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Clínica Cirúrgica Rony Costa de Almeida Médico pela Universidade Federal de São João del-Rei Cirurgião Geral pelo Instituto Mário Penna/Hospital Luxemburgo Professor de Técnica Cirúrgica da PUC Minas – Contagem Professor de Clínica Cirúrgica da PUC Minas – Contagem Preceptor de Urgência e Emergência da PUC Minas - Contagem Abdome Agudo Caso Clínico 1 Paciente do sexo masculino, 45 anos, etilista crônico deu entrada na UPA Petrolândia, sendo triado em amarelo e prontamente atendido pelos alunos da PUC. O mesmo refere que há 1 dia apresenta dor abdominal de início súbito em epigástrio, que posteriormente se espalhou por todo o abdome, com piora progressiva. Estava em uso de diclofenaco para dor de garganta. Ao exame físico: - Consciente, fácies de dor, hipocorado (+/4+), desidratado (+++/4+) - FC 130bpm, PA 100x60mmHg. - Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. - Abdome distendido, muito tenso e doloroso difusamente, com descompressão brusca positiva. Sinal de Jobert positivo. Caso Clínico 1 Paciente realizou rotina radiológica, com imagem abaixo. Caso Clínico 1 A. Trata-se provavelmente de abdome agudo inflamatório por diverticulite devido a presença do sinal de Jobert; B. Trata-se provavelmente de um abdome agudo perfurativo, devido a úlcera péptica perfurada, e o sinal de Jobert corresponde à perda da macicez hepática em HD à percussão; C. Trata-se provavelmente de abdome agudo hemorrágico devido a úlcera péptica com sangramento ativo e a EDA deve ser realizada com urgência; D. Trata-se provavelmente de abdome agudo inflamatório por pancreatite aguda e deve realizar TC. E. Por não contar com cirurgião na UPA, o correto seria encaminhar o paciente a outro serviço para investigação do quadro. Caso Clínico 2 Homem, 52 anos, chega a UPA Petrolândia, e, como de costume, é prontamente atendido pelos alunos da PUC. O mesmo relata quadro de cólicas abdominais, distensão abdominal, taquicardia e dispneia. Não evacua há 15 dias e refere ter hábito intestinal de 1 evacuação por semana. O estudo radiológico do abdome revelou imagem radiopaca tipo “miolo de pão” na pelve. Caso Clínico 2 Caso Clínico 2 O diagnóstico provável é: A. Obstrução intestinal por hérnia interna; B. Fecaloma; C. Volvo de sigmoide; D. Íleo adinâmico secundário a quadro infeccioso; E. Não é possível inferir um diagnóstico devido a ausência de cirurgião na UPA Petrolândia. Introdução Abdome agudo é o termo que designa um conjunto de doenças que se manifestam de forma súbita, com sintomas que persistem em geral por mais de 6 horas, tendo a dor abdominal como sintoma principal. Muito importante o conhecimento de doenças que cursam com dores abdominais Dor visceral e dor parietal Dor referida/irradiada Tratamento clínico ou cirúrgico Introdução Inflamatório Obstrutivo Perfurativo Hemorrágico Vascular Abdome Agudo: Infamatório • Acometimento mais comum em abdome inferior • Dor referida progressiva e bem localizada • Posição antálgica • Choque hemodinâmico > sinal tardio • Abdome em tábua Abdome Agudo: Infamatório Apendicite Colecistite Pancreatite Diverticulite DIP Peritonites... Abdome Agudo: Obstrutivo • Obstáculo mecânico ou mecanismo funcional • Mais comum no intestino delgado (bridas) • Alteração da motricidade intestinal + sofrimento em região ocluída • Dor abdominal em cólica, náusea/vômito, parada de eliminação de fezes e gases • Diarreia paradoxal • Obstrução alta x obstrução baixa Abdome Agudo: Obstrutivo Hérnia estrangulada Brida Corpo estranho Volvo Neoplasia Parasitas Obstrução paralítica/funcional (disautonomia nervosa, DHE...) Abdome Agudo: Perfurativo • Diagnóstico precoce • Perfuração mais frequente em duodeno • 30-50% não tem histórico de doenças ulcerosas • Dor lancinante em facada, localização aproximada, irradiação, imobilização e respiração superficial • Peritonite química e infecciosa > abdome em tábua Abdome Agudo: Perfurativo Úlcera péptica Diverticulite Neoplasia Trauma Abdome Agudo: Hemorrágico • Distúrbios proporcionais à perda • Sinais e sintomas despercebidos • Abdome flácido, doloroso difusamente, sem defesa Abdome Agudo: Hemorrágico Trauma Úlceras pépticas Cisto hemorrágico Gravidez ectópica Neoplasia Ruptura de aneurisma de aorta abdominal Abdome Agudo: Vascular • Etiologia variável assim como apresentação • População e sinais de risco • Dor abdominal de início súbito, desproporcional aos achados do exame físico • Timpanismo, distensão abdominal, fezes sanguinolentas, respiração acidótica Abdome Agudo: Vascular Trombose mesentérica Torção de omento Causas não-oclusivas (vasoespasmo, choque, ICC...) Abdome Agudo: Anamnese Queixa (dor como queixa principal) Duração dos sintomas Característica das alterações Sexo Idade Comorbidades Abdome Agudo: Exame Físico Inspeção Ausculta Percussão Palpação Toque Abdome Agudo: Exame Físico Sinais relevantes: Sinal de Murphy Sinal de Blumberg Sinal de Rovsing Sinal de Iliopsoas e Obturador Sinal de Jobert Sinal de Giordano Sinal de Gray-Turney Sinal de Cullen Abdome Agudo: Exame Físico Exame Físico completo Exame da região inguinal Exame proctológico Exame ginecológico Abdome Agudo: Exames Laboratoriais Hemograma completo Função renal Eletrólitos Amilase/Lipase Bilirrubinas/Fosfatase alcalina/GGT Urina rotina + gram Beta-HCG Abdome Agudo: Exames de Imagem Radiografia simples de abdome USG TC Endoscopia digestiva Laparoscopia Arteriografia Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo: Exames de Imagem Abdome Agudo não é sinônimo de cirurgia • Formas clínicas de abdome agudo • Índice de acerto de 80% • Anamnese e exame físico bem realizados • Exames complementares são complementares • Diagnóstico etiológico, não raro, é impossível • Importância de reavaliar o paciente Caso Clínico 1 Paciente do sexo masculino, 45 anos, etilista crônico deu entrada na UPA Petrolândia, sendo triado em amarelo e prontamente atendido pelos alunos da PUC. O mesmo refere que há 1 dia apresenta dor abdominal de início súbito em epigástrio, que posteriormente se espalhou por todo o abdome, com piora progressiva. Estava em uso de diclofenaco para dor de garganta. Ao exame físico: - Consciente, fácies de dor, hipocorado (+/4+), desidratado (+++/4+) - FC 130bpm, PA 100x60mmHg. - Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. - Abdome distendido, muito tenso e doloroso difusamente, com descompressão brusca positiva. Sinal de Jobert positivo. Caso Clínico 1 Paciente realizou rotina radiológica, com imagem abaixo. Caso Clínico 1 A. Trata-se provavelmente de abdome agudo inflamatório por diverticulite devido a presença do sinal de Jobert; B. Trata-se provavelmente de um abdome agudo perfurativo, devido a úlcera péptica perfurada, e o sinal de Jobert corresponde à perda da macicez hepática em HD à percussão; C. Trata-se provavelmente de abdome agudo hemorrágico devido a úlcera péptica com sangramento ativo e a EDA deve ser realizada com urgência; D. Trata-se provavelmente de abdome agudo inflamatório por pancreatite aguda e deve realizar TC. E. Por não contar com cirurgião na UPA, o correto seria encaminhar o paciente a outro serviço para investigação do quadro. Caso Clínico 2 Homem, 52 anos, chega a UPA Petrolândia, e, como de costume, é prontamenteatendido pelos alunos da PUC. O mesmo relata quadro de cólicas abdominais, distensão abdominal, taquicardia e dispneia. Não evacua há 15 dias e refere ter hábito intestinal de 1 evacuação por semana. O estudo radiológico do abdome revelou imagem radiopaca tipo “miolo de pão” na pelve. Caso Clínico 2 Caso Clínico 2 O diagnóstico provável é: A. Obstrução intestinal por hérnia interna; B. Fecaloma; C. Volvo de sigmoide; D. Íleo adinâmico secundário a quadro infeccioso; E. Não é possível inferir um diagnóstico devido a ausência de cirurgião na UPA Petrolândia. Dúvidas Slide 1: Clínica Cirúrgica Slide 2: Abdome Agudo Slide 3: Caso Clínico 1 Slide 4: Caso Clínico 1 Slide 5: Caso Clínico 1 Slide 6: Caso Clínico 2 Slide 7: Caso Clínico 2 Slide 8: Caso Clínico 2 Slide 9: Introdução Slide 10: Introdução Slide 11: Abdome Agudo: Infamatório Slide 12: Abdome Agudo: Infamatório Slide 13: Abdome Agudo: Obstrutivo Slide 14: Abdome Agudo: Obstrutivo Slide 15: Abdome Agudo: Perfurativo Slide 16: Abdome Agudo: Perfurativo Slide 17: Abdome Agudo: Hemorrágico Slide 18: Abdome Agudo: Hemorrágico Slide 19: Abdome Agudo: Vascular Slide 20: Abdome Agudo: Vascular Slide 21: Abdome Agudo: Anamnese Slide 22: Abdome Agudo: Exame Físico Slide 23: Abdome Agudo: Exame Físico Slide 24: Abdome Agudo: Exame Físico Slide 25: Abdome Agudo: Exames Laboratoriais Slide 26: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 27: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 28: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 29: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 30: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 31: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 32: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 33: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 34: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 35: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 36: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 37: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 38: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 39: Abdome Agudo: Exames de Imagem Slide 40: Abdome Agudo não é sinônimo de cirurgia Slide 41: Caso Clínico 1 Slide 42: Caso Clínico 1 Slide 43: Caso Clínico 1 Slide 44: Caso Clínico 2 Slide 45: Caso Clínico 2 Slide 46: Caso Clínico 2 Slide 47: Dúvidas