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Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 
 
 
 
ASPECTO GLOBAL DO PACIENTE 
1. Postura 
2. Aparência e Higiene Pessoal 
3. Atitudes 
CONSCIÊNCIA 
1. Nível de consciência: onde armazena, identifica, integra as 
experiências vividas 
2. Delirium: rebaixamento leve a moderado do nível de 
consciência à estado confusional de base orgânica 
a. Desorientação temporo-espacial, dificuldade de 
concentração, perplexidade, ansiedade em graus 
variáveis, agitação ou lentificação psicomotora, 
discurso ilógico, delírios, ilusões ou alucinações. 
3. Campo de consciência: soma total das experiências 
conscientes de um individuo em determinado momento 
a. Dissociação: quadro de fragmentação do campo de 
consciência, o qual se caracteriza por uma perda parcial 
ou completa das funções normais de integração da 
consciência, da lembrança, identidade e até sensações. 
Dificuldade de associar o que acontece, mesmo com 
nível de consciência normal 
ATENÇÃO 
Estado de concentração da atividade mental 
1. Tenacidade: capacidade de fixação da atenção 
2. Vigilância: capacidade de mudar o foco da atenção 
 
ORIENTAÇÃO 
1. Autopsiquica: orientação em relação a si mesmo (nome, 
data de nascimento...) 
2. Alopsiquica: orientação em relação ao tempo e espaço 
 
HUMOR E AFETIVIDADE 
1. Humor: estado basal de leitura dos sentimentos (hipotimia, 
eutimia, hipertimia) 
2. Afeto: expressividade afetiva 
a. Síntone: tristeza 
b. Hiporreativo: reage pouco a estímulos 
c. Expansivo 
d. Embotado: dificuldade de expressar emoções e 
sentimentos 
PENSAMENTO 
1. Curso: aceleração, lentificação, bloqueio 
2. Forma: afrouxamento das associações, descarrilamento (se 
distancia das perguntas), desagregação (não formula frase) 
3. Conteúdo: 
a. Persecutório: ser perseguido 
b. Depreciativo: depreciar tudo que faz, viés pessimista 
c. Místico-religioso 
d. Sexual 
e. Ruína ou culpa 
SENSOPERCEPÇÃO 
Fenômeno gerado por estímulos dos órgãos do sentido 
1. Ilusão: percepção deformada de objeto real e presente 
2. Alucinação: alteração de sensopercepção (voz, ruído, 
imagem). Percepção de um objeto sem a presença do 
mesmo à esquizofrenia 
3. Alucinose: alucinação reconhecida pelo paciente, onde se 
tem a consciência de que está vivenciando o fenômeno à 
abstinência alcoólica 
VOLIÇÃO E PSICOMOTRICIDADE 
Capacidade em realizar uma atividade à planejamento 
executivo 
1. Hipobulia/abolia: sem força e iniciativa 
2. Agitação psicomotora 
3. Impulsividade patológica: ação automática, sem reflexão e 
decisão prévia 
4. Compulsão: ação motora reconhecida pelo paciente como 
inadequada e indesejável, na qual tenta resistir, mas sente 
alivio ao realiza-la (limpeza, uso de substancia, compras) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Iniciar a consulta sempre por perguntas abertas. Avaliar uso de álcool ou drogas à alterações comportamentais 
Avaliar sempre o grau de acometimento funcional. Caracterizar HF à transtornos psiquiátricos 
Detalhar histórico de tratamentos psiquiátricos prévios A consulta é espaço do paciente e a construção deve ser feita por ele 
EXAME DE ESTADO MENTAL 
MEMÓRIA 
Perceber (fase de registro), reter (fase de conservação ou de 
retenção), e evocar (fase de evocação) dados apreendidos com 
a experiência 
1. Perda de memória episódica: lei de ribot, perde-se 
primeiro fatos recentes, depois complexo, por fim habituais 
2. Amnésia anterógrada: incapacidade de fixar elementos 
mnêmicos a partir do evento que causou dano 
3. Amnésia retrógrada: perda de memória para fatos 
ocorridos antes do evento que causou dado 
4. Confabulações: elementos de imaginação ou lembrança 
que completam lacunas de memória em déficits de 
memória evocativa à inicio de quadros demenciais 
JUÍZO DE REALIDADE 
Quando alterada à delírio 
Delírio: alteração do pensamento 
© Certeza subjetiva 
© Irremovível por argumentos lógicos 
© Conteúdo impossível 
© Não há dúvida da veracidade 
© Produção associal à não compartilhada pelo grupo 
cultural 
- Primário: psicologicamente incompreensível, quebra da 
biografia do sujeito 
- Secundário: alterações em outras áreas da atividade 
mental que não o pensamento (humor, consciência) que 
faz com que produza juízos falsos 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 
Critérios Diagnósticos e Sintomas Notas especiais e Diagnósticos Diferenciais Tratamento Efeitos colaterais do tratamento e 
refratariedade 
De
pr
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sã
o 
Critério: Presença de sintomas (pelo menos 1 
nuclear e 4 comuns) por no mínimo 2 semanas 
Sintomas nucleares: 
© Humor depressivo (hipotimia) 
© Perda de interesse ou prazer (anedonia) 
© Redução da energia e fadiga constante 
Sintomas comuns: redução da concentração e 
atenção, redução na autoconfiança e na 
autoestima, presença de ideais de culpa e ruína, 
agitação ou retardo psicomotor, ideais ou atos 
contra si mesmo e ideação suicida, sono 
prejudicado e alterações no apetite. 
Classificação: 
© Leve: não causa disfunção sócio-ocupacional 
importante 
© Moderada: causa prejuízo claro no 
funcionamento sócio-ocupacional 
© Grave: cursa com incapacidade sócio-
ocupacional e frequentemente com 
pensamentos suicidas 
 
Tendência de viés: estímulos provenientes do 
ambiente são processados cognitivamente pelo 
individuo com uma tendência negativa. 
 
Especificadores: 
© Ansiosa 
© Melancólicas: ­ sensação de inutilidade e 
desanimo 
© Atípicas: ­ apetite e sono, reatividade 
exagerada 
Secundária à: hipotireoidismo, câncer de 
pâncreas, doença de Parkinson, doenças 
infecciosas (HC, HIV), LES, uso de corticoides, 
AR, anti-hipertensivos (propranolol), ACO. 
Associada à outras comorbidades: TEPT, 
ansiedade generalizada, agorafobia, pânico, 
fobia social e fobia simples. 
Fatores agravantes: 
© Presença de psicose 
© Ideação suicida 
© Incapacidade funcional 
© Cronicidade dos sintomas 
© Presença de comorbidades 
© Ausência de resposta a tto prévio. 
 
DEPRESSÃO X TRISTEZA “NORMAL” 
Depressão: 
© Mais intensa 
© Não reage a estímulos positivos 
© Prejuízo funcional 
© Piora com o tempo 
© Não há fator causal (porém, pode existir) 
© Lentificação psicomotora 
 
Tristeza “normal”: 
© Menos intensa 
© Reage a estímulos positivos 
© Prejuízo funcional limitado 
© Melhora com o tempo 
© Possui fator causal 
© Não tem lentificação psicomotora 
20 a 50% dos pacientes depressivos têm resposta 
inadequada ao primeiro antidepressivo utilizado. 
Após 1º episodio tratado à 50% de novo episódio 
Após 2º episodio tratado à 70% de novo episódio 
Após 3º episodio tratado à 80-90% de novo episódio 
 
Tricíclico: inibidores da recaptação de noradrenalina e 
serotonina. A classe promove boa resposta terapêutica. 
- Amitriptilina, Nortriptilina, Imipramina e 
Climipramina 
ISRS: Ação pontual de serotonina à redução dos efeitos 
colaterais quando comparado aos tricíclicos. Possuí 
menor eficácia. 
- Paroxetina, Fluoxetina, Sertralina, Citalopram e 
Escitalopram 
Duais: inibem a recaptação de serotonina e 
noradrenalina, e não apresentam efeitos colaterais dos 
tricíclicos. 
- Venlafaxina, Desvenlafaxina e Duloxetina 
 
Outros: 
© Bupropiona: inibem a recaptação de noradrenalina e 
dopamina (ausência dos efeitos colaterais de ISRS). 
Redução na eficácia para tratamento da ansiedade. 
© Trazadona: Diminuí a disfunção sexual 
© Mirtazapina: inibe a2, ­ serotonina à potencializa 
o tto quando associado a Dual 
© Vortioxetina: potencializa a serotonina 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efeitos colaterais: 
© Tricíclico: Efeitos colaterais 
anticolinérgicos (boca seca, 
constipação...), histaminérgicos (ganho 
de peso e sonolência) e alfa adrenérgico 
(hipotensão postural). 
© ISRS: epigastralgia, cefaleia e disfunção 
sexual 
 
Na falta de resposta ou resposta parcial: 
1. Otimização do tto (aumenta a dose); ou 
2. Combinação de dois antidepressivos de 
classes diferentes; ou 
3. Estratégia de potencialização (AD + 
lítio/antipsicótico atípico); ou 
4. Substituição para um novo; 
5. Considerar eletroconvulsoterapia em 
casos graves 
 
 
 
Realizar acompanhamento psicológicoconcomitante ao tratamento medicamentoso 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 Critérios Diagnósticos e Sintomas Notas especiais e Diagnósticos Diferenciais Tratamento 
Efeitos colaterais do tratamento e 
refratariedade 
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 B
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Critério: Alternância entre fases depressivas, 
mania e “normal”. 
© Necessário avaliar se os quadros de mania e 
hipomania não são causados por outros 
fatores. 
! Não é depressão unipolar se o paciente cicla 
com mania. 
© Questionar paciente sobre história prévia de 
tto com AD e suspensão após melhora do 
quadro 
Diagnóstico: depressão por no mínimo 14 dias, 
mania por 7 dias e/ou hipomania por 4 dias. 
Sintomas: 
© Fase depressiva: períodos de rebaixamento 
do humor associado a redução da energia e 
atividade (tristeza e anedonia) à semelhante 
à depressão unipolar. 
© Fase mania: elevação do humor associado a 
aumento de energia e atividade, delírios de 
grandiosidade, taquipsiquismo, irritabilidade, 
redução da necessidade de sono, desinibição, 
e atividades de risco potencial. 
- Em ambos há enviesamento do humor. 
- Ressaca da fase mania: depressão 
resultante pós fase mania. 
 
Cicladores rápidos: + 4 episódios depressivos no 
ano 
Misto: ao mesmo tempo tem sintoma dos 2 polos 
(ex.: eufórico, mas apresenta anedonia) 
DD: Depressão unipolar, abuso ou abstinência 
de álcool e drogas, esquizofrenia, psicose 
puerperal, transtornos de personalidade, 
transtornos ansiosos, corticoterapia, 
tireoideopatia, epilepsia, delirium, demência, 
TDAH. 
 
A duração das fases maníacas e depressivas são variáveis 
e sofre interferência da medicação adotada. Quadros 
maníacos são atenuados após cerca de 2 a 3 semanas com 
o uso de estabilizadores e quadros depressivos se 
atenuam com 4 semanas após introdução de AD. 
Tratamento PERMANENTE, podendo haver diminuição 
da dose com o tempo. 
Mania: uso de estabilizadores de humor e antipsicóticos 
© Estabilizadores de humor: 
- Lítio: 1º escolha à ação no controle de 
impulsividade e potencialização de 
antidepressivos. Necessário monitorização sérica 
(litemia). Quadros confusionais à suspeitar de 
intoxicação por lítio 
- Ácido Valpróico: anticonvulsionante utilizado 
como estabilizador de humor. Monitoramento de 
função hepática e hematológica 
- Carbamazepina: anticonvulsionante utilizado 
como estabilizador de humor. 
- Oxacarbazepina: menor potencial de interação 
medicamentosa. Não é 1ª linha e não está 
disponível no SUS 
© Antipsióticos: Quetiapina (1º escolha), Lurasidona, 
Haloperidol, Olanzapina, Risperidona, Ziprasidona e 
Aripiprazol. 
Depressão: associação à Olanzapina + Fluoxetina ou 
Quetiapina + Lurasidona 
© Lamotrigina: antiepiléptico e estabilizador de humor 
à usado para manutenção (paciente com 
predominância da fase depressiva) 
© Lurasidona: antipsicótico à eficácia em sintomas 
cognitivos, melhorando funções como atenção, 
memória e função executiva. 
Gabapentina e topiramato são utilizados para controle 
dos efeitos colaterais 
 
 
 
Efeitos colaterais: 
© Lítio: irritação gástrica, diarreia, náuseas, 
poliúria e litemia 
© Ácido Valpróico: distúrbios 
gastrointestinais, náuseas, vômitos, 
tremor e sedação 
© Carbamazepina: leucopenia, elevação de 
enzimas hepáticas, hiponatremia e 
alterações na tireoide. Interação 
medicamentosa significativa com 
anticoncepcionais. 
 
Casos graves: lítio + lamotrigina. 
 
Em casos refratários (pouca remissão e 
diferentes tentativa medicamentosas) e 
muito graves: eletroconvulsoterapia 
Realizar acompanhamento psicológico 
concomitante ao tratamento medicamentoso 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 Critérios Diagnósticos e Sintomas Notas especiais e Diagnósticos Diferenciais Tratamento 
Efeitos colaterais do tratamento e 
refratariedade 
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Critérios: No mínimo 2 sintomas com trajetória de 
6 meses ou 1 mês de sintomas agudos à cada 
paciente apresenta um grupo de sintomas 
Sintomas: 
© Positivos: delírios, alucinações e 
desorganização do pensamento e do 
comportamento 
© Negativos: afeto embotado, hipopraxia 
(dificuldade de planejar e executar tarefas), 
hipobulia (dificuldade de ter iniciativa) e 
menor interação social. 
© Cognitivos: perda cognitiva com a evolução do 
quadro à quanto maior a frequência de 
sintomas positivos não tratados, maior é o 
grau de perda. 
DD: intoxicação por cocaína/crack, transtorno 
bipolar em fase maníaca, transtornos orgânicos 
(tumor cerebral e epilepsia de lobo temporal), 
transtorno delirante persistente (acometido 
apenas por delírio, havendo preservação da 
cognição e ausência de sintomas negativos). 
 
Uso de substâncias: pode ser um gatilho ou 
fator de complicação para o quadro. Pacientes 
que nunca apresentaram o quadro podem vir a 
apesentar sintomas 
 
Fisiopatologia: 
© Hiperatividade da via mesolímbica (­ 
dopamina) à positivos. 
© Hipoatividade da via mesocortical (¯ 
dopamina) à negativos. 
- No tto queremos ¯ dopamina na via 
mesolímbica e ­ na via mesocortical, 
contudo, os medicamentos atuam 
predominantemente nos sintomas 
positivos. 
© Via nigro-estriatal está relacionada a 
coordenação motora, por isso a ¯ 
dopamina com o uso dos medicamentos 
(bloqueio não restrito) cursa com 
parkinsonismo 
 
Antipsicóticos típicos: bloqueiam receptores de D2 de 
dopamina 
© Alta potência: bloqueio mais intenso dos receptores 
D2 
- Haloperidol, Trifluperazina 
© Baixa potência: bloqueio mais fraco dos receptores 
D2 
- Clorpromazina e Levomepromazina 
Antipsicóticos atípicos: bloqueiam receptores D2 e 
5HT2A. Menos efeitos extrapiramidais e não agravam 
sintomas negativos 
- Risperidona, Olanzapina, Quetiapina (menor 
efeito extrapiramidal), Ziprasidona 
Medicamentos de depósito: Opção para pacientes que 
não aderem ao tratamento 
- Haloperidol decanoato (disponível no SUS), 
Risperdal (risperidona) e Paliperidona 
 
 
Efeitos colaterais: 
© Antipsicóticos típicos de alta potencia: 
maior efeito extrapiramidal 
© Antipsicóticos típicos de baixa potencia: 
sonolência e hipotensão postural 
© Antipsicóticos atípicos: aumento do 
apetite e ganho de peso 
 
Em casos refratários: uso de Clozapina à 
obrigatoriedade na realização de hemograma 
semanalmente durante 18 semanas e em 
seguida mensalmente, devido a possibilidade 
de agranulocitose. 
 
Efeitos extrapiramidais: associar biperideno 
para atenuação dos sintomas agudos 
(biperideno + típico à não há atípico no SUS) 
© Parkinsonismo secundário: tremor de 
repouso, bradicinesia e rigidez muscular. 
© Distonia aguda: intensa contração 
muscular 
© Acatasia: inquietação constante 
© Sindrome neuroepilética maligna: efeito 
colateral mais grave à quadro 
confusional associado a hipertemia de 
difícil controle e rigidez muscular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Realizar acompanhamento psicológico 
concomitante ao tratamento medicamentoso 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 
 Critérios Diagnósticos e Sintomas Tratamento 
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Transtorno do Pânico: ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico) não circunscritos a uma dada situação ou determinada circunstância à podem vir de maneira 
repentina, sem fator desencadeante, mas podem também ser fruto de agente estressor intenso. 
© Cada crise dura alguns minutos e é seguida do medo persistente de um outro ataque de pânico recorrer (DIAGNÓSTICO) 
© Pode ser diagnosticado com ou sem agorafobia à marcador de gravidade 
Sintomas: palpitações, sudorese, tremores, dificuldade de respirar, sensação de sufocamento, desconforto ou dor no peito, náusea ou mal-estar, desrealização 
(estranheza em relação ambiente) ou despersonalização (estranheza em relação a ela mesma), tontura, cabeça vazia, perda de controle ou enlouquecimento, medo de 
morrer. 
Psicofarmacoterapia: BZD e 
antidepressivos com ação 
serotoninérgica 
© Antidepressivos: no TOC, eles 
demoram a ter efeitos 
o Inicia-se com ISRS (sertralina 
ou paroxetina), e caso não 
haja melhora, pode-seutilizar 
Clomipramina (tricíclico). 
o Se há muita somatização à 
Dual (Venlafaxina) 
© BZD: seu uso deve ser bem 
criterioso, utilizando pelo menor 
tempo necessário. 
 
Não medicamentoso: prática de 
atividades físicas e alimentação 
adequada e equilibrada à mudança 
dos hábitos de vida 
 
Psicoterapia: expor o individuo ao 
elemento fóbico, para que a pessoa 
seja dessensibilizada. 
Transtorno de ansiedade generalizada: 
© Critérios: 
o Pelo menos 6 meses de ansiedade e preocupação excessiva e persistente; 
o Paciente considera difícil controlar a preocupação; 
o Apresenta prejuízo funcional (sócio-ocupacional) e/ou sofrimento clinicamente significativo; 
o Não se deve a efeito fisiológico direto de uma substância ou condição médica. 
© Deve estar associada a pelo menos 3 dos seguintes sintomas: inquietação ou nervos a flor da pele, fatigabilidade, dificuldade em concentrar-se ou sensação de “branco 
na mente”, irritabilidade, tensão muscular e alteração do sono 
Fobia Social: 
© Critérios: 
o Medo acentuado e persistente de situações sociais ou de desempenho à medo de ser humilhado ou embaraçado; 
o A exposição a situação social provoca ansiedade e até ataque de pânico; 
o Reconhecimento do medo excessivo e irracional; 
o Situações sociais são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade e sofrimento; 
o A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento interferem no funcionamento do indivíduo; 
o Em indivíduos com menos de 18 anos, a duração dos sintomas precisa ser de no mínimo 6 meses para o diagnóstico ser feito à importante conseguir diferenciar 
a pessoa tímida de uma pessoa com fobia social; 
o O temor ou esquiva não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de outra condição médica. 
© Situações comuns: falar em publico, reuniões, festas, iniciar uma conversa, fazer amizades, comer em publico, escrever em publico. 
Fobia específica: quadro de ansiedade significativa provocada pela exposição a objeto ou situação. 
© Acrofobia (medo de altura), agorafobia, aiulurofobia (medo de gatos), hidrofobia, claustrofobia, cinofobia, zoofobia 
Transtorno Obsessivo-Compulsivo 
© Obsessões: 
o Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes experimentados como intrusivos e inadequados, além de não serem meramente preocupações; 
o Individuo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, ou neutraliza-los com ações, mas não consegue à ansiedade intensa; 
o Individuo reconhece que os pensamentos são produtos da própria mente 
o Conteúdos: contaminação, medo de que algo terrivel possa acontecer, rezar excessivamente, numeros da sorte ou azar, necessidade de simetria, ordem e exatidão... 
© Compulsão: 
o Comportamentos repetitivos (lavar as mãos) ou atos mentais (contar ou repetir palavras em silêncio) que o individuo se sente compelido a realizar de forma 
rigidamente aplicada; 
o Comprotamentos ou atos mentais que visam prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida 
o Exemplos: lavar as mãos e banhos excessivos, rituais de repetição (entrar e sair pela mesma porta), verificar protas, janelas e fechaduras, limpeza excessiva, tocar e 
rearranjar objetos, guardar e colecionar. 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
Mecanismo de ação 
Efeitos sobre órgãos e sistemas 
Precauções 
Intoxicação, overdose e abuso 
Uso correto 
 
 
 
 
 
São fármacos utilizados primordialmente com o objetivo de 
combater um estado de ansiedade à alivio de crises (estado de 
ansiedade aguda), como a crise de pânico. 
Utilizado como coadjuvante de um medicamento principal, 
como os ISRS no tratamento dos estados ansiosas crônicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ansiedade, medo e preocupação à causados pela 
hiperexcitação dos circuitos da amigdala à BZD (agentes 
GABAérgicos) aumentam as ações inibitórias nos receptores 
GABA pós sinápticos na amigdala aliviando esses sintomas. 
Importante ressaltar, que a amigdala recebe estímulos de 
neurônios serotoninérgicos, assim, agentes serotoninérgicos 
podem aliviar também a ansiedade e o medo ao aumentar os 
impulsos serotoninérgicos para a amigdala. 
 
© Potencialização do neurotransmissor inibitório GABA por 
ação imediata no complexo receptor GABA. 
Os BZD potencializam uma inibição do SNC à efeitos 
ansiolíticos, sedativos, miorrelaxantes, anticonvulsivante e 
dificuldade de coordenação motora (efeito colateral). 
 
 
 
 
© SNC: efeito depressor à altas doses de BZD causam 
sonolência excessiva, confusão mental, pensamento 
obnubilado, ataxia e disartria 
o Efeitos potencializados com uso associado de 
barbitúricos ou álcool. 
o Amnésia anterógrada e déficits cognitivos: quanto 
maior o tempo e a dose maior a chance de ocorrência. 
o Efeito anticonvulsivante: utilizado na sindrome de 
abstinência do álcool e intoxicações que causem 
convulsões. 
© AR e ACV: altas doses e uso EV podem levar à depressão 
cardiorrespiratória, principalmente quando combinados 
com outros depressões (barbitúricos e álcool) 
o ATENÇÃO! Pacientes com DPOC e apneia do sono à 
uso de BZD podem prolongar a frequência e a duração 
da apneia 
 
 
 
 
© Uso crônico leva a dependência e ao prejuízo cognitivo 
o Importante realizar desmame da medicação com 
cautela 
© Cuidado com o uso em idosos: metabolização é 2 a 5 vezes 
mais lenta em idosos à efeitos adversos mais intensos 
© Pacientes com insuficiência hepática: meia vida está 
aumentada à preferencia em utilizar lorazepam (menos 
hepatotóxico) 
o Pacientes com dependência alcoólica deve-se prestar 
atenção na dose à maioria necessitam de BZD no 
tratamento da abstinência 
© Tolerância aos efeitos sedativos a longo prazo, mas não 
nos efeitos ansiolíticos: nesses pacientes deve-se ter maior 
cuidado, pois aqui há chance de abuso da substância. 
 
 
 
 
© Sonolência, diminuição dos reflexos, relaxamento 
muscular, depressão cardiorrespiratória, confusão, 
podendo evoluir para coma 
© Avaliar sinais vias e medidas de suporte 
© Esvaziamento gástrico pode ser necessário 
© Se em coma à flumazenil pode ser necessário (0,3 mg EV 
a cada 60s até atingir 2mg) à antagonista à ação dos BZD 
(ocupa receptor GABA) 
 
 
 
 
© Usar pelo menor tempo e menor dose possível 
© Não realizar retirada abrupta à sindrome de abstinência 
(insônia, mal estar, irritabilidade e tremores) 
o Ex de desmame: iniciar clonazepam em gotas e ir 
diminuindo a quantidade ao longo do tempo 
© Equilibrar riscos e benefícios: sempre que possível 
compara-lo com outras intervenções disponíveis 
o Intervenções não farmacológicas: atividade física, 
higiene do sono, realizar técnicas de relaxamento, etc 
o Investigar doenças de base: depressão grave, por 
exemplo. Encaminhar para acompanhamento 
psicoterapêutico 
© Sempre esclarecer sobre plano terapêutico: explicar sobre 
medicamento e dose mínima, assim como seu uso em 
crises e não a longo prazo. Explicar sobre riscos e efeitos 
colaterais e definir tempo de uso pré-determinado. 
© Participação e disciplina do paciente é fundamental 
 
 
 
 
ANSIOLÍTICOS 
BENZODIAZEPÍNICOS 
PRINCIPAIS: 
© Diazepam: cp de 5 a 10mg: amp de 10mg (Valium). 
© Clonazepam: cp de 0,25: 0,5 e 2mg, solução gotas de 
2,5mg/ml (Rivotril). 
© Lorazepam: cp de 1 e 2mg (Lorax). 
© Bromazepam: cp de 3 e 6mg (Lexotam). 
© Alprazolam – meia vida curta. Cp de 0,25: 0,5: 1 e 2mg 
(Frontal). 
© Clozazolam – meia vida curta. Cp de 1, 2 e 4mg (Olcadil). 
© Nitrazepam – mais sedativo, meia vida longa. Cp de 5mg 
(Sonebom). 
© Midazolam – muito sedativo, meia vida curta; praticamente 
nao usado em ambulatório, mais utilizado em hospitais. Cp 
de 7,5 e 15mg: amp de 5 e 15mg (Dormonid). 
 
Mais comuns do meio ambulatorial são: 
Meia vida longa: diazepam, clonazepam, bramazepam. 
Meia vida curta: alprazolam. 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
Endócrinas 
Neurotransmissores (SNC) 
Imunológicas 
 
 
 
Induzem o sono, com menor ação ansiolítica e menor potencial 
de causar dependência pela ação próxima a receptores GABAespecíficos relacionados a indução do sono. 
© Menor chance de prejudicar a cognição, a memória e de 
causar dependência à isso não significa que ele não cause 
dependência, porem nesse caso é em menor grau que os 
BZD. 
© Limitação do uso no que tange a ação ansiolítica à não 
conseguem conter uma crise de pânico 
© São considerados medicamentos de entrada para o inicio 
do tratamento à após a tentativa das praticas não 
farmacológicas 
© Induzem o sono rapidamente: orientar paciente a tomar 
sempre que for dormir, já na cama. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A principal resposta é o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal à 
produção de cortisol. 
© Estímulo estressor à produção de CRH (hormônio 
liberador de corticotrofina à ativa a adenohipófise para 
produção de ACTH (corticotrofina) à ativa a adrenal à 
produção de cortisol. 
 
Ativado em duas situações: 
© Situação de perigo para fuga ou luta (desativado quando o 
momento cessa) à fisiológico 
© Situações ambientais ruins que fazem com que esse 
estimulo estressor seja contínuo, sem ser desativado à 
hipercortisolemia 
 
 
 
 
© Noradrenalina: 
o Aumento da descarga autonômica em estados de 
estresse agudo à fisiológico 
o Maior reatividade ao estresse crônico (pessoas que 
apresentam reatividade exagerada a eventos simples, 
por exemplo) à hipercortisolemia 
 
© Serotonina 
o Sofre influência do aumento de glicocorticoides nos 
estados de estresse. O aumento crônico dos 
glicocorticoides provoca a diminuição da serotonina 
à configura quadros de depressão e ansiedade. 
 
© Dopamina 
o Aumento do estresse agudo em via mesocortical 
o Esquizofrênicos tem uma hipofunção da via 
mesocortical 
 
 
 
 
O estado de estresse agudo promove aumento da resposta 
imune, já o estresse crônico promove diminuição da resposta 
imune. 
 
HIPNÓTICOS NÃO-BENZODIAZEPÍNICOS 
PRINCIPAIS: 
© Zolpidem 10mg (Stilnox) 
© Zopiclona 7,5mg (Imovane) 
 
ESTRESSE E TRANSTORNOS DE 
ADAPTAÇÃO 
RESPOSTAS AO ESTRESSE 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 
 Critérios diagnósticos e sintomas Tratamento 
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É um distúrbio agudo que ocorre em resposta ao estresse físico ou mental. 
© Ocorre: catástrofes naturais, acidente, assalto, estupro, perdas sócio familiares ou profissionais, doença infectocontagiosa 
o A vulnerabilidade individual e a capacidade de adaptação são fatores que influenciam o surgimento da reação 
 
© Sintomas: atordoamento com o estreitamento do campo de consciência, diminuição da atenção, desorientação, hiperatividade (reação de 
fuga) e sinais autonômicos de pânico (taquicardia, sudorese, tremor) 
o Desaparecem dentro de horas ou no máximo em 2-3 dias 
Quando se configura em crise aguda 
dissociativa com estreitamento, ou ansiosa: 
BZD (doses muito baixas) + suporte psicológico 
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É um distúrbio crônico, sendo uma resposta tardia a um evento ou situação estressante, ameaçadora ou catastrófica. 
Tende a ser pior do que a reação aguda, porque aqui uma memória traumática é criada para proteção individual à no sentido de fazer com que o 
individuo evite vivenciar aquelas situações estressantes e ameaçadoras novamente à é incapacitante na maioria das vezes. 
© Exemplos: soldados de guerra (não voltarão a guerra pois a memória traumática está consolidada); acidentes de carro (individuo permanecerá 
com medo constante de estar/dirigir um carro) 
 
Caracteriza-se (tríade): 
1. Episódios de revivescências do trauma (memórias intrusas, sonhos...) 
2. Embotamento emocional com “evitação” de situações recordativas do trauma 
3. Hiperexcitação autonômica com hipervigilância 
o Podem apresentar reação de choque (assombramento) aumentada e insônia 
 
Inicio após poucos dias do trauma a meses (raramente excede 6 meses) 
Quando se configura em crise crônica: ISRS + 
BZD como adjuvante + suporte psicológico 
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É um distúrbio crônico, caracterizado por um estado de perturbação emocional com repercussão funcional que surge em um período de adaptação 
a um evento de vida estressante à transtorno NÃO surge sem esse estresse 
© Exemplos: atualmente no contexto de isolamento pela COVID-19, penitenciários 
 
Caracteriza-se: humor deprimido, ansiedade, preocupações, sentimentos de incapacidade de adaptação e de continuar na situação atual 
 
Inicio usualmente dentro de um mês à pode evoluir para um transtorno depressivo ou ansioso, principalmente se o evento for persistente 
© Depressão e transtornos ansiosos: Acontece pela resposta serotoninérgica (há uma diminuição da serotonina com o aumento do cortisol) 
e pela fragilidade do organismo ocasionado pelo estresse à pode ocorrer em reação aguda ao estresse, TEPT, de adaptação 
 
Abuso de substâncias são comuns complicadores dos transtornos de adaptação à utiliza para fuga/medicação para “sobreviver” ao momento, 
porém cria-se uma dependência que é prejudicial no tratamento 
Remoção do agente estressor 
 
Em caso de evolução para depressão e 
ansiedade: vide tratamento para ambas 
condições 
 
 
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Podem surgir no contexto de uma situação estressante vivenciada pelo paciente a partir da vulnerabilidadeda pessoal a tais transtornos 
 
 
Melhor prognóstico quando identificado 
em estágio precoce à geralmente em 
quadros de reação aguda ao estresse 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 Farmacodinâmica e Farmacocinética Intoxicação e tratamento Abstinência e tratamento Dependência e tratamento 
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Farmacocinética: absorção intestinal (90%) e 
metabolismo hepático (10%) 
© Metabolismo do álcool: etanol à 
aldeído acético (tóxico) à acetato + 
acetilCoA (não tóxico). 
o Esse metabolismo hepático é capaz 
de realizar a desintoxicação, porém 
o motivo para que a pessoa 
continue bêbada é pelo fato de que 
em geral, quando se termina a 
depuração, ocorre mais ingestão do 
álcool. 
 
Farmacodinâmica: atua no receptor GABA à 
amplia a ação inibitória do álcool, ou seja, 
inibe a região que controla 
© Inibe primeiro o córtex pré-frontal (mais 
sensível) à área que inibe nosso 
comportamento, se essa inibição for 
inibida, o que ocorre é a retirada do 
controle fino das emoções, deixando-a 
desinibida. 
© Ocorre também uma inibição do 
hipocampo à amnésia alcóolica 
 
 
Conceito: Alterações comportamentais ou 
psicológicas clinicamente significativas e mal-
adaptativas desenvolvidas durante ou logo aos a 
ingestão de álcool 
 
Sinais e sintomas: fala arrastada; incoordenação; 
marcha instável e nistagmo 
 
Tratamento: SEMPRE FAZER A MEDIÇÃO DA 
GLICEMIA (rapidamente metabolizado à se não 
houver ingestão de carboidrato antes de beber há 
maior consumo de glicemia à hipoglicemia) e 
avaliação dos dados vitais. 
Realizar sempre TIAMINA ANTES OU 
CONCOMITANTE COM GLICOSE à evitar 
encefalopatia de Wernicke. 
© Casos mais graves: suporte ventilatório, 
atenção para equilíbrio ácido-base, eletrólitos, 
avaliação de TCE (hematomas subdurais), 
fraturas, aspiração de vômito (deixar sempre 
em decúbito lateral) 
© NUNCA prescrever BZD para paciente 
intoxicado por álcool, por mais agitado que 
esteja à depressão respiratória e coma 
o Utilizar: inicio com haloperidol 
(antipsicótico), mas se o paciente 
continuar muito agitado, posso associar a 
prometazina (fernegan) à sedação por 
via histaminérgica, para contenção de 
agitação 
o Em serviços privados ao invés de sedar 
por haloperidol + prometazina, posso 
utilizar olanzapina. 
 
Conceito: cessação ou redução do uso pesado e 
prolongado de álcool. Aqui, o cérebro do paciente 
já acostumou com aquela substância, pois estava 
trabalhando sempre com a inibição em decorrência 
do uso crônico, ao retira-la,ocorre um disparo dos 
neurotransmissores excitatórios. 
 
Sinais e sintomas: hiperatividade autonômica 
(sudorese; FC > 100); tremor intenso, insônia, 
náuseas e vômitos, alucinações ou ilusões, agitação 
psicomotora, ansiedade e convulsões. 
© Delirium tremens: quadro com rebaixamento 
leve e moderado do nível de consciência, 
acompanhado de desorientação temporo-
espacial, dificuldade de concentração, 
perplexidade, ansiedade em graus variáveis, 
agitação ou lentificação psicomotora, discurso 
ilógico e ilusões ou alucinações. 
 
Tratamento: BZD para melhorar os sintomas 
excitatórios à titulo a dose de acordo com a 
necessidade do caso. 
© Chance de abuso de BZD nesses pacientes é 
altíssima; 
© Após a retirada do BZD utiliza-se 
carbamazepina; 
© Beta-bloqueador pode ser necessário para 
contenção da hiperatividade adrenérgica. 
Conceito: A dependência alcoólica ou alcoolismo é 
uma doença, frequentemente crônica e 
progressiva, que se caracteriza pelo consumo 
regular e contínuo de bebidas alcoólicas, apesar da 
recorrência repetida de problemas relacionados 
com o álcool. 
© Associado muitas vezes a sensação de prazer 
secundário ao uso à esses pacientes são os 
mais difíceis de serem identificados, pois não 
gostam de abordar sobre o assunto. 
 
Tratamento: 
© Manutenção da abstinência: internações em 
clínicas especializadas, acompanhamento 
psiquiátrico e psicológico, grupos de 
autoajuda... 
© Reposição de tiamina, nutrição e correção de 
distúrbio hidroeletrolíticos 
© Tratamento das comorbidades clinicas e 
psiquiátricas: TEPT, fobias, hepatopatias, 
depressão... 
© Medicamentoso: 
o Dissulfiram: causa efeito antabuse à 
inibe o metabolismo de acetaldeído para 
acetato, o que ocasiona um efeito 
extremamente desagradável 
(palpitações, sudorese, cefaleia, náuseas 
e vômitos) mesmo em pequena 
quantidade consumida de álcool. 
§ Ponderar sempre riscos e benefícios e 
obter consentimento do paciente 
o Naltrexona: antagonista opióide que, em 
alguns estudos, demonstrou eficácia na 
redução dos efeitos de recompensa 
(prazer) produzidos pelo álcool 
§ Avaliar função hepática antes da 
prescrição. 
Diferença entre intoxicação x abstinência: na abstinência ocorre um excesso de excitação e na 
intoxicação ocorre um excesso de inibição. 
 
 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 Farmacodinâmica e Farmacocinética Intoxicação Abstinência Dependência 
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Crack é uma apresentação da cocaína para ser fumada com o proposito 
de produzir efeitos mais rápidos e intensos do que a apresentação em 
pó (cocaína). Ambos se referem a mesma substância, o que muda é 
apenas sua apresentação. 
© Os efeitos do crack são mais rápidos e intensos em decorrência do 
tamanho da superfície de absorção (pulmonar > mucosa nasal) 
© Crack: cristal/pedra produzido a partir de cloridrato de cocaína, 
aquecido com água, amônia e bicabornato à são usualmente 
fumadas em cachimbos 
o Características: curta duração (5-15 minutos) dos sintomas, 
preço inferior, impurezas da amalgama, seus efeitos são 
sentidos imediatamente. 
 
Farmacodinâmica: ação direta no sistema de recompensa cerebral (vias 
dopaminérgicas, mesolímbicas e mesocorticais) à tem ação inibitória 
dos transportadores de monoaminas, principalmente a dopamina à 
quantidade na sinapse é ampliada em cerca de 1000 vezes. 
© O crack é extremamente deletério ao cérebro por ser agressivo no 
seu mecanismo de ação na área tegumentar ventral e núcleo 
accumbens 
o Área tegumentar ventral é onde se localizam os corpos 
neuronais dopaminérgicos responsável pelas projeções à 
demais estruturas de recompensa 
o Núcleo accumbens é responsável pelo aprendizado e pela 
motivação, bem como a valorização dos estímulos. 
o O sistema mesolímbico está relacionado ao mecanismo de 
condicionamento ao uso da substância, bem como à fissura, à 
memória e às emoções ligadas ao uso 
o O sistema mesocortical é composto pela área tegumentar 
ventral, córtex pré frontal, giro do cíngulo e córtex orbito-
frontal. As alterações que ocorrem nesse sistema em 
decorrência do consumo de substancias psicoativas estão 
relacionadas com a compulsão e a perda do controle para o 
consumo de drogas 
© Os sistemas mesolímbica e mesocortical funcionam paralelamente 
entre si e com as demais estruturas cerebrais configurando o sistema 
de recompensa cerebral sendo que a dopamina é o principal 
neurotransmissor. 
© A ação dessas drogas nesse sistema de recompensa leva ao 
desenvolvimento de dependência. 
 
Sinais e sintomas: 
© Efeitos inicias e desejados (são 
desejados por são motivo pelo qual a 
pessoal utiliza a substância): Euforia, 
sensação de bem-estar e autoconfiança, 
aumento da acuidade mental e estado 
de alerta, redução do apetite, redução 
da necessidade de sono, taquipsiquismo, 
aumento da libido e prazer sexual. 
© Efeitos e comportamentos adversos 
(cérebro cansa de ser psicoestimulado): 
irritabilidade, labilidade emocional 
(fragilidade emotiva), fadiga, 
hiperatividade motora, sintomas 
paranoides transitórios (conhecido como 
nóia) à transitórios pois o sistema 
mesolímbica volta a funcional, apenas 
deixa de ser transitório se o paciente for 
esquizofrênico. 
© Efeitos físicos: ­ PA, FC, Tax, FR; tremor 
e sudorese; dilatação das pupilas; 
espasmos musculares 
© Overdose: intensa ansiedade, sintomas 
psicóticos nítidos, hipertermia, AVC, 
convulsões, IAM, taquicardia com 
irritabilidade ventricular que evolui para 
uma falência cardíaca. 
 
Tratamento: suportivo. 
Três fases: 
1. Crash (4 dias): depressão, agitação 
e fissura que aos poucos é 
substituída por um estado de 
hipersônia e hiperfadiga à período 
menos critico 
2. Abstinência propriamente dita (1-
10 semanas): falta de motivação 
com picos de intensa fissura e 
irritabilidade à período mais difícil 
de passar 
3. Fase de extinção (duração 
indefinida): fissuras cada vez mais 
episódicas, induzidas por gatilhos 
ambientais 
a. Momento em que o sistema 
dopaminérgico está se 
recuperando nessa fase de 
extinção. 
b. Não há como afirmar aqui que 
o paciente está tratado, uma 
vez que os gatilhos ambientais 
são riscos para recaídas; por 
isso, é importante orientar o 
paciente para buscar ajuda se 
necessário. 
Critérios (geralmente o paciente possuí os 
6 ao mesmo tempo) 
1. Forte desejo ou compulsão para 
consumir a substancia 
2. Dificuldade em controlar inicio e 
termino de uso, assim como níveis de 
consumo à comparação com álcool, 
esse controle com a cocaína/crack é 
mais difícil. 
3. Sindrome de abstinência 
4. Aumento da tolerância 
5. Abandono progressivo de outros 
interesses em favor do uso da 
substância à ocorre um 
estreitamento do repertório 
6. Persistência no uso do crack/cocaína, 
a despeito das claras evidencias das 
consequências nocivas 
 
Uso crônico: 
© Complicações psíquicas: psicose 
paranoide (delírios, alucinações), 
transtornos de humor, déficit 
cognitivo (sequela da hipóxia 
tecidual no cérebro nos momentos 
de pico da intoxicação) 
© Complicações físicas: disfunção 
cardíaca (risco de arritmias); 
disfunção respiratória (pneumonite 
química), deficiência nutricional 
(anorexígeno), doenças 
infectocontagiosas (ambiente nocivo 
dos usuários) 
© Complicações psicossociais: 
degradação do caráter (começa a se 
envolver com roubos e agressões em 
prol da compra da substância); perda 
do convívio familiar, estudos e 
emprego; contravenções penais 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
 
 Conceitos basicos para o manejo Tratamento não farmacológico Tratamento farmacológico 
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São 3: 
1. A dependencia é uma doença crônica e recidivante (reicidiva é 
REGRA e não EXCEÇÃO) 
2. A sindrome de dependência pode se reinstalar em poucos dias, 
mesmo após um longo periodo de abstinencia 
3. Antes de se instalar a dependencia há o primeiroconsumo e uso 
nocivo (momento entre o abuso esporádico e a instalação da 
dependencia). 
a. No primeiro momento deve-se manejar intervenção à 
conversa/explicação do que a substancia é e o que pode causar 
na vida do usuário. 
 
 
A intervenção mais útil é permitir que o sistema 
dopaminérgico seja restaurado por si mesmo com o tempo à 
prolongar ao máximo o período de abstinência. 
 
Diagnóstico clinico (comorbidades clínicas e psiquiátricas) e 
motivacional são diretrizes para o tratamento. 
© O diagnóstico motivacional passa por 3 estágios: 
o Pré-contemplação: paciente não tem a intenção de 
parar à chance pequena de intervenção efetiva 
o Contemplação: paciente começa a pensar sobre e 
considera parar o uso 
o Determinação: paciente está determinado a parar o 
uso 
 
! ATENÇÃO! Paciente deve ser instruído a como parar, assim 
como deve ser orientado sobre situações de risco, tratar 
doenças de base, tentar se reestabelecer no trabalho e 
estudos. 
 
! NÃO HÁ INTERVENÇÃO PSICOFARMACOLÓGICA 
TOTALMENTE EFICAZ. 
 
© Pode-se utilizar antipsicóticos de baixa potência, pois os de 
alta potência irá inibir em excesso a dopamina natural do 
corpo que o paciente está tentando produzir, 
© Antidepressivos podem ser utilizados para aliviar os sintomas 
depressivos da abstinência à reduz incômodos dessa fase e 
facilita a sua manutenção 
© Durante a abstinência propriamente dita, usa-se 
medicamentos de propriedade ansiolítica/sedativas (BZD à 
se atentar para o abuso da medicação) para conter a 
ansiedade e agitação 
PROPOSTA DE TRATAMENTO: 
© Desintoxicação em regime de internação hospitalar 
© Após 2-3 semanas: transição para ambulatório especializado com equipe multidisciplinar (psiquiatria, psicologia, assistente 
social, terapia ocupacional, educador físico) e grupos de autoajuda 
o A depender do caso, pode encaminhar paciente para moradias-assistidas habilitadas a estruturas a abstinência do 
paciente à reestruturação do convívio sócio familiar, retorno do estudo e trabalho... 
 
 
 
Letícia Assis Rodrigues Freitas – 70D 
 
Delirium hipoativo 
Delirium hiperativo 
 
 
 
DELIRIUM 
! IMPORTANTE IDENTIFICAR A CAUSA DESSE DISTÚRBIO 
ORGÂNICO à fazer exame físico, laboratorial, como 
gasometria, VDRL, sorologia HIV, exame de imagem. 
 
 
Quadro de confusão mental por inibição do SNC à intoxicação 
por álcool, barbitúrico, distúrbio hidroeletrolítico, resposta 
metabólica ao trauma, T.C.E., D.C.V., infecção, hipoglicemia, 
medicação anticolinérgica em excesso 
© Exemplo: usa um anticolinérgico para atenuar efeitos 
colaterais extrapiramidais de um antipsicótico à pode gerar 
quadro de delirium 
Tratamento: suporte clinico, tratar a causa base, antipsicótico, 
NÃO USAR BZD à IDENTIFICAR SEMPRE A CAUSA DO QUADRO 
 
 
 
 
Quadro de confusão mental por excitotoxicidade do SNC 
© Exemplo: abstinência de álcool 
Tratamento: suporte clinico, usar BZD 
 
 
 
 
Idoso tem mais vulnerabilidade para efeitos colaterais de 
antipsicóticos, como o parkinsonismo medicamentoso 
© Dar preferência para a quetiapina à causa menos efeito 
extrapiramidal e aliviam o estado de agitação 
o Não tem no SUS à pode-se utilizar um antipsicótico 
típico de baixa potencia (clorpromazina), mas com 
cautela! 
Estar atento para delirium sobreposto e descompensação de 
comorbidades clínicas (ex: ITU, alteração glicêmica) 
 
© Pensamento, planejamento, tentativa, suicídio 
© 90-95% dos suicídios ocorrem em pessoas com transtorno 
psiquiátrico 
o Depressão, fase depressiva do TAB, impulsividade 
(personalidade borderline), dependência química, 
alcoolismo, esquizofrenia (paciente em surto com 
proeminência de sintomas positivos), dissociação após 
perdas pessoais, Diagnóstico de doenças graves 
Tratamento: vária a cada caso, sendo avaliado de acordo com 
diagnósticos prévios à AD, lítio, BZD 
© Alguns pacientes necessitam de locais específicos para 
tratamento, como internações e CAPS. 
 
! VERIFICAR OS 3 Ds: desamparo (sócio familiar, assistência 
psicossocial), desespero, desesperança (visão desolada de 
futuro à “o que você pensa em relação ao seu futuro?”) 
 
 
 
 
Quadros psicóticos, quadros de humor (em especial quadros 
maníacos no TAB), agitação em pacientes com retardo mental, 
autismo (piorado pelo distúrbio cognitivo), intoxicação por 
álcool, cocaína, crack 
© Epilepsia: psicose ictal (ilusões e alterações visuais e 
auditivas), pós-ictal (alucinações, delírios ou anormalidades 
grosseiras de comportamento ou afeto até sete dias após a 
crise), interictal (crônica) 
© Delirium, demências em estágios mais avançados 
© Avaliar a ideação homicida (risco para terceiros) 
 
Tratamento: antipsicótico + sedativo 
© No SUS a associação mais usada é: Haloperidol + 
Prometazina (IM se a abordagem VO não for “possível”) 
 
! Se há suspeita de intoxicação por álcool NÃO utilizar 
benzodiazepínico 
 
Contenção física à somente se extremamente necessário e 
com todos os cuidados de acompanhamento medico e da 
enfermagem 
! A contenção é um ato médico à como se fosse uma 
prescrição e tem indicações corretas e modo/protocolos de 
como serem feitas 
 
 
 
 
© Crises de pânico: BZD + suporte psicológico na crise 
o Verificar se já há transtorno de pânico ou outro quadro 
psíquico à tratar quadro de base, nesses casos 
© Reação aguda ao estresse: BZD + suporte psicológico na 
crise 
o Possível evolução para TEPT (é um fator de risco de 
evolução para esse quadro) à o que torna necessário 
o encaminhamento para tratamento psiquiátrico e 
psicológico após o atendimento na urgência 
 
 
 
 
URGÊNCIAS NA PSIQUIATRIA 
Delirium 
Agitação na demência 
Avaliação do risco de suicídio 
Agressividade e agitação psicomotora 
Crise de ansiedade e de reação ao estresse

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