Prévia do material em texto
P O R : E V E L Y N O L I V E I R A P 5 A @ E V E L Y N O D O N T O Radiologia Diagnóstico Odontológico Integrado I Apostila Sumário: Natureza, produção e propriedades do Raio X……………………………………….……1 Efeitos Biológicos e radioproteção……………………………………………………………….4 Filme e processamento radiográ�co………………………..…………………………………..7 Técnicas radiográ�cas intra-orais: Periapical e Interproximal……………………....12 Técnica Oclusal………………………………………………………………………………………..18 Métodos de localização radiográ�ca…………………………………………………………..21 Princípios da interpretação radiográ�ca e Anatomia radiográ�ca intrabucal…23 Caracterśiticas clínicas e radiográ�cas das lesões do órgão dentário………………29 Caracterśiticas clínicas e radiográ�cas das lesões do periápice……………………….34 Características clínicas e radiográ�cas das anomalias dentárias………..……………37 Técnicas extra-orais…………………………………………………………………………………..43 Anatomia radiográ�ca em panorâmica…………………………………………………46/48 Caracterśiticas clínicas e radiográ�cas dos cistos odontogênicos…………………..59 Caracterśiticas clínicas e radiográ�cas dos tumores odontogênicos………………63 Natur��, produçã� � propriedade� d� Rai� X Histórico do Raio X O período entre 1895 a 1897 foi de grande descoberta para a radiologia, afinal, foi quando surgiram os primeiros passos. A radiologia foi evoluindo com pequenas descobertas desde Tales de Mileto com o magnetismo. Ou seja, anos depois da descoberta a teoria já vinha sendo estudada por vários outros físicos. Até que em 1895, o grande Wilhclm Conrad Rõncgen descobriu enquanto trabalhava com raios catódicos um tipo de radiação que é proveniente de um tubo de Crookes coberto por um cartão negro e excitado por bobinas de indução. Ele verificou que os raios X poderiam sensibilizar uma placa fotográfica. Então, foram feitos vários experimentos verificando a opacidade. Radiação X em odontologia Foi algo rápido, 14 dias após a descoberta o Professor Friedrich Otto Walkhoff orientou o Prof Giesel de realizar uma radiografia intrabucal. Então, ele usou uma placa radiográfica impermeável ficando exposto durante 25 minutos, e assim veio a primeira radiografia dentária da história. Natureza das radiações Radiação é uma forma de energia emitida por uma fonte, e que se propaga de um ponto a outro sob a forma de partículas com ou sem carga elétrica, ou ainda sob a forma de ondas eletromagnéticas. As partículas ou radiações corpusculares são originárias de desintegrações nucleares, radioatividade natural ou provocadas por meios artificiais. Tem um curto comprimento de onda, porém uma alto poder de propagação. Quanto menor a distância entre o pico e o vale, fazendo com que os feixes de raio-x tenham maior energia e maior poder de penetração. Quanto maior o poder de penetração, teoricamente, mais dano ela pode causar. O raio X possui algumas propriedades: ● caminham em linha reta; ● possuem a velocidade da luz no vácuo (300.000 km/s). ● são divergentes; ● não são desviados pelos campos elétricos e magnéticos; ● podem sensibilizar chapas fotográ�cas; ● podem penetrar em corpos opacos; em condições normais, ● não sofrem refração e re�exão; produzem ionizações nos sistemas biológicos; ● produzem �uorescência. Produção dos Raios X Radiação ionizante: Radiação que possui energia suficiente para arrancar elétrons de um átomo (por isso se não usado corretamente causa problemas de saúde) Física atômica: O átomo é formado por um núcleo onde tem prótons e nêutrons, e em sua órbita elétrons. Ionização: Remove elétron do átomo. Quando a radiação tem força o suficiente para remover elétrons e transformando em íons, ela é ionizante. E é graças a ionização que a radiação consegue produzir um efeito biológico nos tecidos. Os raio-X são produzidos quando um elétron com alta energia cinética colide com o alvo e perdem energia. Os elétrons enviados devem ser acelerados para ganhar energia cinética, o que ocorre em razão da diferença de potencial (tensão) aplicada aos pólos de um tubo de raios X. No raio X trabalhamos com uma corrente alternada, então existe a aceleração por várias tensões. Os raio X podem ser produzidos por dois fenômenos: Radiação de frenagem Produzida quando os elétrons acelerados se aproximam dos núcleos atômicos do alvo, sofrendo a ação de forças coulombianas e são desviados, e nesse desvio, os elétrons sofrem uma desaceleração brusca e perdem suas energias, que correspondem aos fótons de raios X. Radiação característica Vem na interação de elétrons incidentes com elétrons orbitais dos átomos do alvo. Menor porção emitida em um tom de raio X. Tubos, ampolas e aparelhos de raio X Os requisitos para a produção de raios X são: ➔ fonte de elétrons; ➔ acelerador de elétrons; ➔ anteparo ou alvo Conceito de radiografia: Processo de produção de imagem de estrutura interna do corpo, para fins de diagnóstico, por meio de raios X ou de raios gama. O primeiro tipo de tubo foi a Hittorf-Crookes, onde a área de colisão dos elétrons era metálica e era de formato côncavo. Depois, o engenheiro William David Coolidge idealizou um tubo dotado de um cátodo metálico que gerava uma nuvem eletrônica. Características e requisitos do tubo de raio x: ● Cátodo (-): Filamento aquecido de tungstênio que fornece a fonte de elétrons ● Anodo (+): Anteparo (alvo) de tungstênio �xado em cobre (Dissipação do calor) ● Presença de um dispositivo focalizado Característica da área focal: Deve possuir alto número atômico, alto coeficiente de fusão e ser um bom condutor térmico. Características dos transformadores: Os tubos permitem o uso da corrente alternada devido aos transformadores de baixa e alta tensão Características dos aparelhos odontológicos: Os aparelhos utilizados para tomadas radiográficas em Odontologia são dotados de uma ampola (Coolidge) de vidro pirex plumbífero, na qual existe uma saída ou janela por onde atravessam os fótons de raios X. Os fótons de maior comprimento de onda são previamente filtrados por um anteparo de alumínio e direcionados ou colimados por meio de dispositivos internos de chumbo. Propriedades do Raio X: Fatores que podem afetar a intensidade e/ou qualidade: ➔ Tamanho da voltagem na ampola ➔ Tamanho da corrente na ampola ➔ Distância do anteparo ➔ Tempo e duração da exposição ➔ Filtração ➔ Material de anteparo ➔ A forma e o comprimento da onda No vácuo o raio X se move em linha reta (obedecem a lei do quadrado inverso), eles também tem a velocidade da luz. Nenhum meio é necessário para a propagação. ● A energia do raio X pode ser absorvida pela matéria ● Raio X com menor comprimento de onda tem maior energia e maior efeito de penetração Resumindo, a produção de raio X é feita da seguinte forma: O botão do aparelho de raio-x é apertado, elétrons vão ser acelerados em alta velocidade partindo do cátodo até o ânodo. Vários elétrons vão ser empurrados em altíssima velocidade e vão se chocar no bloco de bloco de tungstênio (presente no ânodo) e vão ser desacelerados. À medida que vão desacelerando, eles vão ser colimados para região da janela e vão produzir o raio-x. Elétrons com alta energia cinética provenientes do filamento colidem com um alvo (ânodo) e perdem energia. Esses elétrons devem ser acelerados, ganhar energia cinética, o que ocorre em razão da diferença de potencial (tensão) aplicada aos pólos de um tubo de raios X. Efeit� biológic� � radioproteçã� Os efeitos da radiação dependem de: ➢ quantidade ➢ duração ➢ grau de exposição ➢ tecido ➢ órgão Quanto maior a energia, mais danoso é o efeito dos raios. A radiação presente no raio X é chamada de radiação ionizante, devido a sua energia, que atravessam substâncias transformando os átomos delas e formando elementos. Então uma exposição ao raio X causa efeitos biológicos ou genéticos. A ação de radiação sobre as células podem ocorrer de duas formas: Direta: Vai diretamente na célula quebrando ligações químicas e moleculares Indireta: Transformando átomos e elétrons em íons Aparelho radiográfico: Os aparelhos utilizados para tomadas radiográficas em Odontologia são dotados de uma ampola (Coolidge)● Cavidade nasal ● Concha nasal inferior ● Seios paranasais (maxilares, etmoidais, frontal) ● Septo nasal ● Ossos maxilar, mandíbula, frontal Radiografia de ATM Avaliação de alterações morfológicas dos componentes ósseos da ATM – cabeça da mandíbula, fossa mandibular e tubérculo articular, Esse exame não é tão solicitado pois, atualmente, a tomografia é o exame mais indicado para esse tipo de avaliação. Indicações ● Avaliação de alterações morfológicas ● Trauma\fratura ● Avaliação das alterações patológicas e componentes ósseos que compõem a ATM Técnica Nessa técnica são feitas imagens em duas situações: ● paciente com a boca aberta ● paciente com a boca fechad Isso é necessário para avaliar a relação entre as superfícies ósseas quando a articulação está em repouso (boca fechada) e em abertura bucal. Posição Plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal. Plano de Frankfurt paralelo ao plano horizontal ● Boca fechada – lábios intercuspidação habitual (máxima) fechados e MIH ● Boca aberta – abertura máxima Uso de guia acrílico em algumas situações Radiografia panorâmica em oclusão Alguns profissionais mais antigos utilizam esse tipo de exame para avaliar a ATM (não é muito utilizado) Radiografia carpal Radiografia da mão e do punho. Muito solicitado por ortodontistas, ortopedistas faciais e endocrinologistas. Indicações ➔ Avaliação da maturidade esquelética (idade óssea) ➔ Previsão de crescimento Técnica Por convenção, avalia-se a mão esquerda, Dedos abertos. Alinhamento do dedo médio com o punho Interpretação Avalia-se ossos do carpo, metacarpo e falanges. Através da ossificação dos ossos, consegue-se estimar a idade óssea do paciente. Em crianças, as epífises ósseas ainda estão em crescimento, então há presença de cartilagem São marcados pontos nos ossos, definindo o seu tamanho, e compara-se com o padrão previsto para cada idade. A idade óssea é dada em anos e meses Radiografi� panorâmic� Técnica radiográfica extradição para examinar o terço inferior da face. Simples e de fácil execução. Baseado no princípio tomográfico da imagem. Princípio tomográfico da imagem - O tubo de raio-X e o receptor de imagem giram em torno da região do corpo a ser estudada e a imagem obtida é tomografica (em fatias) Na panorâmica só pode ser visualizada uma camada nitidamente, que é a região de maxila e mandíbula. Indicações: ● Avaliação ● Geral antes do tratamento odontológico ● Ortodôntica ● Do desenvolvimento da dentição ● De patologias extensas ● Dos terceiros molares ● De trauma dentomaxilofacial (não é toda fratura que aparece) ● De calcificações em vasos e gânglios linfáticos da cadeia submandibular (ateroma, sialolitos, tonsilólitos) ● Visualização dos seios maxilares e suas relações com os grupos de dentes. Valor legal: Panorâmica pode ser utilizada como um documento para o cirurgião dentista se defender diante alguma acusação. Radioproteção: O princípio utilizado é o ALADAIP. Aborda a importância de realizar imagens radiograficos mantendo uma qualidade de imagem diagnosticamente aceitável para a tarefa específica de cada paciente e, ao mesmo tempo, aplicar cuidadosamente protocolos com a menor dose possível necessária. A quantidade de radiação deve ser menor possível que seja diagnosticamente aceitável e orientada de acordo com a especificidade de cada paciente (crianças, adultos) Equipamento ● Painel de controle ● Fonte de raio X ● Receptor de imagem ● Dispositivo para posicionamento do paciente Equipamento analógico Está entrando em desuso, pois exige o processamento do filme, e os equipamentos atuais dão uma imagem digitalizada que, em poucos segundos, é projetada no computador. Equipamento digital O filme dá espaço para o receptor digital ● Melhor qualidade ● Menor exposição do paciente ● Imagem vai direto para o computador ● Maior praticidade já que não necessário realizar o processamento Caso o paciente ou o cirurgião-dentista quiser o exame impresso, necessita-se de uma impressora dry que imprima em folha de acetato (alto custo - desvantagem) Imagem analógica X digital Formação da imagem A panorâmica surgiu na década de 1930. Era baseado no princípio estático - fonte de raio X, paciente e receptor permanecem parados. A imagem era muito insatisfatória, não permitindo uma boa visualização Na década de 1950, desenvolveu-se o princípio dinâmico ● 1. Princípio dinâmico Repertório e fonte de raios-x ficam fixos e o paciente fica em movimento. Não mais utilizado ● 2. Princípio dinâmico Paciente fica fixo enquanto o receptor e a fonte de raio-x ficam em movimento. Técnica atual Fundamentos de formação da imagem O receptor de imagem e a fonte de raios-x movem-se em torno do paciente , quando a fonte está na região anterior, o repertório está na posterior e vice e versa O movimento do filme e do cabeçote produz uma imagem através do processo conhecido por tomografia. A imagem se adequa a forma dos arcos dentários. Conceitos Centro de rotação - Ponto em torno do qual o receptor de imagem e o cabeçote de raios-x giram. O receptor e o cabeçote se adequam ao formato da arcada através de pequenos giros durante o movimento ao redor do paciente. O número e a localização desses centros variam de acordo com o fabricante, e influenciam diretamente na camada focal. Para que toda região de mandíbula e maxila fique dentro da camada focal, é necessário que o receptor e cabeçote façam pequenos ajustes durante sua rotação para poder expor de forma adequada Camada focal - Aquilo que vemos nitidamente. É a área tridimensionalmente curva na qual as estruturas são claramente demonstradas em uma panorâmica. Sendo assim, para que certa área panorâmica fique nítida, ela precisa estar dentro da camada focal (dente tem que estar nessa camada) Por isso, o posicionamento do paciente é indispensável para que as estruturas certas fiquem dentro da camada focal Posicionamento alem da camada focal - alongamento vertical da imagem Posicionamento antes da camada focal - alongamento horizontal da imagem Execução da técnica ● Preparação do equipamento Normas de biossegurança (álcool, plástico-filme). Ajustar o parâmetro do exame de acordo com o paciente - selecionar o biotipo do paciente, ajudar o aparelho a sua altura. O profissional deve se programar o equipamento ao biotipo correto, de acordo com altura? massa corporal , para que a quantidade de raio X seja adequada ● Preparação do paciente Solicitar que o paciente retire qualquer objeto metálico da região de cabeça e pescoço. Explicar o funcionamento do aparelho e orientá-lo de ficar parado. Proteção do paciente com avental de chumbo sem protetor de tireoide. Posiciona-lo da maneira correta. ● Posicionamento do paciente Coluna ereta, segurando no apoio estabilizado. Apoio do mento no suporte apropriado, plano sagital mediano perpendicular ao solo. Plano de frankfurt paralelo ao solo. Imobilização da cabeça com o suporte de têmporas. O paciente deve ocluir os dentes incisivos superior e inferiores na placa de mordidas, encaixando-os uma ranhura presente nessa placa. Fechar os lábios para atenuar o feixe de raio-x Pressionar todo o dorso da língua no céu da boca (palato) aumentando a raidopacidade e diminuindo o artefato do espaço orofaríngeo O posicionamento adequado é importante para que a área de interesse fique dentro da camada focal e possa ser visualizado com nitidez. Erros de panorâmica ● Cabeça inclinada para frente - perda do detalhe da região anterior. Corte da cabeça da mandíbula. Acentuada curvatura do plano oclusal ● Cabeça inclinada para trás - plano oclusal reto, perda do detalhe na região anterior ● Posicionamento assimétrico - Quando o paciente rotaciona a cabeça para um lado e o outro fica alargado ● Posicionamento inadequado da coluna cervical - A coluna fica sobreposta na imagem na região de incisivos, formando uma imagem muito radiopaca nessa área - Quando paciente não fica ereto ● Artefato metálico - Se o apciente não tirar todos os objetos metálicos Alguns eles não conseguem tirar, como: alguns piercing,contenção metálica, placas metálicas e aparelho. Anatomi� d� radiografi� panorâmic� A panorâmica mostra o terço médio e inferior da face. Apenas a região de maxila e mandíbula ficam na camada focal, enquanto que as outras partes ficam mais distorcidas. Para avaliar uma boa panorâmica, é necessário que o exame tenha sido feito com a técnica correta, respeitando o posicionamento do paciente e a dose adequada de radiação, Anatomia da panorâmica Parede lateral das fossas nasais. Linhas radiopacas delimitando as fossas nasais (radiolúcida). Septo nasal: Linha radiopaca que delimita medialmente a cavidade nasal Formado pelo vômer e lâmina perpendicular do etmóide Concha nasal inferior: Imagem radiopaca dentro da cavidade nasal. A imagem da conha nasal inferior fica borrada em cima do seio maxilar, se sobrepondo a ele. 2 conhas nasais inferiores. Estrutura que se apresenta bem diferente ao que é na anatomia real, justamente por se apresentar borrada no exame Seio maxilar: Duas amplas áreas radiolúcidas bilaterais, de contornos arredondados e bem definidos por uma linha radiopaca, situadas no terço médio da face. Extensão alveolar do seio maxilar – o assoalho do seio de projeta entre os ápices das raízes dentais. Processo zigomático da maxila: Estrutura radiopaca em forma de U que se projeta próximo aos ápices dos molares superiores. Projetado também dentro do seio maxilar. Área de articulação entre o osso zigomático e a maxila Arco zigomático: Estrutura radiopaca afilada que se estende do osso zigomático até o tubérculo articular Imagem que aparece distorcida, pois não está na camada focal Fica na parte posterior, após o processo zigomático da maxila Sutura zigomáticotemporal: Não aparece em todos os exames. Fina linha radiolúcida que existe na região de arco zigomático. Mais comum em pacientes jovens. Não confundir com linha de fratura Tubérculo\eminência articular: Estrutura radiopaca que se estende posteriormente ao arco zigomático Localizado na área de ATM. Fica no osso temporal Processo mastóide: Localizado na parte posterior. Estrutura radiopaca no osso temporal. Como na anatomia real ele fica na região posterior, na panorâmica ele fica nas laterais do exame. Dentro dele existem várias áreas radiolúcidas, chamadas de células mastoideas. Assoalho da órbita: Linha radiopaca acima do seio maxilar que delimita o amplas áreas radiolúcidas bilaterais (órbita) Canal infraorbital: Duas linhas radiopacas delimitando uma área radiolúcida localizadas no assoalho da órbita. Não é muito comum de ser vista devido a sobreposição Fissura pterigomaxilar: Estrutura radiopaca que delimita uma região radiolúcida em forma de gota invertida. Localizada distalmente ao contorno posterior do seio maxilar. Estrutura importante, pois, por ela vão passar alguns nervos (divião maxilar do trigêmeo) e vasos, ela também vai fazer a comunicação de espaços importantes do crânio. Delimita a fossa pterigopalatina Processo pterigoide do esfenoide: Sombra radiopaca que se sobrepõe ao processo coronoide da mandíbula. Placa em forma de L. Localizado atrás do túber da maxila. Estrutura de difícil visualização Meato acústico externo: Área radiolúcida bilateral de formato ovóide ou arredondado localizado posteriormente à ATM Tecido mole da orelha: Estrutura discretamente radiopaca, projetada entre as imagens do ramo da mandíbula e da coluna vertebral Tecido mole da orelha: Estrutura discretamente radiopaca, projetada entre as imagens do ramo da mandíbula e da coluna vertebral Estruturas da mandíbula ● Setas brancas – processo condilar da mandíbula ● Setas amarelas – processo coronoide da mandíbula ● Setas vermelhas – ramo da mandíbula Canal mandibular: Faixa radiolúcida delimitada por duas linhas radiopacas que se estende do forame da mandíbula ao forame mentual Forame mentual: Estrutura radiolúcida arredondada ou oval, localizada na região dos ápices dos pré-molares inferiores Imagem real dupla Imagens reais que aparecem duplicadas. Estruturas que estão entre o centro de rotação e o receptor são radiografadas duas vezes. A formação da imagem dupla ocorre no centro da região bucal, numa área com formato de diamante\losango. São observadas duas imagens de um único objeto (objeto impar) na radiografia São produzidas por estruturas situadas na linha média. Alguns exemplos são: Osso hioide, Vértebras, Palato duro, Palato mole e Língua. A imagem duplicada é espelhada e se encontra na mesma altura Osso hióide: Imagens radiopacas bilaterais situadas abaixo da base da mandíbula. Formato de cobrinha. Forma uma imagem dupla, um de cada lado, pois o osso hióide se encontra na linha média e na panorâmica é radiografado duas vezes Palato duro: Além da imagem real dupla, o palato também forma uma imagem fantasma. Linha radiopaca horizontal localizada acima do ápices dos dentes superiores. Forma uma imagem bem mais ampliada que a imagem real Palato mole: Área discretamente radiopaca, alongada, posterior ao palato duro e localizada entre as imagens da orofaringe e nasofaringe (espaço aéreo) em ambos os lados Contorno do dorso da língua: É comum aparecer quando o paciente não coloca a língua no céu da boca na hora de realizar a radiografia Espaço orofaríngeo: Espaço radiolúcido que fica abaixo da cavidade nasal e do palato mole e acima do dorso da língua. Só é visto quando a língua está mal posicionada durante o exame Espaço nasofaríngeo: Área radiolúcida acima do palato mole. Aparece em todas as radiografias Coluna vertebral: Além da imagem real dupla, a coluna vertebral forma uma imagem fantasma na região de linha média – por isso a panorâmica não é indicada para avaliar incisivos. Estruturas retangulares radiopacas ascendentes, bilateralmente distais ao ramo. Nem sempre aparece; em exames de pacientes com a face maior geralmente não aparece Imagem fantasma Apresenta formato igual ao de sua homóloga. Aparece no lado oposto da radiografia e mais para cima que sua homóloga real. Não é uma imagem espelhada como a imagem duplicada. Não apresenta nitidez; imagem borrada Coluna vertebral: Além da imagem real dupla, a coluna vertebral forma uma imagem fantasma na região de linha média. A coluna forma uma imagem fantasma na região central, na área dos incisivos Palato duro: Além da imagem real dupla, o palato também forma uma imagem fantasma, Imagem borrada Ramo da mandíbula: O ramo da mandíbula forma uma imagem fantasma. O ramo direito forma uma imagem borrada do lado esquerdo, e vice-versa. Forma uma mancha nessa região Processo odontóide: Dente da vértebra Axis. Se projeta na região de fossa nasal Espaço intervertebral: Quando a coluna se projeta na região anterior, pode aparecer os espaços intervertebrais. Área radiolúcida na região de incisivos ANOTAÇÕES: Cist� m�il�-mandibulare� Conceito de cistos Cavidade patológica revestida por epitélio, cujo conteúdo é líquido ou semi-sólido. Existem os cistos de desenvolvimento (aparecem sem o dente apresentar problema) e os cistos inflamatórios (aparecem frente a necrose ou inflamação pulpar). Cistos de desenvolvimento odontogênicos Não necessariamente precisam de alguma inflamação para aparecer. Formados a partir do tecido dentário, ou seja, formados a partir de restos epiteliais provenientes do dente. São os: Cisto dentígero (folicular); Cisto periodontal lateral; Ceratocisto/queratocisto odontogênico. Cisto dentígero (folicular) São cistos associados à coroa de um dente em desenvolvimento ou não-erupcionado na junção amelo-cementária. Muito associado aos terceiros molares inferiores. •Origina-se a partir de remanescentes do epitélio reduzido do esmalte após a formação do dente (degeneração cística). Este é o tipo mais comum de cisto odontogênico de desenvolvimento. Características gerais: ● Acomete mais pacientes jovens, principalmente da 2ª e 3ª décadas de vida. Leve predileção para o sexo masculino. ● Representa 20% do total dos cistos dos maxilares. ● Não causa dor, apresentando sintomatologia ausente, podendo ocasionar expansão das corticais ósseas● Área de predileção: 3º molares inferiores e caninos superiores. Aspectos radiográficos: ➔ Imagem radiolúcida unilocular associada à coroa de um dente incluso/não erupcionado. ➔ Pode ser ocasionalmente multilocular. ➔ Margens regulares e limites bem definidos. ➔ Tem uma propensão a deslocar e/ou reabsorver dentes adjacentes. ➔ Comumente desloca o dente associado em direção apical. Tipos (características radiográficas): ➢ CENTRAL = Onde a coroa do dente fica bem no meio do cisto. ➢ LATERAL = Mais deslocado para as lateralidades. ➢ CIRCUNFERENCIAL = A cápsula vai margeando toda a superfície radicular do dente, se expande e margeia a coroa, circunferência do dente (coroa e raiz). Tratamento e prognóstico: ● O tratamento mais comum para cisto dentígero é a enucleação cuidadosa do cisto junto com a remoção do dente não erupcionado. ● Os cistos maiores podem ser removidos por marsupialização (descompressão cística), que tem como resultado a redução do tamanho do defeito ósseo. O cisto pode ser removido em um momento posterior, em um procedimento cirúrgico menos extenso. ● O prognóstico para a maior parte dos cistos dental é excelente, e a recidiva é rara após a remoção completa do cisto. Cisto periodontal lateral Degeneração cística dos remanescentes da lâmina dentária laterais à raiz do dente. Associado a dentes sadios. Descoberta em radiografia de rotina. Aparece por algum motivo biológico, os restos epiteliais da lâmina dentária que se localizam na porção lateral da raiz, começam a se proliferar e sofrem degeneração cística. Esse cisto apresenta uma variante multilocular, chamada de variante BOTRIÓIDE, são várias cavidades unidas numa cavidade só. Aspectos radiográficos: ● Área radiolúcida bem definida com margem esclerótica associada à porção lateral da raiz de um dente vital. ● Radiograficamente pode ser uni ou multilocular. ● De 50% a 75% dos cistos periodontais desenvolvem-se na mandíbula, principalmente na região que se estende do incisivo lateral ao segundo pré-molar. Tratamento e prognóstico: ➢ Enucleação do cisto. ➢ Prognóstico bom. Ceratocisto odontogênico É um cisto odontogênico de desenvolvimento distinto. Características clínicas: ● Mais associada a pacientes jovens (10 e 40 anos). ● Há uma leve preferência pelo gênero masculino. • Não expande a cortical óssea (cresce nos espaços medulares do osso). ● Assintomático na fase inicial. ● Nas fases avançadas podem apresentar sintomas como alterações no posicionamento dental, dor e parestesia (perda da sensibilidade da região). ● Predileção pela região posterior da mandíbula. ● Pode estar associado à síndrome de Gorlin Goltz (vários sintomas e sinais): Múltiplos ceratocistos e carcinoma nevóide basocelular. Calcificação da foice cerebral. Presença de costelas bífidas (região anterior e posterior). É indicado fazer biópsia. Características radiográficas: ➔ Radiolúcido. ➔ Uni ou multilocular. ➔ Margens regulares. ➔ Limites bem definidos. ➔ Propensão a crescer em espaços medulares. Cistos de desenvolvimentos não odontogênicos Cisto nasopalatino Desenvolve-se a partir de restos epiteliais presentes no canal nasopalatino (canal incisivo). Características clínicas: ● Tumefação da região anterior do palato. ● Moderado grau de dor ou parestesia. ● Gosto ´´salgado`` na boca (quando ele consegue romper a cortical óssea). Características radiográficas: ➔ Área radiotransparente, redonda ou oval, bem circunscrita, na linha média da região anterior da maxila. ➔ A espinha nasal pode conferir ao cisto aspecto de coração. ➔ Pode provocar divergência entre as raízes dos incisivos centrais e ocasionalmente reabsorção radicular. Diagnóstico diferencial: ➢ Forame incisivo amplo = um forame maior que 7 mm pode simular o aspecto de um cisto. Tratamento: ★ Enucleação ou marsupialização Cistos in�amatórios Necessariamente surgem de uma polpa necrosada (cárie, trauma, doença periodontal) e vai levar a uma inflamação periapical, podendo ser aguda ou crônica. Quando está crônico. Cisto radicular/periapical e cisto paradental. São cistos cuja etiopatogenia está associada a estímulos inflamatórios. São lesões que se desenvolvem a partir dos restos epiteliais de Malassez existentes no ligamento periodontal associados a inflamação pulpar. Cisto radicular apical Originam-se de dentes não vitais. Geralmente não produzem sintomas, exceto se houver infecção secundária. Podem provocar aumento de volume. • Incidência maior entre a 3ª e 6ª décadas de vida. Aspectos radiográficos: ● Imagem radiolúcida unilocular de limites corticais bem definidos de forma arredondada ou ovóide. ● Pode haver calcificação em cisto de longa duração. ● Se o cisto for grande poderá haver deslocamento e reabsorção de dentes adjacentes. Localização: ➢ Localizado aproximadamente ao ápice de um dente não vital. Tratamento: ➔ Tratamento endodôntico, pode-se tentar (caso o primeiro não resolva) um retratamento endodôntico. ➔ Cirurgia paraendodôntica. ➔ Exodontia Cisto radicular lateral Originam-se de dentes não vitais. Geralmente não produzem sintomas, exceto se houver infecção secundária. Podem provocar aumento de volume. Incidência maior entre a 3ª e 6ª décadas de vida. Aspectos radiográficos: ● Imagem radiolúcida unilocular de limites bem definidos de forma arredondada ou ovóide, na superfície lateral das raízes. ● Localização: Na superfície mesial ou distal de uma raiz dentária, na abertura de um canal acessório ou, com menor frequência, em uma bolsa periodontal profunda. Tratamento: ➢ Tratamento endodôntico. ➢ Cirurgia paraendodôntica. ➢ Exodontia. Cisto residual Cistos ou granulomas que não foram retirados total ou parcialmente após a remoção do dente correspondente. Localizado em regiões edêntulas. Adultos com mais de 20 anos. Tamanho variando entre 2 a 3 cm. Pode provocar deslocamento e reabsorção de dentes. Pode provocar expansão vestibular. Aspectos radiográficos: ➔ Imagem radiolúcida unilocular de limites bem definidos de forma arredondada ou ovóide, em região edêntula. Tratamento e prognóstico: ➢ Remoção cirúrgica ou marsupialização. ➢ Prognóstico bom. Cisto paradentário Resposta inflamatória, histórico de pericoronarite recorrente. Dificuldade de higienização + retenção de restos alimentares. • Mais comumente associados aos terceiros molares inferiores. Adultos na terceira década de vida. Aspectos radiográficos: ● Imagem radiolúcida, definida por discreto halo esclerótico ou corticalizado, associada a dente semi-incluso Tratamento e prognóstico: ➔ Remoção cirúrgica. ➔ Prognóstico excelente. Tumore� odontogênic� benign� São tumores benignos que são formados a partir dos tecidos dentários. São resultantes da proliferação de células que envolvem a odontogênese. Podem estar associados a dentes inclusos, raízes de dentes não irrompidos, etc. Possuem crescimento lento e expansivo. Características radiográficas comuns: Limite bem definido das margens; Persistência das corticais; Modificação na posição dos dentes. Tumores odontogênicos de origem epitelial Tem origem de células que são responsáveis pelo revestimento do órgão dentário. 1. Ameloblastoma. 2. Tumor odontogênico epitelial calcificante. 3. Tumor odontogênico adenomatóide. 4. Fibroma ameloblástico. Ameloblastoma É o tumor odontogênico mais comum. Origem: epitélio odontogênico. Teoricamente, eles podem surgir dos restos da lâmina dentária, de um órgão do esmalte em desenvolvimento, do revestimento epitelial de um cisto odontogênico ou das células basais da mucosa oral. Possui crescimento lento, localmente invasivo, que apresenta um curso benigno na maior parte dos casos. Tipos: ❖ Sólido, convencional ou multicístico (cerca de 75% a 86% de todos os casos): com a nomenclatura da OMS passou a ser chamado somente de Ameloblastoma. ❖ Unicístico (cerca de 13% a 21% de todos os casos). ❖ Periférico (extra ósseo) (cerca de 1% a 4% de todos os casos). Características (convencional): Características clínicas: ● Predileção: região posterior da mandíbula. Características radiográficas: ➔ A característicaradiográfica mais típica é a de uma lesão radiolúcida multilocular, que são descritas como ´´bolhas de sabão`` (quando as loculações são grandes) ou ´´favos de mel`` (quando as loculações são pequenas). ➔ Limites definidos. ➔ Margens irregulares. ➔ Expansão cortical e reabsorção de raízes Ameloblastoma unicístico: Características clínicas: ● Necessariamente associado a um dente incluso (3º molar inferior). ● Predileção pela região posterior da mandíbula. ● É uma lesão grande. ● A lesão costuma ser assintomática. ● Os ameloblastomas unicísticos são com mais frequência observados em pacientes mais jovens, com cerca de 50% de todos esses tumores diagnosticados durante a segunda década de vida. Características radiográficas: ➔ Área radiolúcida circunscrita que envolve a coroa de um terceiro molar inferior não erupcionado, lembrando clinicamente um cisto dentígero. ➔ Unilocular Tumor odontogênico epitelial calcificante TOEC. Também conhecido como tumor de Pindborg. Representa menos de 1% dos tumores odontogênicos. Características clínicas: ● O TOEC é mais encontrado em pacientes com idade entre 30 e 50 anos. ● Não tem predileção por gênero. ● 57% é encontrado na região posterior da mandíbula. ● Um aumento de volume indolor de crescimento lento é o sinal mais comum de apresentação. Características radiográficas: ➔ Estruturas calcificadas de densidade e tamanhos variados (relação direta com a evolução, ou seja, quanto mais antiga for a lesão, mais estrutura calcificada será encontrada dentro dela). ➔ Uni ou multilocular. ➔ Margens festonadas e bem definidas. ➔ Dente impactado (3 MI). Tumor odontogênico adenomatóide Representa de 2% a 7% de todos os tumores odontogênicos. TOA. Características clínicas: ● Os tumores odontogênicos adenomatóides são, em grande parte, limitados aos pacientes jovens, e dois terços de todos os casos quando o paciente tem entre 10 e 19 anos. ● Há considerável evidência da ocorrência na região anterior da maxila (canino superior). ● As mulheres são acometidas cerca de duas vezes mais do que os homens. ● São relativamente pequenos, raramente excedem 3 cm em seu maior diâmetro. ● Costumam aparecer como pequenos aumentos de volume sésseis na gengiva vestibular da maxila. ● São em geral assintomáticos. Características radiográficas: ➔ Em 75% dos casos, o tumor aparece como uma lesão radiolúcida circunscrita, unilocular, limites definidos, borda corticalizada, que envolve a coroa de um dente não erupcionado (canino superior). ➔ Pode apresentar calcificações finas - ´´flocos de neve``. ➔ Tipo folicular: envolve a coroa de dente incluso (canino), localização pericoronária. ➔ Tipo extra folicular: não associado a dente incluso. Localização inter-radicular (lateral) Tipo folicular x cisto dentígero: ★ Cisto dentígero: unido ao dente na junção amelocementária. ★ TOA: Unido ao dente na porção radicular. Se tiver calcificações, as chances de ser um TOA é maior. Tipo extra folicular x cisto periodontal lateral: O periodontal lateral geralmente não cresce muito. Já o TOA cresce mais e é mais invasivo. Fibroma ameloblástico Características clínicas: ● Tende a ocorrer em paciente mais jovens; a maioria das lesões é diagnosticada nas duas primeiras décadas de vida. ● A região posterior da mandíbula é o sítio mais comum; ● Possui crescimento lento. ● Assintomático. Características radiográficas: ➔ Acomete mais pré-molares inferiores. ➔ Margens definidas e corticalizadas. ➔ Observa-se uma lesão radiolúcida uni ou multilocular. ➔ Lesões grandes causam expansão cortical. Tumores odontogênicos mistos Odontoma ● Tipos: Composto e complexo. ● Tumor odontogênico mais comum. ● Pacientes jovens. ● Assintomático. ● Ausência do irrompimento dos dentes. ● Diagnosticado em exame radiográfico de rotina. Odontoma composto: ● Formado por múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a dentes. ● Região anterior da mandíbula. Odontoma complexo: Massa calcificada, que não exibe qualquer semelhança anatômica com um dente. Radiodensidade de estrutura dentária. Região de molares. Odontoma dilatado: Área radiopaca, circunscrita, que apresenta uma área radiolúcida no seu interior. Forma mais severa de um dente no dente. Sonho de padaria. Tumores odontogênicos mesenquimais: Mixoma e Cementoblastoma. Mixoma Características clínicas: ● São predominantemente encontrados em adultos jovens, mas podem ocorrer em um grupo com ampla faixa etária. ● A idade média dos mixomas é de 25 a 30 anos. ● Mais comum na região posterior da mandíbula. ● Lesão assintomática. ● Crescimento rápido ou lento. Características radiográficas: ➔ Lesão radiolúcida uni ou multilocular, que pode se deslocar ou causar a reabsorção dos dentes na região do tumor. ➔ Finas trabéculas ósseas em ângulos retos (raquete de tênis). ➔ Margens irregulares ou festonadas. ➔ Geralmente não provoca expansão da cortical óssea, pois está associada ao tecido interno da mandíbula. Cementoblastoma Características clínicas: ● Proliferação do cemento. ● Mais comum em mandíbula (P). ● Acomete mais pessoas jovens. ● Dor. ● Tumefação. ● Crescimento lento. ● Sem mobilidade. ● Dente vital (1PMI / MI). ● Pode acontecer reabsorção das raízes dentárias. Características radiográficas: ➔ Radiopaco. ➔ Fusão à raiz de um ou mais dentes. ➔ Halo radiotransparente fino. ➔ Reabsorção radicular. ➔ Margens regulares e limites bem definidos. ➔ Expansão da cortical.de vidro plumbífero, na qual existe uma saída ou janela por onde atravessam os fótons de raios X. Os aparelhos radiográficos mais utilizados em Odontologia são: aparelho radiográfico intrabucal e aparelho radiográfico panorâmico. Aparelho radiográfico intrabucal: 1. Corpo : Onde se encontra o sistema elétrico do aparelho, constituído pelos transformadores de alta e baixa tensão; 2. Braço articulado ou pantográfico : Permite a livre movimentação do equipamento durante as tomadas radiográficas; 3. Cabeçote : Revestido por uma camada protetora de chumbo, onde se encontra o tubo de raios X responsável pela produção da radiação; 4. Localizador: Cilindro plástico revestido de chumbo, responsável pela localização e incidência dos raios X. 5. Painel de controle : Dispositivo que permite o ajuste do tempo de exposição e o acionamento do feixe de raios X. Efeitos biológicos: Pertencem a duas categorias, determinísticos e estocásticos ● Efeitos somáticos - Afetam o indivíduo exposto de forma imediata e tem efeitos precoces. ● Efeitos genéticos - Ocorre nos descendentes do indivíduo exposto, podendo gerar mutações. Causados no DNA, efeitos que alteram o conteúdo podendo atingir gerações futuras. ● Efeitos determinísticos - Causa imediata na exposição tecido e sintoma, relacionado a alto nível (acima do limiar) e dano aumenta com a dose absorvida. (horas e semanas) Alguns sintomas são dor, febre, vômito e chance de morte entre 50%. A junção desses e outros sintomas chama-se síndrome aguda da radiação. ● Efeitos estocásticos: De longo período, meses ou anos.. Relacionados a baixas doses, no qual a probabilidade de efeitos é aumentada ao decorrer das doses absorvidas. Radiografia odontológica: Não trazem muitos riscos dos citados, para gerar algo do tipo teria que ser muitas doses. Até a radiografia da boca toda tem doses insignificantes que possam causar alterações. O câncer pode ser uma das possibilidades trazidas pelo raio x odontológico. Radioproteção: Deve existir a proteção tanto do paciente como do profissional para evitar efeitos nocivos dos raios no nosso organismo. As doses de exposição devem ser as mínimas possíveis. Proteção do paciente: Armazenamento de filmes e líquidos - Devemos ficar atentos ao prazo de validade, temperatura e iluminação, evitando estragar os produtos que vão causar repetições radiográficas, expondo o paciente. Utilizar filmes radiográficos mais sensíveis - Os filmes mais utilizados são o E e F, por serem mais sensíveis e evitarmos a exposição do paciente. Processamento químico adequado - Exige uma atenção do profissional nessa etapa, para poder processar em uma câmara escura, usar o método temperatura-tempo, banho, higiene da câmara. Arquivamento: Deve ser feito de forma cuidadosa, seguindo o processo desde o processamento para evitar a perda de qualidade ou escurecimento do exame, o arquivamento é mais um passo cuidadoso. Deve-se ter cuidado, evitando manchas ou até perder. Técnicas: Designada dependendo dos pacientes, mas, que evitem repetições, radiografias de rotina e pós operatórias apenas para determinados casos, mas, devem ser evitadas. Devemos usar os posicionadores para facilitar a posição do filme, inclusive, a cabeça do paciente também deve contribuir. Avental e colar: O uso dos aventais plumbíferos é obrigatório, para proteger de radiações secundárias, e, principalmente, a tireoide. avental de chumbo e protetor de tireóide (0,5 ou 0,25 mm de Pb). O comprimento deve ser o suficiente para proteger as gônadas. O colar plumbífero é recomendado para proteger a glândula tireoide, principalmente em crianças e adultos jovens, em que essa estrutura fica mais próxima ou dentro do feixe de radiação primário (é importante proteger as gônadas por causa da infertilidade, pois quanto menos diferenciada a célula, mais sensível ela é aos efeitos da radiação, por isso as células sexuais são mais sensíveis a radiação). Esclarecimento: É importante explicar o procedimento ao paciente para evitar repetições, e tranquilizá-lo Proteção do operador: O operador está aberto para receber radiação primária ou vazamentos, então os mesmos cuidados para o paciente deve ser tomado para o operador, porém, em específico: ● Não permanecer no recinto ou afastar-se ficando atrás do paciente ● O dispositivo de acionar o aparelho radiográfico deve permiti-lo de sair da sala e se afastar em uma distância de pelo menos 2,0mm ● Não deve-se segurar o filme na boca do paciente, em casos de crianças ou PNE deve-se ter um acompanhante devidamente protegido Proteção domeio ambiente: O paciente deve estar posicionado de uma forma que o feixe de radiação primária vá para uma parede, e não para uma porta ou abertura do tipo onde possa haver pessoas. As divisórias no consultório ou clínica deve ser de um material que proteja as áreas adjacentes da radiação. ● Não dispensar os líquidos radiográficos em esgoto comum para não afetar o ambiente O exame radiográfico só deve ser realizado só poderá ser requisitado e/ou reali zado quando houver indicação médico-odontológica com justificativa, e, ainda, quando for realizado, sempre deverá ser com a menor dose possível de radiação, obedecendo assim ao princípio de minimização. �lme� � processament� radiográfic� Filme radiográfico: O filme radiográfico é de suma importância para conhecermos a estrutura, seu tratamento e tomar devidos cuidados, e para isso é necessário sabermos o filme que deve ser usado e suas características. Basicamente, é o meio utilizado para registrar a imagem radiográfica obtida após a exposição aos feixes de raios X e ao processamento nas soluções reveladoras e fixadoras. Estrutura do filme: ● Película: Base de tri-acetato ou de poliéster recoberta por uma emulsão em ambos os lados. Sua função é dar suporte para a emulsão. Tem 0,2 mm, em ambos os lados tem uma fina camada de adesivo que serve para fixação de emulsão. ● Invólucro preto: Está em ambos os lados da película, protegendo-a contra luz, marcas de impressão digital e entrada de líquidos. ● Lâmina de chumbo: em um dos lados para impedir que a radiação secundária formada no interior da cavidade bucal retorne para o filme. ● Embalagem plástica: Proteção da película contra a entrada de saliva. Protege também da radiação secundária e da mecânica O filme é envolto por uma fina camada de papelão e embalado em um material plástico colorido. Tem uma lâmina de chumbo em um dos lados. Tamanho dos filmes intrabucais; ➔ Periapical: Dividido em tamanho 0, 1 e 2 conforme seu tamanho e indicação. ➔ Interproximal: Apenas um tipo. ➔ Oclusal: Apenas um tipo, 57 X 76 mm; Emulsão: Onde é formada a imagem radiográfica. A constituição da emulsão é baseada em dois componentes principais, os sais halogenados de prata e a matriz onde se encontram os sais suspensos. Sensibilidade dos filmes intrabucais: É a quantidade necessária de radiação X para que se forme a imagem radiográfica a uma densidade padrão. Os filmes rápidos apresentam uma dose menor para produzirem densidade 1, enquanto os lentos precisam de uma dose maior para produzir a mesma. A sensibilidade está ligada com tamanho e formato do filme. Os filmes ultra rápidos são do tipo E e F. Filmes A, B e C não são mais utilizados. O filme deve ser manuseado da seguinte forma para não ser danificado: Filme extrabucal: estuda o complexomaxilo facial Classificação: Filmes Screen: Mais sensível à luz visível do que ao raio X, pois é colocado em duas telas intensificadoras , mesma base do filme intrabucal. Filmes no screen: Precisa de radiação para formar sua imagem, tem parte metálica e mais contraste, usado para partes que realmente precisam de um contraste maior. ➢ Tem 5 tamanhos diferentes ➢ Sensibilidade: Mesma do intrabucal Formação de imagem: Composto basicamente por uma fonte geradora de radiação, o objeto de irradiação (corpo do paciente) é um sistema de registro do resultado da interação do feixe de fótons com o corpo. O feixe de radiação emerge do paciente, interage com os elementos sensíveis presentes no filmee modifica a estrutura física dos micro-cristais de haletos de prata. A visualização somente será possível depois do processamento. Quando o feixe de raio-x sensibiliza o filme, vai causar o escurecimento da película. Característica da imagem radiográfica: Composto de vários fatores intrínsecos e extrínsecos, os intrínsecos fazem parte: densidade, contraste, latitude e artefatos inerentes Densidade: O grau de escurecimento obtido por um filme radiográfico. Processamento radiográfico: Etapa que torna a imagem latente existente na película , em imagem visível e permanente. Isto acontece através de um conjunto de reações químicas entre a emulsão da película e as soluções reveladoras e fixadoras Etapas do processamento radiográfico: 1. Revelação (Solução reveladora) 2. Lavagem intermediária (Água e um pouco de vinagre) 3. Fixação (Solução fixadora) 4. Lavagem final (última etapa) Revelação: Etapa responsável por converter os cristais halogenados de prata da emulsão sensibilizados (Ag0 ) em prata metálica (AgM ) que é visível (produzindo as matizes e cinzas). Quando ocorre a radiação, os cristais vão ser sensibilizados e depois essas partículas vão ser trocadas (troca da prata neutra para a prata metálica). Composição do revelador: ➔ Fenidona: Ajuda a formar a imagem ➔ Hidroquinona: Agente revelador, produz contraste ➔ Carbonato de sódio: Acelerador ➔ Sul�to de sódio: Preservativo, reduz a oxidação ➔ Carbonato de potássio: Ativado, regula a ação dos agentes de revelação Exposição do filme radiográfico: Exposição é definida como a quantidade de energia efetiva que sensibiliza o filme e produz uma determinada densidade radiográfica após seu processamento químico. A densidade e espessura interferem na formação do filme, afinal a densidade influencia na formação da imagem. Lavagem intermediária: Ocorre quando o filme é lavado em água para remover os resíduos da solução reveladora. 10 segundos de lavagem. Fixação: Função de eliminar da película, os cristais de brometo de prata residuais não-expostos, sem danificar a imagem para a película não se descolorir e escurecer com o tempo devido à exposição à luz. ● Composição: Bissulfito de sódio, Sulfato de alumínio e amônia. Lavagem final: Para evitar esse erro, deve-se lavar a radiografia por pelo menos 15 minutos em água corrente. Caso contrário a imagem radiográfica, com o decorrer do tempo, apresenta manchas amarronzadas ou acastanhadas por toda superfície, tornando-se imprópria para o diagnóstico. Secagem: De forma natural, entre 10 minutos ela está seca Tipos de processamento radiográfico: Hoje em dia o mais usado é o mostrado acima, que baseia-se na imersão do filme radiográfico em soluções processadoras, seguindo-se a seguinte seqüência: revelação, lavagem intermediária, fixação e lavagem final para o processamento manual e, revelação, fixação e lavagem final para o processamento automático. Embalagem do filme: ● Face sensível: Uma cor só. Face de exposição. Vai possuir uma elevação, chamada de picote, que vai servir para orientar a posição do filme. A face que vai ser voltada para o lado que vai receber a radiação é a face sensível (de uma cor só). ● Face não sensível: duas cores. Não pode ser exposta a radiação, pois tem a lâmina de chumbo. Caso seja colocada para o lado que vai receber radiação a exposição sairá errada. Tipos de processamento: Manual: Método Tempo – Temperatura: vai deixar a película passar nas soluções por um certo tempo. Ocorre na câmara escura; Método visual: mais passível de erro, pois pode acabar atingindo a película. Câmara escura: Local à prova de luz, com o máximo de higiene, onde é realizado o processamento dos filmes radiográficos e fotográficos. Tipos de câmara escura: ➔ Portátil – Menor, não coloca muitas; Caixa plástica, de interior preto, ou de acrílico vermelho transparente, com tampa, contendo os quatro recipientes para: revelador, água + vinagre, fixador e água. Os líquidos podem ser organizados de forma que a primeira etapa do processamento, a revelação, inicie à direita ou à esquerda. ➔ Quarto escuro – Comum em consultório odontológico; Pode ser encontrada nos consultórios odontológicos, onde há o aproveitamento de uma de suas dependências para a revelação dos filmes. Um local à prova de luz, onde encontramos os recipientes próprios para a revelação radiográfica. Presença de água, esgoto e iluminação. ➔ Labirinto. Especialmente construída, apresentando as condições essenciais para a revelação, ou seja, à prova de luz, com boas condições de higiene exigidas, boa ventilação e de uso exclusivo, possuindo equipamento essencial. Técnica� radiográfica� intrabucai� Tipos de radiografia intrabucal: ● Periapical: Mostra o dente como um todo, e sua região ao redor ● Interproximal: Avaliar as faces proximais entre os dentes, foca em mostrar mais a coroa ● Oclusal:Mostra o arco por completo A periapical e interproximal mostram um dente ou grupo, a oclusal mostra o arco completo. Para fazer a radiografia precisa-se de um aparelho radiográfico, que serve para a radiografia intraoral. Pode ser de pé ou parede (painel de controle fica na parede). Nele fica um painel no qual você escolhe o tempo de exposição. Radiografia periapical: Vai observar o grupo de dentes e tem muitas indicações, é a técnica mais frequente. Principais indicações: ➔ Avaliar coroas e raízes dos dentes permanentes; ➔ Avaliar os ossos alveolares e diagnosticar perdas ósseas; ➔ Diagnosticar lesões periapicais (ao redor das raízes dos dentes); ➔ Avaliar cáries; ➔ Visualizar presenças de materiais restauradores (restaurações dentárias); ➔ Avaliar tratamentos endodônticos (tratamento de canal); ➔ Visualizar cálculos dentários; ➔ Diagnosticar lesões císticas, neoplásicas e presença de corpos estranhos; ➔ Visualizar implantes dentários; ➔ Visualizar a relação entre dentes decíduos e germes dos permanentes; ➔ Avaliar trauma oclusal. Exame periapical completo: A dentição permanente é dividida em 14 regiões, utilizando a mesma quantidade de filmes. Técnica: FIlme utilizado: Adultos - filme número 2 (3,1 x 4,1 cm), Crianças: número 0 (2,2, x 3,5 cm) ● Filme na Horizontal - dentes posteriores ● Filme na Vertical - Dentes anteriores Na cavidade oral a face ativa fica voltada para os feixes de raio X. O picote é voltado para a face oclusal/incisal dos dentes. Margem de 2 a 3mm de filme além da borda incisal. A parte branca do dente fica voltada para o dente. O picote sempre é voltado para oclusal ou incisal do dente, então, quando posicionado na: ● Superior: Picote para baixo ● Inferior: Picote para cima Posicionamento do filme: Para se obter radiografias de dentes posteriores, o filme deve ser posicionado com o seu maior eixo (4 cm) paralelo ao plano HORIZONTAL (ou plano oclusal do paciente). Nas radiografias dos caninos ou incisivos, o filme é mantido com seu longo eixo na vertical. A face branca do envoltório do filme é o lado da exposição, devendo estar voltada para o feixe de raios X. O ´picote` (saliência) deve estar sempre direcionado para o plano oclusal/incisal dos dentes; o seu posicionamento correto indicará o lado radiografado: direito ou esquerdo. Procura-se posicionar o filme cerca de 3 a 5 mm além da borda incisal, abrangendo os dentes de cada região a ser examinada. Ângulo de incidência do feixe de raio X: Em cada região, o feixe de raios X deve incidir com angulações diferentes para se obter uma imagem radiográfica adequada do órgão dentário. São dois os angulos de incidencia O cabeçote gira em dois ângulos: - Ângulo vertical - Ângulo horizontal Para mudar o ângulo em relação ao plano sagital o cabeçote muda no plano horizontal, e para mudar no ângulo horizontal o cabeçote movimenta-se na vertical. Gôniometro: escolhe os ângulos. Sobreposição: Pega algo que é tridimensional e transforma em bidimensional. Caso o ângulo não seja correto, ocorre a sobreposição. Para escolher o Ângulo vertical temos duas técnicas: Paralelismo O filme é sustentado por um suporte porta-filme conhecido como posicionador, facilitandoo paralelismo entre o filme dente. Ou seja, o filme fica paralelo ao dente. O posicionador que tem o ângulo é para posterior e o que não tem é para os dentes anteriores. ● Posicionador 1: utilizado para 1º e 3º quadrantes; ● Posicionador 2: utilizado para dentes anteriores (incisivos e caninos); ● Posicionador 3: utilizado para 2º e 4º quadrantes. Distância focal e tempo de exposição: Distância focal é de 40cm. O tempo de exposição dos feixes de raios X varia de acordo com a indicação do fabricante do filme radiográfico. Posicionamento do paciente: ICS - A borracha do posicionador vai �car em contato com os incisivos centrais superiores. Anel localizador bem alinhado com o cilindro localizador. ILS e CS - Borracha em contato com incisivo lateral e canino. Pedir para o paciente morder a borracha e faz o alinhamento entre o anel localizador e o cilindro. PMS - 2º e 4º quadrantes. Posicionadores: Tem um anel que facilita na determinação da incidência correta dos feixes dos raios X na região que vai ser radiografada através do seu alinhamento com o cilindro do aparelho radiográfico, uma plataforma de mordida e um mecanismo para manter o filme paralelo ao dente. Lembrando que os posicionadores dos dentes posteriores tem uma concavidade para acomodar a bochecha do paciente. Montagem do filme no posicionador: Deve ser montado com o eixo na vertical dos posicionadores utilizados para dentes anteriores e para os posteriores o filme na horizontal. Em todos os filmes deverá ser montado com a face de exposição (uma cor só) voltada para o anel. Exame periapical com a técnica do paralelismo: Tem as mesmas regras do exame de bissetriz. Posicionamento do paciente: Filme na altura dos dentes escolhidos. O dente que vai ser radiografado deve estar em contato com a borracha do posicionador. Orientações: ● Solicita-se que o paciente morda devagar para estabilizar o posicionador ● Deve-se alinhar a extremidade do cilindro com o anel localizador. Isso fornece automaticamente ângulos verticais e horizontais corretos. Bissetriz Técnica realizada quando há impossibilidade de se utilizar os posicionadores. Exige o posicionamento adequado da cabeça do paciente e determinação das angulações verticais e horizontais do cabeçote de raios-x. Técnica: O raio precisa atingir um ponto que nem alongue e nem encurte o dente. O feixe central do raio X deve ser perpendicular à bissetriz do dente do ângulo formado entre o dente e o filme. O feixe de raio-x deve incidir perpendicularmente à bissetriz imaginária do ângulo formado entre o longo eixo dos dentes e o filme, sendo assim, o tamanho do dente no filme corresponderá ao tamanho real do dente. Posicionamento do paciente em dentes superiores: Posição do paciente, escolher as áreas de incidência e escolher os ângulos de incidência. Para fazer qualquer exame periapical pela bissetriz, o plano sagital mediano precisa estar perpendicular ao plano horizontal. Cabeça reta, NÃO pode estar inclinada de nenhum jeito. Posicionamento do paciente: Para todos os exames o plano sagital tem que ser centralizado. Maxila: ● Plano de camper (plano que vai do tragus até a asa do nariz) tem que estar paralelo ao solo (área de incidência) ● Incisivos: Cabeçote fica no ápice do nariz, Caninos: Asa do nariz, Pré molares: altura da pupila, Molares: 1cm após a comissura palpebral Posicionamento do paciente: ICS - Segurando o �lme com o dedo polegar e os demais dedos esticados. Cilindro com angulação de +50° e com feixe central incidindo no ápice nasal, dessa forma, consegue que o feixe entre perpendicular a bissetriz e é possível obter uma imagem radiográ�ca commínima distorção dos dentes. IL e C - Posição da mão é sempre a mesma. O longo eixo do �lme vai estar na vertical (SEMPRE, em dentes anteriores). Angulação vertical positiva. PM - Longo eixo do �lme na horizontal. Área de incidência entre a linha que desce do centro da pupila e o plano de Camper. M - Área de incidência: traça a linha que sai 1 cm atrás da comissura palpebral externa e que se encontra com o plano de Camper. Dentes inferiores: Plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal. Mandíbula: ● Referência do tragus até a comissura labial, tem que estar paralelo ao solo. ● Incisivos: sulco labiomentual, Caninos: altura da asa do nariz, Pré molares: Linha que desce do centro da pupila com a linha que passa 0,5 cm acima da base da mandíbula, Molares: Intersecção da linha que desce 1cm atrás da comissura palpebral externa com a linha que passa 0,5 cm acima da base da mandíbula. Não é necessário se preocupar com o ângulo horizontal, pois quem vai determinar esse ângulo são as áreas de incidência de cada elemento dentário. A angulação vertical é escolhida no goniômetro. Assim como na maxila, a angulação vertical da mandíbula também vai diminuindo, como -20° (incisivos e caninos), -10° (pré-molares) e -5° (molares). Posicionamento do paciente: INI - Qualquer mão. Três dedos fechados, indicador segurando o �lme e incidência no sulco mentolabial. CI - Cabeça jogada para trás para ter o paralelismo da linha tragus-comissura labial com o solo. PM - Paciente segura o �lme do mesmo jeito. Angulação negativa. MI - Filme jogado mais para trás. Paciente continua segurando da mesma forma. Área de incidência: linha que desce 1 cm atrás da comissura palpebral externa, até próximo a base da mandíbula. Angulação verticais e horizontais: Existem os ângulos verticais que são obtidos direcionando o feixe de raios X em relação à linha de oclusão ou plano oclusal, sendo utilizados ângulos positivos para maxila e negativos para mandíbula. A angulação vertical é selecionada no goniômetro e os horizontais são relacionados ao plano sagital mediano e são obtidos movimentando o cilindro. Sustentação do filme: O próprio paciente sustenta o filme. Funcionando da seguinte forma: ➔ Na maxila, com o dedo polegar da mão do lado oposto a ser radiografado e o restante dos dedos espalmados apoiados na face ➔ Na mandíbula, a manutenção é feita com o dedo indicador, também com a mão do lado oposto, e o dedo polegar deve estar apoiado na base da mandíbula, ficando os demais dedos fechados. O filme deve ficar reto e ultrapassar as superfícies incisais e oclusais cerca de 3 a 5mm. Radiografia Interproximal: Utilizada para radiografar regiões de coroa, colos dentários, faces proximais e as cristas ósseas alveolares dos dentes posteriores. Indicações: ➔ Diagnosticar cáries interproximais e oclusais ➔ Determinar a profundidade das lesões cariosas ➔ Avaliar a reincidência de cárie ➔ Avaliar as adaptações marginais de restaurações ➔ Avaliar a presença de lesões periodontais e de cálculos interproximais ➔ Avaliar as cristas ósseas alveolares Posicionador interproximal: É constituído por um suporte em U com uma face frontal e uma traseira com uma cavidade no meio para posicionar o filme radiográfico. Realização da técnica com o posicionador: O filme é colocado com o longo eixo horizontal no suporte em U do posicionador interproximal, com a face ativa dirigida para o feixe de raios X e o picote voltado para os dentes inferiores, com isso é levado até a boca do paciente. O cabeçote é posicionado ao lado da vareta do posicionador de tal forma que fique dividido em partes iguais. O tempo de exposição é o mesmo da periapical. Realização da técnica sem o posicionador: É criado uma asa de mordida com fita crepe com ela voltada para a face ativa do filme radiográfico. Posicionamento da cabeça do paciente: Plano de camper paralelo ao longo do plano horizontal (solo), plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal. Passo a passo: ● Localizar a região que vai ser radiografada ● Colocar o �lme com o longo eixo na horizontal, face de exposição voltada para os dentes e a asa de mordida em contato com a face oclusal dos inferiores ● Paciente feche a boca para estabilizar o �lme ● Cabeçote na angulação vertical de +5 graus a +10 e uma angulação horizontal onde os feixes de raio X �ca paralelo às faces proximais dos dentes que se desejam radiografar evitandosobreposições Na avaliação de pré ou molares a angulação horizontal deve ser ajustada para que o feixe central de raios seja perpendicular às áreas de contatos dos dentes que vamos visualizar. Técnic� radiográfic� oclusa� Exame complementar aos achados obtidos nas radiografias periapicais. O filme tem maiores dimensões que os outros, sendo de 5,7x7,5cm, conseguindo então exames de maiores proporções comparado às outras técnicas. Indicações: ➔ Pesquisar corpos estranhos, raízes residuais e dentes supranumerários ➔ Avaliar dentes não-erupcionados ou impactados ➔ Detectar patologias na maxila e mandíbula, como: tórus, fenda palatina, cistos, sialólitos ➔ Pesquisar fraturas maxilomandibular ➔ Avaliar pacientes com trismo ➔ Acompanhar tratamento ortodôntico ➔ Determinar a posição das raízes em deslocamento acidentais para seio maxilar ➔ Controlar o crescimento radiográfico Posicionamento da cabeça do paciente: Exame oclusal da maxila e mandíbula Plano sagital mediano da cabeça do paciente perpendicular ao plano horizontal Exame oclusal de maxila Plano de camper paralelo ao plano horizontal Exame oclusal da mandíbula Linha tragus - comissura labial formando 45 graus com o plano horizontal Posicionamento do filme namaxila: A face ativa do filme deve estar voltada para cima e o picote para fora da cavidade bucal. É de acordo com a técnica. A área de incidência é a glabela. O ângulo vertical é de 65 e o horizontal de 0. Oclusal total: Longo eixo do �lme perpendicular ao plano sagital mediano. Sentido latero lateral Oclusal parcial: O que muda é apenas a posição do �lme. Longo eixo do �lme paralelo ao plano sagital mediano Posicionamento do filme namandíbula: A face ativa do filme deve estar voltada para baixo e o picote para fora da cavidade bucal, variando a posição do filme de acordo com a técnica utilizada. Sustentação é com os dentes Ocluso total: Longo eixo do �lme perpendicular ao plano sagital mediano Ocluso parcial: Longo eixo do �lme paralelo ao plano sagital mediano Sustentação do filme: Como já dito, quando os paciente é dentado a sustentação do filme é feita pelos próprios pacientes, caso ele seja desdentado é utilizado os dedos polegares para auxiliar na fixação do filme para as radiografias da maxila e os indicadores para a mandíbula. Tecnica radiografica oclusal: Região da maxila Ângulo vertical Ângulo horizontal Áreas de incidência dos raios X Total +65 0 Glabela incisivos +65 0 Metade do dorso do nariz canino +65 +45 Forame infra-orbital pré-molares e molares +65 +90 Forame infra-orbital assoalho do seio maxilar +80 0 Forame infra-orbital túber da maxila +45 +45 3 cm atrás da comissura palpebral externa Região da mandíbula Ângulo vertical Ângulo horizontal Área de incidências dos raios X Total -90 0 Porção mediana do assoalho bucal Parcial -90 0 Lado da mandíbula interessada no exame ANOTAÇÕES: Métod� d� local�açã� radiográfic� O exame radiográfico convencional ainda é muito utilizado na prática, mas tem uma limitação quando é para fornecer uma imagem bidimensional de uma estrutura tridimensional, com ausência de profundidade, resultando então em sobreposição de imagens. Porém, para solucionar isso os pesquisadores desenvolveram técnicas de fácil execução e que podem ser utilizadas em consultórios, que são os citados a partir de agora. Lembrando que são usados os filmes periapicais Método Clark Indicado para encontrar dentes inclusos e patologias. Se baseia no princípio da paralaxe, que diz que ao examinar dois objetos semelhantes que se encontram em linha reta, o objeto mais próximo até certo ponto encobriu o mais distante. Se o observador se deslocar (para direita ou esquerda) um dos objetos (geralmente o mais pŕoximo) vai se deslocar em direção contrária e o outro (mais distante) vai acompanhar o desvio. Então, o observador é o tudo de raio X, o objeto é as estruturas a serem radiografadas e o anteparo é o filme radiográfico. Lembrando que o deslocamento é horizontal. É realizada, então, uma radiografia ortorradial, onde o feixe central incide paralelo às faces proximais dos dentes da área. Depois, na segunda radiografia é modificado o ângulo horizontal de incidência para mesial (mesiorradial) ou distal (distorradial). A estrutura da vestibular vai se deslocar em sentido contrário ao tubo e a estrutura da palatina irá acompanhar o tubo. Lembrando, o objeto na palatina sempre acompanha, o vestibular vai no sentido contrário e quem não acompanha fica no meio. Mudar a posição do feixe de raio-x para um lado e para o outro. Quando ocorre essa mudança, consegue ter várias projeções de um mesmo elemento. Variação da angulação horizontal de incidência do feixe de raio-x. Princípio da paralaxe: Ao observarmos dois objetos semelhantes em linha reta, o objeto mais próximo encobriu o mais distante; Ao nos deslocarmos para a direita ou para a esquerda, dissociamos os objetos; O objeto mais próximo sempre se desloca em sentido contrário ao do observador. O objeto mais distante acompanha o deslocamento do observador. Quem acompanha o movimento é que está mais distante. Princípi� d� interpretaçã� radiográfic� Radiografia é exame complementar pois contribui para definir a hipótese diagnóstica. Densidade radiográfica: ● Radiolúcida: Porção de uma radiografia processada que é escura ou negra - estrutura pouco densa e que permite a passagem do feixe com pouca ou nenhuma resistência. Não mineralizadas. ● Radiopaca: Porção de uma radiografia processada que aparece clara ou branca - estrutura densa que absorve ou resiste à passagem do feixe de raios X. Todo tecido mineralizado barra a radiação. Estrutura mineralizadas. ● Densidade: Radiodensidade de acordo com a espessura do objeto. Anatomia radiográfica intrabucal Dentes e estruturas anexas - Anatomia radiográfica: Os dentes são compostos por dentina, camada de esmalte na porção coronal e uma fina camada de cemento na superfície da raiz. O dente fica dentro do alvéolo e vai se fixar ao osso por meio dos ligamentos periodontais. A parte do osso que vai desenhar o alvéolo onde o dente vai ficar inserido é chamada de lâmina dura (tem uma cortical mais dura). Entre a lâmina dura e o dente, vai possuir um conjunto de fibras, as fibras do ligamento periodontal. Envolvendo tudo, vai possuir o osso alveolar, que vai cobrir tudo isso. Esmalte: Tecido mais mineralizado do dente, e por isso é o tecido mais mineralizado do corpo humano. É a mais radiopaca devido a sua mineralização, que é cerca de 90%. Apresenta tom cinza claro (puxado para o branco) uniforme e com contornos uniformes. Dentina: Sua aparência radiográfica é comparada ao osso devido ao seu baixo nível mineral, que é 75%. A dentina é mais radiolúcida que o esmalte, porém, mais radiopaca do que a polpa. A dentina corresponde à maior porção radiopaca do órgão dentário, sendo que na raiz encontra-se recoberta pelo cemento. Polpa: Radiolúcida por ser composta por um tecido mole. Na imagem radiográfica, a polpa corresponde a uma área radiolúcida, que se estende da porção coronária, onde simula o formato da coroa, adquirindo uma forma afilada nas raízes, representada pelos condutos radiculares. Canais radiculares: Se estendem até o ápice das raízes, podendo ser reconhecido o forame apical em algumas radiografias. Cemento: Não é visto na radiografia por ter a mesma densidade da dentina. Cobre as raízes do dente. Tecido mineralizado que cobre as raízes dos dentes, com composição e radiopacidades semelhantes à dentina, não permitindo assim, a diferenciação de ambos radiograficamente. Papila dentária: Espaço entre as paredes das raízes e que se estende além delas, que se mostra uma área radiotransparente circular no osso trabecular circundada pelo osso hiperostótico. Estruturas de apoio: Ligamento periodontal - Espaço onde se encontra o ligamento periodontal, é radiolúcido. Composto de colágeno, espaço radiotransparente entre o dente e a lâmina dura, começa na crista alveolar e vai em volta da porção das raízes do dente dentro do alvéolo eretorna a crista pelo lado oposto Lâmina dura: Linha fina, camada radiopaca de osso denso. Porção da parede do alvéolo onde se inserem as extremidades externas das fibras periodontais. É uma camada radiopaca fina que se continua com as cristas ósseas alveolares. Ela é mais larga e densa nos dentes que contém muita força mastigatória, e mais fina nos que têm menos função oclusal. De extrema importância, pois a sua descontinuidade representa o primeiro sinal radiográfico de alterações periapical. Crista óssea alveolar: Linha radiopaca contínua, delgada e lisa, cobrindo sem solução de continuidade, o osso esponjoso contido nas cristas e passando de um dente para o outro, sem interrupção. Seu cumprimento depende da distância entre os dentes em questão. Osso esponjoso: Estrutura radiopaca. Fica no meio das placas corticais. Canais nutrientes - Linhas radiolúcidas que correspondem aos trajetos intra-ósseas, todo canal é radiolúcido. Reparos anatômicos da estrutura: Região anterior na maxila: Região de incisivos centrais superiores: Fossas nasais; Assoalho das fossas nasais; Septo nasal; Conchas nasais inferiores; Fossa incisiva; Sombra das narinas; Sutura intermaxilar; Canal incisivo; Forame incisivo. Fossa nasal: É a cavidade nasal, é radiolúcida. Septo nasal: Fica no meio das fossas nasais – radiopaco laminar (bem linear). Concha nasal inferior: São estruturas que estão dentro da cavidade nasal – radiopacas bem discretas. Sombra do nariz/Abertura nasal: Observada em alguns casos como uma área radiopaca sobrepostas as raízes de incisivos superiores ou ao osso alveolar, aumentando o grau de radiopacidade. Espinha nasal anterior: Fica na linha média, é observada na porção inferior do septo nasal, aparece radiograficamente em forma de V. Mostrada geralmente na radiografia periapical dos ICS. É radiopaca. Sutura intermaxilar: Toda sutura é radiolúcida. sutura entre as duas maxilas, aparece como uma linha radiolúcida na linha média. Limitada por duas bordas paralelas e radiopacas de uma fina cortical óssea. Canal incisivo: Duas linhas radiolúcidas de forma ovalada, tem o calibre mais grosso do que a sutura. Tem largura e longitude variáveis, externamente delimitadas por duas outras linhas radiopacas que são o registro de suas paredes laterais. Forame incisivo: Dependendo da localização do forame pode se localizar. todo forame é radiolúcido, fica a altura do rebordo alveolar entre as raízes dos incisivos centrais superiores ou acima dos seus ápices. Incisivos laterais e caninos superiores: Assoalho da fossa nasal; Fossa nasal; Parede ântero-inferior do seio maxilar; Seio maxilar; Y invertido de Ennis Fossa incisiva: Depressão óssea que fica ao nível do ápice dos incisivos laterais e caninos, limitados pela eminência canina e é identificado como uma área radiolúcida. Assoalho da fossa nasal: Linha radiopaca de direção oblíqua, posterior e ascendentes, que em direção anterior e descendente, se funde com a espinha nasal anterior. Parede ântero-inferior do seio maxilar: Chamado de Y invertido de Ennis, única que não existe, é uma estrutura de projeção radiográfica. Representa a interseção do assoalho da fossa nasal com a parede anterior do seio maxilar. Região de pré-molares superiores: Cortical; seio maxilar; W sinusal; assoalho da fossa nasal; fossa nasal Cortical: Assoalho do seio maxilar Seio maxilar: Maior que os paranasais, mostrando uma área radiolúcida de uma forma arredondada, ovóide, delimitada por uma linha radiopaca devido a densidade de suas paredes. Extensão alveolar: Atingem a crista óssea alveolar, com o soalho do seio conturbado nos dentes adjacentes. No paciente desdentado, a extensão pode ser tal que o soalho do mesmo constitui o próprio rebordo alveolar. Pode atingir, desde o canino, até o incisivo lateral superior W sinusal: Cortical sinusal em forma de W, devido ao fato do seios maxilar apresentar duas lojas separadas. Região de molares superior Cortical do seio maxilar; Seio maxilar; Processo zigomático da maxila; Zigomático; Assoalho da fossa nasal; Fossa nasal; Túber; Processo pterigóideo; Hâmulo pterigóideo; Processo coronóide da mandíbula. Processo zigomático da maxila e osso zigomático: São radiopacas, área forte de condensação óssea, onde a maxila se articula com osso zigomático apresentando-se como uma sombra radiopaca, em forma de U ou V. Indo em direção posterior. Túber da maxila: Representa o limite posterior do processo alveolar, apresenta-se como um osso medular comum normal com um menor grau de radiopacidade, já que o esparso e os espaços medulares são maiores. Radiolúcido mais do que os outros por ser mais fino. Processo pterigóide: Estrutura radiopaca, de localização posterior ao túber e justaposto a este, cujo limite inferior apresenta orientação horizontal. Hâmulo pterigóideo: Apresenta como uma imagem radiopaca, em forma de gancho, situado posteriormente a tuberosidade da maxila, parte terminal da lâmina medial do processo pterigóide. Processo coronóide da mandíbula: Apresenta-se como uma imagem radiopaca de contornos nítidos, de forma triangular, geralmente superposto à tuberosidade da maxila. Acidentes anatômicos da mandíbula Região de incisivos inferiores: Espinhas genianas; Foramina lingual; Protuberância mentual; Base da mandíbula. Espinhas genianas: Saliências ósseas localizadas na porção mediana da mandíbula as quais dão inserção aos músculos gênio-hióideo e genioglosso, aparecendo nas radiografias periapicais como um anel radiopaco abaixo o ápice dos incisivos centrais, circundando a foramina lingual. Foramina lingual: Pequena área radiolúcida circular, situada no ápice da mandíbula situada na linha média da mandíbula, abaixo do ápice dos incisivos centrais, aparecendo normalmente no centro das espinhas genianas. Protuberância mentual: É uma área de forte condensação óssea da mandíbula, vista na região de incisivos, de tamanho variável, que se estende desde a região de pré-molares até a sínfise, tendo a forma de uma pirâmide, cuja base corresponde à base da mandíbula. Protuberância radiopaca. Base da mandíbula: Faixa radiopaca correspondente ao limite inferior do osso mandibular. Limita a parte inferior da protuberância mentual Região dos caninos inferiores A região de canino inferior não apresenta reparos anatômicos característicos, podendo aparecer reparos das regiões vizinhas. Região de pré molares inferiores: Forame mentual; Canal mandibular; Base da mandíbula; Forame mentual: Área radiolúcida arredondada ou oval, de pequena extensão, localizado, na maioria dos casos, entre os ápices dos dois pré molares inferiores. Pode se apresentar sobreposta aos ápices dos pré-molares inferiores, o que pode ocasionar uma interpretação errônea ao ser confundida com uma lesão periapical. Canal da mandíbula: Linha radiolúcida delimitada por bordas radiopacas, abaixo das raízes dos molares e pré molares, onde corre o feixe vásculo nervoso alveolar inferior. Região de molares inferiores: Linha oblíqua; Linha milo-hióidea; Fóvea submandibular; Canal mandibular; Base da mandíbula. Linha oblíqua: Linha radiopaca mais superior de todas. Continuação da borda anterior do ramo ascendente da mandíbula. Apresenta-se como uma faixa/linha radiopaca que cruza transversalmente o corpo da mandíbula à altura do terço médio das raízes dos dentes molares. Linha milo-hióidea: Linha radiopaca que se origina na porção média do ramo da mandíbula, que cruza transversalmente o corpo da mandíbula. Abaixo da linha oblíqua. Fóvea submandibular: É uma área côncava, resultante de um adelgaçamento do corpo da mandíbula, situada na sua face lingual, abaixo dos dentes molares, a qual aloja a glândula submandibular. Configura-se como uma área radiolúcida, pobremente definida. Base da mandíbula: Linha fortemente radiopaca, que é visível em função de um maior aprofundamento do filme, excesso de angulação vertical ou de uma grande reabsorção do rebordo alveolar. ● Osso mais espesso - radiopaco ● Quando o dente tem alguma lesão a lâmina dura é afetada ANOTAÇÕES:Lesõe� d� órgã� dentári� Atinge tanto a porção coronária quanto a porção radicular. Pode atingir de forma isolada ou ao mesmo tempo. Cárie A cárie é uma doença multifatorial, ou seja, é causada por vários fatores. São eles: má alimentação, má higiene.. É a doença infecciosa mais comum que afeta mais da metade da população mundial. A bactéria principal é o Streptococcus mutans. Essa bactéria precisa ser alimentada (açúcar) para ser ´´ativada``. O ideal é cortar esse alimento. As radiografias têm um papel importante na detecção da cárie, uma vez que a desmineralização do esmalte permite maior penetração dos raios X, produzindo no filme uma imagem mais escura (radiolúcida). Porém, com o avanço da Dentística restauradora, não se deve confiar única e exclusivamente na imagem radiográfica, uma vez que as resinas compostas mimetizam a imagem radiolúcida sugestiva de cárie, sendo diferenciada, às vezes, pelo formato do preparo cavitário. Tipos: Primária, oculta, recorrente, radicular. 1. Cárie primária: É a primeira manifestação da cárie; 2. Cárie recorrente: é quando o dente já passou por um processo patológico; 3. Cárie radicular: lesão cariosa afetando a raiz. Não deixa de ser uma cárie primária; 4. Cárie oculta: quando a superfície do dente está íntegra, mas no interior existe uma desmineralização 5. Cárie profunda: quando a cárie chega próximo a polpa; 6. Cárie rampante: quando o efeito da cárie é mais agressivo, muito associada à cárie de mamadeira (quando após o uso da mamadeira, não é feita a higiene bucal do bebê) e atinge todos os dentes, causando desmineralização de todos os dentes. Velamento cervical: Algumas radiografias, algumas áreas vão ficar escuras, mas não necessariamente vão ser cáries. Isso acontece quando o feixe de raio-x passa na região cervical do dente, vai atravessar várias estruturas e formar áreas radiolúcidas, chamando de velamento cervical ou Burnout cervical. Burnout cervical X Cárie: O Burnout fica bem próximo à crista óssea, abaixo do esmalte. A cárie fica próximo à junção cemento-esmalte e próximo às áreas de contato interproximal. Fratura coronária Quebra a coroa do dente. Associada a trauma. O tratamento depende do tipo de fratura. Reabsorção radicular externa: Alguma reabsorção dentária que pode ter como causas prováveis um processo infeccioso, como a necrose pulpar bacteriana; processo traumático, como um traumatismo do órgão dentário, ou até mesmo uma movimentação ortodôntica com força excessiva, e por fim, um tratamento endodôntico sem os cuidados necessários para uma boa obturação. O dente vai ser reabsorvido e essa reabsorção acontece de fora para dentro. Diminuição da largura ou do comprimento das raízes. A mais comum é a diminuição do comprimento das raízes.  Reabsorção radicular interna: Aumento do tamanho das raízes. Tem como imagem radiográfica uma forma oval caracterizada pelo alargamento do espaço do canal radicular ou da câmara pulpar. Tem o mesmo processo inflamatório, porém de dentro para fora. Rizólise: É um tipo de reabsorção fisiológica. Quando a raiz do decíduo é absorvida para o permanente irrompe. Hipercementose Formação extra de cemento na raiz. Aspecto de raiz volumosa e o espaço do ligamento periodontal fica preservado. Canais obturados Material radiopaco dentro do canal. O dentista remove os restos de polpa necrosada e coloca material obturador para fechar o espaço e impedir a proliferação de microrganismos. Esse material é radiopaco, para ver se o tratamento foi bem executado, se o dente foi obtido até o ápice. Raiz residual Resto de raiz, resultante de uma exodontia que não foi bem sucedida. Erosão Desgaste crônico e químico provocado por ácidos (intrínsecos e extrínsecos) de origem não bacteriana com pH inferior a 5,5. →Ácidos extrínsecos: consumo de refrigerantes, bebidas ácidas como vinho e sucos cítricos, e também pelo uso contínuo de determinadas substâncias, como ácido acetilsalicílico, ácido ascórbico, etc. →Ácidos intrínsecos: do próprio organismo, ou seja, ácidos do estômago (refluxo gastroesofágico, bulimia, etc). Atrição: É um desgaste da estrutura dental decorrente da oclusão/mastigação. Perda da estrutura dentária por processos fisiológicos ou patológicos. Os contatos oclusais fisiológicos exercidos durante a mastigação são responsáveis pela perda gradual idiopática do esmalte ao longo dos anos, afetando a função do dente. Pode ser classificada como patológica, quando o indivíduo apresenta contatos oclusais prematuros, bruxismo e apertamento dental. Na porção coronária: Pode representar um sinal de desajustes oclusais; Pode indicar hábitos parafuncionais, como o apertamento e o bruxismo; Torna o aspecto do sorriso mais envelhecido; O ideal é descobrir a causa e tratar o problema. Abrasão: Desgaste mecânico da estrutura dental que ocorre pelo contato repetido de um corpo estranho na superfície dental. Exemplo: Carvão ativado, cremes dentais, escovas dentais muito duras, etc. A mais comum é a abrasão devido a escovação, nesses casos, além de desgastar o dente, causa retração gengival. Abfração Lesões concentradas na região cervical. Lesões em forma de cunha ou ´´V`` com contornos bem delimitados. Isoladas: acometem com maior frequência os pré-molares. Podem ser subgengivais e atingir dentes extensamente restaurados com interferência oclusal em lateralidade. Aspect� radiográfic� da� patologia� pulpare� � periapicai� Cárie dentária A cárie é a doença da cavidade oral mais presente na população. Dissolução química da estrutura dentária causada pelos metabólitos do biofilme que cobre a área afetada do dente. Patogênese da cárie dentária: ● Suscetibilidade: Indivíduo (fatores intrínsecos e extrínsecos); dente (grau mineralização do esmalte); ● Dieta; ● Microrganismos: bactérias + alimentos = ácidos; ● Tempo. Desmineralização e remineralização: ● Processos naturais, antagônicos e em equilíbrio. ● Cárie = desequilíbrio do fenômeno des-re. ● Quando está mais para a desmineralização, acontece a cárie. Aspectos clínicos das lesões: ● Atividade da cárie (ativa e inativa): grau de progressão e velocidade da doença. ● Depende do tempo: perda mineral inicial -> aparecimento da mancha branca -> cavitação. Classificação: Quando a atividade das lesões; Quanto ao tipo de processo carioso; Quanto à localização no dente. Atividade da lesão: ➔ Cárie ativa em esmalte: mancha branca, rugosa e opaca. ➔ Cárie ativa em dentina: tecido amolecido de cor marrom clara ➔ Cárie inativa em esmalte: mancha branca, lisa e brilhante. ➔ Cárie inativa em dentina: tecido duro e escurecido. Apesar da cor, é uma dentina dura e não existe necessidade de desgastar o tecido (apenas por estética). Quanto ao tipo de processo carioso: ➢ Cárie primária: lesões presentes em dentes hígidos (primeiro contato do dente com a cárie). ➢ Cárie recorrente X cárie residual: A cárie recorrente é quando o dente já enfrentou uma cárie e mesmo após restauração, apresenta uma nova cárie. A cárie residual é a cárie que fica, o dentista não tira toda antes de fazer restauração, é a remoção seletiva do tecido cariado, acontece bastante na odontopediatria. Serve como forma de proteger além de postergar o tratamento endodôntico. ➢ Cárie oculta: lesões em dentina que não são detectadas pelo exame visual, porém são extensas e desmineralizadas o suficiente para serem detectadas pelo exame radiográfico. ➢ Cárie rampante: múltiplas lesões de cárie ativa ocorrendo em um único paciente. A cárie de mamadeira é um tipo de cárie rampante. Localização: ★ Cárie de fóssulas e fissuras: áreas e depressões que facilitam o acúmulo de comida. ★ Cárie de superfície lisa: deficiência de higiene Diagnóstico da cárie dentária: Métodos de desenvolvimento: Método tátil – visual; Métodos radiográficos; Métodos baseados em luz; Métodos baseados em corrente elétrica. Método tátil-visual: (É o exame clínico. Consiste na inspeção visual meticulosa combinada com instrumento auxiliar não invasivo). Inspeção visual: o exame clínico deve ser feito em dentes limpos, secos e bem iluminados.A sonda (Tipo: OMS) nunca deve ser usada de forma vigorosa nos tecidos, e sim, servir como ferramenta tátil refinada. Método radiográfico: Exames radiográficos servem para auxiliar no diagnóstico da cárie dentária. Detecção de lesões clinicamente ocultas, locais de difícil acesso ou onde o dente adjacente impede que o cirurgião-dentista veja a lesão Interproximal. Periápice A Associação Americana de Endodontia conceitua o periápice (Periodontium apical) como um complexo de tecidos que circunda a porção apical da raiz de um dente: cemento, ligamento periodontal e osso alveolar. Quando o dente passa por algum processo patológico: lise (destruição) -> resposta (X, Y e Z) que vai depender da intensidade do processo inflamatório, tempo de duração e capacidade orgânica de defesa. Nem toda alteração periapical é causada por cárie. Bactérias entram pelo sulco gengival, formando uma bolsa periodontal e penetram nos dentes através dos canais radiculares e infectam a polpa. Periodontite apical Radiograficamente, se manifesta como um aumento do espaço periodontal. Geralmente aguda, que acomete o periápice do dente. Características clínicas: ● Dor (pressão ou percussão). Fatores: ➢ Físicos: trauma oclusal – restaurações com contato prematuro; ➢ Químicos: irrigação, medicação; ➢ Agentes microbianos: invasão de microrganismos (diferentes tipos, números), disseminação de toxinas – via câmara pulpar – canal radicular). Abscesso periapical agudo Ausência de vitalidade pulpar. DOR contínua, intensa, pulsátil, localizada. Edema que pode gerar extrusão e sensibilidade à percussão. Coleção purulenta – composta pela desintegração tecidual e caracterizada pela presença do exsudato no interior da lesão. A dor é decorrente da pressão do pus nas paredes. O ideal é drenar o abcesso. Características radiográficas: ➔ Alargamento do espaço do ligamento periodontal, que se deve à acumulação do exsudato inflamatório no tecido conjuntivo do ligamento periodontal. O osso é mantido intacto, devido à progressão rápida da lesão. ➔ Se o abscesso periapical agudo não for tratado, o quadro pode tonificar e encontra uma via de drenagem -> fístula. O abscesso crônico acontece imediatamente após o quadro de necrose pulpar. Abscesso periapical crônico Ausência de vitalidade, dor e edema. O pus pode drenar via mucosa oral ou pele (presença de fístula). Características radiográficas: Alargamento do espaço do ligamento periodontal. Lesão radiolúcida com limites pouco definidos. Esclerose óssea reativa. Granuloma periapical Pode ser consequência de um abscesso periapical agudo ou crônico ou ainda de necrose pulpar, sem que se forme abscesso. A expansão da inflamação e o aumento da pressão vascular induzem a uma reabsorção do osso desta região. Substituição de tecido ósseo do periápice, por tecido de granulação. Ausência de vitalidade pulpar. Escurecimento dental. Ausência de edema. Características radiográficas: ● Área radiolúcida, com perda da lâmina dura. Extensão variável, mas não tão ampla a ponto de expandir as corticais (acima de 2 cm de diâmetro -> cisto radicular). ● Forma bem circunscrita. Cisto periapical Cavidade patológica forrada por epitélio, preenchida, muitas vezes, por conteúdo líquido ou semi-sólido. Ocorre devido a evolução de um granuloma. Crescimento lento. Assintomáticos. ● Expansão óssea – abaúla a cortical, mas tem consistência óssea. Consistência papirácea – cortical fina - tem um pouco de osso; Consistência flutuante – erosão da cortical. Características radiográficas: ● Radiolúcido. ● Apenas uma imagem circular no periápice do dente. ● Margem regular, limites bem definidos. ● Bordas escleróticas (contorno branco). ● 2 cm Anomalia� dentária� Classificação das anomalias dentárias ● Alterações dimensionais – macrodontia, microdontia; ● Alterações morfológicas - Geminação, fusão, concrescência, dens ín dente, cúspide em garra, taurodontia, raízes fusionadas, raiz supranumerária, dilaceração, pérola de esmalte, nódulo pulpar; ● Alterações quantitativas – anodontia, dente supranumerário; ● Alterações estruturais – amelogênese imperfeita, hipoplasia de esmalte, dentinogênese imperfeita, displasia dentinária, odontodisplasia regional; ● Alterações topográ�cas – dente não irrompido, transposição, giroversão, ectopia, retenção dentária, infra oclusal. Alterações dimensionais Macrodontia: Dentes cujas dimensões apresentam-se além dos limites normais. • Pode ser classificada como: Generalizada: Todos os dentes das arcadas apresentam dimensões dos padrões anatômicos normais. Essa condição encontra-se associada ao gigantismo pituitário. Focal ou localizada: Apenas um ou outro grupo de dentes apresenta dimensões maiores. Analisando única e exclusivamente o dente envolvido, a macrodontia focal pode ainda ser classificada como total – quando há aumento de tamanho que compromete coroa e raiz – e parcial (coronária ou radicular) – quando há comprometimento de um ou de outro segmento dentário. Microdontia: É a condição na qual dentes parecem menores do que o normal. O microdente geralmente é conoide, ou seja, dentes que podem, caracteristicamente, apresentar morfologia incomum. Representa o oposto da macrodontia e, da mesma forma, pode ser classificada como generalizada e focal ou localizada: Generalizada: Associada ao nanismo pituitário, temos todos os dentes das arcadas com dimensões inferiores aos padrões anatômicos normais; Focal ou localizada: Mais comum, inclusive se comparada com a macrodontia, apenas um ou outro grupo de dentes apresenta dimensões aquém dos padrões normais. Alterações quantitativas Dente supranumerário: Todos aqueles dentes que excedem ao número normal de dentes esperados para cada uma das dentições são considerados supranumerários. De acordo com a localização ou época de irrupção, os dentes supranumerários podem ainda ser denominados, de maneira particular, como: ● Mesiodente; Localizam-se próximo à linha média da maxila; ● Distomolar; Os distomolares são aqueles que se posicionam a distal dos terceiros molares; ● Paramolar; Aparecem por vestibular ou palatino, em relação aos molares superiores – mais comumente por palatino; ● Dente pré-decíduo: São estruturas córneas que se apresentam sobre os rebordos alveolares, ao nascimento, e que pode, na verdade, representar cistos gengivais dos recém nascidos. Anodontia: Agenesia: Traduz-se por redução do número normal de dentes esperados para cada uma das dentições, podendo ser classificada como anodontia total e parcial: ● Anodontia total: É a ausência de todos os dentes, e está associada a displasia ectodérmica; ● Anodontia parcial: É a ausência de um ou de alguns dentes. Alterações morfológicas Germinação: A geminação representa a tentativa de bipartição de um germe dentário. Assim, temos clinicamente, uma coroa com aspecto bífido e, radiograficamente, uma raiz com um ou dois canais radiculares. Fusão: Dentes que apresentam a tentativa de união de dois germes dentários, apresentando, radiograficamente, dois canais e duas raízes. A fusão pode ser classificada como completa ou incompleta: ● A fusão completa envolve toda a extensão dos dentes (coroas e raízes). ● A fusão incompleta é uma fusão parcial que pode acontecer apenas em coroa ou apenas em raiz. Concrescência: Quando os dentes se apresentam unidos pelo cemento, irrompidos ou não. • Pode ser classificada como verdadeira e adquirida: ● Concrescência verdadeira caracteriza-se pela união entre dentes através do cemento, durante a odontogênese. ● Concrescência adquirida caracteriza-se quando a união pelo cemento ocorre após completada a formação dos dentes. Incisivo de Hutchinson: São incisivos que apresentam a coroa em forma de barril (terço incisal mais estreito que o terço médio), com ou sem a presença de fenda centro-incisal. Em 63% dos pacientes com sífilis congênita, podem observar-se incisivos de Hutchinson. Molar em amora: São molares com formações nodulares na face oclusal (em substituição às cúspides), apresentando o terço médio da coroa com diâmetro maiorque o terço oclusal. Cerca de 65% dos pacientes sifilíticos que apresentam incisivos de Hutchinson também apresentam molares em amora. Dens in dente: Caracterizada pela presença de tecidos calcificados, como esmalte e dentina, no espaço da cavidade pulpar. Os dentes mais afetados são os incisivos centrais e laterais superiores, podendo se manifestar bilateralmente. Cúspide em garra: Projeção externa, em forma de lâmina ou cúspide, a partir do cíngulo e em direção à borda incisal dos incisivos. A cúspide em garra é formada por esmalte, dentina e tecido pulpar, é uma condição rara, envolve com mais frequência os incisivos superiores e pode estar associada à síndrome de Rubistein-Taybi. Taurodontia: Anomalia que envolve os molares e que se caracteriza pelo aumento da dimensão oclusoapical da câmara pulpar, podendo ser classificada como hipotaurodontia, mesotaurodontia e hipertaurodontia. Raízes fusionadas: Condição que envolve os molares e que se traduz pela redução do número de raízes, com ou sem redução do número de canais. Raízes prismáticas ou cuneiformes são outras denominações que podem identificar a condição, e os segundos molares, superiores ou inferiores, são os mais afetados. Raízes supranumerárias: Quando um dente apresenta um número de raízes superior ao que estabelecem os seus padrões anatômicos normais. Dilaceração: A dilaceração representa a alteração brusca de orientação do eixo longitudinal do dente. Podemos classificar a dilaceração em: ● Coronária: Se estabelece no nível da coroa; ● Coronorradicular: Ocorre no nível colo, determinando a angulação entre a coroa e raiz; ● Radicular: envolve a raiz dentária. Pérola de esmalte: São apêndices calcificados, com formato regular e arredondado, à altura da junção amelodentinária e/ou de bi ou tribifurcação. Nódulo pulpar: São estruturas mineralizadas com aspecto arredondado, ovoide ou fusiforme, ou mesmo irregular, que se localizam nas câmaras pulpares e/ou canais radiculares dos dentes Dente invaginado: É um defeito de desenvolvimento dos dentes que tem origem em invaginação na superfície de um dente antes de ter ocorrido a calcificação. Para fora, alterando a anatomia da coroa do dente. Alterações estruturais Qualquer perturbação de ordem ambiental ou genética, durante a odontogênese, pode gerar uma alteração na estrutura do esmalte, da dentina ou de ambos. Amelogênese imperfeita: Anomalia genética que pode afetar um dos quatro genes responsáveis pela amelogênese. • Caracteriza-se pela hipoplasia e hipocalcificação do esmalte. O esmalte possui forma laminar, ao invés de forma prismática. Pode afetar a dentição decídua e a permanente. Tipos de amelogênese: ● Hipoplásica: Há formação insuficiente da matriz orgânica, devido a falha na etapa de desenvolvimento do esmalte; Esmalte hipoplásico = mais fino; Coroas menores e mais estreitas; Ausências de pontos de contato (forma de “cerca de estacas”). ● Hipomaturada: Esmalte de espessura normal; Pouco maturado, deixando o esmalte mais frágil; Mais macio que o normal – pode descolar em lascas. ● Hipocalcificada: Esmalte de tamanho e formas normais; Menos calcificado – sofre fraturas precocemente, pode ser desgastado até o nível da gengiva. Dentinogênese imperfeita; Anomalia hereditária que afeta a produção da dentina; Dentes com coloração que varia do amarelo ao cinza-azulado, geralmente com transparência; Esmalte facilmente separada da dentina defeituosa. Pode ser dividida em tipo I, tipo II e tipo III: ● Na dentinogênese tipo I, ocorre associação com a osteogênese imperfeita e há um comprometimento mais severo dos dentes decíduos; no tipo II, não há envolvimento ósseo; e o tipo III, apresenta, também, apenas alterações dentárias. Mas com algumas variações clínicas e radiográficas. ● Características radiográficas: Constricção cervical, coroas bolhosas, obliteração das câmaras pulpares, raízes pequenas e delgadas. Displasia dentinária: Anomalia hereditária que lembra a dentinogênese imperfeita. Dentes com espaços pulpares obliterados, raízes hipodesenvolvidas e lesões periapicais ● Displasia dentinária Tipo I (radicular): Raízes curtas e com formatos anormais; Rarefação óssea não associada a cárie; Esfoliação com pequeno ou nenhum trauma. ● Displasia dentinária Tipo II (coronária): Câmara pulpar em formato retangular ou de chama; Obliteração das câmaras pulpares; Redução de calibre dos canais radiculares; Raízes de formato e proporção normais. Odontodisplasia regional: Dentes fantasmas ou odontogênese imperfeita. Esmalte e dentina hipoplásicos e hipo calcificados. Afeta poucos dentes em um quadrante. Pode afetar a dentição decídua ou permanente. Não é hereditária. Os dentes são mais frágeis, mais sujeitos a cárie e infecção pulpar. ● Fatores etiológicos: Traumatismo, deficiências nutricionais, infecções, alterações metabólicas, doenças sistêmicas, fatores genéticos e defeito vascular local. Alterações topográficas Qualquer alteração na disposição dos dentes nas arcadas. Transposição e giroversão. Técnica� �tr�-orai� As técnicas extraorais são aquelas nas quais o filme\receptor de imagem é posicionado externamente em relação à região craniofacial – ao lado, à frente, atrás, no topo. Radiografias extraorais ● Panorâmica ● Telerradiografia ● Radiografia de ATM ● Carpal A panorâmica é a radiografia mais solicitada pelo cirurgião-dentista; ela será abordada separadamente. Orientações gerais ➔ Retirar todos os adereços da região de cabeça e pescoço ➔ Avental de chumbo ➔ Não se coloca o protetor de tireóide, pois este pode causar sobreposições e impedir a avaliação da imagem Telerradiografia Muito utilizado na cirurgia e na ortodontia. Pode ser executado de duas formas ● Norma lateral ● Norma frontal Não é utilizado para ver detalhes, pois há muita sobreposição. Radiografia do crânio padronizada para avaliar a relação entre: ➔ Dentes e ossos ➔ Ossos gnáticos e o restante do esqueleto facial Cefalometria Estudo nos pontos e planos craniométricos. Através dele faz-se medidas que predizem a tendência de crescimento do paciente. O relatório diz se o problema do paciente é dentário ou esquelético, analisando osso e tecido mole. Telerradiografia lateral Mais utilizada. Possibilita a visualização do perfil de tecido mole do paciente, assim, é possível perbecer as relações entre os lábio, selamento labial. Indicações ● Formulação do plano de tratamento em ortodontia. ● Monitoramento e verificação dos resultados alcançados em ortodontia ● Avaliação pré-operatória e pós-operatória em casos de cirurgias ortognáticas Equipamento Equipamento 2 em 1 – tem uma parte para fazer panorâmica e uma parte para fazer telerradiografia Equipamento 3 em 1 – além da panorâmica e da telerradiografia, também faz a tomografia ➔ Cefalostato – posicionador; ajuda a posicionar e estabilizar a cabeça do paciente para que ele não a movimente durante o exame Posição Plano de Frankfurt – linha que vai do tragus à margem infraorbital. A cabeça do paciente deve estar posicionada de maneira que o plano de Frankfurt fique paralelo ao plano horizontal. O plano sagital mediano deve estar perpendicular ao plano horizontal. Dentes em máxima intercuspidação habitual (HIM) Essa posição é a mesma para telerradiografia lateral e frontal. Posição do filme Na tele lateral – o filme fica do lado esquerdo do paciente. Anatomia Várias estruturas anatômicas podem ser vistas nesse exame: ● Coluna ● Órbita ● Dentes ● Fissura pterigomaxilar ● Sela túrsica ● Ossos temporal, occipital, nasal, mandíbula, maxila, frontal, esfenoide, etmoide ● Fossas do crânio ● Seios paranasais (frontal, maxilar, esfenoidal, etmoidal) ● Meato acústico externo ● Perfil mole ● Canal mandibular Telerradiografia frontal Menos utilizada Indicações ● Avaliar assimetrias ósseas – desvio de linha média ● Avaliar fraturas e processos patológicos Posição do filme Na tele frontal – o paciente fica de frente para o filme. Anatomia A anatomia da tele frontal é mais difícil de se perceber pois há muita sobreposição ● Dentes