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CENTRO DE ENSINO
ENFERMAGEM EM 
PACIENTES 
CRÍTICOS
TÉCNICO EM ENFERMAGEM
MODULO IV
AULA 1
A Enfermagem é uma arte!
E para realizá-la como arte, requer uma
devoção tão exclusiva, um preparo tão
rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor
ou escultor; pois o que é tratar da tela
morta ou do frio mármore comparado ao
tratar do corpo vivo, o templo do espírito
de Deus? É uma das artes; poder-se-ia
dizer, a mais bela das artes!
Florence Nightingale
A enfermagem, enquanto profissão, teve início na
Inglaterra, no século XIX, com o trabalho de Florence
Nightingale, recrutando e treinando um grupo de
mulheres para colaborarem nos cuidados e na higiene
dos soldados feridos durante a Guerra da Criméia
(1854-l856).
A história da Enfermagem
Naquela época, também com Florence
Nightingale, surgiu a ideia de classificar os
doentes de acordo com o grau de dependência,
os quais eram dispostos em enfermarias, de tal
modo que os mais graves ficassem próximos à
área de trabalho das enfermeiras, para maior
vigilância e melhor atendimento.
A história da Enfermagem
❑ Com o avanço dos procedimentos cirúrgicos, a necessidade de
maiores cuidados ao paciente, durante o período pós-operatório
imediato, levou ao desenvolvimento das unidades especiais de
terapia.
❑ Inicialmente, o tratamento era realizado em salas especiais,
adjacentes às salas de cirurgias, sendo o acompanhamento
conduzido pelo cirurgião e, posteriormente, pelo anestesista.
❑ Com o passar do tempo, foi atribuído a enfermeiros e à equipe a
responsabilidade direta pela observação e tratamento clínico dos
pacientes de risco.
❑ As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nasceram da
necessidade de oferecer suporte avançado de vida a
pacientes agudamente doentes que porventura
possuam chances de sobreviver.
❑ A unidade de terapia intensiva é a área responsável
por cuidar dos pacientes graves que se encontram
internados no Hospital.
A história da Enfermagem
A história da Enfermagem
❑ É constituída por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem,
fisioterapeutas, psicólogos, equipamentos sofisticados e
principalmente de pacientes graves.
❑ A principal finalidade da UTI é a preservação da vida do paciente.
❑ Nem todo paciente grave necessita ser internado na Terapia
Intensiva, uma vez que o internamento em UTI não está baseado
apenas na gravidade do quadro clínico. É preciso que haja
possibilidade de reversão da doença apresentada pelo paciente,
ou seja, não se encontre na fase final da doença.
A história da Enfermagem
❑ Na UTI, é comum o paciente estar
conectado a vários aparelhos, que
monitorizam ou substituem sistemas
orgânicos, todos estes equipamentos dispõe
de indicadores sonoros, para alertar a
equipe da UTI, a respeito das modificações
que ocorrem com o paciente.
❑ Embora seja desconfortável é extremamente
importante para a segurança do paciente.
CONCEITO DE UTI
❑ As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foram criadas a partir da
necessidade de atendimento ao paciente cujo estado crítico exigia
assistência e observação contínua de médicos e enfermeiros.
❑ Tal preocupação teve início com Florence Nightingale, durante a guerra da
Criméia no século XIX, que procurou selecionar indivíduos mais graves,
acomodando-os de forma a favorecer o cuidado imediato.
❑ A unidade de terapia intensiva é um conjunto de elementos que funcionam
de forma agrupada, que se destina a atender pacientes graves ou em
situação de risco, que necessitam de assistência médica e de enfermagem
continuamente, além de equipamentos e recursos humanos especializados.
❑ A UTI desempenha um papel fundamental para a chance de sobrevida
de pacientes gravemente enfermos, sejam estes vítimas de traumas
ou qualquer outro tipo de doença vital.
❑ A incorporação de tecnologia advinda da informática tem permitido o
desenvolvimento e a modernização de vários equipamentos de
monitorizarão dos diversos sistemas fisiológicos do organismo
humano, desde ventiladores mecânicos com a incorporação de vários
modos de assistência respiratória completa ou parcial, até bombas de
infusão com o controle mais exato da dosagem dos medicamentos e
de seus diluentes.
CONCEITO DE UTI
A terapia intensiva é única entre as
especialidades médicas.
O que a diferencia das outras especialidades é
que, enquanto estas buscam estreitar o foco de
interesse em um único sistema orgânico, em
uma terapia em particular ou mesmo em um
grupo etário em particular, a terapia intensiva
está voltada a pacientes com ampla variedade
de doenças, que têm como denominador
comum a sua gravidade ou o potencial para
desenvolver graves complicações a partir da
própria moléstia ou do seu tratamento.
CONCEITO DE UTI
❑ A multiplicidade de doenças observada em uma população gravemente
enferma requer um conhecimento abrangente das manifestações e dos
mecanismos da doença.
❑ A gravidade da doença exige uma abordagem do paciente,
considerada, ao mesmo tempo, específica e global, e dependente do
acúmulo de dados bem integrados.
❑ De modo geral, os ‘intensivistas’, assim chamados os praticantes da
terapia intensiva, são, em sua maioria, especialistas em pneumologia,
cardiologia, nefrologia, anestesiologia, e cirurgia.
❑ Entretanto, a habilidade para praticar uma terapia intensiva efetiva
depende dos princípios do manejo do paciente em medicina interna e
cirurgia. Neste sentido, a terapia intensiva deve ser considerada não
como uma especialidade, mas como uma filosofia de cuidados ao
paciente.
CONCEITO DE UTI
❑ Os estudos mostram que os intensivistas em tempo integral
melhoram o desfecho do paciente. Entretanto, é importante
observar que pode haver o argumento de que práticas médicas
locais, interações entre médicos de cuidados básicos,
subespecialistas, intensivistas, fatores relacionados ao paciente,
enfermagem e suporte auxiliar podem desempenhar um papel
muito maior na determinação do desfecho.
❑ Os princípios gerais da terapia intensiva serão apresentados nesta
seção, assim como alguns roteiros para aqueles que são
responsáveis pelas UTIs.
CONCEITO DE UTI
Importância da UTI
A terapia intensiva envolve o cuidado de
pacientes com doenças graves e com risco
de vida.
❑ Então, é esperado que esses indivíduos
apresentem, ou estejam na iminência de
apresentar, a disfunção de um ou mais
sistemas orgânicos.
❑ São pacientes que têm tendência a
desenvolver, por exemplo, insuficiência
renal, respiratória ou cardíaca mais
facilmente do que outros tipos de
pacientes.
Além disso, existem relações causais claras entre a falência de um sistema
orgânico e a falência de outros, como a insuficiência cardíaca, contribuindo
para a insuficiência renal, ou a insuficiência renal associada à acidose
metabólica, disfunção plaquetária e hipocalcemia.
Importância da UTI
Por exemplo, a ventilação mecânica de pacientes com
insuficiência respiratória contribui para a diminuição do
débito cardíaco e, como consequência, a disfunção
renal, a gastrintestinal e a do sistema nervoso central.
Importância da UTI
O tratamento da falência orgânica também tem um papel na
complexa interação entre os sistemas orgânicos.
Múltiplas medicações são prescritas com frequência, cada uma
necessária para o tratamento de um aspecto específico do problema
do paciente, quanto maior o número de drogas.
Serviços de Tratamento Intensivo
Os serviços de tratamento intensivo dividem-se de acordo com a faixa etária
dos pacientes atendidos, nas seguintes modalidades:
a) Neonatal – destinado ao atendimento de paciente com idade de 0 a 28 dias.
b) Pediátrico – destinado ao atendimento de pacientes com idade de 29 dias a
18 anos incompletos.
c) Adulto – destinado ao atendimento de pacientes com idade acima de 14 anos.
d) Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos incompletos, podem ser atendidos
nos Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou Pediátrico, de acordo com o
manual de rotinas do Serviço.
Toda UTI deve dispor, no mínimo, dos seguintesserviços, 24 horas por
dia:
a) Laboratório de Análises Clínicas.
b) Agência transfusional/banco de sangue
c) Diálise Peritoneal.
d) Eletrocardiografia.
e) Serviço de Imagem, com capacidade para realização de exames à
beira do leito.
Além de ser assistida por uma Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH).
Serviços de Tratamento Intensivo
Estrutura Física da UTI
Estrutura Física da 
UTI
Projetar uma UTI ou modificar uma unidade
existente, exige conhecimento das normas dos
agentes reguladores, experiência dos profissionais
de terapia intensiva, que estão familiarizados com
as necessidades específicas da população de
pacientes.
Revisões periódicas devem ser consideradas na
medida que a prática da terapia intensiva evolui.
Estrutura Física da 
UTI
O projeto deve ser abordado por um grupo
multidisciplinar, composto de diretor médico,
enfermeiro chefe da UTI, arquiteto principal,
administrador hospitalar e engenheiros.
Estrutura Física da UTI
❑ Esse grupo deve avaliar a demanda
esperada da UTI baseado na avaliação
dos pontos de fornecimento de seus
pacientes, nos critérios de admissão e
alta, e na taxa esperada de ocupação.
❑ É necessária uma análise dos recursos
médicos, de pessoal de suporte
(enfermagem, fisioterapia, nutricionista,
psicólogo e assistente social) e da
disponibilidade dos serviços de apoio
(laboratório, radiologia, farmácia e
outros).
Estrutura Física da UTI
❑ A UTI dede ser uma área geográfica
distinta dentro do hospital.
❑ Quando possível, deve ter acesso
controlado, sem trânsito para os outros
departamentos.
❑ A sua localização deve ter acesso direto e
ser próxima de: elevador, serviço de
emergência, centro cirúrgico, sala de
recuperação pós-anestésica, unidades
intermediárias de terapia e serviços
laboratório e radiologia.
Número de 
Leitos
Número de Leitos
A população do hospital é quem determina o número de leitos necessários para
fornecer uma cobertura segura e adequada para os pacientes gravemente doentes
em um hospital.
Além deste, outros fatores tais como:
✓ A quantidade de cirurgias;
✓ O grau de compromisso com os cuidados intensivos pela administração do
hospital;
✓ Médicos e enfermeiros;
✓ E os recursos institucionais.
Um método empírico comumente abordado pelos autores é que um hospital
geral deve destinar 10% da sua capacidade de leitos para UTI.
➢ Uma UTI deve compor, no mínimo, cinco leitos, em hospitais com
capacidade para cem ou mais leitos.
➢ Uma instalação com menos de cinco leitos se torna impraticável e onerosa,
tendo o seu rendimento insatisfatório no que diz respeito ao atendimento.
➢ Do ponto de vista funcional, o ideal a ser considerado é de oito a doze leitos
por unidade.
Número de Leitos
Forma da Unidade
❑ Os leitos de UTI podem estar dispostos em área comum (tipo
vigilância), em quartos fechados ou área mista.
✓ Este tipo de espaço proporciona a observação contínua do paciente, no qual
é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis, que proporcionam
relativa privacidade.
➢ Unidades em área comum:
➢ Unidades em quarto fechado:
Forma da Unidade
✓ Estas áreas devem ser dotadas de painéis de vidro, de modo a facilitar a
observação dos pacientes, sendo necessária uma central de monitorização
no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiógrafa e
frequência cardíaca.
✓ Recomendam-se, ainda, em cada instalação de saúde, as salas de
isolamento de compressão positiva e negativa, que irão depender,
principalmente, da população de pacientes e dos requisitos do
departamento de saúde pública.
Áreas de Internação
Áreas de pacientes:
❑ De acordo com os especialistas em UTI, nestas
áreas, os pacientes devem ficar localizados de
modo que a visualização direta ou indireta se
possível durante todo o tempo, permitindo a
monitorização do seu estado em função das
circunstancias de rotina e de emergência.
❑ O projeto ideal deve ser aquele que permita
uma linha direta de visão entre o paciente e o
posto de enfermagem.
Áreas de Internação
❑ Em relação à sobrecarga auditiva nas UTIs, o Conselho Internacional de
Ruído recomenda que o nível de ruído não ultrapasse 45dB(A) durante o
dia, 40dB(A) durante a noite e 20dB(A) durante a madrugada.
❑ Recomenda-se a utilização de pisos que absorvam os sons, levando-se
em conta os aspectos de manutenção do controle das infecções
hospitalares, dos equipamentos e sua movimentação.
❑ Além disso, as paredes e tetos devem ser construídos com material de
alta capacidade de absorção acústica.
Posto de enfermagem:
➢ O posto de enfermagem deve ser centralizado, com, no mínimo, um para
cada doze leitos, e prover uma área confortável, de tamanho suficiente
para acomodar todas as funções da equipe de trabalho, com dimensões
mínimas de 8m2.
➢ Cada posto deve ser servido por uma área de serviços destinada ao
preparo de medicação, com dimensão mínima de 8m2, e ser localizado
anexo ao posto de enfermagem.
Áreas de Internação
Posto de enfermagem:
➢ Deve haver iluminação adequada de teto, para tarefas específicas, energia
de emergência, instalação de água fria, balcão, lavabo, um sistema funcional
de estocagem de medicamentos, materiais e soluções e um relógio de
parede.
➢ No caso da utilização de sistemas informatizados, é necessário um espaço
para terminais de computador e impressoras.
➢ Deve ser previsto um espaço para colocar os gráficos de registros médicos e
de enfermagem, que devem ser armazenados em prateleiras ou armários, de
modo que possam ser facilmente acessados por todas as pessoas que
requeiram o seu uso.
Áreas de Internação
Sala de utensílios limpos e sujos:
➢ Estas salas devem ser separadas e não interligadas. Seus pisos devem ser
cobertos com materiais sem emendas ou junções, de modo a facilitar a
limpeza.
➢ Utiliza-se a sala de utensílios limpos para armazenar suprimentos limpos e
esterilizados, podendo, ainda, acondicionar roupas limpas.
➢ As prateleiras e os armários para armazenagem devem estar em locais
acima do solo, para facilitar a limpeza do piso.
Áreas de Internação
Sala de utensílios limpos e sujos:
➢ A sala de expurgo (materiais sujos) deve ser localizada fora da área de
circulação da unidade.
➢ Pode ter uma pia e um tanque, ambos com torneiras misturadoras de água
fria e quente, para desinfecção e preparo de materiais.
➢ Deve ser projetada para abrigar roupa suja antes de encaminhar ao destino,
dispor de mecanismos para descartar itens contaminados com substâncias e
fluidos corporais.
➢ Recipientes especiais devem ser providenciados para descartar agulhas e
outros objetos perfurocortantes.
Áreas de Internação
Sala de utensílios limpos e sujos:
➢ Para desinfecção dos materiais não descartáveis, são necessários dois
recipientes com tampa, um para materiais de borracha e vidro e outro para
materiais de inox, ou uma máquina processadora.
➢ Banheiro dos pacientes: O banheiro dos pacientes deve ser localizado na
área de internação da unidade (geral) ou anexo ao quarto (isolamento).
Todos os banheiros e sanitários de pacientes internados devem ter
duchas higiênicas e chuveiro.
Áreas de Internação
Sala de serviços gerais:
➢ Destinada à guarda de materiais e soluções utilizadas na limpeza e desinfecção
da Unidade. 
➢ Deve ser provida de tanque e prateleiras suspensas. 
Sala de procedimentos especiais: 
➢ Sua localização deve ser dentro ou adjacente à UTI, podendo atender às
diversas UTIs próximas. 
➢ Deve ser de fácil acesso, com tamanho suficiente para acomodar os
equipamentos e as pessoas necessárias. 
➢ As capacidades estruturais devem ser compatíveis com serviços fornecidos pela 
UTI
Áreas de Internação
Sala de armazenamento de equipamentos:
➢ É importante que seja planejada uma área para guardar os equipamentos
que não estão em uso ativo, de fácil acesso e espaço adequado para
pronta localização e remoção do equipamento desejado.
➢ Devem ser previstas tomadas elétricas aterradas em número suficientepara permitir a recarga dos equipamentos que operam com bateria.
Áreas de Internação
Laboratório:
➢ Todas as UTIs devem ter serviço de laboratório clínico disponível vinte e
quatro horas por dia.
➢ Quando o laboratório central do hospital não puder atender as
necessidades da UTI, um laboratório satélite dentro da UTI (ou adjacente)
deve ser capaz de fornecer os testes químicos e hematológicos mínimos,
incluindo análises de gases do sangue arterial (aparelho de gasometria).
Áreas de Internação
Áreas de Internação
Sala de reuniões:
➢ É importante que uma área distinta ou
separada, porém próxima de cada UTI ou
grupos de UTIs, seja preparada para reuniões
entre os profissionais de saúde, para que
possam observar, armazenar registos médicos,
estudar e discutir os casos dos pacientes.
➢ Deve ter um negatoscópio ou carrossel de
tamanho adequado, para permitir a observação
simultânea de uma série de radiografias.
Área de descanso dos funcionários:
➢ Ao planejar uma UTI (ou agrupamento de UTIs), deve-se prever uma
sala de descanso, ligada a esta por um sistema de intercomunicação.
➢ Um local privado, confortável, com ambiente descontraído, contendo
sanitários masculino e feminino, dotados de chuveiro e armários.
➢ Além disto, deve ter uma copa, com instalações adequadas, utensílios
eletrodomésticos.
Áreas de Internação
Conforto médico:
➢ O centro médico deve ser próximo à área de internação, de fácil acesso, com
instalações sanitárias e chuveiro.
➢ A sala deve ser ligada à UTI por telefone e/ou sistema de intercomunicação.
Sala de estudos:
➢ Uma sala de estudos para equipe multidisciplinar da UTI deve ser planejada
para educação continuada, ensino dos funcionários ou aulas
multidisciplinares sobre terapia dos pacientes.
➢ Devem estar previstos também recursos audiovisuais, equipamentos
informatizados interativos para autoaprendizado e referências médicas,
enfermagem e outros.
Áreas de Internação
Recepção da UTI:
➢ Cada UTI ou agrupamento de UTIs deve ter uma área para controlar o acesso
de visitantes.
➢ A sua localização deve ser planejada de modo que os visitantes se
identifiquem antes de entrar.
➢ Por ser uma unidade de acesso restrito, é desejável que a entrada para os
profissionais de saúde, seja separada dos visitantes, e que tenha um sistema
de intercomunicação com as áreas da UTI efetivo.
Áreas de Internação
Sala de espera de visitantes:
➢ A sala de espera e visitantes é uma área indispensável e deve ser localizada próximo
de cada UTI ou agrupamento de UTIs.
➢ É destinada aos familiares de pacientes, enquanto aguardam informações ou são
preparados para visita na unidade.
➢ O acesso de visitantes deve ser controlado pela recepção.
➢ Um bebedouro e sanitários devem ser localizados dentro da área ou próximo a ela.
➢ São desejáveis para este ambiente cores vivas, carpete, janelas, iluminação indireta e
suave.
➢ Devem ser previstos telefones públicos, sofás, cadeiras retas e reclináveis, terminais
de circuito interno de TV e materiais educativos.
Áreas de Internação
Rota de transporte de pacientes:
➢ Os corredores utilizados para transportar os pacientes devem ser
separados daqueles utilizados pelos visitantes.
➢ O transporte dos pacientes deve ser rápido e a privacidade
preservada.
➢ Quando necessário, o uso de elevadores, deve ser previsto um
tamanho superdimensionado e separado do acesso público
Áreas de Internação
Corredores de suprimento e serviço:
➢ Em cada UTI deve ser planejado um corredor com 2,4 metros, portas com
abertura no mínimo 0,9 metros, permitindo fácil acesso.
➢ A circulação exclusiva para itens sujos e limpos é uma medida dispensável.
O transporte de material contaminado pode ser por meio de quaisquer
ambiente e cruzar com material esterilizado ou mesmo com o paciente,
sem risco algum, uma vez que esteja acondicionado em carros fechados,
com tampa e técnica adequada.
➢ O revestimento do piso deve ser resistente a trabalho pesado e permitir que
os equipamentos com rodas se movam sem dificuldades
Áreas de Internação
Módulo de pacientes:
➢ Os módulos dos pacientes devem ser projetados para apoiar todas
as funções necessárias de saúde.
➢ A área de cada leito deve ser suficiente para conter todos os
equipamentos e permitir livre movimentação da equipe para atender
às necessidades de terapia do paciente
Áreas de Internação
Módulo de pacientes:
Segundo as Normas para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais
de Saúde:
➢ O quarto fechado para adulto ou adolescente deve ter dimensão mínima de 12
m2, com distância de 1,0 metro entre paredes e leito, exceto cabeceira.
➢ A área coletiva deve ter dimensões mínimas para 10 m2, distância de 1,0 metro
entre paredes e 2,0 metros entre leitos.
➢ O quarto de isolamento é recomendável, e deve ser dotado de banheiro privativo
e de área específica para recipientes estanques de roupa limpa e suja e de
lavatório.
➢ Na ausência de isolamento, o quarto privativo tem flexibilidade para, sempre que
for requerida proteção coletiva, operar como isolamento.
Áreas de Internação
➢ No projeto da UTI, um ambiente que minimize o stress do paciente e dos
funcionários, deve ser planejado, incluindo iluminação natural e vista
externa.
➢ As janelas são aspectos importantes de orientação sensorial e o maior
número possível das salas deve ter janelas, para indicação de dia/noite.
➢ Para controlar o nível de iluminação, podem-se utilizar cortinas, toldos
externos, vidros pintados ou reflexivos.
Áreas de Internação
Áreas de Internação
Outros recursos para melhorar a orientação sensorial dos pacientes:
➢ Provisão de calendário, relógio, rádio, televisão e ramal telefônico.
➢ A instalação de TV deve ficar fora do alcance dos pacientes e o equipamento
deve ser operado por controle remoto.
➢ Privacidade dos pacientes. O uso de persianas, cortinas, biombos e portas
controla o contato do paciente com a área ao redor.
➢ Uma poltrona deve estar disponível à beira do leito para visita de familiares.
➢ A escolha das cores das paredes proporciona descanso e propicia ambiente
tranquilo.
Serviços de utilidade:
➢ Uma UTI deve ter recursos que propiciem segurança para os
pacientes e funcionários, sob condições normais e de emergência.
➢ Cada unidade deve ser provida de eletricidade, água, vácuo
clínico, oxigênio, ar comprimido e devem atender as normas
mínimas ou os códigos dos agentes reguladores ou
credenciadores.
➢ Quando localizadas adequadamente, permitem fácil acesso à
cabeceira do paciente, facilitando o atendimento de urgência.
➢ Se o sistema de colunas não for viável, os serviços de utilidades
podem ser fornecidos no painel de cabeceira.
Áreas de Internação
Áreas de Internação
Recursos humanos:
Toda UTI, em suas 24 horas de funcionamento, deve dispor de:
❑ Um médico plantonista para cada dez leitos, responsável pelo atendimento
na UTI e semi-intensiva, quando existente;
❑ Um enfermeiro para cada turno de trabalho;
❑ Um técnico de enfermagem para cada dois leitos de UTI adulto ou
pediátrico e um técnico de enfermagem para cada leito de UTI-neonatal;
❑ Um fisioterapeuta;
❑ Um auxiliar de serviços diversos/secretária;
❑ Um funcionário exclusivo para serviços de limpeza.
Recursos humanos:
Os plantonistas da UTI que não apresentarem título de especialista
em medicina intensiva devem possuir, no mínimo, estágio ou
experiência profissional comprovada pela Associação de Medicina
Intensiva Brasileira (Amib) de, pelo menos, um ano na área.
Áreas de Internação
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
Uma unidade de terapia intensiva tem algumas características
peculiares:
➢ A gravidade dos pacientes internados;
➢ A ênfase no conhecimento técnico-científico;
➢ Na tecnologia;
➢ A ansiedade dos pacientes e familiares;
➢ A possibilidade, muitas vezes tão próxima, da ocorrência da
morte, dentre outras.
Tais características nos levam a refletir acerca dos valores éticos e
humanos que envolvem o cuidar emterapia intensiva, nos propondo
alguns questionamentos:
✓ Nesse local é possível pensar em formas de participação do paciente?
✓ Como é considerado o homem?
✓ As técnicas invasivas e os recursos tecnológicos respondem a que
necessidades do ser humano?
✓ E possível humanizar esse serviço de saúde?
✓ Que direitos podem ser garantidos aos pacientes de terapia intensiva?
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
Ética é o conjunto de princípios morais que regem os direitos e deveres de um
indivíduo ou de uma organização.
A Bioética é uma ética aplicada na área da Ciência da vida e da ciência gera muitos
conflitos na prática, os profissionais precisam estar norteados por um pensamento
ético para que a sua ação seja um ato que não atinja a integridade do cidadão que
receberá a assistência.
Para trabalhar na área de saúde prestando assistência às pessoas que necessitam
tanto desse cuidado, que estão vulneráveis e muitas vezes em risco iminente de
morte não é necessário apenas ter conhecimento científico, biológico, é muito
importante e necessário conhecer os valores humanos.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
Ética, Bioética em
Terapia Intensiva
Quem nunca passou por uma
situação no campo de trabalho em
que se questionou se aquele
procedimento, aquela ação que
estava fazendo estava correta, se era
ético?
Os pacientes em UTI, muitas vezes, ficam
impedidos de falar, de se expressar com mais
clareza, devido a presença de tubos, aparelhos
de ventilação artificial, sedação, coma, dentre
outros aspectos, perdendo o poder de controlar
o seu próprio corpo quanto aos cuidados diários
de higiene, vestimentas, alimentação,
movimentação, dependendo completamente dos
cuidados dos profissionais de saúde.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
❑ Além de monitorização completa e vigilância 24 horas, ainda é
função da UTI amenizar sofrimentos, tais como a dor e a falta de ar.
❑ Independentemente do prognóstico, é importante proporcionar
conforto adequado respeitando a dignidade e autodeterminação de
cada pessoa internada.
❑ É importante observar também o uso dos recursos tecnológicos,
tão necessários à manutenção da vida, porém os profissionais não
devem se esquecer de que jamais a máquina substituirá a essência
humana.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
❑ É possível resgatar a totalidade da pessoa humana, a partir de
outro olhar para o paciente de UTI, que ultrapassa a lógica
racional, a detecção de sinais e sintomas que se diferem dos
padrões de normalidade, ou seja, é preciso mudar a visão pela
qual esses pacientes são reduzidos apenas à vida biológica, a um
corpo a ser manipulado, pois os procedimentos executados e os
aparelhos utilizados, respondem a algumas necessidades
biológicas, mas não às necessidades individuais que cada pessoa
tem
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
O cuidar técnico em UTI se torna complexo em muitos aspectos.
Um banho, uma mudança de decúbito, uma higiene oral são
procedimentos razoavelmente simples, mas que exigem ainda
mais cuidados, principalmente, tendo em vista a atenção para
que esses procedimentos não lesem o paciente, por exemplo,
desconectando-o da máquina que no momento dá sustentação
à vida dele.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
 Contudo, durante os procedimentos,
devemos dedicar o devido respeito ao
paciente, explicar o procedimento que
será realizado, bem como sua finalidade,
mesmo que, aparentemente, ele não
esteja escutando.
 O fato de ele não poder naquele
momento, queixar-se da forma com a
qual o profissional de saúde lhe presta
assistência, não dá este o direito de
tratá-lo mal, ou como se fosse apenas
um trabalho a realizar, ignorando que ali
está um ser humano, lutando para
sobreviver
❑ Na literatura de enfermagem, principalmente a partir da década de 80, revelam-
se preocupações com respeito à privacidade do paciente, à assistência
psicoespiritual, à presença dos familiares, às informações acerca da gravidade,
dos riscos e prognósticos, entre outros aspectos.
❑ Entretanto, esses cuidados não devem ser oferecidos como um cuidado extra,
prestados, às vezes, a alguns pacientes.
❑ O fato de o paciente não poder perceber o que está se passando à sua volta,
não dá ao profissional de saúde o direito, por exemplo, de realizar o banho no
leito sem preservar sua privacidade, pois assim estaria violando um direito do
paciente, pelo fato de não poder exercer sua autonomia naquele momento,
além de apresentar uma postura antiética.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva
❑ A gravidade, a dependência, o medo da morte e do desconhecido
podem tornar o paciente “desligado” dos seus próprios direitos
enquanto paciente hospitalizado e pessoa humana, tendo o seu
corpo totalmente entregue aos profissionais de saúde.
❑ Cabe a estes zelar por esse corpo como se fosse o próprio, como
gostariam que agissem consigo ou com um ente querido seu, caso
vivenciasse a mesma situação.
❑ Sendo assim, a ética profissional é imprescindível para a qualidade
da assistência ao paciente gravemente enfermo.
Ética, Bioética em Terapia Intensiva

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