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Questões resolvidas

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59 
Correto. A forma é sempre vinculada, pois é um elemento essencial para que o ato seja considerado 
válido, sendo de maior relevância para o direito administrativo do que para o direito privado, uma vez que 
a forma, no direito administrativo, constitui garantia jurídica para o administrado e para a própria 
Administração, conforme nos explica Maria Sylvia Zanella Di Pietro (Direito Administrativo. 27. ed. São 
Paulo: Atlas, 2014, p. 214): 
 
Não há dúvida, pois, que a observância das formalidades constitui requisito de validade do ato 
administrativo, de modo que o procedimento administrativo integra o conceito de forma. No direito 
administrativo, o aspecto formal do ato é de muito maior relevância do que no direito privado, já 
que a obediência à forma (no sentido estrito) e ao procedimento constitui garantia jurídica para o 
administrado e para a própria Administração; é pelo respeito à forma que se possibilita o controle do 
ato administrativo, quer pelos seus destinatários, quer pela própria Administração, quer pelos demais 
Poderes do Estado. 
 
Por sua vez, o motivo é a causa imediata do ato, é o pressuposto fático jurídico que justifica a prática do 
ato, que poderá ser vinculado ou discricionário, a depender da natureza do ato administrativo, conforme 
nos ensinam Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (Direito Administrativo Descomplicado. 23. ed. São 
Paulo: Método, 2015, p. 513): 
 
O motivo é a causa imediata do ato administrativo. É a situação de fato e de direito que determina 
ou autoriza a prática do ato, ou, em outras palavras, o pressuposto fático e jurídico (ou normativo) que 
enseja a prática do ato. 
 
d) Em observância ao princípio da legalidade, à Administração cabe o ônus de provar que seus 
atos são legítimos e legais. 
 
Incorreto. A presunção de legitimidade e veracidade aduz que o ato nasce conforme a lei, podendo ser 
aplicado desde já. A sua presunção é relativa (iuris tantum), invertendo o ônus da prova. Ademais, 
confere agilidade à atividade administrativa, uma vez que dispensa norma legal ou decisão judicial que 
confirme a sua legalidade. Como a sua presunção é relativa (iuris tantum), inverte o ônus da prova, 
uma vez que essa legitimidade é relativa (juris tantum) e admite prova em contrário. Vejamos com as 
valiosas lições de Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro. 36. ed. São Paulo: Malheiros, 
2010, p. 162): 
 
Outra consequência da Presunção de legitimidade é a transferência do ônus da prova de invalidade 
do ato administrativo para quem a invoca. Cuide-se de arguição de nulidade do ato, por vício formal ou 
ideológico, a prova do defeito apontado ficará sempre a cargo do impugnante, e até sua anulação o ato 
terá plena eficácia. 
 
e) Entre outros tipos de atos administrativos, pode ser objeto de delegação a decisão de recursos 
administrativos. 
 
Incorreto. Veda-se expressamente a delegação de decisão de recursos administrativos. Vejamos na Lei 
nº 9.784/99: 
 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
[...] 
II - a decisão de recursos administrativos; 
 
 
Questão 21: VUNESP 
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O revestimento exteriorizador do ato administrativo normal é a escrita, embora existam atos 
consubstanciados em ordens verbais e até mesmo em sinais convencionais. Esse requisito do ato é 
denominado 
a) objeto. 
b) motivo. 
c) forma. 
d) mérito. 
e) finalidade. 
 
 
GABARITO: C 
 
De acordo com Alexandrino e Paulo (2016), a doutrina administrativista costuma apontar CINCO 
REQUISITOS ou ELEMENTOS dos atos administrativos. 
 
COMPETÊNCIA: a autoridade administrativa da qual emane a manifestação de vontade deve ter sido 
regularmente investida na função e possuir competência conferida por lei para fazê-lo. 
 
OBJETO: alteração no mundo jurídico que o ato administrativo se propõe a processar, ou seja, o objetivo 
imediato da vontade exteriorizada pelo ato, a proposta, enfim, do agente que manifestou a vontade com 
vistas a determinado ato. Nos atos discricionários, o binômio motivo-objeto determina o denominado 
mérito administrativo. 
 
FORMA: a EXTERIORIZAÇÃO da vontade do agente administrativo deve ocorrer na forma prevista 
em lei. Nesse contexto, todo ato administrativo é, em princípio, formal, e a forma exigida pela lei quase 
sempre é a escrita. Porém, podem existir atos administrativos não escritos, como são 
exemplos: ordens verbais do superior ao seu subordinado; gestos, apitos e sinais luminosos na 
condução do trânsito; cartazes e placas que expressam uma ordem da administração pública, tais quais 
as que proíbem estacionar, proíbem fumar etc. 
 
MOTIVO: constitui as razões de fato e de direito que determinam a realização de um ato. A Administração 
Pública não pode realizar atos de forma imotivada. 
 
FINALIDADE: compreende a exigência de que todo ato administrativo deve voltar-se à realização de uma 
finalidade pública. 
 
Logo, “O revestimento exteriorizador do ato administrativo normal é a escrita, embora existam 
atos consubstanciados em ordens verbais e até mesmo em sinais convencionais. Esse requisito 
do ato é denominado”: 
 
a) objeto. ERRADA. 
 
b) motivo. ERRADA. 
 
c) forma. CORRETA. 
 
d) mérito. ERRADA. 
 
e) finalidade. ERRADA. 
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Referência bibliográfica: 
 
ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Resumo de direito administrativo descomplicado. 9. ed. Rio de 
Janeiro – RJ: Forense; São Paulo – SP: Método, 2016. 
 
 
Questão 22: CEBRASPE (CESPE) 
Com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço e o fiel cumprimento das normas previstas 
em contrato de concessão de serviço público, o poder público concedente, mesmo sem autorização 
judicial, interveio na concessão por meio de resolução que previu a designação de interventor, o prazo da 
intervenção e os objetivos e limites da medida interventiva. Nessa situação hipotética, o ato administrativo 
de intervenção encontra-se eivado de vício quanto 
a) à forma. 
b) ao objeto. 
c) ao motivo. 
d) à finalidade. 
e) à competência. 
 
 
GABARITO: A 
 
Questão que mistura dois temas. Vejamos, inicialmente, o previsto na lei 8.987: 
 
Art. 32. O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na 
prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais 
pertinentes. 
 
Parágrafo único. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a designação do 
interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. 
 
Art. 33. Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, instaurar 
procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar 
responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa. 
 
§ 1o Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será 
declarada sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo 
de seu direito à indenização. 
 
§ 2o O procedimento administrativo a que se refere o caput deste artigo deverá ser concluído no prazo 
de até cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. 
 
Art. 34. Cessada a intervenção, se não for extinta a concessão, a administração do serviço será devolvida 
à concessionária, precedida de prestação de contas pelo interventor, que responderá pelos atos 
praticados durante a sua gestão. 
 
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Nota que o processo de intervenção se dá com o Decreto e não Resolução. Ou seja, o ato pode ser até 
legítimo, mas tem vício de forma. 
 
Na Lei da Ação Popular, o vício de forma se verifica quando há omissão na observância incompleta ou 
irregularidade de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato. 
 
 
Questão 23: CEBRASPE (CESPE) 
O ato administrativo vinculado tem como característica 
a) adiscricionariedade do administrador. 
b) a escolha da forma a ser constituído, conforme critério do administrador. 
c) a avaliação da sua eficácia, a critério subjetivo do administrador. 
d) a estrita observância da lei. 
e) a possibilidade de anulação apenas pela administração. 
 
 
GABARITO: D 
 
A questão versa sobre a classificação dos atos administrativos. Nesse contexto, os atos vinculados não 
possuem discricionariedade, uma vez que decorrem do Poder Vinculado, que é aquele que não confere 
liberdade escolha à Administração. A própria lei define os elementos e requisitos necessários à 
formalização, conforme explica Hely Lopes Meirelles (Direito Administrativo Brasileiro. 42. ed. São Paulo: 
Malheiros, 2016, p. 149): 
 
Poder vinculado ou regrado é aquele que o Direito Positivo - a lei - confere à Administração Pública para 
a prática de ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos necessários à sua 
formalização. 
 
Desse modo, quando o administrador, ao praticar um ato vinculado, deixa de atender a qualquer dado 
expresso na norma, o ato administrativo praticado é sempre nulo, uma vez que nestes atos não há ou 
há mínima liberdade de ação, conforme explica Hely Lopes Meirelles (p. 138): 
 
Nessa categoria de atos administrativos a liberdade de ação do administrador é mínima, pois terá 
que se ater à enumeração minuciosa do Direito Positivo para realizá-los eficazmente. Deixando de 
atender a qualquer dado expresso na lei, o ato é nulo, por desvinculado de seu tipo padrão. 
 
Portanto, como somente a estrita observância da lei é característica do ato vinculado, gabarito LETRA D. 
 
Analisando os demais itens, temos o seguinte: 
 
a) a discricionariedade do administrador. 
 
Incorreto. A discricionariedade somente estará presente nos atos administrativos discricionários, 
decorrendo do poder discricionário, que diz respeito à liberdade de atuação que possui a administração 
pública, podendo valorar a oportunidade e a conveniência da prática de ato administrativo, que, segundo 
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