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12
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
 
Aline Matos da Costa[footnoteRef:1] [1: Aline Matos da Costa – Aluna concluinte em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá EAD] 
Roseli[footnoteRef:2] [2: Professor da Universidade Estácio de Sá] 
Resumo
 
A ludicidade é um assunto presente no cenário nacional, principalmente quando tratamos de Educação Infantil. O lúdico é parte integrante da essência humana, tendo como características funções claras, espontaneidade e o potencial de satisfação, independente de idade ou classe social, jogos e brinquedos são parte do desenvolvimento infantil, visto que nessa etapa da vida a fantasia está aflorada e essas vivem em um mundo próprio onde sonhos, realidade e imaginação se confundem. Dessa maneira a pesquisa aqui apresentada objetiva compreender a importância do lúdico para a aprendizagem no segmento de Educação Infantil pois o lúdico pode ser considerado essencial na educação infantil pois é por meio dele que a criança desenvolve suas habilidades, o que propicia a aprendizagem, dessa maneira, é função do educador é direcionar a brincadeira para essa tenha um caráter pedagógico, através do qual serão desenvolvidas habilidade intelectivas e sociais, para obtenção de resultados foi utilizada pesquisa bibliográfica. 
 
Palavras-chave: Brincar. Educação Infantil. Lúdico.
 Introdução
A ludicidade é um assunto presente no cenário nacional, principalmente quando tratamos de Educação Infantil. 
Consideramos brinquedos como a essência da infância e nos deparamos com a sua utilização como ferramenta para o trabalho pedagógico, que permite o desenvolvimento do conhecimento. (CORNETO, 2015). 
Ferreira (2002) define o termo lúdico de duas maneiras, “relativo a jogo ou divertimento” e “que serve para divertir ou dar prazer”. A palavra lúdico é um adjetivo masculino com sua origem no latim “ludus”, depois de vários estudos e pesquisas voltados para essa prática o significado dessa palavra evoluiu, passando a levar em consideração as pesquisas relacionadas a psicomotricidade, de maneira a deixar de ser considerada apenas como jogos. 
O lúdico é parte integrante da essência humana, tendo como características funções claras, espontaneidade e o potencial de satisfação, independente de idade ou classe social, jogos e brinquedos são parte do desenvolvimento infantil, visto que nessa etapa da vida a fantasia está aflorada e essas vivem em um mundo próprio onde sonhos, realidade e imaginação se confundem. 
A chave do desenvolvimento do indivíduo está ligada a descoberta em si, de suas habilidades e da capacidade de experimentação, dentro do segmento educacional, a ludicidade pode ser considerada geradora de avanços científicos. 
 Este artigo tem como objetivo apresentar o lúdico na Educação Infantil, levando em consideração a sua relevância para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, refletindo acerca de sua importância no desenvolvimento infantil, e destacando seu papel como instrumento gerador de conhecimento dentro de um processo de troca de conhecimentos e amadurecimento buscando, incentivar a ludicidade como prática importante ao desenvolvimento emocional, social e intelectual. Entender o que é brincar, brinquedo e jogo, identificar através de pensamento crítico o que é a ludicidade e compreender a importância do lúdico para a aprendizagem no segmento de Educação Infantil.
 A brincadeira proporciona as crianças uma ampla estrutura para o seu desenvolvimento, pois é brincando que a criança aprende a decidir, formar opiniões próprias, além de descobrir seu papel e seus limites, expressar suas necessidades de explorar o mundo, a partir do domínio das habilidades de comunicação, nas mais variadas formas, facilitando a auto expressão. Portanto, esse estudo pode ser justificado pela colaboração que a brincadeira proporciona no desenvolvimento intelectual, através de exercícios que envolvam comparações e discriminação, além estímulo à imaginação que é desenvolvido através da ludicidade. Pode-se considerar o lúdico essencial na educação infantil pois é por meio dele que a criança desenvolve suas habilidades, o que propicia a aprendizagem, dessa maneira, é função do educador é direcionar a brincadeira para essa tenha um caráter pedagógico, através do qual serão desenvolvidas habilidade intelectivas e sociais.
 Brincar é uma atividade pertinente a infância, que está sendo explorada no meio científico com a finalidade de identificar como essa atividade se relaciona ao desenvolvimento infantil.
Este estudo tem como finalidade, partindo da análise de pesquisas preexistentes, apresentar evidências a respeito das contribuições que o ato de brincar oferece ao desenvolvimento infantil e a aprendizagem dentro do ambiente escolar. Dentro de todas as culturas e segmentos sociais, o ato de brincar sempre foi uma atividade pertinente a infância e sempre esteve presente no desenvolvimento infantil.
Diante do exposto, esse artigo busca elucidar os seguintes questionamentos: Brincadeira é algo sério? Para que serve? 
 No que se refere a metodologia, Demo (2003), afirma que a metodologia é uma preocupação instrumental e trata-se das formas de se fazer ciência, cuidando de procedimentos, ferramentas e dos caminhos, relacionando-se diretamente com os objetivos e a finalidade da pesquisa.
Severino (2007) define a pesquisa bibliográfica como pesquisas realizadas a partir de apontamentos disponíveis provenientes de pesquisas anteriores, a essa forma são usados dados de categorias teóricas já apresentadas e registradas por pesquisadores anteriormente. O atual pesquisador então baseia-se em colaborações dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos, quantos aos fins pode-se classificar essa pesquisa como descritiva, com abordagem qualitativa.
Segundo Markoni e Lakatos (2007) esta forma de pesquisa objetiva posicionar o pesquisador em contado com materiais relacionados sobre determinado assunto.
A pesquisa aqui apresentada é classificada por Gil (2002) como uma pesquisa de origem exploratória, cujo objetivo é familiarizar o leitor com o problema abordado, afim de que esse possa ser melhor debatido, e que hipóteses sejam constituídas. Desse modo, as etapas seguintes são compostas por levantamento bibliográfico e entrevistas com indivíduos que possuem experiências práticas com o problema pesquisado para que através da análise desses argumentos seja estimulada a compreensão.
 Assim, este estudo acadêmico está voltado a ludicidade na educação infantil e sua importância, buscando explicar o porquê é importante a atividade de brincar para o desenvolvimento infantil e sua contribuição à sociedade.
BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL BRASILEIRA
Do ponto de vista histórico, a educação da criança foi responsabilidade exclusiva da família durante séculos, pois era a partir do  convívio com os adultos e outras crianças que crianças participavam das tradições e aprendiam as normas e regras que constituíam sua cultura. 
A educação infantil através das creches tinha um papel puramente assistencialista substituindo as famílias que precisam trabalhar e não tinham com quem deixar crianças, preocupando-se apenas com a saúde e os cuidados dessas, sem fins educativos. (OLIVEIRA, 2002).
Apenas no período decorrente a Primeira Guerra Mundial passou-se a enxergar e reforçar a utilização das creches e alguns teóricos como Decroly e Montessori criaram atividades didáticas com intuito de desenvolver o intelecto das crianças e fomentar a aprendizagem. 
Montessori desenvolveu recursos educacionais e brinquedos para auxiliar no desenvolvimento infantil. 
Nesse período aconteceu também o Movimento Escola Nova que passou a valorizar a atividade das crianças no que se refere a experimentação, pensando e julgando, em pequenos grupos. 
O Manifesto dos Pioneiros da Educação, publicado em 1932 defendia a escola pública, com educação para meninos e meninas a partir de um ensino gratuito, laicoe obrigatório. 
Até 1960 a educação infantil preocupava-se apenas com a saúde física e mental. Houve mudanças a partir de 1961 pois a Lei de Diretrizes e Bases institucionalizou a obrigação dos patrões para com a educação dos filhos das operárias e devido ao crescimento do trabalho operário houveram incentivos para a construção do direito as creches e pré-escolas, que nesse momento dividiam-se em duas visões:
· Parques infantis: que possuíam caráter assistencialista, voltado aos filhos de operários. 
· Jardins de infância: objetivavam a estimulação precoce e buscavam explorar a cognição e desenvolvimento infantil, voltado para pessoas da classe média.
Devido ao aumento da demanda por escolas, em 1970 a municipalização dessas foi aumentada, o governo passou então a buscar convênios com instituições privadas assistencialistas, no que tange a função educativa, o nível das pré-escolas progrediu, enquanto as creches continuaram a manter sua função principalmente recreativa. 
Com o advento da Constituição de 1988 irromperam inúmeras discussões acerca do atendimento aos filhos de trabalhadores, muitas políticas foram fortificadas com o Plano Nacional de Desenvolvimento, criado em 1986, da Constituição de 1988  e o Estatuto da Criança e Adolescente em 1990.
Desde então, a lei vigente de Diretrizes e Bases de 1996 assegura a educação infantil como primeira etapa da educação básica além das diretrizes estabelecidas pelo  Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, através da  Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para educação infantil, assegurando a sua prática pedagógica a partir dos seguintes preceitos:
I – Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.
II – Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do 
respeito à ordem democrática. 
III – Estéticos: de sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade 
de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais (BRASIL,2009).
Didonet (2001) acrescenta que: 
Falar da creche ou da educação infantil é muito mais do que falar de uma
instituição, de suas qualidades e defeitos, da sua necessidade social ou da
sua importância educacional. É falar da criança. De um ser humano, pequenino, mas exuberante de vida.
ludicidade e sua importancia no desenvolvimento infantil
 Dentro do segmento da educação infantil, é onde a capacidade de criação, abstração e cognição, assim como o emocional e social da criança são estimulados.
Brincar é uma atividade intrínseca a criança, sendo assim uma prática sociocultural que possibilita a quebra de barreiras entre realidade e fantasia, estabelece novas interações com objetos, pessoas e consigo, brincar é, portanto,sua forma de dialogar com o mundo, representando, criando e recriando realidades a sua maneira. A brincadeira possui um papel importante dentro do processo de desenvolvimento da autoestima, além de contribuir para o progresso da criatividade e sociabilidade. 
De acordo com Kishimoto (2000), o brinquedo possui vertentes culturais, materiais e técnicas, pois é capaz de auxiliar nas brincadeiras, considerando que essas são ações realizadas pela criança ao concretizar a ação de brincar. 
 Friedmann (1996), expõe que “a brincadeira é o ato de brincar, é a ação que o indivíduo tem diante de uma atividade, o jogo é uma brincadeira que envolve regras e o brinquedo é utilizado para auxiliar nessas atividades lúdicas”.
Segundo Freinet (1998, p. 304 apud SÁ, s/d) “práticas lúdicas fundamentais” são muito mais que atividades, e podem ser importantes sob muitos aspectos. 
Desse modo, a Educação Infantil exerce um importante papel no desenvolvimento de hábitos, atitudes e comportamentos indispensáveis a vida escolar.
Para que um jogo seja utilizado na educação infantil é essencial a avaliação pedagógica do mesmo e sua fundamentação, tanto no momento anterior quanto no posterior.
 A ludicidade é capaz de potencializar aprendizagens recíprocas e, portanto, é indissociável do ensino. 
Segundo Vygotsky (1987, p. 35)
A  brincadeira auxilia na criatividade, na imaginação e na fantasia que interagem para a construção de novas possibilidades e interpretações, auxiliando nas construções sociais das crianças com os adultos. O trabalho com o lúdico na educação infantil, parte da necessidade de se pensar a educação escolar como processo de reconstrução do conhecimento, proporcionando ao aluno atuar de forma crítica mediante aprendizagens significativas.
O lúdico e seu universo oferecem ao indivíduo a sensação de capacidade, que permite o desenvolvimento de sua autoestima e posteriormente refletirá em sua individualidade e no âmbito social. 
Caillois (1986 apud SÁ, s/d) afirma que atividades lúdicas se apresentam por meio de brinquedos, jogos e brincadeiras, pois são atividades livres.
De acordo com  Huizinga (1938, apud FORTUNA, 2000) brincar é  próprio da criança, e relaciona-se  ao seu modo de ser e portar-se no mundo físico e social, pois é se relacionando consigo e com o meio que se dá a construção do seu desenvolvimento, expressando suas emoções, entendendo o contexto na qual está inserida e é por meio do brinquedo, o melhor caminho, para que passem a ter a compreensão de mundo em que vivem.
O lúdico é uma eficaz ponte mediadora no processo de ensino e aprendizagem e por isso professores precisam desenvolver práticas pedagógicas que atendam às necessidades das crianças, pois nenhuma delas brinca apenas por brincar sendo necessário o desenvolvimento de atividades capazes de estimular o pensamento, conhecimento, criatividade e habilidades inerentes ao indivíduo pois a medida que esse envolver-se física e mentalmente no movimento lúdico, seu desenvolvimento global passa a ser estimulado. 
Para França (2010) é de suma importância que a brincadeira seja utilizada no ambiente escolar desde os primeiros anos e considera a educação infantil como a base da educação dos indivíduos em geral.
A idéia básica não é a de dar uma fórmula ou uma receita única, uma vez que a atividade proposta estará desenvolvida, mas sua efetiva realização irá variar de acordo com o grupo e as condições do mesmo. Caberá ao professor orientar, modificar ou criar novos jogos e/ou brincadeiras e uma análise das possibilidades de sua utilização em sala de aula e ainda oferecer critérios para analisar o valor educacional das atividades. Para se desenvolver atividades lúdicas educativas é fundamental que o professor tenha formação suficiente e condições compreender o universo infantil, ajudando e orientando, resgatando a magia do mesmo. 
Conforme Almeida:
 A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si de do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor". (ALMEIDA,1987,p.195) 
Na educação, os jogos e brincadeiras sempre estiveram ligadas às atividades lúdicas, fundamentais na formação das crianças e verdadeiras facilitadoras dos relacionamentos e das vivências dentro da sala de aula. Vários autores têm caracterizado a brincadeira como a atividade ou ação própria da criança, voluntária, espontânea, delimitada no tempo e no espaço, prazerosa, constituída por reforçadores positivos intrínsecos, com um fim em si mesmo e tendo uma relação íntima com a criança (Bomtempo, 1987; Brougère, 1997; De Rose e Gil, 1998; Kishimoto, 1997; Piaget, 1978; Santos, 1998; Wajskop, 1995). Partindo desse conceito é claro que brincar faz parte do mundo infantil, havendo, portanto, uma necessidade que as crianças pratiquem brincadeiras simplesmente por prazer. Mas na área educacional cada vez mais se tem discutido a importância dos jogos e brincadeiras na realização de atividades. São inúmeros e indiscutíveis os benefíciosalcançados através de bingos, jogos da memória, quebra-cabeças, etc. 
 Do ponto de vista educacional, as brincadeiras e atividades devem:
- responder aos interesses específicos das crianças;
- dar oportunidade para que as crianças as transformem, permitindo sua participação ativa;
- possibilitar uma avaliação da atuação das crianças durante as atividades;
- possibilitar uma relação com os conteúdos escolares.
Segundo a professora CUNHA (1994, p. 12), o brincar é uma característica primordial na infância. Em seu livro "Brinquedoteca: um mergulho no brincar" o brincar para a criança é importante: 
- Porque é bom, é gostoso e dá felicidade, e ser feliz é estar mais predisposto a ser bondoso, a amar o próximo e a partilhar fraternalmente;
- É brincando que a criança se desenvolve, exercitando suas potencialidades;
- Porque, brincando, a criança aprende com toda riqueza do aprender fazendo espontaneamente, sem pressão ou medo de errar, mas com prazer pela aquisição do conhecimento;
- Porque, brincando, a criança desenvolve a sociabilidade, faz amigos e aprende a conviver respeitando o direito dos outros e as normas estabelecidas pelo grupo;
- Porque, brincando, aprende a participar das atividades, gratuitamente pelo prazer de brincar, sem visar recompensa ou temer castigo, mas adquirindo o hábito de estar ocupada, fazendo alguma coisa inteligente e criativa;
- Porque, brincando, prepara-se para o futuro, experimentando o mundo ao seu redor dentro dos limites que a sua condição atual permite.
Diante disto, vê-se que o brincar na infância não é só diversão, na área educacional só traz benefícios como a socialização/integração e grande desenvolvimento de habilidades como coordenação motora e sensorial.
Ao criar um jogo, o educador deve ter em mente os objetivos que pretende atingir. O educador deverá estar atento aos estágios de desenvolvimento da criança, tendo cuidado na escolha do material para sua confecção. Deverá, também, ter em mente a duração dos jogos/brincadeiras, cuidando para que proporcionem aos alunos o maior número possível de oportunidades de ação e exploração. Ao escolher um jogo, o educador deve ter o cuidado de adequá-lo a etapa de desenvolvimento da criança e às suas necessidades. Um brinquedo muito abstrato para uma criança menor não será nada atraente. Devem-se observar cores e formas, tamanho, durabilidade, e não esquece nunca da segurança. Tintas podem ser tóxicas, peças miúdas se soltam com facilidade devem ser evitados para crianças menores. Todos os detalhes devem ser considerados, para evitar que uma brincadeira se torne um momento desagradável. 
O momento de introduzir as atividades, também deve ser estudado cuidadosamente. A introdução de uma atividade que não esteja de acordo com o desenvolvimento da criança poderá provocar frustração, trazendo o desinteresse pela mesma. Caberá ao educador propiciar a utilização dos jogos e brincadeiras, de tal forma que possibilite à criança descobrir, vivenciar, modificar e recriar regras.
É importante lembrarmos que a criança, no manuseio de jogos, passa por diferentes etapas, tais como manipulação exploratória, descoberta e criação de novas regras. O educador deve conhecer e dominar cada jogo/brincadeira selecionado antes de propô-los para o grupo. O papel do educador será de acompanhar a criança durante a prática da atividade, mediando as situações, facilitando sua integração ao ambiente e participando do mesmo como elemento estimulador em todas as oportunidades, cuidando para que tudo esteja em harmonia.
É importante que a criança faça suas próprias descobertas, através da manipulação, observação e exploração da atividade proposta. Desta forma ela poderá estabelecer relações e fazer associações, assimilar conceitos e integrá-los à sua personalidade.
Voltando à questão do jogo, Piaget ilustra muito bem o seu caráter abrangente e imaginativo: “quando brinca, a criança assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação com o objeto não depende da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe atribui” (PIAGET, 1971). O brincar é uma necessidade básica e um direito de todos. O brincar é uma experiência humana, rica e complexa. (ALMEIDA, M.T.P, 2000)
Considerações Finais
Conclui-se que o brincar é assim, um mundo cheio de alegrias e encantamentos que faz parte do mundo infantil. Cabe aos educadores tornarem as aulas agradáveis e prazerosas e ao mesmo tempo grande aliada na formação das crianças. Ao brincar de faz de conta, a criança busca imitar, imaginar, representar e comunicar de uma forma específica que uma coisa pode ser outra, que uma pessoa pode ser um personagem. 
Uma criança pode interpretar, dançar, imaginar, raciocionar e descobrir um mundo cheio de coisas novas. Na brincadeira, vivenciam concretamente a elaboração e negociação de regras de convivência, assim como a elaboração de um sistema de representação dos diversos sentimentos, das emoções e das contruções humanas. Quando utilizam a linguagem do faz de conta, as crianças enriquecem sua identidade porque podem experimentar outras formas de ser, pensar e solucionar problemas inserindo-se na cultura.. Brincar é assim, um espaço no qual se pode observar a coordenação das experiências prévias das crianças e daquilo que já conhecem, tranformando-os por meio da criação de uma situação nova. 
É maravilhoso poder participar desse universo infantil e acima de tudo ter a consciência da importância e responsabilidade da contribuição de um educador na formação dessas crianças. O primeiro passo passo para utilizar o lúdico nas atividades é resgatar a infância primeiro dos educadores, levá-los a lembrar do que brincavam e como brincavam, partindo daí utilizar essas experiências em sala da aula e passar a usufruir de todos os benefícios que vêem junto, fazendo nossas crianças mais felizes, críticos e conscientes.
Referências
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica - técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Edições Loyola, 1987;
BRASIL. Referencial Curricular Nacional para educação infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental, v.1, v.2, v.3, Brasília: MEC/SEF, 1998. CINEL
CAILLOIS R. Los juegos y los hombres: la máscara y el vértigo. México, DF: Fondo de Cultura Económica; 1986.
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DIDONET, Vital. Creche: a que veio, para onde vai. In: Educação Infantil: a creche, um bom começo. Em Aberto/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. v 18, n. 73. Brasília, 2001. p.11-28
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FORTUNA, T. R. Sala De Aula É Lugar De Brincar? In: XAVIER, M. L. M. e DALLA ZEN, M. I. H. (org.) Planejamento em destaque: análises menos convencionais. Porto Alegre: Mediação, 2000. (Cadernos de Educação Básica, 6) p. 147-164
GIL. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida et al. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2000
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PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança.2 ed. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.ISBN: 8521610688;
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