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132 análise de propriedades, dedução de algumas fórmulas e resolução de problemas. (EM13MAT509) Investigar a deformação de ângulos e áreas provocada pelas diferentes projeções usadas em cartografia (como a cilíndrica e a cônica), com ou sem suporte de tecnologia digital. GEOMETRIA E MEDIDAS Transformações geométricas (isometrias e homotetias). Posição de figuras geométricas (tangente, secante, externa). Inscrição e circunscrição de sólidos geométricos. Noções básicas de cartografia (projeção cilíndrica e cônica). (EM13MAT510) Investigar conjuntos de dados relativos ao comportamento de duas variáveis numéricas, usando ou não tecnologias da informação, e, quando apropriado, levar em conta a variação e utilizar uma reta para descrever a relação observada. NÚMEROS E ÁLGEBRA Funções polinomiais do 1º grau (função afim, linear e constante). Gráficos de funções. Taxa de variação de uma função (crescimento/decrescimento). Razões trigonométricas: tangente de um ângulo. Equação da reta: coeficiente angular. (EM13MAT511) Reconhecer a existência de diferentes tipos de espaços amostrais, discretos ou não, e de eventos, equiprováveis ou não, e investigar implicações no cálculo de probabilidades. PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Probabilidade. Espaços amostrais discretos ou contínuos. Eventos equiprováveis ou não equiprováveis. 133 Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias O estudo das Ciências da Natureza e suas Tecnologias (CNT) no Ensino Médio tem como intuito consolidar, ampliar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental e possibilitar o prosseguimento dos estudos a todos que o desejarem, preparando o estudante para o exercício da cidadania de maneira crítica e protagonista. Para isso, é necessário que o ensino seja orientado pelos princípios da educação integral atrelada ao projeto de vida do estudante. Nesse sentido, falar em educação integral implica no desenvolvimento humano global que articula aspectos cognitivos e socioemocionais, em consonância com os princípios da justiça, da ética e da cidadania. Para a formação do estudante, todas as áreas do conhecimento, inclusive a de CNT, consideram os quatro pilares da educação para o século XXI: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; e aprender a ser; tornando o ensino mais próximo de suas realidades. A área de CNT, composta pelos componentes Biologia, Física e Química foi organizada em três unidades temáticas: Matéria e Energia; Vida, Terra e Cosmos; Tecnologia e Linguagem Científica; que serão estudadas por meio de competências e habilidades específicas. As metodologias ativas, tais como a aprendizagem baseada em problemas, os projetos em grupos ou entre pares, a sala de aula invertida, o ensino híbrido e a gamificação, podem ser aplicadas em CNT por meio de uma abordagem investigativa e contextualizada do conhecimento, com o intuito de auxiliar o estudante a tornar-se gradativamente corresponsável pela sua aprendizagem. A contextualização dos conteúdos com o cotidiano dos alunos é uma importante estratégia para a promoção de uma aprendizagem significativa, como demonstram as teorias interacionistas de Jean Piaget (1896-1980) e Lev Vygotsky (1896-1934), ao enfatizarem que a interação entre o organismo e o meio onde está inserido, na aquisição do conhecimento, é uma importante base para valorizar a busca de contextos significativos nos processos de ensino e aprendizagem. No entanto, nessa perspectiva de contextualização, é preciso superar o nível inicial de uma aprendizagem dada apenas pelo contexto imediato, alcançando uma formação que proporcione ao estudante a capacidade de atuar perante sua realidade de 134 maneira efetiva e autônoma, partindo dos conhecimentos científicos aprendidos na escola. Além da contextualização, uma abordagem fundamental para o desenvolvimento das aulas de CNT é a investigação científica, que envolve técnicas procedimentais que devem perpassar por todo o Ensino Médio. No processo investigativo será necessário identificar problemas, formular hipóteses, pesquisar, argumentar, levantar dados, utilizar instrumentos de medida e realizar atividades experimentais, o que demandará linguagens específicas da área, tais como códigos, símbolos, nomenclaturas e gêneros textuais. Trabalhar com metodologias ativas e sob abordagem investigativa possibilita ampliar a visão do estudante sobre os objetos do conhecimento propostos, numa perspectiva transdisciplinar e interdisciplinar; que pode até mesmo extrapolar as Ciências da Natureza. Consequentemente, o estudante poderá desenvolver e/ou aprimorar recursos reflexivos e cognitivos expressos nas competências gerais e específicas e as respectivas habilidades propostas para esta área do conhecimento, as quais são apresentadas na BNCC. Nessa perspectiva, a articulação entre Biologia, Física e Química, por meio das competências e habilidades será somada às aprendizagens já desenvolvidas no Ensino Fundamental. É importante que a área de CNT considere os aspectos regionais e a diversidade cultural de povos e comunidades tradicionais, tais como os indígenas, quilombolas e ribeirinhos na construção e observação dos temas e fenômenos da natureza, permitindo, assim, uma proximidade fidedigna da realidade e dos costumes locais, para buscar soluções aos problemas de forma significativa. Esses povos contribuem com seus conhecimentos sobre a natureza, suas formas diferenciadas de organização social e relação com o ambiente e com seus modos de compreender e utilizar os conhecimentos no cotidiano. Além disso, as características das diferentes localidades determinam o tipo de recursos e processos produtivos que pode ser desenvolvido, mediante as necessidades diferenciadas de cada região. Assim, a área de CNT deverá ser abordada de forma contextualizada e indissociável do mundo (natural, social e tecnológico), oferecendo uma visão global do conhecimento, por meio do trabalho colaborativo entre os componentes da área, favorecendo a compreensão e a visão do estudante sobre o conjunto de saberes ao longo da trajetória da história da ciência. 135 Nesse sentido, espera-se que, ao final do Ensino Médio, os estudos proporcionados pela área de CNT possibilitem que o estudante seja capaz de analisar, compreender e interpretar o mundo de forma contextualizada e, necessário, também transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais. Além disso, que possua maior autonomia em discussões, analisando, argumentando e posicionando-se criticamente em relação a temas de ciência e tecnologia, essencialmente àqueles aplicados à vida pessoal e coletiva. A transição da etapa do Ensino Fundamental para a etapa do Ensino Médio Para a construção do Currículo Paulista do Ensino Médio, documentos norteadores serviram de base; são eles: Currículo Paulista das etapas Educação Infantil e Ensino Fundamental; Currículo Oficial do Estado de São Paulo; e BNCC. De posse desses normativos, foi realizado o estudo dos objetos de aprendizagem e do nível de complexidade com que as habilidades da BNCC se desenvolvem ao longo dos anos iniciais -– AI e dos anos finais – AF do Ensino Fundamental, com o objetivo de identificar a progressão das habilidades e estabelecer a conexão entre elas e o Ensino Médio – EM. A partir do estudo dos objetos de conhecimento de cada componente curricular na BNCC (Ciências, Biologia, Física e Química), foi possível identificar que alguns deles passaram por rearranjos ao longo dos anos/séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio quando comparados ao antigo Currículo do Estado de São Paulo (2012), e, consequentemente, as habilidades a serem desenvolvidas também. Assim, foi possível entender como a progressão das habilidades se apresentava ao longo dos segmentos (AI e AF). Após esses estudos, foram criados mapas conceituaiscom o objetivo de parametrizar e marcar o ponto de partida para a construção do Currículo Paulista etapa do Ensino Médio, possibilitando a escolha e o nível de aprofundamento dos objetos de conhecimento. Nesse sentido, processos cognitivos como “identificar” e “reconhecer” terão predominância no Ensino Fundamental, cabendo ao Ensino Médio o desenvolvimento de habilidades mais complexas, abrangendo as capacidades de: “analisar”, “interpretar” e “argumentar”, por exemplo. 136 Os Temas Contemporâneos Transversais em Ciências da Natureza e suas Tecnologias Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) são assim denominados por não pertencerem a somente um componente curricular, mas a todas as áreas do conhecimento. Tal característica favorece a realização de trabalhos interdisciplinares e a contextualização dos objetos de conhecimento, além de contribuir com o desenvolvimento das competências e habilidades. Na BNCC, os TCTs estão representados conforme o esquema a seguir: Imagem 2: Temas Contemporâneos Transversais. Fonte:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_contemp oraneos.pdf Os TCTs devem ser trabalhados em CNT com o propósito de auxiliar o estudante em sua atuação na sociedade. Assim: