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Introdução: A entrevista psiquiátrica é o elemento mais importante na avaliação e no tratamento de pessoas com doença mental. A finalidade principal dessa entrevista inicial é obter informações que irão estabelecer um diagnóstico com base em critérios. Esse processo, útil na previsão do curso da doença e de seu prognóstico, leva a decisões de tratamento. Princípios Gerais: Acordo a respeito do processo: pode ser necessário esclarecer a razão de estar conversando com o paciente. A menos que esteja implícito (o paciente veio ao consultório), deve ser obtido o consentimento para prosseguir com a entrevista, e deve ser definida sua duração aproximada (ou específica) e a natureza da interação. O paciente deve ser encorajado a identificar quaisquer elementos do processo que deseje alterar ou acrescentar. Uma questão crucial é se o paciente está, de maneira direta ou indireta, buscando a avaliação de forma voluntária ou foi trazido involuntariamente. Isso deve ser estabelecido antes de começar a entrevista, e essa informação orientará o entrevistador, sobretudo nos primeiros estágios do processo. Privacidade e Confidencialidade: A confidencialidade é um componente essencial do relacionamento paciente- médico. Quando o paciente está internado por exemplo, com um quarto com várias pessoas, o essencial é tentar usar uma sala diferente para a entrevista. Se isso não for possível, o entrevistador pode ter de evitar certos tópicos ou indicar que essas questões podem ser discutidas posteriormente quando a privacidade puder ser assegurada. Algumas avaliações, entre elas as forenses e as de invalidez, são menos confidenciais, e o que é discutido pode ser compartilhado com outras pessoas → Essa informação deve ser documentada cuidadosa e totalmente no prontuário do paciente. Uma questão especial relativa à confidencialidade é quando o paciente indica que pretende causar dano a outra pessoa. Quando a avaliação do psiquiatra sugere que isso poderia de fato acontecer, ele pode ter a obrigação legal de alertar a vítima potencial. Com frequência, os familiares do paciente, incluindo cônjuge, filhos adultos ou pais, acompanham-no na primeira sessão ou estão presentes no hospital ou em outros locais institucionais quando o psiquiatra encontra o paciente pela primeira vez. Se um familiar desejar conversar com o psiquiatra, em geral é preferível um encontro com o(s) familiar(es) e o paciente juntos no fim da sessão e após este ter dado seu consentimento. Ocasionalmente, quando os familiares não pediram para participar da sessão e o psiquiatra sentir que a inclusão de um familiar ou cuidador poderia ser proveitosa, ele aborda esse assunto com o paciente. Exceto em uma emergência, o consentimento do paciente deve ser obtido antes de o psiquiatra falar com o parente. → o psiquiatra não revela material que o paciente compartilhou, mas escuta o que o familiar tem a dizer. Em contextos educacionais e, algumas vezes, forenses, pode haver ocasiões em que a sessão seja gravada. O paciente deve ser informado sobre a gravação e como ela será usada. Deve ser discutido por quanto tempo a gravação será mantida e como o acesso a ela será restrito. Em certas ocasiões, em contextos educacionais, espelhos unidirecionais podem ser usados como um instrumento para permitir que estagiários se beneficiem da observação de uma entrevista. → deve ficar claro que seu tratamento não estará condicionado a sua concordância com a utilização dessas ferramentas. Respeito e Consideração: Devido ao estigma da doença mental e aos equívocos sobre a psiquiatria, ele pode estar especialmente preocupado, ou mesmo apavorado, por estar vendo um psiquiatra. O psiquiatra hábil está ciente dessas possíveis questões e interage de maneira a diminuir, ou pelo menos não aumentar, o sofrimento. O sucesso da entrevista inicial, via de regra, dependerá da capacidade do médico de aliviar a ansiedade excessiva. Rapport/empatia: O respeito e a consideração pelo paciente irão contribuir para o desenvolvimento do rapport. do como as respostas harmoniosas do médico ao paciente e do paciente ao médico. É importante que os pacientes sintam cada vez mais que a avaliação é um esforço conjunto e que o psiquiatra está verdadeiramente interessado na história deles. Intervenções empáticas (“Isso deve ter sido muito difícil para você” ou “Estou começando a entender o quanto foi horrível”) aumentam ainda mais o rapport. Muitas vezes, uma resposta não verbal (levantar as sobrancelhas ou se inclinar na direção do paciente) ou uma resposta muito breve (“Uau”) serão igualmente eficazes. Se o psiquiatra não tiver certeza sobre a experiência do paciente, muitas vezes é melhor não tentar adivinhar, mas encorajá-lo a continuar. Balançar a cabeça, baixar a caneta, inclinar-se na direção do paciente ou um breve comentário, “Entendo”, pode alcançar esse objetivo e simultaneamente indicar que isso é material importante. De fato, a grande maioria das respostas empáticas em uma entrevista é não verbal. Um ingrediente essencial na empatia é manter a objetividade. Isso é crucial em um relacionamento terapêutico e diferencia empatia de identificação. ❃ identificação, os psiquiatras não apenas entendem a emoção como também a vivenciam, porque perdem a capacidade de ser objetivos → Esse borramento das fronteiras entre o paciente e o psiquiatra pode ser confuso e perturbador para muitos pacientes. ❃ A identificação também pode esgotar o psiquiatra e levar a afastamento e, por fim, a exaustão (burnout). Relacionamento Médio-Paciente: Esse desejo por ajuda motiva-o a compartilhar com um estranho informações e sentimentos perturbadores, pessoais e, muitas vezes, privados. A partir do primeiro encontro (às vezes o telefonema inicial), a disposição do paciente de compartilhar aumenta ou diminui dependendo das intervenções verbais e, com frequência, não verbais do médico e da equipe. Ser capaz de compartilhar pensamentos e sentimentos com um ouvinte imparcial é geralmente uma experiência positiva. A demonstração pelos médicos de que entendem o que o paciente está declarando e sentindo. Não é suficiente apenas que o médico entenda o que o paciente está relatando, pensando e sentindo; essa compreensão deve ser transmitida ao paciente para alimentar o relacionamento terapêutico. O reconhecimento pelo paciente de que o médico se importa. Quando o paciente tem a consciência de que o médico não apenas entende, mas também se preocupa, a confiança aumenta e a aliança terapêutica se fortalece. O psiquiatra deve estar consciente da realidade de que não existem momentos irrelevantes na sala de entrevista. Consciente/inconsciente: Na entrevista, a transferência e a contratransferência são expressões muito relevantes de processos inconscientes. A transferência é o processo em que o paciente inconsciente e inadequadamente desloca para indivíduos em sua vida atual aqueles padrões de comportamento e reações emocionais que se originaram com figuras significativas do início da vida, com frequência da infância. De modo semelhante, a contratransferência é o processo em que o médico, inconscientemente, desloca para o paciente padrões de comportamentos ou reações emocionais como se ele fosse uma figura significativa da vida do médico. Os psiquiatras devem estar alertas para sinais de problemas de contratransferência (esquecimento de consulta, tédio ou sonolência em uma sessão). Entrevista Centrada na Pessoa e baseada no transtorno: deve focar em compreender o paciente e permitir que ele conte sua história. As primeiras experiências de vida, a família, a educação, a(s) ocupação(ões), as crenças e práticas religiosas, os passatempos, os talentos, os relacionamentos e as perdasdo paciente são algumas das áreas que, em conjunto com variáveis genéticas e biológicas, contribuem para o desenvolvimento da personalidade. É muito importante que o plano de tratamento resultante seja embasado nos objetivos do paciente, não nos do psiquiatra. O paciente deve ser explicitamente encorajado a identificar seus objetivos e aspirações em suas próprias palavras. Segurança e Conforto: Tanto o paciente como o entrevistador devem se sentir seguros. Nos prontos-socorros, de modo geral, é aconselhável que o entrevistador tenha o caminho de saída livre e desimpedido. A entrevista pode precisar ser abreviada ou terminada com rapidez se o paciente se tornar mais agitado e ameaçador. Tempo e número de sessões: Para uma entrevista inicial, 45 a 90 minutos é geralmente o tempo necessário. → levar em consideração o sofrimento ou psicóticos, o período de tempo que pode ser tolerado sentado pode ser de 20 a 30 minutos ou menos. Processo da Entrevista: Antes da entrevista: nome, idade, endereço e número(s) de telefone do paciente, quem o encaminhou, a razão do encaminhamento e informações de planos de saúde. O agendamento da consulta deve estar de acordo com a urgência do problema. Se possível, ter acesso aos registros que precedem o paciente pode ser de bastante ajuda. Alguns psiquiatras preferem não ler os registros antes da entrevista inicial, a fim de que sua primeira visão dos problemas do indivíduo não seja influenciada indevidamente por avaliações anteriores. Sala de Espera: os psiquiatras pedirem ao paciente que preencha um questionário ou uma escala de avaliação que identificam sintomas importantes. Essas escalas incluem o Questionário Sobre a Saúde do Paciente-9 (Patient Health Questionnaire-9; PHQ-9) ou o Inventário Rápido de Sintomatologia de Depressão – Autorrelato. Sala de Entrevista: Concorda-se, em geral, que o paciente e o psiquiatra fiquem sentados a uma distância de cerca de 1,20 a 1,80 m. Inicio da Entrevista: O paciente é cumprimentado na sala de espera pelo psiquiatra, que, com um rosto amigável, se apresenta, estende a mão. A recusa em apertar as mãos pode ser uma questão importante, e o psiquiatra pode manter isso em mente para uma possível indagação se depois o paciente não trouxer a questão à tona. O psiquiatra pode perguntar se o paciente prefere ser chamado pelo nome ou por “senhor”. → Esses primeiros minutos do encontro, mesmo antes de a entrevista formal começar, podem ser cruciais para seu sucesso O paciente, que muitas vezes está ansioso, forma uma impressão inicial do psiquiatra e começa a tomar decisões quanto ao que pode ser compartilhado com esse médico. Perguntas abertas: psiquiatra interaja de maneira que permita ao paciente contar sua história. Partes da Entrevista Psiquiátrica Inicial: ❃ Dados de identificação Fonte e confiabilidade ❃ Queixa principal ❃ História da doença atual ❃ História psiquiátrica pregressa Uso/abuso e adições de substâncias ❃ História médica pregressa ❃ História familiar ❃ História evolutiva e social ❃ Revisão de sistemas ❃ Exame do estado mental ❃ Exame físico ❃ Formulação ❃ Diagnósticos do DSM-5 ❃ Plano de tratamento Exemplo: Um homem de 64 anos apresentou-se em um pronto- socorro psiquiátrico com uma queixa principal: “Estou derretendo como uma bola de neve”. Ele tinha-se tornado cada vez mais deprimido nos últimos três meses. Quatro semanas antes da visita ao pronto- socorro, tinha procurado seu clínico geral, que tinha aumentado sua medicação antidepressiva (imipramina), de 25 para 75 mg, e também acrescentado hidroclorotiazida (50 mg), devido a hipertensão leve e ligeiro edema de pés. Ao longo das quatro semanas seguintes, a condição do paciente se deteriorou. No pronto-socorro, foi constatado humor deprimido, desesperança, fraqueza, perda de peso significativa e retardo psicomotor, e ele foi descrito como parecendo “exaurido”. Também parecia desidratado, e um exame de sangue indicou que estava hipocalêmico. O exame de sua medicação revelou que os frascos tinham os rótulos errados; ele estava tomando 25 mg de imipramina (geralmente uma dose não terapêutica) e 150 mg de hidroclorotiazida. Ele estava, de fato, “derretendo como uma bola de neve”. A reposição de líquido e potássio e a administração de uma dose terapêutica de um antidepressivo resultaram em melhora significativa. História Psiquiátrica Pregressa: Na história psiquiátrica pregressa, o médico deve obter informações sobre todas as doenças psiquiátricas e seu curso ao longo da vida do paciente, incluindo sintomas e tratamento. O psiquiatra também deve estar alerta para os sinais e sintomas de outros transtornos psiquiátricos. A descrição dos sintomas passados deve incluir quando eles ocorreram, quanto tempo duraram e sua frequência e gravidade. Deve-se explorar o que foi tentado (pode ter de listar de nomes para os pacientes), por quanto tempo e em que doses eles foram usados (para estabelecer a adequação das tentativas) e por que foram interrompidos. História de comportamento autolesivo não suicida também deve ser considerada, incluindo qualquer história de cortes, queimaduras, bater a cabeça e morder-se. Exame do Estado Mental: O exame do estado mental (EEM) é o equivalente psiquiátrico do exame físico no resto da medicina. O EEM explora todas as áreas de funcionamento mental e mostra evidências de sinais e sintomas de doenças mentais. A maior parte das informações não requer questionamento direto, e as obtidas por observação podem dar ao médico um conjunto de dados diferente das respostas do paciente. O questionamento direto aumenta e completa o exame. O EEM dá ao médico um instantâneo do estado mental do paciente no momento da entrevista e é útil nas visitas subsequentes para comparar e monitorar mudanças ao longo do tempo. Aparência e Comportamento: descrição geral de como o paciente parece e age durante a entrevista. Aspectos característicos, como desfigurações, cicatrizes e tatuagens, são observados. A arrumação e a higiene também fazem parte da aparência geral e podem ser indícios do nível de funcionamento do paciente. O paciente pode ser descrito como cooperativo, agitado, desinibido, desinteressado. Atividade Motora: descrita como normal, lentificada (bradicinesia) ou agitada (hipercinesia). Isso pode dar indícios para diagnósticos (p. ex., depressão vs mania) A marcha, a liberdade de movimentos, quaisquer posturas incomuns ou continuadas, andar de um lado para outro e torcer as mãos são descritos. Deve ser observada a presença ou ausência de tiques, que podem ser nervosismo, tremor, aparente inquietação, estalar a boca e protusões da língua. Fala: incluem fluência, quantidade, ritmo, tom e volume. Fluência pode se referir a se o paciente tem total comando da língua ou problemas de fluência possivelmente mais sutis. A avaliação da quantidade de fala diz respeito a se ela é normal, aumentada ou diminuída. Mais quantidade de fala com frequência (mas nem sempre) é sugestivo de mania ou hipomania. Um elemento relacionado é a velocidade ou o ritmo da fala. Ela é lenta ou rápida (pressão para falar)? Por fim, a fala pode ser avaliada por seu tom e volume. Os termos que descrevem esses elementos incluem irritável, ansioso, disfórico, alto, silencioso, tímido, zangado ou infantil. Humor: Os termos humor e afeto variam em sua definição. Termos como “triste”, “irritado”, “culpado” ou “ansioso” são descrições comuns do humor. Afeto: descrito, muitas vezes, com os seguintes elementos: qualidade, quantidade, variação, adequação e congruência. A qualidade (ou o tom) do afeto de um paciente incluem disfórico, feliz, eutímico, irritável, irritado, agitado, choroso, soluçante e embotado. A quantidade deafeto é uma medida de sua intensidade. Pode variar entre plano, normal ou lábil. Embotamento afetivo é um termo que tem sido usado para o afeto severamente restrito que é observado em alguns pacientes com esquizofrenia. A adequação do afeto refere-se a como ele está correlacionado com o ambiente. O afeto também pode ser congruente ou incongruente com o humor ou o conteúdo de pensamento do paciente. Um paciente pode relatar se sentir deprimido ou descrever um tema depressivo, mas fazê-lo rindo, sorrindo e sem sugestão de tristeza Conteúdo do Pensamento: É essencialmente os pensamentos que estão ocorrendo ao paciente, deduzidos pelo que ele expressa de maneira espontânea. Pensamentos obsessivos são aqueles indesejados e repetitivos que invadem a consciência. São, em geral, alheios ao ego, e o paciente resiste a eles. As compulsões são comportamentos repetitivos e ritualizados que os pacientes se sentem compelidos a realizar para evitar um aumento na ansiedade. Delírios são ideias fixas, falsas, que não são compartilhadas por outras pessoas e podem ser divididos em bizarros e não bizarros (delírios não bizarros referem-se ao conteúdo de pensamento que não é verdadeiro, mas não está fora da esfera da possibilidade. A paranoia pode estar intimamente relacionada a material delirante e variar de paranoia “branda”, por exemplo, desconfiança geral, a formas mais graves que têm impacto sobre o funcionamento diário. As questões que evocam paranoia incluem perguntar sobre a preocupação do paciente com câmeras, microfones ou o governo. Processo de Pensamento: como os pensamentos são formulados, organizados e expressos. Um paciente pode ter processo de pensamento normal com conteúdo do pensamento significativamente delirante. De modo inverso, pode haver conteúdo do pensamento normal, mas processo de pensamento bastante prejudicado. O processo de pensamento normal costuma ser descrito como linear, organizado e orientado ao objetivo. Alterações na Sensopercepção: Incluem alucinações, ilusões, despersonalização e desrealização. Alucinações são percepções na ausência de estímulos que as justifiquem. Outras alucinações podem incluir visuais, táteis, olfativas e gustativas (paladar). O entrevistador deve fazer uma distinção entre uma alucinação verdadeira e uma percepção errônea de estímulos (ilusão). Ao descrever as alucinações, o entrevistador deve incluir o que o paciente está vivenciando, quando ela ocorre, com que frequência e se é ou não desconfortável (ego-distônica). No caso de alucinações auditivas, pode ser útil saber se o paciente ouve vozes, comandos ou conversas e se reconhece a voz. Cognição: estado de alerta, orientação, concentração, memória (tanto de curto como de longos prazos), cálculo, cabedal de conhecimento, raciocínio abstrato, insight e julgamento. Raciocínio Abstrato: É a capacidade de compreender e abstrair a partir de conceitos gerais e exemplos específicos. Pedir ao paciente para identificar semelhanças entre objetos ou conceitos semelhantes (maçã e pera, ônibus e avião) → a incapacidade de abstrair ou a maneira idiossincrática de agrupar itens pode ser grave. Insight.: Na avaliação psiquiátrica, refere-se ao entendimento do paciente de como está se sentindo, se apresentando e funcionando, bem como das possíveis causas de sua apresentação psiquiátrica. Ele pode não ter entendimento, ter entendimento parcial ou entendimento total. Julgamento: Refere-se à capacidade da pessoa de tomar boas decisões e agir de acordo com elas. O nível de julgamento pode ou não estar correlacionado com o nível de entendimento. É melhor usar situações reais da própria experiência do paciente para testar o julgamento. As questões importantes na avaliação do julgamento incluem se um paciente está fazendo coisas perigosas ou procurando problemas e se é capaz de participar efetivamente de seu próprio tratamento Mini Exame do Estado Mental orientação: • Dia da Semana (1 Ponto) ............................................................................. ( ) • Dia do mês (1 Ponto) ................................................................................... ( ) • Mês (1 Ponto) ............................................................................................... ( ) • Ano (1 Ponto)................................................................................................ ( ) • Hora Aproximada (1 Ponto).......................................................................... ( ) • Local Específico (aposento ou setor) (1 Ponto) ............................................ ( ) • Instituição (residência, hospital, clinica) (1 Ponto) ...................................... ( ) • Bairro ou Rua próxima (1 Ponto) .................................................................. ( ) • Cidade (1 Ponto) ........................................................................................... ( ) • Estado (1 Ponto) ............................................................................................ ( ) memória imediata • Fale 3 palavras não correlacionadas. Posteriormente pergunte ao paciente sobe as 3 palavras. Dê um ponto para cada resposta correta ............................................... ( ) Depois repita as palavras e certifique-se de que o paciente aprendeu, pois mais adiante você irá perguntá-las novamente. atenção e cálculo • (100-7) Sucessivos, 5 vezes sucessivamente (1 ponto para cada cálculo correto) ............................................................( ) (alternativamente soletrar mundo de trás pra frente) evocação • Pergunte ao paciente pelas 3 palavras ditas anteriormente (1 ponto por palavra) ...................................................................................( ) linguagem • Nomear um relógio e uma caneta (2 pontos) .............................................. ( ) • Repetir: “Nem aqui, nem ali, nem lá) (1 ponto) ........................................... ( ) • Comando: Pegue este papel com a mão direita, dobre ao meio e coloque no chão (3 pontos)............................................. ( ) • Ler e obedecer: “feche os olhos” (1 ponto) ................................................ ( ) • Escrever uma frase (1 ponto) .......................................................................( ) • Copiar um desenho (1 ponto) ....................................................................... ( ) ESCORE ( / 30)