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1. INTRODUÇÃO
O estágio realizado no Instituto Moreira de Sousa insere-se em um contexto de crescente demanda por serviços especializados em saúde mental, particularmente no atendimento a pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Compreendendo a complexidade das necessidades desse público, o Instituto se destaca pela oferta de um atendimento multidisciplinar, integrando diversas áreas do conhecimento para proporcionar um suporte abrangente e efetivo. A relevância deste campo de estágio é evidente, visto que o tratamento dessas condições não se limita apenas à abordagem clínica, mas envolve também aspectos sociais, emocionais e educacionais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2022), a inclusão de pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida é um direito humano fundamental. Nesse sentido, o Instituto Moreira de Sousa tem se empenhado em criar um ambiente que favoreça a inclusão e a participação ativa dos pacientes, promovendo sua autonomia e desenvolvimento. As intervenções realizadas no Instituto são direcionadas não apenas à melhoria das habilidades cognitivas e motoras, mas também à promoção do bem-estar emocional e social.
O Instituto atende atualmente um número significativo de crianças e adolescentes, (por volta de aproximadamente 450) que se beneficiam de serviços como terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico. Esse atendimento integral é essencial, uma vez que as dificuldades enfrentadas por esse público muitas vezes exigem uma abordagem multifacetada. Além disso, o Instituto é credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que garante o acesso aos serviços para uma parcela da população que, de outra forma, poderia não ter assistência adequada.
O ambiente do Instituto, que promove a interação entre profissionais de diferentes áreas, proporciona uma rica oportunidade de aprendizado para estagiários. Durante as atividades, os estagiários têm a chance de vivenciar a prática profissional em um cenário real, permitindo a aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da formação. Essa experiência é fundamental para a formação de profissionais competentes e sensíveis às necessidades do público atendido.
O objetivo geral deste relatório é apresentar uma análise detalhada das experiências e aprendizagens adquiridas durante o estágio no Instituto Moreira de Sousa. A partir da vivência prática, busca-se avaliar a eficácia das intervenções terapêuticas realizadas e refletir sobre o impacto delas no desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais dos pacientes atendidos. O foco está em compreender como as atividades lúdicas e terapêuticas podem contribuir para a inclusão e o bem-estar dos indivíduos com deficiência intelectual e autismo.
Para atingir esse objetivo, o relatório será estruturado de maneira a incluir uma descrição das atividades desenvolvidas, bem como uma análise crítica dos resultados obtidos. A reflexão sobre as práticas observadas e a aplicação de teorias pertinentes ao campo da psicologia e terapia ocupacional será fundamental para a construção de um conhecimento mais robusto sobre as intervenções em saúde mental.
Além disso, busca-se identificar e discutir as estratégias utilizadas durante o atendimento, considerando as particularidades de cada paciente e a dinâmica do grupo. A experiência no Instituto Moreira de Sousa possibilita a formação de uma visão abrangente sobre o tratamento das condições apresentadas pelos pacientes, contribuindo para uma prática profissional mais consciente e fundamentada.
A abordagem do relatório, portanto, não se limita a um registro das atividades, mas propõe uma reflexão crítica que leve em conta as interações entre teoria e prática. A análise das experiências vividas permitirá um melhor entendimento das nuances envolvidas no atendimento a pessoas com TEA e deficiência intelectual, além de proporcionar subsídios para futuras intervenções e pesquisas na área.
Este relatório será exposto de forma sistemática, dividindo-se em seções que abordam a metodologia utilizada, os resultados obtidos e as discussões pertinentes. A literatura consultada será integrada ao texto, enriquecendo as análises e reflexões propostas. A escolha do grupo para organizar as informações se deu pela necessidade de um enfoque claro e objetivo, facilitando a compreensão das atividades realizadas e das aprendizagens adquiridas.
As intervenções terapêuticas foram realizadas tanto em atendimentos individuais quanto em atividades grupais, permitindo uma diversidade de abordagens e técnicas. Em cada sessão, foram escolhidos pacientes diferentes, com quem se estabeleceu um vínculo de confiança que favoreceu a participação e o engajamento nas atividades. Essa diversidade de contextos foi fundamental para observar como cada paciente reage a diferentes abordagens terapêuticas, enriquecendo a experiência de estágio.
Durante as terças-feiras, o grupo de estagiários atuou em três turnos, sendo três estagiários pela manhã e três à tarde, garantindo uma cobertura adequada das atividades propostas. Cada sessão teve duração média de 15 minutos, tempo que se mostrou suficiente para estabelecer uma interação significativa e aplicar intervenções que visassem o desenvolvimento das habilidades dos pacientes. Essa estrutura permitiu uma observação mais detalhada das dinâmicas grupais e das reações individuais, possibilitando uma análise crítica das práticas realizadas.
A metodologia empregada, com ênfase nas atividades lúdicas e nos jogos terapêuticos, foi selecionada com base em evidências que apontam para a eficácia dessas abordagens no tratamento de crianças com TEA (Santos et al., 2021). Assim, o relatório apresentará uma análise que contempla não apenas as experiências vividas, mas também o respaldo teórico que fundamenta as práticas adotadas.
A justificativa para a realização deste estudo se baseia na necessidade de aprofundar a compreensão sobre as intervenções terapêuticas e sua aplicabilidade em contextos reais. O estágio no Instituto Moreira de Sousa representou uma oportunidade ímpar para observar e vivenciar a prática de atendimento a pessoas com deficiência intelectual e autismo, áreas que exigem conhecimento específico e sensibilidade dos profissionais envolvidos.
Além disso, a literatura aponta que a prática reflexiva é fundamental para o desenvolvimento profissional na área da saúde (Lima & Costa, 2020). Portanto, este relatório não se limita a documentar a experiência vivida, mas também busca contribuir para a construção de conhecimento sobre as melhores práticas no atendimento a esse público. A reflexão crítica sobre as intervenções realizadas pode servir como base para a formulação de novas estratégias e abordagens que atendam às necessidades dos pacientes.
Ademais, o estágio possibilitou a identificação de desafios enfrentados durante o atendimento, como a resistência à participação de alguns pacientes e as dificuldades em adaptar as atividades às suas necessidades específicas. A discussão sobre esses desafios é crucial para o aprimoramento das práticas de atendimento, possibilitando uma formação mais completa e eficaz para os futuros profissionais da área.
Em um contexto em que a inclusão e a diversidade são temas centrais nas políticas de saúde e educação, o conhecimento adquirido durante o estágio e registrado neste relatório pode contribuir para a promoção de práticas mais inclusivas e sensíveis às necessidades das crianças com deficiência intelectual e autismo. Assim, espera-se que as reflexões e análises apresentadas neste trabalho sejam uma contribuição significativa para a formação de profissionais comprometidos com a melhoria da qualidade de vida dessa população.
2. METODOLOGIA
A pesquisa realizada no contexto do estágio no Instituto Moreira de Sousa foi de natureza qualitativa, uma abordagem que se mostrou adequada para explorar as complexidades das interações e intervenções terapêuticas com crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual.A pesquisa qualitativa é frequentemente utilizada em estudos que buscam compreender fenômenos sociais e comportamentais em profundidade, em vez de meramente quantificar dados (Minayo, 2017).
A escolha por uma abordagem qualitativa fundamentou-se na necessidade de captar a subjetividade das experiências dos pacientes e das dinâmicas grupais durante as atividades terapêuticas. Conforme destaca Flick (2018), a pesquisa qualitativa permite que os pesquisadores se conectem de maneira mais significativa com os participantes, proporcionando um entendimento mais amplo sobre suas percepções e sentimentos. A metodologia qualitativa, portanto, viabiliza a coleta de dados que refletem a realidade vivenciada pelos pacientes e a equipe de profissionais.
No ambiente do Instituto, as intervenções e atividades propostas são ricas em significados e contextos, tornando a análise qualitativa um instrumento valioso para a compreensão do impacto das terapias. Essa abordagem permite uma imersão nas dinâmicas do cotidiano das sessões terapêuticas, possibilitando a captação de nuances e detalhes que poderiam passar despercebidos em uma abordagem quantitativa.
Esse tipo de pesquisa também se alinha com a proposta do Instituto, que valoriza o atendimento individualizado e as práticas que respeitam as particularidades de cada paciente. A metodologia qualitativa, ao enfatizar a singularidade das experiências, favoreceu um olhar atento às intervenções realizadas, possibilitando uma análise crítica e reflexiva sobre as práticas adotadas e seus resultados (Bardin, 2016).
Os instrumentos de coleta de dados utilizados durante o estágio incluíram o diário de campo, observações diretas e registros fotográficos, todos fundamentais para a documentação e análise das atividades desenvolvidas. O diário de campo foi um dos principais instrumentos, permitindo que o estagiário registrasse suas observações diárias sobre as sessões terapêuticas, as interações entre os pacientes e as reações diante das intervenções propostas. Segundo Gil (2019), o diário de campo é uma ferramenta essencial na pesquisa qualitativa, pois proporciona um espaço para a reflexão e a sistematização das experiências vividas. O registro das atividades, dos sentimentos e das interações dos pacientes possibilitou uma análise mais aprofundada das dinâmicas terapêuticas e a identificação de padrões de comportamento, além de auxiliar na construção de um relato mais rico e contextualizado sobre a experiência no Instituto.
As observações diretas foram realizadas durante as sessões, onde o estagiário pôde acompanhar as intervenções em tempo real. Essa técnica de coleta de dados é amplamente utilizada em estudos qualitativos, pois permite a captação de dados em seu contexto natural, favorecendo a compreensão das relações sociais e do comportamento dos indivíduos (Babbie, 2016). As observações incluíram tanto o comportamento dos pacientes quanto as interações com a equipe multiprofissional.
Os registros fotográficos foram utilizados exclusivamente para documentar os jogos aplicados durante as intervenções. Essas imagens contribuíram para ilustrar as atividades lúdicas e terapêuticas, proporcionando uma representação visual dos momentos significativos durante o atendimento. A combinação de diferentes instrumentos de coleta de dados possibilitou uma triangulação das informações, aumentando a validade e a confiabilidade dos resultados (Denzin, 2017).
Além disso, foi obtida a autorização necessária para acessar os prontuários do paciente escolhido para a elaboração de relatórios. Essa autorização foi fundamental para garantir que as informações utilizadas fossem coletadas de maneira ética e em conformidade com as diretrizes do Instituto, respeitando a privacidade e a confidencialidade dos dados. O acesso aos prontuários permitiu uma análise mais detalhada do histórico do paciente, contribuindo para uma compreensão mais ampla de seu progresso ao longo do tratamento.
A análise dos dados coletados foi realizada de forma sistemática e reflexiva, buscando identificar padrões e temas recorrentes nas intervenções terapêuticas e nas interações entre os pacientes. A abordagem de análise utilizada foi a análise de conteúdo, que, segundo Bardin (2016), permite a interpretação dos dados a partir de categorias que emergem do material coletado.
A análise de conteúdo foi conduzida em várias etapas, começando pela leitura atenta dos diários de campo e das anotações das observações. Essa leitura inicial teve como objetivo familiarizar-se com os dados e identificar possíveis categorias de análise. Em seguida, foram organizados os dados em categorias temáticas, que refletem as principais dimensões observadas nas intervenções. Por exemplo, categorias como “interação social”, “tolerância à frustração” e “desenvolvimento emocional” foram elaboradas com base nas observações registradas.
Após a organização dos dados, foi realizada uma interpretação crítica, buscando relacionar os achados com a literatura existente sobre intervenções em TEA e deficiência intelectual. Esse processo é fundamental para enriquecer a análise e compreender os resultados à luz do conhecimento científico (Flick, 2018). A discussão dos dados coletados foi feita em diálogo com teorias e abordagens que embasam as práticas observadas, permitindo uma reflexão mais aprofundada sobre a eficácia das intervenções.
A análise dos dados também considerou as particularidades de cada paciente, reconhecendo que as respostas às intervenções podem variar de acordo com fatores individuais. Essa perspectiva é essencial para garantir que as intervenções sejam adaptadas às necessidades específicas de cada criança, promovendo um atendimento mais inclusivo e eficaz (Santos et al., 2021).
As questões éticas foram cuidadosamente consideradas durante todo o processo do estágio, desde o início até o término das atividades. O Instituto Moreira de Sousa possui um compromisso com a ética na pesquisa e no atendimento, garantindo que todos os procedimentos respeitem os direitos e a dignidade dos pacientes.
O consentimento informado foi uma das principais diretrizes éticas adotadas. Antes do início das atividades, foram realizadas reuniões entre a professora responsável e os responsáveis pelos pacientes, nas quais foram explicados os objetivos do estágio e as intervenções a serem realizadas. O consentimento para a coleta de dados foi obtido de forma transparente, assegurando que os responsáveis estivessem cientes de como as informações seriam utilizadas, garantindo a privacidade e a confidencialidade dos dados coletados (Bourguignon & Da Silva, 2018).
No primeiro dia do estágio, os estagiários observaram as atividades em andamento e tiraram dúvidas diretamente com as profissionais envolvidas. Essa observação inicial foi crucial para preparar os estagiários para as intervenções futuras, permitindo uma compreensão mais profunda do ambiente e das dinâmicas terapêuticas que seriam aplicadas.
Além disso, o estágio respeitou as normas do Código de Ética Profissional do Psicólogo e as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Federal de Psicologia. As intervenções foram realizadas com sensibilidade, buscando sempre promover o bem-estar dos pacientes e evitando qualquer abordagem que pudesse causar desconforto ou sofrimento (CFP, 2019). A equipe do Instituto se mostrou sempre disponível para orientar e supervisionar as atividades, assegurando que as intervenções fossem conduzidas de forma ética e profissional.
As reflexões sobre as questões éticas também foram uma parte importante do diário de campo, onde foram registradas as preocupações e decisões tomadas em relação ao atendimento. Essa prática permitiu uma análise crítica das ações realizadas e a identificação de possíveis melhorias nas abordagens, contribuindo para um processo formativo mais consciente e ético (Resende & Lima, 2020).
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.1 Resultados e relatórios de cada Estagiário:
Estagiário 01: Amélia Constância Rubens da Silva
Relatório de Evolução Terapêutica – S.M.
Diagnóstico: F84 – Transtornodo Espectro Autista (TEA); e F90 Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).
Acompanhamento desde: 5 anos de idade, com acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia no Instituto Moreira de Sousa e acompanhamento particular com o Psiquiatra.
Medicamento: (metilfenidato 10mg e risperidona 1mg).
Data do Relatório: outubro de 2024
2. Objetivo do Relatório
O presente relatório tem como objetivo apresentar um resumo das observações clínicas realizadas durante o período de acompanhamento de Samila, destacando suas evoluções e desafios nas áreas de desenvolvimento social, emocional, cognitivo e de comunicação, dentro do contexto de seu diagnóstico de TDAH e TEA. Além disso, busca-se avaliar as estratégias utilizadas, os progressos alcançados e propor metas para continuidade do acompanhamento.
3. Desenvolvimento Social e Emocional
Samila apresentou progresso considerável no aspecto social e emocional ao longo do acompanhamento. Inicialmente, demonstrava dificuldades significativas em interações sociais, com comportamentos de isolamento e pouca expressão emocional. No entanto, ao longo do período, houve um aumento notável na sua capacidade de engajamento em atividades de grupo, e ela tem mostrado mais interesse e empatia pelos colegas. Além disso, observa-se maior frequência em comportamentos como sorrir e fazer contato visual durante as interações.
Aspectos observados:
· Empatia e Cooperação: Samila tem demonstrado sinais de empatia, sorrindo e se envolvendo nas interações com colegas, o que é um avanço considerável para uma criança com TEA.
· Liderança e Controle Emocional: Samila tende a assumir a liderança nas decisões em grupo, indicando um maior controle emocional e confiança nas situações sociais, embora ainda mostre comportamentos de comando excessivo.
Essas observações estão alinhadas com a literatura que destaca que crianças com TEA podem apresentar dificuldades nas interações sociais, mas com intervenção, há potencial para desenvolver habilidades emocionais e sociais (KALUANA, 2024). O uso de estratégias como atividades estruturadas e adaptações de ensino, como jogos de memória e quebra-cabeças, têm sido eficazes para promover maior socialização e cooperação (APAECURITIBA, 2024).
4. Desenvolvimento Cognitivo
Samila demonstra um interesse especial por atividades que envolvem cores, formas e números, com notável habilidade em reconhecer padrões. Ela se destaca particularmente na resolução de quebra-cabeças e tarefas que exigem atenção aos detalhes, como o reconhecimento de cores e formas. No entanto, apresenta desafios significativos em tarefas de escrita, especialmente na formação de algumas letras (ex.: "Y"), o que é comum entre crianças com TEA, conforme se observa em muitos casos clínicos (HORA, 2024).
Aspectos observados:
· Habilidades de Resolução de Problemas: Samila é capaz de resolver quebra-cabeças numéricos e de formas de maneira eficaz, o que reflete boas habilidades cognitivas em tarefas de percepção visual.
· Dificuldade em Escrita: Apresenta dificuldades em tarefas de escrita, como a formação de letras, algo frequentemente associado ao desenvolvimento de crianças com TEA e TDAH.
As intervenções de ensino e estratégias de adaptação (como o uso de blocos e atividades com cores) têm sido essenciais para o desenvolvimento cognitivo de Samila, ajudando a melhorar sua capacidade de concentração e resolução de problemas (APAECURITIBA, 2024).
5. Comunicação
A comunicação tem sido um aspecto chave no acompanhamento de Samila. Ela apresenta dificuldades na fala, especialmente na pronúncia de palavras, mas tem demonstrado interesse em aprender novas palavras e em participar de conversas simples. Além disso, Samila complementa sua comunicação verbal com gestos e expressões faciais, o que é uma estratégia positiva para crianças com TEA, de acordo com a literatura (HORA, 2024).
Aspectos observados:
· Uso de Gestos e Expressões Faciais: Para contornar as dificuldades de fala, Samila tem se valido de gestos e expressões faciais, o que facilita a comunicação e a compreensão por parte dos outros.
· Desenvolvimento Verbal: Embora tenha dificuldades na pronúncia de algumas palavras, tem demonstrado interesse em expandir seu vocabulário, o que tem sido trabalhado em conjunto com o fonoaudiólogo e psicopedagogo.
O acompanhamento multidisciplinar tem sido crucial, com a fonoaudiologia focando na melhoria da pronúncia e a psicologia trabalhando o desenvolvimento emocional associado à comunicação.
6. Progressos e Metas
Ao longo do acompanhamento, Samila tem feito progressos importantes, especialmente em sua capacidade de participar de atividades em grupo e de se engajar nas interações sociais. Além disso, houve uma melhoria no seu comportamento emocional, com uma redução na frustração durante as atividades, o que antes resultava em crises de choro ou raiva.
Progressos observados:
· Melhora no Engajamento Social: Samila tem participado mais ativamente em atividades de grupo e tem mostrado mais interesse em interagir com seus colegas.
· Controle Emocional: A criança tem conseguido lidar melhor com atividades direcionadas, sem demonstrar frustração excessiva ou choro.
Metas para o próximo período:
· Aprimorar a Comunicação Verbal: Focar no desenvolvimento de habilidades de pronúncia e fluência verbal, através do acompanhamento fonoaudiológico e atividades específicas.
· Fortalecer Habilidades de Escrita: Trabalhar a formação de letras de maneira mais precisa, com o uso de atividades de motricidade fina e escrita.
· Desenvolver a Atenção e Concentração: Aumentar o foco nas atividades através de jogos e práticas estruturadas que incentivem a atenção e a perseverança.
7. Conclusão
Samila tem mostrado progressos significativos em seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo, com o apoio de intervenções psicopedagógicas e acompanhamento multidisciplinar. A criança tem se mostrado mais participativa, com um aumento no controle emocional e na expressão de suas necessidades. O acompanhamento psiquiátrico e o uso de medicação têm sido eficazes no controle dos sintomas de TDAH, auxiliando na diminuição da hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam diretamente seu desempenho.
Diante dos avanços observados, propõe-se que o acompanhamento continue com foco nas áreas de comunicação verbal, escrita e atenção, utilizando estratégias e adaptações que atendam às suas necessidades individuais. A colaboração entre a equipe multidisciplinar, a família e os educadores continuarão sendo fundamentais para o progresso de Samila.
Estagiário 02: Antônio Rosselmo de Brito Batista
Relatório de Evolução Terapêutica – M.F
Diagnóstico: F80 – transtorno específico da articulação da fala; e F84 – TEA Transtorno do Espectro Autista.
Acompanhamento desde: 2022 
Data do Relatório: outubro de 2024
Contexto Geral:
M.F., 16 anos, apresenta características do transtorno específico da articulação da fala (F80), mostrando dificuldade persistente na aquisição e no uso da linguagem, na pronúncia ao falar, déficit na interpretação de texto na lógica e na fonética das palavras, vocabulário reduzido, na anamnese foi percebia uma disfunção na formação de palavras assim como traços de ecolalia, onde sempre repetia e afirmava frases a ele perguntadas.
Atividades lúdicas e jogos interventivos:
Sessão 1 (01/10/2024): No primeiro dia com o M.F foi observado suas ações comportamentais: Anamnese.
• FALA– Dificuldade para completar a palavra, foi percebido dificuldades na fala conforme Cód. F80, dificuldade para interpretação textual na sua abstração. 
• COGNIÇÃO – Normal, porém com algumas oscilações no movimento facial, objetividade lógica normal.
• SUBJETIVIDADE – Normal, porém com adição de imaginações extras ao falar.
• EMOCIONAL – o Paciente apresenta um comportamento emocional de serenidade e contentamento, porém bem sensível a reações externas.
Sessão 2 (08/10/2024): No Segundo dia com o paciente M.F foi observado suas ações de percepção:
• Aplicação lúdica de percepção de palavras e textos:foi aplicado o jogo de cartas de palavras e frases, onde o paciente memorizava a localização cartas e as memorizassem e posteriormente as dessem um significado para elas.
• Resposta – 1. Memoria, mediana / 2. Dificuldades na ressignificação das frases e palavra e na formação de palavras.
• Ação Corretiva – 1. Fixação de Ancoras de Memórias / 2. Análise lógica das frases e diálogo sobre as mesmas.
• Evolução – Paciente, apresentou melhoras nas ações de percepção e memorização de palavras mediante técnica e explicação.
Sessão 3 (15/10/2024): Atividade de interpretação textual.
Neste Terceiro dia com M.F foi aplicado textos e análise da interpretação e significado:
• Aplicação lúdica de interpretação de palavras e textos: Aplicamos uma ação textual, ou seja, uma história lúdica para que o mesmo após ler compreendesse o texto.
• Resposta – A compreensão foi muito superficial, ele não conseguiu ver a subjetividade da natureza textual.
• Ação Corretiva – Buscamos subdividir os textos dando ênfase a cada estrofe e capítulo, abrindo um questionamento do contexto objetivando uma melhor percepção do paciente.
• Evolução – O paciente não só compreendeu como acrescentou novas ideias ao contexto.
Sessão 4 (22/10/2024): Atividade de substituição de sons e criação de frases.
No Quarto dia M.F, foi aplicado práticas de Fonéticas e comparação de sons:
• Aplicação lúdica de interpretação de palavras e textos: Aplicamos um texto poema para descobrir as conjunções de sons e substituição de palavras, a fim de despertas a criatividade sonora.
Exemplo: 
Texto: O gato era amigo do pato...
Paciente: O Sapo era amigo do rato...
• Resposta – Inicialmente houve uma dificuldade na compreensão, porém após entendimento houve leve melhora nas pronuncias.
• Ação Corretiva – Procuramos apresentar para ele a semelhança dos sons e ensinar que eles podem ser substituídos.
• Evolução – O paciente assimilou a ideia e já não encontrou muitas dificuldades para realizar a atividade.
Evolução das Sessões: Durante as sessões aplicadas percebemos evolução quanto a reprodução da fala e fonética do M.F, ele apresentou melhoras na interpretação das palavras, textos e seus significados, desenvolvendo assim um padrão ideal para as ações propostas de evolutiva.
Foi percebido um maior interesse por parte do paciente M.F, pela leitura onde ele buscou um envolvimento maior pela leitura, contribuindo assim para uma melhora expressiva no conhecimento das palavras e suas compreensões.
Análise e Recomendações:
ANÁLISE: Partindo da Anamnese foi percebida uma disfunção na fala e na formação de palavras do paciente de nome M.F, de 16 anos, ele apresentava o F80 (SDM5), dificuldade para interpretação textual na sua abstração. Também apresentava dificuldade na compreensão textual e seus significados, foram por estes aplicados diversos jogos lúdicos assim como exercício de memorização e dicção de fala, mesmo observando o prontuário do Paciente.
RECOMENDAÇÕES:
•	Desenvolvimento de Habilidades na fala: Buscando a prática da fala e da compreensão textual.
•	Atividades Cooperativas: Enfatizar o estímulo vocal/fonético e sua compreensão
•	Reforço Positivo: Recompensar comportamentos adequados para incentivar a melhoria da fala e compreensão.
•	Interação Guiada: Criar momentos específicos para reforçar a importância da leitura e da fala e seus significados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Se faz útil e necessário o acompanhamento terapêutico para o Paciente M.F, para que haja uma continuidade positiva na melhora do desenvolvimento de sua coordenação motora e subjetiva da compreensão das palavras e texto assim como da sua sociabilidade, a fim de que este processo terapêutico colabore para uma qualidade de vida sustentável em sua fase adulta lhes proporcionando uma excelente interatividade com o meio social.
Estagiário 3: Dayanne Araújo Rocha Melo
Relatório de Evolução Terapêutica – S. F. A.
Diagnóstico: Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Acompanhamento desde: 06/10/2017 – Instituto Moreira de Sousa
Medicamento: Risperidona 1mg (1 comprimido ao dia)
Data do Relatório: outubro de 2024
Contexto Geral:
S.F., 12 anos, apresenta dificuldades nas interações sociais, comportamentos compulsivos e desafios na regulação emocional, características típicas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) (DSM-5, 2013). As terapias incluem fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e atendimento educacional especializado, abordagens frequentemente recomendadas no tratamento do TEA, visto que promovem o desenvolvimento das habilidades sociais, cognitivas e emocionais (AUTISM SPEAKS, 2020). Durante as sessões, foram observadas tendências a comportamentos de frustração, especialmente em atividades competitivas, e dificuldades em aceitar derrotas e manter relacionamentos positivos com os colegas, dificuldades comuns em indivíduos com TEA (BARON-COHEN, 2008).
S.F. Chegou a faltar duas sessões.
Atividades lúdicas e jogos interventivos:
· Sessão 1 (20/08/2024): Jogo da dama/trilha.
Foco em habilidades cognitivas, atenção, concentração e coordenação motora, áreas frequentemente trabalhadas em intervenções para TEA (SANTOS et al., 2019).
· Sessão 2 (27/08/2024): Atividade das emoções com massinha de modelar.
Identificação e expressão de emoções, uma habilidade muitas vezes desafiadora para crianças com TEA (PAJAREK et al., 2021).
· Sessão 3 (03/09/2024): Jogos "Tapa Certo" e "Eu Vi do Stitch".
Desenvolvimento de percepção visual, discriminação de detalhes e habilidades de observação, fundamentais para crianças com TEA que enfrentam dificuldades na percepção de nuances sociais e ambientais (TEPPER et al., 2022).
· Sessão 4 (10/09/2024): Quebra-cabeça da Princesa Sofia.
Foco em trabalho em equipe e resolução de problemas, atividades cruciais para o desenvolvimento de habilidades sociais em crianças com TEA (KOHN, 2015).
· Sessão 5 (01/10/2024): Jogo “Eita o Mar Tá Bravo”.
Envolvimento em atividades de cooperação e raciocínio lógico, fundamentais para melhorar a interação e a colaboração, áreas desafiadoras no TEA (LÖVY et al., 2018).
· Sessão 6 (08/10/2024): Jogo magnético de tabuleiro.
Coordenação motora fina e estratégias em um ambiente de maior complexidade, estratégias importantes para o desenvolvimento motor e emocional em crianças com TEA (SAMUELS, 2019).
· Sessão 7 (15/10/2024): Desenho e carta para o Papai Noel.
Incentivo à expressão artística e verbalização de desejos, promovendo uma forma de expressão muitas vezes útil no TEA, onde a comunicação verbal pode ser prejudicada (SANTOS, 2020).
· Sessão 8 (22/10/2024): Jogo “Cada Macaco no seu galho”
Trabalha o controle da impulsividade, paciência, tomada de decisões cuidadosas e a regulação emocional, ajudando o S.F. a lidar com frustrações de forma lúdica, intervenções que se mostraram eficazes no desenvolvimento emocional de crianças com TEA (SILVA, 2017).
Evolução das Sessões:
Nas atividades realizadas, S.M. mostrou um padrão de comportamento que reflete sua dificuldade em lidar com a frustração e a competitividade. Em algumas situações, ele se irritou ao perder, o que resultou em conflitos com os colegas, o que é comum em crianças com TEA que enfrentam dificuldades com controle emocional e interação social (BARON-COHEN, 2008). Isso destaca a necessidade de suporte nas interações sociais e no desenvolvimento da tolerância à frustração. Por outro lado, em algumas sessões, S.F. demonstrou avanços, como a capacidade de manter a concentração e retomar o foco após desviar a atenção, progressos que indicam melhorias nas habilidades de autorregulação, uma área que pode ser trabalhada por meio de intervenções terapêuticas especializadas (LÖVY et al., 2018). No entanto, ainda é evidente a necessidade de trabalhar em suas habilidades sociais, especialmente em contextos que exigem trabalho em equipe e aceitação de resultados, competências comumente desafiadoras em crianças com TEA (SANTOS et al., 2019).
Análise e Recomendações:
Análise:
O comportamento de S.F. revela a necessidade de intervenções contínuas para melhorar suas habilidades sociais e aumentara tolerância à frustração, uma estratégia essencial para crianças com TEA (AUTISM SPEAKS, 2020). Embora haja avanços em algumas áreas, as dificuldades em situações competitivas e a busca constante por atenção dos colegas ainda precisam ser abordadas, uma questão frequente em crianças dentro do espectro (SILVA, 2017).
Recomendações:
• Desenvolvimento de Habilidades Sociais: Focar em dinâmicas que incentivem a empatia e a comunicação, que são áreas centrais de intervenção no tratamento do TEA (KOHN, 2015).
• Gestão da Frustração: Introduzir técnicas de enfrentamento, como exercícios de respiração, para ajudar S.M. a lidar com a perda, uma recomendação eficaz para melhorar o controle emocional (PAJAREK et al., 2021).
• Atividades Cooperativas: Priorizar jogos e atividades que promovam o trabalho em equipe, reduzindo a competitividade, o que tem se mostrado eficaz no desenvolvimento social de crianças com TEA (SANTOS et al., 2019).
• Reforço Positivo: Recompensar comportamentos adequados para incentivar a melhoria contínua, uma estratégia eficaz no manejo de comportamentos em crianças com TEA (LÖVY et al., 2018).
• Interação Guiada: Criar momentos específicos para reforçar a importância de manter o foco nas tarefas, estratégias que ajudam a promover o desenvolvimento da atenção e da autorregulação (SAMUELS, 2019).
Considerações Finais:
O acompanhamento terapêutico deve continuar a ser adaptado às necessidades de S.F., garantindo um espaço seguro para seu desenvolvimento emocional e social. As intervenções sugeridas visam promover um ambiente que favoreça a sua evolução e integração com os colegas, conforme evidenciado em estudos sobre intervenções eficazes para crianças com TEA (AUTISM SPEAKS, 2020).
Estagiário 4: Gislane Lima de Almeida
Relatório de Evolução Terapêutica – M. V. R. A.
Diagnóstico: F84 – Transtorno do Espectro Autista (TEA); e F90 – Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).
Acompanhamento desde: 08/11/2022
Medicamento: Risperidona (1mg por dia).
Data do Relatório: outubro de 2024
Contexto Geral: 	
M.V., é uma criança de 7 anos, e demonstra uma notável dificuldade em se concentrar em atividades, tende a tomar decisões rápidas sem considerar as consequências, exibe dificuldades em permanecer sentado ou em silêncio, apresenta mudanças de humor regular, tornando o controle emocional um desafio especialmente em situações de estresse. Essas características interferem de maneira significativa no cotidiano de M.V., afetando seu desempenho cognitivo, relacionamentos interpessoais e bem-estar emocional.  
 
Atividades lúdicas e jogos interventivos: 
· Sessão 1 (20/08/2024): Jogo da memória. 
Habilidades cognitivas; como memória, concentração, atenção, raciocínio, habilidades sociais e paciência. 
· Sessão 2 (27/08/2024): Atividades de motricidade fina. 
Coordenação motora, Visio-motora, concentração e foco.
 
· Sessão 3 (03/09/2024): Construções com palitos de fósforo. 
Coordenação Visio-motora, criatividade, concentração e atenção. 
· Sessão 4 (10/09/2024): Quebra-cabeça.
 
Resolução de problemas, persistência e paciência. 
· Sessão 5 (17/09/2024): Jogo “Quebra Gelo do Pinguim”. 
Trabalho em equipe, diversão e engajamento.
· Sessão 6 (24/09/2024): Jogo Resposta Mágica.
Comunicação, colaboração e criatividade. 
· Sessão 7 (01/10/2024): Jogo "Torre de Hanoi".
 
Raciocínio logico, resolução de problemas e persistência. 
· Sessão 8 (08/10/2024): Jogo "Tira Vareta". 
Concentração, foco, paciência e resolução de problemas.
  
· Sessão 9 (29/10/2024): Jogo “Torre das Cores”. 
Reconhecimento das cores, planejamento, concentração e atenção.
· Sessão 10 (30/10/2024): Festa do dia das crianças. 
Socialização, trabalho em equipe e o aprendizado de regras. 
  
Evolução das Sessões: 
Durante o período de intervenções, o paciente M.V. inicialmente demonstrou resistência a diversas atividades, mostrando preferência em realizar somente aquelas de seu interesse. Esse comportamento resultou em frequentes desvios de atenção, dificultando seu engajamento nas propostas apresentadas. Contudo, ao longo das sessões, foi possível observar um progresso significativo nas habilidades do paciente. M.V. começou a desenvolver a capacidade de manter o foco por períodos mais prolongados, evidenciado pela sua redução na verbalização excessiva e uma maior disposição para participar ativamente das atividades propostas. Essa evolução refletiu-se também em sua interação com colegas e profissionais da equipe. Adicionalmente, M.V. apresentou avanços nas habilidades sociais, manifestando maior empatia e companheirismo durante as atividades em grupo. A interação com seus pares se tornou mais construtiva, permitindo que ele realizasse as tarefas de maneira colaborativa e integrada. Esses desenvolvimentos são indicativos de um progresso positivo em sua capacidade de concentração, socialização e adaptação às dinâmicas de grupo, o que representa uma evolução significativa no processo terapêutico. 
 
Análise
A trajetória do paciente M.V. ao longo das intervenções demonstra um progresso significativo em várias áreas fundamentais do desenvolvimento infantil. A resistência inicial e os desvios de atenção foram gradualmente superados, levando a um aumento na capacidade de concentração e uma participação mais ativa nas atividades propostas. A evolução nas habilidades sociais, especialmente em termos de empatia e companheirismo, indica um avanço positivo na integração social do paciente. Para garantir que esse progresso continue, é essencial implementar intervenções contínuas que se concentrem na manutenção e ampliação das habilidades adquiridas. A inclusão da família e o envolvimento em atividades colaborativas são fundamentais para criar um suporte sólido que favoreça seu crescimento. Esse ponto é corroborado por Dawson e Guare (2010), que destacam a importância do apoio familiar no tratamento de crianças com TEA. Além disso, Tannock (2007) sugere que atividades que promovem a atenção sustentada, como jogos de memória e quebra-cabeças, são fundamentais para o desenvolvimento da concentração em crianças com TDAH.
Recomendações:
Atividades de Atenção Focada: Continuar a introduzir exercícios e jogos que exijam concentração e atenção sustentada, como quebra-cabeças e atividades de memória, para fortalecer essa habilidade. De acordo com Tannock (2007), essas atividades têm se mostrado eficazes na promoção da atenção em crianças com TDAH, auxiliando na manutenção do foco por períodos mais longos.
Dinâmicas de Grupo Estruturadas: Promover atividades em grupo que incentivem a colaboração, como projetos coletivos ou jogos de equipe, para aprofundar as habilidades sociais e a interação. White e Roberson-Nay (2009) afirmam que dinâmicas de grupo estruturadas são eficazes para crianças com TEA e TDAH, pois incentivam a interação social e a aprendizagem colaborativa.
Treinamento de Habilidades Sociais: Implementar atividades específicas que abordem o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, resolução de conflitos e comunicação efetiva, através de dramatizações ou jogos de simulação. Laugeson e Frankel (2011) enfatizam a importância de treinar habilidades sociais em crianças com TEA, utilizando jogos de simulação para promover a empatia e a resolução de conflitos.
Variedade de Atividades: Introduzir novas atividades que alinhem os interesses de M.V. com as propostas terapêuticas, aumentando seu engajamento e motivação. O'Neill e McGreevy (2015) sugerem que adaptar as atividades aos interesses específicos da criança aumenta o engajamento e, consequentemente, a eficácia das intervenções.
Engajamento Familiar: Incluir a família nas intervenções, promovendo atividades que possam ser realizadas em conjunto em casa, reforçando as habilidades trabalhadas nas sessões. Segundo Sanders (2012), o envolvimento da família é crucial no sucesso de intervenções terapêuticas para crianças com dificuldades emocionais e comportamentais, como no caso do TEA e TDAH.
Considerações Finais: 
Para sustentar e ampliar osavanços do M.V., é essencial dar continuidade as intervenções futuras, adaptando as atividades às suas necessidades e interesses, além de envolver a família no processo. O acompanhamento contínuo e a avaliação regular do progresso são cruciais para garantir que M.V. atinja seu pleno potencial. 
Estagiário 05: Maria Samara Teixeira de Andrade
Relatório de Evolução Terapêutica – F.A
Diagnóstico: F84 -TEA - Transtorno do Espectro Autista.
Acompanhamento desde:2018
Medicamento: Risperidona
Data do Relatório: outubro de 2024
Contexto Geral:
F.A tem 10 anos e foi diagnosticado com TEA (F84) aos 5, convive com os avós, porém tem contato frequente com a mãe; ele apresenta características próprios do TEA, apresenta déficits na reciprocidade socioemocional, leve déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, dificuldade de permanência nas atividades, não foca o olhar na pessoa, tem interesse fixo por desenho, se distrai com facilidade e não consegue fazer abstrações.
Atividades lúdicas e jogos interventivos: Jogo de cartas Colors addict ; Jogo das emoções, montagem de ciladas; jogo expressões faciais e leitura sobre emoções;
Sessão 1. (24/09/2024): Anamnese. 
· Conhecimento do prontuário, histórico familiar e sobre a patologia da criança;
Sessão 2. (1/10/2024): Montagem de ciladas.
· Identificação da coordenação motora e cognição;
Sessão 3. (8/10/2024): Jogo de cartas Colors addict.
· Identificação da percepção, atenção e assimilação;
Sessão 4. (15/10/2024): Jogo das emoções e leitura sobre emoções;
Estímulo de reconhecimento das emoções e expressões faciais; 
 Sessão 5. (22/10/2024): Atividade das emoções.
· Estímulo de expressão das emoções.
Evolução das Sessões:
Nas atividades realizadas, F.A demonstrou padrão de comportamento típico do TEA clássico, onde apresenta déficits na reciprocidade socioemocional, leve déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos e diálogos , dificuldade de permanência nas atividades, (DSM 5), ele também não foca muito tempo no olhar na pessoa, foi percebido interesse fixo por desenho a lápis, não consegue fazer abstrações e se distrai com facilidade, apresenta dificuldade em iniciar e manter uma conversa demonstrando pouca habilidade de interação e socialização; Em algumas situações ele apresentou comportamento inquieto para conseguir finalizar as atividades propostas; ele se irritou em apenas uma situação que ocorrera no caminho, no ônibus que utilizou para chegar no instituto, o que resultou em um comportamento grosseiro, diferente do seu habitual (que é sempre alegre); ele também apresenta dificuldade no reconhecimento facial das emoções, isso destaca a necessidade de suporte nas interações sociais e no desenvolvimento da tolerância em realizar atividades que demandem um tempo maior .
Análise e Recomendações: 
Análise
Entretanto na maioria das sessões, F.A. demonstrou avanços a cada atendimento, comportamento bom e adaptativo, mostrando-se aberto e disposto a realizar todas as atividades propostas. Esses momentos demonstram progresso no controle emocional e na colaboração durante as atividades. No entanto, ainda é evidente a necessidade de trabalhar suas habilidades sociais, especialmente em contextos que exigem maior tempo de permanência.
Recomendações
· Desenvolvimento de Habilidades Sociais: Focar em dinâmicas que incentivem a empatia e a comunicação.
· Atividades Cooperativas: Priorizar jogos e atividades que promovam o trabalho em equipe, incentivando a socialização.
· Reforço Positivo: Recompensar comportamentos adequados para incentivar a melhoria contínua.
· Interação Guiada: Criar momentos específicos para reforçar a importância de manter o foco nas tarefas.
Considerações Finais:
O acompanhamento terapêutico deve continuar a ser adaptado às necessidades de F.A., garantindo um espaço seguro para seu desenvolvimento emocional e social. As intervenções sugeridas visam promover um ambiente que favoreça a sua evolução e integração com os colegas e familiares.
Estagiário 6: Moacir Martins de Souza
Relatório de Evolução Terapêutica – M.F.S.S.
Diagnóstico: Síndrome de Down
Acompanhamento desde: 01/06/2011 (Instituto Moreira de Souza)
Medicamento: Risperidona (dose conforme prescrição médica)
Data do Relatório: outubro de 2024
Contextualização do Caso:
M.F.S.S., 22 anos, cursando o ensino fundamental, comparece acompanhado da mãe, M.C.S. O pai abandonou a família quando M.F.S.S. era ainda criança, e ele tem dois irmãos, mas apenas reside com a mãe. O paciente realiza acompanhamento terapêutico semanal no Instituto Moreira de Souza, às terças-feiras, das 13h às 17h, com sessões de 45 minutos divididas entre os profissionais de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Pedagogia e Serviço Social.
Em termos de características físicas, o paciente apresenta os sinais típicos da Síndrome de Down, como rosto arredondado e achatado, cabeça pequena, pescoço curto, orelhas pequenas e arredondadas, boca pequena com língua saliente, além de olhos puxados para cima e em formato de amêndoa. Em termos de saúde, M.F.S.S. apresenta predisposição a uma série de problemas comuns em indivíduos com Síndrome de Down, incluindo cardiopatia congênita, hipotonia muscular, distúrbios auditivos e visuais, problemas na coluna, distúrbios da glândula tireoide e questões neurológicas, como déficits cognitivos e dificuldades motoras.
Diagnóstico:
O paciente apresenta o quadro clínico característico da Síndrome de Down, com atraso no desenvolvimento cognitivo e intelectual. Tais dificuldades impactam a fala, o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades motoras básicas, como andar, sentar e segurar objetos (Martin & Buckley, 2018). Durante as sessões, observa-se que M.F.S.S. tem um nível moderado de atenção aos comandos verbais, com foco e concentração abaixo do esperado para sua faixa etária. Sua resistência e flexibilidade cognitiva também estão comprometidas, uma vez que apresenta baixa flexibilidade em adaptar-se a mudanças nas atividades ou nas regras estabelecidas.
O paciente demonstra dificuldades significativas em manter o interesse em atividades que exigem maior ludicidade e envolvimento social, como jogos e tarefas que envolvem musicalidade ou interação com os outros (Buckley et al., 2006). Contudo, M.F.S.S. é descrito como cooperativo e amável nas sessões, apesar da resistência a frustrações. Isso pode ser associado à sua resistência moderada à frustração, uma característica comum em indivíduos com Síndrome de Down (Gibson & Luckasson, 2006).
Em termos de linguagem, o paciente continua a apresentar dificuldades de articulação e se expressa predominantemente de maneira gestual, embora também se arrisque a utilizar a fala. Isso reflete a necessidade de um reforço contínuo no desenvolvimento da comunicação, incluindo a adoção de sistemas alternativos e aumentativos de comunicação, como imagens ou gestos, que podem facilitar o processo de interação (Mirenda, 2003).
Acompanhamento Terapêutico e Recomendações:
O paciente está sendo acompanhado desde os 1 anos de idade com reabilitação neuropsicomotora, mas seu ingresso no Instituto Moreira de Souza ocorreu em junho de 2011. O acompanhamento multidisciplinar no instituto visa trabalhar as áreas de linguagem, habilidades sociais, regulação emocional, e autonomia.
Recomendações:
· Desenvolvimento da Linguagem: 
A ênfase deve ser colocada na aquisição de comunicação alternativa aumentativa. A implementação de sistemas visuais e gestuais pode ser eficaz para melhorar a comunicação de M.F.S.S. (Mirenda, 2003). A fonoaudiologia deve continuar sendo um dos pilares principais do tratamento.
· Conduta Comportamental e Regulação Emocional: 
É essencial que o paciente desenvolva respostas mais adequadas a situações de frustração. Técnicas de manejo comportamental e reforço positivo podem ser utilizadas para aumentar a tolerância à frustração e ajudar no controle emocional, áreas que são frequentemente desafiadoras para indivíduos com Síndrome de Down (Lanouette & Finkelstein, 2012).
· Habilidades deAutonomia e Independência: 
M.F.S.S. ainda apresenta dependência significativa em atividades diárias, o que é comum em indivíduos com Síndrome de Down (Bower & Schreiber, 2013). A promoção de atividades que incentivem a autonomia, como a aprendizagem de rotinas diárias, deve ser reforçada para permitir maior independência.
· Cognitivo e Desenvolvimento Social: 
Apesar das dificuldades cognitivas, M.F.S.S. demonstra interesse em iniciar interações sociais, fazer perguntas e sustentar diálogos, o que é um ponto positivo para seu engajamento social (Fidler, 2012). As intervenções devem ser direcionadas a aumentar a flexibilidade cognitiva e o engajamento em atividades lúdicas e sociais.
Evolução das Sessões:
As sessões têm sido fundamentais para o desenvolvimento das habilidades de comunicação e regulação emocional. O paciente tem mostrado progressos, especialmente em tarefas que envolvem interação social e execução de comandos simples. No entanto, os desafios em relação à flexibilidade cognitiva e à tolerância à frustração ainda são áreas que demandam maior atenção e intervenção.
Considerações Finais:
O acompanhamento de M.F.S.S. está contribuindo para o seu desenvolvimento, com destaque para os avanços nas interações sociais e na adaptação a atividades estruturadas. A continuidade das intervenções terapêuticas, com foco nas áreas de linguagem, comportamento e autonomia, será essencial para garantir que o paciente continue a evoluir, alcançando maior independência e habilidades de comunicação adequadas à sua idade e necessidades.
Os resultados obtidos durante o estágio no Instituto Moreira de Sousa foram analisados em relação à literatura existente sobre intervenções em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual. As observações indicaram que as atividades lúdicas, como jogos e dinâmicas em grupo, desempenharam um papel crucial no desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais dos pacientes. Segundo Silva et al. (2020), o uso de jogos terapêuticos é uma estratégia eficaz para estimular a interação social e a comunicação em crianças com TEA, facilitando a expressão emocional e a construção de relacionamentos.
Durante as sessões, foi possível observar que as crianças, inicialmente reticentes, mostraram progresso significativo em suas interações após algumas semanas de intervenção. As atividades foram estruturadas de forma a promover a participação ativa de todos os pacientes, favorecendo a inclusão e a cooperação. Esta abordagem está em consonância com o que sugere a literatura, que aponta a importância da interação social para o desenvolvimento de habilidades em crianças com deficiência (Gonçalves et al., 2019).
Os dados coletados durante o estágio também revelaram que a aplicação de técnicas de terapia ocupacional contribuiu para o desenvolvimento motor e a autonomia das crianças. As intervenções voltadas para o aprimoramento das habilidades motoras finas e grossas mostraram resultados positivos, refletindo-se em maior independência nas atividades diárias. De acordo com Araújo e Almeida (2018), a terapia ocupacional pode promover melhorias significativas na capacidade funcional de crianças com deficiência, apoiando seu desenvolvimento global.
A análise qualitativa das interações durante as sessões de terapia em grupo indicou que as crianças tendem a aprender com os pares, um fenômeno descrito como "aprendizagem social". Essa troca entre os participantes foi fundamental para a criação de um ambiente acolhedor e motivador. Os dados sugerem que a presença de colegas durante as atividades terapêuticas potencializa o aprendizado e a troca de experiências, conforme evidenciado por Lima e Santos (2021).
Em síntese, os resultados obtidos corroboram a literatura, evidenciando que intervenções lúdicas e atividades terapêuticas diversificadas são eficazes na promoção do desenvolvimento integral de crianças com TEA e deficiência intelectual. A combinação de técnicas de terapia ocupacional e atividades grupais demonstrou ser uma abordagem promissora, contribuindo para o fortalecimento das habilidades sociais e emocionais.
Embora os resultados obtidos sejam promissores, o estágio também apresentou limitações que devem ser consideradas. Uma das principais limitações foi a restrição do tempo disponível para o acompanhamento das intervenções. Devido à fiscalização, a equipe não pôde permanecer 45 minutos com cada paciente, limitando as sessões a apenas 15 minutos com cada terapeuta. Esse tempo reduzido dificultou a realização de intervenções mais profundas e individualizadas, além de limitar a coleta de dados sobre o progresso a longo prazo. A literatura sugere que a continuidade das intervenções é crucial para observar mudanças significativas nas habilidades e comportamentos dos pacientes (Miller, 2019).
Outro ponto a ser destacado é o espaço da sala, que se mostrou pequeno para comportar simultaneamente seis pacientes, três profissionais e um estagiário. Essa limitação espacial dificultou a atenção individualizada e o envolvimento de todos os participantes, podendo impactar a eficácia das intervenções realizadas.
Além disso, a heterogeneidade dos casos atendidos no Instituto também foi uma limitação. As crianças apresentavam diferentes graus de comprometimento e necessidades, o que torna a generalização dos resultados mais complexa. De acordo com Oliveira e Ferreira (2020), a diversidade de diagnósticos e características individuais exige abordagens terapêuticas adaptadas, tornando desafiador avaliar a eficácia de uma única intervenção para todos os pacientes.
A falta de ferramentas padronizadas para a avaliação do progresso das crianças também representa uma limitação. Embora existam devolutivas diárias registradas em computador sobre o que foi feito com cada paciente, a implementação de relatórios a cada seis meses poderia ter contribuído para um acompanhamento mais sistemático da evolução de cada paciente. A utilização de escalas de avaliação específicas poderia ter permitido uma análise mais objetiva dos resultados, permitindo comparações mais precisas e fundamentadas (Pereira et al., 2021).
Por fim, o estágio ocorreu em um ambiente já estruturado e com metodologias predefinidas, o que pode ter influenciado as intervenções realizadas. A interação com a equipe multiprofissional foi enriquecedora, mas também trouxe desafios em termos de alinhamento de estratégias e objetivos, o que pode ter impactado a uniformidade das abordagens terapêuticas (Ribeiro, 2022).
A análise crítica dos resultados obtidos no estágio revela tanto os avanços significativos quanto os desafios enfrentados nas intervenções terapêuticas. Os dados coletados indicaram que as atividades lúdicas e terapias multidisciplinares foram eficazes para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais das crianças, conforme evidenciado nas interações observadas. No entanto, é necessário refletir sobre a continuidade dessas práticas e a adaptação das intervenções às necessidades específicas de cada paciente.
A proposta de um atendimento multidisciplinar, embora tenha mostrado resultados positivos, requer uma comunicação efetiva entre os diferentes profissionais envolvidos. A literatura aponta que a colaboração entre equipes é fundamental para o sucesso do tratamento em contextos de saúde (Teixeira et al., 2020). A falta de uma integração mais profunda entre as diferentes abordagens pode levar à fragmentação do cuidado, o que pode impactar negativamente o progresso dos pacientes.
Outro aspecto a ser considerado é a necessidade de um acompanhamento mais sistemático e prolongado das intervenções. A literatura sugere que as mudanças em crianças com TEA e deficiência intelectual podem ser graduais e, muitas vezes, não são evidentes em um curto período (Hernandez et al., 2021). Assim, é fundamental que o Instituto implemente estratégias para monitorar o progresso dos pacientes ao longo do tempo, garantindo que as intervenções sejam ajustadas conforme necessário.
Além disso, a capacitação contínua da equipe multiprofissional éessencial para a atualização sobre novas abordagens e práticas terapêuticas. A formação contínua dos profissionais pode contribuir para a melhoria das intervenções e a adequação às demandas específicas dos pacientes, como discutido por Costa et al. (2022).
Em conclusão, os resultados obtidos no estágio no Instituto Moreira de Sousa são promissores e reforçam a importância de intervenções terapêuticas lúdicas e multidisciplinares. No entanto, as limitações identificadas e a análise crítica dos resultados ressaltam a necessidade de um acompanhamento mais extenso e sistemático, bem como da integração efetiva das equipes profissionais. Essa reflexão pode guiar futuras práticas e pesquisas no campo da saúde e da educação de crianças com TEA e deficiência intelectual.
4. CONCLUSÃO
O estágio realizado no Instituto Moreira de Sousa proporcionou uma experiência enriquecedora, permitindo uma análise aprofundada das intervenções terapêuticas aplicadas a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual. Os dados coletados e observações feitas durante as sessões indicaram que a utilização de atividades lúdicas e terapias multidisciplinares gerou resultados positivos no desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais dos pacientes.
As interações em grupo, mediadas por jogos e dinâmicas, mostraram-se particularmente eficazes na promoção da comunicação e da expressão emocional. A literatura corrobora esses achados, apontando que abordagens lúdicas são fundamentais para facilitar a interação social entre crianças com TEA (Silva et al., 2020). Além disso, as intervenções realizadas pela equipe multidisciplinar, composta por profissionais de diversas áreas, possibilitaram um atendimento integral que atendeu às necessidades específicas de cada criança.
Os resultados também evidenciaram o impacto positivo das terapias ocupacionais nas habilidades motoras e na autonomia das crianças. Os progressos observados nas atividades diárias, como vestir-se e manipular objetos, refletem a importância desse tipo de intervenção no desenvolvimento funcional das crianças (Araújo; Almeida, 2018).
Entretanto, é importante destacar que o estágio apresentou limitações, como a restrição de tempo e a diversidade de diagnósticos entre os pacientes, o que dificultou uma avaliação mais aprofundada e a generalização dos resultados. Apesar dessas limitações, os achados deste estágio ressaltam a relevância das práticas terapêuticas adotadas no Instituto, confirmando a importância de um atendimento individualizado e contínuo.
As práticas desenvolvidas no Instituto Moreira de Sousa são de extrema importância para o contexto da saúde e educação de crianças com TEA e deficiência intelectual. O estudo demonstra que a combinação de abordagens lúdicas com uma equipe multidisciplinar pode ser eficaz na promoção do desenvolvimento integral desses indivíduos. Isso é particularmente relevante em um cenário onde as políticas públicas e as práticas educacionais ainda enfrentam desafios para a inclusão e o atendimento adequado a essa população.
A relevância do estudo também se estende à formação profissional e à conscientização sobre a importância de intervenções terapêuticas adequadas. Profissionais de saúde e educação devem ser capacitados para lidar com a diversidade das necessidades das crianças com TEA, integrando conhecimentos de diferentes áreas para otimizar o atendimento. Conforme destacado por Costa et al. (2022), a formação continuada é fundamental para que os profissionais estejam atualizados e preparados para enfrentar os desafios dessa prática.
Além disso, o estágio contribuiu para a reflexão sobre a importância de um acompanhamento sistemático e prolongado das intervenções. A continuidade no atendimento é vital para observar mudanças significativas no desenvolvimento das crianças, o que é corroborado pela literatura que enfatiza a necessidade de intervenções ao longo do tempo (Miller, 2019).
Dessa forma, este estudo reforça a importância de iniciativas que promovam a inclusão e o suporte adequado a crianças com TEA e deficiência intelectual, destacando a necessidade de um olhar mais atento por parte da sociedade e das políticas públicas. O trabalho realizado no Instituto Moreira de Sousa serve como um modelo a ser seguido e ampliado em outras instituições.
A partir dos resultados obtidos e das experiências vivenciadas durante o estágio, algumas sugestões para futuras pesquisas podem ser propostas. Primeiro, seria interessante realizar estudos longitudinais que permitam acompanhar o progresso das crianças ao longo do tempo, possibilitando uma avaliação mais robusta da eficácia das intervenções terapêuticas. A literatura atual carece de dados que evidenciem as mudanças ao longo do tempo em resposta a diferentes abordagens terapêuticas (Hernandez et al., 2021).
Outro ponto a ser explorado em pesquisas futuras é a análise comparativa entre diferentes métodos terapêuticos aplicados a crianças com TEA. A investigação de abordagens alternativas, como a musicoterapia, a terapia assistida por animais e a terapia cognitivo-comportamental, poderia fornecer insights valiosos sobre quais práticas são mais eficazes para grupos específicos de crianças (Gonçalves et al., 2019).
Além disso, a integração de ferramentas tecnológicas, como aplicativos e plataformas digitais, nas intervenções poderia ser um campo fértil para pesquisa. A utilização de tecnologia assistiva pode potencializar as habilidades de comunicação e interação social, e estudos sobre sua eficácia são necessários para validar sua aplicação no contexto terapêutico (Lima; Santos, 2021).
Por fim, é essencial promover pesquisas que envolvam a participação ativa das famílias nas intervenções. A inclusão dos pais e responsáveis nos processos terapêuticos é crucial para a continuidade do aprendizado em casa e para o fortalecimento dos vínculos familiares. A literatura sugere que o envolvimento da família nas intervenções melhora os resultados terapêuticos (Oliveira; Ferreira, 2020). Estudos que investiguem modelos de inclusão familiar em programas de intervenção podem oferecer contribuições significativas para a prática.
Contudo, as sugestões para futuras pesquisas visam ampliar o conhecimento sobre as melhores práticas no atendimento a crianças com TEA e deficiência intelectual, promovendo uma evolução contínua no campo da saúde e educação.
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APÊNDICES E ANEXOS
Estagiário 01: Amélia Constância Rubens da Silva
 
Figura 1 Atividade feita pela paciente S.M. Figura 2 Pintura da paciente S.M.
Figura 3 Jogo carta de color addict Figura 4 Quebra Cabeça Sereia

Figura 5 Blocos de encaixe vertical Figura 6 ABC dos Bichos
Figura 7 Jogo de encaixe de pinos coloridos
 
 
 
Estagiário 02: Antônio Rosselmo de Brito Batista
Figura 1 Jogo de percepção da imagem da história apresentada
Figura 5 Imitação de sons
Estagiária 03 - Dayanne Araújo Rocha Melo:
Figura 6Jogo da dama/tilha. Figura 7 Jogos "Tapa Certo" e "Eu Vi do Stitch".
Figura 8 Quebra-cabeça da Princesa Sofia. Figura 9 Jogo “Eita o Mar Tá Bravo”.
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Figura 10 Jogo magnético de tabuleiro. Figura 11 Jogo cada macaco no seu galho
Estagiário 4: Gislane Lima de Almeida
 
Figura 1 Jogo da Memória - Ben10 Figura 2 Jogo do quebra gelo
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Figura 3 Torre inteligente Figura 4 Paciente M.V.\\\
 
Figura 5 Jogo Tira Varetas PJ Masks Figura 6 Resposta Mágica
 
 Figura 7 Torre Inteligente Figura 8 Paciente M.V. fazendo a atividade
 
Figura 9 Pátio do Instituto Moreira de Sousa Figura 10 Espaço Instituto Moreira de Sousa 
 
 
Estagiário 05: Maria Samara Teixeira de Andrade
	
 Figura 1 Jogo cilada
 Figura 2 Cartas Colors Addjct
 Figura 3 Jogo da Emoções
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