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#KetResumos 1 MEDICINA SAÚDE MENTAL E DO IDOSO 1. Transtornos de Ansiedade 2. Envelhecimento: Senescência e Senilidade 3. Transtornos do Humor 4. Avaliação Geriátrica Ampla 5. Esquizofrenia e Transtornos psicóticos 6. Assistência aos Idosos de Alta Dependência 7. Emergências em Cuidados Paliativos 8. Avaliação Geriátrica dos Distúrbios Sensoriais 9. Síndrome Demencial 10. Incontinência Urinária 11. AVC 12. Oncogeriatria 13. Meningites 14. Transtorno do Espectro Autista e TDAH 15. Tonturas 16. Transtornos Dissociativos e Conversivos 17. Iatrogenia no Idoso Ketoly Pascoal Colati 2018 #KetResumos 2 TRANSTORNOS DE ANSIEDADE Dr. André de Oliveira Lourenço ANSIEDADE Algo vital ao ser humano e de fundamental importância evolutiva. Impele o indivíduo a tomar medidas necessárias para evitar a ameaça ou reduzir suas consequências. Transtornos crônicos aumentam a incidência de outras doenças (cardiovasculares, autoimunes, dermatológicas, geniturinárias, sexuais e gastrointestinais). ASPECTOS HISTÓRICOS Síndrome do coração irritável em soldados pós Guerra Civil,Dr Jacob Mendes daCosta; Neurose de ansiedade–1895 Freud Deus Pã/ Paganismo/ deus da floresta/ Fauno/ Fauna. Guerra Civil Americana –Coração de soldado. DaCosta; I Guerra Mundial –Choque das granadas; Neurose de combate, Fadiga Operacional, Neurose traumática; TEPT foi nomeado após a Guerra do Vietnã ANSIEDADE ≠ MEDO ≠ PÂNICO ANSIEDADE = Resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga e conflituosa geralmente acompanhada de sintomas autonômicos. MEDO = Resposta a uma ameaça conhecida, externa ao indivíduo, definida e sem conflitos. PÂNICO = ligado a sensação de desamparo, de não ser socorrido. CLASSIFICAÇÃO (Lewis, 1979) 1. Se normal (p.ex. um estudante frente a uma situação de exame) ou patológica (p.ex. nos transtornos de ansiedade); 2. Se leve ou grave; 3. Se prejudicial ou benéfica; 4. Se episódica ou persistente; 5. Ter uma causa física ou psicológica; 6. Ocorrer sozinha ou junto com outro transtorno (p.ex. depressão); 7. Afetar ou não a percepção e a memória. MANIFESTAÇÕES PERIFÉRICAS DE ANSIEDADE Diarreia Vertigem Hiperidrose Reflexos aumentados Palpitações Dilatação da pupila Inquietação Síncope Taquicardia Formigamento das extremidades Tremores Perturbação estomacal (“borboletas”) Frequência, hesitação, urgência urinária EXAME PSÍQUICO NA ANSIEDADE Atitude tímida, desconfiada; Percepções alteradas: tempo e espaço, pessoas; Afeta memória de fixação; Afeta atenção e concentração: Pensamento de curso algo acelerado, porém agregado; Mantem atenção espontânea aumentada. Propensos a selecionar aspectos do meio e subestimar outros; * ATENÇÃO EXPONTÂNEA é quando apenas o objeto desperta a atividade psicológica (atenção passiva). Se a esta atividade se segue uma reação voluntária (atenção ativa), visando a exclusão ativa dos detalhes secundários, temos a ATENÇÃO VOLUNTÁRIA. O normal é a alternar entre os dois tipos de atenção. TRANSTORNO DE PÂNICO Geralmente 1º ataque é espontâneo, podendo estar relacionado a excitação, esforço físico, sexo ou trauma; Associado a medo extremo e sensação de morte ou tragédia; Geralmente não sabem identificar a fonte do medo; Entre os ataques pode aparecer ansiedade antecipatória por medo de novo ataque; Geralmente procuram atendimento por causas cardiovasculares; #KetResumos 3 PROVA - Um ATAQUE DE PÂNICO é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem 4 (ou mais) dos 13 sintomas ao lado. Para ter TRANSTORNO DE PÂNICO deve ter 1 ataque de pânico. DESREALIZAÇÃO – Sensação que não é real DESPERSONALIZAÇÃO – “Fora de mim”, não sou eu. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 TRANSTORNO DE PÂNICO A. ATAQUES DE PÂNICO recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem 4 (ou mais) dos seguintes sintomas: Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado calmo ou de um estado ansioso. 1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 2. Sudorese. 3. Tremores ou abalos. 4. Sensações de falta de ar ou sufocamento. 5. Sensações de asfixia. 6. Dor ou desconforto torácico. 7. Náusea ou desconforto abdominal. 8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 9. Calafrios ou ondas de calor. 10. Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento). 11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo). 12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 13. Medo de morrer. Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p. ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro incontrolável). Esses sintomas não devem contar como um dos quatro sintomas exigidos. B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês (ou mais) de uma ou de ambas as seguintes características: 1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”). 2. Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p. ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações desconhecidas). C. A perturbação não é consequência dos efeitos psicológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares). D. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico não ocorrem apenas em resposta a situações sociais temidas, como no transtorno de ansiedade social; em resposta a objetos ou situações fóbicas circunscritas, como na fobia específica; em resposta a obsessões, como no transtorno obsessivo-compulsivo; em resposta à evocação de eventos traumáticos, como no transtorno de estresse pós-traumático; ou em resposta à separação de figuras de apego, como no transtorno de ansiedade de separação). TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA O aspecto essencial é ansiedade, a qual é generalizada e persistente, mas não restrita a qualquer aspecto. Medo que o paciente ou um parente irá brevemente adoecer ou sofrer um acidente. Curso flutuante e crônico. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional). B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação. C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis meses). Nota: Apenas um item é exigido para crianças. 1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele. 2. Fatigabilidade. 3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente. 4. Irritabilidade. 5. Tensão muscular. 6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo). F. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto a ter ataques depânico no transtorno de pânico, avaliação negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social], contaminação ou outras obsessões no transtorno obsessivo-compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno de ansiedade de separação, lembranças de eventos traumáticos no transtorno de estresse pós-traumático, ganho de peso na anorexia nervosa, queixas físicas no transtorno de sintomas somáticos, percepção de problemas na aparência no transtorno dismórfico corporal, ter uma doença séria no transtorno de ansiedade de doença ou o conteúdo de crenças delirantes na esquizofrenia ou transtorno delirante). #KetResumos 4 TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL - FOBIA SOCIAL Situação onde se possa ocorrer embaraço; Exposto a estranhos ou pessoas que possam julgar; A ansiedade deve ser restrita e predominar às situações sociais; O comportamento de evitação interfere nas atividades sociais ou no relacionamento interpessoal. A pessoa reconhece que seu medo é irracional e excessivo. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL – FOBIA SOCIAL A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas. Exemplos incluem interações sociais (p. ex., manter uma conversa, encontrar pessoas que não são familiares), ser observado (p. ex., comendo ou bebendo) e situações de desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras). Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus pares, e não apenas em interações com adultos. B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e., será humilhante ou constrangedor; provocará a rejeição ou ofenderá a outros). C. As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade. Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade, comportamento de agarrar-se, encolhendo-se ou fracassando em falar em situações sociais. D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade. E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada pela situação social e o contexto sociocultural. F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses. G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de outra condição médica. I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental, como transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou transtorno do espectro autista. J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson, obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não relacionado ou é excessivo. Especificar se: Somente desempenho: Se o medo está restrito à fala ou ao desempenhar em público. AGORAFOBIA CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 AGORAFOBIA A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das cinco situações seguintes: 1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, navios, aviões). 2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de estacionamentos, mercados, pontes). 3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas). 4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão. 5. Sair de casa sozinho. B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio pode não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores (p. ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência). C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou ansiedade. D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a presença de uma companhia ou são suportadas com intenso medo ou ansiedade. E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto sociocultural. F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses. G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal, doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente excessivo. I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de ansiedade social); e não estão relacionados exclusivamente a obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo), percepção de defeitos ou falhas na aparência física (como no transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no transtorno de ansiedade de separação). Nota: A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de transtorno de pânico. Se a apresentação de um indivíduo satisfaz os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os diagnósticos devem ser dados. #KetResumos 5 FOBIA ESPECÍFICA O termo Fobia refere-se a um medo excessivo de objeto, circunstância, ou situação específicos. O paciente geralmente chega a ter ataques de pânico quando da exposição ao objeto temido. Geralmente o medo está ligado a antecipação de lesões ou a preocupação de perder o controle frente ao objeto fóbico. Acrofobia = Medo de altura Agorafobia = Medo de espaços abertos Ailurofobia = Medo de gatos Hidrofobia = Medo de água Claustrofobia = Medo de espações fechados Cinofobia = Medo de cães Misofobia = Medo de sujeiras e germes Pirofobia = Medo de fogos Xenofobia = Medo de estranhos Zoofobia = Medo de animai TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO - TEPT Indivíduos com TEPT apresentam sintomas em três domínios: 1. Sintomas Intrusivos após o trauma 2. Evitação de estímulos associados ao trauma 3. Experiência de aumento dos sintomas autonômicos ligados ao trauma. Flashbacks, sonhos e lembranças vívidas. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e crianças acima de 6 anos de idade. Para crianças com menos de 6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir. A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes formas: 1. Vivenciar diretamente o evento traumático. 2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com outras pessoas. 3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental. 4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos de corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de abuso infantil). Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal exposição esteja relacionada ao trabalho. B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos associados ao evento traumático, começando depois de sua ocorrência: 1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias do evento traumático. Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento traumático são expressos. 2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ouo sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático. Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável. 3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente. (Essas reações podem ocorrer em um continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma perda completa de percepção do ambiente ao redor.) Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer na brincadeira. 4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático. 5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático. C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos: 1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao evento traumático. 2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao evento traumático. D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes aspectos: 1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas). 2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”, “Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”). 3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do evento traumático que levam o indivíduo a culpar a si mesmo ou os outros. 4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, raiva, culpa ou vergonha). NÃO precisa decorar #KetResumos 6 5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades significativas. 6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros. 7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação ou amor). E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, começando ou piorando após o evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes aspectos: 1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos. 2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo. 3. Hipervigilância. 4. Resposta de sobressalto exagerada. 5. Problemas de concentração. 6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter o sono, ou sono agitado). F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês. G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição médica. TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO São transtornos ligados ou secundários ou eventos ou situações específicas de duração imediata ou prolongada que leva a quadros semelhantes a outros transtornos. Geralmente possui um bom prognóstico quando bem diagnosticado e conduzido. Grande associação com tentativas de suicídio. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um estressor ou estressores identificáveis ocorrendo dentro de três meses do início do estressor ou estressores. B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos seguintes aspectos: 1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à intensidade do estressor, considerando-se o contexto cultural e os fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a apresentação dos sintomas. 2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação de um transtorno mental preexistente. D. Os sintomas não representam luto normal. E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses. Determinar o subtipo: 309.0 (F43.21) Com humor deprimido: Humor deprimido, choro fácil ou sentimentos de desesperança são predominantes. 309.24 (F43.22) Com ansiedade: Nervosismo, preocupação, inquietação ou ansiedade de separação são predominantes. 309.28 (F43.23) Com misto de ansiedade e depressão: Predomina uma combinação de depressão e ansiedade. 309.3 (F43.24) Com perturbação da conduta: Predomina a pertubação da conduta. 309.4 (F43.25): Com perturbação mista das emoções e da conduta: Tanto sintomas emocionais (p. ex., depressão, ansiedade) como perturbação da conduta são predominantes. 309.9 (F43.20): Não especificado: Para reações mal-adaptativas que não são classificáveis como um dos subtipos específicos do transtorno de adaptação. QUANDO TRATAR? Quando ela está tão presente que chega ao ponto de causar desconforto e prejuízo funcional no indivíduo. Social, Familiar e Pessoal (incluindo saúde física e mental) Primeira linha de escolha são os Antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS). Atuam na fenda sináptica favorecendo a acúmulo de serotonina entre os neurônios. #KetResumos 7 FLUOXETINA (Prozac, Daforin, Fluxene)® SERTRALINA (Zoloft, Assert, Tolrest)® DOSE: 20mg pela manhã --- podendo chegar a 80 mg; * Nos primeiros dias o paciente pode sentir uma inquietude e ansiedade; EFEITOS COLATERAIS: anorexia, insônia, náuseas, tontura, sudorese e boca seca; GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Medicação de escolha. DOSE: 50mg pela manhã --- podendo chegar a 200mg; * Pode ser ingerida com as refeições, se náuseas; EFEITOS COLATERAIS: insônia ou sonolência, aumento do apetite e náuseas; GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Segura IDOSO: Segura CARDÍACOS: Primeira escolha PAROXETINA (Aropax, Pondera, Roxetin)® CITALOPRAM (Cipramil, Denyl, Maxapran, Cittá)® DOSE: 20mg à noite --- podendo chegar a 60mg; * Redução gradual, pois apresenta grande Síndrome de Retirada; EFEITOS COLATERAIS: ganho de peso, sonolência, disfunção sexual e retardo na ejaculação; (Bocejos) * Poucos estudos na gestação e lactação; * Pouco usado por causa dos efeitos colaterais. DOSE: 20 mg inicialmente, raramente chegando a 60mg; * No pânico alguns recomendam uma dose inicial de 10mg EFEITOS COLATERAIS: Insônia, Náusea, Tontura e Sonolência; * Poucos estudos na Gravidez, Lactação e Crianças; IDOSO: Preferida ESCITALOPRAM (Lexapro, Exodus)® DOSE: 5 a 30mg * Escitalopram 10mg = 20 mg Citalopram * Pouca ou nenhuma interação com outros receptores e enzimas EFEITOS COLATERAIS: Bocejos, retardo na ejaculação, Anorgasmia em mulheres. Antidepressivos tricíclicos podem ser considerados medicamentos de Segunda Linha. Síntese na década de 1950 – Estrutura com 3 anéis. Os principais efeitos colaterais estão relacionados ao bloqueio dos receptores encontrados na estrutura: H1 (histamina), M1 (colinérgicos muscarínicos), α1 Adrenérgico Alteração dos canais de sódio voltagem dependentes. AMITRIPTILINA (Tryptanol, Amytril)®DOSE: 75 a 300mg/dia --- aumentar de 25/25 mg; * Pode ser utilizado para Dor Crônica e Enxaqueca; EFEITOS COLATERAIS: Boca seca, Obstipação, Ganho ponderal, hipotensão postural e sonolência. * Altera condução cardíaca (antagonista de sódio) – impede despolarização = Prolonga PR e QT e alarga QRS; (Pedir ECG) CONTRAINDICAÇÃO: IAM recente, Distúrbios de condução cardíaca (BAV), Glaucoma de ângulo estreito; VENLAFAXINA (37,5; 75 e 150mg) (Efexor XR, Alenthus XR)® Bupropiona (WellbutrinVSR, Zyban, Bup, Zetron)® Duloxetina (30 e 60mg) (Dual, Velija)® DOSE: 37,5 a 375mg --- Efeito > 75mg DOSE: 150 a 300mg 2x/dia * Iniciar 150 mg, podendo aumentar para 300 após 7 dias * Associar a outros de redução da libido. DOSE: 60 a 120 mg * Melhor se muitos sintomas somáticos. Última Linha, mas ainda sem indicação formal. AGOMELATINA Valdoxan® 25 e 50 mg DESVENLAFAXINA Pristic® 50 e 100mg VORTIOXETINA Brintellix® 10 mg DOSE: 25 a 50mg DOSE: 50 a 200mg DOSE: 5 a 20mg BENZODIAZEPÍNICOS Bem indicados quando a ansiedade estiver muito bem delimitada no tempo e com uma causa bem definida. Coadjuvantes do tratamento psiquiátrico, quando a causa básica da ansiedade ainda não estiver sendo prontamente resolvida. Muito CUIDADO ao introduzir (dependência); Preferível em associação com os ISRS ou Duais no início do tratamento ou para alívio das crises; #KetResumos 8 Quando necessário o seu uso o paciente deve ser bem orientado quanto a curta duração de sua utilização e que apesar da sensação de bem-estar ele apenas ajuda com os sintomas; CLONAZEPAM Rivotril® DIAZEPAM Valium® ALPRAZOLAM Apraz, Frontal® LORAZEPAM Lorax® DOSE: 0,25 a 2mg * Gotas – 2,5mg/ml DOSE: 5 e 10mg * Ampolas de 2ml -5mg/ml DOSE: 0,25 a 2mg DOSE: 1 e 2mg TRATAMENTO ADJUVANTE/ SINTOMÁTICO – Beta Bloqueador (SOS) * Ou antes das situações Fóbicas PROPRANOLOL ATENOLOL METOPROLOL DOSE: 10 a 40 mg DOSE: 25 e 50mg DOSE: 25mg Sempre avaliar a possibilidade de encaminhar os pacientes para psicoterapia. Se o paciente não tiver condições faça você mesmo pelo menos uma escuta qualificada; Melhor terapia a curto prazo = TCC DIRETRIZ DE 2010 (Já ultrapassada) #KetResumos 9 ENVELHECIMENTO: SENESCÊNCIA E SENILIDADE Dr. Heitor Spagnol dos Santos ENVELHECIMENTO POPULACIONAL NOVOS PARADIGMAS NA SAÚDE Envelhecimento populacional → Demanda por serviços e produtos → Ações eficazes e resolutivas O QUE É ENVELHECIMENTO? Processo EVOLUTIVO decorrente da conjunção da SENESCÊNCIA com a SENILIDADE SENESCÊNCIA – Conjunto de fenômenos FISIOLÓGICOS comuns a todos os indivíduos da mesma espécie durante a sua evolução. SENILIDADE – Efeito cumulativo dos efeitos FISIOPATOLÓGICOS das doenças, determinado pela sua gravidade e duração. * SENIL = Doença ↑ Expectativa de vida Envelhecimento ↓ Taxa de Fertilidade (↑ Proporção de idosos) FUNCIONALIDADE – Capacidade de exercer as atividades de vida diária. FRAGILIDADE – Síndrome geriátrica que faz com que o idoso fique vulnerável a patologias. #KetResumos 10 DETERMINANTES DO ENVELHECIMENTO Genético Comportamental (Modificável) HETEROGENEIDADE Ambiental (Modificável) Aparência não é importante para definir conduta. A conduta não deve ser definida pela idade, deve ser definida pela funcionalidade. *** Síndrome do Imobilismo (Estudar) IDOSO = MUSCULAÇÃO Principalmente em MMII para prevenção de quedas. O QUE LIMITA O IDOSO? Processo natural de envelhecimento = SENESCÊNCIA Doenças Crônicas = SENILIDADE Estão sendo inadequadamente tratados os portadores de: HAS DM Tabagismo FA Crônica ICC Dislipidemia Depressão Asma #KetResumos 11 CUIDADORES PONTENCIAIS Pessoas entre 50 a 60 anos Em 2000 havia 5 cuidadores potenciais para cada idoso ≥ 75 anos Em 2050 haverá apenas 2 cuidadores potenciais para cada idoso ≥ 75 anos SAÚDE = ESTADO FUNCIONAL “Saúde é o estado de bem-estar físico, psíquico e social”. ESTADO FUNCIONAL é a capacidade de agir independentemente nas atividades físicas, mentais e sociais da vida diária. Responsável pelas limitações individuais e as incapacidades sociais. Geralmente avalia conforme a capacidade de realização das AVD, mobilidade e cognição. Para o idoso é um importante indicador de QV. Determina a complexidade da atenção à saúde. DEFINIÇÃO DE AÇÕES O QUE – Evidências PARA QUEM – Indicação QUANDO – Oportunidade CUSTO X EFETIVIDADE #KetResumos 12 SENECULTURA “Conjunto de ações interdisciplinares cujo resultado contrubui, EFETIVAMENTE, para a promoção da saúde do idoso”. AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO (AGG) As doenças dos idosos são raramente detectadas sem uma avaliação sistemática. Uma AGG detectou pelo menos um diagnóstico adicional que não fora antes reconhecida em 76,7% dos casos. Um problema adicional foi detectado a cada ano de seguimento em 1/3 dos casos. #KetResumos 13 #KetResumos 14 TRANSTORNOS DO HUMOR Dr. André de Oliveira Lourenço INTRODUÇÃO O HUMOR pode ser definido como uma emoção ou um tom de sentimento difuso e persistente que influencia o comportamento de uma pessoa e colore sua percepção de ser no mundo. Podemos descrever o humor como: deprimido, triste, vazio, melancólico, angustiado, irritável, desconsolado, excitado, eufórico, maníaco, jubiloso e muitos outros. O humor pode ser lábil, flutuar ou alternar rapidamente entre os extremos geralmente sofrendo pouca influência do ambiente. HUMOR LÁBIL – Muda constantemente. HUMOR IRRITÁVEL – Comum em crianças com depressão. HISTÓRICO Ao contrário do que se pensa transtornos de Humor não são coisas do século XX e XXI: Na Bíblia Judaico-cristã (Saul, Davi e Elias) No mundo grego (Ajax e Édipo) Hipócrates em 400 A.C. mania e melancolia Celsus em 30 d.C. “De re medicina” , melancolia (depressão causada pela bile negra) Robert Burton em 1621 “Anatomia da melancolia” Em 1854, Jules Falret “folie circulaire”, alternados de depressão e mania Em 1899, Emil Kraepelin, descreveu a psicose maníaco-depressiva EXAME PSÍQUICO NOS TRANSTORNOS DE HUMOR Aparência Postura Atitude Consciência/ Orientação Atenção Memória Sensopercepção Afeto Humor Pensamento Crítica DEPRESSÃO MAIOR O IMPACTO DA DEPRESSÃO Afeta 340 milhões de pessoas em todo o mundo. Mulheres/homens = 2:1 (diferença tem início na adolescência). Início em qualquer idade, mas o período de maior incidência é dos 25 aos 30 anos e de prevalência dos 30 aos 44 anos. Sua etiologia é multicausal sofrendo interferência de fatores ambientais, genéticos e psicossociais. A depressão pode ser um estado afetivo Normal, Sintoma ou Transtorno. Pode ainda ser secundária ao uso de medicamentos ou condições clínicas AFETO é a expressão de uma emoção. HUMOR é o estado emocional do indivíduo, relatado pelo mesmo. O afeto de uma pessoa pode variar desde depressivo (depressão nervosa), elação ou eufórico, irritado e normal. Se a sensação que se tem ao final do exame é de um estado depressivo, tal deve ser descrito em humor. Os vários estados afetivos demonstram se uma pessoa demonstra uma expansão do seu afeto ou se o mesmo se encontra restrito (muitas vezes descrito como aplainado ou embotado). Também é importante notar se o afeto está incongruente (por exemplo um indivíduo ri ao invés de chorar quando lhe contam uma notícia triste). Aspectos culturais devem ser considerados. PROVA https://pt.wikipedia.org/wiki/Afeto https://pt.wikipedia.org/wiki/Emo%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Humor https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Euforia #KetResumos 15 PROVA CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Humor Deprimido ou Triste Sintomas Afetivos: Choro fácil, Apatia, Sentimento de falta de sentimento, Sentimento de tédio, Aborrecimento crônico, Irritabilidade aumentada, Angústia, Ansiedade, Desespero e Desesperança Alterações Instintivas e Neurovegetativas: Fadiga, Cansaço fácil e constante, Desânimo, Diminuição da vontade, Insônia ou hipersonia, Perda ou aumento do apetite Alterações ideativas: Ideação negativa, Pessimismo, Arrependimento, Culpa, Ruminações com mágoas antigas, Ideias de morte, Desejo de desaparecer, Dormir para sempre, Ideação com ou sem planos ou atos suicidas. Alterações cognitivas: Déficit na atenção e concentração, Déficit secundário de memória, Dificuldade de tomar decisões Alterações da volição e psicomotricidade: Tendência a ficar na cama o dia todo, Aumento na latência de resposta, Lentificação psicomotora, Diminuição da fala e na voz Sintomas Psicóticos Critérios diagnósticos do DSM-5 DEPRESSÃO MAIOR A. Cinco (ou mais) dos seguintes por + de duas semanas, se pelo menos um dos sintomas é (1) ou (2). 1. Humor deprimido indicado por relato subjetivo ou por terceiros. 2. Anedonia (Acentuada diminuição do interesse ou prazer). 3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (5%) ou redução ou aumento do apetite. 4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias. 5. Agitação ou retardo psicomotor observáveis por outras pessoas. 6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias. 7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes). 8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar ou indecisão. 9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida com ou sem um plano específico ou uma tentativa de suicídio. B. Os sintomas causam SOFRIMENTO clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. C. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica. D. A ocorrência do episódio depressivo maior não é mais bem explicada por transtorno psicótico. E. Nunca houve um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco. Nota: Os Critérios A-C representam um episódio depressivo maior. Nota: Respostas a uma perda significativa podem incluir Critério A, que podem se assemelhar a um episódio depressivo. * INSÔNIA --- Intermediária = Depressão --- Inicial = Ansiedade --- + Grave = Despertar precoce Critérios maior segundo o CID-10: 1 – Humor deprimido 2 – Anedonia 6 – Fadiga #KetResumos 16 TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) Quadro anteriormente chamado de Doença Maníaco Depressiva ou Psicose Maníaco Depressiva. TAB Tipo I (sinônimo do que anteriormente era chamado de Transtorno Bipolar) Paciente com pelo menos dois Episódios de Mania separados por um período de eutimia; Paciente com Intercalando Episódios de Mania e Depressão com um intervalo de eutimia. TAB Tipo II Episódios de Hipomania ou Depressão com intervalos de eutimia. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) - EPISÓDIO MANÍACO A. Um período distinto de humor anormal e PERSISTENTEMENTE ELEVADO, expansivo ou IRRITÁVEL e aumento anormal e persistente da ATIVIDADE no mínimo de uma semana na maior parte do dia, quase todos os dias (ou qualquer duração se hospitalização). B. Durante esse período 3 (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) presentes em grau significativo: 1. Autoestima inflada ou grandiosidade. 2. Redução da necessidade de sono. 3. Mais loquaz (fala mais) que o habitual ou pressão para continuar falando. 4. Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão acelerados. 5. Distratibilidade. 6. Aumento da atividade dirigida a objetivos ou agitação psicomotora (atividade sem propósito não dirigida a objetivos). 7. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) - EPISÓDIO HIPOMANÍACO A. Um período distinto de humor anormal e PERSISTENTEMENTE ELEVADO ou IRRITÁVEL e ↑ da ATIVIDADE ou energia por 4 dias consecutivos. B. Durante esse período três (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) em grau significativo: 1. Autoestima inflada ou grandiosidade. 2. Redução da necessidade de sono. 3. Mais loquaz que o habitual ou pressão para continuar falando. 4. Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão acelerados. 5. Distratibilidade. 6. Aumento da atividade dirigida a objetivos ou agitação psicomotora. 7. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas. C. Associado a uma mudança clara no funcionamento. D. São observáveis por outras pessoas. E. O episódio não é suficientemente grave a ponto de causar prejuízo acentuado. #KetResumos 17 DISTIMIA Também conhecido como Transtorno Depressivo PERSISTENTE Anteriormente chamada de Neurose Depressiva Sua maior característica é o MAL HUMOR CRÔNICO Os pacientes relatam que sempre estiveram assim Os pacientes com esse transtorno geralmente são conhecidos como RANZINZAS, chatos, resmungões CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 DISTIMIA Representa uma consolidação do transtorno depressivo maior crônico e do transtorno distímico no DSM-IV. A. Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado por relato subjetivo ou por observação feita por terceiros pelo mínimo de dois anos. B. Presença, enquanto deprimido, de duas (ou mais) das seguintes características: 1. Apetite diminuído ou alimentação em excesso. 2. Insônia ou hipersonia. 3. Baixa energia ou fadiga. 4. Baixa autoestima. 5. Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões. 6. Sentimentos de desesperança. C. Durante o período de dois anos o indivíduo não esteve assintomático + de 2 meses. D. Critérios para uma depressão maior podem estar presentes por dois anos. H. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo. CICLOTIMIA Sintomaticamente uma forma leve de TAB Tipo II Episódios de Hipomania e Depressão Leve Sua principal diferença é que no TAB Tipo II os pacientes podem apresentar Depressão Maior AS MUDANÇAS NO HUMOR ACONTECEM NUM INTERVALO DE DIAS, PODENDO SER NO DECORRER DE HORAS. Frequente a associação com uso e abuso de substâncias TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ MENSTRUAL Caracteriza-se por humor debilitante e mudanças comportamentais na semana que antecede a menstruação que interferem no funcionamento normal. Irritabilidade, labilidade emocional, cefaleia, “ansiedade” e “depressão”. Sintomas somáticos incluem edema, ganho de peso, dor nos seios, síncope e parestesias. #KetResumos 18 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ MENSTRUAL A. Na maioria dos ciclos menstruais, pelo menos 5 sintomas devem estar presentes na semana final antes do início da menstruação, começar a melhorar poucos dias depois do início da menstruação e tornar-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual. B. Um (ou mais) dos seguintes sintomas deve estar presente: 1. Labilidade afetiva acentuada (p. ex., mudanças de humor; sentir-se repentinamente triste ou chorosa ou sensibilidade aumentada à rejeição). 2. Irritabilidade ou raiva acentuadas ou aumento nos conflitos interpessoais. 3. Humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos. 4. Ansiedade acentuada, tensão e/ou sentimentos de estar nervosa ou no limite. C. Um (ou mais) dos seguintes sintomas deve adicionalmente estar presente para atingir um totalde cinco sintomas quando combinados com os sintomas do Critério B. 1. Interesse diminuído pelas atividades habituais (p. ex., trabalho, escola, amigos, passatempos). 2. Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar. 3. Letargia, fadiga fácil ou falta de energia acentuada. 4. Alteração acentuada do apetite; comer em demasia; ou avidez por alimentos específicos. 5. Hipersonia ou insônia. 6. Sentir-se sobrecarregada ou fora de controle. 7. Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de peso. Nota: Os sintomas nos Critérios A-C devem ser satisfeitos para a maioria dos ciclos menstruais que ocorreram no ano precedente. D. Os sintomas estão associados a sofrimento clinicamente significativo ou a interferência no trabalho, na escola, em atividades sociais habituais ou relações com outras pessoas (p. ex., esquiva de atividades sociais; diminuição da produtividade e eficiência no trabalho, na escola ou em casa). E. A perturbação não é meramente uma exacerbação dos sintomas de outro transtorno, como transtorno depressivo maior, transtorno de pânico, transtorno depressivo persistente (distimia) ou um transtorno da personalidade (embora possa ser concomitante a qualquer um desses transtornos). F. O Critério A deve ser confirmado por avaliações prospectivas diárias durante pelo menos dois ciclos sintomáticos. (Nota: O diagnóstico pode ser feito provisoriamente antes dessa confirmação.) G. Os sintomas não são consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento, outro tratamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo). COMORBIDADES Qualquer transtorno de ansiedade (ao longo da vida) – 6% de comorbidade. FATORES AGRAVANTES Presença de psicose Ideação suicida Gravidade dos sintomas Cronicidade dos sintomas Presença de comorbidades Ausência de resposta a tratamentos prévios TRATAMENTOS BIOLÓGICOS o Medicamentos o ECT PSICOTERAPIA o Psicanálise (Freud/ Lacan) o Psicologia Analítica (Jung) o TCC o Terapias Comportamentais o Gestalt Melhor encaminhar ao psiquiatra! #KetResumos 19 RISCO SE NÃO HOUVER REMISSÃO SUSTENTADA Maior risco de recaída e recorrência Episódios mais crônicos Deterioração contínua no trabalho e relacionamentos ↑ da associação com morbidade e mortalidade por AVC, complicações diabéticas, IAM, doenças cardiovasculares e HIV Risco de suicídio (Principalmente TAB) o 15%tentam e 50% chegam a conseguir AVALIAÇÃO INICIAL INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA (ISRS) FLUOXETINA (Prozac, Daforin, Fluxene)® SERTRALINA (Zoloft, Assert, Tolrest)® DOSE: 20mg pela manhã --- podendo chegar a 80 mg; * Nos primeiros dias o paciente pode sentir uma inquietude e ansiedade; EFEITOS COLATERAIS: anorexia, insônia, náuseas, tontura, sudorese e boca seca; GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Medicação de escolha. DOSE: 50mg pela manhã --- podendo chegar a 200mg; * Pode ser ingerida com as refeições, se náuseas; EFEITOS COLATERAIS: insônia ou sonolência, aumento do apetite e náuseas; GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Segura IDOSO: Segura CARDÍACOS: Primeira escolha PAROXETINA (Aropax, Pondera, Roxetin)® CITALOPRAM (Cipramil, Denyl, Maxapran, Cittá)® DOSE: 20mg à noite --- podendo chegar a 60mg; * Redução gradual, pois apresenta grande Síndrome de Retirada; EFEITOS COLATERAIS: ganho de peso, sonolência, disfunção sexual e retardo na ejaculação; (Bocejos) * Poucos estudos na gestação e lactação; * Pouco usado por causa dos efeitos colaterais. DOSE: 20 mg inicialmente, raramente chegando a 60mg; * No pânico alguns recomendam uma dose inicial de 10mg EFEITOS COLATERAIS: Insônia, Náusea, Tontura e Sonolência; * Poucos estudos na Gravidez, Lactação e Crianças; IDOSO: Preferida ESCITALOPRAM (Lexapro, Exodus)® DOSE: 5 a 30mg * Escitalopram 10mg = 20 mg Citalopram * Pouca ou nenhuma interação com outros receptores e enzimas EFEITOS COLATERAIS: Bocejos, retardo na ejaculação, Anorgasmia em mulheres. #KetResumos 20 ANTIDEPRESSIVO TRICÍCLICO SEM CLASSE DEFINIDA AMITRIPTILINA (Tryptanol, Amytril)® MIRTAZAPINA (Remeron)® DOSE EFICAZ: 75 a 300mg/dia --- aumentar de 25/25. DOSE: 15mg a 45mg * Doses menores dão maior sonolência. “DUAIS” VENLAFAXINA (37,5; 75 e 150mg) (Efexor XR, Alenthus XR)® Bupropiona (WellbutrinVSR, Zyban, Bup, Zetron)® Duloxetina (30 e 60mg) (Dual, Velija)® DOSE: 37,5 a 375mg * Efeito antidepressivo > 75mg DOSE: 150 a 300mg 2x/dia * Iniciar 150 mg, podendo aumentar para 300 após 7 dias * Associar a outros de redução da libido. DOSE: 60 a 120 mg * Melhor se muitos sintomas somáticos. Última Linha. Apresenta maior proteção cerebral. AGOMELATINA Valdoxan® 25 e 50 mg DESVENLAFAXINA Pristic® 50 e 100mg VORTIOXETINA Brintellix® 10 mg DOSE: 25 a 50mg DOSE: 50 a 200mg DOSE: 5 a 20mg CARBONATO DE LÍTIO 300mg ou 450mg (Carbolitium, Carlit)® VALPROATO (Ácido Valpróico) 250 mg ou 500 mg (Depakote ER)® - Primeira Escolha em TAB Tipo I e Tipo II, independente se maníaco ou depressivo. - Melhor droga na estabilização do humor. - Seu efeito estabilizador do humor depende da Litemia. - Melhor droga na preservação cognitiva e PREVENÇÃO DE SUICÍDIOS. - Dosar litemia e ajustar a dose quando necessário. --- (0,6 a 1,2 mEq/L). - Oficialmente ultrapassou o uso de lítio para mania aguda - Off Label indicado para manutenção - Os níveis de dose típicos de ácido valproico são 750 a 2.500 mg por dia - Ao monitorar alcança níveis sanguíneos entre 50 e 120 g/mL. CARBAMAZEPINA 200mg e 400 mg RISPERIDONA 1mg, 2mg ou 3mg (Riss, Zargus, Risperidon)® - Suas doses típicas para tratar mania aguda variam entre 600 e 1.800 mg por dia associadas com níveis sanguíneos entre 4 e 12 g/mL. - É possível que a oxcarbazepina, tenha propriedades antimaníacas semelhantes. - 1.500 mg de oxcarbazepina equivalem a aproximadamente 1.000 mg de carbamazepina. - Muita interação medicamentosa - Pode ser usado em monoterapia na estabilização do humor. - Melhor utilizado em associação a antidepressivos ou ao Lítio em presença de psicose. - A partir de 2mg ao dia já apresenta o efeito estabilizador do humor. #KetResumos 21 OLANZAPINA 2,5mg, 5mg e 10mg (Axonium, Zap)® QUETIAPINA 25mg, 100mg e 200 mg (Quet, Atip, Quetros)® Pode ser usada em monoterapia. Muito bom efeito antipsicótico e estabilizador do humor. Principais inconvenientes são o preço e ganho de peso. Como estabilizador do Humor acima de 200 mg 25 mg pode auxiliar na insônia Lamotrigina 25 e 50 mg (Lamitor, Neural) Boa escolha, inclusive em gestantes TOPIRAMATO 25mg, 50mg e 100 mg (Amato, Vidmax)® OUTROS Boa escolha em pacientes com ganho de peso Haloperidol, Levomepromazina, Clorpromazina; Prometazina Benzodiazepínicos Fenobarbital, Fenitoína TRATAMENTO PSICOSSOCIAL Psicoterapia Relacionamento médico-paciente Mudanças comportamentais Controle do álcool Exercícios físicos Administrar o estresse Convívio social #KetResumos 22 AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) Dr. Heitor Spagnol dos Santos INTRODUÇÃO É um processo utilizado para o manejo do paciente idoso frágil. Interdisciplinar Multidimensional o Físico, Cognitivo, Social, Ambiente Diagnóstico Condições Geriátricas Prognóstico Plano de tratamento Seguimento Heterogeneidade Multimorbidades Polifarmácia Condições atípicas Síndromes Geriátricas o Cognição o Fragilidade Funcionalidade QUEM REALIZA? Individual Equipe Interdisciplinar o Médico, enfermeiro e assistente social, fisioterapeuta, TO, nutricionista, farmacêutico, psicólogo, fonoaudiólogo,dentista e outros Avaliação Isolada Discussão Interdisciplinar Plano de Tratamento Implementação Monitoramento Revisão IDOSO FRÁGIL Idade Multimorbidades Síndromes Geriátricas Mudança na Funcionalidade Usuários Frequentes do Sistema Saúde Mudança de Ambiente Muito saudáveis Terminalidade PARÂMETROS DA AVALIAÇÃO Funcionalidade Emocional Equilíbrio e Marcha Nutrição Cognição Social Órgãos dos Sentidos Ambiente Associa-se ao exame tradicional! Benefícios do seu uso... ↑ Diagnóstico ↑ Tratamento ↑ Qualidade de Vida ↑ Sobrevida ↓ Hospitalização ↓ Iatrogenia ↓ Institucionalização ↓ Custos de Saúde ONCOGERIATRIA Rastreamento deve ser realizado em idosos com câncer devido ao aumento na incidência de doenças A abordagem recomendada para rastreio é a AGG para detectar problemas ocultos, melhorar o estado funcional e a possibilidade de sobrevivência Utilizada inclusive para auxílio na decisão da melhor terapêutica AGA E O IDOSO COM CÂNCER Diferencia Decisão Confiança Complicação A avaliação é aplicada no IDOSO FRÁGIL e não em seus extremos. #KetResumos 23 AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) Identificação Comorbidades e Medicações Histórico Vacinal Atividade Física e Lazer Parâmetros → ESCALAS (PROVA) ESCALA DE FUNCIONALIDADE ABVD → ESCALA DE KATZ / Escala de Barthel AIVD → Escala de Lawton / Escala de Pfeffer ESCALA EMOCIONAL Escala Depressão Geriátrica –GDS (15 itens) Depressão: Critérios do DSM-IV ESCALA COGNITIVA Mini-Exame do Estado Mental Teste de Fluência Verbal Teste do Desenho do Relógio Bateria Breve Outros testes validados no Brasil ÓRGÃOS DOS SENTIDOS Visão - Teste de Snellen Audição - Teste do sussurro Investigação ativa da queixa Gripe Pneumococo Herpes Zoster DT (Difteria e Tétano) #KetResumos 24 EQUILÍBRIO E MARCHA Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti Teste cronometrado de levantar e andar CONTINÊNCIA Questionar o paciente #KetResumos 25 NUTRIÇÃO Mini Avaliação Nutricional SOCIAL E AMBIENTE Apgar da família e dos amigos DIREÇÃO - Teste de Snellen - Teste do levantar e andar - Mini exame do estado mental - Sensibilidade de extremidade distal #KetResumos 26 CONCLUSÕES Avaliação sistemática de idosos frágeis identifica várias condições clínicas Uma abordagem correta das doenças crônicas do paciente melhora suas condições de saúde Existem benefícios comprovados em diferentes áreas de atuação da geriatria #KetResumos 27 ESQUIZOFRENIA E TRANSTORNOS PSICÓTICOS Dr. André de Oliveira Lourenço INTRODUÇÃO Embora seja discutida como se fosse uma única doença, a esquizofrenia engloba um grupo de transtornos com etiologias heterogêneas e inclui pacientes com apresentações clínicas, resposta ao tratamento e cursos da doença variáveis. UM POUCO DE HISTÓRIA Relatos imprecisos no mundo grego. Benedict Morel (1809-1873) na França démence precoce. Kraepelin - traduziu a démence precoce de Morel para dementia precoxe as diferenciou do que chamou de psicose maníaco- depressiva. Bleuler cunhou o termo esquizofreniaa e mostrou a presença de cisões (schisms) entre pensamento, emoção e comportamento. OS 4 “A” DE BLEUER 1. Associação – Não consegue associar as coisas ao seu real significado. 2. Afeto 3. Autismo 4. Ambivalência - Dualidade Também identificou sintomas acessórios (secundários), que compreendiam os sintomas que Kraepelin considerava os principais indicadores de dementia precox: alucinações e delírios. ESQUIZOFRENIA É uma desordem psíquica crônica grave. É classificada como doença psiquiátrica que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. Suas principais características são as alucinações, os delírios e o embotamento afetivo. Principal transtorno PSICÓTICO - Causas permanecem desconhecidas Desde adolescência ou início idade adulta Diminuição acentuada qualidade de vida / produtividade Necessidade de tratamento medicamentoso a longo prazo 10% morrem por suicídio Sobrecarga para família e sociedade / Grandes custos humanos e financeiros SINTOMAS POSITIVOS (AGUDOS) DELÍRIOS – Alteração no pensamento. Certeza dos seus delírios. ALUCINAÇÕES – Alteração no sensório. Sinto toques, escuto, sinto cheiro e vejo coisas que ninguém vê. o A alucinação mais comum é a auditiva. Incoerência do pensamento Alterações afetivas Alterações psicomotoras ALUCINAÇÃO X ILUSÃO X DELÍRIO (PROVA) ALUCINAÇÕES – Alteração no sensório. Sinto toques, escuto, sinto cheiro e vejo coisas que ninguém vê. ILUSÃO – Parece uma alucinação, mas é necessário um estímulo. DELÍRIOS – Alteração no pensamento. Certeza dos seus delírios. SINTOMAS NEGATIVOS (CRONICAMENTE) Embotamento afetivo Pobreza do discurso e seu conteúdo - Neologismo Distratibilidade – Paciente distraido Isolamento social Sintomas catatônicos podem predominar numa minoria de quadros agudos. * Roubo de Pensamento. PROVA #KetResumos 28 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS A. Dois dos itens a seguir, na maior parte dos dias durante um período de um mês (ou menos, se tratados com sucesso). Pelo menos um deles deve ser (1), (2) ou (3): 1. Delírios. 2. Alucinações. 3. Discurso desorganizado. 4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico. 5. Sintomas negativos (i.e., expressão emocional diminuída ou avolia) B. Por período significativo de tempo desde o aparecimento da perturbação prejuízo significativo no nível de funcionamento em uma ou mais áreas importantes como trabalho, relações interpessoais ou autocuidado. C. Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo menos, seis meses. Incluindo no mínimo um mês de sintomas A (ou menos, se tratado) Podendo incluir períodos de sintomas prodrômicos ou residuais Se prodrômico ou residual podem haver apenas sintomas negativos ou por dois ou mais “A” atenuada (p. ex., crenças esquisitas, experiências perceptivas incomuns). D. Não preenchendo para Transtorno Depressivo ou TAB E. Não sendo atribuído a efeito fisiológico de substância ou condição médica F. Se história de TEA, delírios e alucinações devem ser proeminentes. Cinco subtipos de esquizofrenia foram descritos com base predominantemente na apresentação clínica: paranoide, desorganizado, catatônico, indiferenciado e residual. O DSM-5 não usa mais esses subtipos, mas eles são listados na 10ª revisão da Classificação internacional de doenças e problemas relacionados à saúde (CID-10). PARANÓIDE – F20.0 Os critérios para Esquizofrenia são satisfeitos, mas na proeminência de: a. Delírios de perseguição, referência ou ascendência; b. Vozes alucinatórias que ameaçam o paciente ou lhe dão ordens, ou sem conteúdo verbal (zumbidos); c. Alucinações olfativas, gustativas ou de sensação sexual; HEBEFRÊNICA – F20.1 São proeminentes: [1] discurso desorganizado [2] comportamento desorganizado [3] afeto embotado ou inadequado Comportamento Pré Mórbido → Adolescente “Esquizito” #KetResumos 29 CATATÔNICA - F20.2 O quadro clínico é dominado por pelo menos um dos seguintes sintomas: a. Estupor; b. Excitação; c. Postura Inadequada; d. Negativismo; e. Rigidez; f. Flexibilidade Cérea; g. Obediência Automática ou Perseveração. INDIFERENCIADA - F20.3 O Paciente preenche critérios para Esquizofrenia; Não são satisfeitos os critérios para os Tipos Paranóide, Hebefrênica ou Catatônica; Não satisfaz critérios para Residual ou Depressão pós esquizofrênica. DEPRESSÃO PÓS-ESQUIZOFRÊNICA - F20.4 a. Paciente com diagnóstico de esquizofrenia nos últimos 12 meses; b. Permanecem alguns sintomas esquizofrênicos;c. Paciente satisfaz critérios para Depressão Maior (F32). RESIDUAL – F20.5 Um tipo de Esquizofrenia no qual são satisfeitos os seguintes critérios: a. Ausência de delírios e alucinações, discurso desorganizado e comportamento amplamente desorganizado ou catatônico proeminentes. b. Evidências contínuas da perturbação, indicadas pela presença de sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas relacionados no Critério A para Esquizofrenia, presentes de forma atenuada (Ex.: crenças estranhas, experiências perceptivas incomuns). SIMPLES - F20.6 Quadro raro, no qual há desenvolvimento insidioso, mas progressivo, de conduta estranha, incapacidade para atender as exigências da sociedade e declínio no desempenho total. Na classificação americana DSM-V, a esquizofrenia simples é considerada um transtorno de personalidade (transtorno de personalidade esquizotípico). TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO (PROVA) O transtorno esquizoafetivo tem características tanto da esquizofrenia como dos transtornos do humor. DEPRESSÃO + BIPOLAR + ESQUIZOFRENIA Atualmente seis categorias: (1) pacientes com esquizofrenia que têm sintomas de humor (2) pacientes com transtorno do humor que têm sintomas de esquizofrenia (3) pacientes com transtorno do humor e esquizofrenia (4) pacientes com uma terceira psicose não relacionada a esquizofrenia e a transtorno do humor (5) pacientes cujo transtorno se encontra em um continuum entre esquizofrenia e transtorno do humor (6) pacientes com alguma combinação dos critérios citados. #KetResumos 30 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS TRANSTORNO ESQUIZOFRENIFORME Condição com um início súbito e curso benigno associados com sintomas de humor e obnubilação da consciência Sintomas da doença são semelhantes aos da esquizofrenia, contudo, com o transtorno esquizofreniforme, os sintomas duram pelo menos um mês, mas menos de seis meses Indivíduos com transtorno esquizofreniforme retornam a seu nível basal de funcionamento após a resolução do transtorno A. A presença de um delírio (ou mais) com duração de um mês ou mais. B. O Critério A para esquizofrenia jamais foi atendido. Se Alucinações poucas e relação com o tema do delírio (p. ex., a sensação de estar infestado de insetos associada a delírios de infestação). C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de seus desdobramentos, o funcionamento não está acentuadamente prejudicado, e o comportamento não é claramente bizarro ou esquisito. D. Se episódios maníacos ou depressivos ocorreram, eles foram breves em comparação com a duração dos períodos delirantes. E. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outracondição médica, ou outro transtorno mental, como dismórfico corporal ou TOC. Tipo erotomaníaco: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio é o de que outra pessoa está apaixonada pelo indivíduo. Tipo grandioso: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio é a convicção de ter algum grande talento (embora não reconhecido), insight ou ter feito uma descoberta importante. Tipo ciumento: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio do indivíduo é o de que o cônjuge ou parceiro é infiel. Tipo persecutório: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve a crença de que o próprio indivíduo está sendo vítima de conspiração, enganado, espionado, perseguido, envenenado ou drogado, difamado maliciosamente, assediado ou obstruído na busca de objetivos de longo prazo. Tipo somático: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve funções ou sensações corporais. Tipo misto: Esse subtipo aplica-se quando não há um tema delirante predominante. Tipo não especificado: Esse subtipo aplica-se quando a crença delirante dominante não pode ser determinada com clareza ou não está descrita nos tipos específicos (p. ex., delírios referenciais sem um componente persecutório ou grandioso proeminente). TRANSTORNO PSICÓTICO COMPARTILHADO Denominado ao longo dos anos de transtorno paranoide compartilhado, transtorno psicótico induzido, folie imposee insanidade dupla descrito pela primeira vez por dois psiquiatras franceses, Laseguee Falret, em 1877, que o chamaram de folie à deux. No DSM-5, esse transtorno é referido como “sintomas delirantes em parceiro de indivíduo com transtorno delirante” Caracterizado pela transferência de delírios de uma pessoa para outra Ambas têm um relacionamento próximo de longo tempo e, em geral, vivem juntas em relativo isolamento social Em sua forma mais comum, o indivíduo que começa a ter os delírios (o caso primário) costuma manifestar uma doença crônica e, via de regra, é o membro mais influente de uma relação próxima com uma pessoa mais sugestionável (o caso secundário), que também desenvolve o delírio A pessoa do caso secundário costuma ser menos inteligente, mais ingênua, mais passiva ou tem autoestima mais baixa do que o caso primário Se o par se separar, a pessoa secundária pode abandonar o delírio, mas esse desfecho não é observado de maneira uniforme OUTROS SUBTIPOS Folie simultanée, na qual duas pessoas se tornam psicóticas ao mesmo tempo e compartilham o mesmo delírio. Algumas vezes, mais de dois indivíduos estão envolvidos (p. ex., folie à trois, quatre, cinq e também folie à famille) Os relacionamentos mais comuns na folie à deux são parentes de primeiro grau ou cônjuges #KetResumos 31 TRANSTORNO PSICÓTICO BREVE Condição psicótica que envolve o início súbito de sintomas psicóticos Duram um dia ou mais, mas menos de um mês A remissão é completa, e o indivíduo retorna ao nível de funcionamento pré-mórbido Uma síndrome psicótica aguda e transitória Três Subtipos: (1) A presença de um estressor (2) A ausência de um estressor (3) início no período pós-parto DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA ESQUIZOFRENIA Transtornos Psiquiátricos: Depressão Grave com sintomas psicóticos Mania com sintomas psicóticos Outras psicoses: transtorno delirante, psicoses atípicas, transtorno esquizofreniforme, etc. Transtorno obsessivo-compulsivo Farmacodependência: alcoolismo, maconha, alucinógenos, cocaína, anorexígenos, etc. Transtornos de personalidade: paranóide, esquizóide, esquizotípico. Fatores que melhoram o prognóstico Início tardio e de forma aguda. Boa adaptação pré-mórbida. Sintomas afetivos e reativos. Sintomas positivos. Bom sistema de apoio social e familiar. Fatores que pioram o prognóstico Início precoce e insidioso. Má adaptação pré-mórbida. Isolamento social, autismo. Sintomas negativos. História familiar de esquizofrenia. Episódios de reagudização sintomatológica. ETIOLOGIA Heterogeneidade etiológica é provável, com múltiplos fatores envolvidos FATORES GENÉTICOS ↔ FATORES AMBIENTAIS Alterações neuroquímicas Alteração dopaminérgica? - A eficácia dos antipsicóticos tradicionais está diretamente ligada à potência do bloqueio de receptores dopaminérgicos. TRATAMENTO RECOMENDAÇÕES: Recaída é bastante comum Uso inconstante da medicação Reconhecer pródromos Educar sobre as razões do uso da medicação Alguns efeitos colaterais estão ligados à não adesão ao tratamento correto ANTIPSICÓTICOS CLASSIFICAÇÃO: TÍPICOS o Baixa potência – Clorpromazina, Levomepromazina, Tioridazina o Alta potência - Periciazina, Haloperidol, Flufenazina, Pimozida ATÍPICOS o Quetiapina, Risperidona, Olanzapina, Aripiprazol, Ziprasidona, Clozapina, Amisulprida, Paliperidona ANTIPSICÓTICOS TRADICIONAIS Efeitos agudos: Tranquilização. Controle de agitação psicomotora / agressividade Ao longo de dias/semanas: Redução de sintomas positivos (alucinações, delírios e confusão mental) A médio/longo prazo: Prevenção de recaídas Psicose autoscópica Psicose de motilidade Psicose pós-parto #KetResumos 32 NEUROLÉPTICOS: MECANISMO DE AÇÃO BÁSICO Bloqueio de receptores D2EFEITOS COLATERAIS MOTORES DOS NEUROLÉPTICOS (BLOQUEIO D2 ESTRIATAL) Precoces – EEPs: Parkinsonismo Acatisia - impossibilidade de se sentar ou de permanecer sentado Distonia aguda - distúrbios neurológicos dos movimentos caracterizado por contrações involuntárias e espasmos. Pode ser no corpo todo ou de uma parte ou segmento. Cronicamente: Discinesia tardia - A discinesia tardia é caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não-intencionais. As características deste distúrbio podem incluir protrusão da língua, morder lábios e piscagem rápida dos olhos. Movimentos rápidos das extremidades também podem ocorrer. Também podem ocorrer prejuízo no movimento dos dedos da mão. PROBLEMAS ASSOCIADOS AO TRATAMENTO ANTIPSICÓTICO CONVENCIONAL 1. Efeitos colaterais (EEPs e outros) 2. Sintomas negativos têm resposta pobre e podem até ser agravados 3. Há refratariedade (sintomas positivos) em até 30% dos casos Advento dos antipsicóticos atípicos HALOPERIDOL 1mg, 5mg, 5mg/ml, 50mg/ml Haldol® CLORPROMAZINA 25mg e 100mg Amplictil® Efeito antipsicótico geralmente a partir de 2,5mg; Dose média na fase aguda 10/15mg ao dia; Manutenção = 5/10mg; 2mg Haloperidol = 100mg Clorpromazina; Em gestantes e lactantes se benefício superior ao risco. O primeiro antipsicótico; Necessita de altas doses para alcançar o efeito; Dose varia entre 50 a 1200mg/ dia; Dose média de 400 a 800mg; Devido a sedação deve ser dividida em 3 tomadas; Fase de manutenção e evitar recaídas doses acima de 150mg. LEVOMEPROMAZINA 25mg, 100mg e gotas 4mg/mL Levozine, Neozine® RISPERIDONA 1mg, 2mg e 3mg e 1mg/mL Respidon, Riss e Zargus® Distribuição no SNC é lenta, efeito de 6s a 6m; Melhor usado na sedação de pacientes psicóticos e agitados; Dose média de 400 a 600mg. Menos efeitos colaterais que os típicos e entre outros atípicos; Dose inicial de 2mg/ dia; Dose eficaz média entre 4 a 6mg; Doses acima de 10mg pouco eficazes. Boa escolha em idosos ou crianças. ABORDAGEM FAMILIAR Estratégias de educação / orientação para: Diminuir índices de fatores estressantes Como lidar com baixa aderência Diminuição do estigma Melhora na comunicação e apoio Resolução de problemas do dia-a-dia Diminuição de expectativas sobre o paciente Esclarecimento sobre pródromos, sintomas agudos e crônicos, curso e tratamento da doença ABORDAGENS PSICOSOCIAIS Psicoterapias (não-interpretativas): Educação sobre doença e farmacoterapia Foco em problemas do dia-a-dia. OUTRAS ABORDAGENS Reabilitação ocupacional e social Treinamento de habilidades sociais Abordagens cognitivo-comportamentais https://pt.wikipedia.org/wiki/Espasmo #KetResumos 33 ASSISTÊNCIA AOS IDOSOS DE ALTA DEPENDÊNCIA Dr. Heitor Spagnol dos Santos INTRODUÇÃO São aqueles que necessitam de ajuda para realizar todas as AVDs. (6% da população geriátrica). Podem ser avaliadas mediante o uso da Escala de Katz: 3 ou menos pontos = dependência importante CARACTERÍSTICAS COMUNS: Portadores de doenças crônicas avançadas Restritos ao leito Grave disfunção cognitiva Com síndrome de imobilismo Com SNE ou gastrostomia TRAÇAR O OBJETIVO Deve-se estabelecer o objetivo da intervenção: Sistema de auxilio compensatório Prevenção de complicações ASPECTOS ESPECÍFICOS DA ASSISTÊNCIA AO IDOSO DE ALTA DEPENDÊNCIA Avaliação da dor; Compensação do déficit de auto-cuidado; Ações contra o risco de infecção e de lesão de pele; Tratamento precoce dessas lesões RISCO DE INFECÇÃO Higiene íntimas após eliminação Troca frequente de fraldas Higiene oral e aspiração Decúbito a 30 graus Cuidados na administração de dieta enteral Técnica de punção venosa RISCO E INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA LESÃO POR FRICÇÃO Epiderme separa-se da derme ou ambas se separam por fricção ou cisalhamento. Consequências: dor, infecção e alteração da auto-imagem FATORES ETIOLÓGICOS Idade > 85 anos Raça branca, Pele seca, Quedas e batidas Ingestão nutricional inadequada Remoção de adesivos Pequenos movimentos ou toques podem resultar em danos à pele –a pele “rasga” PREVENÇÃO Utilizar sabonete neutro, água morna e não friccionar (não esfregar) a pele Aplicar, sem massagear, creme umectante (hidratante) com nutrientes especiais em todo corpo duas vezes ao dia (não aplicar nas lesões) Introduzir uma dieta balanceada pessoas com pele muito frágil é recomendável o banho a cada dois dias, procedendo a higiene íntima diária. TRATAMENTO ALGINATOS DE CÁLCIO: As fibras de alginato promovem a hemostasia, através da estimulação da atividade plaquetária. CURATIVOS NÃO ADERENTES: Evitam a aderência e sangramento, estimulam a granulação. #KetResumos 34 ÚLCERAS POR PRESSÃO “Área localizada de morte celular, que se desenvolve quando um tecido mole é comprimido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura, por um prolongado período de tempo” FATORES DE RISCO AUMENTO DA PRESSÃO o Pressão > que a pressão de fechamento capilar (32mmHg) PROVA o Colabamento dos vasos + edema ↓ DA TOLERÊNCIA TISSULAR o Fricção o Umidade o Cisalhamento AUMENTO DA IDADE X ULCERA DE PRESSÃO o MUDANÇAS: ↓ do nível sérico da albumina e da resposta inflamatória ↓ da coesão entre epiderme e derme ↓ da produção das glândulas sebáceas e sudoríparas ↓ as fibras elásticas ficam porosas e menos flexível o RESULTADOS: Maior suscetibilidade às agressões (pressão) Diminuição da tolerância tissular INCIDÊNCIA DE ULCERA POR PRESSÃO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS Estudos internacionais mostram índices de 0,4 a 38% em unidades de pacientes agudos Estudo nacional sobre a prevalência e a incidência de úlcera de pressão num hospital universitário em 2002, mostrou um índice de 39,81%, com a média de idade 70,3 anos *Ocorrência de Ulcera por pressão em Idosos Hospitalizados: sete (16,7%) #KetResumos 35 POLÍTICAS DE PREVENÇÃO LEVANTAMENTO DO RISCO DE ÚLCERA DE PRESSÃO ESCALA DE BRADEN (ÚLCERA DE PRESSÃO), adaptada para o Português. PROVA Quanto menor a pontuação pior! SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL Oferecer SUPLEMENTOS ORAIS OU POR SONDAS com alta concentração de proteínas a pacientes com risco nutricional e risco de Ulcera de Pressão devido a doenças crônicas ou após intervenções cirúrgicas (Força da Evidência =A). Idoso = 20 a 30 Kcal/Kg/Dia Proteína = 1,2 a 1,5g/Kg/Dia REDUÇÃO DE CARGA MECÂNICA Nível A de evidência. #KetResumos 36 REPOSICIONAMENTO Evitar posicionar o indivíduo em contato direto com dispositivos médicos tais como tubos e sistemas de drenagem. (Força da evidencia =C). SUPORTE DE SUPERFÍCIE COLCHÃO PIRAMIDAL (Usar esse termo na prova) = Colchão caixa de ovo MELHORAR A TOLERÂNCIA TISSULAR - NÍVEL B NÃO utilizar massagem na prevenção de úlceras de pressão (Força da Evidência =B). USAR emolientes para hidratar a pele seca, a fim de reduzir o risco de dano da pele. (Força da Evidência =B) TRATAMENTO DAS FERIDAS ASPECTOS FUNDAMENTAIS Avaliação global Avaliação da ferida Recursos disponíveis TRATAMENTO TÓPICO Proteger a ferida, Ser bio-compatível Fornecer uma hidratação ideal (manter o tecido da úlcera úmido e a pele ao seu redor intacta e seca). CONTROLE DO SANGRAMENTO ALGINATOS DE CÁLCIO: As fibras de alginato promovem a hemostasia, através da estimulação da atividade plaquetária. CURATIVOS NÃO ADERENTES: Evitam a aderência e sangramento DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO: HIDROGEL: Hiperhidratação e indolor ALGINATO: absorvente, reduz edema, promove meio úmido #KetResumos 37 AÇÃO DA PAPAÍNA DESBRIDANTE QUÍMICO: Liquefaz o tecido necrótico Tem ação seletiva ANTIFLAMATÓRIO Reduz o edema Acelera a fase inflamatória CICATRIZANTE Estimulaa epitelização LESÃO DIABÉTICA: o PAPAÍNA de 8% o ANTIFLAMATÓRIO /BACTERICIDA E BACTERIOSTÁTICA ABSORÇÃO DE EXSUDATOS ESPUMA: Considere o uso de curativos de prata para úlceras de pressão que estão infectadas ou fortemente colonizado. (Nível de Evidência = B) CONCLUSÃO Prevenção e tratamento precoce é o melhor caminho para melhora da qualidade de vida. A assistência multidisciplinar é imprescindível para alcançar esse objetivo. #KetResumos 38 EMERGÊNCIA EM CUIDADOS PALIATIVOS Dr. Heitor Spagnol dos Santos SÍNDROME DE COMPRESSÃO MEDULAR 3 a 5% dos pacientes com câncer; Alta frequência relacionada à Mieloma Múltiplo e neoplasias de mama, pulmão e próstata; Sítio de maior incidência > tórax > T5 Compressão de mais de um nível ocorre em mais de 20% dos casos; Compressão medular maligna ocorre por invasão direta do tumor primário ou por suas metástases. SINAIS E SINTOMAS 1 - DOR - Sintoma mais frequente e está presente em mais de 90% dos casos; - Antecede a disfunção neurológica; - Progressiva; localizada no nível da lesão medular; - Piora com a manobra de Valsalva e com o movimento; 2 - FRAQUEZA - Ocorre em 75% dos casos; - Gradualmente ou de forma aguda (Falência vascular grave); - Prejuízo à deambulação > Flacidez > Arreflexia > Plegia em flexão; 3 - INCONTINÊNCIA - Sinais de última etapa da síndrome. SÍTIOS DE COMPRESSÃO - Torácica (70%), Lombossacra (20%) e Cervical (10%) - Lesões acima ou abaixo de L1 PROVA Lesão de neurônio motor superior Lesão de Neurônio motor Inferior FORÇA Reduzida/Ausente Reduzida/Ausente TÔNUS Aumentado Diminuído SENSAÇÃO Perda sensorial Perda sensorial REFLEXOS Aumentados Diminuídos Ausentes DIAGNÓSTICO História e achados clínicos Rx simples de coluna vertebral (Boa sensibilidade) RNM COM contraste – Pedir RNM de toda a coluna, mesmo que a dor seja apenas em 1 ponto, pois 20% dos casos apresentam mais de 1 lesão. TRATAMENTO Dexametasona 16mg/dia em bolus com doses via oral após 48h + IBPs. o Dexametasona é a droga de escolha pois pode ser feita subcutânea. Radioterapia quando precocemente realizada; Cirurgia descompressiva SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR Obstrução do fluxo sanguíneo através da Veia cava Superior em direção ao átrio direito. - Compressão extrínseca do vaso, invasão tumoral, trombose; - Carcinoma brônquico (75%) e linfomas (15%). SINAIS E SINTOMAS Edemas de face e membro superior Dilatação das veias cervicais; Cianose e Pletora facial Edema conjuntival Síndrome de Horner (Ptose, miose e Anidrose Unilateral da Face) Dispnéia, Tosse e Dor torácica #KetResumos 39 TRATAMENTO 1 - Medidas Gerais: Elevação da cabeça, repouso, controle da dispneia com uso de opióides e uso de corticoesteróides (principalmente se linfoma) 2 - Diuréticos (Furosemida): Atenção quanto à diminuição da pré-carga 3 - Quimioterapia para tumores de pulmão de pequenas células e Linfomas. Radioterapia para os outros tumores; 4 - Stents endovasculares > Tratamento definitivo HEMORRAGIAS Exige grande equilíbrio emocional, decisões rápidas e posturas assertivas Hemorragia oculta é mais frequente que externa; Maioria dos sangramentos ocorre por invasão tumoral, destruição tecidual e inflamação causada pelo câncer (cabeça e pescoço, bexiga, vagina e pulmão); CAUSAS SISTÊMICAS: insuficiência hepática, infiltração medular levando à trombocitopenia e coagulação intravascular disseminada. TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS ASSOCIADOS ÀS HEMORRAGIAS: - Cistite hemorrágica: Ciclofosfamida e Ifosfamida; - Cistite actínica: RxT em baixo ventre > Telangiectasias; QUADRO CLÍNICO Petéquias podem ser sinal de alerta; Desde pequenos sangramentos a volumosas hematêmeses, hemoptises, hematúrias, epistaxe e melenas. TRATAMENTO Manter a calma é fundamental!!!! Identificar a causa do sangramento; Suspensão do tratamento que pode estar causando sangramento; Usar lençóis e campos escuros < menor impacto ao paciente e familiares #KetResumos 40 TRATAMENTO LOCAL - Tamponamento com pressão local ou com solução de epinefrina em superfícies cruentas ou em nariz, vagina ou reto; - Curativos hemostáticos (Nitrato de prata) - Sonda vesical de demora com irrigação vesical contínua. TRATAMENTO SISTÊMICO Reposição volêmica --- CUIDADO!!!! Vitamina K (10mg/dia por 3 dias): pacientes em uso de anticoagulantes, insuficiência hepática, obstrução de vias biliares e em deficiências nutricionais. Deve ser administrada por via oral, endovenosa NÃO. *** Fatores 2+7=9+1=10 Agentes antifibrinolíticos: Ácido tranexâmico e Ácido aminocaproico (Início da ação é em dois dias e deve ser mantido por até 7 dias após cessado o sangramento. Plaquetas e hemácias: Individualizar. Plasma fresco e Crioprecipitado: Geralmente contraindicados na insuficiência hepática RADIOTERAPIA HEMOSTÁTICA - Hemoptise, hematúria, sangramento vaginal e retal - Contra-indicada em tumores de cabeça e pescoço RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA - Embolização arterial de tumores sangrantes CIRURGIA - Ligaduras de vasos sangrantes, particularmente em tumores de cabeça e pescoço. * Sedação Paliativa!!!! #KetResumos 41 AVALIAÇÃO GERIÁTRICA DOS DISTÚRBIOS SENSORIAIS Dr. Heitor Spagnol dos Santos CASO CLÍNICO D. Lorena, 70 anos, branca, brasileira, natural de São Paulo, costureira aposentada, viúva, evangélica. Queixa Principal: esquecimento há 1 ano. H.M.A: Há 1 ano dificuldade para se lembrar de informações recentes, “esquecendo-se” de recados habituais e assuntos comentados no dia-a-dia Ao entrevistar a paciente, há grande dificuldade de compreensão, com necessidade de frequentes repetições. A filha tenta assumir o papel de interlocutora, repetindo em voz alta, no ouvido da mãe, as perguntas já feitas. Diz já ter procurado tratamento médico, tendo sido proposto aparelho auditivo unilateral, que tentou utilizar, “mas não deu certo”. Há 1 ano a visão de ambos os olhos está embaçada e “vê os outros como se fossem um vulto”, o que a deixa confusa. Evita olhar para a televisão porque não vê as imagens com nitidez e o jornal também não lê, porque as letras parecem muito embaralhadas. Está aborrecida porque não consegue ler nem a Bíblia. Sente vontade de chorar e não dorme bem à noite; acorda de madrugada pensando que dá muito trabalho aos filhos. Há 6 meses uma amiga notou que andava esquecida, não se recordava do nome de algumas vizinhas e fazia confusão com data e horários. Perdeu peso nos últimos 3 meses; pesava 65 kg e agora 60 kg. Diz que a comida não tem cheiro nem sabor; já comeu comida estragada uma vez sem perceber direito. Sente muito gosto metálico na boca. A filha diz que há 1 mês seus hábitos de higiene mudaram, porque as roupas que veste estão sempre com mau cheiro. Mora com uma filha, que passa grande parte do dia fora de casa, trabalhando. Não tem irmãos. Seus pais morreram “de velhice”. Nega etilismo e tabagismo. O que está acontecendo? Perdas sensoriais normais da idade? Depressão? Demência? INTRODUÇÃO Sistemas sensoriais → Contato com o ambiente Importância da consistência do ambiente para o idoso Impacto na qualidade de vida Isolamento / Depressão / Dependência Perda de aferências que comprometem a cognição Visão Audição Olfato Paladar Tato → equilíbrio / estabilidade da marcha VISÃO ↓ 20% da visão > 85 anos CAUSAS: # 1ª Degeneração macular da retina (escotomas centrais) – PROVA Principal causa de diminuição da visão. Associado a HAS mal controlada (principal fator de risco). # 2ª Retinopatia Diabética (hemorragias) # 3ª Catarata (opacificação) Glaucoma (pressão intraocular e perda da visão periférica) Presbiopia (acomodação do cristalino) – Processo natural do envelhecimento.Xeroftalmia (Olho Seco). Síndrome de Sjogren Lentes corretoras desatualizadas NEM TODA A ALTERAÇÃO VISUAL É DOENÇA! Envelhecimento Ocular Diferenciação de contrastes Sensibilidade à luz Adaptação ao escuro Discriminação de cores COMO AVALIAR? Teste de Snellen – Avaliar a linha e verificar se está adequado para a idade. Fundoscopia Tonometria #KetResumos 42 IMPACTO DA DEFICIÊNCIA VISUAL Quedas e lesões Dificuldade para leitura e compreensão → segurança. Dificuldade gera insegurança. MEDIDAS TERAPÊUTICAS: Iluminação de ambientes Lentes Controle de DM e HAS (fator de risco para degeneração macular) PROVA Colírios Lágrima artificial Cirurgia (Catarata?) AUDIÇÃO ↓ 30% da audição em > 65 anos ↓ 90% da audição em > 80 anos CAUSAS: 1ª PRESBIACUSIA - perda auditiva em altas frequências (dificuldade para discriminar sons em meio ao ruído). Envelhecimento normal, não é patológico. 2ª Trauma Acústico 3ª Rolhas de cerume (30%) – A otoscopia deve fazer parte de toda a consulta geriátrica. Drogas ototóxicas o AAS o Aminoglicosídeos o Diuréticos Otoesclerose Doença de Meniére - Distúrbio no ouvido interno que causa episódios de vertigem (tontura). Tumores (Neurinoma do Acústico) COMO AVALIAR? Questionar sobre perda auditiva Associação com zumbido / vertigem? Teste do Sussurro Otoscopia Audiometria MEDIDAS TERAPÊUTICAS Comportamentais o Fala pausada e articulada, à vista do paciente o Leitura Labial o Não gritar! Piora a compreensão na presbiacusia! Próteses Auditivas o Acompanhadas de reabilitação auditiva o Hábito de Usar Prótese Auditiva o Constrangimento o Dicas OLFATO FUNÇÃO PROTETORA Reconhecer odores corporais e de alimentos estragados Contribui muito para o paladar CAUSAS DE PERDA OLFATIVA: Rino-sinusites Doenças dentárias Medicamentos (antagonistas de cálcio/anti-tireoideanos/opiáceos) Perda do paladar → Deficit nutricional → Perda ponderal Redução das papilas gustativas – processo natural do envelhecimento. #KetResumos 43 CAUSAS: Doenças clínicas (DM/IRC/hepatopatias/hipotireoidismo/câncer) Medicações (anti-depressivos/AINE/antihipertensivos/estatinas/tricíclicos/levodopa/metronidazol) Má higiene oral Hiposalivação Depressão TERAPÊUTICA Higiene oral e das próteses Favorecer aspectos da alimentação que permitam boa ingestão: temperatura e aparência geral (cor, textura e aroma) Cuidado com excesso de sal ou desnutrição TATO / PROPRIOCEPÇÃO FATORES ENVOLVIDOS Perda de sensibilidade Diabetes Compressões neurais - túnel do carpo / lesões medulares Deficit vitamina B12 Grande impacto na Marcha → Risco de Quedas EFETORES DO EQUILÍBRIO Visão Labirinto Cerebelo Propriocepção Músculos CORRELACIONANDO PRIVAÇÃO SENSORIAL COM ... ... Comorbidades - Fraturas / Depressão / Deficit cognitivo ... Adesão Terapêutica ... Qualidade de vida ... Dependência - Impacto funcional -Superproteção ... Convívio e Isolamento Social ... O ambiente do idoso Doenças “normais da idade”? Doença tratável? Doença curável? RETOMANDO O CASO ... A filha da paciente nos mostra uma bolsa com diversos exames e avaliações médicas, realizados no último ano: Avaliação Oftalmológica - Papila óptica com escavação aumentada à D, sugestiva de glaucoma. - Catarata à E com opacificação quase completa do cristalino. PIO bilateral: 30 mmHg - Foram prescritos colírios para tratamento e indicado cirurgia, que ela tem medo de fazer porque conheceu uma pessoa com catarata que “operou e ficou cega”. Feita otoscopia, com rolhas de cerume bilaterais, oclusivas, que impedem a inspeção da membrana timpânica. Uma tentativa simples de lavagem com seringa e soro morno trouxe resultados satisfatórios. Foi realizada, então, uma audiometria. DISCRIMINAÇÃO: OD 90% OE:60% Prótese auditiva: Estética e Funcionalidade Quando protetizar? Diagnóstico e Protetização precoce Protetização Tardia → benefícios? #KetResumos 44 SÍNDROME DEMENCIAL Dr. Heitor Spagnol dos Santos DEFINIÇÃO “Síndrome clínica adquirida, caracterizada por prejuízo progressivo das habilidades cognitivas, severo o suficiente para interferir nas atividades sociais e ocupacionais habituais do indivíduo. ” Importância: - Impacto pessoal, familiar e social - ↑ hospitalizações, ↑ custos, ↑ mortalidade - Incidência e prevalência aumentam com idade * ↓ Escolaridade ↑ Incidência de demência * Baixa escolaridade é fator de risco para demência. DEMÊNCIA X COMORBIDADES Maior número de doenças crônicas 3 x chance ≥ 4 doenças crônicas Gastos médios anuais / paciente 3,3 X maior (p<0,001) 3x maior chance de mais hospitalizações Maior mortalidade em um ano DEMÊNCIA - CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-IV, 1994 PROVA Comprometimento da memória Um (ou mais) dos seguintes distúrbios: o Afasia o Apraxia o Agnosia o Distúrbios de funções executivas Declínio na atividade social ou profissional Déficits não ocorrem exclusivamente durante episódio de delirium Declínio cognitivo detectado por anamnese + informações complementares de informante próximo + avaliação cognitiva objetiva envolvendo pelo menos 2 dos seguintes domínios: Memória Funções executivas Linguagem Habilidades visuoespaciais Personalidade/ comportamento DEMÊNCIAS - ETIOLOGIA Causas POTENCIALMENTE reversíveis (1 a 20 %) Prevalências descritas cada vez menores * Taxas cada vez menores de reversibilidade real * Maior chance de reversão em casos “mais leves” Causas primárias ou fatores associados de declínio cognitivo DEMÊNCIAS POTENCIALMENTE REVERSÍVEIS Tóxicas (álcool, fármacos, metais pesados) o Fármacos (potencial anticolinérgico e sedativo) Antidepressivos Ansiolíticos Hipnóticos Sedativos Analgésicos Anti-arrítmicos Anti-hipertensivos Anti-convulsivantes Infecciosas (sífilis, HIV, meningoencefalites) Metabólicas (tireoide; calcio; ins. renal ou hepática, hipoxemia/hipercapnia) Psiquiátricas (depressão) Estruturais (HPN*, hematomas, tumores) Nutricionais (B12, folato, tiamina) *HPN (Hidrocefalia de Pressão Normal) Tríade: 1 – Ataxia 2 – Perda de esfíncter 3 - Demência #KetResumos 45 DEMÊNCIAS IRREVERSÍVEIS Degenerativas: o Doença de Alzheimer (DA) - 50 a 60% o Demência por Corpos de Lewy o Degeneração lobo fronto-temporal o Demências subcorticais (D. Parkinson) Vascular Demências “Mistas” DOENÇA DE ALZHEIMER (DA) FISIOPATOLOGIA PROVA Formação de “placas senis” extracelulares contendo proteína β-amilóide (“amyloid cascade”) Emaranhados neurofibrilares intracelulares contendo proteína tau hiperfosforilada (“tau and tangle”) → diminuição da densidade sináptica/ morte neuronal, prejuízo na neurotransmissão Cortex entorrinal e hipocampo (lobo temporal medial) → extensão para outras áreas corticais #KetResumos 46 INVESTIGAÇÃO CLÍNICA Anamnese com o paciente e com o familiar o Especificar sintomas, modo de início, duração e evolução o Investigar fatores de risco, antecedentes e história familiar o Investigar sintomas psicológicos e comportamentais o Listar drogas o Avaliar cognição o Avaliar comprometimento funcional (ABVD/ AIVD) o Excluir delirium Avaliação cognitiva breve o Mini Exame do Estado Mental / MOCA test o Teste de fluência verbal o Teste do desenho do relógio o Testes de memória de figuras / listas de palavras Avaliação neuropsicológica o Dúvidas diagnósticas/ acompanhamento Avaliação funcional o Escala de Lawton - atividades instrumentais o Escala de Katz –atividades básicas o Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer Avaliação neuropsiquiátrica e comportamental o Inventário Neuropsiquiátrico o Escala de Cornell para Depressão em Demência INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR PROVA Avaliação Laboratorial o Hemograma o Eletrólitos,cálcio o Função renal, hepática e tireoideana o Vitamina b12, ácido fólico o Sorologia para sífilis o Sorologia para HIV o Exame do LCR o EEG o Outros exames conforme comorbidades Avaliação Radiológica o Neuroimagem estrutural Tomografia Computadorizada Ressonância Magnética (com MTA) o Neuroimagem funcional (avaliação de fluxo sanguíneo e de metabolismo de glicose) Tomografia por emissão de pósitrons (PET) Tomografia por emissão de fóton único (SPECT) Citar 5 exames na investigação da demência. #KetResumos 47 TRATAMENTO GERAL: - Controle de comorbidades e fatores de risco - Correção de causas potencialmente reversíveis - Suspensão de drogas potencialmente deletérias - Manutenção de estado nutricional adequado - Manutenção da máxima autonomia possível - Informação e apoio aos pacientes e familiares Anticolinesterásicos (inibidores da acetilcolinesterase) * sistema colinérgico atua nos mecanismos de memória e aprendizado * diminuição da atividade colinérgica relaciona-se ao declínio cognitivo (“hipótese colinérgica”) Drogas aprovadas para DA (formas leves a moderadas) Resultados positivos modestos (melhora sintomática) Sintomas psicológicos e comportamentais Medidas não farmacológicas: - Aumentar supervisão - Minimizar déficits sensoriais - Sinais e direções (melhorar orientação tempo/ espaço) - Rotina de horários para higiene e banheiro - Aumentar ou diminuir estímulos - Modificações ambientais (aumentar segurança) Medidas farmacológicas: - Usar sempre baixas doses - Tentar antes não-neurolépticose não-benzodiazepínicos - Evitar múltiplas medicações - Reavaliação frequente de necessidadee dose - Efeitos colaterais: sedação, hipotensão postural, parkinsonismo, piora do déficit cognitivo #KetResumos 48 INCONTINÊNCIA URINÁRIA Dr. Heitor Spagnol dos Santos DEFINIÇÕES INCONTINÊNCIA URINÁRIA é a queixa de qualquer perda involuntária de urina. URGÊNCIA URINÁRIA: necessidade imperiosa de urinar imediatamente. ESFORÇO URINÁRIO: relaciona-se a situações que causam aumento da pressão intra-abdominal. FREQUÊNCIA URINÁRIA: necessidade de urinar pelo menos 8 vezes num período de 24h, incluindo-se aí 2 ou mais vezes à noite. NOCTÚRIA: acordar mais de uma vez, à noite, para urinar. EPIDEMIOLOGIA ABRANGÊNCIA DO PROBLEMA: em torno de 30% dos idosos da comunidade e até 50% dos residentes em instituição de longa permanência. 12% das mulheres entre 60 e 64 anos, 21% das mulheres acima dos 85 anos ETIOPATOGENIA PORQUE OS IDOSOS TÊM MAIS INCONTINÊNCIA URINÁRIA? A continência depende de: FUNÇÃO DO TRATO URINÁRIO INFERIOR: o Armazenamento (volume crescente a baixa pressão, esfíncter fechado, sensação de plenitude e ausência de contrações involuntárias) o Esvaziamento (capacidade de contração vesical, ausência de obstrução ao fluxo, coordenação entre o relaxamento esfincteriano e a contração vesical). Integridade das funções mentais, mobilidade, motivação e destreza. Barreiras ambientais podem comprometer a continência → INCONTINÊNCIA FUNCIONAL → INCONTINÊNCIA TRANSITÓRIA → PROVA A contratilidade e a capacidade vesical, bem como a habilidade em se adiar a micção diminuem com a idade MULHERES: diminui a pressão máxima de fechamento uretral. HOMENS: aumenta o volume da próstata. AMBOS OS SEXOS: aumentam as contrações involuntárias do músculo detrusor. Perda do pico noturno de secreção do ADH. CONSEQUÊNCIAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Custo médio anual de U$16 bilhões nos EUA (dados de 2004) o 56% tratamento das consequências o 32% tratamento da IU o 9% rotina de seguimento o 3% diagnóstico Lesões perineais, Úlceras de pressão Infecções urinárias, Urosepse, Quedas e fraturas Embaraço Prejuízo do sono Estigmatização Disfunção sexual Isolamento social Depressão Risco de institucionalização CLASSIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA Em relação à etiologia, podemos classificar a incontinência urinária em: INCONTINÊNCIA URINÁRIA TRANSITÓRIA o INCONTINÊNCIA URINÁRIA FUNCIONAL são barreiras ambientais que podem comprometer a continência urinária. Deve-se tratar a causa base (Ex.: parkinson). o INCONTINÊNCIA URINÁRIA MEDICAMENTOSA – Iatrogenia medicamentosa. Ex.: Furosemida prescrita de 12/12h em pacientes com ICC → leva a incontinência urinária transitória → leva a quedas frequentes → fraturas → internação. Nunca deve ser prescrito de 12/12h, no máximo 1 comprimido pela manhã e 1 comprimido à tarde. INCONTINÊNCIA URINÁRIA ESTABELECIDA P R O V A #KetResumos 49 INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO: FATORES REVERSÍVEIS Delirium Infecção Atrofia vaginal Farmacêuticas Psicológicas Excesso de débito urinário Restrição à mobilidade Stool impaction (obstipação – Constipação intestinal) INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO: CAUSAS ESTABELECIDAS URGE-INCONTINÊNCIA (IU DE URGÊNCIA) – É a mais comum no total. Principal causa de IU (60% dos pacientes), geralmente é decorrente de hiperatividade detrusora, manifestando-se por desejo súbito, imperioso, e por vez incontrolável de urinar. IU DE ESFORÇO (OU ESTRESSE) - 30% dos casos de IU em mulheres, devido à deficiência esfincteriana, manifestando-se como perda de urina, sem desejo, desencadeada por situações que elevam a pressão intra-abdominal (tosse, espirros, agachamento, etc.) IU MISTA – Associação dos sintomas da urge-incontinência com os do esforço, bastante frequente em mulheres. IU POR SOBREFLUXO (OU PARADOXAL) DIAGNÓSTICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA História clínica: sempre procurar por fatores reversíveis Exame físico Exames Laboratoriais: Glicemia, Creatinina, Urina I (EAS) Exames Complementares o USG rins e vias urinárias o Casos selecionados: estudo urodinâmico, UCM, Urofluxometria TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA o Mulheres em sobrepeso→ perder peso (25% menos perdas em relação a controle) o Ingestão líquida adequada (não excessiva) o Evitar excesso de xantinas o Tratar constipação intestinal TRATAMENTO COMPORTAMENTAL o Treinamento da bexiga (boa cognição) – Redução de 35% das perdas o Pronta micção (cognição prejudicada) – Reduz entre 1 e 2 episódios de perda diária o Micções programadas – menos estudadas TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO o Até 80% de decréscimo nas perdas, em pacientes motivadas o Vários esquemas, em geral: 3 a 4x/semana, três séries de 8 a 12 contrações durando de 6 a 8 segundos o Com ou sem biofeedback o Eletroestimulação→ poucae ficácia MEDICAMENTOS o Tratamento hormonal o Agentes com ação simpatomimética • Pseudoefedrina • Imipramina • Duloxetina o Drogas para hiperatividade detrusora • Oxibutinina (Retemic®) • Tolterodina (Detrusitol®) • Darifenacina (Enablex®) PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS o Para IU esforço (deficiência esfincteriana, prolapso pélvico) o Para hiperatividade detrusora: cistoplastias, neuromodulação (para estimulação elétrica), denervação, toxina botulínica o Doenças prostáticas 4 Ds e 4 Is: Delirium Infecção Depressão Imobilidade Débito urinário alto Iatrogenia Deficiência estrogênica Impacção fecal #KetResumos 50 PROBLEMAS COMUNS NOCTÚRIA Acordar à noite uma ou mais vezes para urinar Prevalência em torno de 90% acima de 80 anos Causas: doença prostática, reabsorção de edema, hiperatividade detrusora, perda do pico noturno de ADH, distúrbio do sono INCONTINÊNCIA NO IDOSO FRÁGIL Rever fatores reversíveis Em casos de dor, hematúria, massa pélvica, status pós-operatório, infecções recorrentes → considerar avaliação com especialista Priorizar tratamento conservador URGE-INCONTINÊNCIA • Mudança no estilo de vida • Terapiacomportamental • Considerar tratamento farmacológico cauteloso • Estrógenos tópicos RESÍDUO IMPORTANTE • Tratar constipação • Rever Medicações • Em homens - Tentar alfa- bloqueador • Resíduos > 500ml = cateterização e reavaliação IU DE ESFORÇO • Mudança no estilo de vida • Terapia comportamental • Estrógenos tópicos #KetResumos 51 TRATAMENTO DO AVC NA FASE AGUDA Alcançando melhores resultados Dr. Fábio Fieni AVALIAÇÃO INICIAL Reconhecimento dos sinais e sintomas do AVC e a importância do transporte rápido para um hospital capacitado. “CHAMA O SHAMU” PRESSÃO ARTERIAL GLICEMIA TEMPERATURA Trata se PAS > 220 mmHg ou PAD > 120 mmHg NOS TROMBOLIZADOS – Trata se PAS > 180 mmHg ou PAD > 105 mmHg Evitar Hipotensão Manter entre 80 a 140 mg/dl Evitar hipoglicemia Tratar se > 37ºC MONITORIZAÇÃO: Oferecer O2 se SaT < 95% Decúbito a 30º 2 acessos calibrosos Anamnese dirigida Confirmar o tempo de inicio Encaminhar diretamente para TC Colher “perfil AVC” Hemograma Sódio Potássio Creatinina Uréia TGO e TGP Coagulograma Glicemia Enzimas cardíacas SELEÇÃO PARA TROMBÓLISE TC DE CRÂNIO Sem contraste – Comparar os dois hemisférios em exame com linha média centrada. Fazer 3 perguntas: 1 – Há sangue? 2 – Há hipodensidade definida? 3 - Há sinais precoces de AVCi? DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS EPILEPSIA ENXAQUECA ESCLEROSE MÚLTIPLA Hipoglicemia Hiperglicemia Quadro confusional Lesão Expansiva Neuroinfecção SEPSE Hiponatremia Hipernatremia Insuficiência renal Insuficiência Hepática Neuropatia periférica Síndrome vestibular Intoxicação Não aguardar os resultados para trombolizar, exceto se o paciente fizer uso de varfarina ou discrasia sanguínea A presença de sangue, hipodensidade definida ou sinais precoces em mais de 1/3 do território da cerebral média contraindicam a trombólise. #KetResumos 52 CONTRAINDICAÇÕES PARA TROMBÓLISE Pacientes pediátricos com < de 18 anos Sintomas de ACV > 4 horas e 30 minutos Glicemia < 50 ou > 400mg/dl PAS > 180 mmHg ou PAD > 105 mmHg (Corrigir a PA e tratar) AVCs muito leves NIHSS < 4 ou muito graves com NIHSS > 25 Hemorragia do TGI ou cirurgia < 14 dias Uso de heparina e TTPA > 2X LSN ou uso de varfarina e TPR RNI > 1,7 Pacientes usando NOACs não devem ser trombolizados (Pacientes com dabigatrana e idarucizumabe disponível podem ser considerados para trombólise. Nesses casos: 2 bolus imediatos de 2,5g/50ml de idarucizumabe seguidos por alteplase dose padrão). INFUSÃO DO TROMBOLÍTICO 2 acessos venosos calibrosos (não infundir o trombolítico junto com outra medicação) Manter decúbito de 30º Monitorização cardíaca e respiratória 2 frascos (diluente + pó liofilizado) com diluição padrão de 50mg em 50ml Actilyse® 0,9mg/kg 10% bolus e 90% restante em 1 hora A trombectomia mecânica primária não deve ser realizada em pacientes elegíveis para trombólise IV. PÓS TROMBÓLISE CUIDADOS PÓS TROMBÓLISE Exames de imagem e sangue de controle 24h após PA a cada 15 minutos por 2h, a cada 30 minutos por 4 horas, a cada hora por 8 horas. Temperatura e glicemia a cada 4 horas Escala de AVC do MIH a cada 6 horas (individualizar caso a caso) Se piora do NIHSS e sangramento na tomografia: Plasma 3U ou 8U crioprecipitado e avaliação da neurocirurgia. EVITAR: Uso de antitrombótico nas primeiras 24h Cateterização arterial ou punção venosa profunda Sonda vesical até 30 minutos e SNG nas primeiras 24h PREVENÇÃO PÓS TROMBÓLISE DE COMPLICAÇÕES Promover precocemente: Prevenção de TEV (24h após). Avaliação e conduta na disfagia. Prevenção de BCP e ITU. Não usar: Antiepilépticos Corticóides PREVENÇÃO PÓS TROMBÓLISE SECUNDÁRIA Realizar antes da alta investigação básica do mecanismo do AVC com: ECG Ecocardiograma USG de carótidas Perfil lipídico Introdução precoce de estratégia de prevenção secundária personalizada. INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA TC de crânio Doppler de carótidas ECG Ecocardiograma transtorácico e transesofágico Holter RM com angio intracraniana AVCi Doenças de grande artéria Cardioembolia Doença de pequenos vasos Dissecção arterial Doenças infecciosas Doenças Genéticas Doenças inflamatórias, tromboembólicas, neoplásicas #KetResumos 53 RECOMENDAÇÕES PARA TROMBECTOMIA DE RESGATE Oclusão da porção M1 da artéria cerebral média, confirmada por método de imagem. ASPECT > 6 Sem tratamento trombolítico IV A janela de oportunidade nesses casos é de 6h desde o início dos sintomas O serviço necessita ter infraestrutura terciária e disponibilidade de stents removíveis de última geração. Pacientes elegíveis para tratamento trombolítico intravenoso não devem ser tratados com trombectomia primária. MENSAGENS FINAIS O AVC é uma emergência médica Tempo é cérebro! Foco na trombólise de sequência rápida Atenção ao mecanismo de profilaxia secundária Investir em prevenção e reabilitação #KetResumos 54 ONCOGERIATRIA Considerações no Rastreamento do Câncer no Idoso Dr. Heitor Spagnol dos Santos O CONTEXTO DO PROBLEMA RASTREAMENTO Detecta lesão pré-maligna ou maligna em estádio precoce O Teste: sensível, específico, custo acessível Rastreamento é tanto melhor, quanto maior a incidência Útil somente se levar ao tratamento adequado e precoce DESDE QUE ESTE TRATAMENTO SALVE VIDAS Para estabelecer diretrizes nacionais: Incidência História natural da doença Tratamento adequado e precoce Objetivo do rastreamento - PROVA Diagnóstico e tratamento precoce de doenças assintomáticas, de modo a prolongar a vida, com qualidade de vida, além do que seria alcançado caso nada tivesse sido feito. No idoso, minimizar limitação funcional e aumentar anos de vida saudável Testes de rastreamento: Execução simples; Custo acessível; Sensibilidade e especificidade comprovadas; Fácil aceitação pela população. PARTICULARIDADES DO RASTREAMENTO NO IDOSO População geriátrica tem particularidades que modulam: Viabilidade e morbidade do rastreamento Possibilidade de tratamento adequado Rastreamento de câncer: aplicação, em população assintomática, de exames diagnósticos específicos, visando detectar casos da doença em estágio precoce. Qualidade de vida: pior; Idade: influência na história natural e resposta terapêutica; Comorbidades: competem com o câncer como causa de óbito; Institucionalização: descoberta tardia do câncer. FLUXOGRAMA PARA DECISÃO TERAPÊUTICA * AIVD: atividades instrumentais de vida diária * ABVD: atividades básicas de vida diária #KetResumos 55 100% dos Idosos AVALIAÇÃO GERIÁTRICA PARA DETERMINAR RASTREAMENTO–O PACIENTE Prevalência e morbi-mortalidade Susceptibilidade a iatrogenias → cascata desencadeada pelo rastreamento e tratamento Resultados extrapolados Desejo do paciente quanto a exames e possíveis tratamentos → Sempre individualizar e discutir com o paciente EPIDEMIOLOGIA BRASIL #KetResumos 56 INCIDÊNCIA JUSTIFICA RASTREAMENTO? Risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres. Número de mortes:12.852, sendo 147 homens e 12.705 mulheres RASTREAMENTO - MAMA 61 anos BENEFÍCIOS Detecção precoce de tumores de mama → Detecção 2 anos antes do exame clínico Diminuição de mortalidade RISCOS Falso - Positivo → USG e Bx 20 a 30% dos casos Falso-negativo → 1 a cada 5 mamografias Ansiedade/medo/desconforto Exposição a radiação Auto - exame mensal: Baixa sensibilidade (20 a 30%); Não apresenta impacto na sobrevida. VARIAÇÃO ENTRE OS GRUPOS ETÁRIOS Mulheres com expectativa< 5 anos→ diagnóstico precoce pode interferir na qualidade de vida Mulheres > 65 anos o rastreio mamografia gera mais biópsias desnecessárias e ansiedades Mulheres acima de 80 a 90 anos ponderar expectativa de vida e qualidade de vida DATASUS, 2004 Cobertura de Mamografia em 15 estados → 37 a 76% *** SUS → 17 a 54% DIAGNÓSTICO TARDIO ALTA TAXA DE MORTALIDADE #KetResumos 57 DIMINUIÇÃO DE MORTALIDADE? 40 a 50 anos: redução de 18% > 50 anos: redução de 30% DIRETRIZES INTERNACIONAIS CÂNCER EXAME FREQUENCIA USPSTF GUIDELINE ACS - GUIDELINE AGS - GUIDELINE MAMA Mamografia com ou sem exame manual. Auto - exame é contraindicado RNM da mama Cada 1 ou 2 anos ♀ ≥ 50 anos e Expectativa > 5 anos. ↓ benefício devido a múltiplas comorbidades ↓expectativa de vida Grupos de risco ♀ ≥ 40 anos. Continuar sempre que apresentar boa performance e ou candidata ao tratamento Grupos de risco Todas mulheres com expectativa de vida ≥ 4 anos INCA + ABM Exame clínico > 40 anos → Anual ♀ 50 a 69 anos → Mamografia a cada 1 a 2 anos > 35 anos com alto risco → Mamografia anual RASTREAMENTO – CÂNCER DE PULMÃO CÂNCER DE PULMÃO JUSTIFICA RASTREAMENTO? Câncer com maior mortalidade → 1,82 milhões de novos casos 2012 No Brasil: 20.424 mortes em2011 Sobrevida média em cinco anos → entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. Estimativas de 27.330 novos casos (INCA - 2014): sendo 16.400 homens e 10.930, mulheres; Número de mortes: 22.424, sendo 13.698 homens e 8.726 mulheres (2011 - SIM) No Brasil, para 2014, estimam-se 16.400 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 10.930 entre mulheres. Tais valores correspondem a um risco estimado de 16,79 casos novos a cada 100 mil homens e 10,75 a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pulmão em homens é o segundo mais frequente nas regiões Sul (33,62/ 100 mil) e Centro-Oeste (14,03/ 100 mil). Nas regiões Sudeste (18,51/ 100 mil), Nordeste (9,01/ 100 mil) e Norte (7,69/ 100 mil), é o terceiro. Para as mulheres, é o terceiro mais frequente nas regiões Sul (21,35/ 100 mil) e Sudeste (11,48/ 100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (8,49/ 100 mil) e Nordeste (6,40/100 mil), é o quarto. Já na região Norte (5,11/ 100 mil), é o quinto mais frequente. É o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. A última estimativa mundial apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão para o ano de 2012, sendo 1,24 milhão em homens e 583 mil em mulheres. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011. Altamente letal, a sobrevida média cumulativa total em cinco anos varia entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. No fim do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. Evidências na literatura mostram que pessoas que têm câncer de pulmão apresentam risco aumentado para o aparecimento de outros cânceres de pulmão e que irmãos, irmãs e filhos de pessoas que tiveram câncer de pulmão apresentam risco levemente aumentado para o desenvolvimento desse câncer. Entretanto, é difícil estabelecer o quanto desse maior risco decorre de fatores hereditários e o quanto é por conta do hábito de fumar. Idade média ao diagnóstico: 70 anos Idade média ao morrer: 72 anos #KetResumos 58 EXAMES DE RASTREIO PARA CA DE PULMÃO???? RX de tórax Escarro TC helicoidal de tórax com baixa dose TC helicoidal de tórax com baixa dose e RX de tórax 70% entre 55 e 64 anos de idade Rastreamento anual por 3 anos, com TC ou RX de tórax e após, seguimento por mais 5 anos. Indivíduos de Alto Risco: de 55 a 74 anos, com pelo menos 30 maços-ano, tabagistas atuais ou nos últimos 15 anos. Redução de 20% na mortalidade específica Sensibilidade de 93,8%, Especificidade de 73,4% RISCOS DO RASTREAMENTO? 1 - Não traz melhora na saúde /não diminui a mortalidade pelo câncer 2 - Falso positivo 3 - Falso negativo 4 - Exposição à radiação RASTREAMENTO – CÂNCER DE PRÓSTATA HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA RASTREAMENTO Desde 1900 → Prevenção --- Toque Retal (TR) Toque retal: Baixa sensibilidade (inferior a 50%); Exame subjetivo; Em 25% dos casos: tumor não acessível ao toque; Câncer avançado: tumor não palpável em até 50% dos casos. ERA PSA → 2 décadas --- Aumentou a detecção precoce AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE PRÓSTATA → DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PRÓSTATA? População de alto risco: Idade Carga tabagica Anos de cessação do tabagismo (abaixo de 15 anos) Af de CA de pulmão Enfisema ERSPC, 2009 N = 162.243 ♂ Idade - 55 a 69 anos Seguimento - 8,8 anos Periodicidade do PSA - 4 anos Indicação de biópsia - PSA >= 3,0 Diminuição de 20% na mortalidade após seguimento de 9 anos (or: 0,8 ic: 0,65 –0,98) Prevenção de 1 morte a cada 48 ♂ tratados após detecção pelo screening PROVA CASO CLÍNICO COM ESSES DADOS.... #KetResumos 59 ADVOGADOS DO PSA ↓ mortalidade Detecção de tumores em menor estadio ↓ de tumores metastáticos CRÍTICOS DO PSA Elevação do PSA por outras causas Sem correlação com o comportamento do tumor Valor de referência para indicação de biópsia? Antígeno Prostático Específico (PSA): Valor normal: < 4 ng/ml (2,5 a 10 ng/ml, dependendo da idade do paciente; Em 31% dos tumores clinicamente significativos: PSA menor que 4ng/ml; Falso positivos em 60 a 70% dos casos (causas: prostatite; hiperplasia prostática benigna; retenção urinária aguda). OVERDIAGNOSES E OVERTRETAMENT - Detecção e tratamento de doenças diagnosticadas pelo screening que nunca seriam diagnosticadas pela expectativa de vida do paciente. DANOS DO SCREENING COLETA DE PSA: Tontura, hematoma e desmaio Ansiedade (49%) PLCO trial –26,2 / 10.000 coletas TOQUE RETAL: Desconforto, sangramento e síncope BIÓPSIA: Sangramento e hematúria (6 –13%) ITU (0,3 –4%) e Sepse (< 2%) Falso-Negativo RASTREAMENTO DIMINUI MORTALIDADE? O estudo americano (PLCO study) não mostrou diferença de mortalidade com o rastreamento (PSA + toque retal) numa média de seguimento de 11 anos e o estudo europeu (ERSPC study) mostrou uma redução relativa de 20% no mortalidade por câncer de próstata com o rastreamento (PSA apenas) durante um seguimento médio de 9 anos. A grande crítica em relação ao PLCO é fato de que a contaminação de rastreamento no grupo controle foi alta (mais de 50%), o que pode ter diluído as reais diferenças de mortalidade. Outras questões dizem respeito ao tempo de seguimento, aparentemente curto para avaliar mortalidade por cânceres descobertos por rastreamento, e os níveis de PSA que levavam à realização de biópsia. Já em relação ao ERSPC, as grandes críticas foram em relação ao fato de que o desenho do estudo foi heterogêneo, variando de país para país; os dados apresentados foram uma análise interina (a terceira análise interina), produzindo uma redução de mortalidade de 20% que é marginalmente significante, e a questão do NNR (número necessário para rastrear) e do NNT (número necessário para tratar) mas à custa de, talvez, mais malefício do que benefício; à custa de um número excessivo de resultados falso-positivos e mesmo de cânceres de próstata diagnosticados com rastreamento que não necessitariam de tratamento (na verdade não necessitariam nem mesmo serem descobertos em virtude do fardo psicológico e social que um diagnóstico deste tipo pode causar) e que são submetidos a tratamentos com todos os efeitoscolaterais possíveis (incontinência e disfunção erétil, por exemplo). TAXA DE OVERDIAGNOSES Brancos Negros Etziani et al 29% 44% Telesca et al 22,7% 34,4% Draisma et al 23% 42% #KetResumos 60 UNITED STATES PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE –MAIO-2012 Limite de idade para screening de próstata aos 75 anos USPSTF Recommends Against Routine PSA Screening. Estudo europeu de rastreamento de câncer de próstata foi um ensaio clínico randomizado iniciado no início da década de 90 para avaliar o efeito do rastreamento com PSA sobre a mortalidade por câncer de próstata. Foram identificados 182.000 homens entre 50 e 74 anos através de registros de 7 países europeus para inclusão no estudo. Os participantes foram randomizados para um grupo que recebeu rastreamento com PSA numa média de uma vez a cada 4 anos ou para um grupo controle. Muitos aspectos do desenho do estudo (nível de PSA que indicava a biópsia, por exemplo) variaram de país para país. O desfecho primário foi mortalidade por câncer de próstata. O seguimento para avaliar mortalidade foi idêntico para os dois grupos e terminou em dezembro de 2006. DIRETRIZES INTERNACIONAIS CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF GUIDELINE ACS GUIDELINE AGS GUIDELINE EUA Próstata PSA Anual /Bianual CONTRA GRAU D Discutir risco benefício. Pcte ≥ 50 anos, bianual expectativa de vida ≥ 10 anos. > De 40 anos se HF ???????? Pesar Risco vs Benefício dos 55 aos 69 anos. Decisão compartilhada quanto a PSA bianual (grau B) INCA: DISCUTIR COM O PACIENTE! Riscos e benefícios antes da tomada de decisão No processo de rastreamento de patologias é muito importante definir a população-alvo. O rastreamento do câncer de próstata consiste na realização do toque retal e na dosagem do PSA total anualmente em pacientes nas seguintes faixas etárias: Recomenda contra screening antes dos 40 anos Não recomenda screening usual entre 40 – 55 anos (individualizar se alto risco - AF, negros), nem após os 70 anos ou expectativa de vida < 10 – 15a a) Maior ou igual a 50 anos, se a expectativa de vida é maior que 10 anos. b) Maior que 45 anos, se raça negra (resultados obtidos pelo estudo da raça negra americana) ou parentes de primeiro grau com doença diagnosticada antes dos 65 anos (pai, irmão ou filho). c) Maior que 40 anos, em pacientes com vários familiares com câncer de próstata. INCA: Por não haver, até o momento, evidências científicas de que o rastreamento do câncer de próstata possa produzir mais benefício que dano, o Instituto Nacional de Câncer recomenda que não se organizem ações de rastreamento para o câncer da próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento, sejam informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a esta prática. O INCA continuará acompanhando o debate científico sobre este tema, podendo rever sua posição quando estiverem disponíveis os resultados dos estudos multicêntricos em curso. O SCREENING PARA CÂNCER DE PRÓSTATA CONTINUA INCERTO ECONTROVERSO RASTREAMENTO – CÂNCER DE CÓLON INCIDÊNCIA: dobra a cada década dos 40 aos 80 anos TEMPO DE TRANSFORMAÇÃO: 10 a 15 anos DIAGNÓSTICO EM FASE ASSINTOMÁTICA Estimativa de novos casos: 30.140, sendo 14.180 homens e 15.960 mulheres (2012) Número de mortes: 13.344; sendo 6.452 homens e 6.892 mulheres (2010) TRATAMENTO PRECOCE: redução de mortalidade em 60 a 80% #KetResumos 61 RASTREAMENTO TESTE VANTAGENS LIMITAÇÕES PSOF Baixo custo / não invasivo / disponível Sensibilidade baixa para adenomas avançados; aderência anual difícil; COLONO VIRTUAL (CT) Menos invasivo; alta sensibilidade >10mm Preparo colônico; disponibilidade difícil SIGMOIDOSCOPIA Sem sedação; 60% redução mortalidade Não detecta CA proximal (aumenta com > idade) COLONOSCOPIA 90% sensibilidade >10mm / Biópsia / remoção lesões Preparo colônico; invasivo; custo elevado; 0,3-0,5% complicações ENEMA OPACO Baixo custo / disponível Apenas lesões avançadas; raramente utilizado IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS ALTO RISCO Familiar de primeiro grau com CCR antes dos 50 anos → Síndromes hereditárias → Especialista Familiar primeiro grau com CCR após 50 anos de idade → risco dobro Colonoscopia aos 40 anos ou 10 anos inferior à idade do diagnóstico no parente Colonoscopia: doenças inflamatórias 10 anos após o diagnóstico. Risco maior em o Homens (RR 1,7), o Idade RR (vs 40 - 49 anos): 1,8 (50 - 55a); 2,9 (60 - 66a) o Com AF: screening a partir dos 40 anos Colono mais frequente se o AP de pólipo adenomatoso o CA coloretal o Doença inflamatória DIRETRIZES INTERNACIONAIS CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF GUIDELINE ACS GUIDELINE AGS GUIDELINE Colo-retal 1 - Sangue oculto 2 - Sigmoidoscopia 3 - Colonoscopia 1 - Anual 2 - A cada 5 anos 3 - Cada 10 anos 50 aos 75 anos Aceita-se parar em > 85 a ou múltiplas comorbidades e ↓ expectativa de vida (grau D) Rastreamento ≥ 50 anos, parar quando múltiplas comorbidades e ↓ expectativa de vida Rastreamento ≥50 anos, aceita-se parar em idosos frágeis com baixa expectativa de vida. RASTREAMENTO – CÂNCER DE COLO DE ÚTERO DIRETRIZES INTERNACIONAIS CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF GUIDELINE ACS GUIDELINE AGS GUIDELINE Colo do Útero Citologia oncótica Cada 1- 3 anos Parar ♀ ≥ de 65 anos sem alto risco p/ CA de colo e rastreamento prévio adequado . Histerectomizadas contra rastrear antes de 21 anos Ev: Grau D Parar ♀ > 70 anos com últimos 3 exames citológicos normais sem exame alterado nos últimos 10 anos; histerectomizada; múltiplas comorbidades Parar ♀ > 70 anos com 2 exames normais nos últimos 10 anos. Com baixa expectativa de vida e que não toleraria o tratamento INCA: A partir dos 25 anos até os 64 anos > 64 com dois últimos exames negativos CONCLUSÃO Avaliação geriátrica pré-rastreamento Avaliação geriátrica ampla pré-tratamento PARAR RASTREAMENTO: Mama: expectativa < 5 anos de vida Cólon: 85 anos ou comorbidades significativas Colo de útero: >65-70a com 2 exames prévios normais Próstata: ??? Se..... EXAMES DE RASTREIO PROVA COLONOSCOPIA – CA de cólon MAMOGRAFIA – CA de mama TC DE BAIXA DOSE DE TÓRAX – CA de pulmão em pacientes com fatores de risco #KetResumos 62 MENINGITES Dr. Fábio Fieni DEFINIÇÕES #KetResumos 63 TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA E TDAH Transtornos do Neurodesenvolvimento Dr. André de Oliveira Lourenço INTRODUÇÃO É importante quebrar um paradigma antigo de que doenças psíquicas são exclusivas de adultos e idosos. Não podemos cair no paradigma contemporâneo de que todas as crianças que apresentam alguma dificuldade estão doentes e precisam ser medicadas. Não podemos patologizar comportamentos infantis. Não podemos ser indolentes e permitir que transtornos mentais tratáveis evoluam e levem a prejuízo tanto no desempenho escolar, familiar e social. É importante ressaltar que a afirmação “Cada criança tem o seu tempo” não é totalmente verdadeira pois existe o tempo limite da normalidade. o Portanto crianças que não obtiveram o desenvolvimento de certas habilidades no período correto precisam ser investigados para investigação especializada. ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO #KetResumos 64 DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM LIMITES NO DESENVOLVIMENTO NA PSIQUIATRIA 1. Aos 18 meses a criança já deve andar bem sem apoio; 2. Aos 18 meses a criança já deve utilizar em média 20 palavras; 3. Até os 24 meses a criança já deve ter perdido a maior parte do interesse pelo aleitamento materno. Após 24 meses deve-se interromper o aleitamento materno por risco de desenvolver transtornos psiquiátricos. 4. Até os 36 mesesa criança já deve ter adquirido controle quase total dos esfíncteres. 5. Ainda no período pré-escolar enquanto frequenta a creche a criança já é capaz de reconhecer autoridades e aprender as regras e acordos de cada ambiente. 6. Aos 4 anos a criança já está apta a iniciar o processo de alfabetização, contudo o seu pico é aos 6 anos, a criança aos 8 anos já deve ter capacidade para ser totalmente alfabetizada*. * Importante interpretar se a criança que já aprendeu a ler e escrever e se consegue ler aquilo que ela copia do quadro e se ela entende o que leu. 7. Aos 5 anos não deve mais ser observada a enurese noturna. Já deve saber o que é sim ou não. 8. Aos 7 anos de idade não é mais esperada a permanência de amigos imaginários. PRINCIPAIS TRANSTORNOS NA INFÂNCIA Transtornos no Neurodesenvolvimento Transtornos de Ansiedade Transtornos de Humor Transtornos de Eliminação Transtornos Disruptivos e de Controle de Impulsos Transtornos Alimentares Transtornos Relacionados a Trauma e Estressores TRANSTORNO DO NEURODESENVOLVIMENTO São transtornos psiquiátricos que se iniciam ainda no período do desenvolvimento da criança, embora muitas vezes são diagnosticados anos mais tarde. DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS * Transtornos da Comunicação TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/ HIPERATIVIDADE.* Transtorno Específico da Aprendizagem Transtornos Motores TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA* #KetResumos 65 DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS (F 70 –79) É o nome mais atual para os Retardos Mentais. Caracterizado por déficits funcionais, tanto intelectuais quanto adaptativos nos domínios conceitual, social e prático. Suas causas são variadas desde a genética, infecções pré e pós-natal e problemas no parto. O tratamento é comportamental. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Engloba um conjunto de transtornos que cursam com características específicas manifestadas por déficits nas áreas da comunicação e interação social bem como a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Antes do desenvolvimento do DSM-5 envolvia cinco transtornos distintos, incluindo transtornos do autismo, de Asperger, desintegrativo da infância, síndrome de Rette transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação. Pode estar em comorbidade a Retardo Mental, Transtornos de Linguagem ou Epilepsia. Pode estar associado a centenas da síndromes genéticas (Rett, X-Frágil e Down) Até o ano de 1980, as crianças com sintomas de TEA costumavam ser diagnosticadas com esquizofrenia infantil Atualmente alcança até 1% da população A cada ano as estatísticas aumentam em todo o mundo. Mais frequente em meninos do que em meninas 4/1 E AS VACINAS?? RETARDO MENTAL CONSEQUENCIAS PESSOAIS ↓ Autonomia ↓ Mobilidade ↓ Independência ↓ Lazer CONSEQUENCIAS FAMILIARES Necessidade de cuidados Carga econômica CONSEQUENCIAS SOCIAIS ↓Produtividade Má interação Social #KetResumos 66 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS A. Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos): 1. Déficits na reciprocidade sócio emocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e dificuldade para estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afeto, a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais. 2. Déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, por exemplo, de comunicação verbal a anormalidade no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso gestos, a ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal. 3. Déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, variando, por exemplo, de dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos a dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de interesse por pares. PROVA - 2 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS AUTISMO Déficit na interação e comunicação social Padrão restritivo e repetitivo. AUTISMO – Dificuldade em linguagem figurada Ex.: “Comer sapo” Antes de 2 anos é a idade ideal para diagnosticar AUTISMO #KetResumos 67 B. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos 1. Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos ou girar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas). 2. Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal (sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente). 3. Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco (forte apego a ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos). 4. Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimento). C. Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida). D. Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente. E. Essas perturbações não são mais bem explicadas por deficiência intelectual ou por atraso global do desenvolvimento. Para fazer o diagnóstico da comorbidade de transtorno do espectro autista e deficiência intelectual, a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível geral do desenvolvimento. Especificar se: Com ou sem comprometimento intelectual concomitante Com ou sem comprometimento da linguagem concomitante Associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental (Nota para codificação: Usar código adicional para identificar a condição médica ou genética associada.) Associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental (Nota para codificação: Usar código[s] adicional[is] para identificar o[s] transtorno[s] do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental associado[s].) Com catatonia (consultar os critérios para definição de catatonia associados a outro transtorno mental, p. 119-120) (Nota para codificação: usar o código adicional 293.89 [F06.1] de catatonia associada a transtorno do espectro autista para indicar a presença de catatonia comórbida.) PERGUNTAS IMPORTANTES AOS PAIS Seu filho já usou o dedo indicador dele para apontar, para pedir alguma coisa? Seu filho já usou o dedo indicador dele para apontar, para indicar interesse em algo? Seu filho consegue brincar de forma correta com brinquedos pequenos (ex. carros ou blocos), sem apenas colocar na boca, remexer no brinquedo ou deixar o brinquedo cair? O seu filho alguma vez trouxe objetos para você (pais) para lhe mostrar este objeto? O seu filho imita você? (ex. você faz expressões/caretas e seu filho imita?) O seu filho responde quando você chama ele pelo nome? Se você aponta um brinquedo do outro lado do cômodo, o seu filho olha para ele? TRATAMENTO O Acompanhamento deve ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui: Psiquiatria, Pediatria, Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Assistência Social, Psicopedagogia.A parceria com e escola regular, cuidadores e a família é fundamental. As medidas comportamentais são as mais efetivas: "Horário de Atividades Escolares" Método TEACH Brinquedos Princípios Concretos ABVDs PSICOFARMACOLOGIA IRRITABILIDADE: RISPERIDONA, ARIPIPRAZOL e Olzanzapina. HIPERATIVIDADE, IMPULSIVIDADE E DESATENÇÃO: Metilfenidato e Clonidina (Age no receptor da dopamina). COMPORTAMENTO REPETITIVO E ESTEREOTIPADO: ISRS? Risperidona. Quetiapina e Lítio com boa Resposta em Estudos Repositores de Flora, bons resultados comprovados Demais Off Label Melhor para agressividade e irritabilidade – Off label a partir de 3 anos Melhor que a Risperidona, o problema é o preço #KetResumos 68 ANTES DE ACABAR O TEMA Alteração em alguns genes estão mais ligados ao diagnóstico de TEA dentre eles vale a pena ressaltar: – MEC P 2 (Síndrome de Rett - quadro em mulheres que se “inicia” após os seis meses). A Síndrome de Rett (SR) e os Transtornos do Espectro Autista (TEA) são condições graves do desenvolvimento neurológico infantil que compartilham características fenotípicas como prejuízos severos na comunicação e interação social, acompanhados por movimentos repetitivos e estereotipados. SR ocorre mais frequentemente em meninas e é associada a mutações no gene MECP2. – FMR1 (X Frágil - doença Recessiva ligada ao X com importante comorbidade com deficiência intelectual). TDAH – TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E/OU HIPERATIVIDADE Um transtorno psíquico que cursa com um padrão duradouro e persistente de desatenção e/ou hiperatividade- impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento. Os sintomas devem estar presentes em vários locais mesmo que em intensidades diferentes. Os sintomas devem estar presentes na presença de diferentes figuras de autoridade. Devem causar prejuízo importante em várias áreas da vida do indivíduo (escola, amigos, família e ambiente social). O curso do TDAH é variável. Sintomas persistem na adolescência em 60/85% dos casos e, na vida adulta, aproximadamente 60%. A Hiperatividade pode desaparecer mais facilmente embora persistam os problemas de déficit de atenção e do controle de impulsos. Via de regra, a atividade excessiva é o primeiro sintoma a ser remitido, e a distração, o último. O TDAH não tratado em adolescentes e adultos está ligado a abandono escolar, uso e abuso de substâncias, acidentes de trânsito, gravidez precoce, envolvimento em delitos, perda de empregos e instabilidade nos relacionamentos. É de suma importância diferenciar alunos desinteressados de desatentos. Não podemos confundir alunos bagunceiros e desobedientes com hiperativos. Para um melhor diagnóstico devemos não apenas nos atentar ao que o aluno faz e não faz, mas sim o motivo de fazer ou não fazer. Duas ferramentas são muito importantes no diagnóstico e seguimento: Relatório escolar contendo dados sobre as habilidades acadêmicas, metodologias de ensino em uso, comportamento em sala e relacionamento com alunos e professores. Preenchimento do MTA SNAP IV DESATENTO – Dificuldade em manter o foco atencional nas coisas que NÃO gosta HIPERATIVO – Não consegue parar nem com o que gosta. Não consegue manter o foco nem com o eu gosta. #KetResumos 69 1 a 9 = Desatenção 10 a 18 = Impulsividade e Hiperatividade 19 a 26 = TOD (Transtorno Opositor Desafiador) TRATAMENTO NÃO ESTIMULANTES Bupropiona até 300 mg – Uso acima de 12 anos. Pode levar a psicose. Ação dopaminérgica. Clonidina*até 0,300 em até 3 tomadas ISRS Antipsicóticos Atípicos Tricíclicos – IMIPRAMINA (Enurese noturna) #KetResumos 70 NÃO ESTIMULANTES *** Usar a Ritalina todos os dias, exceto durante a fase de crescimento pois interfere no crescimento. Nesse caso não usar nos finais de semana, feriado e férias. TRANSTORNO OPOSITOR E DESAFIADOR Apresenta um forte e incontrolável comportamento de Oposição e desafio à figuras de autoridade. Comportamento de Oposição com muito mais frequência e intensidade do que nos seus pares. É evidente a manifestação dos sintomas em casa, mas inicialmente podem não exibir na escola ou com seus pares. Geralmente causa mais sofrimento a terceiros do que a criança. Podem interferir nos relacionamentos interpessoais com consequências futuras. Comorbidade importante com TDAH, T Humor e abuso de Substâncias. – Discutir com Adultos. – Perder a cabeça e Ataques de raiva. – Ressentimento. – Desafiar ativamente regras de adultos. – Incomodar outras pessoas de forma deliberada. – Tendência a culpar outros por seus erros. – Podem estar cientes da negatividade do comportamento, contudo justificam como atos de justiça. OUTROS TRANSTORNOS Transtorno de Ansiedade de Separação Transtorno de Habilidades Escolares (Leitura, Soletração, Escrita e Aritmética) Dislexia/ Disgrafia Mutismo Eletivo Atraso Global no Desenvolvimento Transtornos da Fala e da Linguagem Transtorno Emocional na Infância Má adaptação escolar #KetResumos 71 TONTURAS Dr. Fábio Fieni SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS TÓPICOS E OBJETIVOS: Características e definições das síndromes Epidemiologia Relevância da topografia acurada Diferenciação das síndromes sob aspectos clínicos Estratificação e proposta de avaliação complementar. Vertigem Náuseas e vômitos Nistagmo espontâneo Instabilidade postural Evolução de horas a dias SÍNDROMES VESTIBULARES: 2,5% dos casos em serviços de emergência Prevalência de 5% em 1 ano – população geral AVC – Em até 25% dos casos em pacientes com fatores de risco cerebrovasculares. AVC E SÍNDROME VESTIBULAR AGUDA O papel dos exames de imagem: TC – Sensibilidade de aproximadamente 16% MRI-DWI - Sensibilidade de aproximadamente 88% SÍNDROME VESTIBULAR AGUDA – PONTOS RELEVANTES Causa mais comum: NEURITE VESTIBULAR Lesões cerebrovasculares (circulação posterior) frequentemente simulam quadros vestibulares periféricos TC de crânio tem sensibilidade muito baixa RNM é negativa em até 1 em 5 AVCs fossa posterior na fase aguda (24-48h). DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS O papel do médico: Triagem adequada dos casos Definição diagnóstica e tratamento Indicação adequada dos exames complementares, sem excessos e sem erros AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS – A HISTÓRIA CLÍNICA DADOS DA HISTÓRIA CLÍNICA PREDIZ ORIGEM FORÇA Vertigem de início gradual Periférica (neurite) ++ Vertigem de início súbito Central (AVC) Incerto Múltiplos episódios prodrômico Central (AVC) +++ Tipo de vertigem Não - Duração da vertigem > 24h Não - Desencadeantes da vertigem Não - Idade < 50 anos Periférica (neurite) + Idade > 50 anos Central (AVC) ++ Outros fatores de risco vascular Central (AVC) ++ História de trauma Central (AVC) + Sem história de trauma Não - Outra comorbidade ou cirurgia Variável - PERIFÉRICAS CENTRAIS Neurite Vestibular VPPB Meniere Fistula Perilinfática AVC/AIT Esclerose múltipla Migranea Ataxias #KetResumos 72 AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS – O EXAME NEUROLÓGICO Alterações sugestivas de lesões de tratos longos ou francos sinais cerebelares – Presentes em menos de 50% dos casos. MELHOR ESTRATÉGIA: EXAME OCULOMOTOR na avaliação das síndromes vestibulares agudas Reflexo vestibuloocular (VOR: h-HIT) Avaliação do nistagma Desalinhamento Ocular Vertical (Test-of-Skew) REFLEXO VESTIBULOOCULAR VOR relacionado à neuroimagem (MRI-DWI) na predição de AVC nas síndromes vestibulares agudas: Neuroimagem negativa (Não AVC – n=8) Neuroimagem Positiva (AVC – n=34) VOR Normal - (h-HIT Negativo) Indica fortemente origem central 0% (n=0) 91% (n=31) VOR Alterado - (h-HIT Positivo) Indica fortemente origem periférica 100% (n=8) 9% (n=3) NISTAGMO PERIFÉRICO CENTRAL Horizontal,componente torsional Aumento da intensidade com olhar direcionado para o lado da fase rápida. Diminuição da intensidade com a fixação do olhar Horizontal, vertical, torcional, multidirecional Muda a direção de acordo com a direção do olhar (gaze- evoked) – Infartos cerebelares mimetizam lesões periféricas Não se altera com a fixação do olhar. SKEW DEVIATION = Desalinhamento ocular vertical – Assimetria direita-esquerda do tônus vestibular central. Marcadores específicos de lesão do tronco encefálico: Sensibilidade de 40% e especificidade de 100% Teste: cobertura alternante dos olhos. AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS - HINTS “Benigno” – Afasta o diagnóstico de AVC com mais precisão que a MRI-DWI na fase aguda (24-48h) MENSAGENS DA APRESENTAÇÃO Síndromes vestibulares são comuns e as formas periféricas são mais prevalentes. O principal diagnóstico diferencial é com lesões cerebrovasculares. Infartos de bulbo lateral, ponte lateral e cerebelo inferior frequentemente simulam síndromes vestibulares periféricas. A abordagem clínica sistematizada é meio seguro de estabelecer diagnóstico topográfico (periférico X central). #KetResumos 73 TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS E CONVERSIVOS Dr. André de Oliveira Lourenço Transtornos Dissociativos (Conversão) Transtornos somatoformes Factício/Fictício Simulação TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS DISSOCIAÇÃO - Mecanismo de defesa inconsciente envolvendo a segregação de qualquer grupo de processos mentais ou comportamentais do resto da atividade psíquica da pessoa. No Transtorno há interrupção em uma ou mais funções mentais, tais como memória, identidade, percepção, consciência ou comportamento motor. Pode ser repentino ou gradual, transitório ou crônico, e os sinais e sintomas costumam ser causados por trauma psicológico. PARA TER UM TRANSTORNO DISSOCIATIVO DEVE HAVER TRAUMA!!!!! CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: PROVA Crises após eventos traumáticos Sem causa orgânica que comprove Com ganho secundário AMNÉSIA DISSOCIATIVA A principal característica dessa amnésia é uma incapacidade de lembrar de informações pessoais importantes, normalmente de natureza traumática ou estressante, que é extensa demais para ser explicada por esquecimento habitual. A. Incapacidade de recordar informações autobiográficas importantes, geralmente de natureza traumática ou estressante, incompatível com o esquecimento normal. Nota: Consiste mais frequentemente em amnésia localizada ou seletiva de eventos específicos ou amnésia generalizada da identidade e da história de vida. B. Causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento. C. Não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou condição neurológica. D. Não é mais bem explicada por transtorno dissociativo de identidade ou transtornos relacionados a stress. Tipos de amnésia dissociativa Amnésia localizada – Incapacidade de lembrar de eventos relacionados a um período circunscrito de tempo. Impossibilidade de recordar eventos durante um período limitado, é a forma mais comum de amnésia dissociativa. A amnésia localizada pode ser mais ampla do que a amnésia de um único evento traumático (p. ex., meses ou anos associados a abuso infantil ou participação em combate intenso). Amnésia seletiva – Habilidade de lembrar de alguns, mas não de todos os eventos ocorridos durante um período circunscrito de tempo. O indivíduo consegue recordar alguns, mas não todos os, eventos de um período limitado. Assim, pode lembrar-se de uma determinada parte de um evento traumático, mas não de outras partes. Alguns indivíduos relatam tanto amnésias localizadas quanto seletivas. Amnésia generalizada – Incapacidade de lembrar da vida inteira. Uma perda completa da memória da história de vida da pessoa, é rara. Indivíduos com amnésia generalizada podem esquecer a própria identidade. Alguns perdem o conhecimento prévio a respeito do mundo (i.e., conhecimento semântico) e não conseguem mais acessar habilidades bem aprendidas (i.e., conhecimento procedural). A amnésia generalizada tem um início agudo; a perplexidade, a desorientação e a perambulação sem rumo de indivíduos com amnésia generalizada geralmente os levam à atenção policial ou a serviços de emergência psiquiátrica. Esse tipo de amnésia pode ser mais comum entre veteranos de guerra, vítimas de ataque sexual e indivíduos que sofrem estresse ou conflito emocional extremo. Amnésia contínua – Incapacidade de lembrar de eventos sucessivos enquanto ocorrem. O indivíduo esquece todos os eventos novos à medida que acontecem. Amnésia sistematizada – Incapacidade de lembrar de uma categoria de informação, tal como todas as memórias relacionadas à própria família ou a uma pessoa específica. O indivíduo perde a memória de uma categoria de informação específica (p. ex., todas as recordações relacionadas à família, a uma determinada pessoa ou ao abuso sexual na infância). Psique = Alma Soma = Corpo Segregação = Separação Flunitrazepam (Boa noite Cinderela) – Diagnóstico diferencial de amnésia dissociativa. #KetResumos 74 FUGA DISSOCIATIVA Especificar se: Sem fuga dissociativa (F44.0) Com fuga dissociativa (F44.1) – Sai andando sem saber para onde vai... COMUM EM MÉDICOS. COM FUGA DISSOCIATIVA - Viagem aparentemente proposital ou perambulação sem rumo associada a amnésia de identidade ou de outras informações autobiográficas importantes. Ex.: Um indivíduo que está experimentando uma fuga dissociativa, súbita e inesperadamente, viaja para um novo local, assume uma nova identidade e sofre amnésia de sua identidade anterior. Segue um estresse psicossocial severo. Pode durar algumas horas e em geral dura meses Quando termina, o indivíduo retorna à sua identidade original e não tem qualquer lembrança do que ocorreu durante a fuga. DESPERSONALIZAÇÃO/DESREALIZAÇÃO A despersonalização é definida como o sentimento persistente ou recorrente de desapego ou de estranhamento do próprio eu. O indivíduo pode relatar se sentir como um autômato ou como se estivesse se assistindo em um filme. A desrealização tem alguma relação e se refere a sentimentos de irrealidade ou de afastamento do próprio ambiente. O paciente pode descrever sua percepção do mundo exterior como um ambiente no qual falta lucidez ou emoção, como se estivesse em um sonho ou morto. A. Presença de experiências persistentes ou recorrentes de despersonalização, desrealização ou ambas: Despersonalização: Experiências de irrealidade, distanciamento ou de ser um observador externo dos próprios pensamentos, sentimentos, sensações, corpo ou ações. Desrealização: Experiências de irrealidade ou distanciamento em relação ao ambiente ao redor (irreais, oníricos, nebulosos, inertes ou visualmente distorcidos). B. Durante as experiências de despersonalização ou desrealização, o teste de realidade permanece intacto. C. Os sintomas causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. D. Não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica. E. Não é mais bem explicada por outro transtorno mental. TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE Anteriormente chamado de transtorno de múltiplas personalidades, tem sido o transtorno dissociativo mais pesquisado de todos. Presença de duas ou mais identidades distintas ou estados de personalidade. Trata-se da psicopatologia dissociativa paradigmática, já que os sintomas de todos os outros transtornos dissociativos são em geral encontrados. A. Ruptura da identidade caracterizado pela presença de dois ou mais estados de personalidade distintos. Descontinuidade acentuado no senso de si mesmo e de domínio das próprias ações. B. Lacunas recorrentes na recordação de eventos cotidianos, informações pessoais importantes oueventos traumáticos. C. Sintomas causam grave sofrimento e prejuízo no funcionamento. D. Não é parte normal de uma prática religiosa ou cultural amplamente aceita. E. Não são atribuíveis a substancias ou condição médica. Se as respostas forem positivas, peça para o paciente descrever o evento. Certifique-se de especificar que os sintomas não ocorreram durante um episódio de intoxicação. 1 - Seu comportamento é muito diferente em uma situação comparada com outra, de modo que você quase se sente como duas pessoas diferentes? 2 - Você sente que há mais de um de você? Mais do que uma parte de você? Ao seu lado? Eles parecem estar em conflito ou em uma luta? 3 - Essa parte (ou partes) de você tem (têm) suas próprias maneiras de pensar, perceber e de se relacionar com o mundo e com o eu? Tem (têm) suas próprias memórias, seus próprios pensamentos e sentimentos? 4 - Mais de uma dessas entidades assume controle do seu comportamento? 5 - Você tem pensamentos ou sentimentos (ou ambos) que vêm de dentro de você (ou de fora) que não consegue explicar? Que não se parecem com pensamentos ou sentimentos que você teria? Que se parecem com pensamentos ou sentimentos que não estão sob seu controle (influência passiva)? 6 - Você já sentiu que o seu corpo estava envolvido em um comportamento que não parecia estar sob o seu controle? Por exemplo, dizendo coisas, indo a lugares, comprando coisas, escrevendo, desenhando ou criando coisas, ferindo você mesmo e os outros, e assim por diante? Que o seu corpo parecia não pertencer a você? 7 - Você sente que precisa lutar contra outra parte de você que parece querer fazer ou dizer algo que você não deseja fazer ou dizer? 8 - Você sente que há uma força (pressão, parte) dentro de você que tenta impedi-lo de fazer ou dizer algo? Despersonalização e Desrealização é comum nos ataques de pânico. Tumores cerebrais podem causar esses sintomas. #KetResumos 75 9 - Você ouve vozes, sons ou conversas em sua mente? Que parecem estar discutindo com você? Comentando sobre o que você faz? Dizendo para você fazer ou não certas coisas? Para você se machucar ou machucar os outros? Que parecem estar alertando-o ou tentando protegê-lo? Que tentam reconfortá-lo, apoiá-lo ou tranquilizá-lo? Que dão informações importantes sobre coisas? Que discutem ou dizem coisas que não têm nada a ver com você? Que têm nomes? Homens? Mulheres? Crianças? 10 - Eu gostaria de falar com essa parte (lado, aspecto, faceta) de você (da mente) que é chamada de “a furiosa” (a Janie, a que foi a Atlantic City no fim de semana e gastou muito dinheiro, etc.). Essa parte pode vir à tona, por favor? 11 - Você costuma sentir como se estivesse fora de si mesmo? Dentro de si mesmo? Ao seu lado, observando-se como se fosse outra pessoa? 12 - Você se sente desconectado de si mesmo ou de seu corpo, como se você (ou o seu corpo) não fosse real? 13 - Você costuma sentir que o mundo ao seu redor não é real? Como se você estivesse em uma névoa ou atordoado? Como se estivesse pintado? Bidimensional? 14 - Você se olha no espelho e não reconhece quem vê? Vê outra pessoa lá? Outros transtornos dissociativos de identidade: Transtorno dissociativo de transe ou possessão Lavagem cerebral - Síndrome da memória recuperada Síndrome da falsa memória. Síndrome de Ganser MEDICINA PSICOSSOMÁTICA O termo psicossomático é derivado das palavras gregas psique (alma) e soma (corpo) e refere-se literalmente a como a mente afeta o corpo. Sigmund Freud foi o principal teórico que reuniu psique e soma. Ele demonstrou a importância das emoções na produção de transtornos mentais e dos distúrbios somáticos. Aplicação da ideia de reação conversiva dos órgãos sob controle do sistema nervoso autônomo foi descrita por Sándor Ferenczi em 1926. A associação de um significado simbólico a febre e hemorragia foi sugerida por Georg Groddeck, em 1929. TRANSTORNO DE SINTOMAS SOMÁTICOS Conhecido como hipocondria. Caracterizado por seis meses ou mais de uma preocupação geral e não delirante com temores de ter, ou a ideia de que tem, uma doença grave com base na falsa interpretação de sintomas corporais. Tem pouco insight a respeito da presença desse transtorno. Prevalência em cerca de 3% dos estudantes de medicina, em geral nos primeiros dois anos, mas costumam ser transitórias. As pessoas com esse transtorno aumentam e amplificam suas sensações somáticas e têm baixos limiares e baixa tolerância ao desconforto físico. Critérios Diagnósticos A. Um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou resultam em perturbação significativa da vida diária. B. Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas somáticos ou associados a preocupações com a saúde manifestados por pelo menos um dos seguintes: Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da gravidade dos próprios sintomas. Nível de ansiedade persistentemente elevado acerca da saúde e dos sintomas. Tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou a preocupações a respeito da saúde. C. Embora algum dos sintomas somáticos possam não ser contínuos, a sintomatologia é persistente TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE DOENÇA Uma variante do transtorno de sintomas somáticos (hipocondria). Pessoas que são preocupadas com ter ou contrair uma doença. Diferentemente do TSS, no de Ansiedade de Doença existe pouco ou nenhum sintoma somático e as pessoas estão “principalmente preocupadas com a ideia de estarem doentes”. O diagnóstico também pode ser usado para pessoas que, de fato, têm uma doença clínica, mas cuja ansiedade é desproporcional ao diagnóstico, e que imaginam o pior resultado possível. Critérios Diagnósticos A. Preocupação com ter ou contrair uma doença grave. B. Sintomas somáticos não estão presentes ou são leves. C. Há alto nível de ansiedade com relação à saúde, facilmente alarmado a respeito do estado de saúde. D. O indivíduo tem comportamentos excessivos relacionados à saúde ou exibe evitação mal-adaptativa. E. Preocupação relacionada a doença presente há pelo menos seis meses, mas a doença temida pode mudar. F. Não é mais bem explicada por outro transtorno mental. #KetResumos 76 Especificar se: Tipo busca de cuidado Tipo evitação de cuidado: TRANSTORNO DE SINTOMAS NEUROLÓGICOS FUNCIONAIS (TRANSTORNO CONVERSIVO) Caracterizado por sintomas ou déficits que afetam funções motoras ou sensoriais voluntárias, sugerindo outra condição clínica, mas que aparenta ser causada por fatores psicológicos, pois é precedida por conflitos ou outros estressores. O termo “conversão” foi introduzido por Sigmund Freud, que, com base em seu trabalho com Anna O, formulou a hipótese de que os sintomas do transtorno conversivo refletem conflitos inconscientes. Sintomas sensoriais - Anestesia e parestesia são comuns, especialmente das extremidades. Os órgãos dos sentidos podem ser afetados. Sintomas motores - Incluem movimentos anormais, distúrbio da marcha, fraqueza e paralisia. Tremores rítmicos grosseiros, movimentos coreiformes, tiques e espasmos podem estar presentes. Sintomas convulsivos - Pseudoconvulsão é outro sintoma no transtorno conversivo. Convulsão Dissociativa: Outras características associadas: Ganho primário - Os pacientes obtêm ganho primário ao manter os conflitos internos fora de sua consciência. Ganho secundário - Os pacientes acumulam vantagens e benefícios tangíveis como resultado de estarem doentes, recebendo apoio e assistência que de outra forma não estariam disponíveis. La belle indifférence - Atitude inapropriadamente arrogante de um paciente em relação a sintomas graves. Identificação - Podem moldar seus sintomas de forma inconsciente conforme os de alguém importante para eles. #KetResumos 77 TRANSTORNO FACTÍCIO - Z68.1 Pacientes com transtorno factício simulam, induzem ou agravam a doença para receber atenção médica, independentemente deestarem ou não doentes. Podem infligir lesões dolorosas, deformantes ou até mesmo com perigo de morte a si mesmos ou a terceiros. Podem provocar morbidade significativa ou até mesmo mortalidade. Portanto, mesmo que as queixas apresentadas sejam falsificadas, as necessidades clínicas e psiquiátricas desses indivíduos devem ser levadas a sério. 1951, em Lancet, Richard Asher cunhou o termo “síndrome de Münchausen” na qual os pacientes enfeitam sua história pessoal, fabricam sintomas cronicamente para obter internação hospitalar e peregrinam de hospital em hospital. Os Transtornos Factícios são diferenciados de atos de simulação. A motivação é uma necessidade psicológica de assumir o papel de enfermo, evidenciada por uma ausência de incentivos externos para o comportamento. Em geral apresentam sua história de forma dramática, mas são extremamente vagos e inconsistentes, quando questionados em maiores detalhes. Eles freqüentemente possuem um extenso conhecimento da terminologia médica e das rotinas hospitalares. Submetem-se com avidez a múltiplos procedimentos e operações invasivas. Hospitalizados, habitualmente recebem poucas visitas. TRANSTORNO FACTÍCIO POR PROCURAÇÃO – Munchausen por procuração Um objetivo aparente do comportamento é que o cuidador assuma de maneira indireta o papel de doente; outro objetivo é se aliviar do papel de cuidador fazendo o filho ser hospitalizado. O Mais comum envolve uma mãe que engana a equipe médica fazendo-os acreditar que seu filho está doente. O embuste pode envolver uma história médica falsa, a contaminação de amostras laboratoriais, alteração de registros ou indução de lesões e doença na criança. Diretrizes Diagnósticas A. A característica essencial do Transtorno Factício é a produção intencional de sinais ou sintomas somáticos ou psicológicos. B. A motivação para o comportamento consiste em assumir o papel de enfermo. C. Incentivos externos para o comportamento (por ex., ganho econômico, esquiva de responsabilidades legais ou melhora no bem- estar físico, como na Simulação) estão ausentes. Transtorno factício ≠ de simulação Transtorno Factício - Paciente provoca os sintomas → quer atenção → conhece os termos técnicos Simulação – Quer algo em troca TRANSTORNO DOLOROSO Um transtorno doloroso é caracterizado pela presença e foco na dor em uma ou mais partes do corpo e é suficientemente grave para receber atenção clínica. Fatores psicológicos são necessários na gênese, gravidade ou manutenção da dor, que causa sofrimento significativo, prejuízos ou ambos. O médico não deve julgar a dor como “inapropriada” ou “indo além do que seria o esperado”. Em vez disso, o foco fenomenológico e o diagnóstico residem na importância dos fatores psicológicos e no grau do prejuízo causado pela dor. SIMULAÇÃO - CID Z76.5 O indivíduo produz sintomas de modo intencional, porém com um objetivo obviamente perceptível quando as circunstâncias ambientais se tornam conhecidas. A Simulação pode ser considerada adaptativa sob certas circunstâncias e geralmente levará o paciente a certo benefício imediato. #KetResumos 78 MANEJO NA EMERGÊNCIA Manejo da agitação/agressividade Diazepam 5 mg OU Risperidona 2 mg OU Olanzapina 2,5 mg ou 5 mg → VO Haloperidol injetável - 1 ampola IM Prometazina injetável - 1 ampola IM Diazepam 1 ampola diluída em 100 ml SF - EV lento. Investigar se causa orgânica – Laboratório (Sempre pesquisar sífilis e HIV), TC Investigar uso de Drogas Encaminhar ao Psiquiatra Manejo Ambulatorial Sempre procurar associar psicoterapia. Inibidores Seletivos - Fluoxetina, Sertralina, Escitalopram (Sintomas psíquicos) Duais - Venlafaxina, Duloxetina (Sintomas psíquicos + físicos) Risperidona, Quetiapina, Olanzapina Benzodiazepínicos Carbonato de Lítio #KetResumos 79 IATROGENIA NO IDOSO Dr. Heitor Spagnol dos Santos INTRODUÇÃO IATROS = médico GENEIN = produzir IATROGENIA = Evento Adverso? DEFINIÇÃO - “Afecções decorrentes da intervenção do médico e/ou de seus auxiliares, seja ela certa ou errada, justificada ou não, mas da qual resultam consequências prejudiciais para a saúde do paciente. ” Ocorrência ou condição Não intencional Decorrente da ação da equipe de saúde Não decorrente da história natural da doença EPIDEMIOLOGIA Idosos hospitalizados Incidência: 5 - 58% Risco em idosos é 2 vezes maior Disfunção permanente ou óbito: 5 - 20% FATORES DE RISCO Multimorbidades Grau de complexidade das doenças Má condição clínica no momento da admissão Polifarmácia (uso de 5 ou mais medicações) Tempo de internação Funcionalidade CLASSIFICAÇÃO Gravidade – risco de morte Potencialmente evitável X Inevitável TIPOS: Ocorrência Diagnóstica Terapêutica IATROGENIA EM OCORRÊNCIA Quedas Úlcera de pressão Infecções hospitalares IATROGENIA EM PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS Colonoscopia - desidratação, hipotensão, insuficiência renal aguda Contraste endovenoso (tomografia, arteriografia, cateterismo) – insuficiência renal IATROGENIA EM MEDIDAS TERAPÊUTICAS Infecção - flebite, celulite, catéter venoso central, sonda vesical Complicações peri-operatórias o Delirium o Infarto agudo miocárdio o Deiscência o Infecção Reação adversa a medicamentos Omissão #KetResumos 80 DEFINIÇÃO DE RAM Reação adversa a medicamentos (RAM): qualquer resposta nociva e não intencional a medicamentos que ocorra em associação ao uso de doses normalmente empregadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças ou para a modificação de uma função fisiológica, com a exclusão dos casos de falha terapêutica. REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS EM IDOSOS Iatrogenia mais comum (20-40%) ↑idade o 10% de 40 - 50 anos o 25% em > 80 anos Mortalidade o 1/1000 idosos o 51% das mortes por RAM em idosos FATORES DE RISCO PARA RAM Polifarmácia Multimorbidade Alteração do metabolismo e excreção hepática e renal Má adesão ao tratamento Déficit cognitivo Uso de medicações potencialmente inapropriadas para idosos Tempo de internação Exemplos de RAM: CONSEQUÊNCIAS DAS RAM ↑ risco de óbito em 20% ↑ duração da internação em 2x ↑custos Cascata iatrogênica Cascata Iatrogênica - Caso Clínico GBS, 80 anos, sexo feminino Antecedentes: HAS, DM, DLP Internada na Enfermaria de Geriatria para realização de colonoscopia para investigação de anemia ferropriva Preparo de colono realizado com: Dulcolax no dia anterior ao exame e Manitol no dia do exame Durante o preparo, paciente foi se levantar para ir ao banheiro e apresentou queda da própria altura, com FCC em fronte, que foi suturado. 1 Residente de geriatria avaliou paciente e constatou desidratação e hipotensão postural. Iniciada expansão EV, com melhora. 2 3 Colono realizada sem intercorrências Colonoscopia evidenciou lesão infiltrativa em cólon ascendente. TC de abdome sem sinais evidentes de metástase Evoluiu com IRA por contraste após TC abdome 4 Submetida a hemicolectomia direita, com anastomose feita no mesmo tempo cirúrgico. No POI, já na UTI, evoluiu com instabilidade hemodinâmica. 5 Reoperada de urgência, evidenciado hemorragia em anastomose colônica. 6 Após a reoperação, necessitou de droga vasoativa. Passado acesso venoso central. A paciente recebeu grande quantidade de fluidos (soro + sangue) e evoluiu com anasarca. 7 Após estabilidade hemodinâmica, recebeu furosemida e evoluiu com hipocalemia e arritmia. 8 #KetResumos 81 Após 10 dias, já na enfermaria, iniciou quadro de febre. Apresentava secreção purulenta ao redor do cateter central. Confirmada infecção de cateter, que foi sacado. Iniciado tratamento com Cefepime e Vancomicina. 9 Evoluiu com piora da função renal, sem instabilidadehemodinâmica – Vancomicina. 10 PREVENÇÃO DE REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS Diagnóstico correto Avaliação estado nutricional Avaliação função hepática e renal Atenção para interações medicamentosas Considerar benefícios X efeitos colaterais Usar tratamento medicamentoso apenas após medidas não-farmacológicas Pedir ao paciente trazer todas as medicações às consultas e reforçar as razões para o uso da droga, dosagem, frequência e efeitos colaterais Simplificar a posologia (↓nº cpq do possível) Iniciar com doses baixas e ↑devagar - ↓ toxicidade das drogas de 70-80% Checar hipotensão ortostática (efeito colateral mais comum emidosos) Revisar medicações para avaliar a necessidade e a eficácia - O uso crônico não necessariamente justifica o uso continuado. Evitar medicações potencialmente inapropriadas para idosos Descartar reação adversa a medicamento para qualquer sintoma novo.