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<p>RESUMO DE PSIQUIATRIA</p><p>DANILO FERNANDO – ATM 21/2</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>Introdução à Psiquiatria ................................................................................................... 2</p><p>Transtornos Mentais Orgânicos ....................................................................................... 7</p><p>Transtornos Decorrentes de Substâncias Psicoativas .................................................... 10</p><p>Esquizofrenia e Outros Transtornos Psicóticos .............................................................. 14</p><p>Transtornos do Humor ................................................................................................... 16</p><p>Transtornos de Ansiedade .............................................................................................. 20</p><p>Transtornos Alimentares ................................................................................................ 22</p><p>Transtornos de Personalidade ........................................................................................ 28</p><p>Transtornos Somatoformes, Dissociativos e Factícios ................................................... 31</p><p>Psiquiatria Infantil ........................................................................................................... 32</p><p>Emergências Psiquiátricas .............................................................................................. 37</p><p>Psicofarmacologia e Outros Tratamentos ...................................................................... 41</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>2</p><p>Introdução à Psiquiatria</p><p>Psicologia Médica</p><p>• “Transferência”: projeções relacionadas a reações emocionais do paciente, dirigidas</p><p>ao médico, com base nos conflitos prévios.</p><p>• “Contratransferência”: envolve sensações, sentimentos e percepções que brotam no</p><p>médico, emergentes do relacionamento terapêutico com o paciente, também com</p><p>base em seus conflitos inconscientes.</p><p>Fases do Luto (Elisabeth Kubler-Ross)</p><p>• Fase 1: negação (defesa psíquica);</p><p>• Fase 2: raiva (sente-se injustiçado);</p><p>• Fase 3: barganha (negociar);</p><p>• Fase 4: depressão (isolamento);</p><p>• Fase 5: aceitação (assimilação).</p><p>Exame do Estado Mental</p><p>• Diagnóstico psicopatológico:</p><p> Antecede o diagnóstico psiquiátrico – baseado em sinais e sintomas;</p><p> “Não existem sinais e sintomas patognomônicos em psiquiatria”.</p><p>• CASOMI – APeJuCoL: regra mnemônica para a avaliação do estado mental.</p><p> Consciência, atenção, sensopercepção, orientação, memória, inteligência,</p><p>afetividade, pensamento, juízo crítico, conduta e linguagem.</p><p>a) “CASOMI”: alterações que ocorrem nas síndromes mentais orgânicas.</p><p> Delirium: estão alteradas as primeiras quatro funções (consciência, atenção,</p><p>sensopercepção e orientação);</p><p> Quadros demenciais: alteração da orientação, memória e inteligência.</p><p>b) “APeJuCoL: alterado nas síndromes psicóticas (esquizofrenia, transtornos</p><p>delirantes, episódios psicóticos breves), nos transtornos afetivos ou do humor</p><p>(depressão, transtorno bipolar, etc.), bem como nos transtornos de ansiedade</p><p>(pânico, TOC, fobia social, fobias específicas), entre outros.</p><p>Consciência</p><p>• Capacidade de entender o que está acontecendo dentro e fora de si;</p><p> Contato com a realidade, percepção, reconhecimento.</p><p>• Alterações normais (sono/sonho) e patológicas (qualitativas e quantitativas).</p><p>a) Quantitativas: nível de consciência – vigil, sonolência, torpor, estupor, coma.</p><p>b) Qualitativas:</p><p> Estados crepusculares;</p><p> Dissociação da consciência (ex. recebeu notícia de câncer terminal → passa a não</p><p>ficar consciente da doença);</p><p> Estado hipnótico (atenção fixada para uma única coisa → forma de reagir a</p><p>realidade fica prejudicada);</p><p> Experiência de quase morte.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>3</p><p>Atenção</p><p>• Capacidade de direcionar o foco para determinado objeto, situação, atividade e a</p><p>capacidade para mantê-lo;</p><p>• Voluntária – direcionada (estudo);</p><p>• Espontânea – mudança de foco;</p><p>• Tenacidade – capacidade de fixar atenção;</p><p>• Vigilância – capacidade de mudar de foco;</p><p>• Hipervigilante – psicótico, transtorno de ansiedade;</p><p>• Hipoprosexia – diminuição global da atenção;</p><p>• Hiperprosexia – concentra muito;</p><p>• Distração (facilidade de perder o foco);</p><p>• Distratibilidade (qualquer coisa chama atenção da pessoa).</p><p>Sensopercepção</p><p>• Capacidade de interpretar estímulos que se apresentam aos sentidos.</p><p> Sensação: processo fisiológico que ocorre quando os receptores dos nossos órgãos</p><p>dos sentidos entram em contato com o seu estímulo específico – estímulos podem ser</p><p>auditivos, visuais, olfativos, táteis e gustativos;</p><p> Percepção: função cerebral que atribui significado aos estímulos sensoriais, a partir</p><p>das vivências pessoais de cada indivíduo.</p><p>• Ilusões: paciente vivencia uma representação mental distorcida de um objeto</p><p>externo presente – basicamente restritas à esfera visual.</p><p>• Alucinações: representação mental, que é erroneamente aceita pelo juízo de</p><p>realidade como proveniente do meio exterior.</p><p> “Percepção sem objeto”: visual (alucinações visuais), auditiva (alucinações</p><p>auditivas), olfativa, táctil ou gustativa.</p><p>*Importante: delírio vs. alucinação.</p><p>- Delírio: alteração do pensamento (crenças exageradas, irrefutáveis) – paciente tem</p><p>certeza de algo, mesmo sem nenhuma evidência real disso;</p><p>- Alucinação: alteração dos sentidos – percepções de coisas que não estão presentes,</p><p>mas que o paciente acredita com convicção de que são reais.</p><p>• Alucinose: paciente reconhece aquela experiência perceptiva como algo estranho a</p><p>si mesmo, como um acontecimento patológico (ex. alucinose alcoólica em pacientes</p><p>em abstinência – percepção de insetos).</p><p>• Pseudoalucinação: carecem de espacialidade e corporeidade, ou seja, não existem</p><p>objetivamente no espaço para o indivíduo → mais representativas do que perceptivas.</p><p>Orientação</p><p>• Capacidade de situar-se em relação ao tempo, espaço, local ou situação (orientação</p><p>alopsíquica) bem como em relação à sua própria pessoa (orientação autopsíquica).</p><p>• Sequência da perda de orientação: tempo → espaço → pessoa.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>4</p><p>Memória</p><p>• Capacidade registrar/fixar, armazenar/consolidar e recuperar/evocar informações.</p><p>• Memória declarativa (ou explícita):</p><p> Fatos, nomes, acontecimentos, eventos autobiográficos;</p><p> Mais facilmente adquirida, mas também é mais rapidamente esquecida.</p><p>• Memória não-declarativa (ou implícita):</p><p> Memória de procedimentos;</p><p> Aprendizado de habilidades (tocar um instrumento, andar de bicicleta, desenhar).</p><p>• Alterações da memória:</p><p>a) Amnésia anterógrada: incapacidade de fixar e manter informações após um evento</p><p>causador de dano;</p><p>b) Amnésia retrógrada: perda da memória para fatos ocorridos anteriormente a um</p><p>trauma ou transtorno;</p><p>c) Amnésia lacunar: esquecimento dos fatos ocorridos entre duas datas;</p><p>d) Confabulação: eventualmente, o paciente pode preencher estas lacunas com</p><p>inverdades ou situações não ocorridas, sem dar-se conta (ex. demência);</p><p>e) Hipermnésia: capacidade aumentada de registrar e evocar os fatos;</p><p>f) Déjà vu: sensação de familiaridade com uma percepção efetivamente nova;</p><p>g) Jamais vu: sensação de estranheza em relação a uma situação familiar.</p><p>Inteligência</p><p>• Capacidade de assimilar conhecimento, compreendê-lo, integrá-lo, raciocinar</p><p>logicamente, manipular conceitos, transformar do abstrato para o concreto, analisar e</p><p>sintetizar;</p><p>orgânico agudo (delirium);</p><p> Psicose ou síndrome maníaca;</p><p> Síndrome ansiosa.</p><p>Manejo</p><p>• Contenção física:</p><p> Manejo em último caso;</p><p> Risco de autoagressão ou heteroagressão;</p><p> Agitação intensa;</p><p> Risco de ferimentos em pacientes com rebaixamento do nível de consciência.</p><p>• Manejo da agitação psicomotora:</p><p>a) Contenção física: 1ª conduta caso a abordagem verbal não seja efetiva.</p><p> Deve-se informar o paciente;</p><p> São necessários 5 pessoas;</p><p> Utilizar faixas resistentes;</p><p> Posição lateral com cabeça elevada (evitar aspiração);</p><p> Observar sinais vitais e nível de consciência a cada meia hora;</p><p> Cuidados ao retirar a contenção.</p><p>b) Farmacológico:</p><p> Causa orgânica: tratamento da doença de base – sedação com antipsicótico.</p><p>- Haloperidol 5mg IM ou VO ou risperidona 1mg VO.</p><p> Benzodiazepínico para delirium tremens (diazepam ou lorazepam);</p><p> Psicose ou mania: haloperidol (VO ou IM), acompanhando ou não de lorazepam.</p><p>Psicose</p><p>• Estado alterado do psiquismo;</p><p>• Sensações que não correspondem à realidade.</p><p>Quadro Clínico</p><p>• Alucinações auditivas, visuais ou olfativas;</p><p>• Delírios, sensação de que o ambiente está estranho;</p><p>• Agitação, confusão, agressividade,</p><p>• “Não fala coisa com coisa”, insônia e inapetência.</p><p>Critérios para internação psiquiátrica:</p><p>autoagressão, heteroagressão ou</p><p>atos que ferem a própria honra.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>38</p><p>Sempre investigar;</p><p>Perguntar ativamente.</p><p>Causas de Psicose</p><p>• Esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar;</p><p>• Parto (psicose puerperal);</p><p>• Reação a alguns medicamentos (anfetaminas e cortisona);</p><p>• Trauma cranioencefálico;</p><p>• Álcool e drogas;</p><p>• Doenças físicas (lúpus, hipertireoidismo);</p><p>• Doenças neurológicas (AVC, tumores cerebrais), Alzheimer.</p><p>Manejo da Psicose</p><p>• Haloperidol VO ou IM, prometazina;</p><p>• Encaminhar ao serviço de psiquiatria.</p><p>Álcool</p><p>• Síndrome de abstinência:</p><p>a) Grau I: sintomas leves (tremores, ansiedade, irritabilidade, inquietação, insônia);</p><p>b) Grau II: grau I + alucinações;</p><p>c) Grau III: grau II + convulsões;</p><p>d) Grau IV: delirium tremens – quadro confusional agudo e flutuante, desorientação</p><p>temporoespacial, prejuízo da memória, desagregação do pensamento, alucinações.</p><p>Manejo</p><p>• Observação clínica, hidratação;</p><p>• Benzodiazepínicos – diazepam 10mg VO de hora em hora;</p><p>• Tiamina (vitamina B1) 100mg IM;</p><p>• Encaminhar ao serviço de psiquiatria.</p><p>*Importante: sedação no manejo de intoxicação aguda e abstinência.</p><p>- Intoxicação por álcool/cocaína → haloperidol;</p><p>- Abstinência de álcool → benzodiazepínico (proteção contra convulsões).</p><p>Suicídio</p><p>• Comportamento suicida:</p><p> Ideação;</p><p> Plano;</p><p> Tentativa;</p><p> Suicídio.</p><p>• Epidemiologia:</p><p> 1.000.000 suicídios/ano;</p><p> 1 suicídio a cada 40 segundos;</p><p> 20 milhões de tentativas/ano;</p><p> Terceira causa de morte entre 15-44 anos;</p><p> Distribuição entre sexos: mulheres (mais tentativas), homens (maior mortalidade).</p><p>*Importante: incidência pode estar subnotificada – suicídios registrados vs. suicídios</p><p>não-classificados (ex. intoxicação, afogamento), auto-injúria (ex. envenenamento etc.).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>39</p><p>Fisiopatologia</p><p>Passos da Avaliação</p><p>Avaliar Ideação e Plano Suicida</p><p>• Meios;</p><p>• Preparação;</p><p>• Letalidade;</p><p>• Probabilidade de intervenção ou resgate;</p><p>• Planejamento vs. impulsividade;</p><p>• Determinação vs. ambivalência.</p><p>Fatores de Risco e Proteção</p><p>• Fatores de risco:</p><p>• Fatores de proteção:</p><p>Individuais Socioculturais</p><p>Traços de</p><p>Personalidade</p><p>Situacionais</p><p>Tentativa prévia</p><p>Diagnóstico psiquiátrico</p><p>Abuso de álcool/drogas</p><p>História familiar</p><p>Doença clínica grave ou crônica</p><p>História de trauma ou abuso</p><p>Baixo suporte social/familiar</p><p>Dificuldade no acesso a saúde</p><p>Aspectos culturais-religiosos</p><p>Exposição a comportamento</p><p>suicida</p><p>Impulsividade</p><p>Agressividade</p><p>Rigidez</p><p>Desesperança</p><p>Desemprego</p><p>Luto</p><p>Estressores</p><p>graves</p><p>Acesso a meios</p><p>letais</p><p>Individuais Socioculturais Traços de Personalidade</p><p>História prévia de boa resposta</p><p>a estressores</p><p>Ausência de doença crônica</p><p>Bom suporte social/familiar</p><p>Bom acesso a saúde</p><p>Aspectos culturais-religiosos</p><p>Acesso restrito a métodos de</p><p>suicídio</p><p>Boa capacidade para resolução</p><p>de problemas</p><p>Fatores relacionados à</p><p>resiliência</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>40</p><p>Estratificação de Risco</p><p>• Baixo risco:</p><p> Plano ou método de baixa letalidade;</p><p> Ideação ocasional;</p><p> Bom apoio psicossocial;</p><p> Sintomas psiquiátricos de menor gravidade;</p><p> Comportamento autolesivo crônico.</p><p>• Alto risco:</p><p> Tentativa de suicídio grave;</p><p> Ideação persistente;</p><p> Pouco suporte familiar/social;</p><p> Transtorno psiquiátrico grave;</p><p> Baixa adesão ao tratamento;</p><p> Piora aguda do quadro psiquiátrico;</p><p> Intenção suicida reativa.</p><p>Intervenção</p><p>• Sociedade:</p><p> Políticas para trauma e abuso físico;</p><p> Políticas de diminuição do estigma;</p><p> Comunicação responsável na mídia;</p><p> Barreiras aos meios letais.</p><p>• Saúde:</p><p> Qualificação dos serviços especializados;</p><p> Qualificação dos profissionais de porta de entrada;</p><p> Redução do uso danoso de álcool;</p><p> Tratamento específico dos transtornos mentais.</p><p>• Individual:</p><p> Avaliação do risco de suicídio;</p><p> Manejo do risco de suicídio;</p><p> Contrato, familiar, internação domiciliar;</p><p> Internação psiquiátrica.</p><p>Manejo do Risco de Suicídio</p><p>• Modificações no tratamento;</p><p>• Aumento da vigilância – vigilância 24 horas;</p><p>• Restrição a meios letais;</p><p>• Pacto de não suicídio;</p><p>• Coerção física imediata;</p><p>• Indicação de avaliação em emergência.</p><p>Manejo da Tentativa de Suicídio</p><p>• Internação.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>41</p><p>Psicofarmacologia e Outros Tratamentos</p><p>Antidepressivos</p><p>Tricíclicos (ADT)</p><p>• 1ª geração de antidepressivos (são os mais antigos);</p><p>• Amitriptilina, clomipramina, imipramina, nortriptilina;</p><p>• Efetivos em casos graves/moderados de depressão;</p><p>• Limitações: cardiotoxicidade, tolerabilidade.</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>• Inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina → aumento da concentração</p><p>na fenda sináptica;</p><p>• Bloqueio de canais de sódio (amitriptilina) → analgesia – útil em quadros depressivos</p><p>ou ansiosos associados a dores crônicas ou cefaleias;</p><p>• Ações sobre outros neurotransmissores (ex. ACh e histamina) → efeitos colaterais;</p><p>• ADT possui metabolização complexa → maior risco de interações medicamentosas.</p><p>Principais Efeitos Colaterais</p><p>• Ação anticolinérgica: piora cognitiva, risco de delirium, boca seca, constipação</p><p>intestinal, retenção urinária, risco de arritmias cardíacas, visão turva e glaucoma etc.;</p><p>• Ação anti-histaminérgica: sedação, risco de queda, aumento do apetite, ganho de</p><p>peso e piora metabólica;</p><p>• Bloqueio α1/2 adrenérgico: risco de hipotensão, queda e síncope;</p><p>• Bloqueio dos canais de sódio: arritmias cardíacas, como alargamento do PR ou QT.</p><p>*Importante: alguns antidepressivos tricíclicos podem ser utilizados durante a</p><p>gestação e amamentação. Sempre que possível, deve-se dar preferência aos ISRS.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>42</p><p>Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS)</p><p>• “Sucessores” dos ADTs – também são bastante efetivos;</p><p>• ISRS: citalopram, fluoxetina, sertralina, escitalopram, paroxetina;</p><p>• Medicações de primeira linha para os quadros depressivos e ansiosos.</p><p> Poucos efeitos colaterais, alta tolerabilidade e baixa interação farmacológica;</p><p>• Classe de escolha</p><p>para idosos, indivíduos com multimorbidades ou polifarmácia (ex.</p><p>anti-hipertensivos, hipoglicemiantes, anti-inflamatórios etc.).</p><p>*Importante¹: ISRS são seguros na gestação (classe C pelo FDA), exceto a paroxetina</p><p>(classe D pelo FDA).</p><p>*Importante²: tratamento farmacológico de adolescentes (metanálise 2020) –</p><p>fluoxetina é o melhor fármaco (melhor eficácia se associado a TCC).</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>• Inibição da receptação da serotonina → aumento da concentração de serotonina na</p><p>fenda sináptica.</p><p>*Importante: paroxetina exerce efeito anticolinérgico considerável, porém os demais</p><p>ISRS não costumam ter ações relevantes sobre outros neurotransmissores.</p><p>Principais ISRS</p><p>Citalopram</p><p>• Tratamento de quadros depressivos e ansiosos;</p><p>• Praticamente sem interações medicamentosas.</p><p> Útil em pacientes idosos e com multimorbidades.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>43</p><p>Escitalopram</p><p>• Forma ativa do citalopram.</p><p>*Importante¹: citalopram e escitalopram são drogas que pouco interagem</p><p>farmacologicamente – utilizadas em pacientes que já utilizam outros fármacos.</p><p>*Importante²: doses elevadas de citalopram e escitalopram podem provocar</p><p>alargamento do segmento QT.</p><p>Fluoxetina</p><p>• Medicação de escolha para depressão, ansiedade, TOC e transtornos alimentares;</p><p>• Fármaco e seus metabólitos ativos têm meia-vida longa de até duas semanas;</p><p>• Maior número de interações farmacológicas;</p><p>• Considerada segura durante a gestação e amamentação.</p><p>Paroxetina</p><p>• Apresenta intenso efeito serotoninérgico;</p><p>• Efeitos anticolinérgicos moderados – não indicado para idosos;</p><p>• ISRS que apresenta maior prejuízo em relação à libido;</p><p>• Deve ser evitada na gestação, porém é segura durante a amamentação.</p><p>Sertralina</p><p>• Considerada muito segura do ponto de vista cardiovascular;</p><p>• Poucas interações farmacológicas.</p><p>Inibidores da Recaptação da Serotonina e Noradrenalina (IRSN)</p><p>• Drogas mais recentes (“duais”) → desvenlafaxina, venlafaxina, duloxetina;</p><p>• Efetivos e seguros – pouca interação medicamentosa;</p><p>• Medicamentos de primeira linha para o tratamento dos transtornos depressivos;</p><p>• Podem ser utilizados na gestação, mas evitados durante a amamentação.</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>• Inibição dual (análogo aos ADTs), porém com pouca atividade em receptores</p><p>α-adrenérgico, muscarínicos ou histamínicos.</p><p>*Importante: duloxetina tem propriedades antidepressivas, ansiolíticas e analgésicas.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>44</p><p>Inibidores da Monoaminoxidase (MAO)</p><p>• Melhores resultados clínicos (ex. depressões graves ou refratárias);</p><p>• Perfil de efeitos colaterais mais intensos e até mesmo potencialmente fatais.</p><p>• Observações:</p><p> Depressão atípica pode responder bem aos iMAO;</p><p> Necessidade de restrição dietética à tiramina (enlatados, queijos, embutidos);</p><p>- Risco de emergência hipertensiva.</p><p> Necessidade de “wash-out” de ISRS quando troca para iMAO;</p><p> Risco de síndrome de descontinuação após interrupção abrupta.</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>• Inibição da enzima monoaminoxidase (MAO) – responsável pela degradação de</p><p>neurotransmissores (ex. serotonina, dopamina, noradrenalina);</p><p> MAO também está presente no fígado e no intestino (efeitos adversos).</p><p>• Evita a inativação das monoaminas (norepinefrina, serotonina, dopamina) no interior</p><p>do neurônio → difusão dos neurotransmissores em excesso para a fenda sináptica.</p><p>Atípicos</p><p>• Bupropiona: inibidor da recaptação de dopamina e norepinefrina fraco.</p><p> Perfil estimulante – útil para tratar pacientes com queixas de “baixa energia”;</p><p> Útil para diminuir fissura e atenuar os sintomas de abstinência ao tabaco.</p><p>• Mirtazapina: aumenta a neurotransmissão de serotonina e norepinefrina.</p><p> Efeito anticolinérgico e anti-histaminérgico → aumento no apetite, sedação intensa;</p><p> Efeito antiemético (útil para pacientes em tratamentos quimioterápicos).</p><p>• Trazodona: inibidor fraco da recaptação de serotonina.</p><p> Antidepressivo extremamente sedativo (efeito anti-histamínico);</p><p> Priapismo (efeito colateral raro).</p><p>*Importante: atípicos devem ser evitados durante a amamentação.</p><p>• Vortioxetina: antidepressivo multimodal – mais moderno, porém mais caro.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>45</p><p>Como Iniciar o Tratamento com Antidepressivos</p><p>“Antes de iniciar qualquer tratamento com antidepressivos, deve-se proceder uma</p><p>minuciosa entrevista para descartar (ou confirmar) a presença de sintomas suspeitos</p><p>de bipolaridade, como períodos de euforia, desinibição, diminuição da necessidade de</p><p>sono, pensamentos acelerados, dentre outros, pois o uso de antidepressivos é</p><p>contraindicado para pacientes bipolares, que podem causar um episódio maníaco”.</p><p>Fases do Tratamento</p><p>• Aguda: primeiros 3 meses – objetivo de diminuir ou remitir sintomas;</p><p>• Continuação: 6 meses seguintes – objetivo de estabilizar o quadro ou remitir</p><p>sintomas residuais;</p><p>• Manutenção: prevenir recaídas e manter funcionalidade do paciente.</p><p>*Importante: após a melhora do paciente, recomenda-se manter o tratamento</p><p>medicamentoso por mais 6-24 meses – depois disso, devemos diminuir lentamente a</p><p>medicação, para evitar recaídas e a síndrome de retirada dos antidepressivos.</p><p>• Indicações de tratamento de manutenção por tempo indeterminado:</p><p> Episódios recorrentes;</p><p> Após episódios muito graves ou difíceis de tratar;</p><p> Depressão “crônica”;</p><p> Comorbidades psiquiátricas ou outras condições médicas ou fatores de risco;</p><p> Permanência de sintomas residuais.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>46</p><p>Efeitos Colaterais do Tratamento com Antidepressivos</p><p>Efeitos Sexuais</p><p>• Prejudicados por ação serotoninérgica na fenda sináptica (tricíclicos e paroxetina);</p><p>• Antidepressivos atípicos são boas opções (ex. bupropiona).</p><p>*Importante: baixo desejo sexual pode fazer parte do quadro clínico da depressão ou</p><p>de outros transtornos psiquiátricos – pode normalizar com o tratamento adequado.</p><p>Diabetes e Ganho de Peso</p><p>• Tricíclicos, mirtazapina e paroxetina – piora importante do perfil metabólico,</p><p>resistência insulínica e aumento do peso corporal, se usados à longo prazo;</p><p>• Ação anti-histaminérgica e anticolinérgica;</p><p>• Bupropiona pode ser uma opção nesses casos.</p><p>Síndrome Serotoninérgica (SN)</p><p>• Reação potencialmente grave causada por hiperestimulação do tônus</p><p>serotoninérgico no sistema nervoso central;</p><p>• Mioclonias, tremores, rigidez muscular, sudorese, hipertermia, agitação</p><p>psicomotora, midríase, rebaixamento do nível de consciência e coma;</p><p>• Quanto maior a dose e maior a combinação de medicamentos serotoninérgicos,</p><p>maior a chance do desenvolvimento da síndrome;</p><p>• Não há antídoto específico e o tratamento é de suporte.</p><p>Síndrome de Retirada dos Antidepressivos</p><p>• Sintomas clinicamente benignos e passageiros;</p><p> 24 horas a 2 semanas após a suspensão do fármaco;</p><p> Tonturas, náuseas, vômitos, dificuldades de marcha, sintomas gripais, alterações</p><p>sensoriais (ex. parestesias), insônia, irritabilidade e ansiedade.</p><p>• Descontinuação lenta diminuem a chance do evento.</p><p>*Importante: antidepressivos não causam dependência.</p><p>Extremos Etários</p><p>• Crianças:</p><p> Metabolismo hepático intenso e acelerado;</p><p> Antidepressivos, se recomendados, devem ser administrados em doses menores,</p><p>com aumento lento e gradual, se necessário – altas doses podem ser necessárias para</p><p>a obtenção de sucesso terapêutico.</p><p>• Idosos:</p><p> “Start slow, go slow, but go”;</p><p> Doses menores que as habituais, com</p><p>aumentos lentos.</p><p>*Importante: idosos – redução da metabolização hepática, diminuição da excreção</p><p>renal, maior permeabilidade hematoencefálica → maior sensibilidade aos efeitos.</p><p>- Psicofármacos podem possuir efeitos sobre diversos neurotransmissores (ex.</p><p>histamina, serotonina, noradrenalina, dopamina, acetilcolina) responsáveis tanto pelos</p><p>efeitos terapêuticos quanto pelos efeitos colaterais.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>47</p><p>Estabilizadores de Humor</p><p>• Tratam e previnem tanto episódios de depressão quanto episódios de mania ou</p><p>hipomania – mantém o paciente em “eutimia” (faixa normal do humor);</p><p>• Estabilizadores clássicos = lítio e os anticonvulsivantes carbamazepina, ácido</p><p>valproico e lamotrigina.</p><p>*Importante: pregabalina, gabapentina, oxcarbazepina, topiramato, fenitoína e</p><p>fenobarbital etc. não demonstraram em estudos, até hoje, uma capacidade verdadeira</p><p>de estabilizar o humor (não tratam e previnem adequadamente tanto episódios de</p><p>depressão como episódios de mania).</p><p>Lítio</p><p>• Medicamento de escolha para THB – padrão-ouro;</p><p>• Atua na fase aguda e manutenção (profilática) de mania, além da fase depressiva;</p><p>• Possui propriedades antimaníacas, antidepressivas e antissuicidas;</p><p> Potencial para propriedade antidemencial (ainda em estudos).</p><p>• Mecanismo de ação pouco compreendido.</p><p>• Exames de rotina no tratamento de manutenção:</p><p> Hemograma;</p><p> Função renal, eletrólitos;</p><p> Glicemia de jejum;</p><p> TSH e T4 livre (pode predispor ao hipotireoidismo).</p><p>Faixas Séricas de Lítio</p><p>• Faixa terapêutica de 0,6-1,2mEq/L – 900-1200mg/dia.</p><p> Lítio é uma medicação com baixo índice terapêutico;</p><p> Litemia após 7 dias do início do tratamento e 7 dias após cada ajuste de dose.</p><p>• Níveis séricos:</p><p> Litemia >1,5: intoxicação → náuseas, vômitos, diarreia, tremores, disartria;</p><p>- Deve-se monitorar eletrólitos, litemia e ECG, em casos de intoxicação;</p><p>- Administrar soro fisiológico + diuréticos osmóticos.</p><p> Litemia >4: hemodiálise ou diálise peritoneal.</p><p>*Importante: lítio possui excreção renal sem metabolização hepática – medicações</p><p>que interferem na capacidade da filtração glomerular (ex. IECAs, BRAs, diuréticos,</p><p>AINEs etc.) podem causar um aumento da litemia → riscos de uma intoxicação aguda.</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>• Principais efeitos colaterais: acne, náuseas, vômitos, diarreia, retenção hídrica,</p><p>queda de cabelo, aumento do apetite, ganho de peso e tremores finos;</p><p>• Principais efeitos colaterais a longo prazo: hipotiroidismo, diabete insípido, IRA;</p><p>• Contraindicações absolutas: amamentação, DRC, cardiopatas graves;</p><p>• Contraindicações relativas: gestação, hipotiroidismo.</p><p> Exposição no primeiro trimestre eleva o risco de malformação cardíaca;</p><p> Manter <900mg/dia se indispensável para estabilização do THB na gravidez.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>48</p><p>Ácido Valproico</p><p>• Forma ácida do estabilizador do humor – efeito idêntico e equivalente ao valproato</p><p>de sódio (sal) e divalproato de sódio (mistura das duas moléculas);</p><p>• Sofre intensa metabolização hepática;</p><p>• Efeitos sobre os canais de sódio e sobre o ácido gama-aminobutírico (GABA);</p><p>• Medicação de 1ª linha para o tratamento de fase aguda/manutenção do THB;</p><p>• Controle com valproatemia – faixa terapêutica entre 50-100μg/mL;</p><p>• Considerado seguro durante a amamentação.</p><p>Efeitos Adversos</p><p>• Sedação, ganho de peso, tremores, queda de cabelo;</p><p>• Elevação temporária e benigna das transaminases;</p><p>• Contraindicado para hepatopatas graves e gestantes.</p><p>Carbamazepina</p><p>• Menos utilizada do que o lítio e o ácido valproico por ser mais hepatotóxica e por</p><p>envolver-se em um grande número de interações medicamentosas;</p><p>• Medicação de 2ª linha no tratamento do THB;</p><p> Tratamento da fase aguda ou durante a manutenção.</p><p>• Modulação glutamatérgica e ação sobre canais de sódio;</p><p>• Também pode ser útil no tratamento da neuralgia do trigêmeo e no tratamento da</p><p>síndrome de abstinência alcoólica;</p><p>• Níveis séricos terapêuticos entre 4-12g/mL;</p><p>• Considerada segura durante a amamentação.</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>• Principais efeitos colaterais: náuseas, vômitos, sedação e ataxia;</p><p>• Casos graves – efeitos colaterais: anemia aplástica, hepatite medicamentosa e SSJ;</p><p>• Contraindicação: hepatopatas, doenças hematológicas graves, gravidez.</p><p>*Importante: anticoncepção e uso de carbamazepina.</p><p>- Interage com etinilestradiol por qualquer via e com progestogênio por via oral – optar</p><p>por SIU-LNG ou injetável trimestral.</p><p>Lamotrigina</p><p>• Fármaco estabilizador do humor e anticonvulsivante;</p><p>• Ação antidepressiva proeminente e discreta sobre episódios maníacos;</p><p> Mais bem indicada em THB com predomínio de episódios depressivos;</p><p> Não é útil para o tratamento agudo.</p><p>• Droga de escolha para o período gestacional;</p><p> Relativamente contraindicada durante a amamentação (<4 horas da ingestão).</p><p>• Fármaco normalmente é bem tolerado – poucos efeitos colaterais.</p><p> Introdução deve ser lenta (ao longo de várias semanas) – risco de SSJ (risco baixo).</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>• Principais efeitos colaterais: sedação, náuseas e rash cutâneo;</p><p>• Principal contraindicação: insuficiência hepática.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>49</p><p>Antipsicóticos</p><p>Típicos (Primeira Geração)</p><p>• Inibidores competitivos em vários receptores, mas seus efeitos antipsicóticos</p><p>refletem o bloqueio competitivo dos receptores D2 da dopamina.</p><p>• Via nigroestriatal: sistema extrapiramidal;</p><p>• Via mesolímbica: sintomas positivos (delírios, alucinações, comportamento bizarro);</p><p>• Via mesocortical: sintomas negativos e cognitivos (abulia, lentificação psicomotora);</p><p>• Via tuberoinfundibular: inibe a liberação de prolactina (risperidona → galactorreia).</p><p>Fármacos</p><p>*Curiosidade: clorpromazina foi o primeiro psicofármaco utilizado (1955).</p><p>*Importante: antipsicóticos típicos vs. gestação.</p><p>- Haloperidol e clorpromazina são os de escolha para o período gestacional;</p><p>- Haloperidol é considerado seguro para amamentação.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>50</p><p>Atípicos (Segunda Geração)</p><p>• Não bloqueiam os receptores dopaminérgicos D2 no sistema nigroestriatal;</p><p> Perfil de sintomas extrapiramidais mais brandos;</p><p> Antagonistas da dopamina e da serotonina;</p><p> Agonista dopaminérgico parcial (alguns) – modulação do tônus dopaminérgico.</p><p>• Piora no perfil metabólico, dislipidemia, aumento dos triglicérides, resistência</p><p>insulínica, aumento do apetite e compulsão por doces.</p><p> Aripiprazol, lurasidona e ziprasidona são os que causam menos esses efeitos;</p><p> Clozapina e olanzapina causam mais efeitos envolvidos com tais achados.</p><p>• Também atuam como estabilizadores de humor.</p><p>Fármacos</p><p>• Quetiapina (100-800mg/dia):</p><p> 1ª linha no tratamento de transtornos psicóticos e transtorno do humor bipolar;</p><p> Droga de preferência para o período gestacional e de amamentação;</p><p> Efeitos adversos: hipotensão, dispepsia, náuseas.</p><p>• Clozapina (200-600mg/dia):</p><p> Fármaco mais eficaz entre todos os antipsicóticos – possui ação antissuicida;</p><p> Reservado para os casos mais graves – supressão da medula óssea (agranulocitose);</p><p> Efeitos adversos: sedação, sialorreia, constipação, diminuição do limiar convulsivo,</p><p>hipertensão/hipotensão, taquicardia, ganho de peso, DM2, enurese noturna.</p><p>• Risperidona (4-8mg/dia):</p><p> Fármaco de 2ªG mais parecido com os de 1ªG;</p><p> Efeitos adversos: hiperprolactinemia (semelhantes ao antipsicóticos típicos),</p><p>hipotensão,</p><p>efeitos extrapiramidais, disfunção sexual.</p><p>• Olanzapina (5-20mg/dia):</p><p> Efeitos adversos: ganho de peso, sedação, diabetes mellitus, hipotensão.</p><p>• Aripiprazol (15-30mg/dia):</p><p> Efeitos adversos: pouco sedativo, acatisia.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>51</p><p>Manifestações</p><p>extrapiramidais</p><p>Bloqueio dos receptores</p><p>dopaminérgicos >70-80%</p><p>dos receptores D2.</p><p>Efeitos Adversos dos Antipsicóticos</p><p>• Distonia aguda;</p><p>• Acatisia;</p><p>• Discinesia tardia;</p><p>• Parkinsonismo;</p><p>• Síndrome neuroléptica maligna;</p><p>• Hiperprolactinemia.</p><p>Distonia Aguda</p><p>• Substituir o fármaco (neuroléptico de 2ªG);</p><p>• Anticolinérgico: biperideno 2mg.</p><p>Acatisia</p><p>• Inquietação mental e motora;</p><p>• Até 60 dias após o início da terapia;</p><p>• Redução da dose/troca para fármacos de segunda geração + anticolinérgico ou</p><p>benzodiazepínico ou β-bloqueadores.</p><p>Discinesia Tardia</p><p>• Discinesia orofacial com movimentos coreoatetoicos generalizados</p><p>e distonia – normalmente irreversível;</p><p>• Não há tratamento eficiente (antiparkinsonianos pioram o quadro);</p><p>• Presente em 20-35% dos pacientes em uso crônico.</p><p>Anedonia</p><p>• Uso prolongado de antipsicóticos (especialmente os típicos);</p><p>• Redução ou incapacidade de sentir prazer;</p><p>• Antipsicóticos atípicos com propriedades antidepressivas (ex. quetiapina, lurasidona</p><p>ou aripiprazol) pode ser útil no tratamento.</p><p>Parkinsonismo</p><p>• Bradicinesia, rigidez, tremores, ausência de mímica facial;</p><p>• Até 30 dias do tratamento;</p><p>• Tratamento: anticolinérgicos.</p><p>Síndrome Neuroléptica Maligna</p><p>• Parkinsonismo grave: estupor, catatonia, disautonomia (oscilações da pressão</p><p>arterial com picos hipertensivos, taquicardia, podendo ocorrer taquiarritmias), febre,</p><p>rabdomiólise, elevação de enzimas musculares (creatinofosfoquinase/CPK);</p><p>• Leva a insuficiência renal aguda;</p><p>• Tratamento: UTI, suspensão do neuroléptico, uso de dantrolene (relaxante</p><p>muscular) + bromocriptina (agonista dopaminérgico) até 60mg/dia.</p><p>Outros Efeitos Adversos</p><p>• Sedação, hipotensão ortostática, efeitos anticolinérgicos, cardiotoxicidade (aumento</p><p>do intervalo QT), visão borrada, boca seca, retenção urinária, disfunção sexual,</p><p>hiperprolactinemia, ganho de peso.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>52</p><p>Fármacos na Emergência Psiquiátrica</p><p>• Agitação psicomotora, agressividade, violência física ou verbal;</p><p>• Sempre tentar manejar verbalmente (ambiente calmo).</p><p>• Contenção mecânica:</p><p> Medida terapêutica prescrita pelo médico;</p><p>- Medida supervisionada e reavaliada a cada 15 minutos.</p><p> Apenas se as demais medidas não forem eficazes no controle do quadro;</p><p> Ameaça grave à integridade física do próprio paciente ou de terceiros.</p><p>Fármacos</p><p>• Haloperidol: antipsicótico típico de alta potência.</p><p> 5mg VO ou IM (efeito em 60 minutos por VO e 30 minutos por IM);</p><p> Dose máxima de 30mg (5mg de 30 em 30 minutos);</p><p> Redução da agitação psicomotora e dos sintomas psicóticos;</p><p> Seguro do ponto de vista cardiovascular.</p><p>• Clorpromazina: antipsicótico típico de baixa potência.</p><p> Risco de delirium, hipotensão grave e arritmias cardíacas;</p><p> 25mg VO ou IM (não deve ser administrado com outra droga sedativa);</p><p> Efeitos sedativos proeminentes após 30 minutos da administração.</p><p>• Prometazina: anticolinérgico e anti-histamínico que produz sedação intensa.</p><p> Não tem efeitos antipsicóticos relevantes;</p><p> Associado com haloperidol para potencializar os seu efeitos sedativos e calmantes;</p><p> 25mg VO ou IM – pode ser repetida após 30 minutos.</p><p>• Midazolam: benzodiazepínico de meia-vida curta (1-3 horas);</p><p> 7,5-15mg VO ou IM – pode ser repetido após 30 minutos se necessário;</p><p> Costuma ser associado com haloperidol;</p><p> Intoxicação cursa com sedação excessiva e depressão respiratória.</p><p>- Antídoto específico: flumazenil.</p><p>• Diazepam: benzodiazepínico de meia-vida longa (24-72 horas).</p><p> Administração preferencial por via oral (5-10mg);</p><p> Ação ocorre após 15-60 minutos;</p><p> Intoxicação análoga com a do midazolam (sintomas e manejo).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>53</p><p>Medidas Não-Farmacológicas</p><p>Eletroconvulsoterapia (ECT)</p><p>• Tipo de tratamento biológico para transtornos mentais altamente eficaz e</p><p>extremamente seguro – desde a década de 1930;</p><p>• Realizada 3x/semana – média de 6-12 aplicações para apresentar o seu efeito</p><p>(mínimo de 1 e máximo de 20 aplicações).</p><p>Indicações</p><p>• Depressão grave ou resistente à farmacoterapia (principal indicação);</p><p> Eficácia em torno de 90% (farmacoterapia de 70%);</p><p> Casos com risco elevado de suicídio;</p><p> Idosos (mais sensíveis aos efeitos colaterais das medicações antidepressivas).</p><p>• Catatonia (síndrome comum na esquizofrenia);</p><p>• Transtornos mentais durante a gestação (depressões, psicoses);</p><p> ECT é o tratamento mais seguro.</p><p>• Esquizofrenia;</p><p>• Transtorno bipolar do humor em fase de mania.</p><p> Quadro é grave e/ou as medicações não obtiveram resultado satisfatório.</p><p>*Importante: ECT é a primeira indicação em gestantes bipolares, idosos com ideação</p><p>suicida e catatônicos – não é efetiva para quadros ansiosos.</p><p>Efeitos Colaterais</p><p>• Confusão logo após o procedimento (mais comum em idosos);</p><p>• Perda de memória (amnésia retrógrada);</p><p>• Náuseas, dores de cabeça, dores musculares (nos dias de procedimento);</p><p>• Alterações da frequência cardíaca, pressão arterial durante o procedimento.</p><p>Contraindicações</p><p>• IAM;</p><p>• AVC recente;</p><p>• Tumores cerebrais.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>54</p><p>Estimulação Transmagnética (EMT)</p><p>• Resultados satisfatórios e significativos no tratamento de depressão maior;</p><p>• Técnica neurofisiológica que permite a indução de um campo magnético no cérebro.</p><p>Psicoterapias</p><p>• Abordagem das dificuldades afetivas ou mentais para a sua melhora global;</p><p>• Excelente aliada ao tratamento farmacológico na maioria dos pacientes.</p><p>Psicanálise</p><p>• Método de tratamento psíquico e de investigação do inconsciente;</p><p>• Sigmund Freud (1856-1939) – conceitos de transferência e contratransferência.</p><p> “Transferência”: projeções relacionadas a reações emocionais do paciente, dirigidas</p><p>ao médico, com base nos conflitos prévios;</p><p> “Contratransferência”: envolve sensações, sentimentos e percepções que brotam</p><p>no médico, emergentes do relacionamento terapêutico com o paciente, também com</p><p>base em seus conflitos inconscientes.</p><p>Psicoterapia Cognitiva</p><p>• Cognições (pensamentos, crenças, interpretações) de um indivíduo diante das</p><p>situações influenciam suas emoções e seus comportamentos;</p><p>• Terapeuta atua sobre as cognições, a fim de alterar as emoções e os</p><p>comportamentos que as acompanham.</p><p>Psicoterapia Comportamental</p><p>• Abordagem fundamentada no behaviorismo radical de Skinner;</p><p>• Terapeuta comportamental investiga vários aspectos do comportamento (motores,</p><p>afetivos, cognitivos) e busca estabelecer relações do tipo de comportamento com as</p><p>condições físicas e sociais em que este ocorre;</p><p>• Estilo de terapia bastante utilizado para alívio de sintomas de doenças mentais.</p><p>Psicologia Analítica</p><p>• Método criado por C. G. Jung;</p><p>• Semelhante a psicanálise, porém acentua a importância do simbolismo cultural e</p><p>arquetípico na formação da personalidade.</p><p>Introdução à Psiquiatria</p><p>Psicologia Médica</p><p>Fases do Luto (Elisabeth Kubler-Ross)</p><p>Exame do Estado Mental</p><p>Consciência</p><p>Atenção</p><p>Sensopercepção</p><p>Orientação</p><p>Memória</p><p>Inteligência</p><p>Afeto e Humor</p><p>Pensamento</p><p>Juízo Crítico</p><p>Conduta</p><p>Linguagem</p><p>Classificações em Psiquiatria</p><p>Transtornos Mentais Orgânicos</p><p>Delirium</p><p>Quadro Clínico</p><p>Fatores Predisponentes</p><p>Fatores</p><p>Precipitantes</p><p>Fármacos Associados</p><p>Diagnóstico</p><p>Tratamento</p><p>Manejo Não Farmacológico</p><p>Tratamento Farmacológico</p><p>Transtornos Decorrentes de Substâncias Psicoativas</p><p>Critérios Diagnósticos Para Dependência Química</p><p>Critérios Diagnóstico Para Abuso Químico</p><p>Álcool</p><p>Intoxicação Aguda</p><p>Manejo</p><p>Síndrome de Abstinência por Álcool</p><p>Manejo</p><p>Acompanhamento Ambulatorial</p><p>Cocaína/Crack</p><p>Síndrome de Abstinência</p><p>Maconha</p><p>Opioides</p><p>Nicotina/Tabagismo</p><p>Manejo</p><p>Esquizofrenia e Outros Transtornos Psicóticos</p><p>Psicose</p><p>Esquizofrenia</p><p>Diagnóstico</p><p>Quadro Clínico</p><p>Esquizofrenia Paranoide</p><p>Esquizofrenia Hebefrênica</p><p>Esquizofrenia Catatônica</p><p>Esquizofrenia Residual</p><p>Transtorno Delirante</p><p>Transtorno Psicótico Breve</p><p>Tratamento</p><p>Transtornos do Humor</p><p>Transtorno Depressivo Maior</p><p>Critérios Diagnóstico</p><p>Outros Tipos de Depressão</p><p>Tratamento dos Transtornos Depressivos</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)</p><p>Fase Maníaca</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar Tipo I</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar Tipo II</p><p>Ciclotimia</p><p>Tratamento do TAB</p><p>Transtornos de Ansiedade</p><p>Causas Secundárias de Ansiedade</p><p>Transtorno de Pânico</p><p>Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)</p><p>Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)</p><p>Fobia Social</p><p>Transtorno de Estresse Pós-Traumático</p><p>Tratamento dos Transtornos de Ansiedade</p><p>Transtornos Alimentares</p><p>Anorexia Nervosa</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Subtipos (DSM-V)</p><p>Especificadores (DSM-V)</p><p>Curso da Doença</p><p>Quadro Clínico</p><p>Exames Laboratoriais</p><p>Complicações Clínicas</p><p>Desfecho Clínico</p><p>Tratamento</p><p>Bulimia Nervosa</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Quadro Clínico</p><p>Tratamento</p><p>Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Tratamento</p><p>Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Quadro Clínico</p><p>Transtornos de Personalidade</p><p>Diagnóstico de Transtorno de Personalidade</p><p>Quadro Clínico</p><p>Grupo A</p><p>Paranoide</p><p>Esquizoide</p><p>Esquizotípico</p><p>Critérios de Exclusão do Grupos A</p><p>Grupo B</p><p>Borderline</p><p>Antissocial</p><p>Histriônico</p><p>Narcisista</p><p>Tipo C</p><p>Obsessivo-Compulsivo/Anancástico</p><p>Evitativo</p><p>Dependente</p><p>Transtornos Somatoformes, Dissociativos e Factícios</p><p>Transtornos Somatoformes</p><p>Transtorno de Somatização</p><p>Transtorno Dissociativo (ou Conversivo)</p><p>Transtorno Factício</p><p>Psiquiatria Infantil</p><p>Deficiência Intelectual</p><p>Diagnóstico</p><p>Graus de Deficiência Intelectual</p><p>Tratamento</p><p>Transtornos do Espectro Autista (TEA)</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Principais Características do Autismo</p><p>Diagnósticos Diferenciais</p><p>Síndrome de Rett</p><p>Síndrome de Asperger</p><p>Rastreamento</p><p>Tratamento</p><p>Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>Diagnósticos Diferenciais (Crianças)</p><p>Transtorno de Oposição e Desafio (TOD)</p><p>Transtorno de Conduta (TC)</p><p>Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)</p><p>Diagnósticos Diferenciais (Adultos)</p><p>Tratamento</p><p>Emergências Psiquiátricas</p><p>Agitação Psicomotora</p><p>Manejo</p><p>Psicose</p><p>Quadro Clínico</p><p>Causas de Psicose</p><p>Manejo da Psicose</p><p>Álcool</p><p>Manejo</p><p>Suicídio</p><p>Fisiopatologia</p><p>Passos da Avaliação</p><p>Avaliar Ideação e Plano Suicida</p><p>Fatores de Risco e Proteção</p><p>Estratificação de Risco</p><p>Intervenção</p><p>Manejo do Risco de Suicídio</p><p>Manejo da Tentativa de Suicídio</p><p>Psicofarmacologia e Outros Tratamentos</p><p>Antidepressivos</p><p>Tricíclicos (ADT)</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>Principais Efeitos Colaterais</p><p>Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS)</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>Principais ISRS</p><p>Citalopram</p><p>Escitalopram</p><p>Fluoxetina</p><p>Paroxetina</p><p>Sertralina</p><p>Inibidores da Recaptação da Serotonina e Noradrenalina (IRSN)</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>Inibidores da Monoaminoxidase (MAO)</p><p>Mecanismo de Ação</p><p>Atípicos</p><p>Como Iniciar o Tratamento com Antidepressivos</p><p>Fases do Tratamento</p><p>Efeitos Colaterais do Tratamento com Antidepressivos</p><p>Efeitos Sexuais</p><p>Diabetes e Ganho de Peso</p><p>Síndrome Serotoninérgica (SN)</p><p>Síndrome de Retirada dos Antidepressivos</p><p>Extremos Etários</p><p>Estabilizadores de Humor</p><p>Lítio</p><p>Faixas Séricas de Lítio</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>Ácido Valproico</p><p>Efeitos Adversos</p><p>Carbamazepina</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>Lamotrigina</p><p>Efeitos Colaterais e Contraindicações</p><p>Antipsicóticos</p><p>Típicos (Primeira Geração)</p><p>Fármacos</p><p>Atípicos (Segunda Geração)</p><p>Fármacos</p><p>Efeitos Adversos dos Antipsicóticos</p><p>Distonia Aguda</p><p>Acatisia</p><p>Discinesia Tardia</p><p>Anedonia</p><p>Parkinsonismo</p><p>Síndrome Neuroléptica Maligna</p><p>Outros Efeitos Adversos</p><p>Fármacos na Emergência Psiquiátrica</p><p>Fármacos</p><p>Medidas Não-Farmacológicas</p><p>Eletroconvulsoterapia (ECT)</p><p>Indicações</p><p>Efeitos Colaterais</p><p>Contraindicações</p><p>Estimulação Transmagnética (EMT)</p><p>Psicoterapias</p><p>Psicanálise</p><p>Psicoterapia Cognitiva</p><p>Psicoterapia Comportamental</p><p>Psicologia Analítica</p><p>• Avaliação subjetiva – idade de ingresso na escola, se repetiu de ano, dificuldade de</p><p>leitura e escrita, compreensão de conceitos abstratos (ditados populares, metáforas).</p><p>Afeto e Humor</p><p>• Experiência imediata e subjetiva das emoções sentidas pelo paciente em relação ao</p><p>que o cerca – abrange sentimentos em relação a pessoas e ambientes, lembranças de</p><p>fatos, situações ou pessoas do passado, bem como expectativas sobre o futuro.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>5</p><p>• Humor: sentimento predominante, mais constante e subjetivo, ligado a ideias ou</p><p>representações mentais – estado emocional mantido;</p><p>• Afeto: emoção subjetiva e imediata cujas manifestações objetivas (autonômicas,</p><p>corporais) podem ser observadas pelo entrevistador – estado transitório de humor.</p><p>• Alterações do afeto e humor:</p><p>a) Labilidade afetiva: rápidas alternações de afetos opostos;</p><p>b) Incontinência emocional: deixar transparecer todas emoções que sente, geralmente</p><p>sendo estas intensas;</p><p>c) Indiferença afetiva ou "la belle indiference";</p><p>d) Afeto inapropriado ou incongruente (em relação ao que está sendo relatado);</p><p>e) Afeto hipomaníaco e maníaco, exaltado, expansivo, hipertímico: euforia e êxtase;</p><p>f) Afeto deprimido ou humor triste: tristeza, desesperança, baixa autoestima e</p><p>sentimento de culpa.</p><p>Pensamento</p><p>• Funções integrativas capazes de associar conhecimentos novos e antigos, integrar</p><p>estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir, sintetizar e criar.</p><p>• Curso, forma e conteúdo:</p><p>a) Curso: velocidade do pensamento, ou seja, a velocidade com que as ideias se</p><p>encadeiam umas nas outras.</p><p> Pode estar lentificado, acelerado ou normal.</p><p>b) Forma: coerência como as ideias se encadeiam umas nas outras.</p><p> Agregada/desagregada, lógica/ilógica, mágica (não obedece as leis da realidade).</p><p>c) Conteúdo: temas (ideias) propriamente ditos expressos pelo paciente.</p><p> Ideias suicidas, planos para o futuro, delírios;</p><p> Ideias prevalentes: conteúdos que ocupam a maior parte do discurso ao exame;</p><p> Ideias obsessivas: pensamentos de caráter intrusivo, reconhecidas pelo próprio</p><p>paciente como absurdas, porém de difícil controle.</p><p>*Importante: delírio.</p><p>- Convicção irremovível e crença inabalável;</p><p>- Deve ser impenetrável e incompreensível para o indivíduo normal;</p><p>- Impossibilidade de conteúdo plausível.</p><p>Juízo Crítico</p><p>• Capacidade de perceber e avaliar adequadamente a realidade externa e separá-la do</p><p>mundo interno ou subjetivo;</p><p>• Insight: capacidade crítica do paciente de reconhecer que é portador de um</p><p>transtorno, identificar suas manifestações e avaliar o impacto na sua vida pessoal</p><p>profissional e nas relações interpessoais;</p><p>• Alterações: falar ou fazer coisas inapropriadas, ser inconveniente, gastar mais do que</p><p>pode, não medir as consequências de seus atos.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>6</p><p>Conduta</p><p>• Comportamento avaliado por psicomotricidade, atitudes, gestos, impulsos, tiques.</p><p>• Alterações:</p><p> Inquietação, agitação, retardo motor (hipoatividade), lentificação;</p><p> Agressividade, sadismo, masoquismo;</p><p> Comportamento catatônico;</p><p> Comportamento bizarro (fazer coisas absurdas ou estranhas – ex. revirar lixo) ou</p><p>autista (concentrado em si mesmo);</p><p> Negativismo (fazer o contrário do que é solicitado);</p><p> Tiques e cacoetes;</p><p> Comportamento histriônico (sentimentos expressos de forma exagerada e</p><p>dramática);</p><p> Risos imotivados;</p><p> Uso de álcool e drogas, fissura (ou "craving", perda do controle em busca do uso de</p><p>substâncias psicoativas), roubo, vandalismo, exposição ao perigo.</p><p>• Alterações quantitativas da psicomotricidade:</p><p>Linguagem</p><p>• Avaliação quanto à articulação (disartria, disgrafia e afasias), à velocidade (taquilalia,</p><p>bradilalia, hesitante e monótona), à quantidade (loquaz, prolixo, não-espontâneo), à</p><p>qualidade (gagueira, ecolalia, mutismo, logorreia, coprolalia) e quanto ao volume.</p><p>Classificações em Psiquiatria</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>7</p><p>Transtornos Mentais Orgânicos</p><p>Delirium</p><p>• Transtorno psiquiátrico mais comum em ambiente hospitalar;</p><p>• Pode ser primeiro sinal de várias patologias;</p><p>• Início agudo e curso flutuante;</p><p>• Diminuição da consciência, desatenção e alterações na cognição;</p><p>• É comum sintomas emocionais associados (ex. tristeza);</p><p>• Duração limitada;</p><p>• Associados a uma causa fisiopatológica (causa orgânica).</p><p>• Epidemiologia:</p><p> Cerca de 30% dos pacientes em UTI;</p><p> 70% dos casos não são reconhecidos pelos médicos;</p><p> Alta mortalidade.</p><p>Quadro Clínico</p><p>• 5 subtipos:</p><p> Delirium subsindrômico;</p><p> Delirium hipoativo;</p><p> Delirium hiperativo;</p><p> Delirium misto;</p><p> Delirium prolongado.</p><p>• Fase prodrômica: inquietação, ansiedade, irritabilidade e distúrbios do sono;</p><p>• Desenvolve durante um período de horas ou dias;</p><p>• Quadro abrupto, flutuante (pode piorar a noite), de duração limitada;</p><p>• Déficits cognitivos (distorções perceptuais, comprometimento da memória,</p><p>compreensão e pensamento abstratos, disfunção executiva e desorientação);</p><p>• Déficits de atenção (distúrbios da consciência e habilidade reduzida para focar,</p><p>sustentar e mudar a atenção);</p><p>• Interrupção do ciclo circadiano (fragmentação do ciclo sono-vigília);</p><p>• Descontrole emocional (perplexidade, medo, ansiedade, irritabilidade e/ou raiva);</p><p>• Desregulação psicomotora (responsável pelas variadas apresentações fenotípicas).</p><p>Fatores Predisponentes</p><p>Predisposição</p><p>Déficit cognitivo pré-existente (ex. demência) Idade >65 anos</p><p>Episódio prévio de delirium Sexo masculino</p><p>Múltiplas comorbidades Doenças crônicas</p><p>Status funcional ruim Polifarmácia</p><p>Idade avançada Hepatopatia</p><p>Insuficiência renal crônica Doença terminal</p><p>Desidratação Depressão</p><p>Desnutrição Déficits sensoriais</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>8</p><p>Fatores Precipitantes</p><p>• Medicações;</p><p>• Procedimentos médicos/cirurgias;</p><p>• Doenças agudas: infecções, IAM, acidente vascular cerebral, trauma etc.;</p><p>• Imobilização prolongada;</p><p>• Uso de equipamentos invasivos (ex. sonda vesical, sonda nasoenteral);</p><p>• Restrição física;</p><p>• Desidratação, desnutrição;</p><p>• Iatrogenia;</p><p>• Distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos;</p><p>• Mudanças de ambiente;</p><p>• Abuso ou abstinência de substâncias (álcool, drogas ilícitas);</p><p>• Privação de sono prolongado.</p><p>Fármacos Associados</p><p>• Anticolinérgicos: anti-histamínicos, atropina, hioscina, difenidramina;</p><p>• Antimicrobianos: quinolonas, aminoglicosídeos, anfotericina;</p><p>• Analgésicos: opioides, AINEs;</p><p>• Corticosteroides;</p><p>• Agonistas dopaminérgicos: levodopa, pramipexol, bromocriptina, amantadina;</p><p>• Anticonvulsivantes: ácido valproico, fenitoína, carbamazepina;</p><p>• Antidepressivos: mirtazapina, inibidores de recaptação de serotonina, tricíclicos;</p><p>• Sedativos: benzodiazepínicos, barbitúricos;</p><p>• Relaxantes musculares;</p><p>• Cardiovasculares: arrítmicos, barbitúricos, antiarrítmicos, betabloqueadores,</p><p>metildopa, clonidina, diuréticos, digitálicos;</p><p>• Gastrintestinais: bloqueadores H2, metoclopramida, loperamida, antiespasmódicos;</p><p>• Outros: fitoterápicos, lítio, donepezila, fenotiazinas.</p><p>*Importante¹: drogas dopaminérgicas precipitam delirium.</p><p>*Importante²: antagonistas dopaminérgicos (ex. haloperidol) → controle dos sintomas.</p><p>Diagnóstico</p><p>• Clínico: história clínica, exame físico, neurológico, revisão uso medicamentos e</p><p>substâncias psicoativas;</p><p>• Exames complementares: raramente imagem, EEG ou liquor – hemograma completo</p><p>com diferencial de leucócitos; eletrólitos, índices renais e hepáticos, glicemia;</p><p>testes de</p><p>função da tireoide, testes sorológicos para sífilis e HIV; urina com urocultura, ECG.</p><p>• Confusion assessment method (CAM): delirium = 1 + 2+ (3 ou 4).</p><p>1) Alterações agudas do estado mental ou discurso flutuante;</p><p>2) Déficit de atenção;</p><p>3) Pensamento desorganizado;</p><p>4) Alteração do nível de consciência.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>9</p><p>Tratamento</p><p>Manejo Não Farmacológico</p><p>• Permitir a presença de familiares como acompanhantes;</p><p>• Orientações ao paciente e transferência para quarto privado;</p><p>• Uso de acessórios para audição e visão devem ser encorajados;</p><p>• Estimular a mobilidade, o autocuidado e a independência;</p><p>• Evitar restrição física (ex. contenção);</p><p>• Uso de calendários, relógios e esquema de horários;</p><p>• Evitar a mudança no ambiente (até mesmo da equipe de atendimento);</p><p>• Permitir sono tranquilo com redução de ruído e ajuste de horários das medicações.</p><p>Tratamento Farmacológico</p><p>• Antipsicótico típico: haloperidol.</p><p> 0,5-1,0mg oral, titulando até sedação leve (pico de ação de 4-6 horas);</p><p> Pode ser usado intramuscular, se agitação extrema (pico de ação 20-40min);</p><p> Evitar uso intravenoso, pois diminui duração e eleva o risco de arritmia.</p><p>• Antipsicóticos atípicos: risperidona, quetiapina, olanzapina.</p><p> Alguns trabalhos associaram ao maior risco de morte em idosos com demência;</p><p> Menos bem avaliados em estudos controlados.</p><p>• Benzodiazepínicos: lorazepam.</p><p> 0,5-1mg via oral, com doses adicionais a cada 4 horas, se necessário;</p><p> Evitar o uso em delirium – droga de segunda linha (pode piorar e prolongar os</p><p>sintomas de delirium, reservado para uso em abstinência alcoólica, síndrome</p><p>neuroléptica e doença de Parkinson).</p><p>*Importante¹: delirium vs. delírio.</p><p>- Delirium é uma síndrome clínica orgânica;</p><p>- Delírio é uma alteração do pensamento (é um sintoma).</p><p>∟Pode estar presente no delirium.</p><p>*Importante²: diferença entre delirium e demência (transtorno neurocognitivo maior).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>10</p><p>Transtornos Decorrentes de Substâncias Psicoativas</p><p>• Substância psicoativa (SPA): qualquer substância que age no sistema nervoso central</p><p>e altera o psiquismo – podem ser estimulantes (ex. cocaína, tabaco), depressoras (ex.</p><p>maconha, álcool), alucinógenas (ex. LSD, cogumelo).</p><p>• Epidemiologia:</p><p> 20% usam no decorrer da vida;</p><p>- 10% usa mais de uma substância, 15% tornam-se dependentes.</p><p> Homens são mais dependentes;</p><p> Dependência química evolui de drogas mais leves para mais pesadas;</p><p> Elevada taxa de suicídio e criminalidade, além de ISTs.</p><p>• Padrões de uso de substâncias:</p><p> Recreativo;</p><p> Abuso de substância;</p><p> Dependência química.</p><p>• Conceitos importantes:</p><p> Tolerância: aumento da dose para obter o mesmo efeito;</p><p> Abstinência: presença de sintomas físicos após a suspensão da substância (a</p><p>substância pode ser utilizada para neutralizar os sintomas físicos);</p><p> Intoxicação: sintomas físicos decorrentes do uso da substância.</p><p>• Modelo esquemático da OMS para uso e dependência de drogas:</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>11</p><p>Critérios Diagnósticos Para Dependência Química</p><p>A) Pelo menos 3 dos seguintes:</p><p>1) Substância que é utilizada por um período de tempo ou em quantidades maiores</p><p>que as pretendidas pelo indivíduo;</p><p>2) Desejo persistente ou uma ou mais tentativas de interromper ou parar o uso;</p><p>3) Muito tempo é dispendido em atividades necessárias para obter, utilizar a</p><p>substância ou para se recuperar de seus efeitos;</p><p>4) Intoxicações frequentes ou sintomas de abstinência quando se espera que o</p><p>indivíduo esteja desempenhando seus obrigações de trabalho, escola, em casa etc.</p><p>5) Importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são reduzidas ou</p><p>abandonadas pelo uso da substância;</p><p>6) Manutenção do uso a despeito de saber ter problemas sociais, psicológicos ou</p><p>físicos persistentes ou recorrentes que são causados/exacerbados pela substância;</p><p>7) Tolerância pronunciada (não se aplica a alucinógenos);</p><p>8) Sintomas característicos de abstinência;</p><p>9) A substância é frequentemente utilizada para aliviar os sintomas de abstinência.</p><p>B) Alguns destes sintomas persistem por pelo menos um mês ou ocorrem</p><p>repetidamente através de um longo período de tempo – 12 meses.</p><p>*Importante: não existe “ex-dependente químico” → dependente químico em</p><p>abstinência (ex. tabagista em abstinência).</p><p>Critérios Diagnóstico Para Abuso Químico</p><p>A) Prejuízo social e na saúde;</p><p>B) Sintomas que persistem por pelo menos um mês ou que ocorrem repetidamente</p><p>através de um longo período de tempo;</p><p>C) Nunca recebeu o diagnóstico de dependência pelo uso de substância.</p><p>*Importante: não ocorre tolerância nem abstinência no abuso químico.</p><p>Álcool</p><p>• 15% da população apresenta dependência;</p><p>• Mascara patologias mentais (depressão, fobia social etc.);</p><p>• Fatores comportamentais e genéticos.</p><p>• Álcool não é digerido → absorvido pela mucosa e passa para o sangue em estado</p><p>puro → degradado pelo fígado → danos no córtex pré-frontal (impulsividade) e</p><p>cerebelo (desequilíbrio).</p><p>Intoxicação Aguda</p><p>• Euforia, agressividade, depressão, rebaixamento do nível de consciência;</p><p>• Prejuízo das funções cognitivas (atenção, concentração, memória);</p><p>• Diminuição dos reflexos.</p><p>• Intoxicação patológica: comportamento destrutivo com uso de pequena quantidade</p><p>de álcool, seguido de exaustão e amnésia lacunar – mais comum em asiáticos.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>12</p><p>Manejo</p><p>• ABCDE primário e secundário;</p><p>• Avaliação de TCE;</p><p>• Se agitação → haloperidol (cuidado para não rebaixar o nível de consciência);</p><p>• Jamais hidratar indiscriminadamente (cardiopatas);</p><p>• Diazepam EV;</p><p>• Glicose (antes dar tiamina).</p><p>Síndrome de Abstinência por Álcool</p><p>• Graus de abstinência:</p><p>a) Grau I: sintomas leves → ansiedade, irritabilidade, hiperestimulação simpática (±6-8</p><p>horas já há tremores);</p><p>b) Grau II: grau I + alucinações (visuais, geralmente insetos) (10-30 horas);</p><p>c) Grau III: grau II + convulsões (6-48 horas);</p><p>d) Grau IV: delirium tremens (2-5 dias).</p><p>*Importante: delirium tremens.</p><p>- Quadro confusional agudo e flutuante, desorientação temporoespacial, prejuízo de</p><p>memória de fixação, desagregação do pensamento, alucinações;</p><p>- Caso não identificado o delirium tremens tem uma mortalidade de até 35%.</p><p>Manejo</p><p>• Tratamento: benzodiazepínicos (diazepam ou lorazepam) e tiamina.</p><p> Reduzir benzodiazepínico gradualmente.</p><p>*Importante: sedação no manejo de intoxicação aguda e abstinência.</p><p>- Intoxicação por álcool → haloperidol;</p><p>- Abstinência de álcool → benzodiazepínico (proteção contra convulsões).</p><p>• Manejo da tiamina:</p><p> 1º: tiamina (vitamina B1) – 200-250mg IV ou IM antes de glicose;</p><p> 2º: glicose – indicados quando há deficiência nutricional + 1 sintoma de Wernicke.</p><p>- Tratamento ou tratamento em sub-doses pode levar a síndrome de Korsakoff.</p><p>*Importante¹: síndrome de Wernicke (deficiência de vitamina B1).</p><p>- Nistagmo, oftalmoplegia (NC IV), alteração do estado mental, desequilíbrio.</p><p>*Importante²: síndrome de Korsakoff = perda crônica de memória + confabulação.</p><p>Acompanhamento Ambulatorial</p><p>• Avaliar motivação: pré-contemplação, contemplação, ação, manutenção;</p><p> Recaídas (são comuns), diminuição da ingesta (redução de danos).</p><p>• Motivação para cessar álcool? Se sim → internação.</p><p>• Fármacos:</p><p> Naltrexona (antagonista opioide, 50-100mg/dia), acamprosato (redução da</p><p>atividade do glutamato – reduz as compulsões), dissulfiram (inibe acetaldeído</p><p>desidrogenase – segunda linha).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>13</p><p>Cocaína/Crack</p><p>• Estimula o SNC por bloqueio da receptação de dopamina, serotonina e</p><p>noradrenalina, gerando sensação de bem-estar, euforia, hiperatividade, abolição da</p><p>fome e sensação de cansaço;</p><p>• Associado a arritmias, AVC e HAS;</p><p>• Principal causa de IAM e AVC em indivíduos jovens (<40 anos).</p><p>Síndrome de Abstinência</p><p>• Fase I (crash), logo após o uso:</p><p> “Craving” (fissura), depressão, agitação → cansaço e sono.</p><p>• Fase II, dura alguns dias:</p><p> Irritabilidade, ansiedade, “craving”, desmotivação e diminuição do prazer.</p><p>• Frase III, dura meses até anos:</p><p> “Craving” em situações que relembrem o uso da droga e sintomas depressivos.</p><p>Maconha</p><p>• Substância ilícita mais utilizada no mundo;</p><p>• “Droga de entrada”;</p><p>• Maioria dos usuários não se tornam dependentes;</p><p>• Canabidiol: principal componente não-psicoativo → fármaco;</p><p>• THC: principal componente psicoativo → concentração elevada nos últimos anos.</p><p>Opioides</p><p>• Morfina, heroína, ópio, codeína, metadona;</p><p>• Tríade de intoxicação: coma, pupilas em ponte de alfinete, depressão respiratória;</p><p>• Tolerância pronunciada;</p><p>• Tratamento de abstinência → metadona.</p><p>Nicotina/Tabagismo</p><p>• Agonista nicotínico de receptores de acetilcolina;</p><p>• Abstinência: disforia e ansiedade;</p><p>• Grau de tolerância → teste de Fagerstrom → orienta o manejo;</p><p>• Sempre “5 As” → Ask, Advice, Assess, Assist, Arrenge follow up.</p><p>Manejo</p><p>• Terapia comportamental e entrevista motivacional.</p><p>• Tratamento farmacológico:</p><p>a) Primeira linha:</p><p> Bupropiona (150mg/dia → 4º dia 150mg 2x/dia → 12 semanas);</p><p> Chiclete de nicotina (>25cig 4mg; <25cig 2mg – 1-2h por 6 semanas);</p><p> Adesivo de nicotina (21mg/24h 4 sem + 14mg/24h 4 sem + 7mg 2 sem);</p><p> Vareniclina (0,5mg/dia → 4ºd 0,5 2x/dia → 7ºd 1mg 2x/dia → 12-24 semanas).</p><p>b) Segunda linha:</p><p> Clonidina;</p><p> Nortriptilina.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>14</p><p>Esquizofrenia e Outros Transtornos Psicóticos</p><p>Psicose</p><p>• Estado alterado do psiquismo onde o indivíduo tem sensações que não</p><p>correspondem à realidade, além de pensamentos que fogem ao seu controle;</p><p>• Pode ocorrer em diversas condições psiquiátricas → depressão psicótica, psicose</p><p>pós-parto, esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo, uso de substancias psicoativas;</p><p>• Alucinações auditivas, visuais ou olfativas (alucinações envolvem os 5 sentidos);</p><p>• Delírios (alterações do pensamento – não são corrigidos por terceiros);</p><p>• Sensação de que o ambiente está estranho (não fala coisa com coisa);</p><p>• Agitação, confusão, agressividade;</p><p>• Insônia e inapetência;</p><p>• Sensação de que os mais diversos fatos não são coincidências;</p><p>• Atribuição de significados diferentes a coisas reais;</p><p>• Isolamento, comportamentos estranhos;</p><p>• Pensamento bloqueado, interrompido;</p><p>• Desleixo com a aparência e higiene.</p><p>• Causas mais comuns de psicose:</p><p> Esquizofrenia;</p><p> Transtorno afetivo bipolar;</p><p> Parto (psicose puerperal);</p><p> Reação medicamentosa (anfetaminas, corticoide);</p><p> TCE, AVC, tumores cerebrais, Alzheimer;</p><p> Álcool e drogas;</p><p> Lúpus eritematoso sistêmico;</p><p> Hipertireoidismo.</p><p>Esquizofrenia</p><p>• Doença psiquiátrica endógena – normalmente acomete jovens 15-25 anos;</p><p>• Perda de contato com a realidade;</p><p>• Indiferença;</p><p>• Alucinações e delírios.</p><p>• Epidemiologia:</p><p> 1-1,5% da população geral;</p><p> Distribuição igual entre os sexos (porém com início mais precoce em homens –</p><p>resulta em maior prejuízo global na vida);</p><p> Quanto mais cedo iniciar, pior será o impacto na funcionalidade do indivíduo;</p><p> Componente genético importante (risco sobe para 13% se um parente de primeiro</p><p>grau é portador da doença; 50% em gêmeos monozigóticos).</p><p>Diagnóstico</p><p>• 2 ou mais por pelo menos 1 mês: delírios, alucinações, discurso desorganizado,</p><p>comportamento desorganizado ou catatônico.</p><p>• Excluir outras patologias mentais e uso de drogas.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>15</p><p>Quadro Clínico</p><p>• Sintomas positivos: são externalizados – delírio, alucinação, discurso desorganizado,</p><p>comportamento bizarro;</p><p>• Sintomas negativos: são internalizados – alogia (diminuição da fluência do</p><p>pensamento), embotamento afetivo, abulia (diminuição da vontade e do impulso),</p><p>anedonia (diminuição da capacidade hedônica – de sentir prazer).</p><p>Esquizofrenia Paranoide</p><p>• Maior preservação cognitiva;</p><p>• Delírio persecutório, autorreferente;</p><p>• Pobreza de alucinações.</p><p>Esquizofrenia Hebefrênica</p><p>• Presença marcante de desorganização do pensamento – francamente desagregado,</p><p>com grande prejuízo cognitivo;</p><p>• Puerilidade (infantilização);</p><p>• Alucinações auditivas/visuais;</p><p>• Delírio desestruturado.</p><p>Esquizofrenia Catatônica</p><p>• Privilegia sintomas motores → desde agitação até flexibilidade cérea;</p><p>• Geralmente o paciente não fala, não come e fica deitado parte do tempo.</p><p>Esquizofrenia Residual</p><p>• Não há sintomas produtivos (delírios, alucinações, comportamentos bizarros);</p><p>• Marcante prejuízo cognitivo e sintomas negativos.</p><p>Transtorno Delirante</p><p>• 1 ou mais delírios não bizarros por pelo menos 1 mês, com bom funcionamento</p><p>psicossocial;</p><p> Delírios de ciúmes, envenenamento, perseguição ou infecção.</p><p>• Persiste por bastante tempo na vida da pessoa.</p><p>Transtorno Psicótico Breve</p><p>• Início súbito de sintoma positivo (alucinação, delírio, comportamento bizarro,</p><p>desorganização);</p><p>• Duração de 1 dia até 1 mês → remissão total.</p><p>• Pode ser reativa a algum trauma.</p><p>Tratamento</p><p>• Antipsicóticos;</p><p>• Psicoterapia;</p><p>• Psicoeducação (para a família).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>16</p><p>1 sintoma do critério A; e</p><p>4 ou mais do critério B; (5 critérios no total)</p><p>2 semanas;</p><p>Presença de prejuízo significativo (trabalho,</p><p>família etc.) na ausência de doenças clinicas ou</p><p>uso de substancias psicoativas.</p><p>*Observação: rastreamento de depressão na</p><p>atenção primária – questionário PHQ-2.</p><p>- Sensibilidade de 54% e especificidade de 96%</p><p>- Rastreio de humor deprimido e anedonia.</p><p>Transtornos do Humor</p><p>• Humor é a disposição afetiva de fundo, que vai penetrar em toda a experiência</p><p>psíquica do indivíduo – “humor é o todo”;</p><p>• Afeto é a qualidade do tônus emocional em resposta a um estímulo, ideia,</p><p>representação mental → mais dinâmico – “afeto é um corte transversal no humor”.</p><p>*Observação: humor normal oscila em torno de um eixo central ao longo do tempo –</p><p>essas oscilações ocorrem dentro de uma “faixa de normalidade”</p><p>*Importante: transtornos do humor, em maior ou menor grau, cursam com</p><p>neuroprogressão (prejuízo cognitivo) – alterações neuroanatômicas e funcionais.</p><p>Transtorno Depressivo Maior</p><p>• Transtorno psiquiátrico bastante</p><p>prevalente (5% da população, 10% dos</p><p>pacientes em cuidados primários e 30%</p><p>dos pacientes em enfermarias);</p><p>• Doença altamente incapacitante;</p><p>• Depressão possui uma relação íntima e</p><p>complexa com outras doenças médicas</p><p>crônicas (relacionada ao aumento da</p><p>mortalidade, ao aumento de disfunção, à</p><p>diminuição da adesão ao tratamento etc.).</p><p>*Importante: “regra das metades”.</p><p>- 50% procura tratamento, 50% é diagnosticado, 50% recebe tratamento, 50% conclui</p><p>tratamento (apenas 6,25% daqueles que procuram tratamento conseguem concluí-lo).</p><p>Critérios Diagnóstico</p><p>• Critério A:</p><p>1) Humor deprimido;</p><p>2) Anedonia (perda do interesse).</p><p>• Critério B:</p><p>1) Alterações do padrão de sono;</p><p>2) Apetite;</p><p>3) Alterações psicomotoras (lentidão);</p><p>4) Redução da energia;</p><p>5) Sentimento de culpa;</p><p>6) Baixa autoestima;</p><p>7) Ideação suicida.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>17</p><p>Outros Tipos de Depressão</p><p>• Depressão psicótica:</p><p> Sinais de delírios, alucinações auditivas.</p><p>• Depressão atípica:</p><p> Ganho de peso, irritabilidade.</p><p>• Distimia:</p><p> Estado depressivo leve e prolongado (no mínimo 2 anos);</p><p> Sintomas são os mesmos da depressão.</p><p>• Depressão pós-parto:</p><p>a) “Blues Post Partum” (disforia):</p><p> 50% das mulheres;</p><p> Manejo com apenas observação.</p><p>b) Depressão pós-parto:</p><p> Até 2 semanas (preenche critérios para depressão).</p><p>c) Psicose puerperal (1%):</p><p> Início até 2-3 semanas após o parto;</p><p> Sintomas com referência ao recém-nascido;</p><p> Manejo: afastar o RN da mãe devido ao risco de infanticídio (±2% dos casos),</p><p>também há risco de suicídio para a mãe (1%).</p><p>• Depressão secundária a medicamentos:</p><p>Tratamento dos Transtornos Depressivos</p><p>• Antidepressivos;</p><p>• Psicoterapia;</p><p>• Exercício físico;</p><p>• Manejo da insônia.</p><p>• Tempo de tratamento:</p><p> Primeiro episódio depressivo: pelo menos 12 meses em doses terapêuticas;</p><p> Segundo episódio: 2-5 anos;</p><p> Três ou mais episódios: considerar tratamento permanente.</p><p>*Importante: risco de novos episódios depressivos aumentam conforme o número de</p><p>episódios depressivos prévios (0 episódios → 20%, 1 episódio → 50%, 2 episódios →</p><p>70%, 3 episódios → 90%).</p><p>Fármaco Indicação Fármaco Indicação Fármaco Indicação</p><p>Levodopa Parkinson Metoprolol HAS Sinvastatina Hipercolesterolemia</p><p>Fenobarbital Antiepiléptico Diltiazem HAS Aciclovir</p><p>Tratamento do</p><p>herpes</p><p>Benzodiazepínicos</p><p>Insônia e</p><p>ansiedade</p><p>Morfina Analgésico Corticoides Inflamação</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>18</p><p>Varia conforme a gravidade</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)</p><p>• TAB tipo I: mania alternada com depressão;</p><p>• TAB tipo II: hipomania alternada com depressão;</p><p>• TAB estado misto;</p><p>• Ciclotimia.</p><p>• TAB de início precoce:</p><p> Mais grave;</p><p> Mais sintomas psicóticos;</p><p> Mais episódios mistos;</p><p> Maior comorbidade com transtornos de ansiedade;</p><p> Pior resposta profilática ao lítio;</p><p> Maior frequência de transtornos do humor em parentes de primeiro grau.</p><p>• Sintomas durante o curso do transtorno:</p><p>a) Semanas sem sintomas 53%;</p><p>b) Semanas com sintomas 47%.</p><p> Depressão 67%;</p><p> Hipomania e mania 20%;</p><p> Misto 13%.</p><p>*Importante: não se trata a depressão de transtorno afetivo bipolar com</p><p>antidepressivos em monoterapia devido ao risco de virada maníaca.</p><p>• Consequência de múltiplos episódios:</p><p> Baixa resposta ao tratamento;</p><p> Incapacitação;</p><p> Aumento da morbidade cardiovascular e outras morbidades clínicas;</p><p> Alterações na estrutura cerebral;</p><p> Aumento das taxas de suicídio;</p><p> Comprometimento da cognição;</p><p> Comprometimento da qualidade de vida.</p><p>Fase Maníaca</p><p>• Diminuição do sono;</p><p>• Hiperatividade;</p><p>• Aceleração do pensamento;</p><p>• Ideias de grandiosidade;</p><p>• Sintomas psicóticos;</p><p>• Pressão de discurso;</p><p>• Aumento da autoestima.</p><p>*Observação: pode haver gastos excessivos, impulsividade (ex. sexual, limpeza etc.).</p><p>*Importante: mania vs. hipomania.</p><p>- Mania: necessidade de internação/intervenção;</p><p>- Hipomania: manejo ambulatorial.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>19</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar Tipo I</p><p>• Mania alternada com depressão;</p><p>• Humor exaltado por uma semana + 3 critérios de mania.</p><p>*Importante: TAB tipo I é diagnosticado apenas com a presença de mania.</p><p>Transtorno Afetivo Bipolar Tipo II</p><p>• Hipomania alternada com depressão;</p><p>• Humor exaltado por 4 dias + 3 critérios de mania;</p><p>• Gravidade menor.</p><p>*Importante: TAB tipo II é diagnosticado com depressão e hipomania.</p><p>Ciclotimia</p><p>• Flutuação de humor;</p><p>• Duração ≥2 anos.</p><p>Tratamento do TAB</p><p>• Estabilizadores de humor:</p><p> Lítio, valproato de sódio, lamotrigina, antipsicóticos atípicos.</p><p>• Fases do tratamento:</p><p>1) Fase aguda:</p><p> Atingir recuperação sindrômica;</p><p> Maximizar estabilizador de humor e implementar tratamentos adjuntos;</p><p> Educar paciente e família quanto a evitar fatores “desestabilizadores”.</p><p>2) Fase de continuação:</p><p> Atingir recuperação funcional;</p><p> Otimizar estabilizador de humor para tolerabilidade e reduzir tratamentos</p><p>adjuvantes quando possível;</p><p> Iniciar psicoeducação e instituir monitoramento.</p><p>3) Fase de manutenção:</p><p> Maximizar funcionamento e estabilidade a longo prazo;</p><p> Ensinar o paciente a antecipar pródromos;</p><p> Otimizar adaptação ao transtorno bipolar e monitorar efeitos adversos.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>20</p><p>Transtornos de Ansiedade</p><p>• Quando a intensidade do medo e ansiedade são maiores do que o esperado para</p><p>determinado estímulo ou surgem sem estímulo algum, duram mais do que o que</p><p>poderia ser adaptativo afetando o bem estar e o funcionamento do indivíduo;</p><p>• Sintomas físicos (autonômicos) e psíquicos (tensão, nervosismo, mal-estar,</p><p>despersonalização, desrealização, medo de perder o controle);</p><p>• Envolvem um grupo de síndromes psiquiátricas relacionadas a disfunções na</p><p>circuitaria do medo/ameaça (córtex pré frontal, amigdala).</p><p>• Causas:</p><p> Genética (temperamento – inibição de comportamento);</p><p> Ambiente (ex. trauma Infantil, relação com os pais, psicopatologia parental);</p><p> Fatores psicológicos – conflito, trauma na vida adulta.</p><p>• Epidemiologia:</p><p> Prevalência de 17% – 5-18% de todas as crianças e adolescentes;</p><p> Mais comum no sexo feminino (2:1);</p><p> Início precoce e curso crônico;</p><p> Prejuízo no funcionamento escolar/trabalho, social e pessoa;</p><p> Maioria dos casos não recebe tratamento.</p><p>Causas Secundárias de Ansiedade</p><p>• Fármacos:</p><p> Corticoides;</p><p> Anticolinérgicos: meperidina, oxibutinina;</p><p> Anticonvulsivantes: carbamazepina;</p><p> Simpaticomiméticos: efedrina, adrenalina, pseudoefedrina;</p><p> Antimicrobianos: cefalosporinas;</p><p> Digitálicos, broncodilatadores, anti-histamínicos, tiroxinas, BCCs;</p><p> Dopaminérgicos: amantadina, bromocriptina, levodopa, metoclopramida,</p><p>antipsicóticos;</p><p> Antidepressivos (ISRS, ADT);</p><p> Insulina (associada à hipoglicemia);</p><p> Estimulantes: cafeína, anfetamina, aminofilina, cocaína, teofilina, metilfenidato;</p><p> Indometacina;</p><p> Descontinuação de barbitúricos, BZD, narcóticos, álcool e sedativos.</p><p>• Doenças que cursam com sintomas de ansiedade:</p><p> Neurológica: epilepsia, encefalopatia, tremor essencial, neoplasia;</p><p> Hematológica: anemia;</p><p>Pulmonares: asma, doença pulmonar obstrutiva crônica;</p><p> Cardiovascular: síndromes coronarianas agudas, insuficiência cardíaca, arritmias;</p><p> Endócrina: disfunção tireoidiana, hiperparatireoidismo, hipoglicemia, menopausa,</p><p>doença de Cushing, insulinoma, feocromocitoma;</p><p>• Abuso e dependência de substâncias.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>21</p><p>- Crises duram até 10 minutos e</p><p>costumam ser inesperadas;</p><p>- Agorafobia;</p><p>- Devem ocorrer várias crises de pânico</p><p>em um período de pelo menos um mês,</p><p>sem que ocorram circunstâncias onde</p><p>há perigo objetivo.</p><p>Transtorno de Pânico</p><p>• Crises súbitas e imprevisíveis;</p><p>• Palpitações, sudorese, tremores e dor no peito;</p><p>• Falta de ar ou sufocamento;</p><p>• Náusea ou desconforto abdominal;</p><p>• Tontura, instabilidade ou desmaio;</p><p>• Desrealização ou despersonificação;</p><p>• Medo de enlouquecer ou de morrer.</p><p>*Importante: diagnóstico diferencial de feocromocitoma, dor precordial.</p><p>Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)</p><p>• Ansiedade excessiva por pelo menos 6 meses (não há picos de ansiedade);</p><p>• Dificuldade para relaxar (ex. dorme mas não descansa);</p><p>• Cansa-se com facilidade;</p><p>• Dificuldade para se concentrar;</p><p>• Irritabilidade;</p><p>• Tensão muscular;</p><p>• Dificuldade para dormir.</p><p>Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)</p><p>“Os pensamentos obsessivos são anulados com uma ação compulsiva”</p><p>• Obsessões com contaminação e compulsões com limpeza;</p><p>• Obsessões de responsabilidade e compulsões de checagem;</p><p>• Obsessões de simetria/trabalho incompleto e compulsões de ordem, organização,</p><p>repetição;</p><p>• Obsessões agressivas, sexuais, religiosas e compulsões mentais e checagem;</p><p>• Acumulação.</p><p>Fobia Social</p><p>• Intensa ansiedade;</p><p>• Situações sociais (ex. falar em público);</p><p>• Mais comum em homens.</p><p>Transtorno de Estresse Pós-Traumático</p><p>• Após um evento ameaçador (ex. assalto, acidente etc.);</p><p>• Recordação de revivência e pesadelos baseados no tema;</p><p>• Comportamento evitativo.</p><p>Tratamento dos Transtornos de Ansiedade</p><p>• Antidepressivos;</p><p>• Benzodiazepínicos (início do tratamento – risco de dependência);</p><p>• Betabloqueadores – fobia social;</p><p>• Terapia cognitivo comportamental (TCC).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>22</p><p>Transtornos Alimentares</p><p>• Epidemiologia:</p><p> Homem/mulher 1:10 até 1:20;</p><p>- Diferença diminui em mais novos e meninos (19-30% dos casos).</p><p> Bailarinas, atletas, modelos;</p><p> 50-75% depressão maior e distimia;</p><p> Ansiedade: 65% anorexia e 36% bulimia;</p><p> Fobia social e TOC;</p><p> Abuso de substâncias: 30-37% bulimia e 12-18% anorexia.</p><p>• Causas:</p><p> Fatores genéticos;</p><p> Familiares;</p><p> Biológicos;</p><p> De formação da personalidade;</p><p> Psicossociais;</p><p> Socioculturais.</p><p>Anorexia Nervosa</p><p>• Mais frequente entre mulheres jovens;</p><p>• Adolescência e início da idade adulta;</p><p>• Mudanças: idade mais precoce/homens.</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Restrição da ingestão calórica em relação às necessidades, levando a um peso</p><p>corporal significativamente baixo no contexto de idade, gênero, trajetória do</p><p>desenvolvimento e saúde física.</p><p> Peso significativamente baixo é definido como peso inferior ao peso mínimo normal</p><p>ou, no caso de crianças e adolescente, menor do que o minimamente esperado.</p><p>• Medo intenso de ganhar peso, de engordar ou comportamento persistente que</p><p>interfere no ganho de peso, mesmo estando com peso significativamente baixo.</p><p>• Perturbação no modo como o próprio peso ou forma corporal são vivenciados,</p><p>influência indevida do peso ou da forma corporal na autoavaliação ou ausência</p><p>persistente de reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal atual.</p><p>Subtipos (DSM-V)</p><p>• Tipo restritivo: durante os últimos três meses, o indivíduo não se envolveu em</p><p>episódios recorrentes de compulsão alimentar ou comportamento purgativo (isto é,</p><p>vômitos autoinduzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).</p><p> Esse subtipo descreve apresentações nas quais a perda de peso seja conseguida</p><p>essencialmente por meio de dieta, jejum e/ou exercício excessivo.</p><p>• Tipo compulsão alimentar purgativa:</p><p> Nos últimos três meses, o indivíduo se envolveu em episódios recorrentes de</p><p>compulsão alimentar purgativa.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>23</p><p>Especificadores (DSM-V)</p><p>• Nível mínimo de gravidade se baseia, em adultos, no índice de massa corporal (IMC)</p><p>atual ou, para criança e adolescentes, no percentil do IMC;</p><p>• Nível de gravidade pode ser aumentado de maneira a refletir sintomas clínicos, o</p><p>grau de incapacidade funcional e a necessidade de supervisão.</p><p>Curso da Doença</p><p>• Variável;</p><p>• Remissão completa dos sintomas após o primeiro episódio;</p><p>• Padrão flutuante de ganho de peso intercalado por períodos</p><p>de restrição alimentar;</p><p>• Curso crônico e deteriorante ao longo da vida (20% dos casos);</p><p>• Após cinco anos de evolução, uma parte significativa dos</p><p>indivíduos que iniciaram com um quadro restritivo desenvolve</p><p>quadros de comer compulsivo, mudando de subtipo.</p><p>*Importante: transtorno psiquiátrico com maior potencial de mortalidade.</p><p>• Comorbidades associadas:</p><p> Transtornos de humor;</p><p> Transtornos de ansiedade (TOC, fobia social);</p><p> Abuso de substância, geralmente associado aos quadros de bulimia e anorexia, do</p><p>tipo purgativo;</p><p> Transtorno de personalidade: esquiva – forte ansiedade no convívio social, com</p><p>baixa autoestima e hipersensibilidade a crítica ou rejeição.</p><p>Quadro Clínico</p><p>• Achados comuns:</p><p> Comentários autodepreciativos sobre estar acima do peso;</p><p> Preocupação constante com comida, calorias e gorduras;</p><p> Hábitos alimentares restritivos (ex. recusa a ingerir tipos específicos de alimentos);</p><p> Desenvolvimento de rituais alimentares;</p><p> Esquiva a refeições em grupo;</p><p> Necessidade de seguir uma intensa rotina de exercícios, tendência ao isolamento</p><p>social e esquiva de amigos e familiares;</p><p> Hábito de negar sentir fome, apesar da perda de peso progressiva;</p><p> Preferência para roupas largas que disfarcem a perda de peso;</p><p> Irritabilidade, intolerância, hostilidade.</p><p>Leve: IMC ≥17kg/m²</p><p>Moderada: IMC 16-16,99kg/m²;</p><p>Grave: IMC 15-15,99kg/m²;</p><p>Extrema: IMC <15kg/m².</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>24</p><p>• Exame físico:</p><p> Frequência cardíaca diminuída (entre 30-40bpm), baixa pressão arterial e</p><p>desidratação;</p><p> Perda de massa muscular, face encovada, ossos protrusos, pele pálida, seca e</p><p>amarelada;</p><p> Temperatura corporal baixa e extremidades frias e cianóticas;</p><p> Lanugo nos braços, tronco e face;</p><p> Cabelo seco, lânguido, quebradiço;</p><p> Distensão abdominal com flatulência.</p><p>Exames Laboratoriais</p><p>• Hiponatremia (excesso de ingestão de água ou secreção inapropriada de ADH);</p><p>• Função renal é geralmente normal, exceto em casos de desidratação;</p><p>• Hipocalemia e hipocloremia com alcalose metabólica estão associados com vômitos,</p><p>e acidose metabólica está associada ao uso abusivo de laxantes;</p><p>• ECG: avaliação do intervalo QT (se prolongado);</p><p> Medicações que aumentam o intervalo QT elevam o risco de arritmia.</p><p>• Insuficiência cardíaca congestiva pode ocorrer no início do tratamento com a</p><p>reintrodução da alimentação;</p><p>• Leucopenia e trombocitopenia;</p><p>• Proteínas totais e albumina estão surpreendentemente normais pela tendência de</p><p>ingerir (mesmo que em quantidades ínfimas) alimentos com alto índice proteico</p><p>(considerados menos calóricos);</p><p>• Elevações importantes do colesterol são encontradas em pacientes desnutridos;</p><p>• Inibição pituitária e os níveis baixos de hormônios sexuais relacionados à amenorreia</p><p>tendem a ser revertidos após a recuperação do peso corporal.</p><p>Complicações Clínicas</p><p>• Inanição;</p><p>• Alterações endócrinas e hormonais: amenorreia, desinteresse sexual;</p><p>• Anemia;</p><p>• Lesões no sistema gástrico, erosão no esmalte dentário;</p><p>• Osteoporose;</p><p>• Alterações hidroeletrolíticas (especialmente hipocalemia, que pode levar à arritmia</p><p>cardíaca e à morte súbita);</p><p>• Hipotermia;</p><p>• Pielonefrite decorrente da baixa imunidade;</p><p>• Bradicardia.</p><p>Desfecho Clínico</p><p>• Taxas de mortalidade: 5-20%;</p><p>• Transtorno psiquiátrico com maior probabilidade de morte;</p><p>• Inanição crônica (complicações fisiológicas), parada cardíaca ou suicídio.</p><p>*Importante: diagnóstico precoce e o tratamento imediato aumentam a frequência de</p><p>êxito do tratamento.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>25</p><p>Tratamento</p><p>• Restaurar o peso perdido devido à dieta e à purgação graves;</p><p>• Tratar os distúrbios psicológicos como a distorção da imagem corporal, a baixa</p><p>autoestima e os conflitos interpessoais;</p><p>• Obter a remissão e a reabilitação por um período prolongado, ou a completa</p><p>recuperação</p><p>• Manejo:</p><p> Tratamento multidisciplinar (psiquiatra, nutricionista, psicoterapia/terapia</p><p>comportamental individual e com familiares);</p><p> Antidepressivos.</p><p>• Tratamento farmacológico:</p><p> Até o momento, nenhum psicofármaco utilizado isoladamente foi mais eficaz do</p><p>que o placebo em melhorar os sintomas;</p><p> ISRS: sintomas</p><p>depressivos, ansiosos, obsessivos-compulsivos;</p><p> Bupropiona: contraindicada – risco convulsivo;</p><p> Tricíclicos e IMAO: reações adversas;</p><p> Imipramina: melhor que placebo no ganho de peso;</p><p> Antipsicóticos atípicos são usados com frequência, mas ainda não existem estudos</p><p>controlados que atestem a sua eficácia;</p><p> Quetiapina é contraindicada.</p><p>- Provoca alterações no intervalo QT na condução cardíaca.</p><p>• Critérios de internação:</p><p> Rápido ou persistente declínio da ingesta de alimentos;</p><p> Manutenção da perda de peso, apesar das intervenções ambulatoriais (IMC <15);</p><p> Recusa do paciente em aderir ao tratamento;</p><p> Ideação/planejamento suicida;</p><p> Alterações das funções vitais.</p><p>Bulimia Nervosa</p><p>• Também acomete mais mulheres jovens;</p><p>• Transtornos ansiosos associados (fobia social, TOC) e abuso de substâncias;</p><p>• Evolução mais favorável;</p><p> 50-70% de recuperação total, dependendo do acompanhamento após manejo</p><p>terapêutico e boa rede social de suporte;</p><p> Recaída: 30-50%.</p><p>• Taxas de mortalidade: 0,3-3%.</p><p>• Pior evolução:</p><p> Sintomatologia mais severa, frequência aumentada de vômitos no início do quadro;</p><p> Flutuações extremas de peso;</p><p> Impulsividade, baixa autoestima, conduta suicida;</p><p> Transtornos comórbidos (ex. uso de substâncias no início da doença).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>26</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Episódios recorrentes de compulsão alimentar, seguidos de comportamentos</p><p>compensatórios inapropriados recorrentes a fim de impedir o ganho de peso (como</p><p>vômitos autoinduzidos, uso indevido de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos,</p><p>jejum ou exercício físico em excesso).</p><p>Quadro Clínico</p><p>• “BINGE”: ingesta compulsiva e rápida de grandes quantidades de comida.</p><p> Há sentimento de perda de controle, seguido de culpa.</p><p>• Compulsão alimentar e comportamentos compensatórios inapropriados: uma vez</p><p>por semana durante 3 meses, em média.</p><p> Autoavaliação influenciada pela sua forma e peso corporal.</p><p>• História clínica:</p><p> Peso próximo ao normal ou excesso de peso;</p><p> Entre os episódios compulsivos, tendem a restringir de forma radical a ingesta e a</p><p>qualidade de alimentos (evitam os considerados calóricos);</p><p> Evidências de comportamento purgativo (idas frequentes ao banheiro após</p><p>refeições, sinais de vômito, embalagens vazias de laxantes e de diuréticos);</p><p> Evidências do consumo excessivo de alimentos em curto período de tempo;</p><p> Exercícios em excesso, mesmo quando o paciente está machucado, doente ou em</p><p>dias com tempo ruim.</p><p>• Exame físico:</p><p> Perda do esmalte dentário, dentes serrilhados;</p><p> Parótida hipertrófica;</p><p> Calos e cicatrizes na superfície dorsal da mão;</p><p> Irregularidades menstruais ou amenorreia – flutuação de peso, deficiências</p><p>nutricionais ou estresse emocional;</p><p> Dependência de laxantes;</p><p> Complicações: rupturas do esôfago, ruptura gástrica, arritmia cardíaca.</p><p>*Importante¹: bulimia.</p><p>- Peso tende a ser “normal” devido aos BINGEs e pode não haver purgação;</p><p>- Há maior insight sobre a doença.</p><p>*Importante²: anorexia purgativa vs. bulimia.</p><p>- Em comum: perturbação do comportamento alimentar e purgação;</p><p>- Anorexia: perda de peso significativa (paciente não se alimenta).</p><p>Tratamento</p><p>• Multidisciplinar, ambulatorial;</p><p>• Manejo das comorbidades e antidepressivos.</p><p>• Reduzir ou eliminar as compulsões alimentares e o comportamento de purgação;</p><p>• ISRS (fluoxetina) e terapia cognitivo comportamental (TCC).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>27</p><p>Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica</p><p>• Semelhante à bulimia → BINGE mais intenso;</p><p>• Acomete ambos os sexos;</p><p>• Sem preocupação exagerada com a imagem → sobrepeso, obeso → não purga.</p><p>• Epidemiologia:</p><p> EUA: 2-3% da população geral, 5-30% em pacientes obesos que procuram</p><p>tratamento clínico para a perda de peso;</p><p> Brasil: 15-22% dos pacientes que procuram tratamento para emagrecer.</p><p>- Pacientes listados para bariátrica (27-47%).</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Compulsão alimentar e 3 ou mais critérios:</p><p>1) Comer muito e mais rapidamente do que o normal;</p><p>2) Comer até sentir-se incomodamente repleto;</p><p>3) Comer grandes quantidades de alimento, quando não está fisicamente faminto;</p><p>4) Comer sozinho por embaraço, devido à quantidade de alimentos que consome;</p><p>5) Sentir repulsa pelo ato, apresentar depressão ou demasiada culpa após comer</p><p>excessivamente.</p><p>Tratamento</p><p>• Redução dos episódios de compulsão alimentar;</p><p>• Diminuição do peso corporal para os pacientes obesos;</p><p>• Melhora dos sintomas psicopatológicos associados (depressivos e ansiosos);</p><p>• Psicoterapia.</p><p>• Tratamento medicamentoso:</p><p> Redução dos episódios de compulsão alimentar: fluvoxamina, sertralina, fluoxetina</p><p>e citalopram;</p><p> Inibidor de apetite de ação central (sibutramina): obesos – 63% de redução dos</p><p>episódios compulsivos alimentares;</p><p> Topiramato: diminuição do apetite e perda de peso.</p><p>Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Restrição da ingesta alimentar mais 1 critério:</p><p>1) Perda de peso significativa;</p><p>2) Deficiência nutricional significativa;</p><p>3) Dependência de alimentação enteral ou suplementos nutricionais orais;</p><p>4) Interferência marcante no funcionamento psicossocial.</p><p>Quadro Clínico</p><p>• Restrição e evitação varia de acordo com qualidade do alimento, sensibilidade</p><p>extrema a aparência, cor, odor, textura, temperatura, paladar;</p><p>• Mais comum em crianças;</p><p>• Não há preocupação com peso.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>28</p><p>Transtornos de Personalidade</p><p>• Personalidade é o jeito de cada indivíduo → varia entre as pessoas.</p><p>• Transtorno de personalidade: quando a personalidade é disfuncional (prejuízos</p><p>pessoais ou de terceiros);</p><p>• Padrão persistente de experiência interna e comportamento que se desvia</p><p>acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo;</p><p>• Difuso e inflexível;</p><p>• Estável ao longo do tempo;</p><p>• Leva a sofrimento ou a prejuízo pessoal;</p><p>• Envolve os relacionamentos;</p><p>• Geralmente na adolescência (momento em que aflora a personalidade);</p><p>• Pode ser secundário à epilepsia, tumores, TCE, HIV/AIDS.</p><p> Normalmente a causa é primária.</p><p>• Transtornos de personalidade são divididos em 3 grupos:</p><p>A) Paranoide, esquizoide, esquizotípico – “desconfiados, excêntricos”;</p><p>B) Antissocial, borderline, histriônico, narcisista – “dramáticos, emocionais”;</p><p>C) Evitativo, dependente, obsessivo-compulsivo – “ansiosos, assustados”.</p><p>• Prevalência:</p><p> Global ±10% → grupo A (1,6-6,2%), grupo B (1,2-4,5%) grupo C (2,4-9,4%);</p><p> Distribuição por sexo:</p><p>1) Masculino – antissocial;</p><p>2) Feminino – borderline, histriônica e dependente.</p><p>*Importante: traços de personalidade.</p><p>- Não são inflexíveis, mal adaptativos;</p><p>- Não causam prejuízo funcional ou sofrimento subjetivo significativos.</p><p>Diagnóstico de Transtorno de Personalidade</p><p>• Avaliação dos padrões de funcionamento de longo prazo do indivíduo;</p><p>• Características particulares da personalidade devem estar evidentes no começo da</p><p>fase adulta;</p><p>• Diferenciar das características que surgem em resposta a estressores situacionais</p><p>específicos ou estados mentais mais transitórios (ex. depressão, ansiedade, SPA);</p><p>• Estabilidade dos traços de personalidade ao longo do tempo e em diversas situações;</p><p>• Entrevistas espaçadas e entrevistas com a família.</p><p>• Diagnóstico:</p><p> Excluir outras causas possíveis dos sintomas;</p><p> Pacientes <18 anos de idade-padrão presente durante ≥ 1ano;</p><p> Antissocial não pode ser diagnosticado em <18 anos (transtorno de conduta).</p><p>*Importante: não há tratamento farmacológico específico → psicoterapia.</p><p>- Tratamento farmacológico sobre as comorbidades</p><p>(ansiedade, depressão etc.).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>29</p><p>Quadro Clínico</p><p>Grupo A</p><p>Paranoide</p><p>• Desconfiança, preocupação interpretações erradas;</p><p>• Rancores persistentes, sentimento de humilhação por qualquer crítica.</p><p>Esquizoide</p><p>• Distância emocional, indiferença, solitários (geralmente escolhem profissões sem</p><p>contato social; raramente tem amigos);</p><p>• Devaneios são mais gratificantes que a vida real.</p><p>Esquizotípico</p><p>• Padrão difuso de déficit social e interpessoal → desconforto, incapacidade de</p><p>intimidade;</p><p>• Distorções cognitivas e perceptivas – comportamento excêntrico.</p><p>Critérios de Exclusão do Grupos A</p><p>• Padrão comportamental não deve ter ocorrido exclusivamente durante o curso de</p><p>esquizofrenia, transtorno bipolar ou depressivo com sintomas psicóticos ou outro</p><p>transtorno psicótico;</p><p>• Quando um indivíduo tem um transtorno mental persistente (por exemplo,</p><p>esquizofrenia), que foi precedido por um transtorno da personalidade preexistente, o</p><p>transtorno da personalidade deve ser também registrado, seguido de "pré-mórbido"</p><p>entre parênteses.</p><p>Grupo B</p><p>Borderline</p><p>• Sentimento crônico de vazio;</p><p>• Instabilidade → relações pessoais, autoimagem, modulação de afeto;</p><p> “A instabilidade estável”.</p><p>• Comportamento recorrente de gestos ou ameaças de suicídio e automutilações;</p><p>• Uso de substâncias – impulsividade acentuada;</p><p>• Alternância rápida entre raiva e depressão – “os outros são a causa do problema”.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>30</p><p>Antissocial</p><p>• Desrespeito às regras – irritabilidade, agressividade, impulsividade,</p><p>irresponsabilidade;</p><p>• Não aprendem com punição – ausência de remorso e empatia;</p><p>• Sedutores – tendência à falsidade, mentiras e trapaças.</p><p>• Diagnóstico:</p><p> Desde os 15 anos de idade, se evidência de transtorno de conduta anterior</p><p>(agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, fraude, roubo ou grave</p><p>violação a regras);</p><p> Diagnóstico após os 18 anos;</p><p> Melhora com a idade.</p><p>Histriônico</p><p>• Emocionalidade excessiva e persistente busca de atenção;</p><p>• Comportamentos sedutores e provocantes, histórias fantásticas;</p><p>• Autodramatização, teatralidade, expressão exagerada as emoções.</p><p>Narcisista</p><p>• Grandiosidade – necessidade de admiração persistente, crença de ser especial;</p><p>• Explorador nas relações interpessoais, arrogância, inveja, falta de empatia;</p><p>• Não aceita críticas.</p><p>Tipo C</p><p>Obsessivo-Compulsivo/Anancástico</p><p>• Preocupação excessiva com ordem, perfeccionismo, controle das emoções e das</p><p>relações interpessoais, com prejuízo na flexibilidade, espontaneidade e eficiência;</p><p>• Perda de tempo com listas, detalhes, regras, organização e horários;</p><p>• Moralismo, rigidez e teimosia;</p><p>• Devoção ao trabalho, mesquinho com dinheiro, intelectualização;</p><p>• Seu jeito é o melhor;</p><p>• Incapacidade de descartar objetos usados.</p><p>Evitativo</p><p>• Inibição social, sentimento de inadequação e hipersensibilidade a avaliações</p><p>negativas;</p><p>• Tensão social → vê-se incapaz, sem atrativos pessoais ou inferior aos outros;</p><p>• Evita relacionamentos íntimos com receio de rechaça, de ser humilhado ou</p><p>ridicularizado;</p><p>• Insegurança → reservado e retraído em situações novas.</p><p>Dependente</p><p>• Necessidade excessiva de ser cuidado → submissão e apego demasiado;</p><p>• Não toma decisões sem conselhos → indecisão;</p><p>• Medos irreais de ser abandonado, tem medo de viver sozinho;</p><p>• Se ofende facilmente;</p><p>• Não consegue realizar projetos por conta própria.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>31</p><p>Transtornos Somatoformes, Dissociativos e Factícios</p><p>Transtornos Somatoformes</p><p>• Presença de sintomas físicos na ausência de alteração clínica e de exames;</p><p>• Sintomas não produzidos intencionalmente;</p><p>• Duração ≥6 meses;</p><p>• Busca por assistência médica contínua → risco de iatrogenia;</p><p> A diferença entre transtorno somatoforme e doença psicossomática é que esta</p><p>apresenta alteração clínica;</p><p> Múltiplas queixas recorrentes;</p><p> Queixa de dor;</p><p> Muitos exames realizados;</p><p> Hospitalização para investigação dos sintomas.</p><p>• Sofrimento ou prejuízo funcional (ex. abandono de trabalho, faltas);</p><p>• Alta prevalência.</p><p>Transtorno de Somatização</p><p>• Múltiplas queixas recorrentes – normalmente dor (principalmente abdominal);</p><p>• Muitos exames e hospitalizações;</p><p>• Mais comum em mulheres (>30 anos);</p><p>• Diagnóstico: pelo menos 2 anos de sintomas (associado a prejuízo funcional);</p><p>• É comum que essas pacientes façam abuso de analgésicos e benzodiazepínicos.</p><p>Transtorno Dissociativo (ou Conversivo)</p><p>• Perda parcial ou completa das funções normais de integração da memória, da</p><p>consciência, da identidade e das sensações imediatas, e do controle dos movimentos</p><p>corpóreos;</p><p>• Pode ocorrer devido a trauma (físico ou psíquico);</p><p>• Exame neurológico sem alterações;</p><p>• Tipos de transtorno dissociativo: amnésia, fuga, estupor, convulsões (sem perda de</p><p>esfíncter), anestesias, personalidade múltipla, despersonalização – desrealização.</p><p>Transtorno Factício</p><p>• Síndrome de Münchhausen: sintomas físicos ou psiquiátricos intencionalmente</p><p>produzidos para assumir o papel de doente;</p><p> É diferente de simulação porque neste o objetivo é ter um ganho.</p><p>• Münchhausen por procuração: os pais produzem os sintomas nos filhos para levá-los</p><p>à assistência médica.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>32</p><p>Psiquiatria Infantil</p><p>Deficiência Intelectual</p><p>• Prejuízo no desenvolvimento de habilidades intelectuais (ex. raciocínio, linguagem,</p><p>aprendizado, planejamento, capacidade de crítica, compreensão, abstração e</p><p>capacidade de desempenhar habilidades sociais);</p><p>• Resultado de baixa inteligência e baixa autonomia;</p><p>• Acomete 1% da população (manifestada antes dos 18 anos de idade).</p><p>*Importante: deficiência intelectual = disfunção cognitiva + prejuízo funcional.</p><p>• Comorbidades que podem ocorrer concomitante à deficiência intelectual:</p><p> Síndrome de Down;</p><p> Autismo;</p><p> Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).</p><p>Diagnóstico</p><p>• Funcionamento intelectual com limitação em pelo menos duas áreas:</p><p> Comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais, limitação em</p><p>recursos comunitários (ex. direitos), autossuficiência, habilidades acadêmicas,</p><p>trabalho, lazer, saúde, segurança.</p><p>• Manifestações ocorrem antes dos 18 anos de idade:</p><p> Diagnóstico ocorre durante infância.</p><p>Graus de Deficiência Intelectual</p><p>• Leve (85%);</p><p>• Moderado (10%);</p><p>• Grave (3-4%);</p><p>• Profundo (1%).</p><p>Tratamento</p><p>• Manejo é multidisciplinar → inclusão da criança na escola/sociedade, orientação</p><p>familiar, acompanhamento médico;</p><p>• Não há tratamento farmacológico – tratamento psicofarmacológico é focado no</p><p>controle dos eventuais sintomas (ex. agressividade, insônia, agitação, impulsividade).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>33</p><p>Transtornos do Espectro Autista (TEA)</p><p>• Grupo de transtornos – alterações qualitativas das interações sociais recíprocas;</p><p>• Transtorno do neurodesenvolvimento, com características persistentes/duradouras;</p><p>• Acomete 1% da população (5x mais comum no sexo masculino);</p><p>• 70-80% dos casos com alterações inespecíficas no EEG.</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Presença de perturbação característica do funcionamento em cada 1 dos 3 domínios:</p><p>1) Interações sociais;</p><p>2) Comunicação;</p><p>3) Comportamento focalizado e repetitivo.</p><p>*Importante: reconhecimento vs. diagnóstico de autismo.</p><p>- Reconhecimento dos sintomas pela família,</p><p>ocorre, em média, aos 18 meses de vida;</p><p>- Diagnóstico médico formal ocorre, geralmente, entre os 3-5 anos de idade.</p><p>Principais Características do Autismo</p><p>• Pouco interesse em interação social;</p><p>• Prejuízos na linguagem e comunicação;</p><p>• Comportamento estereotipado, rígido e repetitivo;</p><p>• Humor instável;</p><p>• Deficiência intelectual (70-80% dos casos).</p><p>*Observação: DSM-V estratifica a gravidade do TEA em três níveis – de acordo com o</p><p>prejuízo funcional e a quantidade de ajuda externa que a criança autista precisa para</p><p>atender suas necessidades básicas de vida diária.</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>34</p><p>Diagnósticos Diferenciais</p><p>Síndrome de Rett</p><p>• Transtorno que acomete quase exclusivamente meninas;</p><p>• Perda intensa de habilidades já adquiridas (desenvolvimento neuropsicomotor) e</p><p>franca desaceleração no crescimento do perímetro cefálica;</p><p> Perda de praxia das mãos;</p><p> Movimentos involuntários e estereotipados;</p><p> Perda das habilidades linguísticas, deterioração cognitiva e crises convulsivas.</p><p>• Perda progressiva de funções motoras → infecções do trato respiratório frequentes;</p><p>• Tratamento de suporte.</p><p>*Importante: TEA vs. síndrome de Rett.</p><p>- Semelhanças: prejuízo na linguagem/interação social, presença de estereotipias;</p><p>- Síndrome de Rett: deterioração clínica progressiva após uma fase de</p><p>desenvolvimento neuropsicomotor normal, acompanhada de desaceleração do</p><p>crescimento do perímetro cefálico.</p><p>Síndrome de Asperger</p><p>• Transtorno do espectro autista;</p><p>• Mais comum em meninos;</p><p>• Quadro típico autista, mas com certa preservação da cognição e da linguagem.</p><p>Rastreamento</p><p>• Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT):</p><p> Instrumento de rastreamento precoce do transtorno do espectro autista;</p><p> Composta por 23 questões (respondida pelos pais ou cuidadores);</p><p> Aplicada em todas as crianças de 18-24 meses (mesmo sem suspeita de autismo ou</p><p>outros transtornos do neurodesenvolvimento – Academia Americana de Pediatria).</p><p>Tratamento</p><p>• Promoção da autonomia do paciente e no desenvolvimento de habilidades;</p><p>• Equipe multidisciplinar (psicoterapia, psicopedagogia, fonoaudiologia etc.);</p><p>• Tratamento farmacológico – redução de comportamentos disruptivos do autismo</p><p>(ex. agressividade, autolesões, ataques de fúria, obsessões, desatenção e</p><p>hiperatividade).</p><p>• Tratamento farmacológico:</p><p> Antipsicóticos atípicos (ex. risperidona – sintomas de agressividade, “ataques de</p><p>fúria” ou mau comportamento);</p><p>- Risperidona também melhora características de hiperatividade, mas não de</p><p>desatenção, que pode ser manejada com uso de psicoestimulantes (ex. metilfenidato).</p><p> Antidepressivos ISRS (melhorar sintomas de irritabilidade, comportamento</p><p>obsessivo e estereotipias – resposta pode ser pobre);</p><p> Estabilizadores do humor (ex. lítio, ácido valproico – comportamento autolesivo).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>35</p><p>Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)</p><p>• Acomete de 3-5% das crianças em idade escolar;</p><p>• Sintomas devem estar presentes antes dos 12 anos (DSM-V);</p><p>• Associado a abuso de substâncias na adolescência;</p><p>• Transtorno pode persistir na vida adulta.</p><p>Critérios Diagnósticos (DSM-V)</p><p>• Presença de 6 sintomas por, pelo menos, 6 meses antes dos 12 anos;</p><p>• Devem estar presentes em 2 ou mais contextos (ex. escola e casa);</p><p>• Diagnóstico feito em conjunto por psicólogo e psiquiatra.</p><p>• Sintomas de desatenção:</p><p>a) Deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido;</p><p>b) Dificuldades para manter a atenção em tarefas;</p><p>c) Não escuta quando lhe dirigem a palavra;</p><p>d) Não segue instruções e não termina tarefas;</p><p>e) Dificuldade para organizar tarefas e atividades;</p><p>f) Evita tarefas que exigem esforço mental constante;</p><p>g) Perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;</p><p>h) Distraído por estímulos alheios à tarefa;</p><p>i) Esquecimento em atividades diárias.</p><p>• Hiperatividade:</p><p>a) Agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira;</p><p>b) Abandona sua cadeira em sala de aula;</p><p>c) Corre ou escala em demasia em situações nas quais isso é inapropriado;</p><p>d) Dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer;</p><p>e) Está sempre "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor”;</p><p>f) Fala em demasia.</p><p>• Impulsividade:</p><p>a) Dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;</p><p>b) Dificuldade para aguardar sua vez;</p><p>c) Interrompe ou se mete em assuntos de outros.</p><p>Diagnósticos Diferenciais (Crianças)</p><p>Transtorno de Oposição e Desafio (TOD)</p><p>• Padrão contínuo de comportamento irritável;</p><p>• Desafio de figuras de autoridade;</p><p>• Criança facilmente contrariada, com frequência “perde a calma”;</p><p>• Índole vingativa.</p><p>*Importante: não acontecem eventos graves, não há associação com crueldade contra</p><p>os animais ou agressão a pessoas, roubo ou destruição de propriedade.</p><p>• Tratamento:</p><p> Psicoterápico + medicamentoso (se comorbidades psiquiátricas).</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>36</p><p>Transtorno de Conduta (TC)</p><p>• Padrão persistente de desrespeito às normas;</p><p>• Paciente costumeiramente envolvido em agressões físicas, ameaças, trapaças,</p><p>mentiras, destruição de propriedade e crueldade com os animais;</p><p>• Tratamento psicoterápico.</p><p>Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)</p><p>• Resultado de uma falha no controle dos impulsos;</p><p>• Ocorrência de “explosões de raiva” ou “ataques de fúria” – atitudes impulsivas, não</p><p>premeditadas em uma reação desproporcional a um acontecimento.</p><p> Ataques normalmente causam desconforto ao paciente assim que a “explosão”</p><p>termina, trazendo sentimentos de arrependimento e culpa.</p><p>• Tratamento psicoterápico + farmacológico (estabilizadores de humor podem ser</p><p>úteis por reduzir a impulsividade – diminui as “explosões”).</p><p>Diagnósticos Diferenciais (Adultos)</p><p>• Doenças clínicas que podem mimetizar o TDAH:</p><p> Hipotireoidismo;</p><p> Hipertensão arterial sistêmica;</p><p> Apneia do sono;</p><p> HIV;</p><p> Andropausa, menopausa;</p><p> Processos demenciais precoces;</p><p> Lesões cerebrais pós-traumáticas.</p><p>Tratamento</p><p>• Terapia (orientação aos pais e escola) – pouco efetiva, se isolada.</p><p>• Farmacológico:</p><p>a) 1ª linha: metilfenidato (5mg-60mg/d), lisdexanfetamina (30-70mg/d).</p><p> Melhoram a transmissão dopaminérgica e noradrenérgica;</p><p> Contraindicado em pacientes com epilepsia não controlada e cardiopatias graves.</p><p>b) 2-3ª linha:</p><p> Bupropiona, venlafaxina, nortriptilina, imipramina (quando TDAH + enurese);</p><p> Promotor de vigília – modafinila;</p><p> Clonidina – agonista adrenérgico.</p><p>TDAH Depressão TAB (mania) Transtorno de ansiedade</p><p>Desatenção</p><p>Problemas</p><p>com</p><p>concentração</p><p>e memória</p><p>Fuga de ideias</p><p>Preocupação com medos e</p><p>obsessões</p><p>Distratibilidade Pensamentos intrusivos</p><p>Esquecimentos Distrações devido à</p><p>aceleração do</p><p>pensamento</p><p>Angústia</p><p>Perda de objetos</p><p>Comete erros Hipervigilância</p><p>Hiperatividade</p><p>Depressão</p><p>agitada</p><p>Hiperatividade Inquietude</p><p>Inquietude Angústia com</p><p>inquietude</p><p>Agitação</p><p>psicomotora</p><p>Nervosismo</p><p>Impaciência</p><p>Danilo Fernando – ATM 21/2</p><p>37</p><p>Emergências Psiquiátricas</p><p>Agitação Psicomotora</p><p>• Causa mais comum;</p><p>• Atividade motora excessiva, associada a um sentimento de tensão interna;</p><p>• Muitas vezes associada a um comportamento violento;</p><p> Geralmente associado a quadros psicóticos.</p><p>• Deve-se avaliar concomitantemente a alteração do nível do consciência, etiologia do</p><p>quadro de agitação e risco de violência.</p><p>• Pode ser um sintoma ou sinal de:</p><p> Transtorno</p>

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