/TRF 4ª Região - 2019) João, domiciliado em São Paulo, pretende ajuizar contra Antônio, domiciliado em Salvador, ação para postular a declaração da propriedade de automóvel que foi licenciado no município de Aracaju e se acha na posse de Ricardo, que tem domicílio em Manaus. Nesse caso, segundo as regras de competência previstas no Código de Processo Civil, a ação deverá ser proposta no foro de a) São Paulo. b) Salvador. c) Aracaju. d) Manaus. e) São Paulo, Salvador, Aracaju ou Manaus, segundo exclusivo critério do autor. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 22 105 A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Nos termos do art. 46 do Código de Processo Civil: "a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu." Considerando que a ação versa sobre a propriedade do automóvel (bem móvel), esta deverá ser proposta em Salvador. As alternativas A, C, D e E estão incorretas pois não correspondem à previsão legal adequada ao caso hipotético apresentado. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) XYZ Indústria Farmacêutica S.A. ajuizou, perante a Justiça Comum, pedido de recuperação judicial, cujo processamento foi deferido pelo juiz. No curso do processo, a União compareceu nos autos informando ter interesse no feito, por ter contratado a recuperanda para o fornecimento de medicamentos em âmbito nacional, cuja interrupção comprometeria o sistema de saúde do país. Nesse caso, o processo deverá a) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. b) ser remetido à Justiça Federal, desde que tenha havido requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. c) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá devolver o processo à Justiça Comum. d) ser remetido à Justiça Federal, independentemente de requerimento da União nesse sentido; no entanto, caso o Juízo Federal não vislumbre interesse jurídico da União, deverá suscitar conflito de competência. e) permanecer tramitando na Justiça Comum, ainda que a União tenha expressamente requerido sua remessa à Justiça Federal. Comentários A alternativa E é a correta e o gabarito da questão, pois no caso de recuperação judicial, a intervenção da União no processo não causa a remessa dos autos à Justiça Federal. Nesse sentido, o art. 45 do CPC ao apresentar as suas exceções: Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou de terceiro interveniente, exceto as ações: I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) Determinada autarquia federal moveu contra uma mesma associação privada duas ações distintas, com pedidos e causas de pedir diversos uma da outra, mas ambas versando sobre o mesmo bem. Os processos das ações foram distribuídos a diferentes Varas da Justiça Federal. Nesse caso, Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 23 105 a) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, ainda que um deles já tenha sido sentenciado. b) existe conexão entre os processos, que deverão ser reunidos para julgamento conjunto, salvo se algum deles tiver sido sentenciado. c) existe conexão entre os processos, mas nenhum deles poderá ser reunido ao outro, dado que distribuídos a juízos distintos. d) não existe conexão entre os processos, mas eles deverão ser reunidos para julgamento conjunto, caso exista o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias, salvo se um deles já houver sido sentenciado. e) como não existe conexão entre os processos, eles não poderão ser reunidos para julgamento conjunto em nenhuma hipótese. Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Considerando que os pedidos e as causas de pedir são diversos, não cabe conexão entre os processos (art. 55, caput). No entanto, os processos serão reunidos para julgamento conjunto pois podem gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente (art. 55, §3º). Por fim, não será possível a reunião dos processos caso um deles já tenha sido sentenciado (art. 55, §1º). Para melhor fixação, vejamos os dispositivos que fundamentam a resposta: Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. § 1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. § 3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto, não há conexão entre eles (não há pedido comum ou causa de pedir). A alternativa E está incorreta visto que o art.55, 3º permite a reunião de processos, ainda que não haja conexão entre eles, desde que haja o risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente. (FCC/TRF 3ª Região - 2019) De acordo com o Código de Processo Civil, o pedido de cooperação jurisdicional, no âmbito nacional, a) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como atos concertados entre os juízes cooperantes. b) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como prestação de informações. c) exige forma prevista em lei, podendo ser executado como reunião de processos. d) prescinde de forma específica, podendo ser executado como auxílio direto. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 24 105 e) prescinde de forma específica, desde que realizado entre órgãos jurisdicionais do mesmo ramo do Poder Judiciário. Comentários A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A alternativa está em conformidade com o art. 69, I do CPC. Para melhor visualização, apresentaremos o dispositivo na íntegra: Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicionaldeve ser prontamente atendido, prescinde de forma específica e pode ser executado como: I - auxílio direto; II - reunião ou apensamento de processos; III - prestação de informações; IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. As alternativas A, B e C estão incorretas pois, como visto no caput do art. 69, o pedido de cooperação jurisdicional prescinde de forma específica. A alternativa E está incorreta pois o art. 69, §3º prevê que "o pedido de cooperação judiciária pode ser realizado entre órgãos jurisdicionais de diferentes ramos do Poder Judiciário." (FCC/MPE-MT - 2019) Em relação à competência, considere os enunciados: I. A incompetência absoluta deve ser alegada como questão preliminar de contestação; a relativa, como exceção, a ser autuada e julgada como incidente processual. II. A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. III. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar. IV. Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. Está correto o que se afirma APENAS em a) III e IV. b) I e II. c) I, II e III. d) I, III e IV. e) II, III e IV. Comentários Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 25 105 O Item I está incorreto. De acordo com o caput do art. 65 do CPC, a incompetência, absoluta ou relativa, deverá ser suscitada como questão preliminar de contestação. Não há mais a exceção de incompetência. O Item II está correto. Nos termos do art. 64, §1º: "A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício." O Item III está correto. O item está em conformidade com o art. 65, parágrafo único do CPC: "A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar." O Item IV está correto. O item apresenta a literalidade do art. 64, §4º: "Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente." A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. (FCC/TRT-6/2018) Em relação às modificações de competência, a) o foro contratual eleito pelas partes é personalíssimo e, portanto, não obriga os herdeiros e sucessores das partes. b) a determinada em razão da matéria, da pessoa ou do valor é inderrogável por convenção das partes. c) quando houver continência e a ação continente houver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. d) a abusividade da cláusula de eleição de foro deve ser alegada pela parte a quem aproveita, não podendo ser examinada de ofício pelo juiz, salvo em relações consumeristas. e) serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, desde que haja conexão entre eles. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra C, pois, de acordo com o artigo 57 do CPC, a continência pode gerar a reunião dos processos ou a extinção peremptória do processo, sem resolução do mérito, a depender do caso: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. Vejamos as demais alternativas de modo objetivo: A alternativa A está incorreta, porque o foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes (art. 63, §2º, do CPC). A assertiva B está errada, pois, pela conjugação dos artigos 62 e 63 do CPC, a competência em razão da matéria e da pessoa de fato são inderrogáveis, mas a competência em razão do valor é passível de modificação por vontade das partes. Confira: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 26 105 Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes. Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. A alternativa D está errada, uma vez que o magistrado pode, de ofício, antes da citação, reputar ineficaz a cláusula de eleição de foro se entender que esta é abusiva, determinando a remessa dos autos ao juízo do foro do domicílio do réu (art. 63, §3º, do CPC). A assertiva E está incorreta, pois vai de encontro com o que preconiza o art. 55, §3º, do CPC: §3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. (FCC/TRT-6 - 2018) Analise os enunciados a seguir, relativos à competência: I. Argui-se exclusivamente, por meio de exceção, a incompetência relativa. II. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. III. Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. IV. Acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo será extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. V. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Está correto o que se afirma APENAS em a) II, III e V. b) I, III, IV e V. c) I, II e IV. d) II, IV e V. e) II, III, IV e V. Comentários O item I está incorreto, pois com o CPC/2015 a incompetência, independentemente de sua natureza, será alegada pelo réu como preliminar de contestação (art. 64, caput, do CPC). O item II está correto, pois traz a previsão do art. 43 do CPC: Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 27 105 posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. O item III está correto, pois expõe o que prevê o art. 46, §3º, do CPC: §3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. O item IV está incorreto, pois acolhida a alegação de incompetência absoluta, que se refere à matéria, à função e à pessoa, o processo não será extinto, mas sim remetido ao juízo competente (art. 64, §3º, do CPC). Contudo, frise-se que nesse caso haverá sim a interrupção da prescrição, nos termos do art. 202 do CC. O item V, por fim, está correto, haja vista que se trata de transcrição do CPC: Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. Logo, a alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois apenas os itens II, III e V estão certos. (FCC/DPE-AM - 2018) Carlos e Vitória se casaram na cidade de Tabatinga (AM), onde residirampor cerca de três anos e tiveram dois filhos. Há cerca de dois anos se mudaram para Tefé (AM). Em razão de desentendimentos entre o casal, acabaram rompendo o relacionamento e, após a separação de fato, Vitória se mudou para Parintins (AM), enquanto Carlos voltou com as crianças para a sua cidade natal, Eurunepé (AM). O único imóvel do casal está situado na cidade de Manaus (AM). Caso Carlos venha a ajuizar ação de divórcio, a competência territorial neste caso será da Comarca de a) Tabatinga. b) Parintins. c) Manaus. d) Eurunepé. e) Tefé. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D. O CPC/2015 criou duas regras, a depender da existência de filho incapaz, para definir o foro competente para as ações de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável. De acordo com o dispositivo legal, há foros subsidiários, com preferência legal estabelecida na seguinte ordem: Art. 53. É competente o foro: I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 28 105 a) de domicílio do guardião de filho incapaz; b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal; Deste modo, considerando a existência de filhos incapazes e que estes se encontram sob a guarda de Carlos, em Eurunepé (AM), esse é foro competente para a ação de divórcio, nos termos do artigo supramencionado. (FCC/PGE-AP - 2018) No tocante à modificação da competência, a) quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. b) caso a alegação de incompetência seja acolhida, o processo será sempre extinto sem resolução do mérito, interrompida porém a prescrição. c) a competência relativa poderá modificar-se pela conexão, litispendência ou pela continência. d) os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, mesmo que um deles já tenha sido sentenciado. e) a incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação; se relativa a incompetência pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra A, pois é o que prevê o art. 57 do CPC: Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. A alternativa B está incorreta, pois caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente (art. 64, §3º, CPC). A assertiva C está incorreta, uma vez que a competência relativa poderá se modificar pela conexão ou pela continência (art. 54 do CPC), mas não pela litispendência. A alternativa D está errada, haja vista que os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já foi sentenciado (art. 55, §1º, do CPC). A assertiva E está errada, visto que é a incompetência absoluta que pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. Nesse sentido: Art. 64 do CPC: A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 29 105 §1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. (FCC/MPE-PB - 2018) Em relação à competência, a) a ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio dele próprio ou do lugar em que foi contraída a obrigação, desde que mais favorável ao incapaz. b) é ela determinada no momento em que o juiz ordena a citação do réu. c) a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do autor. d) o foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ressalvados os casos de incompetência absoluta, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. e) nas ações em que o Estado for autor, o foro competente é sua Capital, podendo a ação ser proposta no foro de domicílio do autor se o Estado for réu. Comentários A alternativa correta e gabarito da questão é a letra D, pois coaduna com o que prescreve o art. 48, CPC. Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. Ocorre que, como bem fala a alternativa, apesar de regra de foro especial, o art. 48 supratranscrito cria tão somente uma regra de competência territorial, relativa por natureza, e, sempre que houver conflito com norma de competência absoluta, esta deverá prevalecer. Assim, tratando-se de demanda que verse sobre algum dos direitos reais imobiliários previstos no art. 47 do CPC, o foro do local do imóvel tem preferência sobre o foro previsto no art. 48 do CPC. Há, entretanto, competência absoluta do juízo do inventário para julgar ação anulatória de testamento, ainda que outro juízo tenha sido responsável pela ação de abertura, registro e cumprimento do testamento. Vejamos o erro das demais alternativas. A alternativa A está incorreta, pois outro é o foro previsto no CPC: Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente. A alternativa B está errada, uma vez que a competência é determinada no momento do registro ou da distribuição da petição inicial (art. 43 do CPC). A assertiva C está errada, haja vista que a ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu (art. 46 do CPC). Ricardo Torques Aula 02 TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 30 105 A alternativa E está incorreta, pois outra é a previsão do CPC: Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal. Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. (FCC/SEAD-AP - 2018) Joaquim, com dezesseis anos de idade, assistido por sua mãe, Silvana, domiciliada em São Bernardo do Campo-SP, celebrou, no Rio de Janeiro-RJ, com Fabrísio, domiciliado em Macapá-AP, contrato de compra e venda de um relógio, pelo preço de R$ 3.000,00. Operou-se, então, a tradição do bem, mas, injustificadamente, não se realizou o pagamento. Assim, considerando que não houve eleição de foro, Fabrísio deverá propor contra Joaquim ação de cobrança do preço no foro da comarca de a) São Bernardo do Campo-SP ou Macapá-AP, à sua escolha. b) Rio de Janeiro-RJ. c) Macapá-AP. d) São Bernardo do Campo-SP. e) São Bernardo do Campo-SP, Macapá-AP ou Rio de Janeiro-RJ, à sua escolha. Comentários