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TROMBOEMBOLISMO VENOSO TVP e TEP TEP sempre será precedido de TVP 90% de MMII 70% pacientes com Embolia Pulmonar tem TVP quando diagnosticado Quanto mais Proximal a TVP Maior risco de TEP TEP pode ser detectada em 50% dos pacientes com TVP Proximal TROMBOEMBOLIA PULMONAR SÚBITO/ inesperado Fatores de risco: · Imobilização prolongada · Cirurgia recente · Tabagismo · Obesidade · ACO ou TRH · Gestação e período puerperal · Câncer · Trauma · DPOC, cardiopatias crônicas, SAF, HAS · Trombofilias · Viagens de avião prolongadas Consequências pulmonares do TEP: · Hipoxemia: · Desequilíbrio ventilação/perfusão · Atelectasia e formação de exsudato alveolar: a isquemia dos ácinos libera SEROTONINA (responsável pela broncoconstrição e produção de surfactante) · As áreas atelectásicas recebem perfusão de sangue pobremente oxigenado, que deveria ser oxigenado. Com isso o sangue passa da D para E (desvio ou shunt) sem receber oxigênio. · Hiperventilação que ocorre por estimulação dos receptores J alveolares pelos mediadores humorais (e não por hipóxia), levando à alcalose respiratória. · Gasometria arterial: alcalose respiratória e hipoxemia · Cor pulmonale: ocorre quando > 40-50% de obstrução Consequências CV do TEP: · Hipertensão arterial pulmonar: a SEROTONINA é vasoconstritora. · Com o aumento da resistência vascular pulmonar (obstrução + efeito vasoconstritor da serotonina), há piora da hipoxemia. · Cor pulmonale (principal mecanismo de óbito da embolia pulmonar): o aumento súbito e importante na pressão arterial pulmonar, eleva muito a pós-carga no VD, causando disfunção sistólica e, consequentemente, redução do DC, que pode reduzir a perfusão coronariana e levar ao IAM. Isso pode levar de uma hipotensão arterial até choque cardiogênico. Instalação súbita Pode apresentar turgência jugular Manifestações clínicas: variável Suspeita: todo paciente com algum fator de risco que desenvolva dispneia súbita e ausculta pulmonar inocente · Taquipneia (PRINCIPAL SINAL) · Dispneia (PRINCIPAL SINTOMA): causada pela hipóxia · Dor torácica (pleurítica) · Hemoptise Se grave (TEP maciço)... instabilidade hemodinâmica por · Hipotensão (choque obstrutivo) · Cor pulmonale: súbita. sangue chega no VD, mas não consegue ejetar sangue gerando cor pulmonale agudo (insuficiência do VD) · Detalhe: · BNP (sofrimento do VD) · Troponina elevada (aumento pressórico no VD que comprime a parede ventricular D que leva a áreas de microinfartos no VD) Exames complementares: nenhum fecha diagnóstico... · ECG: útil para excluir IAM · Alteração mais específica: padrão S1Q3T3 (S em D1/ Q em D3/ T invertida em D3) não dá diagnóstico, apenas reforça a hipótese. Achado incomum que ocorre mais no TEP maciço. · Onda Q e S são negativas · Q: onda negativa antes da onda R · S: onda negativa após a onda R · A inversão da onda T em V1 a V4 representa sobrecarga do VD · Taquicardia sinusal é a alteração mais comum, mas pouco específica. Causada pela descarga adrenérgica · Raio X de tórax: não confirma a diagnóstico. Os achados mais específicos, porém raros são... · Sinal de Westermark: oligoemia localizada (local no tórax que está mais escuro) por oclusão de uma artéria segmentar ou lobar · Corcova de Hampton: hipotransparência triangular periférica (base da pleura) por infarto pulmonar · Ecocardiograma: se disfunção VD = pior prognóstico, pois mostra TEP maciço · Marcadores: · Elevação BNP ou troponina: TEP maciço / mais grave = pior prognóstico · D-DÍMERO (produto de degradação da fibrina): aumenta em situações em que se formam trombos (pós-operatório) · O grau de elevação reflete a extensão da trombose · Altamente sensível, logo alto VPN · Fibrinogênio: reduzido, pois é convertido em fibrina · Gasometria: PaO2 não é um parâmetro confiável para suspeitar ou afastar TEP D-dímero Produto da degradação da fibrina Quantificação pelo ELISA Normal se 100: 1,5 Imobilização >3 dias / CX 100 (taquicardia): 1,5pts - Imobilização ou cirurgia recente: 1,5pts - TVP/TEP prévio: 1,5pts - Hemoptise: 1pt - Malignidade: 1pt · Alta probabilidade: Wells ≥ 5 Angio-TC (não pedir D-dímero antes) · Baixa probabilidade: Wells ≤ 4 D-dímero · Normal (espirado x tempo · Parâmetros espirométricos: · VEF1 (volume expiratório forçado do 1º segundo) · CVF (capacidade vital forçada): volume expiratório do teste inteiro VEF1 CVF VEF1/CVF (Índice de Tiffenau) Obstrutivo (DPOC, asma)** Cai muito Cai 200ml e > 12% = ASMA PNEUMOCONIOSE (silicose/asbestose): “doença pulmonar por inalação de partículas no trabalho” Fisiopatologia: inalação de micropartículas que chegam ao alvéolo, causando inflamação (alveolite) e, consequentemente, fibrose (restrição) Diagnóstico: não precisa de biópsia · História ocupacional (principal: construção civil) · Raio X de tórax · Se for silicose.. É SUPERIOR · Infiltrado micronodular em zonas superiores (fase inicial) · Fibrose em zonas superiores (fase mais avançada) · Linfonodos torácicos com calcificação em casca de ovo (“eggshell”) · Silicose aumenta risco de TB doença por modificação de estruturas de zona superior Só para lembrar... Pneumopatias intersticiais difusas · Fibrose: padrão restritivo · Fibrose superior: silicose e sarcoidose · Fibrose inferior: fibrose pulmonar idiopática (principal pneumopatia intersticial difusa) DPOC Definição: obstrução crônica e geralmente irreversível Fisiopatologia: 2 mecanismos... · Bronquite crônica obstrutiva (inflamação da parede dos brônquios). A inflamação causa diminuição do calibre dos brônquios com obstrução ao fluxo aéreo e vai sendo convertida em fibrose, dando caráter de irreversível. Toxicidade do cigarro leva a inflamação da via aérea a custas de macrófagos e neutrófilos, que causam inflamação/fibrose. · Enfisema pulmonar: destruição progressiva dos septos pulmonares (septos alveolares não se refazem, dando caráter irreversível), formando grandes espaços aéreos com reduzido poder de troca gasosa. Tabagismo faz liberar enzimas proteolíticas para a via aérea, destruindo os septos alveolares. Fator de risco: · TABAGISMO: pelos 2 mecanismos. Os danos causados continuam acontecendo após cessar o tabagismo, porém mais lentamente. · O risco de DPOC tem relação com a carga tabágica e com a idade de início · Deficiência de alfa 1-antitripsina (começa a liberar enzima proteolíticas tempo todo): só enfisema Fisiopatologia (continuação)... Hipoxemia: causada pelo desequilíbrio V/Q nas fases avançadas Obstrução ao fluxo de ar: mais acentuada na expiração. Cronicamente vai sendo guardado alíquotas de ar, gerando hiperinsuflação (“entra, mas sai pouco”): retificação do diafragma, hipotransparência Hipoventilação alveolar progressiva: · O ar tem dificuldade de chegar na parte final do alvéolo ausculta silenciosa (MV diminuídos) · Vai jogar menos CO2 para fora (retentor) e vai captar menos O2 (dispneia, cianose) · Centro bulbar percebe retenção de CO2 e estimula o aumento da ventilação (drive respiratório). Na DPOC, o centro bulbar fica resistente ao CO2, fazendo o drive respiratório não depender mais do CO2, passando a ficar dependente da hipoxemia (mudança do drive respiratório). Na hora de ofertar O2 para DPOC, não posso dar para corrigir por completo a hipoxemia e apenas para aliviar, pois o DPOC precisa da hipoxemia para respirar. · DPOC é retentor crônico de CO2, logo seu drive respiratório passa a depender da hipoxemia (paciente respira enquanto há hipoxemia): hiperóxia (fluxo de O2 suplementar alto) reduz a ventilação Cor pulmonale (pela hipoxemia crônica): a hipoxemia crônica gera espasmo da artéria pulmonar, atingindo o VD Quadro clínico: · Tosse produtiva matinal (primeiro sinal): relação com a bronquite obstrutiva crônica · Dispneia aos esforços progressiva: início do enfisema · Fase avançada: cianose, tórax em barril, MV diminuídos · Esterótipos da DPOC: · Pink Puffer: “sopradores róseos”. Enfisematoso puro. Pletora + tórax em barril. Magros, sem sinais de cor pulmonale ou hipoxemia significativa. Ausculta com diminuição dos MV, apenas. · Blue Bloaters: “inchados azuis”. Bronquítico grave. Hipoxemia significativa com cianose e cor pulmonale (IVD + congestão sistêmica). Obesos com apneia do sono. Ausculta com ruídos adventícios. Exacerbação aguda (DPOC descompensada): “piora aguda dos sintomas respiratórios” · Causas: infecção respiratória, · Etiologia: H. influenzae, S. pneumoniae e M. catarrhalis... · Tratamento: · A: ATB por 5-7 dias se escarro purulento ou paciente grave precisando de VNI ou intubação · Exacerbação leve/moderado: amoxicilina + clavulanato · Exacerbação moderada/grave: levofloxacina (quinolona respiratória) · B: broncodilatador inalatório de curta ação · Beta-2-agonista e/ou anticolinérgico (ipratrópio) · C: corticoide sistêmico por 5 dias · Prednisolona VO ou metilprednisolna IV (a gravidade do doente que define a via) · D: dar oxigênio (para conforto, atenuando a hipoxemia): se SatO2 ou= 45mmHg (acidose respiratória descompensada) · Intubação: queda da consciência Estadiamento da DPOC (conforme a gravidade): GOLD Estágio VEF1 (% previsto) 1 - DPOC leve ≥ 80% 2 - DPOC moderada 50-80% 3 - DPOC grave 30-50% 4 - DPOC muito grave ou= 2 exacerbações/ ano OU 1 internação GRUPO A Pouco sintomas GRUPO B Muito sintomas GRUPO C Poucos sintomas GRUPO D Muito sintomas · Todos DPOC: · Cessar tabagismo · Vacina (pneumococo e influenza) · Avaliar O2 domiciliar*: se bem indicado, aumenta a sobrevida · Broncodilatador de alívio · Grupo B, C e D · Broncodilatador de longa ação (beta-2-ago / anticolinérgico) · Grupo B: iniciar com beta-2-ago ou anticolinérgico · Grupo C: iniciar com anticolinérgico · Reabilitação · Se mantiver exacerbações (grupo C e D): corticoide inalatório * Indicações de O2 domiciliar: avaliar (gasometria) em paciente estável (não pode estar descompensado ou saindo de uma exacerbação)! Precisa ser usado mínimo 15h diárias · PaO2 ≤ 55mmHg ou SatO2 ≤ 88% em repouso · PaO2 56-59 + policitemia (Ht > 55%) ou cor pulmonale Gasometria típica da DPOC compensada: · pH 7,35 · pCO2 60 mmHg · pO2 59 mmHg · HCO3 31 mEq/L · BE +6 · SatO2 91% * Em paciente usuário crônico de O2 domiciliar (provável pneumopatia grave) que apresenta redução do nível de consciência, hipotensão, hipoxemia, hipoglicemia e hipotermina Conduta primeira: reposição volêmica (fluidos aquecidos) + O2 + corticoterapia como tto empírico para crise adrenal (pcts pneumopatas crônicos frequentemente são usuários crônicos de corticoide, o que acaba por deprimir a produção endógena de cortisol e levar a uma crise adrenal / fragilidade capilar [hematomas] é um estigma de insuficiência adrenal). ASMA BRÔNQUICA Diretriz Brasileira para o Manejo da Asma Definição: inflamação crônica das VA inferiores com episódios reversíveis de hiperreatividade da musculatura brônquica (“crises asmáticas”). Fisiopatologia: começa com uma inflamação crônica da via aérea (pode ter várias causas, como atopia), que é às custas de eosinófilos, ficando mais hipersensível. Com isso, quando exposta a estímulos, ocorre uma hiperreatividade (obstrução...) Quadro clínico da crise asmática: · Tosse · Dispneia · Sibilo · Aperto no peito: dificuldade de expulsar o ar, retendo agudamente alíquotas de ar * Achado mais comum na gasometria arterial numa crise aguda de asma: HIPOCAPNIA por causa da hiperventilação, gerando também uma alcalose respiratória. Na crise de asma muito grave, daí sim ocorre fadiga respiratória, gerando retenção de CO2 e hipercapnia. CRISE ASMÁTICA Classificação dagravidade: clínica, espirometria (PFE - Peak Flow - pico de fluxo expiratório) e gasometria Leve a moderada - PFE > 50% - Paciente bem Grave - PFE 120 Muito grave (quando a crise é muito grave o brancoespasmo é tão grande que a via aérea fecha) - Sonolência/ confusão mental - Acidose respiratória (a taquipneia não está levando a uma lavagem de CO2 porque a via aérea está fechada) - MV abolido - Sem sibilos, pois o ar não passa pela via aérea fechada. Começa a sibilar com o tratamento Tratamento: · Alvo: SatO2 93-95% (criança: 94-98%) · Beta-2-ago de curta ação (3 doses de 20/20 min) e reavaliar em 1 hora... · Se pouco melhora ou crise grave/muito grave: associar ipratrópio · Corticoide sistêmico: iniciar na 1ª hora (VO ou IV - gravidade da crise que define a via). Serve para desinflamar a via aérea. -------------------------------------- · Paciente muito refratário: considerar Sulfato de Mg IV · Na hora da alta: · Manter: corticoide VO 5-7 dias (criança: 3-5 dias) · Iniciar ou otimizar o tratamento crônico (step up) Classificação do controle da asma: expressa a intensidade com que as manifestações das asmas estão suprimidas pelo tratamento. Define o tratamento crônico. Questionar o paciente sobre as últimas 4 semanas... variáveis · Atividades limitadas?Nível de controle da asma: - Controlada: 0 - Parcialmente controlada: 1-2 - Não controlada: 3-4 · Broncodilatador de alívio > 2x/semana? · Calada da noite (sintoma noturno)? · Dia (sintoma diurno) > 2x/semana? Classificação da gravidade da asma: refere-se à quantidade de medicação necessária para atingir o controle da asma. Reflete uma característica intrínseca da doença. · Asma leve: etapa 2 · Asma moderada: etapa 3 · Asma grave: etapa 4 e 5 Tratamento crônico: terapia por etapas... ### novidade 2019 - GINA: corticoide inalatório SEMPRE Obs: pacientes que irão iniciar o tratamento, devem iniciar no step 2 ou, se muito sintomático, no step 3 Etapa 5) Encaminhar para especialista: anti-IgE/IL-5, tiotrópio... - Refratários ao step 4 - As crises asmáticas costumam ser muito frequentes, como limitação das atividades diárias Etapa 4) step 3 + aumentar dose do CTC inalatório (dose média ou alta) - Refratários ao step 3 - Crises frequentes Etapa 3) step 2 + beta-2 de longa ação ou CTC inalatório (dose média) em