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FP103 – Fundamentos da educação especial: processos de atenção à diversidade
Trabalho conv. ordinária
Adolfo Simba Daniel – AOFPMME4232955
Irosind Óscar Uassenda – AOFPMME5047544
Lana Gisele Gonçalves da Costa – BRFPMME4733845
Nylda Aparecida dos Santos Leite – BRFPMME1270521
Código: 2022-10
Curso: Mestrado em Educação
Grupo: FP-MME-2022-10-PT-3
Data: Setembro 2023
TEMA: ESTUDO DE CASO DO PROCESSO FORMATIVO DE ALUNO COM
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Índice
Introdução ----------------------------------------------------------------------------------------------------1
Desenvolvimento -------------------------------------------------------------------------------------------1
Objectivos específicos ------------------------------------------------------------------------------------1
Informante para o estudo de caso----------------------------------------------------------------------2
Instrumento da pesquisa----------------------------------------------------------------------------------2
Natureza das NEE------------------------------------------------------------------------------------------3
A importância do psicopedagogo no Transtorno do Espectro Autista –TEA ---------------4
Actividades pedagógicas ---------------------------------------------------------------------------------5
Considerações finais --------------------------------------------------------------------------------------6
Referências bibliográficas ------------------------------------------------------------------------------10
Introdução 
O uso do conceito de Necessidades educacionais Especiais surge em um contexto que visa reconhecer a heterogeneidade dos alunos e as demandas que alguns têm para percorrer com sucesso a educação formal. Este termo não aparece como uma alternativa a outros, mas como reflexo de uma mudança profunda, que se expressa no princípio orientador do enquadramento da ação (Funiber 2022).
Segundo a Unesco, 1994, na página 6, afirma que “a escola deve ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras”. Ainda segue dizendo que “neste conceito, terão de incluir crianças com deficiência ou superdotadas, crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nômadas, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais.
Embora a definição tenha como centro as características dos alunos, ela incorpora o processo de escolarização como um elemento básico, pois enfatiza que qualquer estudante que encontre “barreiras ao progresso em relação à aprendizagem escolar, por qualquer razão, recebe recursos especiais que precisar, temporária ou permanentemente, no contexto educacional mais padronizado possível” (Blanco, 2015, p.3).
A evolução das concepções sobre a educação de pessoas com deficiência converte a educação na diversidade em que um dos principais eixos da inovação educacional contemporânea. A escola não pode escapar da realidade que cada criança é única em suas características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem, de tal forma que os sistemas de educação devem ser planeados tendo em vista a vasta diversidade.
Desenvolvimento
Objetivo Geral: Ampliar as relações interpessoais, desenvolvimento atitudes de participação e cooperação para uma preparação cultural, física e intelectual para a vida e sua participação ativa na sociedade.
Objetivos Específicos:
- Determinar as características do desenvolvimento psicológico
- Determinar as particularidades da aprendizagem (escolar ou não escolarizados).
 - Caracterizar a educação recebida.
- Desenvolver habilidades de comunicação funcional, incluindo aprimoramento da fala e uso de alternativas de comunicação, como comunicação por imagem.
- Melhorar a capacidade de interagir com seus colegas e professores.
- Promover habilidades de autor regulação para lidar com momentos de sobrecarga sensorial.
- Fomentar a independência nas atividades diárias.
Informante para estudo de caso: Coordenadora Pedagógica
Instrumento da pesquisa: Entrevista
Baseando-se nos dados do aluno Gabriel Rodrigues dos Santos, nascido em 25 de maio de 2009, estudante da Escola Agrícola de Formosa Lucila Saad Batista, portador de CID: F70, G40, G41 e F84.9, o aluno está inserido na escola regular e iniciou seus estudos nessa unidade escolar de ensino no ano de 2020, no 6º ano do ensino fundamental, foi realizada uma entrevista com a Coordenadora Pedagógica da escola do jovem, pela professora Lane. O estudante GRS nascido em 25 de maio de 2009, matriculado na Escola Agrícola de Formosa/GO, Lucila Saad Batista. 
Segundo a entrevistada, o aluno recebe atendimento individualizado na sala de aula com um professor de apoio, com psicopedagógico na sala de AEE e psicológico no CMAI (Centro Municipal de Apoio e Inclusão).
Em relação as suas limitações, são utilizados metodologias e procedimentos didáticos para as devidas adequações curriculares como: rotinas diárias, jogos adaptados, repetições de estímulos, método ABA (Análise aplicada do comportamento), organização do ambiente para a criança tornar se independente, rotinas organizadas em quadros, agendas e painéis, método TEACCH (TreatmentAndEducationOfAutistcAndRelatedComunicationHandicappedChildren) Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação.
Com base na teoria neocomportamental, o aluno Gabriel é analisado do âmbito externo, para que se obtenha dele progresso a partir de planejamentos experimentais, mas também é receptor de informações, que tem no professor um organizador de estratégias para que o aluno aprenda a desenvolver suas habilidades, tanto cognitivas, quanto motoras e sensoriais, considerando sua dependência e limitações.
Por ser portador de TEA, o aluno possui grandes dificuldades em socializar-se com os demais alunos e houve grande resistência em se adaptar ao turno vespertino, já que na escola anterior, era frequente no turno matutino e a atual funciona em período integral, sendo assim foi necessário firmar uma parceria entre a instituição de ensino e CMAI, cumprindo as etapas de transição e vivência para que acontecesse o processo de inclusão, assegurando um suporte necessário a sua adaptação e evitando traumas e dificuldades.
Atualmente, o discente sente-se acolhido, inserido ao meio e confiante. Recebe apoio educacional individualizado de uma professora, que trabalha diariamente com rotinas, atividades adaptadas elaboradas em uma adequação curricular de grande porte, em que são desenvolvidas em sala de aula, junto com os colegas, e esporadicamente sai do ambiente para realizar atividades motoras extracurriculares, que o auxiliará na vida cotidiana e ações desenvolvidas na sala de AEE, pela psicopedagoga.
Com base no parecer obtido pelo CME (Conselho Municipal de Educação), o aluno não obteve nos anos inseridos na escola, até então, um desenvolvimento significativo, embora tenha sido orientado e assistido por equipe pedagógica e professores, vale ressaltar que deve-se levar em consideração o desenvolvimento psicossocial, pois o aluno reside com os avós paternos, idosos, desde muito pequeno, mora na chácara, na zona rural que circunda a escola, tendo sido abandonado pela mãe e tendo pouco contato com a mesma. Não gosta de visitá-la na cidade que ela reside, a capital do estado. O pai mora na cidade e sempre visita e o leva às consultas quando necessário, porém a falta de estimulação familiar pode ressaltar esse subdesenvolvimento, pois em relação ao ensino aprendizagem depende muito também dos incentivos e estímulos diários da família.
A falta de recursos também é um grande supressor do avanço, como Vygotsky (1987) afirma, a deficiência intelectual não precisa conter um desenvolvimento cultural insuficiente, assim sendo há uma necessidade de descobrir a capacidade do aluno e suas habilidades.
Observa-se que se o Gabriel tivesse mais acesso às tecnologias, possivelmente haveria um desenvolvimento sensorial e cognitivomais expandido, porém nota-se que o acesso é somente nos horários em que se encontra em consulta na sala de AEE e que há grande curiosidade em aprender novidades tecnológicas. 
Natureza das NEE
Olhando para o historial do aluno, obtido na entrevista com a coordenadora pedagógica da escola, dá-se conta de que a deficiência foi descoberta em uma certa idade, sem que haja uma informação adicional dos pais, sobre a origem da deficiência, já que o mesmo reside com os avôs paternos, desde pequeno.
Obtendo ele problemas de Transtorno do Espectro Autista, existem algumas limitações em ter autonomia pessoal, falta de interesse em interação social e na aprendizagem.
Como o transtorno do espectro autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva, a escola deve realizar um trabalho que detecte o problema cedo, para que as salas de aulas comuns bem como as salas de AEE, possam ser parcerias no processo de inclusão e adaptação.
No Brasil, houve a integração de várias vertentes, para contribuição do fortalecimento do Plano Nacional Educação Especial, como propósito alcançar a incorporação de metodologias que tornasse o aluno inserido ao sistema educacional de maneira igualitária, desde que houvesse a participação do alunado, respeitando os seus limites de aprendizagem, contudo que houvesse também, conformidade na infraestrutura, nas prioridades do aluno, quanto às suas necessidades e que aduzisse a inclusão efetiva do mesmo no ambiente escolar, para uma formação social e educacional funcional.
A inclusão educacional é indicada não somente aos portadores de deficiências físicas ou mentais, mas também aos indivíduos considerados excluídos, em razão dos fatores que exijam intervenção diferenciada, tais como: orientação sexual, origem social, ou religiosa, diferença linguística e/ou cultural, etc. Caso haja qualquer empecilho que traga dificuldades de convergência ao sistema educacional, desqualifica tal sistema. 
Nos países emergentes, há uma ligação entre os grupos mais suscetíveis e a primazia de deficiências, devido à falta de saneamento básico, má alimentação, falta de acompanhamento perinatal, traumas causados por abusos e/ou violência, êxodo rural constante e trabalho infanto-juvenil. Tais situações acometem à NEE, pois causam, possivelmente, escassez de habilidades e capacidades físicas, emocionais e cognitivas.
A importância do psicopedagogo no Transtorno do Espectro Autista – TEA
Para elaborar as melhores atividades pedagógicas, é preciso, em primeiro lugar definir qual o principal objetivo para criança com TEA, naquele momento. Por exemplo, iniciar um trabalho e fazer um laço com ela, podemos começar apoiando nos seus interesses restritos.
Crianças e adolescentes com diagnósticos TEA costumam ter interesse por personagens, figuras, animais, entre outros. O psicopedagogo pode utilizar esses temas em suas primeiras atividades com a criança. Dessa forma, se faz uma ligação com o aluno, iniciando a criação de vínculos de afetividade e confiança que serão essenciais para realizar a intervenção psicopedagógico.
Cabe ao psicopedagogo, impulsionar e facilitar o desenvolvimento cognitivo da pessoa com TEA. Ele consegue por meio de diversas técnicas contribuir para que o autista entenda melhor as regras sociais e melhorar a sua convivência com as pessoas da sociedade.
Sendo assim, sua atuação é bastante abrangente e o profissional lida com questões psicológicas, pedagógicas, afetivas e cognitivas. Por isso, ele acompanha a criança ou adolescente com TEA e avalia como está sua aprendizagem, investiga os seus comportamentos e até mesmo elabora estratégias para realizar intervenções sempre que necessário.
Em uma certa idade, a pessoa autista reconhece o autismo como parte inerente de sua identidade individual, sendo geralmente diagnosticada com Transtorno do Espetro Autista, uma deficiência que refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social. Existem várias linhas de tratamento, desde o uso de medicamentos até o trabalho de equipe multiprofissional. Neste último caso, o psicopedagógico pode integrar a equipe, ocupando o espaço de mediador entre a escola, o educando e a equipe terapêutica.
Atividades pedagógicas 
Selecionamos algumas atividades pedagógicas para ajudar as crianças público alvo da Educação Especial, neste caso especifico, com Transtorno do Espectro Autista, a se sentirem bem na escola e a manter os alunos envolvidos e prontos para aprender de acordo com suas especificidades.
	DIFICULDADE
	ATIVIDADE
	Habilidade Social: Uma característica comum no TEA é a dificuldade de se comunicar e se conectar com os colegas. As atividades pedagógicas que trabalham as habilidades sociais ensinam as crianças a reconhecer pistas sociais, praticar, empatia, dentre outras habilidades.
	Uma atividade divertida de comunicação em grupo, ensina os alunos com autismo uma habilidade essencial: como se apresentar e aprender o nome de outra pessoa. Reunir os alunos em círculo e começar dizendo seu nome, s seguir aponte para outra criança da classe e repita o nome dela. Depois, pedir a cada criança que diga o seu nome, e seguir apontar para o colega da classe e repetir o nome dela. Essa é uma atividade divertida que ajuda as crianças com autismo a aprender o nome dos colegas e fazer novos amigos.
	Atividade Sensorial: Como as crianças com autismo costumam ter uma hipersensibilidade, é importante oferecer estratégias para que possam se concentrar nas aulas. As atividades que envolvem estímulos sensoriais mantêm as crianças mais presentes e confortáveis em sala de aula.
	Uma maneira divertida de envolver os alunos nas aulas de matemática: dar a cada criança uma bolacha ou algum outro lanche, de preferência com diferentes formas, texturas e tamanhos. Pedir para as crianças separem os alimentos por cor, forma ou outra característica. Em seguida, usar os lanches para ensinar habilidades matemáticas básicas, como contar, adicionar ou subtrair. Ao final, recompensar os alunos, deixando-os lanchar.
	Atividades que acalmam: Quando as 
Crianças com autismo se sentem sobrecarregadas, podem perder o controle de suas emoções.
	Embora a melhor estratégia para esses momentos seja procurar ajuda de um especialista da escola, algumas atividades ajudam a diminuir as situações estressantes, tais como:
- Contar até dez ou recitar o alfabeto lentamente;
- Ouvir músicas calmas e prestar atenção nos diferentes instrumentos.
- Listar cinco coisas diferentes que se pode ver na sala de aula.
- Fazer alongamentos simples e se concentrar em como seu corpo se sente.
	Ambiente Sensível ao Autismo
	A sala de aula foi projetada para ser um ambiente sensível ao autismo. Isso inclui a redução de estímulos sensoriais desnecessários, como luzes fluorescentes brilhantes, e a disponibilidade de espaços de "calma" onde Gabriel Rodrigues dos Santos pode se retirar quando necessário.
	Aprendizado multissensorial: Muitas crianças com autismo são multissensoriais e não se concentram quando as tarefas envolvem apenas um de seus sentidos.
	As lições que envolvem vários sentidos, como visão, audição e toque, podem atrair mais os alunos. Por exemplo ensinar as crianças com autismo a ler, usando letras magnéticas ou cantar uma canção infantil para aprender sobre algum tema.
	Atividade que trabalha a diversidade
	Reunir todos os alunos no chão, em círculo, pedir para cada criança que diga algo sobre si mesma, como:
“Tenho um cachorro de estimação”
“Sei tocar piano”
“Amo jogar futebol”
“Minha cor favorita é amarelo”
“Minha cor favorita é amarelo. ”
Pedir para as crianças levantem as mãos cada vez um colega falar algo que também se aplica a ela. Essa atividade ajuda a mostrar aos alunos que eles têm mais semelhança do que diferença.
	Acompanhamento e Avaliação
	O progresso de Gabrielas observações diárias e avaliações periódicas ajudaram a medir o desenvolvimento de suas habilidades de comunicação, comportamentais e sociais. Reuniões regulares com a equipe educacional e a família foram realizadas para revisar o progresso e ajustar o plano educacional necessário.
Considerações Finais
No Brasil, houve a integração de várias vertentes, para contribuição do fortalecimento do Plano Nacional Educação Especial, como propósito alcançar a incorporação de metodologias que tornasse o aluno inserido ao sistema educacional de maneira igualitária, desde que houvesse a participação do alunado, respeitando os seus limites de aprendizagem, contudo que houvesse também, conformidade na infraestrutura, nas prioridades do aluno, quanto às suas necessidades e que aduzisse a inclusão efetiva do mesmo no ambiente escolar, para uma formação social e educacional funcional.
A inclusão educacional é indicada não somente aos portadores de deficiências físicas ou mentais, mas também aos indivíduos considerados excluídos, em razão dos fatores que exijam intervenção diferenciada, tais como: orientação sexual, origem social, ou religiosa, diferença linguística e/ou cultural, etc. Caso haja qualquer empecilho que traga dificuldades de convergência ao sistema educacional, desqualifica tal sistema. 
Nos países emergentes, há uma ligação entre os grupos mais suscetíveis e a primazia de deficiências, devido à falta de saneamento básico, má alimentação, falta de acompanhamento perinatal, traumas causados por abusos e/ou violência, êxodo rural constante e trabalho infanto-juvenil. Tais situações acometem à NEE, pois causam, possivelmente, escassez de habilidades e capacidades físicas, emocionais e cognitivas.
De acordo com Célestin Freinet, as metodologias pedagógicas devem ser utilizadas de forma igualitária, para alcançar todos os alunos, independentemente de sua origem, contrariamente o ambiente social deve ser considerado, para que ocorra uma aprendizagem significativa e que seja expandida à vida real, fora da unidade escolar, pois para o pedagogo o conteúdo ensinado deve ser relacionado ao cotidiano do alunado.
Visando as diversidades, onde o docente passasse a ser um observador, visto que dentro da sala de aula há uma grande variedade de discentes, com necessidades e potencialidades distintas, facilitaria para que houvesse tomadas de decisões assertivas com métodos e estratégias adequados para cada aluno, desenvolver situações cooperativas envolvendo crianças com necessidades de educação especial, de forma que os demais alunos colaborem havendo uma inclusão e um aprendizado significativo. 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica complexa que afeta o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental de indivíduos. Aqui estão algumas considerações importantes sobre o TEA:
Espectro Variável: O TEA é um espectro, o que significa que os sintomas e características podem variar amplamente entre os indivíduos. Alguns podem ter sintomas leves, enquanto outros têm sintomas mais graves. Essa variabilidade é uma das razões pelas quais é chamado de "espectro".
Diagnóstico Clínico: O diagnóstico de TEA é baseado em critérios clínicos e comportamentais, e não em testes de laboratório. É geralmente feito por uma equipe de profissionais de saúde, que avalia o comportamento, a comunicação e as interações sociais da pessoa.
Início Precoce: Os sintomas do TEA geralmente aparecem nos primeiros anos de vida, com muitos casos sendo diagnosticados antes dos 3 anos de idade. Os pais e cuidadores muitas vezes notam atrasos no desenvolvimento da fala, dificuldades de interação social e comportamentos repetitivos.
Comunicação e Interação Social: Dificuldades na comunicação verbal e não verbal são características comuns do TEA. Isso pode incluir dificuldade em manter conversas, compreender as emoções dos outros e expressar suas próprias emoções.
Comportamentos Repetitivos: Padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos são outra característica do TEA. Isso pode incluir movimentos repetitivos, fixações em tópicos específicos e adesão rígida a rotinas.
Sensibilidades Sensoriais: Muitas pessoas com TEA têm sensibilidades sensoriais, o que significa que são hiper ou hipossensíveis a estímulos sensoriais, como luz, som, texturas e cheiros. Isso pode afetar seu conforto e bem-estar no ambiente.
Abordagem Individualizada: Devido à variabilidade no TEA, é essencial adotar uma abordagem individualizada no ensino e no tratamento. O que funciona para um indivíduo pode não funcionar para outro, portanto, é importante adaptar estratégias e terapias de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Intervenção Precoce: A intervenção precoce é fundamental para melhorar os resultados das crianças com TEA. Quanto mais cedo as estratégias de apoio são implementadas, maiores são as chances de desenvolvimento positivo.
Inclusão e Aceitação: A inclusão de indivíduos com TEA na sociedade, educação e comunidade é um objetivo importante. A aceitação e a compreensão por parte da sociedade desempenham um papel fundamental na qualidade de vida das pessoas com TEA.
Pesquisa Contínua: O entendimento do TEA continua a evoluir à medida que a pesquisa avança. Novos tratamentos, terapias e estratégias educacionais estão sendo desenvolvidos para melhor atender às necessidades das pessoas com TEA.
Em resumo, o TEA é uma condição complexa que afeta a vida de indivíduos de maneira única. A compreensão, o apoio precoce e a aceitação desempenham um papel fundamental no bem-estar e no sucesso das pessoas com TEA, promovendo seu desenvolvimento e participação na sociedade.Parte superior do formulário
Este estudo de caso demonstra como uma abordagem individualizada e sensível ao autismo pode ajudar alunos com TEA a atingir seus objetivos educacionais e a se desenvolverem de maneira positiva em um ambiente inclusivo. Cada aluno com TEA é único, e é importante adaptar o ensino às suas necessidades específicas para maximizar seu potencial.
Referências bibliográficas
FIDALGO, S. S. (2018). A linguagem da exclusão e inclusão social na escola. São
Paulo, Editora Unifesp. P. 180-181
FREINET, C. Ensaios de Psicologia sensível. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
FUNIBER (2022). Fundamentos da Educação Especial: Processos de Atenção à Diversidade.
Barcelona: Espanha.
American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Washington, DC: American Psychiatric Association. (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5).
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