Prévia do material em texto
V��t�ia e Duda - T7 Transt�n�s ansi�s�s fisiopatologia: circuitos neurais envolvidos na ansiedade: ➔ se os eventos são ou não interpretados como ameaçadores depende do equilíbrio entre os circuitos de apoio e o circuito de comportamentos defensivos ➔ um mecanismo importante que pode permitir que um sistema se sobreponha ao outro é o recrutamento de determinadas populações definidas pela projeção de neurônios na amígdala basolateral ➔ a valência positiva e a negativa são codificadas por neurônios da amígdala basolateral, sendo interpretadas como situações de recompensa ou medo (sistemas nucleus accumbens e subdivisão centro medial da amígdala, respectivamente) ➔ especifi camente, a ativação de neurônios da amígdala basolateral que se projetam para a subdivisão centro medial da amígdala pode influenciar o sistema de interpretação em di reção a uma avaliação de ameaça ➔ outros aspectos que podem contribuir para interpretações de perigo no meio ambiente são, por exemplo, a exposição repetida a fatores estressantes ou estímulos de ameaça que podem causar a potencialização específica de circuitos que promovem comportamentos relacionado à ansiedade, de forma que, em situações ambíguas, os circuitos de ansiedade prevaleçam ➔ posteriormente, os estímulos interpretados como ansiosos serão avaliados pelo córtex pré-frontal medial, pelo hipotálamo e pela área ventro tegumentar, que, aliados ao córtex motor, ao núcleo parabraquial, à substância cinzenta periaquedutal e ao nucleus accumbens, originarão as respostas somáticas de ansiedade, como dispneia, taquicardia, sudorese, tremores, entre outras eixo hipotálamo-hipófise-adrenal ➔ a literatura demonstrou que o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) encontra-se hiperativado em uma ampla gama de modelos animais de ansiedade ➔ ademais, níveis reduzidos de cortisol circulante e hipersensibilidade a glicocorticóides têm sido observados nesses transtornos ➔ esses achados remetem às alterações cerebrais e límbicas encontradas nos transtornos de ansiedade, demonstrando que os glicocorticóides são mediadores cruciais de anormalidades funcionais nesses sistemas cerebrais neurotransmissores ➔ os níveis plasmáticos de serotonina (5-HT) estão reduzidos nos diversos transtornos de ansiedade ➔ evidências mostram que algumas subpopulações de neurônios serotoninérgicos do núcleo dorsal e mediano da rafe, por meio de projeções topograficamente organizadas, direcionadas a diferentes alvos cerebrais, têm funções importantes para a fisiopatologia desses transtornos ➔ podem-se ser citados os neurônios serotoninérgicos do núcleo dorsal da rafe, que se projetam para a amígdala, facilitando a expressão do medo condicionado e da ansiedade, bem como para a substância cinzenta periaquedutal, inibindo as respostas comportamentais do tipo fuga, e os neurônios serotonérgicos do mediano da rafe, que apresentam a capacidade de aumentar a resiliência ao estresse, ademais, o receptor serotonérgico 5-HT1A é estimado como modulador da ansiedade nas suas formas normais e patológicas ➔ a norepinefrina (NE) é uma catecolamina produzida principalmente no locus coeruleus na ponte ➔ seu metabolismo e suas funções têm sido avaliados nos transtornos de ansiedade, sendo que a sua hiperfunção é evidenciada em tais transtornos, a NE é considerada um marcador da atividade simpática ➔ o sistema do ácido gama-aminobutírico (GABA) serve como o mais importante sistema neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central ➔ evidências crescentes apontam para seu envolvimento na fisiopatologia dos transtornos de ansiedade, sendo que os benzodiazepínicos, que atuam no sistema GABA, são utilizados para tratar essas condições a) Tag ➔ é provavelmente o transtorno de ansiedade mais comum entre as pessoas que procuram um serviço de atenção primária ➔ consiste em uma preocupação excessiva e abrangente, acompanhada por uma variedade de sintomas somáticos, que causa comprometimento significativo no funcionamento sócio-ocupacional, ou acentuado sofrimento, não ocorre exclusivamente, nem mesmo de modo preferencial, em uma determinada situação, a ansiedade tem caráter “flutuante’’ ➔ ocorre na maioria dos dias, por pelo menos seis meses consecutivos ➔ as preocupações são de difícil controle e, costumeiramente, estão acompanhadas de sintomas diversos, como tensão muscular, irritabilidade, distúrbios de sono, exaustão, problemas de memória e concentração, entre outros epidemiologia ➔ a prevalência anual é de 3 a 8%, e é mais frequente em mulheres (2:1), com início na segunda década de vida ➔ muitas vezes, está relacionado a situações de vida de estresse constante ➔ apenas um terço dos pacientes procuram atendimento psiquiátrico ➔ grande parte dos transtornos de ansiedade se manifesta já na infância, sendo que sua prevalência de 12 meses na infância ➔ a alguns transtornos de ansiedade, como o TAG, os sintomas podem surgir na idade adulta e no final da vida etiologia ➔ neurotransmissores serotoninérgicos e gabaérgicos parecem estar envolvidos ➔ estudos de neuroimagem indicam que o lobo occipital, assim como o sistema límbico e o córtex frontal, está relacionado ao transtorno ➔ teorias psicossociais estariam associadas à hipótese de que os pacientes estejam respondendo incorretamente aos perigos que percebem, ou ainda, que os sintomas de ansiedade estão relacionados a conflitos inconscientes não solucionados ➔ temperamentais: inibição comportamental, afetividade negativa (neuroticismo), evitação de sofrimento, dependência de recompensas e viés de atenção para ameaças foram associados com o transtorno de ansiedade generalizada ➔ ambientais: adversidades na infância e práticas parentais (p. ex., superproteção e controle exagerado) foram associados com o transtorno de ansiedade generalizada ➔ genéticos e fisiológicos: um terço do risco de ter o transtorno de ansiedade generalizada é genético, e esses fatores genéticos são sobrepostos aos riscos de afetividade negativa (neuroticismo) e são compartilhados com outros transtornos de ansiedade e de humor, particularmente transtorno depressivo maior características clínicas ➔ o quadro clínico é caracterizado por ansiedade generalizada e persistente, não restrita a uma situação ambiental ou objeto específico, acompanhada de queixas clínicas que envolvem três áreas principais: ➔ tensão motora: tremor, abalos, tensão muscular, inquietação, fadiga fácil, dores ➔ hiperatividade autonômica: palpitações, sensação de asfixia, sudorese, mãos frias e úmidas, dificuldade de deglutir, sensação de nó na garganta ➔ vigilância: impaciência, sobressaltos, sensação de incapacidade, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade, lapsos de memória ➔ os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada tendem a ser crônicos e têm idas e voltas ao longo da vida, oscilando entre formas sindrômicas e subsindrômicas do transtorno ➔ pode haver tremores, contrações, abalos e dores musculares, nervosismo ou irritabilidade associados a tensão muscular ➔ muitos indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada também experimentam sintomas somáticos (p. ex., sudorese, náusea, diarreia) e uma resposta de sobressalto exagerada ➔ sintomas de excitabilidade autonômica aumentada (p. ex., batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, tonturas) são menos proeminentes no transtorno de ansiedade generalizada do que em outros transtornos de ansiedade, tais como o transtorno de pânico diagnóstico: o diagnóstico de TAG passa pela observação dos seguintes critérios, conforme o DSM-5: ➔ a) ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, com diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional). ➔ b) o indivíduo considera difícil controlar a preocupação ➔ c) ansiedade e a preocupação estão associadas com três (ou mais) dos seguintes seis sintomas (com pelomenos alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis meses) nota: apenas um dos itens é necessário para crianças - inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele - fatigabilidade - dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente - irritabilidade - tensão muscular - perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto) ➔ d) a ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo ➔ e) a perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo) ➔ a perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental ➔ o diagnóstico diferencial deve ser feito com as condições clínicas que possam causar ansiedade, como: intoxicação por cafeína ou abuso de estimulantes; abstinência de álcool e sedativos; transtorno do pânico, fobias, TOC, transtorno depressivo e distimia tratamento ➔ o curso tende a ser crônico e flutuante ➔ em casos leves, os pacientes podem ser encaminhados para psicoterapia, muitas vezes sem que seja necessária intervenção medicamentosa ➔ orientações gerais como a prática de exercícios e redução do uso de cafeína e álcool também podem ser úteis ➔ o tratamento medicamentoso é baseado no uso de antidepressivos ISRS ou venlafaxina (dual) ➔ benzodiazepínicos podem ser utilizados em associação, com o cuidado de reduzir a dose ou descontinuar gradativamente após 2-3 semanas ➔ a duração do tratamento pode ser longa, em alguns casos, por toda a vida ➔ paroxetina (ISRS): melhor escolha �) T�c ➔ o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado pela existência de pensamentos obsessivos e/ou comportamentos compulsivos ➔ obsessões são pensamentos, imagens ou medos intrusivos que geram reações de ansiedade ou desconforto ➔ compulsões são comportamentos em que os pacientes se sentem compelidos a realizar, em geral em resposta a obsessões, para obter alívio do desconforto gerado pelas obsessões epidemiologia ➔ a prevalência de TOC na população geral, durante o período de vida, está estimada em 2 a 3% ➔ na idade adulta, ambos os sexos são igualmente propensos e a idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos - metade dos pacientes têm os primeiros sintomas antes dos 14 anos de idade ➔ as mulheres são mais afetadas que homens etiologia ➔ o principal neurotransmissor envolvido é a serotonina, o que é corroborado pelas altas taxas de melhora com drogas serotoninérgicas ➔ as áreas cerebrais mais acometidas parecem ser o córtex frontal, os gânglios basais e o cíngulo ➔ há um componente genético significativo ➔ alguns mecanismos de defesa psicodinâmicos são mais relacionados a este transtorno, como isolamento (a ideia obsessiva não é acompanhada de um afeto), anulação (tentativa de reduzir o pensamento através de comportamentos) e formação reativa (produção de um comportamento para satisfazer um desejo) ➔ a existência de traços de personalidade obsessiva pré-mórbida está relacionada a apenas 15 a 35% dos casos características clínicas ➔ classicamente, coexistem sintomas obsessivos simultâneos às compulsões ➔ os sintomas obsessivos são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes, estereotipadas e de difícil resistência, que são experimentados como intrusivos e inadequados, levando à intensa ansiedade ➔ as compulsões configuram comportamentos ou atos mentais repetitivos, que o indivíduo se sente compelido a executar como resposta a um pensamento obsessivo ou tentativa de reduzir a angústia ➔ tanto as obsessões quanto as compulsões são vivenciadas como algo estranho à sua personalidade, ou seja, são reconhecidas como absurdas ou irracionais e, muitas vezes, os pacientes tentam resistir a estes sintomas sem sucesso, podem existir diversos tipos de obsessões e compulsões ➔ o sintoma mais comum é a obsessão de contaminação, seguido pela compulsão de lavagem ou esquiva compulsiva de objetos supostamente contaminados, pacientes com estes sintomas podem chegar a produzir lesões dermatológicas nas mãos pelas repetidas lavagens ➔ o segundo padrão mais comum é uma obsessão de dúvida, seguida por rituais de verificação, por exemplo, retornar diversas vezes para casa para verificar se a porta estava fechada ➔ o terceiro padrão mais comum é o de pensamentos intrusivos sem compulsões, essas obsessões, geralmente, consistem em pensamentos repetidos de algum ato sexual ou agressivo repreensível aos olhos do paciente ➔ o quarto padrão mais comum é a necessidade de simetria ou precisão, seguida por compulsão de lentidão ➔ os pacientes podem, por exemplo, levar horas para fazer uma refeição ou barbear-se, preocupações com ordem ou números de sorte ou azar também podem ser observadas diagnóstico ➔ os critérios diagnósticos são baseados na presença dos pensamentos obsessivos recorrentes, e que causem ansiedade significativa, ou sintomas compulsivos, executados na tentativa de neutralizar os sintomas obsessivos ➔ o paciente pode ter consciência de que as crenças do transtorno não são verdadeiras, ou seja, pode ter insight critérios de transtorno obsessivo-compulsivo no DSM-5 ➔ presença de obsessões e/ou compulsões ➔ as obsessões e/ou compulsões consomem pelo menos uma hora por dia e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo ao funcionamento social, profissional ou a outras áreas importantes da vida do indivíduo ➔ os sintomas obsessivos-compulsivos não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso ou medicamento) ou a outra condição médica ➔ as manifestações não são decorrentes dos sintomas de outro transtorno psiquiátrico ➔ especificar se: - TOC associado a tiques - insight bom ou moderado, pobre ou ausente (nível de crítica) ➔ muito comum evoluir com depressão tratamento: ➔ embora em 40 a 60% dos pacientes haja resposta parcial ao tratamento, o uso de recursos terapêuticos pode produzir redução dos sintomas e melhora na qualidade de vida ➔ o tratamento medicamentoso é feito com antidepressivos em doses elevadas (clomipramina ou ISRS ou venlafaxina) ➔ outros psicofármacos (risperidona) podem ser utilizados em associação aos antidepressivos - risperidona/ quetiapina é um anti-psicótico, ele age no pensamento intrusivo - antipsicóticos com tricíclicos (clomipramina) ➔ a psicoterapia cognitivo-comportamental parece auxiliar no tratamento ➔ em pacientes graves, resistentes aos tratamentos convencionais, pode ser indicada psicocirurgia, embora ainda sejam necessários estudos adicionais c) Sínd��me d� �ânic� ➔ o transtorno do pânico se caracteriza pela ocorrência espontânea, inesperada de ataques de pânico, de forma recorrente ➔ os ataques de pânico são ataques agudos e graves de ansiedade, de curta duração, e seus sintomas podem ser confundidos com outras condições clínicas ➔ costuma ser acompanhado por agorafobia, isto é, medo de estar sozinho em locais públicos – especialmente aqueles onde sair possa ser difícil ou o auxílio pode não estar disponível, caso sobrevenha um ataque de pânico epidemiologia ➔ o transtorno de pânico apresenta uma prevalência de 1,5 a 5% e os ataques de pânico, de 3 a 5,6%, durante o período de vida ➔ é mais frequente em mulheres (2:1) e a idade média de início é de 25 anos ➔ o único fator social identificado que parece estar envolvido no desenvolvimento do transtorno é história recente de divórcio ➔ a prevalência de agorafobia é de 0,6 a 6% e pode estar presente sem que haja transtorno de pânico associado ➔ em muitos casos, o início do quadro pode estar relacionado a um evento traumático ➔ frequentemente, outros transtornos mentais, como depressão, risco de suicídio e abuso de substâncias, podem estar associados etiologia ➔ algunspacientes apresentam tônus simpático aumentado ➔ os principais neurotransmissores envolvidos são norepinefrina, serotonina e GABA ➔ algumas substâncias podem induzir os ataques de pânico em indivíduos portadores deste transtorno ➔ algumas dessas substâncias, também chamadas panicogênicas, são: dióxido de carbono, bicarbonato e lactato ➔ estudos com neuroimagem parecem indicar alterações nos lobos temporais, principalmente atrofia do lobo temporal direito ➔ quanto aos fatores genéticos, observou-se um aumento de quatro a oito vezes no risco de parentes de pacientes com transtorno do pânico, em comparação aos parentes em primeiro grau de outros pacientes psiquiátricos ➔ mecanismos psicodinâmicos de defesa, como a regressão, também parecem estar relacionados características clínicas ➔ o primeiro ataque de pânico, na maioria das vezes, ocorre de forma completamente espontânea ➔ no entanto, pode ter início após exercício físico, trauma emocional, atividade sexual ou uso de substâncias, como cafeína, álcool e outras ➔ frequentemente, tem duração de aproximadamente 20 a 30 minutos, com rápida progressão dos sintomas, atingindo o máximo de sua intensidade em dez minutos - raramente ultrapassam uma hora ➔ os sintomas psíquicos principais são: - extremo medo e sensação de morte e catástrofe iminentes - medo de enlouquecer ou perder o controle - desrealização e despersonalização ➔ os sintomas físicos incluem: - palpitações, sudorese, tremores, boca seca, calafrios ou sensações de calor, sensação de falta de ar ou de asfixia, dor ou desconforto torácico, náusea ou dor abdominal, tontura e parestesias ➔ o paciente abandona qualquer atividade que esteja fazendo para procurar ajuda ➔ podem se preocupar com a possibilidade de estarem tendo problemas cardíacos ➔ em 20% dos casos pode haver síncope ➔ na agorafobia, os pacientes apresentam ansiedade em situações nas quais possa ser difícil obter socorro (lojas, espaços abertos, etc.) ou em que o auxílio pode não estar disponível, preferindo estar sempre acompanhados por amigos ou familiares - as situações agorafóbicas são evitadas ou suportadas com acentuado sofrimento diagnóstico ➔ os ataques de pânico podem ocorrer em outros transtornos psiquiátricos, principalmente fobias social e específica, e transtorno de estresse pós-traumático ➔ por esse motivo, os critérios para ataques de pânico são listados em separado daqueles para transtorno do pânico, podendo o último ocorrer com ou sem agorafobia ➔ a agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de transtorno de pânico ➔ se a apresentação de um indivíduo satisfizer os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os diagnósticos devem ser dados ➔ o DSM-5-TR coloca como critério para transtorno de pânico um ataque seguido de, pelo menos, um mês de preocupação quanto a ter um novo episódio ➔ já a CID-11 não especifica tempo, só cita várias semanas de preocupação o diagnóstico é feito seguindo os seguintes critérios, segundo o DSM-5: ➔ ataques de pânico recorrentes e inesperados, de pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes sintomas: - 1) palpitações, coração acelerado, taquicardia - 2) sudorese - 3) tremores ou abalos - 4) sensação de falta de ar ou sufocamento - 5) sensação de asfixia - 6) dor ou desconforto torácico - 7) náusea ou desconforto abdominal - 8) sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio - 9) calafrios ou ondas de calor - 10) parestesias (anestesia ou sensações de formigamento) - 11) desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo) - 12) medo de perder o controle ou “enlouquecer” - 13) medo de morrer ➔ os ataques são seguidos de pelo menos um mês de apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências, ou mudança desadaptativa ➔ a perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental, condição médica ou uso de substância tratamento ➔ o início ocorre geralmente na fase adulta, e o curso, na maioria das vezes, tende a ser crônico ➔ o tratamento do ataque de pânico baseia-se no uso de antidepressivos, com atenção especial ao perfil de efeitos colaterais, visto que estes pacientes costumam ser mais sensíveis aos efeitos adversos ➔ por este motivo, prioriza-se, em geral, a farmacoterapia com inibidores de recaptação de serotonina ou venlafaxina, em doses mais baixas do que as usadas nos transtornos depressivos ➔ no entanto, tricíclicos também podem ser utilizados ➔ os benzodiazepínicos de ação curta, como o alprazolam, apresentam uma resposta rápida e, por isso, podem ser usados em curto prazo com coadjuvantes na fase inicial do tratamento ➔ a duração do tratamento costuma ser de 8 a 12 meses após a melhora do quadro ➔ sempre que possível, é indicado orientar os pacientes a procurarem um tratamento psicoterápico d) F��ia fobia: ➔ medo irracional que provoca ansiedade antecipatória e comportamento consciente de esquiva do objeto, atividade ou situação específica temida ➔ pode acarretar prejuízo na capacidade funcional do indivíduo, que reconhece sua reação como sendo excessiva fobia social: ➔ medo excessivo de humilhação ou embaraço em vários contextos sociais – falar ou escrever em público, por exemplo ➔ pode ser circunscrita, isto é, ligada ao desempenho de uma situação determinada, como comer ou escrever em público; ou generalizada, quando os temores incluem a maioria das situações fobia específica: ➔ medo acentuado e persistente de objetos claramente discerníveis ou situações isoladas ➔ pode ser classificada em diversos tipos, segundo a situação fóbica epidemiologia ➔ são transtornos mentais comuns e, na maioria das vezes, não são diagnosticados ➔ estima-se que 5 a 15% da população apresente sintomas fóbicos sociais, resultando em diferentes graus de incapacitação e sofrimento ➔ costuma ser mais frequente em mulheres ➔ a idade de início geralmente se situa no início da adolescência, podendo ocorrer entre 5 e 35 anos ➔ a fobia específica é mais comum que a fobia social etiologia ➔ interação de fatores biológicos, genéticos e ambientais ➔ aspectos psicodinâmicos parecem estar intimamente envolvidos, isto é, o sintoma fóbico estaria relacionado à expressão consciente de conflitos inconscientes ➔ o deslocamento tem sido descrito como um dos mecanismos de defesa principais – a ansiedade é separada da ideia ou situação original e deslocada para algum outro objeto ou situação simbólica ➔ na fobia específica, o sintoma pode resultar da associação de um objeto ou situação com experiências de medo, já vividas anteriormente ➔ tendem a ter incidência familiar, principalmente, o tipo sangue-injeção-ferimentos ➔ alguns pacientes com fobia social podem ter apresentado inibição comportamental durante a infância ➔ além disso, os parentes em primeiro grau de indivíduos com fobia social estão cerca de três vezes mais propensos do que os parentes de indivíduos não afetados ➔ atitude contrafóbica: a ansiedade fóbica fica oculta através de um padrão de comportamento, que representa negação de que o objeto temido é perigoso, os pacientes confrontam as situações fóbicas em vez de adotar o comportamento de evitação características clínicas ➔ as fobias caracterizam-se pelo surgimento de severa ansiedade, quando o paciente é exposto a uma situação ou objeto específico ou quando prevê a exposição à situação ou ao objeto específico ➔ geralmente, os pacientes tentam evitar o estímulo fóbico ➔ é comum ocorrerem ataques de pânico em pacientes com fobia social ou específica ➔ pode haver associação com outros transtornos ansiosos, transtorno depressivo maior e transtorno relacionado a substâncias, particularmente por uso de álcool fobia social ➔ refere-se ao medo patológico de realizar atividades em público como assinar cheques, ler, escrever, comer, falar ou qualquer outrasituação em que o indivíduo se sinta exposto ou ridicularizado na frente de outras pessoas ➔ é classificada em circunscrita quando restrita a uma situação específica; ou generalizada quando o comportamento fóbico inclui todas ou quase todas as situações sociais ➔ a ansiedade antecipatória, isto é, o aparecimento de ansiedade antes da presença do estímulo fóbico, é uma característica que pode atingir um grau de sofrimento altamente incapacitante e grave, afetando o sono, o apetite e a concentração ➔ outros sintomas incluem rubor facial, contrações musculares e ansiedade acerca do julgamento dos outros ➔ os critérios do DSM-5 que merecem destaque são: - medo ou ansiedade de exposição a escrutínio em uma ou mais situações sociais - o sujeito teme transparecer ansiedade e causar, por isso, constrangimento e rejeição por parte de terceiros - as situações sociais quase sempre causam essas reações de ansiedade ou medo - as exposições sociais são frequentemente evitadas por ansiedade ou medo intensos - a ansiedade é algo desproporcionalmente maior do que o esperado para o que a situação representa - medo, ansiedade ou esquiva são persistentes, pervasivos e ocorrem por pelo menos seis meses - tais sintomas causam grande prejuízo social, profissional ou em outras áreas da vida do indivíduo e desconforto clinicamente significativo ao doente ➔ obs: se a sintomatologia se apresentar apenas para momentos de performance pública ou atividades de avaliação, tal característica deve ser especificada no diagnóstico fobias específicas ➔ são restritas a situações isoladas, surgem geralmente na infância e podem persistir por toda a vida ➔ podem ser divididas segundo a situação/objeto fóbico e os tipos mais comuns são: animais, tempestades, alturas, doenças, sangue-injeção-ferimentos, morte e espaços fechados (claustrofobia) ➔ a situação temida, apesar de ser limitada, pode provocar grande ansiedade antecipatória ou durante o contato ➔ o DSM-5 traz os seguintes tipos de fobia descritos: fobia de animal; fobia de sangue-injeção-ferimento; fobia relacionada a ambiente natural; fobia situacional; outros tipos de fobia ➔ os critérios diagnósticos para FE são: - medo ou ansiedade excessivos direcionados a um objeto ou situação - o medo é deflagrado quase instantaneamente com a exposição do objeto - objeto ou situação envolvidos são evitados ao máximo, ou, quando enfrentados, o são mediante muito esforço e tensão - o medo e a ansiedade são desproporcionais ao perigo representado pelo objeto ou situação - normalmente os sintomas são pervasivos e duradouros, estando presentes por pelo menos seis meses e causando prejuízo significativo ao funcionamento do sujeito - a perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental, condição médica ou uso de substância, ou são excessivos se relacionados diagnóstico ➔ o diagnóstico é baseado na ocorrência de medo acentuado e persistente, revelado pela presença ou antecipação do objeto ou situação fóbica, seja uma situação específica (fobia específica) ou relacionada ao desempenho social (fobia social) ➔ a exposição ao objeto/situação temida quase invariavelmente provoca ansiedade, que pode assumir a forma de um ataque de pânico ➔ o indivíduo reconhece que o medo é irracional ou excessivo, e há prejuízo social significativo ➔ é importante diferenciar as fobias específica e social do medo apropriado e timidez normal, respectivamente – nas fobias, os sintomas comprometem a capacidade funcional do indivíduo ➔ uso de substâncias, tumores do SNC e doenças cerebrovasculares devem ser descartadas ➔ esquizofrenia, transtorno do pânico, TOC e transtorno depressivo também fazem parte do diagnóstico diferencial tratamento ➔ terapia comportamental é onde mais consegue mudar o comportamento da pessoa ➔ o curso é crônico e as fobias podem piorar se não tratadas ➔ pode haver melhora com o tratamento psicoterápico na fobia específica, betabloqueadores podem ser utilizados, principalmente quando há ataques de pânico ➔ nos quadros de fobia social, antidepressivos (ISRS e venlafaxina), betabloqueadores (atenolol e propranolol) e benzodiazepínicos (clonazepam e alprazolam) podem ser indicados Diagnós�ic�s dif��n�iais d�s quad��s ansi�s�s ➔ o diagnóstico diferencial dos transtornos de ansiedade envolve a distinção entre transtornos de ansiedade, outras condições psiquiátricas e outras condições médicas gerais ➔ a determinação do diagnóstico de um transtorno de ansiedade específico e sua distinção de outros transtornos psiquiátricos são obtidas por meio de entrevistas com o paciente, baseando-se nos critérios diagnósticos do DSM-5 ou da CID-10 ➔ esse processo inclui indagações sobre cada uma das características dos sintomas de ansiedade do paciente e as diferentes situações em que eles ocorrem: se são episódicos ou crônicos, se ocorrem inesperadamente ou em situações específicas ➔ determinar se os sintomas de ansiedade, como ataques de pânico, estão ocorrendo como manifestações de outros transtornos mentais, como depressão maior ou transtorno bipolar, também é essencial ➔ no entanto, a presença de mais de um transtorno psiquiátrico em um indivíduo, como a ocorrência simultânea de depressão maior e transtornos de ansiedade, é muito comum ➔ portanto, muitas vezes pode ser menos uma questão de obter um diagnóstico diferencial do que de atribuir uma multiplicidade de diagnósticos e priorizar o seu tratamento e seguimento para o paciente ➔ diferenciar a ansiedade de outras condições médicas gerais ou mentais é fundamental ➔ a into xi cação por medicamentos (p. ex., o uso de estimulantes) e a abstinência de substâncias (p. ex., álcool) podem causar sintomas de ansiedade proe minentes ➔ para transtornos de ansieda de induzidos por substâncias ou por medicamentos, ataques de pânico ou ansiedade são proeminentes e se desenvolvem rapidamente após intoxicação ou retirada da substância ➔ além disso, a substância ou medicamento podem produzir sintomas que não são mais bem explicados por outro transtorno de ansiedade e que não ocorrem somente durante um quadro de delirium Ansi�lí�ic�s barbitúrico mecanismo de ação: ➔ os barbituratos também facilitam as ações do GABA em vários locais no SNC, mas, diferente dos benzodiazepínicos, eles aumentam o tempo de duração da abertura do canal do cloreto, regulada pelo GABA ➔ esses efeitos envolvem um local de ligação ou locais diferentes dos locais de ligação dos benzodiazepínicos ➔ os barbituratos são menos seletivos em suas ações quando comparados aos benzodiazepínicos, pois também deprimem as ações dos neurotransmissores excitatórios (como ácido glutâmico) e exercem efeitos nas membranas não sinápticas, em paralelo com seus efeitos na transmissão do GABA ➔ esses múltiplos locais de ação dos barbituratos podem ser a base para sua capacidade de induzir à anestesia geral e seus efeitos depressivos, bem expressivos sobre o SNC (que resultam em baixa margem de segurança), em comparação com os dos benzodiazepínicos ➔ em doses baixas os barbitúricos produzem sedação ➔ por outro lado, em doses maiores, eles causam hipnose, seguida de anestesia, coma e morte classes ➔ pentobarbital, secobarbital, tiopental e amobarbital, que têm sido empregados como hipnóticos e sedativos ➔ fenobarbital é usado como anticonvulsivante ➔ são classificados de acordo com a duração da sua ação: - tiopental, de ação ultracurta, atua dentro de segundos e tem uma duração de cerca de 30 minutos - fenobarbital tem tempo de duração de ação em torno de 24 horas - pentobarbital, secobarbital, amobarbital e butalbital são barbitúricos de ação curta (em torno de 3 a 8 horas) efeitos adversos ➔ no SNC, os barbitúricos causam sonolência, dificuldade de concentração e lassidão ➔ também estão relacionados com “ressaca farmacológica” e dependência física ➔ a retirada abrupta dos barbitúricos causa síndrome de abstinência, caracterizadapor tremores, ansiedade, náuseas, convulsões, delírio e parada cardíaca, podendo levar o paciente à morte ➔ também é extremamente preocupante a intoxicação causada por superdosagem de barbitúricos, pois está relacionada à depressão respiratória, depressão cardiovascular e choque ➔ barbitúricos atravessam facilmente a placenta e podem deprimir o feto, portanto, são contraindicados na gestação B�nz�diaz��ínic�s mecanismo de ação: ➔ os benzodiazepínicos potencializam a inibição GABAérgica no SNC ➔ os alvos para as ações dos benzodiazepínicos são os receptores do ácido γ-aminobutírico tipo A (GABA A) ➔ tais receptores para os benzodiazepínicos formam uma parte do complexo molecular do canal iônico de cloreto, do receptor do GABA ➔ os receptores do GABA A são compostos de uma combinação, no somatório de cinco subunidades α, β e γ inseridas na membrana pós-sináptica ➔ a interação do GABA ao seu receptor promove a abertura do canal iônico central, permitindo a entrada do íon cloreto através do poro ➔ o influxo do íon cloreto causa hiperpolarização do neurônio e diminui a neurotransmissão, inibindo a formação de potenciais de ação ➔ os benzodiazepínicos modulam os efeitos do GABA ligando-se a um local específico de alta afinidade (distinto do local de ligação do GABA), situado na interface da subunidade α e da subunidade γ no receptor GABAA ➔ os benzodiazepínicos aumentam a frequência da abertura dos canais produzida pelo GABA ➔ os principais efeitos dos benzodiazepínicos são a redução da ansiedade e da agressão, sedação e indução do sono (efeito hipnótico), redução do tônus muscular e da coordenação e efeito anticonvulsivante ➔ assim, esses fármacos também são usados no tratamento da epilepsia (diazepam nas crises agudas e clobazam como tratamento profilático), na abstinência alcoólica, agitação psicomotora e tensão muscular, o que é importante no tratamento e controle da ansiedade, pois o tônus muscular aumentado é característico dos estados de ansiedade e podem gerar dores, especialmente cefaleias ➔ apesar dos benzodiazepínicos inibirem a resposta ansiosa, não modulam nem agem no hipocampo para extinção da ansiedade ➔ mais utilizados: diazepam e clonazepam efeitos adversos: ➔ sedação e confusão são os efeitos adversos mais comuns dos benzodiazepínicos ➔ em doses elevadas, pode interferir em atividades que exigem coordenação motora fina, como dirigir automóvel ou operar máquinas ➔ tais fármacos podem causar comprometimento cognitivo (diminuição da evocação de memória e da retenção de novos conhecimentos) ➔ outros efeitos colaterais relativamente comuns dos benzodiazepínicos são fraqueza, dor de cabeça, visão borrada, vertigem, náuseas e vômitos, desconforto epigástrico e diarreia ➔ são muito mais raras as dores articulares e torácicas e a incontinência ➔ devem ser usados com cautela em pacientes com doença hepática ➔ eles devem ser evitados em pacientes com glaucoma de ângulo fechado agudo ➔ álcool e outros depressores do SNC potencializam seus efeitos sedativo-hipnóticos ➔ todos os benzodiazepínicos atravessam a placenta e podem deprimir o SNC do neonato, se forem administrados antes do parto ➔ o uso dos benzodiazepínicos não é recomendado durante a gestação ➔ os lactantes também podem ser expostos aos benzodiazepínicos pelo leite materno Nã� ��nz�diaz��ínic�s ➔ agonistas dos receptores benzodiazepínicos são hipnóticos comumente denominados compostos Z ➔ esses fármacos não são estruturalmente relacionados aos benzodiazepínicos ➔ eles incluem zolpidem, zaleplona, zopiclona e eszopiclona, que é um enantiômero S(+) da zopiclona mecanismo de ação ➔ os hipnóticos zopiclona, zolpidem e zaleplona não têm estrutura química benzodiazepínica, mas exercem seus efeitos no SNC por meio da interação com alguns locais de ligação dos benzodiazepínicos, classificados como subtipo BZ1 efeitos adversos ➔ os efeitos adversos do zolpidem incluem pesadelos, agitação, amnésia anterógrada, cefaleia, distúrbios gastrintestinais, tonturas e sonolência diurna ➔ zaleplona causa menos efeitos residuais nas funções psicomotoras e cognitivas em comparação ao zolpidem ou aos benzodiazepínicos Tratam�nt�s nã� farmac�lógic�s e � �ratam�nt� mu��i��fissi�nal ➔ a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é o principal tratamento psicológico baseado em evidências para a abordagem de transtornos de ansiedade na infância, na adolescência e na idade adulta ➔ a TCC é o tratamento psicológico de primeira linha para transtornos de ansiedade ➔ a TCC é um tratamento eficaz para os mais diversos transtornos de ansiedade em crianças, adolescentes, adultos e idosos ➔ a base de evidências para outros tratamentos psicológicos é muito menos robusta do que para a TCC ➔ mindfulness (atenção plena) e abordagens baseadas em aceitação e compromisso, ou seja, manter a atenção do indivíduo e ensiná-lo a aprender e a aceitar sentimentos e experiências, usando uma combinação de meditação e exercícios de respiração, estão crescendo em popularida de, mas as conclusões quanto a sua eficácia ainda são dificultadas pela baixa qualidade dos estudos e um número limitado de ensaios clínicos randomizados ➔ a terapia interpessoal (tratamento de curta duração focado em relacionamentos interpessoais) foi mais eficaz para sintomas de ansiedade do que condições de comparação inativas ➔ para o tratamento de transtornos de ansiedade específicos, sabe-se que a terapia interpessoal é menos eficaz do que a TCC para o tratamento do TP com agorafobia ➔ em indivíduos de 7 a 17 anos de idade com quadros de ansiedade, técnicas cognitivo-comportamentais de exposição, modelagem e estratégias, e psicoeducação mostraram as evidências mais consistentes e grandes efeitos ➔ acupuntura e outras técnicas de relaxamento (mindfulness, meditação, respiração), apresenta diversos efeitos benéficos ao nosso organismo, como: diminuição da dor, alterações imunológicas e endócrinas, o tratamento envolve o equilíbrio dos chamados canais meridianos, este tipo de tratamento auxilia na alteração de neurotransmissores, fazendo assim com que substâncias como a serotonina e a noradrenalina tenham a concentração aumentada no sistema nervoso, levando à sensação de bem-estar Transt�n�s rea�i��s a) s�mat�f�me ➔ são grupos de transtornos que envolvem sintomas físicos para os quais não se pode encontrar uma explicação médica adequada transtorno de somatização ➔ somatização é um termo genérico utilizado para designar a manifestação física de uma questão ou conflito psíquico ➔ pode ocorrer em eventos pontuais, doenças psicossomáticas (fibromialgia, síndrome do intestino irritável) ou transtornos somáticos ➔ o transtorno de sintomas somáticos (TSS) é caracterizado pela presença de uma ou múltiplas queixas físicas (somáticas), levando a preocupação constante ou perturbação da vida diária ➔ é caracterizado por múltiplos sintomas somáticos que não podem ser explicados em exames físicos ou laboratoriais ➔ são queixas variadas; e múltiplos sistemas orgânicos são afetados, ex.: sintomas gastrointestinais, cutâneos e cardiovasculares - o sintoma físico mais comum é dor (cefaleia, musculoesquelética, lombar), seguida por fadiga, sintomas gastrointestinais e respiratórios ➔ é um transtorno crônico, de evolução flutuante, iniciando-se, geralmente, na terceira década de vida ➔ sua relação de mulheres para homens está entre 5 e 20:1 , possui uma prevalência entre 0,1 e 0,2% da população ➔ como critérios diagnósticos, o paciente deve apresentar pelo menos dois anos de sintomas físicos múltiplos sem achados nos exames físicos ou laboratoriais, acompanhados de recusa em aceitar que não há explicação física para o sintoma e certo grau de comprometimento familiar ou social, frequentemente está associado a sintomas ansiosos ou depressivo ➔ o curso é crônico e frequentemente debilitador ➔ como tratamento devemos iniciar a psicoterapia e, quando surgirem os sintomas,pode-se usar os ansiolíticos ou antidepressivos, deve-se usar de forma criteriosa, pois estes pacientes tendem a usá-los de maneira errada e não confiável transtorno de ansiedade de doença definição ➔ o TAD é definido como uma preocupação excessiva em ter ou adquirir uma doença grave ➔ antigamente retratado como “hipocondria”, esta nomenclatura tem sido abandonada por conferir caráter social pejorativo ➔ o centro do transtorno é um nível de ansiedade elevado com relação à saúde, causando comportamentos disfuncionais ➔ pacientes geralmente têm taxas elevadas de utilização de serviços médicos e de saúde mental, se comparados a população geral ➔ em uma minoria de casos de transtorno de ansiedade de doença, os indivíduos ficam ansiosos demais para buscar atenção médica e acabam evitando assistência médica ➔ essas pessoas com frequência consultam múltiplos médicos em virtude do mesmo problema e obtêm repetidamente resultados negativos de testes diagnósticos epidemiologia ➔ a prevalência de TAD ao longo da vida varia entre 0,8 e 10,3% ➔ não há diferença de prevalência entre os gêneros ➔ o transtorno costuma iniciar-se no início ou meio da vida adulta e tem curso crônico ➔ idosos, em razão de outras condições clínicas, tendem a apresentar sintomas de TAD etiopatogenia ➔ assim como no TSS, no TAD são fatores de risco história de doença na infância, doença parental ou excesso de busca por atenção médica na família, abuso físico, sexual e negligência também estão associados fisiopatologia ➔ estudos neurobiológicos encontraram hiperatividade amigdaliana e hipoatividade do córtex pré-frontal dorsolateral, estriado e tálamo esquerdo ➔ estes achados são semelhantes aos encontrados no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e no transtorno de pânico diagnóstico transtornos factícios (síndrome de munchausen) ➔ o transtorno factício (TF) é definido pela fabricação ou falsificação intencional de sinais ou sintomas, físicos ou psicológicos ➔ ele pode ser provocado a si (auto imposto) ou a terceiros (imposto a outro) ➔ primordialmente, essa produção de doença ocorre como forma de o paciente assumir a posição de adoecido, sem que haja um ganho secundário bem definido além do cuidado médico e do tratamento em si ➔ a presença de ganhos financeiros, afastamento ou bens materiais afasta o diagnóstico de TF, tratando-se de simulação, que não é uma condição médica ➔ em sua forma mais grave, o TF é conhecido pelo nome de síndrome de Münchhausen ➔ nestes transtornos, os pacientes normalmente produzem sinais de doenças físicas ou mentais e apresentam de forma enganosa suas histórias ➔ o TF apresenta-se mais comumente entre mulheres, com idade em torno de 30 anos, solteiras, com atividade ocupacional relacionada à área de saúde e entre pessoas com histórico de abuso físico ou sexual ➔ crianças com doenças graves e necessidade de repetidas internações têm maior risco de desenvolver TF, assim como pessoas que conviveram com familiares gravemente doentes diagnóstico ➔ o prognóstico é ruim e o tratamento tende a ser ineficiente ➔ não há terapia psiquiátrica eficaz �) c�n��si�� ➔ define-se pela presença de um ou mais sintomas neurológicos (ex.: paralisia, cegueira, parestesias) que não podem ser explicados por um transtorno neurológico conhecido ➔ pode ter início em qualquer idade, e a proporção entre mulheres e homens é de 2:1 ➔ o curso e prognóstico são favoráveis, com resolução dos sintomas em alguns dias ➔ caracteriza-se por sintomas motores ou sensoriais cujos achados aos exames neurológico e de imagem são incompatíveis com condições médicas conhecidas ➔ o paciente não produz os sintomas conscientemente, mas é acometido por eles de forma não deliberada, como nas doenças neurológicas ➔ atualmente, é entendido como uma condição neuropsiquiátrica epidemiologia ➔ estima-se que até 25% dos pacientes em hospitais gerais tenham sintomas conversivos e 5% atinjam os critérios diagnósticos ➔ o TC é mais comum em mulheres e nos pacientes com histórico de violência durante a infância ➔ estudos populacionais apresentam um bom grau de concordância em relação à incidência, com taxas de 4 até 12 a cada 100.000 ➔ o início do transtorno costuma ser na puberdade ou início da idade adulta, sendo raro após os 35 anos etiopatogenia ➔ ainda é incerto se existe apenas uma teoria que explicaria a etiologia desse transtorno ➔ uma das formas de entender o transtorno conversivo é como expressão de um conflito intrapsíquico na forma de sintoma físico ➔ ainda que fatores estressores nem sempre estejam presentes e não sejam essenciais para o diagnóstico, sua prevalência é alta entre os pacientes ➔ entre os fatores de risco estabelecidos estão a presença de adversidade e doenças na infância, comorbidades clínicas e psiquiátricas, dificuldade de lidar com situações adversas, estresse social ou ocupacional e hábitos de vida não saudáveis diagnóstico tratamento ➔ como tratamento, a psicoterapia de apoio, orientada para o insight, e a terapia comportamental são eficazes, hipnose e ansiolíticos também fazem parte do arsenal utilizado c) es�resse �ós-�raumá�ic� (t��t) ➔ desenvolve-se após experiência de uma situação estressante de ordem física ou emocional de magnitude suficientemente traumática para qualquer pessoa (por exemplo: guerras, torturas, estupro, acidentes, catástrofes naturais) ➔ o indivíduo pode ter vivenciado diretamente o evento traumático, ou pode ter sido testemunha, ou saber que ocorreu com familiar ou amigo próximo ou, ainda, pode acontecer se exposto de forma repetida a detalhes do evento (exemplo: socorrista, policial...) ➔ a pessoa passa a reviver a situação traumática através de sonhos ou flashbacks (pensamentos durante a vigília), associados à evitação persistente de situações que relembrem o trauma, dificuldades cognitivas, sintomas ansiosos e depressivos epidemiologia: ➔ o TEPT tem uma prevalência ao longo da vida estimada em 1 a 14% da população ➔ pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais frequente em adultos jovens ➔ o desenvolvimento deste transtorno parece estar relacionado ao significado subjetivo do fator estressor (evento traumático) para o paciente, além de fatores biológicos e psicodinâmicos também estarem implicados na etiologia deste processo ➔ nem todos experimentam o transtorno após um evento traumático, o estressor isoladamente não é suficiente para causar o transtorno, a resposta ao evento traumático precisa envolver medo intenso ou terror características clínicas ➔ os sintomas geralmente se iniciam nos primeiros três meses após o evento desencadeante, variando de poucas semanas a seis meses ➔ indivíduos com TEPT apresentam sintomas em três domínios: sintomas intrusivos após o trauma, evitação de estímulos associados ao trauma e experiência de sintomas de aumento da excitação autonômica, como maior reação de sobressalto ➔ flashbacks, nos quais o indivíduo age e sente como se o trauma estivesse ocorrendo novamente, representam um sintoma clássico de intrusão ➔ outros sintomas intrusivos incluem lembranças ou sonhos com sofrimento e reações de estresse fisiológicas ou psicológicas à exposição a estímulos que tenham ligação com o trauma ➔ um indivíduo deve exibir pelo menos um sintoma intrusivo para satisfazer os critérios para TEPT ➔ os sintomas de esquiva associados ao TEPT incluem esforços para evitar pensamentos ou atividades relacionadas ao trauma, anedonia, capacidade reduzida de lembrar-se de acontecimentos relacionados ao trauma, afeto embotado, sentimentos de distanciamento e desrealização e uma sensação de futuro abreviado ➔ os sintomas de excitação aumentada incluem insônia, irritabilidade, hipervigilância e sobressalto exagerado ➔ o paciente pode apresentar sentimentos de culpa, rejeição e humilhação; comprometimento da memória e atenção, comportamento agressivo, pode haver ideação suicida ➔ o curso é flutuante e pode haver recuperaçãocompleta ➔ o início rápido dos sintomas, bom funcionamento pré-mórbido e presença de suporte social e familiar são indícios de bom prognóstico diagnóstico tratamento ➔ o tratamento baseia-se no uso de antidepressivos e psicoterapia ➔ o tratamento psicossocial tem papel central no manejo dos transtornos relacionados ao trauma e ao estresse ➔ pode-se generalizar que medidas gerais de suporte, acolhimento, manutenção da segurança (alojamento, remoção de violência doméstica ou outras formas) e redução de estressores são indicadas para todas as condições aqui abordadas ➔ os ISRS como a primeira linha de tratamento farmacológico, objetivando melhora dos sintomas intrusivos, evitativos, de humor e hiperexcitabilidade transtorno de estresse agudo ➔ tem as características clínicas semelhantes ao TEPT, porém, no TEPT, as manifestações clínicas têm que durar mais do que um mês, enquanto que no estresse agudo duram de três dias a um mês após o trauma ➔ embora os critérios diagnósticos utilizem após três dias do trauma, os sintomas começam, normalmente, logo após o trauma ➔ como é um transtorno autolimitado, normalmente é tratado com psicoterapia e benzodiazepínico d) diss��ia�i�� ➔ caracterizam-se por uma perda parcial ou completa da integração normal entre as memórias do passado, da consciência de identidade e sensações imediatas e do controle dos movimentos corporais ➔ a dissociação surge como uma defesa contra os traumatismos ➔ as defesas dissociativas executam uma dupla função de ajudar as vítimas a distanciarem-se dos traumas e, ao mesmo tempo, ocorrem elaborações necessárias para alinhá-los com o restante de suas vida ➔ esses transtornos foram classificados anteriormente como “histeria de conversão” ou mesmo “histeria” ➔ como diretrizes diagnósticas devemos excluir quaisquer evidências de transtorno físico que possam explicar os sintomas, e buscar uma causa de natureza psicológica, mesmo que negada pelo paciente ➔ lembrar que transtornos dissociativos não são simulações, estas últimas ocorrem de maneira premeditada e consciente ➔ os transtornos dissociativos são subdivididos em várias formas, de acordo com o sintoma apresentado etiopatogenia ➔ é multifatorial e complexa ➔ entre os fatores de risco biológicos, encontram-se existência de transtorno psiquiátrico, uso de substâncias, epilepsia e traumatismo cranioencefálico ➔ variações nos genes 5-HTT, COMT, BDNF, OXTR e FKBP5 também conferem maior risco ➔ o apego desorganizado na infância é um fator de risco psicológico ➔ histórico de maus-tratos na infância, morte de ente próximo, progenitor com doença mental grave, conflitos, desastres, tortura e experiências traumáticas são fatores sociais associados aos estados dissociativos amnésia dissociativa ➔ o sintoma amnésia é comum à fuga dissociativa, ao transtorno dissociativo de identidade e à própria amnésia dissociativa ➔ dá-se o diagnóstico de amnésia dissociativa quando os fenômenos dissociativos estão limitados à amnésia ➔ o sintoma-chave é a incapacidade de recordar informações já armazenadas ➔ as informações esquecidas geralmente dizem respeito a um evento estressante ou traumático na vida da pessoa ➔ deve-se descartar quaisquer evidências de um transtorno cerebral ➔ a capacidade de aprender novas informações é mantida, e este é o sintoma dissociativo mais comum ➔ a amnésia completa e generalizada é rara, quando ocorre é geralmente parte de uma fuga dissociativa ➔ seu término geralmente é abrupto e a recuperação é completa ➔ como tratamento adequado, o uso de benzodiazepínicos intravenosos é de grande valor ➔ uma vez retomadas as memórias, um acompanhamento psicoterápico é indicado fuga dissociativa ➔ o paciente tem todos os aspectos da amnésia dissociativa acompanhados de um afastamento físico de seus lares, locais de trabalho, mantendo os cuidados consigo e, frequentemente, assumindo nova identidade e ocupação ➔ lembrar que as identidades antigas e recentes não se alteram ➔ isto ocorre no transtorno dissociativo de identidade ➔ a fuga geralmente é breve, de horas a dias, e o tratamento é similar ao anterior transtorno dissociativo de identidade ➔ é um transtorno crônico, que a causa envolve um evento traumático, abuso físico ou sexual na infância ➔ neste quadro, a pessoa possui duas ou mais identidades e cada uma determina o comportamento e as atividades durante o período em que predomina ➔ é o mais grave dos transtornos dissociativos ➔ pode ocorrer em crianças de até três anos de idade ➔ quanto mais precoce o início dos sintomas, pior o prognóstico ➔ é o mais severo e crônico, e sua recuperação geralmente é incompleta ➔ como piora do quadro, as demais personalidades podem apresentar perturbações distintas, como transtornos de humor, de personalidade e outros ➔ em seu tratamento, utilizamos psicoterapia e avaliação de terapia medicamentosa, com antidepressivos e antipsicóticos Flux� de at�nd�m�nt� d�s �a�i�ntes �siquiá�ric�s n� âm��t� d� SUS ➔ os CAPS são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário voltados aos atendimentos de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras, que se encontram em situações de crise ou em processos de reabilitação ➔ nos estabelecimentos atuam equipes multiprofissionais, que empregam diferentes intervenções e estratégias de acolhimento, como psicoterapia, seguimento clínico em psiquiatria, terapia ocupacional, reabilitação neuropsicológica, oficinas terapêuticas, medicação assistida, atendimentos familiares e domiciliares, entre outros CAPS ➔ o objetivo dos Caps é atender as pessoas com transtorno mental severo e persistente e seus familiares ➔ a equipe profissional do Caps está habilitada para prestar o cuidado em atenção psicossocial, buscando preservar a cidadania da pessoa, o tratamento no território e seus vínculos sociais ➔ dentre os CAPS, temos: CAPS I ➔ atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas ➔ atende cidades e ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes CAPS II ➔ atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas ➔ atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes CAPS III ➔ atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação ➔ todas faixas etárias ➔ transtornos mentais graves e persistentes inclusive pelo uso de substâncias psicoativas ➔ cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes CAPS i ➔ atendimento a crianças e adolescentes, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas ➔ atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes CAPS AD (álcool e drogas) ➔ atendimento a todas faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas ➔ atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes CAPS AD III ➔ atendimento com de 8 a 12 vagas de acolhimento noturno e observação ➔ funcionamento 24h ➔ todas faixas etárias ➔ transtornos pelo uso de álcool e outras drogas ➔ atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes CAPS AD IV ➔ atendimento a pessoas com quadros graves e intenso sofrimento decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas ➔ sua implantação deve ser em municípios com mais de 500.000 habitantes e capitais de estado, de forma a maximizar a assistência a essa parcela da população ➔ tem como objetivos atender pessoas de todas as faixas etárias ➔ proporcionar serviços de atenção contínua, com funcionamento 24h, incluindo feriados e fins de semana ➔ e ofertar assistência a urgências e emergências, contando com leitos de observação M�n�i ➔ usualmente, os diagnósticos em psiquiatria não dependem de exames diagnósticos por imagem, mas da satisfação de critérios clínicos listadosdo DSM ➔ a utilização de recursos de imagem ganha importância especial quando a história clínica relaciona o aparecimento de sintomas com traumas, alterações clínicas sistêmicas ou sinais clínicos ou neurológicos que levem à necessidade de exclusão de doença orgânica como etiologia para os quadros ou manifestações comportamentais ➔ uma variedade de estudos de imagens cerebrais, quase sempre conduzidos em um transtorno de ansiedade específico, produziu vários caminhos possíveis para o entendimento desses transtornos ➔ estudos estruturais – por exemplo, imagens de tomografia computadorizada (TC) e de ressonância magnética (RM) – mostram ocasionalmente aumento no tamanho dos ventrículos cerebrais ➔ em um estudo, o aumento foi correlacionado à duração do tempo em que os pacientes estiveram usando benzodiazepínicos ➔ em um estudo com RM, foi observado um defeito específico no lobo temporal direito em pacientes com transtorno de pânico ➔ vários outros estudos de imagens cerebrais relataram achados anormais no hemisfério direito, mas não no esquerdo - isso sugere que alguns tipos de assimetrias cerebrais podem ser importantes para o desenvolvimento de sintomas de transtorno de ansiedade em pacientes específicos ➔ estudos de imagens cerebrais funcionais (IRMf) – por exemplo, tomografia por emissão de pósitrons (PET), tomografia por emissão de fóton único (SPECT) e eletrencefalografia (EEG) – de pacientes com transtornos de ansiedade relataram, de forma variável, anormalidades no córtex frontal, em áreas occipitais e temporais e, em um estudo sobre transtorno de pânico, no giro para-hipocampal ➔ vários estudos de neuroimagens funcionais implicaram o núcleo caudado na fisiopatologia do TOC ➔ no transtorno de estresse pós-traumático, estudos de IRMf encontraram atividade aumentada na amígdala, uma região cerebral associada com medo