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Questão 34: VUNESP 
A respeito dos institutos da delegação e da avocação de competência, assinale a alternativa correta. 
a) A delegação decorre do poder discricionário; e a avocação, do poder disciplinar. 
b) A competência admite a renúncia, desde que autorizada por ato do superior hierárquico. 
c) O ato de delegação, uma vez publicado no diário oficial, é irrevogável. 
d) Podem ser objeto de delegação a edição de atos de caráter normativo e a decisão de recursos 
administrativos. 
e) É admitida, em caráter excepcional, a avocação temporária de competência atribuída a órgão 
hierarquicamente inferior. 
 
 
GABARITO: E 
 
Avocar é a possibilidade que tem o superior de trazer para si as funções exercidas por um subalterno. É 
medida excepcional, que só pode ser realizada à luz de permissivo legal e que desonera o subordinado 
com relação a qualquer responsabilidade referente ao ato praticado pelo superior. 
 
Não pode ser avocada, destaque-se, a atribuição expressamente dada por lei a certo órgão ou agente, 
como no caso dos julgamentos de licitações pelas comissões competentes. 
 
Os demais itens estão errados: 
 
a) A delegação decorre do poder discricionário; e a avocação, do poder disciplinar. 
 
Decorre do poder hierárquico, tanto delegar como avocar. Sabendo que a delegação ainda pode 
acontecer sem que haja hierarquia. 
 
b) A competência admite a renúncia, desde que autorizada por ato do superior hierárquico. 
 
A competência é irrenunciável, podendo ser objeto de delegação ou avocação. 
 
c) O ato de delegação, uma vez publicado no diário oficial, é irrevogável. 
 
Pode ser revogado a qualquer tempo. 
 
d) Podem ser objeto de delegação a edição de atos de caráter normativo e a decisão de recursos 
administrativos. 
 
São indelegáveis: competência exclusiva, edição de atos de caráter normativo e decisão de recursos 
administrativos. 
 
 
Questão 35: FCC 
A edição de um ato administrativo de natureza vinculada acarreta ou pressupõe, para a Administração 
pública, o dever 
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a) de ter observado o preenchimento dos requisitos legais para a edição, tendo em vista que nos atos 
vinculados a legislação indica os elementos constitutivos do direito à prática do ato. 
b) subjetivo de emissão do mesmo, este que, em razão da natureza, não admite anulação ou revogação. 
c) de observar as opções legalmente disponíveis para decisão do administrador, que deverá fundamentá-
la em razão de conveniência e interesse público. 
d) do administrado destinatário do ato exercer o direito que lhe fora concedido, tendo em vista que os atos 
administrativos são vinculantes para os particulares, que não têm opção de não realizar o objeto ou 
finalidade do mesmo. 
e) de submeter o ato ao controle externo do Tribunal de Contas competente e do Poder Judiciário, sob o 
prisma da legalidade, conveniência e oportunidade. 
 
 
GABARITO: A 
 
A questão versa sobre os poderes administrativos, mais precisamente acerca do poder vinculado. Nesse 
contexto, vamos analisar os itens para encontrar a resposta correta. 
 
a) de ter observado o preenchimento dos requisitos legais para a edição, tendo em vista que nos 
atos vinculados a legislação indica os elementos constitutivos do direito à prática do ato. 
 
Correto. De fato, o ato vinculado decorre do Poder Vinculado, que é aquele que não confere liberdade 
escolha à Administração. A própria lei define os elementos e requisitos necessários à formalização, 
conforme explica Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro. 42. ed. São Paulo: Malheiros, 
2016, p. 149): 
 
Poder vinculado ou regrado é aquele que o Direito Positivo - a lei - confere à Administração Pública para 
a prática de ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos necessários à sua 
formalização. 
 
b) subjetivo de emissão do mesmo, este que, em razão da natureza, não admite anulação ou 
revogação. 
 
Incorreto. Conforme vimos, os atos vinculados atendem a critérios objetivos definidos legalmente. Além 
disso, os atos administrativos vinculados somente não podem ser revogados, pois neste atos não há 
aspectos de oportunidade e conveniência. Vejamos nas lições de Maria Sylvia Di Pietro (Direito 
Administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014, p. 261): 
 
não podem ser revogados os atos vinculados, precisamente porque nestes não há os aspectos 
concernentes à oportunidade e conveniência; se a Administração não tem liberdade para apreciar esses 
aspectos no momento da edição do ato, também não poderá apreciá-los posteriormente; nos casos em 
que a lei preveja impropriamente a revogação de ato vinculado, como ocorre na licença para construir, o 
que existe é uma verdadeira desapropriação de direito, a ser indenizada na forma da lei; 
 
c) de observar as opções legalmente disponíveis para decisão do administrador, que deverá 
fundamentá-la em razão de conveniência e interesse público. 
 
Incorreto. Quando há a liberdade para a administração apreciar determinado caso concreto, segundo a 
oportunidade e conveniência, escolhendo uma solução entre duas ou mais, sendo todas as soluções 
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válidas perante o direito, estamos diante de uma atuação discricionária, conforme explica Maria Sylvia 
Zanella Di Pietro (Direito Administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014, p. 31): 
 
A discricionariedade costuma ser definida como a faculdade que a lei confere à Administração para 
apreciar o caso concreto, segundo critérios de oportunidade e conveniência, e escolher uma dentre duas 
ou mais soluções, todas válidas perante o Direito. 
 
d) do administrado destinatário do ato exercer o direito que lhe fora concedido, tendo em vista 
que os atos administrativos são vinculantes para os particulares, que não têm opção de não 
realizar o objeto ou finalidade do mesmo. 
 
Incorreto. Conforme vimos acima, os atos vinculados são de execução obrigatória dos agentes públicos 
e a eles vinculantes. Não há que se falar em obrigatoriedade de realização do objeto ou da finalidade do 
ato pelo administrado, uma vez que, para o particular, somente é obrigatório fazer ou deixar de fazer o 
que a LEI obriga. 
 
e) de submeter o ato ao controle externo do Tribunal de Contas competente e do Poder Judiciário, 
sob o prisma da legalidade, conveniência e oportunidade. 
 
Incorreto. O Poder Judiciário somente poderá analisar a legalidade ou legitimidade do ato administrativo 
e todos os seus elementos (Competência, finalidade, forma, objeto e motivo), desde que sob o aspecto 
legal e de legitimidade, isto é, não se pode analisar o mérito do ato, podendo anular estes atos, mesmo 
que discricionários. É o que explicam Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (Direito Administrativo 
Descomplicado. 23. ed. São Paulo: Método, 2015, p. 951): 
 
Com efeito, os atos discricionários podem ser amplamente controlados pelo Judiciário, no que respeita a 
sua legalidade ou legitimidade. Por exemplo, um ato discricionário do Poder Executivo pode ser anulado 
pelo Poder Judiciário em razão de vício de competência, de desvio de finalidade, de vício de forma (se 
foi desatendida determinada forma ou formalidade que a lei considerasse essencial à validade do ato), 
de vício de motivo (por exemplo, comprovação de inexistência dos fatos alegados pela administração, 
na motivação do ato, como ensejadores de sua prática) e de vício de objeto. 
 
 
Questão 36: FCC 
Os atos administrativos, entendidos como as manifestações das vontades da Administração pública, têm 
entre suas finalidades resguardar e declarar direitos ou impor obrigações. Para ter validade, um ato 
administrativo deve ter determinados elementos ou requisitos em relação à competência, finalidade, 
forma, motivo e objeto ou conteúdo. A finalidade é 
a) a situação que autoriza ou determina a realização do ato administrativo. 
b) o poder, que a lei confere aos agentes públicos para queeles desempenhem suas funções. 
c) o objetivo que a Administração busca com a prática do ato administrativo e a sua prática não pode ser 
diversa daquela prevista na regra de competência. 
d) o efeito jurídico que o ato produz, prescreve ou dispõe, e o resultado do ato nunca pode violar outra 
lei, regulamento ou outro ato normativo. 
e) o meio pelo qual o ato é exteriorizado, o procedimento previsto em lei ou formalidades indispensáveis 
à existência do ato administrativo. 
 
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GABARITO: C 
 
A questão versa acerca dos atributos do ato administrativo. Nesse contexto, os elementos do ato são 
Competência (sujeito), Finalidade, Forma, Motivo e Objeto. Vejamos a tabela a seguir: 
 
 
Elementos CONCEITO 
CO-mpetência 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (Direito Administrativo Descomplicado. 
23. ed. São Paulo: Método, 2015, p. 505): "Podemos definir competência como 
o poder legal conferido ao agente público para o desempenho específico 
das atribuições de seu cargo. [...] Somente a lei pode estabelecer 
competências administrativas; por essa razão, seja qual for a natureza do ato 
administrativo - vinculado ou discricionário - o seu elemento competência é 
sempre vinculado." 
FI-nalidade 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (ob. cit., p. 512): "A finalidade é 
um elemento sempre vinculado. Nunca é o agente público quem determina a 
finalidade a ser perseguida em sua atuação, mas sim a lei. Podemos identificar 
nos atos administrativos: 
a) uma finalidade geral ou mediata, que é sempre a mesma, expressa ou 
implicitamente estabelecida na lei: a satisfação do Interesse público; 
b) uma finalidade especifica, imediata, que é o objetivo direto, o resultado 
especifico a ser alcançado, previsto na lei, e que deve determinar a prática 
do ato." 
FO-rma 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (ob. cit., p. 513): "A forma é o modo de 
exteriorização do ato administrativo. Todo ato administrativo é, em 
princípio, formal, e a forma exigida pela lei quase sempre é a escrita (no caso 
dos atos praticados no âmbito do processo administrativo federal, a forma é 
sempre e obrigatoriamente a escrita [...] Apesar de autores como o Prof. Hely 
Lopes Meirelles prelecionarem que a forma é elemento sempre 
vinculado nos atos administrativos, pensamos que, hoje, essa afirmativa 
deve, no máximo, ser considerada uma regra geral." 
MO-tivo 
 Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (ob. cit., p. 513): "O motivo é a causa 
imediata do ato administrativo. É a situação de fato e de direito que 
determina ou autoriza a prática do ato, ou, em outras palavras, o pressuposto 
fático e jurídico (ou normativo) que enseja a prática do ato." DETALHE: Pode 
ser vinculado ou discricionário. 
OB-jeto 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (ob. cit., p. 517-8): "O objeto do ato 
administrativo identifica-se com o seu conteúdo, por meio do qual a 
administração manifesta sua vontade, ou atesta simplesmente situações 
preexistentes. Pode-se dizer que o objeto do ato administrativo é a própria 
alteração no mundo jurídico que o ato provoca, é o efeito jurídico imediato 
que o ato produz. [...] Pode-se afirmar, portanto, como o faz a doutrina em geral, 
que: (a) nos atos vinculados, motivo e objeto são vinculados; (b) nos atos 
discricionários, motivo e objeto são discricionário" 
 
De posse dessas informações, vamos analisar os itens para encontrar a resposta correta. 
 
a) a situação que autoriza ou determina a realização do ato administrativo. 
 
Incorreto. Conforme vimos acima, este conceito está atrelado ao elemento motivo. 
 
b) o poder, que a lei confere aos agentes públicos para que eles desempenhem suas funções. 
 
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