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<p>universidade pitágoras unopar anhanguera</p><p>Sistema de Ensino A DISTÂNCIA</p><p>licenciatura em pedagogia</p><p>crispina DE souza oliveira</p><p>FORMAÇÃO DOCENTE E INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA:</p><p>ALGUMAS REFLEXÕES</p><p>Cidade</p><p>2020</p><p>Cidade</p><p>2020</p><p>Cidade</p><p>IRAQUARA - BA</p><p>2024</p><p>CRISPINA DE SOUZA OLIVEIRA</p><p>FORMAÇÃO DOCENTE E INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA:</p><p>ALGUMAS REFLEXÕES</p><p>Projeto de Ensino apresentado à Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera , como requisito parcial à conclusão do Curso de Licenciatura em Pedagogia.</p><p>IRAQUARA - BA</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO 3</p><p>1 TEMA 4</p><p>2 JUSTIFICATIVA 5</p><p>3 PARTICIPANTES 6</p><p>4 OBJETIVOS 7</p><p>5 PROBLEMATIZAÇÃO 8</p><p>6 REFERENCIAL TEÓRICO 9</p><p>7 METODOLOGIA 10</p><p>8 CRONOGRAMA 11</p><p>9 RECURSOS 12</p><p>10 AVALIAÇÃO 13</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS 14</p><p>REFERÊNCIAS 15</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O presente trabalho teve por objetivo geral identificar as conquistas e os impasses experimentados pelos professores para incluir alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas regulares dos anos iniciais do ensino fundamental, da rede pública.</p><p>Como objetivos específicos temos os seguintes: observar o dia a dia de crianças com TEA nas escolas ditas inclusivas, levantar e identificar quais os conhecimentos que os professores detêm sobre a inclusão desses alunos e analisar como vem se desenvolvendo a prática docente junto ao aluno com TEA.</p><p>A escolha pelo tema se deve ao fato de sermos da área de aprofundamento em Educação Especial e percebemos a necessidade de conhecermos mais sobre o assunto e, ao mesmo tempo, compreender como vem ocorrendo a inclusão deste grupo nas escolas regulares. Nossas reflexões levaram-nos as seguintes perguntas: que impasses enfrentam os professores para incluir as crianças com TEA no ensino regular? Que possibilidades têm de favorecer a inclusão? Que saberes detêm sobre o TEA e sobre a Inclusão e como estes saberes podem ajudar na sua prática?</p><p>Partimos da hipótese de que o professor enfrenta muitas dificuldades para incluir um aluno com TEA na escola e que estas dificuldades em muito estão relacionadas com a formação inicial que não promove ao professor um conhecimento adequado sobre o tema. Do mesmo modo, suspeitamos que quando o professor, de fato, tem informação adequada sobre o assunto, consequentemente, encontra mais possibilidades de realizar a inclusão do aluno com TEA na escola, pois, utiliza meios adequados para promover sua socialização, aprendizagem e interação.</p><p>Para a realização do trabalho, primeiro desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica, e em seguida, fizemos uma pesquisa de campo numa Escola Municipal denominada por X que possui nas suas turmas estudantes identificados com o transtorno do espectro autista. A pesquisa aconteceu entre</p><p>o período de fevereiro a junho do ano de 2016. Essa pesquisa contou com a ajuda e colaboração dos diretores, gestores e professores da referida escola.</p><p>Este trabalho apresenta os resultados da pesquisa bibliográfica e da pesquisa de campo. Inicialmente, temos esse primeiro capítulo introdutório, seguido de outros capítulos que aprofundam a temática e apresentam e analisam os dados da pesquisa.</p><p>O segundo capítulo discute sobre os sintomas e as questões relativas ao diagnóstico das pessoas com TEA, além de trazer aspectos históricos e conceituais sobre o TEA; o papel da família e os aspectos legais em relação à inclusão das crianças com TEA na rede regular de ensino.</p><p>O terceiro capítulo destaca o papel da formação docente frente à inclusão de estudantes com TEA na rede regular de ensino. Para isso, descreve sobre a formação inicial e continuada dos professores, o atendimento especializado para dar suporte ao aluno com TEA, a interação do aluno com TEA e os demais alunos, conforme consta na lei ao defender os direitos deste grupo à educação.</p><p>No capítulo seguinte, apresentamos os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa, além dos dados coletados e a discussão a respeito dos mesmos, tendo o suporte bibliográfico como a base para compreender a realidade observada. São estes dados que nos ajudaram a chegar às considerações finais que apresentamos ao final do estudo.</p><p>Esperamos com este estudo contribuir para esclarecer aos profissionais da educação como deve ser pensada a inclusão para a criança com TEA, considerando a formação inicial e continuada como o grande suporte para que a escola seja verdadeiramente inclusiva. Neste sentido, as reflexões relacionadas à criança com TEA e a sugestão de métodos de aprendizagem que irão promover a interação e o desenvolvimento da criança com TEA são as maiores contribuições que podemos apresentar aos leitores desta pesquisa.</p><p>17</p><p>TEMA</p><p>Silva et al (2012) nos apresenta de uma forma bem rica em detalhes, o que é ser uma criança com TEA (transtorno do espectro autista) e suas especificidades. Segundo a autora, o TEA é “um transtorno global do desenvolvimento infantil que se manifesta antes dos 3 anos de idade e se prolonga por toda a vida”. Para a mesma autora, e também para outros autores, o TEA caracteriza-se por “um conjunto de sintomas que afeta as áreas da socialização, comunicação e do comportamento”, e salienta que, dentre estas áreas, geralmente a mais comprometida é a interação social (SILVA et al, 2012, p.6).</p><p>O interessante nas discussões de Silva e colaboradores é que seus estudos têm por base relatos vividos por sua equipe na clínica, onde atende essas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Muitas vezes, nos coloca quase como, dentro da situação, e nos faz vivenciar cada momento único, porém, cheios de grandes significados.</p><p>A referida autora nos faz perceber que a criança com TEA é aquele ser puro, neutro, magnífico e singular no seu modo de ser, mesmo que dentro de si existam milhões de mundos a serem descobertos. E nos chama a atenção para que não nos deixemos contaminar com os estereótipos que a sociedade tem a respeito das pessoas com TEA. Por isso, “conhecer um autista é, segundo a autora, ter a oportunidade de participar de um milagre diário”, ou seja, é ter que todo dia redescobrir o novo que há nos recomeços (SILVA et al, 2012, p.9).</p><p>Por outro lado, não é possível negar que há muitas dificuldades a serem enfrentadas pela família e também pelos profissionais que atendem crianças com TEA. As dificuldades enfrentadas pelos indivíduos com TEA, que apresentam leves traços a traços mais extensos variam muito. Silvaet al (2012) apresenta as dificuldades, mas, também as habilidades que podem ser reveladas por pessoas com TEA.</p><p>É possível que uma criança com TEA, diz Silvaet al (2012) apresente extraordinária capacidade de inteligência e seja capaz de tocar maravilhosas melodias no piano, sem nunca ter ido a uma aula de música. Ou ainda, há caso que desenvolve habilidades com cálculos matemáticos, sem nenhuma aprendizagem escolar prévia sobre o assunto. Mas, também é possível que haja limitações severas no raciocínio, na aprendizagem e na autonomia de crianças com TEA, exigindo sempre intervenções e apoios constantes para as atividades mais simples. Portanto, não há um padrão único de comportamento.</p><p>Os tipos de genialidade que podem estar presentes no TEA são conhecidos como savant, que são pessoas brilhantes que apresentam habilidades extraordinárias e que segundo pesquisas, apenas 10% das pessoas com TEA possuem essa capacidade (SILVA et al, 2012). Esta variação ocorre porque o TEA não é um grupo uniforme. Há vários casos e cada um com uma variação específica, há os Asperger, traços leves, de alto funcionamento ou autistas clássicos.</p><p>Segundo Brito (2013), o conceito de TEA ainda é novo e pouco compreendido. O comum são as pessoas utilizarem a expressão “autista” para designar todas as variações do TEA. No entanto, como o TEA não se manifesta de uma única forma, o adequado é utilizar o termo TEA e compreender que, na verdade este espectro é caracterizado por possuir variações que “transitam pela tríade de deficiências nas áreas social, de comunicação e</p><p>de comportamento, mas nem sempre todas essas dificuldades aparecem juntas no mesmo caso” (SILVA et all, 2012, p. 64).</p><p>JUSTIFICATIVA</p><p>Imersas em um mundo com a tecnologia cada vez mais presente, as crianças possuem certa facilidade no manuseio dos dispositivos digitais. Considerando que grande parte das 14 crianças autistas possuem habilidades na manipulação destes equipamentos, a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem ser muito proveitosas se integrada no processo de desenvolvimento.</p><p>Produzir soluções de TIC com características lúdicas desperta um maior interesse nas crianças com TEA, além de possibilitar uma prática diária e contínua, tão necessária a este público. De acordo com a pesquisa realizada por Putnam e Chong (2008) sobre a visão dos usuários acerca das tecnologias para auxílio do TEA, apenas 25% dos entrevistados informaram utilizar softwares para o desenvolvimento cognitivo e apenas cerca de 17% utilizaram os especialmente desenvolvidos para autistas.</p><p>Uma promissora contribuição das TIC é com relação a independência das pessoas com TEA. Gadia, Tuchman e Rotta (2004) expõem que “Os déficits de linguagem e de comunicação persistem na vida adulta, e uma proporção significativa de autistas permanecem não-verbais”, situação esta que muitas vezes leva ao isolamento do indivíduo e que ao ser tratada poderia obter bons resultados com intervenção baseada em TIC. Segundo pesquisa realizada por Eaves e Ho (2008), a independência de adultos com TEA é muito limitada, sendo necessário a assistência de familiares e profissionais, os quais também seriam beneficiados com tecnologias para o desenvolvimento deste sujeito. Além disso, ainda na infância é importante que haja acompanhamento no desenvolvimento da criança, o que pode ser também auxiliada por meio das TIC.</p><p>Nos últimos anos, a quantidade de estudos sobre pessoas com TEA obteve um significativo crescimento (SEVILLA et. al, 2018). Entretanto, as tecnologias que visam o desenvolvimento de autistas ainda apresentam carências, como por exemplo, a falta de uma maior interação entre as aplicações e o usuário com TEA, visando a continuidade do uso.</p><p>A usabilidade, significativa para o desenvolvimento de softwares por considerar a facilidade dos usuários ao utilizar soluções tecnológicas e sua eficácia, se faz ainda mais importante quando tratamos de usuários com necessidades especiais, neste caso, crianças com autismo. Estudos, como o elaborado por Khan et al. (2013), verificam a usabilidade de aplicativos específicos para crianças autistas, demonstrando diversas lacunas para a efetividade das aplicações segundo o ponto de vista de usuários com TEA e seus responsáveis. Características como categorias limitadas, falta de classificação nos botões e ícones do sistema para melhor entendimento, excesso ou ausência de informações, interface monótona e não atraente, são fatores que geram uma limitada capacidade de aprendizado nas aplicações.</p><p>PARTICIPANTES</p><p>Em tese, este trabalho destina-se aos alunos com TEA exercitando o desenvolvimento integral de cada criança, a contextualização da socialização e a inclusão na educação, além do entendimento que a socialização destes alunos é interessante para o convívio com estudantes da escola regular.</p><p>É de conhecimento geral, que a educação inclusiva é conveniente para os cidadãos. A convivência entre alunos com ou sem quais quer deficiência valoriza a diversidade e respeitando as diferenças individuais, cada ser não é igual e possui as suas próprias culturas e histórias. Para isso, investir na inclusão dos alunos com TEA ou com algum tipo de deficiência é quebrar rodas de exclusão, abrindo o espaço para estas pessoas em vários lugares.</p><p>É nítido que o atendimento inclusivo construa uma cultura diversificada e os docentes estão em contato direto com o público alvo da educação especial, por esse motivo se faz uma corrente de apoio para que todos tenham os mesmos direitos e deveres. Aceitar as dificuldades e os empecilhos é parte do processo de inclusão, integrar-se com as pessoas com necessidades especiais é exercer os direitos que são garantidos pela Carta Magna.</p><p>OBJETIVOS</p><p>Tendo em vista o exposto, este trabalho tem como objetivo propor uma solução em software que auxilie crianças na faixa etária entre 3 e 10 anos com Transtorno do Espectro Autista na definição e adesão de uma rotina saudável e atrativa que contribua no desenvolvimento de suas habilidades, por meio do uso sistematizado e personalizado das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) através de aplicação mobile.</p><p>Objetivos Específicos:</p><p>● Compreender as necessidades específicas de crianças com TEA principalmente voltado aos impactos da adesão de rotina estruturada;</p><p>● Propor solução de software para o estabelecimento e acompanhamento de atividades executadas diariamente, assim como garantir a manutenção de tais atividades visando o auxílio no desenvolvimento cognitivo e das habilidades de indivíduos com autismo;</p><p>● Elaborar a modelagem e desenvolvimento de sistema de software com base nos requisitos que atendam crianças com TEA e seus familiares e/ou responsáveis para execução de tarefas diárias;</p><p>● Definir métricas que permitam a análise quantitativa dos resultados obtidos pelo público alvo;</p><p>● Validar a aplicação por meio de feedback dos usuários.</p><p>PROBLEMATIZAÇÃO</p><p>A formação do professor nos cursos de Pedagogia precisa ser revista tendo nos currículos estudos sobre deficiência, conhecimento das diferentes síndromes e sobre a inclusão. Incluir exige conhecimento e conscientização.</p><p>O atendimento educacional especializado (AEE) ajuda garantir a inclusão, na medida em que oferece um aprendizado de conhecimentos, técnicas, utilização de recursos informatizados, e tudo que difere dos currículos acadêmicos que ele aprenderá nas salas de aula das escolas comuns. Mazzotta (2003) diz que a formação de professores do ensino regular precisa ser retomada, para torná-los capazes de desenvolver uma educação inclusiva para atender a todos.</p><p>REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>Para compreensão e desenvolvimento do presente trabalho, faz-se necessário o entendimento de conceitos referentes ao Transtorno do Espectro Autista, Importância Previsibilidade no Processo de Desenvolvimento de Indivíduos com TEA, Metodologias para o desenvolvimento de pessoas com TEA, assim como acerca da Tecnologias da Informação e Comunicação direcionadas ao tema.</p><p>O Transtorno do Espectro Autista (TEA) O TEA (Transtorno do Espectro Autista) é um transtorno normalmente detectado ainda nos primeiros anos de vida do indivíduo (ASSUMPÇÃO e PIMENTEL, 2000) ao serem identificada na criança características como déficit nas interações sociais, comportamentos comunicativos, podendo ser restritivos e repetitivos, linguagem não verbal, entre outros. Sendo predominante no sexo masculino, suas causas ainda não são completamente definidas, entretanto, através de estudos, como os expostos por Folstein e Rosen-Sheidley (2001), é proposto que os fatores genéticos são determinísticos para sua origem. O termo “espectro” é utilizado devido a grande variabilidade e complexidade do transtorno nos níveis e presença de suas características.</p><p>O Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais, do inglês Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM - 5), categoriza-o como um transtorno do neurodesenvolvimento e não é considerado um transtorno degenerativo, sendo de grande importância o estímulo externo para que suas habilidades sejam desenvolvidas o quanto antes. Os estudos relacionados ao diagnóstico do TEA avançaram significativamente nas últimas décadas, assim como os relacionados à área de intervenção. Tais pesquisas apontam que o diagnóstico precoce acompanhado da intervenção leva a resultados consideráveis para o desenvolvimento da criança (ZWAIGENBAUM et al., 2015).</p><p>METODOLOGIA</p><p>1 Metodologias para o Desenvolvimento de Pessoas com TEA O processo de desenvolvimento de crianças com TEA</p><p>demanda um sistema de ensino diferenciado, apropriada a suas limitações e que busque atratividade. Neste âmbito, as metodologias TEACCH possuem relevância e se destacam pela simplicidade de sua aplicação. A metodologia TEACCH (do inglês: Treatment and Education of Autistic and Communication related handicapped Children, tradução livre: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Limitações relacionadas à Comunicação), desenvolvida na década de 60 nos EUA, foi projetada para possibilitar a aprendizagem, adaptação e desenvolvimento da comunicação de crianças com TEA, principalmente através do ensino estruturado na organização de tarefas com rotinas e horários, junto ao processamento visual (MORAIS, 2012). A utilização do ensino estruturado garante a previsibilidade, fundamental para a motivação e, consequentemente, o sucesso da criança com TEA no tratamento. Os horários definidos auxiliam na identificação da sequência de tarefas a serem realizadas, fornecendo noção de tempo. É indicado que o TEACCH seja aplicado em um ambiente específico organizado, minimizando as distrações (BOSA, 2006). Uma das vantagens do modelo TEACCH é seu caráter flexível, podendo ser alterado pela pessoa auxiliadora no processo a depender da resposta da criança, investindo nas estratégias mais adequadas ao seu desenvolvimento (MORAIS, 2012).</p><p>2. Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para o Auxílio no Desenvolvimento de Indivíduos com TEA A partir dos avanços das últimas décadas, a tecnologia começou a fazer parte do cotidiano da sociedade. A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) resume um conjunto de aplicações nas quais a tecnologia pode ser utilizada em diversos campos, dentre estes, o da educação. Além de seus benefícios gerais como proporcionar um maior interesse dos estudantes, para a educação inclusiva, as TIC representam um elemento essencial tanto para o ensino quanto para a aprendizagem. De acordo com Florian e Hegarty (2004), o avanço das TIC na educação inclusiva é consequência das muitas inovações que ocorreram nas formas em que a tecnologia pode apoiar crianças com necessidades especiais neste processo, sendo que, para elas, a utilização não é apenas desejável, mas essencial.</p><p>3. Aplicações Mobile e Android Além de um sistema operacional, o Android é uma plataforma completa também com middleware e aplicações mobile (MEIER, 2012). Liderado pela Google, por meio de um projeto de código aberto no qual são oferecidas as informações do sistema operacional, o Android pode ser personalizado e desenvolvido para diversos dispositivos (ANDROID OPEN SOURCE PROJECT, 2021). Os aplicativos para Android nativo podem ser escritos nas linguagens Java, Kotlin ou C++, sendo desenvolvidos na IDE oficial Android Studio, a qual já disponibiliza integração com outros produtos da Google, como o Firebase, uma plataforma que oferece serviços autenticação, banco de dados em nuvem, machine learning, etc (ANDROID DEVELOPERS, 2021; FIREBASE, 2021). De acordo com a documentação oferecida pelo próprio Android para desenvolvimento de aplicações, um projeto Android é fundamentado basicamente na interface do usuário escrita na linguagem de marcação XML (Extensible Markup Language) e no código nas linguagens compiladas pelas ferramentas do Android.</p><p>CRONOGRAMA</p><p>ETAPAS</p><p>AGOSTO</p><p>SETEMBRO</p><p>OUTUBRO</p><p>NOVEMBRO</p><p>Escolha do tema</p><p>X</p><p>Pesquisa bibliográfica sobre o tema,</p><p>X</p><p>Elaboração dos objetivos do projeto</p><p>X</p><p>X</p><p>Início da elaboração do projeto</p><p>X</p><p>X</p><p>Reflexão sobre o tema</p><p>X</p><p>X</p><p>Término do projeto</p><p>x</p><p>Avaliação diagnostica</p><p>x</p><p>x</p><p>X</p><p>RECURSOS</p><p>Adaptação ao ambiente A escola pode ser um lugar agitado, que causa estresse em alunos autistas. Crie espaços tranquilos e organizados, com rotinas previsíveis e visuais, para reduzir ansiedade. Ter um cantinho calmo para momentos de pausa e regulação emocional pode fazer diferença no dia a dia.</p><p>Apoio de profissionais O autismo deve ter apoio de uma equipe multiprofissional. Não para tentar encontrar uma “cura”, mas para promover a pessoa autista mais qualidade de vida, desenvolvendo suas capacidades cognitivas e funcionais. Manter uma comunicação regularmente com todos os profissionais é fundamental para conhecer mais a criança, por meio da troca de informações, estratégias e evidências do desenvolvimento da mesma.</p><p>As práticas lúdicas usadas no método de aprendizagem educacional possibilitam a qualquer aluno, independente de suas limitações, uma aprendizagem significativa. E, sendo essa uma necessidade, cabe ao professor permitir que seus alunos participem de atividades importantes, condizentes com uma aprendizagem mais significativa. Na verdade, o lúdico como proposta metodológica é uma oposição à escola que é tão uniformizadora quanto excludente. Ao inverter o processo de aprendizagem, impondo valores e conteúdos universais sem partir da prática social e cultural da criança, a escola desconsidera sua identidade e suas diferenças. Acredita-se que para instigar o sujeito e proporcionar seu desenvolvimento e inclusão é preciso propor atividades prazerosas, desafiadoras, significativas, que despertem o interesse e a sociabilização. Desse modo, as atividades lúdicas podem ser uma excelente ferramenta pedagógica de desenvolvimento e inclusiva.</p><p>Desenvolvimento de habilidades sociais Entre as habilidades socioemocionais, a socialização pode ser uma das mais difíceis para pessoas autistas. Logo, a escola deve fazer um esforço extra para ajudar os alunos nesse quesito. Promova interações sociais estruturadas e ensine habilidades de conversação e brincadeiras. Por exemplo, você pode realizar teatros com regras simples para praticar interações sociais..</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação na perspectiva inclusiva é um processo contínuo e contextualizado, no qual a referência deve ser a trajetória individual do estudante, sem que haja classificações ou comparações. Isso porque a educação inclusiva parte do pressuposto de que cada pessoa tem um modo singular de acessar, produzir e expressar o conhecimento. Por essa razão, a avaliação demanda a adoção de estratégias e ferramentas diversificadas, considerando as especificidades de cada aluno.</p><p>O Plano Educacional Individualizado (PEI), instrumento cada vez mais utilizado no contexto do Atendimento Educacional Especializado (AEE), pode se tornar um importante recurso de avaliação para todos os estudantes, com e sem deficiência.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A inclusão da criança com TEA deve estar muito além da sua presença na sala de aula, deve almejar, sobretudo, a aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades e potencialidades, superando as dificuldades. No entanto, o que é visto nas escolas regulares é a oferta de vagas para inserir essas crianças, mas, não se promove modificações nas práticas pedagógicas. Portanto, não se faz inclusão.</p><p>A literatura na área revela de maneira contundente que para melhor atender os alunos com TEA, em suas variadas necessidades faz-se necessário promover diversas adaptações de grande e pequeno porte. Mas, para isso, a formação docente é extremamente necessária. Como pode o professor proceder a adaptações para um aluno que não conhece? Como fazer inclusão se o professor não possui formação adequada para isso?</p><p>Infelizmente, na prática observada da Escola X, fica clara que a inclusão de estudantes com TEA tem ficado a cargo exclusivamente das cuidadoras. Mas, as cuidadoras não planejam as aulas, não possuem formação pedagógica e também não possuem formação em TEA. Desse modo, como poderiam ser feitas as adaptações necessárias para a inclusão.</p><p>A realidade da Escola X revela uma contradição com a literatura, mas também com as leis brasileiras, pois, enquanto a legislação defende o atendimento educacional especializado, o uso de recursos e a figura de um acompanhante especializado, a inclusão do aluno com TEA vem contando com a presença do cuidador, mas, este nem sempre tem formação especializada e faz o que pode para gerar socialização ou pelo menos garantir a frequência do aluno com TEA,</p><p>minimizando comportamentos inadequados e melhorando as condições de interação.</p><p>Assim, as escolas brasileiras procuram cumprir os objetivos exposto na lei (LDB 9394, de 1996), promovendo um aumento dos números de matriculas de crianças com TEA na rede regular de ensino, e tem conseguido. Mas, não conseguem mais que isso.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BIANCHETTI, L. In/exclusão no trabalho e na educação: aspectos mitológicos, históricos e conceituais. Campinas: Papirus, 2005.</p><p>GLAT, R. (Org.). Educação</p><p>inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio de Janeiro: Ed. 7 Letras, 2010.</p><p>LOPES, J. C.; PULINO, L. H. C. Z. A formação de professores para a inclusão escolar de estudantes autistas: contribuições psicopedagógicas. Brasília, DF, 2011. 44 f. Trabalho Final de Curso (Especialização em Psicopedagogia) - Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2014.</p><p>MICHELS, M. H. Gestão, formação docente e inclusão: eixos da reforma educacional brasileira que atribuem contornos à organização escolar. Revista Brasileira Educação, Rio de Janeiro, v. 11, n. 33, p. 406-423, set. /dez. 2010.</p><p>MITTER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. São Paulo: Artmed, 2005.</p><p>PRIETO, Rosângela Gavioli. Políticas públicas de inclusão: compromissos do poder público, da escola e dos professores. São Paulo: Cortez, 2005.</p><p>ROSSETO, M. C. Falar de inclusão... falar de que sujeitos? In: Lebedeff, T. B. Pereira. Educação especial – olhares interdisciplinares. Passo Fundo: UPF Editora, 2007.</p><p>COSTA, Flávia Fernanda. Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul, RS: ANPED, 2012.</p><p>CUNHA, Eugênio. Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família. Rio de Janeiro: Wak, 2014.</p><p>- A experiência de Matheus, um aluno autista, na escola. Disponível em: Acesso em: 26 mar. 2016</p>