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RADIOLOGIA 
3° Semestre Vitor Enrique Bini 
 
RADIOLOGIA 
AULA 2 
 
2.FÍSICA DA RADIAÇÃO 
 
2.1 CONCEITOS A SEREM LEMBRADOS 
- Matéria (tudo que ocupa lugar no espaço em estado sólido, líquido e gasoso); 
- Elemento (materiais que compõem a matéria); 
- Átomo (vão compor os elementos). 
 
2.1.1 ÁTOMO 
Núcleo 
- Prótons: carga positiva; 
- Nêutrons: carga neutra; 
- Nêutrons + prótons = n de massa (A) 
 
2.1.2 ELETROSFERA 
**A eletrosfera vai possuir no máximo 7 camadas. 
- Elétrons: carga negativa; 
- Carga total do átomo igual a zero. 
 . camadas: diferentes níveis de energia 
 Quanto mais externas as camadas da eletrosfera = menor energia de ligação 
 Quanto mais internas as camadas da eletrosfera = maior energia de ligação 
 
 
2.1.3 IONIZAÇÃO 
- íon: átomo com desbalanço de elétrons e prótons: carga total diferente de zero; 
- Processo onde átomo ou molécula adquire carga; 
- Íons positivo ou negativo; 
- Energia suficiente para superar força de atração do núcleo aos elétrons. 
 
2.1.4 RADIAÇÃO 
- Emissão e transmissão (propagação) de energia através do espaço, da matéria ou do vácuo. 
 . Radiação corpuscular; 
 . Radiação eletromagnética. 
**Tudo que se propaga é radiação, por exemplo, ondas de rádio, luz visível, do controle remoto. 
A única radiação que faz mal é a radiação que penetra nosso corpo e provoca ionização dos 
átomos. 
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2.1.4.1 Radiação Corpuscular 
- São originárias de desintegrações nucleares, emitidos por partículas radioativas (são partículas 
que possuem o núcleo do átomo instável), ou provocadas por meios artificiais. 
- Possuem massa e carga elétrica; 
- Exemplos: partículas alfa (hélio sem e-), partículas beta (núcleo de átomos radioativos), 
nêutrons, prótons. 
 
2.1.4.2 Radiação eletromagnética 
 NÚCLEOS 
 
 
 
 
Estáveis com excesso de energia 
 
 EXCESSO DE ENERGIA 
Emitida em forma de matéria (partículas) 
 
Radiação alfa e beta emitida em forma de ondas 
 Eletromagnéticas. Radiação Gama 
 
 
2.1.4.2 Radiação Eletromagnética 
- Consequência do movimento de energia através do espaço; 
- Combinação de campo elétrico e campo magnético; 
- Sem massa; 
- Velocidade igual à luz no vácuo; 
- MENOR comprimento de onda MAIOR frequência MAIOR poder de penetração; 
 . exemplos: Luz visível, ondas de rádio, microondas, raios x. 
**quanto menor o comprimento de onda do raio x, maior a penetração. Quando penetra causa 
ionização das células. 
 2 segundos 
 
a) luz visível 
 
 
 
 
 
b) raio x 
 
 
 
 
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2.2 RAIOS X 
 
2.2.1 CONCEITOS 
Uma forma de radiação eletromagnética, sem carga elétrica, com propriedades análogas às da 
luz com poder de ionização do corpo. 
Radiação emitida pelo frenagem dos elétrons (radiação Bremsstrahlung) e pela sua transição para 
níveis internos dos átomos (radiação Característica). 
 
2.2.2 CLASSIFICAÇÃO DOS RAIOS X 
- Raios X moles: pouco poder de penetração (comprimento de onda grande); 
- Raios X duros: penetram em corpos densos 
**Se aumentar ainda mais o comprimento de onda do raio x, vira luz ultravioleta. Se o 
comprimento de onda for menor do que do raio x duro, será gama. 
**Usa-se uma placa de alumínio para amenizar os raios x moles. 
 
2.2.3 PROPRIEDADES DOS RAIOS X 
Propriedades iguais da luz: 
- Propagam-se em linha reta; 
- Possui a velocidade da luz no vácuo; 
- São divergentes; 
- Não sofrem influência do campo elétrico ou magnético; 
- Impressionam chapas fotográficas. 
Propriedades diferentes da luz: 
- É invisível (por isso se utiliza o bip no aparelho, para saber que não há mais emissão); 
- Não sofre reflexão e refração; 
- Produz ionização (penetram e mudam os átomos das células); 
- Fluorescem substâncias: platinocianeto de bário, tungstato de cálcio; 
- Atravessam estruturas opacas à luz, proporcionalmente ao número atômico; 
- Ionizam gases. 
 
2.3 PRODUÇÃO DOS RAIOS X 
 
2.3.1 ELEMENTOS FUNDAMENTAIS 
1) Gerador de elétrons; 
2) Acelerador de elétrons; 
3) Alvo ou anteparo. 
**Colocados no ambiente rarefeito (vácuo). 
**O mais caro do aparelho de raio x é a ampola. 
 
2.3.2 TUBOS DE RAIO X 
Todos os tubos de raio-x, odontológicos ou médicos, são chamados de tubos de Coolidge, porque 
seguem o desenho original de W.C. apresentado em 1913. 
 
 
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2.3.3 FONTE DE ELÉTRONS –mA 
Princípios da emissão termoiônica: 
“Todo filamento metálico aquecido no vácuo produz ao seu redor uma nuvem de elétrons livres 
cuja quantidade é proporcional à temperatura deste filamento.” 
**A ampola é de filamentos de tungstênio. 
**DDP – diferença de potencial. 
 
 Cátodo Ânodo 
 
 
 DDP bloco de cobre 
 e+ e+ 
 e+ e+ 
 e- e- pastilha de tungstênio 
 e- e- 
 
 
 
 raio x e calor 99% 
B 0,2% de raio x 
 
 Filamento de tungstênio 
 
 Placa de vidro 
 
 
 
**O raio X é formado pela parada brusca dos elétrons 
 
2.3.4 ACELERADOR DE ELÉTRONS – KV 
- Gerado por uma DDP; 
- Quanto maior a DDP maior a velocidade 
- Ânodo + 
- Cátodo - 
 
2.3.4.1 Cátodo – 
- Dispositivo focalizador de molibdênio (que possui no seu interior o filamento de tungstênio).; 
- Filamento de tungstênio – Esse filamento fica alojado numa calota côncava de molibdênio 
(cátodo) - (alto ponto de fusão); 
 
2.3.4.2 Ânodo + 
- Placa de cobre (condutibilidade térmica) – No interior possui uma pastilha de tungstênio. 
 
 
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PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE RAIOS X 
Pode ocorrer por dois métodos: 
➢ Radiação Bremsstrahlung (geral) ou frenamento: 
- Quando o elétron se choca com o núcleo do tungstênio e esse choque desvia o elétron 
incidente, causando uma frenagem brusca no mesmo. Essa frenagem vai liberar energia 
na forma de raio X. 
- Conhecida como raios X comum 
- Radiação branca 
 
➢ Radiação Característica: 
- Relação com a eletrosfera do tungstênio, onde um elétron incidente retira um elétron 
de uma das camadas da eletrosfera. Imediatamente o espaço deixado pelo elétron 
expulso é ocupado por outro elétron de uma camada mais afastada. Esse deslocamento 
de um elétron de uma camada para outra libera energia na forma de raio X. 
- Resumindo, há uma Ionização do átomo de tungstênio pela remoção do elétron; 
- Ocorre acima de 80 kVp até 150 kVp 
- 10 a 28% de radiação característica haverá no feixe útil. 
- Baixa energia – filtradas pelo aparelho. É a menor menor porção emitida em um tubo de 
raios X. 
**a produção então do raio x ocorrerá pelo deslocamento do elétron da camada mais externa 
para uma camada mais interna,gerando raio x e calor. 
**choque com o núcleo é a radiação Bremsstrahlung; enquanto que choque com um outro 
elétron é a radiação Característica. 
**Ambas as radiações se sobrepõem, havendo cerca de 10 a 28% de radiação característica no 
feixe útil com tensões de 80 a 150 kVp. 
 
AULA 3 
3.1 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS INTRA-BUCAIS 
 
Técnicas Radiográficas intra-Orais (intra-bucal) 
➢ Periapical: pega todo o dente, raiz e coroa. 
➢ Interproximal (bite-wing asa de mordida): área com superiores e inferiores. 
➢ Oclusal: utiliza um filme de maior dimensão e é possível visualizar uma área maior. 
 
3.1.1 Posição da Cabeça 
PLANOS ANTROPOLÓGICOS DE POSICIONAMENTO 
Maxila 
➢ Plano sagital mediano; 
➢ Plano de camper: vai da linha tragus (orelha) à asa do nariz (para exame periapical esse 
plano deve estar paralelo horizontalmente ao solo). 
Mandíbula 
➢ Linha trágus-comissura labial (plano sem nome). 
3.1.2 Divisão da arcada dentária 
**no exame periapical completo são usados 14 filmes: 7 na superior e 7 na inferior. 
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**em dentes posteriores usa-se filmes na horizontal e anteriores na vertical; 
**incisivo lateral superior deve ser radiografado com o canino pois os 4 incisivos superiores não 
saem no mesmo filme. 
**incisivos inferiores: os 4 conseguem sair no mesmo filme 
**canino inferior é radiografado sozinho (centrado), e no superior com o incisivo lateral. 
 
3.2 POSICIONAMENTO DO FILME 
➢ Observar o lado de exposição: direito ou esquerdo; 
➢ Região a ser radiografada deve estar no centro do filme; 
➢ Picote deve estar voltado para a coroa. 
➢ Borda do filme deve ultrapassar 2-3 mm a face oclusal do elemento que está sendo 
radiografado; 
➢ Dentes posteriores – filmes na horizontal 
➢ Dentes anteriores – dentes na vertical. 
 
3.3 MANUTENÇÃO DO FILME NA BOCA 
➢ MÃO 
Maxila: dedo polegar do lado oposto a ser radiografado e os outros dedos na posição de sentido 
(abertos) apoiados na face. 
 
Mandíbula: dedo indicador da mão do lado oposto a ser radiografado, polegar apoiado no mento 
e demais dedos fechados. 
 
➢ POSICIONADOR 
Utiliza-se um posicionar que despensa o apoio do filme com a mão. 
 
3.4 ÂNGULOS DE INCIDÊNCIA DOS RAIOS X 
➢ Ângulo vertical (acima ou abaixo da linha oclusal): 
- Acima são ângulos positivos + 
- Abaixo são ângulos negativos - 
➢ Ângulo horizontal (à direita ou à esquerda do plano sagital mediano). 
 
3.5 TEMPO DE EXPOSIÇÃO 
➢ Fornecido pelo fabricante do filme; 
➢ Levar em consideração as especificações do aparelho. 
 
3.6 PROCESSAMENTO 
➢ Tabela tempo/temperatura 
➢ Sequência correta 
 
 
 
INDICAÇÕES DAS TÉCNICAS PERIAPICAIS 
➢ Observação de infecção/inflamação periapical; 
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➢ Avaliação periapical; 
➢ Avaliação pós-traumática dos dentes e do osso alveolar. 
➢ Avaliação de presença e do posicionamento de dentes não irrompidos; 
➢ Avaliação da morfologia radicular (dilacerações) antes das extrações; 
➢ Procedimentos endodônticos; 
➢ Avaliação pré e pós-operatória de cirurgias apicais. 
➢ Avaliação minuciosa de cistos apicais e outras lesões no osso alveolar (mais comum é o 
cisto apical); 
➢ Avaliação pós operatória de implantes. 
 
TÉCNICAS PERIAPICAIS 
 
➢ Técnica da bissetriz: 
- com posicionador tipo Han-shin 
- sem posicionador (caso haja náusea ou desconforto para o paciente) 
 
➢ Técnica do paralelismo 
- com posicionador tipo XCP 
- sem posicionador 
 
TÉCNICA DA BISSETRIZ 
Posição da Cabeça 
 
Maxila 
➢ Plano de camper paralelo ao solo; 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao solo. 
 
Mandíbula 
➢ Linha trágus-comissura labial paralela ao solo; 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao solo. 
(inserir imagem) 
 
TEOREMA DE CIESZINSKI 
A imagem projetada terá o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto 
radiografado, desde que o feixe de raios X seja perpendicular à bissetriz do ângulo formado entre 
filme e objeto. 
**bissetriz (corta o ângulo ao meio). 
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O feixe de raio x deve ser perpendicular à bissetriz 
 
 
ÂNGULOS DE POSICIONAMENTO DA CABEÇA PARA RADIOGRAFIAS UTILIZANDO A TÉCNICA DA 
BISSETRIZ 
 
 
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9 
 
DISTORÇÕES DA TÉCNICA DA BISSETRIZ 
➢ Encurtamento; 
- perpendicular ao filme 
** quanto maior o ângulo, mais curto o dente. 
➢ Alongamento 
- perpendicular ao dente 
** quanto menor o ângulo, mais alongado o dente. 
 
AULA 4 (continuação professora) 
AULA DE FILMES RADIOGRÁFICOS 
FILMES RADIOGRÁFICOS E ACESSÓRIOS (AULA 4 – 2a PARTE) 
 
RECEPTORES DE IMAGEM 
➢ Filme (radiografia convencional); 
➢ Sensor ou receptor (radiografia digital). 
 
FILMES RADIOGRÁFICOS 
É o meio usado para registrar a imagem radiográfica depois de ter sido exposto aos RX e 
processado nas soluções adequadas 
 
PELÍCULA RADIOGRÁFICA 
Camadas: 
➢ Base; 
➢ Emulsão; 
➢ Capa protetora. 
 
 
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Base 
Têm função de suporte para a emulsão. 
➢ Poliéster 
➢ Rígida, porém flexível 
➢ Fina (0,2 mm) 
➢ Azulada ou esverdeada 
➢ Plana 
➢ Retangular com bordas arredondadas (para não machucar o paciente) 
Sobre a base, em ambos os lados, é usada uma cola, um adesivo para fixar a emulsão à base. 
Em um dos cantos da base está o picote. 
 
EMULSÃO 
A constituição da emulsão é baseada em dois componentes principais, os sais halogenados de 
preta (brometo de prata e iodeto de prata)e a matriz onde se encontram os sais suspensos. Em 
síntese: serve para acomodar os cristais de halogeneto de prata e para receber uma camada 
protetora contra estragos acidentais. 
➢ A matriz possui aspecto de Gelatina (dupla) – formada por pele e ossos de animais. É onde 
se encontram os sais suspensos. Possui característica de absorção de produtos químicos 
presentes no processamento radiográfico. Não se dissolve em água e endurece após o 
processamento radiográfico. Uma película protetora é colocada sobre a emulsão (em 
ambos os lados) para evitar contaminação e prevenir estragos acidentais. Essa película 
diminui o tempo de exposição do paciente ao RX. 
➢ Cristais de halogeneto de prata: 
- Brometo de prata 
- Iodeto de prata: aumenta a sensibilidade ao raio X. 
 
VELOCIDADE DO FILME 
➢ Sensibilidade (depende da forma e do tamanho dos cristais) 
➢ Forma e tamanho dos cristais; 
➢ D,E e F (a sensibilidade/ velocidade é expressa por letras do alfabeto. D é o mais lento, E 
é o intermediário e F é o mais rápido) 
➢ Imagem latente (imagem presente de um filme já exposto, porém antes de passar pelas 
soluções químicas, ou seja, ainda está invisível. 
** o filme é rápido quando requer menor tempo de exposição 
** os cristais de um filme rápido são maiores. Porque se fabrica então o filme lento? Porque o 
filme lento possui uma melhor resolução, mais rico de detalhes. Porém, na prática a diferença é 
praticamente imperceptível. Os filmes mais rápidos são mais baratos. 
 
 
CAPA PROTETORA DA PELÍCULA 
➢ Gelatina transparente – proteger a emulsão contra acidentes mecânicos. Com isso finaliza 
a película. É colocada sobre ambos os lados da emulsão. 
 
 
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CONJUNTO COMPLETO (FILME) 
➢ Película; 
➢ Papel preto; 
➢ Lâmina de chumbo; 
➢ Invólucro plástico. 
 
CONJUNTO 
➢ Filme ou película 
- Receptor 
➢ Papel preto 
- Proteger o filme contra a luz e umidade 
➢ Lâmina de chumbo 
- Proteção para o paciente 
- Proteção da radiação secundária (velamento) 
➢ Invólucro plástico 
- Proteger do contato com a saliva 
 
PICOTE (ponto gravado em uma extremidade do filme) 
➢ Côncavo/convexo (em um lado côncavo e no outro convexo) 
➢ Depressão/saliência; 
➢ Serve para orientar na moldagem; 
- Convexidade para operador 
➢ Orientar na exposição; 
- Convexidade para o tubo. 
** o picote deve ficar para cima (a parte convexa/saliência fica para cima) 
 
FILMES RADIOGRÁFICOS 
Podem ser: 
➢ Intra-bucais ou no-screen; 
➢ Dosimétricos; 
➢ Extra-bucais ou screen 
**No-screen não utiliza placa intensificadora. 
 
INTRA-BUCAIS OU NO-SCREEN 
➢ Periapical; 
➢ Interproximal. É um filme periapical adaptado. 
➢ Oclusal. É quase igual ao periapical, porém maior 5x7. A parte de trás é de papel e não de 
plástico para baixar o custo. 
 
FILME DOSIMÉTRICO 
➢ Utilizado por quem trabalha muito com raio X. 
➢ Mede as doses de radiação à qual o profissional é exposto. 
➢ Chamado de dosímetro ou medidor de radiação. 
➢ Pode vir em forma de crachá. 
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EXTRA-BUCAIS OU SCREEN 
➢ Possui muitas películas. 
 
Utilizado em técnicas: 
➢ Panorâmica; 
➢ Projeções de crânio e seios da face; 
➢ Cefalométricos 
➢ Entre outros... 
 
Chassi (Suporte de filme) – ver imagem abaixo 
** o chassi é a parte metálica da placa onde o raio x extra-bucal é colocado 
➢ Vários tipos e formas; 
➢ Alumínio ou fibra de carbono; 
➢ Filme prensado entre 2 placas intensificadoras. 
 
 
Placas Intensificadoras (ECRANS) - ver imagem acima 
Têm a função de converter a radiação X absorvida em luz. Os filmes screen são mais sensíveis à 
luz do que à radiação X. A presença das telas intensificadoras chega a reduzir em até 60 vezes a 
dose de radiação X necessária para a formação da imagem latente em relação aos filmes no-
screen. Nos filmes intra-orais não há necessidade do uso de telas intensificadoras, porque a 
imagem formada teria uma menor nitidez (detalhes), e também devido ao alto custo para sua 
produção, uma vez que essas telas não são descartáveis. 
 
➢ Placas constituídas de pequenos cristais de tungstato de cálcio, platinocianeto de bário ou 
elementos terras raras (cristais), formando uma camada uniforme sobre uma base rígida. 
➢ O filme é rapidamente sensibilizado pela luz e requer menor quantidade de radiação para 
registrar. 
 
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Ecrans: 
➢ Desvantagem 
- Imagem menos nítidas do que as Observadas em filmes sem ecran. 
➢ Vantagens 
- Requer menos tempo de exposição 10 a 60 vezes menor. 
➢ Mais sensíveis à luz do que à radiação; 
➢ Utilizam chassis: 
- Manter o ecran em contato com o filme 
➢ Utilizam placas intensificadoras: 
- Absorvem os raios x e emitem luz visível 
 
 
 
AULA 5 
TÉCNICA PERIAPICAL (CONTINUAÇÃO) 
 
PARALELISMO 
Se é aumentada a distância do cone de raios x em relação à boca do paciente, temos que 
aumentar o tempo de exposição também. 
 
POSICIONAMENTO 
Posição da cabeça é idêntica à da técnica da bissetriz. 
A diferença é que na bissetriz o filme fica colado no palato, no paralelismo não. Na técnica do 
paralelismo o filme deve ficar o mais paralelo possível ao dente. A distância do cone é de 40 cm 
na técnica do paralelismo e 20 cm na bissetriz. Por conta da maior distância no paralelismo, temos 
que aumentar o tempo de exposição (dobrar). 
 
VANTAGENS DAS TÉCNICAS PERIAPICAIS COM POSICIONADOR 
➢ Menor distorção de forma e tamanho; 
➢ Fácil posicionamento; 
➢ Maior simplicidade de execução da técnica; 
➢ Padronização das radiografias. 
➢ Menor exposição aos raios X devido ao menor número de repetições (pois causam menor 
número de erros ao tirar o raio x. No final, por conta dos menores erros, essa técnica gera 
uma menor exposição pois acarreta em menos repetições). 
 
 
DESVANTAGENS DAS TÉCNICAS PERIAPICAIS COM POSICIONADOR 
➢ Maior possibilidade de movimento (maior tempo); 
➢ Maior tempo de exposição; 
➢ Desconforto ao paciente; 
➢ Maior custo operacional (como por exemplo a esterilização); 
➢ Dificuldade em crianças e pacientes agitados. 
 
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RADIOGRAFIA INTERPROXIMAL (CHAMADA TAMBÉM DE BITE WING – ASA DE MORDIDA) 
 
INDICAÇÕES DA TÉCNICA INTERPROXIMAL 
➢ Adaptação marginal de restaurações; 
➢ Restabelecimento de pontos de contato; 
➢ Excesso de restaurações proximais; 
➢ Cáries interproximais e oclusal; 
➢ Relação cárie/câmara pulpar; 
➢ Condições das cristas ósseas alveolares; 
➢ Avaliação periodontal; 
➢ Presença de cálculos salivares (tártaro). 
 
POSIÇÃO DA CABEÇA 
➢ Plano trágus-asa do nariz (plano de Camper) paralelo ao solo (plano horizontal); 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao solo (horizontal). 
 
ÂNGULOS UTILIZADOS 
➢ Vertical: +8 a +10 
➢ Horizontal: paralelo às faces interproximais. 
**marco zero pro plano vertical é o plano oclusal, ou seja, a linha oclusal corresponde a 0o. 
**marcozero para o plano horizontal é o plano sagital mediano. 
 
DIVISÃO DA ARCADA DENTÁRIA EM 
 
POSTERIORES 
 série de dois filmes 
 série de quatro filmes 
 
ANTERIORES 
 série de três filmes (técnica de Lowet) 
 
RADIOGRAFIA – TÉCNICA OCLUSAL 
 
INDICAÇÕES 
➢ pacientes desdentados; 
➢ pesquisa e localização de corpos estranhos, raízes residuais e supranumerários; 
➢ delimitação e localização de alterações patológicas; 
➢ Localização de fraturas; 
➢ Pesquisa de cálculo salivar, cálculo na glándula (ducto de Wharton). 
➢ Pesquisa de dentes irrompidos 
➢ Mensurações ortodônticas; 
➢ Controle da ação de diversos aparelhos; 
➢ Extensão de fendas palatinas; 
 
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POSIÇÃO DO FILME NA BOCA 
➢ RADIOGRAFIA TOTAL DA BOCA: longo eixo do filme perpendicular ao PSM (Plano Sagital 
Mediano). 
➢ RADIOGRAFIA PARCIAL DA BOCA: longo eixo do filme paralelo ao PSM. 
 
MANUTENÇÃO DO FILME NA BOCA (como segurar o filme na boca) 
PACIENTES DENTADOS 
➢ Fechando suavemente a boca. 
 
PACIENTES DESDENTADOS 
➢ Maxila: o paciente irá pressionar o filme contra o rebordo superior com os dedos 
polegares das duas mãos (demais dedos abertos). 
➢ Mandíbula: o paciente irá pressionar o filme contra o rebordo inferior com os dedos 
indicadores de ambas as mãos (demais dedos fechados). 
 
POSIÇÃO DA CABEÇA 
MAXILA 
➢ Plano de camper (linha tragus-asa do nariz) paralelo ao solo (plano horizontal). 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao solo. 
 
MANDÍBULA 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal e plano oclusal dos dentes 
superiores em ângulo reto (90o) em relação ao plano horizontal, obtido com a inclinação 
da cabeça do paciente para trás 
 
ÁREAS DE INCIDÊNCIA DA RADIOGRAFIA OCLUSAL TOTAL 
MAXILA 
➢ Oclusal total; 
➢ Ângulo vertical +65o 
➢ Área de incidência – glabela 
 
MANDÍBULA 
Técnica Oclusal total; 
➢ Ângulo vertical de 90o (perpendicular ao plano do filme) difícil de conseguir os 90o. Minha 
referência vai ser o filme. Vou estender ao máximo a cabeça do paciente para conseguir 
os 90o com o filme. É conseguido inclinando-se a cadeira do paciente. 
➢ Ângulo horizontal 0o 
➢ Área de incidência – porção mediana do assoalho bucal. 
 
ÁREA DE INCIDÊNCIA DA RADIOGRAFIA OCLUSAL PARCIAL (OU LATERALIZADA) 
MANDÍBULA 
Técnica Oclusal parcial ou lateralizada 
➢ Ângulo vertical 90o (perpendicular ao plano do filme); 
➢ Ângulo horizontal 0o; 
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➢ Área de incidência – porção mediana do assoalho bucal (deslocada para a direita ou 
esquerda, dependendo do lado que se queira radiografar). 
 
ÁREA DE INCIDÊNCIA – OCLUSAL REGIÃO DE SÍNFISE 
Técnica oclusal da região de sínfise 
➢ Ângulo vertical de 55o (ao plano do filme); 
➢ Ângulo horizontal 0o; 
➢ Área de incidência – sínfise mandibular (linha mediana do mento). 
 
 
AULA 6 
PROCESSAMENTO DE FILME RADIOGRÁFICO 
 
TIPOS DE CÂMARA ESCURA 
➢ Portátil; (vantagens: portátil. Desvantagem revela poucos filmes ao mesmo tempo) 
➢ Quarto escuro; (vantagens: precisa apenas de um cômodo e faz processamento de vários 
filmes. Desvantagens: ninguém pode entrar na sala pois queima o filme. Não é indicado 
para clínica pela maior mão de obra.) 
➢ Labirinto. (vantagem: pode entrar e sair da sala. Desvantagem: espaço, pois necessita de 
corredores. 
 
CÂMARA ESCURA 
REQUISITOS NECESSÁRIOS 
➢ Luz de segurança (luz vermelha) 
➢ Água corrente para fazer as lavagens; 
➢ Ventilação: deve haver um exaustor para a remoção (evaporação) dos gases dos produtos 
químicos; 
➢ Limpeza. 
Bancada seca: Bancada para manipulação do filme 
 Termômetro 
 Relógio 
Parte úmida: Tanques com solução química 
 Água corrente 
 
LANTERNA DE SEGURANÇA 
Vermelha por conta do comprimento de onda do vermelho, que é um comprimento de onda 
maior, o que não vai queimar o filme ao utilizar em um tempo razoável de trabalho, ou seja, com 
exposição não muito prolongada à essa luz. Essa luz vermelha na verdade possui uma lâmpada 
de luz branca de 15w, e deve ficar a 1,20cm de altura na bancada. Caso a altura seja maior, deve-
se usar uma lâmpada mais potente. O que torna a luz vermelha já a lâmpada é de luz branca? Um 
filtro vermelho feito de cristais que vai sobre a lâmpada branca. 
 
 
 
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PASSOS PARA REVELAR UM FILME RADIOGRÁFICO 
1) REVELADOR 
➢ Interage somente com sais de prata que foram expostos aos raios x, reduzindo os cristais 
de prata para prata metálica, que é negra, e isso vai fazer aparecer a parte escura da 
radiografia. 
➢ pH 10 a 12 (básico, alcalino) 
➢ COMPONENTES DO REVELADOR: 
1) Redutor/agente ativo (elon e hidroquinona, que são responsáveis em fazer a 
transformação da prata em prata metálica); 
2) Acelerador/alcalinizante (NaCO3 ou NaOH) carbonato e hidróxido. Esse agente que vai 
dar o pH alcalino à solução e serve para acelerar a reação química. E ela não pode ser 
demorada, tem que ser um processo rápido. 
3) Preservativo/antioxidante (Na2(SO3)), sulfito de sódio. Agente preservativo para que 
a solução com contato com o ar não oxide rapidamente. 
4) Retardador/modelador/controlador (KBr) brometo de potássio 
5) Veículo (H2O). 
 
2) LAVAGEM INTERMEDIÁRIA 
Tirei do revelador, agora vou passar pela água, ou seja, lavagem intermediária. Serve para dizer 
ao revelador parar de agir; neutraliza o revelador e proporciona a limpeza do filme. 
➢ Impedir que o filme leve produto do revelador para o interior do tanque fixador; 
➢ Neutralizar a ação do revelador; 
➢ 20 segundos. A lavagem intermediária é de cerca de 20 segundos. 
**o revelador é básico 
 
3) FIXADOR 
Depois da lavagem vou passar para o fixador: 
➢ Dissolve os sais de prata que não foram expostos aos raios x, além de fixar as imagens 
produzidas pelo revelador e endurecer a emulsão. 
1) Agente ativo (clareador): NaSO (hipossulfito de sódio). Forma a imagem branca da 
radiografia. 
2) Acidificador (ácido Acético): neutraliza vestígio do revelador; 
3) Preservativo/antioxidante: Na2(SO)3 sulfito de sódio 
4) Endurecedor: alúmen de potássio ou cromo; 
5) Veículo: H2O 
 
 
4) LAVAGEM FINAL 
Mais longa, mais demorada. Remove do filme todas as soluções químicas que existam na 
superfície do filme para que ele não fique manchado. Se não lavar adequadamente vai ficar 
solução da película que vai oxidar e deixar o filme com aparência marrom/amarelada. 
➢ Remover o fixador, evitando a formação de compostos químicos na superfície do filme 
que pode amarelar a radiografia. 
➢ A lavagem deve durar 10 minutos. 
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5) SECAGEM 
Usa-se geralmente uma secadora de roupa, e isso faz o filme secar uniformemente. Não é 
indicado a secagem natural ou usando seringa tríplice. 
➢ Durante a secagem a emulsão contrai, voltando a espessura normal. 
 
6)MONTAGEM DAS RADIOGRAFIAS 
** o filme é formado por cristais de halogeneto de prata e gelatina (onde os cristais estão 
fixados). 
 
MÉTODOS DE PROCESSAMENTO QUÍMICO 
Pode ser manual ou automático: 
 
➢ MANUAL (dois tipos) 
 - Método Visual (ou inspecional) 
 - Método Tempo/temperatura: 
O método tempo/temperatura é o método adotado na faculdade. Por que método 
tempo/temperatura? O tempo vai depender da temperatura da solução. 
O método Inspecional ou visual não é recomendado. Você coloca o filme na colgadura e 
coloca na solução reveladora, e você tem que inspecionar visualmente se a radiografia 
está boa, então é um método muito complexo e que requer muita experiência, além de 
ser muito subjetivo. Isso faz com que as radiografias não fiquem padronizadas. Você tem 
que ficar tirando e colocando na solução o tempo todo pois você tem que esperar o ponto 
certo, e isso faz com que haja mais exposição à luz, podendo prejudicar a radiografia. No 
processamento manual leva-se cerca de 30 minutos para obter uma radiografia para 
interpretação. 
 
➢ AUTOMÁTICO: 
Realizado por aparelho automatizado, onde o filme passa pelo processo de revelação 
sendo conduzido por esteiras. Dura aproximadamente 2 minutos. 
 
PROCESSAMENTO MANUAL VISUAL 
Desvantagens: 
➢ Falta de padronização; 
➢ Maior contato com a lanterna de segurança; 
➢ Impede de revelar muitas radiografias ao mesmo tempo; 
 
Vantagens: 
➢ Compensar sub ou super exposição. 
Quando o paciente recebe pouca exposição de raio x vai-se compensar a sub-exposição. Para 
compensar isso, deixa-se mais tempo no revelador. Por exemplo, se em uma radiografia normal 
deixa-se 2 min no revelador, nesse caso deixa-se 4 min, para compensar a prata metálica. Isso 
vale também quando expõe por tempo demais. Nesse caso deixa-se menor tempo no revelador. 
 
 
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PROCESSAMENTO MANUAL TEMPO/TEMPERATURA 
O técnico mergulha um termômetro no revelador. Usa-se uma tabela fornecida pelo fabricante 
para verificar a temperatura e o tempo que o filme deve ficar no revelador. Quanto mais quente 
estiver a solução, menos tempo deixa-se no revelador. A média é de 2 a 3 minutos. 
 
PROCESSAMENTO AUTOMÁTICO 
O revelador é mais quente e mais concentrado. O filme entra por mecanismo de esteiras entrando 
e saindo das soluções e saindo por fim seco. Todos os filmes saem com o mesmo tom, então isso 
causa raios X padronizados/uniformes. Possui um tamanho pequeno. 
 
Vantagens: 
➢ Rapidez; 
➢ Uniformidade; 
➢ Espaço. 
 
Desvantagens 
➢ Manutenção e limpeza; 
➢ Preço. 
**Tem que limpar. Todo dia deve-se trocar a água do tanque. 
 
CICLO DE PROCESSAMENTO (REVISÃO) 
➢ Desembalagem do filme e prender na colgadura; 
➢ Imergir a colgadura na solução reveladora, agitando suavemente para remover as bolhas 
de acordo com a tabela tempo/temperatura (2 min) 
➢ Lavagem intermediária por 20 seg. 
➢ Imersão no fixador por 10 minutos (fixação inicial 3 minutos). O que é essa fixação inicial? 
Deixa-se no fixador por 3 minutos para ver se o raio X está bom e se pode dispensar o 
paciente. Depois dos 3 minutos o filme já pode pegar luz que não estraga. Então depois 
desses 3 minutos eu volto o filme para o fixador por mais 7 minutos para completar os 10 
minutos e completar o ciclo correto. 
➢ Lavagem em água corrente por 10 minutos; 
➢ Secagem por 20 segundos. 
 
OBSERVAÇÕES FINAIS 
➢ Por convenção: revelador sempre à direita na caixa reveladora (mas as vezes pode ficar à 
esquerda também) 
➢ Super-revelação + escura; 
➢ Sub-revelação + clara; 
➢ Solução fixadora não deve ser contaminada pelo revelador: isso porque forma sais que 
inviabilizam os cristais de prata. 
➢ Fixação inicial após 3 minutos; Para completar o ciclo completo. 
➢ Filmes não fixados ficam amarelo-verde depois marrons; 
➢ Revelador e fixador levemente amarelados; 
➢ Quando começam a deteriorar: revelador (marrom-escuro); fixador (branco leitoso). 
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AULA 7 
PROTEÇÃO RADIOLÓGICA 
 
FONTES DE RADIAÇÃO: 
➢ NATURAL: ex. Radiação solar 
➢ ARTIFICIAL: ex. Raio x 
 
FONTES ARTIFICIAIS DE RADIAÇÃO 
➢ Tubo de raios X 
➢ Invólucro de vidro 
➢ Catodo 
➢ Capa focalizadora 
➢ Cabeçote 
➢ Óleo 
 
FONTES NATURAIS DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS 
➢ Sol 
 
RADIAÇÃO IONIZANTE 
Radiação capaz de provocar um desequilíbrio do átomo e uma alteração na morfologia. 
 
NORMAS DE PROTEÇÃO 
➢ Justificativa do uso 
➢ Princípio de Alara – ato de tentar fazer o paciente tomar a menor quantidade de radiação 
x para o diagnóstico. 
➢ Proteção ao paciente 
➢ Proteção ao profissional 
 
PRINCÍPIO DE ALARA 
“As Low As Reasonable Achievable˜ 
 
PROTEÇÃO AO PACIENTE 
1) Com relação ao aparelho: 
➢ Quilovoltagem 
➢ Filtração 
➢ Colimação 
➢ Radiação de fuga do cabeçote 
➢ Cilindro localizador 
➢ Cronômetro eletrônico 
 
PROTEÇÃO DO APARELHO 
QUILOVOLTAGEM 
Energia efetiva do aparelho. Quanto maior o KV maior a penetração. Hoje trabalha-se em torno 
de 40 Kv. 
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FILTRAÇÃO 
Fica na saída do cilindro. Filtro de alumínio. Atenua raios com pouco poder de penetração. Barra 
os raios x de menor poder de penetração. 
 
COLIMAÇÃO 
Direcionamento de feixes divergentes. 
 
RADIAÇÃO DE FUGA DO CABEÇOTE 
Nível de fuga de radiação do cabeçote 
 
LOCALIZADOR CILINDRO ABERTO 
Faz com que a exposição seja mais direcionada. 
 
LOCALIZADOR LONGO 
 
CRONÔMETRO ELETRÔNICO 
Cronômetro mais seguro. 
 
PROTEÇÃO RELACIONADOS AO FILME 
Com relação ao filme radiográfico: 
➢ Filme de velocidade E e F – a proteção do filme é ter um filme mais rápido. 
➢ Posicionadores – reduz as repetições e a exposição do paciente. 
➢ Processamento adequado – evitar erros de processamento. Evitar repetições. 
➢ Ecrans intensificadores de terras raras - acarretam em menor tempo de exposição. 
 
PROTEÇÃO ASSOCIADAS A BARREIRA PROTETORA AOS ÓRGÃOS CRÍTICOS DO PACIENTE 
➢ Avental de chumbo; 
➢ Colar de tireóide. 
 
OUTRAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO AO PACIENTE 
➢ Contínuo treinamento da equipe de trabalho e programa de garantia de qualidade. 
➢ Colaboração do paciente. 
➢ Evitar presença de acompanhantes. 
 
PROTEÇÃO AO OPERADOR 
ITENS BÁSICOS: 
➢ Posição do operador 
➢ Distância do operador 
➢ Barreiras protetoras 
ITENS COMPLEMENTARES: 
➢ Serviço de monitoramento 
 
POSIÇÃO IDEAL 
De 90 até 135° à fonte primária do raio x 
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LEI NUNCA 
➢ Nunca ficar menos de 2m de distância ao paciente durante à exposição. 
➢ Nunca segurar filme na boca do paciente. 
➢ Nunca segurar o cabeçote. 
➢ Nunca permanecer na frente da direção do feixe. 
 
BARREIRAS FÍSICAS 
➢ Biobo protetor de chumbo (1,25mm). 
➢ Paredes com material absorvente de radiação (chumbo, concreto, alvenaria, aço e massa 
baritada). 
 
MONITORAMENTO 
➢ Dosímetro – cristais termoluminescentes de fluoreto de lítio. Dosímetro utilizado paradosar a exposição do operador aos raios x. 
 
PORTARIA 453 
➢ Serve para orientar. Medidas que visam aumentar a segurança para o paciente. 
 
 
AULA 8 
EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO 
 
RADIOBIOLOGIA 
Estudo dos efeitos da radiação ionizante nos organismos vivos. 
 
INTERAÇÃO DOS RAIOS X COM A MATÉRIA 
Intensidade do feixe de raios x é reduzida pela interação com a matéria encontrada na sua 
trajetória. 
➢ ABSORÇÃO 
➢ DISSIPAÇÃO OU ESPALHAMENTO 
 
EFEITOS DOS RAIOS X NA MATÉRIA 
➢ Nível de elétrons 
➢ Modificações de moléculas 
➢ Modificações celulares 
- Efeito direto 
- Efeito indireto 
 
EFEITO DIRETO 
➢ A radiação ioniza uma macromolécula orgânica ou biológica. 
➢ Representa 1/3 dos efeitos. 
 
EFEITO INDIRETO 
➢ A radiação ioniza a água e formam radicais livres em consequência da hidrólise. 
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➢ Produzem peróxidos – agentes oxidantes. 
➢ Estes radicais livres interagem com outras moléculas orgânicas. 
➢ Representa 2/3 dos efeitos. 
 
EFEITOS BIOLÓGICOS DAS RADIAÇÕES 
(ler essa parte no livro) 
➢ Efeitos determinísticos (determinantes). – já está definido. 
➢ Efeitos estocástico – vai ser estocado. 
 
EFEITOS DETERMINÍSTICOS 
➢ A severidade da resposta é proporcional à dose. 
➢ Altas doses. 
➢ Tem dose limite para os efeitos serem observados. Exemplos: 
- Alterações pós-radioterapia 
- Síndromes pós-radiação agudas (por exemplo explosão nuclear) 
**um outro exemplo seria um explosão nuclear. 
 
EFEITOS ESTOCÁSTICOS 
➢ A probabilidade de ocorrência é proporcional à dose e não à sua severidade. 
➢ O efeito existe ou não. 
➢ Não tem dose limite. Exemplo: 
- Câncer 
**O Raio x da odontologia é estocástico 
 
RADIOSSENSIBILIDADE (maturação das células) 
➢ Diferentes células respondem à radiação de diferentes formas. 
➢ MAIS SENSÍVEIS (Lei de Bergonié e Tribondeau) 
- Alto índice de mitose 
- Previsão de mitoses futuras 
- Mais primitivas quanto à diferenciação 
➢ EXCETO: Linfócitos e ovócitos (nesses dois casos são células muito diferenciadas, mas são 
sensíveis. São as únicas exceções). 
**As células das crianças são mais sensíveis pois estão realizando mais mitose. 
**Células mais diferenciadas, menos sensibilidade; menos diferenciadas, mais sensíveis. 
SENSIBILIDADE DOS TECIDOS 
ALTA 
➢ Órgãos linfóides 
➢ Medula óssea 
➢ Testículos 
➢ Intestinos 
➢ Mucosas 
 
 
 
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24 
INTERMEDIÁRIA 
➢ Capilares 
➢ Cartilagem 
➢ Epitélio 
➢ Osso em crescimento 
➢ Glândulas salivares 
➢ Pulmão 
➢ Rim 
➢ Fígado 
 
BAIXA 
➢ Eritrócitos (hemácias) maduros 
➢ Células musculares 
➢ Neurônios 
 
EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO 
➢ Grandes doses no corpo todo (acidentes) 
➢ Grandes doses em pequenas áreas (radioterapia) 
➢ Pequenas doses no corpo todo (natural ou diária) 
➢ Pequenas doses em pequenas áreas (diagnóstico) 
 
ALTERAÇÕES PROVOCADAS PELA RADIAÇÃO 
EFEITOS A CURTO PRAZO 
➢ Dependem da sensibilidade do tecido 
➢ Morte celular associada à mitose 
- Redução do número de células 
 
EFEITOS A LONGO PRAZO 
➢ Dependem da extensão do dano aos capilares 
➢ Morte celular associada à necrose e fibrose 
➢ Distúrbio no reparo 
 
CAUSAS DA MORTE CELULAR 
➢ Morte ligada à mitose 
➢ Morte ligada à atrofia fibrosa progressiva por perda de nutrição 
EFEITOS DA RADIAÇÃO NOS TECIDOS BUCAIS 
➢ Radioterapia – alta dose local 
➢ Mucosite – descamação 
➢ Perda do paladar – papilas gustativas 
➢ Xerostomia (boca seca) 
➢ Cárie de radiação – saliva 
➢ Alteração no desenvolvimento dentário 
➢ Osteorradionecrose 
 
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EFEITOS DA RADIAÇÃO NO CORPO 
➢ Acidentes e bombas 
➢ Depende da dose – determinísticos 
➢ Síndrome aguda da radiação 
- Distúrbios hematopoiéticos – células do sangue 
- Distúrbios gastrointestinais – células protetoras 
- Distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC) – neurônios e capilares neurais 
 
CARCINOGÊNESE (É estocástico. Maior risco em crianças pois) 
➢ Após 10 anos 
➢ Quando criança o risco é 2x maior 
- Leucemia 
- tireóide 
- Esôfago 
- SNC 
- Glândula salivar 
 
ALARA – As Low As Reasonable Achiavable 
Tão baixa quanto razoavelmente praticável/possível 
 
NOTA 
“Os efeitos determinísticos das radiações não surgem 
nos procedimentos radiológicos odontológicos.” 
 
“Os efeitos somáticos estocásticos são possíveis, a 
princípio, em qualquer exposição à radiação ionizante.” 
 
UNIDADES DE MEDIDA 
➢ Dose absorvida (Gray-Gy) ou Rad 
- Dose de energia absorvida por unidade de massa 
- Radiação penetrante – radiação que atravessa 
➢ Dose efetiva (Sievert – Sv) 
- Utilizada para estimar riscos em seres humanos 
➢ Dose equivalente (Rem) ou (Rbe) 
- Dose de equivalência biológica 
- Expressa a absorção de energia nos tecidos humanos 
 
UNIDADES DE MEDIDA 
➢ 1R = 1 RAD = 1 REM 
➢ 1 GRAY (GY) = 100 RAD 
➢ 1SV = 100 REM 
➢ 10MSV = 1 REM (Roentgen equivalent man) 
 
 
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AULA 9 (cap. 21) 
SISTEMAS RADIOGRÁFICOS DIGITAIS DE IMAGENS EM ODONTOLOGIA 
 
INTRODUÇÃO 
Imagem digital é formada NÃO por grânulos de prata, mas por conjunto de pequenas unidades 
denominadas PIXEL (Picture Element), que corresponde à menor unidade de formação da 
imagem digital. Os pixels têm a ver com a resolução da imagem. 
Os pixels são formados por linhas e colunas e formam a matriz. Isso é o que dá resolução da 
imagem. Quanto menor o pixel, melhor a resolução da imagem. 
 
SISTEMAS RADIOGRÁFICOS DIGITAIS ODONTOLÓGICOS 
A) SISTEMA DIGITAL INDIRETO 
- Filme digitalizado. 
B) SISTEMA DIGITAL DIRETO 
- CCD (Charged-Coupled Device) 
- CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor) 
C) SISTEMA DIGITAL DE AQUISIÇÃO INDIRETO 
- Placas de armazenamento de fósforo (PSP ou PSPL – PhotoStimulable Phosphor 
Luminescence). 
 
CARACTERÍSTICAS DE SENSORES DIGITAIS 
1) Sensibilidade: “habilidade do receptor de imagens em ser sensibilizado com pequenas 
doses de radiação.” 
 
Sistema Intrabucais PSP – reduz 50% da dose dos filmes de velocidade F 
Sistemas Intrabucais CCD – reduz 30% da dose dos filmes de velocidade F 
 
Para digitalizar não precisa comprar outro aparelho, ampola e sistema de saída. O que vai mudar 
é o receptor de imagem (que vai na boca do paciente. 
 
A) SISTEMA DIGITALIZADO 
Como funciona: aparelho de raio x (normal) vai atingir o filme e vai produzir uma imagem latente. 
Você processa o filme, tira uma foto, scanneia ou etc e manda para outra pessoa. Isso é digitalizar. 
 
B) SISTEMAS DIGITAIS DIRETOS 
Não há mais o filme radiográfico, o qual é substituído por um sensor (Chip) que pode ser: 
CCD (Charge-Coupled Device – Dispositivo de carga acoplada) 
CMOS (Cê-Mós) (Semicondutor de óxido de Metal Complementar). 
Nessa técnica não há câmara escura. 
Possui sensor CCD e sensor CMOS. 
Um receptor CCD ou CMOS é colocado atrás do dente ligado a um cabo de fibra ótica ligado ao 
computador. Essa imagem vai ser sensibilizadae digitalizará a imagem e irá transmitir ao 
computador. 
A diferença do CCD pra o CMOS é só a tecnologia. 
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** esse sistema não é o mais utilizado. 
 
DESVANTAGENS: 
➢ Sensor CCD é rígido e espesso, e isso incomoda. 
➢ A área ativa útil do sensor CMOS é menor do que no filme. Com isso o dente pode não 
aparecer por inteiro, com isso pode ser possível ser realizados mais radiografias. Por 
exemplo, no filme se tira 14 na periapical; nessa técnica terei que fazer mais para 
radiografar todos os dentes. 
 
C) SISTEMAS DIGITAIS INDIRETOS 
É o sistema digital mais utilizado. 
A imagem radiográfica digital é obtida por meio de placas de armazenamento de fósforo (PSPL – 
PhotoStimulable Phosphor Luminescence) que, ao serem expostas aos raios x, armazenam uma 
imagem latente, sendo necessário o scaneamento da placa, ou seja sua leitura, para a visualização 
da imagem no monitor do computador. 
**Se chama indireta porque deve-se passar a imagem por um scanner para que ela possa ser 
passada para o computador. 
 
O aparelho de raio x é o mesmo. Agora não tem filme e nem CCD. Poe-se atrás do dente uma 
placa de fósforo. A radiografia atinge os cristais de fósforo. Essa imagem é captada e escaneada 
(leva 20 a 30 segundos para ler) e enviada para o computador para ser visualizada. O scanner faz 
a leitura da imagem e limpa o sensor e “cospe” para fora. A placa de fósforo é semelhante ao 
filme, possui bordas arredondadas, reutilizável, sem picote, é flexível, possui somente uma face 
ativa. A placa deve ser envolta por um envelope e um protetor de plástico para ser levado à boca 
do paciente. 
A desvantagem é que a placa de fósforo custa 200 reais e ela pode estragar se morder. 
 
VANTAGENS DOS SISTEMAS DIGITAIS 
➢ Manipulação do brilho e contraste 
➢ Mensurações lineares e angulares 
➢ Zoom – aumenta a imagem 
➢ Negativo – imagem invertida, ou seja, o radiopaco fica radiolúcido. 
➢ Relevo – o dente fica destacado, sobressaltado. Melhora o diagnóstico. 
➢ Pseudocores – mostra as estruturas em outras cores. 
➢ Facilita a comunicação com o paciente 
➢ Não utiliza soluções de processamento e câmara escura 
➢ Redução da dose (redução do tempo de exposição) 
➢ Imagem aparece quase instantaneamente (Sistemas Digitais Diretos) – 2 a 3 seg. 
➢ Imagem pode ser manipulada (corrigida) – através do software 
➢ Economia de espaço na clínica 
Para imprimir as radiografias digitais é preciso uma impressora que imprima a seco, “DRY”, 
que imprime numa placa plástica. 
 
 
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DESVANTAGENS DOS SISTEMAS DIGITAIS 
➢ Alto custo inicial 
➢ Difícil acesso às regiões posteriores (utilizando CCD e CMOS –devido ao volume do sensor 
e presença do cabo) 
➢ Placas de fósforo são danificadas facilmente e deve-se fazer a reposição 
 
AULA 10 
TÉCNICAS DE LOCALIZAÇÃO 
 
LIMITAÇÕES DO EXAME RADIOGRÁFICO 
➢ Imagem bidimensional; 
➢ Sobreposição de imagens, 
 
MÉTODOS CONVENCIONAIS 
 
 TÉCNICA DE CLARK 
Princípio físico de paralaxe. 
 
Princípio de Paralaxe 
➢ Clark se baseou no princípio de paralaxe: 
1) Se observarmos dois objetos semelhantes sem linha reta, o objeto mais próximo 
encontrará o mais distante. 
2) Se nos deslocarmos para a esquerda, dissociaremos os objetos. Um dos objetos 
acompanhará o nosso deslocamento, enquanto que o outro se deslocará no sentido 
contrário ao nosso deslocamento. 
 
Portanto: 
➢ O objeto mais próximo sempre se desloca no sentido contrário ao do observador – 
Vestibular. 
➢ O objeto mais distante smpre acompanha – PALATAL OU LINGUAL. 
 
Indicações: 
➢ Localização de dentes não irrompidos – talvez seja uma das principais indicações. 
➢ Dissociação de canais radiculares 
➢ Localização de alterações patológicas 
➢ Diagnóstico de fraturas dentárias 
➢ Localização de corpos estranhos 
 
Teoria de Clark (1909): consiste na variação do ângulo horizontal de incidência dos raios-x. 
Técnica do deslocamento horizontal do tubo. 
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Aplicações: 
Existe 3 deslocamentos do tubo: 
➢ Requer 3 tomadas periapicais com variação do ângulo horizontal 
➢ Orto, mésio e distorradial 
**necessita de 3 radiografia para a técnica, pois realizo 3 incidências. Quando acompanha é 
palatal. É uma técnica usada para saber se o dente está na frente ou atrás. 
Sentido contrário do tubo está na vestibular; sentido do tubo está na palatal. 
 
 TÉCNICA DE MILLER-WINTER 
Para mandíbula 
Aplicações 
➢ Restrita à mandíbula; 
➢ Requer 2 incidências perpendiculares entre si: 
- 1 periapical 
- 1 oclusal com filme periapical 
**usa-se uma radiografia periapical e uma oclusal. 
Pega a coroa de lado e de cima/embaixo 
 
Indicações: 
➢ Localização de dentes não irrompidos; 
➢ Localização de alterações patológicas; 
➢ Localização de corpos estranhos. 
 
 TÉCNICA DE DONOVAN 
Para mandíbula 
Quando a técnica de Miller-Winter não registra inteiramente o terceiro molar incluso. 
Geralmente quando estão na posição horizontal ou inclinados. 
➢ Modificação da técnica de Miller-Winter; 
➢ Tomada oclusal (com filme periapical) sobre o ramo da mandíbula; 
➢ Filme inclinado sobre o ramo da mandíbula; 
➢ O paciente segura o filme. Dedo indicador do lado oposto; 
➢ Na região mésio-oclusal do 2o molar; 
➢ O paciente inclina a cabeça para trás e para o lado oposto; 
➢ Incidência do feixe: sentido ângulo da mandíbula. 
 
Indicações: 
➢ Localização de dentes não irrompidos mais posteriores onde o filme oclusal não alcança. 
 
 TÉCNICA DE PARMA 
Para mandíbula 
Técnica: 
➢ Rotação do filme permitindo maior alcance e mobilidade das pontas. 
**Gira-se a ponta do filme para conseguir radiografar uma raiz ou estrutura que a periapical não 
conseguiu em molares. 
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Indicações: 
➢ Diminuir o desconforto e dificuldades encontradas durante o exame radiográfico 
periapical na região de molares. 
 
 TÉCNICA DE LE MASTER 
Para maxila 
Indicações: 
➢ Evitar sobreposição do osso e processo zigomático na região de molares; 
➢ Visa melhorar o paralelismo com a interposição de um rolete de algodão. 
**coloca-se um rolete de algodão entre o dente e o filme, reduzindo assim o ângulo vertical, 
“aliviando”o processo zigomático e osso zigomático. Para região de molares superiores. 
 
 TÉCNICAS CONJUGADAS 
➢ Duas técnicas perpendiculares entre si; 
➢ Ângulo reto; 
➢ Ex.: periapical e oclusal, panorâmica e telerradiografia, panorâmica e telerradiografia, 
panorâmica e oclusal, periapical e lateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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31 
RADIOLOGIA DIAGNÓSTICA 
4o Semestre Vitor Enrique Bini 
 
AULA 1 
RADIOGRAFIA PANORÂMICA 
➢ Possui várias terminologias: Radiografia panorâmica, Pantomografia; Ortopantomografia, 
Radiografia rotacional; 
➢ Obtidas por diversos aparelhos os quais operam por um sistema rotacional. 
➢ Fonte de raios X e filme movimentam-se sincronizadamente enquanto o paciente 
permanece imóvel. 
 
CARACTERÍSTICAS DA IMAGEM RADIOGRÁFICA 
➢ Feixe estreito colimado de radiação; 
➢ Movimento em torno do objeto (paciente); 
➢ Projeção de fragmentos de imagem em um filme em movimento; 
➢ Apresenta distorção total da imagem (ampliação no sentido horizontal e vertical). Quando 
posiciona-se errado o paciente não há uma ampliação e sim uma distorção; 
 
PLANO DE CORTE 
➢ Plano imaginário onde o objeto deve estar posicionado para ser visualizado com nitidez. 
É o posicionamento para que determinada região seja registrada. 
 
CENTRO DA CAMADA DE CORTE 
➢ Ampliações horizontais e verticais se igualam. É o ponto onde há o correto registro da 
raiografia. 
 
INDICAÇÕES DA RADIOGRAFIA PANORÂMICA 
➢ Diagnóstico inicial; 
➢ Fraturas de mandíbula, como casos de politraumatismo. Na mandíbula há uma 
visualização com muita clareza; 
➢ Estudo do seio maxilar e fossa nasal. Há uma visualização muito boa destas regiões; 
➢ Alterações dos órgãos dentais. São as anomalias dentárias, dentes supranumerários, 
agenesia,...; 
➢ Assimetria e presença de lesões ósseas, como por exemplo cistos; 
➢ Nível ósseo para periodontia e implantodontia; 
➢ Avaliação de cronologia de erupção. É uma fonte quase segura de estimativa fisiológica e 
cronológica do paciente; 
➢ Avaliação de tratamento ortodôntico. Há uma boa orientação de como a inclinação e 
reabsorção das raízes dentárias estão. 
➢ Avaliação de pacientes especiais; 
➢ Levantamento da saúde bucal. 
 
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32 
CONTRA-INDICAÇÕES DA RADIOGRAFIA PANORÂMICA 
➢ Identificação precoce de perdas ósseas alveolares; 
➢ Exames da integridade de lâmina dura. Não há como analisar a integridade da lâmina 
dura,, nesse caso se faz uma radiografia periapical; 
➢ Identificação de cáries incipientes. A panorâmica identifica apenas cáries mais avançadas; 
➢ Exames que exijam alta definição de imagem; 
 
VANTAGENS 
➢ Visão global das estruturas; 
➢ Baixo custo e rapidez; 
➢ Baixa dose de radiação, equivale a apenas 4 periapicais; 
➢ Técnica simples e confortável. Há uma dificuldade, porém, no posicionamento do 
paciente. Quando há má posicionamento do paciente há distorções no sentido horizontal; 
➢ Rapidez e facilidade de treinamento; 
➢ Facilidade na sua interpretação; 
➢ Ganho de tempo no processamento. Pois há apenas um filme para toda boca; 
➢ Procedimento com mínimo de controle de infecção, pois não há contato com o interior da 
boca do paciente; 
 
DESVANTAGENS 
➢ Baixa nitidez da imagem (menor detalhes); 
➢ Posicionamento correto (distorção). O paciente tem maior tendência de movimento, 
promovendo distorções; 
➢ Sobreposição de dentes, principalmente na região de pré-molares superiores; 
➢ Interferência da coluna vertebral. Normalmente acontece quando o paciente está com a 
coluna mal posicionada, sobrepondo a coluna vertebral na imagem; 
➢ Custo do aparelho. O investimento gira na casa dos R$100.000; 
➢ Presença de artefatos. 
 
ARTEFATOS 
Toda e qualquer imagem observada que não é natural da região e sim produto de 
manipulação. Exemplos: brincos, próteses, colar, porte de arma de fogo; 
 
IMAGENS FANTASMAS 
Toda e qualquer imagem Observada de estruturas anatômicas ou artefatos onde o local 
da imagem é diferente do local do objeto ou estrutura anatômica. A imagem aparece geralmente 
do lado oposto, ampliado e ligeiramente acima. Ou seja, se o brinco aparecer do lado direito, quer 
dizer que o objeto estava do lado esquerdo; 
 
POSICIONAMENTO DO PACIENTE 
➢ Instruir o paciente que apoie o mento e posicione os incisivos (na canaleta), em relação 
topo a topo (não morde em oclusão), no bloco de mordida; 
➢ Plano sagital mediano perpendicular ao solo; 
➢ Plano de Frankfurt (linha trágus ao rebordo inferior da órbita ocular) paralelo ao solo; 
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➢ Fechar os guias laterais (apoio frontal) para o paciente ficar com a cabeça estabilizada; 
➢ Fechar os lábios e a língua no “céu na boca”. São orientações a passar ao paciente, pois 
poderá haver sombra na imagem. 
 
ANATOMIA RADIOGRÁFICA 
1) Órbita; 
2) Fissura pterigomaxilar; 
3) Seio maxilar; 
4) Tuberosidade da maxila; 
5) Processo zigomático da maxila; 
6) Osso zigomático; 
7) Arco zigomático; 
8) Eminência articular do osso temporal; 
9) Fossa nasal; 
10) Septo nasal; 
11) Palato duro; 
12) Cabeça da mandíbula; 
13) Incisura da mandíbula; 
14) Processo coronóide da mandíbula; 
15) Canal da mandíbula; 
16) Forame mentual; 
17) Naso e oro-faringe; 
18) Processo estilóide; 
19) Lóbulo da orelha; 
20) Conduto auditivo externo; 
21) Coluna vertebral; 
22) Osso hióide. 
 
 
MATERIAL PARA DESENHO RADIOGRÁFICO 
➢ 1 folha de papel vegetal tamanho A4; 
➢ Fita adesiva; 
➢ Tesoura; 
➢ Lápis ou lapiseira; 
➢ Lápis de cor; 
➢ Borracha. 
 
 
 
 
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34 
 
 
AULA 2 
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA INTERPRETAÇÃO DE RADIOGRAFIAS 
1) CONHECIMENTO DAS TÉCNICAS; 
2) ESCOLHA ADEQUADA DO MÉTODO (PRESCRIÇÃO EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA); 
3) RADIOGRAFIA BOA – O exame deve estar em boas condições. A radiografia boa tem que 
ter: 
➢ O mínimo de distorção (ampliação e encurtamento). Os dentes devem ter proporções 
mais próximas da real. 
➢ Máximo de nitidez. 
➢ Grau médio de densidade (grau de escurecimento) e contraste (diferença dos vários tons 
de cinza). 
4) ANATOMIA RADIOGRÁFICA – Deve-se conhecer a anatomia normal, as variações do 
normal para identificar a anomalia/alteração. 
5) PATOLOGIA RADIOGRÁFICA; 
6) CONDIÇÕES AMBIENTAIS FAVORÁVEIS. 
 
 
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35 
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA 
Princípio 1 – 
 “Deve ser feita na incidência que melhor reproduza a região estudada.” 
 
Princípio 2 – 
 “A radiografia deve mostrar toda lesão e tecido ósseo normal da região que circunda.” 
 
Princípio 3 – 
 “Grau máximo de nitidez, mínimo de distorção e médio de densidade e contraste.” 
 
Princípio 4 – 
 “Radiografia deve ser montada em cartela.” – isso para orientar na interpretação. 
Também serve para evitar a perda dos filmes. 
 
CONHECENDO UMA LESÃO INTRA-ÓSSEA 
Devo verificar no paciente: 
➢ Idade do paciente; 
➢ Sexo; 
➢ Raça. 
[Comentário do professor]: Isso por que há algumas doenças que ocorrem mais em crianças, 
outras em idosos, outras em pessoas mais claras. Então é importante analisar esses fatores no 
paciente. 
 
FATORES ASSOCIADOS À LESÃO 
➢ Localização da lesão; 
➢ Tamanho e duraçãoda lesão – ver o tamanho e sentido da lesão, que estruturas ela atinge; 
➢ Bordas da lesão – são os limites da lesão. 
[Comentário do professor]:Se é sabido que as bordas da lesão possuem limites definidos (que 
crescem devagar). Lesões que não possuem limites bem definidos possuem bordas indefinidas. 
- Lesões que crescem devagar: cistos benignos. 
- Lesões que possuem potencial de expandir para o corpo: inflamação/infecção maligna. 
➢ Situação dos dentes comprometidos; 
A lesão pode: 
- Envolver o dente; 
- Deslocar o dente; 
- Reabsorver raiz; 
- Flutuando na lesão – geralmente dentes com lesão maligna possuem esse aspecto. 
➢ Única ou múltipla. 
 
O PROCESSO DE INTERPRETAÇÃO 
Quais são os passos para se descrever uma lesão intraóssea? 
1) Detectar se está alterado. 
2) Descrever a lesão; 
3) Classificar; 
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36 
4) Reconhecer; 
5) Criar diagnósticos diferenciais; 
6) Associar achados clínicos. 
 
Detectar 
Aparência: 
➢ Normal; 
➢ Variações do normal; 
➢ Anormal ou patológico: 
- Aumento da radiopacidade. 
- Aumento da radioluscência. 
- Combinação de aumento de radiopacidade e radioluscência. 
- Remodelamento ósseo sem alteração na densidade. Ocorre geralmente em lesões de 
tecido mole. 
 
Descrever 
Descrição da imagem radiográfica 
➢ Osteolítica (radiolúcida) que destrói osso x osteoblástica (radiopaca) forma osso; 
➢ Margens (contorno ou borda); 
➢ Localização e extensão; 
➢ Relação com os dentes; 
➢ Alteração na cortical. 
 
 
Tipos de lesão na cortical: 
 
Abaular Romper Adelgar 
 (Cortical fina) 
 
 
 
 
 
Classificação de lesões 
➢ Neoplasias; 
➢ Císticas; 
➢ Traumáticas; 
➢ Desenvolvimento; 
➢ Sistêmicas. 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
➢ Seja metódico – siga uma ordem! 
➢ Seja imparcial – não se deixe influenciar por uma impressão clínica; 
➢ Não pare quando localizar uma anormalidade; 
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➢ Não seja obrigado a dar um diagnóstico em uma radiografia sem diagnóstico. Exames 
adicionais podem ser necessários; 
➢ Use o bom senso; 
➢ Interprete exames no contexto clínico; 
➢ Na dúvida, consulte. 
 
AULA 3 
ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DA CÁRIE 
 
DOENÇA CÁRIE 
➢ Novos conceitos; 
➢ Tratamentos conservadores; 
➢ Diagnóstico precoce – pois a cárie é uma doença progressiva que pode ser paralisada, e 
até mesmo ser regredida; 
➢ Avaliação do comportamento da lesão. 
 
CÁRIE DENTÁRIA 
CONCEITO 
A cárie é uma doença infectocontagiosa, multifatorial, decorrente da ação de ácidos 
orgânicos, principalmente ácido lático, que se forma a partir de um hospedeiro suscetível, 
consumindo com frequência dieta rica em carboidratos (especialmente a sacarose), colonizado 
por uma microbiota predominante, sob ação da saliva e do tempo. 
A mancha branca é um sinal de atividade cariosa e a recuperação da lesão depende de 
uma atuação firme no sentido de equilibrar o processo (saúde-doença). Essa atuação 
compreende controle mecânico da placa dental, controle da dieta e uso de flúor. 
Se o processo de perda não for paralisado ou revertido via remineralização, com deposição 
de mineral pela saliva, resultará em uma cavitação. 
Uma certa quantidade mínima de mineral deve ser perdida antes de ser detectada na 
radiografia. A imagem radiográfica sempre vem depois da cárie/destruição. Deve haver 30 a 40% 
de desmineralização do esmalte para que apareça na radiografia, ou seja, a doença já vai estar 
ocorrendo. Ela é muito menor na radiografia do que realmente ela é clinicamente. 
[Comentário do professor]: Hoje em dia uma cárie sem cavidade ainda não deve ter intervenção, 
pois é uma cárie inicial, pois nem sempre há necessidade de intervenção, as vezes se faz um 
tratamento preventivo. 
 Quando uma lesão de cárie é detectada em uma imagem radiográfica convencional e é 
comparada com a imagem observada em um corte histológico, a imagem radiográfica revela uma 
extensão menor, ou seja, há uma subestimação da lesão, ou seja, ela é menor na radiografia do 
que realmente é. 
 
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA DE CÁRIES 
Haverá subestimação da imagem radiográfica. 
 
 
 
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38 
DIAGNÓSTICO DE CÁRIE 
RADIOGRAFIA CONVENCIONAL 
 
INFLUÊNCIA DA IMAGEM: 
➢ Angulação do feixe; 
➢ KV do aparelho (capacidade de penetração) – kV mais baixo fornece menos informação e 
mais alto fornece mais informações; 
➢ Tempo de exposição – tempo muito baixo fica pouco densa e muito alto muito densa; 
➢ Processamento – para radiografias convencional, não se aplicando às radiografias digitais 
(não precisam de processamento convencional); 
➢ Acuidade visual e experiência do observador. 
[Comentário do professor]: Interproximal é a melhor técnica para diagnóstico de cárie, pois há 
menos interposição de estruturas, pois o ângulo é paralelo ao objeto; 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES DE CÁRIE 
LOCALIZAÇÃO: 
➢ Cicatrículas – associadas aos sulcos, fissuras; 
➢ Superfície lisa - associadas a outras regiões do dente. 
[Comentário do professor]: Não se descreve no diagnóstico se a localização da cárie é em 
cicatrículas ou superfície lisa. 
 
FACES: 
➢ Proximais – pode ser distal ou mesial; 
➢ Oclusal – na oclusal do dente. Possui forma mais irregular e maior extensão; 
➢ Vestibular/lingual – mais limitadas e menor extensão; 
➢ Radicular – destruição de cemento, ou seja, já está a nível de raiz. 
 
INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO: 
➢ Primária – quando não há restauração associada ao dente. Cárie que progrediu. Vem da 
destruição do esmalte e dentina; 
➢ Secundária (recidiva ou recorrente) – associada a uma restauração, ou seja, está sob 
(abaixo) a restauração. Pode estar associada a erro da restauração, erro de preparo, ou 
mesmo a falta de higienização. Não se cita “de esmalte e dentina”, pois está abaixo da 
restauração. 
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 Cárie (primária) oclusal. Cárie na bifurcação. 
 Esmalte e dentina. 
 
 
 Cárie recidiva oclusal. Cárie recidiva mesial. 
 
 
 Cárie de cemento. Recidiva de cárie em mais de uma face. 
 
 
 
 
 
 
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TECIDOS ASSOCIADOS: 
➢ Esmalte – quando restringe/limita a extensão da cárie somente ao esmalte. Normalmente 
a maioria da cárie de esmalte não requer intervenção, pois não houve cavitação, faz-se 
conservação, para parar oprocesso. 
➢ Esmalte e dentina; 
➢ Cemento – que está na raiz. 
 
 
 
 
QUANTIDADE DE TECIDO DESTRUÍDO 
➢ Incipiente – cárie pequena. Associada até 1/3 do esmalte; 
➢ Cavitária – engloba esmalte e dentina; 
➢ Grande destruição – que destrói boa parte e/ou quase toda coroa. Normalmente 
associada a cemento e dentina. 
 
 
 Cárie de esmalte. Cárie de esmalte e dentina. 
Cárie de esmalte. Cárie esmalte e dentina. 
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 Cárie de esmalte. Restauração de resina composta (1) e amálgama (2). 
 
 
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA DE CÁRIES 
VELAMENTO CERVICAL 
Não é lesão de cárie ao nível do colo. Várias imagens radiolúcidas na região de colo. É 
causada por: 
➢ Constrição do colo cervical; 
➢ Densidade do osso alveolar; 
➢ Junção amelocementária. 
➢ Forma triangular; 
➢ Normalmente atinge todos os dentes. 
 
 
 
 
 
 Banda Radiolúcida. 
 
CÁRIE RADICULAR/CEMENTÁRIA 
➢ Recessão gengival; 
➢ Limites indefinidos; 
➢ Forma de pires/cratera; 
➢ Não envolve esmalte. 
[Comentário do professor]: A cárie está abaixo do esmalte, não envolvendo o esmalte. O caminho 
dela vai ser pelo cemento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Velamento cervical. Notar que no velamento 
vários dentes apresentam-se com essa 
característica, não apenas um. 
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AULA 4 
PRESCRIÇÃO EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA 
➢ Radiografias – essencial para dentistas – presença e extensão de alterações; 
➢ Função no plano de tratamento, monitoração da progressão de doenças e na eficácia do 
tratamento. 
➢ No Brasil, a Portaria 453/98 do Ministério da Saúde, fundamentada no princípio básico da 
justificação, estabelece: 
- Que nenhuma prática deve ser autorizada a menos que produza suficiente benefício para 
o indivíduo em matéria de diagnóstico, de modo a compensar o detrimento que possa ser 
causado. 
➢ Objetivo maior do profissional da odontologia é preservar e promover a saúde bucal do 
paciente, evitando riscos que possam estar relacionados à procedimentos de intervenção 
e/ou investigação. 
 
RADIAÇÃO IONIZANTE 
Risco/benefício 
Deve-se analisar os riscos e benefícios relacionados à exposição do paciente. 
 
GUIA PARA PRESCRIÇÃO 
➢ Solicite, ou execute o exame radiográfico, somente após o exame clínico. 
➢ Esteja certo do benefício que o exame trará ao diagnóstico e plano de tratamento; 
➢ Utilize o mínimo de exposição à radiação necessária para obtenção de uma imagem de 
qualidade. 
 
*A radiografia é do paciente, não do CD, ou seja, o paciente paga pela radiografia, então o dono 
é ele. 
 
USO DE RADIOGRAFIAS ANTERIORES 
➢ São sempre úteis independente de quando foram realizadas. 
➢ Recentes: úteis para o problema em questão. 
➢ Antigas: podem demonstrar se uma condição piorou, permaneceu a mesma, ou mostrou 
um processo de cicatrização, como a progressão de cáries e doenças periodontal. 
 
PORQUÊ? QUANDO INDICAR? 
➢ Características individuais do paciente: 
- Idade; 
- Saúde geral; 
- Achados clínicos; 
- História dental; 
- Questão legal. 
 
DIRETRIZES BÁSICAS PARA A PRESCRIÇÃO DE RADIOGRAFIAS DO COMPLEXO MAXILOFACIAL 
➢ Paciente visitando o dentista: 
- Paciente novo/retorno. 
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➢ Idade dentária: 
- Dentição decídua, mista, permanente, parcialmente edêntulo, desdentado. 
➢ Risco à cárie, doença periodontal, anormalidade de crescimento e desenvolvimento. 
➢ Em uma criança com dentição decídua, o fechamento dos espaços interproximais nos 
dentes decíduos posteriores necessitará de avaliação radiográfica usando-se técnica 
interproximal. 
➢ Em uma criança com dentição mista, uma radiografia periapical ou panorâmica é usada 
para avaliar o desenvolvimento dentário. 
➢ Em pacientes adultos desdentados, os exames radiográficos geralmente são realizados 
durante uma avaliação da necessidade de prótese. 
➢ Foi relatado que 33% a 41% dos pacientes desdentados exibem patologia. Dessa forma, 
são recomendados exames radiográficos individualizados com base nos sinais clínicos. 
 
CÁRIE DENTÁRIA 
➢ Clínicos que solicitam radiografias podem detectar cáries não evidentes clinicamente, 
tanto em esmalte quanto em dentina. 
➢ Lesões cariosas: estágio: 
- Progressão; 
- Estabilidade; 
- Regressão. 
➢ Em crianças e adolescentes, lesões cariosas proximais que não podem ser examinadas 
visualmente ou com uma sonda exploradora, devem ser radiografadas pela técnica 
interproximal, o método mais eficiente. 
➢ Dependendo do risco de cárie dentária do paciente, o exame radiográfico deve ser 
realizado a cada 6 a 12 meses. 
 
LESÕES DE CÁRIE RADIOGRÁFICAS INTERPROXIMAIS 
Alto Risco Baixo Risco 
➢ Crianças: 6 meses; 
➢ Adolescentes: 6 a 12 meses; 
➢ Adultos: 12 a 18 meses. 
➢ Crianças: 12 a 24 meses; 
➢ Adolescentes: 18 a 36 meses; 
➢ Adultos: 24 a 36 meses. 
 
➢ No retorno dos pacientes adultos com todos os dentes e parcialmente desdentados a 
avaliação do risco de cárie dentária deve determinar a frequência (6 a 18 meses) de 
retorno para radiografia para monitorar lesões detectáveis apenas por exame 
radiográfico. 
➢ Em pacientes adultos desdentados, exames radiográficos não devem ser realizados se não 
houver evidência de patologia. 
Diferentes opiniões. 
➢ Existe um consenso entre os clínicos de que exames radiográficos tem um importante 
papel na avaliação de pacientes com doença periodontal após a doença ser inicialmente 
detectada pelo exame clínico. 
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➢ No exame radiográfico de crianças, adolescentes e adultos com doença periodontal, é 
necessário observar o osso alveolar de suporte, a crista óssea alveolar, o comprimento e 
formato das raízes, a perda óssea em regiões de furca e o depósito de cálculo dentário. 
➢ A imagem deve centralizar-se em áreas em que a doença periodontal possa ser 
identificada clinicamente. A progressão da doença periodontal, conforme avaliadas 
clinicamente, determinará a frequência necessária para os exames radiográficos. 
➢ Radiografias subsequentes após o término do tratamento ajudarão a monitorar a 
progressão da doença e a determinar quando a destruição do osso alveolar está 
estabilizada. 
➢ Em crianças cujo dentes permanentes ainda não tenham irrompido, o exame radiográfico 
não é recomendado na ausência de sinais clínicos. 
➢ Em adolescentes, o posicionamento e o desenvolvimento dos terceiros molares podem 
ser avaliados com imagens periapicais selecionadas ou uma radiografia panorâmica. 
[Comentário do professor]: Só se remove dente quando a raiz está 2/3 formada. 
➢ Em pacientes com implantes, patologia, aqueles que necessitam de tratamento 
restauradores ou endodôntico, ou em outras circunstâncias, a tecnologia de imagem pode 
ser valiosa para avaliação das opções de tratamento.GESTANTES 
➢ Nas pacientes grávidas, a exposição fetal situa-se ao redor de 1mGy para um 
levantamento radiográfico completo. Não deve haver alteração no critério de seleção 
normal, quando utilizados os cuidados habituais para qualquer outro paciente: avental e 
colarinho de chumbo, dando prefer6encia a filmes rápidos, localizadores, retangulares e 
longos. 
 
PATOLOGIA DOS MAXILARES 
➢ Observar toda a lesão; 
➢ Incidência perpendicular à original; 
➢ Avaliar a expansão óssea ou perfuração das corticais; 
➢ Uso de técnicas apropriadas. 
 
 
AULA 5 
ALTERAÇÕES DENTÁRIAS 
ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS 
São elas: 
➢ Macrodontia; e 
➢ Microdontia. 
 
 
 
 
 
 
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MACRODONTIA 
 Caracteriza-se por dentes cujas dimensões apresentam-se além dos limites de 
normalidade. Dependendo do número de dentes envolvidos, pode ser classificada em 
generalizada, focal/localizada. 
➢ Generalizada: todos os dentes do arco apresentam dimensões acima dos padrões 
anatômicos; 
➢ Local ou focalizada: apenas um ou outro grupo de dentes apresenta dimensões acima do 
normal. 
 
 Radiografias mostrando macrodontia em incisivos centrais superiores. 
MICRODONTIA 
➢ Nanismo dentário; 
➢ Generalizada (verdadeira ou relativa) e focal; 
➢ 3o molares superiores; 
➢ Incisivos laterais superiores (dente conóide). 
[Comentário do professor]: Quando há diminuição total do dente, coroa e raiz. Pode se chamar 
de nanismo dental. O dente mais acometido é o 3o molar e o incisivo lateral. Os incisivos laterais 
quando acometidos por nanismo são também chamados de dentes conóides, pois possuem 
forma de cone. 
A microdontia generalizada verdadeira é quando há deficiência de hormônio de crescimento. É 
relativa quando a base óssea é grande para o tamanho dos dentes. 
 
Radiografias mostrando microdontia em incisivo lateral superior. 
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ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS 
➢ Fusão; 
➢ Geminação; 
➢ Concrescência; 
➢ Dilaceração; 
➢ Dens in dente; 
➢ Taurodontismo; 
➢ Raízes fusionadas; 
➢ Raízes supranumerárias; 
➢ Cúspides em garra; 
➢ Pérolas em esmalte; 
➢ Nódulos pulpares; 
➢ Molares em amora; 
➢ Incisivos de Hutchinson. 
 
FUSÃO DENTÁRIA 
É a união de dois elementos dentários, ou seja, dois dentes se unem tornando-se um. Ela 
pode ser completa ou incompleta. A completa é quando a coroa e a raiz estão fusionadas. E a 
incompleta é quando une somente a coroa ou somente a raiz. Um dente se une a outro 
geralmente por falta de espaço. É possível ver dois condutos radiculares. 
A fusão pode ser radicular, coronária ou completa. 
 
 Fusão coronária. Fusão completa. 
 
GEMINAÇÃO DENTÁRIA 
É a tentativa de um elemento dentário se dividir ao meio, por fator genético, na tentativa 
de formar outro elemento dentário. É mais raro de se observar. Normalmente se encontra apenas 
um conduto radicular. 
 
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CONCRESCÊNCIA DENTÁRIA 
 É a união de dois dentes pelo CEMENTO, os unindo. O que causa isso é a falta de espaço 
na arcada dentária. A relevância clínica diz respeito ao planejamento cirúrgico, pois ao extrair um 
dente irá vir junto o outro. 
 
 
 
DILACERAÇÃO DENTÁRIA 
 É uma mudança brusca da trajetória do dente (da raiz ou coroa). A raiz que era reta por 
exemplo, fez uma curva. O mais comum é a dilaceração radicular. Ela ainda pode ser corono- 
radicular quando muda no encontro da coroa com a raiz, ou ainda coronária que ocorre na coroa. 
Normalmente trauma causa dilaceração. A relevância clínica é endodontia, pois torna tratamento 
de canal mais complicado, até mesmo impossibilitando o tratamento. E no procedimento 
cirúrgico, na exodontia, pois pode fraturar o dente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DENS IN DENTE 
Quer dizer um dente dentro de outro dente. O conceito é: a invaginação das estruturas 
mineralizadas do dente (esmalte e dentina). Se elas invaginam para dentro do dente a gente 
chama de dens in dente. Essa invaginação pode criar micro-comunicaçõs do meio externo com a 
polpa, facilitando a instalação de bactérias. Deve-se obstruir essa comunicação com o meio 
externo antes de ocorrer lesão periapical. A característica mais comum do dens in dente é um 
aspecto dentro do dente que parece uma pera invertida. Vê-se uma área mais mineralizada no 
interior do conduto. 
 
 
 
TAURODONTISMO 
 Vem de touro, dente de touro. É uma alteração associada a fatores genéticos. A genética 
dos esquimós favorecem o aparecimento desse evento. A câmara pulpar vai crescer para oclusal 
e apical. A área de bifurcação ou trifurcação do dente fica mais para apical, parecendo que os 
dentes possuem as raízes mais curtas. O dente em si não é diferente, não atrapalhando na 
exodontia. Porém, na endodontia haverá uma câmara pulpar maior. Então a relevância clínica é 
na endodontia. Taurodontismo só ocorre em MOLARES. 
 
 
 
 
 
 
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RAÍZES FUSIONADAS 
 É qualquer diminuição da quantidade de raízes. Então um molar superior, por exemplo, 
que possui 3 raízes, aparece na radiografia com somente duas, isso quer dizer que possui raiz 
fusionada. Pode haver vários condutos. A relevância clínica é na exodontia e endodontia, que 
serão mais fáceis. 
 
Notar vários condutos. 
 
RAÍZES SUPRANUMERÁRIAS 
 Quando há mais raízes que o normal do dente. 
 
Notar 3ª raiz em molar inferior. 
CÚSPIDE EM GARRA 
 Nada mais é que uma cúspide acessória em dente anterior (Incisivo central, lateral e 
canino), geralmente em incisivo lateral. Quando há uma cúspide na palatal do incisivo lateral tem 
aspecto de garra. É chamada de garra quando está no incisivo lateral. As cúspides em garra podem 
favorecer o acúmulo de tártaro na região. 
 
 
Imagens do mesmo paciente mostrando cúspide em garra. 
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PÉROLAS DE ESMALTE 
 São estruturas mineralizadas do dente em forma esférica (normalmente esmalte) 
localizada na junção amelo-cementária ou região de bi ou trifurcação. Isso não causa problema 
nenhum em paciente saudáveis, mas em paciente com doença periodontal, a pérola pode agravá-
la, pois vai acumular tártaro. São raros. 
 
 
 
 
NÓDULOS PULPARES 
 São muito comuns. São áreas mineralizadas dentro da câmarapulpar. A etiologia é 
desconhecida. A câmara pulpar normalmente é radiolúcida, mas na mineralização ela vai aparecer 
com uma área radiopaca. Na câmara pulpar os nódulos são arredondados e no canal são longos. 
A relevância clínica é na endodontia pois aumenta a dificuldade para acessar o canal. Não possui 
sintomatologia e não requer tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INCISIVO DE HUTCHINSON 
 São incisivos que apresentam coroa em forma de barril (terço incisal mais estreito que o 
terço médio), com ou sem a presença de fenda centro-incisal. Em cerca de 63% dos pacientes 
com sífilis congênita pode-se observar incisivos de Hutchinson, muito embora pacientes sem 
história de sífilis possam apresentar incisivos com tais características. 
 
 
 
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 
➢ Anodontia – Agenesia; 
➢ Dente supranumerário 
 
AULA 6 
ASPECTO RADIOGRÁFICO DAS ALTERAÇÕES PERIAPICAIS E PERIODONTAIS 
 
PERIÁPICE E PERIODONTO NORMAL 
 
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS (PERIAPICOPATIAS) 
➢ Periodontite apical aguda; 
➢ Abscesso periapical; 
➢ Granuloma periapical; 
➢ Cisto radicular. 
 
PERIODONTITE APICAL AGUDA 
➢ Etiologia: 
- Físico: trauma; 
- Químico: por exemplo ácido na região apical. 
- Agentes microbianos: cáries que progridem 
➢ Característica da periodontite apical aguda: é o aumento do espaço periodontal 
(pericementário) ou nenhum sinal radiográfico. 
➢ Lâmina dura intacta. Ainda nessa lesão há a lâmina dura intacta. 
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[Comentário do professor]: A característica radiográfica dessa lesão é o espaço periodontal ou 
nenhuma alteração, pois pode não aparecer na radiografia. Nessa lesão ainda há resposta à 
vitalidade/sensibilidade por parte do dente. 
 
ABSCESSO PERIAPICAL 
➢ Necrose pulpar. 
➢ Aspecto radiográfico: rarefação óssea periapical com limites da lesão difusa (ROPD); 
➢ O tamanho da lesão é variável; 
➢ Lâmina dura nesse caso já está rompida/alterada. 
[Comentário do professor]: Dente nessa lesão já não responde à vitalidade/sensibilidade. Há uma 
lesão radiolúcida na região periapical sem limites definidos. 
 
 
 
GRANULOMA PERIAPICAL 
➢ Crescimento de tecido de granulação – produz em uma área inflamada um tecido de 
granulação; 
➢ Assintomático: não sente-se sensibilidade. É um achado radiográfico, ou seja, não há uma 
característica clínica que o diferencie. 
➢ Processo inflamatório: baixa intensidade e longa duração; 
➢ A imagem radiográfica que será vista é radiolúcida. Os aspectos radiográficos: rarefação 
óssea periapical circunscrita (ROPC); 
➢ Associado a um dente desvitalizado. Não há resposta à vitalidade; 
➢ A lesão possui formato oval ou esférico, unilocular, cujo diâmetro normalmente não 
ultrapassa 10mm. Unilocular quer dizer que há apenas uma cavidade, se vendo apenas 
uma imagem radiolúcida. 
[Comentário do professor]: É uma imagem radiolúcida. Uma imagem que diferencia do abscesso 
é sua forma, seu contorno, pois tem limites. A lesão está circunscrita com o osso, ou seja, 
“abraçada” com o osso. Somente através de exame histopatológico será possível confirmar a 
lesão e a diferenciar do abscesso. A lesão é crônica. O granuloma responde melhor ao tratamento 
periodôntico que o cisto radicular. 
 
Abcesso periapical. Notar 
aspecto difuso da lesão. 
 
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Granuloma periapical. 
 
CISTO RADICULAR 
➢ Também chamado de cisto apical, cisto periapical ou cisto 
periodontal apical; 
➢ As características dessa lesão é a proliferação do epitélio do 
granuloma periapical. Na lâmina histopatológica se vê epitélio. 
➢ Dente com necrose pulpar; 
➢ Assintomático; 
➢ Osteogênese reacional. Então o osso promove uma reação, 
provocando uma osteogênese, ou seja, uma formação de osso. 
➢ Os aspectos radiográficos dessa lesão são a rarefação óssea 
periapical circunscrita tipo cística (ROPCC). É formado um halo 
radiopaco ao redor da lesão. 
[Comentário do professor]: A diferença para o granuloma é que aqui se vê 
na lâmina histopatológica epitélio, enquanto no granuloma se vê tecido de 
granulação. O cisto geralmente é maior que o granuloma, mas nem 
sempre. A lesão é crônica. 
GRANULOMA X CISTO 
➢ Tamanho da lesão: cistos são maiores que 10mm; 
➢ Estrutura interna da lesão: cistos totalmente radiolúcidos. Nas lesões císticas é possível 
ver uma imagem mais radiolúcida; 
➢ Frequência da lesão: granulomas são mais frequentes; 
➢ Critério histopatológico – um apresenta granulação e o outro epitélio. 
 
ALTURA DA CRISTA ÓSSEA ALVEOLAR 
➢ 1-2mm abaixo da junção amelocementária. 
[Comentário do professor]: Quando a distância entre a junção amelocementária e a crista óssea 
alveolar é de 1 a 2mm quer dizer que é sadio. O limite do saudável é de 1 a 2 mm do periodonto. 
Mais que isso já há lesão/patologia. 
Cisto radicular (apical) -
Notar o halo radiopaco 
ao redor da lesão. 
 
 
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 Crista óssea alveolar sadia. Crista óssea alveolar lesionada. 
ALTERAÇÕES DO PERIODONTO (PERIODONTOPATIAS) 
➢ Gengivite: não envolve tecido duro, somente mole. Geralmente associado ao tártaro; 
➢ Periodontite: já há destruição do tecido ósseo. Os tipos de periodontite são: 
- Reabsorção horizontal; 
- Reabsorção vertical; 
- Comprometimento endo-perio; 
- Comprometimento da furca. 
[Comentário do professor]: Na gengivite não há comprometimento de tecido ósseo, por isso não 
possui característica radiográfica. 
 
 Periodontite. Periodontite com reabsorção vertical. 
RADIOGRAFIAS E PERIODONTIA 
➢ Osso alveolar: 
- Lâmina dura (cortical alveolar); 
- Osso esponjoso; 
- Crista óssea alveolar. 
➢ Espaço do ligamento periodontal; 
➢ Dente. À medida que o dente perde sustentação ele ganha mobilidade. 
 
PERIOPATIAS 
➢ Ausência da lâmina dura da crista óssea alveolar; 
➢ Reabsorção horizontal da crista óssea alveolar; 
➢ Reabsorção vertical da crista óssea alveolar; 
*Se não houver dente ocorre reabsorção fisiológica do rebordo alveolar. 
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[Comentário do professor]: Na doença periodontal, quando se perde o dente, começa a haver 
reabsorção do rebordo alveolar. 
 
RAREFAÇÃO DA CRISTA ÓSSEA ALVEOLAR 
➢ Acometimento da doença periodontal – início da perda óssea; 
➢ Perda da lâmina dura na região da crista óssea. É uma perda inicial do osso que se 
progredir causará doença periodontal. 
 
ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DA DOENÇA PERIODONTAL 
➢ Reabsorção óssea horizontal:- Reabsorção da crista alveolar, das corticais (lâmina dura) vestibulares e linguais 
(generalizada); 
- A região da crista óssea continua paralela à JAC, porém em um nível inferior; 
➢ Reabsorção óssea angular/defeito ósseo vertical: 
- O osso residual forma um ângulo oblíquo com a JAC (localizado); 
- O defeito infra-ósseo refere-se a uma deformidade vertical que se estende apicalmente 
ao longo da raiz. 
 
 
 Reabsorção óssea horizontal. Reabsorção óssea vertical. 
.......... .Notar o aspecto generalizado. Notar o aspecto mais localizado. 
DISTRIBUIÇÃO DA REBSORÇÃO 
➢ Localizada: vertical; 
➢ Generalizada: horizontal. 
 
INTENSIDADE DA REABSORÇÃO 
➢ Leve ou discreta (1 a 2mm abaixo do nível normal); 
➢ Moderada (3 a 4mm); 
➢ Severa (5 a 6mm com envolvimento de furca). 
 
 
 
 
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REABSORÇÃO HORIZONTAL 
➢ Quando ocorre é paralelo à junção amelocementária; 
➢ Discreta – 1 a 2mm ou 1/3 da raiz; 
➢ Moderada – 2 a 3mm ou metade da raiz; 
➢ Severa – mais de 3mm ou mais da metade da raiz. 
➢ Quando atingir furca: reabsorção severa. 
 
 
Níveis de absorção óssea horizontal. 
 
SINAIS RADIOGRÁFICOS SUGERINDO LESÃO DE FURCA 
➢ Aumento do espaço periodontal (pericementário); 
➢ Perda do detalhe da lâmina dura; 
➢ Diminuição da densidade óssea da região; 
➢ Reabsorção óssea em “meia-lua”, que se estende à furca; 
➢ Perdas ósseas acentuadas em volta do dente ou de suas raízes. 
 
LIMITAÇÕES DA RADIOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO PERIODONTAL 
➢ Não registra presença de bolsa periodontal ou mobilidade dentária; 
➢ Não registra a morfologia interna ou a profundidade dos defeitos ósseos; 
➢ Não demonstra a proporção entre tecidos moles e duros; 
➢ A imagem radiográfica mostra a destruição óssea menos grave do que ela ocorre de fato 
– geralmente aparece subestimada.; 
➢ Não estabelece um distinção específica entre o caso tratado com êxito e o caso não 
tratado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 7 
Continuação da aula anterior... 
 
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS 
 
ANODONTIA 
 Redução do número de dentes esperados para cada uma das dentições, podendo ser 
classificada como anodontia parcial ou total. Na total há ausência de todos os dentes e está 
associado à displasia ectodérmica, que causa comprometimento de estruturas de origem 
ectodérmica sem força para irromper. A parcial (mais comum), corresponde à ausência de um ou 
mais elementos dentários. Pode-se usar o termo oligodontia quando há falta de vários dentes. 
 
 
 
 
DENTES SUPRANUMERÁRIOS 
 São todos aqueles dentes que excedem ao número normal de dentes esperados para cada 
uma das dentições. De acordo com a localização ou época de irrupção, os dentes supranumerários 
podem ser ainda denominados, de maneira particular, como: 
➢ Mesiodente: localizam-se próximos à linha média da maxila, entre os incisivos centrais. 
➢ Distomolar: são aqueles que se posicionam à distal dos terceiros molares; 
➢ Paramolar: aparecem à vestibular ou palatino, em relação aos molares superiores – mais 
comumente por palatino; 
➢ Dente pré-decíduo: são estruturas córneas que se apresentam sobre os rebordos 
alveolares ao nascimento, e que podem, na verdade, representar cistos gengivais dos 
recém-nascidos. 
Os dentes supranumerários ainda 
podem apresentar a mesma forma 
(eumorfos) dos dentes da região em que 
aparecem, ou podem apresentar forma 
anômala/diferente (dismorfos), sendo 
mais comumente eumorfos na região de 
pré-molares inferiores. 
 
ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DENTÁRIAS 
 Qualquer perturbação de ordem ambiental ou genética, durante a odontogênese, pode 
gerar uma alteração na estrutura do esmalte, da dentina ou de ambos. 
 As alterações estruturais são divididas em: 
 Anodontia parcial em incisivos laterais. Oligodontia envolvendo vários dentes. 
Dente supranumerário mesiodente (entre os incisivos centrais). 
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➢ De esmalte: 
- Amelogênese imperfeita; 
- Hipoplasia de esmalte; 
➢ De dentina: 
- Dentinogênese imperfeita; 
- Displasia dentinária; 
➢ De esmalte e dentina: 
- Odontodisplasia regional. 
 
 DE ESMALTE 
AMELOGÊNESE IMPERFEITA 
 Caracteriza-se pela hipoplasia ou pioclacificação do esmalnte envolvendo todos os dentes. 
Pode ser classificada em três tipos, a saber: hipoplásico, hipocalcificado e hipomaturado. 
 O desenvolvimento do esmalte apresenta três etapas distintas: a etapa de formação 
(deposição de matriz orgânica), a etapa de calcificação (mineralização da matriz) e a etapa de 
maturação (aumento de volume dos cristais de hidroxiapatita - maturação). 
 No tipo hipoplásico há uma formação deficiente da matriz orgânica, em face do fato de a 
alteração comprometer a etapa formativa de desenvolvimento do esmalte. 
 Já no tipo hipocalcificado há o comprometimento da etapa de calcificação, havendo uma 
mineralização deficiente da matriz orgânica. 
 E no hipomaturado há uma perturbação da etapa de maturação do processo de 
desenvolvimento do esmalte dentário, formando cristais imaturos. 
 A amelogênese é uma anomalia hereditária, dessa forma, em qualquer tipo de 
amelogênese, todos os dentes, de ambas as dentições são afetados. A radiopacidade do esmalte 
pode-se apresentar semelhante ao da dentina. 
 
 
Amelogênese imperfeita. 
 
 
HIPOPLASIA DE ESMALTE 
 Defeito caracterizado por esmalte de menor espessura ou área sem cobertura de esmalte, 
ou ainda por esmalte de menor densidade, envolvendo um ou outro grupo de dentes. Desse 
modo, temos a hipoplasia propriamente dita, e a hipocalcificação. Pode apresentar esmalte fino, 
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com densidade normal deixando a dentina visível por transparência. Causa deficiência nos pontos 
de contato, oclusal baixa e plana, mordida aberta. 
 A hipoplasia apresenta um esmalte de dureza normal e quantidade deficiente. Já na 
hipocalcificação o esmalte se apresenta em quantidade normal, porém como mineralização 
deficiente. 
 Dentre os fatores etiológicos temos as deficiências nutricionais (vitaminas A, C e D; as 
doenças exantêmicas: sarampo, varíola, rubéola; a sífilis congênita; a hipocalcimia; distúrbios 
perinatais: trauma, prematuridade, eritroblastose fetal; infecções focais; o trauma local; e a 
ingestão de substâncias químicas (fluoretos). 
 Processos patológicos periapicais, consequentes a infecções pulpares, e trauma em 
dentes decíduos, estão constantemente associados à hipoplasia de esmalte em dentes 
permanentes. Nesses casos, a hipoplasia normalmente acomete um único dente, que leva a 
denominação de dente de Turner. Mais comum em pré-molares. 
 
 
 Dente hipoplásico de Turner. Hipoplasia de esmalte. Notar a radiopacidade do esmalte pouco evidente. 
 
 DE DENTINA 
DENTINOGÊNESE IMPERFEITASe caracteriza, via de regra, por dentes de raízes curtas e cônicas, constrição cervical, 
coroas bulbosas, espaços pulpares obliterados e atrição pronunciada, podendo ser classificada 
como: 
➢ Tipo I: ocorre associação com osteogênese imperfeita e há um comprometimento mais 
severo dos dentes decíduos; 
➢ Tipo II: não há envolvimento ósseo; 
➢ Tipo III: também chamado tipo Brandywine, apresenta, também, apenas alterações 
dentárias, mas com algumas variações clínicas e radiográficas: exposições pulpares, 
radioluscências periapicais e dentes em concha ou dentes de Rushton, nos quais a dentina 
aparece delgada e as câmaras pulpares e os canais radiculares apresentam-se 
anormalmente amplos. 
A dentinogênese imperfeita é de caráter hereditário e compromete ambas as dentições, 
e é também conhecida como dentina opalescente hereditária. Resumindo então: os dentes 
apresentam raízes curtas e cônicas, coroas bulbosas, constrição cervical, espaços pulpares 
obliterados, coloração marrom-azulada. Há fragilidade na união entre esmalte e dentina. 
 
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Dentinogênese imperfeita. Radiografia de dentes exibindo coroas bulbosas, constrição cervical e canais e câmaras 
pulpares obliterados. 
 
DISPLASIA DENTINÁRIA 
Dentes com espaços pulpares obliterados parcial ou completamente, raízes 
hipodesenvolvidas (pouco desenvolvidas/com defeito) e lesões periapicais caracterizam, via de 
regra, a displasia dentinária. Há um distúrbio na formação da dentina. Existem variações, o que 
permite classificar a displasia em: 
➢ Tipo I: tipo radicular – dentes podem se apresentar sem raiz; há uma desorganização da 
dentina radicular e encurtamento da raiz. Esmalte e dentina da coroa normais; 
➢ Tipo II: tipo coronário – tamanho normal das raízes; aspectos clínicos e radiográficos 
semelhantes a dentinogênese imperfeita; os dentes permanentes apresentam extensão 
apical da câmara pulpar, onde, em geral, desenvolvem-se nódulos; 
➢ Tipo III: tipo misto – combinação das características do tipo I e II. 
Assim como a dentinogênese imperfeita, a displasia dentinária mostra um caráter hereditário 
autossômico dominante. 
 
Displasia mostrando dentes com raízes encurtadas. 
 
 
 
 
 
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 DE ESMALTE E DENTINA 
ODONTODISPLASIA REGIONAL 
 Condição referida também como dentes fantasmas ou odontogênese imperfeita, o que se 
vê são dentes com aspecto de desorganização estrutural de esmalte e dentina, apresentando 
espaços pulpares anormalmente amplos (câmaras pulpares aumentadas), finas camadas de 
dentina e esmalte, raízes curtas e ápices radiculares abertos. Os dentes permanentes são mais 
afetados que os decíduos. Dentes ântero-superiores são os mais frequentemente envolvidos, 
podendo irromper ou não, e os fatores etiológicos sugeridos (pois a etiologia é desconhecida) 
são: trauma, deficiências nutricionais, infecções, alterações metabólicas, doenças sistêmicas, 
fatores genéticos e defeito vascular local. 
 
 
 
Odontodisplasia regional – notar desorganização dos dentes e câmaras pulpares aumentadas e com ápices abertos. 
ALTERAÇÕES TOPOGRÁFICAS DENTÁRIAS 
Os dentes devem estar dispostos corretamente nos arcos dentários, em cada uma das 
dentições. Qualquer alteração dessa disposição pode ser considerada uma alteração topográfica. 
Assim, podemos considerar como alterações topográficas as seguintes condições: 
➢ Dente não-irrompido; 
➢ Transposição; 
➢ Giroversão; 
➢ Ectopia; 
➢ Retenção dentária; 
➢ Infra-oclusão. 
 
 
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DENTE NÃO IRROMPIDO 
São dentes que por alguma razão não fizeram sua irrupção. Vários fatores etiológicos são 
sugeridos: ausência de espaço no arco dentário; barreira física na trajetória de irrupção; trajetória 
anormal de irrupção, devido à mudança de posição do germe dentário; retenção do dente 
decíduo; força irruptiva insuficiente; morfologia dentária anormal; e desenvolvimento ectópico 
do germe dentário. Os mais comumente acometidos são os 3º molares inferiores e caninos 
superiores, em seguida, os pré-molares (superiores e inferiores), e os caninos inferiores. 
 
 
 
 
TRANSPOSIÇÃO 
Dentes em posições invertidas no arco dentário. Pode ocorrer em função de uma 
anodontia. Por exemplo, quando há agenesia do incisivo lateral superior, o canino migra 
ocupando seu lugar. A frequência de transposição é relativamente baixa e acomete mais 
comumente canino e dente vizinho, mais comumente o pré-molar vizinho. 
 
 
Notar dentes fora do seu sítio normal, na região de caninos inferiores. 
 
 
 
 
 
Terceiro molar não irrompido. 
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GIROVERSÃO 
Quando um dente apresenta-se “girado” em torno do seu longo eixo. É frequentemente 
observado entre incisivos superiores e pré-molares inferiores. Germes dentários também podem 
sofrer giroversão e acabarem se corrigindo durante o processo de desenvolvimento e irrupção 
dentária. Ele ainda pode se giroverter em decorrência da falta de um dente vizinho, mas isso não 
é uma giroversão genuína. 
 
 
 Giroversão de incisivo central. Giroversão de pré-molar. 
 
 
ECTOPIA 
É o mesmo que transmigração. Dente irrompe fora do seu sítio normal ou ainda em sítios 
incomuns. Normalmente está associado à ausência de espaço no arco dentário, a uma barreira 
física na trajetória de irrupção, devido à mudança de posição do germe dentário, e à retenção do 
dente decíduo. Dente vai irromper distante do processo alveolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ectopia de canino por falta de espaço no arco dentário. Ectopia de incisivo central superior. 
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64 
RETENÇÃO DENTÁRIA 
Condição associada à primeira dentição e que se caracteriza pela remanescência de dentes 
decíduos nos arcos dentários. Os dentes retidos podem ou não apresentar rizólise, e a condição 
pode estar associada à anodontia ou irrupção ectópica (irrompido fora do local adequado) do 
dente sucessor. Com frequência, podemos registrar a retenção de molares, caninos superiores e 
incisivos laterais superiores decíduos em função da anodontia de pré-molares e incisivos laterais 
permanentes, respectivamente. 
 
Notar a retenção dos segundos molares decíduos. 
 
INFRA-OCLUSÃO 
Condição normalmente associada a molares decíduos, que corresponde a dentes que se 
situam aquém do plano oclusal. Anquilose dento-alveolar é a causa primária que leva à 
manifestação da condição, o que provocaria o subdesenvolvimento do processo alveolar e a 
aparente submersãodo molar decíduo envolvido. A infra-oclusão pode ser: 
➢ Leve: 1 mm aquém do plano oclusal; 
➢ Moderada: 2 mm aquém do plano oclusal; 
➢ Severa: superfície oclusal aquém dos pontos de contato dos dentes vizinhos. 
As vezes a infra-oclusão severa pode deixar o dente recoberto pelo tecido gengival. 
 
 
Infra-oclusão de molar decíduo. 
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AULA 8 
LESÕES INTRA-ÓSSEAS 
ASPECTO RADIOGRÁFICO DOS CISTOS MAXILARES 
 
[Comentário do professor]: Cisto é uma cavidade patológica (não anatômica), revestida por 
epitélio e possui seu interior com líquido, semi-líquido e, às vezes, até sólido. 
 
CISTO RADICULAR (PERIAPICAL, PERIODONTAL APICAL) 
[Comentário do professor]: De origem inflamatória, ou seja, o que fez ele se desenvolver foi uma 
inflamação. É o mais comum dentre os cistos odontogênicos. 
 Sua etiologia está relacionada com a proliferação dos restos epiteliais de Malassez, 
presentes no ligamento periodontal, os quais são estimulados por uma inflamação decorrente de 
uma necrose pulpar. Esse cisto pode ser decorrente de uma infecção, podendo atingir grandes 
dimensões sem apresentar manifestações clínicas devido ao seu caráter crônico. 
 
 
CARACTERÍSTICAS RADIGRÁFICAS 
➢ Pode estar localizado no periápice ou laterais da raiz; 
➢ Lesão radiolúcida unilocular (só possui uma cavidade), com halo radiopaco; 
➢ Perda da lâmina dura – perde a lâmina pois é um processo inflamatório; 
➢ Reabsorção radicular externa – devido ao processo de longa duração a raiz vai 
absorvendo, então ela vai diminuindo de tamanho (irregular). 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL (Características dessa lesão/hipótese diagnóstica para a lesão) 
➢ Cisto periodontal lateral; 
➢ Outras doenças do periápice. 
 
[Comentário do professor]: O tratamento do cisto geralmente consiste em abrir e remover. 
[Retirado do livro]: O tratamento do cisto radicular consiste na remoção total da cápsula cística, 
com extremo cuidado, pois qualquer resquício da mesma acarretará no insucesso do tratamento, 
já que o cisto continuará a se desenvolver mesmo com a ausência do elemento dentário. 
 
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Exemplos de cistos radiculares. 
 
Cisto radicular de grandes dimensões. 
 
CISTO RESIDUAL 
[Comentário do professor]: Também é proveniente de estímulo inflamatório. 
➢ Exodontia de dente com cisto periapical sem remoção do cisto. 
[Comentário do professor]: É quando se remove um dente e se deixou o cisto lá. Ou seja, é um 
cisto periapical que foi deixado no lugar. As lesões císticas são assintomáticas. Eventualmente 
pode ocorrer sintoma. 
[Retirado do livro]: Os cistos residuais ou cistos periodontais residuais são cistos radiculares, os 
quais não foram totalmente ou parcialmente removidos durante o procedimento cirúrgico, 
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continuando seu crescimento no interior do processo alveolar, podendo atingir grande tamanho 
e provocar abaulamento das corticais ósseas, sendo assim descobertos/encontrados. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
➢ Similar ao cisto periapical, sem o dente. Ou seja, é igual o cisto periapical, porém agora 
não há dente no lugar. 
[Retirado do livro]: Radiograficamente são vistos como uma imagem radiolúcida, de densidade 
homogênea, de limites definidos por um halo radiopaco (osteogênese reacional) no local de um 
dente ausente. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Tumor odontogênico queratocístico. 
[Retirado do livro]: o tratamento é a excisão cirúrgica total da lesão. 
 
 
Notar a ausência dentária no local do cisto. 
 
CISTO PARADENTÁRIO 
[Comentário do professor]: Decorrente de processo inflamatório também. 
[Retirado do livro]: É uma afecção pouco frequente e que também pode ser chamada de cisto 
inflamatório colateral, cisto periodontal inflamatório, cisto mandibular bucal infectado, ou ainda 
cisto da bifurcação vestibular. Acredita-se que sua origem (embora discutível) seja a mesma dos 
cistos radiculares, ou seja, dos restos epiteliais de Malassez. 
 
ASPECTO RADIOGRÁFICO 
➢ Radiolúcido bem definida, unilocular, na face distal ou vestibular ou lingual do dente semi-
irrompido (tem que ser no dente semi-irrompido). 
[Comentário do professor]: O cisto paradentário não ocorre em dente que ainda está dentro do 
osso alveolar. Pode ocorrer outro cisto nesse dente, mas não o paradentário. Para ocorrer o 
paradentário precisa haver um dente parcialmente irrompido. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Cisto dentígero; 
➢ Cisto periodontal lateral. 
[Retirado do livro]: O tratamento recomendado é a enucleação do cisto, com a preservação do 
dente associado. 
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Cisto paradentário. Notar o halo radiopaco ao redor da lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Somente os 3 cistos citados acima são provenientes de processos inflamatórios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dente extraído com 
Cisto paradentário. 
 
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CISTO DENTÍGERO (CISTO FOLICULAR) 
[Comentário do professor]: Proveninete de restos epiteliais de Malassez que se proliferaram e 
formaram essas lesões. 
[Retirado do livro]: O cisto dentígero é o de maior expressão dentre os cistos odontogênicos de 
desenvolvimento. Esse cisto tem maior incidência até a terceira década de vida, apresentando 
discreta predileção pelo sexo masculino. Está mais comumente associado aos 3º molares 
inferiores, seguido pelos caninos superiores. Mas pode ocorrer nos outros dentes. Geralmente 
são descobertos em exames radiográficos de rotina ou na investigação da demora na erupção de 
um dente, pois no início são assintomáticos, porém não são autolimitantes, podendo atingir 
grandes proporções, levando à assimetria facial, à parestesia e ao apinhamento dentário. 
 
 
ASPECTOS RADIOGRÁFICO 
➢ Área radiolúcida unilocular bem definida circundando a coroa de um dente não irrompido. 
➢ Pode se dividir em central (quando a imagem envolve centralmente a coroa do dente), 
lateral ou circunferencial; 
➢ Este cisto pode provocar deslocamento e reabsorção de dentes adjacentes. 
[Comentário do professor]: O cisto dentígero deve começar na junção amelocementária e acabar 
na junção amelocementária também. Se a área estiver central, o cisto é central; se estiver 
deslocada para a lateral vai ser cisto lateral; e quando a lesão toma outro aspecto de círculo 
diferente, ela é circunferencial. Pode ser confundido com o espaço do folículo pericoronário. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Cisto dentígero x folículo aumentado (capuz pericoronário) – 3 a 4 mm? 
➢ Outros cistos e tumores odontogênicos.[Retirado do livro]: O tratamento para esse cisto é a enucleação, com a remoção do dente não 
irrompido associado. Entretanto, se a erupção do dente envolvido for considerada possível, o 
dente pode ser mantido no local após remoção do cisto. 
 
 
 Cisto dentígero lateral. Cisto dentígero circunferencial. Cisto dentígero central. 
 Notar círculo irregular. 
 
 
 
 
 
 
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CISTO PERIODONTAL LATERAL 
[Comentário do professor]: Também pode estar na lateral da raiz. É proveniente de restos 
residuais Malassez, mas a lesão não veio do canal. Essa lesão está aprisionada no osso alveolar. 
O teste de vitalidade irá ser positivo, com lâmina dura íntegra. Essa lesão não é proveniente do 
dente, mesmo estando perto dele. A lesão estará entre as raízes. 
[Retirado do livro]: É um cisto pouco frequente, que se desenvolve na região proximal da raiz de 
um dente. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
➢ Radioluscência bem definida, unilocular, entre as raízes de dentes vitais. 
Pode aparecer também multilocular (mais de uma cavidade) ou policísticos – cisto 
odontogênico, chamado de botrióide (“cachos de uva” – variação raríssima). 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Tumor odontogênico queratocístico. 
 
 
 
 
 
 
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CISTO ODONTOGÊNICO CALCIFICANTE (CISTO DE GORLIN) 
[Comentário do professor]: É calcificante. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
➢ Cisto odontogênico epitelial calcificante: 
- Áreas radiolúcidas uniloculares bem definidas com radiopacidades no interior (50%); 
➢ Reabsorção radicular; 
➢ Divergências das raízes 
- Dente incluso associado (canino) em 30% dos casos. 
 
 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Radiolúcidos: dentígero, tumor odontogênico queratocístico; 
➢ Radiolúcido com calcificações no interior: TOA (tumor odontogênico adenomatóide), 
odontoma, tumor odontogênico epitelial calcificante. 
 
 
 
 
 
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CISTO ÓSSEO SIMPLES 
[Comentário do professor]: Não é considerado um cisto verdadeiro. Muitos autores falam que ele 
é um pseudo-cisto. Era chamado de cisto ósseo traumático, mas esse nome não se utiliza mais. 
Não é revestido por epitélio, e dentro ele pode estar vazio ou possuir conteúdo sanguinolento. 
Ao abrir a lesão não há nada para retirar. Pode fazer punção para aspirar. Pode ser confundido 
com abcesso. 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
➢ Imagem radiolúcida com contornos festonados (aspecto de nuvem desenhada) pela 
presença de raízes dentárias. 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
➢ Radiolúcidos: dentígeros, tumor odontogênico queratocístico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DEFEITO ÓSSEO STAFNE (CISTO ÓSSEO DE DESENVOLVIMENTO) 
[Comentário do professor]: Não é um cisto e não é uma lesão, é uma variação anatômica na 
mandíbula. Depressão na cortical lingual da mandíbula que serve para alojar a glândula 
submandibular. O que se faz para tratar? Nada. Além de glândula pode alojar músculo e tecido 
linfóide (esses dois são mais raros). 
 
CARACTERÍSTICAS RADIOGRÁFICAS 
➢ Imagem radiolúcida, forma arredondada, bem delimitada e fica entre a base da mandíbula 
e o canal mandibular; 
➢ Unilateral – o que pode levar ao diagnóstico errado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 9 
ASPECTOS RADIOGRÁFICOS DOS TUMORES ODONTOGÊNICOS 
 
AMELOBLASTOMA 
Aspectos radiográficos: 
➢ Deslocamento ou reabsorção dos elementos dentários adjacentes; 
➢ Expansão e adelgamento das corticais; 
➢ Região posterior da mandíbula; 
➢ Unilocular (ameloblasto unilocular/unicística); 
➢ Multilocular (bolhas de sabão, favo de mel). 
[Comentário do professor]: A raiz se absorve e fica com aparência de lâmina de faca. É uma lesão 
comum em região posterior de mandíbula. São dois tipos: Unilocular (ocorre mais em pacientes 
jovens) e o multilocular (mais comum e ocorre mais em idosos). A lesão possui aspecto de bolhas 
de sabão ou favo de mel. O ameloblastoma é uma lesão agressiva, mas é benigna. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto dentígero, tumor odontogênico, queratocístico, cisto residual, lesão central de 
célular gigantes e mixoma. 
 
 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE 
➢ Também pode ser chamado de tumor de Pindborg; 
➢ Associação à dentes não irrompidos; 
➢ Ocorre geralmente em pacientes mais velhos; 
➢ Assintomática, tumefação local (aumento de volume); 
 
Aspectos radiográficos: 
➢ Radiolúcido, bem delimitado, associado a dente completamente formado, focos 
radiopacos; 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto dentígero, ameloblastoma (multilocular), TOA (tumor odontogênico adenomatóide) 
e odontoma complexo. 
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[Comentário do professor]: Para diferenciar do TOA: o TOA ocorre em pacientes mais jovens e o 
tumor odontogênico epitelial calcificante ocorre em pacientes mais velhos. 
 
 
 
FIBROMA AMELOBLÁSTICO 
➢ Incomum; 
➢ Crescimento lento, aumento de volume, assintomático. 
[Comentário do professor]: Lesão mais incomum e aspecto mais inespecífico. 
 
Aspectos radiográficos: 
➢ Podem produzir expansão óssea, associação com dentes inclusos. 
➢ Imagem radiolúcida de limites bem definidos, uni ou multilocular. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto dentígero, ameloblastoma, lesão central de células gigantes e mixoma 
odontogênico. 
 
 
 
 
 
 
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FIBRO ODONTOMA-AMELOBLÁSTICO 
Aspectos radiográficos: 
➢ Região posterior da mandíbula, associado a dentes não-irrompidos. 
➢ Área radiolúcida de limites bem definidos, uni ou multilocular, contendo em seu interior 
massas radiopacas de densidade semelhante às do odontoma complexo. 
 
[Comentário do professor]: Pequena modificação no fibroma ameloblástico. Praticamente mesma 
lesão, mas agora com focos radiopacos dentro da lesão. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Tumor de Pindborg, cisto odontogênico calcificante, odontoma complexo, 
odontoameloblastomae TOA. 
 
 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO ADENOMATÓIDE (TOA) 
[Comentário do professor]: Lesão um pouco mais comum. As lesões presentes no tumor se 
parecem com glândulas. Geralmente ocorre em canino superior. A literatura cita que o aspecto 
dessa lesão parece com imagem de céu estrelado. 
 
Aspecto radiográfico: 
➢ Área radiolúcida, limites definidos, associado a dentes da região anterior da maxila 
(caninos), com radiopacidades ao redor do dente não-irrompido. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto dentígero, ameloblastoma unicístico, fibroma ameloblástico, tumor de Pindborg e 
tumor de Gorlin. 
[Comentário do professor]: Para diferencial do cisto dentígero: o cisto dentígero começa na 
junção amelocementária, enquanto o TOA não começa na junção emalocementária e ainda o TOA 
possui focos radiopacos no interior. Para diferencial do tumor de Pindborg deve-se analisar o local 
da lesão e a idade do paciente. 
 
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ODONTOMA COMPOSTO 
[Comentário do professor]: A lesão mais comum dos tumores benígnos citados na aula. Muitas 
vezes descoberto acidentalmente. Lesão silenciosa, assintomática. Mas possui imagem 
característica, sendo mais fácil saber que é a lesão. Essa lesão pode estar associada a dente não-
irrompido. É delimitado por halo radiolúcido que delimita a lesão, contendo dentículos (pequenos 
dentes) no seu interior. 
 
Aspectos radiográficos 
➢ Imagem característica; 
➢ Maxila, região anterior; 
➢ Vários dentículos, podendo estar agrupados de forma desordenada, com limites 
definidos. 
➢ Pode estar associada a dentes não irrompidos. 
[Comentário do professor]: Massa tumoral com quantidade variada de dentículos (pequenos 
dentes) no seu interior. 
 
 
 
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ODONTOMA COMPLEXO 
[Comentário do professor]: Ocorre mais na região posterior dos maxilares. Também massa 
radiopaca delimitada por banda/halo radiolúcido. O complexo não possui forma de dentículos 
mas uma mistura de dentina e esmalte no interior. Não há os dentículos, mas uma imagem 
misturada de dentina e esmalte no interior da lesão. Uma massaroca de imagem radiopaca. A 
lesão sai inteira na cirurgia. 
 
Aspectos radiográficos: 
➢ Região posterior dos maxilares; 
➢ Pode estar associado a dentes não-irrompidos. 
➢ Massa radiopaca, de forma irregular, delimitada por delgada banda radiolúcida. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Fibro-odontoma ameloblástico, cisto odontogênico calcificante, osteoma, osteomielite 
crônica esclerosante focal, displasia cemento-ósseo periapical. 
 
*todas as lesões que acabam com oma são lesões benígnas. 
 
 
 
 
 
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MIXOMA ODONTOGÊNICO 
Aspectos radiográficos: 
➢ Imagem radiolúcida, multilocular, mal definida, com septos intra-ósseos dispostos em 
ângulos retos, paralelos ou oblíquos entre si (raquete de tênis ou degraus de escada), 
bolhas de sabão, favo de mel. 
➢ Características agressivas. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Lesão central de células gigantes, ameloblastoma. 
[Comentário do professor]: Remoção da lesão mais difícil pois a margem não é bem definida. 
 
 
 
 
 
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FIBROMA ODONTOGÊNICO 
Características radiográficas: 
➢ Não patognomônico (sem aspecto característico); 
➢ Área radiolúcida, arredondada ou ovalada, limites definidos. Às vezes com discretas 
calcificações; 
➢ Uni ou multilocular; 
➢ Abaula corticais, deslocamento das raízes, reabsorção radicular externa; 
➢ Região apical de um dente irrompido. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto dentígero, fibroma ameloblástico, 
ameloblastoma e tumor odontogênico 
adenomatóide. 
 
 
 
 
 
CEMENTOBLASTOMA BENIGNO 
[Comentário do professor]: Proveniente das células do cemento. Há proliferação anormal de 
células de cementoblastos. Normalmente em molares inferiores (mais acometidos). 
Normalmente o dente deve ser removido também durante o tratamento. 
 
Características radiográficas: 
➢ Imagem radiolúcida, mista ou radiopaca, de forma ovalada, fusionada à raiz de um dente, 
circunscrita por halo radiolúcido; 
➢ Reabsorção radicular externa. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Hipercementose, osteíte condensante (osteomielite esclerosante focal) e displasia 
cemento-ósseo periapical. 
 
 
 
 
 
 
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TUMOR ODONTOGÊNICO CERATOCÍSTICO (TOC) – lesão importante 
[Comentário do professor]: Formação de camada de queratina. Normalmente não causa 
deslocamento/expansão de cortical. O paciente que possui TOC terá várias lesões desse tipo. Está 
associado à Síndrome de Gorlin. Essa lesão tem alto índice de recidiva (até 30%). 
➢ Restos celulares da lâmina dental; 
➢ 10 a 40 anos, região posterior de mandíbula; 
➢ Crescimento ântero-posterior – sem expansão óssea; 
➢ Múltiplos ceratocistos – Síndrome do carcinoma nevoide basocelular (Gorlin); 
➢ Radilúcidos, margens radiopacas bem definidas; 
➢ Lesões maiores – multilocular; 
➢ Associado à dentes não irrompidos – DD; 
➢ Tratamento: enucleação e curetagem; 
➢ Alta recidiva (30%): cistos satélites. 
 
Diagnóstico diferencial: 
➢ Cisto radicular, cisto residual, cisto periodontal lateral. 
 
 
 
TUMORES ODONTOGÊNICOS MALIGNOS 
[Comentário do professor]: São raros e geralmente não se dá o diagnóstico, porém deve-se saber 
o aspecto radiográfico para saber encaminhar o paciente. 
➢ Fibrossarcoma ameloblástico; 
➢ Osteossarcoma (mais comum). 
➢ Ameloblastoma maligno. 
 
BENIGNO 
➢ Crescimento lento; 
➢ Abaular e adelgaçar corticais; 
➢ Respeito à integridade alvéolo dentária; 
➢ Causa reabsorção radicular externa. 
 
MALIGNO 
➢ Crescimento rápido e agressivo; 
➢ Limites indefinidos, difusos (roído de traça/raios de sol); 
➢ Abaular, adelgaçar ou romper corticais; 
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➢ Aspecto de dentes flutuantes na massa tumoral. 
[Comentário do professor]: Lesão que rompe cortical é agressiva/malígna 
 
AULA 10 
ASPECTO RADIOGRÁFICO DE PATOLOGIAS ÓSSEAS DOS MAXILARES 
 
LESÕES ÓSSEAS INFLAMATÓRIAS 
OSTEOMIELITES 
➢ Supurativas: 
- Aguda 
- Crônica 
➢ Esclerosante crônica: 
- Focal 
- Difusa 
➢ Osteíte Deformante (Garrè) 
➢ Osteorradionecrose – associado a tratamentos de tumores malignos que se submetem-se 
a radioterapia. Há a lesão e com radioterapia há aceleraçãoda lesão. 
 
 OSTEOMIELITE SUPURATIVA AGUDA 
➢ Etiologia: causas locais (infecção periapical aguda, pericoronarites, lesões periodontais, 
traumatismos, infecção no seio maxilar). 
➢ Aspectos clínicos: dor acentuada, elevação de temperatura e linfoadenopatia regional; 
➢ Aspectos radiográficos: imagens radiolúcidas difusas no tecido ósseo (microabscessos). 
[Comentário do professor]: Não há imagem circunscrita e sim difusa. 
 
 
Osteomielite aguda. Área radiolúcida maldefinida em Osteomielite aguda com sequestro ósseo. Área 
corpo mandibular direito. radiolúcida em corpo mandibular direito com 
 massa radiopaca central de osso necrótico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sequestro ósseo 
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 OSTEOMIELITE SUPURATICA CRÔNICA 
➢ Etiologia: após uma fase aguda ou por infecção dentária. Ou seja, se a osteomielite aguda 
não for tratada ela pode evoluir para a crônica. 
➢ Aspectos clínicos: sinais e sintomas atenuados. 
➢ Aspectos radiográficos: lesão mista, radiolúcido-radiopaco, com bordos mal definidos e 
radiopacidade difusa no interior (sequestro ósseo). 
➢ Sequestro ósseo: osso necrosado separado do osso sadio por uma banda radiolúcida. Um 
fragmento de osso necrótico que se separa do osso vitalizado é denominado sequestro 
ósseo. 
[Comentário do professor]: Há diminuição da dor comparado com a osteomielite aguda. Lesão 
que tem como principal característica a aparência de sequestro ósseo. Possui linhas radiolúcidas 
e radiopacas juntas na lesão. 
 
 
Osteomielite crônica. A, Área radiolúcida maldefinida em corpo mandibular direito adjacente a um sítio de extração 
recente. B, Após a intervenção inicial, o paciente não retornou para acompanhamento devido à ausência de dor 
significativa. Uma área radiolúcida aumentada e maldefinida em corpo mandibular direito foi descoberta 2 anos após 
a cirurgia inicial. 
 
 OSTEOMIELITE ESCLEROSANTE CRÔNICA (FOCAL E DIFUSA) 
FOCAL 
➢ Sinonímia: conhecida também por Osteíte condensante. 
➢ Etiologia: necrose pulpar, ROPD. 
➢ Aspectos clínicos: pacientes jovens, primeiro molar inferior. 
➢ Aspectos radiográficos: massa radiopaca circunscrita envolvendo e se estendendo sob os 
ápices das raízes do dente envolvido. 
➢ Diagnóstico diferencial: 
- Cementoblastoma benigno 
- Hipercementose 
[Comentário do professor]: Uma das diferenças dessa 
lesão para a hipercementose é que, nesse caso, se 
consegue identificar a continuidade da lâmina dura do 
processo inflamatório. 
 
 
 
A B 
(Osteíte Esclerosante Focal (Osteíte 
condensante). Áreas de radiopacidade 
aumentadas circundando os ápices do 
primeiro molar inferior desvitalizado. 
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DIFUSA 
➢ Etiologia: infecção de baixa intensidade (periodontal). 
➢ Aspectos clínicos: rara, pessoas idosas, desdentados. 
➢ Aspectos radiográficos: esclerose difusa do osso, algumas vezes extensa e bilateral. Flocos 
de algodão. 
➢ Diagnóstico diferencial: fibroma ossificante, doença de Paget, displasia cemento-ósseo 
florida. 
 
 
 Osteomielite esclerosante difusa. Área difusa de radiopacidade 
 aumentada em corpo mandibular direito nas regiões adjacentes 
 aos dentes. Nenhum outro quadrante apresentava envolvimento. 
 
 OSTEOMIELITE CRÔNICA COM PERIOSTITE PROLIFERATIVA (OSTEOMIELITE DE GARRÈ) 
➢ Etiologia: ROPD, pericoronarites recorrrentes. 
➢ Aspectos clínicos: exclusiva de criança e jovens, mandíbula, 1o molar inferior. Dor de dente 
e aumento de volume na superfície externa do osso. 
➢ Aspectos radiográficos (muito vista em radiografias oclusais): 
- Padrão de casca de cebola; 
- Padrão unilamelar; 
- Padrão sólido. 
[Comentário do professor]: Possui como característica a aparência de casca de cebola, onde se 
pode ver linhas radiopacas como se fossem camadas de uma cebola. Lesão muito vista em 
radiografia oclusal, onde mostra a imagem 
clássica. Porém pode ser visualizada em outras 
radiografias também. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Radiografia oclusal evidenciando duplicação óssea com 
aspecto de casca de cebola 
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 OSTEORRADIONECROSE 
➢ Doses acima de 4.500 rad. 
➢ Etiologia: irradiação + trauma + infecção. 
➢ Aspectos clínicos: dor aguda (intensa), pulsátil e lancinante, fístula, ulceração, fratura, 
sequestro, exposição do osso afetado, odor fétido, mal estar, linfadenopatia e disfagia. 
➢ Aspectos radiográficos: múltiplas rarefações ósseas difusas de limites imprecisos. 
[Comentário do professor]: Processo inflamatório, está associada a tratamentos radioterápicos. 
O paciente já possui lesões ósseas/alterações ósseas. E essa radioterapia evolui essas lesões e 
evolui para osteorradionecrose. 
 
 
Osteorradionecrose na região posterior direta da mandíbula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA 11 
Continuação da aula anterior... 
LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES 
(Granuloma Central de Células Gigantes, Tumor de Células Gigantes) 
➢ Clínico: aumento de volume assintomático. 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Imagem radiolúcida; 
- Multilocular “bolhas de sabão”; 
- Unilocular (região anterior); 
- Bem definidas, tamanho variável (5mm a 10cm); 
- Deslocamento dentário; 
- Abaula corticais, perfuração da cortical e parestesia; 
 
➢ Diagnóstico diferencial: Unilocular: granuloma periapical ou cisto radicular; 
 Multilocular: amelobastoma ou outras lesões multiloculares. 
[Comentário do professor]: É uma lesão muito expansiva; que atravessa a linha média e “gosta” 
de absorver raiz. Ocorre mais em mandíbula. Geralmente, os casos na maxila são menores. 
 
 
Granuloma central de células gigantes. A, Um aumento de volume púrpuro-azulado está presente na crista alveolar 
anterior deste garoto de 4 anos de idade. B, A radiografia oclusal mostra uma lesão radiolúcida com expansão da 
cortical. C, Radiografia panorâmica mostrando uma lesão radiolúcida na região anterior da mandíbula. 
 
QUERUBISMO 
➢ Displasia óssea familiar ou displasia fibrosa hereditária. 
➢ Expansão bilateral, indolor. 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Áreas radiolúcidas multiloculares, bilaterais, causa expansão e adelgamento das 
corticais; 
- Ocorre mais em ângulo e ramo da mandíbula; 
- Rizólise dos dentes decíduos, anomalias radiculares e deslocamento da posição dos 
dentes permanentes em formação, erupção ectópica ou impactação de alguns dentes. 
[Comentário do professor]: Começa a destruir osso e começa a construir um tecido parecido com 
osso. Apresenta aspecto bochechudo. Acomete mais criança, na faixa de 5 anos, e geralmente 
ocorre em 2 quadrantes. Conforme a criança cresce, a doença paralisa. Não possui 
necessariamente um tratamento. 
A B C 
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Querubismo. A, Radiografia panorâmica de um garoto branco de 7 anos de idade. Radiolucências multiloculares 
bilaterais podem ser vistas na mandíbula posterior. B, Mesmo paciente 6 anos depois. As lesões no ramo mandibular 
demonstram resolução significativa, mas áreas de envolvimento ainda estão presentes no corpo da mandíbula. 
 
DOENÇA DE PAGET 
(Osteíte Deformante) 
➢ Monostótica (apenas em um osso) ou poliostótica (vários ossos); 
➢ Desequilíbrio entre a reabsorção e neoformação óssea – reabsorve mais do que forma 
osso. 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Áreas radiolacas em forma de flocos de algodão, alterações nos ossos do crânio; 
- Dentes poderão apresentar hipercementose; 
- Alterações sorológicas: fosfatase alcalina; 
- Transformação maligna: osteossarcoma. 
➢ Diagnóstico diferencial: displasia cemento-
ósseo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doença de Paget. Radiografia periapical 
mostrando a aparência em “flocos de algodão” 
do osso. 
 
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OSTEOESCLEROSE IDIOPÁTICA 
(“Ilha de osso denso”, cicatriz óssea, enostose, osteopetrose periapical focal) 
➢ Aspecto radiográfico: 
- Massas radiopacas arredondadas ou elípticas bem-definidas de 3 a 20mm; 
- Associadas ou não ao ápice, entre as raízes ou abaixo delas; 
- Reabsorção radicular em 10% dos casos; 
➢ Diagnóstico diferencial: osteíte condensante. 
 
[Comentário do professor]: Não causa aumento de volume. Não requer tratamento e nem 
acompanhamento. Pode estar associada ou não ao ápice (pode estar em qualquer lugar). 
 
OSTEOMA 
(Oma = terminação de benigna; sarcoma = maligno) 
➢ Tumor benigno de osso; 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Massas escleróticas circunscritas e ovaladas; 
- Não é possível observar o trabeculado ósseo normal; 
- Podem ser periosteais ou endoteais; 
➢ Diagnóstico diferencial: osteíte condensante osteoesclerose e odontoma. 
[Comentário do professor]: O osteoma não é originário do dente. Tem crescimento limitado. 
 
 
Osteoesclerose idiopática. A, Uma área assintomática de esclerose óssea é vista entre e nos ápices das raízes dos 
primeiros e segundos molares inferiores. B, Nenhuma alteração apreciável pode ser vista nessa radiografia tirada 10 
anos depois. 
LESÕES FIBRO-ÓSSEAS 
São lesões benignas onde há destruição de osso e formação de tecido fibro-ósseo.. Não há causa 
definida, muitas relacionadas a fatores genéticos e raciais. 
➢ Displasia fibrosa; 
➢ Displasias cemento-ósseas: 
- Displasia cemento-óssea florida 
- Displasia cemento-óssea periapical 
- Displasia cemento-óssea focal 
➢ Fibroma cemento-ossificante 
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DISPLASIA FIBROSA 
➢ Substituição de tecido ósseo por tecido fibro-ósseo; 
➢ Tumefação indolor da área afetada; 
➢ Monostótica – polistótica; 
➢ Aspectos radiográficos: radiopaca condensante, com aspecto de “vidro despolido”, mal 
delimitadas; 
➢ Diagnóstico diferencial: fibroma cemento-ossificante. 
[Comentário do professor]: Essa lesão pode crescer muito e deformar o rosto do paciente. Não há 
tratamento para a lesão, e sim mais estético para não deixar o paciente ficar com a face 
deformada. A lesão é autolimitante, ou seja, para com o tempo. 
 
 
Em 1: Displasia fibrosa. Radiografia periapical mostrando aparência radiográfica difusa de “vidro despolido”. Em 2: 
Displasia fibrosa. Radiografia oclusal mostrando expansão localizada da mandíbula e a aparência radiográfica de 
“vidro despolido”. As margens da lesão não são bem definidas e se misturam ao osso adjacente. 
 
DISPLASIAS CEMENTO ÓSSEAS 
[Comentário do professor]: As 3 seguintes são a mesma lesão, mas em locais diferentes: 
Começam radiolúcidas e depois ficam radiopacas. Geralmente não causam expansão de cortical 
óssea (sem sintoma), se descobrindo a lesão em exame de rotina. Não há tratamento. 
 
 
 
DISPLASIA CEMENTO-ÓSSEA FLORIDA 
➢ Ocorre em vários quadrantes (mais de um lugar). 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Lesões radiopacas lobulares interpostas por áreas mistas e radiolúcidas; 
- Áreas dentadas ou não; 
- Pode mostra displasia cemento-óssea periapical e cisto ósseo simples associado (pseudo-
cisto, que pode estar vazio ou com sangue). 
 
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Displasia cemento-óssea florida. Lesões mistas radiolúcidas e radiopacas 
 múltiplas envolvendo as regiões anterior e posterior da mandíbula. 
 
DISPLASIA CEMENTO-ÓSSEA FOCAL 
➢ Ocorre mais comumente em mulheres na faixa dos 40 anos de idade. 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Assintomáticas, cerca de 1,5cm de diâmetro; 
- Mais comum na região posterior da mandíbula; 
- Radiolúcidas à densamente radiopacas; usualmente mistas bem-definidas; 
- Áreas dentadas ou não 
➢ Diagnóstico diferencial: fibroma cemento-ossificante (separa-se do osso durante a 
cirurgia). 
 
 Displasia cemento-óssea focal. A, uma área radiolúcida envolve a área edêntula do primeiro 
 molar e área apical do segundo molar. B, radiografia do mesmo paciente tirada 9 anos após, 
 mostrando um padrão misto radiolúcido e radiopaco. 
 
DISPLASIA CEMENTO-ÓSSEA PERIAPICAL 
(Displasia cementária periapical, cementoma periapical) 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Região periapical inferior anterior; 
- Assintomática, autolimitante, não expande corticais; 
- Início: imagem radiolúcida bem delimitada; 
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- Quando as lesões tornam-se maduras há aumento da radiopacidade – lesões mistas ou 
radiopacas com halo radiolúcido); 
➢ Diagnóstico diferencial: cistos e granulomas 
periapicais (somente na fase inicial). O que faz para 
diferenciar? Teste de vitalidade pulpar. 
[Comentário do professor]: Com o tempo a lesão inicial 
(radiolúcida) vai formar áreas radiopacas. Então somente na 
fase inicial pode ser confundida com cistos e granulomas 
periapicais. Lesões fibro-ósseas não causam absorção 
radicular. 
 
 
 
 
 
FIBROMA CEMENTO-OSSIFICANTE 
(Fibroma ossificante, fibroma cementificante) 
➢ Aspectos radiográficos: 
- Região de pré-molares e molares; 
- Lesão unilocular bem-definida, radiolúcida, mista ou radiopaca; 
- Bordo esclerótico em algumas lesões; 
 
➢ Diagnóstico diferencial: Displasia cemento-óssea focal, tumor odontogênico epitelial 
calcificante, cisto odontogênico calcificante. 
 
 
Fibroma ossificante. A, Aumento da maxila posterior causado por um grande fibroma ossificante. B, Note a mistura 
de lesão radiolúcida e radiopaca expandindo a maxila posterior. 
 
 
 
 
 
 
 
Displasia cemento-óssea periapical. 
Radiografia periapical mostrando 
múltiplas lesões radiolúcidas nos 
ápices dos dentes ântero-inferiores.

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