Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

AULA 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRANSTORNO DO ESPECTRO 
AUTISTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Rossana Ghilardi 
 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
2 
 
 
2 
TEMA 1 – O ALUNO COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA 
Nesta aula, pretendemos levantar questões relacionadas à atuação de 
professores e escolas de educação básica no atendimento ao aluno com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA). É desejável a trajetória na qual a criança 
tenha o diagnóstico de TEA o mais cedo possível, para que receba atendimento 
terapêutico especializado e oportunize à escola participar em conjunto com 
especialistas na implantação do tratamento, principalmente em sua 
especificidade, que é a aprendizagem acadêmica. No entanto, sabemos que 
essa não é a realidade na maioria dos casos. 
O esperado não acontece primeiramente porque o diagnóstico costuma 
acontecer de forma tardia. É muito comum professores e equipe escolar 
participarem inclusive do levantamento diagnóstico e do encaminhamento para 
profissional da área da saúde, porque às vezes os familiares percebem os 
comportamentos da criança como relacionados à personalidade, criando 
estratégias para lidar com inconveniências, ou lhes falta conhecimento e 
informação para entender os sintomas apresentados. 
Também é preciso considerar que o processo diagnóstico pode ser 
demorado e a escola pode receber a criança sem tratamento definido, sem 
orientação quanto às dificuldades e potencialidades. É preciso lembrar que um 
grande entrave para diagnóstico e intervenção no caso do TEA é justamente o 
espectro, com uma gama muito ampla e variada de dificuldades e 
comportamentos, com graus de comprometimento diverso, comorbidades e 
sintomas secundários variados. 
A finalidade da educação, definida no art. 2o da LDB 9.394/96, é o pleno 
desenvolvimento do educando, envolvendo acesso ao conhecimento 
sistematizado e definido pela sociedade como necessário para exercer a plena 
cidadania e qualificação para o trabalho. Como atingir esses objetivos 
considerando que a pessoa com TEA tem prejuízo persistente na comunicação, 
interação social e outros tão fundamentais a educação formal? Lembramos que 
algumas crianças não falam na idade esperada, outros apesar de desenvolver a 
linguagem, não evoluíram para fala funcional, e as práticas educacionais 
brasileiras a interação verbal está muito presente. 
Outro critério definidor de TEA são os padrões restritos e repetitivos de 
comportamento, interesses ou atividades, mas as classes convencionais em 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
3 
 
 
3 
nosso país continuam com cadeiras enfileiradas na espera de alunos com 
poucos movimentos, atentos ao professor de forma padronizada, sentados por 
várias horas. Sem contar que há crianças autistas com alto nível de ansiedade, 
comportamento agressivo, crises de birra prolongadas, dentre outras 
consequências que podem dificultar ainda mais a aprendizagem escolar. 
Preocupa, mas não imobiliza. Ao contrário, impulsiona a busca de 
soluções. É importante ressaltar que há tratamento para TEA, portanto, há 
evolução e desenvolvimento quando a intervenção acontece. Em alguns casos 
extremos, o convívio escolar será adiado, geralmente quando a criança não 
controla comportamentos agressivos ou as condições cognitivas são precárias, 
mas muitos alunos estarão na escola convencional, com ou sem a presença de 
acompanhante. 
TEMA 2 – A ESCOLA E O ALUNO COM TEA 
Cunha (2017) inicia o capítulo de seu livro destinado a orientações aos 
professores resgatando a perspectiva de Maria Montessori (1870-1952) sobre a 
mente absorvente da criança: “Uma criança típica aprende, por meio de 
brincadeiras, com os pais, os colegas e os professores na escola. Faz amizades 
e adquire habilidades motoras e cognitivas. Simplesmente vivendo ela aprende” 
(Cunha, 2017). O autista não é assim, não entende objetos pela função cultural 
deles, tem movimentos estereotipados que prejudica o desenvolvimento motor, 
precisa aprender até mesmo atividades mais elementares; muitas vezes não 
fala, não se comunica como esperado. 
Com certeza essa perspectiva pode assustar alguns docentes, 
principalmente se considerarmos os déficits na formação deles para atender a 
alunos de inclusão. Vieira (2020) realizou levantamento de pesquisas e artigos 
sobre a percepção dos docentes a respeito de sua própria formação e confirma 
que eles se consideram despreparados, tanto na formação inicial quanto na 
continuada; entendem que a formação deficitária é uma das principais 
dificuldades para atender alunos com TEA. Apesar de a legislação educacional 
destacar a inclusão de todos os alunos e indicar ações de formação específica 
aos docentes, na prática parece haver ainda muita defasagem. 
 
 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
4 
 
 
4 
2.1 Dicas iniciais 
Há muito para fazer a respeito da formação dos professores. Coloque-se 
no lugar de qualquer docente recebendo no início do ano letivo um grupo de 
alunos, sendo que um deles é apresentado com suspeita de TEA. Algumas 
recomendações básicas podem auxiliar nesse primeiro momento, começando 
com o mais simples e básico, como as dicas do Instituto NeuroSaber (2016): 
• Estabelecer e manter contato contínuo com familiares e outros 
profissionais que acompanham a criança com TEA buscando o máximo 
de informação possível. 
• No contato com o aluno, tentar identificar o que lhe provoca interesse 
para utilizar como fator motivacional durante as atividades escolares. 
• Estabelecer práticas no dia a dia acadêmico para facilitar o acesso da 
criança às atividades escolares, principalmente sequenciar atividades de 
forma clara, desmembrar orientações e ordens de um exercício; procurar 
graduar conteúdos, dos mais simples aos mais complexos, para promover 
maior compreensão. Um exemplo de questão em exercício escolar é que 
gastamos muita energia para atividades diárias e precisamos nos 
alimentar para reposição. Cite as refeições consideradas principais do dia 
e depois indique o que você costuma comer em cada uma delas. A 
interação poder ser sequenciada dessa maneira: quais são as principais 
refeições do dia? O que você costuma comer no café da manhã? O que 
gosta de comer no almoço? O que prefere comer no jantar? 
• Para estimular a atenção visual, é interessante utilizar objetos e 
acessórios de interesse da criança, também por isso a segunda 
recomendação aqui foi para identificar esses interesses. 
• Demonstrar paciência. O tempo da criança autista costuma ser diferente 
da criança com desenvolvimento típico, além disso costuma demorar mais 
para se recuperar de uma crise de birra, que pode ser frequente. 
• Sinalizar e indicar previamente alterações na rotina. A pessoa com TEA 
tem dificuldade em adaptar-se às mudanças, por isso é importante 
comunicar, apresentar com antecedência quando uma rotina diária for 
modificada. Muitos utilizam agendas ou quadros visuais com as rotinas, 
que podem ser montados e remontados com o autista diariamente, assim 
as alterações podem ser indicadas antes que ocorram. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
5 
 
 
5 
Naturalmente, as dicas são apenas um ponto de partida para situar o 
profissional na escola em seu primeiro contato com estudante TEA. É 
importantíssimo ressaltar a impossibilidade de improvisar no atendimento 
escolar para esses alunos. Parte de nossa motivação para estudar o TEA no 
contexto escolar está no contato com alunos estagiários de Pedagogia, alguns 
dos quais buscavam desesperadamente atividades para desenvolver com 
crianças autistas,pois na escola em que atuavam lhes coube a tarefa de atender 
a alunos com TEA em determinados momentos da aula. Mais do que improviso, 
tratava-se de uma ação inaceitável. 
TEMA 3 – CARACTERÍSTICAS DO ALUNO COM TEA E O PLANO DE ENSINO 
INDIVIDUAL 
Uma ferramenta disponível é o plano de ensino individual elaborado por 
analistas de comportamento nas intervenções com autistas, com metas e 
atividades envolvendo desde áreas de linguagem, habilidades motoras e sociais 
até habilidades acadêmicas. Nesses casos, os professores participam da 
implantação e execução de algumas destas estratégias, no entanto essa não é a 
única opção e, muitas vezes, o aluno não tem acompanhamento especializado. 
Assim, nos últimos anos observamos vários documentos das secretarias de 
educação oferecendo orientação aos docentes para desenvolver planos de aula 
para esses alunos, alguns sugerindo o Método TEACCH. 
Considera-se também a legislação educacional brasileira, que, além de 
garantir a autonomia na gestão escolar, estabelece a responsabilidade da escola 
no atendimento inclusivo de todos os alunos no mesmo espaço escolar. Assim, 
cada escola e cada docente se responsabilizam pelo ensino e aprendizagem de 
todos os seus alunos, tenham ou não autismo, e elaboram seu próprio plano 
educacional individual. No entanto, a legislação também prevê assistência aos 
professores para essas ações, garantindo apoio da equipe pedagógica da 
escola, atendimento educacional especializado (AEE), sala de recursos e 
formação continuada. 
3.1 Habilidades desenvolvimentais 
A primeira questão a se considerar na elaboração de planos de ensino 
para alunos autistas é que a maioria das crianças com TEA tem falhas nas 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
6 
 
 
6 
habilidades desenvolvimentais, aquelas que em crianças típicas aparecem 
naturalmente com avanço da idade cronológica. Exemplo de habilidade 
desenvolvimental é o contato intencional e controlado com objetos, tocá-los, 
arremessá-los, recebê-los para deduzir como se comporta (atividade motora). 
Ou as funções executivas como “atenção seletiva, flexibilidade cognitiva, 
controle inibitório, planejamento, monitoramento e memória de trabalho, dentre 
outros, cuja função é regular e controlar comportamentos orientados a metas” 
(Dias, 2009, p. vii), que estão por trás da aquisição da linguagem e de outros 
aspectos cognitivos. 
A imitação, essencial para aprendizagem, também é uma função básica 
comprometida nos autistas; o contato visual não acontece, a interação é 
reduzida e a imitação comprometida. No entanto, segundo Moreira (2020, p. 37), 
a escola pode ser essencial para a criança TEA, “a interação social é 
fundamental para o desenvolvimento infantil e algumas habilidades cognitivas e 
adaptativas são desenvolvidas mediante a interação e compartilhamento de 
experiências com outros alunos.” 
Os fatores desenvolvimentais normalmente estão fora do currículo 
convencional de escola formal, e as propostas de trabalho para TEA exigem 
currículo diferenciado, fato complicado no atual sistema de educação nacional. O 
mesmo acontece com a avaliação escolar. Em decorrência das implicações 
comunicacionais do TEA, os formatos de verificação usualmente aplicados 
podem não traduzir a aprendizagem da criança autista. 
3.2 Habilidades sociocomunicativas 
Para a pessoa com TEA, será necessária uma atenção especial aos 
aspectos que caracterizam o transtorno, como as habilidades 
sociocomunicativas. Nas escolas brasileiras, o mais comum é empregar a 
psicologia histórico-cultural de Lev Vygotsky (1896-1934) para embasar as 
práticas pedagógicas e a análise das habilidades sociocomunicativas; é mais 
raro observar emprego de conceitos comportamentais de Skinner, amplamente 
utilizados nas intervenções para TEA. Então, na área da educação encontramos 
com mais frequência referências para aplicar princípios da psicologia histórico-
cultural na educação de autistas. 
Vygotsky estudou a linguagem buscando desvendar sua relação com o 
pensamento, a consciência. Entende que há uma base biológica, mas que o 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
7 
 
 
7 
desenvolvimento das funções psicológicas superiores se estabelece na relação 
dialética entre o sujeito e seu meio cultural e material. O pensamento se 
estrutura e se molda na mesma medida em que a criança incorpora a linguagem, 
aprende lendo, decifrando o mundo, na interação com os outros e demais 
mediadores como os artefatos. 
Para Vygostsky, o espaço para aprendizagem é a Zona de Desenvolvimento 
Proximal (ZDP), distância entre o que o sujeito já domina e aquilo que ainda não 
domina, mas pode vir a conhecer. Nas palavras do autor, ZDP é 
a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma 
determinar através da solução independente de problemas, e o nível de 
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de 
problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com 
companheiros mais capazes (Vygotsky, 1998, p. 97). 
A psicologia histórico-cultural já preconiza atendimento individual e 
diferenciado para cada criança, pois o potencial de aprendizagem é específico 
para cada ser. Assim, está em plena consonância com a demanda da pessoa 
com TEA. Todos os alunos têm limitações e potenciais para aprender, conseguir 
enxergá-los em sua individualidade e levá-los a se desenvolver mais 
plenamente, o que chamam de mediação, na perspectiva histórico-cultural. Para 
a criança com TEA o percurso de desenvolvimento da linguagem é diferenciado, 
a comunicação não verbal, por exemplo, é pouco significativa, assim, costuma 
considerar apenas o que se fala, sem as demais referências contextualizadoras. 
As inabilidades mais comuns de linguagem são 
ausência de espontaneidade na fala; fala pouco comunicativa com 
tendência a monólogos; utilização do pronome pessoal de terceira 
pessoa; frases gramaticalmente incorretas; expressões bizarras, 
neologismos; dificuldade de compreensão de informações e 
significados abstratos, além da ecolalia. (Benini; Castanha, 2016, p. 7) 
Autistas desenvolvem ecolalia com frequência, que é um comportamento 
de eco. A criança repete frases ouvidas na televisão ou de outras pessoas, 
usando a mesma entonação e ritmo da original, muitas vezes para criar uma 
rotina tranquilizadora, mas quase sempre sem considerar o significado e 
aplicação funcional da informação repetida. Outra característica da linguagem 
nos autistas está em serem mais literais na comunicação verbal, sem entender 
metáforas, por exemplo, e muito do que envolve conceitos abstratos. 
Para muitos professores, o mais impactante no atendimento à criança 
com TEA é justamente a ausência ou limitação da linguagem verbal. Os 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
8 
 
 
8 
processos educativos convencionais, sobretudo para crianças menores, estão 
fundados nas trocas vocais, entre professor-aluno e entre os alunos. Muitas 
pessoas com TEA precisam da comunicação alternativa, para aqueles que não 
usam a vocalização, se tornando mais um fator de impacto para o professor. 
3.3 Interesses, atividades e comportamentos repetitivos e/ou estereotipados 
Outros aspectos que caracterizam o TEA e que o plano de ensino 
individual necessariamente contemplará são interesses, atividades e 
comportamentos repetitivos e/ou estereotipados. “As manifestações de 
comportamentos repetitivos e estereotipados incluem se fixar em rotinas que 
trazem segurança e aprender de forma singular. Ocorre uma relação diferente 
entre o cérebro e os sentidos, de modo que as informações nem sempre geram 
conhecimento” (Moreira, 2020, p. 39). 
Alguns apresentam hiper ou hipossensibilidade nas reações,costumam 
sentir-se atraídos e “perder” muito tempo com objetos que apresentam 
movimento contínuo ou repetitivo; podem ser muito seletivos quanto aos 
alimentos. Ao mesmo tempo em que esses objetos ou respostas 
comportamentais acalmam ou demonstram a insatisfação da criança, também 
impedem a evolução da aprendizagem e será necessário trabalhar com isso na 
escola. Pode ser necessário intervir para diminuir os comportamentos 
excessivos que atrapalham o aprendizado. 
TEMA 4 – MATERIAIS E RECURSOS PEDAGÓGICOS 
Nos temas anteriores, levantamos características, limitações e pontos de 
vista sobre a educação escolar para pessoas com TEA. Passamos agora a 
indicar soluções, isto é, opções didático-pedagógicas para concretizar propostas 
de aprendizado. Entendendo que “o processo de mediação pedagógica só será 
efetivo se o aluno com TEA for visto como alguém que, apesar das limitações 
impostas pelo transtorno, pode se desenvolver e se apropriar dos diversos 
aspectos da cultural humana” (Moreira, 2020, p. 55). 
Começamos pelos materiais didáticos. É consenso que o material precisa 
ser pensado para estimular a criança e promover a vinculação dela com os 
professores, colegas e com o conteúdo a ser aprendido. Para oportunizar 
aprendizagem para pessoas com TEA nem sempre serão necessários recursos 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
9 
 
 
9 
de alta tecnologia, muitas vezes soluções de baixo custo são suficientes, como é 
o caso dos cartões de comunicação alternativa. Materiais concretos, comumente 
empregados na escola para alunos pequenos, são alternativas para facilitar o 
aprendizado de criança com deficiência, transtorno ou dificuldade. Jogos em 
geral também são opções bem interessantes, 
dentre eles os de caráter lúdico cooperativo são importantes à medida 
que promovem o desenvolvimento cognitivo, emocional e social do 
autista. São considerados relevantes, pois estimulam aspectos 
afetivos, proporcionando ganhos em habilidades sociais. Sendo assim, 
um instrumento significativo no processo de inclusão escolar. (Benini; 
Castanha, 2016, p. 15) 
Recursos e materiais serão efetivos quando associados a uma proposta 
de trabalho, ao plano educacional. Lembre-se de que a interação com objetos 
não é fácil para pessoa com TEA; excesso de estímulos não é um caminho para 
estimular aprendizado para autistas. Deixar a criança cercada de materiais e 
jogos pode mais atrapalhar que ajudar. Outros materiais e recursos são muito 
bem-vindos para organização temporal e espacial, como agendas, calendários, 
listas, roteiros de estudos e tabelas. (Benini; Castanha, 2016) 
Nas últimas décadas, temos uma grande possibilidade de contribuição 
para pessoas com TEA por meio de recursos de alta tecnologia. Como uma das 
maiores dificuldades dos autistas está na comunicação, com certeza há 
potencial nas Tecnologias Digitais de Informação e da Comunicação (TDIC). 
Alguns aplicativos educacionais também são apresentados como alternativa 
para aprendizagem de pessoas com TEA. 
TEMA 5 – PRÁTICAS PEDAGÓGICAS 
Em muitos momentos da aula e dependendo da atividade, o atendimento 
individualizado será necessário para o estudante com TEA, acompanhado pelo 
mediador ou pelo professor regente. Nos níveis de gravidade moderado e grave 
também precisará do Atendimento Educacional Especializado (AEE), cujo 
profissional responsável, segundo o PNEE (2008) será um norteador para o 
planejamento do professor da sala de aula convencional, além promover as 
adaptações dos materiais e para cada criança, incluindo o material de 
comunicação alternativa quando for o caso. Vamos relembrar os níveis de 
gravidade do TEA, classificados de acordo com a necessidade de apoio: nível I – 
bom rendimento com apoio; nível II – precisa de apoio substancial e mesmo 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
10 
 
 
10 
assim há prejuízos sociais; nível III – precisa de muito apoio, no entanto, os 
prejuízos em seu funcionamento ainda são significativos. 
Não podemos esquecer que condições comuns em escolas são 
estressantes para muitos autistas, como barulho intenso, ou mesmo moderado, 
de vozes e objetos. As mudanças de rotina são muito impactantes para eles, por 
isso já alertamos da necessidade de prepará-los para qualquer alteração. Nem 
sempre seguir regras é algo fácil para as crianças TEA. Tendo em vista as 
diversas características e condições citadas, você consegue indicar o que pode 
ser ajustado ou incluído na escola para torná-la atrativa a criança com TEA? 
Considera-se também a frequente associação do TEA a comorbidades, 
como o alto índice de deficiência intelectual, transtorno de ansiedade e 
depressão, TDAH, distúrbios do sono e outros. Análises e investimento didático-
pedagógico nessas áreas também devem ser considerados para elaboração do 
plano educacional. Assim como qualquer outra dificuldade, deficiência e 
transtorno, há aspectos que chamam a atenção positivamente para o TEA. 
Alguns sujeitos se destacam da população típica, 
podem também apresentar habilidades incomuns que permitem em 
muitos casos superar outras áreas de déficits, por exemplo: forte 
destreza visual, facilidade de entender e reter alguns conceitos, regras, 
e sequências; excelente memória para detalhes ou fatos mecânicos; 
memória de longo prazo; capacidade em informática, habilidades 
tecnológicas ou interesse musical; intensa concentração ou focalização 
especialmente em áreas de atividade preferidas; habilidades artísticas, 
matemáticas e a honestidade. (Benini; Castanha, 2016, p. 8) 
Quando essas habilidades se manifestam é importante tirar proveito para 
motivar a criança, valorizar suas conquistas e provocá-la a ir além. 
Seguindo por esse caminho, temos Cunha (2017) com várias orientações 
práticas para os professores. Uma delas é tirar proveito dos objetos de interesse 
da criança. Nem sempre esses objetos são empregados pelo autista em sua 
funcionalidade social, então levá-lo a entender que blocos de montar servem 
para outras coisas além de enfileirar repetitivamente, que podem ser encaixados 
e mudar a forma, pode ser uma boa evolução. Considere que “assim como as 
ações da criança são percebidas como movimento e manipulação sem sentido, 
a mãe e as pessoas próximas vão deixando de significá-las. Como resultado, 
persiste um brincar limitado e empobrecido, já que possíveis transformações não 
são incentivadas” (Martins, 2013, p. 26). Isso não pode acontecer também na 
escola. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
11 
 
 
11 
Um fator importante da escola para com a pessoa com TEA está na sala 
de aula como local privilegiado para socialização. Tentar tirar proveito, na 
medida do possível, da relação e interação com o grupo de alunos tornando-as 
aos poucos familiares ao autista, será uma excelente oportunidade de 
aprendizado. Nas palavras de Cunha (2017), “incluir é aprender junto”. Sempre 
valorizar os momentos nos quais a criança se concentra na atividade, essa é 
outra orientação de Cunha (2017). Com muita paciência e persistência, estimular 
sempre à participação tendo em vista que um dos principais propósitos das 
ações na escola é levar a pessoa com TEA a conquistar maior autonomia. 
Cunha (2017) também destaca a sala de recursos que precisa ser 
preparada para aluno com TEA. O excesso de objetos e estímulos não é 
proveitoso; a ideia é oferecer um espaço simples, com materiais organizados e 
sinalizados para aumentar a concentração e específicos para a atividade a ser 
desenvolvida a cada momento. Lembrando da necessidade de preparar as 
mudanças, quando houver, que devem acontecer paulatinamente. 
O professor terá que se preparar para atender momentos de birra, medo e 
raiva,muito comuns em autistas. Cada qual terá sua estratégia e apoiar-se nos 
interesses da criança é uma boa opção. Como exemplo, para alguns TEA a 
música pode ser uma forma de acalmar; alguns inclusive têm muito interesse por 
músicas (Cunha, 2017). O autor relembra que o autista muitas vezes não 
direciona o olhar, portanto o professor precisa se habituar a colocar-se no campo 
de visão dele, dessa forma atraí-lo para a atividade ou orientação proposta. 
As ações cotidianas na escola podem promover desenvolvimento da 
concentração e memória, um exemplo está na simples organização do material 
de aula. Atender à orientação do professor na execução das atividades pode 
auxiliar na organização do pensamento e linguagem, assim como atividades em 
grupo levam ao desenvolvimento da socialização e afetividade (Cunha, 2017). 
Para planejar as práticas pedagógicas com objetivo de inclusão de alunos com 
TEA pode-se incluir 
• atividades para comunicação, cognição e linguagem: livros, jogos 
coletivos, pareamento de concreto com símbolos, música, desenho, 
pintura, jogos e atividades que utilizem novas tecnologias digitais e 
estimulem o raciocínio; 
• atividades para desenvolvimento matemático: blocos lógicos, pareamento 
do concreto com o simbólico; encaixes geométricos, jogos e atividades 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
12 
 
 
12 
que utilizem novas tecnologias digitais, atividades com temas do cotidiano 
e que estimulem o raciocínio lógico-matemático; 
• atividades para o desenvolvimento motor: exercícios que trabalhem as 
funções motoras e sensoriais, encaixes diversos, colagem, recorte, 
atividades físicas, atividades com música e de vida prática; 
• atividades para socialização: atividades esportivas individuais e coletivas; 
atividades pedagógicas em que o aluno possa compartilhar com a turma o 
seu saber; atividades que possam ser realizadas por todos os alunos; 
• atividades para o desenvolvimento do foco de atenção: atividades e 
pesquisas áreas distintas do conhecimento sobre temas que o educando 
tem interesse; atividades com novas tecnologias digitais, recortes 
diversos com tesoura, música, arte, desenho, pintura e vida prática 
(Cunha, 2016, p. 95). 
Também trazemos aqui o resultado da pesquisa de Moreira (2020), que 
implementou junto a professores da Educação Básica atividades no Plano de 
Desenvolvimento Educacional Individualizado (PDEI) para alunos autistas. O 
ponto de partida para desenvolver o PDEI foi a avaliação dos limiares das ZDP 
de cada um. As atividades são específicas para cada aluno, de acordo com suas 
necessidades, desenvolvimento real e potencial. Aqui vamos enumerá-las como 
exemplos um pouco mais concretos do que nossos docentes têm desenvolvido 
com seus alunos autistas. Vamos à lista de atividades por habilidade: 
1) Habilidades comunicativas: conversas dirigidas; utilização de gestos; 
escutar histórias curtas; jogos simbólicos, atividades com músicas; 
nomeação de objetos; contação de histórias; jogos simbólicos e de 
imitação. 
2) Habilidades de leitura/escrita: atividades com música; alfabeto móvel; 
para identificar vogais e outras atividades; massinha de modelar para 
desenhar sobre elas; textos pequenos com temas de interesse para 
identificar sílabas simples; escrita do nome; sílabas móveis; jogos com 
letras e sílabas. 
3) Habilidades de raciocínio lógico-matemático: jogos com sólidos 
geométricos para aprender nomes e características; jogos com números 
para reconhecer número e quantidade; com blocos lógicos; com ábaco e 
material dourado para quantidade e adição. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
13 
 
 
13 
4) Habilidades sensoriais: atividades com materiais diversos para caixa de 
sensações; sucata para construir objetos, como rolo interno do papel 
higiênico para simular alto-falante; imitar sons de animais; cantar e emitir 
sons de vogais; cantar músicas infantis com gestos; massinha de 
modelar; atividades com balões; música alta e baixa; atividade com 
espelho (contato visual). 
5) Habilidades motoras: arrumar e guardar material escolar; alinhavo para 
coordenação motora fina; treino com lápis (segurar); recorte e colagem; 
tapete de lateralidade; recursos concretos. 
6) Habilidades sociais: brincadeiras afetivas (cantar com gestos e 
expressões faciais); cartões de sentimentos; em frente ao espelho para 
ver expressões; com música, para relaxar. 
7) Habilidades adaptativas: escovar os dentes, pentear os cabelos, comer 
sozinho. 
Perceba que a lista não está contextualizada, de maneira nenhuma seria 
um cardápio de sugestões. Apenas tem a intenção de revelar que as atividades 
para alunos autistas nem sempre são tão diferenciadas daquelas que o 
professor já conhece e utiliza com alunos de desenvolvimento neurotípico, o 
importante é adequá-la à necessidade de cada criança e inseri-la no plano de 
ensino com objetivos claros, bem delineados. Moreira (2020) e os professores 
que participaram da pesquisa realizaram o levantamento prévio das habilidades 
deficitárias em cada aluno. Após aplicação das atividades previstas, um novo 
levantamento foi realizado para identificar alterações no desempenho deles. 
Rodrigues et al. (2020) tomando Cunha como referência, evidenciam que 
a prática pedagógica do professor no atendimento do aluno com TEA pode se 
pautar em três aspectos básicos: observação; avaliação; mediação. Observar 
para conhecer e entender a criança, suas habilidades e interesses; avaliar para 
verificar a efetividade das práticas, instrumentos e recursos empregados para 
ajustes e preparação para os próximos passos; e mediar, que se concretiza nas 
intervenções para conectar aluno, docente e escola. 
É necessário lembrar que, para alunos da educação especial, é muito 
frequente também desenvolver na escola atividades de higiene pessoal, mesmo 
em idade na qual crianças típicas já as desenvolveram. Apesar de básicas 
mesmo em ações como escovação, uso do banheiro, lavação de mãos podem 
apresentar oportunidades de aprendizado mesmo de conteúdos acadêmicos. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
14 
 
 
14 
Toda oportunidade de aprender precisa ser explorada. O mesmo no que se 
refere à rotina, iniciar o dia escolar trazendo o aluno TEA a participar construindo 
o cronograma serve tanto para tranquiliza-lo quanto à rotina, quanto ao 
aprendizado e desenvolvimento de habilidades diversas (Miranda, 2015). 
Para finalizar, precisamos ressaltar novamente que a responsabilidade 
sobre os alunos de educação especial é de toda a equipe escolar, além do 
professor regente. Temos a figura do acompanhante em sala de aula, o 
profissional da AEE, a equipe pedagógica e sempre que possível a participação 
de profissionais especializados como fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta e 
outros. Assim, Benini e Castanha (2016) sugerem ações como: 
a) realização de reuniões regulares entre os envolvidos no atendimento 
dos estudantes com autismo; b) a comunicação entre professores e 
família com o uso de instrumentos como agendas, cadernos e outros, 
sob a orientação dos multiprofissionais que já atendem estes alunos 
junto aos professores e equipes pedagógicas das instituições; c) a 
criação de espaço para formações e grupos de estudos sobre a 
temática buscando estratégias viáveis e efetivas de atendimento aos 
alunos com TEA; d) um olhar dos pedagogos para o currículo aplicado 
nas escolas regulares que possuem alunos com deficiências, como o 
autismo, e) a proposição de mudança nas metodologias, utilizando e 
oferecendo materiais de apoio, readaptando espaços se for o caso. 
 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gmail.com
15 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
BENINI, W.; CASTANHA, A. P. Inclusão do aluno com transtorno do espectro 
autista na escola comum: desafios e possibilidades. In: PARANÁ. Secretaria da 
Educação. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do 
professor PDE: artigos. 2016. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2021. 
CUNHA, E. Autismo e inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na 
escola e na família. Rio de Janeiro: Editora Wak, 2017. 
DIAS, N. M. Avaliação neuropsicológica das funções executivas: tendências 
desenvolvimentais e evidências de validade de instrumentos. Dissertação 
(Mestrado), Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, 
Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2009. Disponível em: 
. Acesso em: 18 abr. 2021. 
MARTINS, A. D. F.; GOES, M. C. R. de. Um estudo sobre o brincar de crianças 
autistas na perspectiva histórico-cultural. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 17, 
n. 1, p. 25-34, jun. 2013. Disponível em: 
. Acesso em: 18 abr. 2021. 
MIRANDA, P. C. de. Classe especial e o transtorno do espectro do autismo: 
ferramentas pedagógicas e processos avaliativos. Especialista em 
Coordenação Pedagógica. Universidade de Brasília, 2015. Disponível em: 
. Acesso em: 18 abr. 2021. 
MOREIRA, L. A. Plano de desenvolvimento educacional individualizado: as 
contribuições para o desenvolvimento do aluno com transtorno do espectro 
autista na Rede Pública Municipal de Ensino em Aparecida de Goiânia. 
Dissertação (Mestrado), Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2020. 
Disponível em: . Acesso 
em: 18 abr. 2021. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com
16 
 
 
16 
NEUROSABER. Dicas para professores que trabalham com crianças 
autistas. 2016. Disponível em: . Acesso em: 18 abr. 2021. 
RODRIGUES, G. et al. Práticas pedagógicas com crianças que possuem o 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação infantil. In: FRANÇA, G.; 
PINHO, K. R. Autismo: Tecnologias e formação de professores para a escola 
pública. Palmas: i-Acadêmica, 2020. 
VIEIRA, S. de C. A. Formação de professores e transtorno do espectro autista: 
saberes docentes necessários para práticas pedagógicas efetivas. In: FRANÇA, 
G.; PINHO, K. R. Autismo: Tecnologias e formação de professores para a 
escola pública. Palmas: i-Acadêmica, 2020. 
A
luno: A
N
T
O
N
IO
 JO
S
E
 D
O
S
 S
A
N
T
O
S
 IN
Á
C
IO
E
m
ail: antoniojosesantosinacio@
gm
ail.com

Mais conteúdos dessa disciplina