Prévia do material em texto
Insuficiência Renal Disciplina: Saúde do Adulto Centro Universitario Uninovafapi A insuficiência renal, também chamada de disfunção renal, é uma condição na qual os rins perdem parcial ou totalmente a capacidade de filtrar e eliminar resíduos e toxinas do sangue. Essa falha no funcionamento pode ser aguda ou crônica. Em ambas as formas, o acúmulo de toxinas e a incapacidade de regular adequadamente os eletrólitos, o equilíbrio ácido-base e a excreção de fluidos podem resultar em uma série de complicações sistêmicas, incluindo hipertensão, anemia e desequilíbrios eletrolíticos, como hiperpotassemia. definição • Doenças crônicas (diabetes, hipertensão) • Idade avançada • Doenças cardiovasculares • Medicamentos nefrotóxicos • Desidratação • Doenças autoimunes • Infecções graves • Obstrução urinária • Exposição a toxinas • Histórico familiar Fatores de risco A insuficiência renal é classificada em duas principais categorias: 1. Insuficiência Renal Aguda (IRA): • Perda rápida e súbita da função renal, geralmente reversível. • Classificada em: • Pré-renal: Causada pela redução do fluxo sanguíneo para os rins (ex.: desidratação, choque). • Renal: Lesão direta nos rins (ex.: inflamação, toxicidade de medicamentos). • Pós-renal: Obstrução no trato urinário (ex.: cálculos, tumores). 2. Insuficiência Renal Crônica (IRC): • Perda lenta e progressiva da função renal, irreversível. • Classificada em cinco estágios, com base na taxa de filtração glomerular (TFG), sendo o estágio 5 a falência renal total, exigindo diálise ou transplante. Classificação A fisiopatologia da insuficiência renal, aguda ou crónica, pode ter diversos níveis. Se a patologia que danifica os rins se encontra “antes” dos rins, é denominada como insuficiência renal de causa pré-renal, como por exemplo nos casos associados a insuficiência cardíaca ou a depeleção de volume nos vasos. Fisiopatologia O diagnóstico da insuficiência renal envolve: • Anamnese e exame físico: Identificação de sintomas (fadiga, edema, alterações urinárias) e fatores de risco. • Exames de sangue: Medição de creatinina e ureia para avaliar a função renal. • Taxa de Filtração Glomerular (TFG): Estimativa da função renal com base nos níveis de creatinina. • Exame de urina: Detecção de proteínas, sangue ou outros sinais de dano renal. • Ultrassom renal: Avaliação da estrutura dos rins, buscando obstruções ou anormalidades. • Biópsia renal: Usada em casos específicos para investigar a causa do dano renal. • Exames de imagem adicionais: Tomografia ou ressonância para detalhes estruturais mais complexos. diagnóstico O tratamento médico da insuficiência renal depende da causa e gravidade, e pode incluir : o controle das causas subjacentes (diabetes, hipertensão), uso de medicamentos como diuréticos e anti-hipertensivos, dieta restrita em sal, potássio e proteínas, e, em casos avançados, diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal). O transplante renal pode ser necessário em casos graves. Acompanhamento médico contínuo é essencial. outras formas de tratamento incluem intervenções dietéticas personalizadas, terapias baseadas em estilo de vida, controle de peso e exercícios físicos moderados. Suplementação nutricional e fitoterapia, com o uso cauteloso de plantas medicinais, também podem ser exploradas. Além disso, há intervenções tecnológicas, como diálise portátil e rins artificiais bioengenheirados, ainda em desenvolvimento. A medicina regenerativa, como as terapias com células-tronco, também está sendo estudada como uma opção futura para regenerar o tecido renal danificado. tratamento médico Diagnóstico e prescrição de enfermagem • Déficit de volume de líquidos: Monitorar balanço hídrico, sinais de desidratação e ajustar ingesta de líquidos conforme prescrição. • Excesso de volume de líquidos: Monitorar peso diário, sinais de edema e res tringir líquidos e sódio conforme orientação. • Risco de desequilíbrio eletrolítico: Monitorar eletrólitos, restringir alimentos ricos em potássio e observar sinais de desequilíbrios. • Fadiga: Planejar atividades com descanso, incentivar exercícios leves e administrar medicamentos para anemia. • Nutrição desequilibrada: Oferecer refeições fracionadas, ajustar dieta com nutricionista e administrar antieméticos conforme necessidade. INSUFICIÊNCIA renal aguda e crônica: epidemiologia, diagnóstico e tratamento. SanarMed, 20 jul. 2022. Disponível em: https://sanarmed.com/insuficiencia-renal-aguda-e-cronica-epidemiologia-diagnostico-e- tratamento-carreiramed. Acesso em: 8 out. 2024. INSUFICIÊNCIA renal. Viver Bem Unimed BH. Disponível em: https://viverbem.unimedbh.com.br/prevencao-e- controle/insuficiencia-renal/. Acesso em: 8 out. 2024. INSUFICIÊNCIA renal. Nefromed. Disponível em: https://nefromed.com.br/. Acesso em: 8 out. 2024. referências : Discentes : Evilly Victoria Varão da Luz Raysa Virgínia Santos da Silva Yara Domingues Cunha Bruno Menez Feitosa Alencar Yasmim Jesus Soares e Silva Zuylla Marques de Andrade Sobrinha