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Fluido ferromagnético 
magnetizado por um ímã em 
um museu de ciências.
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CAPÍTULO
Competência
• C1, C2 e C5
Habilidades
• H1, H4, H6, H11, H12, H24, H28, H29, H31 e H32
ELETROMAGNETISMO: 
CONCEITOS INICIAIS1
PF_SESI_EM3_LA_CAD 9.indb 6 03/10/2023 18:35:19
7Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
 ÍMÃS E CAMPOS MAGNÉTICOS
Os ímãs sempre intrigaram por suas propriedades, como o fato de poderem inte-
ragir com objetos à distância. Se você tivesse, por exemplo, que mover um clipe sobre uma 
mesa, poderia utilizar um ímã para movê-lo sem precisar encostá-lo. Essa interação 
entre os ímãs e alguns objetos, como os clipes, que ocorre mesmo a distância, pode 
ser explicada a partir do conceito de campo. 
O conceito de campo exige certa abstração, já que os órgãos dos sentidos 
não são capazes de detectá-los (você não pode ver, tocar, cheirar ou ouvir 
campos); entretanto, os campos existem e podem nos explicar a interação 
entre objetos distantes. Uma forma de mapear a região de campo magnético 
ao redor de um ímã é espalhar limalha de ferro (pequenos fragmentos de 
ferro) ao seu redor. 
O alinhamento da limalha de ferro se dá de tal maneira que nos permite 
ter uma ideia do campo magnético produzido naquela região do espaço.
Podemos, ainda, definir um vetor que represente esse campo magnético. 
Esse vetor é denominado indução magnética. Os vetores devem ser representa-
dos por uma reta com direção e sentido. O vetor campo de indução magnética 
terá o mesmo sentido do polo norte de uma bússola colocada numa determinada 
região. Em outras palavras, se conhecermos o vetor indução magnética em um ponto 
do espaço, saberemos para onde apontará o polo norte da agulha de uma bússola nesse 
mesmo ponto do espaço.
Observe o campo magnético ao redor de um ímã em forma de barra e como se posicionam 
algumas bússolas. 
O vetor indução magnética, que será representado por B , deve ser tangente às linhas e com 
o mesmo sentido do polo norte da bússola. Diante disso, podemos dizer que as linhas de indução 
magnética “saem” do polo norte e “entram” no polo sul de um ímã.
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O alinhamento da limalha de ferro nos 
permite mapear o campo magnético ao 
redor de um ímã.
Materiais ferromagnéticos, paramagnéticos e diamagnéticos
Alguns materiais como o ferro, o níquel e o cobalto, quando colocados próximos aos ímãs, são 
fortemente atraídos e também ficam magnetizados sendo chamados de ferromagnéticos.
Outros materiais, como o alumínio e o magnésio, são muito fracamente atraídos por ímãs, por 
isso são classificados como paramagnéticos.
Materiais como a prata e o cobre, na presença de um campo magnético, geram campos com 
sentido oposto ao aplicado e são denominados diamagnéticos.
Linhas que representam o 
campo magnético ao redor de 
um ímã em forma de barra.
B B
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As linhas de campo magnético não existem apenas fora dos ímãs, elas também ocorrem den-
tro e, portanto, são linhas fechadas, diferentemente das linhas de campo elétrico, que são abertas.
É importante notar ainda que as linhas de campo magnético são mais concentradas nas proxi-
midades do ímã. Isso revela que a intensidade do campo magnético nessa região é maior, enquanto, à 
medida que nos afastamos, a distância entre as linhas aumenta, indicando um campo menos intenso.
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações8
Como representar vetores 
no espaço tridimensional
 CAMPO MAGNÉTICO GERADO POR FIO RETILÍNEO 
MUITO LONGO PERCORRIDO POR CORRENTE
A eletricidade e o magnetismo sempre foram pensados separadamente, até que o experimento 
do dinamarquês Hans Christian Oersted em 1820 unificou essas duas áreas. Ele verificou que, ao 
aproximar uma bússola de um fio percorrido por corrente elétrica, a agulha sofria uma deflexão 
(desvio), indicando a presença de um campo magnético.
Com o experimento, o campo magnético ao redor do fio é formado por linhas circulares perpen-
diculares ao fio, e que o sentido da corrente elétrica interfere no sentido do vetor indução magnética.
Quando invertemos o sentido da corrente elétrica, invertemos o sentido do vetor indução magnética.
Vamos caracterizar o vetor indução magnética B , gerado por correntes elétricas em fios retilí-
neos muito longos, e para isso utilizaremos uma regra prática: a regra da mão direita.
Envolva mentalmente o fio percorrido pela corrente com a mão direita, colocando o polegar 
no sentido da corrente. Os outros dedos mostram a orientação das linhas de campo magnético 
produzidas pela passagem da corrente elétrica.
No estudo do eletromagnetis-
mo, constantemente você irá 
se deparar com situações em 
que será necessário representar 
um vetor que aponte para fora 
do plano da página. Nessas 
situações, você deverá utilizar o 
símbolo . Se o vetor apontar 
para dentro da página, utilizare-
mos o símbolo .
Visão do observador.
Visão do observador.
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B
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vetor entrando
vetor saindo
Oersted demonstrando o desvio da 
agulha magnética pela corrente elétrica.
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O módulo do campo magnético (B) produzido pela corrente elétrica (i) em ponto situado a 
uma distância (d) de um fio retilíneo muito longo é dado por:
Nessa expressão, a grandeza representa a permeabilidade magnética do meio (medida do 
campo magnético no interior de um material). Essa grandeza depende do meio e, no Sistema Inter-
nacional, sua unidade é o 
T m
A
tesla metro
ampére
. 
No vácuo, a permeabilidade magnética é chamada 0 e seu valor é 0 4 10 7 Tm
A
.
Observação: quando dizemos que o fio é muito longo, garantimos que estamos medindo o 
campo magnético em um ponto longe das extremidades do fio.
B
i
2 d
LA
B
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2
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i
i = 0
BBB
PF_SESI_EM3_LA_CAD 9.indb 8 03/10/2023 18:35:24
9Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
Curiosidade Magnética
Você conhece o capitão Jack Sparrow, do filme Piratas do Caribe? Além de 
esperto e engraçado, ele tem uma bússola mágica que sempre aponta para o que ele 
mais deseja no mundo.
No mundo real, as bússolas são baseadas totalmente na ciência, mas não deixam 
de ser tão incríveis quanto aquela – afinal, sem elas as aventuras de piratas e navega-
dores de verdade jamais aconteceriam! Você sabe como esses instrumentos funcionam?
De maneira geral, a bússola utiliza os campos magnéticos da Terra para determinar 
para que lado fica o Norte e, assim, orientar o viajante.
Isso é possível porque o núcleo da Terra é formado por metal em estado líquido 
e sólido. Ele gera um campo magnético que transforma nosso globo em um grande 
ímã, com polos norte e sul, localizados próximo aos pólos Norte e Sul geográficos 
– aqueles que sinalizamos no mapa.
A agulha da bússola também é um ímã, que se alinha ao campo magnético da 
Terra, apontando para o sul magnético do planeta. Mas espera aí: a bússola não 
aponta para o Norte?
Pode parecer estranho, mas os polos magnéticos e geográficos da Terra são in-
vertidos, ou seja, o sul magnético está localizado no Norte geográfico e vice-versa.
Que baita confusão! Isso acontece porque as orientações de Norte e Sul nos 
mapas foram estabelecidas antes de entendermos o magnetismo da Terra. Quando 
os cientistas perceberam que os polos magnéticos e geográficos estavam invertidos, 
já era muito tarde…
Para evitar confusão e não ser necessário mudar todos os mapas conhecidos, 
ficou assim mesmo. E aí vai mais uma informação para você ficar de queixo caído: 
em alguns momentos do passado, os polos magnéticos da Terra já foram diferentes 
– o polo norte magnético já virou polo sul e vice-versa.
“Esse tipo de mudança drástica é algo natural e já ocorreu diversas vezes”, con-
ta Eder Molina, geofísico do Institutode Astronomia, Geofísica e Ciências Atmos-
féricas da Universidade de São Paulo. “Vai acontecer de novo. Só não é possível 
prever exatamente quando – provavelmente daqui a milhares de anos”.
As consequências do fenômeno, segundo ele, podem até fazer o campo magné-
tico da Terra, que protege nosso planeta da radiação solar, deixar de existir por algum 
tempo.
Viu só? As bússolas reais não deixam nada a dever às bússolas do cinema – também 
são cheias de mistério e curiosidade!
CURIOSIDADE Magnética. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: 
. Acesso em: 25 nov. 2019.
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 PARA AMPLIAR
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações10
 PARA AMPLIAR
O Spin que move o mundo
O advento da física quântica no início do século passado foi, sem dúvida, uma das maiores revoluções científicas de todos os tempos. 
O novo olhar que ela trouxe em relação ao mundo que nos cerca não influenciou apenas a física, mas também muitas outras áreas do 
conhecimento, como a química, a biologia, além da filosofia e até as artes.
A física quântica mudou conceitos como causa e efeito, partículas e ondas, tempo e energia
O maior impacto que a física quântica nos trouxe foi a modificação na forma como compreendemos a natureza na escala atômica.
Para isso, foi necessária uma mudança de paradigma que nos levou a situações que podem parecer absurdas e antagônicas se vistas do 
ponto de vista que estamos habituados a usar – a visão da física clássica, regida pelas leis da mecânica newtoniana, da termodinâmica 
e do eletromagnetismo, que eram os pilares dessa disciplina até o final do século 19.
Na descrição microscópica proposta pela física quântica, alguns conceitos do nosso cotidiano devem ser mudados, como o de causa e 
efeito, partículas e ondas, tempo e energia.
Além disso, no estranho mundo quântico existem algumas entidades que não têm análogo com o mundo macroscópico e que, por isso, 
são de difícil compreensão, embora muitas delas estejam mais presentes no nosso cotidiano do que somos capazes de imaginar. Entre 
elas, talvez uma das mais fascinantes seja o spin, presente na aplicação de muitos fenômenos cotidianos.
Sistema planetário
Quando falamos em átomos, a maioria das pessoas pensa em um sistema planetário em miniatura, 
na qual o núcleo atômico positivo (constituído por nêutrons e prótons) faria o papel do Sol, e os 
elétrons seriam os planetas, com órbitas bem definidas. Esse movimento geraria o que chamamos 
de momento angular, que está associado à velocidade de rotação (velocidade angular) e com a 
massa do corpo.
Continuando com essa analogia, poderíamos imaginar que os elétrons, como os planetas, teriam 
um movimento ao redor de um eixo de rotação. Como os elétrons têm carga elétrica, esses mo-
vimentos gerariam uma corrente e esta criaria um campo magnético, transformando assim os 
átomos em minúsculos ímãs.
Contudo, essa analogia tem suas limitações, como todas as outras. As observações experimentais 
nos mostraram que elétrons e quaisquer outras partículas quânticas têm uma característica dual, 
ou seja, apresentam simultaneamente comportamento ondulatório ou corpuscular, dependendo 
do tipo de observação que se faça.
Elétrons e outras partículas quânticas apresentam simultaneamente 
comportamento ondulatório ou corpuscular
Os elétrons que compõem uma corrente elétrica transportada por um fio se comportam como se 
fossem pequenas esferas se movimentando entre os átomos.
Já os mesmos elétrons emitidos pela ponta de um microscópio eletrônico se comportam com se fossem ondas espalhando e refletindo 
sobre uma superfície.
Da mesma maneira, comparar a propriedade do spin a 
um "giro" do elétron ao redor de si mesmo significaria 
cometer uma grande imprecisão.
A descoberta do spin
Um capítulo importante para a descoberta dessa pro-
priedade dos elétrons foi um experimento realizado 
em 1921 pelos físicos alemães Otto Stern (1888-1969) 
e Walther Gerlach (1889-1979).
Nesse experimento, eles fizeram com que um feixe de 
átomos de prata eletricamente neutros, produzidos a 
partir da evaporação em um forno, passasse por um 
campo magnético não uniforme. O campo magnético 
desviava os átomos de prata, como se estes fossem pe-
quenos ímãs, e eles atingiam uma placa fotodetectora.
Modelo mecânico do sistema solar. 
A maioria das pessoas relaciona 
a organização do átomo com o 
sistema planetário, no qual a estrela 
representa o núcleo e os planetas, 
os elétrons seguindo órbitas bem 
definidas.
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A placa ao lado, no 
Instituto de Física de 
Frankfurt (Alemanha), 
comemora o 
experimento de Stern 
(à esquerda) e Gerlach 
(à direita) que levou à 
descoberta do spin.
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11Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
Os resultados obtidos foram totalmente inesperados e surpreendentes. O esperado era que os “polos magnéticos” desses átomos 
apontassem para qualquer direção, mas eles apontavam apenas para duas direções no espaço. Esse estranho resultado foi associado à 
propriedade que denominamos de spin.
O spin é uma propriedade que não se compara com nada que existe à nossa volta. Ele está associado com a maneira como os elétrons 
ocupam os níveis de energia no átomo. Um elétron pode ter o spin “up” (para cima) ou “down” (para baixo).
O spin é uma propriedade que não se compara com nada que existe à nossa volta
Essa nomenclatura é apenas para diferenciar duas situações, pois não existe “para cima” e “para baixo” nos átomos. O spin é uma carac-
terística intrínseca das partículas elementares.
Mas por que a propriedade do spin é tão importante, a ponto de escrevermos uma coluna tentando explicá-la? Por que isso interessaria 
a alguém?
Propriedades magnéticas
O spin, no caso dos elétrons, quando combinado com o momen-
to angular que essas partículas possuem ao redor do átomo, é 
responsável pelas propriedades magnéticas da matéria. A intera-
ção entre o spin e o momento angular é que faz com que surja o 
magnetismo da matéria.
Materiais magnéticos têm uma infinidade de aplicações – dos 
ímãs de geladeira para fixarmos os recados que não queremos 
esquecer aos ímãs utilizados em motores elétricos, passando pe-
los materiais utilizados para a gravação magnética de informação 
nos discos rígidos dos computadores.
A maior parte das informações existentes atualmente está grava-
da magneticamente em discos rígidos nos computadores espa-
lhados por todo mundo. A gravação de cada informação é feita 
por meio da aplicação de campos magnéticos sobre o material 
magnético do sistema de gravação.
As informações são gravadas na forma de um código binário, 
como uma sequência de “0” e “1”. Pode-se representar, por exem-
plo, o “0” como o polo norte de um pequeno ímã apontando para 
cima e o “1” com o polo norte apontando para baixo.
Processamento de informação
O spin dos elétrons também pode ser utilizado para uma nova aplicação que no momento está em desenvolvimento, para não somente 
armazenar informações, mas também processá-las.
Os computadores atuais processam informações utilizando circuitos eletrônicos baseados no controle do fluxo de corrente elétrica 
através dos seus componentes. O processador de um computador realiza centenas de milhões de operações por segundo por meio do 
controle do fluxo de corrente elétrica através dos milhões de componentes em seu interior.
Contudo, há um novo modelo que poderá substituir essa forma de processar informações. Ela se chama spintrônica – a eletrônica de spins, 
que tem como objetivo controlar o fluxo de corrente em um dispositivo não somente pela carga dos elétrons, mas também pelo spin.
A carga elétrica do elétron é afetada pela ação de campos elétricos, mas o spin éafetado por campos magnéticos. Essa nova proposta 
poderá produzir dispositivos mais rápidos e que dissipem menos energia.
A spintrônica poderá produzir dispositivos para processar informação mais rápidos e que dissipem menos energia
Além disso, a utilização do spin no processamento de informações permitirá o desenvolvimento de novos algoritmos de computação, 
que poderão utilizar as propriedades quânticas do spin. Esse novo ramo de conhecimento chama-se de computação quântica.
A descoberta de uma propriedade inusitada como o spin levou a uma melhor compreensão dos fenômenos magnéticos e estes permiti-
ram o desenvolvimento de novas formas de processar e armazenar informações.
Talvez em um futuro próximo possamos utilizar essa propriedade de forma que sequer somos capazes de imaginar, pois com certeza 
ainda não esgotamos todas as possibilidades que a física quântica nos apresenta.
OLIVEIRA, A de. O spin que move o mundo. Ciência Hoje. Disponível em: . Acesso em: 5 set. 2019.
Em aceleradores de partículas como o LHC (Large Hadron Collider, Grande 
Colisor de Hádrons, em tradução livre), magnetos poderosos são usados 
para direcionar os feixes de prótons. Essa é uma das mais notáveis 
aplicações do eletromagnetismo. 
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações12
1 (PUCC-SP) Dois fios, longos e retilíneos, são dispostos verti-
calmente e distantes um do outro. Cada fio é percorrido por 
uma corrente elétrica i, de sentidos opostos. Uma bússola é 
colocada próxima a cada fio. O esquema que indica a orien-
tação correta da agulha da bússola próxima a cada fio é
a) i i 
b) i i 
c) i i 
d) i i 
e) i i 
Utilize a regra da mão direta. O sentido do campo magnético é 
o sentido do polo norte da agulha da bússola.
2 (Fuvest-SP) As figuras representam arranjos de fios longos, 
retilíneos, paralelos e percorridos por correntes elétricas de 
mesma intensidade. Os fios estão orientados perpendicu-
larmente ao plano desta página e dispostos segundo os 
vértices de um quadrado. A única diferença entre os arran-
jos está no sentido das correntes: os fios são percorridos por 
correntes que entram ou saem do plano da página.
O campo magnético total é nulo no centro do quadrado 
apenas em: 
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) III e IV.
3 (IFSP) Considere dois fios retilíneos e muito extensos situa-
dos nas arestas AD e HG de um cubo conforme figura a 
seguir. Os fios são percorridos por correntes iguais a i nos 
sentidos indicados na figura. O vetor campo magnético in-
duzido por estes dois fios, no ponto C, situa-se na direção 
do segmento
A
D
i
i
C
B
E F
GH
1F
S
P
 2
01
1
Obs: desconsidere o campo magnético terrestre. 
a) CB. b) CG. c) CF. d) CE. e) CA.
4 (Unicamp-SP) O alicate-amperímetro é um medidor de cor-
rente elétrica, cujo princípio de funcionamento baseia-se 
no campo magnético produzido pela corrente. Para se fazer 
uma medida, basta envolver o fio com a alça do amperíme-
tro, como ilustra a figura abaixo.
a) No caso de um fio retilíneo e longo, pelo qual passa uma 
corrente i, o módulo do campo magnético produzido 
a uma distância r do centro do fio é dado por B = 0 i
2 r
 
onde 0 4 10 7 Tm
A
. 
 Se o campo magnético num ponto da alça circular do ali-
cate da figura for igual a 1,0 10 5 T, qual é a corrente que 
percorre o fio situado no centro da alça do amperímetro?
b) A alça do alicate é composta de uma bobina com vá-
rias espiras, cada uma com área A = 0,6 cm2. Numa certa 
medida, o campo magnético, que é perpendicular à área 
da espira, varia de zero a 5 10 T em 2 10 3 s. Qual a 
força eletromotriz, , em uma espira? 
 A lei de indução de Faraday é dada por: 
t
, 
por onde é o fluxo magnético, que, nesse caso, é igual 
ao produto do campo magnético pela área da espira.
H4
H4
FU
V
E
S
T 
20
17
H4
H4
U
N
IC
A
M
P
 2
00
8
2,5 cm
alça do 
amperímetro
H6
H11
Legenda:
corrente 
emergindo da folha
Obs: Despreze o campo 
magnético terrestre.
N
S
corrente 
penetrando na folha
 PARA CONSTRUIR
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13Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
5 (Vunesp) Dois fios longos e retilíneos, 1 e 2, são dispostos 
no vácuo, fixos e paralelos um ao outro, em uma direção 
perpendicular ao plano da folha. Os fios são percorridos 
por correntes elétricas constantes, de mesmo sentido, 
saindo do plano da folha e apontando para o leitor, repre-
sentadas, na figura, pelo símbolo . Pelo fio 1 circula uma 
corrente elétrica de intensidade i1 9 A e, pelo fio 2 uma 
corrente de intensidade i2 16 A. A circunferência trace-
jada, de centro C, passa pelos pontos de intersecção entre 
os fios e o plano que contém a figura.
Considerando 0 4 10 7 T m
A
, calcule o mó-
dulo do vetor indução magnética resultante, em tesla, no 
centro C da circunferência e no ponto P sobre ela, definido 
pelas medidas expressas na figura, devido aos efeitos simul-
tâneos das correntes i
1
 e i
2
.
Leia o trecho a seguir e responda à questão.
Para entender como o aparelho de tomografia por 
ressonância magnética funciona, vamos começar pela 
palavra “magnética”. O maior e mais importante com-
ponente em um sistema de ressonância magnética é o 
magneto. O magneto de um sistema de ressonância 
magnética é classificado por uma unidade de medida 
conhecida como tesla. Outra unidade normalmente 
usada com magnetos é o gauss (1 tesla = 10 mil gauss). 
Os magnetos utilizados nos sistemas de ressonância 
magnética atualmente estão dentro da faixa de 0,5 a 
2 tesla, ou de 5 mil a 20 mil gauss. Os campos magné-
ticos maiores do que 2 tesla não foram aprovados para 
uso médico, apesar de haver magnetos muito mais po-
derosos (até 60 tesla) sendo utilizados em pesquisas. 
Comparado com o campo magnético de 0,5 gauss da 
Terra, dá para ver a força desses magnetos.
Números assim ajudam a compreender racional-
mente a força magnética, mas os exemplos diários 
também são úteis. O local do aparelho de tomografia 
por ressonância magnética pode ser um lugar perigoso 
se não tomamos precauções muito severas. [...]
Adaptado de: GOULD, Todd. Como funciona a geração de 
imagens por ressonância magnética. Disponível em: . Acesso em: 20 dez. 2019
6 O aparelho de ressonância magnética é utilizado, principal-
mente, em exames médicos que necessitam de um alto ní-
vel de detalhamento, pois fornece uma visão incomparável 
do interior do corpo humano em relação aos outros tipos de 
exame por imagens. 
Pesquise mais sobre o assunto e responda aos itens a seguir.
a) Sabendo que o aparelho de ressonância magnética utiliza 
eletromagnetismo para obter imagens, explique o moti-
vo de o local onde se encontra esse aparelho ser um lugar 
perigoso se não tomarmos precauções.
b) Quais as precauções que devem ser tomadas ao entrar 
em uma sala de ressonância magnética? Esse aparelho 
atende a todos os pacientes?
H1
40 cm
30 cm
P
C
fio 2
fio 1
U
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 2
01
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações14
1 (Vunesp) 
A bússola interior
A comunidade científica, hoje, admite que cer-
tos animais detectam e respondem a campos magné-
ticos. No caso das trutas arco-íris, por exemplo, as 
células sensoriais que cobrem a abertura nasal desses 
peixes apresentam feixes de magnetita que, por sua 
vez, respondem a mudanças na direção do campo 
magnético da Terra em relação à cabeça do peixe, 
abrindo canais nas membranas celulares e permitin-
do,assim, a passagem de íons; esses íons, a seu tur-
no, induzem os neurônios a enviarem mensagens ao 
cérebro para qual lado o peixe deve nadar. As figuras 
demonstram esse processo nas trutas arco-íris:
Norte Linhas de campo
magnético
Poro
bloqueado
Membrana celular
Poro aberto
Feixes de 
magnetita 
Íon
Norte
Na situação da figura 2, para que os feixes de magnetita 
voltem a se orientar como representado na figura 1, seria 
necessário submeter as trutas arco-íris a um outro campo 
magnético, simultâneo ao da Terra, melhor representado 
pelo vetor 
a)
b)
c)
d)
e)
2 (FEI-SP) Um fio de cobre, reto e extenso é percorrido por 
uma corrente i 1,5 A. Qual é a intensidade do vetor 
campo magnético originado em um ponto a distanciar 
r 0,25 m do fio?
Dados: 0 4 10 7 T m A 1
a) B 10 6 T
b) B 0,6 10 6 T
c) B 1,2 10 6 T
d) B 2, 4 10 6 T
e) B 2, 4 10 6 T
3 (PUC-MG) Dois fios condutores retilíneos cruzam-se per-
pendicularmente. A corrente no condutor X tem intensida-
de i e, no condutor Y, a corrente é 3i. Seja B o módulo do 
campo magnético criado pela corrente de X, no ponto P. 
O módulo do campo resultante em P é:
P
dd
i
xy
3i
a) zero
b) B
c) 2B
d) B 2
e) B 3
4 (Ufpel-RS) Pedro realiza experiências no Laboratório de Física 
de sua escola, utilizando a montagem mostrada na figura a 
seguir. Com o circuito aberto, ele verifica que a agulha mag-
nética orienta-se na direção Norte-Sul. Fechando o circuito, 
de forma que uma corrente elétrica percorra o fio, a agulha 
movimenta-se e orienta-se, aproximadamente, numa dire-
ção perpendicular ao condutor. Pedro acha estranho que 
uma corrente elétrica possa influenciar a orientação de um 
ímã. Para ajudá-lo a compreender o que está acontecendo, 
você explica que as cargas elétricas em movimento no fio:
+ –
i
a) geram um campo magnético cujas oscilações provocam 
desvios em todos os ímãs nas proximidades do fio.
b) geram um campo elétrico uniforme que tende a anular o 
efeito do campo magnético terrestre.
c) geram um campo elétrico que interfere com o campo mag-
nético da agulha, ocasionando desvio.
d) geram um campo magnético uniforme, de forma que a 
agulha tende a orientar-se perpendicularmente a ele.
e) geram um campo magnético que se soma ao campo terres-
tre, provocando o desvio da agulha.
H11
(Scientific American Brasil – Aula Aberta, n o 13. Adaptado.)
figura 1 figura 2
U
N
E
S
P
 2
01
3
H6
H1
H29
H4
H6
H32
LA
B
21
2
H1
H11
H12
LA
B
21
2
 FAÇA VOCÊ MESMO
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15Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
Campo magnético gerado por uma espira circular 
percorrida por corrente
Utilizando a regra da mão direita para verificar o campo magnético gerado ao redor de uma 
espira circular que está sendo percorrida por corrente elétrica, vamos obter a seguinte situação:
LA
B
21
2Mão direita
Mão direita
Vimos, nos ímãs em forma de barra, que as linhas de campo magnético “saem” do polo norte e 
“entram” no polo sul. Na espira circular percorrida por corrente, conseguimos verificar algo parecido 
com as linhas saindo de uma face e entrando na outra.
Observador 2
Observador 1
LA
B
21
2
Observe na figura acima que, na face voltada para o observador 1, as linhas estão saindo da 
espira e, na face que está voltada para o observador 2, as linhas estão entrando. Assim, dizemos que 
o observador 1 vê a face norte e o observador 2 vê a face sul.
Campo magnético 
gerado ao redor 
de uma espira.
Espira com dois 
observadores 
inseridos em 
lados opostos. 
O observador 1 
vê a face norte e o 
observador 2 vê a 
face sul da espira.
A regra da mão direita pode ajudar na identificação da polarização das faces de uma espira per-
corrida por corrente, como na imagem a seguir.
i i
i
i
i
i
ii BB
LA
B
21
2
Na face norte, é possível ver a corrente percorrendo o sentido anti-horário e, na face sul, a corrente 
percorrendo o sentido horário.
CI
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações16
A intensidade do campo magnético (B) no centro de uma espira de raio (R) e percorrida por 
uma corrente (i) é dada pela expressão:
B
i
2 R
Se fizermos um enrolamento com N espiras justapostas de tal maneira que a espessura e seja bem 
menor que o raio da espira (a espessura pode ser desprezada diante do diâmetro da espira), teremos 
uma bobina chata, e a intensidade do campo magnético no seu centro será dada pela expressão:
B N
i
2 R
 
i
R
e
i
B
LA
B
21
2
Campo magnético gerado por um solenoide percorrido por corrente 
Se enrolarmos N espiras formando uma longa bobina de comprimento L, teremos um solenoi-
de como o representado na figura abaixo. A razão entre o número de espiras e o comprimento do 
solenoide é chamada de densidade de espiras, n.
n
N
L
O campo magnético gerado pela corrente que o atravessa também pode ser obtido pela regra da 
mão direita. Notamos que esse campo é bem similar ao campo gerado pelo ímã em forma de barra.
Verificamos que, no interior do solenoide, as linhas de campo são paralelas e equidistantes. Isso 
indica que o campo magnético nessa região é uniforme.
L
ii
i i i i i i
B
LA
B
21
2
A intensidade do campo magnético no interior de um solenoide de comprimento L, com N 
espiras e percorrido por corrente elétrica i, é dada pela expressão:
B
N i
L
Como n
N
L
, podemos escrever também:
B n i
Os solenoides são comuns em aparelhos que utilizam eletroímãs pelo fato de gerarem um 
campo magnético exatamente igual ao dos ímãs em forma de barra. 
PF_SESI_EM3_LA_CAD 9.indb 16 03/10/2023 18:35:35
17Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
 PARA AMPLIAR
O que é o campo magnético 
da Terra e o que ele influencia?
Um dia, num futuro distante, as bússolas 
deixarão de apontar o norte
É uma gigantesca distorção magnética 
criada pelo núcleo terrestre, que funcio-
na como um ímã. O núcleo é dividido em 
duas partes, a interna, formada por ferro, 
níquel e outros metais em estado sólido, 
e a externa, em que esses elementos estão 
na forma líquida.
Por causa da rotação terrestre, os metais 
líquidos estão em movimento constante, 
o que produz correntes elétricas. Essa 
é a chamada Teoria do Dínamo, que diz 
que as cargas elétricas no núcleo externo 
originam o campo magnético, que exerce 
influência em todo o planeta. A principal 
função dele é a manutenção da atmosfera 
e, consequentemente, da vida na Terra.
O campo magnético protege as camadas de 
ar ao minimizar ataques de ventos solares. 
Sem tal defesa, as partículas lançadas pelo 
Sol arrancariam a atmosfera do planeta.
Um ímãzão desses, bicho!
Campo magnético influencia de minhocas até auroras boreais
1. PAREM AS MÁQUINAS
Quando erupções solares massivas entram em contato com o campo magnético da Terra, ocorre a tempestade 
magnética. Essas partículas ejetadas pelo Sol criam correntes elétricas, que interferem no campo da Terra. Assim, as 
perturbações afetam equipamentos de aviação, satélites, sistemas de comunicação e navegação.
2. CORRA E OLHE O CÉU
As auroras boreal e austral são o resultado de tentativas de partículas carregadas, ejetadas pelo Sol, em penetrar na 
atmosfera. Quando esses íons atingem o campo magnético terrestre, eles são desviados, principalmente para os polos. Lá, 
interagem com os átomos de oxigênio e nitrogênio, que liberam fótons (partículas de luz), criando, assim, as auroras.
3. ANIMAIS
Um estudo da Universidade do Texas (EUA) identificou uma molécula no cérebro da minhoca que age como um sensor 
que orienta o animal em relação ao campo magnético. Outro estudo diz que o magnetismo funciona não só como bússola 
mas também como visor para aves migratórias: ele reforça brilhos e cores no campo de visão dos pássaros, guiando-os.
[...]
HARADA, J. O que é o campo magnético da Terra? O que ele influencia? Superinteressante. 
.Acesso em: 5 set. 2019.
1. O campo magnético da Terra é aproximadamente 6 · 10–5 T nos polos magnéticos e aponta verticalmente para baixo no polo 
magnético no hemisfério norte. No centro da Terra, o campo magnético é aproximadamente 100 vezes maior.
 Se o campo magnético fosse originado de uma corrente elétrica circulando em um anel com raio igual ao núcleo de ferro 
interno da Terra (aproximadamente 1 300 km), responda:
a) Qual seria a intensidade dessa corrente elétrica na espira imaginária do núcleo?
b) Que sentido teria esta corrente? O mesmo do movimento de rotação da Terra ou o oposto? Explique sua resposta.
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Explosões de partículas e campo magnético do Sol impactam a magnetosfera, bolha magnética 
ao redor da Terra. Elementos desta imagem foram fornecidos pela NASA.
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações18
MAGNETISMO ANIMAL:
O QUE A CIÊNCIA SABE SOBRE O SENTIDO MAGNÉTICO NOS SERES VIVOS?
É uma gigantesca distorção magnética criada pelo núcleo terrestre, que funciona como um ímã. O núcleo é dividido em duas partes, 
a interna, formada por ferro, níquel e outros metais em estado sólido, e a externa, em que esses elementos estão na forma líquida.
Por causa da rotação terrestre, os metais líquidos estão em movimento constante, o que produz correntes elétricas. Essa é a chamada 
Teoria do Dínamo, que diz que as cargas elétricas no núcleo externo originam o campo magnético, que exerce influência em todo o 
planeta. A principal função dele é a manutenção da atmosfera e, consequentemente, da vida na Terra.
O campo magnético protege as camadas de ar ao minimizar ataques de ventos solares. Sem tal defesa, as partículas lançadas pelo Sol 
arrancariam a atmosfera do planeta.
Ao longo de [milhões] de anos, animais têm desenvolvido as mais variadas respostas para a detecção de luz, gravidade, eletri-
cidade, entre outros fenômenos. Não seriam eles também sensíveis – cada um a seu modo – ao campo magnético da Terra? A 
resposta a essa pergunta quase óbvia, mas complexa, tem motivado vários grupos de pesquisa no mundo – inclusive, no Brasil.
Campos magnéticos são gerados diariamente em praticamente todo lugar em que exista um ímã ou um fio conduzindo eletricidade. 
O planeta Terra também gera um campo magnético, chamado campo geomagnético. Na presença dele, todos os seres vivos nascem, 
crescem, envelhecem e morrem. Portanto, é difícil acreditar que os seres vivos sejam sensíveis a diferentes fatores físicos (luz, gravidade, 
pressão e eletricidade) e não o sejam a campos magnéticos.
Ao longo do século passado, pesquisas de comportamento mostraram que os animais são, sim, sensíveis a campos magnéticos. Mais: 
que podem usar a informação do campo geomagnético nas migrações de grandes distâncias e para se orientarem na exploração de suas 
vizinhanças.
ACOSTA-AVALOS, Daniel. Magnetismo animal: o que a ciência sabe sobre o magnetismo dos seres vivos? 
Ciência Hoje, nov. 2020. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/magnetismo-animal/. Acesso em: 27 jul. 2022.
1. Em grupos, pesquisem sobre a influência do campo magnético terrestre nas migrações de diferentes tipos de animais, tais 
como tartarugas-marinhas, tubarões e aves migratórias. Produzam uma reportagem, vídeo ou podcast sobre o assunto pes-
quisado e compartilhem com seus colegas.
 PARA AMPLIAR
Caixa surpresa
Vamos construir um circuito em três caixas e usaremos o que foi 
estudado sobre eletromagnetismo para descobrir o conteúdo de 
cada uma delas.
Materiais
 • 3 caixas iguais externamente (podem ser caixas de fósforo, de 
filme fotográfico etc.)
 • 1 ímã.
 • 3 pedaços de fio de cobre encapado – dois com 35 cm e um com 
44 cm de comprimento.
 • 1 eletroímã feito com um parafuso de 2 cm com fio de cobre 
enrolado com 9 voltas.
 • 3 lâmpadas de 3 V.
 • 3 interruptores.
 • 6 pilhas de 1,5 V.
 • 3 suportes para pilhas.
 • 1 bússola.
 • algodão.
Montagem
a. Furar as duas extremidades das três caixas, com espessura sufi-
ciente para atravessar o fio de cobre encapado.
b. Numerar as caixas: 1, 2 e 3, respectivamente.
c. Caixa 1: montar o circuito passando o fio de cobre pelos furos 
da caixa, colocando 1 lâmpada, 2 pilhas com suporte e 1 inter-
ruptor.
d. Caixa 2: colocar dentro da caixa um ímã, um fio de cobre cor-
tado preso no ímã com fita adesiva passando pelos dois furos 
da caixa. Montar o circuito com uma lâmpada, duas pilhas com 
suporte e um interruptor. Observação: o fio de cobre deverá es-
tar cortado para que o circuito fique aberto, mesmo usando o 
interruptor, mas a montagem deverá dar a impressão de que o 
circuito pode ser fechado pelo interruptor.
e. Caixa 3: montar um eletroímã com o fio de cobre esmaltado, 
 EXPERIMENTANDO
PF_SESI_EM3_LA_CAD 9.indb 18 03/10/2023 18:35:36
19Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
dando nove voltas no parafuso, colocá-lo dentro da caixa e 
montar também o circuito com uma lâmpada, dois pilhas com 
suporte e um interruptor.
LA
B
21
2
1
2
3
Montagem do experimento.
Dicas
1. Preencher todo o espaço das três caixas com algodão 
para que, ao balançar as caixas, não seja possível identificar 
o que tem dentro. 
2. As três caixas devem ter aproximadamente a mesma massa. 
Para isso, preencher com esferas de plástico ou outro ma-
terial para aproximar as massas das caixas.
f. Agora que as caixas estão montadas, serão realizados testes 
para verificar o que acontece em cada caso. Para isso, encubra 
os números das caixas com fita adesiva. A ideia é que com os 
conceitos de electromagnetismo, você e seus colegas tentem 
descobrir o comportamento do circuito de cada uma das caixas.
g. Usar o conceito de circuito aberto e fechado. Verificar o que acon-
tece com a lâmpada em cada caso, com o interruptor fechado.
h. Observar o campo magnético com a bússola, fazer o mapea-
mento e analisar.
i. Diferenciar o campo magnético gerado nas três caixas. 
Realizando os testes
Vocês têm três caixas aparentemente iguais. Com os números en-
cobertos, tente descobrir o que tem dentro de cada uma usando 
os conceitos de eletromagnetismo. Para isso, você pode utilizar os 
seguintes recursos:
• Audição: balançar as caixas.
• Bússola.
• Balança para verificar a massa.
• Faça testes com o circuito ligado e depois desligado.
1. Como saber se em uma região realmente existe um campo 
magnético?
2. Como você pode descobrir a polaridade de um campo mag-
nético?
3. Você descobriu o que há em cada caixa? Identifique.
4. Analisando o mapeamento da caixa 1, o que você observou e o 
que se pode concluir?
5. Analisando o mapeamento da caixa 2, o que você observou e o 
que se pode concluir?
6. Analisando o mapeamento da caixa 3, o que você observou e o 
que se pode concluir?
1 (Enem) Um guindaste eletromagnético de um ferro-velho 
é capaz de levantar toneladas de sucata, dependendo da 
intensidade da indução em seu eletroímã. O eletroímã é 
um dispositivo que utiliza corrente elétrica para gerar um 
campo magnético, sendo geralmente construído enrolan-
do-se um fio condutor ao redor de um núcleo de material 
ferromagnético (ferro, aço, níquel, cobalto).
Para aumentar a capacidade de carga do guindaste, qual 
característica do eletroímã pode ser reduzida? 
a) Diâmetro do fio condutor.
b) Distância entre as espiras.
c) Densidade linear de espiras.
d) Corrente que circula pelo fio.
e) Permeabilidade relativa do núcleo.
 PARA CONSTRUIR
H6
H24
2 (Vunesp) 
A figura é o esquema simplificado de um disjun-
tor termomagnético utilizado para a proteção de ins-
talações elétricas residenciais. O circuito é formado 
por um resistor de baixa resistência R; uma lâmina 
bimetálica L, composta pelos metais X e Y; um ele-
troímã E; e um par de contatos C. Esse par de conta-
tos tende a abrir pela ação da mola M
2
, mas o braço 
atuador A impede, com ajuda da mola M
1
. O eletroí-
mã Eé dimensionado para atrair a extremidade do 
atuador A somente em caso de corrente muito alta 
(curto circuito) e, nessa situação, A gira no sentido 
indicado, liberando a abertura do par de contatos C 
pela ação de M
2
.
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H28
H32
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações20
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 2
01
4
esquerda
direita
corrente
elétrica
M1
C
A
R
L
X Y
M2
De forma similar, R e L são dimensionados para 
que esta última não toque a extremidade de A quando 
o circuito é percorrido por uma corrente até o valor 
nominal do disjuntor. Acima desta, o aquecimento 
leva o bimetal a tocar o atuador A, interrompendo o 
circuito de forma idêntica à do eletroímã.
(www.mspc.eng.br. Adaptado.)
Na condição de uma corrente elevada percorrer o disjuntor 
no sentido indicado na figura, sendo x e y os coeficien-
tes de dilatação linear dos metais X e Y, para que o contato 
C seja desfeito, deve valer a relação __________ e, nesse 
caso, o vetor que representa o campo magnético criado ao 
longo do eixo do eletroímã apontará para a __________.
Os termos que preenchem as lacunas estão indicados cor-
reta e respectivamente na alternativa 
a) x y ... esquerda.
b) x y ... esquerda.
c) x y ... direita.
d) x y ... direita.
e) x y ... direita.
3 (FICSAE-SP) 
Texto I
Custo e manutenção dos aparelhos de imagem 
encarecem exames
É inegável que a evolução da medicina diagnóstica 
permitiu avanços sem precedentes na prevenção e trata-
mento de vários tipos de doenças. Se por um lado a 
tecnologia propiciou fidelidade cada vez maior nas ima-
gens obtidas do interior do corpo humano, por outro ela 
também cobra o seu preço. Um exame de ressonância 
magnét ica , por exemplo, pode chegar a 
R$ 1 200,00 em média, se for feito sem material para 
contraste, e R$ 1 800,00 se essa substância para contras-
te for utilizada. 
H1
H6
H31
H32
A ressonância nuclear magnética, ou simplesmente 
ressonância magnética, é um método de diagnóstico por 
imagem que usa ondas de radiofrequência e um forte 
campo magnético para obter informações detalhadas dos 
órgãos e tecidos internos do corpo, sem a utilização de 
radiação ionizante. Esta técnica provou ser muito valiosa 
para o diagnóstico de uma ampla gama de condições clí-
nicas em todas as partes do corpo. O aparelho em que o 
exame é feito consta de um tubo circundado por um 
grande eletroímã, no interior do qual é produzido um 
potente campo magnético.
FI
C
S
A
E
 2
01
6
Na técnica de ressonância magnética aplicada à 
medicina, trabalha-se principalmente com as proprie-
dades magnéticas do núcleo de hidrogênio, que é o 
menor núcleo que existe e consta de apenas um pró-
ton.
O paciente a ser examinado é colocado dentro de 
um campo magnético intenso, o qual pode variar de 
0,2 a 3,0 teslas, dependendo do aparelho. Esse campo 
magnético externo é gerado pela elevada intensidade de 
corrente elétrica circulando por uma bobina supercon-
dutora, que precisa ser continuamente refrigerada a uma 
temperatura de 4 K (Kelvin), por meio de hélio líquido, 
a fim de manter as características supercondutoras do 
magneto.
(Disponível em: http://www.famerp.br/ 
projis/grp25/ressonancia.html. Adaptado.)
Texto II
Um dos motivos para os altos valores cobrados por 
exames de imagem sofisticados é o alto custo desses 
aparelhos, os custos de instalação e manutenção do 
equipamento, além da exigência de mão de obra extre-
mamente qualificada para operá-los. 
Um equipamento de ressonância magnética, por 
exemplo, pode custar de US$ 2 milhões a 
US$ 3,5 milhões, dependendo da sua capacidade. Além 
disso, há um adicional anual de cerca de R$ 2 milhões em 
manutenção, incluindo o custeio de procedimentos para 
arrefecer as bobinas magnéticas da máquina.
(Disponível em: http://glo.bo/19JB2sB. Adaptado.)
PF_SESI_EM3_LA_CAD 9.indb 20 03/10/2023 18:35:37
21Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
1 (Uema) Um professor de física, para construir um eletroímã, montou um circuito com as seguintes características: valor da resis-
tência R 15 , solenoide com 8 10 2 m de comprimento, 5 000 espiras e resistência r 85 , conforme ilustrado:
Determine o módulo do vetor indução magnética no interior do solenoide quando a d.d.p. for de 60 V considerando 
0 4 10 7 T m
A
. 
2 (FGV-SP) As figuras representam dois exemplos de solenoides, dispo-
sitivos que consistem em um fio condutor enrolado. Tal enrolamento 
pode se dar em torno de um núcleo feito de algum material ou, sim-
plesmente, no ar. Cada volta de fio é denominada espira.
A passagem de uma corrente elétrica através desse fio cria, no interior do solenoide, um campo magnético cuja intensidade 
a) é diretamente proporcional ao quadrado da intensidade da corrente elétrica e ao 
comprimento do solenoide.
b) é diretamente proporcional à densidade das espiras, ou seja, ao número de espiras por 
unidade de comprimento. 
c) é diretamente proporcional ao número total de espiras do solenoide e ao seu compri-
mento. 
d) independe da distância entre as espiras, mas depende do material de que é feito o 
núcleo. 
e) é a maior possível quando o material componente do núcleo é diamagnético ou paramagnético.
3 (ENEM) Duas esferas carregadas com cargas iguais em módulo e sinais contrários estão ligadas por uma haste rígida isolante na for-
ma de haltere. O sistema se movimenta sob ação da gravidade numa região que tem um campo magnético horizontal uniforme, 
da esquerda para a direita. A imagem apresenta o sistema visto de cima para baixo, no mesmo sentido da aceleração da gravidade 
que atua na região.
H4
H6
H28
H32
 FAÇA VOCÊ MESMO
FG
V
 - 
S
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 2
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7
H6
H28
H32
(labdemo.if.usp.br)
H11
H6
H1
H4
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M
A
 2
01
5
C
R
N
S
–+
Nas proximidades da superfície da Terra, a intensidade média 
do campo magnético é de 5 10 5 T e, conforme o texto in-
forma, a intensidade do campo magnético produzido por al-
guns aparelhos de ressonância magnética pode chegar a 3 T. 
Considere, por hipótese, esses campos magnéticos uniformes 
e produzidos por duas bobinas chatas distintas, de raios iguais 
a 1 m para o aparelho e RT (raio da Terra) para a bobina da Ter-
ra; cada uma delas composta por espiras justapostas; percor-
ridas pela mesma intensidade de corrente elétrica e mesma 
permeabilidade magnética do meio.
Determine a razão 
NTerra
Naparelho
 entre o número de espiras das 
bobinas chatas da Terra e do aparelho, respectivamente. Para 
simplificar os cálculos, adote o raio da Terra igual a 6 000 km. 
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Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações22
Visto de cima, o diagrama esquemático das forças magnéticas que atuam no sistema, no momento inicial em que as cargas pene-
tram na região de campo magnético, está representado em
4 (ENEM ) Há muitos mitos em relação a como se proteger de raios, cobrir espelhos e não pegar em facas, garfos e outros objetos me-
tálicos, por exemplo. Mas, de fato, se houver uma tempestade com raios, alguns cuidados são importantes, como evitar ambientes 
abertos. Um bom abrigo para proteção é o interior de um automóvel, desde que este não seja conversível.
Qual o motivo físico da proteção fornecida pelos automóveis, conforme citado no texto?
a) Isolamento elétrico dos pneus.
b) Efeito de para-raios da antena.
c) Blindagem pela carcaça metálica.
d) Escoamento da água pela lataria.
e) Aterramento pelo fio terra da bateria.
5 (ENEM) Em uma usina geradora de energia elétrica, seja através de uma queda-d’água ou através de vapor sob pressão, as pás do 
gerador são postas a girar. O movimento relativo de um ímã em relação a um conjunto de bobinas produz um fluxo magnético 
variável através delas, gerando uma diferença de potencial em seus terminais. Durante o funcionamento de um dos geradores,o 
operador da usina percebeu que houve um aumento inesperado da diferença de potencial elétrico nos terminais das bobinas.
Nessa situação, o aumento do módulo da diferença de potencial obtida nos terminais das bobinas resulta do aumento do(a)
a) intervalo de tempo em que as bobinas ficam imersas no campo magnético externo, por meio de uma diminuição de velo-
cidade no eixo de rotação do gerador.
b) fluxo magnético através das bobinas, por meio de um aumento em sua área interna exposta ao campo magnético aplicado.
c) intensidade do campo magnético no qual as bobinas estão imersas, por meio de aplicação de campos magnéticos mais 
intensos.
d) rapidez com que o fluxo magnético varia através das bobinas, por meio de um aumento em sua velocidade angular.
e) resistência interna do condutor que constitui as bobinas, por meio de um aumento na espessura dos terminais.
H1
H6
H12
H1
H6
H12
Agitador magnético
Dispositivo muito usado na Química para mistura de produtos e 
reagentes, que consiste basicamente em um movimento circular 
causado por um motor de HD, no qual está acoplado um ímã.
Objetivo:
Seu funcionamento é idêntico ao de um liquidificador para agitar 
misturas. Porém, no liquidificador, substâncias lubrificantes podem 
afetar a mistura. Nesse dispositivo, não há esse risco.
Materiais utilizados
• HD de computador;
• fonte de computador;
• recipiente com água;
• cola quente;
• arame (ferro);
• chave de fenda adequada para remover os parafusos do HD (pon-
ta estrela).
Montagem e procedimentos
1. Abra o HD velho e retire o ímã de seu interior.
2. Coloque o ímã no centro do disco do HD.
3. Retire o braço de leitura do HD.
4. Conecte os fios preto e verde da fonte no HD por meio de um 
clip. Una essas pontas com fita isolante.
5. Coloque o vidro com água sobre o HD.
6. Corte 1 cm de arame (ferro) e coloque dentro do vidro.
7. Ligue a fonte na tomada e descreva o que ocorre.
 EXPERIMENTANDO
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VOCÊ É O AUTOR
23Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações 23Eletromagnetismo: fundamentos e aplicações
"O menino que descobriu o vento" é ode à tecnologia
William Kamkwamba tinha 14 anos quando construiu sua primeira turbina eólica, 
num vilarejo do Malaui, na África.
O menino tinha sido obrigado a abandonar o ensino médio, depois de seus pais 
não conseguirem pagar as mensalidades.
Ele conseguiu construir o equipamento a partir de peças encontradas num ferro 
velho e um livro chamado Using Energy, disponível na biblioteca da vila.
Baseado nessa história real, o filme O menino que descobriu o vento, produzido pela 
Netflix, é uma ode à ciência e tecnologia.
Ele mostra como tecnologias já conhecidas podem revolucionar a vida de comuni-
dades carentes.
A vila em que vivia Kamkwamba era formada por pequenos agricultores. Seu pai e 
seus vizinhos enfrentavam uma crise causada pela seca.
No filme, o menino usa a turbina eólica para alimentar uma bomba d’água e criar 
um sistema de irrigação para a sua vila.
Na vida real, a primeira turbina eólica criada pelo jovem levou energia elétrica para 
a sua casa, alimentando quatro lâmpadas e dois rádios.
O equipamento que forneceu água potável para a vila foi um projeto posterior.
Antes de criar sua primeira usina eólica, Kamkwamba consertava rádios de 
seus vizinhos.
Autobiografia
Dirigido por Chiwetel Ejiofor (que também interpreta o pai do protagonista), 
O menino que descobriu o vento foi baseado numa autobiografia de Kamkwamba, publi-
cada em 2009.
Ele ficou conhecido pela comunidade internacional ao participar da conferência 
TEDGlobal 2007, na Tanzânia [...].
[...]
O filme O menino que descobriu o vento mostra como um menino conseguiu, com 
seu talento para a engenharia, enfrentar problemas como a fome e a falta de recursos e 
mudar a vida de toda uma comunidade.
CRUZ, Renato. "O menino que descobriu o vento" é ode à tecnologia. inova.jor. 
Disponível em: . Acesso em: 27 dez. 2019.
1 Leia o texto e assista ao filme “O menino que descobriu o vento”.
2 Em dupla, pesquise o que é um dínamo e como ele é constituído.
3 Discuta com seus colegas outros empregos da tecnologia com a utilização de dínamos 
(eletroímãs) que facilitem o dia a dia na sociedade.
4 Inspire-se na história verídica de Kamkwamba e proponha um projeto que auxilie a cons-
trução de um equipamento composto por um dínamo e sucatas.
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