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No processo do trabalho, a apelação equivale ao recurso ordinário trabalhista, o principal recurso utilizado para contestar decisões nas Varas do Trabalho e no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Esse recurso, assim como outros recursos do processo trabalhista, apresenta peculiaridades em relação ao processo civil. Abaixo está um resumo dos pontos essenciais para o estudo do processo do trabalho: Princípios do Processo do Trabalho Princípio da Simplicidade e Informalidade: O processo do trabalho é menos formal e mais célere que o processo civil. A simplificação visa facilitar o acesso dos trabalhadores ao Judiciário. Princípio da Proteção: O processo do trabalho é voltado para a proteção do empregado, parte mais vulnerável da relação. Princípio da Celeridade: Busca rápida resolução dos conflitos trabalhistas, refletido nos prazos mais curtos para a interposição de recursos. Estrutura do Processo do Trabalho Fase Postulatória: O processo trabalhista inicia com a petição inicial do reclamante (trabalhador). Nela, são apresentados os pedidos, acompanhados de um resumo dos fatos. Fase Instrutória: Na audiência, as partes apresentam provas, depoimentos, e o juiz pode determinar a produção de provas adicionais para o esclarecimento dos fatos. Fase Decisória: Após a instrução, o juiz prolata a sentença, que pode ser impugnada pela parte insatisfeita através de recurso. Execução: Caso a sentença transite em julgado (não haja mais recursos), a fase de execução busca a efetivação dos direitos reconhecidos na decisão. Principais Recursos no Processo do Trabalho Recurso Ordinário (RO): Principal recurso utilizado no processo trabalhista, cabível contra sentenças das Varas do Trabalho. O prazo para interposição é de 8 dias. Embargos de Declaração: Cabível quando há omissão, obscuridade, contradição ou erro material na decisão. O prazo é de 5 dias. Recurso de Revista: Cabível para o Tribunal Superior do Trabalho (TST) quando houver divergência jurisprudencial ou violação da lei federal ou da Constituição. O prazo é de 8 dias. Agravo de Instrumento: Utilizado para destrancar recursos não admitidos na instância inferior. Prazo: 8 dias. Prazos e Procedimentos Prazos Curto: Em geral, os prazos recursais são mais curtos no processo do trabalho (5 ou 8 dias), visando a celeridade processual. Preparo: No recurso de revista e no agravo, é necessário o recolhimento do depósito recursal e das custas processuais para garantir a interposição. Audiência Trabalhista A audiência trabalhista é um ato central no processo do trabalho, onde as partes e suas testemunhas são ouvidas. É comum a conciliação ser tentada em várias etapas da audiência, incentivando o acordo. Execução Trabalhista Na fase de execução, uma vez que a sentença tenha transitado em julgado, o juiz ordena o pagamento das verbas devidas. O Cumprimento de Sentença ocorre na Vara do Trabalho, onde o reclamante pode pedir medidas de bloqueio, penhora e leilão de bens para satisfazer o crédito trabalhista. Resumo Final O processo do trabalho é caracterizado por princípios de celeridade, simplicidade e proteção ao trabalhador. Seus recursos apresentam prazos curtos, incentivando uma resolução rápida e eficaz dos conflitos trabalhistas. As partes devem estar atentas às peculiaridades desse processo e às formalidades específicas para garantir que seus direitos sejam plenamente exercidos e reconhecidos. Jus postulandi é o direito que permite às partes, no processo do trabalho, atuarem diretamente perante a Justiça do Trabalho sem a necessidade de serem representadas por um advogado. Esse princípio está previsto no artigo 791 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e busca facilitar o acesso à justiça para trabalhadores e empregadores, especialmente em causas de menor complexidade. Características do Jus Postulandi Direito à Autodefesa: O jus postulandi concede às partes a possibilidade de ingressarem com ações, apresentarem defesas, e recorrerem sem a presença de um advogado. Esse direito visa permitir que o trabalhador ou o empregador, principalmente aqueles que não possuem condições financeiras para contratar um advogado, possam buscar ou defender seus direitos diretamente. Limitações: Apesar de facilitar o acesso à Justiça, o jus postulandi tem limitações. Ele é restrito a processos de primeira e segunda instância, ou seja, pode ser utilizado nas Varas do Trabalho e nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT). No entanto, em instâncias superiores, como o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ou em processos complexos, a representação por advogado é obrigatória. Eficácia Limitada: Na prática, o jus postulandi é pouco utilizado, especialmente em processos complexos. Isso ocorre porque a Justiça do Trabalho possui uma legislação específica e técnica, e a ausência de um advogado pode dificultar a defesa de direitos ou a formulação adequada de recursos e pedidos. Alternativa ao Jus Postulandi: Para os trabalhadores que não têm condições financeiras de arcar com um advogado, a Justiça do Trabalho conta com a Defensoria Pública (em locais onde está disponível) e com o apoio dos sindicatos, que podem fornecer assistência jurídica. Vantagens e Desvantagens Vantagens: Facilita o acesso ao Judiciário para pessoas de baixa renda e simplifica a defesa de direitos em causas simples. Desvantagens: A falta de conhecimento técnico em direito pode prejudicar as partes que optam pelo jus postulandi, já que o processo trabalhista possui normas específicas e a presença de um advogado pode aumentar as chances de sucesso na demanda. Resumo O jus postulandi é um recurso importante para promover o acesso à Justiça no âmbito trabalhista, permitindo que trabalhadores e empregadores atuem diretamente no processo. Contudo, ele apresenta limitações que reduzem sua eficácia em casos complexos e nas instâncias superiores. O artigo 840 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) trata da petição inicial no processo trabalhista, especificando como deve ser feita a formulação do pedido pelo reclamante (trabalhador) para dar início à ação na Justiça do Trabalho. Texto do Artigo 840 da CLT O artigo 840 da CLT estabelece: § 1º: A reclamação trabalhista pode ser apresentada de forma oral ou escrita. § 2º: Quando apresentada por escrito, a petição inicial deve conter uma breve exposição dos fatos e o pedido (ou pedidos), de forma clara e objetiva, indicando o que o reclamante espera receber ou ver reconhecido judicialmente. § 3º: Quando apresentada oralmente, a reclamação é reduzida a termo pelo servidor da Justiça do Trabalho, que transcreve a petição inicial com base no que foi dito pelo reclamante, garantindo o registro da demanda. § 4º: O artigo também menciona a possibilidade de arquivamento da reclamação trabalhista caso o reclamante não compareça à audiência inicial, sem justificativa, o que pode levar à extinção do processo sem resolução do mérito. Resumo e Pontos Importantes Flexibilidade na Apresentação: O art. 840 da CLT permite que o trabalhador apresente a reclamação trabalhista de forma simples, inclusive oralmente, o que facilita o acesso ao Judiciário para aqueles que não têm condições de elaborar uma petição escrita. Exposição Clara e Objetiva: Mesmo com essa flexibilidade, o pedido deve ser formulado de maneira objetiva para permitir uma decisão precisa. Possibilidade de Arquivamento: Caso o trabalhador não compareça à audiência inicial, o processo pode ser arquivado. Se isso ocorrer por duas vezes, poderá haver implicações como a necessidade de pagamento de custas para nova propositura. Importância do Artigo 840 da CLT Esse artigo reflete a natureza mais acessível e informal do processo trabalhista, promovendo a celeridade e o acesso à Justiça para os trabalhadores. É uma disposição que facilita a busca por direitos trabalhistas, especialmente para aqueles que não podem contar com assessoria jurídica no momento da propositura da ação. No processo trabalhista, os ritos processuais são ajustados para dar celeridade e simplicidade ao julgamento das causas, especialmente em razãoda natureza dos direitos trabalhistas. Os três principais ritos (ordinário, sumaríssimo e sumário) diferem em relação ao valor da causa, à complexidade do processo e ao número de testemunhas permitidas para cada parte. A seguir, detalhamos cada rito e as limitações quanto ao uso de testemunhas. Rito Ordinário O rito ordinário é o rito comum no processo trabalhista, aplicável a causas mais complexas ou de valor mais elevado. Valor da Causa: Superior a 40 salários mínimos. Fase de Audiência: A audiência no rito ordinário pode ser dividida em etapas: Conciliação: Primeiramente, tenta-se um acordo entre as partes. Instrução e Provas: Caso não haja acordo, passa-se à fase de instrução, onde são apresentadas as provas e ouvidas as testemunhas. Número de Testemunhas: Cada parte pode indicar até 3 testemunhas para a instrução. Esse limite permite uma análise mais aprofundada, considerando a complexidade das causas nesse rito. Recursos: As decisões podem ser questionadas por meio de recursos como o recurso ordinário e o recurso de revista, se cumpridos os requisitos legais. Rito Sumaríssimo O rito sumaríssimo foi criado pela Lei nº 9.957/2000 para simplificar e agilizar o processo trabalhista em causas de menor valor e complexidade. Valor da Causa: Até 40 salários mínimos. Fase de Audiência: No rito sumaríssimo, há uma única audiência, na qual se tentam todas as etapas: Conciliação, Instrução e Julgamento: Primeiramente, tenta-se a conciliação. Caso não haja acordo, passa-se à instrução, com apresentação de provas, oitiva das testemunhas e, na sequência, o julgamento. Número de Testemunhas: Cada parte pode indicar até 2 testemunhas. Essa limitação visa garantir maior celeridade e simplificação na análise das provas. Recursos: Não é permitido o recurso de revista com fundamento em divergência jurisprudencial, salvo em casos de ofensa direta à Constituição. Rito Sumário O rito sumário é o rito mais simples e rápido do processo trabalhista, aplicável apenas a causas de menor valor. Valor da Causa: Até 2 salários mínimos. Fase de Audiência: No rito sumário, há uma única audiência com tentativa de conciliação, seguida de instrução e julgamento. Em razão do valor reduzido da causa, a fase probatória é simplificada. Número de Testemunhas: Em geral, aplica-se o limite de 2 testemunhas por parte, conforme a interpretação dos princípios de celeridade e economia processual. Recursos: A tramitação e as possibilidades de recurso são limitadas, e o processo é conduzido de maneira bastante célere. Comparativo dos Ritos e Número de Testemunhas Rito Valor da Causa Número de Testemunhas Características Rito Ordinário Superior a 40 salários mínimos Até 3 testemunhas por parte Audiência dividida em etapas, maior detalhamento Rito Sumaríssimo Até 40 salários mínimos Até 2 testemunhas por parte Audiência única, mais rápido e simplificado Rito Sumário Até 2 salários mínimos Até 2 testemunhas por parte Procedimento extremamente simplificado Importância do Número de Testemunhas no Processo Trabalhista A limitação do número de testemunhas para cada rito busca equilibrar o tempo e os recursos dedicados a cada processo, de acordo com sua complexidade e valor. No processo do trabalho, as testemunhas têm um papel fundamental, pois a prova testemunhal é frequentemente necessária para esclarecer questões de fato, como condições de trabalho, jornada, e outros detalhes que nem sempre são documentados. Os limites estabelecidos buscam garantir que o processo seja célere, sem comprometer o direito das partes a uma defesa adequada e completa. A competência territorial da Justiça do Trabalho determina onde uma ação trabalhista deve ser ajuizada, de acordo com o local onde os serviços foram prestados ou outros critérios específicos, com o objetivo de facilitar o acesso à justiça para o trabalhador e tornar o julgamento mais adequado às condições do caso. As regras sobre competência territorial estão previstas principalmente no artigo 651 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Critérios de Competência Territorial no Processo Trabalhista Regra Geral: Local da Prestação de Serviços Local de Trabalho: A regra geral é que a ação trabalhista deve ser ajuizada no local onde os serviços foram prestados. Esse critério permite que o processo ocorra em uma jurisdição que tenha proximidade e conhecimento sobre as condições e circunstâncias locais da relação de trabalho. Facilidade para o Trabalhador: Essa regra favorece o trabalhador, permitindo que ele entre com a ação próximo ao local onde exerceu sua atividade, sem ter que se deslocar para a sede da empresa (caso esta esteja em outra localidade). Exceção: Local da Contratação Em casos específicos, é possível ajuizar a ação no local da contratação. Isso ocorre especialmente em situações em que o trabalhador tenha prestado serviços em várias localidades e não exista uma cidade fixa para o trabalho. Trabalho Externo e Empregador Itinerante Para trabalhadores que não exercem suas funções em um local fixo, como motoristas, representantes comerciais, vendedores externos e outros empregados itinerantes, há regras específicas: Possibilidade de Escolha: Nesses casos, o trabalhador pode escolher ajuizar a ação no local onde foi contratado, no local onde realizou a maior parte dos serviços ou no local de sua residência. Justificativa: Essa flexibilização busca garantir que o empregado tenha acesso à Justiça em um local de fácil acesso, considerando que, devido à natureza de seu trabalho, ele não possui um local fixo para prestação de serviços. Trabalhadores Transferidos Para trabalhadores que foram transferidos durante a vigência do contrato de trabalho: Competência no Último Local de Trabalho: Quando o trabalhador é transferido, ele pode optar por ajuizar a ação no local da última prestação de serviços ou no local da contratação. Competência em Casos Internacionais Nos casos em que o trabalhador foi contratado no Brasil, mas prestou serviços no exterior: Competência da Justiça Brasileira: É permitida a proposição da ação trabalhista no Brasil, no local onde se deu a contratação ou na sede da empresa. Isso garante ao trabalhador o direito de processar o empregador no país onde se deu o início da relação de emprego. Resumo Tipo de Trabalhador Local de Competência para Ajuizar Ação Trabalhador com Local Fixo Local onde prestou o serviço (regra geral) Trabalhador com Múltiplos Locais ou Empregador Itinerante Local da contratação, residência do trabalhador, ou onde realizou a maior parte dos serviços Trabalhador Transferido Local da última prestação de serviços ou local da contratação Trabalhador no Exterior Local de contratação no Brasil ou sede da empresa Importância da Competência Territorial Essas regras de competência territorial são importantes para facilitar o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho, especialmente considerando que ele é a parte hipossuficiente da relação. Ao permitir que o processo ocorra próximo ao local de trabalho ou residência do empregado, a Justiça do Trabalho contribui para a celeridade e efetividade no julgamento das demandas trabalhistas. Exceção de Incompetência Territorial: Conceito e Objetivo A exceção de incompetência territorial é uma defesa preliminar usada pelo reclamado (normalmente o empregador) para questionar a jurisdição do local onde a ação foi ajuizada, buscando transferi-la para o foro correto, que pode ser o local da prestação dos serviços ou outro conforme as regras de competência territorial. Procedimento e Prazos Prazo: A exceção deve ser apresentada na audiência inicial e antes de qualquer discussão sobre o mérito do caso. Esse prazo é essencial; se o reclamado não alegar a incompetência territorial no início da audiência, ele perde o direito de questioná-la, pois, ao discutir o mérito, presume-se que ele aceitou a competência do juízo atual. Forma de Apresentação: A exceção de incompetência deve ser apresentada por escrito e deve indicar claramente o juízo que o reclamado considera competente, conforme oscritérios da CLT. Tramitação da Exceção de Incompetência Territorial Análise pelo Juiz: O juiz analisa a exceção e decide se ela tem fundamento. Se o juiz aceitar a exceção, ele determina o envio do processo ao juízo competente, que deve estar dentro das regras de competência territorial do processo trabalhista. Efeitos: A apresentação da exceção de incompetência territorial suspende o processo até que a questão da competência seja resolvida. Se a exceção for deferida, o processo é transferido para o foro correto; se for indeferida, ele prossegue no juízo inicial. Exemplo Prático de Exceção de Incompetência Territorial Se um trabalhador ajuizar uma ação em um local diferente do seu local de trabalho e o empregador julgar que essa competência territorial está incorreta, ele pode apresentar a exceção de incompetência territorial na audiência inicial. Isso evita que o processo continue em um foro que não corresponde ao local correto segundo as normas da CLT. Resumo dos Prazos e Medidas Passo Medida Prazo Antes do início da discussão de mérito na audiência inicial. Forma Por escrito, com indicação do juízo que o reclamado considera correto. Tramitação Juiz decide sobre a exceção e, se deferida, transfere o processo ao foro correto. Efeito Suspensão do processo até que a competência seja definida. Essa medida de defesa é importante para garantir que o processo ocorra no foro mais adequado, alinhado com as normas da competência territorial trabalhista. O Recurso de Revista é um dos recursos previstos na Justiça do Trabalho e tem como objetivo revisar as decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). Este recurso está previsto no art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é utilizado para levar as decisões dos tribunais regionais ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), visando a uniformização da jurisprudência trabalhista e a interpretação correta da legislação. Características e Requisitos do Recurso de Revista Cabimento O recurso de revista é cabível apenas em determinadas situações, de acordo com a legislação. Pode ser interposto contra: Decisão de mérito do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que contrarie a Constituição Federal ou as leis federais (incluindo tratados e convenções internacionais ratificados pelo Brasil). Decisão que contrariar súmula ou jurisprudência do TST. Decisão que violar princípio ou norma da CLT ou de outros dispositivos normativos aplicáveis ao direito do trabalho. Pressupostos de Admissibilidade O recurso de revista deve cumprir certos requisitos para ser admitido: Interposição dentro do prazo de 8 dias, conforme o artigo 896 da CLT. Demonstração de divergência jurisprudencial ou violação direta à Constituição ou às leis federais. Prequestionamento: O tema discutido no recurso deve ter sido abordado nas instâncias inferiores, ou seja, deve ter sido “prequestionado” nas decisões anteriores. Certidão de julgamento da decisão recorrida (decisão de mérito do TRT). Fundamentos do Recurso de Revista O recurso de revista pode ser fundamentado em: Violação da Constituição: Quando a decisão do TRT contraria a Constituição Federal. Contrariedade a Súmulas ou Jurisprudência do TST: Quando a decisão do TRT não segue o entendimento pacificado pelo Tribunal Superior do Trabalho. Erro de Direito: Quando há interpretação equivocada de dispositivos da CLT ou de outras normas trabalhistas. Julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) O recurso de revista é analisado pelo Tribunal Superior do Trabalho, que pode: Conhecer e dar provimento ao recurso, reformando a decisão do TRT. Não conhecer do recurso ou negar provimento, mantendo a decisão recorrida do Tribunal Regional do Trabalho. Efeitos do Recurso de Revista O efeito suspensivo não é automático no recurso de revista. Ou seja, ele não suspende a execução da sentença até que o TST decida sobre o recurso, salvo se a parte recorrer e pedir expressamente a suspensão da execução e o TST conceder. Caso o TST dê provimento ao recurso de revista, ele pode reformar a decisão do TRT ou até mesmo determinar o retorno do processo para nova análise. Resumo O Recurso de Revista é uma ferramenta importante para garantir a uniformidade na interpretação do direito do trabalho no Brasil. Ele permite que as decisões dos TRTs sejam revisadas pelo Tribunal Superior do Trabalho, garantindo que a jurisprudência e a legislação sejam seguidas corretamente. Prazo: 8 dias após a publicação da decisão do TRT. Cabimento: Quando houver violação da Constituição, das leis federais ou das súmulas do TST. Requisitos: Prequestionamento, demonstração de divergência jurisprudencial, e a adequação à legalidade. Efeitos: Não tem efeito suspensivo automático, mas pode suspender a execução se solicitado e aceito. Esse recurso é essencial para corrigir possíveis erros materiais ou jurídicos nas decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho, garantindo a correta aplicação da legislação trabalhista.