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ENFERMAGEM Profª. Lívia Bahia ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA Parte 18 Atenção Básica e Saúde da Família Anticoncepcional Hormonal Injetável Injetável mensal (enantato de norestisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg) Injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona 150 mg); Atenção Básica e Saúde da Família Injetável mensal (enantato de norestisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg) Vantagens Diminuem a frequência e a intensidade das cólicas menstruais; A fertilidade retorna em tempo mais curto do que com os injetáveis trimestrais; Ajudam a prevenir problemas, tais como gravidez ectópica, câncer de endométrio, câncer de ovário, cistos de ovário, doença inflamatória pélvica, doenças mamárias benignas e miomas uterinos; Método muito efetivo; Possivelmente menos riscos estrogênicos porque contêm estrogênios naturais O padrão menstrual altera-se menos do que com os injetáveis trimestrais ; Efeitos Secundários Alterações do ciclo menstrual: manchas ou sangramento nos intervalos entre as menstruações, sangramento prolongado e amenorreia; Ganho de peso; Cefaleia; Náuseas e/ou vômitos; Mastalgia. Riscos O uso entre as lactantes deve ser evitado, pelo menos até o sexto mês após o parto; Para evitar o risco de doença tromboembólica no período puerperal, não devem ser utilizados antes dos 21 dias após o parto, entre não lactantes; Podem causar acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto do miocárdio, sendo que o risco é maior entre fumantes (mais de 20 cigarros/dia), com 35 anos ou mais. Atenção Básica e Saúde da Família Modo de uso; • A primeira injeção deve ser feita até o quinta dia do início da menstruação. As aplicações subsequentes devem ocorrer a cada 30 dias, mais ou menos três dias, independentemente da menstruação; • Não há necessidade de pausas para “descanso”, após um longo período de uso; • Deve-se aplicar por via intramuscular profunda preferencialmente na nádega (músculo glúteo, quadrante superior lateral); não deve ser feita massagem ou aplicação de calor local, para evitar difusão do material injetado; • Se houver atraso de mais de três dias para a aplicação da nova injeção, a mulher deve ser orientada para o uso da camisinha ou evitar relações sexuais até a próxima injeção. Atenção Básica e Saúde da Família Interação Medicamentosa • Não existem estudos acerca do uso concomitante dos injetáveis mensais com rifampicina ou anticonvulsivantes, porém acredita-se que essas drogas não diminuem a eficácia anticoncepcional (PETTA; BASSALOBRE; ALDRIGHI, 2005); • Os antirretrovirais não nucleosídeos (efavirenz e nevirapina) e os inibidores de protease (nelfinavir e ritonavir), interagem diminuindo os níveis séricos dos hormônios estrogênicos, reduzindo sua eficácia contraceptiva; Atenção Básica e Saúde da Família Elegibilidade Categoria 1 Pode ser usado sem restrições Categoria 2 Pode ser usado com restrições; As vantagens geralmente superam riscos possíveis ou comprovados Categoria 3 e 4 Não deve ser usado. Os riscos possíveis e comprovados superam os benefícios do método Desde a menarca até os 40 anos de idade; Nuliparidade ou multiparidade; 21 dias pós-parto ou mais, em mulheres que não amamentam; Antecedente de cirurgia pélvica; História de diabetes gestacional; Tireoidopatias ; Anemia ferropriva; Amamentação: iniciar seis meses ou mais pós-parto; Idade maior ou igual a 40 anos; Fumante com menos de 35 anos de idade; Obesidade ; Diabetes sem doença vascular ; História familiar de trombose venosa profunda/embolia pulmonar; Lactantes nos primeiros seis meses pós-parto; e Saúde da Família Diafragma • O diafragma é um método vaginal de anticoncepção que consiste em um capuz macio de látex ou de silicone côncavo, com borda flexível, que recobre o colo uterino; • Existem diafragmas de diversos tamanhos, sendo necessária a medição por profissional de saúde treinado para determinar o tamanho adequado a cada mulher; • O produto de fabricação nacional está disponível nos tamanhos: 60 mm, 65 mm, 70 mm, 75 mm, 80 mm e 85 mm; Atenção Básica e Saúde da Família Diafragma Vantagens É um método controlado pela mulher; Previne algumas DST e complicações por elas causadas, especialmente gonococos e clamídia; Ausência de efeitos sistêmicos; Possivelmente auxilia na prevenção do câncer de colo de útero; Efeitos Secundários e Desvantagens Raramente ocorrem efeitos secundários; Ocasionalmente, pode haver irritação vaginal devido aos agentes espermicidas empregados; Não protege contra HIV, HPV, herpes genital e tricomonas porque não recobre a parede vaginal e a vulva; Atenção Básica e Saúde da Família Modo de uso Atenção Básica e Saúde da Família Dispositivo intrauterino - (DIU T de cobre) • O dispositivo intrauterino – DIU é um objeto pequeno de plástico flexível, em forma de T, que mede aproximadamente 31 mm, ao qual pode ser adicionado cobre ou hormônios que, inserido na cavidade uterina, exerce função contraceptiva; • DIU com cobre: é feito de polietileno estéril radiopaco e revestido com filamentos e/ou anéis de cobre, enrolado em sua haste vertical, sendo que o modelo TCu-380A também tem anéis de cobre em sua haste horizontal; Atenção Básica e Saúde da Família Dispositivo intrauterino - (DIU T de cobre); (DIU) Vantagens Método de longa duração. O modelo TCu-380 A está aprovado para 10 anos e o MLCu-375 para cinco anos; Muito eficaz; Não interfere nas relações sexuais; Não apresenta os efeitos colaterais do uso de hormônios A fertilidade retorna logo após a sua remoção Não interfere na qualidade ou quantidade do leite materno; Pode ser usado até a menopausa (até um ano ou mais após a última menstruação); Não interage com outra medicação; Efeitos Secundários e Desvantagens Alterações no ciclo menstrual; Sangramento menstrual prolongado e volumoso; Sangramento e manchas (spotting) no intervalo entre as menstruações; Cólicas de maior intensidade ou dor durante a menstruação; Cólicas intensas ou dor até cinco dias depois da inserção Não protege de DST/HIV/Aids. Não é indicado para mulheres com risco aumentado para DST/HIV/ Aids Atenção Básica e Saúde da Família Modo de uso; • Mulher menstruando regularmente: pode ser inserido a qualquer momento durante o ciclo menstrual, desde que haja certeza de que a mulher não esteja grávida, que não tenha malformação uterina e não existam sinais de infecção. Deve ser inserido, preferencialmente, durante a menstruação, pois tem algumas vantagens: se o sangramento é menstrual, a possibilidade de gravidez fica descartada; a inserção é mais fácil pela dilatação do canal cervical; qualquer sangramento causado pela inserção não incomodará tanto a mulher; a inserção pode causar menos dor; Atenção Básica e Saúde da Família • Após o parto: pode ser inserido a qualquer momento dentro de 48 horas após o parto, embora a taxa de expulsão, nesses casos, seja em torno de 20%. Passado esse período, deve-se aguardar, pelo menos, quatro semanas; • Após aborto espontâneo ou induzido: imediatamente, se não houver infecção, embora a taxa de expulsão seja de 25%; Se houver infecção, tratar e orientar para a escolha de outro método eficaz. O DIU pode ser inserido após três meses, se não houver mais infecção e a mulher não estiver grávida; Atenção Básica e Saúde da Família (Brasil, 2010) Atenção Básica e Saúde da Família Remoção do DIU • O DIU deve ser removido, por indicação clínica, nos casos de: o Doença inflamatória pélvica aguda, após o início de antibioticoterapia adequada; o Gravidez. É necessário certificar-se de que a gravidez é tópica. Quando o fio não está exposto, a mulher deve ser encaminhada para o serviço de atenção à gestação de alto risco. Quando o fio do DIU é visível e a gestação não ultrapassa as 12 ou 13 semanas, a remoção deve ser imediata; o Sangramento vaginal anormal e volumoso que põe em risco a saúde da mulher; o Perfuração do útero; o Expulsão parcial do DIU; o Após um ano da menopausa; Atenção Básica e Saúde da Família Elegibilidade Categoria 1 Pode ser usado sem restrições Categoria 2 Pode ser usado com restrições; As vantagens geralmente superam riscos possíveis ou comprovados Categoria 3 e 4 Não deve ser usado. Os riscos possíveis e comprovados superam os benefícios do método Quatro semanas ou mais após o parto; Pós-aborto (primeiro trimestre); Idade de 20 anos ou mais; Fumantes (qualquer idade); Hipertensão Múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular (como idade avançada, fumo, hipertensão e diabetes); Menos de 48 horas pós-parto (lactante ou não): há aumento do risco para expulsão do DIU Menarca até