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Prof.ª Drª Ana Carolina Trindade O objetivo da análise de potabilidade da água é verificar se a água está própria para o consumo humano, atendendo aos padrões de qualidade estabelecidos por órgãos reguladores (como o Ministério da Saúde no Brasil, pela Portaria GM/MS nº 888/2021). • Avaliar a segurança sanitária da água: Detectar presença de microrganismos patogênicos (ex: coliformes, E. coli) que podem causar doenças. • Verificar parâmetros físico-químicos: Como pH, turbidez, cor, cloro residual, ferro, nitrato, etc., que indicam qualidade e tratamento adequado. • Detectar contaminantes tóxicos: Como metais pesados (chumbo, mercúrio), agrotóxicos, solventes orgânicos, que são nocivos à saúde mesmo em pequenas quantidades. • Garantir conformidade com a legislação: Assegurar que a água atende aos limites legais para ser considerada potável. • Prevenir riscos à saúde pública: Identificar falhas no sistema de abastecimento ou contaminações pontuais. Cor NATURAL: teor de matéria matéria orgânica decomposta e íons de Fe e Mn; ALTERADA: ações antropogênicas MEDIDA • Baseada na intensidade da cor amarela; • Utilizando uma escala de cores (Escala de Platina-cobalto ou Escala APHA Hazen), unidade mg Pt/L; • Análises visuais ou instrumentais. Turbidez É uma medida que representa o quanto uma amostra de água interfere na luz que passa por ela. Turbidez elevada pode dificultar a ação do cloro residual e favorecer a sobrevivência de microrganismos patogênicos. MEDIDA • Realizada no TURBIDÍMETRO (método espectroscópico) • Unidade: NTU (unidade nefelométrica de turbidez - mede a dispersão de luz). Alcalinidade A alcalinidade é a capacidade da água de neutralizar ácidos. Em outras palavras, é o poder tampão da água — sua resistência a variações de pH. Ela está relacionada principalmente à presença de: • Bicarbonatos (HCO₃⁻) • Carbonatos (CO₃²⁻) • Hidróxidos (OH⁻) MEDIDA A dosagem é feita por titulação ácido-base, geralmente com ácido sulfúrico (H₂SO₄) ou ácido clorídrico (HCl) e indicadores como fenolftaleína e vermelho de metila. Alcalinidade pH O termo pH representa a concentração de íons hidrogênio em uma solução. Na água, esse fator é de excepcional importância, principalmente nos processos de tratamento. Ele é medido e ajustado sempre que necessário para melhorar o processo de coagulação/floculação da água e também o controle da desinfecção. A Portaria GM/MS nº 888/2021 recomenda que o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5 no sistema de distribuição. Cloro residual É a quantidade de cloro que permanece na água após a desinfecção. Serve para garantir que a água continue desinfetada durante sua distribuição até a torneira do consumidor. A Portaria GM/MS nº 888/2021 recomenda que deve-se manter, no mínimo, 0,2 mg/L de cloro residual livre ou 2 mg/L de cloro residual combinado em toda a extensão do sistema de distribuição. O objetivo do exame microbiológico da água é fornecer subsídio a respeito da sua potabilidade, isto é, ausência de risco de ingestão de microorganismos causadores de doenças, geralmente provenientes da contaminação pelas fezes humanas e outros animais de sangue quente. Microorganismos presentes nas águas naturais são, em sua maioria, inofensivos à saúde humana. A água potável NÃO deve conter microorganismos patogênicos e deve estar livre de bactérias indicadoras de contaminação fecal! Indicadores de contaminação fecal - bactérias de referência são as do grupo coliforme (cujo principal representante é a Escherichia coli. • Bacilos gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, fermentadores de lactose; • A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo. • Coliformes termotolerantes (Fecais) - subgrupo das bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5 ± 0,2oC em 24 horas; tendo como principal representante a Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal. • São encontradas nas fezes de animais de sangue quente, inclusive dos seres humanos; • São facilmente detectáveis e quantificáveis por técnicas simples e economicamente viáveis, em qualquer tipo de água; • Sua concentração na água contaminada possui uma relação direta com o grau de contaminação fecal desta; • Tem maior tempo de sobrevivência na água; • São mais resistentes aos agentes tensoativos e agentes desinfetantes do que bactérias patogênicas. Art. 3º: Toda água destinada ao consumo humano, distribuída coletivamente por meio de sistema - SAA (rede pública), solução alternativa coletiva de abastecimento de água ou carro-pipa (SAC), deve ser objeto de controle e vigilância da qualidade da água. Art. 4º: Toda água destinada ao consumo humano proveniente de solução alternativa individual de abastecimento de água - SAI (Poço, cisterna) está sujeita à vigilância da qualidade da água. Em ambas as situações não é permitida a presença de Escherichia coli na água para consumo humano. TABELA DE PADRÃO BACTERIOLÓGICO DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO. • As amostras devem ser coletadas em frascos de vidro branco, boca larga, com tampa de vidro esmerilhada, bem ajustada, capacidade de 125 mL, previamente esterilizados (adicionados de 0,1 mL (2 gotas) de tiossulfato de sódio a 10%); ou • Saco plástico estéril, descartável, contendo pastilha de tiossulfato de sódio. Nesta técnica, uma pequena quantidade da amostra (geralmente 0,1 mL) é depositada na superfície de uma placa de Petri contendo meio de cultura sólido. Em seguida, a amostra é espalhada suavemente com uma alça drigalski, formando uma fina camada sobre a superfície. Microrganismos crescem apenas na superfície. A amostra (geralmente 1 mL) é colocada em uma placa de Petri vazia, e em seguida, adiciona-se meio de cultura ainda líquido (mas resfriado). A mistura é então homogeneizada e deixada solidificar. Microrganismos crescem tanto na superfície quanto dentro do meio. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20