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LÚDICO – JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Janes Salete Braz da Silva[footnoteRef:1] [1: Acadêmica: SILVA, Janes Salete Braz da. Licenciatura Pedagogia (UNISERRA), Cursando Especialização em Pedagogia Social e Educação Infantil (FAVENI). Professora - Servidora Pública. E-mail: janes_braz@hotmail.com ] RESUMO O presente trabalho revela um pouco de esforços em mudar a forma de ensinar embasados em teorias que sustentam a importância da educação lúdica considerando esta prática consolidante com o desenvolvimento das habilidades e competências dos educandos. Ilustres pesquisadores que perpassaram de Platão e Paulo Freire primam sobre a importância da ludicidade como mecanismo favorável ao seu desenvolvimento. Verifica-se que em todas as fases evolutivas a educação lúdica influencia na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio e um enriquecimento permanente. No contexto educacional, os jogos e brincadeiras são instrumentos que propõem estímulos ao desenvolvimento das faculdades próprias por meio de uma conquista ativa, socializante e efetiva. Através do lúdico o aluno obtém estímulos para o desenvolvimento de suas funções intelectivas. A interação da criança com o objeto e o meio, é o ponto de partida para a descoberta de diversas possibilidades de ação convenientes ao desenvolvimento psicomotor e afetivo, requisitos indispensáveis à formação integral do indivíduo. PALAVRAS-CHAVE: Lúdico. Jogos. Brincadeiras. Socialização. ABSTRACT The present work reveals a little effort to change the way of teaching based on theories that support the importance of ludic education considering this consolidating practice with the development of the students' skills and competences. Illustrious researchers who passed through Plato and Paulo Freire excel on the importance of playfulness as a favorable mechanism for their development. It is verified that in all the evolutionary phases the playful education influences the formation of the child and the adolescent, enabling a healthy growth and a permanent enrichment. In the educational context, games and games are instruments that provide incentives for the development of own colleges through an active, socializing and effective achievement. Through playfulness the student gets stimuli for the development of his intellectual functions. The child's interaction with the object and the environment is the starting point for the discovery of several action possibilities suitable for psychomotor and affective development, requirements that are essential to the integral formation of the individual. KEYWORDS: Playful. Games. Jokes. Socialization. INTRODUÇÃO Considerando a aprendizagem um sistema dinâmico de interação com o meio ambiente, pois é, processo humano, biológico, intelectual, emocional e social onde todos estes aspectos se inter-relacionam e nada acontece isoladamente. Arbitrariamente a esta concepção, o que se presencia na educação é um ensino sistemático, livresco, compartimentados pelas diversas disciplinas, direcionando mais ao desenvolvimento intelectual, esquecendo-se que, no aprendizado, envolve o pensar, o sentir e o agir e é imprescindível estimular o casamento dessas três áreas. Somou-se o entusiasmo à referida pesquisa para que os agentes dos processos educacionais desenvolvam uma linha de cientificidade frente à aquisição do conhecimento pela criança movido pelo prazer. Faz-se necessário construir uma proposta educativa que não de limite apenas a ler, escrever e calcular, mas promover o desenvolvimento das competências e habilidades, visando sua formação sujeito-aluno, isto é, um cidadão que pensa, vê, sente, observa seu mundo, cria, recria, decide, atua, constituindo-se de vários saberes e experiências, a criança construtora e participante, ativa e dinâmica do seu processo de aprender e aprender a pensar. É extremamente importante compreender que o aprendizado da criança se dá a partir das relações interpessoais e com o meio social e que devam decorrer da função simbólica. Ao embarcar nesta pesquisa, tem-se a pretensão de que a ludicidade penetre com mais vigor nas séries iniciais, acreditando que esta propicia o desenvolvimento das estruturas cognitivas, auxilia na construção da personalidade, o avanço das relações interpessoais, o conhecimento lógico matemático e o desenvolvimento da linguagem e, acima de tudo, poder afirmar que, o aprender deve ser uma conquista prazerosa. Objetiva-se demostrar que a educação lúdica exerce uma influência altamente significativa, viabilizando o propósito de sensibilizar os educadores e engajá-los no compromisso de propiciar o desenvolvimento pleno das crianças movidas pelo prazer. Pretende-se fundamentar o lúdico e o jogo como estímulo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências, compreendendo que a ludicidade é uma ferramenta eficaz no processo educativo, que proporciona uma harmonia integral no desenvolvimento da criança, bem como demostrar a importância para as mesmas vivenciarem todas as possibilidades de seu corpo com prazer e que as ações psicomotoras e afetivas lhes concedam o suporte para apropriação dos conhecimentos afins. A metodologia da pesquisa será bibliográfica, qualitativa e descritiva. Com relação à bibliografia, se trata com a preocupação do escritor de se manter informado sobre as mudanças ou resultados de pesquisas desenvolvidas anteriormente, é a prática de leitura de artigos, livros, ou demais meios, onde oferecem contribuições culturais ou cientificas do passado existente sobre um determinado assunto ou problema. Segundo BAUER (2002), as pesquisas qualitativas fornecem análises mais profundas em relação ao tema estudado, onde a abordagem qualitativa visa destacar características não observadas pelo estudo, sendo que a pesquisa descritiva tem o objetivo de relatar, identificar, comparar, analisar, classificar os dados de determinada pesquisa, onde o pesquisador deve também se preocupar com a delimitação da pesquisa. No decorrer do texto elencamos a respeito do conceito do lúdico que é um termo refinado de jogos, brincadeiras ou movimento espontâneo. Na ludicidade no contexto social compreendemos que os seres humanos estão constantemente buscando a realização dos seres humanos em qualquer fase da vida e na vida diária, o lúdico na educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando, a ludicidade é fundamental para a criança em todas as faixas etárias é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. Quanto ao jogo como instrumento de aprendizado podemos afirmar que a educação através dos jogos nas últimas décadas tem se tornado uma alternativa metodológica bastante pesquisada, utilizada e abordada. 1-LÚDICO – JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1.1. Conceito do lúcido. O lúdico tem origem na palavra latina “ludus”. Do ponto de vista etimológico, ‘‘ludus’’ quer dizer ‘‘jogo’’. Se ficasse confinado a sua origem, o termo lúdico estaria se refinando apenas ao jogar, brincar, ao movimento espontâneo. Segundo FEIJÓ (1992), a evolução semântica da palavra lúdica, entretanto, não parou apenas nas suas origens e acompanhou as pesquisas da psicomotricidade. O lúdico passou a ser reconhecido como um traço essencial da psicofisiologia do comportamento humano. De modo que a definição de lúdico deixou de ser o simples sinônimo de jogo. As implicações das necessidades lúdicas extrapolam as demarcações do brincar espontâneo. Ainda de acordo com FEIJÓ (1992), o lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente. O lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana. A atividade lúdica caracteriza-se por ser espontânea funcional e satisfatória. O lúdico é uma atividade espontânea. Este traço o coloca no mesmo grupo de todas as outras necessidades da pessoa, fazendo do lúdico algo tão essencial como o respirar e receber afeto, a qualidade espontânea do lúdico, entretanto, nada tem a ver com a característicae ação automática, própria do ato reflexo. O reflexo é uma simples expressão da irritabilidade biológica, pertencendo ao nível mais elementar da atividade animal. Já a atividade lúdica encontra-se relacionada com os níveis mais sofisticados do movimento humano. A eles se aplica, então, aquilo que já foi dito sobre a auto expressão do indivíduo, isto é, seu relacionamento com o positivo e o construtivo. Talvez por esta razão, ninguém pensa em classificar como lúdico o comportamento negativo, atividade que expressa ódio, ou a reação de inveja. O lúdico é funcional: ele não deve ser confundido com o mero repetitivo, com a monotonia do comportamento cíclico, aparentemente sem alvos ou objetivos. Uma das características do comportamento neurótico é a visível queda constante da produtividade pessoal por mais que se ative o neurótico produz cada vez menos, perdendo funcionalidade. Por ser funcional o movimento lúdico encontra-se na essência da atividade produtividade da pessoa. Por ser produtivo, o lúdico possui a qualidade de eficácia. O lúdico não desperdiça movimento: ele visa produzir o máximo, com o mínimo de dispêndio de energia. O lúdico, finalmente é um movimento satisfatório. Mais do que causador do prazer imediato, o movimento lúdico é um gerador de felicidade. Prazer é a sensação de bem-estar resultante de alguma coisa ou comportamento, quando esta coisa ou comportamento coincide com o conceito pessoal ou cultural de bem-estar. ALMEIDA (2008), afirma que a educação lúdica esteve presente em todas as épocas, povos e contextos. A aprendizagem é algo fascinante, para isso precisamos primeiramente fazer uma análise de fontes que nos dizem o conceito de “lúdico”. Lúdico é a qualidade daquilo que estimula por meio de fantasia, do divertimento ou da brincadeira. Trata-se de um conceito bastante utilizado na educação, principalmente a partir da criação da idéia de jardim de infância, por Friedrih Fröbel, que defendia o uso pedagógico de jogos e brinquedos, que deveriam ser organizados e sutilmente dirigidos pelo professor. Mais tarde, vários educadores, como Piaget e Montessori, alertaram para a importância do lúdico na educação. (ALMEIDA, 2008, p. 41). Ainda com o intuito de que o lúdico pode ser de grande auxílio na aprendizagem, ROJAS (2008), nos esclarece que: A palavra lúdica vem do latim "luddus", que significa brincar. A brincadeira inclui jogos, brinquedos e entretenimento, e também, está relacionada ao comportamento de quem brinca, brinca e se diverte. Por sua vez, a função educacional do jogo oferece aos indivíduos oportunidades de aprendizagem, conhecimento, conhecimento e compreensão do mundo. Segundo ROJAS (2008), a brincadeira tem grande impacto no crescimento da criança, pois aprende a agir por meio de jogos, estimula a curiosidade, ganha iniciativa e autoconfiança, além de proporcionar desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração. Os três pontos levantados refletem a ideia de que o termo “lúdico” está relacionado a jogos, brincadeiras e fantasia. Também podemos ver a ideia de ter um aprendizado mais divertido e eficaz por meio de jogos. Aprender é muito divertido. Este é um mundo cheio de peculiaridades e infortúnios, cada erro causará um grande problema. Podemos ensinar os alunos de uma forma entediante ou dinâmica, mas se o conteúdo for apresentado de uma forma interessante, ele se divertirá mais aprendendo. Pelas características de sua profissão, o professor sempre será uma ponte entre o conhecimento e o aluno, mas às vezes são necessários mais "caminhos de aperfeiçoamento". E um dos recursos é divertido. 1.2. A ludicidade no contexto social. As pessoas buscam a felicidade desde o nascimento, independentemente de sua cultura, etnia, classe social ou nível educacional. Todos (pai, mãe, professor ...) esperam levar o melhor de vida às crianças, jovens e adultos. Em suma, os seres humanos estão constantemente buscando a realização dos seres humanos em qualquer fase da vida e na vida diária. Todo mundo sonha em ter um manual de mágica, em que cada pergunta tenha uma página com uma resposta perfeita. Como não existe uma fórmula mágica para fazer as pessoas felizes, o desenvolvimento dos processos humanos é complexo e estamos constantemente em busca de soluções para esses problemas. Nessa busca, Peres (2004, p.39) explica que os jogos e brincadeiras, emergem valores que dizem respeito à curiosidade e à coragem, levando à auto aceitação, ao otimismo, à alegria e aos contatos sociais; com eles, a criança amplia seu campo de atuação, vivenciando atitudes diferentes e avaliando suas possibilidades como participante de um grupo mais feliz As pesquisas relacionadas ao cérebro têm desafiado muitas teorias, mas o conceito de inteligência tem se mostrado uma das mudanças mais radicais no ambiente educacional, portanto, afeta diretamente a busca por mudanças de paradigmas atuais. Isso porque, segundo GARDNER (1994), os humanos passaram muito tempo entendendo a inteligência com base nas pesquisas de René Descartes (século 17). Sua hipótese teórica é que a existência é derivada do pensamento, então ele deriva uma frase famosa: Acho, portanto, que minha existência leva à teoria do conhecimento racionalista. 1.3. O lúdico na educação. A educação no Brasil passou, recentemente, por reformulações, por ocasião da promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional (LDB/1997) e a consequente divulgação dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais). Fatores estes que fizeram com que as escolas na década de 90, de norte ao sul do Brasil, discutissem este assunto. Muitos professores concordam com tais diretrizes, outros não. Iniciou-se a possibilidade de debates que se desencadeou e permitiu o repensar pedagógico e, neste repensar, ficou muito evidenciado o uso das atividades lúdicas como estratégia para a construção do conhecimento. A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução. Neste sentido, reflexões sobre: por que jogar? onde se joga? quando se joga? como se joga? são questões que se encontram ainda hoje, no itinerário escolar, e as respostas a estes questionamentos são as molas propulsoras que motivam e inquietam os profissionais contemporâneos, pois a literatura tem mostrado que é possível ensinar sem entediar e que o jogo é método de aprendizagem mais eficaz para a construção do conhecimento, independentemente da idade cronológica do aluno. É importante lembrar que quando se fala em jogos educativos hoje, isso, segundo Kishimoto (1998), tem um significado diferente dos conceitos que há muito eram populares no Brasil, pois na competição, a competição e as regras fixas são o que diferencia os jogos dos jogos. Hoje, o jogo se tornou mais abrangente. Nesse sentido, pode ser uma competição ou apenas um comportamento lúdico. É a brincadeira que torna as atividades escolares lúdicas. É necessário que os profissionais de educação reconheçam o real significado do lúdico para aplicá-lo adequadamente, estabelecendo a relação entre o brincar e o aprender a aprender. Em sala de aula, a voz atual entre educadores que defendem o jogo como estratégia educacional tem ganhado espaço para o brincar, pois as crianças estão mais dispostas a usar o conhecimento para ajudar a construir novas descobertas, desenvolver e enriquecer sua personalidade e habilidades. Ao mesmo tempo, os professores podem avaliar o crescimento gradual dos alunos de uma forma que vai além dos testes de classificação tradicionais. Hoje, vários locais de entretenimento para crianças, jovens ou adultos, como escolas, empresas, universidades, hospitais, etc., devem ser tratados cientificamente para se tornarem um fator de mudança. Trabalhar com a ludicidade é prazeroso e interessante ao aluno a ludicidade é uma maneira de aprender a conviver com o mundo e comunicar-se. ROJAS (2008, p13) nos diz: ”[...] quando falamos de ludicidade nos brindamos a dizer que este é um modo singularde aprender a realidade do mundo e aprender nele e com ele, conviver. Assim a ludicidade é comunicação. Permite nos reinventar o mundo fazendo-o acontecer, praticando [...]”. A ludicidade não tem a simples função de divertir, mas sim comunicar, ensinar e reinventar. Quando o trabalho do profissional da educação feito utilizando o lúdico como ferramenta auxiliar, o aluno desenvolverá o gosto por aquilo que aprende. Podemos observar que algumas aulas são mais apreciadas que outras pelos alunos, por quê? Nas aulas (onde o docente reconhece que pode ampliar sua área de trabalho além da sala de aula, inserido os recursos lúdicos) os alunos saem da rotina da sala de aula. Entende-se que o papel do docente é muito importante nesse processo, se ele fizer um trabalho motivante em qualquer disciplina vai apresentar um clima propicio e estimulante para o aprendizado do aluno. 1.4. A ludicidade. É por meio da ludicidade que as crianças criam, têm o poder, esquecendo assim o distanciamento entre elas e os adultos. Assim vão construindo sua inteligência e o próprio amadurecimento social. É por meio do brincar que a criança exterioriza seus anseios e imita o mundo dos adultos e através deste comportamento ela consegue aproximar-se do processo de conscientização sobre a responsabilidade, tanto de sua conduta quanto do seu desenvolvimento social. Os recentes estudos têm mostrado que as atividades lúdicas são ferramentas indispensáveis no desenvolvimento infantil, porque para a criança não há atividade mais completa do que o brincar. Pela brincadeira, a criança é introduzida no meio sociocultural do adulto, constituindo-se num modelo de assimilação e recriação da realidade. (SANTOS, 1999, p.7). O lúdico é fundamental para a criança em todas as faixas etárias. Na Educação Infantil, o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas e o poder da fantasia ainda é muito maior que a condição de explicar. Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só o aspecto cognitivo, mas também suas habilidades motoras, já que salta, corre, gira, rola, transporta. Também são através dessas mesmas brincadeiras que se desenvolvem o equilíbrio emocional e a autonomia, elementos fundamentais para o sucesso das aprendizagens futuras. Segundo VYGOTSKY 1998. p.130), “[...] nos brinquedos no período escolar, as operações e ações da criança são, assim, sempre reais e sociais, e nelas a criança assimila a realidade humana. [...]” A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. A atividade de brincar é de fundamental importância para o desenvolvimento da criança, pois é a maneira como ela apresenta a sua interpretação e assimilação da realidade, dos objetos, da cultura, das relações estabelecidas com outros sujeitos e tem um papel significativo no processo de construção do conhecimento. Assim, favorecer situações com atividades lúdicas a criança desde pequena é um elemento essencial para o seu desenvolvimento biológico, cognitivo, emocional e social, principalmente aquele que apresentam um desenvolvimento diferenciado dos demais. (AMARAL, 2010. p.125-129). Em todas as fases da vida do ser humano estão presentes o jogo e a brincadeira, nesta etapa o lúdico se faz presente e acrescenta um ingrediente indispensável no relacionamento entre as crianças, possibilitando que a criatividade aflore. Podemos observar a presença marcante da brincadeira na vida do homem através das piadas, esportes, dança jogos, carnaval, computador, televisão, o teatro entre outros. Essas manifestações só vêm a comprovar que o homem gosta e precisa do lúdico. 1.5. O jogo como instrumento de aprendizagem. Na atividade lúdica, para a criança, o brinquedo e os jogos têm um papel de grande importância na sua aprendizagem e no seu desenvolvimento. Segundo CAILLOIS (1990), cada jogo reforça e estimula qualquer capacidade física ou intelectual. Através do prazer e da obstinação, torna fácil o que inicialmente era difícil ou extenuante. Neste contexto, podemos afirmar que a educação através dos jogos nas últimas décadas tem se tornado uma alternativa metodológica bastante pesquisada, utilizada e abordada de variados aspectos. Tais trabalhos, entretanto ocorrem em torno de jogos aplicados na pré-escola e nas primeiras séries do ensino fundamental. VYGOTSKY acentua que “apesar da relação brinquedo desenvolvimento pode ser comparada à relação instrução-desenvolvimento, o brinquedo fornece ampla estrutura básica para mudanças das necessidades e da consciência” (1998), p. 135). Já para CAILLOIS (1990), o jogo “evoca por igual às ideias de facilidade, risco ou habilidades; (...) combina então, então em si, as ideias de limites, liberdade e invenção” (p.9,11). O caminho da educação e seus objetivos são considerados como sendo a organização de conhecimentos que partam do interesse e das necessidades do educando e mais, deve se incentivar tudo que posso maximizar o processo construtivo do indivíduo. Desse modo, a educação tem ganhado novos aspectos, conotação e abordagens, dentro de um sentido mais político e libertador. Assim a educação por meio de atividades lúdicas vem estimulando as relações cognitivas, afetivas, sociais, além de propiciar também atitudes de crítica e criação nos alunos que se envolvem nesse processo. CONCLUSÃO Educar ludicamente tem um significado muito profundo, visto que a ludicidade é inerente a todo ser humano, e, para a criança constitui fator preponderante, pois é através desta experiência que ela compreende o mundo, representando papeis a partir de sua visão e simbolismo e vai se preparando para o futuro. Abordagens teóricas apontam que os jogos e brincadeiras, na educação infantil são ferramentas eficazes, pois, além de desenvolver inúmeras competências e habilidades, tanto no plano psicomotor, intelectual, cultural, social, afetivo e pessoal, promove o interesse, levando os alunos a desenvolverem as atividades educativas movidas pelo prazer, produzindo assim uma aprendizagem significativa. A ação de buscar, de apropriar dos conhecimentos, exige dos educandos esforço, participação, indagação, criação, reflexão, socialização, prazer e estes fatores são a essência da educação lúdica, que se opõe a um ensino livresco, sistematizado e compartimentado por disciplinas, ainda tão presente no contexto educacional. Dentre inúmeros pesquisadores e defensores da educação lúdica elege-se Jean Piaget (1971), que contempla o brincar como mecanismo para o desenvolvimento intelectual, proporcionando evoluções internas para assimilar realidades vividas até atingir uma adaptação completa do conhecimento. Conclui-se através de amplo respaldo teórico que a educação lúdica exige uma prática atuante por parte dos educadores e a elaboração de um currículo ordenado pela instituição educacional para que por meio do lúdico a escola possa atuar de forma preparativa, educativa, ré educativa e evolutiva, fazendo do ato de educar um compromisso intencional, sem perder o caráter de prazer e satisfação. Finalmente, é importante ressaltar, que a escola deve contribuir para a evolução da autoestima dos educandos, visto ser ela, fator primordial que assegurará todas as condições necessárias ao aprendizado escolar do educando. A escola com certeza deve apresentar um caráter sério, mas não ser autoritária e castradora, pelo contrário precisa interagir e penetrar no mundo infantil para poder desempenhar a sua função de formador a afetivo intelectual. O professor também deve ter todo o respaldo para exercer sua função de maneira lúdica. Ele necessita entender o porquê das utilizações das atividades lúdicas antes de realizá-las. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos.São Paulo, SP: Loyola, 2008. ALVES, Eva Maria Siqueira. A ludicidade e o ensino de matemática. Campinas: Papiros, 2001. AMARAL, Maria Nazaré de Camargo Pacheco. Dewey: jogo e filosofia da experiência democrática. In KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org) O brincar e suas teorias, São Paulo: Cintrengage Learning, 2010. P 125 - 129 ANTUNES, Celso. Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. 6. ed. Petrópolis: Vozes,1998. BAUER, M. W. e GASKEL, G.Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 3. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2002 BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: matemática. v. 3 ed. Brasília: Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental, 1997. CAILLOIS, R. Os jogos e os homens. Lisboa: Portugal, 1990. FEIJÓ, O. G. Corpo e movimento: uma psicologia para o esporte. Rio de Janeiro: Shape, 1992. GARDNER, H. Estruturas da Mente - A teoria das inteligências múltiplas. 1ª ed., Porto Alegre: Artes Médicas, 1994 PIAGET, J. A formação do símbolo na criança, imitação, jogo, sonho, imagem e representação de jogo. São Paulo: Zanhar, 1971. KISHIMOTO, T. M. (Org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3ª Ed. São Paulo: Cortez 1998. OLIVEIRA, Vera Barros. O brincar e a criança do nascimento aos seis anos. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. PERES, Regina Cristiane N. C. O lúdico no desenvolvimento da criança com paralisia cerebral espástica. Rev. Bras. Cresc. Des. Hum. S. 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Entretanto, além de minhas indicações, veja onde pode, com base em seus autores pesquisados, desenvolver um pouco mais o seu texto. Na página 3 você cita BEUREN (2004) e não possui este autor com obra deste ano em suas referências. Faça mais um parágrafo em sua introdução, conforme indicado em vermelho no final dela. Na página 4 você deve colocar a página da citação de ALMEIDA (2000). Nas páginas 5 e 6 coloquei a expressão segundo AUTOR (ANO) para que você cite o autor de onde retirou as informações. Na página 5 você cita a Lei de Diretrizes e Bases na Educação Nacional (LDB/1997) e não possui esta lei em suas referências. É preciso lembrar que esta lei é de 1996 e não 1997. Na página 9 de sua conclusão você cita Jean Piaget sem colocar o ANO da obra e não possui este autor em suas referências. Em suas referências coloquei alguns itens em vermelho para que você providencie. Providencie o que solicito acima e envie o trabalho novamente para avaliação final. Prof. Ilso.