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#KetResumos 
 
1 
 
 
MEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAÚDE MENTAL E DO IDOSO 
 
1. Transtornos de Ansiedade 
2. Envelhecimento: Senescência e Senilidade 
3. Transtornos do Humor 
4. Avaliação Geriátrica Ampla 
5. Esquizofrenia e Transtornos psicóticos 
6. Assistência aos Idosos de Alta Dependência 
7. Emergências em Cuidados Paliativos 
8. Avaliação Geriátrica dos Distúrbios Sensoriais 
9. Síndrome Demencial 
10. Incontinência Urinária 
11. AVC 
12. Oncogeriatria 
13. Meningites 
14. Transtorno do Espectro Autista e TDAH 
15. Tonturas 
16. Transtornos Dissociativos e Conversivos 
17. Iatrogenia no Idoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ketoly Pascoal Colati 
2018 
#KetResumos 
 
2 
 
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE 
Dr. André de Oliveira Lourenço 
 
ANSIEDADE 
 
Algo vital ao ser humano e de fundamental importância evolutiva. 
Impele o indivíduo a tomar medidas necessárias para evitar a ameaça ou reduzir suas consequências. 
Transtornos crônicos aumentam a incidência de outras doenças (cardiovasculares, autoimunes, dermatológicas, geniturinárias, 
sexuais e gastrointestinais). 
 
ASPECTOS HISTÓRICOS 
 
 Síndrome do coração irritável em soldados pós Guerra Civil,Dr Jacob Mendes daCosta; 
 Neurose de ansiedade–1895 Freud 
 Deus Pã/ Paganismo/ deus da floresta/ Fauno/ Fauna. 
 Guerra Civil Americana –Coração de soldado. DaCosta; 
 I Guerra Mundial –Choque das granadas; 
 Neurose de combate, Fadiga Operacional, Neurose traumática; 
 TEPT foi nomeado após a Guerra do Vietnã 
 
ANSIEDADE ≠ MEDO ≠ PÂNICO 
 
ANSIEDADE = Resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga e conflituosa geralmente acompanhada de sintomas 
autonômicos. 
MEDO = Resposta a uma ameaça conhecida, externa ao indivíduo, definida e sem conflitos. 
PÂNICO = ligado a sensação de desamparo, de não ser socorrido. 
 
CLASSIFICAÇÃO (Lewis, 1979) 
 
1. Se normal (p.ex. um estudante frente a uma situação de exame) ou patológica (p.ex. nos transtornos de ansiedade); 
2. Se leve ou grave; 
3. Se prejudicial ou benéfica; 
4. Se episódica ou persistente; 
5. Ter uma causa física ou psicológica; 
6. Ocorrer sozinha ou junto com outro transtorno (p.ex. depressão); 
7. Afetar ou não a percepção e a memória. 
 
MANIFESTAÇÕES PERIFÉRICAS DE ANSIEDADE 
 
 Diarreia 
 Vertigem 
 Hiperidrose 
 Reflexos aumentados 
 Palpitações 
 Dilatação da pupila 
 Inquietação 
 Síncope 
 Taquicardia 
 Formigamento das extremidades 
 Tremores 
 Perturbação estomacal (“borboletas”) 
 Frequência, hesitação, urgência 
urinária 
 
EXAME PSÍQUICO NA ANSIEDADE 
 
 Atitude tímida, desconfiada; 
 Percepções alteradas: tempo e espaço, pessoas; 
 Afeta memória de fixação; 
 Afeta atenção e concentração: 
 Pensamento de curso algo acelerado, porém agregado; 
 Mantem atenção espontânea aumentada. 
 Propensos a selecionar aspectos do meio e subestimar 
outros; 
 
* ATENÇÃO EXPONTÂNEA é quando apenas o objeto desperta a atividade psicológica (atenção passiva). Se a esta atividade se 
segue uma reação voluntária (atenção ativa), visando a exclusão ativa dos detalhes secundários, temos a ATENÇÃO VOLUNTÁRIA. 
 
O normal é a alternar entre os dois tipos de atenção. 
 
TRANSTORNO DE PÂNICO 
 
Geralmente 1º ataque é espontâneo, podendo estar relacionado a excitação, esforço físico, sexo ou trauma; 
Associado a medo extremo e sensação de morte ou tragédia; 
Geralmente não sabem identificar a fonte do medo; 
Entre os ataques pode aparecer ansiedade antecipatória por medo de novo ataque; 
Geralmente procuram atendimento por causas cardiovasculares; 
 
 
 
#KetResumos 
 
3 
 
PROVA - Um ATAQUE DE PÂNICO é um surto abrupto de medo intenso 
ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual 
ocorrem 4 (ou mais) dos 13 sintomas ao lado. 
 
Para ter TRANSTORNO DE PÂNICO deve ter 1 ataque de pânico. 
DESREALIZAÇÃO – Sensação que não é real 
DESPERSONALIZAÇÃO – “Fora de mim”, não sou eu. 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
TRANSTORNO DE PÂNICO 
A. ATAQUES DE PÂNICO recorrentes e inesperados. Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto 
intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem 4 (ou mais) dos seguintes sintomas: 
Nota: O surto abrupto pode ocorrer a partir de um estado calmo ou de um estado ansioso. 
 1. Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 
 2. Sudorese. 
 3. Tremores ou abalos. 
 4. Sensações de falta de ar ou sufocamento. 
 5. Sensações de asfixia. 
 6. Dor ou desconforto torácico. 
 7. Náusea ou desconforto abdominal. 
 8. Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 
 9. Calafrios ou ondas de calor. 
 10. Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento). 
 11. Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo). 
 12. Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 
 13. Medo de morrer. 
Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura (p. ex., tinido, dor na nuca, cefaleia, gritos ou choro incontrolável). Esses 
sintomas não devem contar como um dos quatro sintomas exigidos. 
B. Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês (ou mais) de uma ou de ambas as seguintes características: 
1. Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências (p. ex., perder o 
controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”). 
2. Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p. ex., comportamentos que têm por 
finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações desconhecidas). 
C. A perturbação não é consequência dos efeitos psicológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou de 
outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo, doenças cardiopulmonares). 
D. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., os ataques de pânico não ocorrem apenas em 
resposta a situações sociais temidas, como no transtorno de ansiedade social; em resposta a objetos ou situações fóbicas 
circunscritas, como na fobia específica; em resposta a obsessões, como no transtorno obsessivo-compulsivo; em resposta à 
evocação de eventos traumáticos, como no transtorno de estresse pós-traumático; ou em resposta à separação de figuras de 
apego, como no transtorno de ansiedade de separação). 
 
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA 
 
O aspecto essencial é ansiedade, a qual é generalizada e persistente, mas não restrita a qualquer aspecto. 
Medo que o paciente ou um parente irá brevemente adoecer ou sofrer um acidente. 
Curso flutuante e crônico. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA 
A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, com 
diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional). 
B. O indivíduo considera difícil controlar a preocupação. 
C. A ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelo menos alguns deles 
presentes na maioria dos dias nos últimos seis meses). Nota: Apenas um item é exigido para crianças. 
 1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele. 
 2. Fatigabilidade. 
 3. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente. 
 4. Irritabilidade. 
 5. Tensão muscular. 
 6. Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). 
D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento 
social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição 
médica (p. ex., hipertireoidismo). 
F. A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental (p. ex., ansiedade ou preocupação quanto a ter ataques 
depânico no transtorno de pânico, avaliação negativa no transtorno de ansiedade social [fobia social], contaminação ou outras 
obsessões no transtorno obsessivo-compulsivo, separação das figuras de apego no transtorno de ansiedade de separação, 
lembranças de eventos traumáticos no transtorno de estresse pós-traumático, ganho de peso na anorexia nervosa, queixas físicas 
no transtorno de sintomas somáticos, percepção de problemas na aparência no transtorno dismórfico corporal, ter uma doença 
séria no transtorno de ansiedade de doença ou o conteúdo de crenças delirantes na esquizofrenia ou transtorno delirante). 
#KetResumos 
 
4 
 
TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL - FOBIA SOCIAL 
 
Situação onde se possa ocorrer embaraço; 
Exposto a estranhos ou pessoas que possam julgar; 
A ansiedade deve ser restrita e predominar às situações sociais; 
O comportamento de evitação interfere nas atividades sociais ou no relacionamento interpessoal. 
A pessoa reconhece que seu medo é irracional e excessivo. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL – FOBIA SOCIAL 
A. Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por 
outras pessoas. Exemplos incluem interações sociais (p. ex., manter uma conversa, encontrar pessoas que não são familiares), ser 
observado (p. ex., comendo ou bebendo) e situações de desempenho diante de outros (p. ex., proferir palestras). 
Nota: Em crianças, a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus pares, e não apenas em interações com adultos. 
B. O indivíduo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que serão avaliados negativamente (i.e., será humilhante 
ou constrangedor; provocará a rejeição ou ofenderá a outros). 
C. As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade. 
Nota: Em crianças, o medo ou ansiedade pode ser expresso chorando, com ataques de raiva, imobilidade, comportamento de 
agarrar-se, encolhendo-se ou fracassando em falar em situações sociais. 
D. As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade. 
E. O medo ou ansiedade é desproporcional à ameaça real apresentada pela situação social e o contexto sociocultural. 
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses. 
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 
H. O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, 
medicamento) ou de outra condição médica. 
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental, como transtorno de pânico, 
transtorno dismórfico corporal ou transtorno do espectro autista. 
J. Se outra condição médica (p. ex., doença de Parkinson, obesidade, desfiguração por queimaduras ou ferimentos) está presente, 
o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não relacionado ou é excessivo. 
Especificar se: Somente desempenho: Se o medo está restrito à fala ou ao desempenhar em público. 
 
AGORAFOBIA 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
AGORAFOBIA 
A. Medo ou ansiedade marcantes acerca de duas (ou mais) das cinco situações seguintes: 
 1. Uso de transporte público (p. ex., automóveis, ônibus, trens, navios, aviões). 
 2. Permanecer em espaços abertos (p. ex., áreas de estacionamentos, mercados, pontes). 
 3. Permanecer em locais fechados (p. ex., lojas, teatros, cinemas). 
 4. Permanecer em uma fila ou ficar em meio a uma multidão. 
 5. Sair de casa sozinho. 
B. O indivíduo tem medo ou evita essas situações devido a pensamentos de que pode ser difícil escapar ou de que o auxílio pode 
não estar disponível no caso de desenvolver sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes ou constrangedores (p. 
ex., medo de cair nos idosos; medo de incontinência). 
C. As situações agorafóbicas quase sempre provocam medo ou ansiedade. 
D. As situações agorafóbicas são ativamente evitadas, requerem a presença de uma companhia ou são suportadas com intenso 
medo ou ansiedade. 
E. O medo ou ansiedade é desproporcional ao perigo real apresentado pelas situações agorafóbicas e ao contexto sociocultural. 
F. O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente durando mais de seis meses. 
G. O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou 
em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 
H. Se outra condição médica (p. ex. doença inflamatória intestinal, doença de Parkinson) está presente, o medo, ansiedade ou 
esquiva é claramente excessivo. 
I. O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno mental – por exemplo, os sintomas 
não estão restritos a fobia específica, tipo situacional; não envolvem apenas situações sociais (como no transtorno de ansiedade 
social); e não estão relacionados exclusivamente a obsessões (como no transtorno obsessivo-compulsivo), percepção de defeitos 
ou falhas na aparência física (como no transtorno dismórfico corporal) ou medo de separação (como no transtorno de ansiedade 
de separação). 
Nota: A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de transtorno de pânico. Se a apresentação de um indivíduo 
satisfaz os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os diagnósticos devem ser dados. 
 
#KetResumos 
 
5 
 
FOBIA ESPECÍFICA 
 
O termo Fobia refere-se a um medo excessivo de objeto, circunstância, ou situação específicos. 
O paciente geralmente chega a ter ataques de pânico quando da exposição ao objeto temido. 
Geralmente o medo está ligado a antecipação de lesões ou a preocupação de perder o controle frente ao objeto fóbico. 
 
 Acrofobia = Medo de altura 
 Agorafobia = Medo de espaços abertos 
 Ailurofobia = Medo de gatos 
 Hidrofobia = Medo de água 
 Claustrofobia = Medo de espações fechados 
 Cinofobia = Medo de cães 
 Misofobia = Medo de sujeiras e germes 
 Pirofobia = Medo de fogos 
 Xenofobia = Medo de estranhos 
 Zoofobia = Medo de animai
 
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO - TEPT 
 
Indivíduos com TEPT apresentam sintomas em três domínios: 
1. Sintomas Intrusivos após o trauma 
2. Evitação de estímulos associados ao trauma 
3. Experiência de aumento dos sintomas autonômicos ligados ao trauma. 
Flashbacks, sonhos e lembranças vívidas. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO 
Nota: Os critérios a seguir aplicam-se a adultos, adolescentes e crianças acima de 6 anos de idade. 
Para crianças com menos de 6 anos, consulte os critérios correspondentes a seguir. 
A. Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual em uma (ou mais) das seguintes formas: 
 1. Vivenciar diretamente o evento traumático. 
 2. Testemunhar pessoalmente o evento traumático ocorrido com outras pessoas. 
 3. Saber que o evento traumático ocorreu com familiar ou amigo próximo. Nos casos de episódio concreto ou ameaça de morte 
envolvendo um familiar ou amigo, é preciso que o evento tenha sido violento ou acidental. 
 4. Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do evento traumático (p. ex., socorristas que recolhem restos 
de corpos humanos; policiais repetidamente expostos a detalhes de abuso infantil). 
Nota: O Critério A4 não se aplica à exposição por meio de mídia eletrônica, televisão, filmes ou fotografias, a menos que tal 
exposição esteja relacionada ao trabalho. 
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas intrusivos associados ao evento traumático, começando depois de sua 
ocorrência: 
 1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias do evento traumático. 
Nota: Em crianças acima de 6 anos de idade, pode ocorrer brincadeira repetitiva na qual temas ou aspectos do evento traumático 
são expressos. 
 2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ouo sentimento do sonho estão relacionados ao evento traumático. 
Nota: Em crianças, pode haver pesadelos sem conteúdo identificável. 
 3. Reações dissociativas (p. ex., flashbacks) nas quais o indivíduo sente ou age como se o evento traumático estivesse ocorrendo 
novamente. (Essas reações podem ocorrer em um continuum, com a expressão mais extrema na forma de uma perda completa 
de percepção do ambiente ao redor.) 
Nota: Em crianças, a reencenação específica do trauma pode ocorrer na brincadeira. 
 4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se 
assemelhem a algum aspecto do evento traumático. 
 5. Reações fisiológicas intensas a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento 
traumático. 
C. Evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a ocorrência do evento, conforme 
evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos: 
 1. Evitação ou esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto 
ao evento traumático. 
 2. Evitação ou esforços para evitar lembranças externas (pessoas, lugares, conversas, atividades, objetos, situações) que 
despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes acerca de ou associados de perto ao evento traumático. 
D. Alterações negativas em cognições e no humor associadas ao evento traumático começando ou piorando depois da ocorrência 
de tal evento, conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes aspectos: 
 1. Incapacidade de recordar algum aspecto importante do evento traumático (geralmente devido a amnésia dissociativa, e não 
a outros fatores, como traumatismo craniano, álcool ou drogas). 
 2. Crenças ou expectativas negativas persistentes e exageradas a respeito de si mesmo, dos outros e do mundo (p. ex., “Sou 
mau”, “Não se deve confiar em ninguém”, “O mundo é perigoso”, “Todo o meu sistema nervoso está arruinado para sempre”). 
 3. Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do evento traumático que levam o indivíduo a 
culpar a si mesmo ou os outros. 
 4. Estado emocional negativo persistente (p. ex., medo, pavor, raiva, culpa ou vergonha). 
NÃO precisa decorar 
#KetResumos 
 
6 
 
 5. Interesse ou participação bastante diminuída em atividades significativas. 
 6. Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros. 
 7. Incapacidade persistente de sentir emoções positivas (p. ex., incapacidade de vivenciar sentimentos de felicidade, satisfação 
ou amor). 
E. Alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, começando ou piorando após o evento, 
conforme evidenciado por dois (ou mais) dos seguintes aspectos: 
 1. Comportamento irritadiço e surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente expressos sob a forma de 
agressão verbal ou física em relação a pessoas e objetos. 
 2. Comportamento imprudente ou autodestrutivo. 
 3. Hipervigilância. 
 4. Resposta de sobressalto exagerada. 
 5. Problemas de concentração. 
 6. Perturbação do sono (p. ex., dificuldade para iniciar ou manter o sono, ou sono agitado). 
F. A perturbação (Critérios B, C, D e E) dura mais de um mês. 
G. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo e prejuízo social, profissional ou em outras áreas importantes da vida 
do indivíduo. 
H. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., medicamento, álcool) ou a outra condição médica. 
 
TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO 
 
São transtornos ligados ou secundários ou eventos ou situações específicas de duração imediata ou prolongada que leva a quadros 
semelhantes a outros transtornos. 
Geralmente possui um bom prognóstico quando bem diagnosticado e conduzido. 
Grande associação com tentativas de suicídio. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-5 
TRANSTORNO DE ADAPTAÇÃO 
A. Desenvolvimento de sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um estressor ou estressores identificáveis 
ocorrendo dentro de três meses do início do estressor ou estressores. 
B. Esses sintomas ou comportamentos são clinicamente significativos, conforme evidenciado por um ou mais dos seguintes 
aspectos: 
 1. Sofrimento intenso desproporcional à gravidade ou à intensidade do estressor, considerando-se o contexto cultural e os 
fatores culturais que poderiam influenciar a gravidade e a apresentação dos sintomas. 
 2. Prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. 
C. A perturbação relacionada ao estresse não satisfaz os critérios de outro transtorno mental e não é meramente uma exacerbação 
de um transtorno mental preexistente. 
D. Os sintomas não representam luto normal. 
E. Uma vez que o estressor ou suas consequências tenham cedido, os sintomas não persistem por mais de seis meses. 
Determinar o subtipo: 
309.0 (F43.21) Com humor deprimido: Humor deprimido, choro fácil ou sentimentos de desesperança são predominantes. 
309.24 (F43.22) Com ansiedade: Nervosismo, preocupação, inquietação ou ansiedade de separação são predominantes. 
309.28 (F43.23) Com misto de ansiedade e depressão: Predomina uma combinação de depressão e ansiedade. 
309.3 (F43.24) Com perturbação da conduta: Predomina a pertubação da conduta. 
309.4 (F43.25): Com perturbação mista das emoções e da conduta: Tanto sintomas emocionais (p. ex., depressão, ansiedade) 
como perturbação da conduta são predominantes. 
309.9 (F43.20): Não especificado: Para reações mal-adaptativas que não são classificáveis como um dos subtipos específicos do 
transtorno de adaptação. 
 
QUANDO TRATAR? 
 
Quando ela está tão presente que chega ao ponto de causar desconforto e prejuízo funcional no indivíduo. 
 Social, Familiar e Pessoal (incluindo saúde física e mental) 
 
Primeira linha de escolha são os Antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS). Atuam na fenda sináptica 
favorecendo a acúmulo de serotonina entre os neurônios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
7 
 
FLUOXETINA 
(Prozac, Daforin, Fluxene)® 
SERTRALINA 
(Zoloft, Assert, Tolrest)® 
DOSE: 20mg pela manhã --- podendo chegar a 80 mg; 
* Nos primeiros dias o paciente pode sentir uma inquietude e 
ansiedade; 
EFEITOS COLATERAIS: anorexia, insônia, náuseas, tontura, 
sudorese e boca seca; 
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Medicação de escolha. 
 
DOSE: 50mg pela manhã --- podendo chegar a 200mg; 
* Pode ser ingerida com as refeições, se náuseas; 
EFEITOS COLATERAIS: insônia ou sonolência, aumento do 
apetite e náuseas; 
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Segura 
IDOSO: Segura 
CARDÍACOS: Primeira escolha 
 
PAROXETINA 
(Aropax, Pondera, Roxetin)® 
CITALOPRAM 
(Cipramil, Denyl, Maxapran, Cittá)® 
DOSE: 20mg à noite --- podendo chegar a 60mg; 
* Redução gradual, pois apresenta grande Síndrome de 
Retirada; 
EFEITOS COLATERAIS: ganho de peso, sonolência, disfunção 
sexual e retardo na ejaculação; (Bocejos) 
* Poucos estudos na gestação e lactação; 
* Pouco usado por causa dos efeitos colaterais. 
 
DOSE: 20 mg inicialmente, raramente chegando a 60mg; 
* No pânico alguns recomendam uma dose inicial de 10mg 
EFEITOS COLATERAIS: Insônia, Náusea, Tontura e Sonolência; 
* Poucos estudos na Gravidez, Lactação e Crianças; 
IDOSO: Preferida 
 
ESCITALOPRAM 
(Lexapro, Exodus)® 
 
DOSE: 5 a 30mg 
* Escitalopram 10mg = 20 mg Citalopram 
* Pouca ou nenhuma interação com outros receptores e 
enzimas 
EFEITOS COLATERAIS: Bocejos, retardo na ejaculação, 
Anorgasmia em mulheres. 
 
 
Antidepressivos tricíclicos podem ser considerados medicamentos de Segunda Linha. 
Síntese na década de 1950 – Estrutura com 3 anéis. 
Os principais efeitos colaterais estão relacionados ao bloqueio dos receptores encontrados na estrutura: 
 H1 (histamina), 
 M1 (colinérgicos muscarínicos), 
 α1 Adrenérgico 
 Alteração dos canais de sódio voltagem dependentes. 
 
AMITRIPTILINA (Tryptanol, Amytril)®DOSE: 75 a 300mg/dia --- aumentar de 25/25 mg; 
* Pode ser utilizado para Dor Crônica e Enxaqueca; 
EFEITOS COLATERAIS: Boca seca, Obstipação, Ganho ponderal, hipotensão postural e sonolência. 
* Altera condução cardíaca (antagonista de sódio) – impede despolarização = Prolonga PR e QT e alarga QRS; (Pedir ECG) 
CONTRAINDICAÇÃO: IAM recente, Distúrbios de condução cardíaca (BAV), Glaucoma de ângulo estreito; 
 
VENLAFAXINA (37,5; 75 e 150mg) 
(Efexor XR, Alenthus XR)® 
Bupropiona 
(WellbutrinVSR, Zyban, Bup, Zetron)® 
Duloxetina (30 e 60mg) 
(Dual, Velija)® 
DOSE: 37,5 a 375mg --- Efeito > 75mg 
 
DOSE: 150 a 300mg 2x/dia 
* Iniciar 150 mg, podendo aumentar para 
300 após 7 dias 
* Associar a outros de redução da libido. 
 
DOSE: 60 a 120 mg 
* Melhor se muitos sintomas somáticos. 
 
Última Linha, mas ainda sem indicação formal. 
 
AGOMELATINA 
Valdoxan® 25 e 50 mg 
DESVENLAFAXINA 
Pristic® 50 e 100mg 
VORTIOXETINA 
Brintellix® 10 mg 
DOSE: 25 a 50mg DOSE: 50 a 200mg DOSE: 5 a 20mg 
 
BENZODIAZEPÍNICOS 
 
Bem indicados quando a ansiedade estiver muito bem delimitada no tempo e com uma causa bem definida. 
Coadjuvantes do tratamento psiquiátrico, quando a causa básica da ansiedade ainda não estiver sendo prontamente resolvida. 
Muito CUIDADO ao introduzir (dependência); 
Preferível em associação com os ISRS ou Duais no início do tratamento ou para alívio das crises; 
#KetResumos 
 
8 
 
Quando necessário o seu uso o paciente deve ser bem orientado quanto a curta duração de sua utilização e que apesar da sensação 
de bem-estar ele apenas ajuda com os sintomas; 
 
CLONAZEPAM 
Rivotril® 
DIAZEPAM 
Valium® 
ALPRAZOLAM 
Apraz, Frontal® 
LORAZEPAM 
Lorax® 
DOSE: 0,25 a 2mg 
* Gotas – 2,5mg/ml 
DOSE: 5 e 10mg 
* Ampolas de 2ml -5mg/ml 
DOSE: 0,25 a 2mg DOSE: 1 e 2mg 
 
TRATAMENTO ADJUVANTE/ SINTOMÁTICO – Beta Bloqueador (SOS) 
* Ou antes das situações Fóbicas 
 
PROPRANOLOL ATENOLOL METOPROLOL 
DOSE: 10 a 40 mg DOSE: 25 e 50mg DOSE: 25mg 
 
Sempre avaliar a possibilidade de encaminhar os pacientes para psicoterapia. Se o paciente não tiver condições faça você mesmo 
pelo menos uma escuta qualificada; 
 
Melhor terapia a curto prazo = TCC 
 
DIRETRIZ DE 2010 
(Já ultrapassada) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
9 
 
ENVELHECIMENTO: SENESCÊNCIA E SENILIDADE 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL 
 
 
 
NOVOS PARADIGMAS NA SAÚDE 
 
Envelhecimento populacional → Demanda por serviços e produtos → Ações eficazes e resolutivas 
 
O QUE É ENVELHECIMENTO? 
 
Processo EVOLUTIVO decorrente da conjunção da SENESCÊNCIA com a SENILIDADE 
 
SENESCÊNCIA – Conjunto de fenômenos FISIOLÓGICOS comuns a todos os indivíduos da 
mesma espécie durante a sua evolução. 
 
SENILIDADE – Efeito cumulativo dos efeitos FISIOPATOLÓGICOS das doenças, determinado 
pela sua gravidade e duração. * SENIL = Doença 
 
 
↑ Expectativa de vida Envelhecimento 
↓ Taxa de Fertilidade (↑ Proporção de idosos) 
FUNCIONALIDADE – Capacidade de exercer as atividades 
de vida diária. 
 
FRAGILIDADE – Síndrome geriátrica que faz com que o 
idoso fique vulnerável a patologias. 
#KetResumos 
 
10 
 
DETERMINANTES DO ENVELHECIMENTO 
 
 Genético 
 Comportamental (Modificável) HETEROGENEIDADE 
 Ambiental (Modificável) 
 
Aparência não é importante para definir conduta. 
A conduta não deve ser definida pela idade, deve ser definida 
pela funcionalidade. 
 
 
*** Síndrome do Imobilismo (Estudar) 
IDOSO = MUSCULAÇÃO Principalmente em MMII para prevenção de quedas. 
 
O QUE LIMITA O IDOSO? 
 
Processo natural de envelhecimento = SENESCÊNCIA 
Doenças Crônicas = SENILIDADE 
 
Estão sendo inadequadamente tratados os 
portadores de: 
 HAS 
 DM 
 Tabagismo 
 FA Crônica 
 ICC 
 Dislipidemia 
 Depressão 
 Asma 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
11 
 
 
 
 
 
CUIDADORES PONTENCIAIS 
 
Pessoas entre 50 a 60 anos 
Em 2000 havia 5 cuidadores potenciais para cada idoso ≥ 75 anos 
Em 2050 haverá apenas 2 cuidadores potenciais para cada idoso ≥ 75 anos 
 
SAÚDE = ESTADO FUNCIONAL 
 
“Saúde é o estado de bem-estar físico, psíquico e social”. 
 
ESTADO FUNCIONAL é a capacidade de agir independentemente nas atividades físicas, mentais e sociais da vida diária. 
 Responsável pelas limitações individuais e as incapacidades sociais. 
 Geralmente avalia conforme a capacidade de realização das AVD, mobilidade e cognição. 
 Para o idoso é um importante indicador de QV. 
 Determina a complexidade da atenção à saúde. 
 
DEFINIÇÃO DE AÇÕES 
 
O QUE – Evidências 
PARA QUEM – Indicação 
QUANDO – Oportunidade 
CUSTO X EFETIVIDADE 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
12 
 
SENECULTURA 
 
“Conjunto de ações interdisciplinares cujo resultado contrubui, 
EFETIVAMENTE, para a promoção da saúde do idoso”. 
 
AVALIAÇÃO GLOBAL DO IDOSO (AGG) 
 
As doenças dos idosos são raramente detectadas sem uma avaliação 
sistemática. 
Uma AGG detectou pelo menos um diagnóstico adicional que não fora 
antes reconhecida em 76,7% dos casos. 
Um problema adicional foi detectado a cada ano de seguimento em 1/3 
dos casos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
14 
 
TRANSTORNOS DO HUMOR 
Dr. André de Oliveira Lourenço 
 
INTRODUÇÃO 
 
O HUMOR pode ser definido como uma emoção ou um tom de sentimento difuso e persistente que influencia o comportamento 
de uma pessoa e colore sua percepção de ser no mundo. Podemos descrever o humor como: deprimido, triste, vazio, melancólico, 
angustiado, irritável, desconsolado, excitado, eufórico, maníaco, jubiloso e muitos outros. 
 
O humor pode ser lábil, flutuar ou alternar rapidamente entre os extremos geralmente sofrendo pouca influência do ambiente. 
 
HUMOR LÁBIL – Muda constantemente. 
 
HUMOR IRRITÁVEL – Comum em crianças com depressão. 
 
HISTÓRICO 
 
Ao contrário do que se pensa transtornos de Humor não são coisas do século XX e XXI: 
 Na Bíblia Judaico-cristã (Saul, Davi e Elias) 
 No mundo grego (Ajax e Édipo) 
 Hipócrates em 400 A.C. mania e melancolia 
 Celsus em 30 d.C. “De re medicina” , melancolia (depressão causada pela bile negra) 
 Robert Burton em 1621 “Anatomia da melancolia” 
 Em 1854, Jules Falret “folie circulaire”, alternados de depressão e mania 
 Em 1899, Emil Kraepelin, descreveu a psicose maníaco-depressiva 
 
EXAME PSÍQUICO NOS TRANSTORNOS DE HUMOR 
 
 Aparência 
 Postura 
 Atitude 
 Consciência/ Orientação 
 Atenção 
 Memória 
 Sensopercepção 
 Afeto 
 Humor 
 Pensamento 
 Crítica
 
DEPRESSÃO MAIOR 
 
O IMPACTO DA DEPRESSÃO 
 
 Afeta 340 milhões de pessoas em todo o mundo. 
 Mulheres/homens = 2:1 (diferença tem início na adolescência). 
 Início em qualquer idade, mas o período de maior incidência é dos 
25 aos 30 anos e de prevalência dos 30 aos 44 anos. 
 Sua etiologia é multicausal sofrendo interferência de fatores 
ambientais, genéticos e psicossociais. 
 A depressão pode ser um estado afetivo Normal, Sintoma ou 
Transtorno. 
 Pode ainda ser secundária ao uso de 
medicamentos ou condições clínicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AFETO é a expressão de uma emoção. 
 
HUMOR é o estado emocional do indivíduo, relatado pelo mesmo. 
 
O afeto de uma pessoa pode variar desde depressivo (depressão nervosa), elação ou eufórico, irritado e normal. Se a 
sensação que se tem ao final do exame é de um estado depressivo, tal deve ser descrito em humor. Os vários estados afetivos 
demonstram se uma pessoa demonstra uma expansão do seu afeto ou se o mesmo se encontra restrito (muitas vezes 
descrito como aplainado ou embotado). Também é importante notar se o afeto está incongruente (por exemplo um indivíduo 
ri ao invés de chorar quando lhe contam uma notícia triste). Aspectos culturais devem ser considerados. 
PROVA 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Afeto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emo%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Humor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Euforia
#KetResumos 
 
15 
 
PROVA 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
 
 Humor Deprimido ou Triste 
 Sintomas Afetivos: Choro fácil, Apatia, Sentimento de falta de sentimento, Sentimento de tédio, Aborrecimento crônico, 
Irritabilidade aumentada, Angústia, Ansiedade, Desespero e Desesperança 
 Alterações Instintivas e Neurovegetativas: Fadiga, Cansaço fácil e constante, Desânimo, Diminuição da vontade, Insônia ou 
hipersonia, Perda ou aumento do apetite 
 Alterações ideativas: Ideação negativa, Pessimismo, Arrependimento, Culpa, Ruminações com mágoas antigas, Ideias de 
morte, Desejo de desaparecer, Dormir para sempre, Ideação com ou sem planos ou atos suicidas. 
 Alterações cognitivas: Déficit na atenção e concentração, Déficit secundário de memória, Dificuldade de tomar decisões 
 Alterações da volição e psicomotricidade: Tendência a ficar na cama o dia todo, Aumento na latência de resposta, 
Lentificação psicomotora, Diminuição da fala e na voz 
 Sintomas Psicóticos 
 
Critérios diagnósticos do DSM-5 
DEPRESSÃO MAIOR 
A. Cinco (ou mais) dos seguintes por + de duas semanas, se pelo menos um dos sintomas é (1) ou (2). 
 1. Humor deprimido indicado por relato subjetivo ou por terceiros. 
 2. Anedonia (Acentuada diminuição do interesse ou prazer). 
 3. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (5%) ou redução ou aumento do apetite. 
 4. Insônia ou hipersonia quase todos os dias. 
 5. Agitação ou retardo psicomotor observáveis por outras pessoas. 
 6. Fadiga ou perda de energia quase todos os dias. 
 7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada (que podem ser delirantes). 
 8. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar ou indecisão. 
 9. Pensamentos recorrentes de morte (não somente medo de morrer), ideação suicida com ou sem um plano específico ou uma 
tentativa de suicídio. 
B. Os sintomas causam SOFRIMENTO clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras 
áreas importantes da vida do indivíduo. 
C. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica. 
D. A ocorrência do episódio depressivo maior não é mais bem explicada por transtorno psicótico. 
E. Nunca houve um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco. 
Nota: Os Critérios A-C representam um episódio depressivo maior. 
Nota: Respostas a uma perda significativa podem incluir Critério A, que podem se assemelhar a um episódio depressivo. 
 
* INSÔNIA 
--- Intermediária = Depressão 
--- Inicial = Ansiedade 
--- + Grave = Despertar precoce 
 
Critérios maior segundo o CID-10: 
1 – Humor deprimido 
2 – Anedonia 
6 – Fadiga 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
16 
 
TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) 
 
Quadro anteriormente chamado de Doença Maníaco Depressiva ou Psicose Maníaco Depressiva. 
 
TAB Tipo I (sinônimo do que anteriormente era chamado de Transtorno Bipolar) 
 Paciente com pelo menos dois Episódios de Mania separados por um período de eutimia; 
 Paciente com Intercalando Episódios de Mania e Depressão com um intervalo de eutimia. 
TAB Tipo II 
 Episódios de Hipomania ou Depressão com intervalos de eutimia. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 
TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) - EPISÓDIO MANÍACO 
A. Um período distinto de humor anormal e PERSISTENTEMENTE ELEVADO, expansivo ou IRRITÁVEL e aumento anormal e 
persistente da ATIVIDADE no mínimo de uma semana na maior parte do dia, quase todos os dias (ou qualquer duração se 
hospitalização). 
B. Durante esse período 3 (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) presentes em grau significativo: 
 1. Autoestima inflada ou grandiosidade. 
 2. Redução da necessidade de sono. 
 3. Mais loquaz (fala mais) que o habitual ou pressão para continuar falando. 
 4. Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão acelerados. 
 5. Distratibilidade. 
 6. Aumento da atividade dirigida a objetivos ou agitação psicomotora (atividade sem propósito não dirigida a objetivos). 
 7. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas. 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 
TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR (TAB) - EPISÓDIO HIPOMANÍACO 
A. Um período distinto de humor anormal e PERSISTENTEMENTE ELEVADO ou IRRITÁVEL e ↑ da ATIVIDADE ou energia por 4 
dias consecutivos. 
B. Durante esse período três (ou mais) dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) em grau significativo: 
 1. Autoestima inflada ou grandiosidade. 
 2. Redução da necessidade de sono. 
 3. Mais loquaz que o habitual ou pressão para continuar falando. 
 4. Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão acelerados. 
 5. Distratibilidade. 
 6. Aumento da atividade dirigida a objetivos ou agitação psicomotora. 
 7. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas. 
C. Associado a uma mudança clara no funcionamento. 
D. São observáveis por outras pessoas. 
E. O episódio não é suficientemente grave a ponto de causar prejuízo acentuado. 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
17 
 
DISTIMIA 
 
Também conhecido como Transtorno Depressivo PERSISTENTE 
Anteriormente chamada de Neurose Depressiva 
Sua maior característica é o MAL HUMOR CRÔNICO 
Os pacientes relatam que sempre estiveram assim 
Os pacientes com esse transtorno geralmente são conhecidos como RANZINZAS, chatos, resmungões 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 
DISTIMIA 
Representa uma consolidação do transtorno depressivo maior crônico e do transtorno distímico no DSM-IV. 
A. Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado por relato subjetivo ou por observação feita por terceiros 
pelo mínimo de dois anos. 
B. Presença, enquanto deprimido, de duas (ou mais) das seguintes características: 
 1. Apetite diminuído ou alimentação em excesso. 
 2. Insônia ou hipersonia. 
 3. Baixa energia ou fadiga. 
 4. Baixa autoestima. 
 5. Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões. 
 6. Sentimentos de desesperança. 
C. Durante o período de dois anos o indivíduo não esteve assintomático + de 2 meses. 
D. Critérios para uma depressão maior podem estar presentes por dois anos. 
H. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo. 
 
 
 
CICLOTIMIA 
 
Sintomaticamente uma forma leve de TAB Tipo II 
Episódios de Hipomania e Depressão Leve 
Sua principal diferença é que no TAB Tipo II os pacientes podem apresentar Depressão Maior 
AS MUDANÇAS NO HUMOR ACONTECEM NUM INTERVALO DE DIAS, PODENDO SER NO DECORRER DE HORAS. 
Frequente a associação com uso e abuso de substâncias 
 
TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ MENSTRUAL 
 
Caracteriza-se por humor debilitante e mudanças comportamentais na semana que antecede a menstruação que interferem no 
funcionamento normal. 
Irritabilidade, labilidade emocional, cefaleia, “ansiedade” e “depressão”. 
Sintomas somáticos incluem edema, ganho de peso, dor nos seios, síncope e parestesias. 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
18 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO DSM-5 
TRANSTORNO DISFÓRICO PRÉ MENSTRUAL 
A. Na maioria dos ciclos menstruais, pelo menos 5 sintomas devem estar presentes na semana final antes do início da menstruação, 
começar a melhorar poucos dias depois do início da menstruação e tornar-se mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual. 
B. Um (ou mais) dos seguintes sintomas deve estar presente: 
 1. Labilidade afetiva acentuada (p. ex., mudanças de humor; sentir-se repentinamente triste ou chorosa ou sensibilidade 
aumentada à rejeição). 
 2. Irritabilidade ou raiva acentuadas ou aumento nos conflitos interpessoais. 
 3. Humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos. 
 4. Ansiedade acentuada, tensão e/ou sentimentos de estar nervosa ou no limite. 
C. Um (ou mais) dos seguintes sintomas deve adicionalmente estar presente para atingir um totalde cinco sintomas quando 
combinados com os sintomas do Critério B. 
 1. Interesse diminuído pelas atividades habituais (p. ex., trabalho, escola, amigos, passatempos). 
 2. Sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar. 
 3. Letargia, fadiga fácil ou falta de energia acentuada. 
 4. Alteração acentuada do apetite; comer em demasia; ou avidez por alimentos específicos. 
 5. Hipersonia ou insônia. 
 6. Sentir-se sobrecarregada ou fora de controle. 
 7. Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de 
peso. 
Nota: Os sintomas nos Critérios A-C devem ser satisfeitos para a maioria dos ciclos menstruais que ocorreram no ano precedente. 
D. Os sintomas estão associados a sofrimento clinicamente significativo ou a interferência no trabalho, na escola, em atividades 
sociais habituais ou relações com outras pessoas (p. ex., esquiva de atividades sociais; diminuição da produtividade e eficiência no 
trabalho, na escola ou em casa). 
E. A perturbação não é meramente uma exacerbação dos sintomas de outro transtorno, como transtorno depressivo maior, 
transtorno de pânico, transtorno depressivo persistente (distimia) ou um transtorno da personalidade (embora possa ser 
concomitante a qualquer um desses transtornos). 
F. O Critério A deve ser confirmado por avaliações prospectivas diárias durante pelo menos dois ciclos sintomáticos. (Nota: O 
diagnóstico pode ser feito provisoriamente antes dessa confirmação.) 
G. Os sintomas não são consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento, outro 
tratamento) ou de outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo). 
 
COMORBIDADES 
 
Qualquer transtorno de ansiedade (ao longo da vida) – 6% de comorbidade. 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES AGRAVANTES 
 
 Presença de psicose 
 Ideação suicida 
 Gravidade dos sintomas 
 Cronicidade dos sintomas 
 Presença de comorbidades 
 Ausência de resposta a tratamentos prévios 
 
TRATAMENTOS 
 
 BIOLÓGICOS 
o Medicamentos 
o ECT 
 PSICOTERAPIA 
o Psicanálise (Freud/ Lacan) 
o Psicologia Analítica (Jung) 
o TCC 
o Terapias Comportamentais 
o Gestalt 
Melhor encaminhar ao psiquiatra! 
#KetResumos 
 
19 
 
RISCO SE NÃO HOUVER REMISSÃO SUSTENTADA 
 
 Maior risco de recaída e recorrência 
 Episódios mais crônicos 
 Deterioração contínua no trabalho e relacionamentos 
 ↑ da associação com morbidade e mortalidade por AVC, 
complicações diabéticas, IAM, doenças cardiovasculares e HIV 
 Risco de suicídio (Principalmente TAB) 
o 15%tentam e 50% chegam a conseguir 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO INICIAL 
 
 
 
INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DA SEROTONINA (ISRS) 
FLUOXETINA 
(Prozac, Daforin, Fluxene)® 
SERTRALINA 
(Zoloft, Assert, Tolrest)® 
DOSE: 20mg pela manhã --- podendo chegar a 80 mg; 
* Nos primeiros dias o paciente pode sentir uma inquietude e 
ansiedade; 
EFEITOS COLATERAIS: anorexia, insônia, náuseas, tontura, 
sudorese e boca seca; 
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Medicação de escolha. 
 
DOSE: 50mg pela manhã --- podendo chegar a 200mg; 
* Pode ser ingerida com as refeições, se náuseas; 
EFEITOS COLATERAIS: insônia ou sonolência, aumento do 
apetite e náuseas; 
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: Segura 
IDOSO: Segura 
CARDÍACOS: Primeira escolha 
 
PAROXETINA 
(Aropax, Pondera, Roxetin)® 
CITALOPRAM 
(Cipramil, Denyl, Maxapran, Cittá)® 
DOSE: 20mg à noite --- podendo chegar a 60mg; 
* Redução gradual, pois apresenta grande Síndrome de 
Retirada; 
EFEITOS COLATERAIS: ganho de peso, sonolência, disfunção 
sexual e retardo na ejaculação; (Bocejos) 
* Poucos estudos na gestação e lactação; 
* Pouco usado por causa dos efeitos colaterais. 
 
DOSE: 20 mg inicialmente, raramente chegando a 60mg; 
* No pânico alguns recomendam uma dose inicial de 10mg 
EFEITOS COLATERAIS: Insônia, Náusea, Tontura e Sonolência; 
* Poucos estudos na Gravidez, Lactação e Crianças; 
IDOSO: Preferida 
 
ESCITALOPRAM 
(Lexapro, Exodus)® 
 
DOSE: 5 a 30mg 
* Escitalopram 10mg = 20 mg Citalopram 
* Pouca ou nenhuma interação com outros receptores e 
enzimas 
EFEITOS COLATERAIS: Bocejos, retardo na ejaculação, 
Anorgasmia em mulheres. 
 
 
#KetResumos 
 
20 
 
ANTIDEPRESSIVO TRICÍCLICO SEM CLASSE DEFINIDA 
AMITRIPTILINA 
(Tryptanol, Amytril)® 
MIRTAZAPINA 
(Remeron)® 
DOSE EFICAZ: 75 a 300mg/dia --- aumentar de 25/25. 
 
DOSE: 15mg a 45mg 
* Doses menores dão maior sonolência. 
 
 
“DUAIS” 
VENLAFAXINA (37,5; 75 e 150mg) 
(Efexor XR, Alenthus XR)® 
Bupropiona 
(WellbutrinVSR, Zyban, Bup, Zetron)® 
Duloxetina (30 e 60mg) 
(Dual, Velija)® 
DOSE: 37,5 a 375mg 
* Efeito antidepressivo > 75mg 
 
DOSE: 150 a 300mg 2x/dia 
* Iniciar 150 mg, podendo aumentar para 
300 após 7 dias 
* Associar a outros de redução da libido. 
 
DOSE: 60 a 120 mg 
* Melhor se muitos sintomas somáticos. 
 
Última Linha. Apresenta maior proteção cerebral. 
 
AGOMELATINA 
Valdoxan® 25 e 50 mg 
DESVENLAFAXINA 
Pristic® 50 e 100mg 
VORTIOXETINA 
Brintellix® 10 mg 
DOSE: 25 a 50mg DOSE: 50 a 200mg DOSE: 5 a 20mg 
 
 
 
CARBONATO DE LÍTIO 300mg ou 450mg 
(Carbolitium, Carlit)® 
VALPROATO (Ácido Valpróico) 250 mg ou 500 mg 
(Depakote ER)® 
 
- Primeira Escolha em TAB Tipo I e Tipo II, independente se 
maníaco ou depressivo. 
- Melhor droga na estabilização do humor. 
- Seu efeito estabilizador do humor depende da Litemia. 
- Melhor droga na preservação cognitiva e PREVENÇÃO DE 
SUICÍDIOS. 
- Dosar litemia e ajustar a dose quando necessário. 
--- (0,6 a 1,2 mEq/L). 
 
 
- Oficialmente ultrapassou o uso de lítio para mania aguda 
- Off Label indicado para manutenção 
- Os níveis de dose típicos de ácido valproico são 750 a 2.500 
mg por dia 
- Ao monitorar alcança níveis sanguíneos entre 50 e 120 g/mL. 
 
 
CARBAMAZEPINA 200mg e 400 mg RISPERIDONA 1mg, 2mg ou 3mg 
(Riss, Zargus, Risperidon)® 
 
- Suas doses típicas para tratar mania aguda variam entre 600 
e 1.800 mg por dia associadas com níveis sanguíneos entre 4 e 
12 g/mL. 
- É possível que a oxcarbazepina, tenha propriedades 
antimaníacas semelhantes. 
- 1.500 mg de oxcarbazepina equivalem a aproximadamente 
1.000 mg de carbamazepina. 
- Muita interação medicamentosa 
 
 
- Pode ser usado em monoterapia na estabilização do humor. 
- Melhor utilizado em associação a antidepressivos ou ao Lítio 
em presença de psicose. 
- A partir de 2mg ao dia já apresenta o efeito estabilizador do 
humor. 
 
 
#KetResumos 
 
21 
 
OLANZAPINA 2,5mg, 5mg e 10mg 
(Axonium, Zap)® 
QUETIAPINA 25mg, 100mg e 200 mg 
(Quet, Atip, Quetros)® 
Pode ser usada em monoterapia. 
Muito bom efeito antipsicótico e estabilizador do humor. 
Principais inconvenientes são o preço e ganho de peso. 
Como estabilizador do Humor acima de 200 mg 
25 mg pode auxiliar na insônia 
Lamotrigina 25 e 50 mg (Lamitor, Neural) 
Boa escolha, inclusive em gestantes 
 
TOPIRAMATO 25mg, 50mg e 100 mg 
(Amato, Vidmax)® 
OUTROS 
Boa escolha em pacientes com ganho de peso 
 
Haloperidol, 
Levomepromazina, 
Clorpromazina; 
Prometazina 
Benzodiazepínicos 
Fenobarbital, 
Fenitoína 
 
 
TRATAMENTO PSICOSSOCIAL 
 
 Psicoterapia 
 Relacionamento médico-paciente 
 Mudanças comportamentais 
 Controle do álcool 
 Exercícios físicos 
 Administrar o estresse 
 Convívio social 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
22 
 
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
INTRODUÇÃO 
 
É um processo utilizado para o manejo do paciente idoso frágil. 
 
 Interdisciplinar 
 Multidimensional 
o Físico, Cognitivo, Social, Ambiente 
 Diagnóstico 
 Condições Geriátricas 
 Prognóstico 
 Plano de tratamento 
 Seguimento 
 Heterogeneidade 
 Multimorbidades 
 Polifarmácia 
 Condições atípicas 
 Síndromes Geriátricas 
o Cognição 
o Fragilidade 
 Funcionalidade 
 
QUEM REALIZA? 
 
 Individual 
 Equipe Interdisciplinar 
o Médico, enfermeiro e assistente social, fisioterapeuta, TO, nutricionista, farmacêutico, 
psicólogo, fonoaudiólogo,dentista e outros 
 
 Avaliação Isolada 
 Discussão Interdisciplinar 
 Plano de Tratamento 
 Implementação 
 Monitoramento 
 Revisão
 
IDOSO FRÁGIL 
 
 Idade 
 Multimorbidades 
 Síndromes Geriátricas 
 Mudança na Funcionalidade 
 Usuários Frequentes do Sistema Saúde 
 Mudança de Ambiente 
 Muito saudáveis 
 Terminalidade 
 
PARÂMETROS DA AVALIAÇÃO 
 
 Funcionalidade 
 Emocional 
 Equilíbrio e Marcha 
 Nutrição 
 Cognição 
 Social 
 Órgãos dos Sentidos 
 Ambiente 
 
Associa-se ao exame tradicional! 
 
Benefícios do seu uso... 
 
↑ Diagnóstico 
↑ Tratamento 
↑ Qualidade de Vida 
↑ Sobrevida 
↓ Hospitalização 
↓ Iatrogenia 
↓ Institucionalização 
↓ Custos de Saúde 
 
ONCOGERIATRIA 
 
Rastreamento deve ser realizado em idosos com câncer devido ao aumento na incidência de doenças 
A abordagem recomendada para rastreio é a AGG para detectar problemas ocultos, melhorar o estado funcional e a possibilidade 
de sobrevivência 
Utilizada inclusive para auxílio na decisão da melhor terapêutica 
 
AGA E O IDOSO COM CÂNCER 
 
 
Diferencia 
Decisão 
Confiança 
Complicação 
A avaliação é aplicada no IDOSO FRÁGIL e não em seus extremos. 
#KetResumos 
 
23 
 
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) 
 
 Identificação 
 Comorbidades e Medicações 
 Histórico Vacinal 
 Atividade Física e Lazer 
 Parâmetros → ESCALAS (PROVA) 
 
ESCALA DE FUNCIONALIDADE 
 
ABVD → ESCALA DE KATZ / Escala de Barthel 
AIVD → Escala de Lawton / Escala de Pfeffer 
 
 
 
 
 
ESCALA EMOCIONAL 
 
Escala Depressão Geriátrica –GDS (15 itens) 
Depressão: Critérios do DSM-IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCALA COGNITIVA 
 
Mini-Exame do Estado Mental 
Teste de Fluência Verbal 
Teste do Desenho do Relógio 
Bateria Breve 
Outros testes validados no Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÓRGÃOS DOS SENTIDOS 
 
Visão - Teste de Snellen 
Audição - Teste do sussurro 
Investigação ativa da queixa 
 
 
 
 
 
Gripe 
Pneumococo 
Herpes Zoster 
DT (Difteria e Tétano) 
#KetResumos 
 
24 
 
EQUILÍBRIO E MARCHA 
 
Escala de Equilíbrio e Marcha de Tinetti 
Teste cronometrado de levantar e andar 
 
 
 
 
CONTINÊNCIA 
 
Questionar o paciente 
 
 
#KetResumos 
 
25 
 
 NUTRIÇÃO 
 
Mini Avaliação Nutricional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOCIAL E AMBIENTE 
 
Apgar da família e dos amigos 
 
 
 
DIREÇÃO 
 
- Teste de Snellen 
- Teste do levantar e andar 
- Mini exame do estado mental 
- Sensibilidade de extremidade distal 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
26 
 
 
 
CONCLUSÕES 
 
Avaliação sistemática de idosos frágeis identifica várias condições clínicas 
Uma abordagem correta das doenças crônicas do paciente melhora suas condições de saúde 
Existem benefícios comprovados em diferentes áreas de atuação da geriatria 
 
 
#KetResumos 
 
27 
 
ESQUIZOFRENIA E TRANSTORNOS PSICÓTICOS 
Dr. André de Oliveira Lourenço 
 
INTRODUÇÃO 
 
Embora seja discutida como se fosse uma única doença, a esquizofrenia engloba um grupo de transtornos com etiologias 
heterogêneas e inclui pacientes com apresentações clínicas, resposta ao tratamento e cursos da doença variáveis. 
 
UM POUCO DE HISTÓRIA 
 
Relatos imprecisos no mundo grego. 
Benedict Morel (1809-1873) na França démence precoce. 
Kraepelin - traduziu a démence precoce de Morel para dementia precoxe as diferenciou do que chamou de psicose maníaco-
depressiva. 
Bleuler cunhou o termo esquizofreniaa e mostrou a presença de cisões (schisms) entre pensamento, emoção e comportamento. 
 
OS 4 “A” DE BLEUER 
1. Associação – Não consegue associar as coisas ao seu real significado. 
2. Afeto 
3. Autismo 
4. Ambivalência - Dualidade 
 
Também identificou sintomas acessórios (secundários), que compreendiam os sintomas que Kraepelin considerava os principais 
indicadores de dementia precox: alucinações e delírios. 
 
ESQUIZOFRENIA 
 
É uma desordem psíquica crônica grave. 
É classificada como doença psiquiátrica que se caracteriza pela perda do contato com a realidade. 
Suas principais características são as alucinações, os delírios e o embotamento afetivo. 
Principal transtorno PSICÓTICO - Causas permanecem desconhecidas 
 
Desde adolescência ou início idade adulta 
Diminuição acentuada qualidade de vida / produtividade 
Necessidade de tratamento medicamentoso a longo prazo 
10% morrem por suicídio 
Sobrecarga para família e sociedade / Grandes custos humanos e financeiros 
 
SINTOMAS POSITIVOS (AGUDOS) 
 
 DELÍRIOS – Alteração no pensamento. Certeza dos seus delírios. 
 ALUCINAÇÕES – Alteração no sensório. Sinto toques, escuto, sinto cheiro e vejo coisas que ninguém vê. 
o A alucinação mais comum é a auditiva. 
 Incoerência do pensamento 
 Alterações afetivas 
 Alterações psicomotoras 
 
ALUCINAÇÃO X ILUSÃO X DELÍRIO (PROVA) 
 
 ALUCINAÇÕES – Alteração no sensório. Sinto toques, escuto, sinto cheiro e vejo coisas que ninguém vê. 
 ILUSÃO – Parece uma alucinação, mas é necessário um estímulo. 
 DELÍRIOS – Alteração no pensamento. Certeza dos seus delírios. 
 
SINTOMAS NEGATIVOS (CRONICAMENTE) 
 
Embotamento afetivo 
Pobreza do discurso e seu conteúdo - Neologismo 
Distratibilidade – Paciente distraido 
Isolamento social 
 
Sintomas catatônicos podem predominar numa minoria de quadros agudos. 
* Roubo de Pensamento. 
 
 
 
 
 
 
PROVA 
#KetResumos 
 
28 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
 
A. Dois dos itens a seguir, na maior parte dos dias durante um período de um mês (ou menos, se tratados com sucesso). Pelo 
menos um deles deve ser (1), (2) ou (3): 
1. Delírios. 
2. Alucinações. 
3. Discurso desorganizado. 
4. Comportamento grosseiramente desorganizado ou catatônico. 
5. Sintomas negativos (i.e., expressão emocional diminuída ou avolia) 
 
B. Por período significativo de tempo desde o aparecimento da perturbação prejuízo significativo no nível de funcionamento em 
uma ou mais áreas importantes como trabalho, relações interpessoais ou autocuidado. 
 
C. Sinais contínuos de perturbação persistem durante, pelo menos, seis meses. 
Incluindo no mínimo um mês de sintomas A (ou menos, se tratado) 
Podendo incluir períodos de sintomas prodrômicos ou residuais 
Se prodrômico ou residual podem haver apenas sintomas negativos ou por dois ou mais “A” atenuada (p. ex., crenças esquisitas, 
experiências perceptivas incomuns). 
 
D. Não preenchendo para Transtorno Depressivo ou TAB 
 
E. Não sendo atribuído a efeito fisiológico de substância ou condição médica 
 
F. Se história de TEA, delírios e alucinações devem ser proeminentes. 
 
 
 
 
 
Cinco subtipos de esquizofrenia foram descritos com base predominantemente na apresentação clínica: paranoide, 
desorganizado, catatônico, indiferenciado e residual. 
 
O DSM-5 não usa mais esses subtipos, mas eles são listados na 10ª revisão da Classificação internacional de doenças e problemas 
relacionados à saúde (CID-10). 
 
PARANÓIDE – F20.0 
 
Os critérios para Esquizofrenia são satisfeitos, mas na proeminência de: 
 
a. Delírios de perseguição, referência ou ascendência; 
b. Vozes alucinatórias que ameaçam o paciente ou lhe dão ordens, ou sem conteúdo verbal (zumbidos); 
c. Alucinações olfativas, gustativas ou de sensação sexual; 
 
HEBEFRÊNICA – F20.1 
 
São proeminentes: 
[1] discurso desorganizado 
[2] comportamento desorganizado 
[3] afeto embotado ou inadequado 
 
Comportamento Pré Mórbido → Adolescente “Esquizito” 
 
#KetResumos 
 
29 
 
CATATÔNICA - F20.2 
 
O quadro clínico é dominado por pelo menos um dos seguintes sintomas: 
a. Estupor; 
b. Excitação; 
c. Postura Inadequada; 
d. Negativismo; 
e. Rigidez; 
f. Flexibilidade Cérea; 
g. Obediência Automática ou Perseveração. 
 
INDIFERENCIADA - F20.3 
 
O Paciente preenche critérios para Esquizofrenia; 
Não são satisfeitos os critérios para os Tipos Paranóide, Hebefrênica ou Catatônica; 
Não satisfaz critérios para Residual ou Depressão pós esquizofrênica. 
 
DEPRESSÃO PÓS-ESQUIZOFRÊNICA - F20.4 
 
a. Paciente com diagnóstico de esquizofrenia nos últimos 12 meses; 
b. Permanecem alguns sintomas esquizofrênicos;c. Paciente satisfaz critérios para Depressão Maior (F32). 
 
RESIDUAL – F20.5 
 
Um tipo de Esquizofrenia no qual são satisfeitos os seguintes critérios: 
a. Ausência de delírios e alucinações, discurso desorganizado e comportamento amplamente desorganizado ou catatônico 
proeminentes. 
b. Evidências contínuas da perturbação, indicadas pela presença de sintomas negativos ou por dois ou mais sintomas relacionados 
no Critério A para Esquizofrenia, presentes de forma atenuada (Ex.: crenças estranhas, experiências perceptivas incomuns). 
 
SIMPLES - F20.6 
 
Quadro raro, no qual há desenvolvimento insidioso, mas progressivo, de conduta estranha, incapacidade para atender as 
exigências da sociedade e declínio no desempenho total. 
 
Na classificação americana DSM-V, a esquizofrenia simples é considerada um transtorno de personalidade (transtorno de 
personalidade esquizotípico). 
 
 
 
TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO (PROVA) 
 
O transtorno esquizoafetivo tem características tanto da esquizofrenia como dos transtornos do humor. 
 
DEPRESSÃO + BIPOLAR + ESQUIZOFRENIA 
 
Atualmente seis categorias: 
(1) pacientes com esquizofrenia que têm sintomas de humor 
(2) pacientes com transtorno do humor que têm sintomas de esquizofrenia 
(3) pacientes com transtorno do humor e esquizofrenia 
(4) pacientes com uma terceira psicose não relacionada a esquizofrenia e a transtorno do humor 
(5) pacientes cujo transtorno se encontra em um continuum entre esquizofrenia e transtorno do humor 
(6) pacientes com alguma combinação dos critérios citados. 
 
 
#KetResumos 
 
30 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
 
 
 
TRANSTORNO ESQUIZOFRENIFORME 
 
Condição com um início súbito e curso benigno associados com sintomas de humor e obnubilação da consciência 
Sintomas da doença são semelhantes aos da esquizofrenia, contudo, com o transtorno esquizofreniforme, os sintomas duram 
pelo menos um mês, mas menos de seis meses 
Indivíduos com transtorno esquizofreniforme retornam a seu nível basal de funcionamento após a resolução do transtorno 
 
A. A presença de um delírio (ou mais) com duração de um mês ou mais. 
B. O Critério A para esquizofrenia jamais foi atendido. 
Se Alucinações poucas e relação com o tema do delírio (p. ex., a sensação de estar infestado de insetos associada a delírios de 
infestação). 
C. Exceto pelo impacto do(s) delírio(s) ou de seus desdobramentos, o funcionamento não está acentuadamente prejudicado, e o 
comportamento não é claramente bizarro ou esquisito. 
D. Se episódios maníacos ou depressivos ocorreram, eles foram breves em comparação com a duração dos períodos delirantes. 
E. A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outracondição médica, ou outro transtorno 
mental, como dismórfico corporal ou TOC. 
 
Tipo erotomaníaco: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio é o de que outra pessoa está apaixonada pelo 
indivíduo. 
Tipo grandioso: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio é a convicção de ter algum grande talento (embora não 
reconhecido), insight ou ter feito uma descoberta importante. 
Tipo ciumento: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio do indivíduo é o de que o cônjuge ou parceiro é infiel. 
Tipo persecutório: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve a crença de que o próprio indivíduo está sendo 
vítima de conspiração, enganado, espionado, perseguido, envenenado ou drogado, difamado maliciosamente, assediado ou 
obstruído na busca de objetivos de longo prazo. 
Tipo somático: Esse subtipo aplica-se quando o tema central do delírio envolve funções ou sensações corporais. 
Tipo misto: Esse subtipo aplica-se quando não há um tema delirante predominante. 
Tipo não especificado: Esse subtipo aplica-se quando a crença delirante dominante não pode ser determinada com clareza ou não 
está descrita nos tipos específicos (p. ex., delírios referenciais sem um componente persecutório ou grandioso proeminente). 
 
TRANSTORNO PSICÓTICO COMPARTILHADO 
 
Denominado ao longo dos anos de transtorno paranoide compartilhado, transtorno psicótico induzido, folie imposee insanidade 
dupla descrito pela primeira vez por dois psiquiatras franceses, Laseguee Falret, em 1877, que o chamaram de folie à deux. 
No DSM-5, esse transtorno é referido como “sintomas delirantes em parceiro de indivíduo com transtorno delirante” 
 
Caracterizado pela transferência de delírios de uma pessoa para outra 
Ambas têm um relacionamento próximo de longo tempo e, em geral, vivem juntas em relativo isolamento social 
Em sua forma mais comum, o indivíduo que começa a ter os delírios (o caso primário) costuma manifestar uma doença crônica e, 
via de regra, é o membro mais influente de uma relação próxima com uma pessoa mais sugestionável (o caso secundário), que 
também desenvolve o delírio 
A pessoa do caso secundário costuma ser menos inteligente, mais ingênua, mais passiva ou tem autoestima mais baixa do que o 
caso primário 
Se o par se separar, a pessoa secundária pode abandonar o delírio, mas esse desfecho não é observado de maneira uniforme 
 
OUTROS SUBTIPOS 
 
Folie simultanée, na qual duas pessoas se tornam psicóticas ao mesmo tempo e compartilham o mesmo delírio. 
Algumas vezes, mais de dois indivíduos estão envolvidos (p. ex., folie à trois, quatre, cinq e também folie à famille) 
Os relacionamentos mais comuns na folie à deux são parentes de primeiro grau ou cônjuges 
#KetResumos 
 
31 
 
TRANSTORNO PSICÓTICO BREVE 
 
Condição psicótica que envolve o início súbito de sintomas psicóticos 
Duram um dia ou mais, mas menos de um mês 
A remissão é completa, e o indivíduo retorna ao nível de funcionamento pré-mórbido 
Uma síndrome psicótica aguda e transitória 
 
Três Subtipos: 
(1) A presença de um estressor 
(2) A ausência de um estressor 
(3) início no período pós-parto 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA ESQUIZOFRENIA 
 
Transtornos Psiquiátricos: 
 Depressão Grave com sintomas psicóticos 
 Mania com sintomas psicóticos 
 Outras psicoses: transtorno delirante, psicoses atípicas, transtorno esquizofreniforme, etc. 
 Transtorno obsessivo-compulsivo 
 Farmacodependência: alcoolismo, maconha, alucinógenos, cocaína, anorexígenos, etc. 
 Transtornos de personalidade: paranóide, esquizóide, esquizotípico. 
 
Fatores que melhoram o prognóstico 
 
Início tardio e de forma aguda. 
Boa adaptação pré-mórbida. 
Sintomas afetivos e reativos. 
Sintomas positivos. 
Bom sistema de apoio social e familiar. 
 
Fatores que pioram o prognóstico 
 
Início precoce e insidioso. 
Má adaptação pré-mórbida. 
Isolamento social, autismo. 
Sintomas negativos. 
História familiar de esquizofrenia. 
Episódios de reagudização sintomatológica. 
 
ETIOLOGIA 
 
Heterogeneidade etiológica é provável, com múltiplos fatores envolvidos 
 
FATORES GENÉTICOS ↔ FATORES AMBIENTAIS 
 
Alterações neuroquímicas 
 
Alteração dopaminérgica? - A eficácia dos antipsicóticos tradicionais está diretamente ligada à potência do bloqueio de receptores 
dopaminérgicos. 
 
TRATAMENTO 
 
RECOMENDAÇÕES: 
 Recaída é bastante comum 
 Uso inconstante da medicação 
 Reconhecer pródromos 
 Educar sobre as razões do uso da medicação 
 Alguns efeitos colaterais estão ligados à não adesão ao tratamento correto 
 
ANTIPSICÓTICOS 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
 TÍPICOS 
o Baixa potência – Clorpromazina, Levomepromazina, Tioridazina 
o Alta potência - Periciazina, Haloperidol, Flufenazina, Pimozida 
 ATÍPICOS 
o Quetiapina, Risperidona, Olanzapina, Aripiprazol, Ziprasidona, Clozapina, Amisulprida, Paliperidona 
 
ANTIPSICÓTICOS TRADICIONAIS 
 
Efeitos agudos: Tranquilização. Controle de agitação psicomotora / agressividade 
 
Ao longo de dias/semanas: Redução de sintomas positivos (alucinações, delírios e confusão mental) 
 
A médio/longo prazo: Prevenção de recaídas 
 
Psicose autoscópica 
Psicose de motilidade 
Psicose pós-parto 
 
#KetResumos 
 
32 
 
NEUROLÉPTICOS: MECANISMO DE AÇÃO BÁSICO 
 
 
 
Bloqueio de receptores D2EFEITOS COLATERAIS MOTORES DOS NEUROLÉPTICOS (BLOQUEIO D2 ESTRIATAL) 
 
Precoces – EEPs: 
 Parkinsonismo 
 Acatisia - impossibilidade de se sentar ou de permanecer sentado 
 Distonia aguda - distúrbios neurológicos dos movimentos caracterizado por contrações 
involuntárias e espasmos. Pode ser no corpo todo ou de uma parte ou segmento. 
 
Cronicamente: 
 Discinesia tardia - A discinesia tardia é caracterizada por movimentos repetitivos, involuntários e não-intencionais. As 
características deste distúrbio podem incluir protrusão da língua, morder lábios e piscagem rápida dos olhos. Movimentos 
rápidos das extremidades também podem ocorrer. Também podem ocorrer prejuízo no movimento dos dedos da mão. 
 
PROBLEMAS ASSOCIADOS AO TRATAMENTO ANTIPSICÓTICO CONVENCIONAL 
 
1. Efeitos colaterais (EEPs e outros) 
2. Sintomas negativos têm resposta pobre e podem até ser agravados 
3. Há refratariedade (sintomas positivos) em até 30% dos casos 
 
Advento dos antipsicóticos atípicos 
 
HALOPERIDOL 1mg, 5mg, 5mg/ml, 50mg/ml 
Haldol® 
CLORPROMAZINA 25mg e 100mg 
Amplictil® 
Efeito antipsicótico geralmente a partir de 2,5mg; 
Dose média na fase aguda 10/15mg ao dia; 
Manutenção = 5/10mg; 
2mg Haloperidol = 100mg Clorpromazina; 
Em gestantes e lactantes se benefício superior ao risco. 
 
O primeiro antipsicótico; 
Necessita de altas doses para alcançar o efeito; 
Dose varia entre 50 a 1200mg/ dia; 
Dose média de 400 a 800mg; 
Devido a sedação deve ser dividida em 3 tomadas; 
Fase de manutenção e evitar recaídas doses acima de 150mg. 
 
LEVOMEPROMAZINA 25mg, 100mg e gotas 4mg/mL 
Levozine, Neozine® 
RISPERIDONA 1mg, 2mg e 3mg e 1mg/mL 
Respidon, Riss e Zargus® 
Distribuição no SNC é lenta, efeito de 6s a 6m; 
Melhor usado na sedação de pacientes psicóticos e agitados; 
Dose média de 400 a 600mg. 
 
Menos efeitos colaterais que os típicos e entre outros atípicos; 
Dose inicial de 2mg/ dia; 
Dose eficaz média entre 4 a 6mg; 
Doses acima de 10mg pouco eficazes. 
Boa escolha em idosos ou crianças. 
 
 
ABORDAGEM FAMILIAR 
Estratégias de educação / orientação para: 
 Diminuir índices de fatores estressantes 
 Como lidar com baixa aderência 
 Diminuição do estigma 
 Melhora na comunicação e apoio 
 Resolução de problemas do dia-a-dia 
 Diminuição de expectativas sobre o paciente 
 Esclarecimento sobre pródromos, sintomas agudos e crônicos, curso e tratamento da doença 
 
ABORDAGENS PSICOSOCIAIS 
Psicoterapias (não-interpretativas): 
 Educação sobre doença e farmacoterapia 
 Foco em problemas do dia-a-dia. 
 
OUTRAS ABORDAGENS 
 Reabilitação ocupacional e social 
 Treinamento de habilidades sociais 
 Abordagens cognitivo-comportamentais 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espasmo
#KetResumos 
 
33 
 
ASSISTÊNCIA AOS IDOSOS DE ALTA DEPENDÊNCIA 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
INTRODUÇÃO 
 
São aqueles que necessitam de ajuda para realizar todas as AVDs. (6% da população geriátrica). Podem ser avaliadas mediante o 
uso da Escala de Katz: 3 ou menos pontos = dependência importante 
 
CARACTERÍSTICAS COMUNS: 
 
 Portadores de doenças crônicas avançadas 
 Restritos ao leito 
 Grave disfunção cognitiva 
 Com síndrome de imobilismo 
 Com SNE ou gastrostomia 
 
TRAÇAR O OBJETIVO 
 
Deve-se estabelecer o objetivo da intervenção: 
 Sistema de auxilio compensatório 
 Prevenção de complicações 
 
ASPECTOS ESPECÍFICOS DA ASSISTÊNCIA AO IDOSO DE ALTA DEPENDÊNCIA 
 
 Avaliação da dor; 
 Compensação do déficit de auto-cuidado; 
 Ações contra o risco de infecção e de lesão de pele; 
 Tratamento precoce dessas lesões
 
RISCO DE INFECÇÃO 
 
 Higiene íntimas após eliminação 
 Troca frequente de fraldas 
 Higiene oral e aspiração 
 Decúbito a 30 graus 
 Cuidados na administração de dieta enteral 
 Técnica de punção venosa 
 
RISCO E INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA 
 
LESÃO POR FRICÇÃO 
 
Epiderme separa-se da derme ou ambas se separam por fricção ou cisalhamento. 
Consequências: dor, infecção e alteração da auto-imagem 
 
 
 
FATORES ETIOLÓGICOS 
 
 Idade > 85 anos 
 Raça branca, 
 Pele seca, 
 Quedas e batidas 
 Ingestão nutricional inadequada 
 Remoção de adesivos 
 Pequenos movimentos ou toques podem resultar em danos à pele –a pele “rasga” 
 
PREVENÇÃO 
 
Utilizar sabonete neutro, água morna e não friccionar (não esfregar) a pele 
Aplicar, sem massagear, creme umectante (hidratante) com nutrientes especiais em todo corpo duas vezes ao dia (não aplicar nas 
lesões) 
Introduzir uma dieta balanceada pessoas com pele muito frágil é recomendável o banho a cada dois dias, procedendo a higiene 
íntima diária. 
 
TRATAMENTO 
 
ALGINATOS DE CÁLCIO: As fibras de alginato promovem a hemostasia, através da estimulação da atividade plaquetária. 
 
CURATIVOS NÃO ADERENTES: Evitam a aderência e sangramento, estimulam a granulação. 
 
#KetResumos 
 
34 
 
ÚLCERAS POR PRESSÃO 
 
“Área localizada de morte celular, que se desenvolve quando um tecido mole é comprimido entre uma proeminência óssea e uma 
superfície dura, por um prolongado período de tempo” 
 
FATORES DE RISCO 
 
 AUMENTO DA PRESSÃO 
o Pressão > que a pressão de fechamento capilar (32mmHg) PROVA 
o Colabamento dos vasos + edema 
 
 ↓ DA TOLERÊNCIA TISSULAR 
o Fricção 
o Umidade 
o Cisalhamento 
 
 AUMENTO DA IDADE X ULCERA DE PRESSÃO 
o MUDANÇAS: 
 ↓ do nível sérico da albumina e da resposta inflamatória 
 ↓ da coesão entre epiderme e derme 
 ↓ da produção das glândulas sebáceas e sudoríparas 
 ↓ as fibras elásticas ficam porosas e menos flexível 
o RESULTADOS: 
 Maior suscetibilidade às agressões (pressão) 
 Diminuição da tolerância tissular 
 
INCIDÊNCIA DE ULCERA POR PRESSÃO EM IDOSOS HOSPITALIZADOS 
 
Estudos internacionais mostram índices de 0,4 a 38% em unidades de pacientes agudos 
Estudo nacional sobre a prevalência e a incidência de úlcera de pressão num hospital universitário em 2002, mostrou um índice 
de 39,81%, com a média de idade 70,3 anos 
*Ocorrência de Ulcera por pressão em Idosos Hospitalizados: sete (16,7%) 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
35 
 
POLÍTICAS DE PREVENÇÃO 
 
 
LEVANTAMENTO DO RISCO DE ÚLCERA DE PRESSÃO 
 
ESCALA DE BRADEN (ÚLCERA DE PRESSÃO), adaptada para o Português. PROVA 
Quanto menor a pontuação pior! 
 
 
 
SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL 
 
Oferecer SUPLEMENTOS ORAIS OU POR SONDAS com alta concentração de proteínas a pacientes com risco nutricional e risco de 
Ulcera de Pressão devido a doenças crônicas ou após intervenções cirúrgicas (Força da Evidência =A). 
 
Idoso = 20 a 30 Kcal/Kg/Dia 
 
Proteína = 1,2 a 1,5g/Kg/Dia 
 
REDUÇÃO DE CARGA MECÂNICA 
 
Nível A de evidência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
36 
 
REPOSICIONAMENTO 
 
Evitar posicionar o indivíduo em contato direto com dispositivos médicos tais como tubos e sistemas de drenagem. (Força da 
evidencia =C). 
 
SUPORTE DE SUPERFÍCIE 
 
COLCHÃO PIRAMIDAL (Usar esse termo na prova) = Colchão 
caixa de ovo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MELHORAR A TOLERÂNCIA TISSULAR - NÍVEL B 
 
NÃO utilizar massagem na prevenção de úlceras de pressão (Força da Evidência =B). 
USAR emolientes para hidratar a pele seca, a fim de reduzir o risco de dano da pele. (Força da Evidência =B) 
 
TRATAMENTO DAS FERIDAS 
 
ASPECTOS FUNDAMENTAIS 
 Avaliação global 
 Avaliação da ferida 
 Recursos disponíveis 
 
TRATAMENTO TÓPICO 
 Proteger a ferida, 
 Ser bio-compatível 
 Fornecer uma hidratação ideal (manter o tecido da úlcera úmido e a pele ao seu redor intacta e seca). 
 
CONTROLE DO SANGRAMENTO 
 
ALGINATOS DE CÁLCIO: As fibras de alginato promovem a hemostasia, através da estimulação da atividade plaquetária. 
CURATIVOS NÃO ADERENTES: Evitam a aderência e sangramento 
 
DESBRIDAMENTO AUTOLÍTICO: 
 
HIDROGEL: Hiperhidratação e indolor 
ALGINATO: absorvente, reduz edema, promove meio úmido 
#KetResumos 
 
37 
 
AÇÃO DA PAPAÍNA 
 
 DESBRIDANTE QUÍMICO: 
 Liquefaz o tecido necrótico 
 Tem ação seletiva 
 ANTIFLAMATÓRIO 
 Reduz o edema 
 Acelera a fase inflamatória 
 CICATRIZANTE 
 Estimulaa epitelização 
 LESÃO DIABÉTICA: 
o PAPAÍNA de 8% 
o ANTIFLAMATÓRIO /BACTERICIDA E BACTERIOSTÁTICA 
 
ABSORÇÃO DE EXSUDATOS 
 
ESPUMA: Considere o uso de curativos de prata para úlceras de pressão que estão infectadas ou fortemente colonizado. (Nível de 
Evidência = B) 
 
 
 
CONCLUSÃO 
 
Prevenção e tratamento precoce é o melhor caminho para melhora da qualidade de vida. 
A assistência multidisciplinar é imprescindível para alcançar esse objetivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
38 
 
EMERGÊNCIA EM CUIDADOS PALIATIVOS 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
SÍNDROME DE COMPRESSÃO MEDULAR 
 
3 a 5% dos pacientes com câncer; 
Alta frequência relacionada à Mieloma Múltiplo e neoplasias de mama, pulmão e próstata; 
Sítio de maior incidência > tórax > T5 
Compressão de mais de um nível ocorre em mais de 20% dos casos; 
Compressão medular maligna ocorre por invasão direta do tumor primário ou por suas metástases. 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
1 - DOR 
- Sintoma mais frequente e está presente em mais de 90% dos casos; 
- Antecede a disfunção neurológica; 
- Progressiva; localizada no nível da lesão medular; 
- Piora com a manobra de Valsalva e com o movimento; 
 
2 - FRAQUEZA 
- Ocorre em 75% dos casos; 
- Gradualmente ou de forma aguda (Falência vascular grave); 
- Prejuízo à deambulação > Flacidez > Arreflexia > Plegia em flexão; 
 
3 - INCONTINÊNCIA 
- Sinais de última etapa da síndrome. 
 
SÍTIOS DE COMPRESSÃO 
 
- Torácica (70%), Lombossacra (20%) e Cervical (10%) 
- Lesões acima ou abaixo de L1 
 
PROVA Lesão de neurônio motor superior Lesão de Neurônio motor Inferior 
FORÇA Reduzida/Ausente Reduzida/Ausente 
TÔNUS Aumentado Diminuído 
SENSAÇÃO Perda sensorial Perda sensorial 
REFLEXOS Aumentados Diminuídos 
Ausentes 
 
DIAGNÓSTICO 
 
 História e achados clínicos 
 Rx simples de coluna vertebral (Boa sensibilidade) 
 RNM COM contraste – Pedir RNM de toda a coluna, mesmo que a dor seja 
apenas em 1 ponto, pois 20% dos casos apresentam mais de 1 lesão. 
 
TRATAMENTO 
 
 Dexametasona 16mg/dia em bolus com doses via oral após 48h + IBPs. 
o Dexametasona é a droga de escolha pois pode ser feita subcutânea. 
 Radioterapia quando precocemente realizada; 
 Cirurgia descompressiva 
 
SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR 
 
Obstrução do fluxo sanguíneo através da Veia cava Superior em direção ao átrio direito. 
- Compressão extrínseca do vaso, invasão tumoral, trombose; 
- Carcinoma brônquico (75%) e linfomas (15%). 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
 Edemas de face e membro superior 
 Dilatação das veias cervicais; 
 Cianose e Pletora facial 
 Edema conjuntival 
 Síndrome de Horner (Ptose, miose e Anidrose Unilateral da Face) 
 Dispnéia, Tosse e Dor torácica 
#KetResumos 
 
39 
 
TRATAMENTO 
 
1 - Medidas Gerais: Elevação da cabeça, repouso, controle da dispneia com uso de opióides e uso de corticoesteróides 
(principalmente se linfoma) 
 
2 - Diuréticos (Furosemida): Atenção quanto à diminuição da pré-carga 
 
3 - Quimioterapia para tumores de pulmão de pequenas células e Linfomas. Radioterapia para os outros tumores; 
 
4 - Stents endovasculares > Tratamento definitivo 
 
 
 
HEMORRAGIAS 
 
Exige grande equilíbrio emocional, decisões rápidas e posturas assertivas 
Hemorragia oculta é mais frequente que externa; 
Maioria dos sangramentos ocorre por invasão tumoral, destruição tecidual e inflamação causada pelo câncer (cabeça e pescoço, 
bexiga, vagina e pulmão); 
CAUSAS SISTÊMICAS: insuficiência hepática, infiltração medular levando à trombocitopenia e coagulação intravascular 
disseminada. 
 
TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS ASSOCIADOS ÀS HEMORRAGIAS: 
 
- Cistite hemorrágica: Ciclofosfamida e Ifosfamida; 
- Cistite actínica: RxT em baixo ventre > Telangiectasias; 
 
QUADRO CLÍNICO 
 
Petéquias podem ser sinal de alerta; 
Desde pequenos sangramentos a volumosas hematêmeses, hemoptises, hematúrias, epistaxe e melenas. 
 
TRATAMENTO 
 
Manter a calma é fundamental!!!! 
Identificar a causa do sangramento; 
Suspensão do tratamento que pode estar causando sangramento; 
Usar lençóis e campos escuros < menor impacto ao paciente e familiares 
 
 
#KetResumos 
 
40 
 
TRATAMENTO LOCAL 
 
- Tamponamento com pressão local ou com solução de epinefrina em superfícies cruentas ou em nariz, vagina ou reto; 
- Curativos hemostáticos (Nitrato de prata) 
- Sonda vesical de demora com irrigação vesical contínua. 
 
TRATAMENTO SISTÊMICO 
 
Reposição volêmica --- CUIDADO!!!! 
Vitamina K (10mg/dia por 3 dias): pacientes em uso de anticoagulantes, insuficiência hepática, obstrução de vias biliares e em 
deficiências nutricionais. Deve ser administrada por via oral, endovenosa NÃO. 
*** Fatores 2+7=9+1=10 
Agentes antifibrinolíticos: Ácido tranexâmico e Ácido aminocaproico (Início da ação é em dois dias e deve ser mantido por até 7 
dias após cessado o sangramento. 
Plaquetas e hemácias: Individualizar. 
Plasma fresco e Crioprecipitado: Geralmente contraindicados na insuficiência hepática 
 
RADIOTERAPIA HEMOSTÁTICA 
 
- Hemoptise, hematúria, sangramento vaginal e retal 
- Contra-indicada em tumores de cabeça e pescoço 
 
RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA 
- Embolização arterial de tumores sangrantes 
 
CIRURGIA 
 
- Ligaduras de vasos sangrantes, particularmente em tumores de cabeça e pescoço. 
* Sedação Paliativa!!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
41 
 
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA DOS DISTÚRBIOS SENSORIAIS 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
CASO CLÍNICO 
 
D. Lorena, 70 anos, branca, brasileira, natural de São Paulo, costureira aposentada, viúva, evangélica. 
Queixa Principal: esquecimento há 1 ano. 
H.M.A: Há 1 ano dificuldade para se lembrar de informações recentes, “esquecendo-se” de recados 
habituais e assuntos comentados no dia-a-dia 
Ao entrevistar a paciente, há grande dificuldade de compreensão, com necessidade de frequentes 
repetições. A filha tenta assumir o papel de interlocutora, repetindo em voz alta, no ouvido da mãe, as 
perguntas já feitas. Diz já ter procurado tratamento médico, tendo sido proposto aparelho auditivo 
unilateral, que tentou utilizar, “mas não deu certo”. 
 
Há 1 ano a visão de ambos os olhos está embaçada e “vê os outros como se fossem um vulto”, o que a deixa confusa. Evita olhar 
para a televisão porque não vê as imagens com nitidez e o jornal também não lê, porque as letras parecem muito embaralhadas. 
Está aborrecida porque não consegue ler nem a Bíblia. Sente vontade de chorar e não dorme bem à noite; acorda de madrugada 
pensando que dá muito trabalho aos filhos. Há 6 meses uma amiga notou que andava esquecida, não se recordava do nome de 
algumas vizinhas e fazia confusão com data e horários. Perdeu peso nos últimos 3 meses; pesava 65 kg e agora 60 kg. Diz que a 
comida não tem cheiro nem sabor; já comeu comida estragada uma vez sem perceber direito. Sente muito gosto metálico na boca. 
A filha diz que há 1 mês seus hábitos de higiene mudaram, porque as roupas que veste estão sempre com mau cheiro. Mora com 
uma filha, que passa grande parte do dia fora de casa, trabalhando. Não tem irmãos. Seus pais morreram “de velhice”. Nega 
etilismo e tabagismo. 
 
O que está acontecendo? 
Perdas sensoriais normais da idade? 
Depressão? 
Demência? 
 
INTRODUÇÃO 
 
Sistemas sensoriais → Contato com o ambiente 
Importância da consistência do ambiente para o idoso 
Impacto na qualidade de vida 
Isolamento / Depressão / Dependência 
Perda de aferências que comprometem a cognição 
 Visão 
 Audição 
 Olfato 
 Paladar 
 Tato → equilíbrio / estabilidade da marcha 
 
VISÃO 
 
↓ 20% da visão > 85 anos 
 
CAUSAS: 
 
# 1ª Degeneração macular da retina (escotomas centrais) – PROVA Principal causa de diminuição da visão. Associado a HAS mal 
controlada (principal fator de risco). 
# 2ª Retinopatia Diabética (hemorragias) 
# 3ª Catarata (opacificação) 
 
 Glaucoma (pressão intraocular e perda da visão periférica) 
 Presbiopia (acomodação do cristalino) – Processo natural do envelhecimento.Xeroftalmia (Olho Seco). Síndrome de Sjogren 
 Lentes corretoras desatualizadas 
 
NEM TODA A ALTERAÇÃO VISUAL É DOENÇA! 
Envelhecimento Ocular 
Diferenciação de contrastes 
Sensibilidade à luz 
Adaptação ao escuro 
Discriminação de cores
 
COMO AVALIAR? 
 Teste de Snellen – Avaliar a linha e verificar se está adequado para a idade. 
 Fundoscopia 
 Tonometria 
#KetResumos 
 
42 
 
IMPACTO DA DEFICIÊNCIA VISUAL 
 
Quedas e lesões 
Dificuldade para leitura e compreensão → segurança. Dificuldade gera insegurança. 
 
MEDIDAS TERAPÊUTICAS: 
 
 Iluminação de ambientes 
 Lentes 
 Controle de DM e HAS (fator de risco para degeneração macular) PROVA 
 Colírios 
 Lágrima artificial 
 Cirurgia (Catarata?) 
 
AUDIÇÃO 
 
↓ 30% da audição em > 65 anos 
↓ 90% da audição em > 80 anos 
 
CAUSAS: 
 
1ª PRESBIACUSIA - perda auditiva em altas frequências (dificuldade para discriminar sons em meio ao ruído). Envelhecimento 
normal, não é patológico. 
2ª Trauma Acústico 
3ª Rolhas de cerume (30%) – A otoscopia deve fazer parte de toda a consulta geriátrica. 
 
 Drogas ototóxicas 
o AAS 
o Aminoglicosídeos 
o Diuréticos 
 Otoesclerose 
 Doença de Meniére - Distúrbio no ouvido interno que causa episódios de vertigem (tontura). 
 Tumores (Neurinoma do Acústico) 
 
COMO AVALIAR? 
 
 Questionar sobre perda auditiva 
 Associação com zumbido / vertigem? 
 Teste do Sussurro 
 Otoscopia 
 Audiometria 
 
MEDIDAS TERAPÊUTICAS 
 
 Comportamentais 
o Fala pausada e articulada, à vista do paciente 
o Leitura Labial 
o Não gritar! Piora a compreensão na presbiacusia! 
 Próteses Auditivas 
o Acompanhadas de reabilitação auditiva 
o Hábito de Usar Prótese Auditiva 
o Constrangimento 
o Dicas 
 
OLFATO 
 
FUNÇÃO PROTETORA 
 
Reconhecer odores corporais e de alimentos estragados 
Contribui muito para o paladar 
 
CAUSAS DE PERDA OLFATIVA: 
 
Rino-sinusites 
Doenças dentárias 
Medicamentos (antagonistas de cálcio/anti-tireoideanos/opiáceos) 
Perda do paladar → Deficit nutricional → Perda ponderal 
Redução das papilas gustativas – processo natural do envelhecimento. 
#KetResumos 
 
43 
 
CAUSAS: 
 
Doenças clínicas (DM/IRC/hepatopatias/hipotireoidismo/câncer) 
Medicações (anti-depressivos/AINE/antihipertensivos/estatinas/tricíclicos/levodopa/metronidazol) 
Má higiene oral 
Hiposalivação 
Depressão 
 
TERAPÊUTICA 
 
Higiene oral e das próteses 
Favorecer aspectos da alimentação que permitam boa ingestão: temperatura e aparência geral (cor, textura e aroma) 
Cuidado com excesso de sal ou desnutrição 
 
TATO / PROPRIOCEPÇÃO 
 
FATORES ENVOLVIDOS 
 
Perda de sensibilidade 
Diabetes 
Compressões neurais - túnel do carpo / lesões medulares 
Deficit vitamina B12 
Grande impacto na Marcha → Risco de Quedas 
 
EFETORES DO EQUILÍBRIO 
 
Visão 
Labirinto 
Cerebelo 
Propriocepção 
Músculos 
 
CORRELACIONANDO PRIVAÇÃO SENSORIAL COM ... 
 
... Comorbidades - Fraturas / Depressão / Deficit cognitivo 
... Adesão Terapêutica 
... Qualidade de vida 
... Dependência - Impacto funcional -Superproteção 
... Convívio e Isolamento Social 
... O ambiente do idoso 
 
Doenças “normais da idade”? 
Doença tratável? 
Doença curável? 
 
RETOMANDO O CASO ... 
 
A filha da paciente nos mostra uma bolsa com diversos exames e avaliações médicas, realizados no último ano: 
Avaliação Oftalmológica 
- Papila óptica com escavação aumentada à D, sugestiva de glaucoma. 
- Catarata à E com opacificação quase completa do cristalino. PIO bilateral: 30 mmHg 
- Foram prescritos colírios para tratamento e indicado cirurgia, que ela tem medo de fazer porque conheceu uma pessoa com 
catarata que “operou e ficou cega”. 
 
Feita otoscopia, com rolhas de cerume bilaterais, oclusivas, que impedem a inspeção da membrana timpânica. 
Uma tentativa simples de lavagem com seringa e soro morno trouxe resultados satisfatórios. 
Foi realizada, então, uma audiometria. DISCRIMINAÇÃO: OD 90% OE:60% 
 
Prótese auditiva: Estética e Funcionalidade 
Quando protetizar? 
Diagnóstico e Protetização precoce 
Protetização Tardia → benefícios? 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
44 
 
SÍNDROME DEMENCIAL 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
DEFINIÇÃO 
 
“Síndrome clínica adquirida, caracterizada por prejuízo progressivo das habilidades cognitivas, severo o suficiente para interferir 
nas atividades sociais e ocupacionais habituais do indivíduo. ” 
 
Importância: 
- Impacto pessoal, familiar e social 
- ↑ hospitalizações, ↑ custos, ↑ mortalidade 
- Incidência e prevalência aumentam com idade 
* ↓ Escolaridade ↑ Incidência de demência 
* Baixa escolaridade é fator de risco para demência. 
 
DEMÊNCIA X COMORBIDADES 
 
 Maior número de doenças crônicas 
 3 x chance ≥ 4 doenças crônicas 
 Gastos médios anuais / paciente 3,3 X maior (p<0,001) 
 3x maior chance de mais hospitalizações 
 Maior mortalidade em um ano 
 
DEMÊNCIA - CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DSM-IV, 1994 PROVA 
 
 Comprometimento da memória 
 Um (ou mais) dos seguintes distúrbios: 
o Afasia 
o Apraxia 
o Agnosia 
o Distúrbios de funções executivas 
 Declínio na atividade social ou profissional 
 Déficits não ocorrem exclusivamente durante episódio de delirium 
 
Declínio cognitivo detectado por anamnese + informações complementares de informante próximo + avaliação cognitiva objetiva 
envolvendo pelo menos 2 dos seguintes domínios: 
 Memória 
 Funções executivas 
 Linguagem 
 Habilidades visuoespaciais 
 Personalidade/ comportamento 
 
DEMÊNCIAS - ETIOLOGIA 
 
Causas POTENCIALMENTE reversíveis (1 a 20 %) 
 
Prevalências descritas cada vez menores 
* Taxas cada vez menores de reversibilidade real 
* Maior chance de reversão em casos “mais leves” 
 
Causas primárias ou fatores associados de declínio cognitivo 
 
DEMÊNCIAS POTENCIALMENTE REVERSÍVEIS 
 
 Tóxicas (álcool, fármacos, metais pesados) 
o Fármacos (potencial anticolinérgico e sedativo) 
 Antidepressivos 
 Ansiolíticos 
 Hipnóticos 
 Sedativos 
 Analgésicos 
 Anti-arrítmicos 
 Anti-hipertensivos 
 Anti-convulsivantes 
 Infecciosas (sífilis, HIV, meningoencefalites) 
 Metabólicas (tireoide; calcio; ins. renal ou hepática, hipoxemia/hipercapnia) 
 Psiquiátricas (depressão) 
 Estruturais (HPN*, hematomas, tumores) 
 Nutricionais (B12, folato, tiamina) 
*HPN (Hidrocefalia de Pressão Normal) 
Tríade: 
1 – Ataxia 
2 – Perda de esfíncter 
3 - Demência 
#KetResumos 
 
45 
 
DEMÊNCIAS IRREVERSÍVEIS 
 
 Degenerativas: 
o Doença de Alzheimer (DA) - 50 a 60% 
o Demência por Corpos de Lewy 
o Degeneração lobo fronto-temporal 
o Demências subcorticais (D. Parkinson) 
 Vascular 
 Demências “Mistas” 
 
DOENÇA DE ALZHEIMER (DA) 
 
FISIOPATOLOGIA PROVA 
 
Formação de “placas senis” extracelulares contendo proteína β-amilóide (“amyloid cascade”) 
Emaranhados neurofibrilares intracelulares contendo proteína tau hiperfosforilada (“tau and tangle”) 
→ diminuição da densidade sináptica/ morte neuronal, prejuízo na neurotransmissão 
Cortex entorrinal e hipocampo (lobo temporal medial) → extensão para outras áreas corticais 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
46 
 
INVESTIGAÇÃO CLÍNICA 
 
 Anamnese com o paciente e com o familiar 
o Especificar sintomas, modo de início, duração e evolução 
o Investigar fatores de risco, antecedentes e história familiar 
o Investigar sintomas psicológicos e comportamentais 
o Listar drogas 
o Avaliar cognição 
o Avaliar comprometimento funcional (ABVD/ AIVD) 
o Excluir delirium 
 Avaliação cognitiva breve 
o Mini Exame do Estado Mental / MOCA test 
o Teste de fluência verbal 
o Teste do desenho do relógio 
o Testes de memória de figuras / listas de palavras 
 Avaliação neuropsicológica 
o Dúvidas diagnósticas/ acompanhamento 
 Avaliação funcional 
o Escala de Lawton - atividades instrumentais 
o Escala de Katz –atividades básicas 
o Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer 
 Avaliação neuropsiquiátrica e comportamental 
o Inventário Neuropsiquiátrico 
o Escala de Cornell para Depressão em Demência 
 
INVESTIGAÇÃO COMPLEMENTAR PROVA 
 
 Avaliação Laboratorial 
o Hemograma 
o Eletrólitos,cálcio 
o Função renal, hepática e tireoideana 
o Vitamina b12, ácido fólico 
o Sorologia para sífilis 
o Sorologia para HIV 
o Exame do LCR 
o EEG 
o Outros exames conforme comorbidades 
 Avaliação Radiológica 
o Neuroimagem estrutural 
 Tomografia Computadorizada 
 Ressonância Magnética (com MTA) 
o Neuroimagem funcional (avaliação de fluxo sanguíneo e de metabolismo de glicose) 
 Tomografia por emissão de pósitrons (PET) 
 Tomografia por emissão de fóton único (SPECT) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Citar 5 exames na investigação da demência. 
#KetResumos 
 
47 
 
TRATAMENTO 
 
GERAL: 
 
- Controle de comorbidades e fatores de risco 
- Correção de causas potencialmente reversíveis 
- Suspensão de drogas potencialmente deletérias 
- Manutenção de estado nutricional adequado 
- Manutenção da máxima autonomia possível 
- Informação e apoio aos pacientes e familiares 
 
Anticolinesterásicos (inibidores da acetilcolinesterase) 
 
* sistema colinérgico atua nos mecanismos de memória e aprendizado 
* diminuição da atividade colinérgica relaciona-se ao declínio cognitivo (“hipótese colinérgica”) 
 
Drogas aprovadas para DA (formas leves a moderadas) 
 
Resultados positivos modestos (melhora sintomática) 
 
Sintomas psicológicos e comportamentais 
 
Medidas não farmacológicas: 
- Aumentar supervisão 
- Minimizar déficits sensoriais 
- Sinais e direções (melhorar orientação tempo/ espaço) 
- Rotina de horários para higiene e banheiro 
- Aumentar ou diminuir estímulos 
- Modificações ambientais (aumentar segurança) 
 
Medidas farmacológicas: 
- Usar sempre baixas doses 
- Tentar antes não-neurolépticose não-benzodiazepínicos 
- Evitar múltiplas medicações 
- Reavaliação frequente de necessidadee dose 
- Efeitos colaterais: sedação, hipotensão postural, parkinsonismo, piora do déficit cognitivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
48 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
DEFINIÇÕES 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA é a queixa de qualquer perda involuntária de urina. 
 
URGÊNCIA URINÁRIA: necessidade imperiosa de urinar imediatamente. 
 
ESFORÇO URINÁRIO: relaciona-se a situações que causam aumento da pressão intra-abdominal. 
 
FREQUÊNCIA URINÁRIA: necessidade de urinar pelo menos 8 vezes num período de 24h, incluindo-se aí 2 ou mais vezes à noite. 
 
NOCTÚRIA: acordar mais de uma vez, à noite, para urinar. 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 
ABRANGÊNCIA DO PROBLEMA: em torno de 30% dos idosos da comunidade e até 50% dos residentes em instituição de longa 
permanência. 
 12% das mulheres entre 60 e 64 anos, 21% das mulheres acima dos 85 anos 
 
ETIOPATOGENIA 
 
PORQUE OS IDOSOS TÊM MAIS INCONTINÊNCIA URINÁRIA? 
A continência depende de: 
 FUNÇÃO DO TRATO URINÁRIO INFERIOR: 
o Armazenamento (volume crescente a baixa pressão, esfíncter fechado, sensação de plenitude e ausência de 
contrações involuntárias) 
o Esvaziamento (capacidade de contração vesical, ausência de obstrução ao fluxo, coordenação entre o relaxamento 
esfincteriano e a contração vesical). 
 Integridade das funções mentais, mobilidade, motivação e destreza. 
 Barreiras ambientais podem comprometer a continência → INCONTINÊNCIA FUNCIONAL → INCONTINÊNCIA 
TRANSITÓRIA → PROVA 
 A contratilidade e a capacidade vesical, bem como a habilidade em se adiar a micção diminuem com a idade 
 
MULHERES: diminui a pressão máxima de fechamento uretral. 
HOMENS: aumenta o volume da próstata. 
AMBOS OS SEXOS: aumentam as contrações involuntárias do músculo detrusor. 
Perda do pico noturno de secreção do ADH. 
 
CONSEQUÊNCIAS DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
 Custo médio anual de U$16 bilhões nos EUA (dados de 2004) 
o 56% tratamento das consequências 
o 32% tratamento da IU 
o 9% rotina de seguimento 
o 3% diagnóstico 
 Lesões perineais, 
 Úlceras de pressão 
 Infecções urinárias, 
 Urosepse, 
 Quedas e fraturas 
 Embaraço 
 Prejuízo do sono 
 Estigmatização 
 Disfunção sexual 
 Isolamento social 
 Depressão 
 Risco de institucionalização
 
CLASSIFICAÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
Em relação à etiologia, podemos classificar a incontinência urinária em: 
 
 INCONTINÊNCIA URINÁRIA TRANSITÓRIA 
 
o INCONTINÊNCIA URINÁRIA FUNCIONAL são barreiras ambientais que podem comprometer a continência urinária. 
Deve-se tratar a causa base (Ex.: parkinson). 
o INCONTINÊNCIA URINÁRIA MEDICAMENTOSA – Iatrogenia medicamentosa. Ex.: Furosemida prescrita de 12/12h 
em pacientes com ICC → leva a incontinência urinária transitória → leva a quedas frequentes → fraturas → 
internação. Nunca deve ser prescrito de 12/12h, no máximo 1 comprimido pela manhã e 1 comprimido à tarde. 
 
 INCONTINÊNCIA URINÁRIA ESTABELECIDA 
 
 
P
R
O
V
A
 
#KetResumos 
 
49 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO: FATORES REVERSÍVEIS 
 
 Delirium 
 Infecção 
 Atrofia vaginal 
 Farmacêuticas 
 Psicológicas 
 Excesso de débito urinário 
 Restrição à mobilidade 
 Stool impaction (obstipação – Constipação intestinal) 
 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO: CAUSAS ESTABELECIDAS 
 
 URGE-INCONTINÊNCIA (IU DE URGÊNCIA) – É a mais comum no total. Principal causa de IU (60% dos pacientes), 
geralmente é decorrente de hiperatividade detrusora, manifestando-se por desejo súbito, imperioso, e por vez 
incontrolável de urinar. 
 
 IU DE ESFORÇO (OU ESTRESSE) - 30% dos casos de IU em mulheres, devido à deficiência esfincteriana, manifestando-se 
como perda de urina, sem desejo, desencadeada por situações que elevam a pressão intra-abdominal (tosse, espirros, 
agachamento, etc.) 
 
 IU MISTA – Associação dos sintomas da urge-incontinência com os do esforço, bastante frequente em mulheres. 
 
 IU POR SOBREFLUXO (OU PARADOXAL) 
 
DIAGNÓSTICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
 História clínica: sempre procurar por fatores reversíveis 
 Exame físico 
 Exames Laboratoriais: Glicemia, Creatinina, Urina I (EAS) 
 Exames Complementares 
o USG rins e vias urinárias 
o Casos selecionados: estudo urodinâmico, UCM, Urofluxometria 
 
TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA 
 
 MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA 
o Mulheres em sobrepeso→ perder peso (25% menos perdas em relação a controle) 
o Ingestão líquida adequada (não excessiva) 
o Evitar excesso de xantinas 
o Tratar constipação intestinal 
 
 TRATAMENTO COMPORTAMENTAL 
o Treinamento da bexiga (boa cognição) – Redução de 35% das perdas 
o Pronta micção (cognição prejudicada) – Reduz entre 1 e 2 episódios de perda diária 
o Micções programadas – menos estudadas 
 
 TREINAMENTO DA MUSCULATURA DO ASSOALHO PÉLVICO 
o Até 80% de decréscimo nas perdas, em pacientes motivadas 
o Vários esquemas, em geral: 3 a 4x/semana, três séries de 8 a 12 contrações durando de 6 a 8 segundos 
o Com ou sem biofeedback 
o Eletroestimulação→ poucae ficácia 
 
 MEDICAMENTOS 
o Tratamento hormonal 
o Agentes com ação simpatomimética 
• Pseudoefedrina 
• Imipramina 
• Duloxetina 
o Drogas para hiperatividade detrusora 
• Oxibutinina (Retemic®) 
• Tolterodina (Detrusitol®) 
• Darifenacina (Enablex®)
 
 PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS 
o Para IU esforço (deficiência esfincteriana, prolapso pélvico) 
o Para hiperatividade detrusora: cistoplastias, neuromodulação (para estimulação elétrica), denervação, toxina 
botulínica 
o Doenças prostáticas 
 
 
4 Ds e 4 Is: 
Delirium Infecção 
Depressão Imobilidade 
Débito urinário alto Iatrogenia 
Deficiência estrogênica Impacção fecal 
#KetResumos 
 
50 
 
PROBLEMAS COMUNS 
 
NOCTÚRIA 
 
Acordar à noite uma ou mais vezes para urinar 
Prevalência em torno de 90% acima de 80 anos 
Causas: doença prostática, reabsorção de edema, hiperatividade detrusora, perda do pico noturno de ADH, distúrbio do sono 
 
INCONTINÊNCIA NO IDOSO FRÁGIL 
 
Rever fatores reversíveis 
Em casos de dor, hematúria, massa pélvica, status pós-operatório, infecções recorrentes → considerar avaliação com especialista 
Priorizar tratamento conservador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
URGE-INCONTINÊNCIA
• Mudança no estilo de vida
• Terapiacomportamental
• Considerar tratamento 
farmacológico cauteloso
• Estrógenos tópicos
RESÍDUO IMPORTANTE
• Tratar constipação
• Rever Medicações
• Em homens - Tentar alfa-
bloqueador
• Resíduos > 500ml = cateterização 
e reavaliação
IU DE ESFORÇO
• Mudança no estilo de vida
• Terapia comportamental
• Estrógenos tópicos
#KetResumos 
 
51 
 
TRATAMENTO DO AVC NA FASE AGUDA 
Alcançando melhores resultados 
Dr. Fábio Fieni 
 
AVALIAÇÃO INICIAL 
 
Reconhecimento dos sinais e sintomas do AVC e a importância do 
transporte rápido para um hospital capacitado. 
 
“CHAMA O SHAMU” 
 
 
 
 
PRESSÃO ARTERIAL GLICEMIA TEMPERATURA 
Trata se PAS > 220 mmHg ou PAD > 120 mmHg 
 
NOS TROMBOLIZADOS – Trata se PAS > 180 mmHg ou PAD > 105 mmHg 
 
Evitar Hipotensão 
Manter entre 80 a 140 mg/dl 
Evitar hipoglicemia 
Tratar se > 37ºC 
 
MONITORIZAÇÃO: 
 Oferecer O2 se SaT < 95% 
 Decúbito a 30º 
 2 acessos calibrosos 
 Anamnese dirigida 
 Confirmar o tempo de inicio 
 Encaminhar diretamente para TC 
 
Colher “perfil AVC” 
 
 Hemograma 
 Sódio 
 Potássio 
 Creatinina 
 Uréia 
 TGO e TGP 
 Coagulograma 
 Glicemia 
 Enzimas cardíacas 
 
SELEÇÃO PARA TROMBÓLISE 
 
TC DE CRÂNIO Sem contraste – Comparar os dois hemisférios em exame com linha média centrada. 
 
Fazer 3 perguntas: 
 
1 – Há sangue? 
2 – Há hipodensidade definida? 
3 - Há sinais precoces de AVCi? 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 
EPILEPSIA ENXAQUECA ESCLEROSE MÚLTIPLA 
Hipoglicemia 
Hiperglicemia 
Quadro confusional 
Lesão Expansiva 
Neuroinfecção 
SEPSE 
Hiponatremia 
Hipernatremia 
Insuficiência renal 
Insuficiência Hepática 
Neuropatia periférica 
Síndrome vestibular 
Intoxicação 
Não aguardar os resultados para 
trombolizar, exceto se o paciente fizer 
uso de varfarina ou discrasia sanguínea 
A presença de sangue, hipodensidade definida 
ou sinais precoces em mais de 1/3 do território 
da cerebral média contraindicam a trombólise. 
#KetResumos 
 
52 
 
CONTRAINDICAÇÕES PARA TROMBÓLISE 
 
 Pacientes pediátricos com < de 18 anos 
 Sintomas de ACV > 4 horas e 30 minutos 
 Glicemia < 50 ou > 400mg/dl 
 PAS > 180 mmHg ou PAD > 105 mmHg (Corrigir a PA e tratar) 
 AVCs muito leves NIHSS < 4 ou muito graves com NIHSS > 25 
 Hemorragia do TGI ou cirurgia < 14 dias 
 Uso de heparina e TTPA > 2X LSN ou uso de varfarina e TPR RNI > 1,7 
 Pacientes usando NOACs não devem ser trombolizados (Pacientes com dabigatrana e idarucizumabe disponível podem 
ser considerados para trombólise. Nesses casos: 2 bolus imediatos de 2,5g/50ml de idarucizumabe seguidos por alteplase 
dose padrão). 
 
INFUSÃO DO TROMBOLÍTICO 
 
 2 acessos venosos calibrosos (não infundir o trombolítico junto com outra medicação) 
 Manter decúbito de 30º 
 Monitorização cardíaca e respiratória 
 2 frascos (diluente + pó liofilizado) com diluição padrão de 50mg em 50ml 
 Actilyse® 0,9mg/kg 
 10% bolus e 90% restante em 1 hora 
 A trombectomia mecânica primária não deve ser realizada em pacientes elegíveis para trombólise IV. 
 
PÓS TROMBÓLISE 
 
CUIDADOS PÓS TROMBÓLISE 
 
 Exames de imagem e sangue de controle 24h após 
 PA a cada 15 minutos por 2h, a cada 30 minutos por 4 horas, a cada hora por 8 horas. 
 Temperatura e glicemia a cada 4 horas 
 Escala de AVC do MIH a cada 6 horas (individualizar caso a caso) 
 Se piora do NIHSS e sangramento na tomografia: Plasma 3U ou 8U crioprecipitado e avaliação da neurocirurgia. 
 
EVITAR: 
 Uso de antitrombótico nas primeiras 24h 
 Cateterização arterial ou punção venosa profunda 
 Sonda vesical até 30 minutos e SNG nas primeiras 24h 
 
PREVENÇÃO PÓS TROMBÓLISE DE COMPLICAÇÕES 
 
Promover precocemente: 
Prevenção de TEV (24h após). 
Avaliação e conduta na disfagia. 
Prevenção de BCP e ITU. 
 
Não usar: 
Antiepilépticos 
Corticóides 
 
PREVENÇÃO PÓS TROMBÓLISE SECUNDÁRIA 
 
Realizar antes da alta investigação básica do mecanismo 
do AVC com: 
 ECG 
 Ecocardiograma 
 USG de carótidas 
 Perfil lipídico 
 Introdução precoce de estratégia de prevenção 
secundária personalizada. 
 
INVESTIGAÇÃO ETIOLÓGICA 
 
 TC de crânio 
 Doppler de carótidas 
 ECG 
 Ecocardiograma transtorácico e transesofágico 
 Holter 
 RM com angio intracraniana 
AVCi
Doenças de 
grande artéria
Cardioembolia
Doença de 
pequenos vasos
Dissecção 
arterial
Doenças 
infecciosas
Doenças 
Genéticas
Doenças 
inflamatórias, 
tromboembólicas, 
neoplásicas
#KetResumos 
 
53 
 
RECOMENDAÇÕES PARA TROMBECTOMIA DE RESGATE 
 
 Oclusão da porção M1 da artéria cerebral média, confirmada por método de imagem. 
 ASPECT > 6 
 Sem tratamento trombolítico IV 
 A janela de oportunidade nesses casos é de 6h desde o início dos sintomas 
 
O serviço necessita ter infraestrutura terciária e disponibilidade de stents removíveis de última geração. 
 
Pacientes elegíveis para tratamento trombolítico intravenoso não devem ser tratados com trombectomia primária. 
 
MENSAGENS FINAIS 
 
 O AVC é uma emergência médica 
 Tempo é cérebro! 
 Foco na trombólise de sequência rápida 
 Atenção ao mecanismo de profilaxia secundária 
 Investir em prevenção e reabilitação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
54 
 
ONCOGERIATRIA 
Considerações no Rastreamento do Câncer no Idoso 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
O CONTEXTO DO PROBLEMA 
 
RASTREAMENTO 
 
 Detecta lesão pré-maligna ou maligna em estádio precoce 
 O Teste: sensível, específico, custo acessível 
 Rastreamento é tanto melhor, quanto maior a incidência 
 Útil somente se levar ao tratamento adequado e precoce DESDE QUE ESTE TRATAMENTO SALVE VIDAS 
 
Para estabelecer diretrizes nacionais: 
 Incidência 
 História natural da doença 
 Tratamento adequado e precoce 
 
Objetivo do rastreamento - PROVA 
 
Diagnóstico e tratamento precoce de doenças assintomáticas, de modo a prolongar a vida, com qualidade de vida, além do que 
seria alcançado caso nada tivesse sido feito. 
 
No idoso, minimizar limitação funcional e aumentar anos de vida saudável 
 
Testes de rastreamento: 
 Execução simples; 
 Custo acessível; 
 Sensibilidade e especificidade comprovadas; 
 Fácil aceitação pela população. 
 
PARTICULARIDADES DO RASTREAMENTO NO IDOSO 
 
População geriátrica tem particularidades que modulam: 
 Viabilidade e morbidade do rastreamento 
 Possibilidade de tratamento adequado 
 
Rastreamento de câncer: aplicação, em população assintomática, de exames diagnósticos específicos, visando detectar casos da 
doença em estágio precoce. 
 
Qualidade de vida: pior; 
Idade: influência na história natural e resposta terapêutica; 
Comorbidades: competem com o câncer como causa de óbito; 
Institucionalização: descoberta tardia do câncer. 
 
FLUXOGRAMA PARA DECISÃO TERAPÊUTICA 
 
 
* AIVD: atividades instrumentais de vida diária 
* ABVD: atividades básicas de vida diária 
 
 
 
#KetResumos 
 
55 
 
100% dos Idosos 
 AVALIAÇÃO GERIÁTRICA PARA DETERMINAR RASTREAMENTO–O PACIENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Prevalência e morbi-mortalidade 
 Susceptibilidade a iatrogenias → cascata desencadeada pelo rastreamento e tratamento 
 Resultados extrapolados 
 Desejo do paciente quanto a exames e possíveis tratamentos → Sempre individualizar e discutir com o paciente 
 
EPIDEMIOLOGIA BRASIL 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
56 
 
INCIDÊNCIA JUSTIFICA RASTREAMENTO? 
 
Risco estimado de 56,09 casos a cada 100 
mil mulheres. 
 
Número de mortes:12.852, sendo 147 
homens e 12.705 mulheres 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RASTREAMENTO - MAMA 
 
 
 
 
61 anos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BENEFÍCIOS 
 
Detecção precoce de tumores de mama → Detecção 2 anos antes do exame clínico 
Diminuição de mortalidade 
 
RISCOS 
 
Falso - Positivo → USG e Bx 20 a 30% dos casos 
Falso-negativo → 1 a cada 5 mamografias 
Ansiedade/medo/desconforto 
Exposição a radiação 
 
Auto - exame mensal: 
 Baixa sensibilidade (20 a 30%); 
 Não apresenta impacto na sobrevida. 
 
VARIAÇÃO ENTRE OS GRUPOS ETÁRIOS 
 
Mulheres com expectativa< 5 anos→ diagnóstico precoce pode interferir na qualidade de vida 
Mulheres > 65 anos o rastreio mamografia gera mais biópsias desnecessárias e ansiedades 
Mulheres acima de 80 a 90 anos ponderar expectativa de vida e qualidade de vida 
 
DATASUS, 2004 
 
Cobertura de Mamografia em 15 estados → 37 a 76% 
*** SUS → 17 a 54% 
DIAGNÓSTICO TARDIO 
 
ALTA TAXA DE MORTALIDADE 
#KetResumos 
 
57 
 
DIMINUIÇÃO DE MORTALIDADE? 
 
40 a 50 anos: redução de 18% 
> 50 anos: redução de 30% 
 
DIRETRIZES INTERNACIONAIS 
 
CÂNCER EXAME FREQUENCIA USPSTF GUIDELINE ACS - GUIDELINE AGS - GUIDELINE 
MAMA Mamografia com ou 
sem exame manual. 
 
Auto - exame é 
contraindicado 
 
RNM da mama 
 
Cada 1 ou 2 anos 
 
♀ ≥ 50 anos e Expectativa > 5 
anos. 
 
↓ benefício devido a 
múltiplas comorbidades 
 
↓expectativa de vida 
 
Grupos de risco 
♀ ≥ 40 anos. Continuar 
sempre que apresentar boa 
performance e ou candidata 
ao tratamento 
 
Grupos de risco 
 
Todas mulheres 
com expectativa de 
vida ≥ 4 anos 
 
 
INCA + ABM 
 
Exame clínico > 40 anos → Anual 
♀ 50 a 69 anos → Mamografia a cada 1 a 2 anos 
> 35 anos com alto risco → Mamografia anual 
 
RASTREAMENTO – CÂNCER DE PULMÃO 
 
CÂNCER DE PULMÃO JUSTIFICA RASTREAMENTO? 
 
Câncer com maior mortalidade → 1,82 milhões de novos casos 2012 
No Brasil: 20.424 mortes em2011 
Sobrevida média em cinco anos → entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. 
Estimativas de 27.330 novos casos (INCA - 2014): sendo 16.400 homens e 10.930, mulheres; 
Número de mortes: 22.424, sendo 13.698 homens e 8.726 mulheres (2011 - SIM) 
 
No Brasil, para 2014, estimam-se 16.400 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 10.930 entre mulheres. Tais valores 
correspondem a um risco estimado de 16,79 casos novos a cada 100 mil homens e 10,75 a cada 100 mil mulheres. 
 
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pulmão em homens é o segundo mais frequente nas regiões Sul 
(33,62/ 100 mil) e Centro-Oeste (14,03/ 100 mil). Nas regiões Sudeste (18,51/ 100 mil), Nordeste (9,01/ 100 mil) e Norte (7,69/ 
100 mil), é o terceiro. Para as mulheres, é o terceiro mais frequente nas regiões Sul (21,35/ 100 mil) e Sudeste (11,48/ 100 mil). 
Nas regiões Centro-Oeste (8,49/ 100 mil) e Nordeste (6,40/100 mil), é o quarto. Já na região Norte (5,11/ 100 mil), é o quinto mais 
frequente. 
 
É o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando aumento de 2% por ano na sua incidência mundial. A última 
estimativa mundial apontou incidência de 1,82 milhão de casos novos de câncer de pulmão para o ano de 2012, sendo 1,24 milhão 
em homens e 583 mil em mulheres. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de 
derivados de tabaco. No Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011. Altamente letal, a sobrevida média cumulativa total 
em cinco anos varia entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. No fim do século 
XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. 
 
Evidências na literatura mostram que pessoas que têm câncer de pulmão apresentam risco aumentado para o aparecimento de 
outros cânceres de pulmão e que irmãos, irmãs e filhos de pessoas que tiveram câncer de pulmão apresentam risco levemente 
aumentado para o desenvolvimento desse câncer. Entretanto, é difícil estabelecer o quanto desse maior risco decorre de fatores 
hereditários e o quanto é por conta do hábito de fumar. 
 
 
 Idade média ao diagnóstico: 70 anos Idade média ao morrer: 72 anos 
 
 
#KetResumos 
 
58 
 
EXAMES DE RASTREIO PARA CA DE PULMÃO???? 
 
 RX de tórax 
 Escarro 
 TC helicoidal de tórax com baixa dose 
 
 
TC helicoidal de tórax com baixa dose e RX de tórax 
 
 70% entre 55 e 64 anos de idade 
 Rastreamento anual por 3 anos, com TC ou RX de tórax e após, seguimento por mais 5 anos. 
 Indivíduos de Alto Risco: de 55 a 74 anos, com pelo menos 30 maços-ano, tabagistas atuais ou nos últimos 15 anos. 
 Redução de 20% na mortalidade específica 
 Sensibilidade de 93,8%, Especificidade de 73,4% 
 
RISCOS DO RASTREAMENTO? 
 
1 - Não traz melhora na saúde /não diminui a mortalidade pelo câncer 
2 - Falso positivo 
3 - Falso negativo 
4 - Exposição à radiação 
 
RASTREAMENTO – CÂNCER DE PRÓSTATA 
 
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA 
 
 
 
RASTREAMENTO 
 
Desde 1900 → Prevenção --- Toque Retal (TR) 
 
Toque retal: 
 Baixa sensibilidade (inferior a 50%); 
 Exame subjetivo; 
 Em 25% dos casos: tumor não acessível ao toque; 
 Câncer avançado: tumor não palpável em até 50% dos casos. 
 
ERA PSA → 2 décadas --- Aumentou a detecção precoce 
 
AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE PRÓSTATA → DIMINUIÇÃO DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PRÓSTATA? 
 
 
 
 
 
 
 
População de alto risco: 
 Idade 
 Carga tabagica 
 Anos de cessação do tabagismo (abaixo de 15 anos) 
 Af de CA de pulmão 
 Enfisema 
ERSPC, 2009 
 
N = 162.243 ♂ 
Idade - 55 a 69 anos 
Seguimento - 8,8 anos 
Periodicidade do PSA - 4 anos 
Indicação de biópsia - PSA >= 3,0 
 
Diminuição de 20% na mortalidade após seguimento de 9 anos (or: 0,8 ic: 0,65 –0,98) 
Prevenção de 1 morte a cada 48 ♂ tratados após detecção pelo screening 
 
PROVA 
CASO CLÍNICO COM ESSES DADOS.... 
#KetResumos 
 
59 
 
ADVOGADOS DO PSA 
 
 ↓ mortalidade 
 Detecção de tumores em menor estadio 
 ↓ de tumores metastáticos 
 
CRÍTICOS DO PSA 
 
 Elevação do PSA por outras causas 
 Sem correlação com o comportamento do tumor 
 Valor de referência para indicação de biópsia? 
Antígeno Prostático Específico (PSA): 
 Valor normal: < 4 ng/ml (2,5 a 10 ng/ml, dependendo da idade do paciente; 
 Em 31% dos tumores clinicamente significativos: PSA menor que 4ng/ml; 
 Falso positivos em 60 a 70% dos casos (causas: prostatite; hiperplasia prostática benigna; retenção urinária aguda). 
 
OVERDIAGNOSES E OVERTRETAMENT - Detecção e tratamento de doenças 
diagnosticadas pelo screening que nunca seriam diagnosticadas pela expectativa de vida 
do paciente. 
 
DANOS DO SCREENING 
 
COLETA DE PSA: 
 Tontura, hematoma e desmaio 
 Ansiedade (49%) 
 PLCO trial –26,2 / 10.000 coletas 
 
TOQUE RETAL: Desconforto, sangramento e síncope 
 
BIÓPSIA: 
Sangramento e hematúria (6 –13%) 
ITU (0,3 –4%) e Sepse (< 2%) 
Falso-Negativo 
 
RASTREAMENTO DIMINUI MORTALIDADE? 
 
 
 
O estudo americano (PLCO study) não mostrou diferença de mortalidade com o rastreamento (PSA + toque retal) numa média de 
seguimento de 11 anos e o estudo europeu (ERSPC study) mostrou uma redução relativa de 20% no mortalidade por câncer de 
próstata com o rastreamento (PSA apenas) durante um seguimento médio de 9 anos. 
 
A grande crítica em relação ao PLCO é fato de que a contaminação de rastreamento no grupo controle foi alta (mais de 50%), o 
que pode ter diluído as reais diferenças de mortalidade. Outras questões dizem respeito ao tempo de seguimento, aparentemente 
curto para avaliar mortalidade por cânceres descobertos por rastreamento, e os níveis de PSA que levavam à realização de biópsia. 
Já em relação ao ERSPC, as grandes críticas foram em relação ao fato de que o desenho do estudo foi heterogêneo, variando de 
país para país; os dados apresentados foram uma análise interina (a terceira análise interina), produzindo uma redução de 
mortalidade de 20% que é marginalmente significante, e a questão do NNR (número necessário para rastrear) e do NNT (número 
necessário para tratar) mas à custa de, talvez, mais malefício do que benefício; à custa de um número excessivo de resultados 
falso-positivos e mesmo de cânceres de próstata diagnosticados com rastreamento que não necessitariam de tratamento (na 
verdade não necessitariam nem mesmo serem descobertos em virtude do fardo psicológico e social que um diagnóstico deste tipo 
pode causar) e que são submetidos a tratamentos com todos os efeitoscolaterais possíveis (incontinência e disfunção erétil, por 
exemplo). 
 
TAXA DE OVERDIAGNOSES 
 Brancos Negros 
Etziani et al 29% 44% 
Telesca et al 22,7% 34,4% 
Draisma et al 23% 42% 
#KetResumos 
 
60 
 
 UNITED STATES PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE –MAIO-2012 
 Limite de idade para screening de próstata aos 75 anos 
 USPSTF Recommends Against Routine PSA Screening. 
 
Estudo europeu de rastreamento de câncer de próstata foi um ensaio clínico randomizado iniciado no início da década de 90 para 
avaliar o efeito do rastreamento com PSA sobre a mortalidade por câncer de próstata. Foram identificados 182.000 homens entre 
50 e 74 anos através de registros de 7 países europeus para inclusão no estudo. Os participantes foram randomizados para um 
grupo que recebeu rastreamento com PSA numa média de uma vez a cada 4 anos ou para um grupo controle. Muitos aspectos do 
desenho do estudo (nível de PSA que indicava a biópsia, por exemplo) variaram de país para país. O desfecho primário foi 
mortalidade por câncer de próstata. O seguimento para avaliar mortalidade foi idêntico para os dois grupos e terminou em 
dezembro de 2006. 
 
DIRETRIZES INTERNACIONAIS 
 
CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF 
GUIDELINE 
ACS GUIDELINE AGS 
GUIDELINE 
EUA 
Próstata PSA Anual /Bianual CONTRA 
GRAU D 
Discutir risco benefício. 
 
Pcte ≥ 50 anos, bianual 
expectativa de vida ≥ 10 
anos. 
 
> De 40 anos se HF 
???????? Pesar Risco vs Benefício dos 55 
aos 69 anos. 
 
Decisão compartilhada quanto 
a PSA bianual 
(grau B) 
 
INCA: DISCUTIR COM O PACIENTE! Riscos e benefícios antes da tomada de decisão 
 
No processo de rastreamento de patologias é muito importante definir a população-alvo. O rastreamento do câncer de próstata 
consiste na realização do toque retal e na dosagem do PSA total anualmente em pacientes nas seguintes faixas etárias: 
 Recomenda contra screening antes dos 40 anos 
 Não recomenda screening usual entre 40 – 55 anos (individualizar se alto risco - AF, negros), nem após os 70 anos ou 
expectativa de vida < 10 – 15a 
a) Maior ou igual a 50 anos, se a expectativa de vida é maior que 10 anos. 
b) Maior que 45 anos, se raça negra (resultados obtidos pelo estudo da raça negra americana) ou parentes de primeiro grau com 
doença diagnosticada antes dos 65 anos (pai, irmão ou filho). 
c) Maior que 40 anos, em pacientes com vários familiares com câncer de próstata. 
 
INCA: Por não haver, até o momento, evidências científicas de que o rastreamento do câncer de próstata possa produzir mais 
benefício que dano, o Instituto Nacional de Câncer recomenda que não se organizem ações de rastreamento para o câncer da 
próstata e que homens que demandam espontaneamente a realização de exames de rastreamento, sejam informados por seus 
médicos sobre os riscos e benefícios associados a esta prática. 
 
O INCA continuará acompanhando o debate científico sobre este tema, podendo rever sua posição quando estiverem disponíveis 
os resultados dos estudos multicêntricos em curso. 
 
O SCREENING PARA CÂNCER DE PRÓSTATA CONTINUA INCERTO ECONTROVERSO 
 
RASTREAMENTO – CÂNCER DE CÓLON 
 
INCIDÊNCIA: dobra a cada década dos 40 aos 80 anos 
 
TEMPO DE TRANSFORMAÇÃO: 10 a 15 anos 
 
DIAGNÓSTICO EM FASE ASSINTOMÁTICA 
 
Estimativa de novos casos: 30.140, sendo 14.180 homens e 15.960 mulheres (2012) 
Número de mortes: 13.344; sendo 6.452 homens e 6.892 mulheres (2010) 
 
TRATAMENTO PRECOCE: redução de mortalidade em 60 a 80% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
61 
 
RASTREAMENTO 
 
TESTE VANTAGENS LIMITAÇÕES 
PSOF Baixo custo / não invasivo / disponível Sensibilidade baixa para adenomas avançados; 
aderência anual difícil; 
 
COLONO VIRTUAL (CT) Menos invasivo; alta sensibilidade >10mm Preparo colônico; disponibilidade difícil 
 
SIGMOIDOSCOPIA Sem sedação; 60% redução mortalidade Não detecta CA proximal (aumenta com > idade) 
 
COLONOSCOPIA 90% sensibilidade >10mm / 
Biópsia / remoção lesões 
Preparo colônico; invasivo; custo elevado; 0,3-0,5% 
complicações 
 
ENEMA OPACO Baixo custo / disponível Apenas lesões avançadas; raramente utilizado 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS ALTO RISCO 
 
 Familiar de primeiro grau com CCR antes dos 50 anos → Síndromes hereditárias → Especialista 
 Familiar primeiro grau com CCR após 50 anos de idade → risco dobro 
 Colonoscopia aos 40 anos ou 10 anos inferior à idade do diagnóstico no parente 
 Colonoscopia: doenças inflamatórias 10 anos após o diagnóstico. 
 Risco maior em 
o Homens (RR 1,7), 
o Idade RR (vs 40 - 49 anos): 1,8 (50 - 55a); 2,9 (60 - 66a) 
o Com AF: screening a partir dos 40 anos 
 Colono mais frequente se 
o AP de pólipo adenomatoso 
o CA coloretal 
o Doença inflamatória 
 
DIRETRIZES INTERNACIONAIS 
 
CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF GUIDELINE ACS GUIDELINE AGS GUIDELINE 
Colo-retal 1 - Sangue oculto 
2 - Sigmoidoscopia 
3 - Colonoscopia 
1 - Anual 
2 - A cada 5 anos 
3 - Cada 10 anos 
50 aos 75 anos 
Aceita-se parar em > 85 a 
ou múltiplas comorbidades 
e ↓ expectativa de vida 
(grau D) 
Rastreamento ≥ 50 
anos, parar quando 
múltiplas 
comorbidades e ↓ 
expectativa de vida 
Rastreamento ≥50 anos, 
aceita-se parar em 
idosos frágeis com baixa 
expectativa de vida. 
 
RASTREAMENTO – CÂNCER DE COLO DE ÚTERO 
 
DIRETRIZES INTERNACIONAIS 
 
CÂNCER EXAME FREQUÊNCIA USPSTF GUIDELINE ACS GUIDELINE AGS GUIDELINE 
Colo do Útero Citologia 
oncótica 
Cada 1- 3 anos Parar ♀ ≥ de 65 anos sem alto 
risco p/ CA de colo e 
rastreamento prévio adequado . 
Histerectomizadas contra 
rastrear antes de 21 anos 
Ev: Grau D 
 Parar ♀ > 70 anos com 
últimos 3 exames 
citológicos normais sem 
exame alterado nos últimos 
10 anos; histerectomizada; 
múltiplas comorbidades 
Parar ♀ > 70 anos com 2 
exames normais nos 
últimos 10 anos. Com 
baixa expectativa de vida 
e que não toleraria o 
tratamento 
 
INCA: 
 
A partir dos 25 anos até os 64 anos 
> 64 com dois últimos exames negativos 
 
CONCLUSÃO 
 
Avaliação geriátrica pré-rastreamento 
Avaliação geriátrica ampla pré-tratamento 
 
PARAR RASTREAMENTO: 
 Mama: expectativa < 5 anos de vida 
 Cólon: 85 anos ou comorbidades significativas 
 Colo de útero: >65-70a com 2 exames prévios normais 
 Próstata: ??? Se..... 
 
 
EXAMES DE RASTREIO PROVA 
 COLONOSCOPIA – CA de cólon 
 MAMOGRAFIA – CA de mama 
 TC DE BAIXA DOSE DE TÓRAX – CA de pulmão em 
pacientes com fatores de risco 
#KetResumos 
 
62 
 
MENINGITES 
Dr. Fábio Fieni 
 
DEFINIÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
63 
 
TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA E TDAH 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 
Dr. André de Oliveira Lourenço 
 
INTRODUÇÃO 
 
 É importante quebrar um paradigma antigo de que doenças psíquicas são exclusivas de adultos e idosos. 
 Não podemos cair no paradigma contemporâneo de que todas as crianças que apresentam alguma dificuldade estão 
doentes e precisam ser medicadas. 
 Não podemos patologizar comportamentos infantis. 
 Não podemos ser indolentes e permitir que transtornos mentais tratáveis evoluam e levem a prejuízo tanto no 
desempenho escolar, familiar e social. 
 É importante ressaltar que a afirmação “Cada criança tem o seu tempo” não é totalmente verdadeira pois existe o tempo 
limite da normalidade. 
o Portanto crianças que não obtiveram o desenvolvimento de certas habilidades no período correto precisam ser 
investigados para investigação especializada. 
 
ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
64 
 
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 
 
 
 
LIMITES NO DESENVOLVIMENTO NA PSIQUIATRIA 
 
1. Aos 18 meses a criança já deve andar bem sem apoio; 
2. Aos 18 meses a criança já deve utilizar em média 20 palavras; 
3. Até os 24 meses a criança já deve ter perdido a maior parte do interesse pelo aleitamento materno. Após 24 meses deve-se 
interromper o aleitamento materno por risco de desenvolver transtornos psiquiátricos. 
4. Até os 36 mesesa criança já deve ter adquirido controle quase total dos esfíncteres. 
5. Ainda no período pré-escolar enquanto frequenta a creche a criança já é capaz de reconhecer autoridades e aprender as regras 
e acordos de cada ambiente. 
6. Aos 4 anos a criança já está apta a iniciar o processo de alfabetização, contudo o seu pico é aos 6 anos, a criança aos 8 anos já 
deve ter capacidade para ser totalmente alfabetizada*. 
* Importante interpretar se a criança que já aprendeu a ler e escrever e se consegue ler aquilo que ela copia do quadro e se ela 
entende o que leu. 
7. Aos 5 anos não deve mais ser observada a enurese noturna. Já deve saber o que é sim ou não. 
8. Aos 7 anos de idade não é mais esperada a permanência de amigos imaginários. 
 
PRINCIPAIS TRANSTORNOS NA INFÂNCIA 
 
 Transtornos no Neurodesenvolvimento 
 Transtornos de Ansiedade 
 Transtornos de Humor 
 Transtornos de Eliminação 
 Transtornos Disruptivos e de Controle de Impulsos 
 Transtornos Alimentares 
 Transtornos Relacionados a Trauma e Estressores 
 
TRANSTORNO DO NEURODESENVOLVIMENTO 
 
São transtornos psiquiátricos que se iniciam ainda no período do desenvolvimento da criança, embora muitas vezes são 
diagnosticados anos mais tarde. 
 DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS * 
 Transtornos da Comunicação 
 TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/ HIPERATIVIDADE.* 
 Transtorno Específico da Aprendizagem 
 Transtornos Motores 
 TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA* 
 
#KetResumos 
 
65 
 
DEFICIÊNCIAS INTELECTUAIS (F 70 –79) 
 
 É o nome mais atual para os Retardos Mentais. 
 Caracterizado por déficits funcionais, tanto intelectuais quanto adaptativos nos domínios conceitual, social e prático. 
 Suas causas são variadas desde a genética, infecções pré e pós-natal e problemas no parto. 
 O tratamento é comportamental. 
 
 
 
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA 
 
Engloba um conjunto de transtornos que cursam com características específicas manifestadas por déficits nas áreas da 
comunicação e interação social bem como a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento. 
Antes do desenvolvimento do DSM-5 envolvia cinco transtornos distintos, incluindo transtornos do autismo, de Asperger, 
desintegrativo da infância, síndrome de Rette transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação. 
Pode estar em comorbidade a Retardo Mental, Transtornos de Linguagem ou Epilepsia. 
Pode estar associado a centenas da síndromes genéticas (Rett, X-Frágil e Down) 
Até o ano de 1980, as crianças com sintomas de TEA costumavam ser diagnosticadas com esquizofrenia infantil 
Atualmente alcança até 1% da população 
A cada ano as estatísticas aumentam em todo o mundo. 
Mais frequente em meninos do que em meninas 4/1 
 
E AS VACINAS?? 
 
 
RETARDO MENTAL
CONSEQUENCIAS PESSOAIS
↓ Autonomia
↓ Mobilidade
↓ Independência
↓ Lazer
CONSEQUENCIAS FAMILIARES
Necessidade de cuidados
Carga econômica
CONSEQUENCIAS SOCIAIS
↓Produtividade
Má interação Social
#KetResumos 
 
66 
 
 
 
 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
 
A. Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos (os exemplos são apenas 
ilustrativos, e não exaustivos): 
 
1. Déficits na reciprocidade sócio emocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e dificuldade para estabelecer 
uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afeto, a dificuldade para iniciar ou responder a 
interações sociais. 
2. Déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, por exemplo, de comunicação 
verbal a anormalidade no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso gestos, a ausência total de 
expressões faciais e comunicação não verbal. 
3. Déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, variando, por exemplo, de dificuldade em ajustar o 
comportamento para se adequar a contextos sociais diversos a dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em 
fazer amigos, a ausência de interesse por pares. 
 
PROVA - 2 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS AUTISMO 
Déficit na interação e comunicação social 
Padrão restritivo e repetitivo. 
AUTISMO – Dificuldade em linguagem figurada 
Ex.: “Comer sapo” 
Antes de 2 anos é a idade ideal para 
diagnosticar AUTISMO 
#KetResumos 
 
67 
 
B. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos 
seguintes, atualmente ou por história prévia (os exemplos são apenas ilustrativos, e não exaustivos 
 
1. Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (estereotipias motoras simples, alinhar brinquedos 
ou girar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas). 
2. Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal 
(sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de 
saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente). 
3. Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco (forte apego a ou preocupação com objetos 
incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos). 
4. Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (indiferença 
aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, 
fascinação visual por luzes ou movimento). 
 
C. Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente 
manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou podem ser mascarados por estratégias 
aprendidas mais tarde na vida). 
 
D. Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes 
da vida do indivíduo no presente. 
 
E. Essas perturbações não são mais bem explicadas por deficiência intelectual ou por atraso global do desenvolvimento. Para 
fazer o diagnóstico da comorbidade de transtorno do espectro autista e deficiência intelectual, a comunicação social deve estar 
abaixo do esperado para o nível geral do desenvolvimento. 
 
Especificar se: 
Com ou sem comprometimento intelectual concomitante 
Com ou sem comprometimento da linguagem concomitante 
Associado a alguma condição médica ou genética conhecida ou a fator ambiental 
(Nota para codificação: Usar código adicional para identificar a condição médica ou genética associada.) 
Associado a outro transtorno do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental 
(Nota para codificação: Usar código[s] adicional[is] para identificar o[s] transtorno[s] do neurodesenvolvimento, mental ou comportamental 
associado[s].) 
Com catatonia (consultar os critérios para definição de catatonia associados a outro transtorno mental, p. 119-120) (Nota para codificação: usar 
o código adicional 293.89 [F06.1] de catatonia associada a transtorno do espectro autista para indicar a presença de catatonia comórbida.) 
 
PERGUNTAS IMPORTANTES AOS PAIS 
 
Seu filho já usou o dedo indicador dele para apontar, para pedir alguma coisa? 
Seu filho já usou o dedo indicador dele para apontar, para indicar interesse em algo? 
Seu filho consegue brincar de forma correta com brinquedos pequenos (ex. carros ou blocos), sem apenas colocar na boca, 
remexer no brinquedo ou deixar o brinquedo cair? 
O seu filho alguma vez trouxe objetos para você (pais) para lhe mostrar este objeto? 
O seu filho imita você? (ex. você faz expressões/caretas e seu filho imita?) 
O seu filho responde quando você chama ele pelo nome? 
Se você aponta um brinquedo do outro lado do cômodo, o seu filho olha para ele? 
 
TRATAMENTO 
 
O Acompanhamento deve ser realizado por uma equipe multiprofissional que inclui: 
 Psiquiatria, Pediatria, Psicologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Assistência Social, Psicopedagogia.A parceria com e escola regular, cuidadores e a família é fundamental. 
 
As medidas comportamentais são as mais efetivas: 
 "Horário de Atividades Escolares" 
 Método TEACH 
 Brinquedos 
 Princípios Concretos
 ABVDs 
 
PSICOFARMACOLOGIA 
 
IRRITABILIDADE: RISPERIDONA, ARIPIPRAZOL e Olzanzapina. 
 
HIPERATIVIDADE, IMPULSIVIDADE E DESATENÇÃO: Metilfenidato e Clonidina (Age no receptor da dopamina). 
 
COMPORTAMENTO REPETITIVO E ESTEREOTIPADO: ISRS? Risperidona. 
Quetiapina e Lítio com boa Resposta em Estudos 
Repositores de Flora, bons resultados comprovados 
Demais Off Label 
Melhor para agressividade e irritabilidade – Off label a partir de 3 anos 
Melhor que a Risperidona, o problema é o preço 
#KetResumos 
 
68 
 
ANTES DE ACABAR O TEMA 
 
Alteração em alguns genes estão mais ligados ao diagnóstico de TEA dentre eles vale a pena ressaltar: 
– MEC P 2 (Síndrome de Rett - quadro em mulheres que se “inicia” após os seis meses). A Síndrome de Rett (SR) e os Transtornos 
do Espectro Autista (TEA) são condições graves do desenvolvimento neurológico infantil que compartilham características 
fenotípicas como prejuízos severos na comunicação e interação social, acompanhados por movimentos repetitivos e 
estereotipados. SR ocorre mais frequentemente em meninas e é associada a mutações no gene MECP2. 
– FMR1 (X Frágil - doença Recessiva ligada ao X com importante comorbidade com deficiência intelectual). 
 
TDAH – TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E/OU HIPERATIVIDADE 
 
Um transtorno psíquico que cursa com um padrão duradouro e persistente de desatenção e/ou hiperatividade- impulsividade 
que interfere no funcionamento e no desenvolvimento. 
Os sintomas devem estar presentes em vários locais mesmo que em intensidades diferentes. 
Os sintomas devem estar presentes na presença de diferentes figuras de autoridade. 
Devem causar prejuízo importante em várias áreas da vida do indivíduo (escola, amigos, família e ambiente social). 
O curso do TDAH é variável. Sintomas persistem na adolescência em 60/85% dos casos e, na vida adulta, aproximadamente 60%. 
A Hiperatividade pode desaparecer mais facilmente embora persistam os problemas de déficit de atenção e do controle de 
impulsos. 
Via de regra, a atividade excessiva é o primeiro sintoma a ser remitido, e a distração, o último. 
O TDAH não tratado em adolescentes e adultos está ligado a abandono escolar, uso e abuso de substâncias, acidentes de trânsito, 
gravidez precoce, envolvimento em delitos, perda de empregos e instabilidade nos relacionamentos. 
É de suma importância diferenciar alunos desinteressados de desatentos. 
Não podemos confundir alunos bagunceiros e desobedientes com hiperativos. 
Para um melhor diagnóstico devemos não apenas nos atentar ao que o aluno faz e não faz, mas sim o motivo de fazer ou não 
fazer. 
Duas ferramentas são muito importantes no diagnóstico e seguimento: 
 Relatório escolar contendo dados sobre as habilidades acadêmicas, metodologias de ensino em uso, comportamento em 
sala e relacionamento com alunos e professores. 
 Preenchimento do MTA SNAP IV 
 
DESATENTO – Dificuldade em manter o foco atencional nas coisas que NÃO gosta 
 
HIPERATIVO – Não consegue parar nem com o que gosta. Não consegue manter o foco nem com o eu gosta. 
 
 
#KetResumos 
 
69 
 
 
1 a 9 = Desatenção 
 
10 a 18 = Impulsividade e Hiperatividade 
 
19 a 26 = TOD (Transtorno Opositor Desafiador) 
 
TRATAMENTO 
 
NÃO ESTIMULANTES 
 
 Bupropiona até 300 mg – Uso acima de 12 anos. Pode levar a psicose. Ação dopaminérgica. 
 Clonidina*até 0,300 em até 3 tomadas 
 ISRS 
 Antipsicóticos Atípicos 
 Tricíclicos – IMIPRAMINA (Enurese noturna) 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
70 
 
NÃO ESTIMULANTES 
 
 
 
*** Usar a Ritalina todos os dias, exceto durante a fase de crescimento pois interfere no crescimento. Nesse caso não usar nos 
finais de semana, feriado e férias. 
 
TRANSTORNO OPOSITOR E DESAFIADOR 
 
Apresenta um forte e incontrolável comportamento de Oposição e desafio à figuras de autoridade. 
Comportamento de Oposição com muito mais frequência e intensidade do que nos seus pares. 
É evidente a manifestação dos sintomas em casa, mas inicialmente podem não exibir na escola ou com seus pares. 
Geralmente causa mais sofrimento a terceiros do que a criança. 
Podem interferir nos relacionamentos interpessoais com consequências futuras. 
Comorbidade importante com TDAH, T Humor e abuso de Substâncias. 
– Discutir com Adultos. 
– Perder a cabeça e Ataques de raiva. 
– Ressentimento. 
– Desafiar ativamente regras de adultos. 
– Incomodar outras pessoas de forma deliberada. 
– Tendência a culpar outros por seus erros. 
– Podem estar cientes da negatividade do comportamento, contudo justificam como atos de justiça. 
 
OUTROS TRANSTORNOS 
 
Transtorno de Ansiedade de Separação 
Transtorno de Habilidades Escolares (Leitura, Soletração, Escrita e Aritmética) 
Dislexia/ Disgrafia 
Mutismo Eletivo 
Atraso Global no Desenvolvimento 
Transtornos da Fala e da Linguagem 
Transtorno Emocional na Infância 
Má adaptação escolar 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
71 
 
TONTURAS 
Dr. Fábio Fieni 
 
SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS 
 
TÓPICOS E OBJETIVOS: 
 
 Características e definições das síndromes 
 Epidemiologia 
 Relevância da topografia acurada 
 Diferenciação das síndromes sob aspectos 
clínicos 
 Estratificação e proposta de avaliação 
complementar. 
 
 Vertigem 
 Náuseas e vômitos 
 Nistagmo espontâneo 
 Instabilidade postural 
 Evolução de horas a dias 
 
SÍNDROMES VESTIBULARES: 
 
 2,5% dos casos em serviços de emergência 
 Prevalência de 5% em 1 ano – população geral 
 AVC – Em até 25% dos casos em pacientes com fatores de risco 
cerebrovasculares. 
 
AVC E SÍNDROME VESTIBULAR AGUDA 
 
O papel dos exames de imagem: 
 TC – Sensibilidade de aproximadamente 16% 
 MRI-DWI - Sensibilidade de aproximadamente 88% 
 
SÍNDROME VESTIBULAR AGUDA – PONTOS RELEVANTES 
 
 Causa mais comum: NEURITE VESTIBULAR 
 Lesões cerebrovasculares (circulação posterior) frequentemente simulam quadros vestibulares periféricos 
 TC de crânio tem sensibilidade muito baixa 
 RNM é negativa em até 1 em 5 AVCs fossa posterior na fase aguda (24-48h). 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS 
 
O papel do médico: 
 Triagem adequada dos casos 
 Definição diagnóstica e tratamento 
 Indicação adequada dos exames complementares, sem excessos e sem erros 
 
AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS – A HISTÓRIA CLÍNICA 
 
DADOS DA HISTÓRIA CLÍNICA PREDIZ ORIGEM FORÇA 
Vertigem de início gradual Periférica (neurite) ++ 
Vertigem de início súbito Central (AVC) Incerto 
Múltiplos episódios prodrômico Central (AVC) +++ 
Tipo de vertigem Não - 
Duração da vertigem > 24h Não - 
Desencadeantes da vertigem Não - 
Idade < 50 anos Periférica (neurite) + 
Idade > 50 anos Central (AVC) ++ 
Outros fatores de risco vascular Central (AVC) ++ 
História de trauma Central (AVC) + 
Sem história de trauma Não - 
Outra comorbidade ou cirurgia Variável - 
 
 
 
 
PERIFÉRICAS CENTRAIS 
Neurite Vestibular 
VPPB 
Meniere 
Fistula Perilinfática 
AVC/AIT 
Esclerose múltipla 
Migranea 
Ataxias 
#KetResumos 
 
72 
 
AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS – O EXAME NEUROLÓGICO 
 
Alterações sugestivas de lesões de tratos longos ou francos sinais cerebelares – Presentes em menos de 50% dos casos. 
 
MELHOR ESTRATÉGIA: EXAME OCULOMOTOR na avaliação das síndromes vestibulares agudas 
 
 Reflexo vestibuloocular (VOR: h-HIT) 
 Avaliação do nistagma 
 Desalinhamento Ocular Vertical (Test-of-Skew) 
 
REFLEXO VESTIBULOOCULAR 
 
 
 
 
VOR relacionado à neuroimagem (MRI-DWI) na predição de AVC nas síndromes vestibulares agudas: 
 
 Neuroimagem negativa 
(Não AVC – n=8) 
Neuroimagem Positiva 
(AVC – n=34) 
VOR Normal - (h-HIT Negativo) Indica fortemente 
origem central 
0% (n=0) 91% (n=31) 
VOR Alterado - (h-HIT Positivo) Indica fortemente 
origem periférica 
100% (n=8) 9% (n=3) 
 
NISTAGMO 
 
PERIFÉRICO CENTRAL 
 Horizontal,componente torsional 
 Aumento da intensidade com olhar direcionado para o 
lado da fase rápida. 
 Diminuição da intensidade com a fixação do olhar 
 Horizontal, vertical, torcional, multidirecional 
 Muda a direção de acordo com a direção do olhar (gaze-
evoked) – Infartos cerebelares mimetizam lesões 
periféricas 
 Não se altera com a fixação do olhar. 
 
SKEW DEVIATION = Desalinhamento ocular vertical – Assimetria direita-esquerda do tônus vestibular central. 
Marcadores específicos de lesão do tronco encefálico: Sensibilidade de 40% e especificidade de 100% 
Teste: cobertura alternante dos olhos. 
 
AVALIAÇÃO DAS SÍNDROMES VESTIBULARES AGUDAS - HINTS “Benigno” – Afasta o diagnóstico de AVC com mais precisão que a 
MRI-DWI na fase aguda (24-48h) 
 
MENSAGENS DA APRESENTAÇÃO 
 
 Síndromes vestibulares são comuns e as formas periféricas são mais prevalentes. 
 O principal diagnóstico diferencial é com lesões cerebrovasculares. 
 Infartos de bulbo lateral, ponte lateral e cerebelo inferior frequentemente simulam síndromes vestibulares periféricas. 
 A abordagem clínica sistematizada é meio seguro de estabelecer diagnóstico topográfico (periférico X central). 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
73 
 
TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS E CONVERSIVOS 
Dr. André de Oliveira Lourenço 
 
 Transtornos Dissociativos (Conversão) 
 Transtornos somatoformes 
 Factício/Fictício 
 Simulação 
 
TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS 
 
DISSOCIAÇÃO - Mecanismo de defesa inconsciente envolvendo a segregação de qualquer grupo de processos mentais ou 
comportamentais do resto da atividade psíquica da pessoa. 
 
No Transtorno há interrupção em uma ou mais funções mentais, tais como memória, identidade, percepção, consciência ou 
comportamento motor. Pode ser repentino ou gradual, transitório ou crônico, e os sinais e sintomas costumam ser causados por 
trauma psicológico. PARA TER UM TRANSTORNO DISSOCIATIVO DEVE HAVER TRAUMA!!!!! 
 
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS: PROVA 
 
 Crises após eventos traumáticos 
 Sem causa orgânica que comprove 
 Com ganho secundário 
 
AMNÉSIA DISSOCIATIVA 
 
A principal característica dessa amnésia é uma incapacidade de lembrar de informações pessoais importantes, normalmente de 
natureza traumática ou estressante, que é extensa demais para ser explicada por esquecimento habitual. 
 
A. Incapacidade de recordar informações autobiográficas importantes, geralmente de natureza traumática ou estressante, 
incompatível com o esquecimento normal. 
Nota: Consiste mais frequentemente em amnésia localizada ou seletiva de eventos específicos ou amnésia generalizada da 
identidade e da história de vida. 
 
B. Causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento. 
 
C. Não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou condição neurológica. 
 
D. Não é mais bem explicada por transtorno dissociativo de identidade ou transtornos relacionados a stress. 
 
Tipos de amnésia dissociativa 
 
 Amnésia localizada – Incapacidade de lembrar de eventos relacionados a um período circunscrito de tempo. 
Impossibilidade de recordar eventos durante um período limitado, é a forma mais comum de amnésia dissociativa. A 
amnésia localizada pode ser mais ampla do que a amnésia de um único evento traumático (p. ex., meses ou anos 
associados a abuso infantil ou participação em combate intenso). 
 
 Amnésia seletiva – Habilidade de lembrar de alguns, mas não de todos os eventos ocorridos durante um período 
circunscrito de tempo. O indivíduo consegue recordar alguns, mas não todos os, eventos de um período limitado. Assim, 
pode lembrar-se de uma determinada parte de um evento traumático, mas não de outras partes. Alguns indivíduos 
relatam tanto amnésias localizadas quanto seletivas. 
 
 Amnésia generalizada – Incapacidade de lembrar da vida inteira. Uma perda completa da memória da história de vida 
da pessoa, é rara. Indivíduos com amnésia generalizada podem esquecer a própria identidade. Alguns perdem o 
conhecimento prévio a respeito do mundo (i.e., conhecimento semântico) e não conseguem mais acessar habilidades 
bem aprendidas (i.e., conhecimento procedural). A amnésia generalizada tem um início agudo; a perplexidade, a 
desorientação e a perambulação sem rumo de indivíduos com amnésia generalizada geralmente os levam à atenção 
policial ou a serviços de emergência psiquiátrica. Esse tipo de amnésia pode ser mais comum entre veteranos de guerra, 
vítimas de ataque sexual e indivíduos que sofrem estresse ou conflito emocional extremo. 
 
 Amnésia contínua – Incapacidade de lembrar de eventos sucessivos enquanto ocorrem. O indivíduo esquece todos os 
eventos novos à medida que acontecem. 
 
 Amnésia sistematizada – Incapacidade de lembrar de uma categoria de informação, tal como todas as memórias 
relacionadas à própria família ou a uma pessoa específica. O indivíduo perde a memória de uma categoria de informação 
específica (p. ex., todas as recordações relacionadas à família, a uma determinada pessoa ou ao abuso sexual na infância). 
 
 
 
 
Psique = Alma 
 
Soma = Corpo 
 
Segregação = Separação 
Flunitrazepam (Boa noite Cinderela) – Diagnóstico 
diferencial de amnésia dissociativa. 
#KetResumos 
 
74 
 
FUGA DISSOCIATIVA 
 
Especificar se: 
 Sem fuga dissociativa (F44.0) 
 Com fuga dissociativa (F44.1) – Sai andando sem saber para onde vai... COMUM EM MÉDICOS. 
 
COM FUGA DISSOCIATIVA - Viagem aparentemente proposital ou perambulação sem rumo associada a amnésia de identidade 
ou de outras informações autobiográficas importantes. Ex.: Um indivíduo que está experimentando uma fuga dissociativa, súbita 
e inesperadamente, viaja para um novo local, assume uma nova identidade e sofre amnésia de sua identidade anterior. 
 
 Segue um estresse psicossocial severo. 
 Pode durar algumas horas e em geral dura meses 
 Quando termina, o indivíduo retorna à sua identidade original e não tem qualquer lembrança do que ocorreu durante a fuga. 
 
DESPERSONALIZAÇÃO/DESREALIZAÇÃO 
 
A despersonalização é definida como o sentimento persistente ou recorrente de desapego ou de estranhamento do próprio eu. 
O indivíduo pode relatar se sentir como um autômato ou como se estivesse se assistindo 
em um filme. 
 
A desrealização tem alguma relação e se refere a sentimentos de irrealidade ou de 
afastamento do próprio ambiente. O paciente pode descrever sua percepção do mundo 
exterior como um ambiente no qual falta lucidez ou emoção, como se estivesse em um 
sonho ou morto. 
 
A. Presença de experiências persistentes ou recorrentes de despersonalização, desrealização ou ambas: 
Despersonalização: Experiências de irrealidade, distanciamento ou de ser um observador externo dos próprios pensamentos, 
sentimentos, sensações, corpo ou ações. 
Desrealização: Experiências de irrealidade ou distanciamento em relação ao ambiente ao redor (irreais, oníricos, nebulosos, 
inertes ou visualmente distorcidos). 
 
B. Durante as experiências de despersonalização ou desrealização, o teste de realidade permanece intacto. 
 
C. Os sintomas causam sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes 
da vida do indivíduo. 
 
D. Não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica. 
E. Não é mais bem explicada por outro transtorno mental. 
 
TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE 
 
Anteriormente chamado de transtorno de múltiplas personalidades, tem sido o transtorno dissociativo mais pesquisado de todos. 
Presença de duas ou mais identidades distintas ou estados de personalidade. 
Trata-se da psicopatologia dissociativa paradigmática, já que os sintomas de todos os outros transtornos dissociativos são em geral 
encontrados. 
 
A. Ruptura da identidade caracterizado pela presença de dois ou mais estados de personalidade distintos. Descontinuidade 
acentuado no senso de si mesmo e de domínio das próprias ações. 
B. Lacunas recorrentes na recordação de eventos cotidianos, informações pessoais importantes oueventos traumáticos. 
C. Sintomas causam grave sofrimento e prejuízo no funcionamento. 
D. Não é parte normal de uma prática religiosa ou cultural amplamente aceita. 
E. Não são atribuíveis a substancias ou condição médica. 
 
Se as respostas forem positivas, peça para o paciente descrever o evento. Certifique-se de especificar que os sintomas não 
ocorreram durante um episódio de intoxicação. 
1 - Seu comportamento é muito diferente em uma situação comparada com outra, de modo que você quase se sente como duas pessoas 
diferentes? 
2 - Você sente que há mais de um de você? Mais do que uma parte de você? Ao seu lado? Eles parecem estar em conflito ou em uma luta? 
3 - Essa parte (ou partes) de você tem (têm) suas próprias maneiras de pensar, perceber e de se relacionar com o mundo e com o eu? Tem (têm) 
suas próprias memórias, seus próprios pensamentos e sentimentos? 
4 - Mais de uma dessas entidades assume controle do seu comportamento? 
5 - Você tem pensamentos ou sentimentos (ou ambos) que vêm de dentro de você (ou de fora) que não consegue explicar? Que não se parecem 
com pensamentos ou sentimentos que você teria? Que se parecem com pensamentos ou sentimentos que não estão sob seu controle (influência 
passiva)? 
6 - Você já sentiu que o seu corpo estava envolvido em um comportamento que não parecia estar sob o seu controle? Por exemplo, dizendo 
coisas, indo a lugares, comprando coisas, escrevendo, desenhando ou criando coisas, ferindo você mesmo e os outros, e assim por diante? Que 
o seu corpo parecia não pertencer a você? 
7 - Você sente que precisa lutar contra outra parte de você que parece querer fazer ou dizer algo que você não deseja fazer ou dizer? 
8 - Você sente que há uma força (pressão, parte) dentro de você que tenta impedi-lo de fazer ou dizer algo? 
Despersonalização e Desrealização 
é comum nos ataques de pânico. 
Tumores cerebrais podem causar 
esses sintomas. 
#KetResumos 
 
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9 - Você ouve vozes, sons ou conversas em sua mente? Que parecem estar discutindo com você? Comentando sobre o que você faz? Dizendo 
para você fazer ou não certas coisas? Para você se machucar ou machucar os outros? Que parecem estar alertando-o ou tentando protegê-lo? 
Que tentam reconfortá-lo, apoiá-lo ou tranquilizá-lo? Que dão informações importantes sobre coisas? Que discutem ou dizem coisas que não 
têm nada a ver com você? Que têm nomes? Homens? Mulheres? Crianças? 
10 - Eu gostaria de falar com essa parte (lado, aspecto, faceta) de você (da mente) que é chamada de “a furiosa” (a Janie, a que foi a Atlantic City 
no fim de semana e gastou muito dinheiro, etc.). Essa parte pode vir à tona, por favor? 
11 - Você costuma sentir como se estivesse fora de si mesmo? Dentro de si mesmo? Ao seu lado, observando-se como se fosse outra pessoa? 
12 - Você se sente desconectado de si mesmo ou de seu corpo, como se você (ou o seu corpo) não fosse real? 
13 - Você costuma sentir que o mundo ao seu redor não é real? Como se você estivesse em uma névoa ou atordoado? Como se estivesse pintado? 
Bidimensional? 
14 - Você se olha no espelho e não reconhece quem vê? Vê outra pessoa lá? 
 
Outros transtornos dissociativos de identidade: 
 Transtorno dissociativo de transe ou possessão 
 Lavagem cerebral - Síndrome da memória recuperada 
 Síndrome da falsa memória. 
 Síndrome de Ganser 
 
MEDICINA PSICOSSOMÁTICA 
 
O termo psicossomático é derivado das palavras gregas psique (alma) e soma (corpo) e refere-se literalmente a como a mente 
afeta o corpo. 
Sigmund Freud foi o principal teórico que reuniu psique e soma. Ele demonstrou a importância das emoções na produção de 
transtornos mentais e dos distúrbios somáticos. 
Aplicação da ideia de reação conversiva dos órgãos sob controle do sistema nervoso autônomo foi descrita por Sándor Ferenczi 
em 1926. 
A associação de um significado simbólico a febre e hemorragia foi sugerida por Georg Groddeck, em 1929. 
 
TRANSTORNO DE SINTOMAS SOMÁTICOS 
 
Conhecido como hipocondria. 
Caracterizado por seis meses ou mais de uma preocupação geral e não delirante com temores de ter, ou a ideia de que tem, uma 
doença grave com base na falsa interpretação de sintomas corporais. 
Tem pouco insight a respeito da presença desse transtorno. 
Prevalência em cerca de 3% dos estudantes de medicina, em geral nos primeiros dois anos, mas costumam ser transitórias. 
As pessoas com esse transtorno aumentam e amplificam suas sensações somáticas e têm baixos limiares e baixa tolerância ao 
desconforto físico. 
 
Critérios Diagnósticos 
 
A. Um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou resultam em perturbação significativa da vida diária. 
 
B. Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas somáticos ou associados a preocupações 
com a saúde manifestados por pelo menos um dos seguintes: 
Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da gravidade dos próprios sintomas. 
Nível de ansiedade persistentemente elevado acerca da saúde e dos sintomas. 
Tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou a preocupações a respeito da saúde. 
 
C. Embora algum dos sintomas somáticos possam não ser contínuos, a sintomatologia é persistente 
 
TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE DOENÇA 
 
Uma variante do transtorno de sintomas somáticos (hipocondria). 
Pessoas que são preocupadas com ter ou contrair uma doença. 
Diferentemente do TSS, no de Ansiedade de Doença existe pouco ou nenhum sintoma somático e as pessoas estão 
“principalmente preocupadas com a ideia de estarem doentes”. 
O diagnóstico também pode ser usado para pessoas que, de fato, têm uma doença clínica, mas cuja ansiedade é desproporcional 
ao diagnóstico, e que imaginam o pior resultado possível. 
 
Critérios Diagnósticos 
 
A. Preocupação com ter ou contrair uma doença grave. 
B. Sintomas somáticos não estão presentes ou são leves. 
C. Há alto nível de ansiedade com relação à saúde, facilmente alarmado a respeito do estado de saúde. 
D. O indivíduo tem comportamentos excessivos relacionados à saúde ou exibe evitação mal-adaptativa. 
E. Preocupação relacionada a doença presente há pelo menos seis meses, mas a doença temida pode mudar. 
F. Não é mais bem explicada por outro transtorno mental. 
 
#KetResumos 
 
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Especificar se: 
 Tipo busca de cuidado 
 Tipo evitação de cuidado: 
 
TRANSTORNO DE SINTOMAS NEUROLÓGICOS FUNCIONAIS (TRANSTORNO CONVERSIVO) 
 
Caracterizado por sintomas ou déficits que afetam funções motoras ou sensoriais voluntárias, sugerindo outra condição clínica, 
mas que aparenta ser causada por fatores psicológicos, pois é precedida por conflitos ou outros estressores. 
 
O termo “conversão” foi introduzido por Sigmund Freud, que, com base em seu trabalho com Anna O, formulou a hipótese de que 
os sintomas do transtorno conversivo refletem conflitos inconscientes. 
 
Sintomas sensoriais - Anestesia e parestesia são comuns, especialmente das extremidades. Os órgãos dos sentidos podem ser 
afetados. 
 
Sintomas motores - Incluem movimentos anormais, distúrbio da marcha, fraqueza e paralisia. Tremores rítmicos grosseiros, 
movimentos coreiformes, tiques e espasmos podem estar presentes. 
 
Sintomas convulsivos - Pseudoconvulsão é outro sintoma no 
transtorno conversivo. Convulsão Dissociativa: 
 
Outras características associadas: 
 
Ganho primário - Os pacientes obtêm ganho primário ao manter 
os conflitos internos fora de sua consciência. 
 
Ganho secundário - Os pacientes acumulam vantagens e 
benefícios tangíveis como resultado de estarem doentes, 
recebendo apoio e assistência que de outra forma não estariam 
disponíveis. 
 
La belle indifférence - Atitude inapropriadamente arrogante de 
um paciente em relação a sintomas graves. 
 
Identificação - Podem moldar seus sintomas de forma inconsciente conforme os de alguém importante para eles. 
 
 
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TRANSTORNO FACTÍCIO - Z68.1 
 
Pacientes com transtorno factício simulam, induzem ou agravam a doença para receber atenção médica, independentemente deestarem ou não doentes. 
Podem infligir lesões dolorosas, deformantes ou até mesmo com perigo de morte a si mesmos ou a terceiros. 
 
Podem provocar morbidade significativa ou até mesmo 
mortalidade. Portanto, mesmo que as queixas apresentadas sejam 
falsificadas, as necessidades clínicas e psiquiátricas desses 
indivíduos devem ser levadas a sério. 
 
1951, em Lancet, Richard Asher cunhou o termo “síndrome de 
Münchausen” na qual os pacientes enfeitam sua história pessoal, 
fabricam sintomas cronicamente para obter internação hospitalar 
e peregrinam de hospital em hospital. 
 
Os Transtornos Factícios são diferenciados de atos de simulação. 
A motivação é uma necessidade psicológica de assumir o papel de 
enfermo, evidenciada por uma ausência de incentivos externos 
para o comportamento. 
Em geral apresentam sua história de forma dramática, mas são 
extremamente vagos e inconsistentes, quando questionados em 
maiores detalhes. 
 
Eles freqüentemente possuem um extenso conhecimento da terminologia médica e das rotinas hospitalares. 
Submetem-se com avidez a múltiplos procedimentos e operações invasivas. Hospitalizados, habitualmente recebem poucas 
visitas. 
 
TRANSTORNO FACTÍCIO POR PROCURAÇÃO – Munchausen por procuração 
 
Um objetivo aparente do comportamento é que o cuidador assuma de maneira indireta o papel de doente; outro objetivo é se 
aliviar do papel de cuidador fazendo o filho ser hospitalizado. 
O Mais comum envolve uma mãe que engana a equipe médica fazendo-os acreditar que seu filho está doente. 
O embuste pode envolver uma história médica falsa, a contaminação de amostras laboratoriais, alteração de registros ou indução 
de lesões e doença na criança. 
 
Diretrizes Diagnósticas 
 
A. A característica essencial do Transtorno Factício é a produção intencional de sinais ou sintomas somáticos ou psicológicos. 
B. A motivação para o comportamento consiste em assumir o papel de enfermo. 
C. Incentivos externos para o comportamento (por ex., ganho econômico, esquiva de responsabilidades legais ou melhora no bem-
estar físico, como na Simulação) estão ausentes. 
 
Transtorno factício ≠ de simulação 
 
Transtorno Factício - Paciente provoca os sintomas → quer atenção → conhece os termos técnicos 
Simulação – Quer algo em troca 
 
TRANSTORNO DOLOROSO 
 
Um transtorno doloroso é caracterizado pela presença e foco na dor em uma ou mais partes do corpo e é suficientemente grave 
para receber atenção clínica. 
 
Fatores psicológicos são necessários na gênese, gravidade ou manutenção da dor, que causa sofrimento significativo, prejuízos 
ou ambos. 
 
O médico não deve julgar a dor como “inapropriada” ou “indo além do que seria o esperado”. Em vez disso, o foco fenomenológico 
e o diagnóstico residem na importância dos fatores psicológicos e no grau do prejuízo causado pela dor. 
 
SIMULAÇÃO - CID Z76.5 
 
O indivíduo produz sintomas de modo intencional, porém com um objetivo obviamente perceptível quando as circunstâncias 
ambientais se tornam conhecidas. 
A Simulação pode ser considerada adaptativa sob certas circunstâncias e geralmente levará o paciente a certo benefício imediato. 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
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MANEJO NA EMERGÊNCIA 
 
Manejo da agitação/agressividade 
 
 Diazepam 5 mg OU Risperidona 2 mg OU Olanzapina 2,5 mg ou 5 mg → VO 
 Haloperidol injetável - 1 ampola IM 
 Prometazina injetável - 1 ampola IM 
 Diazepam 1 ampola diluída em 100 ml SF - EV lento. 
 Investigar se causa orgânica – Laboratório (Sempre pesquisar sífilis e HIV), TC 
 Investigar uso de Drogas 
 Encaminhar ao Psiquiatra 
 
Manejo Ambulatorial 
 
 Sempre procurar associar psicoterapia. 
 Inibidores Seletivos - Fluoxetina, Sertralina, Escitalopram (Sintomas psíquicos) 
 Duais - Venlafaxina, Duloxetina (Sintomas psíquicos + físicos) 
 Risperidona, Quetiapina, Olanzapina 
 Benzodiazepínicos 
 Carbonato de Lítio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
#KetResumos 
 
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IATROGENIA NO IDOSO 
Dr. Heitor Spagnol dos Santos 
 
INTRODUÇÃO 
 
IATROS = médico 
GENEIN = produzir 
IATROGENIA = Evento Adverso? 
 
DEFINIÇÃO - “Afecções decorrentes da intervenção do médico e/ou de seus auxiliares, seja 
ela certa ou errada, justificada ou não, mas da qual resultam consequências prejudiciais 
para a saúde do paciente. ” 
 Ocorrência ou condição 
 Não intencional 
 Decorrente da ação da equipe de saúde 
 Não decorrente da história natural da doença 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 
Idosos hospitalizados 
 Incidência: 5 - 58% 
 Risco em idosos é 2 vezes maior 
 Disfunção permanente ou óbito: 5 - 20% 
 
FATORES DE RISCO 
 
 Multimorbidades 
 Grau de complexidade das doenças 
 Má condição clínica no momento da admissão 
 Polifarmácia (uso de 5 ou mais medicações) 
 Tempo de internação 
 Funcionalidade 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
Gravidade – risco de morte 
Potencialmente evitável X Inevitável 
 
TIPOS: 
 Ocorrência 
 Diagnóstica 
 Terapêutica 
 
IATROGENIA EM OCORRÊNCIA 
 
Quedas 
Úlcera de pressão 
Infecções hospitalares 
 
IATROGENIA EM PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS 
 
Colonoscopia - desidratação, hipotensão, insuficiência renal aguda 
Contraste endovenoso (tomografia, arteriografia, cateterismo) – insuficiência renal 
 
IATROGENIA EM MEDIDAS TERAPÊUTICAS 
 
 Infecção - flebite, celulite, catéter venoso central, sonda vesical 
 Complicações peri-operatórias 
o Delirium 
o Infarto agudo miocárdio 
o Deiscência 
o Infecção 
 Reação adversa a medicamentos 
 Omissão 
 
 
 
#KetResumos 
 
80 
 
DEFINIÇÃO DE RAM 
 
Reação adversa a medicamentos (RAM): qualquer resposta nociva e não intencional a medicamentos que ocorra em associação 
ao uso de doses normalmente empregadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças ou para a 
modificação de uma função fisiológica, com a exclusão dos casos de falha terapêutica. 
 
REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS EM IDOSOS 
 
 Iatrogenia mais comum (20-40%) 
 ↑idade 
o 10% de 40 - 50 anos 
o 25% em > 80 anos 
 Mortalidade 
o 1/1000 idosos 
o 51% das mortes por RAM em idosos 
 
FATORES DE RISCO PARA RAM 
 
 Polifarmácia 
 Multimorbidade 
 Alteração do metabolismo e excreção hepática e renal 
 Má adesão ao tratamento 
 Déficit cognitivo 
 Uso de medicações potencialmente inapropriadas para idosos 
 Tempo de internação 
 
Exemplos de RAM: 
 
 
 
CONSEQUÊNCIAS DAS RAM 
 
↑ risco de óbito em 20% 
↑ duração da internação em 2x 
↑custos 
Cascata iatrogênica 
 
Cascata Iatrogênica - Caso Clínico 
GBS, 80 anos, sexo feminino 
Antecedentes: HAS, DM, DLP 
Internada na Enfermaria de Geriatria para realização de colonoscopia para investigação de anemia ferropriva 
Preparo de colono realizado com: Dulcolax no dia anterior ao exame e Manitol no dia do exame 
Durante o preparo, paciente foi se levantar para ir ao banheiro e apresentou queda da própria altura, com FCC em fronte, que foi 
suturado. 1 
Residente de geriatria avaliou paciente e constatou desidratação e hipotensão postural. Iniciada expansão EV, com melhora. 2 3 
Colono realizada sem intercorrências 
Colonoscopia evidenciou lesão infiltrativa em cólon ascendente. 
TC de abdome sem sinais evidentes de metástase 
Evoluiu com IRA por contraste após TC abdome 4 
Submetida a hemicolectomia direita, com anastomose feita no mesmo tempo cirúrgico. 
No POI, já na UTI, evoluiu com instabilidade hemodinâmica. 5 
Reoperada de urgência, evidenciado hemorragia em anastomose colônica. 6 
Após a reoperação, necessitou de droga vasoativa. Passado acesso venoso central. 
A paciente recebeu grande quantidade de fluidos (soro + sangue) e evoluiu com anasarca. 7 
Após estabilidade hemodinâmica, recebeu furosemida e evoluiu com hipocalemia e arritmia. 8 
#KetResumos 
 
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Após 10 dias, já na enfermaria, iniciou quadro de febre. Apresentava secreção purulenta ao redor do cateter central. Confirmada 
infecção de cateter, que foi sacado. Iniciado tratamento com Cefepime e Vancomicina. 9 
Evoluiu com piora da função renal, sem instabilidadehemodinâmica – Vancomicina. 10 
 
PREVENÇÃO DE REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS 
 
 
 
Diagnóstico correto 
 Avaliação estado nutricional 
 Avaliação função hepática e renal 
 Atenção para interações medicamentosas 
 Considerar benefícios X efeitos colaterais 
 Usar tratamento medicamentoso apenas após medidas não-farmacológicas 
 Pedir ao paciente trazer todas as medicações às consultas e reforçar as razões para o uso da droga, dosagem, frequência e 
efeitos colaterais 
 Simplificar a posologia (↓nº cpq do possível) 
 Iniciar com doses baixas e ↑devagar - ↓ toxicidade das drogas de 70-80% 
 Checar hipotensão ortostática (efeito colateral mais comum emidosos) 
 Revisar medicações para avaliar a necessidade e a eficácia - O uso crônico não necessariamente justifica o uso continuado. 
 Evitar medicações potencialmente inapropriadas para idosos 
 Descartar reação adversa a medicamento para qualquer sintoma novo.

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