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1 HISTÓRIA DA ARTE Observe as Imagens 1 e 2 para responder à 1ª QUESTÃO. Imagem 1: Elementos de decoração. Imagem 2: Elementos de decoração. Fonte: DUCHER, R. Características dos estilos. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 105. 1ª QUESTÃO Em relação às Imagens 1 e 2, é CORRETO afirmar que elas apresentam elementos decorativos da arte A) renascentista italiana. B) neoclássica. C) rococó. D) barroca. E) maneirista. 2 Observe as Imagens 3 e 4 para responder à 2ª QUESTÃO. Imagem 3: Arquitetura renascentista italiana. Imagem 4: Arquitetura renascentista italiana. Fonte: DUCHER, R. Características dos estilos. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 75. 2ª QUESTÃO NÃO está/estão presente(s) nas Imagens 3 e 4: A) sobreposição de aberturas. B) frontões triangulares e semicirculares encimando as aberturas. C) friso e cornija decorados. D) horizontalidade da construção. E) ornamentação rebuscada e abundante. 3 Observe a Imagem 5 para responder à 3ª QUESTÃO. Imagem 5: Arquitetura. Fonte: DUCHER, R. Características dos estilos. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 165. 3ª QUESTÃO Em relação à Imagem 5, obra arquitetônica do Neoclassicismo francês, é INCORRETO afirmar: A) Verifica-se simplicidade na utilização dos volumes geométricos. B) Constata-se o predomínio da verticalidade nas linhas que compõem o prédio. C) Constata-se abundância de aberturas, representadas por janelas e nichos circulares. D) Utilizam-se elementos arquitetônicos característicos do Neoclassicismo, como colunas e frontões. E) Observa-se o uso de entablamento simples arrematando a parte superior do edifício. 4ª QUESTÃO Em relação ao estilo Art Déco, é INCORRETO afirmar: A) Contrapõe-se, por suas formas geométricas, às ondulações lineares do estilo Art Nouveau. B) Encontra-se influenciado pelo cubismo em sua geometrização. C) Restringe-se a objetos de decoração e mobiliário. D) Verifica-se nele a presença de elementos da arte negra. E) Caracteriza-se pelo despojamento das superfícies, com simplificação das formas. 4 Observe as Imagens 6 e 7 para responder à 5ª QUESTÃO. Imagem 6: Escultura. Fonte: CONTI, Flavio. Como reconhecer a arte rococó. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 42. Imagem 7: Escultura. Fonte: CONTI, Flavio. Como reconhecer a arte rococó. Lisboa: Edições 70, 1987, p. 43. 5ª QUESTÃO Em relação às esculturas apresentadas nas Imagens 6 e 7, é INCORRETO afirmar: A) São exemplos de porcelanas de grandes dimensões. B) Possuem, em sua composição, uma linha em “S”. C) Utilizam como temática figuras da Commedia dell’ Arte. D) Possuem curvatura bastante acentuada. E) Pertencem à manufatura de Bustelli. 6ª QUESTÃO Em relação ao Futurismo, é CORRETO afirmar: A) Propagou-se de forma lenta, apesar da predileção de seu criador pela velocidade. B) Surgiu a partir de um manifesto de Marinetti, artista francês que atuou na primeira década do século XX. C) São representantes desse movimento os artistas Boccioni, Russolo e Carlo Carrà. D) Caracterizou-se por uma arte vinculada às manifestações artísticas do passado. E) Teve seu nome definido por críticos ao movimento. 5 7ª QUESTÃO Sobre o Surrealismo, é CORRETO afirmar que A) explorou possibilidades relativas aos sonhos, sem contudo seus artistas usarem de hipnotismo ou drogas em seu processo de criação. B) originou-se na pintura, expandindo-se depois para a literatura e para a arquitetura. C) caracterizou-se pelo pensamento controlado pela razão, com forte preocupação estética. D) teve como principais representantes os pintores Breton, Eluard e Max Ernst. E) caracterizou-se pela técnica do frottage, a qual é comparada à escrita automática proposta pelos poetas do movimento surrealista. 8ª QUESTÃO Sobre o Barroco, é INCORRETO afirmar: A) A igreja e o palácio são edifícios típicos desse período artístico. B) A urbanização, sobretudo por meio de grandes jardins, é característica desse período artístico. C) Seus edifícios caracterizam-se pelo aspecto estático. D) Sua arquitetura caracteriza-se por plantas complexas e superfícies onduladas. E) A luz produz contrastes nas construções barrocas, contribuindo para um ambiente de dramaticidade. 9ª QUESTÃO A escultura do Renascimento A) apresenta limitada verossimilhança. B) aparenta pouco conhecimento técnico do artista. C) apresenta esquemas compositivos geometricamente complexos. D) caracteriza forte interesse pelo homem. E) contrapõe-se à monumentalidade em suas representações. 10ª QUESTÃO NÃO é uma característica do Impressionismo A) os mesmos interesses políticos e ideológicos entre seus artistas. B) a aversão à arte acadêmica dos salões oficiais. C) a orientação realista. D) o trabalho ao ar livre e o estudo das sombras coloridas. E) a preferência pela paisagem e pela natureza-morta. 6 Observe a Imagem 8 para responder à 11ª QUESTÃO. Imagem 8: Cartaz. Fonte: ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 184. 11ª QUESTÃO Em relação à Imagem 8, é CORRETO afirmar que se trata de um exemplo de A) arte cubista. B) art nouveau. C) arte simbolista. D) arte futurista. E) arte surrealista. 12ª QUESTÃO A arte do Simbolismo A) apresenta vinculação com as poéticas literárias do início do século XX. B) utiliza signos para revelar a realidade que se encontra aquém ou além da consciência. C) pretende fornecer sensações visuais ao expectador. D) estabelece limites entre a morfologia e a simbologia em suas manifestações. E) pretende promover reflexões apenas em relação à realidade visível. 7 13ª QUESTÃO Em relação ao Expressionismo alemão, é INCORRETO afirmar: A) Apresenta oposição à visão impressionista. B) Apresenta temática relacionada à crônica da vida cotidiana. C) Pretende pesquisar a gênese do ato artístico. D) Apresenta, na estrutura de suas imagens pictóricas, raízes na xilogravura. E) Considera a expressão como uma misteriosa mensagem do artista para o mundo. Observe a Imagem 9 para responder à 14ª QUESTÃO. Imagem 9: A Santíssima Trindade com a Nossa Senhora e S. João. Afresco. FONTE: JANSON, H. W. História geral da arte. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 596. 14ª QUESTÃO A Imagem 9 é exemplo de A) uma pintura renascentista, do pintor Masaccio, com a presença de efeitos de profundidade espacial por meio do domínio da perspectiva científica. B) um afresco do Renascimento italiano, de autoria de Michelangelo, que representa espacialmente elementos arquitetônicos, como a abóbada de berço. C) um afresco do Barroco italiano, de autoria de Caravaggio, em que há a simulação espacial de elementos arquitetônicos, com a representação de superfícies côncavas e convexas. D) uma pintura renascentista, do pintor Sandro Botticelli, com a presença de elementos que evocam a arquitetura clássica e uma cena religiosa cristã com tema escatológico. E) um afresco do Renascimento italiano, do pintor Leonardo da Vinci, com composição simétrica e efeitos de chiaroscuro para a realização do modelado corporal das figuras. 8 Observe a Imagem 10 para responder à 15ª QUESTÃO. Imagem 10: A abertura do Quinto Selo. Óleo sobre tela, 224,5 x 192,8 cm. The Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque. Fonte: GOMBRICH, E.H. História da arte. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. p. 372. 15ª QUESTÃO A Imagem 10 é um exemplo de uma pintura A) cubista. B) neoclássica. C) maneirista. D) surrealista. E) barroca. 9 16ª QUESTÃO NÃO é uma característica da arte barroca holandesa a A) execução de cenas de gênero. B) ausência da retratística. C) presença das cenas de paisagem. D) presença de naturezas-mortas. E) existência da arte da gravura. Observe a Imagem 11 para responder à 17ª QUESTÃO. Imagem 11: O palácio de Versalhes. Fonte: GOMBRICH, E. H. História da arte. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. p. 448. 17ª QUESTÃO Com base na observação da Imagem 11, é CORRETO afirmar que se trata de um edifício do A) Renascimento italiano, em que se nota um conjunto arquitetônico simétrico. B) Barroco italiano, em que há predileção por linhas dinâmicas e curvas. C) Rococó francês, em que prevalecem os excessos decorativos. D) Neoclassicismo francês, em que se observa a união entre escultura e arquitetura. E) Barroco francês, em que se retoma o estilo classicista da Antiguidade. 10 18ª QUESTÃO Na poética do pitoresco, A) a natureza é considerada um ambiente hostil, misterioso e de tensão. B) a fonte de inspiração é apenas o mundo interior do artista, sendo a pintura um meio de expressão dos seus sentimentos. C) há a evocação das formas clássicas e da noção de genialidade artística. D) a postura do homem em relação a natureza é positiva e de integração com ela. E) há a exploração de temas existenciais, sendo comum cenas de pesadelos e de visões. 19ª QUESTÃO O _____________________ “[...] se realizava como uma série de pinceladas derivadas da percepção empírica do mundo. Essas pinceladas se combinavam não na tela propriamente, mas no processo de visão, produzindo assim na experiência da cada espectador alerta um equivalente ativo da sensação original.” (HARISSON, Charles. Modernismo. São Paulo: Cosac & Naify, 2001, p. 30). Completa CORRETAMENTE a lacuna do texto acima a palavra A) Cubismo. B) Expressionismo. C) Impressionismo. D) Futurismo. E) Suprematismo. 20ª QUESTÃO Sobre o Fauvismo, é INCORRETO afirmar: A) Teve seu nome derivado da palavra francesa fauves (“feras”). B) Trata-se de um fenômeno expressionista francês. C) Centra-se na função plástico-construtiva da cor. D) Caracteriza-se pela aplicação de procedimentos ópticos e científicos no ato de pintar. E) Concebe a arte como impulso vital. 21ª QUESTÃO Sobre o Cubismo, é INCORRETO afirmar: A) A pintura Les demoiselles d´Avignon é considerada um prelúdio em relação aos problemas pictóricos que seriam abordados pelo Cubismo. B) O Cubismo afirma-se como uma arte formalista, preocupando-se com a reavaliação e com a reformulação de processos e valores da pintura. C) A recusa de recursos ilusionistas para a representação das formas e do espaço é uma característica da estética cubista. D) A exploração da ideia de visão simultânea, em que há a fusão de vários pontos de vista de uma figura na superfície da tela, é característica do Cubismo. E) O interesse pela arte africana e a ênfase na impressão da sensação visual produziram figuras com formas angulosas e imprecisas nas pinturas cubistas. 11 22ª QUESTÃO “Tudo se movimenta, tudo corre, tudo gira rapidamente. Uma figura nunca é estacionária diante de nós, mas aparece e desaparece incessantemente. Através da persistência das imagens na retina, as coisas em movimento multiplicam-se e são distorcidas, sucedendo-se umas às outras como vibrações no espaço através do qual se deslocam. [...] Que a ciência de hoje negue o seu passado, isto corresponde às necessidades materiais do nosso tempo. Do mesmo modo, a arte, negando o seu passado, deve corresponder às necessidades intelectuais do nosso tempo.” STANGOS, Nikos. Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Zahar, 2000, p. 72. O trecho acima relaciona-se ao A) Orfismo. B) Futurismo. C) Neoimpressionismo. D) Cubismo. E) Dadaísmo. 23ª QUESTÃO: Sobre o Construtivismo, é INCORRETO afirmar que A) a representação e a interpretação da realidade por meio da arte eram algumas de suas premissas. B) a arte estava a serviço da revolução ideológica do proletariado. C) os artistas utilizavam materiais industriais, cores puras e formas elementares. D) a produção artística era baseada em princípios científicos e em técnicas industriais. E) a ausência de distinção hierárquica entre as artes era um dos seus princípios. 24ª QUESTÃO: O Neoplasticismo NÃO estava relacionado A) à ideia de harmonia e de ordem universal. B) ao uso de cores elementares, como o azul, o vermelho e o amarelo. C) à filosofia neoplatônica do matemático Dr. Schoenmaekers. D) ao design de mobiliário voltado aos aspectos de organicidade. E) à exploração dos valores estruturais da visão, como a cor, a linha e o plano. 25ª QUESTÃO Sobre o Surrealismo, é INCORRETO afirmar: A) Herda a postura anarquista do Dadaísmo, sendo ausente a formulação de princípios e de teorias que balizam essa vanguarda. B) Sublinha a ideia de automatismo psíquico para a revelação do inconsciente. C) Exalta a espontaneidade no processo de criação, interessando-se pela arte de loucos, de crianças e de pintores naifs. D) Executa pinturas a partir da exploração de imagens oníricas, fantasiosas, e de elementos com valores simbólicos. E) Teve início como um movimento literário, sendo anunciado pelo Manifesto Surrealista. 12 LÍNGUA PORTUGUESA Leia o texto a seguir e responda às questões de 26 a 31. Texto I 1 2 3 4 5 6 [...] Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro direto que me enoja independentemente de quem o cuspisse. [...] (PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Brasiliense, 1989. p. 358). 26ª QUESTÃO O texto acima é fragmento de O livro do desassossego, de Bernardo Soares, um dos heterônimos do escritor português Fernando Pessoa. No excerto selecionado, é possível perceber uma ruptura com a ideia de que os limites territoriais operam como fator decisivo na constituição de uma identidade nacional. A sentença, extraída do excerto acima, que ratifica essa ruptura é: A) “Não tenho sentimento nenhum político ou social” (linha 1). B) “Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico” (linha 1). C) “Minha pátria é a língua portuguesa” (linha 2). D) “Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto [...]” (linha 3). E) “[...] como o escarro direto que me enoja independentemente de quem o cuspisse” (linhas 5 e 6). 27ª QUESTÃO Ao defender que a preservação de uma identidade linguística se dá pela tentativa de preservar a própria língua portuguesa, e não pela defesa do território, o autor atesta A) que sua falta de sentimento político ou social tem uma relação direta com seu sentimento antipatriótico, quando afirma odiar quem escreve mal português. B) que seu incômodo pessoal se dá mais em função de uma invasão que desmantelasse Portugal, do que pela inclusão de novas formasortográficas, sem ípsilon, por exemplo. C) que sua única fonte de ódio está concentrada nas pessoas que não sabem escrever, que não dominam a sintaxe ou que escrevem empregando uma ortografia simplificada. D) que sua preocupação com a manutenção de uma identidade portuguesa não reside no risco de um domínio estrangeiro das terras de Portugal, mas na má apropriação da língua pelos portugueses. E) que sua busca pessoal pela preservação da identidade portuguesa se relaciona diretamente com a saúde das pessoas, pois ele sente nojo de quem escarra, independentemente de quem o faz. 13 28ª QUESTÃO A afirmativa que resume as ideias expressas no Texto I é: A) A identidade linguística sufoca a identidade nacional. B) A identidade linguística supera a identidade nacional. C) A identidade linguística sobrevive à identidade nacional. D) A identidade linguística socorre a identidade nacional. E) A identidade linguística sucumbe à identidade nacional. 29ª QUESTÃO Na língua portuguesa, há diversas maneiras de se fazer uma negação, mas, em alguns casos, o ato de negar varia de acordo com a forma como se nega. Segundo Ilari e Geraldi (2006), é possível que, em certas construções, o escopo da negação seja maior do que o da generalização, enquanto, em outras, o escopo da generalização é maior do que o da negação. NÃO há ocorrência de negação da generalização em: A) “Não tenho sentimento nenhum político ou social” (linha 1). B) “[...] não me incomodassem pessoalmente” (linhas 2 e 3). C) “[...] não quem escreve mal português [...]” (linhas 3 e 4). D) “[...] não quem não sabe sintaxe [...]” (linha 4). E) “[...] não quem escreve em ortografia simplificada [...]” (linha 4). 30ª QUESTÃO Ao considerarmos que a expressão “[...] como o escarro direto que me enoja independentemente de quem o cuspisse” (linhas 5 e 6) é uma metáfora, a interpretação CORRETA para o enunciado é: A) O que faz com que o autor vomite é ver as pessoas cuspindo na rua. B) O que torna a língua viva é a capacidade de ela ser usada por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. C) O que enoja o autor é ver a língua sendo tratada como escarro, sendo falada por qualquer pessoa. D) O que não favorece a permissão para a implantação de escarradeiras na rua são os entraves legais. E) O que desperta a ojeriza do autor com relação à língua são os desvios, e não quem os cometeu. 31ª QUESTÃO Ao traçar um paralelo entre quem não odeia e o que odeia, o autor recorre à construção do tipo “não..., mas...”. Relacione os excertos da Coluna I, os quais indicam quem o autor não odeia, com os da Coluna II, os quais indicam o que o autor odeia, tendo em vista o paralelismo estabelecido no Texto I. Coluna I Coluna II (1) não quem escreve mal português, ( ) mas a ortografia sem ípsilon (2) não quem não sabe sintaxe, ( ) mas a página mal escrita (3) não quem escreve em ortografia simplificada, ( ) mas a sintaxe errada A sequência numérica CORRETA que preenche os parênteses da Coluna II, de cima para baixo, é: A) 3, 2, 1. B) 1, 2, 3. C) 2, 3, 1. D) 3, 1, 2. E) 2, 1, 3. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 32 e 33. Texto II 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Mito nº 7: “É preciso saber gramática para falar e escrever bem” É difícil encontrar alguém que não concorde com a declaração acima. Ela vive na ponta da língua da grande maioria dos professores de português e está formulada em muitos compêndios gramaticais [...]. É muito comum, também, os pais de alunos cobrarem dos professores o ensino dos “pontos” de gramática tais como eles próprios os aprenderam em seu tempo de escola. E não faltam casos de pais que protestaram veementemente contra professores e escolas que, tentando adotar uma prática de ensino de língua menos conservadora, não seguiam rigorosamente “o que está nas gramáticas”. [...] Por que aquela declaração é um mito? Porque, como diz Mário Perini em Sofrendo a gramática (p. 50), “não existe um grão de evidência em favor disso; toda evidência disponível é em contrário”. Afinal, se fosse assim, todos os gramáticos seriam grandes escritores (o que está longe de ser verdade), e os bons escritores seriam especialistas em gramática. Ora, os escritores são os primeiros a dizer que gramática não é com eles! [...] Repito, insisto, reitero: é infinitamente mais útil e relevante ensinar alguém a tirar proveito de uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo na construção de um bom texto do que fazer essa pessoa decorar esses nomes todos para, em seguida, classificar frases soltas em que tais estruturas apareçam – é infinitamente mais útil e relevante aprender a usar a língua e não aprender sobre a língua. [...] (BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 52. ed. São Paulo: Loyola, 2009, p. 78; 88). 32ª QUESTÃO A afirmativa que resume as ideias expressas no Texto II é: A) O conhecimento dos mitos sobre o preconceito linguístico é sempre superior à sabedoria popular dos falantes. B) A participação dos pais na educação dos filhos é essencial para que haja uma manutenção da boa linguagem. C) O trabalho de inovação pedagógica dos professores mais conservadores tem favorecido a perda de direitos de seus alunos. D) O protesto veemente dos pais contra professores e escolas vem consolidando a variação e a mudança da língua portuguesa. E) O domínio descontextualizado de regras gramaticais é inútil e irrelevante para o aprendizado da escrita. 15 33ª QUESTÃO No Texto II, o elemento coesivo que associa a ideia do 1º parágrafo com a do 2º parágrafo é: A) “É difícil” (linha 1). B) “também” (linha 3). C) “não” (linha 6). D) “rigorosamente” (linha 6). E) “que” (linha 6). Considere os Textos I e II e responda às questões 34 e 35. 34ª QUESTÃO Os Textos I e II A) complementam-se, pois, enquanto o segundo dedica-se a criticar o seguimento cego das regras gramaticais, o primeiro defende que a língua serve para legitimar a identidade de um grupo. B) contradizem-se, pois, enquanto o segundo apresenta uma visão deturpada sobre a língua e sua invariabilidade, o primeiro se propõe a defender radicalmente as regras do bem escrever. C) contradizem-se, pois são textos que apresentam posições inconciliáveis acerca das regras de escrita, baseadas em correções ortográficas, como o primeiro texto, e gramaticais, como o segundo. D) complementam-se, pois fazem observações precisas sobre cada termo técnico que se apresenta, ao mesmo tempo em que reforçam a insuficiência da escola no ensino de regras do texto escrito. E) contradizem-se, pois, enquanto o primeiro revela as discrepâncias entre ensino e aprendizagem de línguas, o segundo aponta perspectivas convergentes na relação entre família e uso da língua na escola. 35ª QUESTÃO Sobre os Textos I e II, que fazem referência ao valor da língua portuguesa, é CORRETO afirmar: A) Enquanto o primeiro texto destaca a importância social e política da língua portuguesa, o segundo texto maldiz os professores e os pais dos estudantes que não gostam de aprender gramática na escola. B) Enquanto o primeiro texto considera que os portugueses não sabem sintaxe, o segundo texto recomenda que os brasileiros aprendam a gramática, rigorosamente, para não se sentirem humilhados. C) Enquanto o primeiro texto recupera o sentido de pátria como algo a ser defendido, o segundo texto condena a defesa da língua como um conjunto de regras gramaticais. D) Enquanto o primeiro texto destila ódio sobre quem não escreve bem e sobre quem não sabeortografia, o segundo texto ressalta que o ato de comunicar é o mais importante na língua portuguesa. E) Enquanto o primeiro texto defende a noção de língua como uma unidade comunicativa independente dos territórios onde é falada, o segundo texto restringe a aprendizagem da língua às escolas. 16 Leia o texto a seguir e responda às questões de 36 a 50. Texto III 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 Liberdades É livre quem pode fazer o que quiser – dentro das suas limitações de espaço, tempo, energia e recursos. Só se é livre dentro de certos limites. Portanto, toda liberdade é condicional. Só é totalmente livre quem pode exercer a sua vontade sem qualquer limitação moral ou material. Isto é: o tirano. Assim, a liberdade suprema só existe nas tiranias. Dizer que a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro é muito bonito. Mas e se a liberdade foi mal distribuída e o meu vizinho tem um latifúndio de liberdade enquanto a minha é um quintal de liberdade, liberdade mesmo que tadinha? Não é feio sugerir um reestudo da divisão. Cuidado com quem dá aos outros toda a liberdade. Geralmente é quem pode tirá-la. Há os que passam o dia inteiro livres e chegam em casa se queixando disso. São os motoristas de táxi. Toda liberdade é relativa. Toda liberdade é relativa. Verdade exemplarmente ilustrada por este diálogo entre o preso e o carcereiro. — Nunca mais vou sair daqui. — Calma. Não desanime. — Não tem jeito. Estou aqui para sempre. — Vou ver o que posso fazer por você. — Não adianta. Estou condenado. Desta prisão eu não saio. Se esqueceram de mim. — Eu não esquecerei. Voltarei para visitá-lo. — Promete? — diz o carcereiro. Quem é livre às vezes não sabe. Quem não é livre sempre sabe. Ou será o contrário? A gente vê tanta gente inexplicavelmente feliz. Alguns são obcecados pela liberdade e prisioneiros da sua obsessão. Os loucos são livres e vivem presos por isso. Poderia se dizer que livre, livre mesmo, é quem decide de uma hora para outra que naquela noite quer jantar em Paris e pega um avião. Mas mesmo este depende de estar com o passaporte em dia e encontrar lugar na primeira classe. E nunca escapará da dura realidade de que só chegará em Paris para o almoço do dia seguinte. O planeta tem seus protocolos. Fala-se em liberdade como se ela fosse um absoluto. Mas dizer “eu quero ser livre” é o mesmo que dizer “eu quero” e não dizer o quê. Existe a Liberdade De e a Liberdade Para. Não é uma questão apenas de preposições e semântica. É a questão do mundo. O liberalismo clássico iconizou a Liberdade Para. Você é livre se tem liberdade para dizer o que pensa e fazer o que quer, para ir e vir e exercer o seu individualismo até o fim, ou até o limite da liberdade do outro. A ideia de que a verdadeira liberdade é a Liberdade De é recente. Livre de verdade é quem é livre da fome, da miséria, da injustiça, da liberdade predatória dos outros. A ideia é recente porque antes era inconcebível. Ser livre do despotismo era automaticamente ser livre para o que se quisesse, para a vida e a procura individual do paraíso. Foi preciso uma virada no pensamento humano para concluir que Liberdade Para e Liberdade De não eram necessariamente a mesma liberdade e outra virada para concluir que eram antagônicas. A última virada é a decisão de que uma liberdade precisa morrer para que a outra viva. Não concorde com ela muito rapidamente. Enfim, de todos os crimes que se cometem em nome da liberdade, o pior é a retórica. Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a que não tem medo do ridículo. (VERÍSSIMO, Luis Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011, p. 181-185). 17 36ª QUESTÃO Ao apresentar os vários contextos em que se faz referência à noção de liberdade, o autor do Texto III A) expressa a despreocupação que se deve ter com quem pode tirar a liberdade do outro. B) critica quem comete os piores crimes contra a liberdade individual e a retórica. C) reflete sobre o esvaziamento de sentido do conceito de liberdade na sociedade atual. D) afirma que os manicômios são lugares onde não se tem liberdade de expressão. E) defende os tiranos por considerar que ser déspota é ser totalmente livre. 37ª QUESTÃO Os elementos “para” e “de”, respectivamente, nas expressões “Liberdade Para” e “Liberdade De” (linha 28): A) produzem o sentido de que a liberdade pode ser conquistada diariamente. B) estabelecem a relação entre querer ser livre e merecer ser livre. C) conduzem ao paralelo de que ser livre é ser ridículo. D) expressam a diferença de sentido entre agir livremente e ser livre. E) caracterizam as diferenças entre loucura, medo, cuidado e retórica. 38ª QUESTÃO O título do Texto III, “Liberdades”, é usado no plural. O seu efeito de sentido NÃO é reforçado em: A) “[...] toda liberdade é condicional” (linha 2). B) “[...] a liberdade suprema só existe nas tiranias” (linha 4). C) “Toda liberdade é relativa” (linha 11). D) “Alguns são obcecados pela liberdade e prisioneiros da sua obsessão” (linha 21). E) “Existe a Liberdade De e a Liberdade Para” (linha 28). 39ª QUESTÃO As línguas possuem elementos passíveis de serem utilizados na produção de diferentes sentidos. Na língua portuguesa, o elemento “que” é um desses e pode ser usado, entre outras funções, para (1) integrar duas proposições/ideias ou (2) retomar um elemento precedente. Considerando essas duas funções, identifique, nos parênteses a seguir, a função exercida pelo elemento “que” em cada excerto do Texto III, empregando (1) para a primeira função descrita e (2) para a segunda função descrita. ( ) “É livre quem pode fazer o que quiser [...]” (linha 1). ( ) “Dizer que a minha liberdade termina [...]” (linha 5). ( ) “Há os que passam o dia inteiro livres [...]” (linha 9). ( ) “Vou ver o que posso fazer por você” (linha 15). ( ) “Mas eu desconfio que a única pessoa livre [...]” (linha 39). ( ) “[...] é a que não tem medo do ridículo” (linha 39). A sequência numérica CORRETA que preenche os parênteses, de cima para baixo, é A) 2, 1, 2, 2, 1, 2. B) 1, 1, 2, 2, 1, 1. C) 2, 1, 1, 2, 2, 2. D) 1, 2, 2, 2, 2, 1. E) 2, 1, 2, 1, 2, 2. 18 40ª QUESTÃO Observe as relações de sentido que as palavras portanto, se, sempre e apenas estabelecem nas frases abaixo, extraídas do Texto III. I. “Portanto, toda liberdade é condicional” (linha 2). II. “ [...] se a liberdade foi mal distribuída [...]” (linhas 5 e 6). III. “Quem não é livre sempre sabe” (linha 19). IV. “Não é uma questão apenas de preposições e semântica” (linha 29). Nas frases acima, as relações de sentido estabelecidas pelas palavras portanto, se, sempre e apenas são, respectivamente, de A) finalidade – tempo – exclusão – condição. B) conclusão – condição – tempo – exclusão. C) conclusão – condição – intensidade – inclusão. D) consequência – tempo – modo – exclusão. E) conclusão – inclusão – tempo – causa. 41ª QUESTÃO Analise as afirmativas abaixo com base nos recursos referenciais empregados no Texto III. I. O termo “suas” (linha 1) refere-se a “quem” (linha 1). II. O termo “minha” (linha 5) refere-se a “dizer” (linha 5). III. O termo “-la” (linha 8) refere-se a “liberdade” (linha 8). IV. O termo “se” (linha 9) refere-se a “dia” (linha 9). É CORRETO o que se afirma em A) I, apenas. B) II, apenas. C) III, apenas. D) I e III, apenas. E) III e IV, apenas. 42ª QUESTÃO O prefixo “in-”,quando anexado às palavras, altera-lhes, geralmente, o sentido, como em “inconcebível” (linha 33). O acréscimo do prefixo “in-” altera o sentido das palavras em: A) individualismo, infelicidade, infarto. B) índole, infame, incolor. C) indomável, índice, incursão. D) inteligência, incapacidade, inábil. E) inexplicavelmente, injustiça, incondicional. 19 43ª QUESTÃO De acordo com o Texto III, “Liberdade Para” e “Liberdade De” são ideias antagônicas. Esse antagonismo é ratificado pela seguinte afirmação: A) A “Liberdade Para” refere-se à possibilidade de o indivíduo ter liberdade, irrestritamente, mas a “Liberdade De” diz respeito ao fato de o indivíduo ser livre, sem privações. B) A “Liberdade Para” significa a ausência de limites estabelecidos socialmente, enquanto a “Liberdade De” faz menção à presença de regras de bom comportamento. C) A “Liberdade Para” pressupõe ações vinculadas ao querer individual, entretanto, a “Liberdade De” confere ao indivíduo o respeito às suas ações socialmente compartilhadas. D) A “Liberdade Para” contempla todas as possibilidades de o indivíduo agir por conta própria, mas a “Liberdade De” refere-se à noção de que o indivíduo deve depender do outro. E) A “Liberdade Para” relaciona-se à chance de o indivíduo viver sem obrigações, mas a “Liberdade De” refere-se ao modo como o indivíduo decide lidar com os limites sociais. 44ª QUESTÃO No excerto “Fala-se em liberdade como se ela fosse um absoluto” (linha 27), o termo “se”, em negrito, equivale ao empregado na frase: A) Conserta-se qualquer objeto que esteja quebrado. B) Corta-se panela de pressão. C) Aluga-se um pequeno apartamento na praia. D) Precisa-se de pessoas que pensem no próximo. E) Importa-se objeto que seja relíquia. 45ª QUESTÃO Analise o uso das palavras totalmente, exemplarmente, inexplicavelmente, automaticamente e rapidamente nos excertos do Texto III abaixo, e empregue (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas: ( ) A palavra totalmente, em “Só é totalmente livre quem pode exercer a sua vontade [...]” (linha 3), pode ser substituída por “completamente”, sem prejuízo de sentido do texto original, e indica integralidade. ( ) A palavra exemplarmente, em “Verdade exemplarmente ilustrada por este diálogo entre o preso e o carcereiro” (linha 11), pode ser substituída por “anteriormente”, sem prejuízo de sentido do texto original, e indica temporalidade. ( ) A palavra inexplicavelmente, em “A gente vê tanta gente inexplicavelmente feliz” (linhas 19 e 20), pode ser substituída por “supostamente”, sem prejuízo de sentido do texto original, e sugere uma explicação. ( ) A palavra automaticamente, em “Ser livre do despotismo era automaticamente ser livre para o que se quisesse [...]” (linha 34), pode ser substituída por “naturalmente”, sem prejuízo de sentido do texto original, e indica modo. ( ) A palavra rapidamente, em “Não concorde com ela muito rapidamente” (linha 37), pode ser substituída por “imediatamente”, sem prejuízo de sentido do texto original, e indica uma condição. A sequência CORRETA de afirmativas verdadeiras (V) e falsas (F), de cima para baixo, é A) V, F, F, V, F. B) F, V, F, V, V. C) V, F, V, F, V. D) F, F, V, V, F. E) F, F, V, F, V. 20 46ª QUESTÃO “Liberdade ainda que tardia” é o título do livro escrito por Álvaro Cardoso Gomes, em 2012, sobre o inconfidente mineiro Tomás Antônio Gonzaga. Ao utilizar a expressão “liberdade mesmo que tadinha” (linhas 6 e 7), Veríssimo emprega um fator de textualidade denominado A) intencionalidade. B) coesão. C) intertextualidade. D) situacionalidade. E) coerência. 47ª QUESTÃO No excerto “Enfim, de todos os crimes que se cometem em nome da liberdade, o pior é a retórica” (linha 38), a expressão “que se cometem em nome da liberdade” veicula sentido A) restritivo. B) explicativo. C) concessivo. D) causal. E) modal. 48ª QUESTÃO Considerando o Texto III, a expressão “Toda liberdade é relativa” (linhas 9 e 10, e 11) resume as ideias apresentadas em: I. “Só se é livre dentro de certos limites” (linhas 1 e 2). II. “— Eu não esquecerei. Voltarei para visitá-lo” (linha 17). III. “A gente vê tanta gente inexplicavelmente feliz” (linhas 19 e 20). IV. “Os loucos são livres e vivem presos por isso” (linha 22). V. “O planeta tem seus protocolos” (linhas 25 e 26). É CORRETO o que se afirma em: A) I e II, apenas. B) I e IV, apenas. C) II, III e V, apenas. D) II e IV, apenas. E) IV e V, apenas. 21 49ª QUESTÃO Ao final do diálogo entre o preso e o carcereiro (linhas 12 a 18), ocorre uma quebra de expectativa, ou seja, a última fala contradiz a expectativa criada a partir da situação inicial. O fenômeno semântico ligado a essa quebra de expectativa denomina-se A) hiponímia. B) hiperonímia. C) sinonímia. D) pressuposição. E) antonímia. 50ª QUESTÃO No excerto “Não é uma questão apenas de preposições e semântica. É a questão do mundo” (linha 29), os elementos “uma” e “a”, respectivamente, embora pertençam à mesma categoria linguística (artigos), são distintos pela seguinte razão: A) O primeiro generaliza e indefine, o segundo restringe e particulariza. B) O primeiro generaliza e particulariza, o segundo restringe e indefine. C) O primeiro indefine e particulariza, o segundo restringe e generaliza. D) O primeiro generaliza e restringe, o segundo indefine e particulariza. E) O primeiro indefine e restringe, o segundo particulariza e generaliza.