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HISTÓRIA DA ENFERMAGEM (AULA 1) 
Prof.: Rosa Kethllyn 
 
➢ HISTÓRIA 
• DEFINIÇÃO 
A palavra História é de origem grega e significa aquela que conhece. Tem um sentido ambíguo quando significa 
o passado e tudo que aconteceu no passado e também o registro do passado – tudo o que foi dito ou escrito. O passado 
independe de nós para existir, existe em si. Aconteceu mesmo que os historiadores tenham deixado de registrá-lo. O 
estudo da História é a exposição da vida em movimento contínuo. Um povo ignorante de sua história é como um 
homem sem memória. Ciência e Arte: É produto da imaginação e do estilo literário. É matéria definida, trabalho 
científico. 
O papel da enfermeira, como mãe, nutridora e educadora, amplia-se para o cuidado de doentes, idosos e 
necessitados. Com a ameaça da segurança e da doença a cuidadora (em geral papel atribuído à mulher) dedica -se a 
prover, além da atenção e do afeto, o conforto e demais atividades que possibilitem o bem-estar, a restauração do corpo 
e da alma e a dignidade. Mais tarde a cuidadora auxilia no desenvolvimento de atividades, não só do conforto, mas 
daquelas que promovam a redução da dor e da incapacidade. Portanto, cuidar é um ato individual que prestamos a nós 
próprios, desde que adquirimos autonomia, mas é, igualmente, um ato de reciprocidade que somos levados a prestar a 
toda pessoa que, temporária ou definitivamente, tem necessidade de ajuda para assumir as suas necessidades vitais. 
Segundo COLLIÉRE: Cuidados cotidianos e habituais são os ligados às funções de manutenção e continuidade 
da vida. Representa todos os cuidados permanentes e cotidianos (alimentação, hidratação, calor, luz, etc). Já os 
cuidados de reparação ou tratamento da doença asseguram a continuidade da vida. Tem como fim limitar a doença ou 
lutar contra ela e atacar as suas causas. Cuidar não pode ser um ato isolado, amputado de toda a inserção social. Cuidar 
é um ato social que só atinge plenitude se tiver em conta um conjunto de dimensões sociais. 
Segundo WALDOW: Cuidar significa comportamentos e ações que envolvem conhecimento, valores, 
habilidades e atitudes empreendidas no sentido de favorecer as potencialidades das pessoas para manter ou melhorar 
a condição humana no processo de viver e morrer. E cuidado é entendido como o fenômeno resultante do processo de 
cuidar. 
 
• IMPORTÂNCIA 
Stewart (1977) destaca: “Nenhuma ocupação pode ser compreendida inteligentemente sem ter sido pelo menos em 
alguns de seus aspectos analisada à luz da história interpretada sob o ponto de vista humano”. Portanto, a enfermeira 
que conhece apenas acontecimentos do presente deixa não somente de usufruir de uma fonte perene de interesse, como 
também se torna incapaz de avaliar e julgar corretamente os acontecimentos atuais. 
 
• LINHA DO TEMPO 
✓ Na antiguidade remota, cabia às mulheres cuidar da habitação e da prole, além de feridos e idosos; aos homens 
cabia prover as necessidades como alimentação, deveriam cuidar de ferimentos de guerra, traumatismos e fraturas, 
assim como dominar pessoas agitadas ou embriagadas. Dessa organização de tarefas surgiu a primeira divisão sexuada 
do trabalho. 
✓ O cristianismo exerceu enorme influência na ação de cuidar, pois, ao valorizar o cuidado com pobres e doentes, 
fez com que pessoas da nobreza, como reis e rainhas, se despojassem de seus bens para se dedicar à caridade. 
✓ A queda do Império Romano, em 476, foi seguida por um grande caos, e a Igreja teve dificuldade em organizar 
-se, mas conseguiu fazê-lo em três frentes: a luta pelo poder que mantinha nas cidades com os aristocratas e monarcas; 
o desenvolvimento da vida monástica como alternativa para dar proteção a homens e mulheres nos mosteiros; e a 
organização e patrocínio das Cruzadas para libertar a Terra Santa do poder de muçulmanos. 
✓ As Cruzadas eram expedições militares que contavam com os guerreiros, monges e senhores feudais. Todos 
estampavam uma cruz vermelha nos ombros, no peito e nas bandeiras. A Terra Santa era buscada por peregrinos que 
queriam visitar o túmulo de Cristo, mas eles sofriam perseguições de muçulmanos. Para cuidar dos cruzados e 
peregrinos feridos, surgiram ordens militares, muitas delas formadas por monges enfermeiros, basicamente por 
homens. Assim, a enfermagem era uma atividade masculina e havia entre eles muitas regras rígidas de hierarquia e 
obediência. 
✓ Lutero provocou uma grande divisão na Igreja Católica, por causa das indulgências, em 1520. Depois de romper 
com a Igreja, traduziu a Bíblia para o alemão e aumentou o número de seguidores. João Calvino, convertido ao 
luteranismo, introduziu uma reforma mais severa e intransigente. O Rei Henrique VIII, da Inglaterra, também rompeu 
com o catolicismo, o que levou a expulsão de religiosos que cuidavam dos abrigados nos conventos e mosteiros 
católicos. Era o período negro da enfermagem. 
✓ Grécia e Roma Inicialmente acorria-se aos templos para pedir ajuda aos deuses. Depois Hipócrates dissociou 
a medicina das superstições, começando a estudar o lado biológico dos indivíduos. Ele foi considerado também o pai 
da enfermagem. Roma, por seu lado, distinguiu -se pelas obras de saneamento, com água abundante, banhos públicos, 
redes de esgoto, sepultamento de morto se outras práticas. Sendo um império de guerreiros, era natural que, em vez 
de templos, tivessem casas para abrigar guerreiros feridos, gladiadores e atletas, que eram cuidados inicialmente pelos 
escravos e depois, pelas matronas e diaconisas. Seriam as bases dos futuros hospitais de Roma. Interessante observar 
que as diaconisas foram tidas como as primeiras damas da lâmpada, pois Florence Nightingale muitos séculos depois 
seria considerada a autêntica Dama da Lâmpada. São João de Deus, ao construir um hospital, em Granada, foi 
provavelmente um dos pioneiros que no século XVI destinou uma cama para cada paciente e separou os enfermos por 
doenças. Já na Grécia existiam os iatrions (médicos) para atender doentes que não precisassem ficar hospedados. 
✓ Theodor Fliedner, pastor protestante, fundou na Alemanha a Ordem das Diaconisas, com sua mulher, 
Frederika, onde ensinavam a arte da enfermagem e onde Florence recebeu os primeiros ensinamentos. 
✓ A Cruz Vermelha foi outra instituição que surgiu para o alívio de feridos de guerra e se internacionalizou 
com a fundação de instituições com objetivos comuns. Uma das formas de dar alívio aos soldados foi a criação de 
escolas de enfermagem. 
 
➢ ORIGENS DA ENFERMAGEM 
 
✓ A mãe como primeira enfermeira da família; 
✓ Plena convicção de que as doenças eram um castigo de Deus, ou efeitos do poder diabólico exercido sobre os 
homens; Tais crenças levaram os povos primitivos a recorrer a seus sacerdotes e feiticeiros, acumulando estes as 
funções de médico, farmacêutico e enfermeiro. 
Segundo Geovanini o desenvolvimento histórico das práticas de saúde obedece à relação do objeto de pesquisa com 
a realidade histórica, ficando assim subdividido: 
1) As práticas de saúde instintivas: grupos nômades primitivos. Plano de fundo: as concepções evolucionistas e 
teológicas. 
2) As práticas de saúde mágico-sacerdotais: aborda a relação mística entre as práticas religiosas e as práticas de 
saúde primitivas desenvolvidas pelos sacerdotes nos templos. Este período corresponde à fase de empirismo. 
3) As práticas de saúde no alvorecer da ciência: relaciona a evolução das práticas de saúde ao surgimento da 
filosofia e ao progresso da ciência. Inicia-se no século V antes de Cristo, estendendo-se até os primeiros séculos da 
Era Cristã. 
4) As práticas de saúde monástico-medievais: focaliza a influência dos fatores socioeconômicos e políticos do 
medievo e da sociedade feudal nas práticas de saúde e as relações destas com o cristianismo. Está entre os séculos 
V e XIII. 
5) As práticas de saúde pós-monáticas: prática de enfermagem no contexto dos movimentos Renascentistase da 
Reforma Protestante. Período que vai do final do século XIII ao início do século XVI. 
6) As práticas de saúde no mundo moderno: práticas de saúde e de enfermagem sob a ótica do sistema político-
econômico da sociedade capitalista e o surgimento da enfermagem como prática profissional. Esta análise inicia-se 
com a Revolução Industrial no s éculo XVI e culmina com o surgimento da enfermagem moderna na Inglaterra, no 
século XIX. 
 
➢ AS TRADIÇÕES DA ENFERMAGEM 
 
1) O BROCHE DA ENFERMAGEM: Pode datar do tempo das Cruzadas, quando os Cruzados, marchando até 
Jerusalém par a reaver a Terra Sagrada, tiveram cruzes gravadas em suas cabeças ou peitos como símbolos de boa 
fortuna. Após a captura de Jerusalém em 1099, alguns dos Cruzados notaram o excelente cuidado de enfermagem 
fornecido pelo St. John Hospital e decidiram incorporar o grupo de enfermagem. Um uniforme foi concebido para o 
grupo que incluía uma túnica negra com uma Cruz de Malta branca no peito. 
2) A TOUCA DE ENFERMAGEM: A touca branca da diaconisa dos primórdios da Era Cristã e o véu de freira da 
Idade Média são apontados como os precursores da touca de enfermagem. Era considerado próprio para as mulheres 
manter a cabeça coberta naqueles dias. A touca adquirida pelos estudantes em Kaiserwerth, quando Florence 
Nightingale era uma estudante, tinha forma de um capuz, com um franzido em volta da face, e era amarrado em baixo 
do queixo. Além disso, o corte curto de cabelo não era aceitável para as mulheres e o uso de uma cobertura na cabeça 
ajudava a prender o cabelo. 
3) O UNIFORME DE ENFERMAGEM: Oriunda da história religiosa e militar. O uniforme fornece uma mensagem 
forte, não verbal, sobre a imagem de alguém. A enfermeira vestida em um uniforme branco, nos anos 50 e 60, veiculava 
uma impressão de confiança, competência, profissionalismo, autoridade, atribuições e responsabilidade. 
4) A LÂMPADA: É o símbolo significante ou dominante (de maior relevância) da enfermagem e Florence Nightingale, 
o mito da categoria. A cerimônia da lâmpada era realizada durante as solenidades de formatura e tinha como objetivo 
homenagear a aluna que, durante a formação, havia “incorporado”, de maneira exemplar, os princípios apregoados por 
Florence Nightingale. Essa aluna passava a ser a Dama da Lâmpada e conduzia, em silêncio, a lâmpada acesa por entre 
as alunas que formavam um corredor, levando-a até a mesa onde estavam as autoridades presentes. Essa lâmpada 
permanecia acesa durante toda a solenidade de formatura, remetendo o espírito de “doação” e de “amor” com que 
Florence cuidou dos doentes. 
 
➢ OS POVOS ANTIGOS DA ENFERMAGEM 
 
✓ Egito: Realizaram a descrição de doenças, operações e drogas; faziam orações durante a administração de 
drogas; iniciaram as técnicas do uso de bandagens para o preparo do corpo das múmias; acreditavam na influência dos 
astros sobre a saúde; A religião proibia a dissecção do corpo humano, opondo barreiras para o progresso científico. 
✓ China: Deram também às suas experiências de cuidado um caráter religioso; os médicos que se faziam notar 
eram adorados como deuses; O cuidado dos enfermos era função sacerdotal; descreveram em sua Farmacopéia mais 
de 2000 medicamentos; A dissecção de cadáveres era proibida. 
✓ Índia: O período áureo da medicina e da enfermagem hindu foi devido ao budismo; O tratamento geral das 
doenças consistia em: dieta, banhos, clisteres, inalações; os hindus queriam que seus enfermeiros tivessem: asseio, 
habilidade, inteligência, conhecimento de arte culinária e de preparo de remédios. Deveriam ser moralmente puros, 
dedicados e cooperantes; Era proibido dissecar cadáveres de animais e de seres humanos; Leis de Manu: as doenças 
eram consideradas produções de espíritos malignos ou um castigo que Deus impunha aos culpados. Atribuíam doenças 
a crimes. 
✓ Japão: O cuidado também possuía um caráter religioso; A eutanásia era lícita; A única terapêutica era das águas 
termais. 
✓ Palestina: Crença em um só Deus (monoteísmo). Os preceitos religiosos prevaleciam como deveres sagrados: 
a proteção aos órfãos, às viúvas e a hospitalidade ao estrangeiro. 
✓ Grécia: No Pré-Hipocrático, as primeiras teorias se prendiam a mitologia; Haviam as Xenodóquias (primeira 
menção de um ambiente para o cuidado) para o tratamento de doentes; havia também os Iatrions que correspondiam 
aos nossos atuais ambulatórios. No Pós-Hipocrático, Hipócrates, o Pai da Medicina, conseguiu explicar a cientificidade 
das doenças: Insistia sobre a observação cuidadosa do doente para o diagnóstico, o prognóstico e a terapêutica; 
desenvolveu a Teoria Humoral pela qual considerava a saúde como o equilíbrio dos humores: sangue, linfa e bile 
(branca e negra). O seu desequilíbrio significava a doença; teve uma grande importância no desenvolvimento da 
anatomia, através da dissecção de cadáveres. 
✓ Assíria e Babilônia: Estabelece castigos rigorosos para os médicos em caso de fracasso; os cuidados eram 
todos baseados na magia e orações, acreditando-se que sete demônios causavam as doenças; deitavam os enfermos 
nas ruas para que os transeuntes receitas sem conforme suas experiências; as epidemias eram atribuídas às influências 
astrais. 
✓ Roma: Distinguiram-se pelas obras de saneamento, ruas limpas, redes de esgoto, casas bem ventiladas, água 
pura abundante, banhos públicos, combate à malária; os serviços de enfermagem eram também confiados aos escravos; 
com a influência grega crescendo Júlio César começou a conceder título de cidadão romano a os médicos estrangeiros. 
 
➢ O PERÍODO DA UNIDADE CRISTÃ 
 
A sublimidade de sua doutrina e a força de seus meios de santificação levaram seus primeiros cristãos a uma vida tão 
santa que seu exemplo foi seguido por muitos anos, através da Lei da Caridade. 
 
1) Diáconos (ou diaconisas): As viúvas que dispunham de tempo, assim como as virgens que se consagravam a 
Deus, tomavam arte ativa no socorro aos pobres e a os doentes; 
2) Diaconias e xenodoquia: Diaconias eram lugares onde se recolhiam os doentes em casas particulares ou hospitais; 
Edito de Milão: possibilitou aos cristãos a liberdade de culto e estimulou a fundação de hospitais cristãos. 
3) As grandes abadessas: Eram as diretoras dos conventos femininos; Destacam-se: Santa Radegunda e Santa 
Hildegard a (está possuía grandes conhecimentos de ciências naturais, enfermagem e medicina e dava importância à 
água na terapêutica). 
4) Ordens militares: Jerusalém caiu em poder dos muçulmanos; Com a perseguição aos cristãos pelos muçulmanos 
cresceu a ideia de libertação do túmulo de Cristo; Esse período foi marcado pelas Cruzadas; Devido às perseguições aos 
peregrinos cristãos, foram criados para socorrê-los os Hospitais de São João e de Santa Maria Madalena (o primeiro 
para homens e o segundo para mulheres). 
5) Ordens seculares: As Cruzadas não atingiram seu objetivo de tomar o túmulo de Cristo dos muçulmanos; 
São Francisco fundou a Ordem dos Frades Franciscanos; Priorizavam a pregação religiosa, visitavam hospitais, 
curavam as chagas; Fundou também a segunda ordem de religiosas chamadas de Clarissas; São Francisco 
instituiu a Ordem Terceira , cujos membros praticavam a perfeição cristã, mas não faziam votos e nem deixavam 
seus lares , sendo em maioria nobres. 
6) Decadência da enfermagem: Sendo a enfermagem exercida exclusivamente pela Igreja, a baixa nas suas doutrinas 
repercutiu na quantidade e na qualidade do atendimento às pessoas enfermas; Escasseavam donativos e leitos. 
7) Período crítico da enfermagem = reforma religiosa: Sua causa principal era o afastamento dos princípios cristãos; 
Ao protestar contra os abusos, arrastaram a cristandade à quebra de sua unidade; Renunciaram ao catolicismo, 
expulsaram dos hospitais as religiosas que se dedicavam aos doentes; Não havia nenhumaorganização religiosa 
ou leiga específica para o cuidado dos enfermos; Foram obrigados a fechar um grande número de hospitais; 
As pessoas que realizam os cuidados eram das mais baixas escalas sociais e de duvidosa moralidade; As pessoas 
relutavam a se internar nos hospitais. Charles Dickens nesta época descreveu uma personagem caricata chamada Sairy 
Gamp, nome este que serve para designar enfermeiras ignorantes e sem ideais. 
8) Concílio De Trento: Criado para esclarecer os pontos doutrinários atacados pelos protestantes e tomar as 
necessárias providências para os problemas emergentes; durou 18 anos; foram feitas recomendações aos bispos para 
organização, manutenção e fiscalização dos serviços hospitalares e orientações para a assistência espiritual nos hospitais; 
 
➢ PERSPECTIVA HISTÓRICA 
 
1) Imagem folclórica da Enfermagem (tempos primitivos): Primeira mãe; A educação destas “enfermeiras” era em 
grande parte por tentativa e erro; os avanços dos métodos utilizados eram realizados pela troca de informações; 
Superstição e magia; existia uma relação íntima entre a religião e as artes curativas; as habilidades da enfermagem 
evoluíram pela intuição. 
2) Imagem Religiosa da Enfermagem (período medieval): As mulheres solteiras tinham oportunidades de trabalho 
que não eram imaginadas antes (atividades inerentes ao seu lar); integrava-se os rígidos preceitos religiosos a uma 
estrutura disciplinar rígida, de obediência absoluta. As diaconisas eram mulheres que deveriam ser solteiras ou viúvas. 
Praticavam trabalho de caridade: incluíam alimentar os pobres, visitar prisioneiros, abrigo, cuidar dos doentes e enterrar 
os mortos; usavam cesta com remédios entre outros utensílios; Das viúvas eram exigidos votos de castidade; por 
visitarem os doentes nas residências, são reconhecidas como o primeiro grupo organizado de Enfermeiras de Saúde 
Pública. As Ordens Monásticas: Os monastérios desempenhavam um grande papel na preservação da cultura e do 
aprendizado exercendo refúgio para os perseguidos, cuidados aos doentes e ensino para os analfabetos; As ordens 
militares de enfermeiras evoluíram como um resultado das cruzadas; Defendiam os hospitais e seus pacientes e por essa 
razão vestiam uma armadura e por baixo de seus hábitos usavam o símbolo da Cruz de Malta. 
3) Imagem Servil da Enfermagem (reforma protestante): Monastérios foram fechados, ordens religiosas 
dissolvidas e o trabalho das mulheres extinto; Mudança no papel da mulher: seu papel era definido nos limites 
do seu lar e suas obrigações eram cuidar das crianças e da casa; O trabalho em hospitais foi realizado pelas 
mulheres “incomuns”: prisioneiras; prostitutas; mulheres de baixa renda; O pagamento era baixo , as horas de 
trabalho eram longas e o trabalho estressante; Foram considerados os anos negros da enfermagem .

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