Prévia do material em texto
Mycobacterium As bactérias do gênero Mycobacterium são bacilos álcool-ácido-resistentes (BAAR), o que significa que não podem ser coradas pelo método de Gram. Isso ocorre porque sua parede celular apresenta uma composição única, distinta das bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Essa característica exige o uso de métodos de coloração especiais, como a Ziehl-Neelsen, que as fazem adquirir uma coloração vermelha. Esses microrganismos são bastonetes aeróbios e imóveis, ou seja, não possuem flagelos para locomoção. Além disso, não formam endósporos (Relembrando: endósporos são estruturas de resistência bacterianas, permitindo que essas células atravessem períodos hostis e garantam sua persistência ao longo do tempo). Mycobacterium é conhecido por ser nutricionalmente exigente, o que significa que muitas espécies necessitam de meios de cultura enriquecidos e condições específicas para crescer, dificultando o estudo em laboratório. Embora a maioria das espécies seja de vida livre e não patogênica, algumas são agentes causadores de doenças graves em humanos. Parede Celular A parede celular das bactérias do gênero Mycobacterium é altamente complexa e única, composta por diversas camadas que conferem propriedades especiais à bactéria. A primeira camada é formada por peptídeoglicanos, uma estrutura comum em bactérias que fornece rigidez e suporte à célula. Acima dela, encontra-se o arabinogalactano, uma molécula essencial das micobactérias, que serve como ponte estrutural para os componentes mais externos. A camada mais externa é composta pelos ácidos micólicos, moléculas lipídicas de cadeia longa que conferem à parede celular um alto conteúdo lipídico, tornando-a hidrofóbica e resistente a ácidos e ressecamento, por exemplo. É o principal componente da parede celular dessas bactérias. A parede celular também apresenta baixa permeabilidade, dificultando a entrada de muitos antimicrobianos e contribuindo para a resistência intrínseca dessas bactérias. Por causa dessas características, as micobactérias são extremamente difíceis de eliminar do ambiente. A estrutura complexa da parede celular, especialmente a síntese de componentes como os ácidos micólicos, também é responsável pelo crescimento lento das micobactérias. Além disso, outros componentes importantes da parede celular incluem os lipoarabinomananas (LAM), glicolipídios localizados na superfície da célula que atuam como antígenos de superfície, interagindo com o sistema imunológico do hospedeiro. Há também algumas proteínas ancoradas na membrana. Todas essas características tornam as espécies do gênero Mycobacterium notavelmente resistentes e persistentes, sendo difícil de eliminar do ambiente. Essas característica servem para todas as espécies de Mycobacterium. Mycobacterium tuberculose O Mycobacterium tuberculosis é o principal agente etiológico da tuberculose, embora não seja o único. Outras espécies do Complexo Mycobacterium tuberculosis também podem causar tuberculose em seres humanos ou animais, como Mycobacterium bovis e Mycobacterium africanum. Uma característica importante da resposta imunológica contra o M. tuberculosis é que os anticorpos formados durante a infecção dificilmente conseguem controlar a doença. O controle da infecção depende, em grande parte, da resposta imunológica celular, enquanto a resposta humoral (mediada por anticorpos) tem pouca eficácia. Após a infecção, o M. tuberculosis pode permanecer em estado latente (dormente) por muitos anos no organismo, sem causar sintomas. Isso permite que a pessoa esteja infectada sem saber, até que condições favoráveis, como imunossupressão, permitam sua reativação. No laboratório, as colônias de M. tuberculosis apresentam um crescimento lento devido às exigências nutricionais e à complexidade de sua parede celular. Em meios de cultura, algumas colônias têm aparência característica e, por vezes, podem lembrar colônias de fungos. A bactéria também possui cinco sistemas de secreção na superfície celular. Esses sistemas desempenham funções importantes, como a liberação de proteínas para o ambiente e a captação de ferro, um nutriente essencial para o metabolismo da bactéria. Desses sistemas o ESX-1 é importante e vamos falar dele posteriormente. A parede celular de M. tuberculosis segue o padrão do gênero Mycobacterium, com algumas peculiaridades. Então tem membrana citoplasmática, temos proteínas proteína imersas nessa membrana, proteína na parede celular. Sobre a membrana, encontra-se o peptídeoglicano, composto por ligações glicosídicas entre açúcares. No entanto, diferentemente de outras bactérias, o M. tuberculosis não possui N-acetilmurâmico (NAM). Em seu lugar, há o ácido N- glicolilmurâmico, o que confere uma singularidade ao peptídeoglicano micobacteriano. Essa camada de peptídeoglicano é fina, lembrando a parede de bactérias Gram-negativas. Acima do peptídeoglicano estão o arabinogalactano e o LAM (lipoarabinomanana), além de uma camada espessa de ácidos micólicos. Esses ácidos lipídicos, já discutidos anteriormente, conferem resistência química, impermeabilidade e persistência ambiental à bactéria. Associada aos ácidos micólicos tem moléculas de glicolipídios conhecidos como fator corda, que confere uma característica marcante ao M. tuberculosis. Esse fator promove o agrupamento das bactérias em estruturas semelhantes a "cordas", que podem ser visualizadas ao microscópio e são características no diagnóstico laboratorial. Além disso, o fator corda está associado à progressão clínica da tuberculose. Tuberculose A M.tuberculosis não é transmitida por contato direto, mas sim pela inalação de gotículas contaminadas, expelidas por indivíduos infectados durante a tosse, fala ou espirro. Essas gotículas, ao serem inaladas, carregam a bactéria para os pulmões, que é o principal foco da infecção. Embora o pulmão seja o local primário de infecção, a doença pode apresentar manifestações em outras regiões. Em cerca de 3,5% dos casos, antes do surgimento de sintomas pulmonares, podem aparecer lesões bucais. Essas lesões, porém, só ocorrem após a infecção pulmonar, mesmo que os sintomas pulmonares ainda não sejam aparentes. Para profissionais da saúde, especialmente dentistas, é crucial estar atento a lesões bucais que possam estar associadas à tuberculose. Mecanismos de Patogenicidade O M. tuberculosis é altamente adaptado para sobreviver no ambiente hostil do sistema imunológico humano. Seus principais mecanismos de patogenicidade incluem: Resistência a espécies reativas de oxigênio e nitrogênio: A bactéria é capaz de neutralizar os radicais livres produzidos pelos macrófagos, que são normalmente usados para destruir patógenos. Inibição da formação do fagolisossoma: Após ser fagocitada pelos macrófagos, a bactéria impede a fusão do fagossoma com o lisossoma, que seria essencial para a sua destruição. Escape do fagossoma: Algumas bactérias conseguem escapar do fagossoma e entrar no citoplasma do macrófago, onde continuam a sobreviver e se multiplicar. Inibição da apoptose do macrófago: A bactéria bloqueia o processo de apoptose do macrófago, o que permite sua sobrevivência prolongada dentro da célula hospedeira. Etapas da Infecção 1. Transmissão e Infecção Inicial: A infecção ocorre pela inalação de gotículas contendo a bactéria. Essas gotículas são geradas por pacientes infectados que estão liberando o patógeno no ambiente. 2. Fagocitose: Após a inalação, as bactérias chegam aos alvéolos pulmonares, onde são fagocitadas pelos macrófagos residentes. Os macrófagos reconhecem e internalizam o M. tuberculosis. 3. Sobrevivência ou Eliminação no Macrófago: Dentro do macrófago, a bactéria pode ser eliminada se o sistema imunológico for eficaz.Caso contrário, a bactéria utiliza seus mecanismos de evasão para sobrevivere começar a se multiplicar no interior da célula. Os macrófagos infectados liberam mediadores inflamatórios, como citocinas, para recrutar outras células do sistema imunológico, incluindo células NK e linfócitos T. 4. Ativação do Sistema Imunológico Adaptativo: Os linfócitos T ativados produzem interferon-gama, que aumenta a capacidade dos macrófagos de combater a infecção. Se mesmo assim a bactéria não for eliminada, mais células imunológicas são recrutadas para o local da infecção. 5. Formação do Granuloma: Quando a bactéria não é eliminada, forma-se um granuloma. Esse granuloma é uma estrutura composta por macrófagos, linfócitos e outras células imunológicas, que têm o objetivo de isolar e conter a bactéria. Dentro do granuloma, o M. tuberculosis pode permanecer em um estado latente por anos. Tudo começa com a chegada do M. tuberculosis aos alvéolos pulmonares, onde os macrófagos alveolares fagocitam a bactéria em uma tentativa de eliminá-la. No entanto, devido aos mecanismos de evasão do M. tuberculosis, a bactéria sobrevive e começa a se multiplicar dentro dos macrófagos. Percebendo que não consegue eliminar a bactéria sozinho, o macrófago libera mediadores inflamatórios, recrutando outras células imunológicas para o local da infecção. Conforme o granuloma se forma, alguns macrófagos se diferenciam em células espumosas, caracterizadas por um acúmulo de lipídios em seu citoplasma. Esses lipídios desempenham um papel duplo: Servem como nutrientes para o M. tuberculosis caso o granuloma se rompa. Contribuem para a estrutura do granuloma, ajudando a conter a infecção. Neoformação de vasos sanguíneos (angiogênese) ocorre no local do granuloma, o que melhora o suprimento de nutrientes e oxigênio para as células imunes, mas também pode favorecer a sobrevivência da bactéria a longo prazo. Externamente, os linfócitos formam uma camada ao redor do granuloma, reforçando a tentativa de isolar a bactéria do restante do tecido. O granuloma pode evoluir para necrose caseosa. Essa necrose resulta da destruição das células no centro do granuloma, devido à inflamação crônica e à falta de oxigênio. Caso o granuloma se rompa, ele pode liberar bactérias viáveis no ambiente pulmonar ou na corrente sanguínea, permitindo que a infecção se espalhe para outros tecidos e órgãos. A formação do granuloma é uma tentativa do sistema imunológico de conter a infecção, mas também cria um ambiente onde o M. tuberculosis pode persistir em estado latente. Epidemiologia OBS: ela leu o slide, adicionando algumas coisas, mas não acho essa parte importante. Brasil é área endêmica Vacina BCG No Brasil, a vacinação contra a tuberculose foi introduzida em 1976, com a obrigatoriedade de vacinar todas as crianças nos primeiros anos de vida. Entre 1980 e 1997, houve um aumento gradual na cobertura vacinal, atingindo 100%, um patamar que se manteve até 2015. Contudo, desde então, a cobertura vacinal tem diminuído, o que representa um desafio significativo para o controle e eventual erradicação da tuberculose. A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é desenvolvida a partir de uma cepa atenuada do Mycobacterium bovis, que perdeu sua capacidade de causar doença, mas ainda estimula uma resposta imunológica eficaz. Desde a sua criação, há mais de 100 anos, não houve grandes melhorias na formulação da BCG. Diferentemente de muitas vacinas, que promovem predominantemente uma resposta humoral (mediada por anticorpos), a BCG é projetada para gerar uma resposta imunológica celular, com a ativação de linfócitos T. Quando administrada, a BCG provoca uma reação inflamatória local, que muitas vezes resulta na formação de uma lesão na pele que cicatriza com o tempo. A proteção conferida pela BCG não previne totalmente a infecção pela M. tuberculosis, mas é extremamente eficaz em reduzir os casos graves da doença Não vai prevenir 100%, mas vai evitar as formas graves. Um aspecto interessante da BCG é sua capacidade de induzir imunidade inata treinada. Esse processo ocorre porque a vacina estimula células do sistema imunológico inato a responderem de forma mais eficaz não apenas ao M. tuberculosis, mas também a outros patógenos. Diagnóstico O diagnóstico da tuberculose é realizado, inicialmente, por meio de testes de triagem, como o teste da tuberculina (ou teste PPD), seguido de testes confirmatórios em casos suspeitos. O teste da tuberculina consiste na injeção intradérmica de um extrato proteico derivado do M. tuberculosis. Após a injeção, o paciente deve retornar entre 48 e 72 horas para avaliação da área de aplicação. Se houver formação de uma pápula maior que 5mm, o teste é considerado positivo. Essa reação cutânea, chamada de reação de Mantoux, é uma resposta imunológica celular, mediada por linfócitos T sensibilizados que reconhecem os antígenos do M. tuberculosis. Porém, indivíduos vacinados com BCG também apresentam resultado positivo no teste PPD, uma vez que a vacina induz a produção de linfócitos T reativos a antígenos do Mycobacterium bovis. Então o PPD não consegue identificar se a pessoa está infectada ou se só foi vacinada. Além disso, o teste apenas indica que a pessoa foi exposta a antígenos de micobactérias, mas não se sabe se a bactéria está ativa ou em estado latente. Apesar dessas limitações, o PPD continua sendo amplamente utilizado porque em casos de infecção recente ou ativa, a reação cutânea costuma ser maior e mais pronunciada. No entanto, um teste positivo no PPD é apenas indicativo e precisa ser complementado com outros métodos. O IGRA é um teste que avalia a capacidade dos linfócitos T do paciente de produzir interferon-gama em resposta a antígenos de M. tuberculosis. Esses antígenos são liberados pelo sistema de secreção ESX-1, presente em M. tuberculosis, mas ausente na cepa atenuada do M. bovis usada na vacina BCG. Isso significa que o IGRA consegue diferenciar uma infecção por M. tuberculosis de uma resposta vacinal. A baciloscopia é um método direto que permite a visualização de Mycobacterium tuberculosis em amostras clínicas, como escarro. A amostra é corada por técnicas específicas para identificar bacilos álcool-ácido-resistentes. Esse exame é feito apenas em pacientes sintomáticos, com suspeita de tuberculose ativa, e pode revelar bactérias viáveis dentro de macrófagos. Tratamento O paciente é medicado, apesar da resistência a drogas que a bactéria apresenta. É uma associação de 4 drogas em 1 comprimido. Hanseníase História Mycobacterium leprae O Mycobacterium leprae é o principal agente causador da hanseníase e apresenta diversas similaridades com o M. tuberculosis, como a composição da parede celular rica em lipídeos, a resistência a corantes do método de Gram e a classificação como bacilo álcool-ácido-resistente. Entretanto, diferentemente do M. tuberculosis, o M. leprae não pode ser cultivado em meios de cultura artificiais, o que limita nosso conhecimento sobre sua biologia, mecanismos de patogenicidade e fatores específicos de virulência. Se a gente sabe pouco do M. tuberculosis, do M. leprae sabemos menos ainda. O M. leprae possui uma característica marcante: ele adere e invade o sistema nervoso periférico, o que desempenha um papel central na sua patogênese. A infecção induz uma resposta imunológica predominantemente celular, com participação de linfócitos T. E os anticorpos produzidos durante a resposta humoral têm pouca ou nenhuma eficácia em combater a bactéria. Entre os componentes estruturais de sua parede celular, destaca-se o PGL-1,um glicolipídeo essencial para os processos de adesão do M. leprae. Outros componentes incluem peptídeoglicano, arabinogalactano e ácidos micólicos, presentes do gênero mycobacterium, que conferem resistência a condições adversas e ao ataque do sistema imunológico. Há duas principais formas de hanseníase. A primeira é a tuberculoide, tambémconhecida como paucibacilar, ou seja, tem poucos bacilos, e pode evoluir para o segundo tipo que é a lepromatosa, ou multibacilar, pois se encontra muitos bacilos em amostras clínicas dos tecidos. É nessa fase que a doença se torna altamente contagiosa. A hanseníase é transmitida principalmente por gotículas de saliva eliminadas por indivíduos infectados ao tossir, espirrar ou falar. Além disso, em ambientes clínicos, como em odontologia, o uso de dispositivos que geram aerossóis infecciosos(usados em pacientes infectados) pode aumentar o risco de transmissão. Patogenicidade A infecção começa quando o bacilo entra em contato com os pulmões do hospedeiro, onde encontra os macrófagos alveolares. Dentro dessas células, ele consegue sobreviver e se multiplicar. Em seguida, pode se disseminar pela corrente sanguínea, alcançando o SNP. Um dos fatores importantes de virulência do M. leprae é o PGL-1, uma molécula presente na sua parede celular. O PGL-1 atua como adesina, permitindo que a bactéria se fixe às células de Schwann no SNP. Essa adesão é o ponto de partida para a sintomatologia do paciente. Sintomatologia Forma Tuberculoide (Paucibacilar) Na forma tuberculoide, o paciente apresenta uma resposta imunológica celular robusta, com ativação intensa de macrófagos e recrutamento de linfócitos T. Essa resposta é eficiente em conter a multiplicação do bacilo, resultando em uma carga bacteriana muito baixa. Essa forma da doença não é altamente contagiosa e está associada a lesões cutâneas bem definidas, assimétricas e indolores. Nessas lesões, não é possível detectar bacilos através da baciloscopia. O diagnóstico da forma tuberculoide pode ser auxiliado pela reação positiva à lepromina, um antígeno do M. leprae que desencadeia uma resposta celular nos indivíduos. Forma Lepromatosa (Multibacilar) Na forma lepromatosa, a resposta imunológica celular é substituída por uma resposta humoral. Mas os anticorpos não são suficientes para conter a disseminação da bactéria, que se multiplica descontroladamente nos tecidos. Essa forma é altamente contagiosa, com grande quantidade de bacilos presentes nos tecidos e secreções nasais. O paciente pode contaminar o ambiente e outras pessoas através de gotículas respiratórias. As lesões na forma lepromatosa são mais graves, ulceradas, difusas e frequentemente infectadas. Também podem ocorrer deformidades devido à reabsorção óssea e pode ter osteomielite então fica parecendo que os dedos estão caídos. As vezes o tecido entra em necrose, tendo perda tecidual. Nessas lesões, a baciloscopia é altamente positiva, facilitando o diagnóstico. Na fase lepromatosa, o paciente apresenta uma reação negativa à lepromina, indicando a ausência de uma resposta celular. 3. Forma Borderline (Intermediária) A forma borderline é intermediária entre as formas tuberculoide e lepromatosa. Ela vai apresentar lesões semelhantes à forma tuberculoide, mas são maiores e mais numerosas. Nessa etapa, há uma mistura de resposta celular e humoral, mas nenhuma das duas é suficiente para conter a progressão da doença. Se não tratado, o paciente pode evoluir para a forma lepromatosa. A baciloscopia na forma borderline pode variar: em fases iniciais, há poucos bacilos, enquanto em estágios mais avançados, o número de bactérias pode aumentar. A imunidade celular vai diminuindo a medida que o paciente evolui para a forma boderline e lepromatosa, e em compensação a resposta humoral vai aumentando. Entretanto, a resposta humoral é incapaz de conter a disseminação da bactéria, o que explica o aumento da carga bacilar e a gravidade das manifestações clínicas na forma lepromatosa. Se fizer baciloscopia: Forma Tuberculoide: Poucas bactérias detectáveis. Forma Lepromatosa: Grande quantidade de bacilos na baciloscopia. Forma Borderline: variabilidade na baciloscopia, dependendo do momento que for feito. Então somente na fase lepromatosa que a baciloscopia vai ter valor para nos dar o diagnóstico. Tratamento O tratamento para hanseníase pode ser feito em qualquer momento da doença. Desafios Brasil tem alta incidência; Estigma: até pouco atrás espalhava-se que hanseníase não tem cura e que se tivesse ia perder os dedos, sendo que se tratada ainda na forma tuberculoide, não vai chegar na lepromatosa e ter perda tecidual. Diagnóstico