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CEO DA
NUTRIÇÃO
Exames laboratoriais
mais prescritos por nutricionistas
NUTRI, TA NA
 LEI!
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Resolução 306, 25 de
fevereiro de 2003
CEO DA
NUTRIÇÃO
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm
HEMOGRAMA
Série vermelha (Eritrograma)
Série branca (Leucograma)
Coagulação (Coagulograma)
 O exame vem dividido em
três partes:
CEO DA
NUTRIÇÃO
A maneira correta de solicitar este exame é:
Hemograma completo
Alto: 
Policitemia, desidratação, altitudes elevadas.
Baixo: 
Anemia, hiperidratação, desnutrição.
88,0 fL 
Normal: (80,0-96,1)
Valores baixos podem indicar: 
anemias, doenças crônicas, distúrbios de
medula, deficiências nutricionais e doenças
hereditárias.
Valores altos: 
Policitemia, DPOC, desidratação, uso de
esteroides anabolizantes, tabagismo.
Valores altos: 
>101 Anemia macrocítica (deficiência de B12,
B9).
Valores baixos: 
33: 
Anemia megaloblástica (deficiência de B12).
Abaixo de 36: Desidratação, anemia
hemolítica.
.Valores acima de 14,6% podem indicar
anemia ferropriva ou megaloblástica.
Para interpretar adequadamente os
resultados com hemácias baixas, considere
os demais parâmetros do hemograma. Além
disso, solicite exames complementares
como ferro sérico, ferritina e vitamina B12
para identificar o tipo de anemia/deficiência.
A interpretação do V.C.M deve ser feita
juntamente com os demais índices
eritrocitários como H.C.M, C.H.C.M e R.D.W
para diferenciar anemias ou demais
condições hematológicas.
Exemplo de análise integrativa:
Microcitose (VCM baixo) com hipocromia
(HCM baixo): possível anemia ou talassemia.
Macrocitose (VCM alto) com normocromia
(CHCM normal): possivel deficiência de B12
ou ácido fólico ou doenças hepáticas.
Normocitose (VCM normal) com
normocromia (CHCM normal), ferritina alta e
ferro baixo: anemia da doença crônica.
>
>
>
>
>
>>
CEO DA
NUTRIÇÃO
Conceitos
V.C.M: Volume Corpuscular Médio
H.C.M: Hemoglobina Corpuscular Média
C.H.C.M: Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média
R.D.W: Red Cell Distribution Width - Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos 
POLICITEMIA: Doença rara da medula óssea que causa produção excessiva de glóbulos vermelhos, em conjunto, pode haver alteração no número de
glóbulos brancos e plaquetas.
DPOC: Doença pulmonar obstrutiva crônica
MACROCITOSE: Condição em que as hemácias são maiores do que o normal, geralmente se trata de células que não conseguiram se desenvolver
adequadamente por falta de nutrientes como a vitamina B12, B9 e etc.
MICROCITOSE: Condição em que as hemácias são menores do que o normal, frequentemente associada a anemia por deficiência de ferro.
ANEMIA FERROPRIVA: Causada pela deficiência de ferro no corpo.
TALASSEMIA: Doença genética que causa produção inadequada de hemoglobina.
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA: Tipo de anemia caracterizada pela presença de hemácias grandes e imaturas, geralmente resulta da deficiência
de vitamina B12 e ácido fólico, provocando uma síntese defeituosa de DNA que a feta a produção e a maturação das hemácias.
HIPOCROMIA: Hemácias com menos hemoglobina, resultando em uma coloração pálida (Cromia vem de cor).
HIPERCROMIA: Hemácias com mais hemoglobina do que o normal.
NORMOCROMIA: Hemácias com uma quantidade normal de hemoglobina.
ANEMIA HEMOLÍTICA: Condição em que as hemácias são destruídas mais rapidamente do que podem ser produzidas pela medula.
CEO DA
NUTRIÇÃO
>40% Linfocitose (infecções virais,
algumas infecções bacterianas crônicas e
linfoma).
11.000: Leucocitose (infecção,
inflamação, estresse, leucemia, entre
outros).
900 Monocitose (infecções crônicas como
tuberculose doenças inflamatórias, entre
outras).
70% Neutrofilia (infecções bacterianas, 
inflamação aguda, uso de corticóides).
>500 Eosinofilia (comum em alergias,
parasitose e doenças autoimunes).
>
>
>
>
>
>
100 Basofilia (doenças mieloproliferativas,
alergias, hipotireoidismo).
PENIA: 
REDUÇÃO
LEUCEMIA: Câncer dos tecidos formadores de sangue, incluindo medula óssea e o sistema linfático. Aumento anormal dos leucócitos.
CORTICOSTEROIDE: Classe medicamentosa que inclui cortisona, frequentemente usada para reduzir inflamação e suprimir o sistema imunológico.
APLASIA MEDULAR: Condição em que a medula óssea não produz células sanguíneas o suficiente.
LINFOMA: Tipo de câncer cuja origem é nos linfócitos, células do sistema imunológico.
HIV: Vírus da Imunodeficiência Humana, causador da AIDS, cuja doença ataca o sistema imune, especificamente linfócitos T.
TUBERCULOSE: Doença infecciosa provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que ataca principalmente os pulmões.
DOENÇAS MIELOPROLIFERATIVAS: Grupo de doenças onde há produção excessiva de células sanguíneas pela medula óssea, como
policitemia severa, trombocitemia e outras.
EVENTO TROMBÓTICO: Formação de um coágulo de sangue (trombo) que pode obstruir um vaso sanguíneo levando a complicações
mais severas.
QUIMIOTERAPIA: Tratamento com medicamentos que destroem células cancerígenas.
CONDIÇÕES ATÓPICAS: Doenças alérgicas como asma, rinite, dermatite atópica.
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: Morte tecidual devido a ausência de suprimento sanguíneo.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC): Interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro.
ATEROMA: Depósito de gorduras, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias, formando placas que podem interromper o fluxo sanguíneo.
LDL OXIDADO: Forma de colesterol LDL que sofreu oxidação, aumentando seu potencial aterogênico (formador de placas).
APOPTOSE: Processo de morte celular programada, essencial para a manutenção dos tecidos.
EMBOLIA PULMONAR: Bloqueio de uma artéria no pulmão por um coágulo de sangue que se desprendeu de outra parte do corpo.
PETEQUIAS: Pequenas manchas vermelhas na pele causada por sangramentos subcutâneos.
EQUIMOSES: Manchas roxas ou azuladas na pele resultantes de sangramentos, conhecido como hematomas.
CEO DA
NUTRIÇÃO
PERFIL GLICÍDICO
Biomarcadores do 
Glicemia de jejum
Hemoglobina glicada ( HbA1c)
Frutosamina
Insulina
Peptídio C
Índice HOMA
Cromo sérico
CEO DA
NUTRIÇÃO
O cromo é um micronutriente que
potencializa a ação da ínsulina. Sua
deficiência pode estar associada a RI e DM.
A frutosamina fornece uma visão mais
recente do controle glicêmico comparada à
HbA1c, útil em casos onde as mudanças no
tratamento são feitas de forma rápida.
1200-285µmol/L
Ótimo: 
>
>
>
>
>
>
O Índice HOMA é usado para estimar a
resistência à insulina e a função das células
beta pancreáticas. Valores altos indicam RI.
Insulina e peptídeo C, correlacione os valores
para entender a função pancreática e a
resistência à insulina. Quando elevados, pode
haver um indicativo de diabetes tipo 2 e
síndrome metabólica. Quando estiverem
abaixo, pode sugerir insuficiência pancreática,
típico no diabetes tipo 1. Insulina alta e peptídeo
C baixo pode ser referente ao uso de insulina
exógena no DM 1.
A combinação de HbA1c, glicemia de jejum e
frutosamina, fornecem uma visão abrangente
do controle glicêmico. Se estes marcadores
estiverem elevados, há uma indicação maior
de complicações microvasculares (retinopatia,
nefropatia) e macrovasculares (doenças
cardiovasculares).
Cromo sérico
Medição de cromo no sangue ou urina.
0.5-2.0 µg/L (sangue)
O peptídeo C ajuda a diferenciar o tipo de
diabetes, quando está abaixo indica DM 1,
quando normal ou elevada pode indicar
DM 2.
A frutosamina pode ser útil no monitoramento
de curto prazo, principalmente em gestantes
com diabetes ou quando o HbA1c não for
confiável.
Link da
calculadora 
HOMA
CEO DA
NUTRIÇÃO
https://homa-calculator.informer.com/2.2/
https://homa-calculator.informer.com/2.2/
https://homa-calculator.informer.com/2.2/
https://homa-calculator.informer.com/2.2/
https://homa-calculator.informer.com/2.2/
Conceitos
DIABETES MELLITUS: Doença crônica em que o corpo não produz insulina suficiente ou não a utiliza adequadamente, resultando em níveis
elevados de açúcar no sangue.
HIPOGLICEMIA: Níveis baixos de glicose na corrente sanguínea, podendo ocasionar tremores, tonturas e perda da consciência.
HOMEOSTASIA GLICÊMICA: Equilíbrio dos níveis de glicose no sangue, mantido por hormônios como a insulina e o glucagon.
SÍNDROME METABÓLICA: Conjunto de alterações, incluindo pressão arterial, glicose no sangue, aumento da circunferência abdominal e
altos níveis de colesterol, o que aumenta os riscos para doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras complicações.
RESISTÊNCIA À INSULINA (RI): Quando as células não correspondem bem à insulina, dificultando a absorção de glicose, tornando-a
elevada na corrente sanguínea.
HIPERINSULINISMO: Produção excessiva de insulina pelo pâncreas, geralmente em resposta a RI.
INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA: Quando o pâncreas não produz quantidades suficientes de hormônios, incluindo a insulina.
RETINOPATIA: Danos nos vasos sanguíneos da retina, frequentemente causados pelo diabetes, podendo ocorrer perda da visão.
NEFROPATIA: Danos renais, normalmente resultantes do diabetes ou pressão alta, podendo levar à insuficiência renal.
DOENÇAS CARDIOVASCULARES: Doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos, tais como, infartos, AVC, frequentemente
associados a fatores como o diabetes, pressão alta e hipercolesterolemia.
CEO DA
NUTRIÇÃO
PERFIL LIPÍDICO
Biomarcadores do 
Colesterol total
Lipoproteína de alta densidade (HDL)
Lipoproteina de baixa densidade (LDL)
Lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL)
Triglicerídeos
Apolipoproteína A-1
Apolipoprteína B
Índice Castelli I
Índice Castelli II
CEO DA
NUTRIÇÃO
Quanto mais alto, maior o risco
cardiovascular.
Lipoproteina protetora contra doenças
cardíacas, importante manter próximo ao
valor ótimo. Níveis baixos podem sugerir
estresse, obesidade, sedentarismo, diabetes,
doença hepática, entre outros.
Baixo:aterosclerose.
HDL (High-Density Lipoprotein)
Lipoproteina de alta densidade, conhecida
como colesterol “bom” por ajudar a remover
colesterol das artérias.
Triglicerídeos
Tipo de gordura (lipídios) encontrada na
corrente sanguínea, usada para produzir
energia.
Apoliproteína A-1 (ApoA-1)
Principal componente da HDL, responsável
pelo transporte reverso do colesterol.
Alto: ≥240 mg/dL
Ótimo: 200 - 230mg/dL
Alto: 160-189mg/dL
Muito alto: ≥190mg/dL
Ótimo: 
>
>
>
>
>
>
Quando permanecem dentro dos valores
desejáveis, reduzem o risco cardiovascular.
índice de Castelli I (Razão colesterol
total/HDL)
Homens: 
>
>
>
>
>
Para uma análise abrangente da função
hepática, faz-se necessário considerar os
resultados de todos os marcadores em
conjunto. Elevações isoladas de ALT e AST
podem sugerir lesão hepática, enquanto
elevações combinadas de FA E GGT podem
indicar colestase. A albumina ajuda a avaliar a
capacidade do fígado em produzir proteínas
adequadamente e a bilirrubina elevada pode
indicar problemas de excreção ou hemólise.
3,5-5,0g/dL
Alto: Icterícia, problemas na conjugação ou
excreção hepática. hemólise.
Baixo: Pouco significativo.
Relação AST/ALT, ferramenta valiosa para
diferenciar condições hepáticas.
AST/ALT: >2 sugere fortemente hepatite
alcóolica ou doença hepática alcóolica.
Ideal: 2 sugere doença hepática
90ml/min
Falência renal:
creatina,
pacientes hospitalizados, gravidez.
O uso de creatina pode alterar os
valores de creatinina devido adaptação
fisiológica.
Alto: Lesão renal ou doença
glomerular.
Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Ureia
Produto final do metabolismo das proteínas,
eliminado pelos rins.
Creatinina
Produto do metabolismo muscular,
eliminado pelos rins.
Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
Medida da taxa de filtração dos rins.
Albuminúria
Presença elevada da albumina na urina,
indicando lesão renal significativa.
20-40 mg/dL
Ótimo: 
>
>
>
>
>
As alterações renais que produzem
elevação dos marcadores podem
estar relacionadas a doenças renais
crônicas, nefropatias, diabetes
mellitus descompensado,
hipertensão arterial, infecções
urinárias, uso de medicamentos,
entre outros.
0,6-1,12mg/dL
Alto: Lesão renal avançada, como
síndrome nefrótica.
A interpretação dos valores deve ser feita
levando em conta o contexto clínico do
paciente como história médica, sintomas e
outros exames.
Alto: Disfunção renal, desidratação,
síndrome nefrótica, dano hepático,
catabolismo muscular, dano muscular.
Cistatina C
Marcador de função renal que não é afetado
por massa muscular ou dieta.
Ácido Úrico
Produto do metabolismo das purinas,
eliminado pelos rins.
>300mg/24 horas
Alto: Gota ou disfunção renal.
>
Outras correlações clínicas: a
presença de piúria (leucócitos na
urina) e bacteriúria, são indicativos
de infecção urinária.
Conceitos
CATABOLISMO MUSCULAR: Processo em que os músculos são “quebrados” para fornecer energia ao
corpo, geralmente ocorre em situações de desnutrição, estresse extremo ou certas doenças.
NEFROPATIAS: Termo geral para doenças dos rins, o que pode afetar a função renal e incluir condições
como nefropatia diabética, glomerulonefrite, entre outras.
GOTA: Doença causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, levando a episódios de
dor intensa, inflamação e inchaço.
DISFUNÇÃO RENAL: Redução da capacidade dos rins de filtrar e eliminar resíduos do sangue, acumulando
toxinas no corpo e complicações de saúde.
OBSTRUÇÃO URINÁRIA: Bloqueio no fluxo de urina nos rins, ureteres, bexiga ou uretra, podendo causar
dor, inchaço nos rins e danos renais permanentes.
OBSTRUÇÃO BILIAR: Bloqueio dos ductos biliares, impedindo o fluxo da bile para o intestino.
CEO DA
NUTRIÇÃO
FUNÇÃO TIREOIDIANA
Biomarcadores da
Tri-iodotironina Livre (T3)
T3 Reverso (RT3)
Tiroxina total (T4)
Tiroxina livre (T4 livre)
Hormônio estimulante da tireóide (TSH)
Anticorpo antimicrossomal (Anti-TPO)
Anticorpo antirreceptor de TSH (TRAB - thyroid autoantibody)
Globulina ligadora de tiroxina (TGB)
CEO DA
NUTRIÇÃO
CEO DA
NUTRIÇÃO
Alto: Doença de Graves 
Alto: Hipertireoidismo, aumento de
proteínas de ligação.
Baixo: Hipotireoidismo, proteínas de
ligação reduzidas.
5-12,0 µg/dL
TSH baixo e T4 e T3 baixo sugere
problema a nível hipofisário que pode
estar relacionado a dieta com baixo
CHO, ou uma dieta muito restrita em
calorias.
Quando o TSH está normal, T4 normal
e T3 baixa pode haver problemas
quanto a conversão de T4 pra T3,
sendo necessário avaliar os nutrientes
envolvidos na conversão, como selênio,
zinco...
TSH normal, T3 e T4 baixo pode
indicar problemas na glândula tireoide,
que depende da absorção de iodo.
Alto: Hipotireoidismo primário
Baixo: Hipertireoidismo ou insuficiência
hipofisária
Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Tri-iodotironina livre (T3)
É a fração de T3 que não está ligada a
proteínas no sangue e é biologicamente
ativa.
T3 Reverso (rT3)
Isômero inativo do T3, produzido a partir da
conversão do T4. Não tem atividade biológica
significativa e compete com T3 para se ligar aos
receptores.
Tiroxina total (T4 total)
É o principal hormônio produzido pela glândula
tireoide, convertido em T3 nos tecidos.
ANTI-TPO (Anticorpo Antimicrossomal)
Anticorpo dirigido contra a enzima peroxidase da
tireoide.
2,3-3,56 pg/mL
Ótimo: >3,2pg/mL
0,1-0,25 ng/dL
0,8-1,8ng/dL
Ótimo: >0,8ng/dL
TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide)
Produzido pela hipófise e regula a produção de T3 e
T4 pela tireoide.
0,4-4,0 mUI/L
Ótimo 
>
>
>
>
>
A avaliação da função da tireóide
envolve a interpretação integrada
dos marcadores, T3, T4 total, T4 livre,
TSH, anti-TPO, TRAb, Globulina
ligadora de tiroxina, entre outros.
Contudo, os marcadores mais
solicitados por ordem de prioridade
devem ser TSH, T4 livre e T3 livre,
devido sua atividade biológicamente
ativa.
Globulina Ligadora de Tiroxina (TBG)
Proteína que transporta T3 e T4, ligando-se a eles e
controlando a entrega para os tecidos.
15,-30 µg/mL
>
Alto: Gravidez, uso de estrogênios,
hepatite aguda, genética.
Baixo: Síndrome nefrótica, doença
hepática, acromegalia, desnutrição,
anabolizantes, Cushing.
Conceitos
HIPERTIREOIDISMO: Condição em que a glândula tireoide produz hormônios tireoidianos em excesso, acelerando o metabolismo.
Pode causar perda de peso, aumento dos batimentos cardíacos e nervosismo.
TIREOIDITE SUB AGUDA: Inflamação temporária da tireoide, frequentemente causada por uma infecção viral que resulta em dor e
liberação excessiva de hormônios tireoidianos, seguido por hipotireoidismo.
HIPOTIREOIDISMO: Produção insuficiente de hormônios tireoidianos, resultando em metabolismo lento, aumento de peso, fadiga e
intolerância ao frio.
DOENÇA DE GRAVES: Tipo de hipertireoidismo autoimune, onde o sistema imunológico ataca a tireoide provocando aumento na
produção hormonal. Pode causar exoftalmia (olhos protuberantes) e bócio (aumento da tireoide).
SÍNDROME DO EUTIREOIDIANO DOENTE: Alteração nos níveis de hormônios tireoidianos em pacientes gravemente doentes, sem que
haja verdadeira disfunção na tireoide. Níveis de T3 e T4 podem estar baixos ou normais, mas o TSH geralmente é normal.
INSUFICIÊNCIA HIPOFISÁRIA: Condição em que a hipófise não produz hormônios suficientes, incluindo TSH.
ACROMEGALIA: Doença causada pela produção excessiva de hormônio do crescimento pela hipófise em adultos, resultando em crescimento
anormal dos ossos das mãos, pés e rosto.
ISÍNDROME DE CUSHING: Excesso de cortisol no corpo, geralmente devido a tumores na glândula adrenal ou uso prolongado de
corticosteroides. Pode provocar aumento de peso, hipertensão, fraqueza muscular e alterações na pele.
CEO DA
NUTRIÇÃO
CEO DA
NUTRIÇÃO
INFLAMAÇÃO
Biomarcadores da
 HOMOCISTEÍNA 
FERRITINA
 PCR - PROTEINA C REATIVA
FIBRINOGÊNIO 
SÉRIE BRANCA
CEO DA
NUTRIÇÃO
Alto: Inflamação, infecção, doenças
hepáticas ou hemocromatose.
Baixo: Deficiência de ferro (2mg/L - alto risco 
Solicite homocisteína quando quiser
avaliar o risco cardiovascular e as
deficiências nutricionais, a ferritina
para diagnosticar anemias e para
avaliar doenças inflamatórias e
infecções.
A PCR para monitorar condições
inflamatórias e o risco cardiovascular, o
hemograma completo para investigar
infecções, respostasinflamatórias e
imunológicas e para a avaliação de
doenças hematológicas.
E o fibrinogênio para monitorar
inflamação e coagulação, bem como
doenças cardiovasculares e hepáticas.
Alto: Infecção, inflamação, estresse físico
ou emocional, condições hematológicas.
Baixo: Infecções virais, doenças
autoimunes, exposição a toxinas, efeitos
colaterais medicamentosos.
Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Homocisteína
É um aminoácido no sangue que em níveis
elevados pode se associar a um risco
aumentado de doenças cardiovsculares e
inflamação.
Ferritina sérica
Proteína que armazena ferro e libera-o de
forma controlada. Serve como um marcador
de reservas de ferro no corpo e de inflamação.
Proteína C-Reativa (PCR)
É uma proteína produzida pelo fígado em
resposta à inflamação.
5-15 µmol/L
Ótimo: 
>
>
>
Alto: Deficiência de vitaminas do
complexo B (B6, B12, folato), predisposição
genética, doenças renais, uso de
medicamentos, eventos coronarianos.
Baixo: Pouco significativo.
Série branca (hemograma completo com
contagem de leucócitos)
Refere-se a contagem e análise dos
diferentes tipos de leucócitos, que são células
imunológicas envolvidas na resposta
inflamatória.
200-400mg/dL
Ótimo: 
Alto: Inflamação aguda ou crônica,
infecção, trauma, doenças inflamatórias,
doença cardiovascular, câncer, gravidez,
contraceptivos orais.
Baixo: Doenças hepáticas graves,
coagulação intravascular disseminada,
desnutrição severa ou deficiência
congênita de fibrinogênio.
Fibrinogênio
Proteína produzida pelo fígado que
desempenha papel crucial na
coagulação do sangue e na resposta
à inflamação.
CEO DA
NUTRIÇÃOConceitos
INFLAMAÇÃO: Resposta de proteção ao corpo no combate a patógenos ou lesões, causando inchaço, vermelhidão, calor e dor. Pode ser aguda ou
crônica.
PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA: Tendência aumentada para desenvolver certas deonças devido a características herdadas dos pais.
EVENTOS CORONÁRIOS: Problemas no coração como ataques cardíacos causados por bloqueio das artérias coronárias.
HEMOCROMATOSE: Acúmulo de ferro no organismo.
TRAUMA: Lesão física resultante de um impacto, queda ou outro tipo de acidente.
DOENÇAS HEMATOLÓGICAS: Doenças que afetam o sangue e seus componentes como anemia, leucemia e linfoma.
TOXINAS: Substâncias tóxicas que podem causar danos ao corpo, produzidas por organismos vivos ou encontradas no ambiente.
DOENÇAS AUTOIMUNES: Condições em que o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo, como lúpus e artrite reumatóide.
COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR DISSEMINADA (CIVD): Condição grave em que pequenos coágulos se formam em muitos vasos sanguíneos, esgotando
os fatores de coagulação e causando sangramentos.
DEFICIÊNCIA CONGÊNITA: Falta ou anormalidade de algo no corpo presente desde o nascimento, devido a fatores genéticos ou problemas no
desenvolvimento pré-natal.
CEO DA
NUTRIÇÃO
HORMONAL EM HOMENS
Biomarcadores da função
TESTOSTERONA
SULFATO DE DEHIDROEPIANDROSTERONA (SDHEA)
DIHIDROTESTOSTERONA (DHT)
ESTRADIOL
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE (FSH)
CORTISOL
CEO DA
NUTRIÇÃO
Alto: Falência testicular primária, uso de
medicamentos.
Baixo: Insuficiência hipofisária,
hipogonadismo secundário ou uso de
esteroides anabolizantes.
20-29: 280-640 µg/dL
30-39: 120-520 µg/dL
40-49: 95-530 µg/dL
50-59: 70-310 µg/dL
60-69: 42-290 µg/dL
Estradiol: Quando reduzido, pode
estar associado a diminuição da
densidade óssea, aumento do risco
de osteoporose, e possíveis impactos
negativos na libido e na função
sexual. Enquanto seu aumento Pode
levar a ginecomastia), disfunção erétil,
infertilidade, e sintomas de
feminização.
Alto: Hiperplasia adrenal congênita,
tumores adrenais, estresse crônico.
Baixo: Insuficiência adrenal, doença de
Addison ou envelhecimento.
Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Testosterona
Hormônio principal masculino, responsável
pelo desenvolvimento de características
sexuais masculinas, massa muscular,
densidade óssea e libido.
Hormônio Luteinizante (LH)
Regula a produção de testosterona e
espermatogênese.
Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)
Juntamente com o LH, regula a produção de
testosterona e espermatogênese.
Total: 400-1000ng/dL
Ótimo: >500ng/dL
Livre: 5-21ng/dL
30-85ng/dL
>
>
>
>
Alto: Uso de esteroides, tumores
testiculares ou hiperplasia adrenal.
Baixo: Hipogonadismo, envelhecimento,
obesidade, diabetes tipo 2 ou doenças
crônicas.
Cortisol manhã (sérico)
Hormõnio do estresse, regula o metabolismo,
resposta inflamatória e resposta ao estresse.
10-15 µg/dL (8 AM)
Alto: Hiperplasia prostática benigna, câncer
de próstata ou uso de esteroides.
Baixo: Uso de inibidores da 5-alfa-redutase,
hipogonadismo.
O desequilíbrio hormonal pode levar a
sintomas como fadiga, perda de libido,
infertilidade, e condições como
ginecomastia ou hiperplasia prostática.
Os marcadores hormonais são essenciais
para avaliar a saúde reprodutiva e geral
dos homens.
>
Alto: Obesidade, doenças hepáticas, tumores
produtores de estradiol.
Baixo: Hipogonadismo, disfunções hipofisárias.
Sulfato de Dehidroepiandrosterona (SDHEA)
Hormônio produzido pelas glãndulas
adrenais, serve como precursor para a
produção dos hormônios sexuais como
estrogênio e testosterona.
ESTRADIOL (E2)
É um tipo de estrogênio, um hormônio
predominantemente feminino, mas presente
em pequenas quantidades nos homens.
DIHIDROTESTOSTERONA (DHT)
Hormônio androgênico derivado da conversão
da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase. É
mais potente que a testosterona.
1.,8-8,6 mIU/mL
Ótimo: 3-6mIU/mL
1,5-12,4 IU/L
10-40pg/mL
>
>
Alto: Síndrome de Klinefelter,
medicamentos, falência testicular primária.
Baixo: Insuficiência hipofisária,
hipogonadismo, esteroides.
Alto: Síndrome de Cushing, estresse crônico,
tumores adrenais.
Baixo: Insuficiência adrenal, doença de
Addison ou hipopituitarismo.
Correlações clínicas:
Testosterona: A redução pode afetar
a libido masculina e a perda de massa
muscular.
SDHEA: Quando em níveis muito
baixos, pode estar associado a fadiga,
diminuição da libido, depressão, perda
de massa muscular.
DHT: Seu aumento pode levar a
calvície de padrão masculino e ao
crescimento da próstata, enquanto a
diminuição pode estar associado à
redução da libido, disfunção erétil, e
problemas de desenvolvimento
sexual.
CEO DA
NUTRIÇÃOConceitos
ESPERMATOGÊNESE: Processo de produção de espermatozóides nos testículos.
INSUFICIÊNCIA HIPOFISÁRIA: Falta de produção adequada de hormônios pela hipófise.
HIPERPLASIA PROSTÁTICA: Crescimento anormal da próstata. 
HIPOPITUITARISMO: Condição em que a glândula pituitária não produz quantidades adequadas de um ou mais hormônios.
DOENÇA DE ADDISON: Insuficiência adrenal primária, resultando em baixos níveis de hormônios corticosteroides.
SÍNDROME DE CUSHING: Excesso de cortisol devido a condições que afetam as glândulas suprarrenais.
SÍNDROME DE KLINEFELTER: Condição genética em que um homem possui um cromossomo X extra (XXY) afetando o
desenvolvimento sexual.
FALÊNCIA TESTICULAR: Perda completa da função dos testículos, resultando em deficiência na produção de espermatozóides e hormônios.
5-ALFA-REDUTASE: Enzima que converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), uma forma mais potente de hormônio masculino.
HIPERPLASIA ADRENAL: Crescimento excessivo das glândulas adrenais, geralmente resultando em aumento da produção de hormônios sexuais.
ESTEROIDES: Tipo de hormônio lipídico derivado do colesterol,incluindo hormônios sexuais e adrenalina.
HIPOGONADISMO: Diminuição da função testicular, resultando em produção reduzida de hormônios sexuais.
GINECOMASTIA: Crescimento anormal das glândulas mamárias em homens, resultando em aumento das mamas.
CEO DA
NUTRIÇÃO
HORMONAL EM MULHERES
Biomarcadores da função 
TESTOSTERONA
SULFATO DE DEHIDROEPIANDROSTERONA (SDHEA)
ESTRADIOL (E2)
PROGESTERONA
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE (FSH)
PROLACTINA
GLOBULINA LIGADORA DE HORMÔNIOS SEXUAIS
(SHBG)
CORTISOL
CEO DA
NUTRIÇÃO
Alto: Pode indicar menopausa, SOP ou
insuficiência ovariana.
Baixo: Insuficiência hipofisária,
hipogonadismo hipogonadotrófico ou
gravidez.
Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Testosterona total
Inclui testosterona ligada a proteínas como
SHBG e albumina + testosterona livre (não
ligada a proteínas).
Hormônio Luteinizante (LH)
Produzido pela hipófise que estimula a
ovulação e a produção de progesterona nos
ovários.
Hormônio Folículo-Estimulante (FSH)
Hormônio produzido pela hipófise que estimula
o crescimento dos folículos ovarianos.
Total: 15-70ng/dL
Ótimo: 20-50ng/dL
Livre: 0.,1-6,4pg/mL
Ótimo: 0,5-3,0pg/mL>
>
>
>
Alto: Pode sugerir SOP, hiperplasia adrenal
congênita ou uso de esteroides.
Baixo: Hipogonadismo, envelhecimento
ou uso de contraceptivos orais.
Alto: Menopausa, insuficiência ovariana ou
SOP.
Baixo: Hipogonadismo hipogonadotrófico,
anorexia nervosa, hiperprolactinemia ou
gravidez.
Alto: SOP, tomores adrenais ou ovarianos
ou uso de esteroides anabolizantes.
Baixo:Pode sugerir uso de inibidores da 5-
alfa-redutase, hipogonadismo ou
deficiência de 5-alfa-redutase..
DIHIDROTESTOSTERONA (DHT)
Hormônio androgênico derivado da conversão
da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase. É
mais potente que a testosterona.
Valor ótimo:
 Folicular: 2-8mIU/mL
Ovulatória: 10-
25mIU/mL
Lútea: 1-10mIU/mL
Pós-menopausa: 20-
40mIU/mL
10-20 ng/dL
Ótimo: 10-15 ng/dL
>
P
A
R
TE
 1
 
Valor ótimo:
 Folicular: 3-8mIU/mL
Ovulatória: 6-
20mIU/mL
Lútea:2-6mIU/mL
Pós-menopausa: 30-
60mIU/mL
Correlações clínicas:
 Relação LH/FSH: 
>3 indicativo de SOP
Quando elevada com LH maior, pode
indicar SOP (observar sinais e
sintomas). 
Quando diminuída pode indicar
condições normais do ciclo., ou
insuficiência hipofisária ou
hipogonadismo.
Na menopausa ambos os hormônios
estão elevados.
Uma relação LH/FSH alterada com
níveis altos de FSH pode indicar
insuficiência ovariana precoce.
A progesterona é geralmente baixa na
fase ovulatória do ciclo menstrual e
aumenta significativamente na fase
lútea, sua avaliação ao longo do cilco é
importante para entender a função
ovulatória e reprodutiva da mulher.
Progesterona
Hormônio produzido pelo corpo lúteo nos
ovários após a ovulação, importante para manter
a gestação.
Folicular: 
>
Alto: Prolactinoma, hipotireoidismo ou uso
de medicamentos.
Baixo: Pouca relevância clínica.
6-23 µg/dL (8 AM)
Ótimo: 10-18 µg/dL
(manhã) >
Cortisol - manhã 
Hormônio produzido pelas glândulas adrenais
em resposta ao estresse e ao ritmo circadiano,
regulando o metabolismo e a resposta
imunológica.
18-144 nmol/L
Ótimo: 30-80 nmol/L
>
Alto:Contraceptivos orais,
hiperestrogenismo ou hipertireoidismo.
Baixo: SOP, obesidade ou síndrome de
Cushing.
Níveis muito elevados de estrogênio
podem sugerir endometriose, uma
vez que essa doença é totalmente
estrogênica, mas também se elevam
em casos de tumores, por isso os
valores devem ser cuidadosamente
investigados e encaminhados ao
médico especializado.
As alterações podem estar
relacionadas a terapias de reposição
hormonal, uso de contraceptivos
orais, tumores SOP, menopausa,
disfunção ovariana, entre outros.
P
A
R
TE
 2
Sulfato de Dehidroepiandrosterona (SDHEA)
Hormônio produzido pelas glãndulas
adrenais, serve como precursor para a
produção dos hormônios sexuais como
estrogênio e testosterona.
35-430 µg/dL
Ótimo: Alto: Tumores produtores de estradiol, SOP,
endometriose ou uso de contraceptivos
orais.
Baixo: Menopausa, hipogonadismo ou
falência ovariana.
A hiperprolactinemia pode causar
galactorreia, infertilidade e alterações
no ciclo menstrual como amenorreia.
Os valores devem ser avaliados em
conjunto com os demais marcadores
(LH, FSH).
A avaliação integrada permite
identificar condições como SOP,
insuficiência ovariana, distúrbios
hipofisários e outras disfunções
hormonais que podem impactar a
saúde reprodutiva e geral da paciente.
CEO DA
NUTRIÇÃOConceitos
SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP): Condição hormonal em mulheres que pode causar ciclos menstruais irregulares, aumento dos
ovários e desequilíbrios hormonais que comprometem a função reprodutiva.
ANOREXIA NERVOSA: Transtorno alimentar caracterizado por restrição extrema de calorias devido a uma visão distorcida do peso
corporal.
PROLACTINOMA: Tumor benigno na glândula pituitária que produz excesso de prolactina.
AMENORREIA: Ausência de menstruação por períodos prolongados.
GALACTORREIA: Produção de leite pelos seios fora do período de amamentação.
ENDOMETRIOSE: Condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero.
HIPERPROLACTINEMIA: Condição em que há um nível elevado de prolactina, hormônio que estimula a produção de leite
materno. Pode causar amenorreia, galactorreia e infertilidade.
MENOPAUSA: Fase da vida de uma mulher quando os ovários param de produzir os óvulos e diminuem a produção hormonal.
INSUFICIÊNCIA OVARIANA: Diminuição da função dos ovários antes dos 40 anos, levando a ciclos menstruais irregulares ou ausentes e infertilidade.
HIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO: Condição em que os ovários não funcionam adequadamente devido a baixa estimulação hormonal pela
glândula pituitária.
ANOVULAÇÃO: Falta de liberação de um óvulo durante o ciclo menstrual.
CLASS DA
NUTRI
Intolerâncias e alergias
Biomarcadores para investigar
Teste de Tolerância à lactose
Anti-transglutaminase (TG-IgA)
Anti-endomisio (EMA-IgA)
Anti-transglutaminase (TG-IgG)
CEO DA
NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Teste de Tolerância à lactose
Avalia a capacidade do corpo em digerir a
lactose, um açúcar presente no leite.
Anti-transglutaminase IgA (tTG-IgA)
Detecta a presença de anticorpos contra a
transglutaminase tecidual, um marcador de
doença celíaca.
Normal: aumento de
glicemia de pelo
menos 20mg/dL em
relação a basal.
Anormal: Aumento
menor que 20mg/dL
> Aumento: Digestão normal da lactose.
Redução: Deficiência de lactase,
compromentimento da absorção.
Negativo: 20U/mL >
Anti-endomísio IgA (EMA IgA)
Detecta anticorpos que atacam o endomísio,
usado para diagnosticardoença celíaca. >
A doença celíaca pode ser
confirmada por testes positivos de
tTG-IgA, EMA IgA e possivelmente
DGP IgA e IgG, são testes que
identificam uma resposta autoimune
ao glúten.
Negativo: Ausência de
anticorpos
Positivo: Presença de
anticorpos
Anti-transglutaminase IgG (tTG-IgG)
Usado quando há deficiência de IgA, para
detectar doença celíaca.
Negativo: 20U/mL >
A intolerância à lactose pode ser
identificada por testes de tolerância à
lactose com medição da glicemia ou
hidrogênio no hálito, indicando
deficiência de lactase.
Aumento: Sugere doença celíaca.
Redução: Indica ausência de
sensibilidade ao glúten.
Aumento: Sugere doença celíaca,
especialmente em pacientes com
deficiência de IgA.
Redução: Indica ausência de doença
celíaca ou controle adequado da
doença.
Aumento: Alta especificidade para
doença celíaca.
Redução: Dieta sem glúten bem
sucedida.
A deficiência seletiva de IgA pode
levar a falsos negativos, sendo assim,
os anticorpos anti-transgluaminase
IgG e anti-gliadina deamidada podem
ser úteis na avaliação.
O diagnóstico de alergias e
intolerâncias deve ser feito
por um médico especializado
e as orientações nutricionais
personalizadas devem ser
feitas por um nutricionista
após a obtenção dos
resultados.
CEO DA
NUTRIÇÃOConceitos
ANTICORPOS: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico para combater substâncias estranhas, como vírus e bactérias.
LACTASE: Enzima produzida no intestino delgado que quebra a lactose (açúcar do leite) em glicose e galactose, para ser digerida e
absorvida.
ANTI-TRANSGLUTAMINASE: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico que atacam a enzima transglutaminase
tecidual.
INTOLERÂNCIA À LACTOSE: Incapacidade de digerir lactose devido a deficiência ou ausência da enzima lactase.
DEFICIÊNCIA DE IgA: Condição em que o corpo produz níveis insuficientes da imunoglobulina A, um tipo de anticorpo que ajuda a proteger
mucosas, como as do trato respiratório e digestivo.
DOENÇA CELÍACA: Condição autoimune em que o consumo de glúten danifica o intestino delgado, causando má absorção de nutrientes.
ENDOMÍSIO: Tecido conjuntivo que envolve cada fibra muscular. Anticorpos anti-endomísio atacam este tecido na doença celíaca.
ANTI-GLIADINA: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico em resposta à gliadina, uma proteína do glúten
encontrada no trigo, centeio e cevada.
CEO DA
NUTRIÇÃO
Metabolismo ósseo
Biomarcadores do
Cálcio
Fósforo
Paratormônio (PTH)
Calcitonina
Fosfatase alcalina óssea
Vitamina D
CEO DA
NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Cálcio sérico
Mineral essencial para a formação de ossos e
dentes, contração muscular e coagulação
sanguínea.
Fósforo sérico
Mineral essencial para a formação de ossos e
dentes, metabolismo energético, e função
celular.
> Alto: Hipercalcemia (hiperparatireoidismo,
neoplasias, intoxicação por vitamina D).
Baixo: Hipocalcemia (hipoparatireoidismo,
deficiência de vitamina D, insuficiência
renal), pancreatite aguda.
>
Vitamina D (25-OH-D) sérica
Vitamina essencial para a absorção de cálcio e
saúde óssea. >
No hiperparatireoidismo ocorre
aumento de cálcio sérico e PTH, com
um possível aumento da fosfatase
alcalina. Enquanto que no
hipoparatireoidismo estes marcadores
diminuem.
Paratormônio (PTH) sérico
Hormônio produzido pelas paratireoides, regula
os níveis de cálcio e fósforo no sangue.
>
Para rastrear risco de osteoporose e
osteomalácia, deve-se monitorar
níveis de cálcio, fósforo, PTH e
vitamina D, para que os resultados
orientem a suplementação e
dietoterapia.
Calcitonina sérica
Hormônio produzido pela tireoide que ajuda a
regular o nível de cálcio no sangue.
Fosfatase Alcalina Óssea (FA Óssea)
Enzima encontrada nos ossos e fígado,
importante para a formação óssea.
Total: 8,5-10,5mg/dL
Ótimo: 9,4-10mg/dL
Total: 2,5-4,5mg/dL
Ótimo: 3,4-4mg/dL
Total: 10-65pg/mL
Ótimo: 20-40pg/mL
Total: 
H: 
>
Alto: Hiperfosfatemia (insuficiência renal,
hipoparatireoidismo, ingestão excessiva),
excesso de vitamina D, antiácidos,
alcoolismo.
Baixo:
Hipofosfatemia(hiperparatireoidismo,
deficiência de vitamina D, uso prolongado
de antiácidos., alcoolismo.
Alto: Hiperparatireoidismo primário,
insuficiência renal.
Baixo:Hipoparatireoidismo,
hipermagnesemia, deficiência de
magnésio.
Alto: Carcinoma medular da tireoide,
hiperplasia das células C, doenças
pulmonares, anemia perniciosa.
Baixo:Pouco significativo.
Alto: Doenças ósseas como Paget,
osteomalácia, hiperparatireoidismo,
hepatopatias..
Baixo: Deficiência de fosfatase alcalina, má
nutrição, anemia severa.
Alto: Toxicidade de vitamina D.
Baixo: Deficiência, raquitismo,
osteomalácia, baixa exposição solar, má
absorção, doenças renais ou hepáticas.
Na deficiência de vitamina D ocorre
redução do cálcio sérico e do fósforo
sérico, enquanto o paratormônio
aumenta.
Nas doenças renais
crônicas é necessário
avaliar regularmente estes
marcadores para prevenir
complicações ósseas e
cardiovasculares.
Deficiência: Alto: Hemocromatose, anemia hemolítica,
suplementação excessiva de ferro, dano
hepático, transfusões frequentes..
Baixo: Anemia ferropriva, sangramento
gastrointestinal, perda sanguínea crônica,
má absorção de ferro, anemia perniciosa.
>
>
Correlações clínicas:
Na deficiência de ferro ocorre
alterações em que os níveis de ferro
sérico, ferritina sérica e IST ficam
reduzidos, enquanto os valores de
TIBC estão aumentados.
Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC)
Avalia a capacidade do sangue de transportar
ferro, representando a quantidade de
transferrina disponível para ligar-se ao ferro.
>
Na inflamação ou doenças crônicas,
o ferro sérico reduz, a ferritina se eleva
o permanece estável, enquanto ocorre
redução no IST e TIBC.
Índice de Saturação de Transferrina (IST)
Percentual de transferrina saturada com ferro.
60-160µg/dL
Ótimo: 50-100µg/dL
Total: 4,63-204ng/mL
Ótimo: 70-100ng/mL
Total: 250-450µg/dL
20-50%
Ótimo: 20-45%
Alto: Hemocromatose, doença hepática,
inflamação crônica, sobrecarga de ferro,
infecções, hepatopatias.
Baixo: Deficiência de ferro, anemia
ferropriva.
Alto: Deficiência de ferro, gravidez.
Baixo: Sobrecarga de ferro, infecções
crônicas, inflamação crônica.
Alto: THemocromatose, anemia hemolítica.
Baixo: Deficiência de ferro, anemia
ferropriva.
Quando há sobrecarga de ferro,
ocorre aumento do ferrosérico,
ferritina e IST. TIBC pode estar
reduzida ou normal.
Considere a história clínica, dieta e os
sintomas apresentados pelo paciente
juntamente com a avaliação dos
marcadores indicados.
CEO DA
NUTRIÇÃOConceitos
HEMOCROMATOSE: Excesso de ferro no organismo.
ANEMIA PERNICIOSA: Anemia causada pela deficiência de vitamina B12.
TRANSFERRINA: Proteína que transporta ferro no sangue para várias partes do corpo.
ANEMIA HEMOLÍTICA: Destruição dos glóbulos vermelhos em uma velocidade que supera sua
produção.
HEPATOPATIAS: Doenças relacionadas ao fígado.
CEO DA
NUTRIÇÃO
Status nutricional
Biomarcadores do
Cálcio
Ferro sérico
Fósforo
Magnésio
Zinco
Ácido ascórbico
Retinol
Selênio
Potássio
Sódio
Vitamina D 
Vitamina B12
Folato
CEO DA
NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Cálcio sérico
Mineral essencial para a saúde óssea e
funções neuromusculares.
Magnésio sérico
Mineral importante para funções
neuromusculares, síntese proteica e função
enzimática.
> Alto: Hipercalcemia (hiperparatireoidismo,
neoplasias, intoxicação por vitamina D).
Baixo: Hipocalcemia (hipoparatireoidismo,
deficiência de vitamina D, insuficiência
renal).
>
>
O ferro sérico sozinho não é um
marcador confiável, avalie outros
biomarcadores como ferritina, TIBC,
Índice de Saturação da Transferrina
(IST).
Zinco sérico
Mineral essencial para a função imunológica,
síntese de DNA e cicatrização.
>
8,5-10,2mg/dL
2,5-4,5mg/dL
70-150µg/dL
Ótimo: >95µg/dL
0,6-2mg/dL
Ótimo: >1mg/dL
Alto: Hiperfosfatemia (insuficiência renal,
hipoparatireoidismo, ingestão excessiva).
Baixo:Hipofosfatemia
(hiperparatireoidismo, desnutrição, uso
prolongado de antiácidos).
Alto: Toxicidade por zinco.
Baixo: Deficiência de zinco (má absorção,
desnutrição, alcoolismo).
Alto: Toxicidade (condição rara)..
Baixo: Escorbuto.
O sódio e o potássio são essenciais
para o equilibrio de flúidos corporais e
função nervosa, desequilíbrios podem
causar arritmias cardíacas, fraqueza
muscular, afetar a pressão arterial e a
função neuromuscular.
A deficiência de vitamina C pode
comprometer a síntese de colágeno e
a função antioxidante, além de levar a
fragilidade capilar e problemas de
cicatrização.
Fósforo sérico
Mineral crucial para a formação óssea,
produção de energia e regulação do pH.
Ferro sérico
Mineral essencial para o transporte de
oxigênio no sangue.
Vitamina D (25-OH-D)
Vitamina essencial para a saúde óssea,
imunidade, regulação óssea e muito mais.
Ácido Ascórbico (Vitamina C)
Essencial para a síntese de colágeno, função
imunológica e antioxidante.
P
A
R
TE
 1
 
60-160µg/dL
Ótimo: 50-100µg/dL
1,7-2,2mg/dL
Ótimo: >2,1mg/dL
Deficiência: 
Alto: Hemocromatose, anemia hemolítica,
excesso de suplementação.
Baixo: Anemia ferropriva, desnutrição,
perda crônica de sangue.
Alto:Hipermagnesemia (insuficiência renal,
uso excessivo de suplementos).
Baixo: Hipomagnesemia (desnutrição,
alcoolismo, uso de diuréticos).
>
>Alto: Excesso de suplementação.
Baixo: Deficiência de vitamina D (baixa
esposição ao sol, má absorção).
CEO DA
NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica:
Selênio sérico
Mineral essencial para a função antioxidante
e imunológica.
Vitamina B12
Essencial para produção de glóbulos
vermelhos e função neurológica.
> Alto: Toxicidade.
Baixo: Baixa ingestão nutricional, doença
de Keshan.
>
>
A avaliação do status nutricional é
essencial para rastrear carências
nutricionais, toxicidades e
condições clínicas que possam estar
afetando a saúde dos pacientes.
Folato (Vitamina B9- Ácido fólico)
Essencial para a síntese de DNA e divisão celular.
>
A deficiência de B6, B1, B2, B5, é mais
difícil de acontecer, por isso seus
biomarcadores podem não ser tão
específicos e confiáveis.
70-150ng/mL
Ótimo: 120-150ng/mL
3,5-5,0mmol/L
200-900pg/mL
Ótimo: >500pg/mL
Alto: Hipercalemia (insuficiência renal, uso
de diuréticos poupadores de potássio).
Baixo: Hipocalemia (diarreia, vômitos, uso
de diuréticos).
Alto: Inflamação, doenças hepáticas,
doenças renais e hematológicas.
Baixo: Anemia perniciosa, má absorção,
dieta vegetariana estrita.
Uso de medicamentos “anti-folato”:
Sulfassalazina, ácido vapróico,
quimioterápicos, anticoncepcional,
metformina.
Mudança no pH (hipocloridria), uso de
Omeprazóis, medicamentos
tamponantes (bicarbonato de cálcio),
alterações gástricas, metformina, são
alguns dos possíveis causadores da
deficiência de vitamina B12.
Potássio sérico
Mineral crucial para a função neuromuscular
e equilíbrio eletrolítico.
Sódio sérico
Mineral essencial para equilíbrio de fluidos e
função neuromuscular.
P
A
R
TE
 2
63-80 µg/dL
135-145mmol/L
Retinol (Vitamina A) sérico
Essencial para a visão, função imunológica e
saúde da pele.
2,5-20ng/mL
Ótimo: >12ng/mL
Alto:Toxicidade.
Baixo: Deficiência (cegueira noturna,
xerose).
Alto: Hipernatremia (desidratação, ingestão
excessiva de sódio).
Baixo: Hiponatremia (excesso de líquidos,
insuficiência renal, síndrome de excreção
inapropriada de ADH).
Alto: Suplementação excessiva.
Baixo: Deficiência (anemia megaloblástica,
desnutrição, má absorção), alcoolismo), uso
de pílulas anticoncepcionais.
>
> Avalie a história
clínica, ingestão
alimentar do
paciente e o uso
de suplementos.
Perguntas que você deve se fazer
antes de solicitar qualquer exame:
É realmente necessário?
Este exame vai me ajudar a avaliar melhor o meu paciente?
O meu paciente pode arcar com os custos?
Os resultados podem mudar minha conduta?
Exames são uma excelente ferramenta
de acompanhamento nutricional, mas
não devem ser solicitados de maneira
irresponsável, priorize o seu paciente e
as suas necessidades, além disso,
considere sempre evitar custos
desnecessários.
Nutricionistas não dão diagnósticos,
se perceber alterações bioquímicas no
seu paciente, encaminhe-o ao
profissional especializado e priorize o
acompanhamento multidisciplinar.
CEO DA
NUTRIÇÃO
Não se apegue aos números. É
possível ocorrer alterações
bioquímicas sem sintomatologias,
observe os hábitos alimentares do seu
paciente e a sua rotina como um todo.

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