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DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ Maior causa de morte materna no Brasil, mortes diretas 30% por Hipertensão HIPERTENSÃO ARTERIAL PRÉECLÂMPSIA | ECLÂMPSIA (melhora no puerpério) HIPERTENSÃO CRÔNICA (já era hipertensa) PRÉECLÂMPSIA SOBREPOSTA HIPERTENSÃO GESTACIONAL (é gestacional, melhora no puerpério mas não fechou critério de pré eclampsia.) CLASSIFICAÇÃO PRÉECLÂMPSIA após 20semanas hipertensão própria da gestação Hipertensão 140 e|ou 90 PA 14090mmHg (confirmada em 4 hs ) + Proteinúria 300mg/dia ou 1 na fita (se não tiver os outros dois) ou proteína/creatinina urinária 0,3(amostra isolada) Surgimento de hipertensão e proteinúria após 20 semanas. No segundo trimestre pressao tende a cair pela invasao trofoblastica e a placentacao vai ser boa. Trofiblasto destroi camada muscular da arteria wue leva sangue para placenta que é enovelada e de pequeno calibre, entao dilatando vai reduzir a resistencia periferica. Arteria uterina (ramo da iliaca Interna), nas terminacoes tem vasos que sao arterias Espiralada e quando sangra o endometrio na menstruacao é facil parar de sangrar por isso espiralada e calibre pequeno. Mas na gestacao, com a 2 onda De invacao trofoblastoca entre 1620semanas, a camada media, muscular da arteria espiralada sera destruida. A primeira invasao é no primeiro trimestre). Assim, reduz a resistencia e o sangue flui melhor (doppler da arteria uterina semana a semana a resistencia cai, melhoraNdo fluxo sanguineo oara crinaca). Percebe que a resistencia caiu pois a pressao cai. DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 1 Na pre eclampsia a ausencia da segunda onda o vaso segue com alta resistencia, o sangue nao passar e tambem gera Hipertensao Em torno de 20 semanas quando deveria completar a segunda onda. Vai ter lesao endotelial no vaso, hepatica (aumenta THO, cerebral (pode convulsionar), com a lesao endotelial libera substancias vasoativas como tromboxaNo( vasocontricacao.) e prostaciclina dininui ( vasodilatacao) , óxido nítrico reduzido (ele faz vasodilatação, mas tá reduzido). Faz vasoconstrição e agregação plaquetaria (por isso usa AAS para prevenção de pré eclampsia melhora do relação tromboxano/prostaciclina e reduzindo agregação plaquetaria). Lesão endotelial no endotélio do glomérulo chama endoteliose capilar do glomérulo (lesão renal típica da pré exlampsia) e justifica proteinúria 300mg/24 h ( típica, característica mas nao patognomônico, outras pacientes têm e não têm pré eclampsia) - mas faz lesão no endotélio do glomérulo e passa proteinúria além do permitido. Pacientes demoram a lesão e passam dias com hipertensão e sem lesão renal- tem pré eclampsia sem proteinúria ( antes era hipertensão, proteinúria e edema) edema saiu do critério pois ocorria por outras coisas, agora é hipertensão e proteinúria, mas proteinúria não é obrigatória. Considerar quando tiver manifestação de lesão endotelial mesmo sem proteinúria a partir 20 semana: EXISTE PRÉECLAMPSIASEM PROTEINÚRIA??? SIMMMM se hipertensão 20 semanas + plaquetopenia 100.000, Cr 1,1, EAP, aumento 2 X transaminases, sintomas cerebrais ou visuais.(sintomas de eminência de eclampsia) FATORES DE RISCO Pré-eclâmpsia anterior (pessoal ou familiar) Exposição à "placenta" pela 1ª vez (nulípara tem maior risco que multipara, multiparta que mudou de parceiro funciona próximo como nulipara) ou excessiva (gemelar, mola); ( molar pode fazer pré eclampsia antes de 20 sem) Vasculopatia (já te lesão endotelial) por HÁS, DM, nefropatia, LES PREVENÇÃO - pacientes alto risco (pré eclampsia anterior (pessoal), gemelar, HAS, DM, nefropatia, LES. DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 2 ASS 100150mg , 1216 semana ( após 16 sem não faz sentido), até 37 semanas Acrescentar 1,5 g se baixa ingesta e alto risco 1 trimestre) (em geral todos de alto risco tb recebem cálcio) CLASSIFICAÇÃO leve / sem sinais de gravidade x grave / com sinais de gravidade -leve- pré eclapsia leve é a que não é grave (ausência de critério de gravidade -grave- pré eclampsia com critérios de gravidade GRAVE qualquer item! INTERNA PAS 160 OU PAD 110 (crise hipertensiva) Edema agudo de pulmão, cianose, oligúria HELLP(tríade): hemólise: LDH 600; esquizócito; bilirrubina 1,2 (às custas de indireta, se direta é colestase intra-hepática da gestação e trata com o próprio parto). AST 70 Plaquetas 100.000 Iminência de eclâmpsia: cefaleia, escotomas, epigastralgia, T reflexo -*Cr incluída na gravidade por alguns 1.2 (para diagnosticar pré eclampsia sem proteinúria é Cr>1.1, não confunda) DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 3 CONDUTA Grave: interna, so usar anti-hipertensivo se foi classificada como grave pois passou a se 160110. Para não ter hemorragia intracraniana e não para tratar pré eclampsia, Objetivo: manter PAS 140155 e PAD 90100 (se baixa demais não vai fluxo para a criança pois a resistência tá alta pois não teve invasão trofoblastica ) Para crise: reavaliar 2030 min e pode repetir dose. Não fazer METILDOPA efeito 46 hs, metido pq é para manutenção ou paciente hipertensa crônica que suspende IECA, PRIL e usa metildopa até dose max e depois nifedipina de ação lenta, anlodipino etc). - hidralazina venosa Labetalol IV Nifedipina 20mg oral DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 4 Para Manutenção : Metildopa VO Hidralazina VO Pindolol VO Obs: nem toda pré eclâmpsia grave anti-hipertensivo Toda pré eclâmpsia grave faz prevenção de eclampsia com sulfato de magnésio (começar com sulfato e depois hidralazina venosa se precisar usar anti-hipertensivo) . A mesma medicação que previne eclampsia, trata a eclampsia . Saber a dose. Sulfato magnésio lento, em 20min às 4g para não ter para a cardiorrespiratória. Pritchard- quando não tem bomba infusora. 20ml a 50% IM para alcançar 10g). DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 5 Avaliar sinais de intoxicação: se não tiver intoxicação pode fazer a manutenção FR 12 16 Diurese 25 Obs: só oligúria não significa que intoxicou, oligúria faz ajuste de dose pois a depuração é renal Primeiro altera reflexo, depois FR e depois PCR Se reflexo absoluto parar e fazer GLUCONATO DE CÁLCIO. Sulfato de Mg no mínimo por 24 hs DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 6 QUANDO INTERROMPER GESTAÇÃO ??? LEVE Expectante até o termo, conforme condições maternas e fetais GRAVE Tratamento definitivo é o parto Quando? Ver idade gestacional DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 7 DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 8 A resposta nunca é cesária imediata, pode ser vaginal ou cesario após estabilizar. QUESTÃO Gestante com 29 semanas é diagnosticada com pré-eclâmpsia grave, restrição de crescimento fetal, insuficiência placentária grave e centralização fetal. Qual dos mecanismos melhor se correlaciona com a fisiopatologia da pré- eclâmpsia grave? � Transformação inadequada do cito para o sinciciotrofoblasto. � Invasão inadequada da muscular média das arteríolas espiraladas. � Alteração na morfologia dos sistemas tambores. � Dificuldade de transformação de vilo secundário. QUESTÃO Cálcio 1,5 g ( na questão a dose tá errada) e o ASS tem melhor nível de evidência Secundigesta na 14ª semana de gestação comparece para a primeira consulta de pré-natal. Refere ter tido pré-eclâmpsia na primeira gestação e ter tido parto cesárea há 1 ano. PA 120 X 80 mmhg. O risco de pré-eclâmpsia pré-termo pode ser diminuído com a administração de: � hidroclortiazida 25 mg 12/12 horas. � heparina de baixo peso molecular 40 mg ao dia. � cálcio 250 mg ao dia. � ácido acetilsalicílico 150 mg ao dia. QUESTÃO Gestante com diagnóstico de pré-eclampsia, desde a 30ª semana de gestação, encontra-se em uso de alfametildopa 2g/dia. No momento está na 34ª semana de gestação e procurou a emergência devida à forte cefaleia com e presença DOENÇAS HIPERTENSIVAS NAGRAVIDEZ 9 de escotomas. A verificação da PA constata 170110mmHg. Diante do quadro clinico, e com base na classificação de síndromes hipertensivas, indique o diagnóstico atual da paciente. 1. Pré-eclâmpsia com critérios de gravidade OU iminência de eclâmpsia � Faz Hidralazina venosa QUESTÃO Primigesta, na 31ª semana de gestação chega à UPA referindo dor de cabeça há dois dias. Nega queixas de turvação visual e epigastralgia. Refere pré-natal sem intercorrências até há 2 semanas quando apresentou elevação dos níveis pressóricos. Exame físico: PA 160 110 mmHg, BCF de 136 bpm e atividade uterina ausente. Qual é a prescrição mais adequada neste momento? � Hidralazina. � Metildopa. � Nifedipina. � Sulfato de magnésio. QUESTÃO Gestante no curso da nona semana de gestação, com hipertensão crônica leve, chega na primeira consulta de pré-natal utilizando 50 mg de captopril ao dia. A pressão arterial foi aferida 2 vezes 100 50 mmHg. Diante do exposto, qual a conduta ideal? � Aumentar a dose de captopril para 100 mg/dia. � Diminuir a dose de captopril para 25 mg/dia. � Substituir o captopril pelo uso de 2 g de alfa-metildopa/dia. � Substituir o captopril pelo uso de 750mg de alfa-metildopa/dia. � Suspender o captopril e observar os níveis pressóricos Monoterapia em dose baixa de captopril e tá com 100 50 e não 2 trimestre a pressão vai cair mais DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 10 Se terapia tripla, quádrupla… e com pressão alta. Coloca uma medicação Aqui tem que fazer prevenção! ASS E CÁLCIO ! ECLÂMPSIA Convulsões em gestante com pré-eclâmpsia. Se convulsionar demais faz hemorragia intracraniana Pré-eclâmpsia + convulsão Sulfato magnésio se continuar faz metade da dose de ataque novamente. HIPERTENSÃO GESTACIONAL Surgimento de hipertensão sem proteinúria após 20 semanas PRÉECLÂMPSIA SOBREPOSTA Hipertensão agravada por pré-eclâmpsia HIPERTENSÃO CRÔNICA Hipertensão presente antes da gestação ou de 20 semanas, sem proteinúria. DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 11 FATORES DE RISCO Primiparidade Gestação múltipla HAS, DM, doença renal, lesão vascular Pré-eclâmpsia em gestação anterior (se manter o mesmo parceiro) História familiar Gestação molar FISIOPATOLOGIA Placentação anormal 1ª onda: 612 semanas 2ª onda: 1620 semanas (invasão trofoblástica - células alongadas que invadem a parede do endométrio) Ausência da 2ª onda de invasão → isquemia lesão endotelial → redução de prostaciclina (vasodilatador) e aumento de tromboxane (vasoconstrictor) → DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 12 espasmo arteriolar (aumento da permeabilidade vascular = extravasamento) Má placentação: resposta imune deficiente aos antígenos paternos. Estresse oxidativo: produção de radicais livres por hipóxia Suscetibilidade genética: polimorfos genéticos Repercussões sistêmicas: CARDIOVASCULARES Vasoconstricção Aumento da permeabilidade vascular Redução do volume plasmático Hemoconcentração HEMATOLÓGICAS Plaquetopenia Hemólise microangiopática RENAIS Endoteliose capilar glomerular Redução da TFG Elevação do ácido úrico Proteinúria! ENDÓCRINAS E METABÓLICAS Redução da secreção de renina Maior resposta vascular aos agentes vasopressores CEREBRAIS Formação de trombos plaquetários Vasoespasmo Convulsões tonicoclônicas Hemorragia cerebral HEPÁTICAS Hemorragia periportal DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 13 Lesões isquêmicas UTEROPLACENTÁRIAS Aumento da resistência vascular no leito placentário Infartos placentários Crescimento intrauterino restrito Mortalidade perinatal DIAGNÓSTICO PRÉECLÂMPSIA PA 14090mmHg (repetida e confirmada dentro de 4 horas) Proteinúria 300mg/24horas ou relação proteinúria/creatininúria 0,3 Após 20 semanas Sem proteinúria, mas apresenta-se MUITO GRAVE SÍNDROME HELLP (hemólise, lesão hepática, plaquetopenia). Trombocitopenia Elevação de enzimas hepáticas Creatinina 1,2 Edema agudo de pulmão Sintomas visuais ou cerebrais OBS pré-eclâmpsia precoce é quando a paciente está com 34 semanas. ECLÂMPSIA Convulsões tonicoclônicas Pré-eclâmpsia HIPERTENSÃO GESTACIONAL PA 140X90mmHg Proteinúria 300mg/24 horas Após 20 semanas HIPERTENSÃO CRÔNICA PA 140X90mmHg DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 14 Antes de 20 semanas Proteinúria 300mg/24 horas PRÉECLÂMPSIA SOBREPOSTA Pré-eclâmpsia Hipertensão crônica DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL CARACTERÍSTICAS PRÉECLÂMPSIA HAS Início 20 semanas 20 semanas Proteinúria 300mg/24h 300mg/24h* HA no pós-parto desaparece persiste Idade extremos 35 anos Fundoscopia espasmo arteriolar lesões crônicas Ácido úrico aumentado normal Calciúria 100mg/24h 100mg/24h CLÍNICA PRÉECLÂMPSIA LEVE PA entre 140 90 e 160 110mmHg Sem lesão de órgão-alvo PRÉECLÂMPSIA GRAVE Presença de qualquer sinal de gravidade CRITÉRIOS DE GRAVIDADE PA 160 X 110 mmHg Creatinina 1,2 mg/dl Edema aguda de pulmão, cianose Síndrome HELLP Iminência de eclampsia *IMINÊNCIA DE ECLÂMPSIA Distúrbios cerebrais: cefaleia, torpor, obinubilação Distúrbios visuais: escotomas, turvação visual, diplopia Dor epigástrica DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 15 *SÍNDROME HELLP Hemólise H Esquizócitos na periferia (células em capacete), bilirrubina 1,2, LDH 600 UI/l Elevação de enzimas hepáticas EL AST TGO 70 UI/l Trombocitopenia LP Plaquetas 100.000/mm³ TRATAMENTO PRÉECLÂMPSIA LEVE // HIPERTENSÃO GESTACIONAL Conduta conservadora até o momento Observar sinais de gravidade maternos e fetais NÃO FAZER ANTIHIPERTENSIVO!!!!!!! PRÉECLÂMPSIA GRAVE Sulfato de Magnésio Anti-hipertensivo (se gravidade for crise hipertensiva 160110 Parto *SULFATO DE MAGNÉSIO Prevenção e tratamento das convulsões Pritchard Ataque: 4g IV 10g IM / manutenção: 5g IM/4h Zuspan Ataque: 4g IV / manutenção: 12g/h IV Sibai Ataque: 46g IV / manutenção: 23g/h IV INTOXICAÇÃO Perda dos reflexos profundos (verificar os reflexos tendinosos profundos) Depressão respiratória (verificar frequência respiratória 16 irpm) DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 16 Parada cardíaca (verificar diurese) ANTÍDOTO GLUCONATO DE CÁLCIO *ANTIHIPERTENSIVO Redução da hemorragia cerebral (principal causa de morte) Objetivo: PA sistólica entre 140155mmHg PA diastólica entre 90 e 105 mmHg Tratamento agudo Hidralazina (+ usada) Nifedipina Labetalol Tratamento crônico Metildopa NUNCA PARA CRISE Hidralazina Nifedipina OBS IECA E BRA NUNCA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! *PARTO Tratamento definitivo Preferencialmente vaginal Após estabilização clínica da paciente OBS NUNCA VAI SER CESÁRIA IMEDIATA, sempre após estabilização da paciente! Interrupção da gestação IG 34 semanas Deterioração materna ou fetal Conduta conservadora: IG 34 semanas Gestante e feto estáveis DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 17 ECLÂMPSIA *PARTO Independente da idade gestacional *SÍNDROME HELLP Conduta igual da eclâmpsia Conservadora: maturação pulmonar e parto Hematoma na cesariana / rotura hepática / piora no puerpério imediato = consequências da HELLP Corticoide em altas doses (dexametasona) = uso controverso PREVENÇÃO Apenas para populações de alto risco História de PE Gestação múltipla HAS, DM Doença Renal LES, SAF MEDICAMENTOS AAS em baixas doses 60150mg/dia) : iniciar até 16 semanas. Cálcio 1,5 a 2g/dia): apenas para pacientes com baixa ingesta. OBS levopromazina na gestante com insônia é seguro 35 gotas). DOENÇAS HIPERTENSIVAS NA GRAVIDEZ 18