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No processo penal brasileiro, existem as provas ilícitas e as provas derivadas das ilícitas. Sobre estas, dispõe o parágrafo primeiro, do artigo 157, do Código de Processo Penal: "São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras".
Diante do parágrafo supracitado, analise a seguinte situação problema: Processo penal com prova ilícita e com uma segunda prova também ilícita, por derivação da primeira. No entanto, em dado momento processual, o órgão da persecução penal demonstra que obteve, legitimamente, nova prova, proveniente de uma fonte autônoma e independente da prova originariamente ilícita. A nova prova, autônoma e independente da originariamente ilícita, será:
lícita.
ilícita.
ilícita por derivação.
licitamente ilícita.
ilicitamente lícita.
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A nova prova, que foi obtida legitimamente e proveniente de uma fonte autônoma e independente da prova originariamente ilícita, será lícita. De acordo com o parágrafo primeiro do artigo 157 do Código de Processo Penal, as provas derivadas de fontes independentes das ilícitas são admissíveis. Portanto, a resposta correta é "lícita".

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O Superior Tribunal de Justiça, decidiu pela ilicitude das provas obtidas pelo aplicativo whatsapp, sem autorização judicial, em acórdão do ano de 2018, o que se verifica pela seguinte ementa: "PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. FURTO E QUADRILHA. APARELHO TELEFÔNICO APREENDIDO. VISTORIA REALIZADA PELA POLÍCIA MILITAR SEM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL OU DO PRÓPRIO INVESTIGADO. VERIFICAÇÃO DE MENSAGENS ARQUIVADAS. VIOLAÇÃO DA INTIMIDADE. PROVA ILÍCITA. ART. 157 DO CPP. RECURSO EM HABEAS CORPUS PROVIDO". No caso em tela, após a apreensão do aparelho telefônico, a autoridade policial deveria ter requerido judicialmente a quebra do sigilo dos dados armazenados, pois: deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente, mas a autorização judicial não era imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível. deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, a qual não é prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial não seria imprescindível. não deveria ter sido levada em consideração a garantia da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, prevista constitucionalmente e, por isso, a autorização judicial seria imprescindível.

Sobre a interceptação telefônica como meio de prova, é possível encontrar a seguinte situação no site do Superior Tribunal de Justiça: "O artigo 2º da Lei 9.296 enumera as hipóteses de não cabimento da interceptação telefônica. Segundo o dispositivo, caso não existam indícios razoáveis da autoria ou participação do investigado na infração penal; se a prova puder ser feita por outros meios disponíveis ou se o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção, não será admitida a interceptação das comunicações telefônicas."
Assinale a alternativa que corretamente dispõe sobre os pedidos de interceptação telefônica em questão.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido com pena de detenção ou reclusão, a depender do caso, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação ilícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de detenção, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.
Por ser o crime de ameaça punido exclusivamente com pena de reclusão, as degravações da segunda interceptação, originárias de uma primeira interceptação lícita, não podem servir como meio de prova.

O sistema de avaliação da prova que o Brasil adotou como regra geral foi o da persuasão racional ou livre convencimento motivado, ou seja, não há hierarquia entre as provas. O juiz pode valorá-las como entender mais adequado, contanto que fundamente sua decisão na prova colhida em contraditório, conforme artigo 155 do Código de Processo Penal. A doutrina processual penal afirma serem vários os princípios aplicáveis às provas de maneira complementar.
Considerando o contexto relacionado aos princípios aplicáveis as provas, avalie as afirmativas a seguir:
I – No Princípio da aquisição ou comunhão de prova, a prova não pertence às partes, mas sim ao processo. Desse modo, quando levada aos autos, acusação, defesa e juiz podem dela se utilizar independentemente de quem as tenha produzido.
II – Referente ao Princípio da liberdade probatória, as partes podem utilizar quaisquer meios permitidos em direito para provar um fato útil a comprovar a sua pretensão. Estão vedados, no entanto, os meios ilícitos, que violem normas legais e constitucionais.
III – Denomina-se Princípio da presunção de inocência: chamado de estado de inocência por alguns doutrinadores, tal princípio dispõe que ninguém pode ser considerado culpado até instaurado o inquérito policial.
IV – De acordo com o Princípio da inexigência da autoincriminação, ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

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