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INTRODUÇÃO 
À EDUCAÇÃO A 
DISTÂNCIA – EAD
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Identificar as profissões que atuam numa equipe de EAD.
 > Comparar as atividades dos profissionais da modalidade presencial e 
da EAD.
 > Apontar os principais fornecedores do mercado EAD.
Introdução
A educação a distância (EAD) apresenta particularidades ímpares se comparada 
à educação presencial. Nos seus primórdios, percebia-se claramente carên-
cias na equipe de apoio ao desenvolvimento desta modalidade de ensino e 
aprendizagem, bem como no perfil de professores. Porém, gradativamente as 
paredes que separavam a educação presencial da EAD foram demolidas, até 
que, com o advento da pandemia, tudo veio ao chão. Projetos pedagógicos 
que eram puramente presenciais tiveram que se adaptar para garantir a 
continuidade de seus serviços educacionais, reduzindo as impressões — às 
vezes equivocadas — sobre a modalidade virtual. Atualmente, as competên-
cias de docentes e da equipe multidisciplinar de suporte à EAD fundem-se 
com a educação presencial. Em muitas instituições de ensino superior (IES), 
os quadros funcionais são compostos pelo mesmo conjunto de pessoas. Da 
mesma forma, expandiu-se a quantidade de fornecedores de EAD. Diz-se no 
Os profissionais e 
fornecedores da EAD
Claudio Marlus Skora
meio econômico que, se há demanda, o mercado encontrará meios de ofertar 
soluções para atendê-la. Diante do conjunto de tecnologias disponíveis, é 
bom saber selecionar aquelas que poderão atender as demandas dos projetos 
pedagógicos das IES neste novo ambiente de aprendizado, em que o presencial 
e o virtual convivem quase sem distinção. 
Neste capítulo, você estudará os principais aspectos do trabalho de pro-
fissionais fornecedores no âmbito de EAD que prestam serviços para projetos 
pedagógicos a distância promovidos por instituições de ensino.
A equipe da EAD
A oferta de EAD apresenta complexidades diferentes daquelas formas tra-
dicionais de ensino, e a principal razão disso é que a preparação de quase 
todo processo deve ocorrer antecipadamente ao momento do encontro entre 
alunos e professores. Enquanto o momento da aula ocorre necessariamente 
de maneira síncrona na educação presencial, para aquela mediada por tecno-
logias de informação e comunicação (TICs) uma série de eventos anteriores 
se faz necessária. 
Para que esses momentos ocorram, uma equipe multidisciplinar de profis-
sionais deve atuar. De acordo com os Referenciais de qualidade para educação 
superior a distância trata-se de uma: 
Equipe responsável por elaborar e/ou validar o material didático. Conta com 
professores responsáveis por cada conteúdo de cada disciplina, bem como os 
demais profissionais nas áreas de educação e técnica (webdesigners, desenhistas 
gráficos, equipe de revisores, equipe de vídeo, etc.) (BRASIL, 2007, p. 19).
Apesar da diversidade de maneiras de se ofertar a EAD, em todas as 
modalidades existe uma infraestrutura humana, tecnológica e física res-
ponsável para que a experiência didática seja disponibilizada ao aluno. 
Vejamos a seguir uma lista dos profissionais essenciais para a composição 
da equipe de EAD:
 � Analista de back-office — mantém a boa apresentação e eficiência 
das informações do site e do curso on-line, atualizando a interface da 
página de acordo com o interesse dos alunos.
Os profissionais e fornecedores da EAD2
 � Coordenador de EAD — gerencia a equipe de EAD, reunindo os esforços 
para o cumprimento do planejamento da área.
 � Curador — coordena todos os fatores que promovem melhor aprendi-
zagem dentro das mais inovadoras técnicas didáticas.
 � Designer de multimídias — responsável por planejar e desenvolver 
projetos nos ambientes digitais.
 � Designer gráfico — desenvolve os projetos de comunicação e 
entretenimento.
 � Designer instrucional — responsável por planejar, coordenar e ava-
liar os processos e estratégias educacionais com o uso de novas 
tecnologias.
 � Mediadores — responsáveis pelo controle e acompanhamento de 
informações, cumprimento de cronograma e tarefas no ambiente 
virtual.
 � Professor conteudista — responsável pelos assuntos abordados e por 
uma comunicação eficaz, trazendo informações que servirão de dados 
para atender a proposta de aprendizagem.
 � Revisor de textos — com formação em linguagens, responsável por 
escrita correta, dinâmica e coerente, mantendo coesão textual.
 � Tutor — efetua a apresentação dos conteúdos e domina o ambiente 
virtual de aprendizagem. Elabora os planos de aula e tutoria, efetuando 
a mediação entre alunos e professor.
 � Videomaker — sugere roteiros, faz a orientação técnica aos professores 
e trabalha na edição dos materiais audiovisuais.
A equipe técnica e administrativa tem como fundamento de trabalho 
propiciar todo o suporte da atividade-meio, de modo a:
[...] oferecer o apoio necessário para a plena realização dos cursos ofertados, 
atuando na sede da instituição junto à equipe docente responsável pela gestão 
do curso e nos polos descentralizados de apoio presencial (BRASIL, 2007, p. 22-23). 
Os escopos de trabalho desses profissionais podem ser classificados 
como aqueles com propósitos administrativos e aqueles com atribuições 
tecnológicas, como observado no Quadro 1.
Os profissionais e fornecedores da EAD 3
Quadro 1. Dimensões do trabalho das equipes multidisciplinares
Administrativo Tecnológico
 � Acompanhamento do cumprimento 
de prazos processuais e de 
produção de materiais
 � Avaliação e certificação dos 
estudantes
 � Cuidados com as exigências 
legais em todas as instâncias 
acadêmicas
 � Funções de secretaria acadêmica
 � Registro e acompanhamento de 
procedimentos de matrícula
 � Apoio aos professores 
conteudistas na produção de 
materiais didáticos em diversas 
mídias
 � Manutenção e zeladoria de 
materiais e equipamentos 
tecnológicos
 � Responsabilidade pelo suporte e 
desenvolvimento dos sistemas de 
informática
 � Suporte técnico aos estudantes
 � Suporte técnico para laboratórios 
e bibliotecas
Fonte: Adaptado de Brasil (2007).
Entre todos os integrantes da equipe multidisciplinar Behar (2013) e Brasil 
(2007) destacam a importância dos professores e dos tutores. Behar (2013) 
descreve que o docente na EAD cumpre mais do que atividades pedagógicas, 
pois se encarrega de outros afazeres. Concordando com essa premissa, os 
Referenciais de qualidade para educação superior a distância (BRASIL, 2007) 
ressaltam que o trabalho dos docentes na EAD compreende um escopo mais 
amplo quando comparado às funções daqueles presenciais. Nas IES que 
promovem EAD, os professores devem ser capazes de: 
 � estabelecer os fundamentos teóricos do projeto; 
 � selecionar e preparar todo o conteúdo curricular articulado a proce-
dimentos e atividades pedagógicas; 
 � identificar os objetivos referentes a competências cognitivas, habili-
dades e atitudes; 
 � definir bibliografia, videografia, iconografia, audiografia, tanto básicas 
quanto complementares; 
 � elaborar o material didático para programas a distância; 
 � realizar a gestão acadêmica do processo de ensino-aprendizagem, 
em particular motivar, orientar, acompanhar e avaliar os estudantes;
 � avaliar se continuamente como profissional participante do coletivo 
de um projeto de ensino superior a distância. 
Os profissionais e fornecedores da EAD4
O outro agente importante na equipe de EAD é o tutor, profissional com 
formação igual ou superior à graduação que atua em sua área de formação 
como suporte aos alunos para as eventuais dificuldades encontradas quando 
do uso do ambiente virtual de aprendizagem, bem como na compreensão de 
algum ponto específico da disciplina (BRASIL, 2007). Na visão de Gabarrone 
(2017), cabe a esse profissional assumir o papel de criação, orientação e apoio 
em diversos momentos da jornada do aluno, assumindo essencialmente a 
responsabilidade de mediar a aprendizado com o uso das TICs seleciona-
das pela IES no projeto de EAD implantado. Suas atribuições específicas 
variam de uma organizaçãopara outra, mas podem incluir atividades de 
feedback, correção de exercícios e provas, esclarecimento de pontos das 
disciplinas, interação em fóruns assíncronos, condução de chats síncronos, 
entre outras funções. 
Os tutores podem exercer suas atividades de maneira presencial ou a 
distância. Conforme os Referenciais de qualidade para educação superior a 
distância, o tutor a distância “atua a partir da instituição, mediando o processo 
pedagógico junto a estudantes geograficamente distantes, e referenciados 
aos polos descentralizados de apoio presencial” (BRASIL, 2007, p. 21). As 
principais atribuições correspondem a:
[...] criação de espaços de construção coletiva de conhecimento, selecionar material 
de apoio e sustentação teórica aos conteúdos e, frequentemente, faz parte de suas 
atribuições participar dos processos avaliativos de ensino-aprendizagem, junto 
com os docentes (BRASIL, 2007, p. 21). 
Por sua vez, o tutor presencial que atende os estudantes em horários 
preestabelecidos: 
[...] deve conhecer o projeto pedagógico do curso, o material didático e o conteúdo 
específico dos conteúdos sob sua responsabilidade, a fim de auxiliar os estudantes 
no desenvolvimento de suas atividades individuais e em grupo, fomentando o 
hábito da pesquisa, esclarecendo dúvidas em relação aos conteúdos específicos, 
bem como ao uso das tecnologias disponíveis (BRASIL, 2007, p. 21). 
Muitas vezes, são atribuições do tutor presencial realizar avaliações, 
ministrar aulas práticas e acompanhar procedimentos em laboratórios es-
pecíficos e nos campos de estágio. Devido a suas atribuições, devem manter 
contato extremo com os demais membros da equipe multidisciplinar de modo 
a fornecer feedback constante sobre como os alunos estão se desenvolvendo 
e opinando sobre as experiências didáticas. 
Os profissionais e fornecedores da EAD 5
De modo geral, a complexidade da EAD exige o trabalho de uma equipe 
multidisciplinar composta por diversas pessoas com competências comple-
mentares. À luz do que se detalha nos padrões de qualidade da educação à 
distância, compete a esses profissionais acompanhar todo o processo que 
corresponde à jornada do aluno em sua aprendizagem, exercendo atividades-
-meio e atividades-fim de modo a cumprir com o modelo de EAD definido no 
projeto pedagógico. 
Competências dos profissionais de EAD
Há quase uma verdadeira “guerra semântica” para definir o que é compe-
tência. Isso acontece porque o termo é objeto de estudo de várias ciências, 
como pedagogia, psicologia e outras. Dessa forma, obter uma uniformidade 
de entendimento é tarefa quase impossível. Por outro lado, esse consenso 
nem deve ser buscado. Cada ciência tem seu campo de estudo definido e, 
dessa maneira, precisa de flexibilidade para o conceito de competência de 
forma a provar suas intencionalidades de pesquisa.
Dávalos e Vásquez (2013) contribuem para as discussões semânticas 
abordando competências sobre os pontos de vista individual e profissional. 
Ao se debruçarem sobre os pensamentos e discussões do tema no âmbito 
individual, eles descrevem que: 
[...] as competências individuais são os conjuntos de características pessoais e 
conhecimento que dão às pessoas a capacidade de desempenhar funções cor-
respondente à sua ocupação de forma satisfatória. São repertórios de comporta-
mentos que algumas pessoas dominam melhor do que outras, o que torna eficaz 
em determinada situação. As competências representam, então, uma linha de 
união entre as características individuais e as qualidades necessárias para realizar 
missões profissionais precisas (DÁVALOS; VÁSQUEZ, 2013, documento on-line).
Prosseguem os autores ao discorrer sobre a interpretação de competência 
profissional Dávalos e Vásquez (2013, documento on-line): 
[...] a capacidade de aplicar, em condições operacionais e de acordo com nível 
exigido, as habilidades, conhecimentos e atitudes adquiridos pelo treinamento e 
experiência, incluindo possíveis novas situações que possam surgir.
Entre os diversos conceitos existentes para competências, opta-se pela 
definição de Fleury e Fleury (2001, p. 187), que as define como “um saber 
agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir 
Os profissionais e fornecedores da EAD6
conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à 
organização e valor social ao indivíduo”. Há a visão aqui de que um pro-
fissional competente é aquele que sabe agir em situações diversas, indo 
além do prescrito e tomando iniciativas quando necessário. O conceito 
também indica que a competência não está ligada apenas a uma relação 
de conhecimentos teóricos e empíricos que as pessoas dominam sobre um 
determinado tema.
Percebe-se, então, que não basta saber tudo sobre uma determinada coisa, 
pois ter competência sobre algo é muito maior do que isso. Para Amaral et al. 
(2008), a definição de competência deve ser compreendida em três dimensões: 
a tríade conhecimento + habilidade + atitude (CHA). Ela pode ser compreendida 
de uma forma fácil: num primeiro momento, tem-se o conhecimento, que deve 
ser entendido como a busca pelo saber. Constantemente, deve-se buscar 
aprender e reaprender, uma vez que, conforme dominamos uma competência 
ou até mesmo subimos de posição na hierarquia das organizações, deparamos 
com problemas de maior complexidade. Dessa forma, quanto mais sabemos 
mais estamos preparados para enfrentar desafios mais complexos e, como 
consequência, mais capacitados nos tornamos.
Em seguida, apresenta-se a habilidade, ou seja, saber utilizar o conheci-
mento adquirido para resolver os problemas. Vale ressaltar que a habilidade 
não é a mera aplicação do conhecimento, mas também a utilização de co-
nhecimentos diversos nunca pensados para cada situação. Isso é uma forma 
de demonstrar criatividade: encontrar novos usos para os conhecimentos 
adquiridos, criando ideias.
A competência amadurece por completo quando demonstramos atitude, 
que consiste em saber fazer acontecer. Com atitude, conseguimos apresentar 
excelentes resultados com a melhor utilização do conhecimento e da habi-
lidade. Trata-se de mobilizar de modo eficaz pessoas e recursos na direção 
desejada.
Como resultado do desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e 
atitudes, pode-se afirmar, como fazem Amaral et al. (2008, documento on-
-line), que uma pessoa competente: “passa a ser a consequência da utilização 
adequada pelo profissional de seus atributos de competência, isto é, dos 
conhecimentos, habilidades e atitudes que possui e que são compatíveis 
com a função que ele desempenha”.
É relevante adicionar também a compreensão de Ruas (2005, p. 39), 
segundo o qual o conceito de competência também assimila a ideia de 
capacidade: 
Os profissionais e fornecedores da EAD 7
Capacidades seriam conhecimentos, habilidades e atitudes desenvolvidas em 
diversas situações (como a formação superior, a experiência prática) e passíveis 
de serem mobilizadas em situações específicas no trabalho. O exercício de uma 
competência consistirá na combinação e na mobilização dessas capacidades para 
cumprir uma demanda de trabalho, ou um evento.
Ruas (2005) acrescenta que é preciso contextualizar cada competência 
a ser realizada. Uma forma de ilustrar isso é observar em cada situação 
quais recursos são necessários para elaborar determinado trabalho e quais 
são as formas de realizá-lo. Ao fazer a melhor escolha possível, colocam-
-se em prática as condições necessárias para exercer tal competência. 
Aqui percebe-se mais uma vez a necessidade de saber cada vez mais: ao 
possuirmos mais conhecimentos, podemos ter um leque maior de opções 
de escolha e, desta forma, aumentamos nossa competência na solução 
de problemas.
Na EAD, há competências alusivas a um dos agentes principais do processo 
de ensino e aprendizado mediado pelas TICs: o docente. Esse profissional 
deve ter uma tríade de saberes para sua atuação: 
 � competências de conteúdo;
 � competências pedagógicas; 
 � competências tecnológicas.Ademais, é preciso identificar que o conjunto de competências dos do-
centes é diferente nas modalidades a distância e presencial: 
 � Corpo docente na modalidade a distância — conjunto de profissionais 
vinculados à IES com funções que envolvem o conhecimento do con-
teúdo, avaliação, estratégias didáticas, organização metodológica, 
interação e mediação pedagógica, como autor de material didático, 
coordenador de curso e professor responsável por disciplina. 
 � Corpo docente na modalidade presencial — para fins de avaliação, 
considera-se corpo docente o conjunto de professores com formação 
mínima em nível de especialização, vinculados à IES, que desenvolvam 
atividades de ensino na graduação (BRASIL, 2017).
Os profissionais e fornecedores da EAD8
Ao cotejar as responsabilidades dos docentes nas duas modalidades, 
percebe-se que, para fins de avaliação, espera-se do corpo docente 
na modalidade a distância um conjunto de saberes mais completo do que na 
modalidade presencial. Atenua-se a distinção, porém, quando se percebe que 
poucos são os docentes que atuam exclusivamente numa das modalidades e 
que, devido aos impactos da pandemia da covid-19, todos praticamente tiveram 
que migrar para o meio virtual, agregando, assim, competências por meio da 
experiência empírica forçada, subsidiada ou não por um sistema de capacitação 
das instituições de ensino. 
O construto das competências apresenta múltiplas interpretações e di-
ficilmente será encontrada uma concordância semântica entre as diversas 
acepções do termo. Também percebe-se que, devido os acontecimentos da 
recente pandemia, distinguir as competências dos docentes e da equipe 
multidisciplinar de apoio a EAD daquela presencial faz pouco sentido, uma 
vez que a pandemia reduziu os hiatos e levou — mesmo que forçosamente — 
todos à virtualização da educação. 
Fornecedores na EAD
Para que a EAD seja ofertada por uma IES, um conjunto de procedimentos 
deve ser realizado, desde a etapa de planejamento e inclusão do propósito 
no Plano de Desenvolvimento Institucional até o momento em que o aluno 
tem o seu aprendizado mediado por TICs. 
Em muitas situações, as faculdades, centros universitários e universida-
des não asseguram internamente todos os recursos necessários para atuar 
na EAD. Isso ocorre por falta de recursos financeiros ou de tempo para o 
desenvolvimento interno, ou ainda por estratégia deliberada para que o 
foco fique no gerenciamento do processo-fim e não se estenda à produção 
de soluções para as atividades-meio. Para possibilitar que o aluno tenha 
uma experiência de aprendizado completa, as IES recorrem à terceirização 
de parte dos subsistemas de apoio à oferta da EAD, por meio da contratação 
de fornecedores. 
De acordo com a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED, 
[2022a], documento on-line): “a prestação de serviço consiste na contratação 
de uma empresa especializada para realizar uma tarefa específica para a 
contratante”. Para essa associação, na EAD muitas são as organizações que 
Os profissionais e fornecedores da EAD 9
prestam apoio para as IES realizarem a oferta da educação nessa modalidade. 
Entre os processos subsidiados, encontramos: 
[...] produção de materiais didáticos em diversos formatos, como vídeos, anima-
ções, textos, etc.; digitalização de materiais; aplicação de materiais didáticos em 
plataformas digitais; gravação de aulas em vídeo, entre outros (ABED, [2022a], 
documento on-line). 
Expandindo a relação de fornecedores para a EAD, a Abed ([2022a]) apre-
senta uma lista de possibilidades de contratação de serviços e produtos 
para a atuação no setor: 
 � agência de consultoria e serviços em marketing digital;
 � agência de publicidade;
 � assessoria de imprensa;
 � consultoria pedagógica e educacional;
 � desenvolvimento de conteúdo para EAD;
 � editorial (produção de conteúdo textuais impressos ou digitais e/ou 
multimídia);
 � impressão e gráfica;
 � produção audiovisual;
 � recursos didáticos para metodologias ativas, simuladores e jogos 
educacionais;
 � tecnologia da informação (hardware).
No censo que a Abed [2022b] realiza constantemente, verificou-se a 
incidência de quais são os serviços mais frequentes cuja contratação é 
patrocinada pelas faculdades, centros universitários e universidades, e até 
mesmo por organizações não educacionais, mas que estruturaram suas 
universidades corporativas. Na Figura 1, percebe-se que soluções para 
webconferência, tais como Zoom, Teams e Meet, aparecem em primeiro 
lugar. Na segunda posição vem a contratação de bibliotecas virtuais, 
seguida, por 38% das IES pesquisadas, da contratação de plataformas 
denominadas Learning Management System (LMS), ou Ambientes Virtuais 
de Aprendizagem (AVA). 
Os profissionais e fornecedores da EAD10
Figura 1. Serviços contratados pelas instituições em 2020, por segmento, em %.
Fonte: Adaptada de Abed [2022b].
Especificamente, nomeando em ordem alfabética os principais for-
necedores de LMS no Brasil, temos: 
 � Blackboard;
 � Canvas;
 � D2L Brasil;
Os profissionais e fornecedores da EAD 11
 � Digital Pages;
 � DTCom;
 � Edools;
 � Grupo A;
 � Otimize-TI;
 � Soluções baseadas em Moodle;
 � Thinkr (GUIA..., 2018).
Ao se contratar um fornecedor, alguns cuidados precisam ser tomados. 
Pensando em seus associados, a Abed teceu algumas recomendações. A pri-
meira delas consiste na análise da necessidade da contratação. Nesse aspecto: 
[...] é importante que a organização contratante tenha um coordenador especializado 
em EAD para que o projeto da ação educativa seja desenvolvido. O coordenador 
deve conhecer as etapas de planejamento, desenvolvimento e avaliação de um 
projeto de EAD (ABED, [2022a], documento on-line).
Tal fato, que à primeira vista parece ser uma obviedade, é de real per-
tinência, uma vez que a IES contratante vai se deparar com um ambiente 
com necessidades e linguagens diferentes da educação presencial, e cujas 
competências são mais específicas. Antes de realizar contratações de for-
necedores, cabe ao coordenador realizar as seguintes indagações (ABED, 
[2022a], documento on-line):
Qual é o público da ação educativa em EAD? Quais suas características? Quais 
são os objetivos da ação educativa? Quais são os recursos humanos e financeiros 
disponíveis na instituição para a contratação? Quais etapas do projeto podem ser 
desenvolvidas pela equipe da instituição contratante e quais precisam ser terceiri-
zadas? Qual é o tempo disponível para a realização do trabalho a ser contratado? 
Quais responsáveis da instituição contratante ficarão encarregados do acompa-
nhamento do trabalho da empresa contratada e como esse acompanhamento 
será realizado? Em quantas etapas o projeto pode ser desenvolvido? (Exemplo: 
planejamento, produção, implantação, entre outros).
Compreendido o projeto de EAD a ser implantado, parte-se para a definição 
e comunicação clara do serviço desejado. Nesta etapa, a coordenação de 
implantação da EAD na IES já conhece o escopo do projeto e pode elaborar 
as premissas para avaliar as necessidades a serem incorporaras ao projeto 
por meio das competências de terceiros. Deve-se ter o cuidado de especificar, 
Os profissionais e fornecedores da EAD12
principalmente por meio de contratos, todos os pontos essenciais, de modo 
a evitar discordâncias entre o que é esperado pelo contratante e aquilo que 
é entregue pelo fornecedor. Conforme lembra a Abed ([2022a], documento 
on-line): “Uma organização com vasta experiência em resolver diversos pro-
blemas de EAD em instituições diferentes pode oferecer soluções que não 
foram pensadas pela contratante e que podem ser mais efetivas e pertinentes”. 
Uma ação de parceria constante deve nortear as relações entre IES e 
empresas de suporte a EAD. 
Segundo a Abed ([2022a]), outra etapa a ser cumprida pelas IES quando da 
contratação de serviços de apoio a EAD é a pesquisa de mercado sobre pres-
tadoras de serviço. É preciso conhecer de antemão os padrões de qualidade 
do serviço e seu respeitoaos prazos, atributos essenciais na educação, seja 
qual for a modalidade. Como medida efetiva, a associação sugere contactar 
outras IES atendidas pela empresa, bem como pesquisar se existem demandas 
judiciais contra o fornecedor, por exemplo.
A Abed ([2022a], documento on-line) também lembra que é preciso es-
tabelecer os critérios para avaliação das propostas, diante de aspectos 
administrativos, técnicos e financeiros, como detalhado a seguir: 
Do ponto de vista administrativo, por exemplo, para que uma empresa seja 
selecionada, ela deve apresentar documentação previamente determinada. A 
orientação para a definição dos documentos necessários deve ser fornecida pelo 
setor financeiro e administrativo da contratante (exemplo: registro, comprovação 
de pagamento de impostos, entre outros). Do ponto de vista técnico, é neces-
sário definir os critérios usados para avaliar as propostas, como adequação ao 
público, originalidade, tempo para realização, entre outros. Do ponto de vista 
financeiro, os critérios também devem ser divulgados. Por exemplo, o critério 
para seleção pode ser o menor preço ou o valor disponível pela contratante para 
a realização do projeto. Também pode ser a relação entre a melhor proposta 
técnica e o menor preço. 
Por meio de critérios objetivos, a IES poderá aferir as propostas e iden-
tificar aquelas que realizarão a melhor entrega de valor para os propósitos 
de EAD delineados pela organização. 
Outra medida salutar no processo de escolha e entrega de serviços 
dos fornecedores é o acompanhamento do processo de produção. A in-
tencionalidade dessa ação reside em evitar atrasos no cumprimento de 
cronogramas de execução e produção realizados às pressas, comprome-
tendo a qualidade. 
Os profissionais e fornecedores da EAD 13
É preponderante também que todas as etapas do processo tenham 
algum tipo de inferência do Núcleo de Educação a Distância, como 
prescreve a Abed ([2022a], documento on-line), ao detalhar que: 
[...] se a prestação de serviço é a produção de um programa de vídeo, é importante 
prever a análise e avaliação do roteiro antes da gravação. Quando o material ainda 
está no roteiro, é possível corrigir aspectos de conteúdo ou pedagógicos que seriam 
de difícil correção depois da gravação. 
Tal cuidado evita retrabalhos que incidiriam em majoração de custos. 
Por fim, uma última medida é ressaltada pela Abed ([2022a]) ao considerar 
as preocupações quanto à contratação de empresas terceirizadas para a 
realização de atividades educacionais a distância: a avaliação das etapas de 
trabalho e do projeto. As métricas de avaliação devem ser construídas em 
comum acordo entre contratante e contratada, de modo a perceber o mais 
rápido possível se algum ponto está ocorrendo fora do previsto. Segundo a 
Abed ([2022a], documento on-line): 
A avaliação nas etapas permite negociações e mudanças de rumo, quando for o 
caso. Evita acumular distorções nas interpretações e garante seguir uma trilha 
mais segura na direção do desenvolvimento dos produtos. A contratante e a con-
tratada devem buscar uma parceria em que cada um colabore da melhor maneira 
possível no processo.
A preocupação aqui é garantir aos gestores que o investimento realizado 
traga o retorno esperado e, ao mesmo tempo, garantir prontidão para o ajuste 
de rumos caso se perceba que o serviço estregue não atende às expectativas. 
É muito importante conhecer também os detalhes dos contratos firmados 
para decidir quanto à pertinência e ao ensejo de trocar de fornecedor, caso 
esta seja a melhor alternativa para as instituições que ofertam a EAD.
Muitas IES ou universidades corporativas efetivam a oferta de seus ser-
viços educacionais por meio de parcerias que colaboram com os projetos 
disponibilizando plataformas de webconferência, bibliotecas e ambientes 
virtuais de aprendizagem, entre tantas outras soluções disponíveis. Para evitar 
dissabores na contratação de terceiros, uma série de recomendações deve 
ser seguida, de modo a garantir que os investimentos realizados entreguem 
a qualidade esperada. 
Os profissionais e fornecedores da EAD14
Referências 
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Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
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