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· Aspecto afetivo da produção
· Alimentação deve ser baseada nas reais necessidades dos animais e não em projeções humanas
· Setor de nutrição para cães e gatos representa 3% da produção total de ração total de ração no brasil
· 2013 > a produção neste mercado cresceu aproximadamente 5% > classe média emergente > mais da metade da população brasileira
· SINDIRAÇÕES
· Mercado pet distribuição: alimentação 66%, serviços 20%, equipamentos, acessórios e produtos de higiene 8%, medicamentos veterinários 6%
· Características gerais:
· Processos de extrusão (cozimento industrial) e peletização > conferem maior eficiência alimentar, melhor palatibilidade, redução na segregação de ingredientes e de perdas, facilidade no manejo e transporte e melhor conservação
· Raças específicas: idade, porte, raça.
· Carga tributária - custo. > bens supérfluos não comparáveis aos componentes da cesta básica humana
· Tendências futuras: rações premium e superpremium, vegan e orgânicas
 
14/02
 
Fisiologia digestiva e nutrição dos animais carnívoros
· Cães vs gatos
· Espécies com comportamentos alimentares e exigências nutricionais distintos
· Cão não é um homem pequeno
· Gato não é um cachorro pequeno
· Carnívoro e semi-carnívoro
Comportamento alimentar
· Cães - alimentação em grupo
· Refeições esparsas
· Valor social da alimentação
· Gatos - caça solitária - pequenas e frequente refeições
· Prefere água corrente
· Sem valor social da alimentação
Cães
· Grande variabilidade de portes entre raças
· Diferentes ritmos de crescimento, necessidade nutricionais
di
· Cães evoluíram para uma dieta mais onívora
· Gatos evoluíram para uma dieta estritamente carnívora
· Cães > molares mais desenvolvidos que os gatos, indício da maior presença de cereal em sua dieta natural
Carnívoros
· Gatos > instinto de caça, mesmo em situações de adequada nutrição
· Disposição das orelhas > captura de sons
· Garras em forma de ganchos afiados> segurar as presas
· Caninos afiados
Fisiologia digestiva
· TGO curto
· Reduzida absorção de nutrientes > rações de alta qualidade
Boca
· Cães e gatos - Dentes para agarrar e rasgar o alimento, movimentos de cabeça para levar o alimento a cavidade oral
· Mastigação reduzida
Estômago
· Nos carnívoros, as modificações químicas do estômago englobam exclusivamente a degradação de polipeptídios. Devido à falta de amilase na saliva e a escassa colonização bacteriana, os processos amilolíticos não ocorrem ou apenas se passam em mínima quantidade. Epitélio totalmente glandular
· Ph ácido > 1 a 2
· Ativação pepsina
· Degradação de ossos e redução de carga microbiana (carne em decomposição)
Intestino delgado
· Nos carnívoros, a intensidade da degradação nesse órgão é tão extensa, que apenas uma pequena quantidade de substâncias não diferidas atinge o intestino grosso.
· Para esses animais, nesse compartimento, predominam digestão lipídicas e proteica, uma vez que a utilização de carboidratos é restrita
Intestino grosso
· Vestígios de ceco
· Término da digestão e da absorção dos produtos de degradação e no espessamento do conteúdo intestinal pela retirada da água e eletrólitos e formação das fezes
· Escape de frações não digeridas ou absorvidas, enzimas e descamações
· Fermentação mínima e hidrogenação
· AGV'S (ác. Graxos voláteis)> auxiliam na saúde intestinal > dão cor e cheiro as fezes
Coprofagia em cães
· Subnutrição
· Estresse 
· "Medo" do proprietário
Particularidades do metabolismo dos gatos
· Não convertem metionina em taurina
· Não convertem b-caroteno em vitamina A
· Não convertem ácido linoléico em ácido araquidônico
· Não convertem triptofano em niacina
· Baixa produção de arginina
Alimentação
· Sobrealimentação tem sido mais frequente que subnutrição
· Reações de excelente qualidade > extrusão, matérias primas e aditivos > obesidade
· Exigências:
· Fase:
· Crescimento e reprodução
· Manutenção (Adultos)
· Porte:
· Mini, pequenos, médios, grandes, gigantes
16/02
 
Metabolismo de carboidratos
 
Metabolismo de fibra:
Fibra na dieta dos carnívoros:
 
· 3-6% FB na dieta
· Sensação de saciedade
· Trânsito do alimento no trato digestório
· Eliminação > distúrbios digestivos
Fibra solúvel e insolúvel:
· Conceito semelhante ao da nutrição humana
· Menor aproveitamento de lipídios > ação benéfica a saúde
Fibra solúvel:
· Frutoligossacarídeos (polpa de beterraba) > prebióticos
· Melhoria da absorção de nutrientes
· Controle de bactérias patogênicas
· Alimento nutracêutico
Fibra insolúvel:
· Peristaltismo
· Vômito > distúrbios gastro-intestinais
· Animais procuram fazer "pastejo"
Metabolismo de amido:
Aproveitamento de carboidratos:
· Baixo aproveitamento por cães e gatos > cozimento, extrusão > gelatinização do amido (quebra da estrutura cristalina, rígida)
Amido:
· Necessita de processamento para cães e gatos > gelatinização do amido (bom aproveitamento pelos pets)
· Amido in natura > fermentação intestinal > diarreia
Aproveitamento de carboidratos - cães
· A dieta mais onívora do ancestrais dos cães, ao atacar suas grandes presas, vem do consumo de resíduos vegetais mal digeridos em seus tratos digestórios
· Consumo eventual de frutas
Aporte de glicose
· Todos os animais têm necessidade metabólica de glicose > síntese endógena e fontes dietéticas (processadas)
· Gliconeogênese ocorre no fígado fornecendo glicose
· Síntese endógena > carnívoros
· Ácido lático, aa, glicerol
· Carnívoros > disponibilidade de lipídios e proteínas
Alimentação natural - gatos
· Açucares não estimulam neurônios responsáveis pela resposta ao sabor
Digestibilidade das fontes de amido
· Afeta qualidade das fezes > quanto mais ácidas = indício de maior fermentação (menor digestibilidade)
· Quanto mais secas > melhor digestibilidade das fontes
Amido:
· Inclusão maior em dietas de cães e rações comerciais price e standard
· 30-60% > alimentos secos
· 0-30% > alimentos úmidos
Açúcares
· Sacarose e lactose não são bem tolerados pelos cães e gatos adultos
· Ingestão e diarreia
Fontes de carboidratos
· Milho, sorgo, quirera de arroz, farinha de mandioca
Metabolismo de proteínas
Carnívoros:
· Hábito alimentar: caça
· Excelente digestão de proteínas e lipídios
· Dez aminoácidos essenciais > presentes nos alimentos
· Proteínas de elevada qualidade > bom balanço de aa essenciais
 
 
 
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Diferenças entre as rações:
 
Ração de combate: qualidade inferior, coeficiente de digestibilidade em torno de 45 a 50%, fonte de proteínas quase integralmente de origem vegetal, não é bem aproveitada pelo animal, maior volume de fezes, mais baratas, formuladas a partir de subprodutos vegetais, 
 
Ração Standard: qualidade da proteína é inferior as rações superiores, geralmente de vegetais com pouco aproveitamento e subprodutos de animais, coeficiente de digestibilidade inferior a 60% 
 
Ração Premium: rações de primeira qualidade, mais caro que as rações inferiores, mais ingredientes de origem animal, diminuem a quantidade de fezes, possuem fórmulas para idade e porte.
 
Ração Super Premium: rações de altíssima qualidade, são muito digestíveis, diminuem muito a quantidade de fezes, deixam as fezes mais duras, possuem fórmulas especiais naturais, light, para raças, sênior, etc.
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21/02
 
Metabolismo de proteínas:
CARNÍVOROS:
Hábito alimentar: caça
Excelente digestão de proteínas e lipídios
Dez aminoácidos essenciais > presentes nos alimentos
Proteínas de elevada qualidade > bom balanço de aa essenciais
 
Necessidade de proteína:
Balanço de nitrogênio
Animal jovem ou gestação = N>0
Adulto N=0
Idoso N<0
 
Metionina > glicose
 
Fases de maior demanda de proteína:
 animais em crescimento, fêmeas em gestação, fêmeas em lactação
 
Aminoácidos:
Taurina, arginina, l-carnitina
 
Taurina: gatos > síntese insuficiente > dietas > produtos de origem animal ou sintética
 
Deficiência de taurina: cegueira, problemascardio-vasculares
 
Arginina
Aa > arginina > ureia > ornitina > citrulina > arginina
Gatos > limitada síntede de ornitina e citrulina
Salivação, vômitos, coma e morte
 
l-carnitina
Facilita a entrada dos lipídios nas mitocôndrias
Reduz acúmulo de gordura
Resposta positiva em rações light apenas se o animal estiver fazendo exercícios
Deficiência > menor crescimento, pelagem rústica, problemas reprodutivos
Excesso> obesidade, flatulência e diarreias
 
Excesso de proteínas
Sem estoque no organismo > produção de ureia - nefropatias crônicas
 
Dietas a base de carne
Caça
Ingestão de proteínas, ossos (minerais), vísceras (vitaminas)
Domésticos > deficiências minerais e vitaminas
Sempre quando há fermentação a produção de vitamina
 
Dietas especiais
Animais obesos> light
Elevada proteína > perda de peso sem perda de massa muscular
Animais nefropatas menor pt > menor excreção de N
Animal com alergia alimentar
 
 
Metabolismo de lipídios
Fornece energia, são importantes na alimentação por influenciar na palatabilidade e textura dos alimentos e carrearam vitaminas lipossolúveis
 
Ômega 3 e 6
Sistema cardiovascular
Ação antiinflamatória
Pelagem
Aprendizado dos animais jovens
 
Gliconeogênese > glicerol
 
Em razão de seu alto teor calórico, são os lipídios que determinam a densidade energética de um alimento
 
 
07/03
 
Gato possui sobrepeso quando se encontra a 15 a 20% acima do peso ideal
Obesidade acima de 30 a 40%
 
...
 
14/03
 
Fazer tabela com rações de prescrição para os seguintes problemas:
· Obesidade v
· Cardiopatia - v
· Renais - v
· Hepático - v
· Hipoalérgicos - v
· Problemas gástricos - v
· Diabetes ----------------------------------> fazer slides (ação coadjuvante da ração no problema, poucos slides. Colocar por ex: se o teor de proteina tem q ser alto ou baixo. v
· Convalescência
 
Fisiologia digestiva e metabolismo dos nutrientes em ruminantes:
 
Alimentação básica > alimentos volumosos > sem competição com alimentação humana
Monogástricos
 
Qualidade - composição bromatológica, digestibilidade
Com o advento do melhoramento genético, a demanda nutricional diária dos animais passou a não mais ser suprida apenas pelos volumosos. Os alimentos concentrados, ricos em energia, tornam-se primordiais a expressão do potencial produtivo dos animais
 
Consequências:
Custos de produção, distúrbios metabólicos e qualidade dos produtos - aspectos a serem considerados quando da escolha da participação dos concentrados na dieta total (relação concentrado/volumoso)
Alimentos naturalmente produzidos
Aptidão natural da produção leiteira e de carne no brasil
Na produção animal, é de extrema importância a combinação de alimentos energéticos, protéicos, além de vitamínicos e minerais para o adequado fornecimento de nutrientes e energia necessários a maximização dos desempenhos reprodutivos e produtivos
 
Objetivos gerais:
Eficiência alimentar - custos
Qualidade dos produtos
Meio ambiente
Responsabilidade social
 
Fermentação ruminal:
"Desenvolvimento de ação altamente especializada viabilizando o acesso da energia contida nos alimentos fibrosos"
 
Estômago único dividido em vários compartimentos
Bovinos, ovinos, caprinos > 4
Camelos, lhamas > 3
 
Anatomia bucal:
Lábios:
· Móveis - animais seletivos
· Curtas e imóveis - pouco seletivos
 
Língua:
· Longa, muscular e fina
· Ajuda na apreensão em animais menos seletivos
 
Glândulas salivares:
Reciclagem de nutrientes, sem enzimas digestivas
 
Volume de saliva: varia com a espécie de ruminantes (60 l/dia - ovinos/ 200 l/dia - bovinos)
Composição da dieta afeta diretamente a produção de saliva
 
Estômago multicavitário:
Deriva embrionariamente do estômago simples
Rúmen, retículo, omaso > fermentação
Abomaso > digestão enzimática
 
Rúmen, retículo - interligados, maior parte dos processos fermentativos e de absorção de nutrientes
Rúmen, retículo, omaso: epitélio aglandular, recoberto por epitélio mucoso, com grande capacidade absortiva
 
Papilas ruminais: absorção de produtos da fermentação
Varia em número, distribuição e tamanho > dieta
Início em 3 semanas de vida > ácidos propiônico e butírico
 
Acidose ruminal: papilas ruminais ficam arredondadas, friáveis e marrom escuras, sendo que muitas são descoladas da mucosa
 
Omaso - epitélio escamoso estratificado:
Absorção de água e nutrientes (semelhante as papilas ruminais), retenção de partículas grandes e impulsão de partículas pequenas e líquidas
 
Abomaso: característica similar a dos outros mamíferos
Mucosa gástrica glandular e aglandular
Proteína elevada : maior produção de HCl
Alta vascularização > absorção de produtos da digesão
 
Processos digestivos:
Ruminação: regurgitação pós-prandial da ingesta seguida por mastigação lenta, reformação do bolo alimentar e redeglutição
· Ciclico
· Motilidade rúmen-retículo
 
Contrações ruminais:
Alimento em contato com microrganismos
AGV's próximos a parede ruminal - absorção
Eliminação de gases
Diminuir estratificação do conteúdo
Mistura das frações
 
Ruminação
Efeito importante sobre a redução no tamanho das partículas e sobre o movimento do material solido através do rúmen
Mastigação inicial > rápida, tamanho para permitir deglutição
Remastigação > até atingir tamanho adequado para fermentação
Início entre 30 a 90 minutos após ingestão
 
Material regurgitado origina-se da região pastosa
Material que já sofreu alguma atividade digestiva
 
Número e tempo de ruminação
· Tamanho das partículas
· Teor em parede celular da ingesta
· Número de refeições
· Quantidade de alimento ingerido
 
 
4-24 períodos de ruminação (10 a 60 minutos cada)
Em média > 7horas/dia
 
Ausência de ruminação:
Granulometria reduzida
Estresse térmico
Problemas fisiológicos
 
Ruminação - consumo
· Consumo > enchimento do rúmen > ruminação e fermentação > redução tamanho das partículas > consumo
 
 
 
A partir do questionário e das respostas do proprietário do animal, foi possível verificar que o animal recebe "mimos" mesmo os donos tendo consciência de seu sobrepeso. O animal não pratica nenhuma atividade física e mora em apartamento estando dentro da residência 24 horas. O animal é tratado como membro da família recebendo também comida humana além da sua ração fornecida à vontade
 
 
 
 
Produtos da fermentação ruminal
 
Substratos: 
Fermentação por ação microbiana:
· Fases
· AGV's: C2, C3, C4 > corrente sanguínea
· Vit hidro e K
· NH3
· Fração indigestível
 
C2: glândula mamária, gordura do leite
C3: fígado > glicose
C4: tecido adiposo > gordura
 
Quanto mais fibra, mais ação das fibras celulolíticas, mto mais C2 e pouco mais c3 e c4
Mais amido, mais ação amilolíticas, mto mais C3 e pouco mais c2 e c4
 
 
 
04/04
 
Nutrição de herbívoros
Metabolismo de carboidratos
 
Fibrosos: celulose, hemicelulose
Não fibrosos: amido, pectina, açucares
 
Metabolismo dos carboidratos fibrosos
Física:
· Peristaltismo
· Mastigação: saliva - pH = 8,2 > tamponamento ruminal
Energética:
· Fermentação ruminal
 
Metabolismo dos carboidratos não fibrosos:
· Amido: fermentação, digestão
 
 
12/04
 
Metabolismo de lipídios:
Alimentação básica dos herbívoros
 
Carboidratos > fibra, amido, energia
 
Óleos vegetais - triglicerídeos > o que mais tem em extrato etéreo. Óleo vegetal é suplemento
Forragem: não tem triglicerídeos, tem galactolipídios. Pigmentos: beta caroteno, clorofila. Ceras: ajuda a reduzir a transpiração. - Tudo isso seria o extrato etéreo da forragem
E.E. da forragem: 3-4%
Energia de forragem vem do carboidrato
 
 
NDT: somatória da energia da proteína digerida + energia da fibra digestível + energia do extrato etéreo digestível + energia do extrato não nitrogenado
 
Extrato etéreo da forragem não se calcula como energia usada pelo animal, não são fontes importantes de energia
 
Incluir lipídios na dieta
As bactérias realizam biohidrogenação para neutralizar a toxidez dos lipídios insaturados
Animais ruminantes ingerem o óleo com lipídios insaturados e depositam a gordura como saturada
Biohidrogenação é características dos ruminantes
Transforma a gordura de forma toxica para não tóxica = biohidrogenação
 
Máximo deextrato etéreo na dieta dos ruminantes = 5%
 
Se o animal não consegue saturar os lipídios, cai o aproveitamento da fibra devido a dificuldade das bactérias celulolíticas 
Também cai a viscosidade do conteúdo ruminal dificultando a liberação de gases do animal
 
Lipídio bypass: passam direto pelo rúmen e é disponibilizado no intestino delgado para ser digerido pela lipase - máximo de 7-8% E.E. (contendo os 5% de E.E. dos lipídios) é um extra de energia que não afeta as bactérias do rúmen, passando direto para o intestino. Se passar de 5% de E.E. no rúmen sobrecarrega as bactérias celulolíticas
 
Óleo de soja: ácido graxo linoleíco: várias cadeias insaturadas, passa por biohidrogenação e vira ácido graxo esteárico (com pH equilibrado)
 
Ácido graxo linoleíco com pH baixo (pouca FDN integra) > Cla- trans10-cis12 (ácido linoléico conjugado) > diminui a gordura do leite
 
Pastagens muito jovens (pastagens de inverno) possuem níveis de E.E. muito elevados (7-8%) e são E.E. insaturados. Reduz a gordura do leite pois afetam as bactérias principalmente as celulolíticas.
 
Fibra aumenta gordura do leite

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