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CENTRO UNIVERSITÁRIO UniFECAF CURSO: FARMÁCIA DISCIPLINA: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO Bruna Muniz Bonifacio RA: 43333 Fabiana Pinheiro Magalhães RA: 7709 Keilla dos Santos Silva RA:18300 Mikael Augusto Mendes RA: 31657 Mylena Oliveira Silva Freire RA: 19962 Sofia dos Santos do Nascimento RA:31607 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA Taboão da Serra Setembro 2024 INTRODUÇÃO A análise microbiológica da água é um procedimento essencial para garantir a qualidade e a segurança do recurso hídrico destinado ao consumo humano, processos industriais e atividades recreativas. A presença de micro-organismos patogênicos na água, como bactérias, vírus e protozoários, pode representar sérios riscos à saúde pública, resultando na propagação de doenças (APHA, 2017). Dada a importância da água potável para o bem-estar da população, órgãos reguladores, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabelecem parâmetros de controle rigorosos para assegurar que a água esteja livre de contaminantes microbiológicos (BRASIL, 2017; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2017). O processo de análise microbiológica permite a detecção e quantificação de micro-organismos, que servem como parâmetros de avaliação da qualidade da água (APHA, 2017). OBJETIVOS Realizar a análise microbiológica da água; Avaliar a qualidade da água em diferentes amostras; Contar e a identificar os microrganismos indicadores de contaminação. MATERIAIS E MÉTODOS MATERIAIS Estante para tubos; Tubo falcon; Pipeta volumétrica de 1ml; Pipeta volumétrica de 0,1ml; Ponteiras para ambas as pipetas; Alça de Drigalski; Placa de petri com meio de cultura Ágar Dextrose; Placa de petri com meio de cultura Ágar Nutriente; Placa Rodac Água destilada estéril; Água de riacho (coletada previamente) MÉTODOS PREPARO DA DILUIÇÃO DA AMOSTRA Para iniciar o experimento, preparamos três tubos falcon e os identificamos com as diluições 10⁻¹, 10⁻² e 10⁻³, respectivamente. Em cada tubo, adicionamos 9 mL de água destilada estéril usando uma micropipeta volumétrica. Em seguida, pipetamos 1 mL da amostra de água coletada de um riacho no primeiro tubo (diluição 10⁻¹) e homogeneizamos. Transferimos 1 mL da amostra do primeiro tubo para o segundo (diluição 10⁻²) e homogeneizamos novamente. Por fim, transferimos 1 mL do segundo tubo para o terceiro (diluição 10⁻³) e homogeneizamos. INOCULAÇÃO NOS TUBOS MÚLTIPLOS (NMP) Para a contagem estimada por turbidez, utilizamos tubos NMP (Número Mais Provável) e as amostras diluídas previamente. Homogeneizamos o primeiro tubo falcon e, com o auxílio de uma micropipeta volumétrica, adicionamos 0,1 mL em três tubos NMP, cada um contendo a diluição de 10⁻¹ da amostra. Repetimos o procedimento para o segundo e o terceiro tubo Falcon, totalizando nove tubos NMP: três com a concentração 10⁻¹, três com 10⁻² e três com 10⁻³. Em seguida, fechamos e identificamos todos os tubos. SEMEADURA EM SUPERFÍCIES Neste processo, utilizamos novamente as amostras diluídas. Como para realizar essa semeadura nós só tínhamos duas alças de Drigalski, sendo uma para cada tipo de Ágar (Nutriente e Dextrose), nós iniciamos da amostra “menos contaminada” (diluição 10-³) para a “mais contaminada” (diluição 10-¹) afim de evitar contaminação cruzada. O processo foi realizado da seguinte forma, com uma pipeta volumétrica, retiramos 0,1 mL da amostra, adicionando-a ao meio de cultura Ágar Nutriente e 0,1 mL ao meio Ágar Dextrose. Realizamos a semeadura com uma alça de Drigalski. O mesmo procedimento foi repetido progressivamente com as amostras dos demais tubos. Cada meio de cultura foi devidamente identificado conforme a amostra utilizada, resultando em três meios de cultura Ágar Nutriente e três de Ágar Dextrose, com as diluições 10-¹, 10-² e 10-³. SEMEADURA DE AMOSTRAS DA MICROBIOTA NORMAL DO GRUPO Neste ensaio, utilizamos uma placa de Ágar Nutriente, que foi dividida em três partes. Cada setor recebeu amostras da microbiota normal de integrantes do grupo: superfície do dedo da Keilla, sujidade da unha da Sofia e um fio de cabelo da Bruna. SEMEADURA DE SUPERFÍCIE Para a semeadura de superfície com a placa Rodac, o responsável retirou a tampa e pressionou o Ágar contra a superfície do celular do Mikael porém não foi possível aproximar o suficiente para a coleta, então foi coletada a amostra da glabela do Mikael. Após a coleta, a tampa foi recolocada. Após a conclusão de todos os procedimentos, os meios de cultura Ágar Nutriente, Ágar Dextrose e os tubos NMP foram devidamente identificados e levados à estufa a 37°C por 7 dias. RESULTADOS E DISCUSSÃO RESULTADOS Após 1 semana em que fizemos todas as análises microbiológicas, foi possível observar o crescimento de colônias em todas as amostras. Nós utilizamos água de riacho para fazer as seguintes análises: Meio de cultura: Agar Dextrose. Diluição da amostra: 10-¹. Contagem de colônias: 35. Meio de cultura: Agar Dextrose. Diluição da amostra: 10-². Contagem de colônias: 06. Meio de cultura: Agar Dextrose. Diluição da amostra: 10-³. Contagem de colônias: 01. Para as outras 3 amostras também foi utilizada água de riacho e os resultados foram: Meio de cultura: Agar Nutriente. Diluição da amostra: 10-¹. Contagem de colônias: 118. Meio de cultura: Agar Nutriente. Diluição da amostra: 10-². Contagem de colônias: 43. Meio de cultura: Agar Nutriente. Diluição da amostra: 10-³. Contagem de colônias: 1. No meio de cultura abaixo foram coletadas 3 amostras diferentes: 1. Fio de cabelo: Meio de cultura: Agar Nutriente. Contagem de colônias: 1; 2. Superfície do dedo da mão: Meio de cultura: Agar Nutriente. Contagem de colônias: 48; 3. Sujidade da unha: Meio de cultura: Agar Nutriente. Contagem de colônias: 108. Na amostra abaixo, foi utilizado inicialmente a tela de celular de um dos alunos, porém, o meio de cultura não chegou próximo o suficiente para fazer a coleta. Sendo assim, foi coletado da glabela do mesmo aluno. Placa Rodac. Contagem de colônias: 63. Abaixo temos os tubos NMP (número mais provável) Tubos NMP quando inserimos a amostra da água do riacho. Tubos com água do riacho 1 semana após acrescentarmos a amostra. Foi realizada a coleta de 9 unidades: 3 unidades com diluição 10-¹, 3 unidades com diluição 10-² e 3 unidades com diluição 10-³. Resultado: todos os tubos apresentaram turbidez. O cálculo do NMP envolve a utilização de tabelas estatísticas específicas para interpretar os resultados das diluições e determinar o número mais provável de microrganismos presentes na amostra original. Esse método é comumente utilizado em testes de contagem de microrganismos em produtos farmacêuticos, alimentos e água, por exemplo. Para realizar o cálculo do número mais provável (NMP) na farmacopeia, foram feitas diluições da amostra do riacho. Em seguida, essa amostra foi diluída inoculada em meios de cultura apropriados e incubada para o crescimento microbiano. Após essa incubação, observamos a presença de crescimento microbiano em cada uma das diluições com base nesses resultados, e assim foi possível determinar o número mais provável de microrganismos presentes na nossa amostra original. O cálculo do NMP foi realizado utilizando a tabela de estatísticas específicas, como a Tabela de NMP que relaciona o número de tubos positivos em cada diluição com a probabilidade de determinado número de microrganismos na amostra. Na nossa amostra foi analisada a maior concentração nas 3 amostras: 10-¹, 10-² e 10-³. Após a incubação, foi observado os seguintes resultados: · Na diluição 10-¹, dos 3 tubos, todos apresentaram crescimento.· Na diluição 10-², dos 3 tubos, todos apresentaram crescimento. · Na diluição 10-³, dos 3 tubos, todos apresentaram crescimento. Conforme verificado na Tabela de NMP o NMP da amostra foi: 3, 3 e 3. Com base nos resultados acima, e consultando a tabela, encontramos que o NMP para essa situação é de >110 por 100 mL de água. Chegamos ao cálculo: 1º Placa -> 35.10 = 350 → 3,5.10^2. 10^1 = 3,5.10^3 2°Placa -> 6.10 = 60 → 6,0.10^1 .10^2 = 6,0.10^3 3°Placa -> 1.10 = 10 → 1,0. 10^1 .10^3 = 1,0.10^4 DISCUSSÃO Após analisarmos todos os resultados, permitiu verificar que a água do riacho não é uma água que pode ser utilizada para ingestão humana por conter diversas bactérias e fungos que tem grande risco a saúde humana. Outra observação foi que, com as análises onde a amostra foram coisas corriqueiras como dedo da mão, fio de cabelo e sujidade de unha, observamos que qualquer análise pode ser altamente corrompida em casos que o analista não tome os cuidados necessários, como com a higiene ou com qualquer outro item indispensável no momento da análise. Qualquer descuido neste momento pode acarretar um resultado errôneo e não real. Para evitar a contaminação de amostras durante a análise foi necessário seguir alguns procedimentos de biossegurança e boas práticas, como: higienização, desinfecção de superfícies, isolamento das amostras e utilização de equipamentos esterilizados. No momento de utilizar o difusor de células por exemplo, precisamos ter um cuidado para fazer com as amostras da mais diluída para a menos diluída, já que não podíamos contaminar as amostras fazendo na ordem correta crescente. CONCLUSÃO Com esta aula prática pudemos aprimorar as técnicas de pipetagem, diluição, semeadura em meio de cultura e contagem de colônias. A análise microbiológica realizada permitiu observar a presença e a quantidade de microrganismos potencialmente nocivos à saúde humana. Esses resultaram evidenciaram a importância dos processos de tratamento da água, visto que a potabilidade da água é essencial para a saúde pública. Além disso, com as outras análises realizadas verificamos que diversos erros podem acontecer durante todo o processo, comprometendo a precisão dos resultados. Por isso, os cuidados ao realizar análises em laboratório são indispensáveis para assegurar a maior precisão e confiabilidade dos resultados, proteger a saúde dos profissionais, garantir a integridade das amostras e o cumprimento das normas vigentes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, N. C.; ODORIZZI, A. C.; GOULART, F. C. Análise microbiológica de águas minerais e de água potável de abastecimento, Marília, SP. Revista de saude publica, v. 36, n. 6, p. 749–751, 2002. APHA. American Public Health Association. Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. 23. ed. Washington: APHA, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 5, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde. Anexo XX, que dispõe sobre os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 8 set. 2024. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Guidelines for Drinking-water Quality. 4. ed. Genebra: WHO, 2017. image6.jpg image7.jpg image8.png image9.png image10.jpg image11.png image12.jpg image1.jpg image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.png