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N U T R I Ç Ã O
A N I M A L
O conteúdo presente não é de minha autoria.
C�nteúd�s
● Introdução à nutrição animal
● Programa nutricional para cães e gatos
● Micro Ingredientes e aditivos
● Manejo alimentar de cães e gatos
● Distúrbios alimentares
● Dietas terapêuticas
● Introdução a nutrição de grandes
● Água na nutrição de ruminantes
● Alimentos
● Nutrição de ruminantes
● Cálculo de ração
● Manejo nutricional de equinos
● Manejo nutricional de suíno
● Deficiência minerais em bovinos
… . Intr�dução à nutrição animal ……… .
Nutrição animal: "Ciência que integra o conjunto de
processos em que se realizam a digestão, absorção
e o metabolismo dos nutrientes contidos no
alimento, para realizar as funções vitais.”
Objetivo: suprir todos os nutrientes em quantidade
e proporção, como água, carboidratos, proteínas,
lipídios, minerais e vitaminas pois nem todo animal
tem acesso a esses nutrientes.
No século XVIII Lavoisier diz “ a vida é uma função
química”. Com a descoberta do nutriente surgiu a
conceituação dietética e então a bromatologia,
ciência que estuda os alimentos, composição
química, valor nutricional e energético e efeitos (foi
o pilar para formulação e bem-estar).
A etapa mais trabalhosa é determinar as
estimativas das exigências nutricionais devido a
diferença de espécies, raça, idade, taxa de
crescimento distinto, graus de atividade física,
estado fisiológico (gestação, lactação).
Alimentação balanceada
É necessário a utilização de conhecimentos aliados
à tecnologia de programação para formulação de
rações, dietas e suplementos equilibrados.
Recursos para melhorar as características
digestivas da ração: extorsão, floculação, cozimento,
pasteurização (objetivo de melhorar a digestibilidade
e controle microbiológico).
Desafios futuros: nutrigenética (avalia a intenção de
hábitos alimentares e perfil genético) e
nutrigenômica (como os nutrientes da dieta podem
influenciar a expressão gênica)
● Alimento industrializado: aquele que é
submetido a qualquer tipo de
processamento industrial
● Alimento natural: aquele composto por
ingredientes de origem vegetal, animal ou
mineral no seu estado natural, sem
elementos sintetizados quimicamente.
A carga tributária do produto pets é um fator
importante a ser considerado, uma vez que são
considerados supérfluos.
Importância para o conhecimento: cadeia de preparo,
marketing e logística, em reduzir o desperdício
(maior tempo de prateleira), em desenvolver novos
produtos.
Anatomia do trato digestório
O conhecimento do tubo digestivo é importante
para a nutrição do pet devido a relação TGI e o
mecanismo digestivo, transformando moléculas
maiores em outras mais simples para maior e
melhor absorção.
● Boca: apreensão, mastigação, mistura,
deglutição.
●
1
● Dentes: 6 incisivos e 2 caninos (cão e gato)
O cão possui mais pré-molares e molares
que o gato, assim a dentição dos cães
sugere uma dieta onívora e do gato
carnívora.
●
● Glândulas salivares: secretam saliva que
lubrifica o alimento, é liberada por estímulo
visual e olfativo. É importante na
termorregulação dos cães.
●
● Língua: Onde se encontram as papilas. Os
gatos têm espículas nessa região que
servem para limpeza, cópula e alimentação.
●
● Esôfago: faz o transporte da digesta da
boca até o estômago por movimentos
peristálticos.
●
● Estômago: local de estocagem e digestão do
alimento. Nos gatos o formato da ração
tem influência, a triangular terá sua
digestão mais lenta do que as
arredondadas.
- Tempo de liberação do quimo para o
intestino delgado: cão (17 a 250
min), gato (25 a 450 min), varia de
acordo com oconteúdo energético
viscosidade do alimento, tamanha
ingestão de água.
-
● Intestino delgado (duodeno, jejuno, íleo):
canal que comunica o estômago com o
intestino grosso. Realiza a digestão e a
absorção dos nutrientes, alcaliniza o quimo
e mistura o alimento por movimento
peristálticos para expor as partículas para
terem maior contato com as vilosidades
para absorção.
●
● Intestino grosso (ceco, cólon, reto, anus):
Absorção de água e eletrólitos. As bactérias
do cólon podem digerir fibras não digeridas
nas etapas anteriores, com isso gera a
formação de ácidos graxos voláteis que dá o
odor das fezes.
A vilosidade intestinal tem sua porção sanguínea e
vasos linfáticos. É pelos vasos linfáticos que vai ser
drenado para corrente sanguínea.
Todos os compostos iniciais se tornam moléculas
menores para melhor absorção
O cão é anatomicamente carnívoro, tem hábito
alimentar de onívoro (proteína e carboidrato como
fonte de energia) e ausência da amilase.
O gato é carnívoro estrito (proteína como fonte de
energia) e ausência da alfa-amilase.
2
…..Pr�grama nutrici�nal para cães e gat�s…
Nutrição X tempo
A partir dos anos 2000 as rações secas ganharam
destaques e nelas passaram a conter as exigências
nutricionais necessárias para o animal. Em 2015
ganharam destaque as rações terapêuticas.
O que é importante?
● A NUTRIÇÃO, levando em consideração a
exigência básica para alimentação,
dependendo assim de espécie, fisiologia, fase
de vida, condição de saúde, habitat e estilo
de vida.
● Saber modo de processamento e
apresentação e categoria das rações.
● Saber realizar o manejo alimentar depende
da espécie, idade, habitat, estilo de vida… O
ideal é fracionar a ração e não dar tudo de
uma vez
Nutrientes e exigência nutricional
Energia não é nutriente mas sim fonte do
nutriente. A gordura fornece mais energia, seguido
da proteína e do carboidrato.
A energia serve para o desenvolvimento e
funcionamento normal do organismo, suprindo as
necessidades nutricionais e/ou energéticas, é útil na
manutenção, crescimento, reprodução, lactação e
exercício físico, ou seja, é necessária para a
sobrevivência.
● Energia bruta: energia química total
presente no alimento, há de 0-30% de perda
nas fezes pois não ocorre a oxidação
completa
● Energia digestível: energia do alimento que é
absorvida após o processo de digestão.
● Energia metabolizada: diferença entre a
energia bruta consumida na ração e a
energia bruta excretada.
● Energia líquida: energia produzida.
Energia do alimento
A capacidade do alimento de suprir a necessidade
energética do animal depende da sua natureza
físico-química. Um fator que determina o valor a
ser ingerido é que, em alta caloria, deve fornecer
menor volume e em baixa caloria, maior volume.
Todas as necessidades nutricionais devem ser
supridas quando se satisfaz a necessidade.
Fatores que influenciam a ingestão de energia:
- Internos: condição da ração e fisiologia do
animal (doenças, distensão gástrica,
mudanças nas concentrações plasmáticas
de nutrientes, hormônios e peptídeos).
- Externo: manejo (disponibilidade do
alimento, horário e quantidade, textura e
composição).
Carboidratos
Tem baixa digestão e fornece uma energia (realiza a
manutenção dos processos vitais) mais barata.
Está presente de 30 a 60% nos alimentos secos.
3
É bom para saúde intestinal pois alguns alimentos
que além de CHO fornecem fibras que ajudam na
motilidade intestinal e outros;
● Carboidratos absorvíveis: glicose (fonte
primária e energia para cães)
● C. digeríveis: lactose, sacarose e amido
● C. fermentáveis: oligossacarídeos, tem
função pré-biótica.
● C. não fermentáveis: lignina, celulose, amido
resistente…
Fontes de CHO para pets: milho, arroz integral, trigo,
polpa de beterraba, cenoura desidratada, aveia e
derivados, sorgo, farinha de soja.
Amido
Representa 40-60% da massa seca nas rações.
Ele fornece energia e chega em forma de glicose na
corrente sanguínea. Além disso, ajuda na
digestibilidade e é convertido
em fonte proteica em alguns animais.
Sua função estrutural no extrusado são na forma,
na textura, na dureza, na densidade e palatabilidade.
- Glicemia pós prandial: tem rápida absorção
de açúcar, assim sendo mais rápido e
intensiva a curva glicêmica
Existem amidos de digestão rápida e completa,
digestão lenta e completa e amidos resistentes.
Fibra
Presente de 1 a 6,5% nos alimentos secos, são
resistentes a enzimas digestivas e---------------- 100% = 81, 5 %
4,97(déficit) ------- X
PB: 6,1 ---------- 100% = 30,8 %
1, 88 --------- x
Quadrado de Pearson
Utilizado para fazer a mistura do farelo de soja e
farelo de milho.
Farelo de soja: 35 ---- 100 = 60% x 0,80 = 48% NDT
21 ---- x
+
Fubá de milho: 35 ---- 100 = 40% x 0,85 = 34% NDT
14 ---- x
= 82% NDT
Passo 5: Ração da vaca
Concentrado:
Farelo de soja: 6,1 --- 100% = 3,66 kg
x ----- 60%
Fubá de milho: 6,1 ---- 100% = 2,44 kg
x ----- 40
100 ------------- 90 (MS)
x -------------- 6,1 = 7kg em matéria natural, sendo
4,2 de farelo de soja e 2,8 de farelo de milho
Volumoso:
Silagem de milho: 35 ---------- 100%
14,7 -------- X = 42kg
33
Manejo nutrici�nal de equin�s…
Estilo de alimentação: baixo volume por vez
(estômago pequeno para um maior trato digestório),
frequência alta de alimentação, cavalo antes era uma
presa e. Precisava fugir de predadores
Dieta atual: diferente do estado natural, frequência
mais comum 2x ao dia (por isso causa cólica), volume
por vezes alto.
Regras da boa alimentação: disponível água limpa e
fresca, trabalho leve ao menos 2 refeições, trabalho
intenso ao mesmo 3 refeições.
Pesar comida è mais importante do que o volume e a
dieta deve ser dada de acordo com a intensidade de
trabalho.
Cuidado com rações amolecidas e poeirenta, deve
evitar alterações na dieta (sempre gradativamente).
+ Não alimentar logo após exercício físico.
Analisar alimentos
● Energia
● Proteína
● Vitamina
● Minerais
Alimentos mais importantes: Verde picado (Napier),
milho, aveia, farelo de trigo, ração (cuidado no
armazenamento), sal mineral.
Cuidados
São monogastricos, deve fornecer o alimento de
maior qualidade e sempre com fracionamento para
evitar cólica pós tem estômago pequeno e nao tem
armazenamento de comida muito grande, alem de
nao eructar, o excesso de gás fica preso.
Utilma refeição do dia mais volumosa para evitar
cólica na madrugada.
Manejo nutrici�nal de suíno…
O maior foco e na nutrição dos leitões pois e a fase
mais complicada por não tem maturidade digestória.
As rações visa suprir o que tiria no leite manterno
para evitar infeções.
Importante: Controle e qualidade, desinfeção dos
sistemas/equipamentos, lavar e desinfectar
reservatórios a cada 6 meses, bebedouro especifico
de cada fase
Dieta: nos dias atuais tem adição de antibióticos,
probióticos, prebioticos e enzimas para melhor
eficiência e conversão alimentar.
Exigências nutricionais: Exigências especificadas para
cada categoria animal, levando em conta o GP
esperado, potencial genético, fase de criação entre
outros.. (taxa de deposição de proteína e consumo de
ração)
Fatores que variam de acordo com cada categoria
● Forma de alimentação: a vontade, restrita
● Apresentação: farelada, peletizada
● Administração: seca, úmida, lliquida
34
…………………. Deficiência minerais em b�vin�s ……………….
Funções dos minerais
Estrutural:mineral constituinte do tecido corporal
Fluidos orgânicos: suor (Na), sangue (Fe)
Bio catalisadores: gerente de uma reação química
É necessário minerais e vitaminas porém o essencial
è >>> água nitrogênio > energia
(milho) > minerais
Chuvas: energia > proteína > minerais
Desempenho do animal depende do teor do mineral
adequado na dieta, não ocorre a deficiência com
vários elementos ao mesmo tempo, a medida que
práticas agronômicas são implementadas para
elogiar a pastagem, a deficiência de P tende a
desaparecer, a correção da deficiência de P è a mais
cara.
As deficiência de Ca Mg, S, K, Mn, NI, Cr em animais
criadas em condições naturais não foram
comprovado as deficiências
Deficiência no Brasil : Na, P, Co e Cu. Se è pouco
comum
Cálcio
Grãos são ricos em P e pobres em Ca e os alimentos
verdes são ricos em Ca. Ou seja, a deficiência de Ca
ocorre em animais que comem grãos.
Fósforo
Volumosos têm teores limitantes de P. Caso o animal
de vida livre apresenta problema nos ossos, não é
problema no Ca pois não tem déficit de Ca em vida
livre, mas pode ser de fósforo.
- Sinais de deficiência: baixa fertilidade, baixo
ganho de peso, alterações esqueléticas e
osteofagia .
Sódio
Os alimentos são pobres em sódio, o mesmo esta
presente no sal marinho. Ou seja, hà uma grande
deficiência de sódio nos animais
- Sinais: fome exagerada do sal, alotriofagia
(comer coisas estranhas), urofagia (beber
urina) e geofagia (comer terra).
Cobalto
Importante na síntese de vitamina b12
- Sinais: perda de apetite em pastos verdes
abundante, prega de peso, roer casco de
árvores.
Cobres
É comum no ruminante criados a pasto
- sinais: fragilidade óssea, baixa resistência,
falta de pigmentação no pelo (inclusive ao
redor dos olhos)
Selênio
Não é comum a deficiência
- Sinais: desordens reprodutivas e necrose
muscular
Antes de dizer que o animal tem retenção de
placenta tem relação com o selênio deve verificar
doenças de esfera reprodutiva.
A suplementação só trás efeito ao animal e retorno
econômico quando dado de forma correta. O
reconhecimento dos sinais da deficiência pode ser
feito por qualquer pessoa com conhecimento de
ruminantes, mas apenas o veterinário pode dar o
diagnóstico.
35
36tem alta
fermentabilidade e elevada solubilidade.. Ajuda na
saúde intestinal.
As dietas para perda de peso, diabetes e light usam
mais fibras.
Para ruminantes e equinos a sua fermentação gera
ácidos graxos orgânicos que geram energia.
Proteína e Aminoácidos
Em carnívoros a gliconeogênese é uma fonte rápida
do consumo no qual a proteína é transformada em
glicose pelo fígado e rins. As vias da gliconeogênese
são sempre ativas e a glicemia permanece normal.
Competens estruturais: pelo, pele, unhas, tendões,
ligamentos, cartilagens, componentes dos ácidos
nucleicos...
- É bem palatável
- Alto valor biológico devido a composição e
disponibilidade dos a.a.
Existem aminoácidos essenciais (deve ser obtido
através do alimento) e não essenciais (organismo é
capaz de sintetizar).
Os gatos têm deficiência no ciclo da ureia, eles
acumulam nutrientes e ocorre intoxicação por
insuficiência de certas enzimas.
Fontes de proteínas para pet food:
● Origem animal: subprodutos de graxarias e
frigoríficos, oscilação nutricional e coloração,
excesso de matéria mineral, alto valor
biológico e boa palatabilidade.
● Origem vegetal: subprodutos originados de
milho e soja, menos oscilações nutricionais
e teor de massa magra.
Lipídios
Fonte de energia (aumenta a densidade energética
dieta), fonte de ácidos graxos essenciais (colesterol,
fosfolipídios) e dá sabor e textura ao alimento.
Além disso, ajuda na absorção de vitaminas
lipossolúveis, fornece substrato para o processo
metabólico, têm funções estruturais e regulatória e
constituinte a membrana celular.
● Ácidos graxos essenciais;. Ácido linoleico (não
sintetizados por cães e gatos), EPA + DHA,
ácido araquidônico… devem ser supridos na
dieta e em algumas situações há maior
necessidade como em fase de crescimento,
gestação, produção e outros…
● Óleos: Podem ser de origem vegetal e
animal, são livres de partículas em
dispersão e podem ser usadas várias
4
fontes na ração. Porém, pode intoxicar e
prejudica na palatabilidade e odor,
Vitaminas e minerais
As vitaminas são compostos orgânicos essenciais e
agem como coenzima nos processos metabólicos.
São necessária em menor quantidade pode ter no
processamento das rações
Vitaminas lipossolúveis:
- Vitamina A: formação óssea, dos dentes e
a visão. Contribui para a função imunológica
e celular enquanto mantém os intestinos
funcionando adequadamente.
- Vitamina D: auxilia no desenvolvimento dos
dentes e ossos, incentivando a absorção e
metabolismo do fósforo e cálcio.
- Vitamina E: é um antioxidante que ajuda a
combater infecções e mantém os glóbulos
vermelhos saudáveis.
- Vitamina K: é central para a coagulação do
sangue e também mantém os ossos
saudáveis
Vitaminas hidrossolúveis
- Vitamina C: antioxidante, formação de
colágeno e diversos hormônios, recupera a
vitamina E
- Vitamina B1: absorção de glucídios
- Vitamina B2: essencial para o crescimento
- Vitamina B3: ajuda no sistema de
redoxicação do NAD E NADP
- Vitamina B6: necessário para utilização dos
aminoácidos
- Vitamina B12: formação de glóbulos
vermelhos
Minerais
Os Macrominerais são necessários em maior
quantidade (Ca, P, Mg, K, Na, S, Cl) e microminerais
em menor quantidade (Ne, Zn, Cu, Mn, I, Se)
- Fontes: suplementos ou por meio de
minerais orgânicos e inorgânicos.
Método de alimentação
→ Adultos em manutenção: alimentação
equilibrada e nutricionalmente completa com alta
digestibilidade.
Troca de alimentação gradativa.
→ Gestação (estro e concepção): o animal com
escore corporal baixo terá filhotes abaixo do peso e
escore corporal alto filhotes maiores porém com
parto difícil, então deve-se ter o peso ideal, assim
como na hora da concepção para uma realização
correta sem prejudicações.
Na cadela gestante a alimentação deve ser de alta
qualidade e digestibilidade de acordo com as
exigências nutricionais. No primeiro período o
manejo deve ser igual a manutenção, no final do
segundo terço deve ter a introdução gradativa da
nova ração e no terço final deve aumentar a
ingestão de alimento e ganho de peso devido a fase
ser de crescimento dos filhotes.
- Obs: não deve suplementar com Ca e o peso
ganhando ao final da gestação será perdido
durante oparto pois há falta de apetite.
-
→ Lactação: maior desafio nutricional/energia, a
ingestão hídrica aumenta de 2 a 3 vezes mais.
O estresse durante a lactação pode ser devido ao
estado nutricional, peso e tamanho da ninhada.
Ela deve durar de 7 a 9 semanas, porém após o
aparecimento bico deve-se introduzir alimentos.
→ Crescimento: maior necessidade de nutrição
(proteína e energia). Deve ser fornecido alimentos
de alta digestibilidade e adequado à fase da vida.
- 3 a 4 refeições por dia até 6 meses e
depois 2 vezes ao dia, sempre controlando a
quantidade.
Outras categorias: idosos, obesos, atletas…
5
Consideração final: : Ao formular um novo produto
deve-se ter atenção ao público alvo e categoria do
produto, conhecer as exigências da espécies e estilo
de vida e conhecer os ingredientes e noções de
processamento. Ademais, deve orientar o tutor de
acordo com sua condição financeira e cultural.
Escore corporal
6
……………… Micr�ingredientes e aditiv�s ……………
São substâncias naturais ou sintéticas que são
intencionalmente adicionada aos alimentos com
propósito de:
● Melhorar a eficiência da digestão
● Preservar a qualidade dos componentes
● Minimizar os fatores antinutricionais
● Melhorar a aparência, olfato e paladar
● Assegurar a saúde, bem-estar e longevidade
Compêndio Brasileiro de Alimentação animal,
separou em categorias de acordo com suas funções
e propriedades;
● Aditivos tecnológicos: substâncias
adicionadas, com fins tecnológicos. Grupos
funcionais: acidificantes, adsorventes de
micotoxinas, antifúngico, antioxidante,
estabilizantes e umectantes
● Aditivos sensoriais: substâncias
adicionadas para melhorar ou modificar
propriedades organolépticas e
características visuais. Grupos funcionais:
corantes, pigmentares, aromatizantes e
palatabilidade
● Aditivos nutricionais: adicionadas para
manter ou melhorar as propriedades
nutricionais dos produtos. Grupos
funcionais: vitaminas, aminoácidos e
nutracêuticos.
● Aditivos zootécnicos: melhora a digestão e
absorção, melhoradores da flora intestinal e
melhoradores de desempenho. Ex:
antimicrobianos, probióticos, prebióticos e
enzimas.
● Aditivos anticoccidianos: Substância
adicionada para controlar o
desenvolvimento da coccidiose. Grupos
funcionais: químicos e ionóforos
Uma das principais preocupações na produção de
alimentos para pets é a segurança alimentar. Um
produto deve comprovar sua função nutricional e
segurança
- O MAPA regulariza a adição de aditivos
- Estudos demonstram que aditivos auxiliam
no fortalecimento do sistema imunológico.
Aditivos tecnológicos:
Antioxidantes são importantes para a preservação
da qualidade dos produtos.
Alimentos que contenham óleos gorduras e
vitaminas lipossolúveis devem adicionar
antioxidante pois durante a oxidação ocorre a
formação de peróxidos e derivados voláteis (aldeídos
e cetonas) e gera a redução do valor nutritivo e
alteração do odor e paladar.
Fisiológicas: reduzem radicais livres e efeito protetor
de membrana
Vit E e Selênio: são oxidantes e atuam nas
membranas celulares
Para serem eficazes devem ser incluídos nos
ingredientes, garantindo qualidade e estabilidade do
alimento até sua comercialização. - Podem ser
naturais e sintéticos
- Naturais: derivado da natureza, obtidos por
meio de vegetais , ervas e especiarias
- Sintéticos: produzidos quimicamente pela
indústria. Não deve ser confundido como
prejudicial
Acidificante ou acidulantes - ac. orgânicos e
inorgânico e desempenham;
● Redução do Ph do trato intestinal
● Favorece a desnaturação de ptn
● Redução do Ph urinário
● Controle da flora intestinal
7
● Realça a palatabilidade para felinos
Antifúngicos e absorventes: função de evitar
aparecimento de bolores nos ingredientes para
nutrição animal.
Quando se desenvolve alimento, os fungos
produzem micotoxinas que são altamente tóxicas.
Além disso, existem estudos que relacionamessas
micotoxinas no aparecimento de tumores e
propriedades nefrotóxicas.
Por isso deve manter a embalagem e ambiente
seco, limpo, arejado e fechado.
- Os principais antifúngicos são: ácido sórbico,
nitratos, nitritos.
Adsorventes: tem por função se ligar as toxinas e
transportar pelo TGI e evitar sua absorção e
consequentemente intoxicação
- Exemplos: aluminossilicatos, Zeólitas e
Bentonitas
- Propriedades: expansão e absorção de água;
Ph básico - atuam no ID
Aditivos sensoriais
Palatabilizantes e aromatizantes: são agentes
sensoriais com objetivo de estimular o paladar.
Promovem secreção das glândulas salivares e suco
gástrico.
- Cães e gatos: têm olfato 30 vezes mais
habilitado que o humano
- Os agentes sensoriais podem ser naturais
(+ atrativos) ou sintéticos (sabor e aroma
mais intenso)
Corantes; A maioria são derivados de extratos
vegetais
Pontos polêmicos: potenciais alergênicos decorrente
dos aditivos corantes da rações e alimentos (toxidez
pode ocorrer mas é rara)
Umectantes: Reduzem a capacidade higroscópica,
controlam a presença de moscas, evitam
ressecamento do produto, aumento de tempo de
prateleira e melhoram a fluidez, favorecendo a
homogeneidade
Ex: propilenoglicol, sorbitol, glicerol e lactato de sódio
Antiumectantes: reduzem a capacidade de absorção
de água, controlam a textura e evitam a formação
de pó ou granulado. Ex: silicato
Espessantes: Aumenta a viscosidade dos alimentos
e melhora a textura e consistência. São utilizados
em alimentos úmidos
Estabilizantes:: mantém a homogeneidade da
porção líquida . Utilizada em sucedâneos e
substitutivos do leite
Aditivos nutricionais
Condroprotetores:Condroitina e glucosamina - base
da formação articular. Estimula a regeneração e
diminui a degeneração
- Podem ser extraídos de cartilagens de
peixes, suínos e aves
- Requer estudos quanto ao benefício da sua
inclusão
Nutracêuticos: Possuem efeitos metabólicos,
fisiológicos e benefícios para a saúde. Os
aminoácidos industriais são ingredientes
importantes nos alimentos pt e possuem os
benefícios
- Adequação dos níveis nutricionais
- Redução dos níveis proteicos
- Redução dos nutrientes não digeridos
Carnitina: indicada na suplementação quando não
ocorre metabolização de lisina e metionina, seus
precursores. Funciona como enzima transportadora
de ácidos graxos pela membrana mitocondrial
● Efeitos benéficos: Maximizar a utilização de
gordura, cardioproteção pela melhoras de
desempenho cardíaco, maior gasto e queima
de energia armazenada
8
Enzimas exógenas- poder catalítico e facilitam as
reações químicas
- Efeitos: Melhoram a digestibilidade de CHOS,
Aumenta a disponibilidade de energia,
melhoram a digestão de lipídeos, otimizam
a utilização de fósforo orgânico, reduz a
excreção de nutrientes não digeridos (EX:
proteases, amilases, pectinase, celulases e
fitases.
Nucleotídeos dietéticos: Unidades de DNA e RNA
- Novidade no mercado de aditivos
- Benefícios: Aumento do crescimento
corpóreo, retenção nitrogenada, maturação
das células T
Aditivos zootécnicos
Bioprofiláticos: Compreendem prebiótico, probióticos
e simbióticos
Probióticos: microorganismos vivos não patogênicos.
Auxilia de forma benéfica ao desenvolvimento da
flora do TGI
- Constituem bactérias ácido láticas e
leveduras. Ex: lactobacillus spp.
saccharomyces cerevisiae
- Modos de ação: competição por sítios de
ligação, produção de substâncias
antibacterianas, síntese de enzimas ,
competição por nutrientes e estímulo ao
sistema imune
Prebióticos: estimulam seletivamente o crescimento
e a atividade de bactérias benéficas ao TGI. Podem
ser Naturais: insulinas, rafinose, manose e lactose e
Sintéticas: fermentação de polissacarídeos
- Propriedades: resistentes a enzima do TGI,
nao são absorvidos pelo ID, Fermentados no
IG formação de bactérias anaeróbicas,
estimulam o crescimento bacteriano
benéfico e agem junto com probióticos,
sendo substratos
Simbióticos : Reúne os probióticos e os prebióticos.
Combinação de FOS com bifidobactéria e
lactobacillus
- Diversas combinações são usadas pela
indústria
- objetivo: proliferação de bactérias benéficas
e redução de produção de metabólicos
tóxicos
Fitoterápicos: Prevenção e atuação sobre algumas
enfermidades
- Principais fitoterápicos usados: Babosa-
febre e constipação, Alho- vasodilatador,
Gengibre- antisséptico e anti-inflamatório,
maracujá- calmante e efeito sedativo leve,
Castanha de caju- antioxidante.
Os fitoterápicos devem sempre ser usados com
cautela, uma vez odem que pter efeito cumulativo e
gerar prejuízos a saúde animal
Seguranças no uso de aditivos:
Baseada nas normas do comitê de segurança
alimentar e nutricional (SAN). A segurança do uso
de aditivos é primordial. São realizadas análise
toxicológicas para avaliação prévia a sua inclusão
Aditivos devem preencher 5 necessidades:
- Tornar o alimento atrativo
- Possibilitar a diversificação da dieta
- Manter o alimento seguro até seu consumo
- Vantagem econômica= maior vida útil x
menor preço
O perigo dos alimentos é definido por qualquer
propriedade biológica, física ou química e que
possam tornar alimento prejudicial ao consumo.
Existem algumas medidas que permitem seu
9
controle na utilização de aditivos nas alimentações
comerciais de cães e de gatos.
● Controle de fornecedores- especificações e
garantias
● Controle do processo- controle do nível de
dosagem e sua mistura ao produto
● Separação das substâncias químicas-
realizada durante o armazenamento e
manipulação
● Utilização de recipientes próprios
● Exatidão e precisão das dosagens- níveis
recomendados de cada componente
Produtos de mercado PET
A maioria dos tutores hoje se voltam para a
alimentação comercial. A escolha do alimento
adequado é um desafio para o cliente e a
consideração mais importante a ser feita na hora
de escolher a ração é o conteúdo nutricional
Teor de umidade
Alimento úmidos (65 - 75%): Possuem maior
palatabilidade e digestibilidade (enlatados gourmets,
sachês, elaborados por pasteurização e
pressurização)
Alimentos semi úmidos (15 a 30%): Ingredientes
como cereais, vísceras, carnes e adição de gorduras,
açúcares e minerais.
- Utilizam conservantes para reduzir o Ph.
Alimentos secos (6 a 10%): Armazenamento em
locais quentes e úmidos. Ingredientes: farelo e
farinha de semente e cereais e subprodutos
cárneos
Linhas Industrializadas
1. Linha de combate: possui menos de 60% de
digestibilidade; ingredientes como milho e trigo;
2. Linha econômica: possui de 60% a 70% e
digestibilidade;
3. Linha standart: digestibilidade maior que 70%;
ingredientes de origem vegetal e animal; inclusão
de farinha de vísceras; maiores níveis de minerais e
vitaminas; uso de milho e sorgo com bases
energéticas;
4. Linha premium: possui digestibilidade maior que
80%; 75% dos ingredientes são de origem animal;
inclusão de ingredientes funcionais; maiores níveis
de vitaminas e minerais; uso do milho e sorgo como
fontes energéticas;
5. Linha super-premium: digestibilidade maior que
85%; 80% dos ingredientes são de origem animal;
fontes de alto valor biológico; inclusão de
ingredientes funcionais; Maiores garantias de
embalagens;
6, Natural: embora não possam ter a inclusão de
aditivos, devem ser balanceados e garantir a
entrega dos valores nutricionais.
O Termo fresco está relacionado a falta de
tratamento térmico do alimento e o Termo light é o
termo que está associado a perda de 15% de EE
● Caseiro: são alimentos desbalanceados,
proporcionando desbalanços energéticos,
com sua diminuição do acréscimo. Não
recomendável pois pode gerar obesidade,
infertilidade, má-formação óssea, diabetes,
doenças renais, doenças periodontais, etc
● Alimentos coadjuvantes: são alimentos
direcionados a animais com distúrbios
fisiológicos. Privada de qualquer adição de
princípio farmacológico
● Alimentos especiais: são alimentos
específicos, formulados com teores
diferentes de: valor energético, ptns, E.E.,
carboidratos, fibras, vitaminas e minerais
10
Extrusão:
É o processo hidrotérmico que o alimento passa
para alterar suas característicasfísicas e
nutricionais. Etapas:
1. Moagem (garante a homogeneidade e
extrusão);
2. Mistura (Homogeneidade de nutrientes na
ração);
3. Hidratação (umidificação deve ser via vapor);
Temperatura (fervido);
4. Pressão (para o processo de expansão);
5. Formatação (cria-se os formatos da ração
de acordo com a finalidade da venda, da
espécie e do seu hábito alimentar);
6. Corte: (manter a espessura adequada de
3-5mm);
7. Secagem (seca e deixa a umidade de
10-12%);
8. Engorduramento (óleos e palatabilizantes);
9. Embalagem (acondicionamentos adequados
para a vida de prateleira)
Vantagem da extrusão: Processamento simples,
aumento da disponibilidade energética, melhora a
digestibilidade, variação de textura e forma e
elimina microrganismos prejudiciais
Pasteurização:
Utiliza a temperatura e tempo para eliminar
microorganismos, preservando o valor nutritivo e
tempo de prateleira.
Permite o controle dos patógenos sem perda dos
valores nutricionais e estruturais
Cozimento:
Refrigeração
O frio dificulta a reprodução e ação de
microorganismos, existe um protocolo industrial. O
resfriamento ocorre entre entre 8 a -1ºC
- Pode ser mantido de 3 a 5 dias em boas
condições
Congelamento
Temp. abaixo de -10ºc podendo chegar a -40º, existe
a formação de gelo. Podem ocorrer alterações da
estrutura de alimento.
O Ideal congelar pequenas porções entre 200-500g
a fim de evitar degelo e congelamento em porções
diferentes
11
……. Manejo alimentar de cães e gat�s ……..
Cães caçam em grupo e presas grandes., por isso
sua ingestão é rápida, devido a competição. Já os
gatos comem mais lentamente , são solitários e
presas pequenas..
- Para gatos deve fazer várias refeições ao
dia (9 a 16 com 23 kcal cada) pois os
mesmos carecem de enzimas que fazem a
digestão mais rápido então ele come
lentamente e várias vezes devido a fácil
saciedade.
Perguntas a serem feitas:
1. com o que alimentar?
2. Quando e como alimentar?
3. Quanto fornecer?
Cães: alimentar 2x ao dia com quantidade calculada
Gato: acesso livre ao longo do dia com quantidade
calculada.
+ Deve-se atentar a atividade física, condição
corporal, ambiente, raça, predisposição de
cada indivíduo.
Por que não fazer consumo livre? perda da
qualidade de nutriente, desequilíbrio de consumo,
não indicado para animais obesos ou com
problemas digestivos, ocorre competição (quando há
mais de um animal)
Quanto fornecer? calcular de acordo com a
necessidade energética do animal individual e a
quantidade de energia (kcal/g) do alimento. Existem
alimentos com alta energia, moderada e baixa.;
Alimento caseiro ou comercial
O alimento deve suprir toda a necessidade de
nutriente, deve observar se há energia suficiente
para manutenção do animal, manter em boa
função do TGI, se é palatável e segura..
- 42 a 43 dos nutrientes essenciais devem
estar contidos no pacote energético.
● Alimento caseiro: deve ser seguro, suprir as
necessidade energéticas e nutricionais do
animal. Nem todo profissional pode
prescrever uma alimentação
● Comercial: Prático, seguro, mais barato. Pode
ser seco, úmido e semi úmido
Manejo …………………………………… …………………………………..
1. Fêmea gestante
Deve ter baa condição corpórea, muito magras não
suprem a necessidade dela e dos filhotes e em
sobrepeso podem ter filhotes muito grande e
distocias
- Dieta de alta qualidade, digestibilidade e alta
intensidade de nutrientes
Além disso, nas cadelas deve ter o peso adequado
na fecundação e várias pequenas refeições ao final
da gestação (deve comer várias vezes pois seu
estômago está mais comprimido devido a ocupação
do útero, então, há uma saciedade mais rápido)
Na gata deve ter um aumento mais linear,
começando na segunda semana de gestação.
2. Latação
Maior desafio nutricional e necessidade de bastante
energia
● Os estresses da lactação podem ser pelo
estado nutricional, tamanho da ninhada e
estágio da lactação.
● Precisa de 2 a 3x mais do consumo normal
● Pico da lactação: 3 a 4 semana
● Dieta de alta energia e densidade
nutricional
12
Após a 4 semana deve-se introduzir os alimentos
sólidos para o filhote. O desmame comportamental
é após a 5 semana até a 8, com isso, deve diminuir
a alimentação da fêmea e restrição alimentar para
secar o leite (25, 50, 75 a 100%)
3. Cães e gatos neonata
1 e 2 semana: totalmente dependente do cuidado
maternal com amamentação de 4 a 6x dia
- Colostro: nutrição especializada e
fortalecimento da imunidade
Cães deve ganhar 2 ag kg/dia do peso adulto até 5
meses e gatos de 50 a 100g/semana até 6 meses
- Desmame: o animal tem menos lactose e
mais glicosidase, maltase e sacarase. Ou
seja, perdem a capacidade de absorção de
leite
Erupção dentária com 21 a 35 dias, após a 5 e 6
semana já são capaz de ingerir alimento (ração
filhote), recipiente raso,, várias vezes no dia,
removido após 30 min
- nutrição dos filhotes orfãos: mãe adotiva,
fórmulas caseiras, substitutos do leite
comercial.
4. Crescimento
Necessidade nutricional maior que os adultos, maior
crescimento entre 3 e 6 meses, sistema digestório
não totalmente hábil, menor digestibilidade.
- Raças grandes: período de crescimento mais
longo, o peso adulto entre 11 e 15 meses. O
crescimento acelerado não acompanha o
desenvolvimento saudável do esqueleto
(alimentação controlada é fundamental).
- Pequenas: alimentos com maior
necessidade energética (alimento com
maior densidade calórica) e menor
capacidade gástrica .
Deve fornecer alimento de alta digestibilidade de
alta digestibilidade, nutrientes e balanceados. (ptn,
extrato etéreo, ácidos graxos essenciais EPA + DHA),
devem fazer exercícios diários e não suplementar
com industrializadas.
- Não suplementar: induz na conformação
óssea, o mecanismo de absorção do cálcio é
imaturo até os 6 meses, tem uma absorção
baixa. Uma quantidade excessiva de cálcio
faz com que os ossos crescem mais do que
o organismo consegue suportar.
5. Adultos (Manutenção)
Avaliação individual, local de criação e estilo de vida
devem ser fatores a considerar.
6. Senilidade
● Toy: 11,4 anos
● Raça média: 10 anos
● Grande: 9 anos
● Gigantes: 7,5 anos
● Gatos: 12 anos
Os cães têm propensão a obesidade na velhice pois
não diminuem a digestibilidade já gatos têm
tendência a caquexia porque diminui a
digestibilidade.
+ Acúmulo de placas bacterianas nos dentes
e redução de atividade física
Alimentos comerciais em cães tem menor
densidade energética, ele tira a gordura e em gatos
tem maior densidade com maior teor de gordura ( >
18%)
Ração light é para manutenção de peso e a satiety
para emagrecimento
Transição alimentar
● 1 e 2 dias: 75% ração atual e 25 nova,
● 3 E 4 dias: 50% cada
● 5 E 6 dias: 25% atual e 75% nova
● 7 dia: 100% nova
Conclusão: A alimentação além de nutrir deve dar
qualidade de vida, melhorar a saúde, diminuir o
risco de doenças e bem estar.
13
…………………. Distúrbi�s alimentares ………………….
Raa- reação adversa a alimentação, cães e gatos
tem aumentado devido a ampla exposição a
variedade de alimentos.
- são responsáveis por 60% de alterações nas
peles e 25% relacionado a intolerância
(sinais gastrointestinais)
- Estratégias de relações hipoalergênicos:
utilização de ptn substituta que o animal
nunca teve contato.
A variedade de alimentos favorece os processos
alérgicos, as rações têm efeito imunológico e não
imunológico.
- Reações alimentares imunológicas:
hipersensibilidade e anafilaxia
- Reações alimentares não imunológica:
relaciona a intoxicações e intolerâncias
Sinais de anafilaxia
Diminuição dos leucócitos, hipotermia, hipotensão,
sinais gastrointestinais: dor a dominar, aumento do
peristaltismo, fezes mal digeridas, náuseas vômitos
e diarreias
● Sinais faciais: inchaço e rubor de face, lábios,
pálpebras e orelhas.
● Sinais cutâneas: prurido, rubor, urticárias e
eritema
● Sinais cardiovasculares: astenia, arritmia,
dor torácica.
● Sinais oculares; edema, eritema conjuntival,
lacrimejamento
● Sinais gênito urinário: cólica e incontinência
urinária
Diagnóstico
Dieta de eliminação (retira-se o agente alergênico) e
teste de provocação (reintroduzo alimento prévio)
- observação da remissão ou retorno dos
sinais
Placas de Peyer
Placas do sistema imune no intestino. Há milhares
de antígenos reportados como ptns, polissacarídeos
não-amiláceos, aditivos
- Mecanismo de exclusão da substância:
barreira mucosa mais espessa, enzima
proteolítico, membrana das vilosidades mais
seletiva, peristaltismo, sistema imunológico
intestinal
Barreira mucosa
Protege contra a própria microbiota, reduz a
exposição aos alérgenos, epitélio com vilosidades e
mucina impedem a absorção a absorção e
promovem sua liberação, hidroxilação pelos ácidos
graxos e enzimas
Mecanismo imunológico
Exposição dos compostos > mastócitos > liberação
de substâncias anti inflamatórios (histamina) >
aparecimento de sinais de hipersensibilidade.
Células imunes intestinais > produção de anticorpos
(igG e igE) > proteção contra bactérias e parasitos.
Alergia
Reações imunológicas adversas a algum
componente, geralmente são confundidas com
alergia parasitária ou bacteriana.
Os sintomas podem ser específicos ou combinados,
de intensidade leve, moderada e grave. Pode ocorrer
após anos de expiação a alimento
- Raças predisponente: cocker, Labrador,
dálmata, pastores, siamês e persas
- Causa alimentar são a 3 causa mais
comum (stars de atopia e DAPE), em gatos
são comum apresentar edemas de pele
14
Ação: Há um ph natural da luz intestinal e quando o
organismo entra em contato com alérgico cria o
complexo antígeno anticorpo sendo liberada uma
reação em cadeia e atuação dos mastócitos. e
degranulação dos mesmos
Fator pré disponente:
● Má digestão (alimentos mal processador e
deteriorados)
● Deficiência enzimática (menor hidrólise dos
nutrientes)
● Integridade do TGI (permeabilidade e
alterações estruturais)
● Genética (manifestação alérgica)
● Reações vacinais (exacerbação de igE e
desencadeamento de RAA)
● Idade (senilidade apresenta comorbidades e
complicações).
Opções de dietas: rações hipoalergênicas
(desvantagem por conta de aditivos), alimentação
natural (pode ter mais vantagens na escolha de
ptn)
- O alimento deve ter o nível protéico
adequados proporção de aminoácidos,
redução de fontes de proteínas (redução da
diversificação) , fontes com alta
digestibilidade, mínimo de aditivos, níveis
adequados para minerais e vitaminas,
granulometria dos ingredientes, qualidade
dos ingredientes, controle do processamento
● Fonte proteica para estratégia de melhora;
carne de cordeiro, salmão, carne de coelho
ou peru, ovo em pó
● Fonte de carboidratos; arroz, batata em pé e
milho pré gelatinizado
● Fonte de óleos (digestives): milho, girassóis,
canola…
Intolerância
Reações sem manifestação imunológica , alimentos
como chos, ptns, fibras.
CHOS: lactose e outros polissacarídeo
Devido a processamento inadequado, em execrado e
amidos intactos na digestão (favorece a
fermentação).
- Pode provocar flatulências, distensão
abdominal e presença de fezes ácidas,
mucosas e mal cheirosas
PTN: glúten e outros
Presente nos grãos e cereais, pode provocar
alteração na permeabilidade da mucosa intestinal
provocando inflamação
- Principais sinais: diarreia, vômito e prurido.
Existem produtos específicos como ração grain free
Metabólitos
Respostas pós prandiais ao consumir e
carboidratos e distúrbios hidroelétricos
Gatos têm absorção mais lenta e prolongada e
apresentam respostas sanguíneas e glicose (porém
o estresse também pode aumentar a glicose, por
isso, o manejo é importante e há outros métodos
para medir a diabetes como exame da urina e
frutosamina).
- Varia conforme a ingestão de água e
proteína.
A utilização de fibras pode promover a redução da
densidade calórica do alimento, controle de glicemia
e lipemia, estimulação da saciedade e manutenção
da peristalse.
Ptns se fornam creatinina e é ruim para
nefropatas assim como a ingestão de fósforo
15
Intoxicações
Ocorrem de forma ocidental ou intencional
● Acidental: ocorrem por desconhecimento
● Proposital: ocorrem por maus-tratos
Os cães são menos seletivos que os felinos então
têm maior propensão à intoxicação.
Contaminadores comuns: bactérias providas de
alimentos (salmonella, clostridium, campylobacter)
e alguns parasitas, vírus e toxinas.
Sinais clínicos; cólica, desconforto abdominal,
vômitos e diarréias. Dependendo de alguns ocorre
salivação excessiva, dispnéia, arritmia, tremores…
Alimentos intoxicantes: cebola, alho, chocolate e
algumas frutas (pêssego, caqui, ameixa, uva passa)
Chocolate ……………………………………………………………………………………...……………………
Possui teobromina que é pouco metabolizada e
difícil excreção
- Sinais clínicos: tremores, náusea, vômito,
aumento da atividade miocárdio, poliúria e
polidipsia
Cebola, alho e alguns condimentos …………………………………………
Composto tóxicos: sulfóxidos e sulfetos alifático
Faz a redução da atividade das hemácias,
degeneração de glutationa e desnaturação da
hemoglobina
- Sinais clínicos: gastroenterite, desidratação
e sinais de hemólise
- Tratamento suporte: hidratação,
oxigenoterapia em casos de desconforto
respiratório, correção de anemia, vitamina K
(anti-hemorrágica)
Frutas ……………………………………………………………………………………………………………………
Compostos tóxicos: xilitol (provoca hiperinsulinemia)
e causa hipoglicemia.
- Sinais clínicos: vômito, fraqueza e convulsão
- Tratamento: Colocar no fluido e fornecer
uma fonte de energia
Plantas tóxicas ………………………………………………………………………………………………
Comigo ninguém pode, lírio, costela de Adão e copo
de leite ; Vegetais com oxalato de cálcio e saponinas
- Sinais: edema de lábios e línguas, náusea,
coloca excessiva, desconforto abdominal
Crisântemo, bico de papagaios, coroa de Cristo :
terpenóides
- Sinais: dermatite, prurido, infecções bucais e
estomatite
Vegetais com glicosídeo : Alteração cardíaca
Vegetais alcalóides resinoso: Hipotensão e anafilaxia
16
Dietas terapêuticas
“Auxiliam no gerenciamento da saúde e no
tratamento de várias enfermidades”
Trazer na dieta: efeito terapêutico, adjuvantes para
evitar a progressão, controle de diversas
comorbidades como obesidade e outros..
Cuidados: existem riscos da dieta terapêutica ser
utilizada em animais saudáveis, o uso
desequilibrado pode causar desnutrição.
Perfis da dieta terapêutica:
● Industrializadas: comodidade, praticidade e
equilíbrio
● Caseiros: deve ser formulada por um
profissional
Fatores a considerar para indicar a dieta: Estágio da
doença, estágio nutricional, apetite e interesse pelo
alimento, escore corporal
Obesidade ………………………………………………..………………………………………………..……
Acúmulo de tecido adiposo com o comprometimento
de funções.
Fisiopatogenia desbalanço energético entre a
energia ingerida e a perda. Ocorre o acúmulo de
reserva no tecido adiposo.
Enfermidade mais crescente, o principal fator é a
humanização. Pode ocorrer por, redução da atividade,
alimentação desregrada e sem orientação (excesso
do valor calórico), petiscos e alimentos calóricos e
inefeciencia metabólica (doença).
- normal é até 20% de tecido adiposo e
obesidade mórbida acima de 60%
Complicações: intolerância a glicose e resposta
anormal a insulina, elevação do colesterol e
triglicerídeos, problema articular, predisposição
oncótica, aumento do risco cirúrgico e fator de risco
para diabetes
Regiões principais de deposição de gordura:
- Cães: tórax, abdômen e base da causa
- Gatos: região inguinal e abdominal
A tolerância da obesidade aumenta com o passar
do tempo e redução após aos 12 anos. E a castração
pode influenciar para o ganho de peso pois diminui
a atividade, aumento da ingestão de alimento e
ocorre alteração dos hormônios sexuais.
Estratégias: determinar a perda do peso, controle de
ingestão calórica de água, seleção da dieta, proposta
de atividade física, monitoração da perda e
manutenção do programa.
Programa de redução de peso estratégia:
● Diluição da energia por meio de fibras
solúveis (baixa digestibilidade reduz a
densidade energética)
● Manutenção da massa magra com uso de
proteínas (fonte de energia com menor
conversão em gordura)
● Utilização de alimentos úmidos (menor
densidade calórica que os alimentos secos).
●Redução do estresse oxidativo (uso de
antioxidantes, redução dos fatores pró-
inflamatórios. Ex: vitam E e C, betacaroteno,
selênio).
● Utilização de suplementos de L-carnitina
(auxílio da beta oxidação dos lipídeos em
nível celular)
Pontos importantes pro manejo nutricional: fazer
uma meta de 1-2% do peso corporal por semana,
seleção do alimento adequado para perda, restrição
de energia metabolizável para o peso atual,
mudança dos hábitos que contribuem para o
17
excesso, programa de atividade moderada
(diariamente), após perda, ajuste para manutenção.
Diabetes ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
É a baixa produção de insulina. Coleta de sangue e
urina, não levar em consideração a glicemia de
coleta de sangue pois estressa.
Características da insulina: hormônio secretado
pelo pâncreas, função de controle glicêmico,
concentrações variam (após alimentação
aumentam e normalizam se de 2-3 horas de
jejum).
- Dentro da célula a glicose convertida em
ATP é utilizada ou armazenada como
glicogênio - excesso (gordura para reserva).
Glicemia: cães (60-120) e gatos (70-180), mas pode
haver alteração devido ao estado do animal.
Fisiopatogenia: não produz insulina ou resistência
dos receptores. Níveis sanguíneos elevados, e sem
transporte para a célula
Tratamento: hipoglicêmico anti oral (gato), insulina
(cão).
Glucagon: faz atividade oposta da insulina e
aumenta os teores de glicose circulante, a partir do
glicogênio. O pâncreas pode secretar insulina para
diminuir a glicose ou secretar glucagon para
aumentar.
Epidemiologia: cães de meia idade a idosos, fêmeas
possuem 2x mais riscos, algumas raças são
predispostas (Samoieda e Poodle).
Existem 2 classificações:
- Tipo 1: insulino-dependente (mais comum)
- Tipo 2: associada a obesidade devido a liberação
excessiva de glicose. Pode ter reversão
Sinais clínicos; poliúria, polidipsia, polifagia, perda de
peso, cansaço e prostração. Hálito cetônico e
glicosúria, catarata e opacidade ocular, cetonemia e
cetonúria (aumento dos corpos cetônicos).
Objetivos do tratamento:
● Controle do peso e redução da variação
glicêmica
● Uso de fibras solúveis e insolúveis
● Cães: utilização de CHOS complexos
● Gatos: utilização de CHOS de baixa
qualidade e PTN de alta qualidade
● As dietas não isentam o uso de
hipoglicemiantes orais e insulinas,
dependendo de cada caso
Hepatopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..……….
Tem uma grande reserva e capacidade regenerativa,
o que dificulta fechar diagnóstico
Deve seguir os sinais clínicos: perda de peso e
apetite, vômitos e diarreia, poliúria e polidipsia
No caso de doenças crônicas os sinais clínicos são
mais graves. São eles:
● Icterícia: acúmulo de bilirrubina e biliverdina
no sangue
● Ascite: decorrente da hipertensão portal
● Encefalopatia hepática: acúmulo de
substâncias tóxicas, principalmente a uréia,
sendo acumulados no sangue e causando
alterações neurológicas. A Lactulose é
indicada para combater a encefalopatia
hepática.
● Distúrbios de coagulação: diminuição dos
cofatores
● Acúmulo de gordura hepática: lipidose, o
gato não dá conta de retirar o excesso de
gordura do fígado
Alterações nutricionais:
● Alterações proteicas: acúmulo de compostos
nitrogenados
18
● Alterações de CHOS: flutuação dos níveis de
glicose
● Alterações lipídicas: aumento do colesterol e
trigliceridios
● Alteração de vitaminas 3 e minerais:
estresse oxidativo dos hepatócitos
Cardiopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
São comuns em pacientes mais idosos . Principais
alterações que envolvem disfunções:
● Doença das válvulas cardíacas
● Doença ventricular
● Doença do miocárdio
● Arritmias
● Lesões por isquemia
Cães e gatos não infartam, isso porque os cães e
gatos possuem mais neovascularizações, o que não
permite o entupimento do miocárdio e consequente
infarto. As neovasularizações suprem a necessidade
caso haja um entupimento.
Sinais clínicos:
Perda de peso excessiva: caquexia extrema,
principalmente em músculos da face, ombros e
costas.
É importante a suplementação com ácidos graxos,
pois é desse modo que ele recupera sua massa
corpórea
- Restrição de sódio: polêmico. Isso porque no
tratamento/acompanhamento já se usa
diuréticos, logo não tem porque restringir o
sódio. Em fases iniciais não há necessidade
de haver restrição de sódio
- Não tira minerais do sangue mas faz com
que ele não seja absorvido da dieta
Dietas Terapêuticas: O hidróxido de alumínio pode
auxiliar a baixar o teor de fósforo no sangue.
Mudança de conduta:
● Não se restringe mais tanto às proteínas,
exceto se houver acometimento renal junto.
● Gorduras e óleos trazem benefícios
energéticos (ômega 3 uma ótima opção, até
para a redução de mediadores
inflamatórios)
Sinais clínicos: Poliúria, polidipsia e perda de peso,
diarreia e vômitos, anemia e uremia e
osteodistrofia renal
Nefropatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
Manejo nutricional do nefropata: pilar da
manutenção das funções e redução das
consequências clínicas da DRC (desnutrição e
balanceamento é a principal causa de óbito em
nefropatas)
- Hemodiálise para animais não é tão
compensatória e prática. Bem como o
transplante de rins, não tem transplantes
no brasil.
Dicas nutricionais para DCR: AJUSTE DOS NÍVEIS
DE ELETRÓLITOS
- redução de fósforo: evitar
hiperparatiroidismo
- redução de sódio: evitar hipertensão e
retenção de água
- suplementação de potássio:
- Restriçao de PTNs e aas
- Redução de compostos nitrogenados
Base da dieta do nefropata:
Utilização de cetoácidos: captam moléculas
nitrogenadas e AGs essenciais
Ureia diminuída quer dizer que o rim está
funcionando. Por outro lado, o fígado não está
convertendo a amônia em ureia.
19
……………... Intr�dução a
nutrição de grandes
………………...
Conceitos
A nutrição é importante para recuperação,
crescimento, reparação e reprodução .
● Alimento: toda substância que quando
ingerida fornece nutriente necessário ou não
para comprir as exigências
● Alimentação: fornecimento do alimento ao
animal de forma mais adaptado sua espécie
● Nutrientes: compostos inorgânicos e
orgânicos que atua no metabolismo
● Metabolismo: conjunto
● Digestão: processos físicos e químicas que
transformam os alimentos mais complexos
em moléculas mais simples
● Absorção: processos físicos e químicos
relacionados com o transporte da membrana
● Ração: alimento oferecido e consumido por
um animal em 24hrs
Importância da alimentação
Sò manifesta seu potencial genético quando
adequadamente alimentado, fator indireto do
melhoramento, fator econômico e sanitário (busca de
alimentos barato mas eficiente e prevenção das
enfermidades)
Desempenho: rende da genética, sanidade, manejo,
ambiência e nutrição
Tipos de digestão e suas espécies
Monogástricos: digestão enzimática, a proteína é
degradada em aminoácidos e carboidrato em
monossacarídeos.
Ruminantes: digestão microbiana e enzimática, o
carboidrato forma os ácidos graxos voláteis, proteína
degradada em ureia.
Fermentadores pós gástricos: coelho, equino, avestruz
- Hábito alimentar: Carnìvoros, herbívoros e
omnívoros.
Digestão de suínos: estômago simples, digestão
enzimática
Equino: O alimento passa pelo estômago
rapidamente e vai ser mais digerido e aproveitado no
intestino grosso para fazer as transformações.
Menos eficiente na digestão da fibra
Ruminantes: alimentos fermentados pelo
microorganismo e depois vai para estômago
verdadeiro (abomaso) para fazer a digestão. Energia
através dos AGV
Aves: através da moela e bico tem quebra mecânica
- Desafio: Muitas espécies e cada uma tem sua
particularidade
Nutrientes:
● Orgânicos: energéticos (lítio cho e fibra)
proteínas (ptn e nitrogênio não protéico),
vitamínicos (lipossolúveis e hidrossolúveis)
● Inorgânicos: minerais e água
O Alimento é divido em água e matéria seca
Balanceamento da dieta
1. estimativa das exigências
2. levantar e quantificar os alimentos
disponíveis, seguido do cálculo de nutrientes
fornecidos pelo alimento
3. Relacionar composição químicae o valor
energético dos alimentos
4. Proceder com o balanceamento da ração para
o ptn bruta e energia
5. Depois de concluído a cálculo da raça deve
verificar se as exigências foram atendidas
Necessidade metabólica: levar em consideração a
categoria, raça, tamanho, capacidade produtiva,
20
capacidade reprodutiva, nível de produção, estágio de
crescimento e ambiente.
,
…………….…………….... Água na nutrição de ruminantes
………………….…………….
A qualidade da água influencia na produção, existem
doenças que usam a mesma como veículo de
transmissão. Ela é um nutriente inorgânico
indispensável à vida.
- Se o animal perder 10% da água já é passível
de morte.
- A baixa ingestão de água aumenta o
hematócrito, concentra ureia no sangue e
diminui a taxa respiratória e a contratilidade
ruminar. Diminui o peso e produção de leite e
pode gerar agressividade.
Na atividade pecuária, a água, além de consumo
próprio, também é necessária para manejo do solo,
rebanho, e limpeza.
Os ruminantes podem suportar água de pior
qualidade que os humanos mas são afetados por
substâncias e pode ser fatal. O crescimento, lactação
e produção podem ser afetados, a água constitui
aproximadamente 98% das moléculas do organismos,
participa das funções vitais
- A limitação no insumo diminui o desempenho
e prejudica animais de posições hierárquicas
inferiores.
O consumo de água é positivamente relacionado com
a ingestão de matéria seca e aumenta com a maior
quantidade de fibras na dieta. O leite é composto por
87% da água tornando sua produção dependente de
ingestão de água.
Qualidade
Variável, depende do substrato presente onde está
armazenada.
Fatores que afetam a qualidade: salinidade, algas, ph,
pesticidas e fertilizantes, presença de matéria
orgânica.
Padrões de potabilidade da água no brasil (adicionar)
Análises laboratoriais
Deve-se realizar análises físico-químicas e biológicas,
pelo menos uma vez no período da seca e no período
de chuva
Observar: ph (quanto mais próximo do 7 melhor),
sólidos dissolvidos, cor, dureza, turbidez, nitrito e
nitratos e ferro.
Ph: as dosagens dos produtos sofrem alterações
dependendo do ph da água
Salinidade; quantidade total de sais minerais
dissolvidos em água. Tolerância de 7.000ppm de SDT
- pode causar: Dor abdominal, vômito, diarreia,
finais nervosos, convulsões e morte
Ferro: afeta os níveis de dureza e interfere na
limpeza dos equipamentos. Um excesso de ferro
resulta em depleção de vitaminas (como vitE) e
outros minerais.
Nitritos e nitratos: relacionados à toxicidade os níveis
anormais são originários de fertilização intensa do
solo contaminação do lençol freático
Dureza: relacionada com cálcio e magnésio em
excesso. È importante para a utilização de produtos
adequados e quantidades corretas que evitam
incrustações dos equipamentos
21
Cor e turbidez: Parâmetros que indicam presença de
algum poluente ou matéria orgânica. O aumento da
turbidez muda as características organolépticas com
aparência e cheiro podendo interferir no consumo,
além de evitar a dificuldade de desinfecção de
equipamentos.
Aspectos microbiológicos: Analisar coliformes,
salmonella, choverá, leptospirose, escherichia, ovos de
parasitos e outros. Geralmente causam diarreia e a
transmissão ocorre basicamente pela rota oral-fecal.
Coliformes: pode encontrar ate 1.000 coliformes
fecais por mililitro de água. Coliformes fecais indica
presença de fezes e com isso, um maior potencial
patogênico
- Escherichia coli tem uma resistência
ambiental e no solo é capaz de sobreviver por
muito tempo.
- Salmonella: animais que bebem água em
lagos, mananciais e reservatórios são mais
susceptíveis. Seu controle è difícil devido os
animais serem portadores assintomáticos
contaminando o ambiente
- Mastite: a água ao lavar o teto, pode ser
veículo de transmissão como staphylococcus
aureus e coagulase-negativa.
- Coccidiose: doença parasitária gerando
prejuízo econômico, causa o rompimento das
células intestinais . As infecções se dão por
oocistos esporulados junto com alimentos
contaminados por fezes de animais
portadores.
Tratamento da água
A desinfecção deve ser adotada independente da
qualidade, pois mesmo que não esteja contaminada
na fonte, pode ser contaminada no processo de uso.
Para que o controle microbiológico se efetive é
necessário o tratamento de dejetos animais antes de
sua incorporação ao solo, o saneamento básico e a
manutenção do sistema de armazenamento e
distribuição de água domiciliar.
Algumas técnicas e equipamentos para o tratamento
ou disposição dos resíduos dos animais como
biodigestores, esterqueiras, compostagem e
vermicompostagem, lagoas e estabilização é de
grande importância.
Porque a água é um nutriente essencial à
vida?
É um constituinte ativo e estrutural, componente
corporal com maior taxa de reciclagem e veículo de
nutrientes, é capaz de absorver calor ocorrido nas
reações dissipando o mesmo, auxilia na coesão de
células, as reações na digestão. Metabolismo
geralmente implicado em adição de hidrólise e
manutenção da pressão osmótica.
- Função: solvente, poder hidrolítico,, facilita a
passagem de alimentos e excreções e
metabólitos.
Fontes de água
● Água ingerida
● Água metabólica: formada no processo de
oxidação
● Água coloidal: presente no alimento
Perda de água: respiração , evaporação, defecação,
urina, leite.
Exigência: determinada pelas perdas, fase de
desenvolvimento, tipo de produção e quantidade, dieta
e temperatura.
O centro da sede fica no hipotálamo e a sensação de
sede aumenta conforme o déficit. Além disso, no
sangue existem receptores que captam a informação
de falta de água e envia o sinal a hipófise posterior a
liberar o adh, que age nos néfron aumentando a
reabsorção de água.
Oferta de água : Livre, temperatura entre 25 a 30
graus, nos piquetes devem disponibilizar entre 10 e 13
22
cm lineares por animal, com um ponto de
fornecimento para cada 25 animais.
Fatores que afetam o consumo: diferenças
individuais, dieta, consumo e forma da ração,
temperatura e umidade, ph, funções do animal e
enfermidades.
………….………...……..………... Aliment�s …...……..………..………..………....
A dieta compõe a maior parte do custo de produção. Assim, tomar medidas que possam reduzir os custos da
dieta, sempre suprindo as necessidades do animal são essenciais.
Volumoso X Concentrado
Diferencia pela % de fibra presente nos alimentos.
Volumoso: maior que 18% de fibra. (Pastagem,
silagem, feno, capim picado)
Concentrados: menor que 18% de fibra.
- Concentrado proteico: mais de 20% de
proteína
- Concentrado energético: menos que 20%.
Técnicas de conservação
Silagem é o produto resultante da fermentação
anaeróbica de uma forrageira fresca
Feno é o produto resultante da desidratação da
massa verde a no máximo 12-18% de umidade.
Estágios fenológicos
● Pré-florescimento (PF)
● Início do florescimento (IF): até 1/10 de flores
● Flores de crescimento completo (FC): ⅔ ou
mais da planta estiverem em flor
● Sementes em estado leitões: sementes
formadas mas imaturas
O valor nutritivo depende de 3 componentes gerais:
Digestibilidade, consumo e eficiência energética
Consumo: quantidade (peso) ingerida em 24 horas. È
expresso em base seca
- Quantidade absoluta: kg de MS/animal/dia
- Quantidade relativa ao peso vivo: PV%
Consumo voluntário é o que o animal consegue
comer de forma voluntária o máximo consumo é
atingido quando há alimento disponível, animal
saudável, condições de conforto.
Fatores que afetam o consumo
Físico: repleção ruminal dada pela distensão do órgão
que faz com que o animal fique satisfeito. Tempo de
retenção (consumo diminui)
Fisiológicos: pós período de restrição, status
energético, exigências nutricionais.
Psicogênicos: resposta a fatores que inibem ou
estimulam o consumo. Ex: odor, sabor, aparência,
textura, conforto, interações sociais, aprendizado,
status emocional.
Seletividade alimentar
Quando tem escolha, os animais podem reconhecer o
valor energético e o custo energético para obter cada
alimento. Ex: alimento que dá mais energia sem
gastar muito consumo energéticona digestão
Digestibilidade
Relação entre a quantidade de matéria seca ingerida
que é digerida.
- Existem espécies de gramínea e leguminosas
mais adaptadas a certos climas e solos.
Eficiência energética
23
Aporte de nutrientes arejados e aproveitado pelo
animal
Análise de alimentos
Avaliação macroscópica do material: cor, cheiro,
granulometria, empelotamento contaminantes
(insetos/materiais estranhos)
Análise químico-bromatológica de alimentos:
processos químicos e físicos que o alimento passa
para fazer cálculo e avaliação de nutrientes e
composição do alimento.
- Amostras a granel: 6 amostras de 100g por
tonelada, homogeneizar e destas tirar 1kg
para o laboratório. > Fazer coleta em raios
pontos, mistura-las e tirar uma certa
quantidade.
- Amostras ensacadas: devem ser amostradas
diagonalmente devido a segregação das
partículas, na mesma quantidade citada
acima, utilizando um calador (tubo simples
ou duplo preferido com a extremidade
pontiaguda)
- Amostras de pastagem: amostra única e
misturada em vários locais da pastagem. Se
não for mandada imediatamente pode fazer
o congelamento. Deve-se escolher no mínimo
10 pontos para a coleta.
- Amostras de silo: coleta feita diretamente do
silo.
- Amostra de fenos; coleta com a mão em
diferentes locais do fardo.
- Amostra de farelos, grãos , concentrados:
calador de posição diagonal para pegar várias
áreas do alimento.
Pastagem
Rotativa: deve simular o pastejo do animal, observar
até onde o animal corta com a boca, prender a
forragem com a mão e cortar.
Lotação rotativa: observar até que altura da planta
dos piquetes que foi pastejado o animal comeu. Esse
tamanho, você corta no próximo piquete, a forragem
que será colhida acima da altura representa o
estrato de pastejo (o que o animal irá consumir).
Análises
Deve ser devidamente armazenado adequado,
apresentar data e local e as análises a serem
realizados
1. Método de Wendy.
Fornece o valor de matéria seca, matéria mineral,
extrato etéreo, fibra bruta, proteína bruto, e extratos
não nitrogenados.
- Matéria seca: determinada por pré secagem,
moída, secagem em estufa (tira toda a água
do alimento).
- Matéria mineral: incineração da amostra
- Extrato estéreo: determinado com a lavagem
da amostra com solvente (éter) e com isso
extrai os óleos e gorduras da amostra.
- Fibra bruta: determinada com solução ácido
seguida de básica, é considerada a fração
indigestível para monogástricas. Fração
fibrosa (celulose, hemicelulose e lignina
(totalmente indigestível)).
24
- Proteína bruta: determina o nitrogênio da
amostra, a quantidade de nitrogênio entra
em um cálculo e descobre-se a quantidade de
ptn.
- Extrativo não nitrogenados: os carboidratos,
medida de energia do alimento. Estimado a
partir das outras análises.
- Nutrientes digestíveis totais: porção digestível
da fração do alimento. Não se considera a
perda pelos gases, incremento calórico e valor
de energia da proteína.
2. Método de Van Soest
Fez a separação da fibra, consiste na solubilidade de
frações em soluções detergentes. Determina o FDN e
FDA. Verifica se o alimento pode ser mais ou menos
consumido e em relação a digestibilidade
- FDN - Fibra em detergente neutro (laurel
sulfato de sódio): deixa insolúvel a celulose,
hemicelulose e lignina; e solúvel a pectina,
açúcares, amido, proteína e EE.
Sobra em um saco apenas os componentes
da parede celular
- FDA - Fibra em detergente ácido: pega a
mesma amostra em detergente neutra e
passa por detergente ácido.
Insolúvel: celulose + lignina (sobre
apenas esses)
solúvel: pectina, açúcares, amido, proteína,
+ hemicelulose. Determinar a hemicelulose
- Lignina: tratado com ácido sulfúrico.
Determina a lignina (indigestível).
Digestibilidade
In vivo: considera-se os nutrientes ingeridos e os
recuperados nas fezes, calculando o coeficiente de
digestibilidade por diferença
In situ: avaliação da degradação de alimentos
incubados em sacos de náilon porosos, estes sacos
são mantidos dentro do rúmen de animais fistulados
e são removidos em intervalos de tempo
determinados
In vitro: estimativas do tempo de colonização, a taxa
de degradação e a extensão da degradação
25
In Vitro gases: consegue medir a quantidade de gases
produzidos.
Fibra …………………………………………………………………………………………………………
● Componente estrutural das plantas (parede
celular).
● Não digerido por enzimas dos mamíferos, e
digerida por microorganismos ruminais.
● É a fração do alimento que promove a
ruminação.
Carboidratos ………………………………………………………………………………………
● Fibrosos: celulose, hemicelulose - de digestão
lenta e energia duradoura
● Não fibroso: amido (farelo de trigo, soja, arroz,
milho, sorgo), glicose prontamente
aproveitável.
● Maior representante energético e o milho
Quanto mais fino/moído o alimento, mais digestível
ele é (em partícula menor).
- Deve estimular a ruminação e salivação para
redução do Ph.
Aminoácidos (proteína) ………………………………………………………………
● Crescimento, gestação, lactação, formação de
lã
● As proteínas são compostas de: a.a, peptídeos,
nitrogenados não roteiros (ureia)
● Maior representante protéico na formulação
de dieta e farelo de soja.
Disponibilidade de nitrogênio (tem relação com a
degradabilidade no rúmen pois é usado por bactérias)
As rações podem ter mais ptn brutas e uma com
menos, porém conforme a fração de nitrogênio, a que
está em maior quantidade, terá menos
degradabilidade.
Análise dos nutrientes
- Proteína bruta: composto mais comum na
determinação de aminoácidos
- Lipídeos - extrato etéreo: determinação dos
ácidos graxos
- Fibra bruta: principalmente celulose e lignina
- Extrativo não nitrogenado: amido, pectina,
carboidratos e outros
-
Determinação de matéria seca Alimentos com
menos matéria seca, os nutrientes se encontram
mais diluídos. São menos nutritivos pois o animal
consome maior volume para se alimentar.
26
Importância FDN - FDA
Utilizado para determinar a qualidade das
forrageiras. Ver o quanto vai ser digestível .
Quanto mais velha a planta, menos fibras digestíveis
ela tem.
- Quanto mais jovem a planta, maior o
conteúdo celular
- Quanto mais velha: maior o FDA.
- Quanto menor o FDN, mais conteúdo celular
está presente na planta (maior consumo)
- Maior o FDN maior a capacidade de
enchimento ruminal e menor consumo.(mais
conteúdo da parede celular).. E, o excesso de
FDA meno à digestibilidade.
27
…………………………....……….……….. Nutrição de ruminantes
………....………..……………....…………
Psedoruminantes: animais com estômago dividido
em três compartimentos (omaso e abomaso
unidades), dedos pares com almofadas carnosas. Ex:
camelô, opaca
Ruminantes verdadeiros: estômago dividido em 4
partimentos, perna alongada, número par de dedos
por membro revestido com casco. São divididos em
seletores de concentrado (pobre em fibras devido a
dificuldade na digestão); intermediários (médio em
fibra) e comedouros de gramínea (rico em fibra).
Comportamento dos ruminantes: Pasta, rumina e
descansa por 8 horas cada.
Digestão
Os micro-organismos atacam as fibras e produzem
os ácidos graxos voláteis, e no abomaso forma
proteína para dieta por microbianos..
Energía criada: ácido acético, ácido propiônico, ácido
butírico
● Pré estômago: rúmen retículo e omaso
● Estômago redeiro: abomaso
Ruminar: regurgitar os alimentos antes ingerido e
fazer uma nova mastigação e deglutição, para
transformar em moléculas menores. Faz com que o
animal consiga tirar energia dos alimentos.
1. Com o alimento na boca, eles mastigam muito
pouco, uma vez deglutido, o alimento vai para o
rúmen (onde e amassado e sofre a ação de bactérias,
protozoários e fungos que degradam a celulose
encontrada no alimento ingerido)
2. Depois de fermentados, os carboidratos dos
vegetais (celulose, amido e açucares) produzirão
ácidos orgânicos que serão absorvidos pelas papilas
ruminais encontradas na parede do rúmen,
fornecendo energia ao animal, além de vitaminas,
metano e gás carbônico.
3. Depois que esse alimento é processado no rúmen,
ele segue para o retículo no qual bactérias e
protozoários continuam a degradação da celuloseiniciada no rúmen.
28
4. Uma vez no retículo, esse alimento é misturado à
saliva, e, então, volta para a boca para ser mastigado
novamente.
Funções do aparelho digestório: fornecer água,
nutrientes e eletrólitos, armazenar alimentos pó um
prédio, absorção e eliminar resíduos alimentares
Fatores responsáveis pela digestão: mecânicos
(mastigação, deglutição, regurgitação, motilidade,
defecação), secretório (glândulas), químicos
(enzimas) e microbianos.
Apreensão dos alimentos
Bovino: alimento inserido na boca com o movimento
da língua e cortados pela compressão do dente
contra o palato superior. Ao ingerir líquido eles
sugam a água a partir de uma pressão negativa.
Ovino: utilizando os dentes e a língua para apreensão
mas os lábios possuem grande participação.
Quanto mais rica em amido, menos fibra, então
rumina menos. Quanto mais rico em fibra maior o
tempo para ruminação.
- É necessário um efeito de ruminação para
saliva tamponar o rúmen, para não acidificar
(Ph).
- A proteína é fundamental no
desenvolvimento desse crescimento
microbiano.
Saliva
Facilita a mastigação e deglutição, apresenta ação
lubrificante devido à presença de mucina. No
ruminantes existe a amilase salivar que faz o início
da digestão na boca.
Estômago
Possui quatro compartimentos: rúmen, retículo,
omaso e abomaso
No rúmen há microvilosidades (papilas) para uma
maior absorção do nutriente, além disso, armazena e
mistura o alimento.
A motilidade do rúmen garante o acesso dos
microrganismos ao substrato alimentar e favorece a
absorção de produtos da fermentação (AGVs e ¿) pelo
contato com epitélio ruminal.
Existe duas ondas
1. O retículo contrai e empurra o alimento pra
trás e pra baixo
2. O saco cranial do rúmen contrai obrigando o
conteúdo ruminal a se misturar com a fibra.
Depois o saco ventral também se contra
para que uma parte siga pro teto
gastrointestinal e outra a ser regurgitada .
Acontece mais para eructação;
Desenvolvimento do pré estômago
No nascimento o rúmen não é um órgão funcional. O
filhote passa por 3 fases, lactante, transição e
ruminante (a duração é variada).
O filhote tem uma goteira esofágica, que faz com
que o leite vá direto pro abomaso ao invés do rúmen.
29
Fase lactante
Após o nascimento o animal passa da alimentação
placentária para digestiva e grande parte do êxito na
sobrevivência nos primeiros dias de vida depende da
composição e fornecimento de colostro para o aporte
de nutrientes e imunidade.
Fase de transição
Rúmen começa a aumentar de tamanho, com as
papilas se desenvolvendo. E tudo isso se dá, através
do consumo de alimentos sólidos.
Fase de ruminante
Ainda que o rúmen tenha capacidade inata de se
desenvolver, o consumo de alimentos sólidos
desencadeia o desenvolvimento ruminal. Um
consumo insuficiente de nutrientes a partir do leite
estimula o consumo de alimentos sólidos e
desenvolvimento do pré estômago.
- Microorganismos ruminais: São os fungos,
bactérias (gram-positivas) e protozoários que
irão fazer a colonização inicial. A bactéria
mais predominante será aquela que
consegue digerir o tipo de alimento que o
animal está condicionado. Ex.: bovino que
come mais amido, terá mais bactérias que
são aminolíticas. Por isso cuidado quanto o
animal troca de dieta.
Rúmen: digestão do conteúdo celular e formação do
ac. voláteis que são absorvidos.
Retículo: Mucosa interna com característica
pregueada. Faz a seleção do tamanho de partículas
que seguiram pro amaso e abomaso e outros que
iram ficar.
- Regulação de entrada e saída.
Omaso: Folheada com alta absorção de água e
eletrólitos.
Abomaso: contato do alimento com HCL, ocorre a
morte dos microorganismos e digestão da proteína
microbiana.
Mucosa do intestino delgado. : Tem vilosidade e
microvilosidades e bordas em escova. Local de
absorção.
Intestino grosso : Pouca absorção de água e última
degradação de substâncias proteicas, células
descamação, suco digestivo. Produz aminoácidos,
ácidos graxos voláteis, aminas e gases.
Fígado e bile
Órgão acessório do sistema digestório, è onde os
ácidos graxos voláteis passam pela glicogênese E
secreção da bile que faz a digestão e absorção de
lipídio, dissolução dos ácidos graxos e vitaminas
lipossolúveis.
Pâncreas e secreção pancreática
O pâncreas ajuda a alcalinizar o quimo que veio dos
estômagos, para que não há lesão na mucosa
intestinal. Além disso, possui enzimas que ajuda na
digestão, sobretudo das partículas pequenas que não
passaram pela fermentação no rúmen.
Digestão do rúmen
As bactérias fazem degradação da celulose e
hemicelulose até glicose, para que elas possam
crescer e se multiplicar. E como produto
intermediário da metabolização, elas produzem
piruvato, que através do ciclo de Krebs existe
30
formação do acetato, butirato e propionato (todos
ácidos graxos voláteis).
Depois, elas passam a parede rúmen e pela circulação
porta-hepática chegam ao fígado. O butirato será
transformado em corpos cetônicos ainda na
circulação. Os demais vão até o fígado, sendo que
através da gliconeogênese o propionato muda para
glicose, e o acetato passa direto. Após isso, são
levados aos tecidos, para através do ciclo de krebs
formar cada um formar um produto.
→ Forma músculo, gordura no tecido adiposo e
gordura no leite.
→ Propionato importante para produção leiteira.
Quando fornece proteína os microorganismos irão
consumir e o animal consome do microorganismo. O
mesmo acontece em relação a energia, o carboidrato
se desassocia em glicose que é usada pelos
microrganismos, os mesmos formam os ácidos
graxos que é aproveitado pelo animal (simbiose)
- PDR: proteína degradada no rumen, e
desamina os peptídio , aminoácidos e
amônias para liberar N para os
microrganismos (constitui o corpo celular dos
microorganismos). Existe o bypass que não
sofre ação bacteriana é degradada no
intestino.
- PNDR: proteína não degradada no rúmen.
A ureia também é adicionada ao alimento e fornece
nitrogênio, mas não é de origem protéica. Tem limite
por ser tóxica. Além disso, quando dar ureia ele
fenecer carboidrato também para fornecer energia
aos microrganismos para que a ureia seja
metabolizada. (Barateia a dieta pois a proteína e a
parte mais cara)
Proteína Bypass: É um farelo de soja cuja proteína
passa, em maior proporção, intacta da degradação
ruminal comparada a outras fontes proteicas
tradicionais. Ess proteção da proteína, em que a fonte
original chega em maior proporção para ser
absorvida no intestino.
Os lipídios devem estar incluídos na dieta em
pequena quantidade para não envolver a fibra e
dificultar a chegada dos microorganismos.
Também é utilizada para aumentar o aporte
energético
Os microorganismos fazem a biohidrogenação que é
a degradação das partículas em moléculas menores
que se irão aderir às partículas de alimentos e irão
para o intestino para ser absorvida.
31
…..…............................... Cálculo de ração
…...…...….........…...…...
Passo 1: estimar os requisitos nutricionais do
animal
● MS (matéria seca)
● NDT (Energia)
● PB (proteína bruta)
Passo 2: estimar o consumo diário de MS, tanto de
concentrado e volumoso conforme as características
do animal e de alimentos disponíveis.
Vaca 600 kg > 30 kg leite/dia > GDP: 200gr
Para exigência, diz que é
necessário 70% de volumoso e 30 % de concentrado.
Volumoso: 21 kg x 0,7 = 14,7 kg
Concentrado: 21 kg x 0.,3 = 6,3 kg
O animal deve comer 14,7 kg de volumoso e 6,3 kg de
concentrado
32
Passo 3: Estimar os nutriente (NDT e PTN)
fornecidos pelo volumoso
Silagem de milho:
NDT: 0,58 x 14,7 = 8,53 kg (a exigência é de 13, 5)
PB: 0,09 X 14,7 = 1,32 KG ( a exigência é de 3,2)
Déficit
NDT: 13,5 - 8,45 = 4,97 kg (deve ser suprido no
concentrado)
PB: 3,2 - 1,32 = 1,88 kg (deve ser suprido no
concentrado)
Passo 4: estimar a quantidade de MS ingerida de
concentrado e o que ele precisará fornecer de NDT e
PB em %
Concentrado: 21 kg/dia - 14,7 (V) = 6,3 kg
6,3 ------------- 100% = 6,1 kg de Con.
x -------------- 97% ( -3% de sal)
Calcular % de NDT e PB do concentrado:
NDT: 6,1

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