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Resumo de imagiologia 
Radiação 
Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas 
que se propagam com uma determinada velocidade. 
Contêm energia, carga eléctrica e magnética. Podem 
ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos 
construídos pelo homem. Possuem energia variável 
desde valores pequenos até muito elevados. As 
radiações eletromagnéticas mais conhecidas são: luz, 
micro-ondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e 
radiação gama. As radiações sob a forma de partículas, 
com massa, carga eléctrica, carga magnética mais 
comuns são os feixes de elétrons, os feixes de prótons, 
radiação beta, radiação alfa. 
 
Tipos de Radiação 
Dependendo da quantidade de energia, uma radiação 
pode ser descrita como não ionizante ou ionizante. 
Radiações não ionizante possuem relativamente baixa 
energia. De fato, radiações não ionizantes estão 
sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas como a 
luz, calor e ondas de rádio são formas comuns de 
radiações não ionizantes. Sem radiações não 
ionizantes, nós não poderíamos apreciar um programa 
de TV em nossos lares ou cozinhar em nosso forno de 
micro-ondas. Altos níveis de energia, radiações 
ionizantes, são originadas do núcleo de átomos, 
podem alterar o estado físico de um átomo e causar a 
perda de elétrons, tornando-os eletricamente 
carregados. Este processo chama-se “ionização” um 
átomo pode se tornar ionizado quando a radiação 
colide com um de seus elétrons. Se essa colisão 
ocorrer com muita violência, o elétron pode ser 
arrancado do átomo. Após a perda do elétron, o 
átomo deixa de ser neutro, pois com um elétron a 
menos, o número de prótons é maior. O átomo torna-
se um "íon positivo". 
 
Estabilidade do Núcleo Atômico 
A tendência dos isótopos dos núcleos atômicos é 
atingir a estabilidade. Se um isótopo estiver numa 
configuração instável, com muita energia ou com 
muitos nêutrons, por exemplo, ele emitirá radiação 
para atingir um estado estável. Um átomo pode liberar 
energia e se estabilizar por meio de uma das seguintes 
formas: 
* emissão de partículas do seu núcleo; 
* emissão de fótons de alta frequência. 
* O processo no qual um átomo espontaneamente 
libera energia de seu núcleo é chamado de 
"decaimento radioativo". 
* Quando algo decai na natureza, como a morte de 
uma planta, ocorrem trocas de um estado complexo (a 
planta) para um estado simples (o solo). A ideia é a 
mesma para um átomo instável. Por emissão de 
partículas ou de energia do núcleo, um átomo instável 
troca, ou decai, para uma forma mais simples. Por 
exemplo, um isótopo radioativo de urânio, o 238, decai 
até se tornar chumbo 206. Chumbo 206 é um isótopo 
estável, com um núcleo estável. Urânio instável pode, 
eventualmente, se tornar um isótopo estável de 
chumbo. 
 
Radiação Ionizante 
Energia e partículas emitidas de núcleos instáveis são 
capazes de causar ionização. Quando um núcleo 
instável emite partículas, as partículas são, 
tipicamente, na forma de partículas alfa, partículas 
beta ou nêutrons. No caso da emissão de energia, a 
emissão se faz por uma forma de onda 
eletromagnética muito semelhante aos raios-x: os 
raios gama. Radiações Ionizantes Alfa (a), Beta (ß) e 
Gama (?) 
 
Radiação alfa (a) 
As partículas Alfa são constituídas por 2 prótons e 2 
nêutrons, isto é, o núcleo de átomo de hélio (He). 
Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2 
nêutrons. Sobre as emissões alfa, foi enunciada por 
Soddy, em 1911, a chamada primeira lei da 
Radioatividade: Quando um radionuclídeo emite uma 
partícula Alfa, seu número de massa diminui 4 
unidades e, seu número atômico, diminui 2 unidades. 
 X -----> alfa (2p e 2n) + Y (sem 2p e 2n) 
Ao perder 2 prótons o radionuclídeo X se transforma 
no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X - 
2) As partículas Alfa, por terem massa e carga elétrica 
relativamente maior, podem ser facilmente detidas, 
até mesmo por uma folha de papel, elas em geral não 
conseguem ultrapassar as camadas externas de células 
mortas da pele de uma pessoa, sendo assim 
praticamente inofensivas. Entretanto podem 
ocasionalmente, penetrar no organismo através de um 
ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso 
lesões graves. Têm baixa velocidade comparada a 
velocidade da luz (20 000 km/s). 
 
Radiação Beta (ß) 
As partículas Beta são elétrons emitidos pelo núcleo de 
um átomo instável. Em núcleos instáveis 
betaemissores, um nêutron pode se decompor em um 
próton, um elétron e um antineutrino permanece no 
núcleo, um elétron (partícula Beta) e um antineutrino 
são emitidos. Assim, ao emitir uma partícula Beta, o 
núcleo tem a diminuição de um nêutron e o aumento 
de um próton. Desse modo, o número de massa 
permanece constante. A segunda lei da radioatividade, 
enunciada por Soddy, Fajjans e Russel, em 1913, diz: 
Quando um radionuclídeo emite uma partícula beta, 
seu número de massa permanece constante e seu 
número atômico aumenta 1 unidade X -----> beta(1e) + 
antineutrino + Y(com 1p a mais) Ao ganhar 1 próton o 
radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com 
número atômico igual a (Y = X + 1) As partículas Beta 
são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos 
tecidos(veja a figura a seguir), ocasionando danos à 
pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que 
sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, 
aproximadamente 270 000 km/s. 
 
Radiação Gama (?) 
 Ao contrário das radiações Alfa e Beta, que são 
constituídas por partículas, a radiação gama é formada 
por ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos 
instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula 
Alfa ou Beta. O Césio-137 ao emitir uma partícula Beta, 
seus núcleos se transformam em Bário-137. No 
entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o 
núcleo resultante não eliminar toda a energia de que 
precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda 
eletromagnética (radiação gama) ajuda um núcleo 
instável a se estabilizar. É importante dizer que, das 
várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raios-X, 
micro-ondas, luz visível etc.), apenas os raios gama são 
emitidos pelos núcleos atômicos. As radiações Alfa, 
Beta e Gama possuem diferentes poderes de 
penetração, isto é, diferentes capacidades para 
atravessar os materiais. Assim como os raios-X os raios 
gama são extremamente penetrantes, sendo detido 
somente por uma parede de concreto ou metal (veja a 
figura a seguir). Têm altíssima velocidade que se igual 
à velocidade da luz (300 000 km/s). 
 
Raios-X 
Os raios-X que não vêm do centro dos átomos, como 
os raios Gama. Para obter-se raios-X, uma máquina 
acelera elétrons e os faz colidir contra uma placa de 
chumbo, ou outro material. Na colisão, os elétrons 
perdem a energia cinética, ocorrendo uma 
transformação em calor (quase a totalidade) e um 
pouco de raios-X. Estes raios interessantes atravessam 
corpos que, para a luz habitual, são opacos. O 
expoente de absorção deles é proporcional à 
densidade da substância. Por isso, com o auxílio dos 
raios X é possível obter uma fotografia dos órgãos 
internos do homem. Nestas fotografias, distinguem-se 
bem os ossos do esqueleto e detectam-se diferentes 
deformações dos tecidos brandos. A grande 
capacidade de penetração dos raios X e as suas outras 
particularidades estão ligadas ao fato de eles terem 
um comprimento de onda muito pequeno. 
 
Aplicações 
A radiação ionizante tornou-se há muitos anos parte 
integrante da vida do homem. Sua aplicação se dá na 
área da medicina até às armas bélicas, contudo, sua 
utilidade é indiscutível. Atualmente, por exemplo a sua 
utilização em alguns exames de diagnóstico médico, 
através da aplicação controlada da radiação ionizante 
(a radiografia é mais comum), é uma metodologia de 
extremo auxílio. Porém os efeitos da radiação não 
podem ser considerados inócuos, a sua interação com 
os seres vivos pode levar a teratogenias eaté a morte. 
Os riscos e os benefícios devem ser ponderados. A 
radiação é um risco e deve ser usada de acordo com os 
seus benefícios. 
a) Saúde 
 
 
Radioterapia 
 Consiste na utilização da radiação gama, raios X ou 
feixes de elétrons para o tratamento de tumores, 
eliminando células cancerígenas e impedindo o seu 
crescimento. O tratamento consiste na aplicação 
programada de doses elevadas de radiação, com a 
finalidade de atingir as células cancerígenas, causando 
o menor dano possível aos tecidos sãos intermediários 
ou adjacentes. 
 
Braquiterapia 
Trata-se de radioterapia localizada para tipos 
específicos de tumores e em locais específicos do 
corpo humano. Para isso são utilizadas fontes 
radioativas emissoras de radiação gama de baixa e 
média energia, encapsuladas em aço inox ou em 
platina, com atividade da ordem das dezenas de 
Curies. A principal vantagem é devido à proximidade 
da fonte radioativa afeta mais precisamente as células 
cancerígenas e danifica menos os tecidos e órgãos 
próximos. 
 
Aplicadores 
São fontes radioativas de emissão beta distribuídas 
numa superfície, cuja geometria depende do objetivo 
do aplicador. Muito usado em aplicadores 
dermatológicos e oftalmológicos. O princípio de 
operação é a aceleração do processo de cicatrização 
de tecidos submetidos a cirurgias, evitando 
sangramentos e queloides, de modo semelhante a 
uma cauterização superficial. A atividade das fontes 
radioativas é baixa e não oferece risco de acidente 
significativo sob o ponto de vista radiológico. O 
importante é o controle do tempo de aplicação no 
tratamento, a manutenção da sua integridade física e 
armazenamento adequado dos aplicadores. 
 
Radioisótopos 
Existem terapias medicamentosas que contêm 
radiosiótopos que são administrados ao paciente por 
meio de ingestão ou injeção, com a garantia da sua 
deposição preferencial em determinado órgão ou 
tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos de 
iodo para o tratamento do cancro na tiroide. 
b) Diagnóstico: 
 
Radiografia 
A radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de 
raios X ou raios gama que atravessa a região de estudo 
e interage com uma emulsão fotográfica ou tela 
fluorescente. Existe uma grande variedade de tipos, 
tamanhos e técnicas radiográficas. As doses absorvidas 
de radiação dependem do tipo de radiografia. Como 
existe a acumulação da radiação ionizante não se 
devem tirar radiografias sem necessidade e, 
principalmente, com equipamentos fora dos padrões 
de operação. O risco de dano é maior para o operador, 
que executa rotineiramente muitas radiografias por 
dia. Para evitar exposição desnecessária, deve-se ficar 
o mais distante possível, no momento do disparo do 
feixe ou protegido por um biombo com blindagem de 
chumbo. 
 
Tomografia 
 O princípio da tomografia consiste em ligar um tubo 
de raios X a um filme radiográfico por um braço rígido 
que gira ao redor de um determinado ponto, situado 
num plano paralelo à película. Assim, durante a 
rotação do braço, produz-se a translação simultânea 
do foco (alvo) e do filme. Obtém-se imagens de planos 
de cortes sucessivos, como se observássemos fatias 
seccionadas, por exemplo, do cérebro. Não apresenta 
riscos de acidente pois é operada por eletricidade, e o 
nível de exposição à radiação é similar. Não se devem 
realizar exames tomográficos sem necessidade, devido 
à acumulação de dose de radiação. 
 
Mamografia 
Atualmente a mamografia é um instrumento que 
auxilia na prevenção e na redução de mortes por 
câncer de mama. Como o tecido da mama é difícil de 
ser examinado com o uso de radiação penetrante, 
devido às pequenas diferenças de densidade e textura 
de seus componentes como o tecido adiposo e 
fibroglandular, a mamografia possibilita somente 
suspeitar e não diagnosticar um tumor maligno. O 
diagnóstico é complementado pelo uso da biópsia e 
ultrasonografia. Com estas técnicas, permite-se a 
detecção precoce em pacientes assintomáticas e 
imagens de melhor definição em pacientes 
sintomáticas. A imagem é obtida com o uso de um 
feixe de raios X de baixa energia, produzidos em tubos 
especiais, após a mama ser comprimida entre duas 
placas. O risco associado à exposição à radiação é 
mínimo, principalmente quando comparado com o 
benefício obtido. 
 
Mapeamento com radiofármacos 
O uso de marcadores é comum. O marcador radioativo 
tem o objetivo de, como o nome mesmo diz, marcar 
moléculas de substâncias que se incorporam ou são 
metabolizadas pelo organismo do homem, de uma 
planta ou animal. Por exemplo, o iodo-131 é usado 
para seguir o comportamento do iodo -127, estável, no 
percurso de uma reação química in vitro ou no 
organismo. Nestes exames, a irradiação da pessoa é 
inevitável, mas deve-se ter em atenção para que esta 
seja a menor possível. 
 
Como minimizar os efeitos da radiação ionizante 
A minimização dos efeitos da radiação nos 
trabalhadores inicia pela avaliação de risco, o correto 
planejamento das atividades a serem desenvolvidas, 
utilização de instalações e de práticas corretas, de tal 
forma a diminuir a magnitude das doses individuais, o 
número de pessoas expostas e a probabilidade de 
exposições acidentais. Os equipamentos de proteção 
(EPC e EPI) devem ser utilizados por todos os 
trabalhadores, além de ser observado a otimização 
desta proteção pelo elaboração e execução correta de 
projeto de instalações laboratoriais, na escolha 
adequada dos equipamentos e na execução correta 
dos procedimentos de trabalho. Por outro lado o 
controle das doses nos trabalhadores deve considerar 
três fatores: 
1. Tempo: A dose recebida é proporcional ao tempo de 
exposição e à velocidade da dose D = t x velocidade da 
dose 
2.Distância: A intensidade da radiação decresce com o 
quadrado da distância D1/D2 = (d1/d2)2 
3.Blindagem: A espessura da blindagem depende do 
tipo de radiação, da atividade da fonte e da velocidade 
de dose aceitável após a blindagem. 
 Para a proteção do trabalhador os comandos do 
equipamentos devem ter blindagem, assegurando que 
o técnico possa ver e manter o contacto com o 
paciente no decorrer do exame. As próprias salas 
devem ter blindagem, por forma a assegurar e garantir 
a segurança radiológica tanto do técnico como do 
pessoal circunvizinho à sala. Estas proteções devem ter 
espessura suficiente para garantir a proteção contra a 
radiação primária e a radiação difundida que pode 
atingir as paredes da sala. No cálculo das blindagens 
leva-se em conta: 
* a energia da radiação produzida; 
* a quantidade de radiação produzida por 
determinado período (carga de trabalho); 
* grau de ocupação ou frequência do ponto de 
interesse; 
* material a ser usado como blindagem. 
* Para a blindagem de raios X e Gama usa-se 
geralmente o chumbo. 
Contudo outros materiais podem ser utilizados 
embora a espessura necessária para se obter a mesma 
atenuação que com o chumbo seja muito maior. A 
garantia de que as condições de trabalho são 
adequada do ponto de vista da proteção pode ser 
obtida através do levantamento radiométrico da 
instalação. Esta medida tem por objetivo verificar se 
durante a operação, a instalação apresenta níveis de 
segurança adequados aos trabalhadores. 
 
Controle á exposição 
Monitorização 
 Este processo tem como objetivo garantir a menor 
exposição possível aos trabalhadores e garantir que os 
limites de dose não são superados. Tipos de 
Monitorização: 
* Pessoal - procura estimar a dose recebida pelo 
trabalhador durante as suas atividades envolvendo 
radiação ionizante. As doses equivalentes são 
determinadas pela utilização de um ou vários 
dosímetros que devem ser usados na posição que 
forneça uma medida representativa da exposição nas 
partes do corpo expostos à radiação. No caso de o 
trabalhador usar diferentes tipos de radiação então 
diferentes tipos de dosímetros devemser utilizados: 
* Monitorização da radiação externa; 
* Monitorização da contaminação interna 
* De área - Tem por objetivo a avaliação das condições 
de trabalho e verificar se há presença radioativa. Os 
resultados das medidas efetuadas com os monitores 
da área devem ser comparados com os limites 
primários ou derivados, a fim de se tomar ações para 
garantir a proteção necessária. 
 
Tipos de Dosímetros 
Diversos métodos ou sistemas foram desenvolvidos a 
fim de possibilitar a determinação da dose de 
radiação. O objetivo é o de quantificar a energia 
absorvida, a fim de proporcionar um conhecimento 
mais profundo dos efeitos da radiação ionizante sobre 
a matéria. 
 
- Exemplos de dosímetros 
Os requisitos são: 
* a resposta do dosímetro deve ser linear com a dose 
absorvida; 
* o aparelho deve ser de alta sensibilidade, por forma 
a medir doses baixas; 
* deve apresentar amplo intervalo de resposta; 
* a resposta deve ser independente da velocidade da 
dose; 
*deve possuir estabilidade da resposta ao longo do 
tempo; 
*De uma forma geral podemos classificar os 
dosímetros em: de leitura direta e de leitura indireta, 
os primeiros fornecem ao utilizador a dose ou 
velocidade da dose em qual quer instante, os 
segundos necessitam de um procedimento para a sua 
leitura. 
Para finalizar devemos lembrar de alguns requisitos 
que compõem os procedimentos de segurança: 
* delimitação de zonas e áreas (controladas e de 
vigilância), 
* selagem 
* limitar o acesso 
* utilizar equipamentos de proteção individual 
* proibir a comida e a bebida, o fumar, mascar 
chicletes, 
manusear lentes de contato, a aplicação de cosméticos 
e ou produtos de higiene pessoal ou armazenar 
alimentos para consumo nos locais de uso de radiação 
e áreas adjacentes. 
* lavar as mãos: 
- Antes e após a manuseio de materiais radioativos, 
após a remoção das luvas e antes de saírem do 
laboratório. 
- Antes e após o uso de luvas. 
- Antes e depois do contato físico com pacientes. 
- Antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar. 
- Depois de usar o toalete, coçar o nariz, cobrir a boca 
para espirrar, pentear os cabelos. 
- Mãos e antebraços devem ser lavados 
cuidadosamente (o uso de escovas deverá ser feito 
com atenção). 
-Manter líquidos antissépticos para uso, caso não 
exista lavatório no local. 
- Evitar o uso de calçados que deixem os artelhos à 
vista. 
- Não usar anéis, pulseiras, relógios e cordões longos, 
durante as atividades laboratoriais. 
- Não colocar objetos na boca. 
- Não utilizar a pia do laboratório como lavatório. 
- Usar roupa de proteção durante o trabalho. Essas 
peças de vestuário não devem ser usadas em outros 
espaços que não sejam do laboratório (escritório, 
biblioteca, salas de estar e refeitório). 
- Afixar o símbolo internacional de "Radioatividade" na 
entrada do laboratório. Neste alerta deve constar o 
nome e número do telefone do pesquisador 
responsável. 
- Presença de kits de primeiros socorros, na área de 
apoio ao laboratório. 
- O responsável pelo laboratório precisa assegurar a 
capacitação da equipe em relação às medidas de 
segurança e emergência 
-Providenciar o exame médico periódicos; 
-Adoção de cuidados após a exposição à radiação. 
 
 
Filmes radiográfico – processamento 
radiográfico 
Radiografia 
A radiografia é a imagem fotográfica de um objeto, 
obtida com os Raios X em lugar da luz. 
 
Filmes radiográficos 
composição 
 Embalagem plástica 
Papel opaco - preto 
Lâmina de chumbo 
Película – filme 
 
Filme 
1. envelope (branco) 
2. envoltório (preto) 
3. película 
4. lamínula de Pb 
 
Posicionamento do filme 
Parte lisa voltada para o dente 
Picote para a incisal / oclusal 
Filme na posição vertical para anteriores e na 
horizontal para posteriores. 
 
Película radiográfica 
Base de poliéster - 0,2 mm 
Camada adesiva 
Emulsão - gelatina e cristais de prata 
(Nitrato de prata + brometo de potássio = Brometo de 
prata) 
Capa protetora - gelatina 
(entumece em contato com líquidos e endurece após a 
secagem) 
 
 
Base 
Material rígido (plástico). 
Fino, transparente, plano. 
Azulado ou esverdeado. 
 
 
Capa protetora 
Protege a emulsão do contato com as forças 
mecânicas durante a manipulação do filme. 
Fina camada de gelatina. 
 
 
Filmes radiográficos 
Classificação dos filmes radiográficos 
-Utilização 
-Tamanho 
-Quantidade 
-Sensibilidade 
 
Filmes radiográficos 
-Intrabucais 
-Extrabucais 
 
Dosimétricos 
Fotodensitometro- mede quantidade de radiação do 
operador. 
Intrabucais 
Classificação: 
– Sensibilidade: Grupos D, E, F 
– Tamanho: Periapical, interproximal, oclusal 
– Quantidade: Simples ou duplo 
 
Sensibilidade 
“Capacidade de produzir imagem radiográfica com 
maior ou menor quantidade de radiação” 
Está relacionada ao tamanho e forma dos cristais de 
prata contidos na emulsão. 
 
Película radiográfica 
 
 
Grupos de sensibilidade 
Grupos rápidos: grupos E/F 
Grupos lentos: grupos D 
Os grupos rápidos apresentam menor tempo de 
exposição à radiação ao paciente. 
 
Tamanho (intrabucais) 
 
 
 
Extrabucais (tamanho) 
Tipo e dimensão 
A 13x18cm 
B 15x24cm 
C 24x30cm 
D 30x40cm 
E 15x30cm 
 
Filmes periapicais 
Composição 
– Embalagem plástica 
 Lingueta e picote 
– Papel opaco 
-Lâmina de chumbo 
– Filme 
 
Tamanho: 
1.0- Pediátrico- 2,3x3,5cm 
1.2- Padrão-3,2x4,1cm 
 
Filmes interpoximais 
Apresentação 
-Embalagem plástica 
-Aleta de papel (asa de mordida) 
-Tamanho (posterior 2,4x4,0cm) 
-Adaptação de filmes periapicais 
Filmes oclusais 
Indicação 
Composição 
Embalagem 
Tamanho 
(5,7 x 7,6 cm) 
 
Filmes radiográficos extrabucais 
“Screens” (chassi e ecrans) 
“No-screens” 
Sensibilidade - ecrans 
Luz de segurança 
filtro vermelho GBX 2 com 15 W 
(placas intensificadoras dos RX- 80% radiação) 
(cristais fluorescentes: 
-Platinocianeto de bário 
-Tungstato de cálcio) 
 
Placas intensificadoras (Ecrans) 
Cristais flurescentes de platinocianeto de bário ou 
tungstato de cálcio. 
Rx - Cristais – luminescência – aumenta efeito 
fotográfico 
Diminui tempo de exposição 
 
Quantidade 
Simples : uma película 
Duplo :duas películas, 2 radiografias idênticas, arquivo, 
intercâmbio entre as especialidades 
 
Armazenamento 
Longe de umidade, longe de radiação, com 
temperatura ideal e usar apenas no prazo de validade. 
 
 
 
Processamento radiográfico 
É o termo usado para descrever a sequência de 
procedimentos requeridos para converter a imagem 
latente, contida na emulsão sensibilizada do filme, em 
uma imagem radiográfica visível e permanente. 
 
Imagem latente 
É o momento em que já foi liberado o feixe de luz 
sobre o filme mas ainda não foi feito o processamento 
radiográfico. 
 
Radiopaco- opaca ou seja bloqueia a luz 
Radiolúcido- translucida ou seja permite que a luz 
passe . 
 
Radiografia convencional 
Raio X 
Objeto 
Latente (imagem latente) 
Processamento 
Imagem 
 
 
 
Para que ocorra o processamento radiográfico é 
importante levar em consideração alguns fatores 
como: 
Instalações adequadas 
Soluções processadoras de qualidade 
Métodos de processamento padronizados 
E dar importância a: 
Qualidade das imagens 
 
Câmara escura 
1. Revelação 
2. Banho intermediário 
3. Fixação 
4. Lavagem final 
5. Secagem 
(luz de segurança) 
 
Etapas do processamento radiográfico 
1. Revelação: solução reveladora 
2. Lavagem intermediaria 
3. Fixação: solução fixadora 
4. Lavagem final 
5. Secagem 
 
A- Grãos de brometo de prata halogenado. 
As áreas cinzas indicam a imagem latente 
produzida pela exposição aos RX. 
B- Revelação remove o elemento 
halogenado deixando um depósito de 
prata metálica, nos grãos expostos aos 
RX. 
C- Revelação terminadaD- Os grãos de prata não expostos aos Rx são 
dissolvidos pelo fixador. 
 
Solução reveladora 
Função: revelar a imagem e atua nos cristais de 
prata ionizados pelo RX. 
PH: alcalino (10-12) 
Composição: H2O destilada 
FLON 
Hidroquinona (redutores: reduzem os cristais de 
prata em prata metálica-tiram o elemento 
halogenado). 
Carbonato de sódio: alcalinizante, acelerador 
(meio alcalino: amolece gelatina, acelera 
redutores) 
Sulfitode sódio: antioxidante 
Brometo de potássio: balaceador, controla 
velocidade da revelação, e evita velamento. 
 
Solução fixadora 
Função: dissolver os cristais de prata não ionizados 
pelos RX, e endurecer a gelatina da emulsão. 
PH: ácido 4,5 
Composição: H2O destilada 
Hipossulfito de sódio: solvente de prata não 
ionizado. 
Ácido acético: acidificante- neutraliza ação do 
revelador 
Sulfito de sódio: antioxidante 
Alúmen de potássio: endurecedor da gelatina da 
emulsão (impede o amolecimento da gelatina 
durante o banho final). 
 
Tipos de câmera escura 
a) Portátil 
b) Quarto 
c) Labirinto 
 
Quarto / labirinto 
Componentes 
* Luz de segurança 
* Filtros 
* Tanques 
* Área seca 
* Porta resíduos 
* Suportes e colgaduras 
* Termômetro 
* Cronômetro 
* Secadora 
* Pia 
* Negatoscópio 
* Tabela 
temperatura/tempo 
 
1.Laterna Kodak com filtro 
2.Ventilador 
3.Varal para secagem das películas 
4.Porta colgaduras 
5.Escorredor 
6.Cronômetro 
7.Negatoscópio 
8.Área seca para manuseio da película 
9.Tabique 
10.Torneira água 
11.Tanque de processamento 
12.Pia 
13.Armário 
14. Tabela tempo-temperatura. 
 
Filtro de segurança vermelho 
- Filmes intra e extrabucais 
(GBX2: lâmpada 15W, distância de 120cm) 
 
Câmara portátil 
1) R: Revelador - Revelação 
2) E: Água – enxaguar 
Lavagem intermediária 
3) F: Fixador - Fixação 
4) B: Água - Banho final 
 
 
 
Métodos de processamento 
Método visual - não padronizado 
Método temperatura / tempo – padronização 
 
Método temperatura/tempo 
Temperatura tempo de revelação (min) 
16 8 
18 6 
20 5 
22 4 
24 3 
27 2 
 
 
Passos para o processamento 
1. Preparo das soluções 
2. Temperatura: tempo de revelação e fixação 
3. Colocação dos filmes na colgadura 
4. Ajuste do cronômetro 
5. Revelador – tempo determinado pela 
temperatura 
6. Banho intermediário – 20 segundos 
7. Fixador – 5 a 10 minutos ou DOBRO DO REVEL. 
8. Banho final – 20 minutos 
9. Secagem 
 
 
Característica das soluções processadoras 
Revelador e Fixador são incolores 
Degradação: deterioração que sofre esta 
substância pela ação do oxigênio do ar, das 
luzes, quantidade de filmes revelados. 
Revelador= marrom- escuro (degradação) 
Fixador= branco- leitoso, “nata metálica” 
(degradação) 
(Se invertemos a sequência do processamento 
o filme fica em branco e não dá certo a 
revelação.) 
 
Fixação inadequada 
 
 
 
 
Banho final inadequado 
 
 
 
Degradação das soluções 
Perda da capacidade de revelação 
 
 
Processamento automático 
Tempo seco-seco – 2 a 7 min 
Vantagens 
Rapidez 
Padronização 
Espaço 
 
-Soluções aquecidas 
-Soluções enérgicas- agitadas uniforme 
-Processamento rápido 
 
 
 
 
 
 
Técnicas radiográficas intrabucais 
 
Oque são ? 
Os exames radiográficos possibilitam o 
descobrimento, a confirmação, a classificação 
e a localização de alterações patológicas nos 
dentes e maxilares. Esses exames deverão ser 
utilizados como complementação do exame 
clínico, de onde obtemos os sintomas e outros 
sinais da alteração apresentada pelo paciente. 
Elas são divididas em: 
1- – Periapical 
Técnicas radiográficas intrabucais 
Utilizada para registrar dente e osso 
alveolar adjacente. 
• método da bissetriz 
• uso de posicionadores radiográficos 
 
2- Interproximal 
Utilizada para registrar coroa de dentes 
posteriores e crista óssea alveolar 
interdentária. 
 
3- Oclusal 
Técnicas radiográficas intrabucais 
Utilizada para registro de áreas mais 
amplas de maxila e mandíbula. 
 
Filmes utilizados: 
Tamanho 0 (22 X 35 mm), para crianças; 
- Tamanho 2 (31 X 41 mm), para adultos; 
- Tamanho 4 (57 X 76mm), normalmente 
em adultos. 
 
Periapical 
Peri= ao redor 
Apical= ápice 
Dentre os exames radiográficos utilizados 
em odontologia o exame radiográfico 
periapical é aquele que o dentista utiliza 
mais, pois promove uma visão dos ápices 
das raízes dos dentes e das estruturas que 
o rodeiam e pode ser feito com aparelho 
que ele tem no consultório. Duas técnicas 
podem ser empregadas para esse tipo de 
exame: a técnica da bissetriz e a técnica 
do paralelismo. Para as duas técnicas 
utilizamos o filme periapical nº 2, cujo 
tamanho é de 3 x 4 cm. 
A radiografia periapical é usada para 
pesquisa de nódulos e calcificações 
pulpares, fraturas, anomalias, reabsorções 
e lesões periapicais que atingem os 
dentes. Podemos ainda utilizá-lo para 
observação de: tamanho, forma e número 
das raízes e condutos radiculares; relação 
dos dentes com seio maxilar; relação dos 
germes permanentes com os dentes 
decíduos e a cronologia de mineralização 
e irrupção dentária. 
-Registram imagens dos limites, as 
posições e os contornos mesiodistais dos 
dentes e tecidos adjacentes. 
- É essencial que se obtenha o 
comprimento total do dente e pelo menos 
2mm do osso periapical. 
- Exame complementar para auxílio no 
diagnóstico: 
• Lesão periapical; 
• Avaliação dos condutos radiculares; 
• Avaliação periodontal; 
• Detecção de lesão cariosa; 
 
Técnica da bissetriz 
A técnica radiográfica periapical da 
bissetriz está baseada na lei isométrica de 
Cieszynski, que postula: “a imagem 
projetada (no nosso caso, a imagem 
radiográfica do dente) terá o mesmo 
comprimento e as mesmas proporções do 
objeto (do dente que está sendo 
radiografado), desde que o feixe de Raios 
X central seja perpendicular à bissetriz do 
ângulo formado pelo dente e o filme”. 
Para a Radiologia odontológica a boca é 
dividida em 7 regiões maxilares e 7 regiões 
mandibulares (molares, pré-molares, 
caninos e incisivos dos dois lados da boca). 
Para cada região haverá um ângulo 
vertical específico do tubo do aparelho 
radiográfico, de modo que em cada região 
consigamos incidir o feixe 
perpendicularmente à bissetriz do ângulo 
formado entre o dente e o filme. O ângulo 
horizontal será diferente para cada uma 
das regiões e deverá ser paralelo às faces 
proximais dos dentes, para evitar as 
sobreposições. 
O paciente deverá estar posicionado 
corretamente na cadeira. Para radiografias 
na maxila: o plano de Camper (asa do 
nariz – Tragus) paralelo ao solo e o plano 
sagital mediano perpendicular ao solo. 
Para radiografias da mandíbula: plano 
comissura labial- Tragus paralelo ao solo e 
o plano sagital mediano perpendicular ao 
solo. 
O tempo de exposição relaciona-se com a 
sensibilidade do filme, já que em nossos 
aparelhos a quilovoltagem e a 
miliamperagem são fixos. 
Os filmes deverão ser processados 
seguindo as especificações do método 
temperatura/tempo, utilizando-se a tabela 
exposta. 
 
 
 
 
Vantagens 
• Maior conforto para paciente 
• Pode ser utilizada com 
isolamento absoluto 
•Não requer posicionadores 
• Anatomia não é fator limitante 
Desvantagens 
•Maior distorção 
•Dificuldade para direcionar o 
feixe primário de raios X 
• Estabilidade do filme reduzida 
 
Situações que requerem uso da técnica da 
bissetriz 
•Palato atrésico; 
• Assoalho bucal raso; 
• Presença de tórus palatino; 
•Freio lingual curto; 
 
Método da bissetriz 
Conhecer o funcionamento dos aparelhos 
de raios X 
Posicionamento da cabeça do paciente 
(plano sagital mediano) (plano de camper) 
(linha trágus- asa do nariz) (linha trágus-
comissuralabial) 
Ângulos de incidência do feixe de raios X 
para cada região a ser 
radiografada 
Dimensões e especificações dos filmes 
utilizados 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulos de incidência do feixe de raios X 
para cada região a ser radiografada 
Ângulos horizontais e verticais 
• Menor grau de alongamento ou 
encurtamento do órgão 
dentário 
• Individualização do órgão dentário 
•Esses ângulos são determinados 
posicionando-se o feixe 
de raios X em relação à linha de oclusão e 
ao plano sagital 
mediano 
 
ângulos horizontais 
o feixe de raio X desse ser paralelo às 
faces interproximais dos dentes evitando-
se superposição destas faces 
 
 
 
 
Ângulos verticais 
 
 
Antes de realizar as radiográficas 
• Solicitar que paciente remova os óculos, 
dispositivos intrabucais removíveis, 
brincos etc. 
• Comunicar ao paciente a respeito do 
procedimento. 
• Ajustar altura da cadeira para maior 
conforto do operador 
• Ajustar apoio de cabeça de acordo com 
a técnica 
• COLOCAR AVENTAL PLUMBÍFERO E 
PROTETOR DE TIREOIDE 
 
Lei Isométrica de Cieszynski: 
A imagem projetada tem o mesmo 
comprimento e as mesmas proporções do 
objeto se o feixe central de raios X for 
dirigido perpendicular a bissetriz do 
ângulo formado entre o longo eixo do 
dente e o longo eixo do filme 
 
 
 
Para que seja viável a aplicação da Lei Isométrica, 
deve-se considerar as estruturas anatômicas, tais 
como posição dos dentes, formato e altura da abóbada 
palatina e assoalho bucal. 
 
Ângulo vertical correto: imagens com proporções 
normais. 
Diminuição do ângulo vertical: imagens alongadas 
Aumento do ângulo vertical: imagem encurtada 
 
Técnica da bissetriz: 
• O filme é colocado o mais próximo do dente, sem 
curvar 
• Imaginar a bissetriz formada entre o longo eixo do 
dente e do filme 
• O feixe de raios X deve ser direcionado perpendicular 
a bissetriz imaginária 
 
Princípios básicos 
1. Anatomia dos dentes e maxilares 
2. Posição da cabeça do paciente 
3. Angulação do feixe de raio X 
4. Ponto de entrada do feixe de raios X 
 
 Considerações anatômicas 
- Localização do longo eixo do dente 
- Localização do ápice do dente 
 
Longo eixo dos dentes 
1. Superiores: inclinação para vestibular 
2. Inferiores: Anteriores: inclinação para vestibular 
PM: verticais 
M: inclinação para lingual 
Lembrar que o eixo aparente da coroa pode ser 
diferente da raiz (eixo verdadeiro). O ângulo entre 
esses dois eixos é de 5º a 20. 
 
Ápice dos dentes 
-Superiores: linha trágus-asa do nariz 
-Inferiores: 0,5 cm acima da borda da mandíbula 
 
Áreas de incidência 
• Deve coincidir com o centro da região a ser 
radiografada 
• O objetivo é atingir o filme na sua totalidade 
 
Áreas de incidência – MAXILA 
1 – Molares Intersecção formada pela linha 
imaginária, traçada a 1cm para trás da comissura 
palpebral externa e o plano de Camper 
2 – Pré – Molares Intersecção formada pela linha 
imaginária a partir do centro da pupila do 
paciente, este olhando para frente e o plano de 
Camper 
3 – Caninos Intersecção formada pela linha 
imaginária que partindo da asa do nariz e o plano 
de Camper 
4 – Incisivos Intersecção formada pela linha 
imaginária partindo do ápice nasal e o plano de 
Camper. 
 
Áreas de incidência – Mandíbula 
1 – Molares Intersecção formada pela linha 
imaginária, traçada a 1cm para trás da comissura 
palpebral externa e àquela situada a 0,5cm acima 
da borda inferior da mandíbula 
2 – Pré – Molares Intersecção formada pela linha 
imaginária a partir do centro da pupila do 
paciente, este olhando para frente e àquela 
situada a 0,5cm acima da borda inferior da 
mandíbula 
3 – Caninos Intersecção formada pela linha 
imaginária que partindo da asa do nariz e àquela 
situada a 0,5cm acima da borda inferior da 
mandíbula 
 4 – Incisivos Intersecção formada pela linha 
imaginária partindo do ápice nasal e àquela 
situada a 0,5cm acima da borda inferior da 
mandíbula. 
 
 Posicionamento do filme 
-Picote do filme 
• Superfície convexa (saliência) indica o lado de 
exposição do filme, deve estar voltado para o feixe 
de raios X 
•Deve estar voltado para a superfície oclusal ou 
incisal dos dentes. 
Os filmes devem abranger os dentes de cada 
região a ser examinada, ultrapassando a face 
oclusal ou incisal cerca de 4 ou 5mm. 
 
Maxila: arco superior paralelo ao solo. 
Mandíbula: cabeça levemente inclinada para trás 
para que o arco inferior esteja paralelo ao solo 
quando a boca está aberta (fato que ocorre 
quando o paciente segura o filme). 
(Distância focal: 20cm) 
 
Manutenção do filme: 
Maxila: Dedo polegar da mão do lado oposto e o 
dedo indicador apoiado na face do filme. 
Mandíbula: Dedo indicador da mão do lado oposto 
e os dedos restantes dobrados com o polegar 
apoiado sob a mandíbula 
 
Molar superior: 
-Ângulo vertical= 20 a 30 graus 
-Ângulo horizontal= 70 a 90 graus 
Pré molar superior: 
-Ângulo vertical= 30 a 40 graus 
-Ângulo horizontal: 70 a 80 graus 
Canino superior 
-Ângulo vertical= 40 a 50 graus 
-Ângulo horizontal= 45 graus 
Se o feixe de raios X é direcionado 
perpendicularmente ao canino, pode haver 
sobreposição de imagem do C e 1PM. Para evitar 
esse problema, o ângulo horizontal é rotacionado 
posteriormente. Tente imaginar a superfície mesial 
do 1PM e alinhe o feixe paralelamente a esta 
superfície. 
Pacientes com arcos maxilares estreitos: A borda 
superior do filme entra em contato com o palato 
não permitindo o registro do ápice do canino. 
Colocando o filme na diagonal, o problema é 
solucionado. 
Incisivos superiores 
-Ângulo vertical=50 a 55 graus 
-Ângulo horizontal= 0 graus 
Molares inferiores 
-Ângulo vertical= 0 a 5 graus 
-Ângulo horizontal= 80 a 90 graus 
Pré molares inferiores 
-Ângulo vertical= -5 a -10 graus 
-Ângulo horizontal= 70 a 80 graus 
Canino inferior 
-Ângulo vertical= -10 a -20 graus 
-Ângulo horizontal= 45 a 50 graus 
Incisivos inferiores 
-Ângulo vertical= -15 a -20 graus 
-Ângulo horizontal= 0 graus 
Colocar imagens de cada grupo de dentes 
 
Técnica Interproximal 
Histórico: Bite-wing 
Rapper – 1925 
Finalidade: •Exame das faces interproximais e da 
crista óssea alveolar dos dentes posteriores 
•Detecção de cáries, adaptações marginais de 
restaurações, lesões periodontais 
Exame complementar para auxílio no diagnóstico: 
• Lesão cariosa interproximal; 
• Avaliação das cristas ósseas interdentárias; 
• Avaliação da adaptação de coroas protéticas. 
 
O diagnóstico precoce de lesões cariosas é de 
fundamental importância no programa de 
prevenção e conservação dos dentes. As lesões 
cariosas interproximais, mesmo as precoces, são 
mais facilmente visualizadas na radiografia 
interproximal ou “bite wing”. Essa técnica foi 
idealizada em 1925, por Rapper e permite um bom 
paralelismo entre dente e filme e por isso o 
emprego de ângulos verticais menores que 
aqueles usados na técnica periapical da bissetriz, o 
que resulta em imagens mais nítidas. Utilizamos 
essa técnica radiográfica somente para os dentes 
posteriores, já que os dentes anteriores podem ser 
mais facilmente observados no exame clínico, com 
a utilização de sonda e espelho e o exame 
radiográfico periapical. 
Utilizamos 4 películas (2 para cada lado- Molares e 
pré-molares) com aletas de mordida 
confeccionadas em cartolina. 
A radiografia interproximal é usada para: pesquisa 
de lesões cariosas interproximais, oclusais e 
reincidentes; para verificação da relação lesão 
cariosa – câmara pulpar; adaptação de coroas; 
restabelecimento dos pontos de contato; estudo 
das cristas ósseas e verificação de cálculos 
interproximais. 
O paciente deverá estar posicionado corretamente 
na cadeira. Para radiografias na maxila: o plano de 
Camper (asa do nariz – Tragus) paralelo ao solo e o 
plano sagital mediano perpendicular ao solo. 
 Ofilme deve ser colocado com o lado de 
exposição voltado para a aleta de mordida e para o 
tubo. Posicione primeiro nos dentes inferiores que 
serão radiografados, mantenha a posição pela 
aleta e peça para o paciente cerrar dos dentes. O 
ângulo vertical utilizado tanto para região de 
molares quanto para a região de pré-molares será 
de 8 graus positivos. O ângulo horizontal será 
diferente para cada uma das 2 regiões e deverá ser 
paralelo às faces proximais dos dentes, para evitar 
as sobreposições. 
O tempo de exposição relaciona-se com a 
sensibilidade do filme, já que em nossos aparelhos 
a quilovoltagem e a miliamperagem são fixos. 
Os filmes deverão ser processados seguindo as 
especificações do método temperatura/tempo, 
utilizando-se a tabela exposta. 
Guias: aletas de mordida 
Desvantagens: o filme pode se mover durante a 
exposição. 
Posicionador para interproximal: Facilita a 
estabilização do filme e o direcionamento do feixe 
de raios X. 
Posicionamento da cabeça do paciente: 
Maxila paralela ao solo PSM perpendicular ao solo. 
• Posicionamento correto da cabeça do paciente 
• Angulação vertical: 5º a 8º 
• Angulação horizontal: feixe central paralelo às 
faces interproximais 
• Área de incidência: abranger todo filme 
 
Áreas de incidência 
1 – Molares O feixe de raios X perpendiculares à 
face vestibular dos segundos molares, com 
angulação vertical de +80, com incidência na linha 
de orientação trágus à comissura labial 
2 – Pré – Molares O feixe de raios X é direcionado, 
também, com ângulo vertical de +80, 
perpendicularmente à face distal dos segundos 
pré-molares. 
Posicionamento do filme (com ou sem 
posicionador): 
PM: Filme centralizado no 2ºPM Borda anterior do 
filme pelo menos até a mesial do canino 
M: Filme centralizado no 2º M se o 3ºM estiver 
presente 
Longo eixo do filme horizontal 
A posição do picote não importa 
• Se o 3M não estiver irrompido não é necessário 
que o filme alcance essa região. 
• É aconselhável mover o filme ligeiramente para 
frente, centralizado no contato entre 1M e 2M. 
• Isto possibilita a análise da região de 2PM. 
 
Ângulo vertical 
Ângulos positivos: Tubo angulado para baixo. 
Ângulos negativos: Tubo angulado para cima. 
Ângulos de incidência= entre 0 e 10 graus 
Certificar-se que o paciente está em oclusão. O 
centro do feixe de raios X (linha vermelha) deve 
incidir diretamente no plano oclusal. 
 
Técnica oclusal 
A técnica oclusal foi primeiramente publicada por 
Simpson em 1916. Nos primeiros anos da 
radiologia odontológica, a radiografia oclusal foi o 
método mais utilizado. Esse método radiográfico 
possui várias indicações, mas, seu grande uso é 
para pacientes desdentados, na pesquisa e/ou 
localização de corpos estranhos, raízes residuais e 
dentes supranumerários. Pode ser usada ainda 
para determinação e localização de grandes áreas 
patológicas de maxila e mandíbula, na 
determinação de fraturas ósseas e como 
complemento do exame radiográfico periapical, na 
determinação da extensão de fissuras palatinas e 
para pesquisa de cálculos salivares no canal de 
Wharton. 
O filme oclusal tem 5,7 x 7,6 cm, em crianças, 
podemos dobrar o filme pelo meio. 
Para a região da maxila temos as radiografias: 
oclusal total de maxila, oclusal de incisivos e 
oclusal de canino. Para mandíbula podemos obter 
as radiografias: total de mandíbula e parcial de 
mandíbula. 
A posição de cabeça do paciente para as 
radiografias de maxila é: plano oclusal paralelo ao 
solo e plano sagital mediano (PSM) perpendicular 
ao solo. Já para mandíbula (total e parcial) o plano 
oclusal deverá ser posicionado 
perpendicularmente ao solo assim como o plano 
mediano. 
O filme será posicionado sobre as superfícies 
oclusais dos dentes e será mantido em posição 
pelos dentes do paciente. A superfície rugosa do 
filme deverá estar posicionada para o tubo. O 
filme será posicionado com seu longo eixo 
perpendicular ao PSM para as radiografias: oclusal 
total de maxila e oclusal total de mandíbula e com 
o longo eixo paralelo ao PSM para as radiografias: 
oclusal de incisivos, oclusal de canino, oclusal 
parcial de mandíbula. 
Também para a técnica oclusal os ângulos são 
importantes, pois determinam o tamanho da 
imagem dos dentes radiografados. 
Ângulo vertical: perpendicular à bissetriz do ângulo 
formado pelo plano do dente e o plano do filme. 
Ângulo horizontal: os Raios X deverão ser paralelos 
aos espaços Inter dentários. 
Os feixes centrais de Raios X devem ser dirigidos 
sobre a região a ser radiografada, para o centro da 
película. Tomando esse cuidado, mais a utilização 
dos ângulos verticais e horizontais corretos, 
obteremos uma boa radiografia para nos auxiliar 
nos diagnósticos. 
Compare e diferencie as técnicas interproximal e 
técnica oclusal da técnica periapical. 
Exame complementar para auxílio no diagnóstico: 
• Extensão de lesões amplas; 
• Visualização de dentes impactados; 
• Pode ser utilizada em pacientes com trismo; 
Histórico: 
•Simpson – 1916 
•Filme com dimensões maiores do que o 
periapical 
•Método mais utilizado, pois no princípio da 
radiologia existiam apenas placas de vidro muito 
grandes 
Indicações: 
•Pacientes desdentados 
•Pesquisa e localização de corpos estranhos, raízes 
residuais e supranumerários 
•Delimitação, localização e determinação de 
grandes áreas patológicas de maxila e mandíbula 
•Localização de fraturas ósseas 
•Determinar a extensão de fissuras palatinas e 
pesquisa de cálculos salivares nos ductos das 
glândulas submandibulares e sublinguais 
• Em Ortodontia para o controle da ação mecânica 
dos aparelhos 
 
Posição da cabeça: 
•Maxila: 
 -Plano de Camper paralelo ao plano horizontal 
-Plano sagital perpendicular ao plano horizontal 
•Mandíbula: 
-Linha trágus – comissura labial a 450 com o plano 
horizontal 
- Plano sagital perpendicular ao plano horizontal 
 
Colocação do filme 
•Lado correto de exposição é na superfície rugosa 
•Tomar cuidado na sua introdução na boca 
•Oclusais totais: filme na horizontal, eixo maior 
perpendicular ao plano sagital mediano 
•Oclusais parciais: filme na vertical, eixo maior 
paralelo ao plano sagital mediano 
 
Manutenção do filme 
•Pacientes dentados: Filme mantido pela oclusão 
•Pacientes desdentados: 
•Maxila – com os polegares 
•Mandíbula – com os indicadores 
 
Divisão da radiografia oclusal 
Maxila: 
1 – Oclusal Total 
2 – Oclusal de Incisivos 
3 – Oclusal de Canino 
4 – Oclusal de pré-molares e molares 
Mandíbula: 
1 – Oclusal Total 
2 – Oclusal parcial 
3 – Oclusal da região de sínfise 
 
 
Ângulos e pontos de referência para a colocação 
do localizador 
•Ângulo vertical: perpendicular à bissetriz do 
ângulo formado entre o longo eixo do dente e do 
filme 
•Ângulo horizontal: os raios X deverão estar 
paralelos as faces interproximais. 
 
 
 
Radiobiologia e radioproteção 
EFEITOS BIOLÓGICOS DOS RAIOS X 
As radiações ionizantes que atingem os seres 
vivos podem ser divididas em dois grandes grupos: as 
naturais, que se originam do espaço sideral, e dos 
elementos radioativos naturais, que estão presentes 
desde a criação do planeta terra; e as artificiais, 
presentes desde 1895, com a descoberta do Prof. 
Röntgen, para fins de diagnóstico e tratamento e depois 
disto, com o uso industrial de elementos radioativos e 
com as explosões nucleares ou acidentes com materiais 
radioativos. 
Os Raios X são radiações ionizantes que causam 
danos aos tecidos que atravessam. Esses efeitos são 
dependentes da dose e do tecido irradiado, quanto 
maior a dose, maior o efeito. A dose depende da 
intensidade da radiação, da área irradiada, do tempo de 
exposição e da distância entre a fonte de radiação e o 
corpo irradiado. 
Bergonie e Tribondeau (em 1902) enunciaram 
a lei que diz: ”A radiossensibilidade de um tecido é 
diretamenteproporcional ao seu grau de multiplicação, 
e inversamente proporcional ao seu grau de 
diferenciação”. Ou seja, quanto mais um tecido se 
multiplica, mais sensível ele é, e quanto mais se 
diferencia, mais resistente ele é. Este preceito é a base 
do uso da radioterapia no tratamento dos tumores 
malignos, nos quais, como sabemos, as células se 
multiplicam rapidamente e pouco se diferenciam. 
As unidades de medida das radiações 
ionizantes, atualmente em vigor, são o GRAY 
(abreviação Gy) e o SIEVERT (abreviação Sv) e são 
baseadas nas capacidades de ionização no ar e nos 
tecidos. 
A exposição do corpo todo a uma grande dose 
de irradiação, como aconteceu nas explosões atômicas 
de Hiroshima e Nagasaki, em Chernobyl, e em Goiânia, 
levam à morte em poucos dias. Já uma grande 
exposição de uma área limitada do corpo, como 
acontece na radioterapia, pode causar efeitos colaterais 
desagradáveis, porém toleráveis, mas é capaz de 
destruir tumores malignos. 
A exposição do corpo todo a pequenas doses de 
radiação é o que pode acontecer com os profissionais 
radiologistas e dentistas que não se protegem 
convenientemente, e certamente terão suas vidas 
encurtadas, dependendo das doses recebidas. 
As pequenas doses a áreas limitadas do corpo 
só ocorrem, na nossa profissão, com aqueles 
profissionais despreparados, que seguram o filme na 
boca do paciente, prática raríssima nos dias de hoje. 
 
RADIOPROTEÇÃO EM ODONTOLOGIA 
Proteção do paciente: 
O feixe primário de Raios X, ou seja, aquele que sai da 
cabeça do aparelho é composto de raios de diferentes 
energias. Tem raios que são capazes de atravessar o 
corpo e produzir uma imagem radiográfica, e outros 
que têm menor energia não produzem imagem 
radiográfica, porém serão absorvidos pelo corpo, 
causando efeito biológico. Esses efeitos podem ser 
eliminados com o uso de filtros de alumínio de 2 mm de 
espessura. Os aparelhos de Raios X saem de fábrica com 
os filtros de alumínio. 
O feixe primário, é, nas técnicas intrabucais, 
reduzido (colimado) a um diâmetro de 6 centímetros na 
ponta do localizador, como forma de reduzir a um 
mínimo viável (a diagonal do filme periapical tem 5 cm), 
a área irradiada. Também aqui, o fabricante do aparelho 
é responsável pela colocação do diafragma de chumbo, 
nas medidas certas. 
Além disso, atualmente, os localizadores dos 
aparelhos são abertos (cilíndricos ou retangulares), 
evitando a radiação de espalhamentos dos antigos 
localizadores cônicos. 
O uso de filmes os mais sensíveis é o mais 
eficiente agente redutor de efeitos biológicos, pois a 
dose de radiação é reduzida com o tempo de exposição 
menor. 
O processamento bem feito evitará a repetição 
de radiografias. 
A lei, Portaria 453 de 1º de junho de 1998 da 
ANVISA, exige o uso de avental de borracha plumbífera 
e protetor da tireóide para todos os pacientes. 
Pacientes grávidas poderão ser radiografadas em 
qualquer estágio da gestação, desde que 
convenientemente protegidas. 
 
Proteção do profissional: 
Os itens de proteção ao paciente, relacionados 
ao aparelho de Raios X, aos filmes sensíveis e ao 
processamento radiográfico também contribuem para 
a proteção ao profissional. 
O feixe primário quando atinge qualquer tecido 
ou objeto produz uma radiação de menor intensidade e 
energia, chamada radiação secundária ou de 
espalhamento. Como ela se espalha em todas as 
direções, a partir da face do paciente, é dela que o 
dentista deve se proteger. O grande fator de proteção 
é ficar a uma distância segura (1,80m), da cabeça do 
paciente que é a fonte da radiação, ou ficar atrás de 
uma barreira protetora adequada. 
 
 
Anatomia radiográfica dentomaxilar 
 
Imagem radiográfica 
Qual a importância do conhecimento das estruturas 
anatômicas normais? 
Somente dominando o conhecimento da anatomia 
radiográfica ‘normal’, o profissional reconhecerá o que 
for ‘ALTERADO’ ou patológico. 
 
Imagem bidimensional: tipo radiografia 
Imagem tridimensional: tipo um dente na mão onde vê 
as três dimensões 
 
Imagem radiográfica: é de diferentes densidades= grau 
de escurecimento. 
Imagem raiolúcida= escura 
Imagem radiopaca= clara 
Estruturas que bloqueiam a passagem da radiação e 
impedem que o filme/sensor seja sensibilizado pela 
radiação, fazem com que a imagem radiográfica fique 
clara (radiopaca): esmalte, dentina, osso, materiais 
restauradores metálicos. As estruturas não 
mineralizadas: tecido mole, cavidades, depressões, 
canais, forames, suturas não consolidadas, fraturas e o 
ar permitem que a radiação X passe e sensibilize o 
filme/sensor, resultando em imagens escuras 
(radiolúcidas) na radiografia. 
 
Esmalte 
Estrutura dentária mais radiopaca. (96% substâncias - 
minerais) 
Reveste externamente toda coroa. 
Região proximal - radiopacidade. 
Observar contorno – contínuo ou não. (diagnóstico 
precoce de cárie) 
 
Cortical alveolar = lâmina dura e crista alveolar 
• Linha radiopaca contínua e delgada. 
• Cobre o osso esponjoso, passando de um dente a 
outro sem interrupção. 
Lâmina dura – variações: 
•Anatomia da raiz 
•Ângulo horizontal 
•Convexidade dos dentes adjacentes. 
• Distância entre dentes. 
• Grau de irrupção dos dentes. 
• Inclinação dentária. 
• Altura do limite amelodentinário 
 
Dentina 
Possui menor grau de mineralização que o esmalte. 
(69-72% substâncias - minerais) menos radiopaca que 
o esmalte 
•Dentina coronária – coberta por esmalte. 
• Dentina radicular – coberta por cemento 
 
 
 
Cemento 
Possui radiopacidade = dentina. 
• Geralmente não é visualizado em exames 
radiográficos delgado. 
• Identificado nos casos de Espessamento = 
hipercementose. 
 
Osso alveolar de suporte 
• Apresenta-se como trabéculas ósseas (radiopacas), 
limitadas por espaços medulares (radiolúcidos). 
• Densidade: – idade do paciente – atividade 
mastigatória – condições sistêmicas. 
 
Mandíbula: 
Trabéculas horizontais 
Espaços medulares amplos 
Maxila: 
Trabéculas irregulares 
Espaços medulares menores 
 
Câmara coronária e conduto radicular 
• Preenchidos por tecidos moles – polpa. (permeáveis 
aos Raios X) imagem radiolúcida 
• Conformação anatômica da coroa e raiz. 
• Tamanho diminui com a idade. 
 
Espaço do ligamento periodontal 
• Espaço entre a raiz e lâmina dura – preenchido por 
tecido mole. Imagem radiolúcida 
• O aumento do espaço do ligamento periodontal 
pode sugerir alterações Exame clínico 
 
imagens dos slides 4 a 21 
 
 
 
Imagiologia em odontologia anatomia radiográfica de 
maxila e mandíbula em radiografias periapicais 
 Os Raios X atravessam os tecidos diferentemente, de 
acordo com suas densidades radiográficas. Assim, têm 
imagens diferentes: dentes, ossos, tecido mole. Os 
dentes mostram diferenças de transparência 
radiográfica entre esmalte, dentina e polpa. Os dentes 
são mais radiopacos (menos transparentes) do que o 
osso onde estão assentados, não como um prego na 
madeira, mas por um sistema de fibras, que ocupa um 
espaço radiograficamente visível, que chamamos de 
espaço periodontal. A raiz é revestida de um tecido 
chamado cemento, que por ser uma camada muito 
fina, não é visível nas radiografias. A maxila e a 
mandíbula são, para as radiografias periapicais, 
divididas em regiões: de molares, pré-molares, caninos 
e incisivos, cada uma com suas estruturas mais 
notáveis. Há que se levar em consideração, quando se 
interpreta uma radiografia, que ela é a projeção de 
uma sombra, onde haverá sobreposição de estruturas, 
umas sobre as outras, influenciadas pela direção o 
feixe e posição do filme, tornando a interpretação mais 
difícil e muito dependente do conhecimento prévio da 
osteologia. Assim, com o auxílio de um atlas de 
osteolofgia, pesquise os principais reparos anatômicos 
de maxila e mandíbula visualizados em radiografias 
periapicais 
 
 
Reparos anatômicos visualizados em radiografia 
periapicalda região de molares superiores: 
• Osso zigomático: 
• Túber da maxila 
• Processo zigomático da maxila 
• Apófise pterigoide do esfenoide 
• Hâmulo pterigoide 
• Processo coronoide da mandíbula Reparos 
anatômicos visualizados em radiografia periapical da 
região de Prémolares superiores: 
• Soalho de fossa nasal 
• Soalho de seio maxilar 
• Soalho de seio maxilar 
• Seio maxilar 
• Canais nutritivos de seio maxilar Reparos anatômicos 
visualizados em radiografia periapical da região de 
Caninos superiores: 
• Parede anterior de seio maxilar 
• Soalho de fossa nasal 
• Y invertido de Ennis Reparos anatômicos visualizados 
em radiografia periapical da região de Incisivos 
superiores: 
• Forame Incisivo 
• Sutura intermaxilar ou mediana 
• Espinha nasal anterior 4 
• Fossa nasal 
• Septo nasal 
• Concha nasal inferior 
• Aberturas nasais do canal incisivo 
 
Reparos anatômicos visualizados em radiografia 
periapical da região de molares inferiores: 
• Linha obliqua 
• Linha milioidea 
• Fóvea 
• Canal mandibular 
• Base de mandíbula Reparos anatômicos em 
radiografia periapical da região de pré-molares 
inferiores: 
• Canal mandibular 7 
• Forame mentual Reparos anatômicos visualizados 
em radiografia periapical da região de caninos 
inferiores: 
• Canais nutritivos 
• Protuberância mentual Reparos anatômicos 
visualizados em radiografia periapical da região de 
incisivos inferiores: 
• Espinhas mandibulares 
• Foramina lingual 
• Protuberância mentual 
• Canais nutritivos 
• Fosseta sub mentual. 
 
 
Radiográfica panorâmica 
Histórico da radiográfica panorâmica 
1950 - Paatero utiliza o termo Pantomografia 
(contração das palavras Panorâmica e Tomografia). A 
radiografia panorâmica utiliza o princípio da 
tomografia, no qual as estruturas anatômicas que 
devem ser visualizadas, são registradas em um plano 
selecionado, enquanto as outras áreas são borradas e 
não discerníveis no filme. As radiografias panorâmicas 
não foram planejadas para substituir as radiografias 
intrabucais, mas para providenciar informações 
complementares de diagnóstico. 
A radiografia panorâmica é uma técnica que produz 
em uma única imagem ambos os arcos dentários e 
suas estruturas de suporte, além de outras estruturas 
a elas associadas, sem sobreposição de imagens. 
Seu nome tem origem nas palavras gregas: pan e 
orama. 
Global / visão 
Radiografia que possibilita uma visualização mais 
ampla e abrangente das arcadas dentárias e de 
estruturas anexas. 
 
Vantagens da radiografia panorâmica: 
• Permite a interpretação das estruturas da maxila e 
mandíbula. 
• Simplicidade de operação, tempo mínimo de 
treinamento para o operador. 
• Cooperação do paciente. 
• Exposição mínima ao paciente. 
• Pacientes com trismo ou que não toleram 
radiografias intrabucais 
• Auxílio visual na educação do paciente apresentação 
do caso 
 
Desvantagens da radiográfica panorâmica: 
• Baixa resolução para detalhes 
• Estruturas de interesse situadas fora do plano de 
corte não são visualizadas. 
• Sobreposição de imagens reais, duplas e fantasmas 
• Posicionamento inadequado do paciente resulta em 
erros na imagem 
• Certa quantidade de ampliação, distorção e 
sobreposição estão presentes, mesmo quando a 
técnica está adequada. 
• Custo do equipamento: é relativamente alto quando 
comparado aos aparelhos de Raios X intrabucais. 
 
Critérios da prescrição: 
“Quando o dentista decidir fazer uma radiografia em 
um paciente assintomático, ou quando os achados no 
exame físico sugerirem uma radiografia, então que 
esta radiografia inicial seja a Panorâmica “. 
 
Indicação: 
• Avaliação geral da dentição; 
• Avaliação da posição de dentes impactados; 
• Avaliação da erupção dos permanentes; 
• Avaliação geral das ATM’s; 
• Avaliação de lesões ósseas; 
• Trauma dentomaxilofacial; 
• Distúrbios de desenvolvimento da face; Comumente 
utilizada como imagem inicial, auxiliando na indicação 
de outras radiografias. 
 
Aparelhos radiográficos: 
-Kodac 
-Intrumentarium 
-Sorendex 
-Ortrophos 
 
 
 
Radioproteção: 
Avental de borracha plumbífera adequado à técnica 
panorâmica. 
 
Princípios de formação da imagem: 
Feixe estreito com ligeira angulação vertical negativa 
que gira em volta de um ponto central por trás da 
cabeça; 
O ponto central varia conforme o tubo vai percorrendo 
seu trajeto, assim temos um centro de rotação em 
movimento contínuo; 
O ponto central varia conforme o tubo vai percorrendo 
seu trajeto, assim temos um centro de rotação em 
movimento contínuo 
Centro rotação anterior (imagem dos dentes 
anteriores) Trajetória do centro de rotação em 
movimento 
Centro rotação posterior (imagem do lado esquerdo) 
Centro de rotação posterior (imagem do lado direito) 
 
Radiografia panorâmica: 
Variação curvilínea da tomografia convencional, que se 
baseia no princípio do movimento recíproco da fonte 
de raios X e do receptor de imagem ao redor de um 
plano de corte, no qual se localiza o objeto de 
interesse. 
 
Técnica panorâmica: 
Na técnica panorâmica o tubo de Raios X e o filme 
giram simultaneamente em direções opostas ao redor 
da cabeça do paciente que permanece imóvel 
 
 
 
Indicações grais para a técnica panorâmica: 
 
- Primeiro exame radiográfico para pacientes novos 
- Avaliação do desenvolvimento da maxila e 
mandíbula 
- Determinação das causas das ausências dentárias 
- Avaliação das anomalias dentárias 
- Afecções dos seios maxilares 
- Alterações na ATM. 
- Assimetrias faciais. 
- Reconhecimento de Cistos e Tumores. 
- Fraturas mandibulares. 
- Avaliação de trauma, 3ºs molares, alterações extensas 
ou únicas e seu procedimento cirúrgico associado. 
- Avaliação do desenvolvimento dentário 
especialmente a análise da dentição mista. 
 - Avaliação de anomalias de desenvolvimento. 
 
Regiões para diagnóstico na radiografia Panorâmica: 
 Região dento alveolar 
 Região Maxilar 
 Região Mandibular 
 Região Temporomandibular, incluindo as 
regiões posteriores da maxila e a região 
cervical. 
 
Princípios de formação da imagem 
-Campo focal 
Apresenta três dimensões: 
1.Anteroposterior - vermelho 
2.Vestibulolingual - verde 
3.Vertical – azul 
 
Para obtenção de uma radiografia de boa qualidade 
diagnóstica 
• Paciente corretamente posicionado dentro da área 
focal do aparelho (zona de nitidez). 
• A zona de nitidez é tridimensional e situase como 
uma curva no plano vertical. 
• Os aparelhos são desenhados para que esta área 
tenha o formato do arco dental. 
 
Plano de corte/ camada focal/ zona de nitidez: 
o Quanto mais próximo ao centro dessa área, melhor 
será a definição das estruturas na imagem; 
Na medida em que as estruturas se encontram mais 
distantes do centro, perdem definição de imagem 
gradualmente; 
Estruturas que ficarem fora do campo serão borradas, 
ampliadas ou reduzidas; 
 
Campo focal: 
Seu formato varia conforme o fabricante; 
É determinado pela trajetória e velocidade do centro 
de rotação; 
Equipamentos apresentam feixes de laser e bloco de 
mordida para orientação quanto ao posicionamento 
correto do paciente na área. 
 
Instruções ao paciente: 
Enfatizar o posicionamento correto e a não 
movimentação durante a tomada radiográfica. 
Linhas luminosas de orientação Posição do paciente 
em oclusão. 
 
Posicionamento do paciente: 
1. Plano de Frankfurt deve estar paralelo ao solo; 
2. Plano sagital mediano deve estar perpendicular ao 
solo e centralizado junto ao bloco de mordida; 
3. Colocar os incisivos nas canaletas do bloco de 
mordida, de forma a centralizá-los na camada focal; 
4. Manter a coluna vertebral o mais reta possível; 
 
Campo focal: 
• Posicionamento anteroposterior 
• Quanto mais afastado do centro, posteriormente, 
maior será sua ampliação; 
• Quanto mais afastado do centro,anteriormente, 
maior será seu encurtamento 
 
• Posicionamento anteroposterior 
• Quanto mais afastado do centro, posteriormente, 
maior será sua ampliação; 
 
• Posicionamento anteroposterior 
• Quanto mais afastado do centro, posteriormente, 
maior será sua ampliação; 
 
• Posicionamento anteroposterior 
• Quanto mais afastado do centro, anteriormente, 
maior será seu encurtamento 
 
• Plano sagital mediano 
• quando não alinhado ao campo, observa-se 
distorções 
 
Camada focal ou zona de nitidez: 
Somente as estruturas dentro da zona de nitidez 
aparecerão na radiografia, as estruturas fora da zona 
de nitidez apresentarão distorções ou Pasler,1993. 
desaparecerão por borramento. 
 
 
Panorâmica: instruções ao paciente 
Após o preparo de equipamento o operador de Raios X 
deve preparar o paciente : 
Explicar os procedimentos a serem executados para 
evitar repetições (exposições desnecessárias ) 
Remover todos os objetos radiopacos da região de 
cabeça e pescoço 
Colocar o avental de proteção. 
 
Preparo para o exame 
Solicitar remoção de dispositivos removíveis: 
- Brincos 
- Óculos 
- Próteses/aparelhos removíveis 
- Colares 
Preparo do paciente 
Peça para o paciente remover todos os objetos 
radiopacos da região de cabeça e pescoço. 
 
Panorâmica: indicação gerais 
• Primeiro exame radiográfico para pacientes novos 
• Avaliação do desenvolvimento da maxila e mandíbula 
• Determinação das causas das ausências dentárias 
• Avaliação das anomalias dentárias 
• Afecções dos seios maxilares 
• Alterações na ATM. 
• Assimetrias faciais. 
• Reconhecimento de Cistos e Tumores. 
• Fraturas mandibulares. 
 
Panorâmica indicação 
• Avaliação de trauma, 3ºs molares, alterações 
extensas ou únicas e seu procedimento cirúrgico 
associado. 
• Avaliação do desenvolvimento dentário 
especialmente a análise da dentição mista. 
• Avaliação de anomalias de desenvolvimento 
Uso de panorâmica em pacientes desdentados 
para identificação de : 
Dentes impactados raízes residuais, cistos, 
fraturas, modificações anatômicas, alterações 
estruturais, atrofia, áreas radiolúcidas anormais, 
áreas radiopacas anormais, tumores e corpos 
estranhos . 
 
Regiões para diagnóstico na radiografia 
Panorâmica 
• Região dento alveolar 
• Região Maxilar 
• Região Mandibular 
• Região Temporomandibular, incluindo as regiões 
posteriores da maxila e a região cervical. 
 
Anatomia radiográfica: 
• Órbitas 
• Cavidade nasal 
• Septo nasal 
• Cornetos nasais 
• Forame incisivo 
• Sutura Zigomático temporal 
• Vértebras cervicais 
 • Palato duro e soalho de fossa nasal 
• Buco e nasofaringe 
• Túber da maxila 
• Apófise pterigoide ( l. lateral e média) 
• Fossa pterigopalatina 
• Osso zigomático 
• Linha oblíqua externa 
• Canal mandibular 
• Forame mentual 
• Base da mandíbula 
• Ângulo e ramo da mandíbula 
• Osso hioide 
• Seio maxilar 
• Arco zigomático, tubérculo articular 
• Processo coronóide da mandíbula 
• Côndilo da mandíbula 
• Meato auditivo externo 
• Processo estiloide 
 
Reparos anatômicos: tecidos duros 
Imagem dos slides 11 ao 21