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Psicologia do desenvolvimento Conceitos iniciais Papalia discorda de Philippe Ariér sobre a criança ser um adulto em miniatura, pois na Grécia antiga era possível observar brinquedos e que a criança poderia ser criança Perspectivas teóricas · Perspectiva da aprendizagem – Skinner · Perspectiva psicodinâmica (ou psicanalítica) – Freud/Erik Erikson · Perspectiva cognitivo-desenvolvimental – Piaget · Perspectiva contextual – Vygotsky/Brofenbrenner Perspectiva da aprendizagem Endossam a opinião de John Locke de que a mente do recém-nascido é uma folha de papel em branco. CONDICIONAMENTO CLÁSSICO – PAVLOV Parte-se de um ato instintivo reflexo inato de base O condicionamento ocorre quando se emparelha o estímulo incondicionado (Us) com um estímulo neutro (Sn), se for possível, o que era neutro vai passar a ser estímulo condicionado eliciando uma resposta condicionada: CONDICIONAMENTO OPERANTE - SKINNER Há uma ação no meio que vai reagir a ela (o meio que vai condicionar ou não). Para que o condicionamento se efetue, é necessário que o organismo seja estimulado pelas consequências (positivas ou negativas) de seu comportamento. Consequência Resposta Reforço + Introduz um estímulo - Retira um estímulo aversivo Punição + Introduz um estímulo aversivo - Retira algo bom Reforço – aumenta a frequência de um comportamento ocorrer ou continuar ocorrendo Punição – diminui a frequência de um comportamento ocorrer Modelagem – comportamentos são reforçados até adquirirem uma forma determinada Bandura, outro autor behaviorista, fala de modelação, que é a aprendizagem por observação, copia-se modelos que faz sentido para a pessoa. Para Skinner, a definição de personalidade pode ser compreendida como uma coleção de padrões de comportamento. Perspectiva psicodinâmica (ou psicanalítica) O comportamento é governado por processos inconscientes e conscientes. Representada por Freud e a teoria do desenvolvimento psicossexual e Erikson com a teoria psicossocial do desenvolvimento humano. TEORIA PSICOSSEXUAL Para Freud, o Id, Ego e Superego não estão presentes desde o nascimento. O bebê é Id, a partir do desenvolvimento que as outras estruturas da personalidade vão se formando. O ego começa a se desenvolver aproximadamente aos dois anos. Fases do desenvolvimento infantil – a cada nova organização da libido, apoiada em uma zona erógena corporal, caracterizará uma fase do desenvolvimento: Oral (0-6m/1 ano) Boca é a zona erógena (prazer ligado à ingestão de alimentos e a excitação da mucosa labial e cavidade bucal) Incorporação do objeto Anal (1/2 – 3 anos) Relação objetal ativo-passivo Fálica (3/4 – 5/6 anos) Reconhece apenas uma espécie: o menino O Complexo de Édipo no menino gera a angústia da castração; na menina, há a inveja do pênis e angústia de perder o amor do ser amado Latência (6/7 anos – 11 anos) Parada da ebulição sexual Concentra a energia na socialização e aprendizagem Caracterizada por um maior investimento no plano social, processos coletivos, socialização escolar Dessexualização das relações objetais e relações afetivas Fálica (11/12 anos em diante) Puberdade, subordinação da pulsão sexual à função reprodutora TEORIA PSICOSSOCIAL Desenvolvimento como um processo gradual. Teoria considerada um modelo do ciclo vital. Ênfase do papel do ego (ao invés do Id) no processo de socialização (em detrimento da libido) Princípio epigenético – o desenvolvimento ocorre em estados sequenciais e definidos. Cada fase é marcada por uma crise. Caso não ocorra a resolução eficaz de determinado estágio, vai acompanhar a pessoa até a terceira idade. Confiança vs desconfiança (0 – 18 meses) A importância da qualidade da relação com a mãe Desenvolver confiança no cuidador central e na própria capacidade Desenvolver apego seguro Confiança – esperança Desconfiança – dificuldades de relacionamento Autonomia vs vergonha e dúvida (18 meses – 3 anos) Desenvolver habilidades motoras que levem a maior independência e autonomia (autocontrole, verbalização das vontades, possibilidades de escolas) Compreende que uma pessoa independente é aquela que toma decisões Pode desenvolver vergonha se suas conquistas não forem manejadas adequadamente Autonomia – vontade, diferenciar o certo e o errado Durante a vida sempre será confrontada pela vergonha e dúvida Iniciativa vs culpa (3 – 5 anos) Aprender a organizar atividades em torno de algum objetivo, tornar-se mais assertivo e agressivo Desenvolver novas experiências e capacidade para lidar com o fracasso Se a sua curiosidade sexual e intelectual for reprimida e castigada, ela poderá desenvolver sentimento de culpa e diminuir sua iniciativa de explorar novas situações ou de buscar novos conhecimentos Iniciativa – Objetivo, coragem de conceber e buscar metas Culpa – medo de perseguir objetivos, não toma iniciativa, pouca autoconfiança e desejo de realização Produtividade vs inferioridade (6 – 11 anos) Relacionada ao período de latência Desenvolve a capacidade instrumental (conquistar admiração produzindo coisas), o que acarreta interação com os outros (fazer coisas para e com os outros) Fracasso pode levar ao sentimento de inadequação e inferioridade social Caso tenha dificuldades, o próprio grupo vai criticá-la, passando a viver a inferioridade em vez da construtividade Produtividade – competência, autoestima Inferioridade – retraimento e vergonha, inaptidão Identidade vs confusão de papeis (12-15/18 anos) Puberdade e adolescência, a identidade do ego está baseada numa reconfiguração dessa identidade para além da família (grupos sociais) Fase da crise de identidade – processo normal e necessário para integração do selg Moratória social – período de pausa necessária a muito jovens, de procura de alternativas e de experimentações de papeis que vai permitir um trabalho e elaboração interna Identidade – Fidelidade. Senso de dever nos relacionamentos, percepção satisfatória do self Confusão – confusão de identidade que atrasa da maturidade psicológica do indivíduo, não tem certeza de quem é Intimidade vs isolamento (15/18 anos – 24 anos) Jovem adulto – percepção de integrado no mundo. Fundir sua necessidade com a de outros. Estar íntimo de si Formar relacionamento íntimo que vá além do amor adolescente, casar e formar seu núcleo familiar próximo Intimidade – criação e manutenção de relacionamentos amorosos, amor Isolamento – incapacidade de criar laços sociais sólidos e relacionamentos íntimos Generatividade vs estagnação (25 – 50 anos) Maturidade, preocupação em preparar o terreno para as próximas gerações Avalia o que realizou em vida e o que quer deixar para a posteridade Generatividade – cuidar Estagnação – fixação no passado, centrado em si mesmo, estagnado Integridade do ego vs desesperança (+ 55 anos) A segurança acumulada do ego, conquista culminante da vida adulta tardia, senso de integridade do self Reflexão e aceitação da própria vida para aceitar a própria morte Integridade – sabedoria Desesperança – não há mais tempo de recomeçar e tentar novos caminhos, fracasso e aborrecimento US (estímulo incondicionado) UR (resposta incondicionada) Sn (Estímulo neutro) Cr (resposta condicionada) Cs (estímulo condicionado)