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Resumo de imagiologia Radiação Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contêm energia, carga eléctrica e magnética. Podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construídos pelo homem. Possuem energia variável desde valores pequenos até muito elevados. As radiações eletromagnéticas mais conhecidas são: luz, micro-ondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e radiação gama. As radiações sob a forma de partículas, com massa, carga eléctrica, carga magnética mais comuns são os feixes de elétrons, os feixes de prótons, radiação beta, radiação alfa. Tipos de Radiação Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser descrita como não ionizante ou ionizante. Radiações não ionizante possuem relativamente baixa energia. De fato, radiações não ionizantes estão sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas como a luz, calor e ondas de rádio são formas comuns de radiações não ionizantes. Sem radiações não ionizantes, nós não poderíamos apreciar um programa de TV em nossos lares ou cozinhar em nosso forno de micro-ondas. Altos níveis de energia, radiações ionizantes, são originadas do núcleo de átomos, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os eletricamente carregados. Este processo chama-se “ionização” um átomo pode se tornar ionizado quando a radiação colide com um de seus elétrons. Se essa colisão ocorrer com muita violência, o elétron pode ser arrancado do átomo. Após a perda do elétron, o átomo deixa de ser neutro, pois com um elétron a menos, o número de prótons é maior. O átomo torna- se um "íon positivo". Estabilidade do Núcleo Atômico A tendência dos isótopos dos núcleos atômicos é atingir a estabilidade. Se um isótopo estiver numa configuração instável, com muita energia ou com muitos nêutrons, por exemplo, ele emitirá radiação para atingir um estado estável. Um átomo pode liberar energia e se estabilizar por meio de uma das seguintes formas: * emissão de partículas do seu núcleo; * emissão de fótons de alta frequência. * O processo no qual um átomo espontaneamente libera energia de seu núcleo é chamado de "decaimento radioativo". * Quando algo decai na natureza, como a morte de uma planta, ocorrem trocas de um estado complexo (a planta) para um estado simples (o solo). A ideia é a mesma para um átomo instável. Por emissão de partículas ou de energia do núcleo, um átomo instável troca, ou decai, para uma forma mais simples. Por exemplo, um isótopo radioativo de urânio, o 238, decai até se tornar chumbo 206. Chumbo 206 é um isótopo estável, com um núcleo estável. Urânio instável pode, eventualmente, se tornar um isótopo estável de chumbo. Radiação Ionizante Energia e partículas emitidas de núcleos instáveis são capazes de causar ionização. Quando um núcleo instável emite partículas, as partículas são, tipicamente, na forma de partículas alfa, partículas beta ou nêutrons. No caso da emissão de energia, a emissão se faz por uma forma de onda eletromagnética muito semelhante aos raios-x: os raios gama. Radiações Ionizantes Alfa (a), Beta (ß) e Gama (?) Radiação alfa (a) As partículas Alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 nêutrons. Sobre as emissões alfa, foi enunciada por Soddy, em 1911, a chamada primeira lei da Radioatividade: Quando um radionuclídeo emite uma partícula Alfa, seu número de massa diminui 4 unidades e, seu número atômico, diminui 2 unidades. X -----> alfa (2p e 2n) + Y (sem 2p e 2n) Ao perder 2 prótons o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X - 2) As partículas Alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel, elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente inofensivas. Entretanto podem ocasionalmente, penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso lesões graves. Têm baixa velocidade comparada a velocidade da luz (20 000 km/s). Radiação Beta (ß) As partículas Beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um próton, um elétron e um antineutrino permanece no núcleo, um elétron (partícula Beta) e um antineutrino são emitidos. Assim, ao emitir uma partícula Beta, o núcleo tem a diminuição de um nêutron e o aumento de um próton. Desse modo, o número de massa permanece constante. A segunda lei da radioatividade, enunciada por Soddy, Fajjans e Russel, em 1913, diz: Quando um radionuclídeo emite uma partícula beta, seu número de massa permanece constante e seu número atômico aumenta 1 unidade X -----> beta(1e) + antineutrino + Y(com 1p a mais) Ao ganhar 1 próton o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X + 1) As partículas Beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos(veja a figura a seguir), ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s. Radiação Gama (?) Ao contrário das radiações Alfa e Beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula Alfa ou Beta. O Césio-137 ao emitir uma partícula Beta, seus núcleos se transformam em Bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo instável a se estabilizar. É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raios-X, micro-ondas, luz visível etc.), apenas os raios gama são emitidos pelos núcleos atômicos. As radiações Alfa, Beta e Gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais. Assim como os raios-X os raios gama são extremamente penetrantes, sendo detido somente por uma parede de concreto ou metal (veja a figura a seguir). Têm altíssima velocidade que se igual à velocidade da luz (300 000 km/s). Raios-X Os raios-X que não vêm do centro dos átomos, como os raios Gama. Para obter-se raios-X, uma máquina acelera elétrons e os faz colidir contra uma placa de chumbo, ou outro material. Na colisão, os elétrons perdem a energia cinética, ocorrendo uma transformação em calor (quase a totalidade) e um pouco de raios-X. Estes raios interessantes atravessam corpos que, para a luz habitual, são opacos. O expoente de absorção deles é proporcional à densidade da substância. Por isso, com o auxílio dos raios X é possível obter uma fotografia dos órgãos internos do homem. Nestas fotografias, distinguem-se bem os ossos do esqueleto e detectam-se diferentes deformações dos tecidos brandos. A grande capacidade de penetração dos raios X e as suas outras particularidades estão ligadas ao fato de eles terem um comprimento de onda muito pequeno. Aplicações A radiação ionizante tornou-se há muitos anos parte integrante da vida do homem. Sua aplicação se dá na área da medicina até às armas bélicas, contudo, sua utilidade é indiscutível. Atualmente, por exemplo a sua utilização em alguns exames de diagnóstico médico, através da aplicação controlada da radiação ionizante (a radiografia é mais comum), é uma metodologia de extremo auxílio. Porém os efeitos da radiação não podem ser considerados inócuos, a sua interação com os seres vivos pode levar a teratogenias eaté a morte. Os riscos e os benefícios devem ser ponderados. A radiação é um risco e deve ser usada de acordo com os seus benefícios. a) Saúde Radioterapia Consiste na utilização da radiação gama, raios X ou feixes de elétrons para o tratamento de tumores, eliminando células cancerígenas e impedindo o seu crescimento. O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de atingir as células cancerígenas, causando o menor dano possível aos tecidos sãos intermediários ou adjacentes. Braquiterapia Trata-se de radioterapia localizada para tipos específicos de tumores e em locais específicos do corpo humano. Para isso são utilizadas fontes radioativas emissoras de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem das dezenas de Curies. A principal vantagem é devido à proximidade da fonte radioativa afeta mais precisamente as células cancerígenas e danifica menos os tecidos e órgãos próximos. Aplicadores São fontes radioativas de emissão beta distribuídas numa superfície, cuja geometria depende do objetivo do aplicador. Muito usado em aplicadores dermatológicos e oftalmológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos submetidos a cirurgias, evitando sangramentos e queloides, de modo semelhante a uma cauterização superficial. A atividade das fontes radioativas é baixa e não oferece risco de acidente significativo sob o ponto de vista radiológico. O importante é o controle do tempo de aplicação no tratamento, a manutenção da sua integridade física e armazenamento adequado dos aplicadores. Radioisótopos Existem terapias medicamentosas que contêm radiosiótopos que são administrados ao paciente por meio de ingestão ou injeção, com a garantia da sua deposição preferencial em determinado órgão ou tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos de iodo para o tratamento do cancro na tiroide. b) Diagnóstico: Radiografia A radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de raios X ou raios gama que atravessa a região de estudo e interage com uma emulsão fotográfica ou tela fluorescente. Existe uma grande variedade de tipos, tamanhos e técnicas radiográficas. As doses absorvidas de radiação dependem do tipo de radiografia. Como existe a acumulação da radiação ionizante não se devem tirar radiografias sem necessidade e, principalmente, com equipamentos fora dos padrões de operação. O risco de dano é maior para o operador, que executa rotineiramente muitas radiografias por dia. Para evitar exposição desnecessária, deve-se ficar o mais distante possível, no momento do disparo do feixe ou protegido por um biombo com blindagem de chumbo. Tomografia O princípio da tomografia consiste em ligar um tubo de raios X a um filme radiográfico por um braço rígido que gira ao redor de um determinado ponto, situado num plano paralelo à película. Assim, durante a rotação do braço, produz-se a translação simultânea do foco (alvo) e do filme. Obtém-se imagens de planos de cortes sucessivos, como se observássemos fatias seccionadas, por exemplo, do cérebro. Não apresenta riscos de acidente pois é operada por eletricidade, e o nível de exposição à radiação é similar. Não se devem realizar exames tomográficos sem necessidade, devido à acumulação de dose de radiação. Mamografia Atualmente a mamografia é um instrumento que auxilia na prevenção e na redução de mortes por câncer de mama. Como o tecido da mama é difícil de ser examinado com o uso de radiação penetrante, devido às pequenas diferenças de densidade e textura de seus componentes como o tecido adiposo e fibroglandular, a mamografia possibilita somente suspeitar e não diagnosticar um tumor maligno. O diagnóstico é complementado pelo uso da biópsia e ultrasonografia. Com estas técnicas, permite-se a detecção precoce em pacientes assintomáticas e imagens de melhor definição em pacientes sintomáticas. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, produzidos em tubos especiais, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido. Mapeamento com radiofármacos O uso de marcadores é comum. O marcador radioativo tem o objetivo de, como o nome mesmo diz, marcar moléculas de substâncias que se incorporam ou são metabolizadas pelo organismo do homem, de uma planta ou animal. Por exemplo, o iodo-131 é usado para seguir o comportamento do iodo -127, estável, no percurso de uma reação química in vitro ou no organismo. Nestes exames, a irradiação da pessoa é inevitável, mas deve-se ter em atenção para que esta seja a menor possível. Como minimizar os efeitos da radiação ionizante A minimização dos efeitos da radiação nos trabalhadores inicia pela avaliação de risco, o correto planejamento das atividades a serem desenvolvidas, utilização de instalações e de práticas corretas, de tal forma a diminuir a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais. Os equipamentos de proteção (EPC e EPI) devem ser utilizados por todos os trabalhadores, além de ser observado a otimização desta proteção pelo elaboração e execução correta de projeto de instalações laboratoriais, na escolha adequada dos equipamentos e na execução correta dos procedimentos de trabalho. Por outro lado o controle das doses nos trabalhadores deve considerar três fatores: 1. Tempo: A dose recebida é proporcional ao tempo de exposição e à velocidade da dose D = t x velocidade da dose 2.Distância: A intensidade da radiação decresce com o quadrado da distância D1/D2 = (d1/d2)2 3.Blindagem: A espessura da blindagem depende do tipo de radiação, da atividade da fonte e da velocidade de dose aceitável após a blindagem. Para a proteção do trabalhador os comandos do equipamentos devem ter blindagem, assegurando que o técnico possa ver e manter o contacto com o paciente no decorrer do exame. As próprias salas devem ter blindagem, por forma a assegurar e garantir a segurança radiológica tanto do técnico como do pessoal circunvizinho à sala. Estas proteções devem ter espessura suficiente para garantir a proteção contra a radiação primária e a radiação difundida que pode atingir as paredes da sala. No cálculo das blindagens leva-se em conta: * a energia da radiação produzida; * a quantidade de radiação produzida por determinado período (carga de trabalho); * grau de ocupação ou frequência do ponto de interesse; * material a ser usado como blindagem. * Para a blindagem de raios X e Gama usa-se geralmente o chumbo. Contudo outros materiais podem ser utilizados embora a espessura necessária para se obter a mesma atenuação que com o chumbo seja muito maior. A garantia de que as condições de trabalho são adequada do ponto de vista da proteção pode ser obtida através do levantamento radiométrico da instalação. Esta medida tem por objetivo verificar se durante a operação, a instalação apresenta níveis de segurança adequados aos trabalhadores. Controle á exposição Monitorização Este processo tem como objetivo garantir a menor exposição possível aos trabalhadores e garantir que os limites de dose não são superados. Tipos de Monitorização: * Pessoal - procura estimar a dose recebida pelo trabalhador durante as suas atividades envolvendo radiação ionizante. As doses equivalentes são determinadas pela utilização de um ou vários dosímetros que devem ser usados na posição que forneça uma medida representativa da exposição nas partes do corpo expostos à radiação. No caso de o trabalhador usar diferentes tipos de radiação então diferentes tipos de dosímetros devemser utilizados: * Monitorização da radiação externa; * Monitorização da contaminação interna * De área - Tem por objetivo a avaliação das condições de trabalho e verificar se há presença radioativa. Os resultados das medidas efetuadas com os monitores da área devem ser comparados com os limites primários ou derivados, a fim de se tomar ações para garantir a proteção necessária. Tipos de Dosímetros Diversos métodos ou sistemas foram desenvolvidos a fim de possibilitar a determinação da dose de radiação. O objetivo é o de quantificar a energia absorvida, a fim de proporcionar um conhecimento mais profundo dos efeitos da radiação ionizante sobre a matéria. - Exemplos de dosímetros Os requisitos são: * a resposta do dosímetro deve ser linear com a dose absorvida; * o aparelho deve ser de alta sensibilidade, por forma a medir doses baixas; * deve apresentar amplo intervalo de resposta; * a resposta deve ser independente da velocidade da dose; *deve possuir estabilidade da resposta ao longo do tempo; *De uma forma geral podemos classificar os dosímetros em: de leitura direta e de leitura indireta, os primeiros fornecem ao utilizador a dose ou velocidade da dose em qual quer instante, os segundos necessitam de um procedimento para a sua leitura. Para finalizar devemos lembrar de alguns requisitos que compõem os procedimentos de segurança: * delimitação de zonas e áreas (controladas e de vigilância), * selagem * limitar o acesso * utilizar equipamentos de proteção individual * proibir a comida e a bebida, o fumar, mascar chicletes, manusear lentes de contato, a aplicação de cosméticos e ou produtos de higiene pessoal ou armazenar alimentos para consumo nos locais de uso de radiação e áreas adjacentes. * lavar as mãos: - Antes e após a manuseio de materiais radioativos, após a remoção das luvas e antes de saírem do laboratório. - Antes e após o uso de luvas. - Antes e depois do contato físico com pacientes. - Antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar. - Depois de usar o toalete, coçar o nariz, cobrir a boca para espirrar, pentear os cabelos. - Mãos e antebraços devem ser lavados cuidadosamente (o uso de escovas deverá ser feito com atenção). -Manter líquidos antissépticos para uso, caso não exista lavatório no local. - Evitar o uso de calçados que deixem os artelhos à vista. - Não usar anéis, pulseiras, relógios e cordões longos, durante as atividades laboratoriais. - Não colocar objetos na boca. - Não utilizar a pia do laboratório como lavatório. - Usar roupa de proteção durante o trabalho. Essas peças de vestuário não devem ser usadas em outros espaços que não sejam do laboratório (escritório, biblioteca, salas de estar e refeitório). - Afixar o símbolo internacional de "Radioatividade" na entrada do laboratório. Neste alerta deve constar o nome e número do telefone do pesquisador responsável. - Presença de kits de primeiros socorros, na área de apoio ao laboratório. - O responsável pelo laboratório precisa assegurar a capacitação da equipe em relação às medidas de segurança e emergência -Providenciar o exame médico periódicos; -Adoção de cuidados após a exposição à radiação. Filmes radiográfico – processamento radiográfico Radiografia A radiografia é a imagem fotográfica de um objeto, obtida com os Raios X em lugar da luz. Filmes radiográficos composição Embalagem plástica Papel opaco - preto Lâmina de chumbo Película – filme Filme 1. envelope (branco) 2. envoltório (preto) 3. película 4. lamínula de Pb Posicionamento do filme Parte lisa voltada para o dente Picote para a incisal / oclusal Filme na posição vertical para anteriores e na horizontal para posteriores. Película radiográfica Base de poliéster - 0,2 mm Camada adesiva Emulsão - gelatina e cristais de prata (Nitrato de prata + brometo de potássio = Brometo de prata) Capa protetora - gelatina (entumece em contato com líquidos e endurece após a secagem) Base Material rígido (plástico). Fino, transparente, plano. Azulado ou esverdeado. Capa protetora Protege a emulsão do contato com as forças mecânicas durante a manipulação do filme. Fina camada de gelatina. Filmes radiográficos Classificação dos filmes radiográficos -Utilização -Tamanho -Quantidade -Sensibilidade Filmes radiográficos -Intrabucais -Extrabucais Dosimétricos Fotodensitometro- mede quantidade de radiação do operador. Intrabucais Classificação: – Sensibilidade: Grupos D, E, F – Tamanho: Periapical, interproximal, oclusal – Quantidade: Simples ou duplo Sensibilidade “Capacidade de produzir imagem radiográfica com maior ou menor quantidade de radiação” Está relacionada ao tamanho e forma dos cristais de prata contidos na emulsão. Película radiográfica Grupos de sensibilidade Grupos rápidos: grupos E/F Grupos lentos: grupos D Os grupos rápidos apresentam menor tempo de exposição à radiação ao paciente. Tamanho (intrabucais) Extrabucais (tamanho) Tipo e dimensão A 13x18cm B 15x24cm C 24x30cm D 30x40cm E 15x30cm Filmes periapicais Composição – Embalagem plástica Lingueta e picote – Papel opaco -Lâmina de chumbo – Filme Tamanho: 1.0- Pediátrico- 2,3x3,5cm 1.2- Padrão-3,2x4,1cm Filmes interpoximais Apresentação -Embalagem plástica -Aleta de papel (asa de mordida) -Tamanho (posterior 2,4x4,0cm) -Adaptação de filmes periapicais Filmes oclusais Indicação Composição Embalagem Tamanho (5,7 x 7,6 cm) Filmes radiográficos extrabucais “Screens” (chassi e ecrans) “No-screens” Sensibilidade - ecrans Luz de segurança filtro vermelho GBX 2 com 15 W (placas intensificadoras dos RX- 80% radiação) (cristais fluorescentes: -Platinocianeto de bário -Tungstato de cálcio) Placas intensificadoras (Ecrans) Cristais flurescentes de platinocianeto de bário ou tungstato de cálcio. Rx - Cristais – luminescência – aumenta efeito fotográfico Diminui tempo de exposição Quantidade Simples : uma película Duplo :duas películas, 2 radiografias idênticas, arquivo, intercâmbio entre as especialidades Armazenamento Longe de umidade, longe de radiação, com temperatura ideal e usar apenas no prazo de validade. Processamento radiográfico É o termo usado para descrever a sequência de procedimentos requeridos para converter a imagem latente, contida na emulsão sensibilizada do filme, em uma imagem radiográfica visível e permanente. Imagem latente É o momento em que já foi liberado o feixe de luz sobre o filme mas ainda não foi feito o processamento radiográfico. Radiopaco- opaca ou seja bloqueia a luz Radiolúcido- translucida ou seja permite que a luz passe . Radiografia convencional Raio X Objeto Latente (imagem latente) Processamento Imagem Para que ocorra o processamento radiográfico é importante levar em consideração alguns fatores como: Instalações adequadas Soluções processadoras de qualidade Métodos de processamento padronizados E dar importância a: Qualidade das imagens Câmara escura 1. Revelação 2. Banho intermediário 3. Fixação 4. Lavagem final 5. Secagem (luz de segurança) Etapas do processamento radiográfico 1. Revelação: solução reveladora 2. Lavagem intermediaria 3. Fixação: solução fixadora 4. Lavagem final 5. Secagem A- Grãos de brometo de prata halogenado. As áreas cinzas indicam a imagem latente produzida pela exposição aos RX. B- Revelação remove o elemento halogenado deixando um depósito de prata metálica, nos grãos expostos aos RX. C- Revelação terminadaD- Os grãos de prata não expostos aos Rx são dissolvidos pelo fixador. Solução reveladora Função: revelar a imagem e atua nos cristais de prata ionizados pelo RX. PH: alcalino (10-12) Composição: H2O destilada FLON Hidroquinona (redutores: reduzem os cristais de prata em prata metálica-tiram o elemento halogenado). Carbonato de sódio: alcalinizante, acelerador (meio alcalino: amolece gelatina, acelera redutores) Sulfitode sódio: antioxidante Brometo de potássio: balaceador, controla velocidade da revelação, e evita velamento. Solução fixadora Função: dissolver os cristais de prata não ionizados pelos RX, e endurecer a gelatina da emulsão. PH: ácido 4,5 Composição: H2O destilada Hipossulfito de sódio: solvente de prata não ionizado. Ácido acético: acidificante- neutraliza ação do revelador Sulfito de sódio: antioxidante Alúmen de potássio: endurecedor da gelatina da emulsão (impede o amolecimento da gelatina durante o banho final). Tipos de câmera escura a) Portátil b) Quarto c) Labirinto Quarto / labirinto Componentes * Luz de segurança * Filtros * Tanques * Área seca * Porta resíduos * Suportes e colgaduras * Termômetro * Cronômetro * Secadora * Pia * Negatoscópio * Tabela temperatura/tempo 1.Laterna Kodak com filtro 2.Ventilador 3.Varal para secagem das películas 4.Porta colgaduras 5.Escorredor 6.Cronômetro 7.Negatoscópio 8.Área seca para manuseio da película 9.Tabique 10.Torneira água 11.Tanque de processamento 12.Pia 13.Armário 14. Tabela tempo-temperatura. Filtro de segurança vermelho - Filmes intra e extrabucais (GBX2: lâmpada 15W, distância de 120cm) Câmara portátil 1) R: Revelador - Revelação 2) E: Água – enxaguar Lavagem intermediária 3) F: Fixador - Fixação 4) B: Água - Banho final Métodos de processamento Método visual - não padronizado Método temperatura / tempo – padronização Método temperatura/tempo Temperatura tempo de revelação (min) 16 8 18 6 20 5 22 4 24 3 27 2 Passos para o processamento 1. Preparo das soluções 2. Temperatura: tempo de revelação e fixação 3. Colocação dos filmes na colgadura 4. Ajuste do cronômetro 5. Revelador – tempo determinado pela temperatura 6. Banho intermediário – 20 segundos 7. Fixador – 5 a 10 minutos ou DOBRO DO REVEL. 8. Banho final – 20 minutos 9. Secagem Característica das soluções processadoras Revelador e Fixador são incolores Degradação: deterioração que sofre esta substância pela ação do oxigênio do ar, das luzes, quantidade de filmes revelados. Revelador= marrom- escuro (degradação) Fixador= branco- leitoso, “nata metálica” (degradação) (Se invertemos a sequência do processamento o filme fica em branco e não dá certo a revelação.) Fixação inadequada Banho final inadequado Degradação das soluções Perda da capacidade de revelação Processamento automático Tempo seco-seco – 2 a 7 min Vantagens Rapidez Padronização Espaço -Soluções aquecidas -Soluções enérgicas- agitadas uniforme -Processamento rápido Técnicas radiográficas intrabucais Oque são ? Os exames radiográficos possibilitam o descobrimento, a confirmação, a classificação e a localização de alterações patológicas nos dentes e maxilares. Esses exames deverão ser utilizados como complementação do exame clínico, de onde obtemos os sintomas e outros sinais da alteração apresentada pelo paciente. Elas são divididas em: 1- – Periapical Técnicas radiográficas intrabucais Utilizada para registrar dente e osso alveolar adjacente. • método da bissetriz • uso de posicionadores radiográficos 2- Interproximal Utilizada para registrar coroa de dentes posteriores e crista óssea alveolar interdentária. 3- Oclusal Técnicas radiográficas intrabucais Utilizada para registro de áreas mais amplas de maxila e mandíbula. Filmes utilizados: Tamanho 0 (22 X 35 mm), para crianças; - Tamanho 2 (31 X 41 mm), para adultos; - Tamanho 4 (57 X 76mm), normalmente em adultos. Periapical Peri= ao redor Apical= ápice Dentre os exames radiográficos utilizados em odontologia o exame radiográfico periapical é aquele que o dentista utiliza mais, pois promove uma visão dos ápices das raízes dos dentes e das estruturas que o rodeiam e pode ser feito com aparelho que ele tem no consultório. Duas técnicas podem ser empregadas para esse tipo de exame: a técnica da bissetriz e a técnica do paralelismo. Para as duas técnicas utilizamos o filme periapical nº 2, cujo tamanho é de 3 x 4 cm. A radiografia periapical é usada para pesquisa de nódulos e calcificações pulpares, fraturas, anomalias, reabsorções e lesões periapicais que atingem os dentes. Podemos ainda utilizá-lo para observação de: tamanho, forma e número das raízes e condutos radiculares; relação dos dentes com seio maxilar; relação dos germes permanentes com os dentes decíduos e a cronologia de mineralização e irrupção dentária. -Registram imagens dos limites, as posições e os contornos mesiodistais dos dentes e tecidos adjacentes. - É essencial que se obtenha o comprimento total do dente e pelo menos 2mm do osso periapical. - Exame complementar para auxílio no diagnóstico: • Lesão periapical; • Avaliação dos condutos radiculares; • Avaliação periodontal; • Detecção de lesão cariosa; Técnica da bissetriz A técnica radiográfica periapical da bissetriz está baseada na lei isométrica de Cieszynski, que postula: “a imagem projetada (no nosso caso, a imagem radiográfica do dente) terá o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto (do dente que está sendo radiografado), desde que o feixe de Raios X central seja perpendicular à bissetriz do ângulo formado pelo dente e o filme”. Para a Radiologia odontológica a boca é dividida em 7 regiões maxilares e 7 regiões mandibulares (molares, pré-molares, caninos e incisivos dos dois lados da boca). Para cada região haverá um ângulo vertical específico do tubo do aparelho radiográfico, de modo que em cada região consigamos incidir o feixe perpendicularmente à bissetriz do ângulo formado entre o dente e o filme. O ângulo horizontal será diferente para cada uma das regiões e deverá ser paralelo às faces proximais dos dentes, para evitar as sobreposições. O paciente deverá estar posicionado corretamente na cadeira. Para radiografias na maxila: o plano de Camper (asa do nariz – Tragus) paralelo ao solo e o plano sagital mediano perpendicular ao solo. Para radiografias da mandíbula: plano comissura labial- Tragus paralelo ao solo e o plano sagital mediano perpendicular ao solo. O tempo de exposição relaciona-se com a sensibilidade do filme, já que em nossos aparelhos a quilovoltagem e a miliamperagem são fixos. Os filmes deverão ser processados seguindo as especificações do método temperatura/tempo, utilizando-se a tabela exposta. Vantagens • Maior conforto para paciente • Pode ser utilizada com isolamento absoluto •Não requer posicionadores • Anatomia não é fator limitante Desvantagens •Maior distorção •Dificuldade para direcionar o feixe primário de raios X • Estabilidade do filme reduzida Situações que requerem uso da técnica da bissetriz •Palato atrésico; • Assoalho bucal raso; • Presença de tórus palatino; •Freio lingual curto; Método da bissetriz Conhecer o funcionamento dos aparelhos de raios X Posicionamento da cabeça do paciente (plano sagital mediano) (plano de camper) (linha trágus- asa do nariz) (linha trágus- comissuralabial) Ângulos de incidência do feixe de raios X para cada região a ser radiografada Dimensões e especificações dos filmes utilizados Ângulos de incidência do feixe de raios X para cada região a ser radiografada Ângulos horizontais e verticais • Menor grau de alongamento ou encurtamento do órgão dentário • Individualização do órgão dentário •Esses ângulos são determinados posicionando-se o feixe de raios X em relação à linha de oclusão e ao plano sagital mediano ângulos horizontais o feixe de raio X desse ser paralelo às faces interproximais dos dentes evitando- se superposição destas faces Ângulos verticais Antes de realizar as radiográficas • Solicitar que paciente remova os óculos, dispositivos intrabucais removíveis, brincos etc. • Comunicar ao paciente a respeito do procedimento. • Ajustar altura da cadeira para maior conforto do operador • Ajustar apoio de cabeça de acordo com a técnica • COLOCAR AVENTAL PLUMBÍFERO E PROTETOR DE TIREOIDE Lei Isométrica de Cieszynski: A imagem projetada tem o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto se o feixe central de raios X for dirigido perpendicular a bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo do dente e o longo eixo do filme Para que seja viável a aplicação da Lei Isométrica, deve-se considerar as estruturas anatômicas, tais como posição dos dentes, formato e altura da abóbada palatina e assoalho bucal. Ângulo vertical correto: imagens com proporções normais. Diminuição do ângulo vertical: imagens alongadas Aumento do ângulo vertical: imagem encurtada Técnica da bissetriz: • O filme é colocado o mais próximo do dente, sem curvar • Imaginar a bissetriz formada entre o longo eixo do dente e do filme • O feixe de raios X deve ser direcionado perpendicular a bissetriz imaginária Princípios básicos 1. Anatomia dos dentes e maxilares 2. Posição da cabeça do paciente 3. Angulação do feixe de raio X 4. Ponto de entrada do feixe de raios X Considerações anatômicas - Localização do longo eixo do dente - Localização do ápice do dente Longo eixo dos dentes 1. Superiores: inclinação para vestibular 2. Inferiores: Anteriores: inclinação para vestibular PM: verticais M: inclinação para lingual Lembrar que o eixo aparente da coroa pode ser diferente da raiz (eixo verdadeiro). O ângulo entre esses dois eixos é de 5º a 20. Ápice dos dentes -Superiores: linha trágus-asa do nariz -Inferiores: 0,5 cm acima da borda da mandíbula Áreas de incidência • Deve coincidir com o centro da região a ser radiografada • O objetivo é atingir o filme na sua totalidade Áreas de incidência – MAXILA 1 – Molares Intersecção formada pela linha imaginária, traçada a 1cm para trás da comissura palpebral externa e o plano de Camper 2 – Pré – Molares Intersecção formada pela linha imaginária a partir do centro da pupila do paciente, este olhando para frente e o plano de Camper 3 – Caninos Intersecção formada pela linha imaginária que partindo da asa do nariz e o plano de Camper 4 – Incisivos Intersecção formada pela linha imaginária partindo do ápice nasal e o plano de Camper. Áreas de incidência – Mandíbula 1 – Molares Intersecção formada pela linha imaginária, traçada a 1cm para trás da comissura palpebral externa e àquela situada a 0,5cm acima da borda inferior da mandíbula 2 – Pré – Molares Intersecção formada pela linha imaginária a partir do centro da pupila do paciente, este olhando para frente e àquela situada a 0,5cm acima da borda inferior da mandíbula 3 – Caninos Intersecção formada pela linha imaginária que partindo da asa do nariz e àquela situada a 0,5cm acima da borda inferior da mandíbula 4 – Incisivos Intersecção formada pela linha imaginária partindo do ápice nasal e àquela situada a 0,5cm acima da borda inferior da mandíbula. Posicionamento do filme -Picote do filme • Superfície convexa (saliência) indica o lado de exposição do filme, deve estar voltado para o feixe de raios X •Deve estar voltado para a superfície oclusal ou incisal dos dentes. Os filmes devem abranger os dentes de cada região a ser examinada, ultrapassando a face oclusal ou incisal cerca de 4 ou 5mm. Maxila: arco superior paralelo ao solo. Mandíbula: cabeça levemente inclinada para trás para que o arco inferior esteja paralelo ao solo quando a boca está aberta (fato que ocorre quando o paciente segura o filme). (Distância focal: 20cm) Manutenção do filme: Maxila: Dedo polegar da mão do lado oposto e o dedo indicador apoiado na face do filme. Mandíbula: Dedo indicador da mão do lado oposto e os dedos restantes dobrados com o polegar apoiado sob a mandíbula Molar superior: -Ângulo vertical= 20 a 30 graus -Ângulo horizontal= 70 a 90 graus Pré molar superior: -Ângulo vertical= 30 a 40 graus -Ângulo horizontal: 70 a 80 graus Canino superior -Ângulo vertical= 40 a 50 graus -Ângulo horizontal= 45 graus Se o feixe de raios X é direcionado perpendicularmente ao canino, pode haver sobreposição de imagem do C e 1PM. Para evitar esse problema, o ângulo horizontal é rotacionado posteriormente. Tente imaginar a superfície mesial do 1PM e alinhe o feixe paralelamente a esta superfície. Pacientes com arcos maxilares estreitos: A borda superior do filme entra em contato com o palato não permitindo o registro do ápice do canino. Colocando o filme na diagonal, o problema é solucionado. Incisivos superiores -Ângulo vertical=50 a 55 graus -Ângulo horizontal= 0 graus Molares inferiores -Ângulo vertical= 0 a 5 graus -Ângulo horizontal= 80 a 90 graus Pré molares inferiores -Ângulo vertical= -5 a -10 graus -Ângulo horizontal= 70 a 80 graus Canino inferior -Ângulo vertical= -10 a -20 graus -Ângulo horizontal= 45 a 50 graus Incisivos inferiores -Ângulo vertical= -15 a -20 graus -Ângulo horizontal= 0 graus Colocar imagens de cada grupo de dentes Técnica Interproximal Histórico: Bite-wing Rapper – 1925 Finalidade: •Exame das faces interproximais e da crista óssea alveolar dos dentes posteriores •Detecção de cáries, adaptações marginais de restaurações, lesões periodontais Exame complementar para auxílio no diagnóstico: • Lesão cariosa interproximal; • Avaliação das cristas ósseas interdentárias; • Avaliação da adaptação de coroas protéticas. O diagnóstico precoce de lesões cariosas é de fundamental importância no programa de prevenção e conservação dos dentes. As lesões cariosas interproximais, mesmo as precoces, são mais facilmente visualizadas na radiografia interproximal ou “bite wing”. Essa técnica foi idealizada em 1925, por Rapper e permite um bom paralelismo entre dente e filme e por isso o emprego de ângulos verticais menores que aqueles usados na técnica periapical da bissetriz, o que resulta em imagens mais nítidas. Utilizamos essa técnica radiográfica somente para os dentes posteriores, já que os dentes anteriores podem ser mais facilmente observados no exame clínico, com a utilização de sonda e espelho e o exame radiográfico periapical. Utilizamos 4 películas (2 para cada lado- Molares e pré-molares) com aletas de mordida confeccionadas em cartolina. A radiografia interproximal é usada para: pesquisa de lesões cariosas interproximais, oclusais e reincidentes; para verificação da relação lesão cariosa – câmara pulpar; adaptação de coroas; restabelecimento dos pontos de contato; estudo das cristas ósseas e verificação de cálculos interproximais. O paciente deverá estar posicionado corretamente na cadeira. Para radiografias na maxila: o plano de Camper (asa do nariz – Tragus) paralelo ao solo e o plano sagital mediano perpendicular ao solo. Ofilme deve ser colocado com o lado de exposição voltado para a aleta de mordida e para o tubo. Posicione primeiro nos dentes inferiores que serão radiografados, mantenha a posição pela aleta e peça para o paciente cerrar dos dentes. O ângulo vertical utilizado tanto para região de molares quanto para a região de pré-molares será de 8 graus positivos. O ângulo horizontal será diferente para cada uma das 2 regiões e deverá ser paralelo às faces proximais dos dentes, para evitar as sobreposições. O tempo de exposição relaciona-se com a sensibilidade do filme, já que em nossos aparelhos a quilovoltagem e a miliamperagem são fixos. Os filmes deverão ser processados seguindo as especificações do método temperatura/tempo, utilizando-se a tabela exposta. Guias: aletas de mordida Desvantagens: o filme pode se mover durante a exposição. Posicionador para interproximal: Facilita a estabilização do filme e o direcionamento do feixe de raios X. Posicionamento da cabeça do paciente: Maxila paralela ao solo PSM perpendicular ao solo. • Posicionamento correto da cabeça do paciente • Angulação vertical: 5º a 8º • Angulação horizontal: feixe central paralelo às faces interproximais • Área de incidência: abranger todo filme Áreas de incidência 1 – Molares O feixe de raios X perpendiculares à face vestibular dos segundos molares, com angulação vertical de +80, com incidência na linha de orientação trágus à comissura labial 2 – Pré – Molares O feixe de raios X é direcionado, também, com ângulo vertical de +80, perpendicularmente à face distal dos segundos pré-molares. Posicionamento do filme (com ou sem posicionador): PM: Filme centralizado no 2ºPM Borda anterior do filme pelo menos até a mesial do canino M: Filme centralizado no 2º M se o 3ºM estiver presente Longo eixo do filme horizontal A posição do picote não importa • Se o 3M não estiver irrompido não é necessário que o filme alcance essa região. • É aconselhável mover o filme ligeiramente para frente, centralizado no contato entre 1M e 2M. • Isto possibilita a análise da região de 2PM. Ângulo vertical Ângulos positivos: Tubo angulado para baixo. Ângulos negativos: Tubo angulado para cima. Ângulos de incidência= entre 0 e 10 graus Certificar-se que o paciente está em oclusão. O centro do feixe de raios X (linha vermelha) deve incidir diretamente no plano oclusal. Técnica oclusal A técnica oclusal foi primeiramente publicada por Simpson em 1916. Nos primeiros anos da radiologia odontológica, a radiografia oclusal foi o método mais utilizado. Esse método radiográfico possui várias indicações, mas, seu grande uso é para pacientes desdentados, na pesquisa e/ou localização de corpos estranhos, raízes residuais e dentes supranumerários. Pode ser usada ainda para determinação e localização de grandes áreas patológicas de maxila e mandíbula, na determinação de fraturas ósseas e como complemento do exame radiográfico periapical, na determinação da extensão de fissuras palatinas e para pesquisa de cálculos salivares no canal de Wharton. O filme oclusal tem 5,7 x 7,6 cm, em crianças, podemos dobrar o filme pelo meio. Para a região da maxila temos as radiografias: oclusal total de maxila, oclusal de incisivos e oclusal de canino. Para mandíbula podemos obter as radiografias: total de mandíbula e parcial de mandíbula. A posição de cabeça do paciente para as radiografias de maxila é: plano oclusal paralelo ao solo e plano sagital mediano (PSM) perpendicular ao solo. Já para mandíbula (total e parcial) o plano oclusal deverá ser posicionado perpendicularmente ao solo assim como o plano mediano. O filme será posicionado sobre as superfícies oclusais dos dentes e será mantido em posição pelos dentes do paciente. A superfície rugosa do filme deverá estar posicionada para o tubo. O filme será posicionado com seu longo eixo perpendicular ao PSM para as radiografias: oclusal total de maxila e oclusal total de mandíbula e com o longo eixo paralelo ao PSM para as radiografias: oclusal de incisivos, oclusal de canino, oclusal parcial de mandíbula. Também para a técnica oclusal os ângulos são importantes, pois determinam o tamanho da imagem dos dentes radiografados. Ângulo vertical: perpendicular à bissetriz do ângulo formado pelo plano do dente e o plano do filme. Ângulo horizontal: os Raios X deverão ser paralelos aos espaços Inter dentários. Os feixes centrais de Raios X devem ser dirigidos sobre a região a ser radiografada, para o centro da película. Tomando esse cuidado, mais a utilização dos ângulos verticais e horizontais corretos, obteremos uma boa radiografia para nos auxiliar nos diagnósticos. Compare e diferencie as técnicas interproximal e técnica oclusal da técnica periapical. Exame complementar para auxílio no diagnóstico: • Extensão de lesões amplas; • Visualização de dentes impactados; • Pode ser utilizada em pacientes com trismo; Histórico: •Simpson – 1916 •Filme com dimensões maiores do que o periapical •Método mais utilizado, pois no princípio da radiologia existiam apenas placas de vidro muito grandes Indicações: •Pacientes desdentados •Pesquisa e localização de corpos estranhos, raízes residuais e supranumerários •Delimitação, localização e determinação de grandes áreas patológicas de maxila e mandíbula •Localização de fraturas ósseas •Determinar a extensão de fissuras palatinas e pesquisa de cálculos salivares nos ductos das glândulas submandibulares e sublinguais • Em Ortodontia para o controle da ação mecânica dos aparelhos Posição da cabeça: •Maxila: -Plano de Camper paralelo ao plano horizontal -Plano sagital perpendicular ao plano horizontal •Mandíbula: -Linha trágus – comissura labial a 450 com o plano horizontal - Plano sagital perpendicular ao plano horizontal Colocação do filme •Lado correto de exposição é na superfície rugosa •Tomar cuidado na sua introdução na boca •Oclusais totais: filme na horizontal, eixo maior perpendicular ao plano sagital mediano •Oclusais parciais: filme na vertical, eixo maior paralelo ao plano sagital mediano Manutenção do filme •Pacientes dentados: Filme mantido pela oclusão •Pacientes desdentados: •Maxila – com os polegares •Mandíbula – com os indicadores Divisão da radiografia oclusal Maxila: 1 – Oclusal Total 2 – Oclusal de Incisivos 3 – Oclusal de Canino 4 – Oclusal de pré-molares e molares Mandíbula: 1 – Oclusal Total 2 – Oclusal parcial 3 – Oclusal da região de sínfise Ângulos e pontos de referência para a colocação do localizador •Ângulo vertical: perpendicular à bissetriz do ângulo formado entre o longo eixo do dente e do filme •Ângulo horizontal: os raios X deverão estar paralelos as faces interproximais. Radiobiologia e radioproteção EFEITOS BIOLÓGICOS DOS RAIOS X As radiações ionizantes que atingem os seres vivos podem ser divididas em dois grandes grupos: as naturais, que se originam do espaço sideral, e dos elementos radioativos naturais, que estão presentes desde a criação do planeta terra; e as artificiais, presentes desde 1895, com a descoberta do Prof. Röntgen, para fins de diagnóstico e tratamento e depois disto, com o uso industrial de elementos radioativos e com as explosões nucleares ou acidentes com materiais radioativos. Os Raios X são radiações ionizantes que causam danos aos tecidos que atravessam. Esses efeitos são dependentes da dose e do tecido irradiado, quanto maior a dose, maior o efeito. A dose depende da intensidade da radiação, da área irradiada, do tempo de exposição e da distância entre a fonte de radiação e o corpo irradiado. Bergonie e Tribondeau (em 1902) enunciaram a lei que diz: ”A radiossensibilidade de um tecido é diretamenteproporcional ao seu grau de multiplicação, e inversamente proporcional ao seu grau de diferenciação”. Ou seja, quanto mais um tecido se multiplica, mais sensível ele é, e quanto mais se diferencia, mais resistente ele é. Este preceito é a base do uso da radioterapia no tratamento dos tumores malignos, nos quais, como sabemos, as células se multiplicam rapidamente e pouco se diferenciam. As unidades de medida das radiações ionizantes, atualmente em vigor, são o GRAY (abreviação Gy) e o SIEVERT (abreviação Sv) e são baseadas nas capacidades de ionização no ar e nos tecidos. A exposição do corpo todo a uma grande dose de irradiação, como aconteceu nas explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em Chernobyl, e em Goiânia, levam à morte em poucos dias. Já uma grande exposição de uma área limitada do corpo, como acontece na radioterapia, pode causar efeitos colaterais desagradáveis, porém toleráveis, mas é capaz de destruir tumores malignos. A exposição do corpo todo a pequenas doses de radiação é o que pode acontecer com os profissionais radiologistas e dentistas que não se protegem convenientemente, e certamente terão suas vidas encurtadas, dependendo das doses recebidas. As pequenas doses a áreas limitadas do corpo só ocorrem, na nossa profissão, com aqueles profissionais despreparados, que seguram o filme na boca do paciente, prática raríssima nos dias de hoje. RADIOPROTEÇÃO EM ODONTOLOGIA Proteção do paciente: O feixe primário de Raios X, ou seja, aquele que sai da cabeça do aparelho é composto de raios de diferentes energias. Tem raios que são capazes de atravessar o corpo e produzir uma imagem radiográfica, e outros que têm menor energia não produzem imagem radiográfica, porém serão absorvidos pelo corpo, causando efeito biológico. Esses efeitos podem ser eliminados com o uso de filtros de alumínio de 2 mm de espessura. Os aparelhos de Raios X saem de fábrica com os filtros de alumínio. O feixe primário, é, nas técnicas intrabucais, reduzido (colimado) a um diâmetro de 6 centímetros na ponta do localizador, como forma de reduzir a um mínimo viável (a diagonal do filme periapical tem 5 cm), a área irradiada. Também aqui, o fabricante do aparelho é responsável pela colocação do diafragma de chumbo, nas medidas certas. Além disso, atualmente, os localizadores dos aparelhos são abertos (cilíndricos ou retangulares), evitando a radiação de espalhamentos dos antigos localizadores cônicos. O uso de filmes os mais sensíveis é o mais eficiente agente redutor de efeitos biológicos, pois a dose de radiação é reduzida com o tempo de exposição menor. O processamento bem feito evitará a repetição de radiografias. A lei, Portaria 453 de 1º de junho de 1998 da ANVISA, exige o uso de avental de borracha plumbífera e protetor da tireóide para todos os pacientes. Pacientes grávidas poderão ser radiografadas em qualquer estágio da gestação, desde que convenientemente protegidas. Proteção do profissional: Os itens de proteção ao paciente, relacionados ao aparelho de Raios X, aos filmes sensíveis e ao processamento radiográfico também contribuem para a proteção ao profissional. O feixe primário quando atinge qualquer tecido ou objeto produz uma radiação de menor intensidade e energia, chamada radiação secundária ou de espalhamento. Como ela se espalha em todas as direções, a partir da face do paciente, é dela que o dentista deve se proteger. O grande fator de proteção é ficar a uma distância segura (1,80m), da cabeça do paciente que é a fonte da radiação, ou ficar atrás de uma barreira protetora adequada. Anatomia radiográfica dentomaxilar Imagem radiográfica Qual a importância do conhecimento das estruturas anatômicas normais? Somente dominando o conhecimento da anatomia radiográfica ‘normal’, o profissional reconhecerá o que for ‘ALTERADO’ ou patológico. Imagem bidimensional: tipo radiografia Imagem tridimensional: tipo um dente na mão onde vê as três dimensões Imagem radiográfica: é de diferentes densidades= grau de escurecimento. Imagem raiolúcida= escura Imagem radiopaca= clara Estruturas que bloqueiam a passagem da radiação e impedem que o filme/sensor seja sensibilizado pela radiação, fazem com que a imagem radiográfica fique clara (radiopaca): esmalte, dentina, osso, materiais restauradores metálicos. As estruturas não mineralizadas: tecido mole, cavidades, depressões, canais, forames, suturas não consolidadas, fraturas e o ar permitem que a radiação X passe e sensibilize o filme/sensor, resultando em imagens escuras (radiolúcidas) na radiografia. Esmalte Estrutura dentária mais radiopaca. (96% substâncias - minerais) Reveste externamente toda coroa. Região proximal - radiopacidade. Observar contorno – contínuo ou não. (diagnóstico precoce de cárie) Cortical alveolar = lâmina dura e crista alveolar • Linha radiopaca contínua e delgada. • Cobre o osso esponjoso, passando de um dente a outro sem interrupção. Lâmina dura – variações: •Anatomia da raiz •Ângulo horizontal •Convexidade dos dentes adjacentes. • Distância entre dentes. • Grau de irrupção dos dentes. • Inclinação dentária. • Altura do limite amelodentinário Dentina Possui menor grau de mineralização que o esmalte. (69-72% substâncias - minerais) menos radiopaca que o esmalte •Dentina coronária – coberta por esmalte. • Dentina radicular – coberta por cemento Cemento Possui radiopacidade = dentina. • Geralmente não é visualizado em exames radiográficos delgado. • Identificado nos casos de Espessamento = hipercementose. Osso alveolar de suporte • Apresenta-se como trabéculas ósseas (radiopacas), limitadas por espaços medulares (radiolúcidos). • Densidade: – idade do paciente – atividade mastigatória – condições sistêmicas. Mandíbula: Trabéculas horizontais Espaços medulares amplos Maxila: Trabéculas irregulares Espaços medulares menores Câmara coronária e conduto radicular • Preenchidos por tecidos moles – polpa. (permeáveis aos Raios X) imagem radiolúcida • Conformação anatômica da coroa e raiz. • Tamanho diminui com a idade. Espaço do ligamento periodontal • Espaço entre a raiz e lâmina dura – preenchido por tecido mole. Imagem radiolúcida • O aumento do espaço do ligamento periodontal pode sugerir alterações Exame clínico imagens dos slides 4 a 21 Imagiologia em odontologia anatomia radiográfica de maxila e mandíbula em radiografias periapicais Os Raios X atravessam os tecidos diferentemente, de acordo com suas densidades radiográficas. Assim, têm imagens diferentes: dentes, ossos, tecido mole. Os dentes mostram diferenças de transparência radiográfica entre esmalte, dentina e polpa. Os dentes são mais radiopacos (menos transparentes) do que o osso onde estão assentados, não como um prego na madeira, mas por um sistema de fibras, que ocupa um espaço radiograficamente visível, que chamamos de espaço periodontal. A raiz é revestida de um tecido chamado cemento, que por ser uma camada muito fina, não é visível nas radiografias. A maxila e a mandíbula são, para as radiografias periapicais, divididas em regiões: de molares, pré-molares, caninos e incisivos, cada uma com suas estruturas mais notáveis. Há que se levar em consideração, quando se interpreta uma radiografia, que ela é a projeção de uma sombra, onde haverá sobreposição de estruturas, umas sobre as outras, influenciadas pela direção o feixe e posição do filme, tornando a interpretação mais difícil e muito dependente do conhecimento prévio da osteologia. Assim, com o auxílio de um atlas de osteolofgia, pesquise os principais reparos anatômicos de maxila e mandíbula visualizados em radiografias periapicais Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapicalda região de molares superiores: • Osso zigomático: • Túber da maxila • Processo zigomático da maxila • Apófise pterigoide do esfenoide • Hâmulo pterigoide • Processo coronoide da mandíbula Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de Prémolares superiores: • Soalho de fossa nasal • Soalho de seio maxilar • Soalho de seio maxilar • Seio maxilar • Canais nutritivos de seio maxilar Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de Caninos superiores: • Parede anterior de seio maxilar • Soalho de fossa nasal • Y invertido de Ennis Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de Incisivos superiores: • Forame Incisivo • Sutura intermaxilar ou mediana • Espinha nasal anterior 4 • Fossa nasal • Septo nasal • Concha nasal inferior • Aberturas nasais do canal incisivo Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de molares inferiores: • Linha obliqua • Linha milioidea • Fóvea • Canal mandibular • Base de mandíbula Reparos anatômicos em radiografia periapical da região de pré-molares inferiores: • Canal mandibular 7 • Forame mentual Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de caninos inferiores: • Canais nutritivos • Protuberância mentual Reparos anatômicos visualizados em radiografia periapical da região de incisivos inferiores: • Espinhas mandibulares • Foramina lingual • Protuberância mentual • Canais nutritivos • Fosseta sub mentual. Radiográfica panorâmica Histórico da radiográfica panorâmica 1950 - Paatero utiliza o termo Pantomografia (contração das palavras Panorâmica e Tomografia). A radiografia panorâmica utiliza o princípio da tomografia, no qual as estruturas anatômicas que devem ser visualizadas, são registradas em um plano selecionado, enquanto as outras áreas são borradas e não discerníveis no filme. As radiografias panorâmicas não foram planejadas para substituir as radiografias intrabucais, mas para providenciar informações complementares de diagnóstico. A radiografia panorâmica é uma técnica que produz em uma única imagem ambos os arcos dentários e suas estruturas de suporte, além de outras estruturas a elas associadas, sem sobreposição de imagens. Seu nome tem origem nas palavras gregas: pan e orama. Global / visão Radiografia que possibilita uma visualização mais ampla e abrangente das arcadas dentárias e de estruturas anexas. Vantagens da radiografia panorâmica: • Permite a interpretação das estruturas da maxila e mandíbula. • Simplicidade de operação, tempo mínimo de treinamento para o operador. • Cooperação do paciente. • Exposição mínima ao paciente. • Pacientes com trismo ou que não toleram radiografias intrabucais • Auxílio visual na educação do paciente apresentação do caso Desvantagens da radiográfica panorâmica: • Baixa resolução para detalhes • Estruturas de interesse situadas fora do plano de corte não são visualizadas. • Sobreposição de imagens reais, duplas e fantasmas • Posicionamento inadequado do paciente resulta em erros na imagem • Certa quantidade de ampliação, distorção e sobreposição estão presentes, mesmo quando a técnica está adequada. • Custo do equipamento: é relativamente alto quando comparado aos aparelhos de Raios X intrabucais. Critérios da prescrição: “Quando o dentista decidir fazer uma radiografia em um paciente assintomático, ou quando os achados no exame físico sugerirem uma radiografia, então que esta radiografia inicial seja a Panorâmica “. Indicação: • Avaliação geral da dentição; • Avaliação da posição de dentes impactados; • Avaliação da erupção dos permanentes; • Avaliação geral das ATM’s; • Avaliação de lesões ósseas; • Trauma dentomaxilofacial; • Distúrbios de desenvolvimento da face; Comumente utilizada como imagem inicial, auxiliando na indicação de outras radiografias. Aparelhos radiográficos: -Kodac -Intrumentarium -Sorendex -Ortrophos Radioproteção: Avental de borracha plumbífera adequado à técnica panorâmica. Princípios de formação da imagem: Feixe estreito com ligeira angulação vertical negativa que gira em volta de um ponto central por trás da cabeça; O ponto central varia conforme o tubo vai percorrendo seu trajeto, assim temos um centro de rotação em movimento contínuo; O ponto central varia conforme o tubo vai percorrendo seu trajeto, assim temos um centro de rotação em movimento contínuo Centro rotação anterior (imagem dos dentes anteriores) Trajetória do centro de rotação em movimento Centro rotação posterior (imagem do lado esquerdo) Centro de rotação posterior (imagem do lado direito) Radiografia panorâmica: Variação curvilínea da tomografia convencional, que se baseia no princípio do movimento recíproco da fonte de raios X e do receptor de imagem ao redor de um plano de corte, no qual se localiza o objeto de interesse. Técnica panorâmica: Na técnica panorâmica o tubo de Raios X e o filme giram simultaneamente em direções opostas ao redor da cabeça do paciente que permanece imóvel Indicações grais para a técnica panorâmica: - Primeiro exame radiográfico para pacientes novos - Avaliação do desenvolvimento da maxila e mandíbula - Determinação das causas das ausências dentárias - Avaliação das anomalias dentárias - Afecções dos seios maxilares - Alterações na ATM. - Assimetrias faciais. - Reconhecimento de Cistos e Tumores. - Fraturas mandibulares. - Avaliação de trauma, 3ºs molares, alterações extensas ou únicas e seu procedimento cirúrgico associado. - Avaliação do desenvolvimento dentário especialmente a análise da dentição mista. - Avaliação de anomalias de desenvolvimento. Regiões para diagnóstico na radiografia Panorâmica: Região dento alveolar Região Maxilar Região Mandibular Região Temporomandibular, incluindo as regiões posteriores da maxila e a região cervical. Princípios de formação da imagem -Campo focal Apresenta três dimensões: 1.Anteroposterior - vermelho 2.Vestibulolingual - verde 3.Vertical – azul Para obtenção de uma radiografia de boa qualidade diagnóstica • Paciente corretamente posicionado dentro da área focal do aparelho (zona de nitidez). • A zona de nitidez é tridimensional e situase como uma curva no plano vertical. • Os aparelhos são desenhados para que esta área tenha o formato do arco dental. Plano de corte/ camada focal/ zona de nitidez: o Quanto mais próximo ao centro dessa área, melhor será a definição das estruturas na imagem; Na medida em que as estruturas se encontram mais distantes do centro, perdem definição de imagem gradualmente; Estruturas que ficarem fora do campo serão borradas, ampliadas ou reduzidas; Campo focal: Seu formato varia conforme o fabricante; É determinado pela trajetória e velocidade do centro de rotação; Equipamentos apresentam feixes de laser e bloco de mordida para orientação quanto ao posicionamento correto do paciente na área. Instruções ao paciente: Enfatizar o posicionamento correto e a não movimentação durante a tomada radiográfica. Linhas luminosas de orientação Posição do paciente em oclusão. Posicionamento do paciente: 1. Plano de Frankfurt deve estar paralelo ao solo; 2. Plano sagital mediano deve estar perpendicular ao solo e centralizado junto ao bloco de mordida; 3. Colocar os incisivos nas canaletas do bloco de mordida, de forma a centralizá-los na camada focal; 4. Manter a coluna vertebral o mais reta possível; Campo focal: • Posicionamento anteroposterior • Quanto mais afastado do centro, posteriormente, maior será sua ampliação; • Quanto mais afastado do centro,anteriormente, maior será seu encurtamento • Posicionamento anteroposterior • Quanto mais afastado do centro, posteriormente, maior será sua ampliação; • Posicionamento anteroposterior • Quanto mais afastado do centro, posteriormente, maior será sua ampliação; • Posicionamento anteroposterior • Quanto mais afastado do centro, anteriormente, maior será seu encurtamento • Plano sagital mediano • quando não alinhado ao campo, observa-se distorções Camada focal ou zona de nitidez: Somente as estruturas dentro da zona de nitidez aparecerão na radiografia, as estruturas fora da zona de nitidez apresentarão distorções ou Pasler,1993. desaparecerão por borramento. Panorâmica: instruções ao paciente Após o preparo de equipamento o operador de Raios X deve preparar o paciente : Explicar os procedimentos a serem executados para evitar repetições (exposições desnecessárias ) Remover todos os objetos radiopacos da região de cabeça e pescoço Colocar o avental de proteção. Preparo para o exame Solicitar remoção de dispositivos removíveis: - Brincos - Óculos - Próteses/aparelhos removíveis - Colares Preparo do paciente Peça para o paciente remover todos os objetos radiopacos da região de cabeça e pescoço. Panorâmica: indicação gerais • Primeiro exame radiográfico para pacientes novos • Avaliação do desenvolvimento da maxila e mandíbula • Determinação das causas das ausências dentárias • Avaliação das anomalias dentárias • Afecções dos seios maxilares • Alterações na ATM. • Assimetrias faciais. • Reconhecimento de Cistos e Tumores. • Fraturas mandibulares. Panorâmica indicação • Avaliação de trauma, 3ºs molares, alterações extensas ou únicas e seu procedimento cirúrgico associado. • Avaliação do desenvolvimento dentário especialmente a análise da dentição mista. • Avaliação de anomalias de desenvolvimento Uso de panorâmica em pacientes desdentados para identificação de : Dentes impactados raízes residuais, cistos, fraturas, modificações anatômicas, alterações estruturais, atrofia, áreas radiolúcidas anormais, áreas radiopacas anormais, tumores e corpos estranhos . Regiões para diagnóstico na radiografia Panorâmica • Região dento alveolar • Região Maxilar • Região Mandibular • Região Temporomandibular, incluindo as regiões posteriores da maxila e a região cervical. Anatomia radiográfica: • Órbitas • Cavidade nasal • Septo nasal • Cornetos nasais • Forame incisivo • Sutura Zigomático temporal • Vértebras cervicais • Palato duro e soalho de fossa nasal • Buco e nasofaringe • Túber da maxila • Apófise pterigoide ( l. lateral e média) • Fossa pterigopalatina • Osso zigomático • Linha oblíqua externa • Canal mandibular • Forame mentual • Base da mandíbula • Ângulo e ramo da mandíbula • Osso hioide • Seio maxilar • Arco zigomático, tubérculo articular • Processo coronóide da mandíbula • Côndilo da mandíbula • Meato auditivo externo • Processo estiloide Reparos anatômicos: tecidos duros Imagem dos slides 11 ao 21