Prévia do material em texto
FAVENI IETE PEREIRA LOPES A INCLUSÃO DE CRIANÇAS ESPECIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MONTE FORMOSO –MG 2024 FAVENI IETE PEREIRA LOPES A INCLUSÃO DE CRIANÇAS ESPECIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título especialista EM 2º LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL MONTE FORMOSO –MG 2024 A INCLUSÃO DE CRIANÇAS ESPECIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Autor Iete Pereira Lopes Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). “Deixar este texto no trabalho”. RESUMO- A educação inclusiva já sabemos é um direito garantido em lei e que precisa ser colocado em prática. Há uma necessidade de adotar práticas pedagógicas, onde o processo de ensino seja totalmente inclusivo, respeitando sempre a diversidade, sem esquecer que o papel de uma escola moderna é a de ajudar na construção do desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança, com o intuito de promovê-la, a fim de torná-lo um cidadão pleno. O Trabalho de Conclusão de Curso trata da inclusão e acessibilidade escolar da criança com necessidades especiais na educação infantil. Visa compreender a importancia do professor de apoio dentro da sala de aula e do significado da educação infantil nesse processo de inclusão. E a importância da Educação Inclusiva na educação e na sociedade como um todo. Palavras- Chave:. Educação Infantil. Inclusão. Desenvolvimento 1. INTRODUÇÃO A Educação Especial é uma conquista importantissíma, um direito assegurado por lei ao acesso à educação para crianças, jovens e adultos, que traz em seus artigos objetivos como os de assegurar a inclusão escolar de alunos com necessidades especiais, deficiências, transtornos de desenvolvimento global e altas habilidades, para que seu acesso seja com participação ativa no processo de aprendizagem em qualquer etapa do ensino regular. A partir da Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96), ficou evidente o dever do Estado, garantir gratuitamente a educação básica; uma delas foi uma educação inclusiva, que garantisse o ensino para todos, independentemente das limitações pessoais de cada aluno. Assim o estado tornou-se responsável por ofertar educação básica para todos. E as escolas se viam diante de vários desafios e mudanças, dadas essas na adaptação na estrutura das instituições e principalmente na forma de ensinar, pois exigia maior capacitação de professores, para saber lidar com várias problemáticas, cujo foco era assistir ao aluno pelas vias da inclusão. Tais mudanças, não cabia apenas em colocar crianças dentro da escola,mas buscar métodos adequados e eficientes que pudesse alcançar um desempenho social significativo, que pudesse alcançar uma educação de qualidade para um todo. Entende-se que a Educação Infantil tem uma grande relevância na vida social do sujeito, pois esta etapa é o primeiro pilar de sustentação para sua formação,dessa forma, construir esse pilar, incluindo a criança nessa atualidade da creche ou escola de ensino regular, é oferecer meios para minimizar a exclusão social, principalmente agora, na contemporaneidade, quando a globalização se insinua com tanta força. Dentro dessa pespectiva de uma creche inclusiva obriga uma avaliação de como os professores devem ser efetivamente capacitados para que suas práticas educativas sejam transformadoras, pois são muitos os desafios no processo de inclusão. Alguns professores, os mais velhos por exemplo, não tiveram a oportunidade de acesso a formação ou capacitação relativos a inclusão durante sua formação, o que os limitava muito, quando o assunto era incluir alunos com necessidades especiais. Dessa forma a responsabilidade das escolas e do Estado crescia, pois era necessário completar sua formação para que houvesse bons resultados no processo de inclusão. Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial, (1998, p.7), a inclusão, portanto, não significa simplesmente matricular os educandos com necessidades especiais na classe comum, ignorando suas necessidades especificas, mais significa ao professor e à escola o suporte necessário à sua ação pedagógica. Diante dessas considerações buscou-se por meio dessa pesquisa refletir sobre a problemática da inclusão, tendo como base o benefício de que a inclusão não é apenas para crianças com deficiências, é efetivamente para toda comunidade, porque o ambiente escolar sofre um impacto no sentido da cidadania, da diversidade e do aprendizado. Em decorrência de tais reflexões surgiram muitas questões a serem discutidas sobre a educação inclusiva na Educação Infantil. Durante a pesquisa surgiu questões tais como: Como os professores da Educação Infantil trabalham com crianças portadoras de necessidades especiais? O que os professores de Educação Infantil sabem sobre o trabalho com a educação inclusiva? Como trabalhar inclusivamente em salas comuns e que práticas pedagógicas escolher? Qual o impacto deste processo de inclusão no cotidiano escolar? A pesquisa se caracteriza como bibliografica pois tem a intenção de refletir sobre essas questões sobre a inclusão escolar na educação para auxiliar na pratica pedagógica de educadores na formação da criança e da sua aprendizagem. A escolha do tema parte da necessidade de compreender como é o processo de inclusão de crianças com necessidades especiais na educação infantil, visto que, tive algumas experiencia durante o exercicio da profissão no ensino fundamental, levantou-se a curiosidade de entender esse processo na primeira etapa da vida academica das crianças Em seguida foi organizado um plano de pesquisa relacionado ao assunto, através de sites da internet como revistas online, SciELO, trabalhos científicos já publicados. Buscou-se fazer uma pesquisa detalhada a fim de encontrar autores com ideias relevantes sobre o assunto, e que pudesse dessa forma compreender e interpretar dando assim ideias claras para que pudesse desenvolver o trabalho. Dessa forma, a seguir serão levantados tópicos que são relevantes para uma análise reflexiva sobre esse processo. Divididos em seções e subseções para melhor compreensão do leitor. 1. DESENVOLVIMENTO 2.1 Inclusão: Resumo No que tange ao processo de inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais em escolas do ensino regular, percebe-se um crescente avanço, pois observa-se que o objetivo principal nesse processo é o de facilitar a inserção e permanência de alunos com necessidades especiais em sala de aula, bem como o de assegurar ser desenvolvimento intelecto e físico no ambiente escolar, apoiando o processo de aprendizagem no sistema escolar do ensino regular. É sabido que a educação inclusiva só foi fundamentada em nossos pais por meio da Declaração de Salamanca (1994), um documento específico mundialmente falando, que visa a inclusão social do indivíduo, ao lado dos direitos da criança (1988) e da declaração sobre educação para todos (1990). A Declaração de Salamanca é vista como inovadora, pois por ela foi conquistado a estruturação de educação para todos dentro dessa modalidade de educação especial, como diz seu próprio texto. “…proporcionou uma oportunidade única de colocação da educação especial dentro da estrutura de “educação para todos” firmada em 1990 (…) Da mesma forma, a Lei de Diretrizes eBases - LDB(1996), em seu art. 59, salienta que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organizações específicos para que suas necessidades sejam atendidas, a terminalidade específica para aqueles que não alcançaram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental em virtude de suas necessidades especiais ou deficiência. Diante dos avanços e documentos que garantem o direito de pessoas com necessidades especiais e educacionais a um ensino de qualidade associa-se á necessidade de profissionais qualificados para o atendimento a esses alunos. Sobre educação inclusiva Ferreira (2005, p.58) afirma que: Inclusão ou educação inclusiva não é um outro nome para a educação dos alunos com necessidades educacionais especiais. Inclusão envolve uma abordagem diferente para identificar e resolver dificuldades que emergem na escola (.) [a inclusão educacional] implica em um processo que aumente a participação de estudante [nas atividades e vida escola] e reduza sua exclusão da cultura, do currículo e das comunidades das escolas locais. Dessa forma, fica claro que a inclusão na visão de Ferreira não pode ser vista como um ingresso em instituições de ensino, mas em um processo que vise o desenvolvimento social, cognitivo, motor de crianças com necessidades especiais. 2.2.Educação Infantil e seu contexto histórico Por muito tempo a educação infantil foi renegada, não era consideraada algo importante para o desenvolvimento da criança, por não ser considerada importante não havia políticas públicas voltadas para essa etapa, pois era considerada apenas como lugar de cuidados infantis, criada para que as maes pudessem deixar seus filhos enquanto trabalhavam. Dessa forma não havia também leis que assegurassem direitos de vagas nem permanencia nessas instituições de ensino infantil. As conquistas para essa modalidade, foi pouco a pouco. No Brasil as instituições de ensino infantil surgiram ainda no ano de 1908 na cidade de Belo Horizonte, que no ano seguinte estendeu-se para o Rio de Janeiro. Só na decada de 20 e 30 que novas escolas foram surgir, com a finalidade de cuidar dos filhos para que as maes pudessem trabalhar. Ainda nesse periodo a educação era inegavelmente de responsabilidade da familia. O Brasil pouco avançava, no campo educacional e os atendimentos se baseavam na concepção assistencialista de educação e ensino, com as quais Kuhlmann Jr. (2000) se refere como pedagogia da submissão, uma vez que não se pretendiam diminuir as desigualdades existentes entre as camadas sociais, mas fazer com que famílias desprovidas financeiramente aceitassem a exploração social sem questionamentos. Porem, na decada de 80 houve mobilizações sociais eles organizados por mães, movimentos de bairros, sindicatos das grandes cidades e grupos de profissionais e especialistas da educação, todos com a finalidade lutar e reivindicar mais vagas em instituições de ensino assegurando o direito de atendimento da criança e do adolescente, se necessário à ampliação do número de vagas e até mesmo a construção de novos prédios para agregar toda a demanda de alunos (CAMPOS; FÜLLGRAF; WIGGER, 2006). No ano de 1988, acontece o inedito, uma lei foi promulgada, conhecida com Constituição Federal da Republica Federativa do Brasil, art. 205, onde define que a educação é direito de todos. Segundo o art. 208, no inciso IV o “atendimento em creche e pré- escola às crianças de 0 a 6 anos de idade“ ficará como responsabilidade do Estado. Mesmo sendo efetivada em lei o acesso a educação infantil e sua permanencia, Oliveira (2005) afirma que a educação infantil estava em segundo plano, no que diz respeito as políticas públicas, mas logo na decada seguinte com a criação do ECA( Estatuto da Criança e do Adolescente) foi consolidado os direitos das crianças por meio de Contituição. Já no ano de 1996, mais precisamente em 20 de dezembro surge uma as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ,a chamada LDB, Lei n º 9.394/96, baseada nos principios noretadores da Constituição de 88. Segundo a LDB (1996) a partir dessa nova lei a educação passa a ser considerada como uma das etapas da educação básica, tornando-se parte do sistema regular de ensino. Sendo necessária à regulamentação e normatização perante a legislação vigente, sendo a criança e o seu desenvolvimento integral como foco no processo educativo e contemplando família e a comunidade como fator essencial em sua formação. A Educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (BRASIL, 1996, p. 12). Dessa forma, a educação Infantil passa a ser considerada uma das etapas da educação básica, fazendo agora, parte do sistema regular de ensino. 2.3 INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Quando discutimos inclusão educacional temos que partir do princípio que cada indivíduo tem suas potencialidades e necessidades, que todas devem ser respeitadas para que, assim, todos os alunos consigam caminhar progressivamente num processo de ensino e aprendizagem. E aí que está o grande desafio, pois como fazer para que todos consigam caminhar juntos apesar de tantas diferenças? Não é somples, porém, se houver diálogo e união entre a equipe pedagógica, família e professor é possível fazer com que todos caminhem juntos. O modelo inclusivo na Educação Infantil é de fundamental importancia, pois é quando a criança ingressa na cultura escolar que terá as suas primeiras noções de coletividade, civilidade, de sociedade e de mundo em geral. Se dentro da escola essa criança passar a ter contato com outras que tenham algum tipo de necessidade especial, ambas podem aprender a compartilhar o mesmo espaço e cooperar umas com as outras, para superar seus limites. A Educação Infantil inclusiva reconhece a diversidade como um valor e promove a interação entre crianças com e sem deficiência, estimulando a empatia, a compreensão e o respeito mútuo desde cedo. Em 2001 O MEC elaborou o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, Estratégias e Orientações para a Educação de Crianças com Necessidades Educacionais Especiais. Após três anos da entrada em vigor da LDB, a Educação Infantil tornou-se a primeira etapa a estabelecer diretrizes para a construção de um ensino inclusivo. Neste , está expresso as orientações gerais para creches e pré-escolas no intuito de atender com qualidade as necessidades educacionais dos alunos especiais em seu item 5.1. Entre tantas recomendações podemos citar: - Disponibilizar recursos humanos capacitados em educação especial/ educação infantil para dar suporte e apoio ao docente das creches e pré-escolas ou centros de educação infantil, assim como possibilitar sua capacitação e educação continuada por intermédio da oferta de cursos ou estágios em instituições comprometidas com o movimento da inclusão; - Adaptar o espaço físico interno e externo para atender crianças com NEE, conforme normas de acessibilidade. (BRASIL, 2001, p. 24-26) 2.4. Importância do profissional de apoio e seus desafios Esse profissional tem uma ligação direta com o trabalho escolar. De acordo com a lei, ficou definido que esse profissional deve acompanhar e auxiliar nas atividades escolares, colaborando com o trabalho do docente. Ele se faz necessário no ambiente escolar quando há algum aluno que necessita de atendimento especial ele e o docente mais capacitado para atender esse aluno, tendo esse professor uma formação especifica voltada para acompanhar discentes com algum tipo de deficiência física ou mental de acordo com CONVERT (2018, p. 1) “o profissional de apoio escolar não é um monitor ou um auxiliar do professor”, portanto, sua função principal é adequar as atividades para o aluno com necessidades especiais. Haja vista que pouco se houve falar de um profissional tão importante no processo de inclusão, de como a necessidade desse profissional pode contribuirpara o desenvolvimento de alunos com necessidades especiais, sendo seu trabalho um diferencial para o aprendizado dessa criança. Todavia, sem esse profissional, o desenvolvimento do aluno especial e suas habilidades são negligenciada, pois o professor regente não pode se ocupar de trabalhar apenas as habilidades e necessidades desse aluno, de fato, a inclusão só acontece se a instituição tiver a seu dispor uma equipe que atenda essas peculiaridades. O professor de apoio é sem dúvida a ponte entre o professor de apoio e o aluno. Por isso a atuação do Professor de Apoio se torna importante para contribuir com a interdisciplinaridade, Takeda (2016) veio confirmar o quanto é importante a presença dessa figura no sistema inclusivo de qualquer lugar pois, trata- se de um profissional necessário em toda sala de aula que contenha uma criança com deficiência, seja na rede pública ou privada. Porém os maiores desafios que os profissionais enfrentam no atendimento educacional especializado é a integração com família, gestão escolar e professores da classe comum. Essa articulação é que garantirá os resultados no processo de aprendizagem de alunos com deficiência e outros. Na verdade, o maior desafio da Educação Inclusiva está no Atendimento Educacional Especializado, se todo aluno que possui necessidades educacionais especiais tiver acesso a um atendimento educacional especializado de sucesso irá inegavelmente progredir em seu aprendizado. Observou-se que, a educação inclusiva é o conjunto de princípios e procedimentos implementados pelos sistemas de ensino para adequar a realidade das escolas à realidade do alunado que, por sua vez, deve representar toda a diversidade humana.Portanto, a escola inclusiva percebe o aluno como um ser único e ajuda-o a aprender como uma pessoa por inteiro, a inclusão é um conceito definido por educadores de todas as partes do mundo, considerando-o como um “ganho” para educação especial 2.2. Atendimento educacional especializado São muitas as dúvidas que vão surgindo, quando se fala em AEE, ao se deparar com alunos com necessidades especiais em salas de aula da educação infantil . Perguntas frequente em nossas mentes nos leva a imaginar como de fato esse atendimento deve acontecer na educação infantil. Muitos acreditam ser fácil para um professor trabalhar muitas diversidades em sala de aula, pois a maioria dos alunos com necessidades especiais não dispõem de laudos que implica um professor especializado em inclusão dentro da sala de aula. Aí surge a indagação e a afirmação de que esses alunos não têm condições de acompanhar as aulas, o aluno precisa de ajuda que um professor de área não tem condições de dar, por isso o AEE tornou-se uma possibilidade de melhorar a vida escolar desses alunos, trata-se de um apoio a Educação Especial que organiza os recursos pedagógicos e de acessibilidade para os alunos com deficiências obterem uma melhor participação no ensino regular, passando a ser mais uma modalidade da Educação Especial constituindo mais um recurso central na política de educação inclusiva no país, tendo como principal objetivo eliminar as barreiras que impedem o processo de escolarização dos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento ou aqueles que possuem Altas Habilidades/ Superdotação. Dessa forma, o AEE tem como objetivo o de oportunizar situações onde ocorra a apropriação, a elaboração e a reelaboração de novos conhecimentos pelo meio de interações sociais, ideias, cooperação e deduções, provocando transformações nas interações cognitivas dos sujeitos com deficiências. Considerando o atendimento educacional especializado implantado no Brasil,o professor da Educação Especial não é mais um especialista em área específica (RAPOLI et al, 2010). Sua formação deve atentar para as necessidades de apropriação de conteúdos específicos do atendimento educacional especializado, sendo necessária a participação em cursos de formação continuada, aperfeiçoamento ou especialização. Oliveira e Padilha (2013) consideram que a formação dos professores para atuar com crianças pequenas e que são consideradas Público-Alvo da Educação Especial (PAEE) tem sido um dos grandes desafios para a implementação de políticas para a inclusão escolar.O atendimento oferecido a essa faixa etária na Educação Infantil parece permeado por práticas precárias, desencadeadas pela falta de formação e de conhecimento dos profissionais sobre as necessidades dos seus alunos e procedimentos pedagógicos que favoreçam o desenvolvimento infantil. A visão assistencialista da Educação Infantil ainda transpassa as ações docentes, mesmo que de forma velada. As crianças, nesta idade, passam por momentos importantes no desenvolvimento que podem ser potencializados com o planejamento de atividades didáticas que as preparem para as etapas seguintes na escolarização, numa perspectiva de inclusão escolar. No entanto, muitas das instituições de ensino infantil em especial as municipais, não disponibiliza um aparato como este, ficando muitas das vezes restritos sem condições de oferecer uma inclusão justa e eficaz aos pequenos. A falta de materiais adequados, somado às lacunas na formação e falta de investimentos, torna o trabalho da professora ainda mais difícil. CONCLUSÃO A educação por si só já é transformadora, e quando se fala em educação inclusiva, em inclusão escolar, ela torna ainda mais importante para transformar impossibilidades de desenvolvimento em possibilidades de desenvolver o físico, o cognitivo do individuo. A educação infantil é um período de extrema importância para a formação da criança, pois é quando ela tem os primeiros contatos com a escola e começa a explorar o mundo ao seu redor. A Educação Inclusiva na etapa na educação infantil ajuda diretamente as crianças com necessidades especiais e também promove um aprendizado valiosíssimo para todos os alunos, que é o respeito às diferenças.A criança pequena, ao adentrar em um espaço escolar em que as diferenças são bem vindas, vai aprender de forma natural a valorizar o outro por aquilo que ele é, que é capaz de realizar 1. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei 13.146, 6 DE Julho DE 2015. Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2020. CAMPOS, M. M. A Formação de professores para crianças de 0 a 10 anos: modelos em debate. Educação & Sociedade, v.20, n.68, p.126-142, dez. 1999. (Número especial: Formação de profissionais da educação: políticas e tendências.) DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, Ministério da Educação A atenção educacional à diversidade: escolas inclusivas. R. Blanco, In: Marchesi, A., Tedesco, J.C., e A sala de aula inclusiva. Daniela Alonso e S. Casarin. São Paulo. No prelo 2012. Disponível em: . Acesso em: 09/08/ 2021. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. Sobre os princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais. Espanha: Salamanca, 1994. FERREIRA, Claudia Linhares. Educação Inclusiva: Será que eu sou a favor pó contra escola de qualidade para todos? In: Inclusão, Revista da Educação Especial, Brasília, ano I nº. 01, out. 2005. P. 40 – 46. I. M. OLIVEIRA, A. M. L. PADILHA Prática Pedagógica na Educação Especial: multiplicidade do atendimento educacional especializado: 23-47, Junqueira & Marin, Araraquara-SP, 2013 RAPOLI, Edilene Aparecida; MANTOAN, Maria Teresa Eglér; SANTOS, Maria Terezinha da Consolação Teixeira dos; MACHADO, Rosângela. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: a escola comum inclusiva. Brasília, DF: Ministério da Educação; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010.