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176enapol.com.br
643 QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PENAL
Professor Wallace França
a) Lesão culposa;
b) Se o crime é cometido por motivos de relevante valor social;
c) Se o crime é cometido por motivos de relevante valor moral;
d) Caso as lesões sejam recíprocas;
e) Quando o agente comete o crime sob o domínio de violenta emoção logo em seguida à 
injusta provocação da vítima.
Comentário: Em caso de lesão culposa, não há a determinação para que o juiz possa pro-
ceder à substituição da pena. Nas demais hipóteses citadas existe tal permissão.
Gabarito: A
406. INÉDITA / 2022
Julgue o item a seguir à luz dos crimes contra a pessoa e da jurisprudência do STJ. 
A qualificadora do motivo torpe não poderá ser reconhecida com a qualificadora do femi-
nicídio, tendo em vista ambas serem de natureza subjetiva. 
Comentário: A jurisprudência do STJ reconhece sim a aplicação cumulativa da qualificadora 
do motivo torpe em conjunto com a qualificadora do feminicídio. 
A justificativa do STJ é que a qualificadora do feminicídio é de natureza objetiva e a qualifica-
dora do motivo torpe, por outro lado, de natureza subjetiva (REsp 1739704/RS, Rel. Min. Jorge 
Mussi, 5ª turma, STJ). 
Gabarito: Errado
407. INÉDITA / 2022
Carlos, maior e capaz, impelido por motivo de relevante valor social comete homicídio. Diga-
mos que somado ao motivo de relevante valor social o crime possua uma qualificadora de na-
tureza objetiva, nesse sentido a doutrina chamaria esse caso de homicídio privilegiado-qual-
ificado. 
Diante do exposto e levando em consideração a doutrina penalista majoritária, assinale a al-
ternativa correta.
a) O homicídio privilegiado-qualificado não é considerado hediondo.
b) O homicídio privilegiado-qualificado é considerado hediondo.
c) O privilégio é causa de diminuição da pena de 2/3.
d) O privilégio é causa de diminuição da pena de 1/6 a 1/3.
Comentário: Tanto a doutrina como a jurisprudência considera que o crime de homicídio 
privilegiado-qualificado não é considerado hediondo. Ademais, a causa de diminuição no priv-
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643 QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PENAL
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ilégio é de 1/6 a 1/3. 
Gabarito: A
408. INÉDITA / 2022
A Constituição Federal disciplina o tribunal do júri. Levando-se em consideração as disposições 
constitucionais e as disposições contidas no Código Penal, será julgado pelo tribunal do júri 
os crimes, exceto: 
a) Homicídio doloso.
b) Aborto.
c) Feminicídio.
d) Latrocínio.
e) Infanticídio.
Comentário: O art. 5º, XXXVII, CF disciplina o tribunal do júri dizendo que “é reconhecida a 
instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a competência para o 
julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Logo, para ser julgado perante o tribunal do júri, 
o crime tem de ser doloso e ser um crime contra a vida. 
Entende-se como crime contra a vida todos os contidos nas alternativas, exceto o crime de 
latrocínio, pois entende-se ser esse um crime contra o patrimônio. 
Gabarito: D
409. INÉDITA / 2022
Mauro, maior e capaz, cometeu homicídio culposo. Vendo a vítima no chão foge em busca de 
evitar sua prisão em flagrante. Diante do caso, assinale a alternativa correta. 
a) É causa de aumento de pena de 1/3 a 1/2. 
b) Não haverá aumento de pena. 
c) É causa de aumento de pena de 1/3 a qual será aplicada na segunda fase da dosimetria 
da pena. 
d) É causa que qualifica o crime. 
e) É causa de aumento de pena de 1/3 a qual será aplicada na terceira fase da dosimetria da 
pena. 
Comentário: O agente que comete homicídio culposo e foge para evitar a prisão em flagrante 
tem uma exasperação em sua pena de 1/3 (causa de aumento) a qual ocorrerá na terceira fase 
da dosimetria da pena. 
Nesse sentido é o art. 121, § 4o , CP: “No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um 
terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se 
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643 QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO PENAL
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o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências 
do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.”. 
Gabarito: E
410. INÉDITA / 2022
Patrícia estava no 5º mês de gestação quando adveio graves complicações a sua saúde por 
conta da gravidez. Levada ao hospital, houve diagnóstico no sentido de que se não houvesse 
o abortamento, Patrícia iria falecer. Sentido fortes dores e na ausência de médico que estava 
fazendo outra cirurgia no momento, Clara, enfermeira, temendo a morte da paciente, realizou 
o aborto. 
Levando-se em consideração o caso narrado, assinale a alternativa correta. 
a) Clara praticou o crime de aborto.
b) Clara não praticou o crime de aborto, pois nesse caso houve exclusão do fato típico.
c) Clara não cometeu o crime de aborto, pois há excludente de ilicitude específica nesse caso.
d) Clara não cometeu o crime de aborto, pois afasta-se a culpabilidade nesse caso. 
e) Clara não cometeu o crime de aborto, pois agiu em estado de necessidade. 
Comentário: O Código Penal brasileiro em seu art. 128 traz duas hipóteses específicas de 
exclusão da ilicitude do aborto quando: não há outro meio de salvar a vida da gestante e se a 
gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando 
incapaz, de seu representante legal.”. 
Vejam que são casos específicos que afastam a ilicitude do fato, porém atentem-se ao que diz 
o caput do art. 128 do CP: Não se pune o aborto praticado por médico.
Percebam que o aborto deve ser praticado por médico e Clara é enfermeira. Então, professor, 
Clara cometeu o crime de aborto, certo? Errado, pois nesse caso, entende a doutrina que, por 
se tratar de risco atual da vida da mãe, a enfermeira agiu em estado de necessidade, logo ex-
clui-se a ilicitude do fato. Por último, vejam que o caso continua típico, mas não é ilícito.
Gabarito: E 
411. INÉDITA / 2022
Valdir inicia os atos executórios do crime de homicídio, todavia, após pedido de sua namora-
da, deixa de prosseguir no intento criminoso. Aconteceu no casso narrado:
a) Homicídio tentado
b) Desistência voluntária
c) Não ocorre desistência voluntária, pois para sua caracterização tem de haver espontanei-
dade do agente.
d) Crime impossível
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