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1o bimestre
Aula 3
Língua Portuguesa
Um texto em outros textos
Ensino
Médio
1a
Série
2025_EM_V1
Intertextualidade;
Paráfrase e paródia.
Ler poemas e outros textos com os quais dialoguem;
Identificar relações dialógicas entre textos;
Construir sentido pela comparação entre textos e observar as relações intertextuais;
Ter contato com paráfrases e/ou paródias.
Conteúdos
Objetivos
2025_EM_V1
Para começar
A imagem ao lado parece com alguma que você já viu?
Como você descreveria essa imagem? Quais elementos você destacaria na sua descrição?
Em sua opinião, há humor nessa imagem? O que faz você pensar assim?
O que vocês sabem sobre o tema desta aula?
6 minutos
© Freepik
2025_EM_V1
Vídeo 1 - Intertextualidade explícita e implícita
KHAN ACADEMY BRASIL. Intertextualidade explícita e implícita. Disponível em: https://youtu.be/nuNRX7G_Cdc.. Acesso em: 20 nov. 2024.
Para começar
Contudo, o leitor só é capaz de reconhecer esse fenômeno, chamado de intertextualidade, se tiver repertório. Para reconhecer a imagem anterior, é preciso conhecer a Mona Lisa, famoso quadro de Leonardo da Vinci.
Um texto pode dialogar com outros textos!
Repertório é o conjunto de conhecimentos, experiências e vivências que uma pessoa tem e que é capaz de acessar em diferentes momentos comunicativos.
10 minutos
Link para vídeo
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2025_EM_V1
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho à noite – 
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Coimbra, julho, 1843.
Este poema foi escrito em 1843 pelo poeta brasileiro Gonçalves Dias, quando ele estava estudando em Portugal.
Você reconhece algum verso ou alguma estrofe?
A intertextualidade pode ocorrer em textos verbais e em textos não verbais.
Gonçalves Dias é um dos representantes do Romantismo brasileiro.
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras 
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores.
Em cismar sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o sabiá. 
(DIAS, 1969)
Foco no conteúdo
2025_EM_V1
Agora, observe como outros poetas, que foram contemporâneos de Gonçalves Dias, compuseram textos que dialogam com o poema “Canção do exílio”:
Minha terra tem loureiros
Minha terra tem loureiros 
onde canta o rouxinol
canta triste e solitário
de manhã e ao pôr do sol.
 
Quem me dera ver de novo,
nessa terra que eu deixei,
o canto do rouxinol
Se o seu canto tanto amei.
 
Minha terra tem campinas
que tapizam lindas flores.
Trilham lá melhor as aves
Sabem mais cantar amores. [...]
Joaquim Norberto (1878)
Minha terra tem palmeiras
Minha terra tem palmeiras
tem mais densos arvoredos
onde avezinhas canoras
trinam d’amor os segredos.
 
É mais claro o nosso céu,
nossos jardins têm mais flores,
há frutas mais saborosas,
mais constância nos amores.
 
A minha terra é mais fértil,
tem mais fontes cristalinas,
lindos rios, várzeas, prados,
mil verdejantes campinas. [...]
Hyppolito Pereira Garcez (?)
Goa 
Minha terra tem mangueiras
onde canta o muruoni:
Minha terra é mais alegre,
mais brilhante o sol dali.
 
Nosso céu tem mais estrelas,
nossas mangas mais sabores,
tem mais luxo a Natureza,
mais paixão nossos amores.
 
Em cismar ao pôr do sol,
mais prazer encontro ali
minha terra tem colinas
onde canta o muruoni. [...]
Pedro Antonio de Sousa (1882)
Na prática
Veja no livro!
Atividade 1
7 minutos
2025_EM_V1
explícita, exigindo do leitor apenas conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias.
implícita, exigindo do leitor conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias.
explícita, exigindo do leitor conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias e o contexto a que os outros poetas se referem para reconhecer a semelhança entre os textos.
explícita, sem exigir do leitor nem o conhecimento do poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias nem do contexto a que os outros poetas se referem.
Na prática
1. Podemos perceber que a intertextualidade entre esses poemas é 
Veja no livro!
Atividade 1
A
B
C
D
2025_EM_V1
explícita, exigindo do leitor apenas conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias.
implícita, exigindo do leitor conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias.
explícita, exigindo do leitor conhecer o poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias e o contexto a que os outros poetas se referem para reconhecer a semelhança entre os textos.
explícita, sem exigir do leitor nem o conhecimento do poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias nem do contexto a que os outros poetas se referem.
Na prática
1. Podemos perceber que a intertextualidade entre esses poemas é 
Veja no livro!
Atividade 1
Correção
A
B
C
D
2025_EM_V1
No entanto, há outros textos que também dialogam com o poema “Canção do exílio” e que foram escritos no século XX:
Canção do exílio facilitada
Lá?
Ah!
Sabiá…
Papá…
Maná…
Sofá…
Sinhá…
Cá?
Bah!
José Paulo Paes
Nova canção do exílio
Um sabiá
na palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
[...]
Carlos Drummond de Andrade
Canção do exílio às avessas
[...]
Minha Dinda tem piscina,
Heliporto e tem jardim
feito pela Brasil’s Garden:
Não foram pagos por mim.
Em cismar sozinho à noite
sem gravata e paletó
Olho aquelas cachoeiras
Onde canta o curió. [...]
Jô Soares
Foco no conteúdo
10 minutos
2025_EM_V1
Esses textos dialogam com o poema “Canção do exílio” de forma a caracterizar, às vezes, uma paráfrase e, outras vezes, uma paródia.
Paráfrase
É um processo que pretende produzir algo diferente, mas sem perder de vista o texto que o motivou.
Quais dos poemas anteriores fazem uso de paráfrase?
Paródia
É marcada por uma motivação cômica e/ou irônica e pelo posicionamento crítico em relação ao texto original.
Quais dos poemas anteriores fazem uso de paródia?
Assim, o texto elaborado com base em outro já existente e conhecido pelo leitor mantém a ideia do texto original.
A releitura cômica, com caráter humorístico e irônico, altera o sentido, criando, assim, um novo texto que apresenta uma crítica em relação ao texto original. 
Foco no conteúdo
2025_EM_V1
Vídeo 2: Ó pátria safada...
MANOS E MINAS. Ó Pátria safada... Disponível em: https://youtu.be/hl4ifdgLKRc. Acesso em: 20 nov. 2024.
Assistam a este vídeo e discutam o tipo de intertextualidade que existe entre essa poetry slam e o Hino Nacional Brasileiro: paráfrase ou paródia?
Na prática
Link para vídeo
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, 
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! [...]”
Joaquim Osório Duque Estrada
(BRASIL, [s.d.])
10 minutos
Link para vídeo
2025_EM_V1
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras, 
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e aprofundamento do conteúdo estudado.
2025_EM_V1
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!
1. (FACISA, 2018 - Adaptada) Leia o texto que segue para responder à questão.
Canção do exílio
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradorese os pernilongos.
Murilo Mendes
Aprofundando
Veja no livro!
2025_EM_V1
O poema em pauta é uma paródia, de gosto modernista, a um clássico da literatura romântica brasileira, da autoria de Gonçalves Dias.
Há, no poema de Murilo, o fenômeno da intertextualidade, já a partir do título e presente no primeiro verso, mas não ao longo do texto, pois para haver intertextualidade deve haver similaridade sintática.
Encontramos também tom parodístico ao poema romântico de Gonçalves Dias no poeta Oswald de Andrade, no texto Canto de Regresso à Pátria, no qual o escritor diz: “Minha terra tem palmares / Onde gorjeia o mar / Os passarinhos daqui / Não cantam como os de lá”.
Mário Quintana é outro poeta que empresta um tom de tristeza corrosiva em sua paródia ao romântico, quando escreve “Minha terra não tem palmeiras... / E em vez de um mero sabiá, cantam aves invisíveis / Nas palmeiras que não há”.
A paródia conserva o tom do texto original; já a paráfrase o destrói. Portanto o poema de Murilo Mendes é uma paráfrase e não uma paródia.
(FACISA, 2018 - Adaptada) O poema de Murilo Mendes nos leva a considerar as seguintes proposições:
Aprofundando
Veja no livro!
2025_EM_V1
(FACISA, 2018 - Adaptada) Estão corretas apenas:
I, II e III.
I, II e V.
III e IV.
II e V.
I, III e IV.
Aprofundando
Veja no livro!
B
C
D
E
A
2025_EM_V1
(FACISA, 2018 - Adaptada) Estão corretas apenas:
Aprofundando
I, II e III.
I, II e V.
III e IV.
II e V.
I, III e IV.
Veja no livro!
Correção
B
C
D
E
A
2025_EM_V1
2. (FUVEST, 2017 - Adaptada) Considerando que os poemas a seguir foram escritos, respectivamente, em 1843 e 1924, caracterize seus contextos históricos sob os pontos de vista político e social. 
Aprofundando
Canção do exílio 
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias, Primeiros cantos
Canto do regresso à pátria
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
[...]
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.
Oswald de Andrade, Pau Brasil
Veja no livro!
2025_EM_V1
O primeiro poema foi produzido durante o início do Segundo Reinado no Brasil, no século XIX, ainda sob a escravidão. A construção da identidade nacional ainda era refletida pela valorização da cultura portuguesa. No segundo poema, temos elementos modernistas de valorização dos elementos brasileiros em detrimento dos europeus, dentro do contexto da Primeira República. Há uma releitura dos símbolos da nacionalidade de modo crítico por meio da ironia, do humor e da paródia.
2. (FUVEST, 2017 - Adaptada) Considerando que os poemas a seguir foram escritos, respectivamente, em 1843 e 1924, caracterize seus contextos históricos sob os pontos de vista político e social. 
Correção
Aprofundando
Veja no livro!
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Referências
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (ABL). Gonçalves Dias: biografia, [s.d.]. Disponível em: https://www.academia.org.br/academicos/goncalves-dias/biografia. Acesso em: 20 nov. 2024.
INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA (IFFAR). As várias faces da canção do exílio na perspectiva de construção de uma identidade nacional, 12 mar. 2018. Disponível em: https://www.iffarroupilha.edu.br/noticias-sau/item/8256-as-v%C3%A1rias-faces-da-can%C3%A7%C3%A3o-do-ex%C3%ADlio-na-perspectiva-de-constru%C3%A7%C3%A3o-de-uma-identidade-nacional-. Acesso em: 20 nov. 2024.
DIAS, G. Primeiros cantos. In: DIAS, G. Poesia. São Paulo: Agir, 1969.
BRASIL. Presidência da República – Casa Civil. Hino Nacional, [s.d.]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/hino.htm. Acesso em: 20 nov. 2024.
FUKS, R. Poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias (com análise e interpretação). Cultura Genial, [s.d]. Disponível em: https://www.culturagenial.com/cancao-do-exilio-goncalves-dias/. Acesso em: 20 nov. 2024.
MACHADO, R. C. M.; BARROSO, S. L.; ALMEIDA, R. V. de. A construção da cultura literária brasileira: Gonçalves Dias, o consolidador da identidade nacional na literatura do Brasil. Contemporâneos, 2010, n. 5. Disponível em: https://www.revistacontemporaneos.com.br/n5/pdf/d5_GONCALVES_DIAS.pdf. Acesso em: 20 nov. 2024.
WANKE, E. T. A trova literária. Rio de Janeiro: Folha Carioca, 1976. 
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/CURR%C3%8DCULO-PAULISTA-etapa-Ensino-M%C3%A9dio_ISBN.pdf. Acesso em: 20 nov. 2024.
Identidade visual: imagens © Getty Images
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Para professores
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Slide 2
Habilidade: EM13LP03: Analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade que permitam a explicitação de relações dialógicas, a identificação de posicionamentos ou de perspectivas, a compreensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre outras possibilidades. (SÃO PAULO, 2020)
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Slide 3
Dinâmica de condução: A seção Para começar ajudará os alunos a conectarem a imagem com referências que já possuem, como a famosa pintura Mona Lisa, e introduzirá a ideia de releituras e paródias na arte. Se julgar pertinente, apresente uma imagem com a pintura.
Na segunda pergunta, pergunte quais elementos notam (como o sorriso, o olhar, as roupas modernas, os óculos escuros), para que possam perceber as diferenças e similaridades com a obra original. Esse exercício vai fortalecer habilidades de observação, interpretação e descrição.
Na terceira pergunta, deixe-os refletir sobre os elementos que podem ser considerados engraçados ou irônicos, como o contraste entre o clássico e o moderno ou o uso de óculos escuros, algo inesperado para uma figura clássica.
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