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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ - UESPI CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO Platão ALEGORIA DA CAVERNA Bom Jesus/PI 2019 1 ALEGORIA DA CAVERNA Resenha apresentada para a disciplina Métodos e Técnicas da Pesquisa Jurídica, no curso de Bacharelado em Direito, da Universidade Estadual do Piauí - UESPI. Profª. Thais Alves Bom Jesus/PI 2019 2 RESENHA PLATÃO. Alegoria da Caverna. A República, Livro VII. 1. CREDENCIAIS DO AUTOR Platão viveu em Atenas (427-347 a.C.) foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, considerado um dos principais pensadores da história da filosofia. Era de família nobre, autor de diversos diálogos filosóficos, foi peça importante para a construção da base da Filosofia e da Ciência. Foi discípulo de Sócrates, considerado por muitos o homem mais sábio de justo desde então. Desenvolveu a teoria da Ideias, expondo que as formas abstratas não-materiais (ideias) possuem o tipo mais alto e fundamental da realidade, em contradição ao mundo material. Fundou a Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro seria Arístocles, recebendo o apelido de Platão de seu treinador de luta, por suas características físicas robustas. 2. INTRUDUÇÃO Com a intenção de disseminar e expor seu pensamento filosófico, Platão escreveu uma história famosa, A Alegoria da Caverna ou Mito da Caverna que está inserida no livro VII da obra “A República” também de sua autoria. A história é constituía de um diálogo entre Sócrates e Gláuco, sendo este último, irmão de Platão. É considerada uma das mais importantes alegorias da história da filosofia. O autor demonstra que através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível, conhecido através dos sentidos, e do mundo inteligível, conhecido unicamente através da razão. Esta é uma importante teoria platônica conhecida pela metáfora da história. 3. DESENVOLVIMENTO O diálogo entre Sócrates e Gláuco relata a rotina de homens que estão presos em uma caverna desde o nascimento, acorrentados e com os olhos voltados à uma parede, não podiam olhar para trás e nem para os lados, sem visão e sem contato com o mundo externo. Dessa forma, tudo que sabiam ou conheciam era fruto de sombras projetadas por uma fogueira, fogueira esta, separada dos prisioneiros por um muro, como se fosse um palco de marionetes. Por cima do muro eram projetadas as sombras de homens transportando estatuas de todas das formas, com figuras de seres humanos, animais e outros objetos. Alguns conversavam enquanto passavam, outros permaneciam em silêncio. Por estarem acorrentados e imóveis tudo o que viam eram as sobras dos homens e objetos auxiliados pela luz da fogueira, incluindo suas próprias sombras, acreditando que o mundo era apenas aquele que estavam inseridos (Platão, 380 a.C.), nomeando as sobras como seres reais e atrelando os sons ouvidos às mesmas. Quando um desses homens liberta-se das correntes, tem dificuldades para movimentar a cabeça e o corpo. Ao tentar sair da caverna e ter contato com a luz https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Plat%C3%B4nica https://pt.wikipedia.org/wiki/Antiga_Atenas https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_superior https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_superior https://pt.wikipedia.org/wiki/Mundo_ocidental 3 fica ofuscado e com os olhos ardendo por não estarem acostumados com a luz do sol, não podendo distinguir os objetos dos quais via apenas as sombras anteriormente. Fica confuso ao ser informado que a realidade natural dos objetos é a vista atualmente e não as sombras que via e achava que eram reais. Contudo, com o passar do tempo, vai se acostumando e consegue admirar a natureza, contemplando-a com olhares infantis, diante da perfeição da criação, percebendo que tudo que observara agora era a realidade e que fora enganado durante toda a sua vida. Com o conhecimento adquirido do mundo real, são é mais possível retornar à vida na caverna, tendo a necessidade de compartilhar com os remanescentes sua descoberta. No seu regresso, a escuridão que passou a vida inserido passa a ofusca-lo, parecendo que teve perda de vista com ida à superfície, sendo confusa sua explicação da realidade aos prisioneiros. Estes, acostumados e alienados desde a infância zombam dele e recusam-se a sair da caverna, ameaçando de morte caso os libertem, visto ser para eles a sombra a própria realidade. 4. CONCLUSÃO Platão (380 a.C.) faz uma analogia à situação da caverna com a realidade vivida à época. Sócrates: E agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar exatamente essa alegoria ao que dissemos anteriormente. Devemos assimilar o mundo que apreendemos pela vista à estada na prisão, a luz do fogo que ilumina a caverna à ação do sol. Quanto à subida e à contemplação do que há no alto, considera que se trata da ascensão da alma até o lugar inteligível, e não te enganarás sobre minha esperança, já que desejas conhecê-la. Deus sabe se há alguma possibilidade de que ela seja fundada sobre a verdade. Em todo o caso eis o que me aparece tal como me aparece; nos últimos limites do mundo inteligível aparece-me a idéia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. No mundo visível, ela gera a luz e o senhor da luz, no mundo inteligível ela própria é a soberana que dispensa a verdade e a inteligência. Acrescento que é preciso vê-la se quer comportar- se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública. Podemos concluir que cada um dos elementos da alegoria possui um significado filosófico, sendo: • Os prisioneiros são os seres humanos; • As sombras são o conhecimento limitado dos seres humanos; • O prisioneiro que escapou e que tenta guiar os demais representa os filósofos que se sacrificam em sentir a dor, superar o medo de morrer para se libertarem das correntes e guiam a humanidade para o mundo inteligível. Sob a influência de Sócrates, o autor buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. O personagem que se liberta das correntes e retorna à caverna corre o risco de morrer, como Sócrates, por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo diferente. Fazendo analogia à realidade, é como se você acreditasse, desde o nascimento, que o mundo é de uma forma e surge alguém para 4 lhe convencer que aquilo tudo é falso, é parcial e tenta lhe passar novos conceitos. Foi por essa razão que Sócrates foi morto em Atenas. Apesar de ter sido escrita a mais de 2.500 anos, podemos contextualizar a obra de Platão com nossa vida atual, onde observamos com clareza a alienação dos seres humanos em ralação às imposições da mídia e da sociedade, que legitimam e afirmam o consumismo e os modos de socialização, doutrinando a forma de viver. 5 REFERÊNCIAS Platão. Ebiografia. Disponível em: https://www.ebiografia.com/platao/. Acesso em: 18/04/2019. A ALEGORIA da Caverna. A República (514a-517c). USP. Disponível em: http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/203.pdf. Acesso em:18/04/2019. CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/533894/mod_resource/content/1/ENP_155/R eferencias/Convitea-Filosofia.pdf. Acesso em:19/04/2019; https://www.ebiografia.com/platao/ http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/203.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/533894/mod_resource/content/1/ENP_155/Referencias/Convitea-Filosofia.pdf https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/533894/mod_resource/content/1/ENP_155/Referencias/Convitea-Filosofia.pdf