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COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS P R O F . T O M Á S C O E L H O Estratégia MED Prof. Tomas Coelho | Complicações Pós-Operatórias 2CIRURGIA PROF. TOMAS COELHO INTRODUÇÃO @estrategiamed /estrategiamedEstratégia MED t.me/estrategiamed @proftomascoelho Olá, Estrategista! Meu querido aluno Estrategista, Este é um resumo estratégico. O objetivo dele é focar nos principais temas que foram cobrados nos concursos de Residência sobre complicações pós-operatórias. Com este resumo, você será capaz de responder em torno de 80% das questões que caírem sobre o tema; dos 20% faltantes, eu garanto a você que 10% são questões que a banca cobra tão pouco que, se aparecerem, é quase um evento; e os outros 10% são devaneios e rodapés de artigos e livros. Para os últimos 20%, é necessário dar uma lida no livro digital, pois lá temos o material completo e detalhado. @estrategiamed https://www.instagram.com/estrategiamed/?hl=pt https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw https://t.me/estrategiamed https://www.instagram.com/proftomascoelho/ Estratégia MED Prof. Tomas Coelho | Complicações Pós-Operatórias 3CIRURGIA Neste resumo, vamos focar em: ✓ Complicações locais; ✓ Febre pós-operatória; ✓ Complicações gastrointestinais; ✓ Síndrome compartimental abdominal, desde a fisiopatologia até seu tratamento. COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS Complicações Gastrointes�nais Complicações Locais Febre Pós-operatória Síndrome Compar�mental Abdominal Classificação de Clavien-Dindo Complicações Pulmonares Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 4 SUMÁRIO 1.0 COMPLICAÇÕES LOCAIS 5 1.1 INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO 5 1.2 DEISCÊNCIA DE FERIDA OPERATÓRIA 8 1.3 RESUMO DAS COMPLICAÇÕES LOCAIS 11 2.0 FEBRE PÓS-OPERATÓRIA 12 3.0 COMPLICAÇÕES GASTROINTESTINAIS 14 3.1 ÍLEO PÓS-OPERATÓRIO 15 3.2 DEISCÊNCIA ANASTOMÓTICA 17 3.3 FÍSTULAS INTESTINAIS 21 4.0 SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL 26 5.0 LISTA DE QUESTÕES 31 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 32 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 33 Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 5 1.0 COMPLICAÇÕES LOCAIS As complicações cirúrgicas locais (relacionadas a feridas operatórias) são o tema mais cobrado nos concursos de Residência, representando 32% das questões. O que você precisa prestar atenção: ✓ Ter capacidade de reconhecer qual é a complicação da ferida operatória; ✓ Saber quais são os fatores de risco para aquela complicação local; ✓ Saber qual é a conduta frente a cada uma das complicações. Vamos começar falando da principal complicação local pós-operatória: a infecção de ferida operatória. 1.1 INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO As ISCs são infecções relacionadas a procedimentos cirúrgicos classificadas conforme os planos acometidos e definidas segundo critérios. Caso a infecção envolva mais de um plano anatômico, devemos considerar o sítio de maior profundidade. Figura 1 - Classificação da Infecção do Sítio Cirúrgico. CAPÍTULO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 6 Podemos definir a ISC como uma infecção relacionada a um procedimento cirúrgico que ocorre na incisão ou perto dela, dentro de 30 dias após o procedimento OU dentro de 90 dias, se houver implante de próteses na cirurgia (na infecção de sítio cirúrgico profunda ou órgão-cavidade). O sítio cirúrgico é considerado infectado quando: ✓ Há drenagem de secreção francamente purulenta; ✓ A secreção drenada tem cultura positiva; ✓ O local abre espontaneamente e drena secreção purulenta; ✓ A incisão é aberta pelo médico. É classificado pelo local do acometimento: ✓ Superficial: pele e subcutâneo; ✓ Profundo: fáscia e músculo; ✓ Órgão/cavidade: órgãos e cavidade, como cavidade torácica ou abdominal. Os principais fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico são: Tabela 1 - Fatores de Risco para Infecção de Sítio Cirúrgico. Fatores de risco para infecção de sítio cirúrgico Relacionados ao paciente Idoso (> 60 anos) Processo inflamatório crônico Doença de pele crônica Imunossupressão Desnutrição Colonização pelo S. aureus Obesidade Tabagismo Diabetes mellitus Insuficiência renal Anemia Doença vascular periférica Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 7 O achado clínico mais comum nas ISCs é a presença de sinais flogísticos junto da incisão cirúrgica: hiperemia, dor, calor, rubor, edema. O achado de febre é mais comum nas infecções profundas e órgão/cavidade. A drenagem de secreção purulenta, como vimos, é outro indicativo de ISC. O tratamento inicial indicado para as ISCs superficiais e profundas é a abertura dos pontos da pele, lavagem da ferida com solução salina, desbridamento, caso necessário, e manter a ferida aberta para cicatrização por segunda intenção. A maior dúvida dos alunos, pelo que já percebi nas questões, é: QUANDO DEVO INDICAR O USO DE ANTIBIOTICOTERAPIA? Se tivermos sinais de infecção sistêmica (febre e taquicardia, por exemplo), está indicado o início de ANTIBIOTICOTERAPIA. A ISC profunda é a principal causa da nossa próxima complicação, que é a deiscência de ferida operatória. Fatores locais Antibioticoprofilaxia inadequada Hemotransfusão Hipóxia Tempo operatório prolongado Má preparação da pele Hipotermia Necrose tecidual local Contaminação do instrumental cirúrgico Cirurgia aberta comparada com cirurgia laparoscópica Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 8 1.2 DEISCÊNCIA DE FERIDA OPERATÓRIA Para começo de conversa, vamos definir o que é uma deiscência de ferida operatória? A deiscência de ferida operatória se refere à falha na cicatrização da camada músculo-aponeurótica abdominal, que restringe os órgãos à cavidade abdominal. ASPECTO NORMAL DA CAMADA MÚSCULO-APONEURÓTICA ASPECTO NA DEISCÊNCIA DA CAMADA MÚSCULO-APONEURÓTICA Figura 2 - Imagem ilustrativa da Deiscência da Camada Músculo-Aponeurótica. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 9 Uma série de fatores pode afetar a cicatrização adequada da aponeurose, e as principais estão listadas na tabela abaixo: Tabela 2 - Fatores de Risco para Deiscência de Ferida Operatória. Fatores de risco para a deiscência da ferida operatória Erro técnico no fechamento da fáscia Cirurgia de emergência Infecção intrabdominal Diabetes Idade avançada (> 65 anos) Infecção de sítio cirúrgico Seroma, hematoma Icterícia Pressão intrabdominal elevada Obesidade (IMC > 30 kg/ m²) Uso prolongado de corticoides Ascite Deiscência prévia da ferida Desnutrição (albumina < 3,5 mg/dL) Radioterapia Neoplasia Quimioterapia Uremia Sexo masculino DPOC, tosse crônica O principal fator de risco para a deiscência de ferida operatória é a INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO. O início súbito de uma drenagem de líquido serossanguinolento, também descrito como “cor de salmão” ou “água de carne”, é o principal sinal de deiscência da aponeurose. Nessa situação, podemos ter duas outras situações clínicas distintas: a eventração e a evisceração. EVENTRAÇÃO: separação da camada músculo-aponeurótica, porém temos PELE ÍNTEGRA, sem exposição do conteúdo intra-abdominal. EVISCERAÇÃO: ruptura total das camadas da parede abdominal, com exposição do conteúdo abdominal (mais comumente, epíplon ou alças intestinais). Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 10 O que devo fazer diante da suspeita de deiscência de ferida operatória? (Atenção, pois essa pergunta é frequente nas Provas de Residência!) DRENAGEM SECREÇÃO SEROSSANGUINOLENTA PELA FERIDA OPERATÓRIA Exposição de alças = evisceração Ressutura da parede abdominal Sem exposição das alças Exploração digital daferida operatória Deiscência pequena = manejo conservador Deiscência grande = ressutura da parede abdominal SEROMA e HEMATOMA de ferida operatória são temas que caem pouco nas provas, por isso serão resumidas no quadro abaixo. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 11 1.3 RESUMO DAS COMPLICAÇÕES LOCAIS Complicações locais SEROMA • Acúmulo de linfa e gordura liquefeita • Abaulamento da ferida operatória • Muitas vezes indolor • Líquido claro, seroso • Baixo risco de infecção • Puncionar caso seja sintomático HEMATOMA • Acúmulo de sangue no subcutâneo • Abaulamento da ferida operatória, apresenta manchas arroxeadas junto da incisão • Muitas vezes sintomático • Líquido sanguinolento, pode apresentar coágulos • Alto risco de infecção • Pode se desenvolver dentro da cavidade abdominal • Tem sempre indicação de drenagem • É fundamental a avaliação da coagulação INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO • Causada principalmente pela flora bacteriana local • Hiperemia, edema e dor junto da cicatriz cirúrgica • Sintomática, podendo apresentar sinais e sintomas sistêmicos, como febre • Pode apresentar drenagem de secreção purulenta • Tratamento principal consiste na abertura dos pontos e lavagem da ferida • Antibioticoterapia é indicada nos casos com sinais e sintomas sistêmicos, como febre • É a principal causa de deiscência de ferida operatória DEISCÊNCIA DA FERIDA OPERATÓRIA • Principal causa é a infecção de ferida operatória • A incisão e a sutura podem estar normais, mesmo já tendo ocorrido a deiscência • Drenagem de líquido serossanguinolento pela ferida operatória (aspecto de “água de carne” • Pode se apresentar como eventração ou evisceração • Caso haja evisceração, está indicada ressutura da parede em centro cirúrgico • Na eventração, a ferida deve ser explorada digitalmente: caso a deiscência seja grande, está indicada a ressutura; caso a deiscência seja pequena, está indicado tratamento conservador Nesta primeira parte sobre as complicações pós-operatórias, tratamos das complicações locais. Partiremos agora para as complicações sistêmicas, começando pela febre pós-operatória. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 12 2.0 FEBRE PÓS-OPERATÓRIA Febre pós-operatória é um dos temas mais cobrados em relação às complicações pós-operatórias, algo em torno de 17%. Em relação a esse tema, as perguntas costumam ser com baixo nível de dificuldade, sempre relacionando o surgimento da febre ao período do pós-operatório. E eu lhe mostrarei que você vai conseguir acertar todas essas questões. Vamos em frente! O momento em que a febre ocorre no pós-operatório é o principal dado para nos auxiliar nos diagnósticos diferenciais. Nas primeiras 48 horas, até 72 horas, após o procedimento cirúrgico, as principais causas de febre no pós-operatório são: • Atelectasia pulmonar: é a principal causa de febre nas primeiras 48 horas; • Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). Nas primeiras 48 horas, não é necessário a solicitação de exames laboratoriais ou de imagem para a investigação da febre. FEBRE NAS PRIMEIRAS 72 HORAS ↓ ATELECTASIA ou RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA (SIRS) CAPÍTULO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 13 Passadas as primeiras 72 horas, o aumento da temperatura pode estar associado a processos infecciosos, como pneumonia e infecção do trato urinário. As principais causas de febre nesse período podem ser resumidas pelos 6 Ws: OS 6 WS FEBRE PÓS-OPERATÓRIA WIND (vento) Lembrar da pneumonia. WOUND (ferida) Lembrar da infecção de sítio cirúrgico, inclusive dos abscessos intracavitários. WATER (água) Lembrar da infecção do trato urinário (ITU) WASTE (resíduos) Lembrar do trato gastrointestinal: deiscência de anastomose ou fístulas gastrointestinais. WONDER DRIGS (medicamentos) Lembrar dos antibióticos, outros medicamentos e dos acessos venosos, tanto periféricos quanto centrais. WALKER (pedestre) Lembrar de quem não anda tem maior risco de tromboembolismo venosos, que pode ser causa de febre. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 14 Agora, falaremos sobre: Complicações gastrointestinais; Síndrome compartimental abdominal. Esses dois temas, somados, são responsáveis por quase 40% das questões sobre complicações pós-operatórias. 3.0 COMPLICAÇÕES GASTROINTESTINAIS As principais complicações gastrointestinais são: ✓ Íleo pós-operatório; ✓ Deiscência de anastomose; ✓ Fístula intestinal. Juntos, esses temas correspondem a mais de 20% das questões sobre complicações pós-operatórias. Em cada tópico informarei quais são os aspectos mais cobrados. DIA DE PÓS-OPERATÓRIO (DPO) Principais causas de febre pós-operatório Atelectasia pulmonar Resposta inflamatória sistêmica 1º - 3º DPO > 7º DPO3º - 5º DPO 5º - 7º DPO Infecção de ferida operatória Deiscência de anastomose/fístula Pneumonia Infecção urinária Abscesso Intra-abdominal CAPÍTULO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 15 O íleo paralítico pós-operatório cursa com sintomas obstrutivos: intolerância à dieta oral e dificuldade para eliminar flatos e/ou evacuar. No entanto, essa obstrução é de caráter funcional, ou seja, não temos um fator mecânico para a obstrução. Além disso, o íleo pós-operatório não é exclusivo de cirurgias abdominais, podendo ocorrer após cirurgias torácicas, cardíacas, ortopédicas, etc. As principais características clínicas do íleo pós-operatório são: • Inapetência, intolerância à dieta por via oral; • Náuseas; • Vômitos, geralmente biliosos; • Ausência de flatos; • Ruídos hidroaéreos diminuídos; • Distensão abdominal. Suspeito que meu paciente está com íleo pós-operatório. Hora de pedir um exame de imagem! O exame inicial na investigação do íleo pós-operatório é a radiografia de abdome. Veja na imagem abaixo as principais características do íleo pós-operatório na radiografia: Qual é a definição de íleo pós-operatório? Íleo paralítico pós-operatório refere-se à obstipação e intolerância à ingestão oral devido a fatores não mecânicos que interrompem a atividade motora normal coordenada do trato gastrointestinal após cirurgia abdominal ou não abdominal. 3.1 ÍLEO PÓS-OPERATÓRIO Sobre o íleo pós-operatório, você tem que ficar esperto sobre os seguintes aspectos: ✓ Identificar que se trata de um quadro de obstrução intestinal; ✓ Conduta inicial diante do íleo pós-operatório; ✓ Conhecer as principais características dos exames de imagem. Com esse conhecimento, tenho certeza de que você não errará nenhuma questão! Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 16 Figura 3 - Radiografia de Abdome Mostrando as Características do Íleo Pós-Operatório. Se após a radiografia de abdome a dúvida persistir, o exame mais indicado é a tomografia de abdome. A tomografia é um exame mais acurado, que permite a identificação de outras patologias que possam causas o íleo, como abscesso intra-abdominal. O tratamento do íleo pós-operatório consiste em medidas de suporte. Vejam as principais características do tratamento: Jejum VO Hidratação venosa Suspender opioides Correção de eletrólitos (potássio e magnésio) Sonda nasogástrica, se necessário Suporte nutricional (nutrição parental total) ÍL EO P Ó S- O PE RA TÓ RI O ÍLEO PARALÍTICO Posição central Ausência de haustrações Presença de gás no reto Sem ponto de obstrução Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 17 3.2 DEISCÊNCIA ANASTOMÓTICA Sobre a deiscência de anastomose, o que precisamos saber é: ✓ Quais são as principais causas e fatores de risco que levam a falha na cicatrização de uma anastomose; ✓ Identificar,na questão, que se trata de uma deiscência de anastomose; ✓ A partir dos fatores de risco, elencar as principais medidas para evitar a deiscência de uma anastomose; ✓ Como devemos conduzir o caso: cirúrgico X conservador. A deiscência de anastomose é definida como um “vazamento” do conteúdo luminal por uma falha na cicatrização da anastomose. Figura 4 - Imagem Esquemática Mostrando a Deiscência da Anastomose e o Vazamento do Conteúdo Luminal pela Falha na Cicatrização da Anastomose. Uma série de fatores pode causar ou contribuir para que ocorra a deiscência. Dê uma olhada na tabela abaixo que contém os principais fatores e fique bem atento: nas provas, é comum a banca colocar um ou mais fatores para você poder pensar em deiscência. Vamos falar agora de umas das piores complicações que um cirurgião pode encarar: a deiscência de uma anastomose. Não caia em pegadinha de prova: NÃO ESTÁ INDICADO USO DE ANTIBIÓTICOS NO TRATAMENTO DO ÍLEO PÓS- OPERATÓRIO. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 18 Fatores definitivos Aspectos técnicos Suprimento sanguíneo inadequado Tensão na anastomose Anastomose mal fechada (permite entrada de ar e/ou líquidos) Localização no trato gastrointestinal Anastomoses de maior risco: - Esofágica - Pancreatojejunal - Colorretal abaixo da reflexão peritoneal Fatores locais Presença de coleções Ambiente contaminado Fatores relacionados ao intestino Radioterapia Luz distal comprometida Doença de Crohn Fatores implicados Presença de drenos Neoplasia avançada Tabagismo Deficiência de vitamina C, ferro, zinco Choque e coagulopatia Cirurgia de emergência Terapia neoadjuvante (p.ex., uso do Bevacizumabe) Relacionados ao uso dos grampeadores Transfusão sanguínea Desnutrição Obesidade Sexo masculino A deiscência de anastomose comumente ocorre entre o 5º e o 7º dia de pós-operatório. Quando ocorre nos primeiros dias de pós- operatório, está associada a falha na técnica cirúrgica. Os sinais e sintomas da deiscência da anastomose são consequência de uma cascata de eventos que ocorre quando o conteúdo gastrointestinal cai na cavidade abdominal, indo desde coleção abdominal bloqueada até peritonite franca e sepse abdominal. TAQUICARDIA INEXPLICADA no pós-operatório é um dos sinais mais precoces da deiscência de anastomose. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 19 Os principais achados clínicos na deiscência de anastomose são: Suspeitei de uma deiscência da anastomose, qual exame pedir e quais alterações posso encontrar? O exame mais indicado para avaliar uma suspeita de deiscência de anastomose é a tomografia computadorizada de abdome. Agora vem uma das partes mais importantes: como tratar uma deiscência de anastomose? Se você está prestando atenção, vai perceber que a gente suspeita de deiscência de anastomose quando o paciente descompensa. Nesse sentido, as medidas iniciais visam a estabilização do paciente. Pensando nisso, e no quadro séptico que é comum nesses casos, a medida inicial é a ressuscitação volêmica, com a infusão de cristaloides e o início de antibioticoterapia de amplo espectro. Além do contraste venoso, o uso do contraste, por via oral ou via retal, é útil para identificar a deiscência. Achados clínicos na deiscência de anastomose Taquicardia Febre Mal-estar Queda do estado geral Taquipneia Dor abdominal Descompressão brusca abdominal Drenagem de secreção purulenta Drenagem de secreção entérica Sinais flogísticos Infecção de sítio cirúrgico Leucocitose no hemograma Íleo paralítico Deiscência de ferida operatória Formação de fístula Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 20 Vamos ver as principais medidas no tratamento da deiscência de anastomose? Ressuscitação volêmica Antibioticoterapia Jejum VO Suporte nutricional Avaliar necessidade de reoperação As medidas adotadas dependem do local e da extensão da deiscência. Nos casos de deiscências de anastomose ileocólica ou colorretal grandes, com sinais de peritonite, o mais indicado é desfazer a anastomose e derivar o trânsito com um estoma (ileostomia ou colostomia) e fechamento do coto distal. A presença de coleções e/ou abscessos intra-abdominais exige sua drenagem, podendo ser percutânea ou cirúrgica, dependendo da quantidade de coleções (única X múltiplas) e da possibilidade de acesso guiado por radiologia. A deiscência de anastomose pode evoluir para uma fístula externa. Falaremos do manejo das fístulas logo menos. Iremos agora para o que considero a desgraça na vida do cirurgião! Se você já viu ou já tratou uma fístula intestinal, você vai me entender! Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 21 3.3 FÍSTULAS INTESTINAIS Sobre as fístulas intestinais, o que você deve saber? ✓ Identificar, na questão, que se trata de uma fístula; ✓ As definições de fístula; ✓ Fatores que afetam a cicatrização das fístulas intestinais, um dos temas mais cobrados sobre as fístulas; ✓ Manejo e conduta das fístulas. Vamos lá! Como fazemos sempre, qual é a definição de fístula? Uma fístula representa uma comunicação anormal entre duas superfícies epitelizadas, uma das quais é um órgão oco. Sendo assim, a fístula pode ser formada entre dois órgãos digestivos (como fístulas do intestino delgado para o próprio intestino delgado, como ocorre em pacientes com doença de Crohn) ou entre órgãos de sistemas diferentes (como a fístula entre o cólon e a bexiga em pacientes com diverticulite). Elas são classificadas como fístulas internas. Os principais fatores que predispõe o surgimento de uma fístula são: As fístulas externas são aquelas que se desenvolvem entre o trato gastrointestinal e a pele ou uma outra superfície epitelizada. A maioria das fístulas são adquiridas e podem ser traumáticas, espontâneas ou pós-operatórias, sendo que a causa iatrogênica é a mais comum. Fatores que predispõe o surgimento de fístulas Doença intestinal intrínseca, como doença de Crohn Paciente imunossuprimido Enterite actínica (secundária a radioterapia) Cirurgia de emergência Obstrução distal ao fluxo gastrointestinal Tabagismo Presença de ambiente hostil (peritonite ou presença de abscesso) Desnutrição calórico-proteica Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 22 Neste capítulo, nosso foco são as fístulas INTESTINAIS (enterocutânea e enteroatmosférica). Vamos ver a definição de cada uma? Enterocutâneas: o conteúdo entérico drena por uma falha na pele. São as fístulas entéricas mais comuns; Enteroatmosféricas: também conhecidas como fístulas labiadas, o conteúdo entérico drena por uma ferida abdominal aberta (figura abaixo). São mais raras e podem ser uma complicação da peritoneostomia. Figura 5 - Fístula Enteroatmosférica, Também Conhecida Como Fístula Labiada. (Observe a exteriorização da mucosa da alça intestinal pela ferida abdominal aberta). Fonte: Acervo Pessoal. As fístulas também podem ser classificadas quanto a seu débito em 24 horas: Alto débito → > 500 mL em 24 horas; Baixo débito* → < 200 mL em 24 horas. *Atenção: algumas referências colocam como baixo débito toda fístula que tenha débito < 500 mL. Por isso, essa questão tem sumido das provas de Residência. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 23 A apresentação clássica da fístula intestinal é o paciente, no pós-operatório de cirurgia abdominal, normalmente entre o 5º e 10º dia de pós-operatório, evoluir com piora clínica, podendo apresentar: ✓ Febre; ✓ Taquicardia; ✓ Taquipneia; ✓ Dor abdominal; ✓ Sinais de peritonite, como descompressão brusca dolorosa; ✓ Íleo funcional; ✓ Drenagem de secreção entérica pela ferida ou por dreno abdominal; ✓ Leucocitose;✓ Distúrbio eletrolítico. Como você pode perceber, uma grande parcela dos pacientes se apresenta com sinais de SEPSE ABDOMINAL. Vamos conversar sobre como manejar esse paciente. Manejo do paciente com fístula intestinal ESTABILIZAÇÃO Ressuscitação volêmica Antibioticoterapia de amplo espectro Avaliar necessidade de reabordagem para lavagem da cavidade e drenagem Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos Cuidados com a pele Suporte nutricional INVESTIGAÇÃO Exames de imagem são úteis para identificar o trajeto e outros fatores prognósticos para o fechamento da fístula Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 24 DECISÃO Avaliar os fatores prognósticos para o fechamento espontâneo da fístula A maioria das fístulas fecha espontaneamente (60-90%) TRATAMENTO DEFINITIVO Aguardar o melhor momento para realização do tratamento cirúrgico definitivo NUNCA tente rafiar a fístula O tratamento definitivo da fístula requer a ressecção do segmento intestinal, junto com o trajeto fistuloso e anastomose REABILITAÇÃO Suporte nutricional Reabilitação física Reabilitação psicológica Como vimos, o suporte nutricional é fundamental. Veja o esquema abaixo para ajudar você a definir qual é a melhor via: Débito da fístula > 200 mL/24h (débito moderado/alto) Jejum VO Nutrição parenteral total < 200 mL/24h (baixo débito) Iniciar dieta VO Aumento do débito da fístula Débito mantido ou em queda Jejum VO Nutrição parenteral total Manter dieta VO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 25 Para ajudar você, eu criei um mnemônico para decorar os principais fatores de mau prognóstico para o fechamento das fístulas. Somente o T.R.E.I.N.O leva à perfeição. T R E I N O TRAJETO EPITELIZADO E CURTO (< 2 cm) RADIAÇÃO/ENTERITE ACTÍNICA ESTRANHO (CORPO ESTRANHO) INFECÇÃO/INFLAMAÇÃO NEOPLASIA JUNTO À FÍSTULA OBSTRUÇÃO DISTAL Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 26 4.0 SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL A síndrome compartimental ganhou um peso enorme nas provas de Residência. Em nossa estatística, esse tema representa mais de 15% do total das questões. Bons estudos! A síndrome compartimental abdominal se refere à disfunção orgânica causada pela hipertensão intra- abdominal. Conceito Definição Pressão intra-abdominal Pressão estática dentro da cavidade abdominal Varia de 5 a 7 mmHg Pacientes obesos mórbidos e gestantes podem ter pressão intra-abdominal mais elevadas Pressão de perfusão abdominal É a diferença entre a pressão arterial média e a pressão intra-abdominal Pressão de Perfusão Abdominal (PPA)=PAM-PIA Parâmetro mais útil para avaliação do tratamento da síndrome compartimental abdominal Valor ideal é > 60 mmHg Hipertensão intra-abdominal Pressão intra-abdominal sustentada ≥ 12 mmHg Síndrome compartimental abdominal Pressão intra-abdominal sustentada > 20 mmHg Com ou sem uma pressão de perfusão abdominal < 60 mmHg Associada a disfunção orgânica nova Nós podemos dividir a síndrome compartimental abdominal em primária ou secundária. CAPÍTULO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 27 Síndrome compartimental abdominal Primária Presença de patologia intra-abdominal Cirurgia de controle de danos, com empacotamento abdominal Ascite volumosa Hematoma retroperitoneal Pancreatite Pacientes submetidos a correção cirúrgica de hérnias abdominais volumosas Secundária Ausência de patologia intra-abdominal Causa iatrogênica Ressuscitação volêmica agressiva em pacientes em choque Agora que já entendemos os mecanismos que levam ao aumento patológico da pressão intra-abdominal, como fazemos o diagnóstico? A primeira mensagem aqui é: Nenhum dado no exame clínico ou achado no exame de imagem é confiável para o diagnóstico da hipertensão intra-abdominal e, eventualmente, da síndrome compartimental abdominal. Para tanto, é necessária a medição da pressão intra-abdominal. O aumento da pressão abdominal pode levar a disfunção orgânica e, como isso, dar início à síndrome compartimental abdominal. No exame físico, a maioria dos pacientes apresenta abdome tenso e distendido. A tríade clássica da síndrome compartimental abdominal é ✓ Oligúria; ✓ Aumento da pressão de pico das vias aéreas; ✓ Aumento da pressão intra-abdominal. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 28 Vamos ver as principais alterações fisiológicas decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal: Pressão intra-abdominal↑ Compressão da veia renal e vasoconstrição da artéria renal Retorno venoso ↓ Pressão intratorácica ↑ Alterações gastrointestinais Pressão intracraniana ↑ Pressão perfusão cerebral↓ Fluxo sanguíneo renal↓ Débito urinário↓ Perfusão da mucosa intestinal↓ Fluxo no tronco celíaco e na artéria mesentérica superior ↓ Débito cardíaco↓ Diminuição da pré-carga↓ Volume sistólico↓ Resistência vascular periférica↑ Hipoxemia Pressão das vias aéreas↑ Complacência pulmonar↓ Pressão a. pulmonar↑ Pressão venosa central↑ Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 29 A técnica mais empregada para medição da pressão intra-abdominal é A MEDIÇÃO DA PRESSÃO INTRA- VESICAL (técnica de Kron) A partir da medida da pressão intravesical, é possível graduar a hipertensão intra-abdominal: Grau mmHg cmH2O I 12 – 15 10 – 15 II 16 – 20 16- 25 III 21 – 25 26 – 35 IV > 25 > 35 Caso a pressão seja dada em cmH2O, para conversão de cmH2O em mmHg, basta dividir o valor fornecido por 1,36. mmHg = cmH2O 1,36 Em pacientes com síndrome compartimental abdominal primária, é necessária a descompressão da cavidade, seja com a retirada do conteúdo intra-abdominal, no caso de ascites volumosas, ou a realização da abertura da cavidade peritoneal, mantendo-a deliberadamente aberta, técnica conhecida como peritoneostomia (técnica do abdome aberto). A peritoneostomia também pode ser necessária em pacientes que não respondem ao tratamento conservador na síndrome compartimental secundária. A conduta para hipertensão intra-abdominal/síndrome compartimental abdominal secundária é igual? Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 30 Em pacientes com síndrome compartimental abdominal secundária, damos preferência, inicialmente, ao tratamento conservador. As medidas estão resumidas no quadro abaixo: Grau mmHg Conduta I 12 – 15 • Descompressão gástrica com sonda nasogástrica • Posicionamento adequado no leito • Evacuação de lesões que estejam ocupando espaço na cavidade intra- abdominal • Otimização da complacência abdominal, com sedação e analgesia adequadas (o uso de bloqueadores neuromusculares pode ser necessário) • Otimização do balanço hídrico, evitando a hiper-hidratação e objetivando um balanço hídrico negativo (pode ser necessária a utilização de hemodiálise) • Otimização hemodinâmica >> Caso o manejo conservador não seja eficaz, e a pressão continuar se elevando, está indicada a descompressão cirúrgica<< II 16 – 20 III 21 – 25 IV > 25 Descompressão cirúrgica, realizando laparotomia e mantendo o paciente em peritoneostomia Tenha sempre em mente que, caso o tratamento clínico falhe, está indicada a descompressão cirúrgica, com peritoneostomia (técnica do abdome aberto) Chegamos ao fim deste resumo estratégico. Hora de praticar fazendo a lista de questões sugerida! Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 31 Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolvauma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://estr.at/3ucjAvt https://estr.at/3ucjAvt Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 32 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAPÍTULO 1. Townsend, C. M., R. D. Beauchamp, B. M. Evers and K. L. Mattox (2017). Sabiston Textbook of Surgery: The Biological Basis of Modern Surgical Practice, Elsevier Saunders. 2. Brunicardi, F. C., D. K. Andersen, T. R. Billiar, D. L. Dunn, J. G. Hunter, J. B. Matthews and R. E. Pollock (2014). Schwartz’s Principles of Surgery, 10th edition, McGraw-Hill Education. 3. Mavros MN, Velmahos GC, Falagas ME. Atelectasis as a cause of postoperative fever: where is the clinical evidence? Chest. 2011 Aug;140(2):418-424. doi: 10.1378/chest.11-0127. Epub 2011 Apr 28. PMID: 21527508. 4. Bassi C, Dervenis C, Butturini G, Fingerhut A, Yeo C, Izbicki J, Neoptolemos J, Sarr M, Traverso W, Buchler M; International Study Group on Pancreatic Fistula Definition. Postoperative pancreatic fistula: an international study group (ISGPF) definition. Surgery. 2005 Jul;138(1):8-13. doi: 10.1016/j.surg.2005.05.001. PMID: 16003309. 5. Clavien PA, Sanabria JR, Strasberg SM. Proposed classification of complications of surgery with examples of utility in cholecystectomy. Surgery. 1992 May;111(5):518-26. PMID: 1598671. 6. Dindo D, Demartines N, Clavien PA. Classification of surgical complications: a new proposal with evaluation in a cohort of 6336 patients and results of a survey. Ann Surg. 2004 Aug;240(2):205-13. doi: 10.1097/01.sla.0000133083.54934.ae. PMID: 15273542; PMCID: PMC1360123. 7. Moreira LF, Pessôa MC, Mattana DS, Schmitz FF, Volkweis BS, Antoniazzi JL, Ribeiro L. Cultural adaptation and the Clavien-Dindo surgical complications classification translated to Brazilian Portuguese. Rev Col Bras Cir. 2016 May-Jun;43(3):141-8. English, Portuguese. doi: 10.1590/0100-69912016003001. PMID: 27556536. 8. Kimball EJ. Intra-abdominal hypertension and abdominal compartment syndrome: a current review. Curr Opin Crit Care. 2021 Apr 1;27(2):164-168. doi: 10.1097/MCC.0000000000000797. PMID: 33480617. Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 33 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Querido aluno, Chegamos ao fim deste resumo estratégico de complicações pós-operatórias. Este resumo, por sua finalidade, não substitui o livro digital, em que o conteúdo é bem maior; no entanto, acredito que ele irá ajudar você como forma de revisão e direcionamento do estudo. Foi um prazer passar esse tempo com você... Para quaisquer dúvidas, os canais estão abertos! Instagram: @proftomascoelho VEJO VOCÊ NA PRÓXIMA AULA! UM GRANDE ABRAÇO E UM FORTE BEIJO!! CAPÍTULO Prof. Tomas Coelho | Resumo Estratégico | 2023 Estratégia MED CIRURGIA Complicações Pós-Operatórias 34 https://med.estrategia.com 1.0 COMPLICAÇÕES LOCAIS 1.1 INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO 1.2 DEISCÊNCIA DE FERIDA OPERATÓRIA 1.3 RESUMO DAS COMPLICAÇÕES LOCAIS 2.0 FEBRE PÓS-OPERATÓRIA 3.0 COMPLICAÇÕES GASTROINTESTINAIS 3.1 ÍLEO PÓS-OPERATÓRIO 3.2 DEISCÊNCIA ANASTOMÓTICA 3.3 FÍSTULAS INTESTINAIS 4.0 SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL 5.0 LISTA DE QUESTÕES 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS