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i CARLOS EDUARDO MOSER RAIZER JEAN CARLOS TOMASIA JUNIOR LUIS FERNANDO MOTA DE SOUZA PAULO RENATO SCHWARZ SELTON DUTRA ZEN TATIANE ROSANELLI MEMORIAL DESCRITIVO Projeto de Impermeabilização Itajaí - SC JUNHO/2017 ii CARLOS EDUARDO MOSER RAIZER JEAN CARLOS TOMASIA JUNIOR LUIS FERNANDO MOTA DE SOUZA PAULO RENATO SCHWARZ SELTON DUTRA ZEN TATIANE ROSANELLI MEMORIAL DESCRITIVO Projeto de Impermeabilização Trabalho apresentado como requisito total para obtenção da média M2 da disciplina Escritório Escola, regular do 9º período do Curso Superior de Engenharia Civil da Universidade do Vale do Itajaí, sob orientação dos professores André Matte Sagave e Luiz Alberto Duarte Filho. Itajaí - SC JUNHO/2017 iii SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 4 1.1 Disposições Gerais ........................................................................................... 4 1.2 Considerações Iniciais ...................................................................................... 4 1.3 Normas e Legislação ........................................................................................ 4 1.4 Requisitos mínimos .......................................................................................... 5 2 DESCRIÇÃO DO PROJETO ............................................................................ 6 2.1 Impermeabilização ............................................................................................ 6 2.2 Locais de Aplicação .......................................................................................... 6 2.3 Especificações Técnicas ................................................................................... 6 2.3.1 Aditivo Cristalizante - AC .................................................................................. 6 2.3.2 Impermeabilização de Áreas Molhadas - AM ................................................... 7 2.3.3 Reboco Externo - RE ........................................................................................ 8 2.3.4 Reboco Interno - RI .......................................................................................... 9 2.3.5 Impermeabilização das Vigas de Baldrame (Vigas em contato com o solo) - VB .......................................................................................................................... 9 2.3.6 Laje Impermeabilizada – LI ............................................................................... 9 2.3.7 Reservatório Inferior (Cisterna) - RS............................................................... 10 2.3.8 Poço de Elevador - PE.................................................................................... 11 2.3.9 Junta de Dilatação .......................................................................................... 11 2.3.10 Teste de lâmina d´água (item 5.14 NBR 9574:1986) ...................................... 12 3 NOTAS EXPLICATIVAS – PLANTA DE DETALHES ..................................... 12 4 1 INTRODUÇÃO 1.1 Disposições Gerais O presente documento tem por objetivo, apresentar as soluções adotadas para o projeto de impermeabilização bem como os materiais e equipamentos que deverão ser implantados na edificação. Desta forma, a leitura desse memorial se torna obrigatória por parte dos executantes das instalações, e também por todos os envolvidos com processos de compra, operações e manutenção dos sistemas apresentados. 1.2 Considerações Iniciais Os materiais empregados deverão ser de qualidade similar ou superior ao especificado, assim como a mão de obra empregada deverá possuir comprovada capacitação técnica, trabalhando sob a supervisão de um profissional habilitado, seguindo os dispositivos nas normas técnicas pertinentes. Entende-se por similaridade entre materiais ou equipamentos, a existência de analogia total ou equivalência do desempenho dos mesmos, em idêntica função construtiva e as mesmas características exigidas na especificação ou no serviço que a eles se refiram. 1.3 Normas e Legislação O projeto de impermeabilização foi elaborado considerando as seguintes normas: NBR 15575 – Norma de Desempenho NBR 9575 – Impermeabilização seleção e projeto. NBR 9574 – Execução de impermeabilização. 5 1.4 Requisitos mínimos Os materiais especificados para as instalações descritas, além das normas citadas, obedecerão ao disposto nos códigos de postura municipais, estaduais e federais de cada localidade quando aplicáveis. Só serão aceitos materiais e equipamentos que estamparem a identificação do fabricante, bem como modelo, tipo, classe, etc., perfeitamente identificáveis. 6 2 DESCRIÇÃO DO PROJETO 2.1 Impermeabilização Etapa da obra que é responsável por vedar ou selar os materiais porosos e suas possíveis falhas, que podem ser causadas por deficiências técnicas de execução e preparo ou por movimentações estruturais. O custo desse sistema comparado ao custo total da obra, fica em 1 a 3%, considerando desde o projeto até a execução. 2.2 Locais de Aplicação Após uma análise minuciosa do projeto, definiu-se as áreas que tem necessidade de receber impermeabilização. São elas: Cisterna enterrada Lajes em contato com o solo Lajes em áreas molhadas Lajes descobertas Vigas baldrame Juntas de dilatação Alvenarias em contato com o solo Platibandas Poço do elevador Ralos e canos 2.3 Especificações Técnicas 2.3.1 Aditivo Cristalizante - AC Partindo do princípio que os pavimento térreo, por estar em contato com o solo, sofre com ação da umidade ascendente, aplicar-se-á nas lajes e vigas de concreto, aditivo cristalizante Eucon Vandex® AM-10. 7 Parte do pavimento de garagem 01 também está sujeita a umidade ascendente, conforme demonstrado em corte na prancha 03/04. Parte do pavimento de garagem 03 também deve ser impermeabilizada com aditivo pois está sujeita a receber água da chuva, conforme pranchas 02/04 e 03/04 É um aditivo integral por cristalização especialmente formulado para interagir com a estrutura dos poros capilares do concreto, promovendo um sistema de impermeabilização que permanece como parte da matriz de concreto. É usualmente dosificado de 1% a 2% em relação a massa de cimento. Para fins de quantitativo, considerou-se toda a área do pavimento térreo. 2.3.2 Impermeabilização de Áreas Molhadas - AM Para as áreas frias: banheiros, vestiários, copas, cozinhas, refeitórios. Previu- se a impermeabilização com Viaflex Manta. Para impermeabilização horizontal, considerar a área especificada em planta. Para a vertical, no box dos banheiros até 1,80m de altura e nas demais alvenarias, 40cm acima do piso acabado. Manta asfáltica produzida a partir da modificação física do asfalto com uma mescla de polímeros especiais que proporcionam à manta excelente aderência, durabilidade e resistência, garantindo a perfeita impermeabilização da área a ser utilizada. Antes da aplicação, a superfície deverá ser previamente lavada, isenta de pó, areia, resíduos de óleo, graxa, desmoldante, manchas de óleo e graxas e/ou qualquer tipo de material que possa prejudicar a aderência do material. Sobre a superfície horizontal úmida, executar a regularização com caimento mínimo de 1% em direção aos pontos de escoamento de água. A argamassa de regularização deve ter acabamento desempenado, com espessura mínima de 2cm. Os ralos e demais peças emergentes deverão estar adequadamente fixados de forma a executar os arremates. Na região dos ralos, criar um rebaixo de 1 cm de profundidade, com área de 40x40 cm, com bordas chanfradas, para que haja 8 nivelamento de todaa impermeabilização após a colocação dos reforços previstos neste local. Todos os cantos e arestas deverão ser arredondados com raio aproximado de 5cm a 8cm. Aplicar sobre a regularização seca uma demão de primer com rolo ou trincha e aguardar secagem por no mínimo 6 horas. Após essa etapa, inicia-se a aplicação com chama de maçarico. Iniciar com o alinhamento da a manta asfáltica Viaflex em função do requadramento da área, procurando iniciar a colagem no sentido dos ralos para as cotas mais elevadas. Com auxílio da chama do maçarico de gás GLP, proceder à aderência total da manta Viaflex. Nas emendas das mantas deverá ter sobreposição de 10 cm que receberão biselamento para proporcionar perfeita vedação. Execute as mantas na posição horizontal, subindo 10 cm na posição vertical. Alinhar e aderir à manta na vertical, descendo e sobrepondo em 10 cm na manta aderida na horizontal. Após a aplicação da manta asfáltica, fazer o teste de estanqueidade, enchendo os locais impermeabilizados com água, mantendo o nível por no mínimo 72 horas. Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “AM” e considerou-se 15% entre perdas e sobreposições. 2.3.3 Reboco Externo - RE Nas paredes externas em contato com o solo, também é necessário a utilização de aditivo impermeabilizante para argamassa, deverá ser executado até 1 metro acima do solo, incluindo todo o perímetro da edificação. Para esse sistema, utilizou-se um impermeabilizante hidrófugo que reage com o cimento, bloqueando os capilares da estrutura, interrompendo assim, o desenvolvimento da umidade. Sendo ele o Contra Umidade da Viapol. Não se previu a impermeabilização da platibanda, pois a mesma está protegida pelo rufo e pelas calhas. 9 Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “RE” em planta baixa. 2.3.4 Reboco Interno - RI Nas paredes internas do pavimento térreo ou em qualquer uma em que alguma face esteja em contato com o solo, utilizar-se-á aditivo impermeabilizante na argamassa. Tanto a argamassa utilizada no assentamento, quanto o revestimento, devem ter o aditivo impermeabilizante. As mesmas se estenderão até a 3a fiada acima do solo. Para esse sistema, utilizou-se um impermeabilizante hidrófugo que reage com o cimento, bloqueando os capilares da estrutura, interrompendo assim, o desenvolvimento da umidade. Sendo ele o Contra Umidade da Viapol. Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “RI” em planta baixa. 2.3.5 Impermeabilização das Vigas de Baldrame (Vigas em contato com o solo) - VB Em vigas baldrames, além do aditivo impermeabilizante, utilizar-se-á o mesmo sistema das áreas molhadas, a impermeabilização com Viaflex Manta. Considerar o mesmo modo de aplicação utilizado no item 2.3.2. Entretanto será utilizado um corte da manta diferenciado para as vigas de bordo e vigas internas, configuração evidenciada na prancha de detalhes. Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “VB” nos cortes. 2.3.6 Laje Impermeabilizada – LI Para esse sistema, também será utilizada a Viaflex Manta. Entretanto, nessa laje, após a aplicação da manta só será realizada a camada de proteção mecânica, sem revestimento. Considerar o mesmo modo de aplicação utilizado no item 2.3.2. 10 Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “LI” em planta baixa. 2.3.7 Reservatório Inferior (Cisterna) - RS Para o reservatório inferior, optou-se por utilizar uma tinta impermeabilizante, a Viaplus 7000 com fibras. Será aplicado nos pisos, nas paredes do reservatório e na face inferior da tampa. Sendo que no piso, haverá uma camada de proteção mecânica. VIAPLUS 7000 é indicado para impermeabilização de áreas com constante presença de água ou áreas permanentemente úmidas. Antes da aplicação, o substrato deverá apresentar-se limpo, sem partes soltas ou desagregadas, nata de cimento, óleos, desmoldantes ou qualquer tipo de material que possa prejudicar a aderência. Quando em estrutura de concreto recomenda-se a lavagem com escova de aço e água ou jato d'água de alta pressão. O produto é um bicomponente. A mistura deve ser realizada da seguinte forma: Adicionar aos poucos o componente B (pó cinza) ao componente A (resina) e misture mecanicamente por 3 minutos, dissolvendo possíveis grumos que possam se formar, obtendo uma pasta homogênea. Após misturado os componentes A e B, o tempo de utilização desta mistura não deverá ultrapassar o período de 40 minutos, na temperatura de 25 °C. Umedecer bem a superfície e aplicar as demãos necessárias para cada caso, conforme tabela de consumo fornecida pelo fabricante. Aplicar com trincha ou vassoura de pelo. Nos cantos do reservatório, utilizar manta de poliéster. Após a execução da pintura, executar a proteção mecânica no piso. Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “RS” em planta baixa. 11 2.3.8 Poço de Elevador - PE Assim como no reservatório inferior, para o poço do elevador, optou-se por utilizar uma tinta impermeabilizante, a Viaplus 7000 com fibras. Será aplicado em todas as paredes e no piso do poço do elevador, sendo que o piso terá uma camada de proteção mecânica. O método de aplicação é o mesmo descrito no item 2.3.7. Para fins de quantitativo, indicou-se às áreas que receberão esse tratamento como “PE” em planta baixa. 2.3.9 Junta de Dilatação Nos ambientes indicados em planta onde houver junta de dilatação, utilizar selante elástico Monopol® PU 25 PLUS. Monopol® PU 25 PLUS é um selante elástico de baixo módulo, monocomponente, isento de isocianato, formulado usando a mais avançada tecnologia “SP Polymer”. Tem elevada capacidade de movimentação, excelente aderência sem primer e desempenho a longo prazo. Antes da aplicação, a superfície deverá estar íntegra, resistente, regularizada, limpa e seca, sem qualquer vestígio de graxa, óleo, poeira, restos de quaisquer outros materiais. Qualquer selante anteriormente aplicado deve ser removido mecanicamente. Nas aplicações em concreto e argamassa, os mesmos deverão estar totalmente curados. Instalar um delimitador de profundidade ao longo da junta, adequado à largura (cordão de polietileno de células fechadas) na profundidade especificada para a aplicação do selante. Para isto, recomenda-se a utilização de um gabarito para garantir a regularidade da profundidade. Proteger as faces laterais superiores das juntas com fita crepe antes de iniciar a aplicação. O Monopol® PU 25 PLUS na maioria das situações não requer primer. Porém, em substratos muito porosos, pouco resistentes, pulverulentos e em situação onde o 12 Monopol® PU 25 PLUS ficará submerso constantemente, o uso do primer é necessário. Quanto a aplicação, instale o cartucho ou sachê na pistola aplicadora, encaixando o pistão no êmbolo. Posicione o bico na junta formando um ângulo de 45°, aperte o gatilho da pistola até a saída do produto, buscando o contato total do selante com as faces da junta. Ao mesmo tempo, avance com a aplicação preenchendo toda a junta. Remover o excesso do Monopol® PU 25 PLUS com espátula e retirar as fitas das laterais com o produto ainda fresco. O acabamento côncavo do selante já aplicado deverá ser feito por meio de espátula ou colher, nunca utilizando para tal água com sabão/detergente, álcool ou outros produtos. 2.3.10 Teste de lâmina d´água (item 5.14 NBR 9574:1986) Após a execução da impermeabilização e antes da aplicação da camada de proteção mecânica será feito um teste de estanqueidade durante 72 horas, mantendo- se uma lâmina de água de cerca de 15 cm sobre a impermeabilização no caso das lajes de cobertura, terraços, sacadas e box de banheiros, e enchendo-setotalmente o reservatório, cisterna e poço de elevador. O engenheiro responsável técnico pela execução da impermeabilização e o engenheiro fiscal deverão efetuar a vistoria dos ambientes após as 72 horas de lâmina de água para atestar o desempenho da impermeabilização, aprovando a mesma para daí então, autorizar o início da proteção mecânica. 3 NOTAS EXPLICATIVAS – PLANTA DE DETALHES Pranchas 04/04 – detalhes de impermeabilização: Detalhe 01: Impermeabilização de alvenarias. Detalhe 02: Impermeabilização dos baldrames. Detalhe 03: Impermeabilização de áreas molhadas. 13 Detalhe 04: Impermeabilização de lajes. Detalhe 05: Impermeabilização de ralos. Detalhe 06: Impermeabilização de canos. Detalhe 07: Acabamento em ralos. Detalhe 08: Junta de dilatação. Detalhe 09: Impermeabilização de reservatórios. Detalhe 10: Impermeabilização do poço do elevador. Detalhe 09: Colocação de rufos.