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' 10.37885/230814126
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O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: 
IMPORTÂNCIA E PRINCIPAIS ASPECTOS
Vegna Oliveira Matta Bastos
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) 
Walmir Fernandes Pereira
Faculdade UNYLEYA
Felipe Vitório Ribeiro
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) 
Júlio César de Souza
Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) 
Flávio Aparecido de Almeida
Faculdade UNIDA
https://dx.doi.org/10.37885/230814126
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Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa
RESUMO
No que se referem as atividades lúdicas, estas são de suma importância porque 
auxiliam os alunos no processo de ensino-aprendizagem, principalmente na 
educação infantil, as atividades lúdicas auxiliam no desenvolvimento, tendo 
em vista que trabalham com a imaginação, atenção, aspectos motores entre 
outros. É importante salientar que a criança é um ser social, pertence uma 
sociedade, a educação infantil grita por melhoras, se encontra muito deficiente, 
não há espaço escolar para todas as crianças, muitas vezes falta estrutura para 
que a educação infantil possa ser desenvolvida com sucesso. Este trabalho tem 
como objetivo abordar a relação entre lúdico e sua importância na educação 
infantil, através de uma revisão bibliográfica. O lúdico aliado ao imaginário é 
capaz de oferecer caminhos mais amplos para que haja o desenvolvimento das 
crianças tornando-as mais críticas, autônomas, criativas, felizes, permitindo que 
haja um aprendizado com mais significação.
Palavras-chave: Lúdico, Docente, Educação Infantil.
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ISBN 978-65-5360-447-6 - Vol. X - Ano 2023 - www.editoracientifica.com.br
INTRODUÇÃO
A educação infantil é importante para o desenvolvimento humano, é 
importante salientar que a criança é um ser social, pertence uma sociedade, a 
educação infantil grita por melhoras, se encontra muito deficiente, não há espaço 
escolar para todas as crianças, muitas vezes falta estrutura para que a educação 
infantil possa ser desenvolvida com sucesso (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017).
É muito importante que o professor esteja ao fato de que a vida da criança 
é composta por uma sucessão de experiências de aprendizagem que são adqui-
ridas por ela mesma, quando tem a oportunidade de interação. 
Logo, ao chegar à escola, ela traz consigo infinitas experiências e conhe-
cimentos que foram acumulados, ou seja, são conhecimentos conquistados por 
meio de exploração visual, auditiva, jogos, brincadeiras, conversas, passeios, 
contatos, brinquedos, que influenciarão no processo de aprendizagem. (FER-
REIRA & SILVA RESCHKE, 2017).
É possível observar em muitas escolas que falta material, tais como 
jogos educativos, livros, sem material o professor não consegue desenvolver 
seu trabalho. Existem muitas legislações que garantem a criança o direito a 
educação infantil, mas fazer leis não resolve o problema, leis precisam ser exe-
cutadas, é necessário que haja investimentos na área da educação (FERREIRA 
& SILVA RESCHKE, 2017).
O desenvolvimento das crianças está intimamente conectado a brinca-
deiras e jogos. Esse período corresponde a uma fase de descobrimento das 
habilidades motoras do próprio corpo (MORA, 2004).
 MORA define a aprendizagem como sendo um processo na qual os even-
tos são associados permitindo dessa forma que o indivíduo possa aderir novos 
conhecimentos. Esse processo é muito interessante durante a educação infantil, 
quando a criança está exposta a estímulos sensoriais, emocionais e motores 
o que vem a contribuir para geração das sinapses, e como consequência se 
obtém a geração de novos comportamentos (MORA, 2004).
Enquanto brinca a criança tem a possibilidade de conhecer seu próprio 
corpo, o espaço físico e social. Visto que ao brincar a criança divide o espaço 
com outras crianças e aprende que só será possível brincar se ela dividir o 
espaço e os componentes do espaço com outra criança. Ou seja, é brincando 
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Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa
que a criança tem oportunidade de aprender conceitos, regras, normas, valores 
e também conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentos nas mais diversas 
formas de conhecimento (MORA, 2004).
As possibilidades de ocorrência do lúdico, na nossa sociedade, são 
bem maiores do que as do lazer, pois ele não está preso a um tempo definido 
(Marcelino, 2003, p.13). As atividades lúdicas, tais como os jogos, brinquedos, 
brincadeiras, têm como base o prazer ou o gosto de realizá-las, enquanto o lazer 
é, via de regra, interpretado como o tempo para atividades prazerosas com um 
sentido de descanso das atividades de trabalho ou obrigações. as atividades 
de lazer constituem estruturas de opções para que o indivíduo portador de 
deficiência possa passar o tempo livre, deve ser um momento prazeroso (FER-
REIRA & SILVA RESCHKE, 2017). 
Uma estratégia para um trabalho mais rico em sala de aula é o uso de 
jogos e brincadeiras, entretanto, estes artifícios são muito explorados na Edu-
cação Infantil, enquanto no Ensino Fundamental, muitas das vezes, são usados 
apenas nas aulas de Educação Física. A tradição de uma educação concentrada 
em atividades teóricas, priorizando a o trabalho com o intelectual, acaba por 
deixar o trabalho com o corpo prejudicado (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017).
De acordo com os referidos autoes, as atividades ludicas são importantes 
por que auxiliam na aprendizagem, ou seja, as atividades ludicas são instru-
mentos faclitadores da aprendizagem. 
COMPREENDER COMO AS ATIVIDADES LÚDICAS 
CONTRIBUEM PARA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS 
A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, na prática 
são poucos os investimentos do governo nessa área da educação. De acordo 
com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na pratica a edu-
cação infantil brasileira atende somente a 33% das crianças de 0 a 6 anos de 
idade. Na pratica nenhum município brasileiro consegue atender 100% das 
crianças na educação infantil.
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“Na medida em que compreendemos a educação, de um lado, 
reproduzindo a ideologia dominante, mas, de outro, proporcionando, 
independentemente da intenção de quem tem o poder, a negação 
daquela ideologia (ou o seu desvelamento) pela confrontação 
entre ela e a realidade. (como de fato está sendo e não como 
discurso oficial diz que ela é), realidade vivida pelos educandos e 
pelos educadores, percebemos a inviabilidade de uma educação 
neutra. A partir deste momento falar da impossível neutralidade 
da educação já não nos assusta ou intimida. É que o fato de não 
ser o educador um agente neutro não significa, necessariamente, 
que deve ser um manipulador. (FREIRE, 2006, p. 25)”
É possível observar em muitas escolas que falta material, tais como jogos 
educativos, livros, sem material o professor não consegue desenvolver seu tra-
balho. Existem muitas legislações que garantem a criança o direito a educação 
infantil, mas fazer leis não resolve o problema, mas leis precisam ser executadas, 
é necessário que haja investimentos na área da educação.
“O professor considera que seu aluno é tabula rasa não somente 
quando ele nasceu como ser humano, mas frente a cada novo 
conteúdo estocado na sua grade curricular, ou nas gavetas de sua 
disciplina. A atitude, nós a conhecemos. O alfabetizador considera 
que seu aluno nada sabe em termos de leitura e escrita e que ele 
tem que ensinar tudo. (BECKER, 2001, p. 17)”
As crianças devem ser estimuladas com atividades lúdicas, jogos, exerci-
tando assim sua capacidade motora e cognitiva, para que possam estar abertas 
ao processo de alfabetização, observa-se que nas escolas particulares, onde 
a educação infantil é mais rígida e na pratica onde realmente é oferecida uma 
educação infantil de qualidade, que entre 4 e 5 anos, a criança já está sendo 
alfabetizada, já sabe reconhecer as letras, escrever seu nome, desenhar de forma 
clara, consegue diferenciarum animal do outro, bem como as cores e números.
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“A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e 
tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, 
sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro, é, 
nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com 
as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma 
educação em direção à autonomia significa considerar as crianças 
como seres com vontade própria, capazes e competentes para 
construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir 
no meio em que vivem. Exercitando o autogoverno em questões 
situadas no plano das ações concretas, poderão gradualmente 
fazê-lo no plano das ideias e dos valores (Referencial Curricular 
Nacional para Educação Infantil. 1998)”.
De acordo com Piaget (1976), os jogos e as atividades lúdicas se tornam 
muito eficientes a partir do momento em que a criança se desenvolve com livre 
manipulação de materiais variados. Ainda de acordo com o autor as origens 
das manifestações lúdicas seguem o desenvolvimento da inteligência, atrelada 
aos estágios do desenvolvimento cognitivo. 
De acordo com Vygotsky (2007) é na situação de brincar que as crianças 
se colocam questões e desafios além de seu comportamento diário, levantando 
hipóteses, na tentativa de compreender os problemas que lhes são propostos 
pela realidade na qual interagem. No período da alfabetização as atividades 
lúdicas são responsáveis de auxiliar os alunos a memorizar e compreender 
letras, os sons que elas emitem e o significado de cada uma delas. 
É importante enfatizar que os jogos auxiliam o aluno desenvolvimento 
motor, no desenvolvimento da linguagem, da percepção, da representação, da 
memória, auxilia no equilíbrio afetivo, visto que para jogar, a criança precisa 
de outra criança, dessa forma aprende sobre a apropriação de signos sociais 
e das transformações significativas da consciência infantil. De acordo com 
Vygotsky, (2007)
[...] o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da 
criança. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do 
comportamento habitual da sua idade, além do seu comportamento 
diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade. 
Como no foco de lente de aumento, o brinquedo contém todas as 
tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo, 
ele mesmo, uma grande fonte de desenvolvimento. (Vygotsky, 
2007, p.122)
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As brincadeiras devem estimular a imaginação da criança, permitir que 
ela possa interagir com outras crianças, deve incentivar a construção do conhe-
cimento e permitir que a criança possa reconhecer sua realidade através das 
brincadeiras. De acordo com Piaget (1976) as brincadeiras são fundamentais 
para o desenvolvimento da aprendizagem. As brincadeiras educativas permitem 
o aprendizado através do estímulo ao raciocínio. 
No que se refere a esse assunto, é importante enfatizar as considerações 
de Horn (2004, p.24), o lúdico, ou seja, as brincadeiras jogos e brinquedos, na 
Educação Infantil são de suma importância para o desenvolvimento das crianças, 
pois são atividades primárias, as quais trazem benefícios nos aspectos físico, 
intelectual e social.
Outro autor que aborda a questão do lúdico com muita clareza é Kishimoto 
(1996 p.24) por meio do lúdico o aluno desperta o desejo do saber, a vontade 
de participar e a alegria da conquista.
Os autores, Ferreira, Silva Reschke (2017) explicam que o lúdico traz a 
possibilidade de o professor conseguir relacionar as questões envolvendo a 
criança com o mundo externo, dessa forma é possível integrar estudos especí-
ficos sobre a importância do lúdico na formação da personalidade.
É importante salientar que a atividade lúdica, permite a criança formar 
conceitos, selecionar ideias, e estabelecer relações lógicas através da integração 
de percepções, a criança consegue fazer estimativas compatíveis com o cresci-
mento físico e desenvolvimento e, o que é mais importante, vai se socializando 
(FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017).
Antunes (1974), afirma que para trazer o lúdico até o espaço escolar é 
necessário um compromisso e iniciativa maior do educador, a atitude lúdica 
do educador e do educando, a forma de expressão e de comunicação utilizada 
nas atividades de aula. Porém, nem todas as escolas e professores aprovei-
tam a riqueza do conteúdo lúdico como instrumento que facilita a aprendi-
zagem da criança. 
Ainda de acordo com o autor, a atividade lúdica é criada com vista à 
estimulação do desenvolvimento da aprendizagem na educação infantil. Assim 
sendo irá permitir a ação intencional, a afetividade, a construção de represen-
tações mentais, os aspectos lógicos e cognitivos, a manipulação de objetos e o 
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desenvolvimento de ações sensório motoras, também as trocas nas interações 
sociais, a qual ajudará no convívio com a sociedade e com outras crianças. 
É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no 
brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de uma 
esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não 
por incentivos fornecidos por objetos externos. (VIGOTSKY, 1988, p. 109)
Marcelino, 2003, aponta que as atividades lúdicas, tais como os jogos, 
brinquedos, brincadeiras, têm como base o prazer ou o gosto de realizá-las, 
enquanto o lazer é, geralmente, interpretado como o tempo para atividades 
prazerosas com um sentido de descanso das atividades de trabalho ou obri-
gações. as atividades de lazer constituem estruturas de opções para que o 
indivíduo portador de deficiência possa passar o tempo livre, deve ser um 
momento prazeroso.
As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que 
a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos 
que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua 
identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, 
experimenta (BRASIL, 2009, Art. 4º).
 De acordo com Ornelas (2002) o lúdico ao brincar, sendo o brincar o 
conjunto das ações lúdicas desenvolvidas pelos seres humanos, manifestadas 
através do jogo ou da brincadeira, com o uso ou não do brinquedo como suporte, 
o que significa que o lúdico se associa ao uso da brincadeira, do brinquedo e 
do jogo como instrumentos.
Os autores Dallabona e Mendes (2004), afirmam que o lúdico permite 
um desenvolvimento global e uma visão de mundo mais próxima da realidade. 
Dessa forma, se bem aplicada e compreendida, a educação lúdica, na visão das 
autoras, poderá contribuir para a melhoria do ensino, seja a partir da qualificação 
ou formação crítica do educando, seja pela redefinição de valores e melhoria 
do relacionamento entre as pessoas na sociedade.
Para Kishimoto (2008), os brinquedos possuem significados sociais e 
em termos de valores, contribuindo ainda para uma construção cultural, ao 
diferenciar meninas e meninas. 
A legislação brasileira considera que as creches e escolas devem oferecer 
espaço adequado de modo que a criança possa usufruir de maneira plena, na 
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prática é possível observar que nem sempre isso acontece, já que os a situação 
das creches e escolas destinada a educação infantil é muito precário.
“Particularmente as crianças de zero a um ano de idade necessitam 
de um espaço especialmente preparado onde possam engatinhar 
livremente, ensaiar os primeiros passos, brincar, interagir com 
outras crianças, repousar quando sentirem necessidade etc. 
(BRASIL, 1998, p. 69)”
“Na área externa, há que se criar espaços lúdicos que sejam 
alternativos e permitam que as crianças corram, balancem, 
subam,desçam e escalem ambientes diferenciados, pendurem-
se, escorreguem, rolem, joguem bola, brinquem com água e areia, 
escondam-se etc. (BRASIL, 1998, p. 69)”
“70% dos estabelecimentos não têm parque infantil, estando 
privadas da rica atividade nestes ambientes nada menos que 
54%. É possível que muitos dos estabelecimentos sejam anexos 
a escolas urbanas de ensino fundamental onde o espaço externo 
é restrito e tem que ser dividido com muitos outros alunos. 
Dada a importância do brinquedo livre, criativo, e grupal nessa 
faixa etária, esse problema deve merecer atenção especial na 
década da educação sob pena de termos uma educação infantil 
descaracterizada pela predominância da atividade cognoscitiva 
em sala de aula. (Brasil, 2001, p. 37-38)”
De acordo com Neves (FERREIRA & SILVA RESCHKE, 2017) o lúdico é 
de suma importância, pois apresenta valores específicos para todas as fases da 
vida humana. Assim, na idade infantil a finalidade é essencialmente pedagógica.
É possível afirmar que o lúdico é uma metodologia pedagógica que ensina 
brincando, o aluno aprende sem cobranças, logo, o lúdico torna a aprendizagem 
um processo significativo e de qualidade. É importante salientar que os jogos e 
as brincadeiras são capazes de proporcionar uma educação infantil de qualidade, 
visto que é um momento propicio ao desenvolvimento físico mental e intelectual.
Nesse sentido, Horn (2004), deixa claro que o lúdico, quando utilizado 
através de jogos e brincadeiras são de suma importância para o desenvol-
vimento das crianças, tendo em vista que apresentam resultados positivos 
através de atividades primárias, as quais trazem benefícios nos aspectos físico, 
intelectual e social.
“A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano 
é um espaço que merece a atenção dos pais e educadores, pois 
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é o espaço para expressão mais genuína do ser, é o espaço e o 
direito de toda a criança para o exercício da relação afetiva com 
o mundo, com as pessoas e com os objetos (FERREIRA; SILVA 
RESCHKE, 2011).”
De acordo com Kishimoto (1996) através de uma aula lúdica, o aluno é 
estimulado a desenvolver sua criatividade e não a produtividade, sendo sujeito 
do processo pedagógico.
Sendo assim é possível perceber que o lúdico é considerado um meio 
de comunicação entre o professor e a criança, o lúdico faz parte do mundo da 
criança, do seu dia a dia, por que estimula a criatividade, a expressão e a esponta-
neidade, visto que trabalha a imaginação e auxilia na aprendizagem significativa.
Durante o processo de ensino aprendizagem é de suma importância 
valorizar o lúdico, por que assim, o professor permite a criança aprender de 
forma espontânea, através de sonhos e fantasias, usando as brincadeiras e o 
mundo de faz de contas para realizar desejos. 
De acordo com Áries (1981, p. 10)
“Contudo, um sentimento superficial da criança – a que chamei de 
“paparicarão” – era reservado à criancinha em seus primeiros anos 
de vida, enquanto ela ainda era uma coisinha engraçadinha. As 
pessoas se divertiam com a criança pequena como um animalzinho, 
um macaquinho impudico. Se ela morresse então, como muitas 
vezes acontecia, alguns podiam ficar desolados, mas a regra geral 
era não fazer muito caso, pois outra criança logo a substituiria. A 
criança não chegava a sair de uma espécie de anonimato.”
Lúdico como mediação pedagógica
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil 
é competência do professor a tarefa de individualizar as situações de apren-
dizagem, que são oferecidas às crianças, deve ser levada em consideração as 
capacidades afetivas, emocionais e cognitivas da criança. 
“A autonomia, definida como a capacidade de se conduzir e 
tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, 
sua perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro, é, 
nessa faixa etária, mais do que um objetivo a ser alcançado com 
as crianças, um princípio das ações educativas. Conceber uma 
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educação em direção à autonomia significa considerar as crianças 
como seres com vontade própria, capazes e competentes para 
construir conhecimentos, e, dentro de suas possibilidades, interferir 
no meio em que vivem. Exercitando o autogoverno em questões 
situadas no plano das ações concretas, poderão gradualmente 
fazê-lo no plano das ideais e dos valores. (Referencial Curricular 
Nacional para Educação Infantil. 1998)”
Segundo Ramos (1991), cada indivíduo é um só e nunca uma perso-
nalidade ou indivíduo é exatamente igual a outra personalidade, e ainda que 
pareçam semelhantes devem ser trabalhados individualmente, respeitando o 
eu de cada criança, que é formado pelos atributos físicos, mentais e morais, 
compreendendo as características hereditárias e as adquiridas durante a vida 
através dos seus hábitos.
Segundo Oliveira 2002, o educador deve conhecer não só teorias sobre 
como cada criança reage e modifica sua forma de sentir, pensar, falar e construir 
coisas, mas também o potencial de aprendizagem presente em cada atividade 
realizada na instituição de educação infantil. Deve também refletir sobre o valor 
dessa experiência enquanto recurso necessário para o domínio de competências 
consideradas básicas para todas as crianças terem sucesso em sua inserção 
em uma sociedade concreta. 
Ramos 1991, afirma que: A criança educada em ambiente no qual a verdade 
é respeitada, as promessas são cumpridas, onde a verdade e a honestidade 
são praticadas e “pregadas”, é natural que a criança e ao adolescente aceitem 
o mesmo sistema.
Segundo Oliveira 2002, não há uma essência humana, mas uma construção 
do homem em sua permanente atividade de adaptação a um ambiente. Ao mesmo 
tempo em que a criança modifica seu meio, é modificada por ele. Em outras 
palavras, ao constituir seu meio, atribuindo-lhe a cada momento determinado 
significado, a criança é por ele constituída; adota formas culturais de ação que 
transformam sua maneira de expressar-se, pensar, agir e sentir. 
Segundo Ramos (1991) a personalidade é tudo aquilo que distingue um 
indivíduo de outros indivíduos, ou seja, o conjunto de características psicológicas 
que determinam a sua individualidade pessoal e social. A formação da persona-
lidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo, modificado para 
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melhor ou pior, tudo dependendo da presença e ausência de fatores positivos 
ou negativos para a sua formação e desenvolvimento.
A educação libertadora preza pelo diálogo, e pelo saber em conjunto. 
Freire (1987) salienta que o método Paulo Freire não ensina a repetir palavras, 
visto que, não se restringe a capacidade de pensá-las segundo as exigências 
lógicas do discurso abstrato; simplesmente coloca o alfabetizando em condi-
ções de poder e pré-existência criticamente as palavras de seu mundo, para, 
na oportunidade devida, saber e poder dizer a sua palavra.
Dessa forma, os mediadores da educação infantil, devem prezar pelo 
ensino de forma criativa, e a partir das atividades propostas, incentivando o 
desenvolvimento da criticidade do aluno a partir da sua realidade, criando e 
recriando o seu mundo.
A partir do momento em que o educador e o educando possuem autono-
mia no processo educativo, ou seja, quando dentro e fora da sala de aula, ocorre 
uma inter-relação entre esses sujeitos de forma coletiva, e o educando adquire 
não apenas um saber, mas saberes, que foram construídos com a interação 
entre ambos. Freire (2011. p. 25), nos adverte:
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“É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, 
conteúdos, nem formar é ação pela qual um sujeito criador da 
forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não 
há docência sem discência,as duas se explicam e seus sujeitos, 
apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem a condição 
de objeto um do outro. “
Quando se trabalha o lúdico como instrumento no processo de apren-
dizagem dos alunos, se tem um melhor êxito, pois os alunos se sentem mais 
motivados e se tornam mais criativos em suas atividades. 
Para trabalhar o lúdico, o educador deve ter em mãos algumas ferramentas 
necessárias para a aprendizagem dos alunos e para sua prática pedagógica, e 
o lúdico é essa grande ferramenta para a efetivação deste processo. De acordo 
com Leal (2011, p. 08):
“É possível dizer que o lúdico é uma ferramenta pedagógica que 
os professores podem utilizar em sala de aula como técnicas 
metodológicas na aprendizagem, visto que através da ludicidade 
os alunos poderão aprender de forma mais prazerosa, concreta 
e, consequentemente, mais significativa, culminando em uma 
educação de qualidade.”
De acordo com Silva (2014), é por meio da brincadeira que a criança 
constrói sua identidade, pois ao brincar ela atua sobre a própria realidade, 
traduzindo seu dia a dia através deste ato, comunicando-se com o mundo ao 
seu redor, dando lugar ao imaginário e à criatividade.
Silva (2014, p. 25) afirma que “com o trabalho lúdico, o professor deve ser 
como um interventor, possibilitando ao processo ensino aprendizagem a reflexão 
da prática relacionando à teoria, através de métodos, técnicas e objetivos que 
se desejam alcançar [...]”.
Segundo Vygotsky (1987) o brincar é uma atividade humana criadora, na 
qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibi-
lidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de 
novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.
O lúdico é importante porque permite a criança se desenvolver de forma 
cognitiva, afetiva e social. No momento em que brinca, a criança estabelece 
diferentes funções e sentidos para suas brincadeiras, dessa forma, através 
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de um objeto simples ela pode transformar em um brinquedo, ela transforma 
qualquer objeto no brinquedo mais elaborado que ela desejar.
Sendo assim, um simples objeto tem o poder de transformar em uma 
ferramenta para suas brincadeiras no seu mundo subjetivo. Com isso temos 
diferentes reflexões a respeito do universo infantil, e o modo como elas se 
posicionam a este universo.
De acordo com Ronca (1989) o movimento lúdico, torna-se fonte prazerosa 
de conhecimento, porque a criança constrói classificações, elabora sequências 
lógicas, desenvolve o psicomotor e a afetividade e amplia conceitos das várias 
áreas da ciência.
A medida em que se desenvolve e cresce, essa evolução acontece através 
da interação da criança com outras pessoas, e vivenciando experiências cada 
vez mais novas, ela vai se tornando independente, e não mais como era quando 
nasceu, totalmente dependente e, essa transformação se dá por dentro e por fora. 
É necessário saber que o desenvolvimento da criança é amplo, mas é 
importante buscar refletir sobre as influências no desenvolvimento humano, 
na área do psicossocial, do sociocultural, do psicossexual, do interacional, do 
aspecto ambiental e biológico.
Santos (1997), afirma que a formação teórica deve focalizar fundamental-
mente as principais teorias que tratam do desenvolvimento e da aprendizagem; 
do jogo e do desenvolvimento, do tempo livre, da recreação e do lazer, marcando 
bem suas diferenças e em que paradigmas se situam.
O lúdico como facilitador
É de suma importância dar ênfase às metodologias que se alicerçam no 
“brincar”, no facilitar as coisas do aprender através do jogo, da brincadeira, da 
fantasia, do encantamento. A arte-magia do ensinar-aprender (ROJAS,1997), 
permite que o outro construa por meio da alegria e do prazer de querer fazer.
Nesse caso, o brinquedo supõe uma relação íntima com o sujeito, uma 
indeterminação quanto ao uso, ausência de regras. O jogo pode ser visto como 
um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social, um sistema 
de regras, um objeto (KISHIMOTO, 1999).
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De acordo com o referido autor, os brinquedos fazem parte da vida 
criança, pois elas vivem num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, 
se sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem. 
Para Wallon (1979, p. 45) “a criança aprende muito ao brincar”. O que 
aparentemente ela faz apenas para distrair-se ou gastar energia é na realidade 
uma importante ferramenta para o seu desenvolvimento cognitivo, emocional, 
social, psicológico”.
De acordo com Oliveira (1995, p. 36) “no brinquedo a criança comporta-se 
de forma mais avançada do que nas atividades na realidade e também aprende; 
objeto e significado”.
Piaget (1976) afirma que a atividade lúdica é o berço obrigatório das ati-
vidades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo 
ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem 
e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
De acordo com VYGOTSKY (1991, p. 122):
“É na atividade de jogo que a criança desenvolve o seu conhecimento 
do muno adulto e é também nela que surgem os primeiros sinais de 
uma capacidade especificamente humana, a capacidade de imaginar 
(...). Brincando a criança cria situações fictícias, transformando 
com algumas ações o significado de alguns objetos”.
Vygotsky afirmou que não existem brincadeiras sem regras, sendo assim, 
parte-se do princípio de que os pequenos se envolvem nas atividades de faz-
-de-conta para entender o mundo em que vive. Para isso, usam a imaginação.
OS BENEFÍCIOS DO LÚDICO NO PROCESSO DE 
APRENDIZAGEM 
O lúdico consegue tomar dimensões mais amplas, na educação, tendo 
em vista que pode contribuir para a formação de alunos, permitindo que eles 
sejam capazes de buscar conhecimentos e construí-los de forma prazerosa, 
dessa forma, vivenciam atitudes de vida em grupo, tornando-se pessoas sem 
medo de enfrentar as dificuldades que encontrarem pela frente, logo é pos-
sível perceber o lúdico pode contribuir para o processo de transformação da 
sociedade que estão inseridos, tornando a aprendizagem significativa. Segundo 
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Ausubel, “...aprendizagens significativas caracterizam-se pelo fato de as novas 
informações apoiarem-se em conceitos relevantes preexistentes na estrutura 
cognitiva da pessoa” (CURRÍCULO, 2000, p.11).
No entanto para compreender os benefícios do lúdico no processo de 
aprendizagem, é necessário definir o que é aprendizagem. Propomos igualmente 
que consideremos as diferentes partes que compõem essa palavra: a + prendis 
+ agem. O sufixo – agem que substantiva o verbo a + prender. Prender é o 
mesmo que atar, fixar, pregar em seu correspondente etimológico – apreender 
– significa abarcar com profundidade, compreender, captar. 
A aprendizagem é um processo na qual os eventos são associados per-
mitindo dessa forma que o indivíduo possa aderir novos conhecimentos. Esse 
processo é muito interessante durante a educação infantil, quando a criança 
está exposta a estímulos sensoriais, emocionais e motores o que vem a contri-
buir para geração das sinapses, e como consequência se obtém a geração de 
novos comportamentos.
De acordo com (SOARES, 2013) a aprendizagem só acontece se a criança 
estiver motivada e para estimular essa motivação nas crianças um dos métodos 
usados pelas escolas são os jogos educativos. 
Ainda segundo a autora esses jogos presentes nos celulares e nos tablets 
são muito importantes, tendo em vista que com a aplicação deles é possível 
fazer uma análise a respeito do que o aluno está conseguido aprender e onde 
está sua dificuldade. Os jogos auxiliam os alunos a trabalhar com as regras, 
fornecendo para o aluno uma linguagem mais clara, permitindo que o alunopossa operar racionalmente.
Farah (2010) afirma que o “conhecer e o perceber” propõe novas formas 
de educar vivenciada pelo conhecimento, e neste sentido inclui-se o conheci-
mento acerca dos diversos papéis desempenhados pelos corpos no contexto 
escolar. Levando em consideração o sujeito-corpo, observa-se que em toda 
ação humana pode-se investigar três dimensões explícitas como: antropoló-
gica, econômica e histórica, mostrando que o corpo externa com suas ações 
e movimentos o que se passa internamente e que, por sua vez, é influenciado 
pelo contexto histórico-social vivenciado pelo indivíduo.
O lúdico merece atenção por parte dos educadores, deve-se relevar o 
fato de que cada criança é um ser único, e possui experiencias únicas. O lúdico 
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é uma forma de a criança aprender ao mesmo tempo em que faz uma lei-
tura do se mundo.
Visando garantir o sucesso no processo de ensino-aprendizagem o pro-
fessor pode fazer uso de atividades lúdicas visando assim garantir o sucesso 
de seus alunos. É importante salientar que as atividades lúdicas despertam o 
interesse dos alunos, estimulando a criatividade, a capacidade de observar e 
relacionar conteúdos e conceitos (ALMEIDA 2014).
O lúdico pode contribuir para formação da criança, porque permite a 
mesma um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integra-se 
ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma 
produção séria do conhecimento (ALMEIDA 2014).
 “As atividades lúdicas são instrumentos pedagógicos altamente 
importantes, mais do que apenas divertimento, são um auxílio 
indispensável para o processo de ensino aprendizagem, que 
propicia a obtenção de informações em perspectivas e dimensões 
que perpassam o desenvolvimento do educando. A ludicidade é 
uma tática insubstituível para ser empregada como estímulo no 
aprimoramento do conhecimento e no progresso das diferentes 
aprendizagens. (MALUF, 2008, p.42).”
Luckesi (2000) afirma que pode-se auxiliar o educando a ir para o centro 
de si mesmo, para a sua confiança interna e externa; não é, também, difícil, 
coisa tão especial estimulá-lo à ação, como também ao pensar, por isso o uso 
do lúdico é tao importante. 
O lúdico é uma ferramenta, com a qual a criança aprende de uma forma 
menos rígida, mais tranquila e prazerosa, possibilitando o alcance dos mais 
diversos níveis do desenvolvimento (MALAQUIAS; RIBEIRO 2013).
No que se referem as atividades lúdicas na educação infantil, estas fazem 
com que as crianças tenham capacidade e desenvolvam o ato de explorar e 
refletir sobre a cultura e a realidade em que vive o (VITAL, 2009).
Oliveira (2013), salienta que o lúdico pode construir-se numa atividade 
muito rica, na medida em que professores e alunos interagem construindo 
conhecimentos e socializando-se, por isso é de suma importância saber fazer 
uso correto do lúdico. 
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O ensino quando absorvido de maneira lúdica adquire um aspecto 
significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, 
já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador 
(CARVALHO, 2003).
Barbosa (2010) afirma que é indiscutível o fato que a ludicidade está 
presente em diferentes contextos, seja na escola, em casa, em qualquer lugar 
em que as crianças possam estar. Para elas, o brincar é algo mais que natural.
Vygotsky, (1984), salienta que é na interação com as atividades que 
envolvem simbologia e brinquedos que o educando aprende a agir numa 
esfera cognitiva.
Santos (2001) afirma que a educação, via da ludicidade, propõe-se a 
uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender 
brincando, inspirado numa concepção de educação para além da instrução. 
Considerações sobre jogos e brincadeiras 
O jogo tinha a característica universal de todas as culturas devido à difusão 
constante ou a unidade física do pensamento humano e ao conservadorismo 
de todas, correndo, porém o risco de transformar essas coleções de jogos em 
documentos mortos. Introduz a criança no grupo social com brincadeiras de 
grupo, iniciando a sua socialização (BRENELLI, 2003).
Para Brenelli (2003, p.136), assim como outros instrumentos de educação, 
jogos “evoluíram e chegaram até os meios modernos de comunicação como 
computadores e Internet, o jogar é uma brincadeira organizada, convencio-
nal, com papéis e posições marcadas”, esse processo de evolução apresenta 
características bem específicas. No século XIX, os educadores começaram a 
se interessar pelo estudo dos jogos infantis.
Piaget (apud WAJSKOP, 1995, p. 63) nos diz que: “Os jogos fazem parte 
do ato de educar, num compromisso consciente, intencional e modificador da 
sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando 
consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar 
o indivíduo consciente, engajado e feliz no mundo”.
De acordo com Sato (2000), Winnicott psicanalista inglês, estudioso do 
crescimento e desenvolvimento infantil, considera que O ato de brincar é mais 
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que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que 
requer tempo e espaço próprios; um fazer que se constitui de experiências cul-
turais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz 
aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo 
mesmo (a criança) e com os outros.
Santos (1997, p.27), ao defender o brincar, acreditava que ele signifi-
cava: “atividade livre e espontânea responsável pelo desenvolvimento físico, 
moral, cognitivo e os dons ou brinquedos como objetos que subsidiam as 
atividades infantis”.
Cunha (1994, p.16) afirma que: “brincando a criança está nutrindo sua 
vida interior, descobrindo sua vocação e buscando um sentido para a sua vida”
A brincadeira pressupõe uma aprendizagem social. Aprende-se a brin-
car. A brincadeira é uma forma de comportamento social, que se destaca da 
atividade do trabalho e do ritmo do cotidiano da vida, reconstruindo-os para 
compreendê-los segundo uma lógica própria, circunscrito e organizado no tempo 
e no espaço. Brincar não é uma dinâmica interna do indivíduo, mas uma ativi-
dade dotada de uma significação social precisa que, como outras, necessitam 
de aprendizagem (KISHIMOTO, 1998).
De acordo com o referido autor, ao observar crianças que brincam tem-se 
a impressão de que são mais sociáveis, e operativas do que crianças que não 
tem a mesma oportunidade. Além dos inúmeros benefícios apontados pelos 
autores sobre a importância do brincar, constata-se que o argumento mais 
convincente a pais e profissionais é que tal ato contribui para o desenvolvimento 
físico, psíquico, motor, cognitivo e social do ser humano.
Segundo Wajskop (1997, p.33) “a brincadeira pode ser um espaço 
privilegiado de interação e conforto de diferentes crianças com diferentes 
pontos de vista.
Cunha (1994) afirma que o desafio contido nas situações lúdicas provoca 
o funcionamento do pensamento e leva a criança a alcançar níveis de desem-
penho que só as ações por motivação intrínseca, conseguem.
Muitos pensadores que falam que o terceiro milênio é o da ludicidade, já 
que esta é uma necessidade efetivamente humana, uma vez que eleva os níveis 
de uma boa saúde mental (Santos, 1997).
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Para Negrini (1999), quanto mais o adulto vivencia sua ludicidade, mais 
possibilidade ele adquire como profissional de trabalhar com a criança de forma 
prazerosa. Segundo ele, O adulto que volta a brincar não se torna criança nova-
mente, apenas ele convive, revive e resgata com prazer a alegria de brincar, por 
isso é importante o resgate desta ludicidade, a fim de que se possa transpor 
esta experiênciapara o campo da educação, isto é, a presença do jogo. 
De acordo com Kishimoto (2005) sugeriu critérios para a escolha do 
material adequado e que garantem a função lúdica de educar que são: O valor 
experimental: deixa que as crianças explorem e manipulem os brinquedos; valor 
da estruturação: dá suporte à construção da personalidade infantil; valor da 
relação: oportunizar a criança a interagir com seus pares e com adultos, com 
os objetos e o ambiente em geral; valor lúdico: verificar se os objetos estimu-
lam a ação lúdica.
LUDICIDADE COMO FATOR RELEVANTE PARA O 
DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
O ato de jogar e brincar se constitui em ferramentas nas quais as crianças 
vão a partir das mesmas construindo sua realidade, saindo do mundo interior 
para iniciar suas descobertas e seu mundo real com o intuito de configurar os 
mesmos. (BONAMIGO, 2001).
É importante enfatizar que, através da formação que o professor trans-
forma sua desenvoltura e sua metodologia em sala de aula, dessa forma atra-
vés do conhecimento adquirido na formação continuada, o professor procura 
novos métodos e novas formas para transmitir o conteúdo para os alunos. 
(SANTOS et al., 2007).
As atividades lúdicas acabam por se apresentar como expressão de liber-
dade, assim como são os sentimentos dos indivíduos. Sendo assim, observa-se 
que o tempo todo as crianças brincam. Por isso ao brincar as mesmas tem a 
sua inteligência desenvolvida e são capazes de expressar, executar tarefas, 
pensar. (Kishimoto 2006).
Desde a educação infantil, a criança vem passando pelas hipóteses de 
escrita e leitura, testando o seu conhecimento sobre a mesma, através das gara-
tujas, que no decorrer do tempo se transformarão na escrita convencional. Por 
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isso, se faz necessário que o professor seja um estimulador durante o processo 
de aquisição da leitura e escrita, oferecendo atividades desafiadoras para que 
a evolução da aprendizagem seja um sucesso.
De acordo com (SOARES, 2013) a aprendizagem só acontece se a criança 
estiver motivada e para estimular essa motivação nas crianças um dos métodos 
usados pelas escolas são os jogos educativos. Ainda segundo a autora esses 
jogos presentes nos celulares e nos tablets são muito importantes, tendo em 
vista que com a aplicação dos mesmos é possível fazer uma análise a respeito 
do que o aluno está conseguido aprender e onde está sua dificuldade. Os jogos 
auxiliam os alunos a trabalhar com as regras, fornecendo para o aluno uma 
linguagem mais clara, permitindo que o aluno possa operar racionalmente.
Sabe-se que a escola pensada no passado, onde o professor transmite 
os conhecimentos e o aluno é um receptor passivo, não cabe mais no contexto 
social da atualidade. Precisa-se de uma escola preocupada não com transmissão 
do conhecimento, mas com a construção do mesmo de modo contextualizado. 
Para isto, o currículo escolar deve estar comprometido com a perspectiva de 
significação dos conceitos diante da realidade vivenciada pelos educandos, rela-
cionando o conhecimento científico ao meio sociocultural. A partir do momento 
que o mundo externo é trazido para o interior da escola, professores e alunos 
agem de forma coletiva sobre o reconhecimento do saber e abre-se um espaço 
ainda maior para o trabalho com as metodologias ativas.
A tradição de uma educação concentrada em atividades teóricas, priori-
zando a o trabalho com o intelectual, acaba por deixar o trabalho com o corpo 
prejudicado. Para mais, a própria disposição das cadeiras e a organização da 
sala de aula retratam um ensino ainda tradicional e bancário, além do pouco 
espaço destinado às metodologias ativas, jogos, brincadeiras e trabalhos que 
envolvam o desenvolvimento de habilidades corporais.
Neste sentido, Moreira (2019) afirma que: 
Lutar para que a escola trabalhe a corporeidade do aluno é buscar 
uma educação de corpo inteiro, deixando de lado o sentido de 
controlar e de disciplinar o corpo em nome de conhecimentos 
necessários para o futuro. Quando a educação é para o futuro, 
deixamos de viver e saborear o presente. (MOREIRA, 2019, p. 195)
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Desta forma, deve-se repensar a ideia de uma educação altamente espe-
cializada e racionalizada para a faixa etária das crianças e propor uma educação 
preocupada com a questão da corporeidade da criança e do adolescente, edu-
cando-a e trazendo aspectos do seu dia a dia, de forma a contribuir para uma 
educação que os façam terem prazer na ludicidade e que o conhecimento não 
seja sem vontade, podendo assim fazer com que percam suas capacidades de 
estarem empenhados juntos para busca da cidadania.
A incumbência de propiciar o jogo não pode estar somente atrelada à 
disciplina de Educação Física, todos os docentes podem e devem ser respon-
sáveis pela utilização e elaboração de jogos com os alunos, seja para o reforço 
de determinado conteúdo trabalhado ou para a exposição para a comunidade 
escolar. Desta forma, o jogar trata-se de uma atitude e não uma mera estraté-
gia de ensino ou um artifício restrito a determinada matéria de uma estipulada 
disciplina curricular.
De fato, o trabalho com o corpo é minimizado no âmbito do Ensino Fun-
damental, seja nos anos iniciais ou finais. Entretanto, é necessário aprimorar o 
olhar para este corpo e suas implicações no contexto escolar. Diante dessa pers-
pectiva, Farah (2010) propôs um mapeamento do corpo na escola, considerando 
os diferentes contextos nos quais este é apresentado e oportunizando novas 
pesquisas e discussões acerca deste tema, além de maior compreensão no que 
tange as mais diversas e múltiplas situações vivenciadas no cotidiano escolar. 
Farah (2010) afirma que o “conhecer e o perceber” propõe novas formas 
de educar vivenciada pelo conhecimento, e neste sentido inclui-se o conheci-
mento acerca dos diversos papéis desempenhados pelos corpos no contexto 
escolar. Levando em consideração o sujeito-corpo, observa-se que em toda 
ação humana pode-se investigar três dimensões explícitas como: antropoló-
gica, econômica e histórica, mostrando que o corpo externa com suas ações 
e movimentos o que se passa internamente e que, por sua vez, é influenciado 
pelo contexto histórico-social vivenciado pelo indivíduo.
De outro modo, pode-se perceber também que estas influências também 
interferem na dinâmica corporal, seus reflexos e suas articulações. Desta forma, 
o corpo é também considerado como parte da identidade do indivíduo, porém 
transitória e que apresenta constante mudança.
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Negrine (2004) afirma que sublinha que o ato de jogar e brincar se constitui 
por ele mesmo uma contextualização que engloba o ato de aprender. Assim, 
quando executa as regras e a imaginação dentro dos jogos e brincadeiras, a 
criança apresenta um comportamento que vai muito além do que existe na 
atualidade em termos de hábitos, agindo como se fosse algo maior do que a 
realidade vivenciada. 
Voltando a Kishimoto (2006), o autor enfatiza que o jogo pode ser visto 
como “o resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um con-
texto social sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social; um 
sistema de regras e um objeto. Esses três aspectos permitem a compreensão 
do jogo diferenciando os significados atribuídos por culturas diferentes, regras 
e objetos que o caracterizam.
É preciso que o educador pesquise o meio em que a criança vive e o 
estimule a se desenvolver e descobrir nos conteúdos estudados em sala de 
aula recortes que fazem parte do seu cotidiano, pois cada indivíduo tem suas 
próprias especificidades e conhecimentos de mundo.
O processo de ensino-aprendizagem requer a participação integral do 
aluno, tornando os recursos materiais como ferramentas indispensáveis ao tra-
balho do docente. Deste modo, o uso de recursosfacilita a compreensão para os 
alunos, possibilitando ao alfabetizador poder utilizar recursos atuais ou tradicio-
nais, levando em consideração a contribuição do recurso para a aprendizagem 
do alfabetizando. Neste caso daremos ênfase ao lúdico e textos diversificados.
Para favorecer a leitura, o/a professor/a deve sondar o tipo de leitura que 
mais interessa ao/à discente, como também ser modelo de leitor e mobiliza-
dor/a do saber. Vale ressaltar que a formação de um leitor reflexivo e consciente 
não depende apenas do educador e dos responsáveis; depende também do 
próprio indivíduo.
A tarefa do professor é, ainda, preparar motivações para atividades cul-
turais, sociais e educativas em um ambiente previamente organizado, rico em 
materiais didáticos que favoreçam o processo de aprendizagem por meio da 
experiência direta, da procura e da descoberta.
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Desafios de Ensinar e Educar na Contemporaneidade: escola, família e professores em pesquisa
O fato é que a grande maioria das escolas, hodiernas, não provoca 
o aluno de modo que ele se sinta motivado a construir novos 
conhecimentos a partir de desafios e os educadores devem 
promover a utilização de experiências concretas que oportunizem 
os educandos ao conhecimento de fatos práticos e não apenas 
verbais (TERZI, 2005, p. 13).
O processo de ensino-aprendizagem requer a participação integral do 
aluno, tornando os recursos materiais como ferramentas indispensáveis ao tra-
balho do docente. Deste modo, o uso de recursos facilita a compreensão para os 
alunos, possibilitando ao alfabetizador poder utilizar recursos atuais ou tradicio-
nais, levando em consideração a contribuição do recurso para a aprendizagem 
do alfabetizando. Neste caso daremos ênfase ao lúdico e textos diversificados.
 Freitas (2013) salienta que professores e profissionais de educação obser-
varam que por meio das atividades promovidas na ludicidade os estudantes 
apresentavam uma maior estabilidade no processo de aprendizagem, assim, 
como seu rendimento de compreensão do que era apresentado por parte dos 
professores, se tornava cada vez mais positivo. Algo que demostrava a eficiên-
cia da utilização se tornava cada vez mais positivo. Algo que demonstrava a 
eficiência da utilização de algumas atividades lúdicas dentro das rotinas esco-
lares, principalmente em disciplinas que poderiam promover a interação entre 
estudantes e o ambiente que os cercava. 
CONCLUSÃO
O lúdico aliado ao imaginário é capaz de oferecer caminhos mais amplos 
para que haja o desenvolvimento das crianças tornando-as mais críticas, autôno-
mas, criativas, felizes, permitindo que haja um aprendizado com mais significação. 
É importante ressaltar que a educação, quando esta verdadeiramente 
comprometida com o exercício da cidadania, exige que o professor possa criar 
condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que 
satisfaça necessidades pessoais, sendo assim, o lúdico atua de forma divertida 
permitindo que a criança venha a desenvolver uma aprendizagem significativa.
Os conhecimentos são obtidos na escola, e para que isso possa acontecer 
o professor precisa usar o lúdico para auxiliar no processo de ensino- aprendi-
zagem. os jogos e as brincadeiras permitem que a criança tenha contato com 
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objetos e permite que esses objetos possam fazer sentido para criança. E dessa 
forma se concretiza o processo do conhecimento.
O uso de estratégias adequadas, como por exemplo, quando o professor 
através da relação afetiva com o aluno, consegue ganhar a confiança dele, e 
dessa forma faz com que o aluno se sinta seguro para se permitir errar e junto 
ao professor, corrigir e aprender.
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