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CENTRO UNIVERSITÁRIO UniFECAF CURSO: FARMÁCIA
DISCIPLINA: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO
BRUNA MUNIZ – RA: 43333
 KAROLINA DALBERTO – RA: 32561
KELLY LARISSA – RA: 22824
MARIA JÚLIA – RA: 31215
MYLENA OLIVEIRA– RA: 19962
SOFIA DOS SANTOS – RA: 31607
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO
Taboão da Serra
Novembro de 2024
1. INTRODUÇÃO
O controle de qualidade microbiológico é fundamental em diversas áreas para manter a qualidade e segurança nas produções industriais, através do controle conseguimos produzir alimentos, bebidas, medicamentos, cosméticos e até exames de diagnostico, além de possibilitar ambiente adequando para pessoas em internações em hospitais. (CRF, 2011)
Esse controle traz segurança para o consumidor e para o produtor, garantindo que os produtos sejam seguros e eficazes para consumo ou uso, evitando que seja comercializado com contaminações por microrganismos patogênicos. Ou seja, prevenido surtos de doenças e até mesmo a morte e assegura que o seu uso seja eficiente. (CHARNOCK, 2004 e BPF).
Através do controle, é possível também otimizar processos, pois com base nos testes realizados conseguimos identificar oportunidades e meios para melhorar processos e procedimentos durante o período de fabricação. (SERRANO et al., 2005 e BPF).
Juntamente, essas melhorias podem contribuir para redução de custos para o fabricante. Ou seja, também protegendo a marca e empresa com uma produção com qualidade e menor investimento. Com base nisso, entendemos a importância de um controle de qualidade microbiológico eficiente, uma vez que seus testes regulares, análises e protocolos rigorosos para garantem a segurança e qualidade dos produtos. (Gevirtz, 1994, Weick, Sutcliffe e Obstfeld, 1999)
2. OBJETIVOS
3. MATERIAIS E MÉTODOS 
Aula 1: Semeadura
MATERIAIS 
Estante para tubos;
Tubo falcon;
Micropipeta automática;
Ponteiras para pipeta; 
Alça de Drigalski;
Placa de petri com meio de cultura Ágar Sabouraud;
Placa de petri com meio de cultura Ágar Nutriente;
Placa de petri com meio de cultura Ágar Macconkey;
Água destilada estéril;
AMOSTRAS
Alimento: Leite integral (em uso);
Cosmético: Esponja de maquiagem (usada) e base (vencida);
Medicamento: Rinosoro (em uso).
MÉTODOS
Alimento - Leite Integral
Inicialmente, fez-se a identificação das placas de petri e dos tubos que seriam usados na aula. Após isso, adicionou-se em cada tubo falcon 4,5 ml de água destilada, para realizar uma diluição seriada. (ao todo foram 3 tubos, identificados para as diluições 10-¹, 10-² e 10-³).
Para isso, pipetou-se, com o auxílio de uma micropipeta automática 0,5 ml da amostra de leite integral e adicionou-se no tubo 1 (diluição 10-¹) e homogeneizou. Em seguida, pegou-se 0,5 ml do tubo 1 e adicionou-se no tubo 2 (diluição 10-²) e homogeneizou. E por fim, retirou-se 0,5 do tudo 2 e adicionou-se no tubo 3 (diluição 10-³) e homogeneizou.
Posteriormente com a pipeta adicionou 0,1 uL das amostras diluídas em cada placa de petri contendo Ágar, identificadas anteriormente para as diluições 10-¹, 10-² e 10-³ respectivamente e espalhou com o auxílio da alça de Drigalski (ao todo foram 9 placas, 3 contendo Ágar Nutriente, 3 contendo Ágar Macconkey e 3 contendo Ágar Saboraud).
Por fim, colocou as placas de petri semeadas na estufa com a temperatura de 36°C aproximadamente para promover a proliferação dos microorganismos e esperou 7 dias para analisar os resultados.
Cosmético: Esponja de maquiagem e base
Realizou-se a semeadura dentro da câmara de fluxo laminar. Para isso, encostou-se a esponja de maquiagem diretamente, tocando levemente em diferentes lugares da placa de petri contendo Ágar Saboraud.
Em outra placa de petri contendo Ágar Nutriente, dividiu-se a mesma em duas partes. Na primeira parte encostou-se a esponja de maquiagem com movimentos leves e no outro lado da placa espalhou-se a base com o auxílio de uma alça de Drigalski.
Por fim, colocou as placas de petri semeadas na estufa com a temperatura de 36°C aproximadamente para promover a proliferação dos microorganismos e esperou 7 dias para analisar os resultados.
Medicamento: Rinosoro
Com todos os materiais já identificados, adicionou-se em cada tubo falcon 4,5 ml de água destilada, para realizar novamente uma diluição seriada (ao todo foram 3 tubos, identificados para as diluições 10-¹, 10-² e 10-³).
Em seguida, repetiu-se o processo de diluição feito para o leite, agora utilizando o medicamento escolhido pela turma, o Rinosoro.
Para isso, pipetou-se, com o auxílio de uma micropipeta automática 0,5 ml da amostra do Rinosoro e adicionou-se no tubo 1 (diluição 10-¹) e homogeneizou. Em seguida, pegou-se 0,5 ml do tubo 1 e adicionou-se no tubo 2 (diluição 10-²) e homogeneizou. E por fim, retirou-se 0,5 do tudo 2 e adicionou-se no tubo 3 (diluição 10-³) e homogeneizou.
Posteriormente com a pipeta adicionou 0,1 uL das amostras diluídas em cada placa de petri contendo Ágar, identificadas anteriormente para as diluições 10-¹, 10-² e 10-³ respectivamente e espalhou com o auxílio da alça de Drigalski (ao todo foram 9 placas, 3 contendo Ágar Nutriente, 3 contendo Ágar Macconkey e 3 contendo Ágar Saboraud).
Por fim, colocou as placas de petri semeadas na estufa com a temperatura de 36°C aproximadamente para promover a proliferação dos microorganismos e esperou 7 dias para analisar os resultados.
Aula 2: Coloração de Gram
MATERIAIS 
Placas de petri semeadas na aula 1;
Lâmina;
Alça de inoculação;
Água destilada;
Violeta;
Lugol;
Descorante (Álcool + Cetona);
Fucsina.
 
MÉTODOS
Análise dos resultados
Inicialmente, fez-se a leitura dos resultados. Após 7 dias de inoculação, observou-se todas as placas semeadas na aula anterior.
Em seguida, preparou-se lâminas utilizando a técnica de coloração de gram, para cada colônia diferente que se desenvolveu nas placas.
Preparo das Lâminas
Com o auxílio de uma alça de inoculação, retirou-se com cuidado uma colônia escolhida da placa de petri e espalhou-se sobre a lâmina com uma gota de água destilada.
Repetiu-se o mesmo processo para as todas as colônias diferentes escolhidas. Após isso, aguardou-se a secagem das lâminas para fazer a coloração de gram.
Coloração de gram
Para realizar a coloração de gram, primeiramente cobre-se a lâmina com cristal violeta por 1 minuto, após passado o tempo lava-se rapidamente a lâmina com água destilada para a remoção do corante violeta. Em seguida cobre-se a lâmina com lugol por 1 minuto, quando terminado o tempo lava-se novamente com água destilada para remoção do corante lugol.
Para descoloração lava-se a lâmina com descorante álcool + cetona e para interromper o efeito lava-se com água destilada. E por fim, cobre-se a lâmina com fucsina por 30 seguidos e ao final do tempo, lava-se a lâmina pela última vez com água destilada para tirar o excesso de corante.
Após terminado todo o processo de coloração, aguarda-se a secagem das lâminas para observação em microscópio.
4. RESULTADOS
· Controle de Qualidade de Microbiológico do Medicamentos 
 
Não houve crescimento microbiológico em nenhum dos meios de cultura, o que indica um
bom Controle de Qualidade da amostra a indústria responsável pela produção do Medicamento, porém na placa com Àgar nutriente na concentração 10-2 e 10-3 cresceu bactéria contraída pelo ar, devido que foi feito fora da capela fluxo laminar. 
· Controle de Qualidade Microbiológico do Leite 
O controle qualidade microbiológico do leite é um processo essencial para assegurar a segurança e a qualidade do produto. Esse controle envolve a análise de microrganismos que indicam a higiene e a segurança na produção, armazenamento e transporte o leite.
 
Houve crescimento microbiológico no meio de cultura Àgar Nutriente que favorece o crescimento de bactérias na concentração 10-1 , foi identificado 201 colônias em 0,1 ml.
Em 1 ml: 2010= 2010.10= 20100— 2,01.104 UFC/ml. 
 
Houve crescimento microbiológico de 51 colônias na concentração 10-2 em 0,1 ml. 
Em 1 ml: 510= 510.102= 51000— 5,1.104 UFC/ml.Houve crescimento microbiológico de 14 colônias na concentração 10-3 em 0,1 ml. 
Em 1 ml: 140= 140.103= 140000—14.104
 
Houve crescimento microbiológico na placa Àgar MacConkey que favorece o crescimento de bactérias Gram negativa, foi identificado 165 colônias em 0,1 ml. 
Em 1 ml: 1650= 1650.10=16500—1,65.104 UFC/ ml.
	 
Não houve crescimento microbiológico na placa Àgar Sabouraud, favorece o crescimento de fungos.
· Controle de Qualidade Microbiológico do Cosmético 
O controle de qualidade microbiológico em cosméticos e instrumentos visa garantir segurança e eficácia os produtos, evitando riscos á saúde. Inclui testes e contagem microbiana, pesquisa de patogenos e ficácia e conservantes nos cosméticos, além de análise e esterilidade em instrumentos. 
	
Houve crescimento microbiológico na placa Ágar Nutrientes, onde o lado 1 que foi aplicado a esponja, cresceu colônias , não houve contagem, porém a esponja só foi utilizada a dois meses. 
O lado 2 é a base Tracta que contém conservante e está vencida porém não houve crescimento de bactérias, mas teve contaminação do ar, one cresceu fungos. 
· Análise de Laboratório
Àgar Nutriente Leite na concentração 10-1, onde identificamos uma grande quantidade de bactéria Gram negativa epouca Gram positiva.
Àgar MacConkey Leite, observamos a bactéria fermentadora de lactose (G-)
Àgar Nutriente Esponja- Colônia branca 
	
Àgar Nutriente Esponja- Colônia amarela 
	
	
Em ambas amostras identificamos a bactéria Staphylococcus. 
5. CONCLUSÃO
Com base nas aulas teóricas e práticas ministradas durante o vigente semestre com a professora e mestra Daniela Vargas foi possível compreender tanto a parte regulatório como vivenciar a prática de assuntos sobre controle de qualidade e microbiologia. A disciplina também, possibilitou resgatar e fixar novamente conhecimentos adquiridos no início da graduação como bioquímica, cálculos e análises clínicas.
Sendo assim, podemos destacar essa oportunidade como momento enriquecedor, estamos utilizando mais um ciclo com a compreensão dos efeitos do controle de qualidade microbiológico no nosso dia a dia, uma vez que tudo que consumimos ou fazemos uso passa por esse processo e essa oportunidade de cursar essa matéria possibilitou um amplo conhecimento desse processo. (Controle Microbiológico: Entenda a Importância; CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS NÃO ESTÉREIS; Microbiologia na Indústria Farmacêutica)
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 17 de 16 de abril de 2010. Dispõe sobre as Boas Práticas	de	Fabricação	de	Medicamentos.: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0017_16_04_ 2010.html
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