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Prova final Teoria Geral de Processo Penal

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O Superior Tribunal de Justiça, decidiu pela ilicitude das provas obtidas pelo aplicativo whatsapp, sem autorização judicial, em acórdão do ano de 2018, o que se verifica pela seguinte ementa: "PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. FURTO E QUADRILHA. APARELHO TELEFÔNICO APREENDIDO. VISTORIA REALIZADA PELA POLÍCIA MILITAR SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL OU DO PRÓPRIO INVESTIGADO. VERIFICAÇÃO DE MENSAGENS ARQUIVADAS. VIOLAÇÃO DA INTIMIDADE. PROVA ILÍCITA. ART. 157 DO CPP. RECURSO EM HABEAS CORPUS PROVIDO". No caso em tela, após a apreensão do aparelho telefônico, a autoridade policial deveria ter requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, pois: deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente, mas a autorização judicial não era imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, a qual não é prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível.

Sobre a interceptação telefônica como meio de prova, é possível encontrar a seguinte situação no site do Superior Tribunal de Justiça: "O artigo 2º da Lei 9.296 enumera as hipóteses de não cabimento da interceptação telefônica. Segundo o dispositivo, caso não existam indícios razoáveis da autoria ou participação do investigado na infração penal; se a prova puder ser feita por outros meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção, não será admitida a interceptação das comunicações telefônicas."
Assinale a alternativa que corretamente dispõe sobre os pedidos de interceptação telefônica em questão.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido com pena de detenção ou reclusão, a depender do caso, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.

O sistema de avaliação da prova que o Brasil adotou como regra geral foi o da persuasão racional ou livre convencimento motivado, ou seja, não há hierarquia entre as provas. O juiz pode valorá-las como entender mais adequado, contanto que fundamente sua decisão na prova colhida em contraditório, conforme artigo 155 do Código de Processo Penal. A doutrina processual penal afirma serem vários os princípios aplicáveis às provas de maneira complementar.
Considerando o contexto relacionado aos princípios aplicáveis as provas, avalie as afirmativas a seguir:
I – No Princípio da aquisição ou comunhão de prova, a prova não pertence às partes, mas sim ao processo. Desse modo, quando levada aos autos, acusação, defesa e juiz podem dela se utilizar independentemente de quem as tenha produzido.
II – Referente ao Princípio da liberdade probatória, as partes podem utilizar quaisquer meios permitidos em direito para provar um fato útil a comprovar a sua pretensão. Estão vedados, no entanto, os meios ilícitos, que violem normas legais e constitucionais.
III – Denomina-se Princípio da presunção de inocência: chamado de estado de inocência por alguns doutrinadores, tal princípio dispõe que ninguém pode ser considerado culpado até instaurado o inquérito policial.
IV – De acordo com o Princípio da inexigência da autoincriminação, ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

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Questões resolvidas

O Superior Tribunal de Justiça, decidiu pela ilicitude das provas obtidas pelo aplicativo whatsapp, sem autorização judicial, em acórdão do ano de 2018, o que se verifica pela seguinte ementa: "PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. FURTO E QUADRILHA. APARELHO TELEFÔNICO APREENDIDO. VISTORIA REALIZADA PELA POLÍCIA MILITAR SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL OU DO PRÓPRIO INVESTIGADO. VERIFICAÇÃO DE MENSAGENS ARQUIVADAS. VIOLAÇÃO DA INTIMIDADE. PROVA ILÍCITA. ART. 157 DO CPP. RECURSO EM HABEAS CORPUS PROVIDO". No caso em tela, após a apreensão do aparelho telefônico, a autoridade policial deveria ter requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, pois: deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente, mas a autorização judicial não era imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, a qual não é prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível.

Sobre a interceptação telefônica como meio de prova, é possível encontrar a seguinte situação no site do Superior Tribunal de Justiça: "O artigo 2º da Lei 9.296 enumera as hipóteses de não cabimento da interceptação telefônica. Segundo o dispositivo, caso não existam indícios razoáveis da autoria ou participação do investigado na infração penal; se a prova puder ser feita por outros meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção, não será admitida a interceptação das comunicações telefônicas."
Assinale a alternativa que corretamente dispõe sobre os pedidos de interceptação telefônica em questão.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido com pena de detenção ou reclusão, a depender do caso, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.

O sistema de avaliação da prova que o Brasil adotou como regra geral foi o da persuasão racional ou livre convencimento motivado, ou seja, não há hierarquia entre as provas. O juiz pode valorá-las como entender mais adequado, contanto que fundamente sua decisão na prova colhida em contraditório, conforme artigo 155 do Código de Processo Penal. A doutrina processual penal afirma serem vários os princípios aplicáveis às provas de maneira complementar.
Considerando o contexto relacionado aos princípios aplicáveis as provas, avalie as afirmativas a seguir:
I – No Princípio da aquisição ou comunhão de prova, a prova não pertence às partes, mas sim ao processo. Desse modo, quando levada aos autos, acusação, defesa e juiz podem dela se utilizar independentemente de quem as tenha produzido.
II – Referente ao Princípio da liberdade probatória, as partes podem utilizar quaisquer meios permitidos em direito para provar um fato útil a comprovar a sua pretensão. Estão vedados, no entanto, os meios ilícitos, que violem normas legais e constitucionais.
III – Denomina-se Princípio da presunção de inocência: chamado de estado de inocência por alguns doutrinadores, tal princípio dispõe que ninguém pode ser considerado culpado até instaurado o inquérito policial.
IV – De acordo com o Princípio da inexigência da autoincriminação, ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

Prévia do material em texto

Prova final - Teoria Geral de Processo Penal 
 
Questão 1 
Respondida 
No processo penal brasileiro, existem as provas ilícitas e as provas derivadas das ilícitas. 
Sobre estas, dispõe o parágrafo primeiro, do artigo 157, do Código de Processo Penal: 
"São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não 
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas 
puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras". 
 BRASIL. Presidência da República. Código de Processo Penal. Disponível em: . Acesso 
em: 09 ago. 2018. 
 Diante do parágrafo supracitado, analise a seguinte situação problema: 
 Processo penal com prova ilícita e com uma segunda prova também ilícita, por 
derivação da primeira. No entanto, em dado momento processual, o órgão da 
persecução penal demonstra que obteve, legitimamente, nova prova, proveniente de 
uma fonte autônoma e independente da prova originariamente ilícita. 
A nova prova, autônoma e independente da originariamente ilícita, será: 
lícita. 
ilícita. 
ilícita por derivação. 
licitamente ilícita. 
ilicitamente lícita. 
Sua resposta 
ilícita por derivação. 
 
Correta a alternativa que diz que a nova prova, autônoma e independente da 
originariamente ilícita é classificada como lícita. A este respeito, existe o seguinte 
ensinamento: "Se o órgão da execução penal demonstrar que obteve, legitimamente, 
novos elementos de informação a partir de uma fonte autônoma de prova - que não 
guarde qualquer relação de dependência nem decorra da prova originariamente 
ilícita, com esta não mantendo vinculação causal-, tais dados probatórios revelar-se-
ão plenamente admissíveis, porque não contaminados pela mácula da ilicitude 
originária". (HC 93.050-RJ, 2a T., rel. Celso de Mello, 10.06.2008, v.u. apud NUCCI, 
Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 13a edição. Rio de 
Janeiro: Forense, 2014.). 
 
Questão 2 
Respondida 
O Superior Tribunal de Justiça, decidiu pela ilicitude das provas obtidas pelo aplicativo 
whatsapp, sem autorização judicial, em acórdão do ano de 2018, o que se verifica pela 
seguinte ementa: "PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. FURTO 
E QUADRILHA. APARELHO TELEFÔNICO APREENDIDO. VISTORIA REALIZADA PELA 
POLÍCIA MILITAR SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL OU DO PRÓPRIO INVESTIGADO. 
VERIFICAÇÃO DE MENSAGENS ARQUIVADAS. VIOLAÇÃO DA INTIMIDADE. PROVA 
ILÍCITA. ART. 157 DO CPP. RECURSO EM HABEAS CORPUS PROVIDO". 
No caso em tela, após a apreensão do aparelho telefônico, a autoridade policial deveria 
ter requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, pois: 
deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da 
vida privada, prevista constitucionalmente, mas a autorização judicial não era 
imprescindível. 
deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da 
vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria 
imprescindível. 
deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da 
vida privada, a qual não é prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial 
não seria imprescindível. 
não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade 
e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não 
seria imprescindível. 
não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade 
e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria 
imprescindível. 
Sua resposta 
deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e 
da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria 
imprescindível. 
 
Correta a alternativa que diz que deveria ter sido levada em consideração a garantia da 
inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por 
isso, a autorização judicial seria imprescindível. A garantia da inviolabilidade da 
intimidade e da vida privada está prevista no inciso X, do artigo 5º, da Constituição 
Federal, cujo texto dispõe: "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a 
imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação". O Relator do recurso de habeas corpus, que gerou a 
ementa citada no enunciado da questão, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, 
afirmou que: “No caso, deveria a autoridade policial, após a apreensão do telefone, ter 
requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, haja vista a 
garantia à inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista no artigo 5º, inciso X, 
da Constituição”. Além disso, afirmou também que: “A análise dos dados 
armazenados nas conversas de WhatsApp revela manifesta violação da garantia 
constitucional à intimidade e à vida privada, razão pela qual se revela imprescindível 
autorização judicial devidamente motivada, o que nem sequer foi requerido”. Para 
aprofundamento pode se ler a notícia integralmente, a qual está disponível em: . 
 
Questão 3 
Respondida 
Sobre a interceptação telefônica, dispõe o artigo 1º da Lei nº 9.296/1996: 
"Art. 1º A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova 
em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta 
Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça. 
Parágrafo único. O disposto nesta Lei aplica-se à interceptação do fluxo de 
comunicações em sistemas de informática e telemática". 
 A INTERCEPTAÇÃO COMO MEIO DE PROVA. STJ, Brasília, 08 out. 2017. 
Disponível em: . Acesso em: 09 ago. 2018. 
Levando-se em conta o instituto da interceptação telefônica, mas também o da escuta 
telefônica e o da gravação ambiental, complete as lacunas da sentença a seguir: 
 "Na ____________ nenhum dos dois interlocutores sabem que a conversa está sendo 
gravada por um terceiro. Na ____________, um dos dois interlocutores sabe que eles 
estão sendo gravados por um terceiro. Na ____________, um dos interlocutores é quem 
grava a conversa". 
Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente: 
interceptação telefônica/ gravação/ escuta. 
gravação/ interceptação telefônica/ escuta 
escuta/ gravação/ interceptação telefônica. 
gravação/ escuta/ interceptação telefônica. 
interceptação telefônica/ escuta/ gravação. 
Sua resposta 
interceptação telefônica/ escuta/ gravação. 
 
Correta a alternativa que traz a sequência: "interceptação telefônica/ escuta/ 
gravação". O texto do enunciado foi retirado de noticia veiculada pelo site do STJ, 
contendo a seguinte explicação: "Interceptação telefônica, escuta telefônica e 
gravação clandestina não se confundem. Na interceptação telefônica nenhum dos 
dois interlocutores sabem que a conversa está sendo gravada por um terceiro. Na 
escuta, um dos dois interlocutores sabe que eles estão sendo gravados por um 
terceiro. Na gravação, um dos interlocutores é quem grava a conversa. Tanto a 
interceptação telefônica como a escuta precisam, necessariamente, de autorização 
judicial para que sejam consideradas provas lícitas, já a gravação telefônica pode ser 
feita sem a autorização do juiz". Disponível em: . 
 
 
 
 
 
 
Questão 4 
Respondida 
As normas relativas às provas possuem natureza processual, razão pela qual possuem 
aplicação imediata. A prova em si é um “verdadeiro direito subjetivo com vertente 
constitucional para a demonstração da realidade dos fatos. 
 TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 9 ed. 
Salvador: Juspodivm, 2015. 
Tomando como referência o objeto, natureza jurídica e procedimento da prova , julgue 
as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. 
( ) O objeto da prova é aquilo que se deve demonstrar para que o juiz possadecidir a 
demanda. 
( ) São objetos de prova somente os fatos relevantes para a solução da ação penal. 
( ) Não necessitam de prova: o direito, os fatos notórios e os fatos axiomáticos. 
( ) As presunções relativas dispensam a produção de prova, enquanto as presunções 
absolutas apenas invertem o ônus. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
V – V – F – F. 
F – F – V – V. 
V – F – V – F. 
V – F – V – V. 
V – V – V – F. 
Sua resposta 
V – F – V – F. 
 
V – V – V – F. O objeto da prova é aquilo que se deve demonstrar para que o juiz possa 
decidir a demanda São objetos de prova somente os fatos relevantes para a solução da 
ação penal. Não necessitam de prova: o direito, os fatos notórios e os fatos 
axiomáticos. A lei, para determinadas matérias, estabelece presunções que 
influenciam na produção e aferição da prova. As presunções absolutas dispensam a 
produção de prova, enquanto as presunções relativas apenas invertem o ônus. 
 
Questão 5 
Respondida 
Na doutrina processual penal, existem princípios que se aplicam às provas. Dentre eles, 
há um que parcela da doutrina questiona a nomenclatura, sobre o qual pode-se dizer o 
seguinte: "a crença inabalável segundo a qual a verdade estava efetivamente ao alcance 
do Estado foi a responsável pela implantação da ideia acerca da necessidade inadiável 
de sua perseguição, como meta principal do processo penal". 
Assinale a alternativa que corretamente traz o princípio a que se refere o trecho 
supracitado: 
comunhão de prova. 
liberdade probatória. 
verdade real. 
inexigência da autoincriminação. 
presunção de inocência. 
Sua resposta 
verdade real. 
 
Correta a alternativa que traz o principio da verdade real. A busca pela verdade real, 
no processo penal, acabou por gerar uma cultura inquisitiva que atingiu os órgãos 
responsáveis pela persecução penal. Sendo assim, a busca pela verdade real passou a 
ser o maior objetivo no processo penal. Entretanto, parcela da doutrina atual questiona 
este princípio, tendo em vista que a verdade real é inatingível, pois refere-se a fatos 
pretéritos, não sendo possível reproduzi-la de maneira idêntica à ocorrida, no 
processo. 
 
Questão 6 
Sem resposta 
Sobre a interceptação telefônica como meio de prova, é possível encontrar a seguinte 
situação no site do Superior Tribunal de Justiça: 
"O artigo 2º da Lei 9.296 enumera as hipóteses de não cabimento da interceptação 
telefônica. Segundo o dispositivo, caso não existam indícios razoáveis da autoria ou 
participação do investigado na infração penal; se a prova puder ser feita por outros 
meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, 
com pena de detenção, não será admitida a interceptação das comunicações 
telefônicas. 
No julgamento do HC 186.118, a Sexta Turma declarou a nulidade de interceptações 
telefônicas autorizadas para apuração de supostas ameaças feitas contra um promotor 
de Justiça. No decorrer das investigações, foram interceptados vários números de 
telefone, mas o acompanhamento dos áudios não conseguiu relacionar os telefonemas 
às ameaças. Dois anos depois, um dos investigados no episódio da ameaça foi 
apontado como suposto líder de uma organização criminosa investigada por fraude em 
licitações públicas. Um novo pedido de interceptação telefônica foi feito pelo Ministério 
Público com base na primeira interceptação autorizada para apurar o crime de ameaça". 
Assinale a alternativa que corretamente dispõe sobre os pedidos de interceptação 
telefônica em questão. 
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as 
degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
ilícita, não podem servir como meio de prova. 
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as 
degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
ilícita, não podem servir como meio de prova. 
Por ser o crime de ameaça punido com pena de detenção ou reclusão, a depender do 
caso, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira 
interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova. 
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as 
degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
lícita, não podem servir como meio de prova. 
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as 
degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
lícita, não podem servir como meio de prova. 
Sua resposta 
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as 
degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
ilícita, não podem servir como meio de prova. 
 
Correta a alternativa que dispõe que, por ser o crime de ameaça punido 
exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, 
originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de 
prova. Continua a explicação no texto citado no enunciado da questão: "Como o crime 
de ameaça é punível exclusivamente com pena de detenção, a turma considerou que 
as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação 
ilícita, não poderiam servir como meio de prova. O relator, ministro Sebastião Reis 
Júnior, ressalvou a possibilidade de se autorizar a interceptação telefônica para apurar 
crime punível com detenção, desde que conexo com outros delitos puníveis com 
reclusão, mas afirmou que, no caso apreciado, a primeira escuta foi deferida apenas 
para a apuração do crime de ameaça e que, “além de não terem sido descobertos 
outros crimes conexos com ele, nem se tinha em foco, naquela oportunidade, a 
averiguação de delitos de maior gravidade". (A INTERCEPTAÇÃO COMO MEIO DE 
PROVA. STJ, Brasília, 08 out. 2017. Disponível em: 
http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/N
ot%C3%ADcias/A-intercepta%C3%A7%C3%A3o-telef%C3%B4nica-como-meio-de-
prova. Acesso em: 09 ago. 2018). 
 
Questão 7 
Sem resposta 
Quanto ao conceito de prova, existem três acepções para o vocábulo: “a) ato de provar: 
é o processo pelo qual se verifica a exatidão ou a verdade do fato alegado pela parte no 
http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/Not%C3%ADcias/A-intercepta%C3%A7%C3%A3o-telef%C3%B4nica-como-meio-de-prova
http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/Not%C3%ADcias/A-intercepta%C3%A7%C3%A3o-telef%C3%B4nica-como-meio-de-prova
http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/Not%C3%ADcias/A-intercepta%C3%A7%C3%A3o-telef%C3%B4nica-como-meio-de-prova
processo (ex: fase probatória); b) meio: trata-se do instrumento pelo qual se demonstra 
a verdade de algo (ex: prova testemunhal); c) resultado da ação de provar: é o produto 
extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos, demonstrando a verdade de 
um fato. 
Sobre a prova, assinale a alternativa correta. 
A finalidade da prova consiste no convencimento do juiz, permitindo que este condene 
ou absolva perante a dúvida. 
As próprias partes são destinatárias diretas da prova, uma vez que a decisão será melhor 
aceita quando a razão de um dos lados estiver superficialmente demonstrada. 
Se conceituam como meio de prova aqueles instrumentos que destinam a produção da 
prova de maneira imediata, mas deve constar em processo apartado ao principal, sendo 
responsabilidade do autor a juntada aos autos. 
A prova depende de procedimento em contraditório, com a participação ativa das partes 
como requisito de validade da prova produzida. 
Há meios de provas inominados, que estão descritos no código – como a prova 
testemunhal – e nominados, que não se encontram na lei, por isso não podem ser 
utilizados pelo juiz – como a inspeção judicial. 
Sua resposta 
A finalidade da prova consiste noconvencimento do juiz, permitindo que este condene 
ou absolva perante a dúvida. 
 
A prova depende de procedimento em contraditório, com a participação ativa das 
partes como requisito de validade da prova produzida. A finalidade da prova consiste 
na persuasão do juiz, permitindo que este condene com base na certeza ou absolva 
perante a dúvida. As próprias partes são destinatários indiretos da prova, uma vez que 
a decisão será melhor aceita quando a razão de um dos lados estiver fartamente 
demonstrada. Se conceituam como meio de prova aqueles instrumentos que destinam 
a produção da prova de maneira imediata, no próprio processo e através do crivo do 
contraditório. Há meios nominados, que estão descritos no código – como a prova 
testemunhal – e inominados, que não se encontram na lei, mas ainda podem ser 
utilizados pelo juiz – como a inspeção judicial. 
 
Questão 8 
Sem resposta 
A respeito da prova ilícita no processo penal, dispõe o artigo 157 do Código de Processo 
Penal e seu parágrafo primeiro: 
"Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas 
ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. 
§ 1o São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não 
evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas 
puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras". 
 NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 13a edição. Rio de 
Janeiro: Forense, 2014. 
Levando-se em consideração o texto de lei supracitado, complete as lacunas da 
sentença a seguir: 
 "Além da prova considerada ilícita, devemos atentar para a prova advinda da ilícita. É o 
que se denomina "____________" ou "efeito à distância", originário do preceito bíblico de 
que a "árvore envenenada não pode dar bons frutos". Assim, quando uma prova for 
produzida por mecanismos ____________, tal como a escuta ilegalmente realizada, não 
se pode aceitar as provas que daí ____________. 
Assinale a alternativa que completa as lacunas corretamente: 
frutos da árvore saudável/ ilícitos/ advenham. 
frutos da árvore envenenada/ ilícitos/ advenham. 
frutos da árvore envenenada/ lícitos/ advenham. 
frutos da árvore envenenada/ lícitos/ não advenham. 
frutos da árvore saudável/ lícitos/ não advenham. 
Sua resposta 
frutos da árvore envenenada/ ilícitos/ advenham. 
 
Correta a alternativa que traz a sequência "frutos da árvore envenenada/ ilícitos/ 
advenham". A este respeito, há o seguinte ensinamento: "A Lei nº 11.690/08 
contemplou a chamada teoria dos frutos da árvore envenenada a partir da inserção no 
Código de Processo Penal da redação atual do artigo 157, §1º, a qual dispõe serem 
também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas. Esse dispositivo promoveu 
verdadeira inovação no ordenamento jurídico brasileiro ao tratar de forma positivada 
da teoria ora comentada, a qual até então somente era encontrada na jurisprudência". 
(MELO, Fernanda Cristina Ferreira de. O instituto da prova ilícita no processo penal 
brasileiro. Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: 2010). 
 
Questão 9 
Sem resposta 
O sistema de avaliação da prova que o Brasil adotou como regra geral foi o da persuasão 
racional ou livre convencimento motivado, ou seja, não há hierarquia entre as provas. O 
juiz pode valorá-las como entender mais adequado, contanto que fundamente sua 
decisão na prova colhida em contraditório, conforme artigo 155 do Código de Processo 
Penal. A doutrina processual penal afirma serem vários os princípios aplicáveis às 
provas de maneira complementar. 
DEZEM, Guilherme Madeira, Curso de Processo Penal; 4ª edição – São Paulo, 2018. 
 Considerando o contexto relacionado aos princípios aplicáveis as provas, avalie as 
afirmativas a seguir: 
I – No Princípio da aquisição ou comunhão de prova, a prova não pertence às partes, 
mas sim ao processo. Desse modo, quando levada aos autos, acusação, defesa e juiz 
podem dela se utilizar independentemente de quem as tenha produzido. 
II – Referente ao Princípio da liberdade probatória, as partes podem utilizar quaisquer 
meios permitidos em direito para provar um fato útil a comprovar a sua pretensão. Estão 
vedados, no entanto, os meios ilícitos, que violem normas legais e constitucionais. 
III – Denomina-se Princípio da presunção de inocência: chamado de estado de inocência 
por alguns doutrinadores, tal princípio dispõe que ninguém pode ser considerado 
culpado até instaurado o inquérito policial. 
IV – De acordo com o Princípio da inexigência da autoincriminação, ninguém pode ser 
obrigado a produzir prova contra si mesmo. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a resposta correta: 
Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. 
Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
Sua resposta 
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
 
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas. No Princípio da aquisição ou comunhão 
de prova, a prova não pertence às partes, mas sim ao processo. Desse modo, quando 
levada aos autos, acusação, defesa e juiz podem dela se utilizar independentemente 
de quem as tenha produzido. Referente ao Princípio da liberdade probatória, as partes 
podem utilizar quaisquer meios permitidos em direito para provar um fato útil a 
comprovar a sua pretensão. Estão vedados, no entanto, os meios ilícitos, que violem 
normas legais e constitucionais. Princípio da presunção de inocência: chamado de 
estado de inocência por alguns doutrinadores, tal princípio dispõe que ninguém pode 
ser considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença condenatória, 
conforme dispõe a Constituição Federal em seu artigo 5º, LVII (BRASIL, 1988). Princípio 
da inexigência da autoincriminação: ninguém pode ser obrigado a produzir prova 
contra si mesmo. Esta garantia, como estudada em capítulo anterior, advém do direito 
constitucional ao silencio – artigo 5º, LXIII da Constituição Federal (BRASIL, 1988) – e 
está assegurada no Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário. 
 
Questão 10 
Sem resposta 
O inciso LVII, do artigo 5o, da Constituição Federal, traz um importante princípio que se 
relaciona às provas no processo penal e possui o seguinte texto: "ninguém será 
considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". 
Assinale a alternativa que corretamente traz o princípio ao qual o texto constitucional 
supracitado faz referência: 
verdade real. 
audiência contraditória. 
comunhão de prova. 
presunção de inocência. 
liberdade probatória. 
Sua resposta 
presunção de inocência. 
 
Correta a alternativa que traz o princípio da presunção de inocência. A respeito deste 
princípio, há o seguinte ensinamento: "No sistema jurídico brasileiro o princípio da 
presunção de inocência está expressamente afirmado na Constituição, em seu artigo 
5º, inciso LVII, onde claramente está proclamado que “ninguém será considerado 
culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, ou seja, todos 
serão presumidos inocentes até que ocorra o trânsito em julgado de uma sentença 
penal condenatória. Está aí a consagração constitucional do princípio da presunção de 
inocência, cujo respeito é de fundamental importância para a efetiva garantia dos 
direitos fundamentais da pessoa humana. Esse princípio, que atualmente vem sendo 
referido com frequência pelos meios de comunicação, tem sido objeto de comentários 
e análise por eminentes juristas. Observe-se, aliás, que essas referências decorrem do 
fato de que se trata de uma temática que vai muito além das especulações de natureza 
teórica, mas é de interesse de todas as pessoas por sua influência na vida prática". 
Para aprofundamento do estudo, o trecho transcrito foi retirado do seguintetexto, 
disponivel em: .

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