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CEO DA NUTRIÇÃO Exames laboratoriais mais prescritos por nutricionistas NUTRI, TA NA LEI! Clique aqui para ler os seus direitos Você pode prescrever exames laboratoriais! Resolução 306, 25 de fevereiro de 2003 CEO DA NUTRIÇÃO https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/l8234.htm HEMOGRAMA Série vermelha (Eritrograma) Série branca (Leucograma) Coagulação (Coagulograma) O exame vem dividido em três partes: CEO DA NUTRIÇÃO A maneira correta de solicitar este exame é: Hemograma completo Alto: Policitemia, desidratação, altitudes elevadas. Baixo: Anemia, hiperidratação, desnutrição. 88,0 fL Normal: (80,0-96,1) Valores baixos podem indicar: anemias, doenças crônicas, distúrbios de medula, deficiências nutricionais e doenças hereditárias. Valores altos: Policitemia, DPOC, desidratação, uso de esteroides anabolizantes, tabagismo. Valores altos: >101 Anemia macrocítica (deficiência de B12, B9). Valores baixos: 33: Anemia megaloblástica (deficiência de B12). Abaixo de 36: Desidratação, anemia hemolítica. .Valores acima de 14,6% podem indicar anemia ferropriva ou megaloblástica. Para interpretar adequadamente os resultados com hemácias baixas, considere os demais parâmetros do hemograma. Além disso, solicite exames complementares como ferro sérico, ferritina e vitamina B12 para identificar o tipo de anemia/deficiência. A interpretação do V.C.M deve ser feita juntamente com os demais índices eritrocitários como H.C.M, C.H.C.M e R.D.W para diferenciar anemias ou demais condições hematológicas. Exemplo de análise integrativa: Microcitose (VCM baixo) com hipocromia (HCM baixo): possível anemia ou talassemia. Macrocitose (VCM alto) com normocromia (CHCM normal): possivel deficiência de B12 ou ácido fólico ou doenças hepáticas. Normocitose (VCM normal) com normocromia (CHCM normal), ferritina alta e ferro baixo: anemia da doença crônica. > > > > > >> CEO DA NUTRIÇÃO Conceitos V.C.M: Volume Corpuscular Médio H.C.M: Hemoglobina Corpuscular Média C.H.C.M: Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média R.D.W: Red Cell Distribution Width - Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos POLICITEMIA: Doença rara da medula óssea que causa produção excessiva de glóbulos vermelhos, em conjunto, pode haver alteração no número de glóbulos brancos e plaquetas. DPOC: Doença pulmonar obstrutiva crônica MACROCITOSE: Condição em que as hemácias são maiores do que o normal, geralmente se trata de células que não conseguiram se desenvolver adequadamente por falta de nutrientes como a vitamina B12, B9 e etc. MICROCITOSE: Condição em que as hemácias são menores do que o normal, frequentemente associada a anemia por deficiência de ferro. ANEMIA FERROPRIVA: Causada pela deficiência de ferro no corpo. TALASSEMIA: Doença genética que causa produção inadequada de hemoglobina. ANEMIA MEGALOBLÁSTICA: Tipo de anemia caracterizada pela presença de hemácias grandes e imaturas, geralmente resulta da deficiência de vitamina B12 e ácido fólico, provocando uma síntese defeituosa de DNA que a feta a produção e a maturação das hemácias. HIPOCROMIA: Hemácias com menos hemoglobina, resultando em uma coloração pálida (Cromia vem de cor). HIPERCROMIA: Hemácias com mais hemoglobina do que o normal. NORMOCROMIA: Hemácias com uma quantidade normal de hemoglobina. ANEMIA HEMOLÍTICA: Condição em que as hemácias são destruídas mais rapidamente do que podem ser produzidas pela medula. CEO DA NUTRIÇÃO >40% Linfocitose (infecções virais, algumas infecções bacterianas crônicas e linfoma). 11.000: Leucocitose (infecção, inflamação, estresse, leucemia, entre outros). 900 Monocitose (infecções crônicas como tuberculose doenças inflamatórias, entre outras). 70% Neutrofilia (infecções bacterianas, inflamação aguda, uso de corticóides). >500 Eosinofilia (comum em alergias, parasitose e doenças autoimunes). > > > > > > 100 Basofilia (doenças mieloproliferativas, alergias, hipotireoidismo). PENIA: REDUÇÃO LEUCEMIA: Câncer dos tecidos formadores de sangue, incluindo medula óssea e o sistema linfático. Aumento anormal dos leucócitos. CORTICOSTEROIDE: Classe medicamentosa que inclui cortisona, frequentemente usada para reduzir inflamação e suprimir o sistema imunológico. APLASIA MEDULAR: Condição em que a medula óssea não produz células sanguíneas o suficiente. LINFOMA: Tipo de câncer cuja origem é nos linfócitos, células do sistema imunológico. HIV: Vírus da Imunodeficiência Humana, causador da AIDS, cuja doença ataca o sistema imune, especificamente linfócitos T. TUBERCULOSE: Doença infecciosa provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que ataca principalmente os pulmões. DOENÇAS MIELOPROLIFERATIVAS: Grupo de doenças onde há produção excessiva de células sanguíneas pela medula óssea, como policitemia severa, trombocitemia e outras. EVENTO TROMBÓTICO: Formação de um coágulo de sangue (trombo) que pode obstruir um vaso sanguíneo levando a complicações mais severas. QUIMIOTERAPIA: Tratamento com medicamentos que destroem células cancerígenas. CONDIÇÕES ATÓPICAS: Doenças alérgicas como asma, rinite, dermatite atópica. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: Morte tecidual devido a ausência de suprimento sanguíneo. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC): Interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro. ATEROMA: Depósito de gorduras, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias, formando placas que podem interromper o fluxo sanguíneo. LDL OXIDADO: Forma de colesterol LDL que sofreu oxidação, aumentando seu potencial aterogênico (formador de placas). APOPTOSE: Processo de morte celular programada, essencial para a manutenção dos tecidos. EMBOLIA PULMONAR: Bloqueio de uma artéria no pulmão por um coágulo de sangue que se desprendeu de outra parte do corpo. PETEQUIAS: Pequenas manchas vermelhas na pele causada por sangramentos subcutâneos. EQUIMOSES: Manchas roxas ou azuladas na pele resultantes de sangramentos, conhecido como hematomas. CEO DA NUTRIÇÃO PERFIL GLICÍDICO Biomarcadores do Glicemia de jejum Hemoglobina glicada ( HbA1c) Frutosamina Insulina Peptídio C Índice HOMA Cromo sérico CEO DA NUTRIÇÃO O cromo é um micronutriente que potencializa a ação da ínsulina. Sua deficiência pode estar associada a RI e DM. A frutosamina fornece uma visão mais recente do controle glicêmico comparada à HbA1c, útil em casos onde as mudanças no tratamento são feitas de forma rápida. 1200-285µmol/L Ótimo: > > > > > > O Índice HOMA é usado para estimar a resistência à insulina e a função das células beta pancreáticas. Valores altos indicam RI. Insulina e peptídeo C, correlacione os valores para entender a função pancreática e a resistência à insulina. Quando elevados, pode haver um indicativo de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. Quando estiverem abaixo, pode sugerir insuficiência pancreática, típico no diabetes tipo 1. Insulina alta e peptídeo C baixo pode ser referente ao uso de insulina exógena no DM 1. A combinação de HbA1c, glicemia de jejum e frutosamina, fornecem uma visão abrangente do controle glicêmico. Se estes marcadores estiverem elevados, há uma indicação maior de complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia) e macrovasculares (doenças cardiovasculares). Cromo sérico Medição de cromo no sangue ou urina. 0.5-2.0 µg/L (sangue) O peptídeo C ajuda a diferenciar o tipo de diabetes, quando está abaixo indica DM 1, quando normal ou elevada pode indicar DM 2. A frutosamina pode ser útil no monitoramento de curto prazo, principalmente em gestantes com diabetes ou quando o HbA1c não for confiável. Link da calculadora HOMA CEO DA NUTRIÇÃO https://homa-calculator.informer.com/2.2/ https://homa-calculator.informer.com/2.2/ https://homa-calculator.informer.com/2.2/ https://homa-calculator.informer.com/2.2/ https://homa-calculator.informer.com/2.2/ Conceitos DIABETES MELLITUS: Doença crônica em que o corpo não produz insulina suficiente ou não a utiliza adequadamente, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue. HIPOGLICEMIA: Níveis baixos de glicose na corrente sanguínea, podendo ocasionar tremores, tonturas e perda da consciência. HOMEOSTASIA GLICÊMICA: Equilíbrio dos níveis de glicose no sangue, mantido por hormônios como a insulina e o glucagon. SÍNDROME METABÓLICA: Conjunto de alterações, incluindo pressão arterial, glicose no sangue, aumento da circunferência abdominal e altos níveis de colesterol, o que aumenta os riscos para doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras complicações. RESISTÊNCIA À INSULINA (RI): Quando as células não correspondem bem à insulina, dificultando a absorção de glicose, tornando-a elevada na corrente sanguínea. HIPERINSULINISMO: Produção excessiva de insulina pelo pâncreas, geralmente em resposta a RI. INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA: Quando o pâncreas não produz quantidades suficientes de hormônios, incluindo a insulina. RETINOPATIA: Danos nos vasos sanguíneos da retina, frequentemente causados pelo diabetes, podendo ocorrer perda da visão. NEFROPATIA: Danos renais, normalmente resultantes do diabetes ou pressão alta, podendo levar à insuficiência renal. DOENÇAS CARDIOVASCULARES: Doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos, tais como, infartos, AVC, frequentemente associados a fatores como o diabetes, pressão alta e hipercolesterolemia. CEO DA NUTRIÇÃO PERFIL LIPÍDICO Biomarcadores do Colesterol total Lipoproteína de alta densidade (HDL) Lipoproteina de baixa densidade (LDL) Lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) Triglicerídeos Apolipoproteína A-1 Apolipoprteína B Índice Castelli I Índice Castelli II CEO DA NUTRIÇÃO Quanto mais alto, maior o risco cardiovascular. Lipoproteina protetora contra doenças cardíacas, importante manter próximo ao valor ótimo. Níveis baixos podem sugerir estresse, obesidade, sedentarismo, diabetes, doença hepática, entre outros. Baixo:aterosclerose. HDL (High-Density Lipoprotein) Lipoproteina de alta densidade, conhecida como colesterol “bom” por ajudar a remover colesterol das artérias. Triglicerídeos Tipo de gordura (lipídios) encontrada na corrente sanguínea, usada para produzir energia. Apoliproteína A-1 (ApoA-1) Principal componente da HDL, responsável pelo transporte reverso do colesterol. Alto: ≥240 mg/dL Ótimo: 200 - 230mg/dL Alto: 160-189mg/dL Muito alto: ≥190mg/dL Ótimo: > > > > > > Quando permanecem dentro dos valores desejáveis, reduzem o risco cardiovascular. índice de Castelli I (Razão colesterol total/HDL) Homens: > > > > > Para uma análise abrangente da função hepática, faz-se necessário considerar os resultados de todos os marcadores em conjunto. Elevações isoladas de ALT e AST podem sugerir lesão hepática, enquanto elevações combinadas de FA E GGT podem indicar colestase. A albumina ajuda a avaliar a capacidade do fígado em produzir proteínas adequadamente e a bilirrubina elevada pode indicar problemas de excreção ou hemólise. 3,5-5,0g/dL Alto: Icterícia, problemas na conjugação ou excreção hepática. hemólise. Baixo: Pouco significativo. Relação AST/ALT, ferramenta valiosa para diferenciar condições hepáticas. AST/ALT: >2 sugere fortemente hepatite alcóolica ou doença hepática alcóolica. Ideal: 2 sugere doença hepática 90ml/min Falência renal: creatina, pacientes hospitalizados, gravidez. O uso de creatina pode alterar os valores de creatinina devido adaptação fisiológica. Alto: Lesão renal ou doença glomerular. Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Ureia Produto final do metabolismo das proteínas, eliminado pelos rins. Creatinina Produto do metabolismo muscular, eliminado pelos rins. Taxa de Filtração Glomerular (TFG) Medida da taxa de filtração dos rins. Albuminúria Presença elevada da albumina na urina, indicando lesão renal significativa. 20-40 mg/dL Ótimo: > > > > > As alterações renais que produzem elevação dos marcadores podem estar relacionadas a doenças renais crônicas, nefropatias, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial, infecções urinárias, uso de medicamentos, entre outros. 0,6-1,12mg/dL Alto: Lesão renal avançada, como síndrome nefrótica. A interpretação dos valores deve ser feita levando em conta o contexto clínico do paciente como história médica, sintomas e outros exames. Alto: Disfunção renal, desidratação, síndrome nefrótica, dano hepático, catabolismo muscular, dano muscular. Cistatina C Marcador de função renal que não é afetado por massa muscular ou dieta. Ácido Úrico Produto do metabolismo das purinas, eliminado pelos rins. >300mg/24 horas Alto: Gota ou disfunção renal. > Outras correlações clínicas: a presença de piúria (leucócitos na urina) e bacteriúria, são indicativos de infecção urinária. Conceitos CATABOLISMO MUSCULAR: Processo em que os músculos são “quebrados” para fornecer energia ao corpo, geralmente ocorre em situações de desnutrição, estresse extremo ou certas doenças. NEFROPATIAS: Termo geral para doenças dos rins, o que pode afetar a função renal e incluir condições como nefropatia diabética, glomerulonefrite, entre outras. GOTA: Doença causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, levando a episódios de dor intensa, inflamação e inchaço. DISFUNÇÃO RENAL: Redução da capacidade dos rins de filtrar e eliminar resíduos do sangue, acumulando toxinas no corpo e complicações de saúde. OBSTRUÇÃO URINÁRIA: Bloqueio no fluxo de urina nos rins, ureteres, bexiga ou uretra, podendo causar dor, inchaço nos rins e danos renais permanentes. OBSTRUÇÃO BILIAR: Bloqueio dos ductos biliares, impedindo o fluxo da bile para o intestino. CEO DA NUTRIÇÃO FUNÇÃO TIREOIDIANA Biomarcadores da Tri-iodotironina Livre (T3) T3 Reverso (RT3) Tiroxina total (T4) Tiroxina livre (T4 livre) Hormônio estimulante da tireóide (TSH) Anticorpo antimicrossomal (Anti-TPO) Anticorpo antirreceptor de TSH (TRAB - thyroid autoantibody) Globulina ligadora de tiroxina (TGB) CEO DA NUTRIÇÃO CEO DA NUTRIÇÃO Alto: Doença de Graves Alto: Hipertireoidismo, aumento de proteínas de ligação. Baixo: Hipotireoidismo, proteínas de ligação reduzidas. 5-12,0 µg/dL TSH baixo e T4 e T3 baixo sugere problema a nível hipofisário que pode estar relacionado a dieta com baixo CHO, ou uma dieta muito restrita em calorias. Quando o TSH está normal, T4 normal e T3 baixa pode haver problemas quanto a conversão de T4 pra T3, sendo necessário avaliar os nutrientes envolvidos na conversão, como selênio, zinco... TSH normal, T3 e T4 baixo pode indicar problemas na glândula tireoide, que depende da absorção de iodo. Alto: Hipotireoidismo primário Baixo: Hipertireoidismo ou insuficiência hipofisária Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Tri-iodotironina livre (T3) É a fração de T3 que não está ligada a proteínas no sangue e é biologicamente ativa. T3 Reverso (rT3) Isômero inativo do T3, produzido a partir da conversão do T4. Não tem atividade biológica significativa e compete com T3 para se ligar aos receptores. Tiroxina total (T4 total) É o principal hormônio produzido pela glândula tireoide, convertido em T3 nos tecidos. ANTI-TPO (Anticorpo Antimicrossomal) Anticorpo dirigido contra a enzima peroxidase da tireoide. 2,3-3,56 pg/mL Ótimo: >3,2pg/mL 0,1-0,25 ng/dL 0,8-1,8ng/dL Ótimo: >0,8ng/dL TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide) Produzido pela hipófise e regula a produção de T3 e T4 pela tireoide. 0,4-4,0 mUI/L Ótimo > > > > > A avaliação da função da tireóide envolve a interpretação integrada dos marcadores, T3, T4 total, T4 livre, TSH, anti-TPO, TRAb, Globulina ligadora de tiroxina, entre outros. Contudo, os marcadores mais solicitados por ordem de prioridade devem ser TSH, T4 livre e T3 livre, devido sua atividade biológicamente ativa. Globulina Ligadora de Tiroxina (TBG) Proteína que transporta T3 e T4, ligando-se a eles e controlando a entrega para os tecidos. 15,-30 µg/mL > Alto: Gravidez, uso de estrogênios, hepatite aguda, genética. Baixo: Síndrome nefrótica, doença hepática, acromegalia, desnutrição, anabolizantes, Cushing. Conceitos HIPERTIREOIDISMO: Condição em que a glândula tireoide produz hormônios tireoidianos em excesso, acelerando o metabolismo. Pode causar perda de peso, aumento dos batimentos cardíacos e nervosismo. TIREOIDITE SUB AGUDA: Inflamação temporária da tireoide, frequentemente causada por uma infecção viral que resulta em dor e liberação excessiva de hormônios tireoidianos, seguido por hipotireoidismo. HIPOTIREOIDISMO: Produção insuficiente de hormônios tireoidianos, resultando em metabolismo lento, aumento de peso, fadiga e intolerância ao frio. DOENÇA DE GRAVES: Tipo de hipertireoidismo autoimune, onde o sistema imunológico ataca a tireoide provocando aumento na produção hormonal. Pode causar exoftalmia (olhos protuberantes) e bócio (aumento da tireoide). SÍNDROME DO EUTIREOIDIANO DOENTE: Alteração nos níveis de hormônios tireoidianos em pacientes gravemente doentes, sem que haja verdadeira disfunção na tireoide. Níveis de T3 e T4 podem estar baixos ou normais, mas o TSH geralmente é normal. INSUFICIÊNCIA HIPOFISÁRIA: Condição em que a hipófise não produz hormônios suficientes, incluindo TSH. ACROMEGALIA: Doença causada pela produção excessiva de hormônio do crescimento pela hipófise em adultos, resultando em crescimento anormal dos ossos das mãos, pés e rosto. ISÍNDROME DE CUSHING: Excesso de cortisol no corpo, geralmente devido a tumores na glândula adrenal ou uso prolongado de corticosteroides. Pode provocar aumento de peso, hipertensão, fraqueza muscular e alterações na pele. CEO DA NUTRIÇÃO CEO DA NUTRIÇÃO INFLAMAÇÃO Biomarcadores da HOMOCISTEÍNA FERRITINA PCR - PROTEINA C REATIVA FIBRINOGÊNIO SÉRIE BRANCA CEO DA NUTRIÇÃO Alto: Inflamação, infecção, doenças hepáticas ou hemocromatose. Baixo: Deficiência de ferro (2mg/L - alto risco Solicite homocisteína quando quiser avaliar o risco cardiovascular e as deficiências nutricionais, a ferritina para diagnosticar anemias e para avaliar doenças inflamatórias e infecções. A PCR para monitorar condições inflamatórias e o risco cardiovascular, o hemograma completo para investigar infecções, respostasinflamatórias e imunológicas e para a avaliação de doenças hematológicas. E o fibrinogênio para monitorar inflamação e coagulação, bem como doenças cardiovasculares e hepáticas. Alto: Infecção, inflamação, estresse físico ou emocional, condições hematológicas. Baixo: Infecções virais, doenças autoimunes, exposição a toxinas, efeitos colaterais medicamentosos. Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Homocisteína É um aminoácido no sangue que em níveis elevados pode se associar a um risco aumentado de doenças cardiovsculares e inflamação. Ferritina sérica Proteína que armazena ferro e libera-o de forma controlada. Serve como um marcador de reservas de ferro no corpo e de inflamação. Proteína C-Reativa (PCR) É uma proteína produzida pelo fígado em resposta à inflamação. 5-15 µmol/L Ótimo: > > > Alto: Deficiência de vitaminas do complexo B (B6, B12, folato), predisposição genética, doenças renais, uso de medicamentos, eventos coronarianos. Baixo: Pouco significativo. Série branca (hemograma completo com contagem de leucócitos) Refere-se a contagem e análise dos diferentes tipos de leucócitos, que são células imunológicas envolvidas na resposta inflamatória. 200-400mg/dL Ótimo: Alto: Inflamação aguda ou crônica, infecção, trauma, doenças inflamatórias, doença cardiovascular, câncer, gravidez, contraceptivos orais. Baixo: Doenças hepáticas graves, coagulação intravascular disseminada, desnutrição severa ou deficiência congênita de fibrinogênio. Fibrinogênio Proteína produzida pelo fígado que desempenha papel crucial na coagulação do sangue e na resposta à inflamação. CEO DA NUTRIÇÃOConceitos INFLAMAÇÃO: Resposta de proteção ao corpo no combate a patógenos ou lesões, causando inchaço, vermelhidão, calor e dor. Pode ser aguda ou crônica. PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA: Tendência aumentada para desenvolver certas deonças devido a características herdadas dos pais. EVENTOS CORONÁRIOS: Problemas no coração como ataques cardíacos causados por bloqueio das artérias coronárias. HEMOCROMATOSE: Acúmulo de ferro no organismo. TRAUMA: Lesão física resultante de um impacto, queda ou outro tipo de acidente. DOENÇAS HEMATOLÓGICAS: Doenças que afetam o sangue e seus componentes como anemia, leucemia e linfoma. TOXINAS: Substâncias tóxicas que podem causar danos ao corpo, produzidas por organismos vivos ou encontradas no ambiente. DOENÇAS AUTOIMUNES: Condições em que o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo, como lúpus e artrite reumatóide. COAGULAÇÃO INTRAVASCULAR DISSEMINADA (CIVD): Condição grave em que pequenos coágulos se formam em muitos vasos sanguíneos, esgotando os fatores de coagulação e causando sangramentos. DEFICIÊNCIA CONGÊNITA: Falta ou anormalidade de algo no corpo presente desde o nascimento, devido a fatores genéticos ou problemas no desenvolvimento pré-natal. CEO DA NUTRIÇÃO HORMONAL EM HOMENS Biomarcadores da função TESTOSTERONA SULFATO DE DEHIDROEPIANDROSTERONA (SDHEA) DIHIDROTESTOSTERONA (DHT) ESTRADIOL HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH) HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE (FSH) CORTISOL CEO DA NUTRIÇÃO Alto: Falência testicular primária, uso de medicamentos. Baixo: Insuficiência hipofisária, hipogonadismo secundário ou uso de esteroides anabolizantes. 20-29: 280-640 µg/dL 30-39: 120-520 µg/dL 40-49: 95-530 µg/dL 50-59: 70-310 µg/dL 60-69: 42-290 µg/dL Estradiol: Quando reduzido, pode estar associado a diminuição da densidade óssea, aumento do risco de osteoporose, e possíveis impactos negativos na libido e na função sexual. Enquanto seu aumento Pode levar a ginecomastia), disfunção erétil, infertilidade, e sintomas de feminização. Alto: Hiperplasia adrenal congênita, tumores adrenais, estresse crônico. Baixo: Insuficiência adrenal, doença de Addison ou envelhecimento. Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Testosterona Hormônio principal masculino, responsável pelo desenvolvimento de características sexuais masculinas, massa muscular, densidade óssea e libido. Hormônio Luteinizante (LH) Regula a produção de testosterona e espermatogênese. Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) Juntamente com o LH, regula a produção de testosterona e espermatogênese. Total: 400-1000ng/dL Ótimo: >500ng/dL Livre: 5-21ng/dL 30-85ng/dL > > > > Alto: Uso de esteroides, tumores testiculares ou hiperplasia adrenal. Baixo: Hipogonadismo, envelhecimento, obesidade, diabetes tipo 2 ou doenças crônicas. Cortisol manhã (sérico) Hormõnio do estresse, regula o metabolismo, resposta inflamatória e resposta ao estresse. 10-15 µg/dL (8 AM) Alto: Hiperplasia prostática benigna, câncer de próstata ou uso de esteroides. Baixo: Uso de inibidores da 5-alfa-redutase, hipogonadismo. O desequilíbrio hormonal pode levar a sintomas como fadiga, perda de libido, infertilidade, e condições como ginecomastia ou hiperplasia prostática. Os marcadores hormonais são essenciais para avaliar a saúde reprodutiva e geral dos homens. > Alto: Obesidade, doenças hepáticas, tumores produtores de estradiol. Baixo: Hipogonadismo, disfunções hipofisárias. Sulfato de Dehidroepiandrosterona (SDHEA) Hormônio produzido pelas glãndulas adrenais, serve como precursor para a produção dos hormônios sexuais como estrogênio e testosterona. ESTRADIOL (E2) É um tipo de estrogênio, um hormônio predominantemente feminino, mas presente em pequenas quantidades nos homens. DIHIDROTESTOSTERONA (DHT) Hormônio androgênico derivado da conversão da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase. É mais potente que a testosterona. 1.,8-8,6 mIU/mL Ótimo: 3-6mIU/mL 1,5-12,4 IU/L 10-40pg/mL > > Alto: Síndrome de Klinefelter, medicamentos, falência testicular primária. Baixo: Insuficiência hipofisária, hipogonadismo, esteroides. Alto: Síndrome de Cushing, estresse crônico, tumores adrenais. Baixo: Insuficiência adrenal, doença de Addison ou hipopituitarismo. Correlações clínicas: Testosterona: A redução pode afetar a libido masculina e a perda de massa muscular. SDHEA: Quando em níveis muito baixos, pode estar associado a fadiga, diminuição da libido, depressão, perda de massa muscular. DHT: Seu aumento pode levar a calvície de padrão masculino e ao crescimento da próstata, enquanto a diminuição pode estar associado à redução da libido, disfunção erétil, e problemas de desenvolvimento sexual. CEO DA NUTRIÇÃOConceitos ESPERMATOGÊNESE: Processo de produção de espermatozóides nos testículos. INSUFICIÊNCIA HIPOFISÁRIA: Falta de produção adequada de hormônios pela hipófise. HIPERPLASIA PROSTÁTICA: Crescimento anormal da próstata. HIPOPITUITARISMO: Condição em que a glândula pituitária não produz quantidades adequadas de um ou mais hormônios. DOENÇA DE ADDISON: Insuficiência adrenal primária, resultando em baixos níveis de hormônios corticosteroides. SÍNDROME DE CUSHING: Excesso de cortisol devido a condições que afetam as glândulas suprarrenais. SÍNDROME DE KLINEFELTER: Condição genética em que um homem possui um cromossomo X extra (XXY) afetando o desenvolvimento sexual. FALÊNCIA TESTICULAR: Perda completa da função dos testículos, resultando em deficiência na produção de espermatozóides e hormônios. 5-ALFA-REDUTASE: Enzima que converte a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), uma forma mais potente de hormônio masculino. HIPERPLASIA ADRENAL: Crescimento excessivo das glândulas adrenais, geralmente resultando em aumento da produção de hormônios sexuais. ESTEROIDES: Tipo de hormônio lipídico derivado do colesterol,incluindo hormônios sexuais e adrenalina. HIPOGONADISMO: Diminuição da função testicular, resultando em produção reduzida de hormônios sexuais. GINECOMASTIA: Crescimento anormal das glândulas mamárias em homens, resultando em aumento das mamas. CEO DA NUTRIÇÃO HORMONAL EM MULHERES Biomarcadores da função TESTOSTERONA SULFATO DE DEHIDROEPIANDROSTERONA (SDHEA) ESTRADIOL (E2) PROGESTERONA HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH) HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE (FSH) PROLACTINA GLOBULINA LIGADORA DE HORMÔNIOS SEXUAIS (SHBG) CORTISOL CEO DA NUTRIÇÃO Alto: Pode indicar menopausa, SOP ou insuficiência ovariana. Baixo: Insuficiência hipofisária, hipogonadismo hipogonadotrófico ou gravidez. Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Testosterona total Inclui testosterona ligada a proteínas como SHBG e albumina + testosterona livre (não ligada a proteínas). Hormônio Luteinizante (LH) Produzido pela hipófise que estimula a ovulação e a produção de progesterona nos ovários. Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) Hormônio produzido pela hipófise que estimula o crescimento dos folículos ovarianos. Total: 15-70ng/dL Ótimo: 20-50ng/dL Livre: 0.,1-6,4pg/mL Ótimo: 0,5-3,0pg/mL> > > > Alto: Pode sugerir SOP, hiperplasia adrenal congênita ou uso de esteroides. Baixo: Hipogonadismo, envelhecimento ou uso de contraceptivos orais. Alto: Menopausa, insuficiência ovariana ou SOP. Baixo: Hipogonadismo hipogonadotrófico, anorexia nervosa, hiperprolactinemia ou gravidez. Alto: SOP, tomores adrenais ou ovarianos ou uso de esteroides anabolizantes. Baixo:Pode sugerir uso de inibidores da 5- alfa-redutase, hipogonadismo ou deficiência de 5-alfa-redutase.. DIHIDROTESTOSTERONA (DHT) Hormônio androgênico derivado da conversão da testosterona pela enzima 5-alfa-redutase. É mais potente que a testosterona. Valor ótimo: Folicular: 2-8mIU/mL Ovulatória: 10- 25mIU/mL Lútea: 1-10mIU/mL Pós-menopausa: 20- 40mIU/mL 10-20 ng/dL Ótimo: 10-15 ng/dL > P A R TE 1 Valor ótimo: Folicular: 3-8mIU/mL Ovulatória: 6- 20mIU/mL Lútea:2-6mIU/mL Pós-menopausa: 30- 60mIU/mL Correlações clínicas: Relação LH/FSH: >3 indicativo de SOP Quando elevada com LH maior, pode indicar SOP (observar sinais e sintomas). Quando diminuída pode indicar condições normais do ciclo., ou insuficiência hipofisária ou hipogonadismo. Na menopausa ambos os hormônios estão elevados. Uma relação LH/FSH alterada com níveis altos de FSH pode indicar insuficiência ovariana precoce. A progesterona é geralmente baixa na fase ovulatória do ciclo menstrual e aumenta significativamente na fase lútea, sua avaliação ao longo do cilco é importante para entender a função ovulatória e reprodutiva da mulher. Progesterona Hormônio produzido pelo corpo lúteo nos ovários após a ovulação, importante para manter a gestação. Folicular: > Alto: Prolactinoma, hipotireoidismo ou uso de medicamentos. Baixo: Pouca relevância clínica. 6-23 µg/dL (8 AM) Ótimo: 10-18 µg/dL (manhã) > Cortisol - manhã Hormônio produzido pelas glândulas adrenais em resposta ao estresse e ao ritmo circadiano, regulando o metabolismo e a resposta imunológica. 18-144 nmol/L Ótimo: 30-80 nmol/L > Alto:Contraceptivos orais, hiperestrogenismo ou hipertireoidismo. Baixo: SOP, obesidade ou síndrome de Cushing. Níveis muito elevados de estrogênio podem sugerir endometriose, uma vez que essa doença é totalmente estrogênica, mas também se elevam em casos de tumores, por isso os valores devem ser cuidadosamente investigados e encaminhados ao médico especializado. As alterações podem estar relacionadas a terapias de reposição hormonal, uso de contraceptivos orais, tumores SOP, menopausa, disfunção ovariana, entre outros. P A R TE 2 Sulfato de Dehidroepiandrosterona (SDHEA) Hormônio produzido pelas glãndulas adrenais, serve como precursor para a produção dos hormônios sexuais como estrogênio e testosterona. 35-430 µg/dL Ótimo: Alto: Tumores produtores de estradiol, SOP, endometriose ou uso de contraceptivos orais. Baixo: Menopausa, hipogonadismo ou falência ovariana. A hiperprolactinemia pode causar galactorreia, infertilidade e alterações no ciclo menstrual como amenorreia. Os valores devem ser avaliados em conjunto com os demais marcadores (LH, FSH). A avaliação integrada permite identificar condições como SOP, insuficiência ovariana, distúrbios hipofisários e outras disfunções hormonais que podem impactar a saúde reprodutiva e geral da paciente. CEO DA NUTRIÇÃOConceitos SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP): Condição hormonal em mulheres que pode causar ciclos menstruais irregulares, aumento dos ovários e desequilíbrios hormonais que comprometem a função reprodutiva. ANOREXIA NERVOSA: Transtorno alimentar caracterizado por restrição extrema de calorias devido a uma visão distorcida do peso corporal. PROLACTINOMA: Tumor benigno na glândula pituitária que produz excesso de prolactina. AMENORREIA: Ausência de menstruação por períodos prolongados. GALACTORREIA: Produção de leite pelos seios fora do período de amamentação. ENDOMETRIOSE: Condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. HIPERPROLACTINEMIA: Condição em que há um nível elevado de prolactina, hormônio que estimula a produção de leite materno. Pode causar amenorreia, galactorreia e infertilidade. MENOPAUSA: Fase da vida de uma mulher quando os ovários param de produzir os óvulos e diminuem a produção hormonal. INSUFICIÊNCIA OVARIANA: Diminuição da função dos ovários antes dos 40 anos, levando a ciclos menstruais irregulares ou ausentes e infertilidade. HIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO: Condição em que os ovários não funcionam adequadamente devido a baixa estimulação hormonal pela glândula pituitária. ANOVULAÇÃO: Falta de liberação de um óvulo durante o ciclo menstrual. CLASS DA NUTRI Intolerâncias e alergias Biomarcadores para investigar Teste de Tolerância à lactose Anti-transglutaminase (TG-IgA) Anti-endomisio (EMA-IgA) Anti-transglutaminase (TG-IgG) CEO DA NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Teste de Tolerância à lactose Avalia a capacidade do corpo em digerir a lactose, um açúcar presente no leite. Anti-transglutaminase IgA (tTG-IgA) Detecta a presença de anticorpos contra a transglutaminase tecidual, um marcador de doença celíaca. Normal: aumento de glicemia de pelo menos 20mg/dL em relação a basal. Anormal: Aumento menor que 20mg/dL > Aumento: Digestão normal da lactose. Redução: Deficiência de lactase, compromentimento da absorção. Negativo: 20U/mL > Anti-endomísio IgA (EMA IgA) Detecta anticorpos que atacam o endomísio, usado para diagnosticardoença celíaca. > A doença celíaca pode ser confirmada por testes positivos de tTG-IgA, EMA IgA e possivelmente DGP IgA e IgG, são testes que identificam uma resposta autoimune ao glúten. Negativo: Ausência de anticorpos Positivo: Presença de anticorpos Anti-transglutaminase IgG (tTG-IgG) Usado quando há deficiência de IgA, para detectar doença celíaca. Negativo: 20U/mL > A intolerância à lactose pode ser identificada por testes de tolerância à lactose com medição da glicemia ou hidrogênio no hálito, indicando deficiência de lactase. Aumento: Sugere doença celíaca. Redução: Indica ausência de sensibilidade ao glúten. Aumento: Sugere doença celíaca, especialmente em pacientes com deficiência de IgA. Redução: Indica ausência de doença celíaca ou controle adequado da doença. Aumento: Alta especificidade para doença celíaca. Redução: Dieta sem glúten bem sucedida. A deficiência seletiva de IgA pode levar a falsos negativos, sendo assim, os anticorpos anti-transgluaminase IgG e anti-gliadina deamidada podem ser úteis na avaliação. O diagnóstico de alergias e intolerâncias deve ser feito por um médico especializado e as orientações nutricionais personalizadas devem ser feitas por um nutricionista após a obtenção dos resultados. CEO DA NUTRIÇÃOConceitos ANTICORPOS: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico para combater substâncias estranhas, como vírus e bactérias. LACTASE: Enzima produzida no intestino delgado que quebra a lactose (açúcar do leite) em glicose e galactose, para ser digerida e absorvida. ANTI-TRANSGLUTAMINASE: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico que atacam a enzima transglutaminase tecidual. INTOLERÂNCIA À LACTOSE: Incapacidade de digerir lactose devido a deficiência ou ausência da enzima lactase. DEFICIÊNCIA DE IgA: Condição em que o corpo produz níveis insuficientes da imunoglobulina A, um tipo de anticorpo que ajuda a proteger mucosas, como as do trato respiratório e digestivo. DOENÇA CELÍACA: Condição autoimune em que o consumo de glúten danifica o intestino delgado, causando má absorção de nutrientes. ENDOMÍSIO: Tecido conjuntivo que envolve cada fibra muscular. Anticorpos anti-endomísio atacam este tecido na doença celíaca. ANTI-GLIADINA: Proteínas produzidas pelo sistema imunológico em resposta à gliadina, uma proteína do glúten encontrada no trigo, centeio e cevada. CEO DA NUTRIÇÃO Metabolismo ósseo Biomarcadores do Cálcio Fósforo Paratormônio (PTH) Calcitonina Fosfatase alcalina óssea Vitamina D CEO DA NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Cálcio sérico Mineral essencial para a formação de ossos e dentes, contração muscular e coagulação sanguínea. Fósforo sérico Mineral essencial para a formação de ossos e dentes, metabolismo energético, e função celular. > Alto: Hipercalcemia (hiperparatireoidismo, neoplasias, intoxicação por vitamina D). Baixo: Hipocalcemia (hipoparatireoidismo, deficiência de vitamina D, insuficiência renal), pancreatite aguda. > Vitamina D (25-OH-D) sérica Vitamina essencial para a absorção de cálcio e saúde óssea. > No hiperparatireoidismo ocorre aumento de cálcio sérico e PTH, com um possível aumento da fosfatase alcalina. Enquanto que no hipoparatireoidismo estes marcadores diminuem. Paratormônio (PTH) sérico Hormônio produzido pelas paratireoides, regula os níveis de cálcio e fósforo no sangue. > Para rastrear risco de osteoporose e osteomalácia, deve-se monitorar níveis de cálcio, fósforo, PTH e vitamina D, para que os resultados orientem a suplementação e dietoterapia. Calcitonina sérica Hormônio produzido pela tireoide que ajuda a regular o nível de cálcio no sangue. Fosfatase Alcalina Óssea (FA Óssea) Enzima encontrada nos ossos e fígado, importante para a formação óssea. Total: 8,5-10,5mg/dL Ótimo: 9,4-10mg/dL Total: 2,5-4,5mg/dL Ótimo: 3,4-4mg/dL Total: 10-65pg/mL Ótimo: 20-40pg/mL Total: H: > Alto: Hiperfosfatemia (insuficiência renal, hipoparatireoidismo, ingestão excessiva), excesso de vitamina D, antiácidos, alcoolismo. Baixo: Hipofosfatemia(hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina D, uso prolongado de antiácidos., alcoolismo. Alto: Hiperparatireoidismo primário, insuficiência renal. Baixo:Hipoparatireoidismo, hipermagnesemia, deficiência de magnésio. Alto: Carcinoma medular da tireoide, hiperplasia das células C, doenças pulmonares, anemia perniciosa. Baixo:Pouco significativo. Alto: Doenças ósseas como Paget, osteomalácia, hiperparatireoidismo, hepatopatias.. Baixo: Deficiência de fosfatase alcalina, má nutrição, anemia severa. Alto: Toxicidade de vitamina D. Baixo: Deficiência, raquitismo, osteomalácia, baixa exposição solar, má absorção, doenças renais ou hepáticas. Na deficiência de vitamina D ocorre redução do cálcio sérico e do fósforo sérico, enquanto o paratormônio aumenta. Nas doenças renais crônicas é necessário avaliar regularmente estes marcadores para prevenir complicações ósseas e cardiovasculares. Deficiência: Alto: Hemocromatose, anemia hemolítica, suplementação excessiva de ferro, dano hepático, transfusões frequentes.. Baixo: Anemia ferropriva, sangramento gastrointestinal, perda sanguínea crônica, má absorção de ferro, anemia perniciosa. > > Correlações clínicas: Na deficiência de ferro ocorre alterações em que os níveis de ferro sérico, ferritina sérica e IST ficam reduzidos, enquanto os valores de TIBC estão aumentados. Capacidade Total de Ligação do Ferro (TIBC) Avalia a capacidade do sangue de transportar ferro, representando a quantidade de transferrina disponível para ligar-se ao ferro. > Na inflamação ou doenças crônicas, o ferro sérico reduz, a ferritina se eleva o permanece estável, enquanto ocorre redução no IST e TIBC. Índice de Saturação de Transferrina (IST) Percentual de transferrina saturada com ferro. 60-160µg/dL Ótimo: 50-100µg/dL Total: 4,63-204ng/mL Ótimo: 70-100ng/mL Total: 250-450µg/dL 20-50% Ótimo: 20-45% Alto: Hemocromatose, doença hepática, inflamação crônica, sobrecarga de ferro, infecções, hepatopatias. Baixo: Deficiência de ferro, anemia ferropriva. Alto: Deficiência de ferro, gravidez. Baixo: Sobrecarga de ferro, infecções crônicas, inflamação crônica. Alto: THemocromatose, anemia hemolítica. Baixo: Deficiência de ferro, anemia ferropriva. Quando há sobrecarga de ferro, ocorre aumento do ferrosérico, ferritina e IST. TIBC pode estar reduzida ou normal. Considere a história clínica, dieta e os sintomas apresentados pelo paciente juntamente com a avaliação dos marcadores indicados. CEO DA NUTRIÇÃOConceitos HEMOCROMATOSE: Excesso de ferro no organismo. ANEMIA PERNICIOSA: Anemia causada pela deficiência de vitamina B12. TRANSFERRINA: Proteína que transporta ferro no sangue para várias partes do corpo. ANEMIA HEMOLÍTICA: Destruição dos glóbulos vermelhos em uma velocidade que supera sua produção. HEPATOPATIAS: Doenças relacionadas ao fígado. CEO DA NUTRIÇÃO Status nutricional Biomarcadores do Cálcio Ferro sérico Fósforo Magnésio Zinco Ácido ascórbico Retinol Selênio Potássio Sódio Vitamina D Vitamina B12 Folato CEO DA NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Cálcio sérico Mineral essencial para a saúde óssea e funções neuromusculares. Magnésio sérico Mineral importante para funções neuromusculares, síntese proteica e função enzimática. > Alto: Hipercalcemia (hiperparatireoidismo, neoplasias, intoxicação por vitamina D). Baixo: Hipocalcemia (hipoparatireoidismo, deficiência de vitamina D, insuficiência renal). > > O ferro sérico sozinho não é um marcador confiável, avalie outros biomarcadores como ferritina, TIBC, Índice de Saturação da Transferrina (IST). Zinco sérico Mineral essencial para a função imunológica, síntese de DNA e cicatrização. > 8,5-10,2mg/dL 2,5-4,5mg/dL 70-150µg/dL Ótimo: >95µg/dL 0,6-2mg/dL Ótimo: >1mg/dL Alto: Hiperfosfatemia (insuficiência renal, hipoparatireoidismo, ingestão excessiva). Baixo:Hipofosfatemia (hiperparatireoidismo, desnutrição, uso prolongado de antiácidos). Alto: Toxicidade por zinco. Baixo: Deficiência de zinco (má absorção, desnutrição, alcoolismo). Alto: Toxicidade (condição rara).. Baixo: Escorbuto. O sódio e o potássio são essenciais para o equilibrio de flúidos corporais e função nervosa, desequilíbrios podem causar arritmias cardíacas, fraqueza muscular, afetar a pressão arterial e a função neuromuscular. A deficiência de vitamina C pode comprometer a síntese de colágeno e a função antioxidante, além de levar a fragilidade capilar e problemas de cicatrização. Fósforo sérico Mineral crucial para a formação óssea, produção de energia e regulação do pH. Ferro sérico Mineral essencial para o transporte de oxigênio no sangue. Vitamina D (25-OH-D) Vitamina essencial para a saúde óssea, imunidade, regulação óssea e muito mais. Ácido Ascórbico (Vitamina C) Essencial para a síntese de colágeno, função imunológica e antioxidante. P A R TE 1 60-160µg/dL Ótimo: 50-100µg/dL 1,7-2,2mg/dL Ótimo: >2,1mg/dL Deficiência: Alto: Hemocromatose, anemia hemolítica, excesso de suplementação. Baixo: Anemia ferropriva, desnutrição, perda crônica de sangue. Alto:Hipermagnesemia (insuficiência renal, uso excessivo de suplementos). Baixo: Hipomagnesemia (desnutrição, alcoolismo, uso de diuréticos). > >Alto: Excesso de suplementação. Baixo: Deficiência de vitamina D (baixa esposição ao sol, má absorção). CEO DA NUTRIÇÃO Valores de referência:Exames solicitados: Interpretação: Aplicação clínica: Selênio sérico Mineral essencial para a função antioxidante e imunológica. Vitamina B12 Essencial para produção de glóbulos vermelhos e função neurológica. > Alto: Toxicidade. Baixo: Baixa ingestão nutricional, doença de Keshan. > > A avaliação do status nutricional é essencial para rastrear carências nutricionais, toxicidades e condições clínicas que possam estar afetando a saúde dos pacientes. Folato (Vitamina B9- Ácido fólico) Essencial para a síntese de DNA e divisão celular. > A deficiência de B6, B1, B2, B5, é mais difícil de acontecer, por isso seus biomarcadores podem não ser tão específicos e confiáveis. 70-150ng/mL Ótimo: 120-150ng/mL 3,5-5,0mmol/L 200-900pg/mL Ótimo: >500pg/mL Alto: Hipercalemia (insuficiência renal, uso de diuréticos poupadores de potássio). Baixo: Hipocalemia (diarreia, vômitos, uso de diuréticos). Alto: Inflamação, doenças hepáticas, doenças renais e hematológicas. Baixo: Anemia perniciosa, má absorção, dieta vegetariana estrita. Uso de medicamentos “anti-folato”: Sulfassalazina, ácido vapróico, quimioterápicos, anticoncepcional, metformina. Mudança no pH (hipocloridria), uso de Omeprazóis, medicamentos tamponantes (bicarbonato de cálcio), alterações gástricas, metformina, são alguns dos possíveis causadores da deficiência de vitamina B12. Potássio sérico Mineral crucial para a função neuromuscular e equilíbrio eletrolítico. Sódio sérico Mineral essencial para equilíbrio de fluidos e função neuromuscular. P A R TE 2 63-80 µg/dL 135-145mmol/L Retinol (Vitamina A) sérico Essencial para a visão, função imunológica e saúde da pele. 2,5-20ng/mL Ótimo: >12ng/mL Alto:Toxicidade. Baixo: Deficiência (cegueira noturna, xerose). Alto: Hipernatremia (desidratação, ingestão excessiva de sódio). Baixo: Hiponatremia (excesso de líquidos, insuficiência renal, síndrome de excreção inapropriada de ADH). Alto: Suplementação excessiva. Baixo: Deficiência (anemia megaloblástica, desnutrição, má absorção), alcoolismo), uso de pílulas anticoncepcionais. > > Avalie a história clínica, ingestão alimentar do paciente e o uso de suplementos. Perguntas que você deve se fazer antes de solicitar qualquer exame: É realmente necessário? Este exame vai me ajudar a avaliar melhor o meu paciente? O meu paciente pode arcar com os custos? Os resultados podem mudar minha conduta? Exames são uma excelente ferramenta de acompanhamento nutricional, mas não devem ser solicitados de maneira irresponsável, priorize o seu paciente e as suas necessidades, além disso, considere sempre evitar custos desnecessários. Nutricionistas não dão diagnósticos, se perceber alterações bioquímicas no seu paciente, encaminhe-o ao profissional especializado e priorize o acompanhamento multidisciplinar. CEO DA NUTRIÇÃO Não se apegue aos números. É possível ocorrer alterações bioquímicas sem sintomatologias, observe os hábitos alimentares do seu paciente e a sua rotina como um todo.