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Caxias do Sul – RS, de 27 a 29 de Maio de 2014 
 
 
 
II Congresso de Pesquisa e Extensão da FSG 
http://ojs.fsg.br/index.php/pesquisaextensao 
 
ISSN 2318-8014 
ERITROBLASTOSE FETAL: UMA ATUALIZAÇÃO DA LITERATURA 
Camila Alquati Tarelli
a
, Alisson Santos
b
, Gabriel Romani
c
, Micael Marques Pires
d
, Cíntia 
Tusset
e
 
a 
Graduanda em Biomedicina (FSG); Faculdade da Serra Gaúcha (FSG); camilatarelli@hotmail.com 
b 
Graduando em Biomedicina (FSG); Faculdade da Serra Gaúcha (FSG); alisson.santos@hotmail.com 
c 
Graduando em Biomedicina (FSG); Faculdade da Serra Gaúcha (FSG); gabrielromani1993@yahoo.com.br 
d 
Graduando em Biomedicina (FSG); Faculdade da Serra Gaúcha (FSG); contatomicaelmarquesdj@live.com 
e 
Doutora em Ciências da Saúde; Faculdade de Medicina da USP; cíntia.tusset@fsg.br 
Informações de Submissão 
Autor Correspondente 
Cintia Tusset 
Rua Os Dezoito do Forte, 2366 
Caxias do Sul /RS 
CEP: 95020-472 
 
Palavras-chave: 
Doença hemolítica perinatal, anemia fetal. eritroblastose fetal, 
aloimunização 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO: A eritroblastose fetal consiste na destruição das hemácias do feto Rh 
positivo por anticorpos específicos da mãe Rh negativos. O objetivo desse trabalho foi revisar 
a literatura em relação à etiologia da eritroblastose fetal e principalmente em relação ao 
diagnóstico e prevenção da doença. Esse trabalho foi desenvolvido por meio de uma revisão 
em bases de dados científicas, tais como Scielo, Pubmed, bem como em sites e livros de 
cunho científico. As palavras chaves busca foram: doença hemolítica perinatal, anemia fetal. 
eritroblastose fetal, e aloimunização. ETIOLOGIA: O antígeno mais comumente envolvido 
no desenvolvimento da doença hemolítica do recém-nascido é o antígeno D, o qual é 
responsável por determinar o tipo sanguíneo Rh. Dessa forma, se uma pessoa é D positivo, ela 
será Rh positivo; porém uma pessoa sem o antígeno D será Rh negativo (BRAUN; 
ANDERSON, 2009). O desenvolvimento da eritroblastose fetal ocorre se a mãe desenvolver 
anticorpos contra as hemácias do feto, o que ocorre somente se a mesma já foi sensibilizada 
anteriormente por meio de uma transfusão sanguínea incompatível, ou após a primeira 
gestação de uma criança Rh positiva, em que as hemácias do feto passaram à circulação 
(BAIOCHI; NARDOZZA, 2009). Diante dessa situação, o feto passa a ser reconhecido como 
II Congresso de Pesquisa e Extensão da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) 
 
 
Caxias do Sul – RS, de 27 a 29 de Maio de 2014 
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um “invasor” no corpo da mulher, e os anticorpos maternos atravessam a placenta e passam a 
atacar os eritrócitos fetais. Esse ataque traz sérias consequências ao bebê e desencadeia um 
processo de hemólise; o que pode levar a um quadro profundo de anemia. As complicações 
podem ser maiores ou menores, dependendo do grau da sensibilização materna. Em grande 
parte dos casos, a criança nasce morta. Todavia, quando isso não ocorre, o bebê pode nascer 
com lesões no sistema nervoso, o que acarretará deficiências em diversas partes do corpo, 
além de icterícia em virtude do depósito excessivo de bilirrubina no sangue. 
DIAGNÓSTICO: A eritroblastose pode ser diagnosticada por meio do exame clínico, 
laboratorial, ultrassonográfico e após o nascimento. O diagnóstico clínico consiste na 
investigação dos tipos sanguíneos dos pais e da pesquisa da possibilidade de sensibilização 
materna prévia. No diagnóstico laboratorial, poderá ser feito o teste de Coombs indireto, em 
que os anticorpos maternos para o antígeno D são detectados no soro para determinar se a 
gestante já foi sensibilizada. A ultrassonografia pode ser realizada para analisar a placenta, o 
volume amniótico, bem como detectar o crescimento anormal do abdômen. Ainda existe um 
novo método, não invasivo, que consiste na medida do pico da velocidade sistólica da artéria 
cerebral média para detectar a anemia fetal (BRAUN; ANDERSON, 2009). 
TRATAMENTO: A exsanguineotransfusão foi à primeira terapia de sucesso para tratamento 
de icterícia neonatal grave contribuindo para a redução morbimortalidade dos recém-nascidos 
com doença hemolítica perinatal. Esta terapia consiste na substituição de quase todo o sangue 
do paciente pelo sangue de um doador, o que se consegue pela retirada e transfusão de sangue 
realizado simultaneamente (CARVALHO, 2001). Apesar dos novos tratamentos diminuírem a 
necessidade da exsanguineotransfusao, ela ainda ocupa um papel de destaque na abordagem 
terapêutica dos casos graves de doença hemolítica perinatal e hiperbilirrubinemia, pois é a 
única modalidade capaz de retirar os anticorpos anti Rh e as hemácias sensibilizadas, com 
rápida correção da anemia e diminuição da concentração sérica da bilirrubina (SÁ, 2006). 
CONCLUSÃO: A prevenção é o melhor tratamento para a doença por incompatibilidade de 
RH e deve começar antes mesmo de a mulher engravidar. Tão logo seja confirmada a 
gravidez, de uma mulher Rh negativo com parceiro Rh positivo deve-se realizar o exame de 
Coombs indireto para detectar a presença de anticorpos anti-Rh no sangue. Após 72 horas do 
parto do primeiro filho, nos casos de incompatibilidade sanguínea por fator RH, a mulher 
deve tomar gamaglobulina injetável para que os anticorpos anti-Rh sejam destruídos. Desse 
modo, os anticorpos presentes em seu sangue não destruirão o sangue do próximo filho. 
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REFERÊNCIAS 
 
BAIOLCHI, E.; NARDOZZA, L. M. M. Aloimunização. Rev. Bras. Ginecologia e 
Obstetrícia. v.31, n.6, p.311-319, 2009. 
 
BRAUN, C. A.; ANDERSON, C. M. Fisiopatologia: Alterações funcionais na saúde 
humana. Porto Alegre: Artmed, . p.115 – 118, 2009. 
 
CARDOSO, Mayara Lopes. Doença Hemolítica do Recém Nascido. Disponível em: < 
http://www.infoescola.com/doencas/doenca-hemolitica-do-recem-nascido/>. Acesso em 30 
out. 2013. 
 
CARVALHO, M. Tratamento da icterícia neonatal. Jornal de Pediatria. vol. 77, Supl.1, 
2001. 
 
SÁ, C.A.M. Doeça hemolítica perinatal pelo fator Rh: experiência de 10 anos do 
Instituto Fernandes Figueira. Disponível em: 
<http://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/7361/2/56122.pdf>. Acesso em: 30 abr. 2014.

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