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' 10.37885/230814126 10 O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPORTÂNCIA E PRINCIPAIS ASPECTOS Vegna Oliveira Matta Bastos Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Walmir Fernandes Pereira Faculdade UNYLEYA Felipe Vitório Ribeiro Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Júlio César de Souza Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) Flávio Aparecido de Almeida Faculdade UNIDA https://dx.doi.org/10.37885/230814126 168 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa RESUMO No que se referem as atividades lúdicas, estas são de suma importância porque auxiliam os alunos no processo de ensino-aprendizagem, principalmente na educação infantil, as atividades lúdicas auxiliam no desenvolvimento, tendo em vista que trabalham com a imaginação, atenção, aspectos motores entre outros. É importante salientar que a criança é um ser social, pertence uma sociedade, a educação infantil grita por melhoras, se encontra muito deficiente, não há espaço escolar para todas as crianças, muitas vezes falta estrutura para que a educação infantil possa ser desenvolvida com sucesso. Este trabalho tem como objetivo abordar a relação entre lúdico e sua importância na educação infantil, através de uma revisão bibliográfica. O lúdico aliado ao imaginário é capaz de oferecer caminhos mais amplos para que haja o desenvolvimento das crianças tornando-as mais críticas, autônomas, criativas, felizes, permitindo que haja um aprendizado com mais significação. Palavras-chave: Lúdico, Docente, Educação Infantil. 169 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br INTRODUÇÃO A educação infantil é importante para o desenvolvimento humano, é importante salientar que a criança é um ser social, pertence uma sociedade, a educação infantil grita por melhoras, se encontra muito deficiente, não há espaço escolar para todas as crianças, muitas vezes falta estrutura para que a educação infantil possa ser desenvolvida com sucesso (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017). É muito importante que o professor esteja ao fato de que a vida da criança é composta por uma sucessão de experiências de aprendizagem que são adqui- ridas por ela mesma, quando tem a oportunidade de interação. Logo, ao chegar à escola, ela traz consigo infinitas experiências e conhe- cimentos que foram acumulados, ou seja, são conhecimentos conquistados por meio de exploração visual, auditiva, jogos, brincadeiras, conversas, passeios, contatos, brinquedos, que influenciarão no processo de aprendizagem. (FER- REIRA & SILVA RESCHKE, 2017). É possível observar em muitas escolas que falta material, tais como jogos educativos, livros, sem material o professor não consegue desenvolver seu trabalho. Existem muitas legislações que garantem a criança o direito a educação infantil, mas fazer leis não resolve o problema, leis precisam ser exe- cutadas, é necessário que haja investimentos na área da educação (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017). O desenvolvimento das crianças está intimamente conectado a brinca- deiras e jogos. Esse período corresponde a uma fase de descobrimento das habilidades motoras do próprio corpo (MORA, 2004). MORA define a aprendizagem como sendo um processo na qual os even- tos são associados permitindo dessa forma que o indivíduo possa aderir novos conhecimentos. Esse processo é muito interessante durante a educação infantil, quando a criança está exposta a estímulos sensoriais, emocionais e motores o que vem a contribuir para geração das sinapses, e como consequência se obtém a geração de novos comportamentos (MORA, 2004). Enquanto brinca a criança tem a possibilidade de conhecer seu próprio corpo, o espaço físico e social. Visto que ao brincar a criança divide o espaço com outras crianças e aprende que só será possível brincar se ela dividir o espaço e os componentes do espaço com outra criança. Ou seja, é brincando 170 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa que a criança tem oportunidade de aprender conceitos, regras, normas, valores e também conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentos nas mais diversas formas de conhecimento (MORA, 2004). As possibilidades de ocorrência do lúdico, na nossa sociedade, são bem maiores do que as do lazer, pois ele não está preso a um tempo definido (Marcelino, 2003, p.13). As atividades lúdicas, tais como os jogos, brinquedos, brincadeiras, têm como base o prazer ou o gosto de realizá-las, enquanto o lazer é, via de regra, interpretado como o tempo para atividades prazerosas com um sentido de descanso das atividades de trabalho ou obrigações. as atividades de lazer constituem estruturas de opções para que o indivíduo portador de deficiência possa passar o tempo livre, deve ser um momento prazeroso (FER- REIRA & SILVA RESCHKE, 2017). Uma estratégia para um trabalho mais rico em sala de aula é o uso de jogos e brincadeiras, entretanto, estes artifícios são muito explorados na Edu- cação Infantil, enquanto no Ensino Fundamental, muitas das vezes, são usados apenas nas aulas de Educação Física. A tradição de uma educação concentrada em atividades teóricas, priorizando a o trabalho com o intelectual, acaba por deixar o trabalho com o corpo prejudicado (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017). De acordo com os referidos autoes, as atividades ludicas são importantes por que auxiliam na aprendizagem, ou seja, as atividades ludicas são instru- mentos faclitadores da aprendizagem. COMPREENDER COMO AS ATIVIDADES LÚDICAS CONTRIBUEM PARA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, na prática são poucos os investimentos do governo nessa área da educação. De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na pratica a edu- cação infantil brasileira atende somente a 33% das crianças de 0 a 6 anos de idade. Na pratica nenhum município brasileiro consegue atender 100% das crianças na educação infantil. 171 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br “Na medida em que compreendemos a educação, de um lado, reproduzindo a ideologia dominante, mas, de outro, proporcionando, independentemente da intenção de quem tem o poder, a negação daquela ideologia (ou o seu desvelamento) pela confrontação entre ela e a realidade. (como de fato está sendo e não como discurso oficial diz que ela é), realidade vivida pelos educandos e pelos educadores, percebemos a inviabilidade de uma educação neutra. A partir deste momento falar da impossível neutralidade da educação já não nos assusta ou intimida. É que o fato de não ser o educador um agente neutro não significa, necessariamente, que deve ser um manipulador. (FREIRE, 2006, p. 25)” É possível observar em muitas escolas que falta material, tais como jogos educativos, livros, sem material o professor não consegue desenvolver seu tra- balho. Existem muitas legislações que garantem a criança o direito a educação infantil, mas fazer leis não resolve o problema, mas leis precisam ser executadas, é necessário que haja investimentos na área da educação. “O professor considera que seu aluno é tabula rasa não somente quando ele nasceu como ser humano, mas frente a cada novo conteúdo estocado na sua grade curricular, ou nas gavetas de sua disciplina. A atitude, nós a conhecemos. O alfabetizador considera que seu aluno nada sabe em termos de leitura e escrita e que ele tem que ensinar tudo. (BECKER, 2001, p. 17)” As crianças devem ser estimuladas com atividades lúdicas, jogos, exerci- tando assim sua capacidade motora e cognitiva, para que possam estar abertas ao processo de alfabetização, observa-se que nas escolas particulares, onde a educação infantil é mais rígida e na pratica onde realmente é oferecida uma educação infantil de qualidade, que entre 4 e 5 anos, a criança já está sendo alfabetizada, já sabe reconhecer as letras, escrever seu nome, desenhar de forma clara, consegue diferenciarum animal do outro, bem como as cores e números. 172 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa “A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro, é, nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir no meio em que vivem. Exercitando o autogoverno em questões situadas no plano das ações concretas, poderão gradualmente fazê-lo no plano das ideias e dos valores (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. 1998)”. De acordo com Piaget (1976), os jogos e as atividades lúdicas se tornam muito eficientes a partir do momento em que a criança se desenvolve com livre manipulação de materiais variados. Ainda de acordo com o autor as origens das manifestações lúdicas seguem o desenvolvimento da inteligência, atrelada aos estágios do desenvolvimento cognitivo. De acordo com Vygotsky (2007) é na situação de brincar que as crianças se colocam questões e desafios além de seu comportamento diário, levantando hipóteses, na tentativa de compreender os problemas que lhes são propostos pela realidade na qual interagem. No período da alfabetização as atividades lúdicas são responsáveis de auxiliar os alunos a memorizar e compreender letras, os sons que elas emitem e o significado de cada uma delas. É importante enfatizar que os jogos auxiliam o aluno desenvolvimento motor, no desenvolvimento da linguagem, da percepção, da representação, da memória, auxilia no equilíbrio afetivo, visto que para jogar, a criança precisa de outra criança, dessa forma aprende sobre a apropriação de signos sociais e das transformações significativas da consciência infantil. De acordo com Vygotsky, (2007) [...] o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual da sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. Como no foco de lente de aumento, o brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento. (Vygotsky, 2007, p.122) 173 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br As brincadeiras devem estimular a imaginação da criança, permitir que ela possa interagir com outras crianças, deve incentivar a construção do conhe- cimento e permitir que a criança possa reconhecer sua realidade através das brincadeiras. De acordo com Piaget (1976) as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento da aprendizagem. As brincadeiras educativas permitem o aprendizado através do estímulo ao raciocínio. No que se refere a esse assunto, é importante enfatizar as considerações de Horn (2004, p.24), o lúdico, ou seja, as brincadeiras jogos e brinquedos, na Educação Infantil são de suma importância para o desenvolvimento das crianças, pois são atividades primárias, as quais trazem benefícios nos aspectos físico, intelectual e social. Outro autor que aborda a questão do lúdico com muita clareza é Kishimoto (1996 p.24) por meio do lúdico o aluno desperta o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Os autores, Ferreira, Silva Reschke (2017) explicam que o lúdico traz a possibilidade de o professor conseguir relacionar as questões envolvendo a criança com o mundo externo, dessa forma é possível integrar estudos especí- ficos sobre a importância do lúdico na formação da personalidade. É importante salientar que a atividade lúdica, permite a criança formar conceitos, selecionar ideias, e estabelecer relações lógicas através da integração de percepções, a criança consegue fazer estimativas compatíveis com o cresci- mento físico e desenvolvimento e, o que é mais importante, vai se socializando (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017). Antunes (1974), afirma que para trazer o lúdico até o espaço escolar é necessário um compromisso e iniciativa maior do educador, a atitude lúdica do educador e do educando, a forma de expressão e de comunicação utilizada nas atividades de aula. Porém, nem todas as escolas e professores aprovei- tam a riqueza do conteúdo lúdico como instrumento que facilita a aprendi- zagem da criança. Ainda de acordo com o autor, a atividade lúdica é criada com vista à estimulação do desenvolvimento da aprendizagem na educação infantil. Assim sendo irá permitir a ação intencional, a afetividade, a construção de represen- tações mentais, os aspectos lógicos e cognitivos, a manipulação de objetos e o 174 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa desenvolvimento de ações sensório motoras, também as trocas nas interações sociais, a qual ajudará no convívio com a sociedade e com outras crianças. É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de uma esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos. (VIGOTSKY, 1988, p. 109) Marcelino, 2003, aponta que as atividades lúdicas, tais como os jogos, brinquedos, brincadeiras, têm como base o prazer ou o gosto de realizá-las, enquanto o lazer é, geralmente, interpretado como o tempo para atividades prazerosas com um sentido de descanso das atividades de trabalho ou obri- gações. as atividades de lazer constituem estruturas de opções para que o indivíduo portador de deficiência possa passar o tempo livre, deve ser um momento prazeroso. As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta (BRASIL, 2009, Art. 4º). De acordo com Ornelas (2002) o lúdico ao brincar, sendo o brincar o conjunto das ações lúdicas desenvolvidas pelos seres humanos, manifestadas através do jogo ou da brincadeira, com o uso ou não do brinquedo como suporte, o que significa que o lúdico se associa ao uso da brincadeira, do brinquedo e do jogo como instrumentos. Os autores Dallabona e Mendes (2004), afirmam que o lúdico permite um desenvolvimento global e uma visão de mundo mais próxima da realidade. Dessa forma, se bem aplicada e compreendida, a educação lúdica, na visão das autoras, poderá contribuir para a melhoria do ensino, seja a partir da qualificação ou formação crítica do educando, seja pela redefinição de valores e melhoria do relacionamento entre as pessoas na sociedade. Para Kishimoto (2008), os brinquedos possuem significados sociais e em termos de valores, contribuindo ainda para uma construção cultural, ao diferenciar meninas e meninas. A legislação brasileira considera que as creches e escolas devem oferecer espaço adequado de modo que a criança possa usufruir de maneira plena, na 175 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br prática é possível observar que nem sempre isso acontece, já que os a situação das creches e escolas destinada a educação infantil é muito precário. “Particularmente as crianças de zero a um ano de idade necessitam de um espaço especialmente preparado onde possam engatinhar livremente, ensaiar os primeiros passos, brincar, interagir com outras crianças, repousar quando sentirem necessidade etc. (BRASIL, 1998, p. 69)” “Na área externa, há que se criar espaços lúdicos que sejam alternativos e permitam que as crianças corram, balancem, subam,desçam e escalem ambientes diferenciados, pendurem- se, escorreguem, rolem, joguem bola, brinquem com água e areia, escondam-se etc. (BRASIL, 1998, p. 69)” “70% dos estabelecimentos não têm parque infantil, estando privadas da rica atividade nestes ambientes nada menos que 54%. É possível que muitos dos estabelecimentos sejam anexos a escolas urbanas de ensino fundamental onde o espaço externo é restrito e tem que ser dividido com muitos outros alunos. Dada a importância do brinquedo livre, criativo, e grupal nessa faixa etária, esse problema deve merecer atenção especial na década da educação sob pena de termos uma educação infantil descaracterizada pela predominância da atividade cognoscitiva em sala de aula. (Brasil, 2001, p. 37-38)” De acordo com Neves (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017) o lúdico é de suma importância, pois apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Assim, na idade infantil a finalidade é essencialmente pedagógica. É possível afirmar que o lúdico é uma metodologia pedagógica que ensina brincando, o aluno aprende sem cobranças, logo, o lúdico torna a aprendizagem um processo significativo e de qualidade. É importante salientar que os jogos e as brincadeiras são capazes de proporcionar uma educação infantil de qualidade, visto que é um momento propicio ao desenvolvimento físico mental e intelectual. Nesse sentido, Horn (2004), deixa claro que o lúdico, quando utilizado através de jogos e brincadeiras são de suma importância para o desenvol- vimento das crianças, tendo em vista que apresentam resultados positivos através de atividades primárias, as quais trazem benefícios nos aspectos físico, intelectual e social. “A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano é um espaço que merece a atenção dos pais e educadores, pois 176 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o direito de toda a criança para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos (FERREIRA; SILVA RESCHKE, 2011).” De acordo com Kishimoto (1996) através de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não a produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico. Sendo assim é possível perceber que o lúdico é considerado um meio de comunicação entre o professor e a criança, o lúdico faz parte do mundo da criança, do seu dia a dia, por que estimula a criatividade, a expressão e a esponta- neidade, visto que trabalha a imaginação e auxilia na aprendizagem significativa. Durante o processo de ensino aprendizagem é de suma importância valorizar o lúdico, por que assim, o professor permite a criança aprender de forma espontânea, através de sonhos e fantasias, usando as brincadeiras e o mundo de faz de contas para realizar desejos. De acordo com Áries (1981, p. 10) “Contudo, um sentimento superficial da criança – a que chamei de “paparicarão” – era reservado à criancinha em seus primeiros anos de vida, enquanto ela ainda era uma coisinha engraçadinha. As pessoas se divertiam com a criança pequena como um animalzinho, um macaquinho impudico. Se ela morresse então, como muitas vezes acontecia, alguns podiam ficar desolados, mas a regra geral era não fazer muito caso, pois outra criança logo a substituiria. A criança não chegava a sair de uma espécie de anonimato.” Lúdico como mediação pedagógica De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil é competência do professor a tarefa de individualizar as situações de apren- dizagem, que são oferecidas às crianças, deve ser levada em consideração as capacidades afetivas, emocionais e cognitivas da criança. “A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro, é, nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma 177 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br educação em direção à autonomia significa considerar as crianças como seres com vontade própria, capazes e competentes para construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir no meio em que vivem. Exercitando o autogoverno em questões situadas no plano das ações concretas, poderão gradualmente fazê-lo no plano das ideais e dos valores. (Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. 1998)” Segundo Ramos (1991), cada indivíduo é um só e nunca uma perso- nalidade ou indivíduo é exatamente igual a outra personalidade, e ainda que pareçam semelhantes devem ser trabalhados individualmente, respeitando o eu de cada criança, que é formado pelos atributos físicos, mentais e morais, compreendendo as características hereditárias e as adquiridas durante a vida através dos seus hábitos. Segundo Oliveira 2002, o educador deve conhecer não só teorias sobre como cada criança reage e modifica sua forma de sentir, pensar, falar e construir coisas, mas também o potencial de aprendizagem presente em cada atividade realizada na instituição de educação infantil. Deve também refletir sobre o valor dessa experiência enquanto recurso necessário para o domínio de competências consideradas básicas para todas as crianças terem sucesso em sua inserção em uma sociedade concreta. Ramos 1991, afirma que: A criança educada em ambiente no qual a verdade é respeitada, as promessas são cumpridas, onde a verdade e a honestidade são praticadas e “pregadas”, é natural que a criança e ao adolescente aceitem o mesmo sistema. Segundo Oliveira 2002, não há uma essência humana, mas uma construção do homem em sua permanente atividade de adaptação a um ambiente. Ao mesmo tempo em que a criança modifica seu meio, é modificada por ele. Em outras palavras, ao constituir seu meio, atribuindo-lhe a cada momento determinado significado, a criança é por ele constituída; adota formas culturais de ação que transformam sua maneira de expressar-se, pensar, agir e sentir. Segundo Ramos (1991) a personalidade é tudo aquilo que distingue um indivíduo de outros indivíduos, ou seja, o conjunto de características psicológicas que determinam a sua individualidade pessoal e social. A formação da persona- lidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo, modificado para 178 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa melhor ou pior, tudo dependendo da presença e ausência de fatores positivos ou negativos para a sua formação e desenvolvimento. A educação libertadora preza pelo diálogo, e pelo saber em conjunto. Freire (1987) salienta que o método Paulo Freire não ensina a repetir palavras, visto que, não se restringe a capacidade de pensá-las segundo as exigências lógicas do discurso abstrato; simplesmente coloca o alfabetizando em condi- ções de poder e pré-existência criticamente as palavras de seu mundo, para, na oportunidade devida, saber e poder dizer a sua palavra. Dessa forma, os mediadores da educação infantil, devem prezar pelo ensino de forma criativa, e a partir das atividades propostas, incentivando o desenvolvimento da criticidade do aluno a partir da sua realidade, criando e recriando o seu mundo. A partir do momento em que o educador e o educando possuem autono- mia no processo educativo, ou seja, quando dentro e fora da sala de aula, ocorre uma inter-relação entre esses sujeitos de forma coletiva, e o educando adquire não apenas um saber, mas saberes, que foram construídos com a interação entre ambos. Freire (2011. p. 25), nos adverte: 179 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br “É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, nem formar é ação pela qual um sujeito criador da forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência,as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem a condição de objeto um do outro. “ Quando se trabalha o lúdico como instrumento no processo de apren- dizagem dos alunos, se tem um melhor êxito, pois os alunos se sentem mais motivados e se tornam mais criativos em suas atividades. Para trabalhar o lúdico, o educador deve ter em mãos algumas ferramentas necessárias para a aprendizagem dos alunos e para sua prática pedagógica, e o lúdico é essa grande ferramenta para a efetivação deste processo. De acordo com Leal (2011, p. 08): “É possível dizer que o lúdico é uma ferramenta pedagógica que os professores podem utilizar em sala de aula como técnicas metodológicas na aprendizagem, visto que através da ludicidade os alunos poderão aprender de forma mais prazerosa, concreta e, consequentemente, mais significativa, culminando em uma educação de qualidade.” De acordo com Silva (2014), é por meio da brincadeira que a criança constrói sua identidade, pois ao brincar ela atua sobre a própria realidade, traduzindo seu dia a dia através deste ato, comunicando-se com o mundo ao seu redor, dando lugar ao imaginário e à criatividade. Silva (2014, p. 25) afirma que “com o trabalho lúdico, o professor deve ser como um interventor, possibilitando ao processo ensino aprendizagem a reflexão da prática relacionando à teoria, através de métodos, técnicas e objetivos que se desejam alcançar [...]”. Segundo Vygotsky (1987) o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibi- lidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos. O lúdico é importante porque permite a criança se desenvolver de forma cognitiva, afetiva e social. No momento em que brinca, a criança estabelece diferentes funções e sentidos para suas brincadeiras, dessa forma, através 180 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa de um objeto simples ela pode transformar em um brinquedo, ela transforma qualquer objeto no brinquedo mais elaborado que ela desejar. Sendo assim, um simples objeto tem o poder de transformar em uma ferramenta para suas brincadeiras no seu mundo subjetivo. Com isso temos diferentes reflexões a respeito do universo infantil, e o modo como elas se posicionam a este universo. De acordo com Ronca (1989) o movimento lúdico, torna-se fonte prazerosa de conhecimento, porque a criança constrói classificações, elabora sequências lógicas, desenvolve o psicomotor e a afetividade e amplia conceitos das várias áreas da ciência. A medida em que se desenvolve e cresce, essa evolução acontece através da interação da criança com outras pessoas, e vivenciando experiências cada vez mais novas, ela vai se tornando independente, e não mais como era quando nasceu, totalmente dependente e, essa transformação se dá por dentro e por fora. É necessário saber que o desenvolvimento da criança é amplo, mas é importante buscar refletir sobre as influências no desenvolvimento humano, na área do psicossocial, do sociocultural, do psicossexual, do interacional, do aspecto ambiental e biológico. Santos (1997), afirma que a formação teórica deve focalizar fundamental- mente as principais teorias que tratam do desenvolvimento e da aprendizagem; do jogo e do desenvolvimento, do tempo livre, da recreação e do lazer, marcando bem suas diferenças e em que paradigmas se situam. O lúdico como facilitador É de suma importância dar ênfase às metodologias que se alicerçam no “brincar”, no facilitar as coisas do aprender através do jogo, da brincadeira, da fantasia, do encantamento. A arte-magia do ensinar-aprender (ROJAS,1997), permite que o outro construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer. Nesse caso, o brinquedo supõe uma relação íntima com o sujeito, uma indeterminação quanto ao uso, ausência de regras. O jogo pode ser visto como um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social, um sistema de regras, um objeto (KISHIMOTO, 1999). 181 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br De acordo com o referido autor, os brinquedos fazem parte da vida criança, pois elas vivem num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, se sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem. Para Wallon (1979, p. 45) “a criança aprende muito ao brincar”. O que aparentemente ela faz apenas para distrair-se ou gastar energia é na realidade uma importante ferramenta para o seu desenvolvimento cognitivo, emocional, social, psicológico”. De acordo com Oliveira (1995, p. 36) “no brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades na realidade e também aprende; objeto e significado”. Piaget (1976) afirma que a atividade lúdica é o berço obrigatório das ati- vidades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. De acordo com VYGOTSKY (1991, p. 122): “É na atividade de jogo que a criança desenvolve o seu conhecimento do muno adulto e é também nela que surgem os primeiros sinais de uma capacidade especificamente humana, a capacidade de imaginar (...). Brincando a criança cria situações fictícias, transformando com algumas ações o significado de alguns objetos”. Vygotsky afirmou que não existem brincadeiras sem regras, sendo assim, parte-se do princípio de que os pequenos se envolvem nas atividades de faz- -de-conta para entender o mundo em que vive. Para isso, usam a imaginação. OS BENEFÍCIOS DO LÚDICO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM O lúdico consegue tomar dimensões mais amplas, na educação, tendo em vista que pode contribuir para a formação de alunos, permitindo que eles sejam capazes de buscar conhecimentos e construí-los de forma prazerosa, dessa forma, vivenciam atitudes de vida em grupo, tornando-se pessoas sem medo de enfrentar as dificuldades que encontrarem pela frente, logo é pos- sível perceber o lúdico pode contribuir para o processo de transformação da sociedade que estão inseridos, tornando a aprendizagem significativa. Segundo 182 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa Ausubel, “...aprendizagens significativas caracterizam-se pelo fato de as novas informações apoiarem-se em conceitos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva da pessoa” (CURRÍCULO, 2000, p.11). No entanto para compreender os benefícios do lúdico no processo de aprendizagem, é necessário definir o que é aprendizagem. Propomos igualmente que consideremos as diferentes partes que compõem essa palavra: a + prendis + agem. O sufixo – agem que substantiva o verbo a + prender. Prender é o mesmo que atar, fixar, pregar em seu correspondente etimológico – apreender – significa abarcar com profundidade, compreender, captar. A aprendizagem é um processo na qual os eventos são associados per- mitindo dessa forma que o indivíduo possa aderir novos conhecimentos. Esse processo é muito interessante durante a educação infantil, quando a criança está exposta a estímulos sensoriais, emocionais e motores o que vem a contri- buir para geração das sinapses, e como consequência se obtém a geração de novos comportamentos. De acordo com (SOARES, 2013) a aprendizagem só acontece se a criança estiver motivada e para estimular essa motivação nas crianças um dos métodos usados pelas escolas são os jogos educativos. Ainda segundo a autora esses jogos presentes nos celulares e nos tablets são muito importantes, tendo em vista que com a aplicação deles é possível fazer uma análise a respeito do que o aluno está conseguido aprender e onde está sua dificuldade. Os jogos auxiliam os alunos a trabalhar com as regras, fornecendo para o aluno uma linguagem mais clara, permitindo que o alunopossa operar racionalmente. Farah (2010) afirma que o “conhecer e o perceber” propõe novas formas de educar vivenciada pelo conhecimento, e neste sentido inclui-se o conheci- mento acerca dos diversos papéis desempenhados pelos corpos no contexto escolar. Levando em consideração o sujeito-corpo, observa-se que em toda ação humana pode-se investigar três dimensões explícitas como: antropoló- gica, econômica e histórica, mostrando que o corpo externa com suas ações e movimentos o que se passa internamente e que, por sua vez, é influenciado pelo contexto histórico-social vivenciado pelo indivíduo. O lúdico merece atenção por parte dos educadores, deve-se relevar o fato de que cada criança é um ser único, e possui experiencias únicas. O lúdico 183 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br é uma forma de a criança aprender ao mesmo tempo em que faz uma lei- tura do se mundo. Visando garantir o sucesso no processo de ensino-aprendizagem o pro- fessor pode fazer uso de atividades lúdicas visando assim garantir o sucesso de seus alunos. É importante salientar que as atividades lúdicas despertam o interesse dos alunos, estimulando a criatividade, a capacidade de observar e relacionar conteúdos e conceitos (ALMEIDA 2014). O lúdico pode contribuir para formação da criança, porque permite a mesma um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma produção séria do conhecimento (ALMEIDA 2014). “As atividades lúdicas são instrumentos pedagógicos altamente importantes, mais do que apenas divertimento, são um auxílio indispensável para o processo de ensino aprendizagem, que propicia a obtenção de informações em perspectivas e dimensões que perpassam o desenvolvimento do educando. A ludicidade é uma tática insubstituível para ser empregada como estímulo no aprimoramento do conhecimento e no progresso das diferentes aprendizagens. (MALUF, 2008, p.42).” Luckesi (2000) afirma que pode-se auxiliar o educando a ir para o centro de si mesmo, para a sua confiança interna e externa; não é, também, difícil, coisa tão especial estimulá-lo à ação, como também ao pensar, por isso o uso do lúdico é tao importante. O lúdico é uma ferramenta, com a qual a criança aprende de uma forma menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais diversos níveis do desenvolvimento (MALAQUIAS; RIBEIRO 2013). No que se referem as atividades lúdicas na educação infantil, estas fazem com que as crianças tenham capacidade e desenvolvam o ato de explorar e refletir sobre a cultura e a realidade em que vive o (VITAL, 2009). Oliveira (2013), salienta que o lúdico pode construir-se numa atividade muito rica, na medida em que professores e alunos interagem construindo conhecimentos e socializando-se, por isso é de suma importância saber fazer uso correto do lúdico. 184 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa O ensino quando absorvido de maneira lúdica adquire um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador (CARVALHO, 2003). Barbosa (2010) afirma que é indiscutível o fato que a ludicidade está presente em diferentes contextos, seja na escola, em casa, em qualquer lugar em que as crianças possam estar. Para elas, o brincar é algo mais que natural. Vygotsky, (1984), salienta que é na interação com as atividades que envolvem simbologia e brinquedos que o educando aprende a agir numa esfera cognitiva. Santos (2001) afirma que a educação, via da ludicidade, propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando, inspirado numa concepção de educação para além da instrução. Considerações sobre jogos e brincadeiras O jogo tinha a característica universal de todas as culturas devido à difusão constante ou a unidade física do pensamento humano e ao conservadorismo de todas, correndo, porém o risco de transformar essas coleções de jogos em documentos mortos. Introduz a criança no grupo social com brincadeiras de grupo, iniciando a sua socialização (BRENELLI, 2003). Para Brenelli (2003, p.136), assim como outros instrumentos de educação, jogos “evoluíram e chegaram até os meios modernos de comunicação como computadores e Internet, o jogar é uma brincadeira organizada, convencio- nal, com papéis e posições marcadas”, esse processo de evolução apresenta características bem específicas. No século XIX, os educadores começaram a se interessar pelo estudo dos jogos infantis. Piaget (apud WAJSKOP, 1995, p. 63) nos diz que: “Os jogos fazem parte do ato de educar, num compromisso consciente, intencional e modificador da sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo consciente, engajado e feliz no mundo”. De acordo com Sato (2000), Winnicott psicanalista inglês, estudioso do crescimento e desenvolvimento infantil, considera que O ato de brincar é mais 185 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprios; um fazer que se constitui de experiências cul- turais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo (a criança) e com os outros. Santos (1997, p.27), ao defender o brincar, acreditava que ele signifi- cava: “atividade livre e espontânea responsável pelo desenvolvimento físico, moral, cognitivo e os dons ou brinquedos como objetos que subsidiam as atividades infantis”. Cunha (1994, p.16) afirma que: “brincando a criança está nutrindo sua vida interior, descobrindo sua vocação e buscando um sentido para a sua vida” A brincadeira pressupõe uma aprendizagem social. Aprende-se a brin- car. A brincadeira é uma forma de comportamento social, que se destaca da atividade do trabalho e do ritmo do cotidiano da vida, reconstruindo-os para compreendê-los segundo uma lógica própria, circunscrito e organizado no tempo e no espaço. Brincar não é uma dinâmica interna do indivíduo, mas uma ativi- dade dotada de uma significação social precisa que, como outras, necessitam de aprendizagem (KISHIMOTO, 1998). De acordo com o referido autor, ao observar crianças que brincam tem-se a impressão de que são mais sociáveis, e operativas do que crianças que não tem a mesma oportunidade. Além dos inúmeros benefícios apontados pelos autores sobre a importância do brincar, constata-se que o argumento mais convincente a pais e profissionais é que tal ato contribui para o desenvolvimento físico, psíquico, motor, cognitivo e social do ser humano. Segundo Wajskop (1997, p.33) “a brincadeira pode ser um espaço privilegiado de interação e conforto de diferentes crianças com diferentes pontos de vista. Cunha (1994) afirma que o desafio contido nas situações lúdicas provoca o funcionamento do pensamento e leva a criança a alcançar níveis de desem- penho que só as ações por motivação intrínseca, conseguem. Muitos pensadores que falam que o terceiro milênio é o da ludicidade, já que esta é uma necessidade efetivamente humana, uma vez que eleva os níveis de uma boa saúde mental (Santos, 1997). 186 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa Para Negrini (1999), quanto mais o adulto vivencia sua ludicidade, mais possibilidade ele adquire como profissional de trabalhar com a criança de forma prazerosa. Segundo ele, O adulto que volta a brincar não se torna criança nova- mente, apenas ele convive, revive e resgata com prazer a alegria de brincar, por isso é importante o resgate desta ludicidade, a fim de que se possa transpor esta experiênciapara o campo da educação, isto é, a presença do jogo. De acordo com Kishimoto (2005) sugeriu critérios para a escolha do material adequado e que garantem a função lúdica de educar que são: O valor experimental: deixa que as crianças explorem e manipulem os brinquedos; valor da estruturação: dá suporte à construção da personalidade infantil; valor da relação: oportunizar a criança a interagir com seus pares e com adultos, com os objetos e o ambiente em geral; valor lúdico: verificar se os objetos estimu- lam a ação lúdica. LUDICIDADE COMO FATOR RELEVANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL O ato de jogar e brincar se constitui em ferramentas nas quais as crianças vão a partir das mesmas construindo sua realidade, saindo do mundo interior para iniciar suas descobertas e seu mundo real com o intuito de configurar os mesmos. (BONAMIGO, 2001). É importante enfatizar que, através da formação que o professor trans- forma sua desenvoltura e sua metodologia em sala de aula, dessa forma atra- vés do conhecimento adquirido na formação continuada, o professor procura novos métodos e novas formas para transmitir o conteúdo para os alunos. (SANTOS et al., 2007). As atividades lúdicas acabam por se apresentar como expressão de liber- dade, assim como são os sentimentos dos indivíduos. Sendo assim, observa-se que o tempo todo as crianças brincam. Por isso ao brincar as mesmas tem a sua inteligência desenvolvida e são capazes de expressar, executar tarefas, pensar. (Kishimoto 2006). Desde a educação infantil, a criança vem passando pelas hipóteses de escrita e leitura, testando o seu conhecimento sobre a mesma, através das gara- tujas, que no decorrer do tempo se transformarão na escrita convencional. Por 187 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br isso, se faz necessário que o professor seja um estimulador durante o processo de aquisição da leitura e escrita, oferecendo atividades desafiadoras para que a evolução da aprendizagem seja um sucesso. De acordo com (SOARES, 2013) a aprendizagem só acontece se a criança estiver motivada e para estimular essa motivação nas crianças um dos métodos usados pelas escolas são os jogos educativos. Ainda segundo a autora esses jogos presentes nos celulares e nos tablets são muito importantes, tendo em vista que com a aplicação dos mesmos é possível fazer uma análise a respeito do que o aluno está conseguido aprender e onde está sua dificuldade. Os jogos auxiliam os alunos a trabalhar com as regras, fornecendo para o aluno uma linguagem mais clara, permitindo que o aluno possa operar racionalmente. Sabe-se que a escola pensada no passado, onde o professor transmite os conhecimentos e o aluno é um receptor passivo, não cabe mais no contexto social da atualidade. Precisa-se de uma escola preocupada não com transmissão do conhecimento, mas com a construção do mesmo de modo contextualizado. Para isto, o currículo escolar deve estar comprometido com a perspectiva de significação dos conceitos diante da realidade vivenciada pelos educandos, rela- cionando o conhecimento científico ao meio sociocultural. A partir do momento que o mundo externo é trazido para o interior da escola, professores e alunos agem de forma coletiva sobre o reconhecimento do saber e abre-se um espaço ainda maior para o trabalho com as metodologias ativas. A tradição de uma educação concentrada em atividades teóricas, priori- zando a o trabalho com o intelectual, acaba por deixar o trabalho com o corpo prejudicado. Para mais, a própria disposição das cadeiras e a organização da sala de aula retratam um ensino ainda tradicional e bancário, além do pouco espaço destinado às metodologias ativas, jogos, brincadeiras e trabalhos que envolvam o desenvolvimento de habilidades corporais. Neste sentido, Moreira (2019) afirma que: Lutar para que a escola trabalhe a corporeidade do aluno é buscar uma educação de corpo inteiro, deixando de lado o sentido de controlar e de disciplinar o corpo em nome de conhecimentos necessários para o futuro. Quando a educação é para o futuro, deixamos de viver e saborear o presente. (MOREIRA, 2019, p. 195) 188 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa Desta forma, deve-se repensar a ideia de uma educação altamente espe- cializada e racionalizada para a faixa etária das crianças e propor uma educação preocupada com a questão da corporeidade da criança e do adolescente, edu- cando-a e trazendo aspectos do seu dia a dia, de forma a contribuir para uma educação que os façam terem prazer na ludicidade e que o conhecimento não seja sem vontade, podendo assim fazer com que percam suas capacidades de estarem empenhados juntos para busca da cidadania. A incumbência de propiciar o jogo não pode estar somente atrelada à disciplina de Educação Física, todos os docentes podem e devem ser respon- sáveis pela utilização e elaboração de jogos com os alunos, seja para o reforço de determinado conteúdo trabalhado ou para a exposição para a comunidade escolar. Desta forma, o jogar trata-se de uma atitude e não uma mera estraté- gia de ensino ou um artifício restrito a determinada matéria de uma estipulada disciplina curricular. De fato, o trabalho com o corpo é minimizado no âmbito do Ensino Fun- damental, seja nos anos iniciais ou finais. Entretanto, é necessário aprimorar o olhar para este corpo e suas implicações no contexto escolar. Diante dessa pers- pectiva, Farah (2010) propôs um mapeamento do corpo na escola, considerando os diferentes contextos nos quais este é apresentado e oportunizando novas pesquisas e discussões acerca deste tema, além de maior compreensão no que tange as mais diversas e múltiplas situações vivenciadas no cotidiano escolar. Farah (2010) afirma que o “conhecer e o perceber” propõe novas formas de educar vivenciada pelo conhecimento, e neste sentido inclui-se o conheci- mento acerca dos diversos papéis desempenhados pelos corpos no contexto escolar. Levando em consideração o sujeito-corpo, observa-se que em toda ação humana pode-se investigar três dimensões explícitas como: antropoló- gica, econômica e histórica, mostrando que o corpo externa com suas ações e movimentos o que se passa internamente e que, por sua vez, é influenciado pelo contexto histórico-social vivenciado pelo indivíduo. De outro modo, pode-se perceber também que estas influências também interferem na dinâmica corporal, seus reflexos e suas articulações. Desta forma, o corpo é também considerado como parte da identidade do indivíduo, porém transitória e que apresenta constante mudança. 189 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br Negrine (2004) afirma que sublinha que o ato de jogar e brincar se constitui por ele mesmo uma contextualização que engloba o ato de aprender. Assim, quando executa as regras e a imaginação dentro dos jogos e brincadeiras, a criança apresenta um comportamento que vai muito além do que existe na atualidade em termos de hábitos, agindo como se fosse algo maior do que a realidade vivenciada. Voltando a Kishimoto (2006), o autor enfatiza que o jogo pode ser visto como “o resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um con- texto social sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras e um objeto. Esses três aspectos permitem a compreensão do jogo diferenciando os significados atribuídos por culturas diferentes, regras e objetos que o caracterizam. É preciso que o educador pesquise o meio em que a criança vive e o estimule a se desenvolver e descobrir nos conteúdos estudados em sala de aula recortes que fazem parte do seu cotidiano, pois cada indivíduo tem suas próprias especificidades e conhecimentos de mundo. O processo de ensino-aprendizagem requer a participação integral do aluno, tornando os recursos materiais como ferramentas indispensáveis ao tra- balho do docente. Deste modo, o uso de recursosfacilita a compreensão para os alunos, possibilitando ao alfabetizador poder utilizar recursos atuais ou tradicio- nais, levando em consideração a contribuição do recurso para a aprendizagem do alfabetizando. Neste caso daremos ênfase ao lúdico e textos diversificados. Para favorecer a leitura, o/a professor/a deve sondar o tipo de leitura que mais interessa ao/à discente, como também ser modelo de leitor e mobiliza- dor/a do saber. Vale ressaltar que a formação de um leitor reflexivo e consciente não depende apenas do educador e dos responsáveis; depende também do próprio indivíduo. A tarefa do professor é, ainda, preparar motivações para atividades cul- turais, sociais e educativas em um ambiente previamente organizado, rico em materiais didáticos que favoreçam o processo de aprendizagem por meio da experiência direta, da procura e da descoberta. 190 Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa O fato é que a grande maioria das escolas, hodiernas, não provoca o aluno de modo que ele se sinta motivado a construir novos conhecimentos a partir de desafios e os educadores devem promover a utilização de experiências concretas que oportunizem os educandos ao conhecimento de fatos práticos e não apenas verbais (TERZI, 2005, p. 13). O processo de ensino-aprendizagem requer a participação integral do aluno, tornando os recursos materiais como ferramentas indispensáveis ao tra- balho do docente. Deste modo, o uso de recursos facilita a compreensão para os alunos, possibilitando ao alfabetizador poder utilizar recursos atuais ou tradicio- nais, levando em consideração a contribuição do recurso para a aprendizagem do alfabetizando. Neste caso daremos ênfase ao lúdico e textos diversificados. Freitas (2013) salienta que professores e profissionais de educação obser- varam que por meio das atividades promovidas na ludicidade os estudantes apresentavam uma maior estabilidade no processo de aprendizagem, assim, como seu rendimento de compreensão do que era apresentado por parte dos professores, se tornava cada vez mais positivo. Algo que demostrava a eficiên- cia da utilização se tornava cada vez mais positivo. Algo que demonstrava a eficiência da utilização de algumas atividades lúdicas dentro das rotinas esco- lares, principalmente em disciplinas que poderiam promover a interação entre estudantes e o ambiente que os cercava. CONCLUSÃO O lúdico aliado ao imaginário é capaz de oferecer caminhos mais amplos para que haja o desenvolvimento das crianças tornando-as mais críticas, autôno- mas, criativas, felizes, permitindo que haja um aprendizado com mais significação. É importante ressaltar que a educação, quando esta verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania, exige que o professor possa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais, sendo assim, o lúdico atua de forma divertida permitindo que a criança venha a desenvolver uma aprendizagem significativa. Os conhecimentos são obtidos na escola, e para que isso possa acontecer o professor precisa usar o lúdico para auxiliar no processo de ensino- aprendi- zagem. os jogos e as brincadeiras permitem que a criança tenha contato com 191 ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br objetos e permite que esses objetos possam fazer sentido para criança. E dessa forma se concretiza o processo do conhecimento. O uso de estratégias adequadas, como por exemplo, quando o professor através da relação afetiva com o aluno, consegue ganhar a confiança dele, e dessa forma faz com que o aluno se sinta seguro para se permitir errar e junto ao professor, corrigir e aprender. REFERÊNCIAS ANTUNES, C. Jogos a estimulação das múltiplas Inteligências. Petrópolis. Rio de Janeiro. 1998. ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica. São Paulo: Loyola, 2014. ARIÉS, Philippe. O sentimento da infância. In.___. História social da criança e da família. Tradução de Dora Flaksman. 2. ed . Rio de Janeiro: LCT, 1981. p. 1-16. BARBOSA, Ana Paula Montolezi. LUDOTECA: UM ESPAÇO LÚDICO. 2010. Disponível em:http:// www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/ANA%20PAULO%20MONTOLEZI.pdf. Acesso em 20 de abril de 2022. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEB, 2010. 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