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Sigmund Freud (1856-1939) – Psicanálise Fases Psicossexuais: Freud acreditava que o desenvolvimento da personalidade passava por cinco estágios, cada um centrado em uma área do corpo (zona erógena): Teoria Principal: Freud foi o criador da psicanálise, uma abordagem que foca em como o inconsciente influencia o comportamento e a personalidade. Ele propôs que as experiências de infância e os conflitos internos, especialmente aqueles relacionados à sexualidade, são determinantes para a formação da personalidade ao longo da vida. 1- Oral (0-2 anos): O prazer está na boca (sucção, morder). Se os conflitos dessa fase não forem resolvidos, pode haver uma fixação em comportamentos orais (como fumar ou comer em excesso) na vida adulta. 2- Anal (2-4 anos): Controle das fezes e prazer com retenção ou liberação. As crianças experimentam prazer ao controlar ou liberar as fezes. Uma fixação nesta fase pode levar a uma personalidade obsessiva e controladora (anal-retentiva) ou desorganizada (anal-expulsiva). 3- Fálica (4-5 anos): Foco nos genitais e início da identificação com o genitor do mesmo sexo (Complexo de Édipo e Electra), nos quais as crianças desenvolvem sentimentos de atração pelo genitor do sexo oposto e rivalidade com o genitor do mesmo sexo. 4 - Latente (6-12 anos): Energia sexual é sublimada para outras atividades. A energia sexual é reprimida e as crianças se concentram em habilidades cognitivas e sociais. 5-Genital (adolescência em diante): Maturidade sexual e busca de relacionamentos. Durante a adolescência, a maturidade sexual se desenvolve, e os indivíduos buscam relações íntimas e emocionais saudáveis. Mecanismos de Defesa: Estratégias inconscientes usadas pelo ego para lidar com os conflitos internos e externos (ex: repressão, projeção, negação). 4. Jean Piaget (1896-1980) – Teoria Cognitiva · Estágios de Desenvolvimento: Teoria Principal: Piaget foi um dos principais teóricos do desenvolvimento cognitivo e acreditava que as crianças constroem ativamente o conhecimento à medida que interagem com o mundo ao seu redor. Ele propôs que esse desenvolvimento ocorre em estágios sequenciais e universais. Sensório-Motor (0-2 anos): O conhecimento é adquirido por meio da interação direta com objetos e pessoas. Durante esse estágio, as crianças desenvolvem a permanência de objeto. Pré-Operacional (2-7 anos): As crianças começam a usar linguagem e símbolos para representar o mundo, mas ainda apresentam pensamento egocêntrico, ou seja, têm dificuldade de ver as coisas do ponto de vista dos outros. Operações Concretas (7-12 anos): As crianças começam a ser capazes de resolver problemas concretos, como noções de conservação e quantidade. Operações Formais (12 anos em diante): Pensamento lógico e abstrato, incluindo a capacidade de fazer raciocínios hipotéticos. · Processos Cognitivos: 1-Assimilação: É o processo de incorporar novas informações a um esquema existente, sem modificar esse esquema. Exemplo: Uma criança que já conhece o conceito de "cachorro" e vê um novo cachorro diferente da raça que ela conhece. Ela assimila a nova informação ao seu esquema de "cachorro". 2 – Acomodação: Ocorre quando a nova informação não se encaixa nos esquemas existentes e, por isso, o esquema precisa ser modificado ou criado. Exemplo: Uma criança que pensa que todos os animais que voam são "pássaros" e vê um morcego. Ao perceber que morcegos não são pássaros, ela acomoda essa nova informação criando um esquema diferente para morcegos. 3-Equilibração: É o processo de buscar um equilíbrio entre assimilação e acomodação, ajustando os esquemas mentais para lidar com novas informações. Princípios da Teoria de Erikson Desenvolvimento ao Longo da Vida: Erikson argumentou que o desenvolvimento ocorre em oito estágios sequenciais, cada um associado a uma crise específica que reflete uma tarefa importante de desenvolvimento. Os estágios (6,7 e 8 não fazem parte da infância e adolescência. 1. Confiança x Desconfiança (0-2 anos): O bebê desenvolve confiança nos cuidadores quando suas necessidades (alimentação, conforto) são atendidas de forma consistente. Resultado positivo: Sentimento de segurança no mundo. Resultado negativo: Desconfiança e insegurança. 2. Autonomia x Vergonha e Dúvida (2-4 anos): As crianças começam a explorar o mundo e exercitar o controle (como o controle esfincteriano). Resultado positivo: Sentimento de autonomia e independência. Resultado negativo: Vergonha ou dúvida em relação às próprias capacidades. 3. Iniciativa x Culpa (4-6 anos): A criança começa a planejar atividades, fazer escolhas e explorar sua criatividade. Resultado positivo: Desenvolvimento de iniciativa e liderança. Resultado negativo: Sentimento de culpa por ser excessivamente controlada. 4. Indústria x Inferioridade (6-12 anos): O foco está no aprendizado de habilidades e na competência escolar e social. Resultado positivo: Sentimento de competência e habilidade. Resultado negativo: Sentimento de inferioridade ou inadequação. 5. Identidade x Confusão de Identidade (12-18 anos): O adolescente explora sua identidade pessoal, crenças e valores. Resultado positivo: Sentido claro de identidade e propósito. Resultado negativo: Confusão sobre quem é e qual é o seu papel no mundo. Lev Vigotski (1896-1934) enfatiza o papel do contexto sócio-cultural no desenvolvimento cognitivo Abordagem: Sociointeracionista. Princípios básicos:O desenvolvimento ocorre pela interação social e pelo contexto histórico-cultural. A linguagem é a principal ferramenta de mediação entre o pensamento e o comportamento. Contribuições Principais · Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP): Um dos conceitos mais influentes de Vigotski, que destaca a importância de apoios sociais no aprendizado. As crianças podem alcançar maiores capacidades cognitivas quando auxiliadas por alguém mais experiente. · Mediação Cultural: Vigotski acreditava que o aprendizado não ocorre isoladamente, mas é mediado por ferramentas culturais como a linguagem, que desempenham um papel essencial na construção do pensamento e do conhecimento. · Internalização: O processo pelo qual as funções sociais externas (como a ajuda de um adulto) se tornam internas, ou seja, a criança aprende a fazer algo sozinha depois de ter sido ajudada. John Bowlby Bowlby desenvolveu a teoria do apego, focando na importância dos vínculos emocionais precoces: · Apego: Vínculo emocional entre a criança e seu cuidador primário · Base segura: O cuidador como fonte de segurança para exploração do mundo · Modelos internos de trabalho: Representações mentais das relações, formadas na infância · Tipos de apego: Seguro, ansioso-ambivalente, evitativo, desorganizado Bowlby argumentou que o apego precoce tem um impacto duradouro no desenvolvimento emocional e social. John Watson Watson foi um dos fundadores do behaviorismo, focando no comportamento observável: · Condicionamento clássico: Aprendizagem por associação de estímulos · Ênfase no ambiente: O comportamento é moldado principalmente por fatores externos · Tabula rasa: Ideia de que as crianças nascem como "tábulas rasas" a serem preenchidas pela experiência Watson acreditava que o ambiente era o fator determinante no desenvolvimento infantil.